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O estado provedor e a mentalidade assistencialista destroem a moral e tornam as pessoas egoístas

No mundo contemporâneo, é dado como um fato
consumado que o capitalismo de livre de mercado, com a sua concorrência entre
produtores e a busca pelo lucro, se baseia no egoísmo e gera egoísmo.

Já o socialismo, e todo o suposto assistencialismo
que ele gera, seria baseado na abnegação e na bondade, produzindo ainda mais abnegação
e bondade.

A verdade é que a realidade é exatamente oposta.

Quaisquer que sejam suas autoproclamadas intenções,
o socialismo — e todo o seu assistencialismo — produz indivíduos mais egoístas
e uma sociedade muito mais egocêntrica do que uma economia de livre mercado
jamais seria capaz de fazê-lo. 

Pior: tão logo esse egocentrismo se torna difuso, é
praticamente impossível revertê-lo.

E essa corrupção da mente ocorre em todos os países,
independentemente de sua renda.

Eis um exemplo: em 2010, o presidente dos EUA,
Barack Obama, fez um discurso para uma enorme platéia formada por universitários.  Em um momento do seu discurso, ele anunciou
que, após o governo ter adotado algumas medidas coercivas, as pessoas jovens
agora poderiam permanecer usuárias dos planos de saúde dos pais até os 26 anos
de idade.

Em toda a minha vida, não me lembro de já ter ouvido
aplausos mais estrondosos e prolongados do que aqueles que ouvi naquele
dia.  Houvesse o presidente anunciado a
descoberta da cura do câncer, é altamente duvidoso que os aplausos teriam sido tão
ruidosos ou prolongados quanto.

Mas, afinal, por que esses jovens estavam tão felizes?  O governo lhes dizer que agora podem
permanecer dependentes de seus pais até os 26 anos de idade é algo que deveria
ser visto por um jovem como totalmente humilhante e aviltante.  No entanto, a mentalidade assistencialista
faz com que essa degradação seja vista como algo libertador.

Ao longo da história ocidental, o grande objetivo
dos jovens sempre foi o de se tornar adultos maduros e independentes — começando
pela independência em relação aos pais.  O
socialismo e o assistencialismo estatal, no entanto, destroem essa aspiração.

Em vários países europeus já é cada vez mais comum
jovens morarem com seus pais até depois dos 30 anos de idade.  Com alguma frequência, até os 40 anos. 
E
por que não?  Sob um estado
assistencialista, a pessoa cuidar de si própria e assumir responsabilidade pelo
próprio sustento não mais é uma virtude.

E por que é assim? 
Porque o governo está cuidando de você.

Portanto, o socialismo possibilita — e, como
resultado, produz — pessoas cujas preocupações se tornam cada vez mais egocêntricas:

# Quantos e quais benefícios irei receber do
governo?

# O governo pagará por minha educação?

# O governo pagará por minha saúde?

# O governo cuidará de mim caso eu não queira
trabalhar?

# Qual é o mais cedo em que posso aposentar?

# O governo cuidará de mim em minha velhice?

# A quantas férias pagas tenho direito?

# Se eu for demitido, quanto meu ex-patrão terá de
me pagar para me prover conforto?

# Quantos dias posso faltar ao meu trabalho sem
receber desconto no salário?

# Quantas semanas de licença maternidade ou licença paternidade
pagas tenho o direito de ter?

E, assim, cada benefício social se torna um “direito
adquirido”.

Mas ainda não terminou.  Há efeitos ainda mais devastadores do
socialismo.

A sensação de se ter “direitos adquiridos” cria cidadãos
sem aquele traço característico que todo e qualquer ser humano deveria ter: a gratidão.

É impossível ser feliz sem ser grato, e é impossível
ser uma boa pessoa se você não tem gratidão. 
É por isso que constantemente falamos para nossos filhos: “Diga ‘obrigado’!”

Mas o socialismo e a mentalidade assistencialista
destroem isso.  Afinal, por que uma
pessoa seria grata por receber um benefício social?  Quem seria grato por receber “aquilo a que
tem direito”?

Portanto, em vez de dizer “obrigado” aos pagadores
de impostos que lhe provêem benesses, o cidadão de um estado assistencialista é
ensinado a dizer: “O que mais tenho o direito de receber?  Quero mais, mais e mais!”.

E, ainda assim, a esquerda insiste que é o
capitalismo e o livre mercado, e não o socialismo, que produz pessoas egoístas.

A verdade é que o capitalismo e o livre mercado não apenas
produzem pessoas muito menos egocêntricas, como ainda geram pessoas muito mais
preocupadas em agradar aos outros. 

O capitalismo de livre mercado requer ações e
interações voluntárias entre os indivíduos. 
No livre mercado, não há coerção e ninguém é obrigado a sustentar
terceiros.  Não há subsídios, não há
tarifas protecionistas, ninguém é impedido de empreender livremente, e não há
barreiras governamentais à entrada de concorrentes em qualquer setor do mercado
(como ocorre em setores regulados por agências reguladoras).

Em um livre mercado, se eu quero algo de você, então
eu tenho de fazer algo por você.

Consequentemente, como explicado neste artigo:

Um
dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar
as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que
seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas
maneiras de agradar terceiros. Empreendedores conduzem a economia de mercado,
mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

Ensinar as pessoas a trabalhar, a gerar valor, a
satisfazer os desejos e as necessidades de terceiros, e, principalmente, a
assumir responsabilidade pela própria vida. 
Acima de tudo: ensinar que elas devem produzir para ganhar algo em
troca. 

Isso gera pessoas menos egocêntricas, e não mais egocêntricas.

O capitalismo e o livre mercado ensinam as pessoas a
trabalhar mais, a produzir mais e a gerar mais valor; o socialismo e a
mentalidade assistencialista ensinam as pessoas a exigir cada vez mais benesses
e a terceirizar o comando de suas vidas para o estado. 

Qual atitude você acredita que gera uma sociedade
melhor?

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64 comentários em “O estado provedor e a mentalidade assistencialista destroem a moral e tornam as pessoas egoístas”

  1. Eu tenho uma duvida, com tanta tributação e assistêncialismo como e que paises nordicos conseguem ter uma poupança interna alta? Existe algum mecanismo que abate do imposto de renda ou algo do tipo?

  2. Eis uma explicação bem clara sobre o que anda acontecendo com a maior parte dos jovens brasileiros. Além da análise bastante objetiva sobre as vertentes econômicas derivadas das distorções socialistas, ficam expostas as razões pelas quais em nosso (deles!) Brasil de hoje em dia, a adolescência está terminando aos 35 anos de idade, conforme me alertou um amigo.

    A acomodação total sugerida pelo lulo-comuno-petismo está gerando uma situação social que se configura desgraçadamente terrível. Como consertar isso em curto espaço de tempo? Como romper essa nefasta cadeia!

  3. Mas porque o socialismo avança culturalmente?
    Será que é porque o liberal ta pouco se lixando para terceiros, pode ser.
    Será que é porque a sua ação politica é pífia, talvez porque nega a politica.
    Tenta fazer algo social e pede ajuda para um liberal para ver o que acontece, “eu já pago xx de impostos”.
    Liberal é um cordeiro reclamando do lobo.
    Mostre uma ação de libertários fazendo alguma ação que melhore a condição humana de alguém, uma caridade.
    E por isso que o socialismo avança não por méritos próprios mas por falta de concorrência.
    Eu sou menos rico por culpa do estado, é mais ou menos isso que passa o libertário para a população.

  4. Ola bom dia, hoje é dia de consciência social e socialismo.
    —————-
    O momento consciência social de hoje, é de uma tirinha da folha de são paulo. Eu tirei a foto, pois não achei no jornal.

    A tirinha está neste link: https://s32.postimg.org/uclp782ol/20160720_113843.jpg

    Se você não quiser abrir o link eu vou transcrever:

    Helio beltrião: Sim, A mercedes blindada é minha.
    Helio beltrião: CLARO, havia tomado algumas doses.
    Helio beltrião: Quando atravessei no vermelho. atropelei uma coisa. Mendingo, indio, negro…não sei o que era.

    Helio beltrião: Prestar socorro? ah! nem pensei.
    Helio beltrião: AGORA BASTA! devolvam já meus documentos.
    Helio beltrião: As chaves da mercedes….
    Helio beltrião: E que isso não se repita!

    O ensinamento de hoje, é que o capitalismo gera uma falta de amor para com as minorias e seres humanos, representado na tirinha como os mendingos, os índios e os negros. Veja como o rico valoriza mais a Mercedes blindada, do que o ser humano. a impunidade também é algo constante no capitalismo.

    o que aprendemos hoje?
    – O capitalismo diminui o valor do ser humano, e leva este valor para os objetos.
    – O dono do capital não tem compaixão pelas minorias.
    – Capitalismo gera impunidade.

    Até outro momento de consciência social. viva ao socialismo.

  5. Soa muito…
    Capitalismo = BEM
    Socialismo = MAL

    O tema é interessante mas vai além de capitalismo x socialismo…

    OBS: O título soa meio doentio,

  6. Reynaldo de Saboya

    O socialismo, pelo menos o modelo tradicional não marxista, não diz que cada um fica com aquilo que produziu? Então como que pode ser um sistema de preguiçosos?

  7. Na maioria dos lugares em que trabalhei, percebi o seguinte:

    Aqueles que são mais instruídos, produtivos, inteligentes, proativos e criativos procuram crescer dentro da empresa ou órgão, seja através de uma atuação profissional, buscando sempre melhorar sua produtividade, ou buscando estudar fora para aumentar o conhecimento.

    Por outro lado, aqueles menos produtivos e/ou com menos habilidades técnicas geralmente buscam o caminho da associação dos “semelhantes”, entrando e promovendo a atuação dos sindicatos, ou até mesmo criando associações de trabalhadores, transformando-se em líderes, sempre com discursos tipo: “devemos pensar em todos” ou “sozinho nada conseguiremos, temos que nos unir em prol de nossos interesses”. Esse tipo de funcionário sabe que não pode concorrer com os demais, então buscam progredir através da liderança, lançando filosofias e pensamentos que soam bem para os demais.

    Alguma coincidência com relação aos últimos “grandes líderes” que apareceram no Brasil nos últimos anos?

  8. Até há pouco tempo haviam comentários sobre os nem-nem, aquela parcela da população economicamente ativa que não trabalha e nem estuda. O assistencialismo e a heterodoxia econômica do lulopetismo permitiu essa distorção. Acredito que hoje, boa parte dos nem-nem, em sua maior parte composta de jovens, engrossam as filas do desempregados ou desalentados, que desceram na pirâmide social.

  9. Um pouco fora de tópico (na verdade não), por mais bizarro que isso possa parecer, tenho percebido que Ciro Gomes está conseguindo juntar um exército de jovens desiludidos para apoia-lo. Em um texto do Spotniks o número desses indivíduos comentando em favor de Ciro Gomes é elevadíssimo. Jovens que sequer admitem ser de esquerda, mas que imaginam que o Ciro é um representante de algo novo para o país (como se o mesmo não tivesse mais de 30 anos de política).
    Esses jovens assistem a debates que o sujeito faz em universidades e outros eventos, e ficam impressionados com a verborréia nacional-desenvolvimentista sustentada por falácias, brincadeirinhas e, quando convém, aquele tom ríspido e autoritário que disfarça muito bem a ausência de essência e solidez argumentativa. Talvez por sua inocência, talvez por falta de bagagem histórica, talvez por má intenção ou todas as anteriores, esse pessoal não percebe que o sujeito defende exatamente o que vem sendo praticado no Brasil desde Getúlio Vargas: um Estado enorme como motor da economia.
    Fazendo um paralelo com os EUA, o número de jovens idealistas impressionados com as promessas de um Estado grande e provedor que apoiaram o socialista Bernie Sanders foi enorme. Podem me chamar de doido, mas eu vejo o Ciro Gomes tentando produzir uma espécie de fenômeno Bernie Sanders no Brasil na figura dele mesmo. E parece que está dando certo, dado o número de “Ciristas” que vem aparecendo e tratado Ciro Gomes como o supra-sumo da inteligência econômica.
    A Escola Austríaca já produziu dezenas de refutações a respeito dos pilares do nacional-desenvolvimentismo (e do próprio Keynesianismo que o sustenta), muitas das quais fartamente explicadas em artigos nesse site. Eu sugeriria talvez resgatar alguns destes artigos já publicados mesmo, em uma série do tipo “Debunking Ciro Gomes”.

  10. É algo extremamente verdadeiro , basta ver a “Gratidão” que os alunos de faculdades públicas têm pelas instalações, pelos professores e pelo “contribuinte”…ou ainda vejam os empresários de péssima qualidade sustentados pelo subsidio estatal, não fazem parcerias com as universidades para gerar tecnologia e produtos melhores pois o protecionismo os protegem,não criam programas de estágio visando formar os melhores profissionais pois sabem que não precisam competir de verdade…
    Quanto a “Tirinha” do palhaço acima , não foi a Economia de Mercado que matou 100 milhões em 70 anos

  11. Surfista de internet

    As leis sempre beneficiam grupos e classes. As leis são meros artifícios para pessoas se beneficiarem.

    Enquanto todas as pessoas não tiverem os mesmos direitos e deveres, as leis serão meros truques para o governo fazer expropriações.

    Tem bolsa artista, bolsa trabalhador, bolsa passagem de ônibus, meia entrada, bolsa universidade, bolsa mestre, bolsa doutor, bolsa agricultor, bolsa empresário, bolsa copa do mundo, bolsa olimpiada, bolsa travesti, etc. É bolsa pra oprimido nenhum botar defeito.

    Para começar a aceitar um governo, primeiro é preciso que todas as pessoas tenham tratamento igual. Esses benefícios para grupos e classes é um tiro no pé da própria justiça.

    A justiça do governo é injusta. Ninguém deve ser beneficiado. Ou todos recebem, ou ninguém recebe.

    Não tem como chamar isso de justiça.

  12. O MESMO de SEMPRE

    A POLÍTICA de SEMPRE:

    Desde que SUN TZU concebeu a “ARTE da GUERRA”, defendendo a tese de que o ideal em uma guerra é sofrer o MÍNIMO de BAIXAS e que para isso não se deve enfrentar o adversário abertamente, que a política se tornou uma guerra.

    General Clausewitz se equivocou quando disse que a guerra é a continuação da política. Não digo isso por jogo de palavras, mas por uma constatação.

    O General Clausewitz também afirmou que a guerra “É UM MEIO de FAZER COM QUE OS OUTROS FAÇAM AQUILO QUE DESEJAMOS” ou uma forma de SUBMETER OUTROS Á NOSSA VONTADE.

    É exatamente aí que contesto a ordem que Clausewitz estabeleceu em sua afirmação sobre a guerra ser a continuação da política por outros meios. É O EXATO CONTRÁRIO!

    A primeira forma que o ser humano concebeu para impor sua vontade aos demais, foi a força, o confronto e a guerra.
    Assim, mais correto é dizer que “A POLÍTICA É A CONTINUAÇÃO da GUERRA POR OUTROS MEIOS”.

    Quando SUN TZU percebeu e comunicou sua óbvia descobreta ele concebeu a atualidade política generalizada.

    JOGAR UNS CONTRA os OUTROS dentre a tropa inimiga é o que veio a ser afirmado ainda nos tempos de monarquia como “DIVIDIR para REINAR” ou “DIVIDIR para DOMINAR”.
    Sim, se dividimos os adversários e os colocamos para brigar uns com os outros e nos mantemos unidos, estamos enfraquecendo-os e tornando-os vulneráveis a nossa “TROPA UNIDA”.

    Já na decadência do IMPÉRIO ROMANO a arte de Sun Tzu foi minuciosamente aplicada ao se introduzir a CIZÂNIA dentre a sociedade pagadora de impostos ao INTRIGAR POBRES e RICOS, antagonizando-os e SEDUZINDO OS POBRES AO CONCEDER-LHES SUPERIORIDADE MORAL segundo a IDEOLOGIA SALVADORA que prometia o novo WALHALLA sob o nome de PARAÍSO para os fiéis.

    Já no Império Romano se deu a elevação generalizada de preços e os comerciantes eram acusados de GANÂNCIOSOS que não se apiedavam dos pobres aos quais exploravam, segundo se podia depreender.
    A BONDADE foi então elevada ao supremo moral em detrimento da HONESTIDADE.
    A SUBMISSÃO aos governantes (a SERVIDÃO) ganhou status moral e a rebeldia ou DESOBEDÊNCIA tida como depreciativo moral juntamente com a AVAREZA (quem não ajudava aos pobres e nem gostava de pagar impostos). Certamente que tal incentivo à SUBMISSÃO inspirou Maomé para conceber sua teologia do ISLÃ (o islamismo ou submissão).

    Enfim, isso levou ao FEUDALISMO de um governo um tanto TEOCRÁTICO. Assim, em nome de uma IDEOLOGIA que prometia um PARAÍSO em futuro sem data e incerto (cenoura na ponta da vara amarrada ao pecoço do jegue), estabeleceu-se um antagonismo entre CATÓLICOS e PAGÃOS/HEREGES. Onde os católicos afirmaria a própria “SUPERIORIDADE MORAL” diante dos seus “antagônicos malvadões”. O desejo de estabelecer essa “verdade moral” gerou o ódio dos “altruístas religiosos” contra os “hereges egoístas” que prejudicavam a “salvação do povo”.

    Com o chamado ILUMINISMO e a reivindicação da SEPARAÇÃO entre IGREJA e ESTADO, com preconizada tolerância aos “infiéis” a política perderia sua “arte da guerra” ao não ter mais como semear a CIZÂNIA dentre a sociedade e fatalmente o governo perderia sua melhor estratégia de dominação.

    Obviamente que a “ARTE da GUERRA” política não se permitiria perder tal estratégia e CONCEBEU-SE o MARXISMO como substituto da religião.
    Claro que não se pode implantar uma ideologia completamente diversa daquela existente e por tal o SINCRETISMO é FUNDAMENTAL.

    Assim as ideias “Comunistas” inspiradas em T. More e sua Utopia, que se prometiam através do Socialismo Marxista (Socialismo científico ou Ditadura do proletariado), assumiram-se como a NOVA IDEOLOGIA SALVADORA que prometia um outro PARAÍSO COMUNISTA, na Terra, após o MILÊNIO SOCIALISTA prometido pelo profeta Karl Marx.

    Com isso o novo ANTAGONISMO BINÁRIO fez surgir, sincreticamente, a “luta de classes” não mais de pobres x ricos, mas de PROLETÁRIOS/ASSALARIADOS X CAPITALISTAS/EMPREGADORES.

    Assim os novos “exploradores dos pobres” deveriam ser combatidos por um NOVO ESTADO que REPRESENTASSE os trabalhadores explorados para criar o novo Paraíso Comunista através da ABUNDÂNCIA PLENA. Sim, o tal Comunismo marxista (nunca explicado) só se daria naturalmente APÓS a ABUNDÂNCIA PLENA. Enquanto isso haveria mesmo a “Ditadura do Proletariado” através de seus auto intitulados representantes.

    As badernas produzidas por tal patacoada eram então combatidas pelo Estado em nome da velha ideologia, pois que o novo Paraíso seria “ATEÍSTA”. Claro que não se podia abandonar algo ainda com força dentre parcelas populares, ainda aproveitando mais um antagonismo postiço.

    Essa nova disputa de “comunistas” x “capitalistas” com intermediários socialistas/altruístas favoreceu o PODER do ESTADO como mediador.

    Com a decadência das ideias Socialistas marxistas escancarando-se o EMBUSTE para manter e até ampliar o PODER ESTATAL, como bem o denunciou NIETZSCHE, chagou-se a EMBLEMÁTICA derrubada do MURO de BERLIN, selando o fracasso da nova ideologia para sustentar o Poder de oligarquias encasteladas no, então, ESTADO ou nova CÔRTE.

    Surge então, coincidentemente, novos grupos TERRORISTAS em substituição aos velhos BAADER MEINHOFF, BRIGADAS VERMELHAS, ETA e ETC.. Os novos terroristas se reportam ao VELHO ANTAGONISMO RELIGIOSO (ideologia do além). Novamente as oligarquias no PODER afastarão de si os OLHOS da SOCIEDADE DOMINADA e por elas EXPLORADA, lançando novos conflitos que afastem as reações contra o PODER ESTATAL ao DIRECIONA-LAS contra os NOVOS INIMIGOS da SOCIEDADE, então, CRISTÃ e LEIGA.

    Ou seja, A FARSA SE REPETE COMO HISTÓRIA!!!

    Já que “PLUS ÇA CHANGE PLUS C’EST LA MÊME CHOSE”.

  13. O único problema do produzir mais e mais seria, talvez, o meio ambiente e a saturação de bens de consumo? A concorrência geraria qualidade de fato? Sustentabilidade? No mais é isso ai, o texto aborda bem o assistencialismo como formador de sugadores do dinheiro público, preguiçosos, egoístas, etc…

  14. MATHEUS SABADIN BUENO

    Desculpe, mas como sempre há uma inversão de conceitos aí. Presume se fatos sem te-los como medir precisamente. O que vimos no mundo, embora tenham adotado o rótulo, não foi o socialismo e depois comunismo. Foram apropriações de uma parte do conceito, tal qual também o é no capitalismo, pois parte da teoria não é aplicada.

    O que é, então, a formação de cartéis, trusts e Holding, por exemplo? Nem o mais capitalista dos países consegue não proteger mercado, o seu mercado e sua indústria! Há nesse texto muito sofisma que o leitor mais atento conseguirá perceber.

  15. “A verdade é que a realidade é exatamente oposta.”

    De fato. Mas para a maioria o que importa é a narrativa, não os fatos.

    O socialismo prejudica as pessoas não só em sentido econômico,

    mas também intelectual, emocional, interacional e existencial/espiritual.

    * * *

  16. Acho que a moral podre também causa o socialismo.

    Somente um povo com moral podre elege um governo socialista.

    Somente caso o governo socialista tenha se instalado sem a vontade do povo é que ele será o causador da destruição moral e do egoísmo.

    Aliás inclusive o que causa o egoísmo nem é o socialismo diretamente, é a escassez causada pelo socialismo.

  17. Leopoldo Mosqueira Gomes

    A guerra para uma das partes é a luta pela sobrevivência da paz. Para a outra a busca do poder pela dominação.

    Sobra espaços para a hipocrisia e ganância.

    A educação e a busca persistente por conhecimentos atualizados é a melhor forma de evoluir uma sociedade e desta forma minimizar o poder dos hipócritas e gananciosos.

  18. Resumo do – excelente – texo.

    Mas ainda não terminou. Há efeitos ainda mais devastadores do socialismo.

    A sensação de se ter “direitos adquiridos” cria cidadãos sem aquele traço característico que todo e qualquer ser humano deveria ter: a gratidão.

    É impossível ser feliz sem ser grato, e é impossível ser uma boa pessoa se você não tem gratidão. É por isso que constantemente falamos para nossos filhos: “Diga ‘obrigado’!”

    Mas o socialismo e a mentalidade assistencialista destroem isso. Afinal, por que uma pessoa seria grata por receber um benefício social? Quem seria grato por receber “aquilo a que tem direito”?

    Isso se verifica muito nas periferias do Brasil.

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