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Como o feminismo se equivoca em relação ao capitalismo

Terminei de ler o livro Economia
Feminista – Como
construir uma sociedade igualitária (sem perder o glamour)
, escrito
pela doutora em economia Mercedes
D’Alessandro
, uma das principais ícones do feminismo mundial.

No livro, a economista — que possui formação marxista
e é autodeclarada feminista — propõe uma análise centrada na desigualdade. Mas
não na desigualdade de riqueza ou de patrimônios, mas sim na desigualdade de gênero.
Ou seja, na desigualdade
entre homens e mulheres.

Segundo D’Alessandro, a sociedade atual apresenta
uma grande disparidade entre os gêneros, evidenciada nas diferenças de salários
e no peso que as tarefas do lar exercem sobre a mulher. Essas disparidades de gênero,
sentencia a autora, são culpa do capitalismo.

A solução proposta, embora não explicitamente
declarada no livro, passa por uma maior regulação estatal.

A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos
do movimento feminista. Não obstante, está eivada de contradições e de
problemas de argumentação. Acima de tudo: ela apresenta um diagnóstico errado
sobre a situação atual.

A primeira grande inconsistência surge logo em sua
proposta. Segundo D’Alessandro, seu livro “se propõe a pensar uma forma de organização
social em que as mulheres tenham uma função diferente da que têm hoje”.

A pergunta que imediatamente surge é: exatamente a
que função ela se refere? À de uma profissional independente de 40 anos de
idade? À de uma professora de escola primária? À de uma CEO de uma grande
empresa? À de Christine Lagarde, diretora mundial do FMI?

Não seria um tanto pretensioso da parte da doutora D’Alessandro
se auto-arrogar a representação de todas as mulheres do planeta e então pressupor
que elas exercem hoje um papel que não desejam?

O segundo ponto controverso é que a doutora D’Alessandro
sustenta que o trabalho doméstico (segundo suas estatísticas, 9 de cada 10 mulheres
realizam esse tipo de trabalho independentemente de terem ou não um emprego
fora de casa) é um emprego não-remunerado, e isso equivale a uma exploração.

Esta ideia é
falsa.

Imagine um casal qualquer. Os dois membros
voluntariamente chegam à decisão de que um deles permanecerá cuidando do lar. De
mútuo acordo, “A” organiza a vida do lar enquanto “B” sai ao mercado para
trabalhar diariamente em troca de um salário. Em muitas famílias, este é
exatamente o arranjo vigente.

Sendo assim, é fato que A realiza um trabalho dentro
do lar, da mesma maneira que B o realiza fora do lar. No entanto, não é correto dizer que A não seja
remunerado pelo que faz.

Em definitivo, a renda de B se transforma na renda
familiar, e serve para prover a todo o grupo. Neste caso, a família, ou o casal,
funciona como uma equipe que divide as tarefas. Porém, ambas as tarefas são remuneradas. B trabalha no mercado em troca de
um salário, o qual também será usufruído por A.

Logo, A também recebe uma remuneração, a qual se dá
na forma de um teto sob o qual viver, na capacidade de consumir o que ambos
decidirem comprar (ou na capacidade de consumir tudo aquilo que A quiser, desde
que caiba na renda mensal de B), em poder usufruir uma viagem de turismo etc.

Essa ideia de que o trabalho doméstico não é
remunerado seria a mais infeliz do livro se não fosse pela incoerente crítica que
a autora faz ao capitalismo. D’Alessandro afirma que “em uma sociedade
configurada por relações monetárias, a falta de salário transformou uma forma
de exploração [os afazeres domésticos]
em uma atividade normal”.

Mas o fato é que, graças ao capitalismo, a mulher
tem um papel cada vez mais importante no mercado de trabalho. De acordo com
Steven Horwitz:

Dois
fenômenos começaram a ocorrer no século XX, os quais, ao final, alteraram
aquilo que até então era visto como um arranjo familiar estável. Primeiro, a inovação
tecnológica lentamente começou a produzir máquinas (como a máquina de lavar e o
aspirador de pó) que reduziram o tempo de trabalho despendido nas tarefas
domésticas. Segundo, o crescimento econômico impulsionado pela economia de
mercado aumentou a demanda por mão-de-obra (inclusive feminina) e continuou
elevando o poder de compra dos salários.

Ou seja, graças ao crescimento da economia de
mercado, é cada vez menos necessária a presença permanente de uma pessoa no lar
para os afazeres domésticos, de modo que a ideia básica de “um homem
trabalhando e uma mulher dentro de casa” vai perdendo sustentação.

Aliás, é exatamente em economias pouco capitalistas — atrasadas — que há
uma menor oferta de ferramentas e máquinas que fazem as tarefas domésticas.
Máquinas de lavar roupa, de lavar louça, aspiradores de pó e secadores —
instrumentos que reduzem o fardo das tarefas domésticas — são bens caros e de
oferta limitada nos países pouco
capitalistas
, exatamente o arranjo defendido pela doutora D’Alessandro.

O mais curioso é que a própria doutora D’Alessandro
reconhece que o capitalismo gerou um avanço — do ponto de vista feminista — na
participação da mulher no mercado de trabalho. Segundo seu livro:

Nos
anos 1960, somente 2 de cada 10 mulheres trabalhavam fora de casa. Hoje, são quase
7 em cada 10.

Adicionalmente, o livro afirma que, nos EUA, para
cada dólar pago a um homem, uma mulher recebe, em média, 79 centavos de dólar. No
entanto, a própria autora reconhece que, há 50 anos, esse valor era de 59
centavos de dólar, o que significa que ele cresceu nada menos que 20 pontos.

Finalmente, a autora também reconhece a melhora ocorrida
dentro do mundo corporativo:

Nas
últimas décadas, as mulheres melhoraram seu acesso a cargos altos. Segundo o
censo dos Estados Unidos, em 1980, somente 7% das mulheres possuía um emprego
administrativo ou presidencial, sendo que tal cifra era de 17% para os homens. Em
2010, esta diferença já havia praticamente desaparecido.

Apesar de reconhecer essas tendências favoráveis, a
doutora D’Alessandro não deixa de afirmar que “as diferenças salariais entre
homens e mulheres já duram mais de duzentos anos e não há sinais de que irão
mudar substantivamente”.

Só que essa afirmação da doutora está em total contradição
com as cifras que ela própria mencionou apenas alguns parágrafos antes.

A incoerência

A verdade é que a economia feminista parte de uma
premissa totalmente equivocada: ela considera que todas as mulheres formam um
grupo único e homogêneo, desconsiderando todas as nuanças e diferenças que
existem entre os membros desse grupo. Ou seja, em vez de partir de uma análise
individual, o feminismo recorre diretamente a agregações coletivistas, desta
forma supondo que todas as mulheres são iguais e querem exatamente os mesmos
objetivos.

Algo que já começa com pressuposições erradas não tem
como chegar a conclusões corretas e lógicas.

Em segundo lugar, a economia feminista assume
erroneamente que toda atividade que não tenha um salário monetário como
contrapartida equivale a exploração.

Por último, acusa incoerentemente o capitalismo pelas
desigualdades, sendo que foi exatamente este sistema o que mais fez para
melhorar as condições de vida tanto dos homens quanto das mulheres. Principalmente:
foi o sistema que libertou as mulheres da necessidade de se casar apenas para
obter um sustento econômico.

O feminismo se equivoca em relação ao capitalismo. E,
ao condená-lo, está jogando contra seus próprios interesses: o maior bem-estar econômico
das mulheres ao redor do mundo.

Complemento do IMB

Em um mercado de trabalho com liberdade de
contratação e demissão, é impossível haver divergências salariais entre homens
e mulheres em decorrência unicamente de discriminação. 

Se as mulheres de fato ganhassem menos que os homens para realizar as mesmas tarefas, empresas que buscam o lucro só contratariam mulheres. Diante de dois candidatos com o mesmo potencial, o patrão contrataria o mais barato.

Ou seja, se de fato houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis
contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam
receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. Consequentemente, a concorrência entre os empregadores iria elevar os salários das mulheres
e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.

Logo, sempre e em qualquer ocasião que houver
qualquer tipo de discriminação salarial — e isto vale não apenas para gêneros,
mas também para cor de pele, religiões, etnias etc. –, o capitalismo irá
abolir tal situação, e não aprofundá-la. E o motivo essencial é que um
empregador que permite que seus preconceitos turvem seu juízo de valor estará criando uma oportunidade de lucro para seus concorrentes. 

Uma mulher que produz $75.000 por ano em receitas
para seu patrão, mas que recebe, digamos, $20.000 a menos que um empregado
masculino igualmente produtivo, poderá ser contratada por um concorrente por,
digamos, $10.000 a mais do que recebe hoje e ainda assim permitir que este novo
empregador embolse os $10.000 de diferença. 

À medida que este processo concorrencial for se
aprofundando ele irá, ao fim e ao cabo, elevar os salários femininos ao ponto
de paridade com os salários masculinos caso a concorrência salarial seja
vigorosa o bastante.

A realidade é que há outros fatores indeléveis nessa questão da
divergência salarial entre homens e mulheres. Por exemplo, em termos
gerais, a probabilidade de as mulheres saírem da força de trabalho por um
período de tempo — por causa de gravidez, criação e educação de filhos e
outras tarefas (das quais a maioria dos homens se esquiva) — é maior que a dos
homens. As mulheres são muito mais propensas que os homens a se ausentar
do mercado de trabalho por um período de tempo (anos) para se dedicar à família. E
mesmo que não façam isso, elas tendem a gastar muito mais tempo que os homens
cuidando das crianças e das tarefas domésticas. Consequentemente, elas
ficam atrás de seus colegas homens em termos de acumulação de capital,
produtividade e salários.

No entanto, explicações muito mais explosivas sobre
diferenças salariais podem ser encontradas no livro do professor James T.
Bennett, do departamento de economia da George Mason University,
intitulado The
Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society
.
 

Neste livro, o professor Bennett enumera mais de
vinte motivos por que os homens ganham mais que as mulheres. Cumulativamente,
tais explicações explicam por completo a existência de qualquer
“disparidade salarial”, embora o próprio Bennett acredite que a
discriminação salarial por gênero não seja algo inexistente. 

Os motivos, baseados em generalizações respaldadas
por volumosas estatísticas, são:

  • Homens
    têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
  • Homens
    são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam
    mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
  • Homens
    são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são
    compensados por isso (“diferenças compensatórias” no linguajar
    econômico).
  • Homens
    tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina
    de oito horas de trabalho em horários convencionais.
  • Muitas
    mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas
    para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais
    altos.
  • Homens,
    em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam
    a recompensas mais altas.
  • Horários
    de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as
    mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
  • Empregos
    perigosos (carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
  • Homens
    tendem a “atualizar” suas qualificações de trabalho mais
    frequentemente do que mulheres.
  • Homens
    são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a
    divergência salarial.
  • Mulheres
    tendem a ter mais “interrupções” em suas carreiras,
    principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus
    filhos. E menos experiência significa salários menores.
  • Mulheres
    apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do
    trabalho por “razões familiares”. Menos tempo de serviço
    leva a menores salários.
  • Homens
    trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
  • Homens
    apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.  
  • Homens
    são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de
    trabalho.
  • Homens
    são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de
    empregos que pagam mais.
  • Homens
    são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
  • No
    mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários
    mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais
    predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações
    públicas.
  • Quando
    homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas
    tendem a ser maiores.
  • Homens
    são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a
    procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta
    maiores potenciais de ganho.
  • Mulheres
    atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais
    humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.

Portanto, os grupos feministas organizados que querem impor salários maiores para as mulheres deveriam prestar mais atenção a estes determinantes e se concentrar menos
em cruzadas quixotescas como legislações sobre “diversidade e igualdade”
que demonizam empregados e patrões homens.

Porém, a lógica econômica é normalmente suprimida
por grupos ativistas que julgam ser muito mais fácil e produtivo
simplesmente difamar aqueles que tentam explicar que há motivos economicamente
racionais para a existência de eventuais divergências salariais entre homens e
mulheres.

 

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87 comentários em “Como o feminismo se equivoca em relação ao capitalismo”

  1. Um filosofo marxista eu entendo, agora eu vou morrer sem entender o termo “Economista Marxista”

    A pessoa tem 5 anos para aprender o básico de economia e refutar o Marxismo com o que aprendeu e sai pior do que entrou na faculdade.

  2. Quando começarmos a ver mulheres trabalhando (em grande escala) de:

    Caminhoneiro;

    Motorista particular (com jornada “flexível”);

    Auxiliar de carga de descarga (o famoso “chapa”);

    Portaria do prédio;

    Pedreiro;

    Servente de pedreiro;

    Carpinteiro;

    Engraxate;

    Limpeza de granjas, currais, abates;

    Podas de árvores;

    Denotação de explosivos e artefatos de uso em pedreiras;

    Frentista de postos de combustíveis (trabalhando pela madrugada);

    Motorista de trator (sem ar condicionado e direção “queixo-duro”;

    Motoboy/girl entregando pizza/lanche/dog/um monte de coisas na madrugada de São Paulo;

    Manobrista de estacionamento;

    Carvoaria;

    Trabalhador de minas (lá dentro da mina);

    Na produção de aço e ferro, na “boca da fornalha” de sabe-se lá quantos graus Celsius;

    Limpador de vidro de prédio (de 30 andares e do lado de fora);

    Manutenção de elevadores;

    Eletricista de manutenção em redes de alta tensão (em cima dos postes e linhas de transmissão);

    Eletricista em geral;

    Bombeiro hidráulico;

    Guarda de trânsito (sabendo e orientando sobre todas as ruas da cidade);

    Salva-vidas em praias (principalmente as perigosas);

    Segurança particular;

    Vigilante de carro forte;

    Piloto de avião e demais aeronaves;

    Pilotando caças aéreos da FAB;

    Soldado do exército em conflitos (na linha de frente) no Oriente Médio ou outros lugares;

    Grupo de ações especiais/choque da PM (enfrentando protestos, bombas,rojões, garrafadas);

    Operador/corretor da Bolsa de Valores;

    Bombeiro Militar (pulando em rios, apagando incêndios, salvando vidas em penhascos);

    Professor de Física Quântica e outros cálculos extramente complexos;

    Operando com energia nuclear (nas bases reatoras);

    E todos os serviços instáveis, pesados, insalubres e periculosos existentes.

    E isso tudo tendo:

    Trabalhar 49 anos para aposentar(!);

    Licença-maternidade igual aos homens (3 a 8 dias, dependendo do trabalho);

    Entender que direitos iguais = deveres iguais.

    Aí eu viro feminista.

    Há uma infinidade de atribuições nas quais as mulheres superam os homens. E de longe. E esses fatos evidenciam que ambos se completam, tanto na vida afetiva, relações sociais, na vida profissional, acadêmica, bem como em toda a economia.

  3. Vale mencionar a diferença no raciocínio de homens e mulheres.

    O homem se concentra em uma só tarefa ao passo que a mulher mantém a concentração em diversos acontecimentos simultaneamente. Isso faz com que uma mulher média desempenhe melhor e mais rapidamente tarefas de dificuldade fácil e média, mas também a deixa desconcentrada para realizar tarefas de alta complexidade.

    Já um homem médio pode ser ineficiente nas suas tarefas mais fáceis, porém, pode se tornar altamente eficiente naquilo em que se especializou.

    Outra distinção: a mulher busca compreender e manipular as pessoas do meio social próximo em que vive (família, amigos, vizinhos). Ela vive no mundo das relações humanas. O homem procura dominar os objetos à sua volta. Ele vive no espaço geográfico.

    Por isso o melhor desempenho dos homens nas profissões e a falta de entendimento sobre as questões familiares. E vice-versa.

  4. Eu, como mulher, nunca vi nem ouvi falar na vida inteira de nenhum caso onde em condições iguais de trabalho (tempo de casa, mesma função e etc) uma mulher recebesse menos que um homem, e caso aconteça comigo pode ter certeza que os engraçadinhos vão ter que enfrentar a justiça do trabalho.

    Se for o caso de “Normalmente profissões femininas pagam menos que profissões masculinas”, bem primeiro que não existe isso de profissão de um gênero (só em casos extremamente específicos) e segundo que estamos num século onde todos são livres para escolher as carreiras que vão seguir, eu sou dona das minhas próprias escolhas e eu decido que profissão vou seguir assim como todas as outras mulheres.

    Infelizmente a biologia é cruel conosco e caso a gente queira ter filhos ficamos um tempão afastadas do trabalho, mas quem é obrigado a ter filho? Novamente é uma escolha. Se prefere priorizar a carreira então não tenha filhos no momento de priorizar a carreira e vice versa.

    Quanto a “dupla jornada” se um dia eu casar não serei obrigada a fazer as tarefas de casa. Liberdade de escolha total! Eu não casaria com alguém que me obrigasse a isso, minha escolha. E se eu aceitasse, depois não poderia reclamar da consequência de uma escolha pessoal, mas é mais fácil culpar os homens machistas opressores por isso, né?

  5. Um ponto interessante é que no Brasil quando uma mulher recebe exatamente o mesmo que um homem na mesma função, mesma carga horária e mesma produtividade, a CLT faz com que a mulher na verdade custe mais aos cofres da empresa do que o funcionário homem. É um custo trabalhista imposto pela CLT.

    Então, na prática, devido as várias benesses com chapéu alheio que a CLT proporciona, salários iguais na verdade resultariam em forte desigualdade de custo entre gêneros no ponto de vista das empresas.

    Não seria de estranhar que uma lei adicional que obrigue e tabele salários iguais entre os gêneros resultasse em demissões em massa da mão de obra feminina.

  6. "O feminismo trouxe a ideia confusa de que as mulheres são livres quando servem aos seus empregadores, mas são escravas quando ajudam seus maridos." — G.K. Chesterton

  7. Sinceramente ainda não entendo como existem left-libs (que não é o caso do autor do texto, obviamente) que se aliam à feministas.

    O feminismo moderno é puro Socialismo. Quase 100% delas são estatistas e até a retórica da luta de classes elas pegaram do Marxismo.

  8. “Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres”

    Isso não se reflete apenas na possível escolha de carreira e no consequente salário. Qualquer homem vai, por exemplo, pagar mais ao fazer um seguro de automóvel, exatamente pelo mesmo motivo. Eles gostam de correr mais riscos (o que estatisticamente gera mais acidentes), enquanto elas andam com mais prudência.

    Tudo isso, óbvio, generalizando , que é a grande cagada de qualquer movimento coletivo.

  9. Esse negócio de dupla jornada é o que mais me irrita – é uma simplificação tosca e infantil.

    Eu não conheço nenhum homem que seja tão cretino e insensível que não faça NADA em casa pra ajudar a mulher, e também não conheço nenhuma mulher tão prendada que passe o dia inteiro limpando a casa.

    Essas pessoas não existem. Isso são construções puramente imaginativas com objetivo de criar apelo emocional.

    Seja como for, se “o lugar da mulher é onde ela quiser”, o que ela está fazendo com esse ogro que a escraviza dessa forma? E mais, se ela fosse solteira, o serviço doméstico ia se fazer sozinho? Ou ela iria pagar alguém pra fazê-lo?

    Se ela pagasse, rapidamente entenderia o argumento do texto que explica porque o serviço doméstico não é “serviço não-remunerado”.

  10. Quando todos os outros fatores forem equalizados, quando as mulheres tiverem o mesmo interesse e dedicação que os homens ao estudo de ciências exatas e tecnologia(que costumam remunerar melhor), a mesma disposição para viagens, trabalhos perigosos, horas extras, a mesma propensão a correr riscos, a mesma resiliência diante de situações estressantes e desgastantes, somente aí será possível fazer qualquer tipo de análise sobre uma suposta disparidade injusta e preconceituosa de salários – antes disso é como comparar água e óleo e dizer que é injusto que os dois sejam diferentes.

    Entretanto, é evidente que essa equalização de fatores nunca vai acontecer, porque isso é um reflexo da natureza de cada gênero, o que é maravilhoso – a inteligência emocional das mulheres, a sua habilidade e sensibilidade pra lidar com idosos, com crianças, a capacidade única de ser o coração e a alma de um lar, o fundamento de uma família, tudo isso é infinitamente mais belo e precioso do que qualquer cargo, salário ou promoção.

    O problema é que as mulheres estão sendo doutrinadas há 40 anos por psicopatas raivosas que esvaziaram toda graciosidade da natureza feminina e dos dons verdadeiramente divinos de ser mãe, de ser o sustentáculo emocional da estrutura mais importante da civilização que é a família e substituíram tudo isso por uma busca insensata de igualdade que atenta contra a própria estrutura da realidade – o resultado é que as mulheres nunca estiveram tão infelizes, nunca consumiram tantos antidepressivos, nunca se sentiram tão solitárias, deslocadas e angustiadas.

    23% of women in their 40s and 50s take antidepressants, a higher percentage than any other group (by age or sex)

  11. A estabilidade da gestante é irrenunciável (a justiça aduz ser um direito do nascituro, e a mãe não pode renunciar a tal direito), motivo pelo qual, em cargos com grande turn-over, a contratação de mulheres é indesejada. Conheço casos em que a mulher pede para ser demitida, e o patrão assim o faz. Ano depois, surge a ação trabalhista pedindo todas as verbas desde a demissão, pois ela estava grávida e não poderia ser demitida.

    Casos como esses se repetem não são 1, 5 ou 10 vezes não, mas muito mais!

  12. Uma coisa que eu me pergunto é como alguém, como o autor do artigo, tem estômago para ler um livro desses? Confesso que gostaria de ter a mesma determinação dele, mas simplesmente não conseguiria perder tanto tempo assim. É simplesmente admirável.

    Resumindo, como alguém pode levar a sério um livro de economia feminista-marxista? É verdadeiramente o quadrado redondo. Tenho vergonha de quando uma ideia dessa fazia algum sentido para mim!

  13. Claudio Miranda FEA-USP

    Quanto a questão das etnias, por que os negros recebem menos e são minoria em posições de comando, empreendedorismo? Eu entendo que é porque eles são discriminados pela sociedade, nossas elites tem resistência a inclusão dos negros no mercado de trabalho. O mesmo se aplica às mulheres. A realidade está aí.

  14. Falar que o feminismo se equivoca quanto ao capitalismo é o mesmo que falar que o estuprador se equivocou ao agir.

    Quando que vão aprender a colocar o marxismo, feminismo no mesmo lugar que o nazismo.

    Quem comete crime premeditado não esta equivocado.

    Eu creio que os liberais tem síndrome de Estocolmo com os marxista,

  15. Muito bom! Artigo enxuto, porém suficiente.

    Uma Alexandra Kollontai, há cem anos atrás, criticar o capitalismo por converter a mulher “em operária, sem aliviá-la de seus cuidados de dona de casa e mãe”, é algo perdoável. Mas as feministas de hoje ainda acreditarem nesse tipo de ideia, é o cúmulo do risível.

    Quando não azedo e rancoroso, o feminismo tem lá sua utilidade nos campos social e cultural. Mas no campo econômico, é melhor realmente ele nunca tentar se intrometer. Eu senti falta no artigo, de chamar à racionalidade também para o fato de que muitas vezes, tentando ajudar ou beneficiar alguém menos favorecido, acaba-se fazendo justamente o contrário. Tem um exemplo, que às vezes varia a forma, mas que geralmente usam (apenas) para ilustrar isto, de que aprovaram uma lei que proibia de se despejar viúvas quando estas não conseguiam pagar o aluguel. Aí, o que acontece? As mais prejudicadas passam a ser justamente as viúvas, porque ninguém mais vai querer alugar casas para elas. Então o mesmo vai acontecer (e já acontece) para as mulheres em geral, se começarem a querer igualar ou “corrigir distorções” por meio deste ou daquele direito.

    Mas eu não entendi o porquê, dentre tantas que poderiam ter sido escolhidas, da foto do artigo justamente a que trás uma frase que os libertários deveriam concordar. Eu acho que “o lugar de mulher é onde ela quiser”, e não vejo mal nisso.

  16. Esse feminismo é bizarro.

    Essas feministas são um monte de mulher com cabelo verde e pelo no suvaco dizendo que tem o direito de abortar.

    Quem vai querer engravidar uma mulher de cabelo verde e pelo no suvaco ?

    Essas feministas são muito doidas.

  17. Ola Iván Carrino eu gostaria de perguntar um assunto fora do tópico, que era por onde alguem leigo em economia como eu poderia começar a estudar para aprender sobre economia, para compreender sobre taxas,juros,inflação e sobre tudo que engloba o âmbito econômico, eu deveria procurar um livro sobre macro e micro economia ou oque. E a qualquer um que saiba as respostas para minhas perguntas ou saberia me direcionar para alguma base que poderia em me indicar um base para eu me inteirar sobre o assunto eu ficaria agradecido.

  18. VALDERI FELIZADO DA SILVA

    “Bom” é o tal comunismo. Não tenho conhecimento de nenhuma nação ex-socialista, ou socialista, que qualquer mulher tenha alcançado o posto de líder daquele país. Nenhum. Agora vamos nos países capitalistas, Angela Merkel, Margareth Thatcher, Golda Meyer, Michele Brachelet e até as famigeradas Dilma Rosseulf e Cristina Kitchner. E várias outras. A propósito, Angela Merkel, filha de um pastor protestante, só conseguiu ser alguma líder depois que sua terra natal, a ex-Alemanha Oriental, conseguiu ser capitalista após reintegração com o Oeste.

  19. “E isto por um motivo puramente econômico: se houvesse tal discriminação, qualquer empregador iria obter lucros fáceis contratando mulheres e dispensando homens, uma vez que as mulheres poderiam receber um salário menor para fazer exatamente o mesmo trabalho. A concorrência entre os empregadores iria, então, elevar os salários das mulheres e, assim, abolir qualquer diferença salarial que porventura exista.”

    Eu falei exatamente isso com meu professor de Administração Estratégica (que também é vereador) e estava querendo pagar de politicamente correto na sala.

    Foi o que eu disse: – “professor, se, supostamente, as mulheres recebem menos, mesmo tendo a mesma qualificação e competência, e as empresas que melhor aproveitam com eficiência e eficácia os recursos disponíveis como você mesmo nos ensinou, por que causa eu, como um Administrador, contrataria um homem para minha empresa única e exclusivamente pelo fato de ser homem, para receber mais enquanto uma mulher faria o mesmo trabalho por menos?”

    Ele desviou do assunto e não me respondeu…

  20. Curioso que o texto leva a crer que ser feminista é ser contra o capitalismo porque uma autora é… Quanto aos motivos pela diferença salarial existente… Quem disse que todas as mulheres que fazem interrupções de carreira, tem ausências, querem mais estabilidade no trabalho fazem isso “por opção”? Da renda complementar a possibilidade real de equiparação ainda estamos no meio do caminho, porque nos papéis nas tarefas domésticas se algo deixa de ser feito a responsabilidade ainda recai sobre a mulher. Na sociedade, se o filhos tem algum problema, espera-se que a mulher assuma e cuide. A mulher que escolhe um trabalho mais flexível para enfrentar questões familiares inesperadas faz isso por gostar ou por saber que isso é esperado dela? Se ela não fizer, algum homem na casa assumirá essa responsabilidade? O artigo parte do pressuposto que quanto um trabalha e outro realiza as tarefas domésticas e que ambos usufruem que essa situação é planejada? Isso me parece bem ilusório vide a grande quantidade de piadas sobre o quão árduo e subestimado é o trabalho doméstico, vide o enorme número de famílias que repassam a maior parte deste trabalho para uma pessoa de fora do núcleo familiar (figura tão conhecida dos brasileiros, a empregada). Só que, empatia, carinho, amor tem coisas que não se terceiriza e que não são como um lavar de pratos que pode ficar esperando na pia até que se discuta quem deve fazer. Se a mulher decide que sua carreira é muito importante, ainda são raros os homens ou, o apoio das pessoas no entorno do núcleo familiar que suprem a necessidade de cuidados e afeto das crianças. Na maior parte das vezes, não é uma questão de opção faltar ao trabalho para cuidar de uma criança doente. O mercado percebe a diferença de priorização que homens e mulheres ainda fazem? Claro que percebe, por isso as remunerações são diferentes, o que o texto parece ignorar propositadamente é que não é exatamente por opção que as mulheres fazem essas escolhas, mas por repetirem escolhas da forma como já foram feitas antes, mas levando em consideração o que a sociedade espera delas (que os filhos venham em primeiro lugar e se não vierem, que ela é uma péssima mãe). Quando realmente for por opção (e não por falta de alternativas reais) não haverão mais motivos para qualquer disparidade salarial.

  21. Defensor do socialismo

    Mais uma vez vocês esqueceram de uma premissa fundamental: a divisão do trabalho.

    Tudo começa na divisão do trabalho que tem sua origem na família tradicional monogâmica: o homem – como macho dominante – tem como sua primeira propriedade a mulher, toma-a para si como a reprodutora, escravizando-a para então ter tempo livre para trabalhar.

    A mulher, nessa divisão de trabalho, tem que ficar em casa ocupada com os afazeres domésticos, e o homem, fica responsável pelo meio de subsistência da família.

    Esta é a estrutura básica da sociedade, que é formada através de uma divisão de trabalho que gera todas as desigualdades de gênero e preconceitos que temos hoje.

    Para mudar essa estrutura, é necessário criar oportunidades e combater todo preconceito, para as mulheres poderem ingressar no mercado de trabalho e concorrer igualmente com os homens.

    Por favor, parem de promover esse grande embuste que é o capitalismo. Continuarei de olho!

  22. “A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos do movimento feminista. Não obstante, está eivada de contradições e de problemas de argumentação.”

    Correção:

    “A obra é um bom resumo dos pontos de vista econômicos do movimento feminista. Justamente por isso, está eivada de contradições e de problemas de argumentação.”

    * * *

  23. Vendo esse cartaz que diz ” lugar de mulher é onde ela quiser ” me faz pensar: será que essa mulher é muçulmana ?

    Caso contrário, se essa mulher vive em algum país democrático aqui na civilização (leia-se Ocidente), então deduz-se que ela só pode ser uma completa idiota pra ter coragem de carregar um cartaz boçal como este.

    Pergunto: quais são os direitos que existem para os homens e que são negados para as mulheres ?

    PQP, é muita idiotice e babaquice juntas, deve ser falta do que fazer.

  24. Em resumo: Luta de classes morta; luta de sexos posta…

    "Continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação – eu vi – do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Nossa maior conquista – o conceito de povo brasileiro – desapareceu entre os bem-pensantes. Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso." E concluiu: "Quero que as raças se fodam." > istoe.com.br/racializacao-e-uma-histeria-que-tem-que-parar-diz-secretario-do-rio/

  25. Natalia Matiazzo

    Poderiam fazer uma análise dessa pesquisa do IBGE feita recentemente sobre diferenças salariais?

    Aqui eles ainda reclamam que faltam mulheres em cargos de chefia:

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-que-os-homens-em-todos-os-cargos-e-areas-diz-pesquisa.ghtml

  26. Estou na metade do meu curso, sei que alguns colegas tem vasto conhecimento e gostaria de indicação de livros, entre outros, para escrever a monografia. Algo de metodologia, não sei ao certo.

  27. Já dei aulas de inglês para funcionários de uma pequena empresa de software aqui da cidade. Eram uma proprietária e oito programadores homens.

    Um dia, comentando que não tinha outas mulheres na empresa, a dona respondeu que as garotas não aguentam a rotina massacrante de criação e verificação de milhares de linhas de código, e acabam indo para os setores de atendimento.

    Ela mesmo não entendia de programação, ficando com a parte comercial do negócio, e um dos rapazes cuidava da parte técnica.

    É a vida real desmontando argumentos feministas mais uma vez.

  28. De acordo com a famosa autora do citado livro, uma mulher que mora sozinha e trabalha fora estaria se “auto-explorando”.

    Em relação às mulheres que ocupam cargos de chefia e ganham tanto quanto os homens, um dos motivos para tal é que justamente elas trabalham “como um homem”.

  29. E quando se pontuam os fatos como fez James T. Bennett, o Google -e outros- te demitem por discurso de ódio, machismo, misoginia, etc.

  30. Ler qualquer tipo de texto de um autor marxista e esperar lógica ou consistência nos argumentos é pura perda de tempo, pra ser educado!

  31. LEONARDO ALMEIDA DE MAGALHAES

    Os artigos que li sobre o tema indicam que mesmo isolando todos os fatores comentados ainda restaria uma resíduo de diferença não explicado que potencialmente seria atribuído ao machismo de empregadores. Sei, via de regra o empregador é racional e busca a maior produtividade, mas não acredito que essa racionalidade seja ainda tão desprovida de preconceitoOs artigos que li sobre o tema indicam que mesmo isolando todos os fatores comentados ainda restaria uma resíduo de diferença não explicado que potencialmente seria atribuído ao machismo de empregadores. Sei, via de regra o empregador é racional e busca a maior produtividade, mas não acredito que essa racionalidade seja ainda tão desprovida de preconceitos tal qual um empregador do inicio do século 20 poderia olhar para um negro por mais letrado ou produtivo que fosse.

    Um segundo ponto é que a maioria dos argumentos levantados que justificariam as diferenças salariais se referem a diferenças de hábitos sociais que não necessariamente são diferenças naturais, genéticas, mas sim sistema de divisões de tarefas domesticas fundados em tradições machistas. Nada me leva a crer que homens naturalmente gostam e toleram mais viagens que mulheres ou que mulheres naturalmente queiram mais flexibilidade que homens, eu adoraria ter mais flexibilidade no trabalho. Em resumo esses pontos diferenciam a remuneração, e acredito que de fato são determinantes ainda que não expliquem toda a diferença, não descartam a existência do machismo, não do empregador mas incrustado nas famílias.

  32. Fácil dizer que mesmo quem faz o trabalho doméstico se beneficia do salário do outro, mas a realidade é que esse outro fica com o poder econômico nas mãos. E se ele não “liberar” o cartão? E se só comprar o que quiser, a pobre da doméstica vai ter que se submeter a tudo !

  33. – Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.

    – Mulheres tendem a ter mais “interrupções” em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos. E menos experiência significa salários menores.

    – Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por “razões familiares”. Menos tempo de serviço leva a menores salários.

    viajei a trabalho por 10 dias e deixei meu marido cuidado da casa e das plantas- PLANTAS, nao criancas. saldo final: duas morreram. entra elas, um capim limao. CAPIM cara. quem mata capim???? hahaha

    ng aqui converge em achar que a criação do homem o prepara para ser um provedor e o inibe de aprender atividades básicas para o funcionamento da casa/família.

    quem aqui cuida dos filhos sozinho quando a esposa viaja a trabalho? que sai cedo do trabalho pq a creche ligou dizendo que a criança ta doente.

    os homens, infelizmente, ainda sao criados pra achar que isso é papel da mulher…. e aí explica-se o maior absenteismo feminino, interrupcoes na carreira, desvalorizacao da mulher no mercado de trabalho.

    engracado tb que a maioria dos consumidores dessa pagina é homem (pelo menos nos comentarios desse artigo) – será isso tb explicado pela qstao biologia (assim como supostamente a preferencia por ciencias exatas, alto risco no emprego e portanto maiores salarios??) hahahaha

    o livro e muitos dos comentaristas acima ignoram tb a qstao da classe que permeia e acaba dividindo a luta feminista em classes. fruto do capitalismo? talvez… as maiores expoentes feministas vivas sao comunistas…. notável a culpabilizacao q elas conferem ao sistema capitalista… mas é uma qstao ideologica que nao pode anular os avancos na discussao filosofica que as mesmas promovem e nas questoes sociais que abrangem a diferença que, infelizmente, existe entre os generos.

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