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A verdadeira catástrofe é acreditar que a desigualdade de renda é uma catástrofe

O
economista Robert
Shiller
prevê, em um recente
artigo
para o The New York Times,
que a desigualdade econômica “pode se tornar um pesadelo nas próximas décadas”.

Mais:
ele acredita que aquela mesma evolução econômica que gera um padrão de vida
continuamente mais alto para todos “poderá nos levar a um mundo em que ter um
emprego básico com um salário decente será impossível de encontrar”.   Shiller cita a proliferação da automação e
dos robôs
para sustentar esse seu argumento.

Ambas
as projeções de Shiller servem como um lembrete de por que devemos encarar as reflexões
de economistas da mesma maneira como encaramos as projeções de cartomantes.

Empiricamente, menor desigualdade
está relacionada com maior pobreza

Para
entender por que Shiller está promovendo apenas desinformação e alarmismo em
detrimento da razão e da lógica, apenas pense em Henry Ford, no falecido Steve
Jobs e no empreendedor da informática Michael Dell.  Cada um destes se tornou extraordinariamente
rico não por prejudicar os pobres e a classe média, mas sim por saber
transformar luxos que até então eram usufruídos apenas pelos ricos (o automóvel,
um smartphone — que, na prática, é um supercomputador –, e o computador portátil)
em bens corriqueiros acessíveis a todos.

E,
graças à globalização, os inventos desses empreendedores não ficaram
restringidos às suas fronteiras, mas se espalharam por todo o mundo.  Para o cidadão comum, pouco importa se o
empreendedor é americano, chinês, indiano ou alemão: no final, graças à globalização
e ao livre comércio, ele terá acesso a este invento.  E não ficará mais pobre por causa disso.  Ao contrário.

Ao
popularizarem seus inventos, esses três empreendedores se tornaram extremamente
ricos.  Bem mais ricos que o resto de
nós, meros mortais.  Houve um aumento da
desigualdade. 

Logo,
a desigualdade não apenas não é uma
catástrofe, como, na verdade, seu aumento pode representar uma redução na diferença de estilo de vida
entre pobres e ricos.  Quando a
desigualdade está aumentando, a diferença de padrão de vida entre ricos e
pobres está diminuindo.  Por
definição
.

E
é assim porque, como a história
sobre a riqueza no mundo deixa bastante claro
, em uma economia de mercado, indivíduos
se tornam ricos majoritariamente à medida que suas inovações melhoram o padrão
de vida de todas as classes sociais

Eles só podem enriquecer — aumentando a desigualdade de renda — se
conseguirem satisfazer as necessidades daquela maioria que não é rica.

Supondo
um mundo definido pela falta de um “salário decente”, como teme Shiller, não haveria
nenhuma chance de empreendedores sequer enriquecerem, pois não haveria mais
consumidores com renda para adquirir suas inovações.  Logo, e por definição, neste “pesadelo”
previsto por Shiller, de falta de emprego e de salário decente para as massas, a
desigualdade irá diminuir,
simplesmente porque não haverá nenhum mercado consumidor para adquirir as inovações
criadas por empreendedores.

Portanto,
qualquer pessoa que diga, ao mesmo tempo, que a desigualdade irá aumentar e que
a renda das pessoas irá cair, tem problemas de lógica.  Por definição.

E
os dados empíricos comprovam isso: maior a igualdade de renda em uma economia não
tem nenhuma relação com mais riqueza.  O indicador
de medição da desigualdade mais utilizado no mundo é o Coeficiente de Gini.
Quando mais próximo de 1, mais desigual é um país. Quanto mais próximo de zero,
mais justa e igualitária é uma sociedade.  Segundo dados do Banco Mundial, pode-se
concluir que:

O
Afeganistão (27,8) é mais justo e igualitário que a Bulgária (28,2), Alemanha
(28,3) e a Áustria (29,2);

A
Etiópia (29,6) e o Paquistão (30) são mais justos e igualitários que a maioria
dos países desenvolvidos, como Austrália (35,2), Coréia do Sul (31,6) e
Luxemburgo (30,8) e Canadá (32,6);

Tadjiquistão
(30,8), Iraque (30,9), Timor Leste (31,9), Bangladesh (32,1) e Nepal (32,8) são
mais igualitários que Bélgica (33), Suíça (33,7), Polônia (34), França (35,2),
Reino Unido (36) e Portugal (38,5);

Burundi
(33,3), Indonésia (34), Togo (34,4), Níger (34,6), Índia (33,4) são mais
igualitários que Irlanda (34,3) Espanha (34,7), Itália (36), Israel (39,2);

E
todos os citados anteriormente mais Quirguistão (36,2), Mongólia (36,5), Tanzânia
(37,6), Cambodja (37,9), Libéria (38,2), Senegal (39,2), Djibouti (40) são mais
justos e igualitários que Estados Unidos (40,8), Cingapura (42,5) e Hong Kong
(43,4).

Para simplificar, podemos dizer que os EUA são mais
desiguais que o Senegal; o Canadá é mais desigual que Bangladesh; a Nova
Zelândia é mais desigual que o Timor Leste; a Austrália é mais desigual que o
Cazaquistão; o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.  Já o Afeganistão é uma das nações mais
igualitárias do mundo.

Como era de se esperar, há uma completa falta de
relação entre desenvolvimento e igualdade de renda.  Mais: desigualdade e pobreza não são
sinônimos.

Diferenças na propriedade de ativos não significam igual
diferença no padrão de vida.  Como dito neste artigo, a riqueza
de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha.  Mas será que
ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura
saturada do que eu?  Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais
saborosas que as minhas?  Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos
que os meus?  Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia
100.000 vezes mais rápido ou mais seguro?  Será que ele pode viver 100.000
vezes mais do que eu?

A preocupação não tem de ser com a pobreza relativa, mas sim com a pobreza absoluta. E esta está sendo devidamente aniquilada pelo capitalismo.

Automação
e robótica

O que nos leva à questão da automação e dos
robôs.  Ao contrário do que prevê Shiller,
a intensificação do uso de robôs e da automação não significa uma vida de
desemprego e baixos salários.  Muito pelo
contrário. 

Houve uma época em que praticamente todos os seres
humanos tinham de trabalhar no campo — querendo ou não — apenas para
sobreviver. A tecnologia acabou com a necessidade de utilizar seres
humanos para fazer trabalhos agrícolas pesados, e os liberou para ir buscar
outras vocações fora do campo.  Foi assim que começou nosso processo de
enriquecimento e de melhora no padrão de vida.

O automóvel, o computador, a luz elétrica, a
internet e a mecanização da agricultura tornaram várias formas de emprego
totalmente obsoletas.  Não obstante, isso não apenas não empurrou a
humanidade para a pobreza endêmica e para a “fila do pão”, como ainda
gerou a criação de maneiras totalmente novas de se ganhar a vida.  A
robotização promete uma multiplicação de tudo isso.

Os temores de economistas, políticos e trabalhadores
de que os robôs e a automação irão destruir os empregos não apenas são
exagerados, como ainda revelam um desconhecimento da história.  A
crescente automatização é propícia à criação de novos
empregos.  Uma abundante criação de empregos sempre foi, em todo lugar e
em qualquer período da história, o resultado de avanços tecnológicos que
tautologicamente levaram à destruição de trabalhos obsoletos.

Uma automação agressiva liberta o ser humano do
fardo de ter de fazer trabalhos pesados — até então essenciais — e o libera
para se aventurar em novos empreendimentos.  Isso é propício à criação de
novos empregos.

Sempre tenha isso em mente: tudo o que é poupado no
processo de produção se transforma em mais capital disponível para novas
ideias.  Se passamos a utilizar menos mão-de-obra e menos recursos em um
determinado processo produtivo, essa mão-de-obra liberada e esses recursos
poupados estarão livres para ser utilizados em outros processos de produção, em
novas ideias e em novos empreendimentos. 

Quais as consequências disso?  É simples: para
que empreendedores possam fazer grandes tentativas empreendedoriais, eles têm
antes de ter capital e mão-de-obra disponível para fazê-lo.  A robótica
gera eficiências que aumentam os lucros, e isso permitirá um enorme surto de
investimentos, os quais nos brindarão com todos os tipos de novas empresas e de
avanços tecnológicos que criarão novos tipos de empregos hoje inimagináveis.  E maiores salários.

Por isso, robôs, automação e outros inventos que
poupam mão-de-obra sinalizam para um futuro com uma força de trabalho mais bem
empregada, mais voltada para aquilo que gosta, e mais bem paga, sendo capaz de
adquirir um volume crescente de bens e serviços a preços menores.

A massificação da automação permitirá que
descubramos novas aptidões e novos trabalhos, os quais, no futuro, nos deixarão
atônitos ao percebermos o tanto de energia que gastamos com trabalhos monótonos
e repetitivos no passado.  Os “destruidores de emprego” do passado — como
o automóvel (que destruiu empregos no setor de carroças), o computador (que
destruiu empregos no setor de máquinas de escrever), a luz elétrica (que
destruiu empregos no setor de vela) — parecerão ínfimos em comparação.

A
desigualdade futura será maior? Ainda bem!

A desigualdade de renda futura, portanto, será muito
maior do que é hoje, e será o resultado de empreendedores satisfazendo as
necessidades e desejos dos indivíduos a preços espantosamente baixos.  Quanto mais essa desigualdade aumentar no
futuro, mais garantidos serão os sinais de que as necessidades e desejos de
todos os trabalhadores serão satisfeitos. 

Falando mais simplesmente, as pessoas de mais baixa
renda no futuro terão um padrão de vida e um acesso a todos os tipos de bens e serviços
que fará com que o padrão de vida do 1% mais rico atual pareça austero em comparação.  Se você duvida, apenas compare o padrão de
vida do cidadão comum hoje com o padrão de vida dos reis e aristocratas do século
XIX.

Implícito em todo esse argumento anti-progresso está
a crença de que a natureza do trabalho é estática.  Mas a realidade é que o tipo de trabalho que
fazemos hoje não prevê o tipo de trabalho que teremos no futuro, assim como o
tipo de trabalho de 150 anos atrás (quando mais da metade do mundo estava no
campo) não previu o tipo de trabalho que fazemos hoje.  Nenhum economista pode prever os tipos de
empregos que os inovadores e empreendedores que operam com o sistema de lucros
e prejuízos irão criar nas décadas e séculos à frente.

Mas o que é realmente garantido é que, se
conseguirmos blindar a economia desse tipo de previsão artificial e falsa feita
por economistas como Shiller, a natureza dos empregos e do trabalho evoluirá
belamente graças à automação cada vez mais avançada, a qual nos libertará de
trabalhos maçantes e exaustivos, e nos permitirá concentrarmo-nos naquilo que
realmente gostamos de fazer, e que potencializará nossa produtividade de uma
maneira tal que fará com que nossos empregos de hoje pareçam prosaicos em comparação.

O curioso sobre esses ataques à desigualdade de
renda é que jamais foi explicado por que seria deletério para a economia indivíduos
buscarem carreiras que, caso bem-sucedidos, os tornarão muito mais desiguais em relação
a seus pares.  Levando ao extremo, se um grupo
de cientistas descobrir a cura definitiva para o câncer, e enriquecer
enormemente por causa dessa descoberta, os críticos da desigualdade terão de
exigir que essa descoberta seja revogada, pois levou a um aumento da
desigualdade.

Nessa mesma linha, Henry Ford morreu muito rico,
Steve Jobs morreu valendo bilhões, e Michael Dell vale dezenas de bilhões.  Como exatamente o fato de eles serem muito
ricos prejudicou você?  Alguém realmente
diria que o mundo estaria melhor caso estes três fossem meros preguiçosos sem ambição?  A desigualdade, sem dúvida, seria menor.

Conclusão

O fato é que todos nós, ainda que não tenhamos
coragem para falar isso abertamente, queremos viver em um mundo repleto de
empreendedores visionários e inovadores, que enriqueçam bastante em decorrências
de seus inventos que aumentam substantivamente nosso padrão de vida.  Quanto mais eles enriquecerem e mais
financeiramente desiguais forem em relação a nós, maior será o nosso padrão de vida e menor será a diferença de estilo de vida entre eles e nós.

Caso contrário, sempre podemos nos mudar para o
Afeganistão, país com a menor desigualdade de renda do mundo.

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Leia
também:

Em vez de culpar a
desigualdade, pense em criar mais riqueza

Como a expansão monetária
orquestrada pelo governo piora artificialmente a desigualdade de riqueza

O luxo de alguns e a
desigualdade de riqueza e de renda

Cinco medidas do governo
que aumentam a concentração de renda


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83 comentários em “A verdadeira catástrofe é acreditar que a desigualdade de renda é uma catástrofe”

  1. Deixa eu tirar uma duvida. Suponhamos que um governo seja superavitário todos os anos a ponto de não precisar emitir titulos publicos. Eles ainda continuaria sendo emitidos? Titulos publicos além de financiar deficits eles tem outras utilidades? Como controlar a inflação ou atrair capital estrangeiro?

  2. Vocês capitalistas não sabem o mal que faz a desigualdade social. Um garoto pobre que vive na favela e ve crianças ostentando bens materiais fica traumatizada gerando depressão na vida adulta. Um adolescente vira criminoso depois vocês pedem porte de arma e pena de morte sendo que a desigualdade e o que causa a criminalidade.

    Por que na suecia não há criminalidade mesmo com leis penais brandas? Por que não há desigualdade.

  3. “Vícios privados e benefícios públicos” de Bernard Mandeville continua mais atual do que nunca,portanto viva a desigualdade de renda…

  4. Capitalista Keynes

    Eu me importo com a pobreza e não a desigualdade….se tu tens boas condições de viver dignamente, não interessa quem tem 10 Ferraris ou Iates em Mônaco…..o problema é a pobreza ,miséria.

  5. Compreendo totalmente a perspectiva do texto, porém, o texto demonstra ser idealizador, que funciona na teoria, mas que há uma série de implicações na prática que, se não consideradas, podem causar sérios danos à sociedade. É neste sentido que Shiller faz a sua afirmação.

    Digo isso pois o seu texto funcionaria muito bem, porém, se, e somente se, todas as pessoas possuíssem um nível de educação, comportamental, e de escolaridade muito acima da média atual, o que de fato não ocorre em 90% dos casos, como como no Brasil.

    Um mundo automatizado, com uma economia baseada predominantemente em capital intelectual, só funciona se as pessoas estiverem aptas para tal, caso contrário, pode causar sérios problemas sociais.

    Mas, afinal, fica a pergunta: como garantir uma maior capacidade intelectual no mundo atual, em que o analfabetismo ainda é fator recorrente, ou até mesmo, ao verificar que 88,1% dos alunos brasileiros que participaram do PISA não sabem interpretar um gráfico.

    É a partir dessa realidade que Shiller se preocupa, pois onde as pessoas com limitação intelectual, educacional, escolaridade, etc irão trabalhar, num mundo em que ter um emprego básico com um salário decente será impossível de encontrar?

    Ou seja, sob o ponto de vista teórico a reflexão apontada no texto é sobre um mundo ideal, que já vem ocorrendo parcialmente em países com níveis de educação muito acima da média. Agora, para 90% dos lugares, a questão é: caso esse movimento ocorra muito rápido, o que fazer com as pessoas que não possuem capacidade de trabalhar nesse “novo mundo”?

    Neste contexto, a mudança radical na relação homem-trabalho passa a ser excludente e totalmente equivocada. Por isso, não é tão simples como parece. Não é só uma opinião reducionista que define o que é certo ou errado, mas sim uma série de fatores que contribuem para um resultado maior que devem ser incluídos, considerando os mais e os menos favorecidos, bem como seus níveis de preparação para uma mudança, com suas capacidades e defeitos, para que não ocorra futuros problemas sociais.

  6. E a mesma lógica serve para o dono da padaria da esquina, que criou alguns bolos e doces em sua cozinha, cujo sabor e aparência são inigualáveis….

    Conclusão: tô gastando todo dia lá e em consequência o cara tá ganhando meu dinheiro, assim como de outros como eu….

  7. Uma frase resume muito bem isso:

    ”Desigualdade não é o problema,problema é a condição em que o pobre vive”.

    O fato de um ter mais e outro ter menos,não é um problema,já que naturalmente pessoas são diferentes e todas as suas características são subjetivas.

    Existe um gordo e um magro,um feio e um bonito,um alto e um baixo,forte e outro fraco e etc.As diferenças são naturais e a desvantagem nessas diferenças também.O problema é que essa ”desigualdade” e ”desvantagem” naturais são impossíveis de serem solucionadas,não existe nenhuma engenharia social para corrigir isso.O máximo são incentivos de mercado,nos setores da medicina que ajudam a amenizar tais desvantagens,mas nunca a desvantagem em certos aspectos deixará de existir.

    Eu não vejo problema em ser um pobre Australiano,Suíço,Singapurense e etc.Lá os pobres tem condições de ter moradia,comida e até automóvel.

    Problema é pobreza como a nossa,que é gerada justamente pelo estado.

    Essa fantasia de tornar as pessoas iguais só é advogada por pessoas imaturas que vivem no mundo da Xuxa,eu tenho 20 anos e deis dos 5 eu já sabia era algo impossível.

    Infelizmente a vida é injusta com pessoas que nascem deficientes ou com algum problema físico ou estético.Mas nunca que um planejador central vai resolver isso,infelizmente é algo natural e tenho certeza que ninguém advoga pra existência dessa injustiça.

    O pior é quando as pessoas querem resolver esses tipos de injustiças e desigualdades com o estado,oque agrava ainda mais o problema e ainda acaba com a LIBERDADE.

    Grande Abraço!

  8. Alargou e Discerniu numa lógica dinâmica: a “DESIGUALDADE SOCIAL”, que é favorável a PROSPERIDADE e O CONFORTO para a Humanidade.Exemplo do “WhatSapp” uma Corporação de 56[cinquenta e seis] funcionários, a UTILIDADE DO SERVIÇO é realizado em 80 Países e de Graça, abrangendo ao paupérrimo-mini-micro-empreendedor ao MAGNATA em regiões inóspito, contraindo para os seus IDEALIZADORES DA CORPORAÇÃO RIOS DE DOLARES. Agora eu digo ” VIVA A DESIGUALDADE ” . Só uma PLATAFORMA [MISES] QUE NOS ENERGIZAMOS e TEMOS CERTEZA DE UM NOVO HORIZONTES AZUL. Parabéns a todos.

  9. A pedra no sapato de todos os liberais é o governo Lula, pois a FAO e a ONU reconheceram que seu governo tirou 36 milhões de brasileiro da fome e da miséria. Como vocês lidam com isso?

  10. Boa tarde.

    Existe no site a possibilidade de criação de tópicos para debate?

    Caso negativo, fica a sugestão. Acredito que seria uma boa ferramenta para compartilhar conhecimento e dúvidas.

    Outra coisa… alguém poderia me indicar algum material (livro ou artigo) que fale sobre a questão do trabalho em um mercado desregulamentado? Ainda tenho alguma resistência e não consigo confiar muito que um mercado mais livre seja benéfico para o trabalhador.

  11. Bem construido o raciocínio, porém nada disso será possível sem educação para gerar acesso a todos estes serviços. A desigualdade tecnológica vai sim gerar desemprego e o trabalhador atual não consegue acompanhar esse desempenho. Além disso não se pode perder de vista as alterações demográficas e a questão das ideologias política e religiosa. Enfim, não é só a economia.

  12. Eu tava debatendo com um cara à respeito de capitalismo. O cara me citou uma tal de “crise das tulipas” na Holanda.

    Alguém poderia me explicar o que causou a bolha?

  13. Admiro muito este site que traz vários artigos esclarecedores. Mas na teoria tudo é perfeito, será que o verdadeiro motivo de se combater a acumulação de riqueza (tirando a mera inveja) não seria pelo fato de conhecermos a velha cobiça e ganância que degenera o homem com excesso de poder? O Estado Democrático não mínimo, para fazer frente ao poderio econômico, não seria o mal mínimo preventivo desta desconfiança da “singularidade” da acumulação dos recursos financeiro-econômicos?. Sou mais da escola dos realistas “mineiros”que conhecem, por experiência e história, a natureza imperfeita do ser humano. Pagamos “caro” por ter um Estado como se paga para ter um “seguro” contra esta imprevisível acumulação extrena do Capitalismo. Numa situação singular destas, que juiz ou soldado terá imparcialidade se o Estado mínimo é um ESTADO IMPOTENTE?

  14. Concordo que a desigualdade econômica possa ser benéfica socialmente. Porém ainda há pessoas que nem 0,50 centavos tem para sobreviver e mesmo com as políticas assistencialistas do governo não os permitem colocar em condições de consumidores para que possam consumir os serviços ofertados e muitas vezes trabalha não da forma que gosta e sim porque precisa sobreviver.

    Levando em conta que as máquinas tomaram boa parte do trabalho humano, um meio de adaptação seria o “trabalho intelectual”. No entanto contamos com um governo que não oferece ensino público gratuito e outras estratégias para que possam lançar os menos favorecidos ao mercado de trabalho. Como então poderia ser resolvida essa questão, preservando a desigualdade econômica mas que possam colocar todos em condições de consumo? Isso seria contraditório ou estaria eu errada?

  15. Iniciante da economia

    Olá amigos, sou um estudante do ensino fundamental e eu tenho interesse em economia, tenho um irmão mais velho que acompanha o site e sempre me disse que esse era o melhor site para aprender sobre meu interesse. Portanto, gostaria de aprender mais sobre as questões abaixo:

    Obs: Gostaria de respostas curtas para maximizar meu aprendizado de forma que eu não acumule muito conteúdo de primeira. Eu tenho um conhecimento prático e limitado sobre a economia, justamente pelos ensinamentos do meu irmão.

    Vamos começar.

    Questão 1) O que é inflação de demanda?

    Questão 2) O que é demanda agregada?

    Questão 3) Inflação é sempre decorrente de expansão de crédito?

    Questão 4) O que é base monetária?

    Questão 5) O que define a taxa de juros em um livre mercado?

    Questão 6) Como é definido a taxa de juros atualmente no Brasil?

    Questão 7) Aumento na taxa de juros é pelo “risco país”?

    Questão 8) Como é determinado o câmbio?

    Questão 9) Qual o melhor sistema de câmbio?

    Questão 10) Li recentemente em um site que temos 19 montadoras no Brasil, não seria livre mercado(pelo menos no setor automotivo)? (Sei que temos monopólio de fabricante de peças) Cade acusa Fiat, Ford e VW de monopólio em fabricação de peças

    Questão 11) Temos candidatos a presidente que tem como um slogan sob a sua campanha “Abaixar os juros” por um decreto? Isso seria uma decisão ruim ou boa? Não há uma contradição pela questão 7? Dilma dizia que abaixaria os juros e acabou não ocorrendo, pelo contrário, ela aumentou? Por que seria diferente com esse candidato?

    Questão 12) Por que abolir o CVM? Qualquer empresa poderia entrar na bolsa sem burocracia estatal, de modo que impulsionaremos nossa economia com as empresas estrangeiras que abririam capital na nossa bolsa? Seria uma medida que o micro-empresário poderia rivalizar com os mega-empresários?

    Questão 13) Por que abolir a infraero?

    Questão 14) Por que abolir ANVISA?

    Questão 15) Qual o potencial do Brasil?

    Questão 16) Nióbio ajudaria no nosso desenvolvimento?

    Questão 17) Exportação x Importação? Qual o melhor? Por que balança comercial é importante para economistas?

    Importação é produtos do estrangeiro que vieram ao Brasil para serem vendidos, mas até onde sei até chegar a loja esses produtos ainda não foram vendidos? Por que os ataques histéricos com essa balança se nem ao menos sabem se o produto foi vendido(até mesmo pelo preço pela taxa de importação)?

    Questão 18) Na China existe o trabalho escravo? Encontrei essa matéria de chineses apanhando por mau desempenho no trabalho

    Questão 19) Por que a China vai explodir economicamente? Todos dizem que vai ser a maior economia do mundo até 2050, vocês acreditam?

    Questão 20) Pelo que obtive do meu irmão, a Índia está fazendo algumas reformas liberais, apesar de tímidas estão ajudando a economia a crescer? Índia não poderia passar a China com essas reformas?

    Questão 21) Acumulação de capital x consumismo(explique seus conceitos e qual o mais importante em uma economia)?

    Questão 22) O que gera recessão?

    Questão 23) O que torna um país rico?

    Questão 24) Existe algum limite de crescimento que um país possa se ter? Exemplo do Japão que é do território do MS(Mato Grosso do Sul) pudesse dobrar a sua economia?

    Questão 25) Por que a Irlanda cresceu 26% em um ano? Milagre econômico ou livre mercado?

    Questão 26) Por que os países de livre mercado são taxados de paraísos fiscais? Hong Kong, Cingapura, Panamá, Ilhas Cayman, Suíça, Luxemburgo e outros? Austrália e Nova Zelândia entrariam nesse conceito?

    Questão 27) Por que o Brasil cresceu apenas 4% na média na década passada?

    Questão 28) O renminbi poderá passar o dólar como a moeda de troca internacional?

    Questão 29) Existe zona de livre comércio em Xangai?

    Questão 30) Por que a China tem esse “poderoso” PIB? Como ela conseguiu o tal “milagre”?

    Questão 31) Por que o estado mínimo não é necessário?

    Questão 32) Forças Armadas estatal x Forças Armadas privada(Qual o melhor e por que)?

    Questão 33) Por que a Africa é pobre?

    Questão 34) Somália é anarcocapitalista?

    Questão 35) Milton Friedman é importante nas matérias econômicas(o que podemos aprender com ele?)?

    Questão 36) Mises foi o mais importante economista do século 20?

    Questão 37) Keynes x Mises e Keynes x Milton Friedman(maiores diferenças entre eles)?

    Questão 38) Keynes é comunista, socialista ou capitalista interventor?

    Questão 39) O que causou a Grande Depressão?

    Questão 40) Explique o conceito de ciclos econômicos?

    Questão 41) Qual a contribuição da Escola Austríaca(EA) nas ciências econômicas?

    Questão 42) Qual a posição da EA na colonização de planetas? Ouvi dizer que podemos praticar atividades econômicas nesses planetas com agricultura e mineração(depois da terraformação)?

    Questão 43) Meio ambiente x livre mercado(Qual o papel do livre mercado na conservação do meio ambiente)?

    Questão 44) Amazônia poderia se internacionalizada por não protegemos nosso patrimônio? Não é agressão internacional para com o nosso país? Estão atrás da preservação ou das riquezas que nós temos no território?

    Questão 45) Zona franca de Manaus funciona(qual o papel dela na economia brasileira)?

    Questão 46) Empregos se tornam obsoletos enquanto outros surgem, qual a visão dos leitores e dos autores sobre a mineração espacial, internet das coisas e viagem espacial?

    Questão 47) Pobreza diminuindo com a expansão do capitalismo, até quando a pobreza absoluta poderá ser erradicada?

    Questão 48) De acordo com a revista Veja, se toda a água do planeta fosse representada por 200 litros, 195 litros seria de água salgada. 5 litros seria de água doce, mas a maior parte da água doce está nas geleiras ou em depósitos subterrâneos de difícil acesso, a humanidade tem a sua disposição para consumo apenas o equivalente a 20 mililitros de água. Qual o papel da iniciativa privada nessa questão abordada? Existe o processo de dessalinização em alguns países, mas em mãos do estado. Pelo que eu pude estudar tem inventores que poderiam mudar radicalmente a forma dessa dessalinização tornando a água abundante. Por que o estado não deixa os empresários disponibilizarem essa água para a população?

    Questão 49) Os que defendem o controle populacional tem como uma das formas de culparem o capitalismo por tal descontrole. Ma em um país capitalista essa questão é exatamente ao contrário. Por que esses mesmo defensores não defendem o capitalismo, já que se provou um “controle” populacional?

    Questão 50) Culpam o capitalismo pela fome do mundo, mas em países capitalistas uma das doenças que mais matam é a obesidade. Não é uma contradição? São hipócritas ou aparentemente sem limites de burrice para denegrir o sistema capitalista?

    Questão 51) Já leram o Livro Negro do Capitalismo? É realmente culpa do capitalismo ou ações governamentais que são os verdadeiros culpados? Se é culpa do capitalismo, como um dono de um restaurante em Ohio possa ser culpado pelas mortes no Iraque?

    Abraços e em breve farei mais algumas perguntas.

  16. Desigualdade de Renda é diferente de Desigualdade Social.

    O texto encerra a ideia de que Desigualdade de Renda não significa Pobreza, comprovando tal conclusão mediante a exposição de situações históricas que afirmam esta ideia. Ok.

    Entretanto esse raciocínio não me parece equivalente para o caso da Desigualdade Social, já que esta estaria mais associada ao alcance (de fato) de melhores condições de vida e não necessariamente ao aumento de renda.

    Ou valeria a afirmação similar: “Mais desigualdade social não implica em Pobreza”?

  17. Off Topic

    Leandro, por favor, nesta entrevista com Lawrence Pih:

    https://www.youtube.com/watch?v=S3yqdzFqTvE

    A partir dos 27:00 ele comenta sobre a economia mundial, pela análise dele o excesso de liquidez no mundo causará uma crise inflacionária mundial e provavelmente resultará em uma subida de juros nos EUA parecida com o que fez o Paul Volker nos 80’s

    Faz sentido o que ele diz? Esse dinheiro não vazou completamente para a economia real, e os EUA aguentam pagar juros altos por um estoque de dívida tão alto?

  18. Muito bom artigo.

    As fontes dos artigos originais são postadas em algum lugar? Eu gostaria de ter os artigos em inglês para indicar a alguns estrangeiros que conheço…

    Em relação ao layout, ficou legal, más ainda prefiro o antigo.

  19. desigualdade alta não significa alto padrão de vida como autor do texto diz vou citar um exemplo:

    na coreia do norte a desigualdade é alta porem eles não são ricos-ao contrario são um dos paises mais pobres do mundo.

    quero destacar aqui que para a desigualdade pode ser boa ou ruim tudo vai depender contra quem estamos comparando

  20. Em suas ações o IMB busca:

    I – promover os ensinamentos da escola econômica conhecida como Escola Austríaca;

    II – restaurar o crucial papel da teoria, tanto nas ciências econômicas quanto nas ciências sociais, em contraposição ao empirismo;

    III – defender a economia de mercado, a propriedade privada, e a paz nas relações interpessoais, e opor-se às intervenções estatais nos mercados e na sociedade.

    Qual a dificuldade que o pessoal que participa disso aqui tem em atender o item III, principalmente no que se refere à “Paz nas relações interpessoais”? Por que as pessoas que fazem suas perguntas são hostilizadas? Se a proposta é promover os ensinamentos não se pode esperar que as pessoas que aqui participam saibam de tudo ou não tenham visões equivocadas. Educação e cordialidade é o mínimo.

  21. Muito claro o artigo, a questão da automação sempre me deixou com uma pulga atrás da orelha no sentido de se realmente sempre existirá novos empregos, como prever? Como ter emprego para bilhões de pessoas no mundo? Concordo que realmente tudo o que for feito para economizar mão de obra e recursos deve ser feito.

    Mas tem algo que acredito que deixa as pessoas aflitas na questão da automação que é o “tempo de adaptação” das pessoas que perderam seus empregos em busca de novos empregos.

    O drama é pelo fato (ao meu ver) de que vivemos em uma sociedade em que as pessoas só exitem se estiverem empregadas, se pagarem suas próprias contas, caso contrário são descriminadas e marginalizadas. Se organizamos a sociedade de maneira a economizar recursos e mão de obra para ter uma vida melhor ao mesmo tempo nos tornamos vítimas desse sistema pois eliminamos algo que a sociedade valoriza, o emprego.

    Será que essa “desigualdade positiva” e as inovações e automações vão nos levar para uma sociedade utópica onde a humanidade não precisará se preocupar com empregos ou dinheiro?

    Gostaria de indicação de artigos pensando sobre esse tipo de questionamento valeu!

  22. Alguém aí já leu “O preço da desigualdade” de Joseph Stiglitz?

    Ao que parece, conforme síntese do livro, o nobel da economia entende que a desigualdade é sim uma catástrofe.

    Não cheguei a ler, mas gostaria de algum comentário sobre…

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