Não perca seu tempo classificando as pessoas, os
partidos e as bandeiras entre esquerda e direita. A classificação existe apenas
no discurso, não na realidade, e é uma ferramenta retórica para criar
conflitos, marcar posições e demonizar adversários.
Mais do que isso, falar em esquerda e direita é
participar de um jogo. Um jogo retórico que serve aos interesses de apenas um
dos jogadores. Quase sempre, quem dá as cartas é a esquerda.
Funciona assim: o primeiro lance é da
(autodeclarada) esquerda. Ela olha uma dada situação social vista como
problemática e a interpreta como uma instância de luta de classes: um lado mais
forte que oprime um lado mais fraco. A esquerda então arroga para si a defesa
do lado mais fraco/oprimido, que envolve algum tipo de compensação para esse
lado e punição do lado opressor.
E a direita, o que faz? Fica com a inglória
incumbência, que ela aparentemente aceita de bom grado, de defender o lado mais
forte contra o ataque da esquerda que quer balançar o status quo.
Isso vale desde os casos clássicos do conflito, como
a situação dos trabalhadores. A esquerda arroga para si a defesa da causa dos
operários e a direita fica com a defesa dos empresários.
No entanto, sabemos que na prática não é nada disso:
há vários empresários de esquerda e há também sindicalistas de direita. Além
disso, essa conveniente dicotomia exclui muita gente: o desempregado, o
informal, o pequeno empreendedor, o autônomo, o profissional liberal etc.
Mesmo assim, a leitura “pega”, e acaba sendo a lente
básica pela qual muitos leem a realidade e se posicionam.
O mesmo jogo serve também para contextos totalmente
díspares e nos quais encontrar um oprimido e um opressor é bem menos claro.
Penso em dois bem aplicáveis ao Brasil, que mostram como é arbitrária essa
divisão.
O primeiro é o aborto. A narrativa dominante nesse
tema é a que pinta a mulher como vítima e os homens ou a sociedade machista
patriarcal como opressores, que não querem que a mulher seja dona de si, seja
feliz etc. Mas a própria esquerda brasileira, que tem em suas raízes ainda
muito da teologia da libertação católica (ferrenhamente anti-aborto), oferece
uma narrativa alternativa: o aborto é uma situação dramática na qual a mulher é
jogada por um sistema injusto (pois, tendo condições, ninguém decidiria
abortar), e as grandes empresas que ofertam e lucram com o aborto clandestino
são parte do aparato opressor do capitalismo global.
De que lado ficar? Dos que negam direitos
reprodutivos ou dos que apoiam a agenda de multinacionais?
Ou pensemos no caso do transporte. Há luta de
classes aí? Não havia, não precisava haver, mas agora há. Ônibus, usado pela
maioria pobre, e bicicletas — preferência de uma minoria rica e bacan — são o
lado oprimido. Quem aposta neles é esquerda. Os egoístas motoristas de carro (mesmo
os motoristas de um Fusca ou uma Brasília) são os opressores; quem os defende é
a direita.
Há uma série de questões que revelam o absurdo dos
termos esquerda e direita: ambientalismo, industrialização (ironicamente,
defender as grandes indústrias com tarifas protecionistas e subsídios virou
bandeira da esquerda), povos indígenas e tradicionais, agricultura familiar
versus agronegócio, grande empresariado (beneficiado por políticas
protecionistas e de subsídios, que virou uma agenda da esquerda), política
externa, e muitas outras etc.
O pobre recostado recebendo bolsa-família e fazendo
filhos, o maconheiro de Humanas que anda de bicicleta e quer revolução, o
proletário pelego, o negro racista, a feminista beligerante: figuras que a
direita adora odiar. Todos têm alguma base numa realidade parcial — assim como
os estereótipos que a esquerda adora odiar! — mas são, antes de tudo, criações
da imaginação ideológica. E nessa guerra de ódios, foi dado à direita o lado
perdedor: o lado do mais forte, que naturalmente não desperta a simpatia popular.
Quer combater a mentalidade esquerdista? A maneira certa está em se recusar a
participar do jogo da luta de classes; está em apresentar soluções que não
passem nem pela defesa de um grupo e nem pela demonização de outro. Está em
descobrir as lógicas que desarmam esse discurso que só enxerga opressores e
oprimidos.
A realidade social não é fundamentalmente uma
realidade de exploração, de transações perde-ganha. Essas existem, mas são
abusos. A luta de classes (ou melhor, de grupos) é a realidade básica apenas em
um campo da vida social: a política, que instaura cabos de guerra por onde
passa.
Fora da política, o padrão de interação humana em uma
sociedade que reconhece direitos individuais é o da relação voluntária, que gera uma situação em que ambos os lados
envolvidos ganham, sem
soma zero. As transações que ocorrem
voluntariamente no mercado são uma modalidade desse tipo de interação.
Cada transação acontece como um acordo voluntário
entre duas pessoas ou entre grupos de pessoas. Esses dois indivíduos (ou grupo
de pessoas) trocam dois bens econômicos: serviços ou bens (tangíveis ou
intangíveis) e dinheiro. Ambas as partes empreendem a troca porque cada parte
espera ganhar com ela. Você faz algo
positivo para mim — como, por exemplo, me ofertar um bem ou serviço — e eu,
em troca, faço algo positivo para você, dando-lhe dinheiro.
A minha situação melhorou, pois, para mim, o bem ou
o serviço vele mais que o dinheiro que lhe dei (se não valessem, eu não estaria
incorrendo nessa troca). E a sua situação
também melhorou, pois você valoriza meu dinheiro mais do que o bem ou serviço que
me vendeu (se não valorizasse, não os estaria vendendo).
Nós dois ganhamos.
Essa é a única relação que deve ser estimulada e que
deve ganhar cada vez mais espaço — em vez de lutas de classe, de gênero, de
cor, de preferência sexual, de distribuição de privilégios estatais etc. –,
pois é ela que eleva a qualidade de vida de todos no longo prazo.
Nem esquerda nem direita defendem exclusivamente
esta relação.
Por fim, como bem disse Leonard Read:
“Esquerda”
e “direita” descrevem, cada uma, posições autoritárias. A
liberdade não possui relação horizontal com o autoritarismo. A relação do
libertarianismo com o autoritarismo é vertical; está muito acima dessa podridão
de homens escravizando indivíduos. […]O
libertário não pode querer nada com “esquerda” ou “direita”
simplesmente porque ele desdenha qualquer forma de autoritarismo: o uso do
aparato estatal para tolher e controlar a criatividade e o empreendedorismo do
indivíduo. […]E
como também desdenha todas as formas de igualitarismo forçado, o libertário quer
distância de comunismo, fascismo, nazismo, fabianismo e
assistencialismo.O
libertário está acima de toda esta degradação. Sua posição no espectro
ideológico, se fossemos usar analogias direcionais, seria acima — como um
vapor que se separa do esterco e sobe a uma atmosfera saudável. Se a
idéia de extremismo for aplicada a um libertário, que seja baseada em quão
extrema é a sua oposição às crenças e tentações autoritárias.
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Artigo complementar:

Sempre pensei dessa maneira , a esquerda tanto a direita ofende o cidadão , a vida e as pessoas com suas ideologias bancadas em ignorância humana, querem dar condições melhores de vida mas não estimulam a produção do próprio país, mantêm cartéis em todos os lugares seja a direita ou esquerda ambos sopram ao vento do vitimismo incoerente e autoritarismo sem lógica
No fim das contas analisadas friamente todos querem poder, mas ninguém entende como usar.
Só existem duas classes os usurários e o resto.
Uma questão:
o autor diz para não perder tempo com “esquerda x direita” mas a premissa do texto não só pressupõe tal dicotomia como a invoca expressamente: “Quase sempre, quem dá as cartas é a esquerda“
Uma segunda questão:
o texto conclui dando a entender que se um indivíduo defende a economia de mercado (e as trocas voluntárias) ele passaria a ficar fora (ou para além) da dicotomia “esquerda x direita”. Mas isso não corresponde à realidade: por acaso não existem pessoas que são consideradas direitistas e que também defendem a economia de mercado?
Em meu entendimento,classificar esquerda e direita hoje em dia é dizer o lado mais e o lado menos.Pra min não existe um terceiro,ou é mais ou é menos!O máximo que existe é um centro que é a mistura de ambos.
Alguns libertários pregam esse discurso de nem esquerda e nem direita,que para min,isso não é nada mais e nada menos que uma desculpa pra dizer que não é nenhum dos dois,quando na verdade é Direita em minha concepção.É so uma tática de dizer que é diferente dos dois mas quando na verdade so demonstra estar em cima do muro e por existir a direita nacionalista ultra-conservadora,os liberais sentem um repugno de dizer que são do mesmo lado que os nacionalistas,por mais que ambos defendem algumas causas iguais(armamento,propriedade).
Portanto eu classifico assim:
Não há uma terceira,ou é ESTADO ou é MERCADO,não tem um terceiro.
Portanto ou você é mais estado ou mais mercado.
Quanto MAIS PARA A ESQUERDA,MAIS ESTADO.Seguir a esquerda é seguir ao estatismo.Pode existir esquerdistas conservadores,por isso é o conflito.
Quanto MAIS PARA A DIREITA,MAIS MERCADO.Seguir a direita é seguir ao mercado,vulgo liberdade.
Sendo assim,se alguém é conservador,não é extrema-direita pois o pensamento conservador defende a existência de uma estado para proibir certas liberdades individuais.Logo não é 100% direita,seria algo 70 ou 80% de mercado e outros 20% de mercado.
Um anarco-capitalista pra min ficaria na extrema-direita,já que defende 100% do mercado e 0% de estado.Entende,essa é a unica forma fácil de conseguir desenvolver os lados.Um é Estado e o outro é mercado.
Progressitas,Libertários,Socialistas..enfim Essas denominações são maís fáceis so que ao mesmo tempo causa conflito ao meu ver,no sentido de confusão dos conceitos de cada.
Por isso eu vejo dessa forma,uma denominação universal.
Socialista,Progressista é algo pra min na esquerda.
Keynesiano é algo pra min na centro-esquerda.Pos-keynesianos talvez centro.
Nacionalistas,ordoliberais e talvez um forte conservadorismo pra min é na Centro-Direita
Liberais clássicos,Liberais meio conservadores,Minarquitas…Pra min é algo na direita moderada para a direita semi-radical.
Anarco-capitalistas,Libertários puros…Pra min é algo na extrema-direita ou ultra-direita.
Enfim só impondo aqui a reflexão mesmo de um ponto de vista mais simplista nessa relação e menos conflituoso.
Ou é individuo ou é coletivo.Não tem como.Se você é mais individuo do que coletivo,logo vc é um direitista ou um centro-direitista.
Se você é mais coletivo do que individuo logo você é um esquerdista ou centro-esquerdista.
Algo desse tipo,eu vejo dessa forma e esse ódio que os libertários tentam criar na direita,pra min não ajuda o crescimento do país ja que estamos afundado na esquerda plena.
Precisamos da união de quem defende o mercado,propriedade privada e o armamento.Quem defende essas 3 pautas pelo menos,tem que se unir ao invés de se dividir.
Regime militar é relativo,o de 1964 é algo nacionalista conservador portanto fica mais a direita.
Um militarismo soviético fica mais a esquerda.
Enfim,a liberdade é a pauta da direita portanto,pelo Brasil acho justo nos se unirmos para dar um ar de mais liberdade e depois a gente se resolve nos detalhes.
Grande Abraço a todos!Por um Brasil de MENOS MARX E MAIS MISES.
Artigo irretocável! Muito obrigado IMB, tenho aprendido muito lendo seus textos e publicações.
Texto lamentável. Justamente pela direita se apequenar e evitar o embate, somada à pequena parcela de políticos efetivamente de direita eleitos, é que a esquerda sempre se impõe e em último caso leva no grito, se aproveitando também da mídia que a protege. É principalmente no campo cultural que a direita precisa ocupar, posto que já foi tomado a séculos pela esquerda seguindo o Gramsci. Já passou da hora da direita se levantar e começar a refutar e destruir todas inversões da esquerda, vide nazismo e fascismo serem de direita, o tipo de “democracia” que eles defendem, Foro de SP, essa lavagem pesada de que o governo vai salvar a todos…
É inacreditável ver o suicídio do Bolsonaro domingo. Não dá pra entender como alguém pode ser tão burro e mal orientado pra fazer um discurso absurdo igual aquele jogando uma chance de ouro e ele próprio no lixo.
Menos MARX e mais MISES.
Com certeza no momento atual é preciso unir forças com os conservadores para varrer a serpente(PT)socialista do poder,que por ora eles(Petistas)se fazem de vítimas,mas que no momento certo darão o bote e ai o pouco de liberdade e qualidade de vida que usufruímos podem ser perdidos anos a fio e eu temo já estarmos no princípio deste processo gramsciano e devemos sim fazer coro com os movimentos anti-petistas e no futuro qualquer partido x que estiver no poder e querer usurpar nossas liberdades também deverão ser rechaçados com a mesma enfase,pois o que está em jogo é a nossa liberdade que é mais preciosa do que qualquer tesouro da face da terra…
Portanto impeachment não é golpe e o STF pode contestar se houver alguma arbitrariedade nesse processo de cassação de mandato da presidente,portanto petistas parem com esse discurso de vítima e coitadinho,papo manjado e que só engana trouxa e desavisados.
Esquerda e Direita no campo estatista são irmãs siamesas com discursos contrários,mas praticas convergentes,ou seja nos esfolam com impostos,inflação e divisão em classes(Grupos de interesse)para governar e nos saquear impiedosamente.
Relembrando,hoje nosso(Libertários e conservadores)inimigo comum é a esquerda vermelha(Radical ou não)e amanhã poderá ser uma ditadura á direita(Conservadora radical)que estaremos(Nós libertários e outros)mobilizados para combater,pois viva a Liberdade sempre.
Viva o IMB esse baluarte da liberdade e formação e informação de qualidade.
Um abraço a todos.
Um pequeno adendo ao texto, considerando a “briguinha” desta semana:
É por isso que a Liberdade de Expressão tem que ser total e absoluta. Deixem os imbecis falarem suas imbecilidades, exatamente para que todos saibam o quão imbecis eles são.
Ficou ofendido com algo que ouviu? Ótimo, agora vc sabe de onde veio e pode parar de “consumir” desta fonte (seja comprando de uma empresa, votando numa pessoa ou qualquer tipo de interação possível).
De que lado ficar? Dos que negam direitos reprodutivos ou dos que apoiam a agenda de multinacionais?
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De nenhum dos dois, isso deveria ser função, exclusiva, da saúde publica.
Enfim o artigo todo, cita uma esquerda falsa, uma neoesquerda, uma esquerda de mentirinha que aceita o capital. São homens e mulheres que não estão dispostos a matar e morrer pela liberdade.
Falam em democracia, isso não é democracia, a democracia só existira quando o capital for abolido. Quando o dinheiro for abolido.
Haaa mas o dinheiro, não é um jogo de soma zero, diria o neoliberal. De que importa isso meu amigo? Você não é capaz de perceber a superioridade moral e intelectual, de um mundo sem dinheiro? Onde o fator comum não é interesse individual, mas a busca pelo bem comum. Ver o outro como o fim em si mesmo, a não como um eterno meio.
Volto a dizer, trocas voluntárias envolvendo dinheiro, não é liberdade, pois ambos os lados não pensam no bem comum, e também ambos se tratam como meios. Isso mostra inferioridade intelectual deste sistema, isso permite que homens mais cultos, possam explorar os mais ignorantes pensando que se deram bem, e isso fica comprovado na realidade social.
Já adianto a vocês, o futuro do socialismo, não será essa palhaçada que vemos no congresso em qualquer lugar do mundo. Como tudo evolui, o socialismo também irá evoluir, e finalmente vai acabar com o capital. No futuro do socialismo, homens serão tratados como o fim em si mesmo.
Excelente texto.
Cada passada aqui pelo IMB é um novo aprendizado ou uma nova reflexão sobre a vida.
Desde que conheci o instituto há cerca de 2 anos minha visão de mundo mudou muuuuito.
Quem por esse caminho segue não chegará a lugar algum.
Discussão sempre infrutífera, vazia de senso e com “n” contradições internas.
DIREITA x ESQUERDA.
O artigo em tela relata de forma convicente essas perspectivas.
Todo é qualquer discussão no que tange essa tema, pode-se resumir em:
* Direitos Naturais
– Liberdade
– Definição dos Direitos de Propriedade
Com esses pontos bem definidos, cessa qualquer embaraço.
Ao ler as cristalinas obras do Murray Rothbard, tudo fica esclarecido.
A forma como a esquerda pauta o debate é realmente impressionante.
Alguns exemplos das coisas que povoam as redes sociais nessa semana:
1. O ataque ao discurso de Jair Bolsonaro, o “intolerante defensor de ditadores” na câmara.
2. A revolta feminista com um texto que diz que a mulher de Michel Temer é “bela, recatada e do lar”, o que revelaria o machismo inconsciente na cabeça das pessoas.
3. A revolta dos politicamente corretos com uma foto de Gabriela Pugliesi (quem?) no dia do índio, acusando a mesma de “apropriação cultural” uma vez que, por ser branca, não deveria usar acessórios indígenas.
Entre outras insanidades que só servem como cortina de fumaça para ignorar o que deveria, efetivamente, estar sendo discutido em um momento crítico como esse: a intrínseca imoralidade estatal, a intrínseca ineficiência estatal, que em seu estopim no Brasil resulta, outra vez, em um processo de impeachment.
E a “direita tradicional” consegue, no máximo, ficar correndo atrás do rabo, caindo em todas as armadilhas da esquerda e perdendo tempo com essas questões menores e completamente irrelevantes.
O libertário está acima de toda esta degradação. Sua posição no espectro ideológico, se fossemos usar analogias direcionais, seria acima — como um vapor que se separa do esterco e sobe a uma atmosfera saudável
Reformulando de uma maneira menos lisonjeira para o ego do autor: os libertários estão tão acima da realidade política e cultural dos países onde operam que sua posição no espectro ideológico beira o autista e o quixotesco.
Quando é que os liberais vão entender que seus discursos pó-de-arroz chupados de Voltaire/Ayn Rand/Rothbard/similares não têm nenhum ponto de contato e aderência com a cultura brasileira (meia dúzia de empresários, intelectuais e estudantes americanófilos não contam como cultura brasileira) e são, para a maior parte da população (tanto à esquerda como à direita), discursos inócuos e excêntricos?
O Brasil não é o país onde as pessoas abandonam seus valores pessoais e interesses imediatos para serem leais a abstrações tiradas de livros.
O Brasil é o país onde Jair Bolsonaro consegue, sem precisar fazer campanha eleitoral, 8% de intenções de voto para presidente e é ovacionado em estados onde nunca tinha posto os pés na vida.
Nem mesmo nos EUA, que é o país que mais exporta ideias liberais para o resto do mundo, esse tipo de discurso pó-de-arroz tem apelo eleitoral. O único presidente que tiveram no século XX que se dizia liberal foi Reagan, que, segundo vocês mesmos, não conta porque foi protecionista e militarista; e o partido libertário lá também não ganha nada. E por que não ganha? Porque dialoga com abstrações, não com a realidade dos americanos.
O ideal da liberdade tem um prestígio maior na cultura americana do que na brasileira porque, em suas origens, os EUA são um país de religiosos perseguidos e abandonados à própria sorte pela Europa para reconstruirém suas vidas em um novo mundo, sem a ajuda de ninguém. Essa é a identidade cultural que eles assumiram e projetam até hoje para o resto do mundo. E ponto, porque o liberalismo deles acaba por aí. Até a década de 30 do século XX, sempre foram um país altamente protecionista (e continuam sendo até hoje, nos setores onde sua produção não é competitiva), chegando às vezes a cobrar tarifas de quase 50% sobre o valor dos produtos; e, depois que conseguiram se fortalecer internamente, também se tornaram tão autoritários nos assuntos de outros países quanto a Europa tinha sido nos séculos anteriores; isso para não falar em Bretton Woods e em quem acabou com o padrão-ouro de uma vez no mundo inteiro.
Em suma, se essa retórica autista de “estou acima de tudo e de todos” não é levada a sério nem no país onde ela tem algum respaldo da cultura nacional, por que seria diferente no Brasil?
“Esquerda” e “direita” descrevem, cada uma, posições autoritárias.
Já que na esquerda não tem democracia, quanto no anarquismo quanto no socialismo.
Gostaria de saber como os anarco-capitalistas/libertários irião fazer para “chegar” ao poder, ou ser autoritário para implantar suas ideias anti-democráticas ou esperar da democracia.
Isso não é uma dicotomia, ou existe democracia ou ditadura, ou você força uma pessoa a fazer algo ou ela faz porquê quer…
Libertário,
Não se envaideça com minha presença por aqui. Eu também sigo a página da Socialista Morena no Facebook, e isso não quer dizer muita coisa.
E, se não quer que conservadores acessem o site e critiquem as alfinetadas que frequentemente lhes são feitas por aqui, basta avisar. Não fico em lugar nenhum contra a vontade do anfitrião. Ùm “Envie-nos seu comentário inteligente e educado, desde que ele não pise muito forte no nosso senso de identidade grupal” teria sido suficiente.
Eu estava observando os comentários do Olavo de Carvalho no Facebook e não pude deixar de me surpreender ao notar que ali — atenção: ali, no Facebook — o homem flerta abertamente com idéias francamente libertárias, defendendo o fim do estado, da burocracia, dos políticos e a restituição da soberania popular.
Vejam alguns exemplos do que ele escreveu (grifos meus):
"Em março de 2015 tínhamos uma autêntica situação revolucionária, onde TODOS os canais de ação legal estavam sob o controle dos inimigos do povo, ou seja a ilegalidade tinha se tornado a única forma de legalidade. O que era preciso, então, era negar o sistema como um todo, mediante a desobediência civil maciça, e instaurar imediatamente uma nova ordem fundada na soberania popular. Mas os medíocres e covardes não conhecem nenhum tipo de ação que não seja por meio das “autoridades constituídas”."
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627328394085905
"Quem estudou o livro do Raymundo Faoro entende que o Brasil só tem um caminho de salvação: destruir o estamento burocrático e entregar o seu poder ao povo. O impeachment foi encaminhado de maneira a fazer PRECISAMENTE O OPOSTO, sob o pretexto de “preservar o Estado democrático de Direito”."
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627383007413777
Não há acordo possível entre os que querem salvar o Brasil e os que querem, acima de tudo, salvar a “Nova República”.
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627265680758843
A idéia dos políticos e de seus office-boys na mídia foi simples e clara: desacelerar o processo para que não escapasse do seu controle e não caísse nas mãos da massa. O que poderia ser resolvido integralmente em semanas foi subdividido em partes, das quais nem mesmo a primeira se realizou ainda… E vem esse idiota cantar vitória! Burrice e desonestidade não são mesmo antagônicas.
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627333517418726
Passado mais de um ano dos primeiros protestos populares, ainda estamos AGUARDANDO o começo prometido. É isso o que os imbecis chamam de “resultados”.
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627319917420086
A eleição de Jânio Quadros foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A queda de João Goulart foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A “Nova República” foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A eleição de Collor foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A queda de Collor foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A eleição de Lula foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. As CPIs de 1993 foram “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. A votação de ontem foi “o fim da bandalheira”, seguido de Hino Nacional e lágrimas de comoção cívica. Ou a tal da bandalheira é imortal, ou todo mundo está mentindo.
http://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/627266894092055
Nem esquerda nem direita. Isto é fora de sentido. O que o governante deve pensar é o que ajudará mais a obtenção de qualidade e progresso de vida para nossa população.
Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.
Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.
Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.
Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:
Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.
Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.
Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.
Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.
Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.
Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.
Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.
É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.
Para os interessados meu email NOVO é [email protected]
Sinceramente, colocar esquerda e direita no mesmo saco como se fossem a mesma coisa é ingenuidade ou burrice. Os estados mais livres do mundo floresceram sobre o solo da direita, uma direita conservadora liberal. E vale lembrar que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Eu não sou fanático pelo Bolsonaro, mas ele com certeza é um político com idéias melhores do que Jean Willys.
Os libertários são tão lunáticos quanto os esquerdistas em achar que é possível existir um mundo perfeito. Já a direita reconhece que o homem tem defeitos e que o mundo nunca será perfeito, mas que poderemos melhorar com pequenas modificações testadas e aprovadas pelo tempo.
A esquerda quer controlar o seu corpo (bolso).
A direita quer controlar a sua memte (comportamento).
Digo “não, obrigado” aos dois.
No entanto, é extremamente preocupante a atual hegemonia esquerdista mundial.
Até mesmo vários “direitistas” abraçam várias bandeiras esquerdistas.
Conseguirá a democracia destruir o que nos resta de livre mercado?
Muito me preocupa esse Endeusamento por parte de um certo “conservadorismo” ao Bolsonaro.
Nesses protestos de ruas ele já saiu em Defesa do Enéas. Oras, esse mesmo homem talvez supere o PT em burrice na economia, não sabia o que é inflação, condenou o plano real e as privatizações necessárias, desconhecia as causas dos juros, enfim, o que ele tinha de boa retórica, ele não tinha em conhecimentos econômicos.
E o mesmo público que gosta do Bolsonaro é o que também gosta do Enéas. E eu não estou inventando isso, basta olhar os famosinhos do youtube que apoiam o Bolsonaro,(Nando Moura,Etc) também tem vídeos apoiando Enéas, e os comentários em tais vídeos concordam com o autor.
Pra esse pessoal, ser conservador é ”condenar gayzismo”, pouco importa se você defende uma agenda que tornaria o Brasil em uma Venezuela.
É um Petismo com sinal invertido, a ignorância é a mesma, a defesa cega a políticos é semelhante. Com a diferença de talvez não ter a mesma desonestidade do petista e entender que estamos com problemas.
É também o mesmo pessoal que chama liberais de “idiotas uteis da esquerda”.. Hora, na ótica deles, não ser idiota útil da esquerda seria votar o Enéas quando o mesmo estava vivo, ou no Bolsonaro;
Embora o Bolsonaro já tenha declarado que defende o “mercado”, eu não quero nem imaginar qual seria a definição dele de “mercado” quando sai defendendo Enéas;
Oh sim, ele não está envolvido em corrupção, mas ser honesto nunca foi o suficiente para tirar o Brasil da lama, ser honesto é um requisito básico, não uma qualidade inestimável que sozinha vai resgatar tudo.
Que fique de alerta aos Bons conservadores, que eu sei que existe, para a existência desses grupos;
Faltou o autor do texto definir o que ele (autor) entende como sendo “esquerda” e “direita”.
O autor propõe que não se entre no jogo da esquerda e seu dualismo. A ideia é interessante, mas falta detalhar como fazer isso na prática. Se o assunto se restringe ao Mises, não haverá problema. Se se nega qualquer participação político partidária, também não. Mas como encarar as questões que estão na pauta do dia sem ficar encastelado na torre de marfim? Dou um exemplo: o falido estado brasileiro requer reformas urgentes. Uma delas é a reforma previdenciária, que, se executada, implicaria em alguma redução dos direitos dos contribuintes previdenciários. Obviamente o esquerda vai dizer que a maldita direita mais uma vez quer sacanear os trabalhadores, escamoteando a questão meramente econômica de que a reforma seria implementada para dar sustentabilidade ao sistema. Como discutir a questão sem que o assunto seja aprisionado pela retórica dualista? Creio que é isso o que interessa saber, dando sequência ao que o autor propõe.
Boa noite Senhores,
Discordo respeitosamente da posição defendida pelo Sr. Joel.
Quando se fala em esquerda e direita, tem-se uma ideia de polarização, de oposição e de contraste.
Se existem duas ideologias políticas que são diametralmente opostas são o comunismo e o anarcocapitalismo. No comunismo, em resumo, pretende-se um estado máximo, com possibilidade de ingerência em todas fibras do tecido social. No anarcocapitalismo não existem ingerências estatais, tornando o estado inexistente. Assim, tem-se os polos, esquerda ou direta.
Assim, é ilógico alocar duas ideologias praticamente idênticas ou quase idênticas em polos opostos, embora seja muito comum. Isso é notório quando referem-se, por exemplo, ao PT como esquerda e o PSDB como direita. Ou, em outro exemplo, quando citam que a esquerda defende os pobres e a direita defende a elite.
Este mesmo pensamento é um corolário para a dicotomia Coletivismo x Individualismo, ou Propriedade Privada x Propriedade Estatal/Real.
Prezados,
Fugindo um pouco do assunto em si, minha dúvida é; porque qualquer discussão sobre diversos assuntos acaba virando uma guerra de egos?
Uma batalha pela verdade absoluta?
Um “o meu é mais certo que o seu”?
Será que estamos fadados a sermos escravos de nossa própria prepotência e a sempre entrarmos num ciclo vicioso improdutivo de falácias e ideologias individuais ineficazes?
Será que nunca conseguiremos discutir civilizadamente problemas e soluções efetivas em prol de um objetivo em comum com colegas que estão num nível intelectual diferente do nosso (seja superior, inferior ou igual, porém com diferenças ideológicas) sem utilizarmos de ataques pessoais, destilar ironias diretas ou sarcasmos velados?
Porque insistimos em defender lados que acabam nos segregando e nos enfraquecendo como sociedade?
Na minha humilde opinião, deveríamos nos unir e concatenar os aspectos positivos que cada “esquerdista”, “direitista”, “libertário” e etc possui.
Seria o fato de eu pensar que a união dos nossos “irmãos” de raça e nacionalidade é extremamente necessária para sairmos do buraco que estamos uma utopia?
Seria o fato de estar levantando essa questão uma prepotência de minha parte? hehehe
gostaria de saber na humilde mediocridade, quem seria um bom nome para a presidência com o intuito de pelo menos diminuir a força do estado. Sabendo que o PT,PMDB e o PSDB Não ira mudar Marina não me convence, o Ciro gomes é uma boa aposta? gostaria que esclarecessem pois o conheço pouco e a unica coisa que sei é que ele foi ministro da fazenda e ajudou na implantação do real…
Qual seu torturador de estimação, Marighella ou Ustra?
O Brasil é comunista na área econômica e anarquista na área social. O resultado não poderia ser pior.
A verdade é que o congresso é um aglomerado de comunistas, lobistas, aproveitadores, monopolistas, oligopolistas, parasitas, malucos, etc. É uma democracia de fachada, onde o poder foi tomado por aproveitadores em todas as áreas. O que já era esperado.
Nessa Babilônia chamada Brasília, é dificil encontrar alguém que se preocupe mais com as consequência das ações do governo.
Brasília virou a maior fábrica de escassez do mundo.
Enfim, uma salva de palmas para os sonegadores de impostos.
Concordo em parte.
De fato a realidade não é tão simples como muitos acreditam e podemos ser facilmente distraídos e desviados daquilo que realmente importa. Estamos lidando com indivíduos e realidades complexos, não com estereótipos.
Assim como não existe país 100% socialista nem 100% capitalista, também a maioria das pessoas parece ser, em maior ou menor grau e de diferentes formas, um mix de conceitos e comportamentos liberais e antiliberais.
Assim como o socialismo obstrui e além de certo ponto destrói completamente a economia de um país, se um militante socialista praticasse suas ideias em todos os aspectos de sua vida, ele a destruiria.
Porém, os conceitos de “esquerda” (“progressismo”) e “direita” (conservadorismo) continuam válidos e úteis.
O conservadorismo é potencialmente autoritário, mas possui versões saudáveis e é complementar ao liberalismo. Já o socialismo é intrinsecamente totalitário e incompatível com a liberdade. Aquilo que o “socialismo vegetariano” possui de bom foi extraído do liberalismo e do conservadorismo.
Eu defendo a liberdade e a responsabilidade. Por isso sou liberal e conservador.
* * *
Para melhor entender esquerda e direita, devemos partir de alguns pressupostos. PRESSUPOSTOS ECONÔMICOS: Propriedade privada dos meios de produção, direito de herança, baixa regulamentação; PRESSUPOSTOS POLÍTICOS: liberdade (de pensamento, de expressão, de associação, de e da religião, de contratar), esfera de privacidade. Possivelmente esqueci algumas categorias (estou escrevendo ao correr da pena), mas, basicamente temos aí a base sobre que se ergue a direita. É a nossa praça-forte.A negação desses pressupostos conduz ao campo da esquerda, tão mais à esquerda quanto mais intensa é tal negação. Quais seriam então os pressupostos da esquerda. A esquerda não tem pressupostos. A esquerda é a negação da direita, pois a direita muito se assemelha ao “estado natural da pessoa”. O estado mais próximo do ponto anterior à regulamentação da vida social. Assim como o gradativo fortalecimento do Estado leva à diminuição da força desses pressupostos, a sua total abolição poderia levar à lei do mais forte, e o mais forte se assemelharia à encarnação do Estado absoluto.
Poderia ter falado em liberdade de mercado, mas essa ideia está encaixada em ambos os pressupostos.
OFFTOPIC: Não sei se algum de vocês teve a oportunidade de importar algo do Reino Unido. Realizei uma compra e não tenho o que reclamar do “correios” deles. Em 3 dias eles entregaram a encomenda para o Brasil, 3 dias de um continente para outro na opção de frete mais barata. Logicamente os correios e a alfândega do Brasil fizeram as partes deles e demoraram cerca de 23-25 dias para entregar em minha casa. Realizando uma curta pesquisa, adivinha só, o Royal Mail foi totalmente privatizado após mais de 500 anos de existência. Nâo sei se é esse o motivo de tanta eficiência mas tenho uma “leve” suspeita de que sim.
ONTOPIC:
Tenho a impressão de que as pessoas vão sempre querer alguém para idolatrar. É como se vivêssemos na idade média, sempre sendo obrigados aceitar um soberano.
Espero que um dia a maioria das pessoas percebam que não precisam de um governo mandando em tudo.
O libertário está acima de toda esta degradação.
Se a idéia de extremismo for aplicada a um libertário, que seja baseada em quão extrema é a sua oposição às crenças e tentações autoritárias.
Belo artigo!
1. Gosto de separar os eixos pessoal e político. Um cabe as crencas pessoais, o outro descreve a politica em voga. No ambito pessoal, a pessoa pode ser de ultra-conservadora a ultra-progressista. Geralmente chama-se o primeiro de direita e o segundo de esquerda. No ambito politico, podem haver governos desde ditatoriais a minarquistas (ou anarco-capitalistas).
2. O libertarianismo, ao meu ver, se preocupa apenas com o segundo. O libertario quer ter o direito de fazer e pensar o que quiser (desde que nao agrida ninguem no processo) e defende o mesmo para os demais cidadaos – inclusive ser um hippie poligamico fumador de maconha morando em uma comunidade sem dinheiro.
Ou seja, no ambito pessoal, o libertario nao esta nem ai para o que a pessoa acredita ou faz – logo, nao poderia ser classificado como direita nem como esquerda. No ambito politico, defende a desestatizacao, indo contra a esmagadora maioria das propostas politicas tanto de direita quanto e esquerda.
Conclusao: no ambito pessoal tanto faz, no ambito politico nenhum dos dois.
PS: Perdoem a falta de acentuacao.
O texto é claro quando diz que “não perca seu tempo classificando as pessoas, os partidos e as bandeiras entre esquerda e direita. A classificação existe apenas no discurso, não na realidade, e é uma ferramenta retórica para criar conflitos, marcar posições e demonizar adversários”.
Esta frase é de uma extrema lucidez.
‘A classificação existe apenas no discurso, não na realidade’…
Sim a direita tem vários defeitos, mas quem profere uma frase dessas vive a anos luz da realidade.O projeto da esquerda é o máximo possível de estado que der, já a direita pelo menos deixa o doente vivo pra continuar parasitando.
E agora vejam aí o Bolsonaro recomendando todo mundo a sonegar impostos:
https://www.youtube.com/watch?v=ElBQbueU0tQ
Sei que o totalitarismo intrínseco à esquerda é um mal, não somente por questões relacionadas à falta de liberdade, mas também em virtude de sua expectativa messiânica mentirosa. Qualquer socialista medíocre deposita sua fé cega (isto mesmo: fé) no ser humano, mais especificamente na figura da burocracia do Estado. É uma falsa religião. Abolir a propriedade privada dos meios de produção, socializá-la mediante a administração pública do Partido, alcançar a igualdade material entre todas as pessoas, enfim, todas essas “soluções” evidenciam um pífio programa redentivo-religioso da esquerda; que, na verdade, até cria conceitualmente problemas que sequer existiam, para só então combater o espantalho ideológico adversário.
O que me preocupa é que se faça sequer a sugestão de que Direita e Esquerda estejam no mesmo balaio de maneira tanto qualitativa quanto quantitativa. É verdade que a Direita produz algumas caricaturas, mas a incapacidade de ver certas nuances distintivas no espectro parece ser até o mesmo tipo de desonestidade que o socialista costuma utilizar, por exemplo, ao comparar os militares brasileiros aos nazistas, indiscriminadamente; para alguns, Hitler e Castelo Branco são a exata mesma coisa. Tal ideia é mais do que falta de percepção, é desonestidade. Graus, níveis, números, motivações e formas importam. A Esquerda não se resume apenas em um tipo de autoritarismo, mas em tudo o que é mais vil.
É claro que o libertário utiliza isso como um arma retórica (espero…), não creio que fora da Esquerda alguém possa ser tão ruim na análise das proporções, motivações e gravidades das coisas.
A característica que me parece comum entre a Esquerda e o pensamento de Leonard Read é uma esperança messiânica pujante em alguma estrutura falha. Dizer que “o libertário está acima de toda esta degradação” não implica dizer que o libertarianismo não tenha suas próprias degradações, uma vez que a degradação é inerente à condição humana.
A ausência de Estado certamente resolveria alguns problemas, e talvez criasse outros. Não importa, não quero discutir o mérito de qual cria ou soluciona mais problemas, mas sim identificar uma religiosidade espúria tanto num pensamento quanto no outro. Já o conservador, embora muitas vezes mergulhe em meios errados, não se relaciona com seu ideal de maneira a crer que todos os problemas serão resolvidos, a relação não é pragmática e messiânica. São questões de valores morais objetivos (certos ou errados). Ou é errado ter relações homossexuais, ou não; se for, então é problema de todos, e não simplesmente do indivíduo.
E você achando que seu sarcasmo afetado é autorrefutador, mas não é. Só pegou no pé de um EXEMPLO no final do texto -que sequer é o centro do que eu disse- e banalizou tudo, assim como um esquerdista costuma utilizar a mesma estratégia para deslegitimar os adversários.
Todo o seu argumento é que pode ser resumido (com “s”, por favor) a um axioma -ou seja, a um pressuposto acrítico- de que tais questões relacionadas à sexualidade não têm relevância alguma fora do indivíduo, e tudo isso de antemão. Você pode acreditar no que quiser, na verdade; mas eu gostaria de um pouquinho de honestidade intelectual no sentido de reconhecer que esses aspectos “religiosos” do libertarianismo são tomados exatamente como pressuposições e saltos de fé. Você, a priori, toma como verdade que a homossexualidade não tem problema porque você elegeu antes do início do jogo o consenso como árbitro da moralidade humana; assim, na verdade, você já assentiu à bandeira “gayzista” do “não faz mal a ninguém”, mesmo que não milite pela causa, digerindo o argumento sem sequer mastigar. É claro que provavelmente você não estará disposto a levar tais considerações ao máximo que elas exigem. O consenso entre o canibal e a sua vítima (vítima?), por exemplo, talvez receba um paliativo quando um espertalhão afirma que a vida é superior à liberdade. Mas daí só temos outro pressuposto de tal valoração de importância, além de não explicar o motivo de uma liberdade verdadeira não poder abrir mão do que lhe aprouver.
O libertário parece só não estar acima da degradação da “ingenuidade” utópica. A mesma pueril “ingenuidade” da Esquerda. Um transfere a maldade do homem para a classe capitalista e a própria existência do capital privado em si; o outro transfere a maldade do homem para quaisquer aspectos da realidade que limitem a liberdade individual pacífica e o consenso não prejudicial a terceiros. Depois, finalizando esse espetáculo de ingenuidade antropológica e sociológica, acabam por acreditar em uma possível ordem tão livre a ponto de não sabotar a si mesma ao criar os lobos dentro de seu próprio aprisco de liberdade. É certo que devem crer que numa sociedade tão livre e tão boa não haveria dissidentes sedentos por tomar os “vazios de poder” justamente estabelecidos na possibilidade de se criar instituições totalitárias a agigantadas da mesma natureza das que outrora foram abolidas. Ou talvez creiam que os vazios de poder não existiriam em um mundo livre, que a liberdade é, em si, um poder capaz de preencher todo o espaço, e que a sociedade civil é naturalmente voltada a não estatizar-se, preservando a liberdade que lhe foi IMPOSTA (sim). A outra hipótese é aceitarem o risco e, mesmo assim, militarem tão avidamente, dizendo que é o certo a se fazer e ponto; mas, mesmo diante dessa mínima coerência, é fato que não dão a devida importância dimensional ao risco. O libertário é o que abraça uma utopia que não é em si criminosa como a socialista. Mas não deixa de ser utopia.
Repito aqui frase do texto de extrema lucidez. “…não perca seu tempo classificando as pessoas, os partidos e as bandeiras entre esquerda e direita. A classificação existe apenas no discurso, não na realidade, e é uma ferramenta retórica para criar conflitos, marcar posições e demonizar adversários”.
Nem esquerda nem direita,
Nem bolsonaro nem Willys,
Apenas Joel Santana é claro!
Aborto=Direito Reprodutivo, a novilíngua que tanto transparece nos discursos da esquerda, agora sendo utilizada pelo Joel Santana, que advoga, não ser nem de Direita, nem de Esquerda.
Esse Joel é sem noção demais, agora tá lá no face torcendo pela Hillary
E uma bosta dessas ainda se diz libertário, pqp.
Isso é o que dá se misturar com libertários de esquerda, a banda podre do libertarianismo.
“É compreensível que o cidadão comum, após décadas de ditadura do politicamente correto, sinta uma grande atração por Trump e suas tiradas anti-PC”
Verdade, eu mesmo me senti atraído pelo Trump diversas vezes, e justamente por ele ter dado um foda-se a cartilha do politicamente correto. Mas logo que a minha razão retorna eu o desprezo.
O utopismo francês dá o que falar até hoje:
Vencida a utopia de que igualdade universal é possível, passamos agora à utopia da liberdade universal. Creio que essa não chegará a percorrer século, mas não posso esperar pelas ideologias de fraternidade universal…
Joel Pinheiro é uma besta.
Num momento como esse, onde qualquer idiota sabe que a educação brasileira é cheia de doutrinação esquerdista o cara vem com isso:
https://www.youtube.com/watch?v=zPSpAgwxCwg
Patético.
Ainda sobre o ‘escola sem partido’, no meio de tanta bobagem pseudo libertária o animal chega a comentar que o estado é a autoridade ‘legítima’ pra resolve conflitos.
Left libs são lixo.
Resposta ao Amonino 14/07/2016 01:50:20
“Mas o pacifismo não é um valor libertário? PNA?“
PNA na verdade é PNIA – Princípio da Não Iniciação de Agressão. O PNA admite uma agressão como legítima defesa ou revide – falando de maneira genérica, admite violência em contextos justificáveis.
Já o pacifismo puro e simples não admite agressão nem sequer em contextos justificáveis.
DIFERENÇAS ENTRE ESQUERDA E DIREITA
Esquerda:
Esse modelo de controle dos meios de produção e da massa trabalhadora tem origem no nazifascismo e no comunismo de Lenin.
Aliás, o modelo trabalhista brasileiro é cópia da Carta del Lavoro do Fascismo italiano, mesmo modelo copiado pelo Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (partido nazista). E já era implementado por Lenin (comunismo soviético).
O controle estatal é tipo dos modelos de extrema esquerda tais como o Comunismo, Nazismo, Fascismo tendo como doutrinas:
* Totalitarismo (tudo pelo estado, nada contra o estado, nada fora do estado);
* Sindicato único estatal (contribuição compulsória descontado do salário);
* Controle dos meios de produção;
* Controle da massa trabalhista;
* Fascismo (Corporativismo, burocratização). Controle sobre profissões através de sindicatos e entidades de classes, isto é, mesmo diplomado, capacitado, habilitado, por mais competente que você seja, não pode exercer profissão sem pagar a “contribuição”. Pagando o carnezinho, você tem licença para matar, derrubar prédios e pontes, cair com avião. Entidades corporativistas: CUT, CGT, UNE, UBES, OAB, CREA;
* Retenção do salário (Brasil retém 52% do custo da mão-de-obra em forma de encargos. Apenas uma pequena parcela retorna aos cidadãos em forma de migalhas de serviços públicos);
… dentre outros modos de concentração de Poder.
Direita:
* Livre iniciativa;
* Não intervenção;
* Meritocracia;
* Estado mínimo, isto é, o governo fornece apenas os serviços essenciais.
No capitalismo:
Empreendedor: Cocê é livre para abrir o próprio negócio, virar patrão, desde costureira, serralheiro, fazendeiro até o magnata, sem burocracia, sem taxas, sem associação.
Ao empregado: Você é livre para negociar quantas horas quer trabalhar, ou se quer ganhar por produtividade ao invés de por horas, sem limite máximo mínimo semanal.
No capitalismo, uma vez formado, capacitado e habilitado, você não é obrigado a se associar. Não tem que pagar o carnezinho do sindicato, OAB, CREA, UNE, entidades de classe e sindicatos em geral, nem é obrigado a se filiar como ocorre no Brasil.
Você escolhe o plano de saúde e seguridade. Inclusive o estatal SE QUISER;
Não há retenção de salário, isto é, você recebe na íntegra. (no Brasil, 52% do custo da mão-de-obra são confiscado)
Não há poupança compulsória (no Brasil, o FGTS, além de “pagar” juros negativos, o governo NÃO paga aluguel pelo uso do bem alheio.
Não há sindicato estatal, nem contribuição compulsória. Descontos em folha NÃO são permitidos.
Trabalho e jornadas flexíveis. Você escolhe, em comum acordo com o empregador, se quer ganhar por hora ou por produção e quanta horas quer trabalhar, conforme a disponibilidade de tempo. Sem limite imposto pelos sindicatos.
Não existe paternalismo (que é “fazer o bem” extorquindo o dinheiro alheio, mas roubando boa parte).
Não existe assistencialismo, isto é, se você é um cidadão capacitado, se não paga impostos também não recebe (ao contrário do Brasil, onde os ambulantes sonegam impostos, contrabandeiam, não contribui e usam os serviços públicos sem pagar).
Vejam a última pérola desse ‘libertário’:
‘Se a lei passar e pegar, teremos: professor sendo processado porque citou Marx. Professor sendo processado porque ensinou evolução (“sem dar igual tratamento a teorias alternativas”). Professor sendo processado porque recomendou que alunos usassem camisinha (“a ideia de sexo antes do casamento é ofensiva”). Professor sendo processado por dizer “Deus te abençoe”. Professor sendo perseguido porque falou de Mises (“sem dar igual tempo e profundidade” para Friedman, Marx, Keynes e para Colbert, mercantilista do século 17).’
Espantalho tão sem sentido que não tem nem o que comentar.Mas essa não é a pior parte.
‘Na realidade, a doutrinação em aula existe e é um problema. Acontece que o caminho para resolver isso não é impedir os professores de se expressarem em sala e criar um clima policialesco de delação anônima e vigilância constante. É melhorar a formação dos professores, ter critérios mais transparentes na escolha de livros didáticos e’
NÃO sr pseudo libertário, a solução não é ‘formaçao’ coisa nenhuma, o professor pode ser ‘formado’ na venezuela, em cuba ou na pqp que isso não vai ser nenhum problema, o problema é eu ser OBRIGADO a botar meu filho nessa escola.
A única solução é privatizar a coisa toda + home school.E cadê que esse sujeito fala disso?
Sério, não precisa muito pra ver que esse cara não é libertário coisa nenhuma.
Como todo left lib, aliás.
Em Intervencionismo, uma Análise Econômica (1940), Ludwig von Mises escreveu:
"A terminologia usual da linguagem política é estúpida. O que é esquerda e o que é direita? Por que Hitler é de ‘direita’ e Stalin, seu amigo e contemporâneo, de ‘esquerda’? Quem é ‘reacionário’ e quem é ‘progressista’? Reação contra políticas pouco inteligentes não deve ser condenada. E progresso em direção ao caos não deve ser elogiado. Nada deve ser aceito apenas por ser novo, radical, e estar na moda. ‘Ortodoxia’ não é um mal se a doutrina em que o ortodoxo se baseia é válida. Quem é antitrabalhista, aqueles que querem rebaixar o trabalho ao nível da Rússia, ou aqueles que querem para o trabalho o padrão de vida capitalista dos Estados Unidos? Quem é ‘nacionalista,’ aqueles que querem colocar seu país sob os calcanhares dos Nazistas ou os que querem preservar sua independência?”
É verdade: “Há uma série de questões que revelam o absurdo dos termos esquerda e direita: ambientalismo, industrialização (ironicamente, defender as grandes indústrias com tarifas protecionistas e subsídios virou bandeira da esquerda), povos indígenas e tradicionais, agricultura familiar versus agronegócio, grande empresariado (beneficiado por políticas protecionistas e de subsídios, que virou uma agenda da esquerda), política externa, e muitas outras etc.”
“”Esquerda” e “direita” descrevem, cada uma, posições autoritárias. A liberdade não possui relação horizontal com o autoritarismo. A relação do libertarianismo com o autoritarismo é vertical; está muito acima dessa podridão de homens escravizando indivíduos.”
Só queria saber quando eu terei meu direito de votar para nunca mais votar. Alguém poderia me explicar isso ?
Texto de um libertário?
NUNCA que vc é libertário. É DIREITA, só defendeu a direita CLARAMENTE!! Rs…
Está beeem longe de sua opinião ser de um libertário. Rs… Direita, sem dúvidas!
Nos dias atuais boa parte desse discurso realmente não vale à pena. Muito interessante quando ele diz que a esquerda defende os oprimidos e a direita basicamente é o contra esquerda, conversadora nesse sentido. O problema que dentro da visão Marxista existe a luta de classes. A longo prazo a classe dita oprimida tem ganhado espaço, e isso representa mais igualdade e justiça em alguns sentidos, mesmo que os ditos opressores contribuam também para o desenvolvimento econômico que de certa forma retorna como melhoria das condições de acesso à bens e serviços pela classe oprimida, mas isso não necessariamente é justo, é apenas um subproduto. No modela atual capitalista quase todo bem comum é apenas um subproduto do interesse individual. O Empresário, o empreendedor, autonomo ninguem sobrevive sem o lucro. A dita razão social de qualquer empresa, empreendedor, autonomo é apenas secundária porque o capitalismo exige o lucro e a acumulação. A visão liberal ao meu ver falha no sentido de demonizar o Estado, assim como a esquerda demoniza o “patrão” e a direita a esquerda. Na visão que eu entendo da esquerda, o Estado está sequestrado pelos grandes interesses econômicos. Um verdadeiro liberalismo seria útil para retirar a concentração de poder e tornar o Mercado mais livre e justo, diminuindo concentração de poder e influência política. Mas a visão errada ao meu ver do liberalismo é de que o governo é o grande vilão da história, ou seja, o Estado. Mas no fim mesmo com todas as vantagens do Mercado, que são importantes, o papel mais importante ainda é pra ser do Estado, já que esse em teoria representa a vontade popular democraticamente, enquanto o Mercado no melhor caso representa o interesse ecônomico, do lucro, e pela sua própria tendência de acumulação precisa de maneira inteligente ter seus limites definidos por um interesse comum. Na visão do mercado existem apenas consumidores e não cidadãos, se você não possui poder de compra você está fora desse sistema. No fim das contas o livre Mercado é tão utópico quanto a igualdade perfeita, afinal existem agentes humanos dentro desse mercado, que vão tentar concentrar poder, corromper outros para ditar as regras do jogo a seu favor, é o que vemos em países onde a democracia é fraca. o Governo e os políticos são vistos como corruptos, mas na verdade são apenas mandaletes de corruptores, que podem ser os próprios políticos ou pessoas que ficam por trás dos holofotes tentando mudar as regras do jogo ecônomico, em sua maioria grandes detentores do capital como banqueiros, grandes empresas, corporações ligadas ao complexo industrial militar, dentre tantas que não permitem realmente que os ditos empreendedores do livre mercado possam competir. O que eu vejo mesmo nos melhores libertários é uma certa ingenuidade, achar que APENAS o Mercado sem qualquer lado humana possa realmente nos levar a uma evolução social mais humana e justa por exemplo. Existem várias contradições, e tudo isso depende de um equilíbrio mais lento(melhores salários, condições de trabalho, leis anti-truse, monópolio) que é promovido na visão Marxista pela luta classes e não apenas pelo interesse “espontaneo” do Mercado.
O lado errado da moeda e provado da história sempre foi e, muito provavelmente, sempre será a esquerda, o socialismo e comunismo, pois nesses sistemas políticos não há liberdade verdadeira. A liberdade, está no capitalismo, que mesmo em sua forma mais selvagem, nunca chegou aos pés da crueldade que é o sistema socialista.
São o piloto e o garupa em cima da moto vindo pra te roubar
Fico com a direita, a esquerda, pra mim, é uma falácia. Esquerda nunca mais.
Pena vermos o que o Joel se tornou. Escreveu ótimos textos aqui, no passado. Agora já entrou no esquerdismo.