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O poder de tributar é o poder de destruir

Onde há estado, há o poder de tributar. Os
governantes não podem governar sem a tributação. 

Como Ludwig von Mises escreveu: “Os fundos
que um governo gasta em qualquer área são, em última instância, arrecadados por
meio da tributação”. Mesmo que o governo se endivide mais para gastar,
esse endividamento só é possível porque o governo tem a capacidade de tributar
para quitar essa dívida. Se o governo não tivesse a capacidade de tributar para
quitar a dívida, ninguém emprestaria ao governo.

Por isso, todas as ações do estado se baseiam na sua
capacidade de tributação.

Onde há o estado, há também o crescimento do
estado. Por que a esfera de ação do estado está sempre em constante
ampliação? Uma teoria diz que os reais culpados são os grupos de interesse,
os quais, por meio de seus lobistas, sabem utilizar o poder do estado para seus
próprios benefícios. 

Enquanto essas pessoas continuarem querendo que o
governo utilize seu poder de tributar e regular a economia para o benefício
delas próprias e em detrimento de todo o resto da população, e enquanto tais
pessoas continuarem com essa influência, o estado irá manter seu poder e
continuar crescendo.  

Este artigo, porém, sugere uma teoria
complementar. Quando o poder de tributar é concedido aos governantes,
muitos incentivos nocivos necessariamente advirão disso. E estes incentivos
apenas encorajam os governantes a expandir ainda mais seus atos destrutivos.

Incentivos

Uma ação proposital envolve uma escolha entre várias
alternativas. E escolhas embutem incentivos (recompensas) e desincentivos
(custos), sendo que ambos podem ser monetários ou não-monetários. 

Considere, por exemplo, a provisão de justiça feita
pela Coroa na Inglaterra medieval. Criminosos condenados eram normalmente
enforcados e seus bens eram confiscados pela Coroa, embora o rei pudesse
perdoar um criminoso que concordasse em servir no exército real.

Essa estrutura de incentivos motivou a Coroa a
condenar criminosos, pois, para cada condenação, o pagamento era ou a
propriedade do criminoso ou o uso do criminoso como soldado (os incentivos). A
Coroa enfrentava desincentivos também, não apenas custos financeiros, mas
também deslealdade, descontentamento, perda de reputação e ressentimento, caso
ela erroneamente condenasse pessoas inocentes.

Sob essa estrutura de incentivos, a Coroa
previsivelmente demonstrava um notável entusiasmo pela captura e condenação de
criminosos (e talvez de não criminosos). Tal estrutura de incentivos
também induzia a Coroa a alterar as leis de modo a definir mais crimes como
crimes sérios.

Perniciosos incentivos gerados pelo
poder de tributar

Governantes, sendo humanos, têm desejos que
gostariam de realizar, coisas como “fazer o bem” (na concepção deles), ter
poder, glória, dinheiro, satisfação pessoal, orgulho, respeito, adulação, perpetuação
no poder, ajudar os pobres ou os ricos, acabar com o capitalismo, difundir a
democracia etc. 

Entretanto, o que os governantes querem não é o mesmo que os governados querem. Indivíduos possuem ideias amplamente distintas sobre o que é desejável — algo
facilmente evidenciado pelos vários e diferentes estilos de vida. 

Obviamente, governantes são incapazes de escolher
ações que satisfaçam as preferências individuais de cada governado, mesmo que
eles conhecessem absolutamente todas elas. Mas também nenhum governante sabe o
que os governados querem agora ou daqui a dez minutos. Dado que os
governantes absorvem recursos dos pagadores de impostos e os gastam em projetos
que não podem satisfazer as preferências de todos os seus governados, disso se
conclui que os governantes destroem a felicidade daqueles que eles tributam.

Quando estão limitados a empregar seus recursos
pessoais, os governantes têm um desincentivo para gastar. Já o poder de
tributar remove totalmente esse desincentivo, dando a eles um total incentivo
para cumprir seus propósitos. 

Consequentemente, eles são encorajados a
fazer coisas como guerras bélicas, guerra contra as drogas, guerra contra a
pobreza, grandes saltos para frente, subsídios, programas de garantia de preços
mínimos, volumosas regulamentações que protegem determinadas empresas, restrições
de mercado para outras empresas, além, é claro, das indispensáveis festinhas
nababescas, entretenimentos opulentos, aviões, limusines etc.

Embora alguns “governados” ganhem com
essas depredações e façam
lobby por elas
— com isso se tornando também governantes –, a esmagadora
maioria só perde. Estes só podem votar, reclamar na internet e escrever
cartas para jornais, um meio altamente imperfeito de se afetar as ações dos
governantes. Os votos são para os políticos, e não para os projetos; e
eles, os votos, ocorrem somente em intervalos de quatro anos, durante os quais
os governantes já criaram numerosos fatos irreversíveis. Nenhum eleitor
pode unilateralmente retirar seu apoio à guerra contra as drogas ou ao esquema fraudulento de pirâmide que
é a previdência social
ou a qualquer outro programa estatal.

Escapar impunemente é o primeiro dos maus incentivos
associados ao poder de tributar dos governantes. 

O segundo é o de aumentar os impostos existentes, o
que estimula mais ações perniciosas dos governantes. Aumentos de impostos são ações
previsíveis porque os governantes ganham com eles, desde que o custo em votos
perdidos não seja excessivo. A estrutura de incentivos inerente ao poder
de tributar é incrivelmente maligna, pois os governantes simplesmente controlam
a quantidade ($) do incentivo. Eles podem aumentar impostos à vontade, estando
sujeitos apenas à perda de alguns votos, algo contra o qual eles têm muitos
estratagemas para se precaver.

Terceiro, a tributação fornece um poderoso incentivo
ao endividamento do governo.  Sem impostos com os quais pagar juros e
principal, um estado não pode emitir grandes quantias de títulos da dívida. Com
esse poder de tributar, o estado pode se endividar e se expandir, hipotecando
desta forma o futuro da próxima geração de pagadores de impostos. Essas
gerações futuras terão de pagar essa dívida com seu trabalho e poupança, o que
irá impedir que elas tenham uma maior qualidade de vida. Ademais, sendo um
grande devedor e detendo o monopólio da moeda, o estado passa a ter um
incentivo para pagar suas dívidas com um dinheiro de menor poder de
compra. O poder de tributar estimula o estado a desvalorizar continuamente
a moeda, da qual ele é o monopolista. Daí o grande incentivo, criado pelo próprio
governo, para que haja uma inflação contínua, gerando todos os malefícios relacionados
a este ato fraudulento
.

Quarto, o poder de tributar dá aos governantes o
incentivo de se instituir programas que distribuem riqueza e criam
dependência. Esquemas distributivistas só foram crescer
enormemente (em qualquer país do mundo)
após o estado ter adquirido o poder
de tributar a renda. Esses programas nocivos beneficiam os
governantes. Eles criam dependência e, consequentemente, fazem com que os dependentes se tornem
entusiásticos defensores do estado
, uma vez que eles passam a temer a
hipótese de perder suas esmolas estatais. Esse apoio complica enormemente
qualquer esforço de se reduzir o poder do estado.

Quinto, o poder de tributar é o poder de vender ou
negociar abatimentos e isenções fiscais em troca de favores ou doações de
campanha, bem como o poder de extorquir dinheiro do setor produtivo (propinas)
em troca da promessa de que os impostos não serão aumentados ou de que novos
impostos não serão criados. Esse ambiente estimula a corrupção de
funcionários do governo. Adicionalmente, essas atividades criam tributações
diferenciadas e, por conseguinte, custosas ineficiências econômicas.

Sexto, os governantes têm um incentivo para camuflar
os impostos que criam, de modo que os governados nem mesmo saibam o quanto de
impostos estão pagando. Os governantes aprendem a dispersar o fardo tributário
mais amplamente, de modo que ele se torne mais suportável. É por isso que
os governantes instituem impostos retidos na fonte, encargos sociais,
trabalhistas
e previdenciários,
impostos sobre a
gasolina
, impostos
sobre vendas
, impostos
sobre a cadeia produtiva
etc. Adicionalmente, eles fazem com que os códigos
tributários sejam tão impossivelmente complexos, que até mesmo os fiscais da
Receita são incapazes de entendê-los.

Após algum tempo, a atenção do público é absorvida
pela complexidade do código tributário, deixando-se de se concentrar nos
impostos propriamente ditos. Aqueles que debatem a necessidade de
simplificar o código tributário frequentemente afirmam que suas propostas irão
reduzir os impostos. Isso pode acontecer; assim como os porcos podem algum
dia colonizar Marte. Os governantes não têm o menor incentivo para adotar
simplificações tributárias, a menos que esperem obter disso algum ganho —
ganho de receita, de poder ou de algum outro benefício.

Sétimo, com o intuito de persuadir os pagadores de
impostos de que suas receitas tributárias serão gastas em boas causas, os
governantes têm um incentivo para mentir sobre os benefícios e custos de seus
projetos, e relatá-los de maneira confusa e distorcida. Obras
superfaturadas, programas de renda mínima, hospitais públicos, escolas
públicas, emendas que geram privilégios para determinados setores, subsídios, criação
de ministérios e agências
reguladoras
etc.: tudo pode ocorrer sob o manto de se estar fazendo o bem
para alguém. Qualquer pedido de maior transparência torna-se imediatamente
“insensibilidade para com o social”. A verdade é uma fatalidade
para o poder de tributação.

Oitavo, o poder de tributar estimula os governantes
a adotar medidas que funcionam ineficientemente. Ou, colocando de outra
forma, eles possuem poucos incentivos para prover eficientemente seus serviços
com os impostos arrecadados, pois eles não têm de arcar pessoalmente com as
consequências e com o custo total de seus erros. Afinal, eles sempre poderão
arrecadar mais dinheiro de impostos para então “melhorar” os serviços prestados.
Donde se conclui que todos os programas financiados por impostos serão menos
eficientemente geridos do que seriam caso a oferta desses mesmos serviços fosse
feita pela iniciativa privada em ambiente de livre concorrência.

Finalmente, os governantes possuem um nono
incentivo: manter indefinidamente o poder de tributar. Pelo menos três
atividades destrutivas resultam disso: 

a) A fabricação contínua de propaganda para
justificar os impostos. Governantes estão sempre fazendo alarido sobre os
perigos e problemas iminentes que podem irromper a qualquer minuto caso
descuidemos dos impostos. Eles propagandeiam “necessidades”
desesperadoras que são essenciais para a nossa sobrevivência: programas anti-pobreza
para impedir a inquietação social, a baderna ou a criminalidade; a proibição
das drogas para impedir ameaças à saúde pública do país; subsídios para impedir
colapsos na oferta de alimento ou prejuízos para a indústria, que é a espinha
dorsal da nação; e a existência de um Banco Central para impedir catastróficas
quebras bancárias. Basicamente, os governantes apelam para os temores e
inseguranças mais básicos dos governados, bem como para seus profundos desejos
nacionalistas, patrióticos e religiosos, tudo com o intuito de justificar suas
ações.

b) Os governantes recrutam todo um exército de propagandistas,
dentro e fora do governo, para que eles apregoem e elogiem suas diretivas
políticas e, em troca, recebam dinheiro, favores, privilégios e outras
compensações e agrados que eles porventura valorizem, inclusive o poder e a
sensação de importância.  A consequência perversa disso é a corrupção do
processo de informação da sociedade.

c) O abafamento de todas as críticas efetivas aos
governantes.  Caso as rebeldes vozes anti-impostos ganhassem influência,
os governantes ficariam em situação difícil.  Consequentemente, eles fazem
de tudo para obstruir e suprimir tais críticas.  Lamentavelmente, a
liberdade de expressão e o poder de tributar são incompatíveis, e os
governantes irão restringir a liberdade de expressão sempre que possível e sob
qualquer justificativa engenhosa que eles conseguirem inventar.

Resumo e conclusão

Escolhas propositadas feitas no âmbito do
comportamento voluntário entre pessoas comuns tendem a melhorar a vida
destas. Já as escolhas propositadas feitas por governantes tendem a
destruir vidas, pois os governantes agem de acordo com seus caprichos, e não de
acordo com os desejos dos pagadores de impostos.

O poder de tributar envolve o poder de
destruir. Mesmo se ignorarmos o argumento moral de que todo imposto é
roubo e ignorarmos os argumentos consequencialistas de que impostos obstruem a
busca da felicidade e reduzem a eficiência econômica, o poder de tributar gera
inúmeros incentivos perniciosos que, com efeito, estimulam várias formas de
destruição.

O ponto principal é este: não deposite esperança
alguma de melhorias na simples troca do partido que está no poder, pois,
enquanto os governantes usufruírem o poder de tributar, eles utilizarão esse
mecanismo estatal em detrimento de seus governados. O poder de tributar fornece
à serpente do estado suas vítimas: nós. 

Impostos alimentam o monstro cujo crescimento espalha
veneno para todos os lados. Impostos, com ou sem representação, sempre irão
fomentar danos e destruição. A única coisa sensata a se fazer é tornar a
besta impotente, acabando com seu poder de tributar.

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82 comentários em “O poder de tributar é o poder de destruir”

  1. Pessoal do Mises, minhas leituras são bem iniciantes por aqui. Respondam-me uma coisa: se o Estado não tributasse, o que ocorre de forma compulsória, obviamente, de onde proviriam suas receitas?

  2. Mas como nós vamos criar super escolas de ensino integral, professores valorizados e bem remunerados, investir pesado em ensino de qualidade, em todos os níveis, e em pesquisa científica avançada, como fizeram os países difusores do conhecimento desde os anos 50, para, assim, transformar nossa nação, sem os impostos?

    Ora, o absurdo que é pago pelo direito de imagem a jogadores de futebol, artistas e propaganda televisiva deveria ser mais tributado e todo investido em educação, pois só assim haverá uma revolução nesse país!

    Além disso, é preciso de um Estado para retirar os recursos gastos em Cassinos, prostitutas, drogas lícitas e ilícitas, jogos de azar, bens supérfluos e viagens ao exterior e direcionar esses recursos para super escolas de turno integral, supervalorização dos professores e pesquisa científica avançada.

  3. Esse artigo me lembrou a opinião de Jorge Luis Borges sobre os políticos:

    “Não. Em primeiro lugar não são homens éticos; são homens que contraíram o hábito de mentir, o hábito de subornar, o hábito de sorrir o tempo todo, o hábito de agradar todo mundo, o hábito da popularidade… A profissão dos políticos é mentir. O caso de um rei é diferente, um rei recebe tal destino, e portanto lhe cabe cumpri-lo. O político não; o político deve fingir o tempo todo, deve sorrir, simular cortesia, deve submeter-se melancolicamente aos coquetéis, às cerimônias oficiais, aos feriados nacionais.”

    “Penso que nenhum político pode ser uma pessoa completamente sincera. Um político está sempre à procura de eleitores, e diz aquilo que esperam que diga. No caso de um discurso político, importa mais a opinião dos ouvintes que a do orador. O orador é uma espécie de espelho ou eco do que os demais pensam. Se não for assim, fracassará”

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=962

  4. Só para constar um primeiro exemplo, em Israel pré-estatal, ou seja, antes da unificação das tribos, obviamente não havia Estado e os israelitas eram livres, no que diz respeito às liberdades civil e econômica.

    Inclusive este foi período de maior prosperidade do povo. Então Estado não é igual a sociedade livre, afinal tributação e educação compulsória não me parece algo muito livre (além de tantos outros), e sem falar que existem mil e um exemplos em todas regiões do planeta nas quais o Estado oprimiu e não concedeu liberdade. A tendência do Estado é crescer e quando ele cresce usurpa a liberdade civil e econômica.

    Isso é como se fosse a “Lei natural do Estado”: quanto maior o estado menor o indivíduo.

  5. “Onde há o estado, há também o crescimento do estado.”

    Já vi falar muito disso aqui, da inescapável tendência do Estado em sempre se expandir, mas não entendo como isso poderia ocorrer.

    A meu ver, o Estado é um parasita da sociedade e como todo parasita cresce de acordo com o crescimento do seu hospedeiro (no caso, a sociedade). Não vejo como um Estado nacional democrático possa se expandir em um país com economia estagnada, inflação galopante e alastramento da miséria. Dificilmente um governante se manteria no poder nessas condições. Qualquer propaganda, jogadas populistas, perseguição a adversários e outros golpes baixos se mostrariam ineficazes para conter a revolta popular. Nessas condições, seria fácil para um grupo opositor ganhar a eleições, garantido reforma fiscal, fim da inflação e volta do crescimento econômico.

    Portanto, o parasita só pode crescer se o seu hospedeiro também estiver crescendo, pelo menos num regime democrático.

  6. “Os governantes recrutam todo um exército de propagandistas, dentro e fora do governo, para que eles apregoem e elogiem suas diretivas políticas e, em troca, recebam dinheiro, favores, privilégios e outras compensações e agrados que eles porventura valorizem, inclusive o poder e a sensação de importância. A consequência perversa disso é a corrupção do processo de informação da sociedade.”

    Esta frase, que foi extraída do texto, é um resumo preciso da época petista.

  7. Jarques Marques da Silva

    Olá, resido em Bauru interior de São Paulo, e iniciarei no mês subsequente, minha graduação em Ciências Econômicas na Instituição Toledo de Ensino.

    Gostaria de agradecê-los por sempre disponibilizarem um conteúdo consistente assim como esclarecedoramente rico e direcionar as devidas congratulações ao autor do brilhante artigo!

    Como futuro economista tenho conhecimento da imensa importância desse nobre serviço à uma sociedade tão vinculada a falácias e crenças perniciosas sobre o estado e seu papel na vida social. Essa cultura evidentemente estadista possui fortes traços autoritários e uma tendência ao coletivismo moral, e deve ser deixada de lado para que uma perspectiva de liberdade possa nasce. Parafraseando o professor Mises: “idéias e somente idéias podem iluminar a escuridão”. Quando estiver um preparo maior certamente auxiliarei neste trabalho.

    Grande abraço!

  8. Tributar não é roubar ou destruir. É tomar fundos individuais para a realização de um bem coletivo. A felicidade à curto prazo é retirada em prol daquela à longo prazo. (Não falarei com os jargões filosóficos, apenas com o bom senso.)

    Ricos, por exemplo, serão contra os impostos porque não são beneficiados diretamente por eles como são os pobres. Entretanto, à longo prazo, agradecerão pela grande oferta de mão-de-obra de qualidade(Educação pública), menor criminalidade(Segurança pública) e uma população mais saudável(Saúde pública).

    Moro no Canadá e nem mesmo pago os impostos daqui com má vontade. Sei que estarão sendo utilizados para fornecer saúde aos que não podem pagar e oferecerão segurança a todos.

    Não compreendo a sina libertária contra impostos. Importo-me com a minha comunidade, pago meus impostos com boa vontade(E conheço muitos que também fazem), recebo serviços estatais decentes e tenho meus direitos protegidos. Lembrar-vos-ei que sempre podem deixar o país se não gostar. O imposto é mais que legítimo pois você é um hóspede em uma nação e precisa colaborar com ela se deseja viver em seu território. Não é um roubo, pois ao viver nela, concordou formalmente com suas leis. Se não desejá-las, basta deixar o país e ir a algum local sem impostos. A Somália é minha maior sugestão.

    Resumindo, impostos não são roubo ou destruição porque:

    + Formam um bem coletivo à longo prazo através de uma tomada da felicidade individual à curto prazo.

    + Beneficiam muito mais os pobres à curto prazo mas também melhoram a situação dos ricos à longo prazo.

    + São legítimos pois você está vivendo no território de uma nação e assim concordou formalmente com suas leis. Se não gostar, pode sempre sair. No meu caso, sinto-me feliz ao colaborar com o Estado daqui.

    + Países são terras sob uma constituição que age como sua proprietária. O estado não invade a sua casa para cobrar impostos, você é que invadiu a propriedade dele.

    + Somos seres comunitários. Sempre teremos problemas comunitários e precisamos de uma instituição criada para mediar possíveis conflitos, além de oferecer serviços que permitam a sobrevivência da comunidade.

    Espero réplicas sensatas. Além de refutações aos pontos que tentei postar da forma mais clara possível, ficam ainda dois questionamentos:

    – Acreditam de fato que nossas comunidades resistiriam sem serviços sociais feitos por impostos?

    – Por que tanta retórica a associar impostos como roubo? Seria o hoteleiro um ladrão por cobrar diária de seus hóspedes? (Lembrando que você pode sempre deixar o hotel se não gostar.)

  9. Off:

    alguém do IMB ou algum outro leitor: olhem o que esse cara (de nome Russell Hasan) está falando no blog dele:

    O cara diz que os austríacos “like capitalism because they think it’s good for the rich”.

    Depois diz isso:

    “Rothbard in Man Economy & State claimed that the purpose of economics is to prioritize scarce resources. The rich have more money than the poor. Hence Austrian economics reduces to the principle that we must satisfy the needs of the rich at the expense of the poor. It is that simple. In contrast my theory of GOLD economics actually helps the poor”

    russhasan.blogspot.com.br/2016/06/gold-thought-3.html#comment-form

  10. Pessoal, de que adianta o Trump diminuir a carga tributária ,se ele vai aumentar os gastos públicos?O próprio texto diz que empréstimos certamente serão pagos no futuro com cobrança de tributos.Assim, o Trump me parece meio que um pseudo-liberal.Aliás será que existe alguém que duvida que o governo Trump terminará de forma melancólica,com forte recessão e inflação,igual ao mostrado nos SIMPSONS?

  11. A melhor reforma tributária seria invadir os computadores da receita federal e apagar todas as declarações de imposto de renda.

    Ou seja, formatar tudo !

  12. O problema não é só competência e honestidade:

    todo governo é inerentemente ineficaz por não ter riscos e incentivos da iniciativa privada.

    * * *

  13. Alckmin veio com mais uma novidade. Complicado que tucano, como o Leandro disse, afina na hora de fazer reforma e ao ver um tweet de um sindicalista ameaçando fazer greve, já desfaz tudo.

    Acho que no fim o Alckmin vai acabar virando opção eleitoral de novo. Bolsonaro apesar de ter muitos seguidores na Internet, reflete o eleitorado povão que não fica seguindo político em rede social e apenas quer viver uma vida melhor?

  14. O gov Temer aplicou a receita neoliberal de vcs e até agora o país está afundado na crise econômica. Vcs devem satisfações ao país.

  15. “A única coisa sensata a se fazer é tornar a besta impotente, acabando com seu poder de tributar.”

    Acabar com o poder de tributar é acabar com o estado.

    O próprio Mises reconheceu a necessidade do Estado:

    “Mas, sendo como é a natureza humana, a sociedade não pode existir se não houver meios de evitar que pessoas obstinadas ajam de maneira incompatível com a vida em comunidade. A fim de preservar a colaboração pacífica, as pessoas devem estar prontas para lançar mão da repressão violenta contra os que perturbam a paz. A sociedade não pode funcionar sem um dispositivo social de coerção e de pressão, isto é, sem o estado e o governo.”

    O que podemos fazer é reduzir ao máximo esse poder de tributar, para que financie apenas a segurança necessária à cooperação social.

    Como?

    Não consigo pensar em outra forma senão em convencer as pessoas sobre a pertinência desse modelo de estado mínimo. No campo político, há grupos e mesmo novos partidos que defendem um estado menor. É um longo caminho, mas é algo concreto.

  16. Me vi pensei que era eu

    Tributados não apenas produtos estrangeiros, como tivemos a genial ideia de nos proteger de nós mesmos. tenho uma pergunta,se puderem me ajudar agradeço.

    Quando uma empresa compra produtos de outros estados brasileiros(para revender), é calculado o diferencial de alíquota sobre a mercadoria, dessa forma pagamos mais ICMS. Mas isso não ocorre para produtos da cesta básica.

    Ex. perfumes, roupas e calçados tem maior incidência de tributos, enquanto farinha, óleo, e carnes(cesta básica) são isentos do diferencial de alíquota.

    Ai vem minha pergunta, realmente é “melhor” tributar os produtos considerados(por burocratas) “supérfluos” e diminuir a carga sobre produtos de 1ª necessidade? Isso realmente ajuda o mais pobre? pois a tributação recairia com mais força sobre armas, vestuário, relógios… do que sobre farinha, arroz, batata, tomate…

  17. O brasil esta se recuperando bem mesmo? Comparando com emergentes… E ai qual a expectativa de vocês?

    Se a inflação desce ano que vem e o juros ficar perto de 8% como é previsto, teremos dolar abaixo de 5?

  18. “pois os vendedores iam oferecer nas escolas ( já o fãzem) com mais facilidade”

    ué, se ja o fazem , como é que iriam ?

    quando for escrever bobagem seja, pelo menos, coerente

    eu sempre acho engraçado proibicionista dizendo que se nao for proibiçao vao colocar cocaina na merenda escolar

    se nao proibirem armas o transito vai virar um filme do tarantino, todo mundo atirando em todo mundo antes de rolar os creditos

    alcool é liberado e nem por isso as pessoas saem colocando cachaça em mamadeira de recem-nascido

    apelar pra ad absurdum so mostra despreparo e desespero do interlocutor

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