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Se você for um libertário, jamais conceda a superioridade moral aos seus detratores

Libertários normalmente são colocados na defensiva
porque seus princípios são tidos como muito extremos e suas visões, muito
radicais.

Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do
libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um “liberal
moderado”, um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista.
Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas.

Porém, são exatamente esses grupos que têm de estar
na defensiva. São eles que defendem a violência, a coerção, o esbulho, e todos
os tipos de agressões à vida e à propriedade privada.

Todos esses grupos acreditam que é correto e
apropriado o governo

(1) deter, multar, encarcerar e punir indivíduos que
incorrerem em ações inteiramente privadas, pacíficas, voluntárias e
consensuais, as quais não agrediram a pessoa e a propriedade de ninguém;

(2) confiscar a propriedade e a renda de uns para
financiar a educação, a saúde, a pesquisa, a cultura e as obras viárias de
outros;

(3) regular, restringir e até mesmo proibir
atividades comerciais envolvendo compradores e vendedores consensuais; e

(4) confiscar os recursos dos indivíduos contra sua
vontade — e ameaçando-os de encarceramento caso resistam — com o intuito de
redistribuir o esbulho para aqueles grupos de pessoas que o governo julgar
adequado.

Querer travestir essas agressões com nobres
intenções morais, e jurar que as defende porque “quer o bem do povo”, em nada
altera a natureza imoral do ato.

O
que é o libertarianismo

O libertarianismo é uma filosofia que defende a
liberdade, a propriedade e a paz.

Tal filosofia diz que o indivíduo deve ser livre
para viver sua vida como quiser, buscar sua própria felicidade, acumular o
tanto de riqueza que puder, fazer suas próprias escolhas, avaliar seus próprios
riscos e assumir total e irrestrita responsabilidade por seus atos, praticar o
comércio com qualquer outro indivíduo que esteja voluntariamente disposto a
transacionar, participar de qualquer atividade econômica, e gastar os frutos do
seu trabalho da maneira que quiser.

O indivíduo deve ser livre para fazer tudo isso desde que suas ações sejam pacíficas,
suas associações sejam voluntárias, suas interações sejam consensuais, e ele
não viole a pessoa e os direitos de propriedade dos outros.

O libertarianismo respeita a privacidade pessoal, a
privacidade financeira, o livre pensamento, a responsabilidade individual, a
liberdade de consciência, a liberdade de trocas, a propriedade privada e o
livre mercado.

O libertarianismo celebra a liberdade individual, a
liberdade das pessoas, a atividade pacífica, a interação voluntária, o
laissez-faire, a livre iniciativa, a liberdade de associação, e a liberdade de
expressão em sua própria propriedade ou em veículos próprios.

O credo do libertarianismo é o princípio da
não-agressão: nenhum indivíduo deve sofrer agressão contra sua pessoa e
propriedade caso ele próprio também respeite a pessoa e a propriedade de
terceiros.

Desde que um indivíduo não infrinja os direitos de
terceiros por meio do cometimento, ou da ameaça do cometimento, de autos de
roubo, agressão, fraude ou violência contra a pessoa e a propriedade destas
pessoas, ele deve ser deixado totalmente em paz pelo governo.

Porém, dado que o governo é o violador supremo dos
direitos individuais e de propriedade das pessoas, os libertários se opõem, de
maneira pacífica, às intervenções, regulações e controles exercidos pelo
governo, sempre agitando para tentar limitá-los ao máximo.

O
que os libertários devem responder. Sempre!

Portanto, em vez de ficarem na defensiva e tentar
buscar desculpas para se afastar dos princípios libertários — ou mesmo tentar
suavizar suas crenças e torná-las mais palatáveis –, libertários deveriam
corajosamente dizer: É claro que eu defendo isso e aquilo! É claro que eu me
oponho a isso e àquilo! É claro que eu sou um libertário.

Por exemplo:

É claro que eu me oponho ao desarmamento! Se as
armas forem criminalizadas, apenas os criminosos terão armas. Bandidos que
querem cometer assaltos à mão armada ou assassinatos não são detidos por leis
anti-armas. Deveria haver um livre mercado de armas assim como há para vários
outros produtos.

É claro que eu defendo o uso da maconha para fins
medicinais! Não é função do governo decidir quais tratamentos médicos são
apropriados. O governo em nada deveria se intrometer na área da medicina.

É claro que eu me oponho à educação pública! Não é
função do governo educar (ou doutrinar) os filhos de ninguém. E muito menos é
sua função obrigar terceiros a pagar pela educação dos filhos dos outros. Todas
as escolas, universidades, bolsas e auxílios deveriam ser voluntariamente
ofertados privadamente.

É claro que eu defendo a descriminalização de todas
as drogas! Vícios não são crimes. Todo crime necessita de uma vítima tangível e
com danos mensuráveis. Não é função do governo proibir, regular,
restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver,
cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

É claro que eu me oponho à saúde pública! Não é
função do governo fornecer saúde para a população. E é imoral obrigar algumas
pessoas a pagar pela saúde de outras pessoas.

É claro que eu me oponho a subsídios! Nenhum grupo
da sociedade, seja ele formado por empresários, por artistas ou por
consumidores, deve receber privilégios. O que o governo repassa a um grupo foi
antes confiscado de outro grupo. Nenhum indivíduo jamais foi consultado se ele
quer que uma fatia de seus impostos seja destinada a algum grupo específico. Se
determinados indivíduos querem que um determinado grupo de pessoas ou que uma
determinada atividade econômica receba auxílios, então ele deveria simplesmente
fazer um cheque.

É claro que eu defendo todos os tipos de isenções e
deduções tributárias! Acabar com as isenções e com as deduções significa
aumentar as receitas do governo, e equivale a aumentar impostos. Quanto mais
dinheiro nas mãos de pessoas e empresas, e quanto menos nas mãos do governo,
melhor. Déficits do governo não são causados por quedas na receita, mas sim por
descontrole nos gastos.

É claro que eu defendo o direito de as pessoas
venderem seus órgãos! Se há algo que realmente pertence a um indivíduo de maneira
clara e inegável é o seu corpo. Qualquer um tem o direito natural de vender
seus órgãos para aquele que oferecer mais em troca. Não importa se ele está
vivo ou se ele quer vender após morto (deixando o dinheiro como herança).

É claro que eu me oponho a restaurantes populares
subsidiados por impostos! Não é função do governo alimentar ninguém. Todos os
tipos de auxílio alimentar devem ser oferecidos por organizações privadas.

É claro que eu me oponho ao governo estipular um
salário mínimo! Não é função do governo estipular um preço mínimo para a
mão-de-obra, proibindo de trabalhar pessoas que estejam dispostas a receber um
salário menor do que aquele que o governo especificou. O governo estipular um
valor mínimo para o salário faz tanto sentido quanto o governo estipular um
valor mínimo para o pão.

É claro que eu defendo o livre comércio! O governo
regular e restringir transações comerciais com cidadãos de outros países nada
mais é do que uma forma de planejamento central soviético. Não é função do
governo “proteger” indústrias e garantir seus lucros. Não é função do governo proibir
os cidadãos de pagar mais barato por bens estrangeiros ou obrigar esses cidadão
a pagar mais caro por bens nacionais. Indivíduos e empresas têm o direito
natural de exportar bens ou importar bens de qualquer país que quiserem.

É claro que eu me oponho a agências reguladoras! Não
é função do governo cartelizar o mercado e proteger empresas. Nenhum setor da
economia merece o privilégio de operar sob uma reserva de mercado, com uma
agência reguladora estipulando quem pode e quem não pode operar nele. Os setores bancárioaéreotelefônicoelétrico, de internet, de planos de saúde, de postos de gasolina e de
ônibus devem
operar sob livre concorrência, como o resto da economia. Não há motivos para
seus empresários merecerem proteção especial.

É claro que eu me oponho ao seguro-desemprego! Não é
função do governo pagar às pessoas para elas não trabalharem. Seguro contra o
desemprego deveria ser fornecido pelo setor privado, assim como há seguro de
carro, seguro de saúde, seguro de vida, seguro residencial etc.

É claro que eu me oponho à Previdência Social! Não é
função do governo confiscar dinheiro do trabalhador com a promessa (falsa) de
que irá devolver daqui a várias décadas. Muito menos é função do governo
gerenciar um esquema
fraudulento de pirâmide
. O trabalhador deveria manter seu salário integral,
e investi-lo como julgar mais adequado.

É claro que eu me oponho a toda e qualquer lei anti-discriminação!
Tais leis são um ataque à propriedade privada, à liberdade de associação, à
liberdade de contrato e à liberdade de pensamento. Em uma sociedade livre,
qualquer indivíduo, empresa, patrão ou organização deveria ter o direito de
discriminar (o que não significa agredir fisicamente) qualquer pessoa por
qualquer motivo. Associação forçada não é liberdade de associação.

É claro que eu me oponho ao assistencialismo! É
imoral o governo tomar o dinheiro daqueles que trabalham e repassá-lo a aqueles
que não o fazem. Toda e qualquer caridade deveria ser voluntária e privada.

É claro que eu me oponho a licenças ocupacionais e a
regulamentações de profissões! Por que alguém precisa da permissão do governo
para abrir uma empresa, praticar comércio, trabalhar em determinadas
profissões, perseguir uma determinada vocação, ou fornecer um serviço para
consumidores que voluntariamente o desejam? Por que um indivíduo precisaria da permissão
do governo para trabalhar? Todas as certificações e licenças ocupacionais poderiam e deveriam ser
emitidas pelo setor privado
.

É claro que eu apoio essas coisas! É claro que eu me
oponho a essas coisas! É claro que eu sou um libertário!

Conclusão

Os libertários jamais deveriam conceder qualquer
superioridade moral àqueles que insistem em interferir coercivamente na
liberdade alheia.

O ônus da prova tem de estar sempre sobre aqueles
que querem agredir pessoas inocentes e que querem confiscar sua renda e regular
seus empreendimentos, e não sobre aqueles que querem simplesmente ser deixados
em paz para viver suas vidas da forma que acharem melhor, sempre respeitando
esse mesmo direito para os outros.

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Invertendo o jogo: são os
estatistas, e não os defensores da liberdade, que têm de dar respostas

 

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184 comentários em “Se você for um libertário, jamais conceda a superioridade moral aos seus detratores”

  1. Este ponto é discutível:

    “É claro que eu defendo todos os tipos de isenções e deduções tributárias! Acabar com as isenções e com as deduções significa aumentar as receitas do governo, e equivale a aumentar impostos. Quanto mais dinheiro nas mãos de pessoas e empresas, e quanto menos nas mãos do governo, melhor. Déficits do governo não são causados por quedas na receita, mas sim por descontrole nos gastos.”

    Uma isenção tributária dada a uma atividade ou a um negócio em particular, viola o princípio da igualdade perante a lei. Não cabe ao governo fazer juízos de valor de qual atividade é benéfica para todos, e, portanto, deveria pagar menos impostos.

    Se estamos falando de minarquia (e não de anarquia), os impostos são um fato. E a única possibilidade lógica é a isonomia. Se os impostos incidirem sobre os negócios, a alíquota deve ser igual para todos os negócios, em todos os segmentos.

    Abcs

  2. Impávido Colosso

    Será que ninguém percebeu que o estado criou a “cultura do assalto” ?

    O estado tem a fama de corrupto, mal administrado, sem vergonha e incapaz.

    Se as pessoas são criadas em um local com a “cultura do assalto”, cultura da malandragem, etc; a tendência é que mais crimes irão acontecer.

    Eu acho difícil alguém virar criminoso em um local sem crimes. As crianças aprendem desde cedo que tem muita corrupção no governo e na sociedade. Isso acaba gerando a “cultura do crime”.

    Por isso, confiscar e expropriar os bens das pessoas virou uma coisa normal. Ninguém tem vergonha em pedir que o estado confisque mais bens das pessoas.

    As sociedades que respeitam o patrimônio alheio são mais livres, porque as pessoas não duvidam da honestidade das outras.

    A “cultura do crime” venceu no Brasil!

  3. O libertarianismo não defende a liberdade, defende a liberdade dentro da (e com a) sua propriedade. Como aqui no Brasil a propriedade privada é relativa, os aproveitadores vão até se sentir presos.

  4. Vamos começar deixando claro alguns pontos.

    1- Quem vive da exploração do homem pelo homem, através do capitalismo, é você meu amigo libertário.

    2- Quem destrói a cultura de um povo, através de porcaria da grande mídia e internet, é você meu amigo libertário.

    3- quem destrói as relações humanas, transformando os seres humanos em objeto de preço, é você meu amigo libertário.

    O capitalismo destruiu a vida de milhões de pessoas. Todas as nossas dores e sofrimentos, deve-se ao capitalismo. Pergunte a qualquer pobre, qual seu principal problema e percebera que há algo relacionado ao capital. Portanto meu amigo libertário, você não tem nenhum direito de ter superioridade moral, pois o capital é imoral por excelência.

    Não gostamos de você, senhor capitalista, apenas te aturamos porque o socialismo ainda não chegou a perfeição, ao estado da arte, mas quando chegar meu amigo, seus dias estarão contados. Vou exigir o pedido de desculpas de cada um, a começar por Helio beltrião.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.

  5. Mas é claro que eu me oponho a bancar um exército! Se algum outro país resolver invadir o meu, é obrigação de cada um saber se defender de mísseis e tanques de guerra.

  6. “O credo do libertarianismo é o princípio da não-agressão: nenhum indivíduo deve sofrer agressão contra sua pessoa e propriedade caso ele próprio também respeite a pessoa e a propriedade de terceiros.”

    Isso é tão utópico quanto o comunismo.

    Os indivíduos estão em conflito constante, o PODER permeando todas as relações, a briga é o tempo inteiro. Como se quer garantir respeito sem ter o mecanismo que faça o mesmo ? O Estado é pintado aqui como o vilão, a raiz de todos os problemas…

    Se as pessoas fossem boas, o Estado não seria ineficiente, não seria corrupto…se as pessoas fossem boas nem de Estado elas precisariam. O site do Mises talvez esteja ha anos batendo na tecla errada, a miopia é tão grande que não consegue perceber o problema diante do nariz.

  7. Uma pergunta fora do tema do texto.

    Essas promessas de reduções na taxa Selic vão vingar ou veremos uma reedição dos erros da Presidanta? Digo isso porque nada mudou no cenário atual. Inclusive os Estados Unidos prometeram aumentar os juros por lá.

    O que os amigos acham?

  8. Defender libertarianismo no Brasil é fácil demais, é crise para todos os lados que se olha e com escancarada responsabilidade do estado, se o libertário tem dificuldades de argumentar nesse cenário precisa do choque desse artigo.

  9. Claudio M. FEA-USP

    Se não houver o FGTS, Seguro-Desemprego e leis trabalhistas os funcionários ficam desamparados. Eu conheço bem isso, eu tenho contato com Economia & Adm, trabalho na área para a prefeitura e sou um formador de opinião na região onde moro e leciono.

  10. Benzoato de Sódio

    Eu, como meu nome diz, sou um conservador, um conservador-liberal, mais liberal do que conservador na verdade.

    Concordo com quase tudo que foi dito no texto. Mas tenho perguntas:

    1 – Caso um espaço de terra habitado por quase 100% de libertários vivesse segundo estes preceitos, mas os países vizinhos não. Estes inimigos da liberdade fariam de tudo para sabotar, mas em última instância inventariam uma desculpa para invadir a terra. Eles teriam forças armadas treinadas e equipamentos como mísseis, armas de destruição em massa etc. Como a terra libertária (Libertyland, belo nome) iria lidar com isso?

    2 – Libertyland seria um local altamente desenvolvido e próspero, isto atrairia diversos “estrangeiros” que não teriam problemas para entrar, porque não haveria nada para impedir. Imagine que ocorresse uma migração em massa de refugiados muçulmanos para Libertyland e estes se tornassem maioria. Eles poderiam querer impor a sharia a toda Libertyland transformando-a em Libertistão. Como impedir que isto ocorra?

    3 – Por exemplo, Kim Jong-un é o homem que goza de mais liberdade na Coréia do Norte. Sua liberdade dentro daquele país é quase ilimitada, é limitada apenas pela fidalidade dos seus generais. Existem divergências sobre o conceito de liberdade ou liberdade só tem uma definição? Eu entendo que liberdade é a ausência de limites às ações humanas. A ausência de limites parece levar sempre o mais forte a ser o único que vai conseguir realmente ter uma liberdade total. No caso de Kim Jong-un, ele não é o mais forte, é só um garoto gordinho, mas herdou a fidelidade dos homens que lhe proporcionam o poder.

    Na verdade, o que os libertários querem não é uma liberdade limitada por certos parâmetros que eles consideram razoáveis?

    Hoje temos uma liberdade limitada por outros parâmetros, mas que nós NÃO consideramos razoáveis. O que queremos não é uma mudança nos parâmetros que limitam a liberdade, mas ainda sim sendo uma liberdade limitada?

    4 – Libertyland poderia existir em um mundo como o nosso onde existem estados ou só poderia existir num mundo onde todas as nações sejam como ela?

  11. Wanderson Goncalves Pereira

    Conservadores e libertários concordam que a economia prescinde de valores morais, a questão é que para libertários TUDO SE RESUME A CRITÉRIOS ECONÔMICOS logo, não entendo o papel da moralidade na defesa de “valores” libertários. Eu posso escolher não ser libertário? O problema, parece-me, é que os libertários avançam sobre as mais diversas áreas do conhecimento aplicando discriminadamente os princípios econômicos à psicologia, religião, cultura, ciência política, medicina, combate á dengue, arquitetura, física quãntica etc. Nessas áreas o libertário, obviamente, irá apanhar e precisará recorrer, vejam só, à moral!

  12. “Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um “liberal moderado”, um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista.”.

    Ou uma pessoa qualquer do povo que nem sequer sabe o significado dessas palavras.

    Geralmente essas pessoas do povo são estatistas, a maioria.

  13. Sou miniarquista. Para mim, faltam apenas dois pontos para eu ser libertário:

    1 – Drogas. Se deixar de ser crime usar drogas, o consumo vai aumentar e vocês sabem disso. Descriminalizar é o mesmo que dizer “tudo bem em usar”. E além disso, as pessoas não têm disciplina ou respeito aos outros. Eu já passei por pessoas fumando maconha duas vezes levando meu filho para a creche.

    2 – Justiça / polícia privadas (para mim, as duas podem ser analizadas conjuntamente). Se um sujeito rouba um carro, ele pode simplesmente não querer ser julgado por um tribunal específico privado, justamente por esse tribunal não ser o único. E com que autoridade uma polícia privada poderia prender e manter preso um ladrão? O ladrão poderia alegar “não reconheço essa polícia/justiça”.

    Sei que terei argumentos contrários de pessoas educadas aqui. Estou esperando.

  14. Discussão de ideias e sem nenhuma solução para o problema

    Eu sou conservador, o outro diz, eu sou libertário, minhas “crenças” são essas e eu não mudo, e eu como conservador tenho minha ideologia e não mudo, fim da discussão e nada se resolveu.

  15. Capitalista Keynes

    Genial……..se opor a saúde pública e educação pública…….quem não pode pagar que fique analfabeto e morra no meio da rua sem atendimento de saúde. Num país miserável como o nosso queria ver se ia durar 1 dia medidas como essas …..caos social.

  16. João de Alexandria

    “Libertários normalmente são colocados na defensiva porque seus princípios são tidos como muito extremos e suas visões, muito radicais.

    Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um “liberal moderado”, um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista. Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas.”

    Lembrando sempre que não tenho a ilustração dos nobres colegas de debate, só coloco em questão o início do artigo em que o escritor coloca como inimigos também os liberais e os conservadores, além da esquerda. Num país com debate mais aprofundado e com mais tempo de divulgação das ideias libertárias é possível proceder assim. Mas no Brasil, onde o movimento é incipiente, é preciso ao menos uma aliança tática temporária visando conquistar o poder e aplicar uma agenda comum a todos, para que depois sim possamos divergir. Ninguém precisa ficar amiguinho de ninguém, mas sim convergir no que for de consenso pois chegaremos a lugar nenhum divididos porque a esquerda está anos na nossa frente em matéria de guerra política e ela não se furta a ir a lama pra se defender, enquanto o campo liberal-conservador-libertário só quer discutir se a disputa for limpinha

  17. Benzoato de Sódio

    E em casos de aborto? Os que forem contra o aborto não vão considerar um assassinato?

    Haverá alguma legislação ou apenas as duas leis não agrida a minha propriedade e a minha vida?

  18. Só tem um problema que os defensores e adeptos do Libertarianismo não conseguem resolver: o pressuposto de que todos agirão pacificamente, e que, no caso das ações violentas praticadas por marginais quem ou quais seriam as “autoridades” competentes para aplicar as devidas punições.

  19. Felipe De Oliveira Sampaio

    Apesar de concordar com boa parte das opiniões do site, acho que me enquadro no grupo “libertário moderado”, pois entendo que não é possível o mercado privado assumir determinadas tarefas que, acredito, todos esperam de uma sociedade ideal.

    Se o mundo libertário repentinamente se tornasse real, imediatamente todos os inválidos (velhos e deficientes, por exemplo) passariam a não contar com o básico para viver e seria parte de uma paisagem triste nos cantos das ruas, enquanto teríamos que esperar que morressem. Lembro do costume dos habitantes da antiga cidade grega de Esparta, que atiravam ao penhasco os bebês “inaptos”.

    É uma ingenuidade achar que as próprias pessoas resolveriam sozinhas esse problema com ONGs turbinadas por doações. A verdade é que o ser humano resiste em tirar do próprio bolso para os outros, coisa que fica mais fácil se essa retirada for feita de forma “disfarçada” pelo estado, nos impostos. Coisa semelhante acontece no gasto do cartão, que fazemos com mais tranquilidade do que quando tiramos de nossa carteira. Sugiro a leitura de artigo sobre a “Dor de pagar” em m.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2017/01/1850855-dor-de-pagar-explica-insatisfacao-com-a-previdencia-chilena.shtml?mobile.

    Longe de mim achar que o estado é bom, mas o que defendo é que um estado mínimo é um mal necessário para a sociedade. Precisamos de um patamar mínimo de sobrevivência para todos, que oferecesse liberdade para todos crescerem sem travas.

    Sei que os mais “puristas” não vão concordar muito, mas quero contribuir com o debate democrático com respeito.

  20. Vou focar em um ponto bem específico aqui e espero ter respostas educadas, ok?

    Se uma pessoa comete um crime em uma sociedade totalmente libertária (polícia e justiça privadas), quem terá a autoridade para prender o criminoso e exigir que ele faça o possível para restituir a vítima?

    O criminoso não poderia simplesmente alegar “não reconheço essa polícia e essa justiça que você contratou”?

  21. Porque o Xvideos deveria ser criminalizado.

    Neste pequeno artigo, eu começo uma nova empreitada filosófica no mundo das vitimas do capital. Neste primeiro tema, vamos trabalhar sobre a objetificação da mulher que acontece através do capitalismo e, sobre a industria pornográfica.

    Em tempos recentes a sociedade Brasileira ficou chocada, porque o maior representante do capitalismo Brasileiro, as organizações globo; que durante anos destruiu a mente de milhões de brasileiros através do livre mercado interior, veio com uma nova propaganda da sua “Globeleza”, sem dúvida muito mais agradável esteticamente, pois nesta edição não houve a objetificação da mulher.

    Como isso aconteceu? As organizações globo percebeu através de aviso de intelectuais, que a mente do Brasileiro estava tão destruída por culpa do capital, que se tornou necessário maneirar nos índices de pornografia para mente humana. Em minhas pesquisas como acadêmico e intelectual de esquerda, percebi, como o alto nível de pornografia que só pode acontecer no livre mercado, tem relação direta com o controle da mente humana. Tudo se trata da sigla PNL – Programação Neurolinguística; O livre mercado tem gastado bilhões em pesquisa para saber a melhor maneira de controlar sua mente, e houve uma percepção interessante, os pesquisadores perceberam que quando a mente está hiper sensualizada, existe uma tendencia maior ao consumo.

    Durante anos a fio, a globo hiper sensualizou a mente do brasileiro e ao mesmo tempo destruiu a cultura do um povo. Pergunta se alguém vai pagar por isso? Eu acho que não.

    Percebemos claramente que entra uma questão que pouco é respondida pelos libertários; O que o livre mercado tem a dizer sobre a objetificação da mulher que acontece na industria pornográfica?, ou sobre a tentativa das empresas controlarem a mente humana? São questões que os libertários fogem.

    Xvideos uma maquina de moer carne humana

    Um dos maiores sites de ponografia, acessado pelos libertários, tem cerca de 4,4 bilhões de pageviews ao mês. Para se ter uma ideia a wikipedia tem cerca de 1,1 bilhões de pageviews, ou seja a cultura foi tão destruída pelo livre mercado, que um site de conteúdo intelectual, não chega nem a metade de pageviews. A “mão invisível” do livre mercado está colocando a mão em partes baixas e não nos livros.

    E veja que neste caso, não existe uma relação de causa e efeito, não existe nenhuma organizações globo para dizer que sites você deve navegar. Por livre escolha o individuo quer consumir um conteúdo que é prejudicial as minorias.

    O que existe por trás desses sites é uma verdadeira industria de moer carne humana. Quantas vidas foram destruídas para que o libertário tenha alguns segundos de prazer? Quantas pessoas foram enganadas por cafajestes que divulgam imagens sem permissão nestes sites?

    A objetificação da mulher é um tema sério e precisa ser discutido.

    Percebemos, portanto, uma necessidade do estado intervir em todas empresas de comunicação e também no acesso a internet. Precisamos unir todos os Grande intelectuais de esquerda do Brasil, para que possamos chegar um consenso sobre está questão e decidir o que deve ser feito.

    Capital imoral é filosofo, escritor, colunista e já refutou Mises.

  22. A parte de comentário do site é ruim demais, você responde e não vê sua resposta, mesmo não sendo mal educado. E ainda tem o problema de que você não sabe quem está respondendo quem, os comentários ficam um em cima do outro sem saber se estão falando comigo ou se estão falando sobre o comentário de outro participante

    Fora a parte em que os comentários vão caminhando cada vez mais para a direita, no fim ficam limitados em espaço, tendo que ficar indo de um lado para o outro com a barra de rolagem para conseguir ler todo o comentário

    Deem um jeito nisso Misses. O comentário não precisa ficar tão para a direita a cada nova réplica, tréplica ou o que seja. Basta colocar no título do comentário, respondendo a tal pessoa, simples e mais objetivo

  23. Muito bom o artigo. Realmente, temos que ter coragem para fazer tais afirmativas num debate. É um tanto chocante para quem não conhece a filosofia libertária, PNA e afins, mas temos que começar a levantar a bandeira do nosso ponto de vista sem ficar dando voltas, por mais difícil que pareça e por mais duro que possa soar.

  24. Cristiane de Lira Silva

    “Isso ocorre não importa se o oponente ou crítico do libertarianismo é um progressista, um conservador, um centrista, um “liberal moderado”, um social-democrata, um populista, um socialista ou um comunista. Toda essa gente se une em seus ataques às idéias libertárias em várias áreas.”

    Juro que fiquei emocionada com a inteligência do escritor desse texto. Ele sabe distinguir as coisas.

    Eu só não entendi as aspas destacando o liberal moderado. Acho que ele quis dizer que o tal liberal moderado na verdade não seria um liberal.

    Não concordo com o libertarianismo, mas o texto está coerente com o que já li sobre o mesmo. Concordo com alguns pontos defendidos como, por exemplo, o direito a ter uma arma.

    Também não entendi esse trecho:

    “É claro que eu defendo o livre comércio! O governo regular e restringir transações comerciais com cidadãos de outros países nada mais é do que uma forma de planejamento central soviético. Não é função do governo “proteger” indústrias e garantir seus lucros.”

    Não vejo nenhuma forma de “planejamento estatal soviético” aí. É verdade que o governo restringe o livre comércio, mas também é verdade que as empresas usam o governo para se proteger. Será que elas estariam interessadas em perder esta proteção tanto quanto estão interessadas em se verem livres da regulação governamental? Já vi liberais e conservadores criticarem esquerdistas quando estes dizem que o regime na união soviética não corresponde ao socialismo de Marx. Liberiais/conservadores dizem que o regime soviético foi o resultado do Marxismo e que o Marxismo só pode resultar em um regime totalitário. Eu penso algo parecido em relação ao capitalismo. Isso que você chamou de “planejamento estatal soviético” e “proteção” do governo às empresas não tem nada a ver com a União soviética. É apenas o capitalismo real. É assim que é.

    Também sou contra essa história de o governo não estabelecer o salário mínimo ou um número máximo de horas de trabalho. Serei a favor apenas se as pessoas quiserem isto. E a única maneira de descobrir se as pessoas querem é perguntando diretamente para elas em um plebiscito. Em um cenário onde a oferta de emprego é menor do que o número de pessoas que precisam de emprego, o empresário tem mais poder que o desempregado. Nessas situações as escolhas possivéis são aceitar um salário baixo ou passar fome, pois se um desempregado não se submeter, outro o fará.

    Como existe aí uma pressão pela própria sobrevivência, a pessoa que opta por receber um salário baixo (e sem redução da carga horária, ou pior, com aumento da mesma) está sendo coagida a fazer isto, pois se ela tivesse uma alternativa melhor para escolher (alternativa que não resultasse em passar fome, é claro!), certamente escolheria não ser explorada. Coagir não significa apenas por uma arma na cabeça de alguém e obrigá-lo a fazer algo que não quer.

    Explorar pessoas sem possibilidades de escolha é imoral. Tão imoral quanto tudo o que você chama de imoral neste texto.

    Não me diga que você não acha imoral que empregadores tratem funcionários de forma desumana tais como acontece com as camareiras de hotel aqui: blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/01/10/camareiras-exploradas-o-que-hoteis-nao-contarao-aos-hospedes-neste-verao/ , e com trabalhadores das fábricas de jeans chinesas aqui:docverdade.blogspot.com.br/2010/05/china-blue-2005.html.

    Estas pessoas precisam se submeter a estas condições de trabalho. Poucos escolheriam viver assim (se é que alguém escolheria) se pudessem ter uma vida melhor.

    Fico neutra em relação a sua defesa das liberdades individuais ou de mercado, exceto quando elas criam situações em que pessoas são tratadas de maneira degradante. Quando isto acontece sou contra qualquer ideologia ou “sistema econômico”. Prefiro ser a favor do humanismo.

    Mas eu gostei deste texto pela franqueza do autor em explicitar o que os libertários defendem ou se opõem. É claro que está correto defender a liberdade, mas também está correto defender que as pessoas sejam tratadas com dignidade. E a liberdade individual termina quando ela é usada para tratar outros de forma desumana ainda que não ocorra uma violência física explícita.

  25. Cristiane de Lira Silva

    ” libertários deveriam corajosamente dizer: É claro que eu defendo isso e aquilo! É claro que eu me oponho a isso e àquilo! É claro que eu sou um libertário.”

    Ei!!! que história é essa de que libertários “deveriam” fazer isso ou fazer aquilo??? Libertários podem fazer o que quiser não é? inclusive não falar o que defendem se não quiserem! Liberdade individual, rsrs!

  26. Não representa. O próprio Rothbard explicou que, se existisse um botão que destruísse o Estado imediatamente, ele o apertaria já; mas este botão infelizmente não existe, então temos que ir lutando para reduzi-lo na medida do possível (ou pelo menos conter seu crescimento), mas advertiu que existem formas de fazê-lo coerentes com a ética liberal e existem formas incoerentes.

    Rothbard explicou que nem toda isenção ou redução de impostos promove o liberalismo e a diminuição do Estado, então temos que prestar atenção a COMO uma determinada isenção ou redução de impostos será feita para não corrermos o risco de promover sem querer o crescimento do Estado pensando que estamos promovendo sua redução.

    PS: Percebi certa dificuldade de comunicação entre os colegas, então vou dar um toque de psicologia cognitiva/programação neurolinguística:

    “Juízo de Realidade”: Afirmação reconhecendo que algo existe (ou que não existe), sem entrar do mérito disso ser bom ou ruim, certo ou errado, melhor ou pior, importante ou sem importância, etc.

    “Juízo de Valor”: Afirmação de que algo deve/deveria existir porque é/seria bom, ou certo, ou melhor, ou importante, etc. (ou que não deve/não deveria existir pelos motivos inversos), sem que a afirmação queira dizer que este algo de fato existe (ou que não existe).

    Exemplos:

    JR: “Mulheres devem evitar andar sozinhas e desarmadas em locais isolados e desconhecidos à noite”

    JV: “Não diga às mulheres para evitar o estupro, diga aos estupradores para não estuprar”

    Notem como a aparente incompatibilidade entre estas duas afirmações desaparece quando percebemos que elas pertencem a categorias diferentes de afirmativas e não são mutuamente excludentes, mas sim complementares. O mesmo ocorre com grande parte do debate minarquistas x anarcocapitalistas.

    * * *

  27. 1º) Temos que diferenciar (em nosso próprio pensamento e depois para os outros) entre ser a favor do fim da proibição de se realizar certa prática e ser a favor de se realizar essa prática.

    É perfeitamente possível ser contra algo ser proibido e ao mesmo tempo ser contra esse algo e tentar dissuadir os outros de fazê-lo.

    Por exemplo, se um blogueiro liberal critica a decisão de uma moça de pintar toda a parte branca dos olhos de vermelho ou de preto, alguns liberteens imediatamente o acusam de não ser um liberal de verdade e de estar restringindo a liberdade da pessoa. Ele não disse que deveria ser proibido, ele disse que é uma péssima decisão. Liberalismo não significa relativismo moral nem niilismo.

    2º) Ter coragem de defender suas ideias NÃO significa não ser criterioso sobre quais e quantas informações daremos a quem, em que momentos, velocidade e espaço de tempo, NEM deixar de tomar cuidado com as boas maneiras e com a didática.

    Apenas este artigo já possui mais informações do que a maioria é capaz de assimilar de uma só vez, mesmo que sejam pessoas bem desenvolvidas intelectualmente. É muita quebra de paradigmas para um cérebro humano processar tudo logo na primeira vez, é um processo gradual.

    Como um ser humano pode comer um elefante africano inteiro de seis toneladas? Comendo um quilo por dia.

    ***

  28. Jairdeladomelhorqptras

    Caros colegas,

    É obvio que qualquer pessoa devia ser um libertário. Se não é, é porque tem algum problema. Nem devíamos discutir. A única discussão plausível é em relação aos minarquistas. Uma vez que não existe um centímetro quadrado da terra que não pertença a algum Estado, (Cidades-Estado inclusive). Fica a Antártica de fora. Se existe este centímetro quadrado livre do tacão do Estado, podem me chamar de ignorante. Não me importo. E voces teriam razão.

    Sendo assim, leio os artigos e comentários em razão de serem inteligentes e lógicos. Óbvio, que nem todos os comentários são dignos de leitura. Mesmo assim, os leio porque alguns são ótimos.

    A impressão que tenho quando leio os artigos é que me plagiaram desde que eu era pequeninho. Desde criança fui um libertário. Poderia até não ter uma argumentação lógica para isto. Mas jamais, jamais, até onde minha memória alcança, gostei do Estado. Pelo contrário, sempre senti repulsa.

    Abraços.

  29. As ideias do libertarianismo são belas, de fato uma utopia que sendo alcançada certamente teríamos um “mundo melhor”. Afinal de contas o Estado, o maior crime organizado, se mantém através da escravidão do seu povo. Todavia, há exceções que valem a pena serem discutidas.

    O conservadorismo não é um inimigo radical dos libertários, a intervenção do Estado como foi dito acima, é consenso entre os conservadores, não vejo o porquê de o Estado ter que obrigar e estar acima do seu povo. Nós, conservadores repugnamos a pseudo ideia de liberdade plena onde o homem não teria nenhuma responsabilidade. Ele seria livre para fazer e agir de acordo com o seu “querer” sem considerar que suas atitudes podem prejudicar o bem coletivo.

    O libertário não ver problema algum em legalizar a maconha, o aborto, etc. Visto que isso é um direito de individual. Logo, essa liberdade plena alcançaria completa anarquia, não existindo coletivo e sim, o desejo individual.

    Nós conservadores acreditamos em valores atemporais. Valores humanos atemporais que devem ser preservados acima de qualquer mudança histórica, ou qualquer mudança de mercado.

    Para o libertário a única coisa que interessa é a liberdade total do ser humano. O conservador entende que essa liberdade total do ser não pode acontecer, pois, o ser humano é predestinado a certos comportamentos que garantidamente irá acontecer. Sabemos que há ações que não esta sobre o controle do ser humano e que ele não entende. Por essa razão, o ser humano não é um indivíduo complemente livre, ou com o livre arbítrio absoluto. Algumas coisas são predestinadas pela própria existência. Mas isso não quer dizer que somos a favor da permanência do Estado e sua escravização.

  30. Excelente artigo; eu só faria uma observação, no trecho “(…) Tal filosofia diz que o indivíduo deve ser livre para viver sua vida como quiser, buscar sua própria felicidade, acumular o tanto de riqueza que puder (…)” eu substituiria a palavra puder por quiser (e se quiser; ainda que tal palavra já esteja várias vezes repetidas; mas a questão é esta mesmo), pois entendo pela liberdade até para decidir que, eventualmente, riqueza alguma não traz felicidade alguma (não é o meu caso, mas não posso me supor paradigma); talvez tal mentalidade, dependendo do aspecto que a observemos, é quase universal, um exemplo é que nas férias decidimos que nossa felicidade não é acumular riquezas, ao contrário, é consumí-las…. enfim, excelente artigo.

  31. Serei sincero, todo o extremismo é prejudicial, isso não deixa de ser aplicado ao liberalismo. Esse extremismo chega a possuir declarações que se remetem a anarquia. O liberalismo econômico e a liberdade de expressão são coisas indiscutíveis, mas a idéia de existir um governo sempre foi de dar ordem a sociedade. Péssimo é saber que as mesmas pessoas que criticam demais extremismos, são hipócritas o suficiente para colocar o seu extremismo como ideal. A vida sempre foi assim, alguém vem e te dá umas opções, os conceitos vem prontos. Covardia.

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