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A social-democracia está entrando em seu último suspiro – e será abolida pela automação

Nota do editor

O artigo abaixo foi publicado em janeiro de 2017. Cinco anos depois, e com o evento da Covid-19, seu tema ficou ainda mais atual. 

Desde 2020, os governos ao redor do mundo adotaram uma forma mais branda da renda universal garantida, voltada para os mais pobres e para os desempregados. Esta renda foi paga majoritariamente via impressão de dinheiro pelos Bancos Centrais, medida esta que está gerando sérias consequências inflacionárias ao redor do mundo

Isto, por si só, já aniquila a ideia de que a renda universal poderá ser pagar via inflação monetária. 

Logo, com esta tese já natimorta, sobram apenas duas opções: endividamento do governo ou mais impostos.

Nenhuma será possível no longo prazo, como demonstra o artigo abaixo.

____________________________________________

O socialismo é uma ideia cujo tempo acabou.

Ao redor do mundo, economias puramente socialistas
já foram abandonadas. A ideia de que o estado deve gerir a economia é levada a
sério apenas pelos líderes da Coreia do Norte e da Venezuela. Suspeito que nem
mesmo os comunistas de Cuba acreditem mais nisso.

Consequentemente, o estado de bem-estar social —
popularmente chamado social-democracia — também está entrando em seus
estertores. A social-democracia se baseia na ideia de que o estado pode agir
como uma espécie de sanguessuga sobre a economia produtiva, e que de alguma maneira
a sanguessuga não irá crescer e nem a economia produtiva irá se enfraquecer.

Talvez a mais amada de todas as propostas já
aventadas pela social-democracia é aquela que envolve uma renda básica
universal, independentemente de se o indivíduo trabalha ou não. Eis a última
manifestação desta ideia lunática:

À
medida que os robôs vão tomando seus empregos, os europeus querem dinheiro de
graça para todos

Existo,
logo sou pago.

A
noção radical de que os governos devem dar dinheiro de graça para todos —
ricos e pobres, trabalhadores e desocupados — está, lenta porém firmemente,
ganhando tração na Europa. Sim, você leu corretamente: uma renda mensal
garantida pelo governo, sem qualquer contrapartida.

Na
França, dois dos sete pré-candidatos à nomeação do Partido Socialista na
eleição presidencial deste ano estão prometendo modestos, porém regulares,
estipêndios para todos os adultos franceses. Testes ainda limitados já
começaram na Finlândia, com outros experimentos já planejados em outros países,
inclusive nos EUA.

Chamado
de “renda universal” por alguns, “renda básica universal” ou apenas “renda
básica” por outros, a ideia já foi levantada sob vários outros pretextos e
aparências desde pelo menos a segunda metade do século XIX. Após décadas no
limbo do debate intelectual, ela se tornou mais convencional em 2016, quando a
Suíça fez um referendo — e rejeitou por completo — sobre uma rende básica de
aproximadamente US$ 2.500 por mês.

“Foi
um ano incrível”, diz Philippe Van Parijs, fundador da organização Basic Income
Earth Network, que faz lobby pela aprovação desta ideia. “A renda básica foi
mais debatida e descrita neste ano do que durante toda a história da
humanidade”.

Mas
antes de você escrever uma carta de demissão para o seu chefe pensando que
nunca mais terá de trabalhar, um alerta: há várias perguntas não respondidas
sobre a questão, começando por como tal esquema será financiado. Eis um olhar
sobre as questões:

Por
que o crescente interesse?

Em
uma palavra, robôs. Com as máquinas e os sistemas automatizados crescentemente
substituindo a mão-de-obra humana, a França poderá perder 3 milhões de empregos
até 2025, diz Benoit Hamon, um ex-ministro da educação que está em campanha
para a presidência do país com a promessa de introduzir gradualmente uma renda
básica para todos, sem contrapartidas. À medida que o trabalho vai se tornando
escasso, uma renda modesta, porém garantida, faria com que as pessoas deixassem
de temer por seu futuro e liberaria mais tempo para dedicarem às suas família,
aos mais necessitados e a si próprios, diz ele.

Também
poderia estimular as pessoas a se arriscar mais, a abrir novos negócios e a
tentar novas atividades sem o risco de perder os benefícios assistenciais.

O
outro pré-candidato do Partido Socialista a favor da renda básica é Jean-Luc
Bennahmias. Assim como Hamon, o ex-parlamentar argumenta que não faz sentido
imaginar o retorno da época da bonança econômica, com empregos para todos.

“Crescimento
de dois, três, quatro ou cinco por cento nos países ocidentais? Acabou”, disse
ele em um debate televisivo na semana passada. “Temos de falar a verdade”.

Pesquisas
de fora validam seus argumentos. Um estudo da Universidade de Oxford, de 2015,
estimou que quase metade de força de trabalho americana corre risco com a
automação.

A Finlândia já começou um
experimento com este programa. [E foi encerrado ao fim de 2018].

A mesma ideia foi levada a referendo na Suíça no ano
passado, mas os suíços, muito sabiamente, votaram contra a proposta, e
de forma esmagadora
(mais de 75% contra).

Dizer que essa proposta de renda universal não
funcionaria porque “as pessoas seriam desestimuladas a trabalhar e,
consequentemente, não gerariam renda a ser tributada pelo governo, o que por
sua vez inviabilizaria a continuidade do programa”, é uma explicação correta,
porém incompleta.

Para essa proposta funcionar é necessário haver
fontes que irão fornecer continuamente o dinheiro para manter toda a população
no assistencialismo. Mas de onde virá o dinheiro? Os defensores do
assistencialismo dizem que o dinheiro poderá ser extraído dos lucros das
empresas.

Isso mostra que eles simplesmente não entendem nada
sobre a origem dos lucros em uma economia de mercado livre e competitiva.

Lucros são temporários

Sim, lucros são
temporários. Lucros surgem quando algumas empresas conseguem um
fluxo maior de receitas do que de despesas.

Porém, quando há um mercado cujas empresas nele
estabelecidas estão conseguindo taxas de retorno acima da média, isso irá
inevitavelmente atrair novas empresas concorrentes. Essa é a dinâmica do
capitalismo. Se você descobre um nicho bastante lucrativo, você imediatamente
atrai a concorrência, que também quer usufruir uma fatia desse lucro.

Empreendedores rivais, que também estão em busca do
lucro, não estão dispostos a permitir que um punhado de empresas que chegaram
primeiro a um determinado mercado, e que por isso estão auferindo lucros acima
da média, continuem operando tranquilamente.

“Por que abrir mão desse dinheiro?” — essa é a
pergunta que qualquer empreendedor em busca do lucro faz para si próprio. “Por
que deixar meu concorrente usufruir exclusivamente todo esse dinheiro em um
mercado que está aberto à entrada de novos concorrentes?”

Se alguém está ganhando muito dinheiro fornecendo um
determinado tipo de serviço que até então não era tido como lucrativo, por que
não entrar nesse mercado e fornecer um serviço similar a um preço menor?

Por isso, a tendência em uma economia de livre
mercado é que as taxas de lucros se equalizem ao longo do tempo. Sempre há
exceções, mas essas exceções ocorrem quando o governo impõe restrições à
entrada da concorrência (como, por exemplo, nos setores controlados por
agências reguladoras
e nos setores que operam protegidos por tarifas de
importação
).

Fora isso, no geral, empreendedores não são de
permitir que outros empreendedores embolsem grandes lucros sem serem
desafiados.

Portanto, de onde virá o dinheiro para colocar toda
a população do país no assistencialismo? É isso o que os socialistas e
social-democratas nunca explicaram. Seus grandiosos planos nunca são
acompanhados de estudos detalhados que mostram quem exatamente irá pagar para
colocar todo o país no assistencialismo. Afinal, se fizessem isso, eles
assustariam seus alvos. Políticos nunca querem assustar seus alvos, a menos que
estes sejam numericamente ínfimos.

Robôs e máquinas não pagam impostos. Robôs e
máquinas reduzem o custo de se produzir bens e serviços. As empresas que se
beneficiam da substituição de mão-de-obra humana por máquinas obtêm grandes
lucros inicialmente; porém, isso atrai a atenção dos concorrentes, que
rapidamente querem fazer o mesmo. Consequentemente, outros fabricantes de robôs
e máquinas também irão vender robôs e máquinas para os concorrentes daquelas
empresas que inicialmente implantaram os robôs e as máquinas.

Robôs e máquinas não fazem greves. É impossível eles
se sindicalizarem. Eles simplesmente trabalham sem parar e nunca param de
produzir. E há mais deles sendo projetados e fabricados. Eles estão vindo para
uma indústria perto de você.

E estamos aqui desconsiderando todas as
mini-fábricas que utilizam impressoras 3-D. Elas estão chegando também.

As empresas que lucram com o emprego de robôs e
máquinas e com a demissão de pessoas não conseguirão manter seus lucros acima
da média por muito tempo. Seus concorrentes também irão contratar robôs e
máquinas e demitir mais pessoas.

Portanto, quem irá pagar a renda universal para
todas essas pessoas demitidas? Ninguém.
Este
é todo o ponto. As máquinas e os robôs não irão. As empresas que tiverem seus
lucros reduzidos por causa da concorrência não irão. Os novos concorrentes não
irão. Todos estes estarão muito ocupados tentando descobrir novas maneiras de
cortar custos.

O que nos leva a outro ponto de grande importância.

Renda
isenta de impostos

As únicas pessoas que realmente poderão bancar esse
esquema assistencialista são os consumidores que comprarem os produtos
produzidos pelos robôs e máquinas. Com a redução de custos, a inflação de
preços será cada vez menor. Consequentemente, a renda real dessas pessoas irá
subir.

Mas esse aumento da renda real não pode ser
facilmente tributado. Não dá para tributar aumentos reais nos salários, apenas
aumentos nominais. O governo teria, então, de tributar ainda mais os salários
dos trabalhadores. E ele só teria receita crescente se os salários nominais
aumentassem continuamente.

Mas, por causa da automação, não será necessário
haver aumentos nos salários nominais. A população terá um aumento em sua
qualidade de vida por causa dos preços reduzidos gerados pela automação. Com
preços reduzidos, haverá mais dinheiro disponível para gastar. Isso é aumento
real da renda. É uma renda isenta de imposto.

Em um sistema no qual a renda monetária é tributada,
o governo pode tributar apenas a renda nominal. Trata-se da renda denominada em
uma moeda específica. Se você obtém um aumento, o governo está lá para
confiscar uma fatia. Consequentemente, se você pudesse escolher entre um
aumento nominal de 3% ou redução de 3% em todos os preços, você seria esperto
se escolhesse a segunda opção. Você teria um aumento da renda na forma de
preços decrescentes em seus bens de consumo.

É por isso que todos os governos odeiam a deflação
de preços. É por isso que os governos sempre defendem a expansão do crédito:
isso gera um aumento da quantidade de dinheiro na economia, que por sua vez
gera aumentos nominais de preços e salários, o que permite receitas tributárias
maiores para o governo. Se a inflação monetária elevar os preços, elevará
também os salários. O governo pode então tributar esse aumento dos salários. E
pode também auferir receitas maiores com os impostos indiretos embutidos nos
preços.

Por outro lado, se a população melhora sua qualidade
de vida por causa de uma redução nos preços, então o governo não conseguirá se
beneficiar disso. Não há aumentos nominais nos quais ele pode colocar suas mãos
gananciosas. A renda que aumentou foi a renda real, e não a nominal. Políticos consideram
isso intolerável. Preços em declínio são vistos como algo ultrajante por
praticamente todos os políticos (e também por economistas keynesianos).

Um cenário em que os salários nominais são estáveis e
os preços ao consumidor estão em queda é uma fórmula para se estrangular as
receitas dos governos. Políticos e keynesianos odeiam a simples ideia disso.

Mas é inevitável. As máquinas e os robôs irão estrangular
os governos. Mas não irão estrangular o indivíduo que tiver um emprego. Com preços em queda e os salários estáveis, não haverá
como os políticos extraírem mais renda da população. Isso já é visivel nos
países ricos. A única opção será elevar impostos. Mas isso será
suicídio político. E nenhum político quer voluntariamente acabar com sua própria
carreira. Eles não querem cortar benefícios, mas também não podem aumentar
impostos. Se pudessem, eles aumentariam os benefícios e aumentariam os impostos
apenas sobre grupos específicos. Mas os robôs e as máquinas não são esse grupo.
Eles não pagam impostos.

No final, tudo isso é uma ótima notícia para todas as
pessoas do mundo. E uma péssima notícia para todos os políticos do mundo.

O
que fazer

Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho
humano, então ela deve substituir o trabalho humano. O trabalho humano não deve
ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de
maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa. 

Se algo pode ser feito por uma
máquina, por que imobilizar algo tão versátil quanto o trabalho humano? O
trabalho humano é o mais versátil de todos. Há inúmeras coisas que as pessoas
podem aprender a fazer. Já uma máquina pode fazer bem apenas uma coisa; ela não
pode fazer outra coisa fora daquilo para a qual projetada.  Seres humanos não são como máquinas. Eles
podem fazer muitas coisas.

Se você trabalha no setor industrial, então você
deve aspirar a uma posição que esteja entre uma máquina especializada e a
resolução de um problema imediato. Existem todos os tipos de problemas imagináveis e inimagináveis nos
processos de produção, o que significa que uma máquina não irá solucioná-los.
Qualquer tipo de problema tem de ser resolvido pela mente humana, e por um ser
humano equipado com uma ferramenta capaz de resolver o problema. É a
criatividade humana, em conjunto com o uso de ferramentas, que é essencial para
garantir a produção de uma máquina. Aspire a uma posição em que você tenha
constantemente de utilizar sua mente.

Se você tem uma profissão manual que se resume a
fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você
pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é
bom repensar seu futuro. Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.

A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é
resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes
e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há
vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos
singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. 

As
máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão
limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas
altamente específicos. 

O segredo para se ter uma alta renda não é possuir
uma capacidade de efetuar tarefas repetitivas. O segredo é ter uma mente
criativa. O segredo está na mente criativa que é capaz de aplicar
princípios gerais a casos específicos, e então encontrar ferramentas
especializadas com as quais implantar seu plano.

Por isso, se a sua ocupação requer que você apenas
efetue coisas repetitivas, coisas que não requerem muito raciocínio, então
seria bom você ficar esperto e começar a procurar algum setor que possua algum
conjunto de problemas que alguém com suas habilidades possa resolver. É a
capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas,
que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e
patrões.

O fato é que, em algum momento, surgirá uma máquina
que fará o trabalho mecânico melhor do que você. Adam Smith já havia observado
que as habilidades mecânicas e repetitivas que são necessárias em uma divisão
do trabalho não são boas para os homens. Por isso, a automação
será ótima para toda a humanidade, libertando-a do fardo do trabalho monótono e exaustivo.

Conclusões

O grande experimento na Europa, de colocar todo um
país no assistencialismo, irá explodir sobre todos os políticos de todas as nações
que tentarem implantar essa ideia. Simplesmente não haverá novas vítimas disponíveis
das quais se extrair a riqueza necessária para colocar todos no
assistencialismo universal. Hoje mesmo, as receitas tributárias já estão em
queda em boa parte do mundo desenvolvido.

A ideia de um estado de bem-estar social está
condenada. O arranjo não durará mais do que a segunda metade do século XXI.

Margaret Thatcher estava certa. O socialismo é
popular apenas enquanto os socialistas conseguem meter suas mãos no dinheiro
dos outros. A capacidade de os socialistas fazerem isso hoje está cada vez mais
próxima de zero. Chegou a hora de os social-democratas aprenderem a mesma lição.

_________________________________________

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114 comentários em “A social-democracia está entrando em seu último suspiro – e será abolida pela automação”

  1. Simplesmente não haverá novas vítimas disponíveis das quais se extrair a riqueza necessária para colocar todos no assistencialismo universal

    Neste ponto somos uma potência: Já atingimos esse nível, e nem precisamos de tanta automação assim.

  2. Qualquer que seja a renda a ser paga tem um preço correspondente; o valor do dinheiro tem de ser ganho antes de ser pago em espécie.

    E sabidamente o Reino Unido está saindo da UE pra não ter outras contas pra pagar no continente.

  3. Daniel Democrata-Cristão

    Ok, ok. Vou destilar meu veneno!

    Sou cidadão que faz um trabalho repetitivo, tenho uns 40 anos, e ganho meu salário. Daí chegam os robôs e pá! Perdi meu trabalho, meu salário e não terei dinheiro para comprar os produtos feitos por outros robôs, conclusão, me estrepei e as empresas tbm pois haverá menos gente pra comprar delas.

    Como vou me recolocar no mercado se os patrões não contratam pessoas com mais de 40 anos? Farei o que para poder comer, beber e tomar meus ansiolíticos? vou rodar a bolsinha na esquina?

  4. Já antevejo o estado criando um imposto sobre uso dispositivos de automação sobre o pretexto de que não é justo um robô tomar o emprego de um pai de família.

  5. É difícil prever o que irá acontecer com a social-democracia. Não há dúvida que trata-se de um sistema que tende a crescer até o ponto de ser esmagado pelo próprio peso. Mas quando isso acontecer, é óbvio que as pessoas que ganharam muito com este sistema não estarão tão dispostas a abrir mão de sua posição. E é muito mais fácil fazer isso através de regulações, politicagens e coerção do que através do livre mercado. Seria muito mais fácil, por exemplo, proibir os robôs com a desculpa de manter os empregos, do que aceitar as consequências. No Brasil, a classe política conseguiu manter todo o sistema intacto através daquele processo demorado e custoso que foi o impeachment. O povo queria ver uma cabeça rolando e foi só o que recebeu. A máquina ineficiente e esbanjadora continua funcionando a todo vapor, comendo quase metade de nossa renda e nos forçando a adquirir bens e serviços caros e de qualidade duvidosa. Resumindo, existe muita gente querendo manter as coisas do jeito que estão. Se eles perceberem que a sua principal fonte está secando, eles irão simplesmente procurar outra fonte, fazendo o possível para manter seus privilégios inalterados.

  6. “A coisa mais valiosa que as pessoas podem fazer é resolver problemas. Elas não são máquinas. Da mesma maneira, clientes e consumidores têm vários problemas. Não há um só tipo de problema. Há vários padrões de problemas. Mas cada problema possui aspectos singulares. É por isso que máquinas não podem lidar com eles. As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos. ”

    E é exatamente por isso que o argumento dos socialistas de que máquinas poderiam realizar o cálculo econômico no socialismo não poderia dar certo, máquinas são programadas para lidar com fatores pré-programados, enquanto o cálculo econômico envolve um constante reajuste de preços e de realocação de fatores de produção, uma máquina não pensa fora do script.

  7. Capitalista Keynes

    “É a capacidade de saber resolver problemas, e não a implantação de soluções mecânicas, que gera uma renda alta. É assim que trabalhadores se tornam líderes e patrões.”

    Muito bom artigo ….vejo isso onde trabalho . Todos os líder que são aprovados em um processo seletivo são os que resolvem problemas e quanto mais complexos, mais eles ganham. Sabem agregar valor ao seu trabalho, se tornando necessários e desejados na empresa.

  8. É verdade que, no longo prazo, a taxa de lucro num mercado competitivo tende a zero? Ou isso é apenas na teoria mainstream de concorrência perfeita?

  9. Este assunto tem se tornado interessante para mim. Acho que é porque nunca consigo visualizar bem o cenário, sempre aparece um argumento contra ou a favor da automação sem limites.

    Acho que um dos grandes problemas dos esquerdistas é a velha história da “soma zero”, ou “riqueza pré-criada”. Eles acham que só poderá haver riquezas através do capital atualmente empregado – sejam os bens de capitais já alocados nas empresas, ou os capitais financeiros dispostos a investimentos.

    Entretanto, qualquer um pode criar riquezas, só o fato de alguém plantar sementes e, após certo período, crescer frutos da plantação, já foi uma criação de riqueza. A pessoa que se dispôs a semear fez com que fossem criadas novas frutas aptas ao consumo.

    A riqueza criada pelas empresas quase que inteiramente automatizadas será posta ao mercado, e se não houver mercado para comprá-la – gente sem emprego e sem renda-, simplesmente a produção parará. E se a produção parar a economia também freará. Obviamente que ninguém quer isso.

    Porém, ao automatizarem a maioria de empresas de produtos e alguns serviços, as pessoas não ficarão paradas, de mãos cruzadas. Elas começarão a ofertar serviços a outras pessoas, e vice-versa, no final das contas, quase todo mundo começará a produzir serviços – se são serviços fúteis, aí é outra conversa…

    Acho que, para acompanhar esse ritmo de automação, a população futura não deverá ser muita… E o contraponto será se até máquinas começarem a oferecer os mais diversos serviços, aí tudo irá por água abaixo, já que não haverá quase nenhum serviço a oferecer…

    Enfim, acho que o futuro é complexo demais para afirmar que acontecerá coisa x ou y, depende de uma série de variáveis. Apenas acho, de acordo com meu raciocínio acerca do tema – que é limitado- que se a automação crescer nas empresas que ofertam produtos, o mundo melhorará bastante, mas se ela se expandir e dominar até nos serviços, estaremos ferrados!

  10. Gostei do texto, mas tenho minhas dúvidas (e receios) sobre isso..

    Entendi a explicação sobre pessoas com trabalhos manuais e repetitivos aprenderem a fazer outras coisas devido a automação de seu trabalho, mas ainda assim acho que iria saturar o mercado pois seria muita gente para poucos modos novos de serviço..

    E tambem.. com estas estimativas de crescimento populacional gigantesca e a automação dos serviços manuais, será que vai haver emprego para todos realmente?

    É um assunto que nunca me deparei muito para pensar sobre, mas gostei do texto e me instigou a pesquisar mais, abraços!

  11. É uma pena que o próprio governo já sabe disso e também está utilizando cada vez mais robôs para continuar com sua expropriação da população.

    Basta ver quantas obrigações acessórias uma empresa deve entregar para as “otoridades”, que vão cruzar informações de todas as formas para sugar até o último centavo – o mesmo que acontece com a declaração de imposto de renda de pessoa jurídica.

  12. Olá, pessoal,

    duas questões:

    1 – Sobre a origem do dinheiro para o assistencialismo: O tributo do pessoal ativo + tributação do lucro (apesar dos altos lucros serem temporários, eles não são nulos ao longo do tempo) não seriam suficientes para pagar a “renda básica”?

    2 – Sobre o tópico “Renda isenta de impostos”, o valor arrecadado pelo governo não seriam maior em termos reais, apesar de não aumentar nominalmente? Qual a diferença entre o governo arrecadar um valor nominal menor (mas com ganho real) e um valor nominal maior (mas com ganho real menor). O primeiro caso não seria melhor para o governo?

    Ou seja, por que a deflação é ruim para o governo (Em um cenário em que ele arrecada mais em termos reais, apesar do valor nominal menor)?

  13. [OFF Topic ]

    Galera do IMB, tem uma página no facebook que se chama Contra o Pensamento Liberal, lá eles fazem postagens sérias contra a Escola Austríaca, e eles supostamente “refutaram” a Teoria do Valor Subjetivo e a Utilidade Marginal. Gostaria que vocês dessem uma olhada(até pq eu não tenho capacidade de porra nenhuma), e se puderem, façam um artigo contra esses caras.

  14. ” … As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos … ”

    Quem não entende do assunto acredita muito nessa afirmação. E se o limite da máquina for maior que o limite humano? Estava agora mesmo vendo as Apis do Watson e as redes LSTM ( e tentando em vão prever o daytrade). O Watson não foi programado por humanos a se comportar como é (infelizmente muitos ficarão confusos com essa afirmação) , ele foi é ensinado a se comportar daquela forma absorvendo um enorme banco de dados. No máximo diretrizes, crenças e preferências foram impostas. Ele tem seus limites, mas são maiores que os nossos em muitos aspectos.

    A própria definição de criatividade é problemática: Não seria somente a expressão da diversidade de pensamentos e circunstâncias? Algo fácil de implementar em computadores, mas muito perigoso para a vida real.

    Mas acredito que a maior questão no futuro será mais doméstica como se vê no artigo abaixo e semelhantes:

    epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/12/o-carro-tera-de-escolher-quem-salvar-e-quem-machucar.html

    O que fará as pessoas pedirem por uma regulamentação do que somente aceitar que as empresas visando os lucros prefiram que seus carros matem uma criança na estrada do que seu dono.

  15. “Se uma máquina é capaz de substituir o trabalho humano, então ela deve substituir o trabalho humano. O trabalho humano não deve ser desperdiçado em tarefas repetitivas que podem ser feitas por uma máquina de maneira igualmente eficaz e menos dispendiosa…”

    A minha experiência de vida parece diferente da experiência do pessoal dos comentários e do autor do texto. Vou ser bem sincero aqui e objetivo, não quero polemizar: conheço muitas pessoas que não são capazes de fazer absolutamente nada a não ser “apertar parafusos” ou “carregar tijolos”. Simples assim. O autor do texto assume que todos os trabalhadores tem condições de aprender. Eu não acho que isso seja verdadeiro. Mesmo que queiram, e isso eu já não vejo comumente de jeito nenhum, muitos são incapazes de aprender. Alguém tem essa impressão?

  16. Aceitem que dói menos. A renda básica vem aí e será um alívio porque irá retirar o estado de tudo o mais (exceto exército, polícia e justiça). É o melhor possível.

  17. Há um pequeno erro no texto. Na deflação o governo também ganha. Se a tributação é de X e o governo consegue comprar Y de produtos e serviços, se há deflação e o preço desce pela metade, o governo vai poder comprar 2Y sem alterar a arrecadação. A única forma do governo não ganhar nada com a deflação seria se ele diminuísse proporcionalmente a arrecadação, ou seja, passar a arrecadar X/2 (metade). Ora, se X paga os gastos do governo porque compra Y, agora com a deflação, metade de X, compra os mesmos Y mantendo o mesmo gastos anteriores de bens e serviços (Y). Em outras palavras, se o governo continuar arrecadando o mesmo X apesar da deflação significa que ele vai poder sustentar o dobro de burocratas desocupados.

  18. Tem um ponto que não foi considerado pelo artigo, a inteligência artificial. Se uma IA forte surgir no futuro, aí todos ou quase todos os empregos poderiam desaparecer. Assim, a humanidade viveria como deuses servida por robôs ou seria extinta. Talvez não seja um futuro tão binário assim, esse futuro é difícil de prever.

  19. José R.C.Monteiro

    Robôs mais capazes (em termos), e mais fortes, do que os seres-humanos, já li isso em revistas de almanaque – robôs dominam seres-humanos . Está a parecer que não serão as máquinas, mas sim outros seres humanos , quer dizer, outros seres-humanos, chegar a ser engraçado – “ponhamos culpa nos robôs”.

    Chamamos isso de concentração de poder, queiramos ou não, tem sabor de tiro-no-próprio-pé.

    Há uma previsão da indústria automobilística que no ano de 2025 não será mais necessário um ser-humano para dirigir os automóveis, não é uma belezura? Quer dizer, todos os carros ligados à uma central informática, e, naturalmente, essa central saberá aonde todos estarão indo, sem afastar a possibilidade (claro, nessa altura de tecnologia todos seres-humanos estarão isentos do “pecado original”) do extremo poder de parar nosso trajeto – sonho de Genghis Khan e Stálin.

    Se as evoluções moral e tecnológica estiverem “pari passu” nesse momento, ficarei muito infeliz em partir dessa para melhor.

    Espero que a máxima de J.Schumpeter doesn’t come true: quem acabará com o capitalismo, será o próprio.

    Caramba, lembrei de uma palestra do Google: “nós não queremos responder às pessoas as perguntas que elas têm, mas sim responder perguntas que elas nem sabem que possuir em suas cabeças”.

    Não podemos pensar que “apenas” há o conflito de economia estatizada versus economia de mercado, parece que a concentração de poder passa por cima desse conflito de econômico, será que os socialistas já não sacaram tudo isso?

    Espero que pelo fato de que Hilary Clinton ter recebido de Wall Street mais de 200 milhões de dólares, e Trump 13 milhões, não seja algum tipo de indicador meio que vermelhinho dessa minha tênue percepção da esperteza dos socialistas.

    Há um livro – Zero To One – em que ser monopolística, ou seja, concentrar poder, é o sonho de toda empresa ao ser criada; Karl Marx previu que a concentração do capital, quer dizer, concentração do poder, tratava-se de um capitulo ESSENCIAL DO ADVENTO DO SOCIALISMO.

    Dei uma escapada no assunto per se, porei culpa nos robôs, tudo isso para dizer que deveríamos pensar que o aparenta ser uma derrocada do social-democracia, pode ser uma percepção futurística, considerar o inimigo sagaz é salutar.

  20. FREDERICO HAUPT BESSIL

    Se houvesse uma previsão expressa na CF instituída por EC, afirmando que os direitos sociais lá previstos ou na CLT podem ser livremente negociados em Convenção Coletiva, afim de estabelecer um livre mercado, até mesmo com possibilidade de redução do salário-mínimo e/ou aumento da carga horária para 12h sem pagamento de horas extras, afim de combater o desemprego e aumentar a competitividade das Empresas brasileiras no mercado global, por exemplo: definindo que o trabalho em sábado e domingo terá a mesma remuneração que o trabalho normal ou que o trabalho noturno terá a mesma remuneração que o diurno; ou que o empregado Celetista passará por estágio probatório como os estatutários, podendo dispersar-se o empregado por desempenho insuficiente, mesmo não configurando hipótese de justa causa, sem direito a verbas rescisórias;

    tal EC poderia prosperar ou seria derrubada no STF por configurar retrocesso Social?

    O legislador é livre para fazer tais mudanças na CF para instituir uma livre mercado no Brasil afastando ao máximo a influência do Estado nas Negociações privadas, em virtude da separação dos poderes, ou o modelo atual de intervencionismo Estatal só poderia ser modificado com uma nova Constituição?

  21. “Aqui vai um humilde conselho, algo que aprendi na marra nos últimos anos: Se você leu um texto, um artigo ou uma monografia acadêmica (sobre qualquer assunto), e após a leitura você não é capaz de, só pela sua memória, descrever os três principais argumentos do artigo, então ignore o artigo: ele não é importante; Se você não é capaz de sintetizar para uma pessoa leiga, de maneira coerente, quais são os argumentos do artigo, então ignore os argumentos. Eles provavelmente são incoerentes.”

    Não é um conselho tão humilde assim: pressupõe que você é um interpretador de textos formidável que sempre consegue compreender e explicar qualquer bom texto. Às vezes não conseguimos compreender ou explicar um texto por causa de nossas próprias limitações e lacunas.

    * * *

  22. O cara primeiro tem que ser útil para alguém, cliente, empresa qualquer um. Depois, vai receber dinheiro. Essa é a ordem natural.

    Agora o que tem de gente reclamando o direito de receber $$ antes de ser útil…

  23. Daniel de Oliveira

    Entendi o argumento principal, que se trata da transição de uma sociedade para receber a renda básica universal, e que isto seria impossível pois com a automação em constante crescimento a tendência é os produtos ficarem cada vez mais baratos, e a valorização dos trabalhos intelectuais serem cada vez maiores. Mas existe um medo meu que até mesmo o Stephen Hawking tinha, que a evolução biológica não acompanhe a evolução das tecnologias, em seu livro o universo

  24. Daniel de Oliveira

    Entendi o argumento principal, que se trata da transição de uma sociedade para receber a renda básica universal, e que isto seria impossível pois com a automação em constante crescimento a tendência é os produtos ficarem cada vez mais baratos, e a valorização dos trabalhos intelectuais serem cada vez maiores, com isto, o estado não poderia conseguir arrecadar muito dinheiro para redistribuir se não aumentar cada vez mais os impostos.

    Mas existe um medo meu que até mesmo o Stephen Hawking tinha, que a evolução biológica não acompanhe a evolução das tecnologias de inteligência artificial. Em seu livro o universo numa casca de noz, ele argumenta no último capítulo, que em 20 anos já seria possível se ter máquinas com a mesma complexidade cerebral de um ser humano, o que abriria lacunas absurdas tanto para a questão da superioridade da espécie humana tanto na economia. Aí sim fodeu, literalmente todo mundo vai ficar desempregado, isso se eles não assumirem a consciência de que estão sendo escravizados e destruírem nossa espécie.

    Mas ao mesmo tempo ele assume que a evolução biológica no DNA na espécie humana também cresce de maneira exponencial, e que ele aumenta a sua complexidade em uma taxa de 1 bit por ano se não me engano. Isto significa que a espécie humana também vai ficar cada vez mais inteligente e complexa a cada ano, isto se não considerarmos avanços na engenharia genética que faria este índice ser ainda maior. Mas existe um porém, a espécie humana teria de escolher se seria responsável por desenvolver raciocínios complexos ou raciocínios rápidos, em sua argumentação ele disse basicamente: “ou um ou outro, os dois não da”. Bom, eu diria que não dá pra fazer os dois serem eficientes, mas dá.

    Mas o ponto em que eu quero chegar é: se a humanidade assumir que quer cuidar de raciocínios complexos, possívelmente ele daria a função de raciocínios rápidos e trabalhos manuais as máquinas. Mas não é todo mundo que é inteligente ao ponto de conseguir ser um engenheiro ou um programador qualificado hoje em dia. Assim vai ter brechas para ficarem eternamente desempregados se considerarmos que a automação vai ser muito absurda.

    Não sei se um estado de bem estar social seria bom para a população nesse caso pois ao mesmo tempo que a gente tem um governo que pra manter o assistencialismo precisaria taxar muito: ou os lucros, os trabalhadores, os ricos, o consumo, grandes fortunas, todos ao mesmo tempo ou apenas alguns, também teremos muitas pessoas desempregadas que não conseguiram se adaptar ao mercado, assim morrendo de alguma forma.

    Dois cenários são possíveis:

    Considerando o cenário de que se a robotização alcançar um ponto de fazer com que comidas mais demandadas sejam gratuitas, no caso a preço de custo 0 pois não se precisaria pagar mão de obra, os desempregados não precisariam se preocupar com comida, pois seria gratuita, mas teria que se preocupar com a sua moradia e qualidade de vida caso não tivesse. Possívelmente uma instituição de caridade ajudaria estas pessoas.

    Considerando o cenário a qual exista um preço de custo para manter a produtividade e ninguém fornece comida de graça. O cara vai morrer de fome se ninguém estiver disposto a ajudá-lo seja com o que for.

    Alguém me ajuda com essa masturbação mental, pelo amor de Deus. Não cheguei a nenhuma conclusão.

  25. Fabrício B. Aguirre

    Em nenhum momento foi citada a influência destas decisões sobre a criminalidade em uma nação. Onde não há emprego e renda formais, uma parcela da população economicamente ativa acaba sendo atraída pelos ilícitos.

  26. Libertario de verdade

    Discordo em partes. O carater conta muito,nisso voce tem razao,porem,se o pais e rico e sobra oportunidades e liberdade,dificilmente voce vera assaltos e roubos a residencia pois para o ladrao compensa muito menos o crime pela baixa taxa de retorno e o risco de punicao muito maior pois as pessoas podem se defender muito mais facil devido a liberdade e condicoes financeiras maiores para pagar por isso. Normalmente em paises ricos os crimes sao menos violentos e mais rentaveis. Um exemplo de pais rico e o Japao,Canada e etc e de pais com liberdade de defesa e o Paraguai que tem indices menor do que no Brasil de criminalidade.

  27. a matéria é excelente, como tudo que o imb publica. só precisa dar uma consertada no título, que ficou horrível pela repetição de palavra. fica a sugestão.

  28. alguém poderia, por gentileza, me informar onde se escondeu o artigo POR QUE A CHINA IRÁ IMPLODIR, de autoria de david stockman, publicado no dia 23 de maio de 2014 neste site? não consigo encontrá-lo mais, nem pedindo ajuda ao algoritmo de pesquisa que encontra artigos publicados pelo IMB.

  29. Priscila Pacazevicz

    “Em uma palavra, robôs. Com as máquinas e os sistemas automatizados crescentemente substituindo a mão-de-obra humana, a França poderá perder 3 milhões de empregos até 2025”

    Máquinas e robôs precisam não se fazem sozinhos. São produtos da mente e mãos humanas. A mão de obra ficará cada vez mais qualificadas e empregos repetitivos vão desaparecer.

    ***

  30. Não entendi porque a deflação limita o governo. Se os preços aos consumidores caem, também cai os custos para o governo gastar, mesmo que a receita não aumente nominalmente, o poder de compra da arrecadação do governo sobe

  31. Leandro, você disse uma vez que ama o Brasil e que não pretenderia imigrar por mais condição que tenha. Gostaria que dissertasse sobre esse pensamento agora, em 2022. Mudou alguma coisa? Vi um comentário seu antigo dizendo que o Brasil é ótimo se souber fazer as escolhas corretas.

    E se fosse se mudar, iria para onde?

    E o populismo, socialismo, esse câncer que assombra a América Látina, não te preocupas em criar família e se aposentar em um continente desses? São tantos males…

    Se o Brasil não tem chance de dar minimamente certo, porque acha isso aqui muito bom pra viver?

    Queria entender essa sua mentalidade

    Abraços!

  32. Recentemente tem tido discussão sobre NFT e "roubo" de propriedade por causa de prints dessas NFT. Como funciona isso?

    É verdade que da pra roubar ou se passar por possuidor de NFT assim? Se sim, isso seria um roubo de propriedade de alguma forma?

  33. “As máquinas sempre estarão limitadas por sua programação, e elas sempre estarão limitadas por sua incapacidade de inventar soluções criativas para problemas altamente específicos.”

    Esse é o maior erro desse artigo.

  34. Alguém pode me resumir o que esta acontecendo com OTAN, Russia e Ucrania? Qual o problema agora?

    Ja não basta a China em HK e Taiwan, agora vem a Russia querendo anexar mais um país que não quer ser anexado?

    Afinal, Putin disse que o Ocidente que fica pondo misseis na Ucrania e não respeita os acordos de não expansão da OTAN.

    Eai?

  35. Incrível como a Social-Democracia, o Estado do Bem Estar Social nasceu morto…é um natimorto de quantos anos? mais 70 anos? O que ele produziu? os Estados com melhores condições de vida por décadas e décadas?… Se não serve de exemplo para todos os países serve para muitos, então por que não enumerar de qual está falando? Essa bira é sem sentido, todo sistema adotado precisa se renovar a todo momento, essa é a grandeza do capitalismo que pode ser Estatal até neoliberal de acordo com o espectro e necessidade de cada pais, mas aqui nem os melhores exemplos são separados, fora um ou outro texto comentando sobre o sistema dos escandinavos, e mesmo assim sem exaltação rs

  36. O governo não poderia abolir a tendencia deflacionaria da deflação com a impressora, consequentemente levando a aumentos nominais nos preços e salários? É o que ele tem fazendo faz decadas já;

    Acho que o autor desconsiderou os bancos centrais na equação

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