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A emancipação da mulher, a pobreza e o analfabetismo – o que há em comum?

Nas últimas décadas, as mulheres
conquistaram o mercado de trabalho, ganharam mais liberdade para usar a roupa
que preferem, conseguiram criminalizar a violência doméstica e convencer o
marido a participar da troca de fraldas.

Por que só agora essas questões
entraram no debate público?

Herbert Spencer,
sociólogo inglês do século XIX, pode ajudar. Spencer dizia
o seguinte
: “O grau de preocupação pública sobre um problema ou fenômeno
social varia inversamente à sua incidência real”.

Quanto mais raro um fenômeno,
mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos
um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento,
menos atenção e revolta ele desperta.

As mulheres eram 15% do mercado
de trabalho no Brasil em 1920, 32% em 1960 e são 48% hoje. Até os anos 1960,
usar biquíni era questão de polícia; até a década de 1980, elas tinham vergonha
de se dizerem divorciadas. As mulheres de hoje certamente não vivem num mundo
perfeito, mas desfrutam de muito mais liberdade que há 30 ou 50 anos. E, apesar
disso, nunca falamos tanto sobre as “questões de gênero”.

Há muitos exemplos interessantes
da Lei de Spencer. A pobreza, regra da humanidade até a
Revolução Industrial
, só causou espanto quando começamos a deixar de ser
pobres. A parte recém-enriquecida da população inglesa olhou para a parte ainda
pobre e se espantou: “vejam a pobreza!”.

Durante a Idade Média, quando
menos de 10% dos europeus sabiam ler, pouca gente considerava o analfabetismo
um problema social. O fenômeno só entrou na agenda pública no fim do século XIX,
quando estava prestes a desaparecer. Em 1870, ano em que a educação
pública virou lei na Inglaterra, 75% dos ingleses já eram alfabetizados.

Por que isso acontece?

O historiador britânico Stephen
Davies aposta num problema de percepção. “Quando um fenômeno como a pobreza, o
trabalho infantil ou o maltrato às mulheres é disseminado, ninguém o percebe,
pois é simplesmente tido como parte do jeito que as coisas são”, diz ele. Já se
o problema deixa de ser tão frequente, nas poucas vezes em que ocorre desperta
indignação, e não mais indiferença.

Não dê bola para as militantes
radicais. Há muito o que se comemorar neste Dia Internacional da Mulher.

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22 comentários em “A emancipação da mulher, a pobreza e o analfabetismo – o que há em comum?”

  1. Realmente, quanto mais a pobreza cai no mundo, mais gritaria se ouve quanto à pobreza ainda remanescente. A pobreza nunca foi tão baixa em nossa história e nunca se ouviu tanta gritaria sobre ela.

    Dá até a impressão de que a pobreza é algo recente e que só começou há alguns anos, sendo que a pobreza sempre foi a condição natural do homem em toda a história.

    O mesmo se pode dizer dos direitos especiais dados aos gays. Quanto mais privilégios eles ganham, mais eles gritam que estão sendo discriminados. E quando realmente eram discriminados, nenhum pio.

  2. As feministas não se importam com as mulheres reais.

    Elas só querem bancar as vítimas revoltadas para angariar poder e também destilar seu ódio contra os homens, contra a liberdade, contra a vida e até contra as mulheres femininas.

  3. Aproveitando a deixa, essa eu tenho que compartilhar porque foi engraçada demais. E mostra bem o nível de demência a que o politicamente correto rebaixou as pessoas.

    No último debate entre os pré-candidatos do Partido Democrata, Bernie Sanders acusou Hillary de ser amiguinha de Wall Street. A esquerda aplaudiu. Hillary tentou se defender, mas Sanders levantou o dedo e disse: "Excuse me, I'm talking" (pois ele ainda estava dentro do seu tempo).

    Aí, meus amigos, acabou. O simples fato de Sanders ter pedido para continuar falando bastou para que a esquerda prontamente inundasse o Twitter para dizer que estava decepcionadíssima com Sanders, pois essa sua atitude teria sido — estão sentados? — machista e misógina. Sério.

    Tá tudo aqui:

    nymag.com/daily/intelligencer/2016/03/sanders-to-clinton-excuse-me-im-talking.html

    Ironicamente, é bem possível que isso derrube o rei do politicamente correto nas preferências dos politicamente corretos.

    Como diz o ditado, cria cuervos

    Enquanto isso, nos debates dos Republicanos, os caras estão abertamente falando do tamanho de seus órgãos sexuais. Sério também.

  4. “Há muito o que se comemorar neste Dia Internacional da Mulher.”.

    Com certeza!!!
    Com tantos privilégios estatais eu também comemoraria MUITO se fosse mulher.

    Segue abaixo lista de privilégios copiada daqui: sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2014/04/privilegios-femininos.html

    Os privilégios não estatais listados servem para mostrar que além dos privilégios naturais, as mulheres,
    ainda por cima, recebem privilégios estatais tornando seus privilégios naturais AINDA MAIORES.
    Por exemplo, mesmo vivendo mais elas podem ser aposentar mais cedo e assim sugar mais dinheiro do esquema de pirâmide INSS.

    ==============================================================================================================
    Alistamento Militar
    Mulheres nunca foram obrigadas a prestar serviço militar, conseqüentemente, nunca foram obrigadas a ir às guerras, como os homens sempre foram. Além disso, por elas não serem obrigadas a prestar o serviço militar, elas estão isentas de uma série de sanções das quais os homens não estão livres caso não prestem esse serviço.

    Aposentadoria
    Mulheres se aposentam cinco anos antes que os homens no Brasil, seja por idade, seja por tempo de contribuição, embora os homens contribuam mais e vivam menos.

    Expectativa de Vida
    Mulheres têm quase sete anos e meio a mais que os homens de expectativa de vida no Brasil.

    Fraude de Paternidade
    Mulheres são beneficiárias de uma lei inconstitucional, verdadeiramente falando, que é a lei de alimentos gravídicos, que obriga um homem a pagar pensão alimentícia, ainda no período de gravidez, mesmo sem a necessidade de exame que comprove a paternidade e da indenização dada ao suposto pai caso o resultado seja negativo.
    Mulheres que cometem fraude paternidade raramente são punidas, e além disso, quando os pais descobrem que não são os verdadeiros pais, estes ainda são duplamente punidos, obrigados a assumirem os filhos que não são seus, sendo imputados por uma "paternidade sócio-afetiva".

    Guarda dos Filhos
    Mulheres detêm 87,6% da guarda das crianças e adolescentes no Brasil em casos de divórcio.

    Educação
    Mais da metade das bolsas do ProUni e dos financiamentos do FIES são concedidos às mulheres.
    Mulheres correspondem a 60% dos alunos do Pronatec.
    Mulheres são 61,2% dos formandos em nível superior no Brasil. Há mais de duas décadas, elas têm sido a maioria.
    Mulheres são maioria entre os universitários brasileiros.
    Mulheres são maioria na modalidade “Ensino à Distância”.
    As mulheres compõem 81,5% do total de professores da Educação Básica do país.
    Mulheres são 97% dos professores de Educação Infantil.
    Mulheres são 97,9% dos professores das creches.
    Mulheres são 82,2% dos professores do ensino fundamental.
    Mulheres são 64,1% dos professores do ensino médio.
    Mulheres são maioria dos alunos do ensino médio, ensino superior, e ensino fundamental de 5ª à 8ª série (ou 9º ano).
    Mulheres são quase 60% das inscrições no Sisutec.
    Mulheres foram maioria entre os candidatos ao Enem 2013.

    Política Eleitoral e Partidária
    Mulheres são beneficiárias de uma lei de cotas para partidos políticos que fixa obrigatoriamente um mínimo de 30% nas vagas para candidaturas nos partidos, mesmo sabendo que políticos de ambos os sexos nunca trabalharam em benefício dos homens, mas, quase que freqüentemente, em benefício das mulheres.

    Programas Sociais e Políticas Públicas
    Mulheres são as únicas beneficiárias de uma Secretaria de Políticas Públicas, a qual tem status de ministério.
    Mulheres ficam com os imóveis do programa "Minha Casa, Minha Vida" em casos de divórcio.
    Mulheres correspondem a mais de 67% dos beneficiados do programa "Brasil Sem Miséria", embora os homens correspondam a 82% dos mendigos do país.
    Mulheres representam 93% da titularidade do programa "Bolsa Família".
    Mulheres são donas de 72% das propriedades da reforma agrária.
    Mulheres têm prioridade, e são maioria, no registro do imóvel no programa "Minha Casa Minha Vida".
    Desde 2011, mais da metade dos postos de trabalho com carteira assinada foram concedidos às mulheres.

    Saúde
    Mulheres são as únicas beneficiárias em programa de assistência integral à saúde no Brasil.
    Mulheres são as únicas beneficiárias em programas nacionais de prevenção, pesquisa e tratamento de câncer no Brasil. Tanto é verdade que só existem dois programas nacionais de controle de câncer: "O Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e o Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", muito embora os homens tenham 77% mais chances de desenvolver câncer do que as mulheres, e 85% mais chances de morrer de câncer do que as mulheres.
    Mulheres são as únicas beneficiárias em serviços de atendimento a vítimas de violência sexual e de violência doméstica no Brasil.

    Sistema Penal
    Dos mais de meio milhão de encarcerados no Brasil, apenas 5,5% são do sexo feminino. Não consigo pensar em nenhum outro lugar da sociedade pós-moderna onde seja tão NÃO- representativo ou NÃO-dominado pelos homens do que o sistema penal — algo que, no interesse da igualdade entre os sexos, precisa mudar. A nossa sociedade ginocêntrico-feminista costuma considerar crimes apenas aqueles cometidos majoritariamente pelos homens. Além disso, e não menos importante, temos um problema gravíssimo que é a discriminação da aplicação das penas. Homens sempre foram tratados com mais rigor do que as mulheres, mesmo quando estas cometem crimes proporcionalmente iguais.

    Violência Doméstica
    Mulheres possuem um telefone específico para atendimento a denúncias de violência doméstica.
    Mulheres são as únicas contempladas pelo Estado brasileiro no que se refere ao combate à violência doméstica. Há uma lei disparatada, e inconstitucional, verdadeiramente falando, que foi criada em defesa da violência contra a mulher no Brasil, conhecida como lei "maria da penha", que deveria ser contestada pela sua inconstitucionalidade, sua natureza draconiana, sua carência de base científica (já que os homens são os maiores vitimados por esse tipo de violência), sua inclinação sexista, e pelo fato de subjugar os homens brasileiros. Uma lei que trouxe de volta ao ordenamento jurídico brasileiro o Direito Penal de Autor, que pune a pessoa não por ela ter agredido alguém, mas pelo fato dessa pessoa ser homem.

    Mais múltiplos privilégios femininos compilados por Alessandra Mattos

    30 privilégios que tenho como mulher na sociedade matriarcal:

    1 – Trabalhar ou não para mim é uma escolha, enquanto para o homem, trabalhar é uma obrigação.
    2 – Ninguém afirma que sou uma agressora em potencial só por causa de meu gênero.
    3 – A "Justiça" normalmente está o meu favor em relação à guarda dos filhos, por eu ser mulher.
    4 – Se cometo um crime, minha condenação provavelmente será bem menor que a de um homem que cometeu o mesmo crime.
    5 – Me aposentarei 5 anos mais cedo que um homem.
    6 – Provavelmente viverei mais que a média dos homens.
    7 – Não preciso passar pelo Alistamento Obrigatório.
    8 – Se sou agredida pelo sexo oposto, ninguém me ignora nem ri de mim.
    9 – Tenho menores chances de ser assassinada que um homem.
    10 – Nós mulheres sofremos pouquíssimos acidentes de trabalho em comparação ao que os homens sofrem.
    11 – Quando saio com um homem, é esperado que ele que pague a conta.
    12 – Minha beleza é exaltada.
    13 – Na escolha de um parceiro, o sexo oposto não se importa tanto quanto a minha condição financeira ou com qual carro que dirijo.
    14 – Quando choro, sou ouvida e consolada, e não ignorada.
    15 – Os investimentos para a minha saúde é levado a sério pelos órgãos governamentais.
    16 – Meu gênero não é frequentemente tão extorquido financeiramente através de divórcios.
    17 – Se sou agredida pelo sexo oposto não sou considerada como "frouxa", se revido a agressão, não sou atacada pela sociedade.
    18 – Não somos levadas à cometer suicídios tanto quanto os homens.
    19 – Usufruo de todas as tecnologias e invenções existentes graças à criatividade dos homens e de seus árduos trabalhos.
    20 – Provavelmente não irei pagar pelo meu próprio casamento, nem comprar minha aliança.
    21 – Meu gênero representa apenas uma pequena fração dos moradores de rua.
    22 – Nós mulheres controlamos a maior parte do consumo das famílias brasileiras. Gastamos nosso dinheiro e o dinheiro dos homens.
    23 – Possuo uma delegacia exclusiva para meu gênero.
    24 – Sou considerada mais amorosa e imprescindível às crianças só por ser mulher
    25 – Minha virgindade é valorizada, e não motivos para piada.
    26 – Minha vida é vista como mais valiosa que a vida de um homem: em naufrágios ou em desastres naturais, a vida da mulher tem preferência.
    27 – Sou sexualmente mais livre que um homem: Qualquer hora que eu desejar sexo, surgirão pretendentes aos montes.
    28 – Durante toda a historia da humanidade, meu gênero se encarregou de ficar com os trabalhos mais leves e se manter nos ambientes mais seguros da ordem social.
    29 – Nunca houve alguém que afirmasse que ser fêmea é um acidente biológico.
    30 – Não existe um movimento social do sexo oposto focado para ensinar ódio ao meu gênero.
    ==============================================================================================================

  5. Concordo: “Quanto mais raro um fenômeno, mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento, menos atenção e revolta ele desperta.” Isso é fato!

  6. 5 minutos de Ira!!!

    Bem, acredito que, apesar de ser uma distorção perceptiva, essa Lei de Spencer pode ser importante para que a sociedade não adormeça na luta contra esses problemas.

    Explico melhor: Sabendo que o analfabetismo está perto de ser eliminado, a sociedade poderia se dar por satisfeita com os resultados de anos de luta por melhor educação e parar por aí. Essa gritaria final pode ser o que mantém a sociedade quase completamente letrada na batalha pela extinção total do analfabetismo.

    No entanto, essa exacerbação na proximidade da resolução do problema pode trazer a tendência de que se tome medidas desproporcionais e de ir-se além do necessário. Por exemplo, acredito que, provavelmente, a linha da igualdade de gêneros será ultrapassada quilômetros antes que a sociedade perceba que foi longe demais e que o homem passou a ser prejudicado. Muitos concordarão que isso já está acontecendo!

    Esse efeito de fazer mais que o necessário para, depois, se acertar as medidas parece ser algo intrínseco da Lei de Spencer pois, Se colocássemos num gráfico a necessidade de intervenção em declínio e a tomada de atitudes em ascensão, veríamos um ponto de cruzamento em algum lugar.

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