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Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso

N. do E.: o artigo a seguir foi
adaptado à realidade brasileira

 

A
ideia de que a economia deve ser planejada chegou ao ápice ainda no longínquo
ano de 1937, quando a editora Prentice-Hall publicou um tomo de 1.000 páginas
intitulado The Planned Society: Yesterday,
Today, Tomorrow: A Symposium by Thirty-Five Economists, Sociologists, and
Statesmen
. (A
Sociedade Planejada: Ontem, Hoje, Amanhã: Um Simpósio com 35 Economistas,
Sociólogos e Estadistas
).

No
prefácio, o famoso historiador e sociólogo americano Lewis Mumford
escreveu que “a questão que nos aflige hoje não é se devemos planejar ou não a
economia, mas sim como devemos
planejá-la”.

Todos
os colaboradores do livro — keynesianos, socialistas, comunistas e fascistas
— concordavam neste ponto, incluindo notáveis como Benito Mussolini, Joseph
Stalin e Sidney Hook.

Mas
ao menos o livro era honesto e sincero. 
Ele colocava no mesmo balaio Stalin e Keynes, o fascismo e o New Deal,
mostrando que todos tinham as mesmas idéias econômicas.  Os planos de cada um não eram idênticos,
obviamente, mas todos eles concordavam que o governo era “racional” e que o
livre mercado era “caótico”, sendo, portanto, preferível ter “racionalidade” do
governo ao “caos” do livre mercado.

A
maioria dos autores defendia a “economia mista”, um arranjo econômico que
mistura capitalismo e socialismo.  Ludwig
von Mises, ainda
em 1921
, já havia acabado com essa noção de que você pode
combinar o “melhor” do socialismo e do capitalismo.  Não existe
isso de “o melhor” do socialismo, escreveu ele, pois mesmo uma
pequena quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade
livre.  Qualquer tentativa de mistura é
necessariamente instável, e inevitavelmente levará a economia na direção do
estatismo.

Esta
previsão de Mises não apenas se concretizou, como, pior ainda, estamos hoje
vivenciando e sentindo suas consequências.

Nossa realidade

Apenas
veja a economia na qual você vive: não há uma única área dela que não seja
afetada pelos gastos
do governo
, que passe incólume pelas consequências
dos déficits orçamentários
, que não seja sufocada pela burocracia
e por impostos,
e que não seja estritamente
controlada e protegida por agências reguladoras
.

Defendido
por quase todos os economistas, o estado regulatório hoje domina e arruína a
economia.  O comunismo perdeu, mas a social-democracia triunfou
e reina soberana
.

Na
economia mista na qual vivemos, é função do estado planejador: garantir o
“pleno emprego” (dado que as próprias políticas do governo federal geram
desemprego); estimular a “inovação tecnológica” (não por meio do mercado, mas
por meio de subsídios); garantir uma “justa” distribuição de renda (premiando os
parasitas — principalmente os grandes
empresários
ligados ao governo — e punindo os
produtivos); controlar
o comércio estrangeiro
(e também o doméstico);
e manter várias
empresas estatais
para o bem do povo (ao mesmo tempo em
que espolia
o próprio povo
em prol dos burocratas dessas estatais).

O
estado planejador também se autoimpõe algumas proibições.  Ele jamais deve expressar alguma defesa da
propriedade privada, jamais deve criticar grupos de interesse e minorias
organizadas (exceto quando sejam anti-governo), jamais deve tecer elogios à
função coordernadora exercida pelo sistema de preços, jamais deve ter dúvidas
quanto ao uso do seu poder (este só existe para o bem), jamais deve defender
redução de impostos, e jamais deve identificar o livre mercado como a real
fonte de prosperidade.

Para
o estado planejador, tudo o que há de bom é decorrência de suas ações; e tudo o
que há de ruim é culpa de interferências de externas.

Mais
ultrajantes ainda são as mentiras patológicas. 
Os políticos, burocratas e todos os seus defensores insistem em querer
nos fazer acreditar que:

1)
o Banco Central é o guardião da moeda — sendo que a moeda, em apenas 22 anos,
perdeu
82% do seu poder de compra

2)
o governo pode impedir ou, no mínimo, amenizar os ciclos econômicos — sendo
que suas
políticas são a própria causa deles
;

3)
o governo pode criar um pleno emprego — sendo que suas políticas econômicas
não apenas destroem empregos como ainda impedem a criação de novos empregos ao
artificialmente encarecer
a mão-de-obra
, ao criar burocracias que atazanam
os pequenos empreendedores e ao criar um terrorismo
tributário
que coloca qualquer empreendedor na condição de
criminoso;

4)
o governo pode desenvolver novas tecnologias — sendo que suas próprias
regulamentações proíbem o surgimento
e o desenvolvimento
de várias inovações que aniquilam as reservas de mercado de um cartel protegido
pelo governo
.

5)
é o governo quem melhora nosso padrão de vida — sendo que, sempre que o
governo decide criar
políticas
para melhorar nosso padrão de vida, este desaba.

6) o governo nos protege de monopólios e oligopólios
capitalistas — sendo que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas
de mercado é e sempre foi exatamente o governo, seja por meio de
regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências
reguladoras
), seja por meio de subsídios a
empresas favoritas
, seja por meio do protecionismo via obstrução de
importações
, seja por meio de altos tributos que
impedem que novas
empresas surjam e cresçam

7) o governo protege o consumidor e estimula a
concorrência — sendo que, principalmente nos grandes setores, a concorrência
foi abolida pelo governo, em prol das grandes empresas já estabelecidas e
contra os interesses dos consumidores.  Setor
bancário, aéreo, telefônico, internet, elétrico, postos de gasolina etc.
— em todos eles a concorrência foi abolida pelas agências reguladoras para
proteger as empresas já estabelecidas e prejudicar a liberdade de escolha dos
consumidores.

8) o governo reduz a desigualdade — sendo que suas políticas
de subsídios a grandes empresas, tarifas protecionistas e crédito farto e
barato não apenas garantem renda para os mais ricos, como também destrem o
poder de compra dos mais pobres
.

Briga
de gêmeos

Economistas heterodoxos e economistas
convencionais
se revezam na tarefa de fornecer conselhos econômicos ao
presidente da vez.  Ambos, no entanto, são
meras ferramentas a serviço do estado intervencionista.  Ontem, a função deles
era controlar preços, estatizar o crédito e estimular o consumismo; hoje, a função deles é
equilibrar o orçamento e manter “oferta e demanda em equilíbrio”.  Isso, é claro, não significa que irão deixar
o livre mercado funcionar, mas sim que irão mover as alavancas na máquina de
planejamento com “mais eficiência”.

Os heterodoxos acreditam que o que move a economia é
o consumo; portanto, a demanda deve ser estimulada por mais gastos do governo,
mais déficits orçamentários e mais crédito subsidiado.  Isso, supostamente, compensará as deficiências do setor privado.

Já os convencionais acreditam que a economia é
guiada pela oferta, e que ela entra em recessão por inúmeros fatores, dentre
eles um medo irracional de investir que acomete os empreendedores.

Embora os convencionais possuam melhores políticas econômicas
que os heterodoxos, ambos estão errados. 

Para começar, ambos pressupõem que exista algo
chamado “oferta
agregada
“, “demanda
agregada
” e “demanda
efetiva
“, a qual aglomeraria em uma única variável os valores e ações de
consumidores e produtores.  Isso obscurece a economia verdadeira.

E essas agregações obscurantistas não se resumem
apenas à “oferta” e à “demanda”.  Os planejadores
também discutem categorias como ‘capital’ e ‘investimento’ como se ambos fossem
homogêneos, representando esses agrupamentos totalmente diversos por meio de
letras em seus modelos macroeconômicos.

Para eles, o estoque de capital é uma grande massa
amorfa resumida pela letra K, a qual é jogada numa equação
cuidadosamente montada para representar toda a economia, e a qual é esperada gerar
informações úteis para se poder planejar melhor a economia.

Obviamente, ambas as visões pressupõem que os
burocratas do governo são mais espertos e oniscientes do que todos os indivíduos
livres da sociedade praticando trocas livres e voluntárias, poupando, investindo,
produzindo, vendendo e comprando voluntariamente no livre mercado.

O
verdadeiro papel do economista

Apenas imagine que você tivesse de planejar as
finanças domésticas do seu vizinho, sobre o qual você nada sabe, e não tendo informação
nenhuma precisa sobre a renda, as preferências, e as habilidades dele.  Mais ainda: você sabe que todas essas variáveis
se alteram continuamente.  Você seria
capaz de tal tarefa?  Pois os
planejadores econômicos do governo vêm tentando fazer exatamente isso há décadas.  E para toda a economia.

Para se safarem dessa crítica, os planejadores separam
a economia em duas esferas: a “micro” e a “macro”.  Em seguida, alegam que as decisões dos indivíduos
na esfera micro em nada afetam o quadro geral. 
Embora seja verdade que, por exemplo, um indivíduo sozinho não pode
alterar a taxa de poupança líquida de toda a economia, o fato é que não haveria
taxa de poupança líquida sem decisões individuais.

É exatamente dos milhões de decisões tomadas
diariamente por indivíduos que a economia é formada e criada; e a única função do
economista é tentar entender e explicar como tudo isso acontece.  Ele não tem de tentar controlar ou onerar
esse processo.

No livre mercado, não há a necessidade de
planejadores tentarem “equilibrar” oferta e demanda.  As próprias transações diárias e voluntárias
de milhões de consumidores, em conjunto com empreendedores que se arriscam em
seus empreendimentos, já fazem isso.  É a
economia mista quem cria a demanda para que planejadores econômicos queiram
gerenciá-la.

Contrariamente às suas pretensões, os economistas
seriam de pouca serventia aos empreendedores em um livre mercado.  O
economista não pode prever as futuras demandas do consumidor e os custos
futuros tão bem quanto os empreendedores; afinal, se ele pudesse, então ele seria
o empreendedor.  Sabemos que o empreendedor está onde está precisamente
por causa de sua superior habilidade de previsão do mercado.  

As pretensões dos economistas, econometristas e de
outros “modeladores” de que eles podem prever com precisão e acurácia
a economia irá sempre soçobrar perante a simples, porém devastadora, indagação:
“Se você pode prever tão bem, por que você não está no mercado de ações,
onde previsões acuradas geram ricas recompensas?”

Não adianta rejeitar tal pergunta — como muitos têm
feito — alegando que ela é “anti-intelectual”; este é exatamente o
teste rigoroso a ser enfrentado pelo pretendente a oráculo econômico.

Ludwig von Mises demonstrou a falácia do termo
“modelagem”, que é muito popular e que surgiu erroneamente (junto com
muitas outras falácias cientificas) de uma analogia com as ciências físicas —
nesse caso, a engenharia. Os modelos de engenharia fornecem a exata dimensão
quantitativa — em uma miniatura proporcional — do mundo real. Porém, nenhum
“modelo” econômico pode fazer algo parecido.

O papel do economista em uma sociedade livre,
portanto, é puramente educacional.

Mas quando o governo intervém no mercado, a
“utilidade” do economista se expande. A razão é que ninguém sabe, por
exemplo, quais serão as demandas dos consumidores no futuro,
em uma determinada área.  Em um ambiente de livre mercado, o economista
será naturalmente substituído pelo prognosticador empreendedorial.  Porém,
quando o governo se intromete no mercado, criando várias intervenções e
regulamentações, as coisas ficam muito diferentes, pois o problema agora é
saber precisamente quais serão as consequências dos atos do
governo.

Conclusão

Quanto a economia mista nos custa?  Impossível saber. 

Impossível calcular os efeitos das tecnologias que deixaram
de ser criadas, das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que
deixaram de ser gerados, das recessões geradas pelas políticas
do governo
, da destruição
da moeda
efetuada pelo governo, e dos preços artificialmente mais altos por
causa de impostos, burocracia, regulamentações e gastos do governo.

Sabemos apenas que o efeito é gigantesco e
destruidor.  E está só aumentando.

Mas se a economia mista é todo esse desastre, por
que ainda insistimos nela?  

Simples: porque ela permite que aqueles bem-conectados
politicamente espoliem a
todos nós em um arranjo social-democrata
disfarçado de “capitalismo democrático“.

Porque ela permite que grandes empresas não concorram
abertamente no livre mercado — no qual teriam de encarar desafios e sofrer
prejuízos –, em vez disso sendo protegidas e socorridas pelo governo.

Porque ela permite que grandes empresários ganhem
dinheiro por meio de privilégios especiais concedidos pelo governo em vez de
por meio da produção de bens e serviços de qualidade, e da satisfação dos consumidores.

Porque ela permite que algumas pessoas alcancem seus
objetivos por meio da violência, da fraude e do roubo.

Porque os grandes empresários sempre preferem
receber subsídios, privilégios, e ser protegidos por tarifas de importação e
agências reguladoras.

Porque a classe política prefere viver
parasiticamente à custa do trabalho dos outros e adora exercer seu vasto poder
sobre toda a população.

Porque lobistas e grupos de interesse sempre conseguem
(tanto de forma legal quanto ilegal, mas sempre imoral) ganhar benefícios
especiais quando recorrem ao estado.

Porque milhões de indivíduos preferem ganhar a vida
trabalhando para o governo, onde os salários são gordos, há estabilidade e as cobranças
são quase inexistente, e não na iniciativa privada, onde há cobranças, exigência
de resultados e nada é garantido.

Porque outros milhões preferem viver de assistencialismo.

O único antídoto contra a economia mista é a adoção de
um mercado livre e irrestrito, sem protecionismos, privilégios e barreiras à
entrada em qualquer mercado.  Mas isso inevitavelmente
passa pela redução brutal do tamanho do governo e pela consequente assunção de
responsabilidade própria por cada indivíduo — do pobre ao megaempresário
protegido –, que não mais poderá contar com o dinheiro alheio para viver.

Mas tamanho nível de responsabilidade própria ninguém
quer.

O
livro A Sociedade Planejada, citado lá
no início, não mencionou tudo isso, mas é fato que vivenciamos hoje o inevitável
resultado de tudo aquilo que ali foi recomendado. 

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62 comentários em “Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso”

  1. Leandro me tire uma duvida. Por que o Renminbi não é uma moeda conversivel e demandada como o Dolar, Euro, Libra e Franco? A China tem a segunda maior econômia do planeta, e o maior exportador do mundo tendo como maiores importadores EUA e Japão e então porque o Renminbi e tão desprezado a ponto das casas de cambio do Brasil por exemplo encontrarmos yene mas raramente Renminbi?

  2. Capitalista Keynes

    O Governo sempre intervém e sempre o fará….não existirá jamais o liberalismo pleno…esqueçam….

    Outra : Já que o estado é tão nefasto ,porque liberais ou libertários querem tanto mamar nas tetas do Estado que tanto odeiam ? O que é esse ridículo partido NOVO ?….Todos empreendedores, empresários bem sucedidos e querem ser vereador ? Prefeitos ? Deputados ?

    O que explica Dória Prefeito ? Não é empresário ? o que quer com a política ?……

    Parece uma seita demoníaca esses liberais ou libertários se metendo no Estado que tanto querem abolir….

  3. PSDB = Partido da Social Democracia Brasileira, e olha que quem é de esquerda considera o PSDB como a direita. Isso só pra vocês terem ideia de onde o Brasil está.

  4. Somos obrigados a passar 5 meses do ano trabalhando só para pagar os impostos para sustentar essa corja de bandidos comunistas?

    Segundo Fernando Migliaccio, que delatou parte do esquema da Odebrecht, Nicolás Maduro e Hugo Chávez podem ter sido eleitos na Venezuela com dinheiro público brasileiro, obviamente desviado do esquema de propinas da Petrobrás e com recursos do BNDES.

    jornalivre.com/2016/10/04/maduro-gleisi-hoffmann-e-hugo-chavez-na-lista-da-odebrecht/

  5. Não há esperança num país onde exista:

    – Ministério do Trabalho / CLT / Justiça do trabalho

    – Imposto sindical

    – 15.007 sindicatos

    – MTST / MST

    – Cotas raciais

    – 70 mil homicídios

    – Professores marxistas

    – Jornalistas marxistas

  6. O Ciro Gomes deu uma palestra na PUC e um garoto fez uma pergunta que se mais imposto não seria ruim pra econômia mas entendia visto que o papel de politico era aumentar imposto.

    No alto de sua arrogancia o coronerzinho soltou: “VOCÊ PODERIA TER DISPENSADO ESSE COMENTARIO IRONICO, PAPEL DE POLITICO E CORRESPONDER AS EXPECTATIVAS DA SOCIEDADE”

    Esses parasitas além de nos expropriar ficam bravinhos quando escutam verdades.

  7. A minha professora de SOCIOLOGIA, formada em PEGAGOGIA e que dá aula de SOCIOLOGIA no curso de ECONOMIA, diz que Brasil é capitalista, e que a culpa dos pobres continuarem a ser pobres é culpa deste mesmo capitalismo, na primeira aula de História econômica, meu professor keynesiano trouxe a sala de aula, um folheto sobre jovens liberais (se não me engano, era uma matéria da Folha de S. Paulo) e começou a os xingar de idiotas! Não sei porque ainda estou em economia 🙁

  8. Mais um bom artigo fe Lew Rockwell.

    O que o governo faz para obstruir o progresso da nossa sociedade,é realmente frustrante.

    Precisamos abrir os olhos e a mente das pessoas sote esse estorvo chamado ESTADO.

  9. Caso o governo na atualidade, diante de altos endividamentos e estagflação, opte por reduzir a SELIC e a população comece a pensar que para o país crescer deve-se primeiramente quitar os débitos para depois poupar e consequentemente investir(população começando a mudar a cultura reduzindo a preferência temporal), a queda dos juros iriam liberar fluxos de caixa para investimentos e assim o país estaria trilhando o caminho correto?

  10. A questão é a seguinte: economistas defendem isso pois a maioria é Keynesiana e precisa do governo para trabalhar, pois se aplicarem as mesma medidas no setor privado logo serão demitidos. Veja o número de engenheiros que estão assumindo cargos antes considerados de economistas. O fato é simples: resultados

  11. E a Reforma previdenciaria é mesmo necessaria, com a DRU em 30% utilizando o nosso suado dinheiro pra pagar divida externa, tem mesmo deficit como afirma o Govermo ou superavit como a afirmam ANFIP? PIS – COFINS não entram na conta do Governo pra Seguridade Social?

  12. Artigo preciso e profundo, porém claro como cristal, linguagem técnica mas sem firulas, só é preciso saber ler para entender, não teria como ser mais claro…. Agora me pergunto, será que nossos governantes têm acesso a esse tipo de conteúdo? Queria ver um debate entre eles onde se colocaria exatamente o calibre desse assunto e que argumentos usariam para tentar derrubá-lo…. Essa ideia precisa crescer, expandir e dominar o mundo!

  13. Precisamos de artigos mais combativos como esse! É de suma importância que os teóricos da economia de mises publiquem artigos explicativos, e que se aproximem da realidade do cidadão comum. Textos combativos como esse são muito bem vindos, um belo ” tapa na cara e acorda” pra qualquer leitor

  14. Eu gostaria muito de ver algum artigo desse site tratando sobre o PODER.

    Vocês falam bastante de “livre mercado”, dos problemas de “governo”… mas esquecem do PODER.

    A microfísica do poder permeia todas as relações e é um fenômeno muito antigo… até mais do que o comércio.

  15. Você tem CPF?

    Assim como existe o socialista de ifone temos diversos tipos de liberais no Brasil.

    Tem o liberal ASPONE , é funcionário público ou “concurcceiro” continua ( ou deseja) “parasitanto” mesmo sendo contra a sua ética.

    É liberal mas vai na farmácia popular pegar de “graça” os remédios apesar de ter meios.

    É empresário liberal de sucesso que não permite a importação do aço Chinês mas financia o fórum da liberdade.

    É “liberal não praticante” acredita nas idéias liberais , lê livros , consome conteúdo liberal etc, mas contribui com o INSS ou já é aposentado, já colocou empresas no pau porque não pagaram seus “direitos”.

    A critica não é contra o liberalismo mas do liberal BR e a sua hipocrisia pequeno burguesa , e vejo que o que motiva realmente o liberal BR não é as idéias liberais mas a decepção de ser menos rico ( pensa ele) porque paga imposto para sustentar os pobres vagabundos que não trabalham , quando que na verdade é o contrário, já que o pobre não tem poder politico para garantir serviços e Subsídios estatais .

    Eu sou liberal, evito pagar imposto para não alimentar a fera, mas também evito usar qualquer serviço estatal “gratuito”, não é justo não querer pagar imposto e usar o que não contribui.

    E não tenho CPF (ativo, funcional etc) .

  16. Pessoal, saudações!

    Conversando com colegas recém chegados ao libertarianismo, eles tiveram uma duvida: investimento estrangeiro pode gerar inflação?

  17. O MESMO de SEMPRE

    .

    O que se faz necessário é esclarecer ao máximo o DIAGNÓSTICO sobre a CAUSA primária dos erros da teoria econômica.

    – Todo economista raciocina (uns raciosimiam) com base no dinheiro ou o que chamo “representação de potencial de troca”. Contudo, o “representante”, não necessáriamente, é fiel ao representado.

    Fosse o dineheiro em si algo confiável para uma teoria econômica e o keynesianismo estaria perfeito. Porém o dinheiro é apenas um intermediário ENTRE AS TROCAS de bens e serviços. Dinheiro é como um CHEQUE, que sempre pode estar sem fundos. Caso o governo OBRIGASSE à ACEITAÇÃO de CHEQUES incaducáveis, o próprio cidadão teria a capacidade de abricar dinheiro. Pois bastarioa os recebedores repassarem os cheques indefinidamente. É EXATAMENTE ISSO QUE FAZEM OS GOVERNOS:

    – Governos OBRIGAM, sob ameaças de prisão e violência até com armas, que TODO CIDADÃO ACEITE SEUS CHEQUES! …ou seja, há uma organização, como se uma empresa, que pode emitir cheques obrigatóriamente aceitáveis. Inclusive podendo depositá-los em sua própria conta e o banco repassa-los.

    A expansão monetária ou os GASTOS do GOVERNO NÃO SURTEM o EFEITO ANTIRECESSIVO ESPERADO EXATAMENTE PORQUE NÃO SE TRATA de CRIAÇÃO DE RIQUEZA, MAS SIM DE ENRIQUECIMENTO DOS RECEBEDORES do ESTADO CONTRA os PRODUTORES dos BENS e SERVIÇOS ÚTEIS.

    Os gastos ESTATAIS (errôneamente chamados de “gastos públicos”) na realidade são TRANSFERÊNCIA DE RENDA de uma parte da população para outra:

    – Transfere renda da sociedade para os RECEBEDORES do ESTADO.

    Evidentemente que transferência de renda, ou de consumo, não é capaz de organizar a economia e melhorar a situação dos expropriados.

    A inflação de preços resulta EXATAMENTE de uma REAÇÃO NATURAL oculta e os produtores de bens e serviços recuperarem parte de sua capacidade de consumo ao reduzirem a capacidade dos recebedores do governo em adquirir os bens e serviços disponíveis no mercado. Caso não subissem os preços, reduzindo a capacidade dos recebedores de dinheiro (cheques) do Estado de consumir, os portadores do dinheiro, ou “cheques”, simplesmente esgotariam os bens e serviços disponíveis antes que os produtores que os troicaram por dinheiro pudessem adquirir os bens e serviços, então, já não mais disponíveis. Afinal, os produtores só obteriam renda em moeda (física ou não) após os recebedores de MOEDA “fabricada” trocarem-na pelos bens e serviços disponíveis.

    Ou seja, os recebedores do Estado SEMPRE TERÃO CAPACIDADE de AQUISIÇÃO ANTES dos PRODUTORES de bens e serviços.

    È PRECISO entender a economia SEM SE VALER da idéia do dinheiro, mas SIM RACIOCINAR ECONÔMICAMENTE COMO TROCAS ENTRE BENS E SERVIÇOS.

    Assim, quando entra o Estado, único capaz de criar MEIOS de AQUISIÇÃO sem LASTRO – caso em que INEXISTE TROCA, mas apenas SUBTRAÇÃO de bens e serviços disponíveis no mercado – é que a economia se perde em FANTASIAS que consideram que “havendo dinheiro há riqueza”. Tal formulação É COMPLETAMENTE ERRÔNEA!

    Quem não pode fabricar dinheiro SOMENTE PODE TROCAR o SEU PRODUTO (bens ou serviços) POR PRODUTOS ALHEIOS.

    A POBREZA DECORRE EXATAMENTE pela possibilidade de HAVER SUBTRAÇÃO dentro do mercado. Onde UNS APENAS SUBTRAEM RIOQUEZAS DISPONÍVEIS SEM DAR NADA de ÚTIL EM TROCA. O único que faz isso legalmente é o Estado!!!

  18. Eu imagino Engels em posição fecal morrendo de rir em seu túmulo.

    Em seu ensaio Princípios básicos do Comunismo declara que (durante todo o texto os itálicos serão meus) “A democracia seria totalmente inútil para o proletariado se ela não fosse utilizada imediatamente como meio para a obtenção de outras medidas que ataquem diretamente a propriedade privada e assegurem a existência do proletariado (Eu acho muitíssimo interessante que o próprio marxista reconhece que o proletário é e deve ter sua existência assegurada pelo Estado, quando a próprio denotação de proletário é negativa).

    Em seguida, parte para dar suas sugestões de como esta miserável classe deve ter sua existência assegurada pelo Estado, através de:

    “1. Restrição da propriedade privada por meio de impostos progressivos, altos impostos sobre heranças, abolição da herança por parte das linhas colaterais (irmãos, sobrinhos, etc.), empréstimos forçados, etc.

    2. Expropriação gradual dos latifundiários, fabricantes, proprietários de caminhos-de-ferro e armadores de navios, em parte pela concorrência da indústria estatizada(eu imagino leitores do Mises gargalhando ao ler tamanha proeza.

    4. Organização do trabalho ou ocupação dos proletários em herdades nacionais, fábricas e oficinas, pela qual se elimina a concorrência dos operários entre si (As empresar estatizadas competirão entre si, mas o proletário não e os fabricantes são obrigados, enquanto ainda subsistirem, a pagar o mesmo salário elevado que o Estado.

    6. Essa leitores do Mises também adorarão Centralização do sistema de crédito e da banca nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e repressão de todos os bancos privados e banqueiros.

    12. Concentração de todo o sistema de transportes nas mãos da nação.

    E agora, o meu preferido, especialmente já que, por estar dentro da tradição liberal clássica, ao defendermos a liberdade de mercado, é comum ouvir dizer que “escravizarão nossas crianças!”. Contemplem o que diz o grande marxista defensor do proletário:

    8. Educação de todas as crianças, a partir do momento em que podem passar sem os cuidados maternos, em estabelecimentos nacionais e a expensas do Estado. Combinar a educação e o trabalho fabril.”

    É engraçado, já que costumo estudar marxismo, ver o grande mainstream econômico atualmente defendendo como medidas que criarão riqueza o que há seculos marxistas reconheciam como perpetrador da pobreza. E defendiam mesmo assim. Quando Mises, em seus ataques de fúria, chamava-os de socialistas, este não errava por muito.

  19. Artigo impecável, vivemos em uma realidade obscura praticada pela politicas social- democrata, aonde esse trem desgovernado vai parar talvez os “planejadores” não queiram saber.

  20. Ah eu gosto de microeconomia, ela não tem como ser “mentirosa”. Agora macro… Meu Deus, o aluno sai da aula achando que pode controlar o BC e que tem como solucionar todos os problemas do mundo haha economista é aquele cara que consegue identificar da onde veio o problema mas dificilmente conseguirá soluciona-lo… Vou fazer uma pós de business que ganho mais!

  21. Banania Brazilis tem uma das economias mais fechadas e mais planejadas do mundo; esta SUB-banana republic clepto-socialista esta atolada em um sistema econômico SOVIÉTICO.

    Welcome to BraZUELA (a.k.a BraHELL)!…

  22. Perfeito!

    Só fiquei com uma dúvida, a respeito de monopólios atuais.

    Nenhum governo estimulou de modo algum empresas como Facebook ou Google, mas estas hoje já alcançaram um poder monopolizante de nossas informações pessoais, tanto que os seus serviços são contratados para campanhas eleitorais, por exemplo.

    Como o mercado consegue regular esses gigantes perigosos se não conseguiu gerar nada melhor que eles ainda?

    Admiro as ideias de Mises e cia., mas admito que fiquei meio perdido nesse ponto…

    Alguém pode lançar luz nisso, por gentileza??

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