Há
uma piada mais ou menos assim:
Dois caipiras andavam pela estrada
quando um deles quase pisou num objeto estranho. O outro o interrompeu e
apontou para aquilo que ele achava ser estrume.‘Eu te salvei de pisar nessa m…! ‘,
exclamou.O caipira que foi salvo respondeu:
‘Isso não me parece m…, apesar de ser marrom. Acho que é chocolate ou alguma
coisa assim’.E então eles começaram a discutir e
resolveram decidir se era esterco ou chocolate pegando um naco daquilo e
comendo pra provar. Descobriram que não tinha gosto de chocolate.‘Ocê tinha razão! Ainda bem que a
gente comeu m…, senão a gente teria pisado nela!’.E saíram se vangloriando do sucesso
de sua experiência empírica.
De
maneira semelhante, muitos tentam ver o lado bom de uma revolução socialista ter
acontecido na Rússia. “Assim, temos certeza de que economia planificada não dá
certo.” Ou comentam, com razão, sobre o “laboratório” das alemanhas ou das
coreias.
Qualquer
pessoa em sã consciência e intelectualmente honesta há de reconhecer que o lado
capitalista (ou menos intervencionista) apresentou muito mais qualidade de vida
e liberdade que o lado socialista.
Mas,
um momento. Por um acaso a importância de saber a priori que o socialismo é improdutivo e ditatorial não estaria
justamente em utilizar esse conhecimento em um debate com esquerdistas e,
assim, evitar que a nação passasse por privações econômicas e por um genocídio?
E não foi justamente isso o que
aconteceu com os países socialistas? Como podemos nos alegrar por saber que exatamente
aquilo que nossos argumentos tentaram evitar não foi impedido?
O
fato é que grandes massas da Rússia, da China e de Cuba, por completo
desconhecimento das implicações de se ter uma economia planificada, aderiram
aos movimentos revolucionários socialistas, o que significa que os pensadores liberais
e conservadores desses países fracassaram em espalhar suas ideias.
“Mas
sem essas experiências empíricas, será que o socialista não teria ainda mais força
no debate, já que não teria casos reais dos quais se envergonhar? E como
poderíamos provar que as ideias dele estão erradas, sem esses ‘laboratórios’?”.
É
aí que entra o raciocínio crítico. Como já diria o narrador do Telecurso 2000:
vamos pensar um pouco.
Criando cenário
Vamos
conjecturar sobre o que deve acontecer para que se consiga coletivizar a
economia inteira do país. O foco não será o problema do
cálculo econômico sob o socialismo, que mostra como esse
plano gera uma irracionalidade na alocação de recursos. O que queremos ver
agora é: o que deve ser obrigatório para um regime que busca ser socialista?
Imagine
que você é um esquerdista bem-intencionado e idealista. Acredita que se deve
primeiro ter um estado máximo que dissolva as classes sociais e torne todos
iguais. Esse é o socialismo. Cumprida essa parte, passaremos para o comunismo,
e esse mesmo estado máximo se extinguirá e a sociedade não terá classes nem
posses e nem estado. Ou seja, haverá uma anarquia igualitária. Deixemos de lado
o quão utópico é acreditar que todos permaneceriam iguais, estáticos, como se
fossem robôs, sem o uso da força. Tenhamos paciência.
Agora,
pense no que deverá acontecer para você conseguir estatizar toda a economia,
conforme prega o socialismo. Pergunte-se:
“Como posso fazer o estado ter o controle
sobre todos os meios de produção?”
Bem,
você terá que dominar o estado, estar em seu comando. É mais comum haver uma
revolução armada, mas você também pode se eleger democraticamente, por meio de
um discurso de luta de classes.
“Uma vez que eu me torne chefe-de-estado,
como posso tomar controle das propriedades privadas dos burgueses?“
Muito
simples. A ideia dos comunistas de primeiramente agigantar o estado e usá-lo
para socializar os meios de produção para depois, de alguma forma, acabar com o
próprio estado, era justamente se aproveitar do aparato de coerção estatal.
Você, líder socialista, deve usar a força bruta para tomar posse das fábricas e
de todos os bens de capital, em geral. Não importa se você é revolucionário ou foi
democraticamente eleito. É exatamente isso o que deve ser feito, se quiser
garantir que tudo seja controlado pelo estado, que está sob seu domínio.
Sim,
a tomada dos meios de produção será violenta. De que outra forma o estado
conseguiria ter controle de todos os ativos do país? Uma desapropriação seguida
de indenização, talvez. Só que, sendo um socialista que acredita na causa, é
improvável que você queira se sujeitar a dar alguma compensação àquele maldito
burguês.
Mas,
digamos que, em nome da paz, você aceite comprar dele a empresa, pacificamente.
Ok, mas e se alguém não aceitar nenhum valor que seja oferecido? Ou será que, no
país inteiro, todos vão aceitar pôr à venda sua propriedade? Se alguém quiser
continuar mantendo suas posses, você não vai querer correr o risco de entrar na
História como um mero social-democrata que fez tudo pela metade.
Considerando
que a intenção desse exemplo é mostrar o que acontece ao se planificar a
economia, você deve levar até o fim o seu ideal. Terá de usar as forças armadas
para tomar de assalto todas as instalações fabris e fazendas.
Agora,
sim, o estado poderá decidir o que será feito com os bens de produção, seja
industrial ou agrária. Veja: você terá de abrir mão de qualquer pacifismo se
quiser socializar a economia.
“Agora que eu já estatizei toda a
economia, o que impede os cidadãos do país de tentar abrir o próprio negócio e
se tornar um explorador de mais-valia?”
Aí
está outro problema. Você terá de manter o exército socialista — ou melhor, a
sua milícia armada revolucionária — em alerta contínuo. O estado não pode
simplesmente deixar que as pessoas tentem produzir bens por conta própria, pois
isso contraria o princípio fundamental do socialismo. Tudo o que for produzido,
de aviões a alfinetes, terá de ser feito pelo estado.
Logo,
haverá uma situação de eterna vigilância, na qual sempre se usará a força bruta
para fechar negócios clandestinos. É como se a guerra às drogas fosse ampliada
para todos os setores da economia, não apenas aos narcóticos.
Ou
seja: o país será um ambiente militarista, onde o estado, para ter o controle total da economia, terá de ser totalitário. Sim, chega a ser ridículo
de tão redundante. É como explicar que o círculo é circular. Como você poderia
esperar que houvesse um estado máximo que não fosse ditatorial? Mesmo que o
líder socialista tenha sido eleito democraticamente, ele terá de acabar com o
que resta de liberdade ao ter controle sobre a economia.
Você,
que acredita em independência entre os três poderes e oposição forte para
manter o equilíbrio das instituições, pense. Será possível manter esse sistema
de freios e contrapesos se a economia for centralizada? Imagine o Judiciário
dependente de recursos materiais e financeiros, controlados pela burocracia
central. O mesmo vale para a oposição.
A
diferença entre alguém que socializa o sistema por dentro, pelas próprias vias
legais, e alguém que faz uma revolução, é que o primeiro não tem uma data em
que se possa precisar o momento em que o país passou a ser socialista. Quando
os rebeldes ganham uma guerra civil, fica claro. Mas no caso de um governante
que, pouco a pouco, nacionaliza cada setor, é difícil definir quando passou de
meramente intervencionista para, de fato, socialista.
A
Venezuela, por exemplo, já é uma
ditadura, ainda que idiotas úteis neguem porque “lá tem
eleições”. Não é surpreendente que haja tanta repressão. Se quase toda a
produção já é estatizada, é natural que Maduro precise ser linha-dura com todos
os revoltosos que sofrem com o típico
desabastecimento advindo do problema do cálculo
econômico. Mas é difícil definir quando se tornou socialista.
A
certeza é que, seja por golpe ou por sufrágio, o governo que estatizar a
economia será uma ditadura totalitária. E qualquer um que se oponha é um ser
monstruoso por não entender a grandeza do plano do grande líder e merece ser
morto. A Grande
Fome da Ucrânia, a Revolução Cultural da
China e o paredón
de
fuzilamento em Cuba são casos de matança típicos de um
regime que leve a sério a planificação econômica. Nada foi deturpado.
Retomemos
a questão do militarismo. Se os países socialistas precisam de um aparato de
coerção para mandar na população, é lógico que o clima será sempre beligerante.
Qualquer um que for pego comercializando sem estar sob o comando do estado será
um traidor da Pátria, alguém que se vendeu ao imperialismo estadunidense. Nem
precisa ter feito algo contra o socialismo, na verdade. Muitos idiotas úteis
que obedeçam a todas as ordens do comando central podem ser presos por motivos
inventados, somente para esse comando usar um bode-expiatório contra quaisquer
problemas.
E,
para demonstrar todo o seu poder, o país sempre fará grandes desfiles militares
em algum feriado nacional. Vários tanques paquidérmicos e caminhões lança-míssil
colossais mostram que “a minha arma é maior que a sua”. Um tanto freudiano.
Veja a URSS, China, Cuba e Coreia do Norte. Será mera coincidência? Será que é porque
eles deturparam o socialismo? Qualquer país socialista, obrigatoriamente, será
extremamente militarista. Não haveria como manter essa planificação na marra,
sem todo esse aparato.

Seguindo
adiante com o raciocínio.
Se
você quer ter controle sobre os seus subalternos, não apenas terá que impor
medo, como também ser respeitado. Ser adorado. Ser venerado. Essa é outra
característica indispensável para quem quer centralizar a economia: o culto ao
líder. Ou melhor, “Querido Líder”. Ou “El Comandante”. Ou ainda, “Grande
Timoneiro”.
E
mais essa:
Opa,
engano. Ou não.
Talvez
você tenha sentido falta de um cartaz desses com Stálin. É que nenhum deles
supera isso:
Agora,
pense no mercado de trabalho.
A
pessoa não pode escolher para qual empresa trabalhar e nem mesmo ser autônoma,
pois toda a produção é do estado. Por exemplo, na URSS, grandes massas de
migração forçada ocorriam pelo país, por pura arbitrariedade de Moscou. As
pessoas não escolhiam ir trabalhar porque queriam ganhar seu próprio dinheiro,
mas porque o estado decidia. Não havia “querer”.
Mao
Tse-Tung, em seu Grande
Salto Para Frente, resolveu obrigar todos os camponeses a
ter uma pequena fundição de aço no quintal de sua casa. Obviamente que, sem
experiência alguma com o ramo, os agricultores fabricavamum metal de péssima
qualidade. Já ouviu falar em Teoria
das Vantagens Comparativas? Sem contar os vários acidentes
que ocorriam com o fogo, num local onde era comum haver palha e feno. Imagine a
cena. Este é só mais um exemplo da completa cegueira da falta de um cálculo
econômico.
Deixando
de lado essa questão consequencialista, o fato é que não havia liberdade para
poder trabalhar ou deixar de trabalhar. A pessoa era obrigada a servir ao
estado, e no que ele decidisse. Não há outra palavra para isso senão
escravidão.
Vamos
para os setores específicos. Se o estado controla todos os meios de
comunicação, como você espera haver liberdade de imprensa? Não é que seja uma
mera ditadura autoritária, em que os jornais, particulares, sofram censura.
Aqui, a ditadura é totalitária, e toda a imprensa é estatal. Nem há censura a
ser feita. A imprensa servirá para noticiar os feitos do grande líder, e tudo
de ruim será mostrado como uma sabotagem de traidores e de imperialistas. Não
há como criticar o governo.
Agora,
pensemos nos telefones e correios. Mesmo países não socialistas têm ou tinham
monopólios estatais sobre esses setores, que, por acaso, são muito convenientes
de se ter sob controle. Ou você acredita que o estado faz isso porque quer
“desenvolver” o país? Mesmo que o governo não tenha poder sobre esses meios,
por ter havido alguma privatização, ele ainda pode fazer interceptações,
escutas e coisas do gênero.
Agora,
imagine um estado socialista, totalitário, com todos os meios à disposição para
vigiar a vida das pessoas. Se você quer ter uma ideia de como é isso, assista
ao filme alemão “A
Vida dos Outros“. É o mais puro retrato do Grande
Irmão.
Sobre
a cultura. Ao controlar todos os meios de produção, o estado também dominará o
próprio estilo de vida. Se ele controla a produção de alimentos e de vestuário,
determinará qual será a dieta das pessoas e o que elas poderão vestir. O
governo da Coreia do Norte é dono de todos os salões de cabeleireiro. Não é
surpresa que ele
decida o estilo de penteado dos homens e das mulheres.
Os filmes, naturalmente, serão pura propaganda revolucionária. Assim como a
imprensa, servirão como instrumento para deixar a população sempre em estado de
alerta contra os invasores estrangeiros que querem acabar com aquele paraíso
socialista. Exatamente como no livro “1984”.
Se
a grande massa acreditar em um inimigo em comum (como a “Eurásia”), poderá ser
manipulada mais facilmente.
Por
fim, a educação. Será que os países socialistas têm fama de possuir alta
escolaridade porque eles se preocupam com as criancinhas? Ora, qual forma
melhor de dominar o pensamento da nação do que ensinar as pessoas, desde
pequenas, a moral socialista? Lembre-se de que, se você quer criar o “novo
homem socialista”, deve enfiar na cabeça dos alunos o que é certo e o que é
errado. Não
existe educação pública. Apenas doutrinação pública.
Diz-se
que, porque a educação dá aos cidadãos chances na vida, seria um fator
igualitário na largada, e não na chegada. Pessoas que não defendem o socialismo
e que são contra igualdade forçada de resultados caem nesse embuste de que é necessário
apenas igualdade de oportunidade. Não percebem que escolas públicas, mesmo em
países não socialistas, acabam sendo usadas para mostrar aos
alunos como o estado é a cura de todos os problemas da humanidade,
e como o capitalismo “gera pobreza”.
O
motivo de um libertário ser a favor da desestatização
da educação não é só porque escolas particulares
ensinam melhor. É para evitar que uma geração inteira se torne adoradora do
Leviatã.
Até
porque, mesmo que todas as escolas oferecessem uma “educação de qualidade”,
isso não resolveria o problema da diferença de
oportunidades. Uma criança que, além de frequentar
uma boa escola, ainda tivesse pais responsáveis, se sairia melhor que uma que
não tem tanto apoio familiar. O próximo passo para os defensores das “oportunidades
iguais” seria, então, mandar todas as crianças para colégios internos, mesmo
sem consentimento dos pais, pois assim todos os alunos viveriam exatamente no
mesmo ambiente. Mas é claro que sempre haveria um novo problema que tornaria as
oportunidades desiguais. Daí, mais intervenção estatal na vida do cidadão.
Hayek
já explicou que cada indivíduo tem uma coleção única de conhecimentos e
experiências, de modo que igualdade de oportunidade se torna uma ilusão. A
esquerda não descansaria até que houvesse igualdade de resultados. Ou seja,
socialismo.
Aliás,
educação é bem mais amplo que a mera escolarização, mesmo que particular.
Educação se aprende no dia-a-dia, com os pais e com pessoas próximas. Ainda que
estejamos falando no sentido estrito de instrução técnica, isso não significa
que precise ser feito naquele ambiente burocratizado de sala de aula. É comum
em muitos países haver o homeschooling, ensino
em casa. Atualmente, ainda existem diversos cursos on-line como o Khan Academy,
o Coursera
e o Veduca.
Sem contar as diversas vídeo-aulas de canais no YouTube.
Não
caia na armadilha de que o estado é o único capaz de “democratizar” o ensino.
Conclusão
Resumindo
o socialismo: ele, obrigatoriamente, será uma ditadura totalitária,
militarista, personalista e genocida. Tudo isso foi concluído a priori. Não se precisaria de nenhuma
fila de racionamento e de nenhum massacre. De quebra, é demolida qualquer
desculpa de que “aquilo não foi socialismo de verdade”.
Se
um regime teve essas características, é só mais uma prova de que ele foi, de
fato, socialista. A economia planificada
não só é irracional economicamente, como também, e sobretudo, é imoral e
desumana.
Agora,
um desabafo. Na oitava série, enquanto os professores de História e Geografia
explicavam sobre a economia planificada, eu já pensava: “Se um estado controla
toda a economia, tem como não ser uma ditadura? Quer dizer, isso não
concentraria poder demais nas mãos de um pequeno grupo de governantes?”
Eu
me perguntava em pensamento, mas tinha vergonha de compartilhar essa ideia na
sala de aula. Até porque ela estava num nível rudimentar, e não tão detalhada
quanto neste artigo. Mas eu já tinha uma intuição de que não havia como ter
liberdade numa economia centralizada. Agora, se alguém do ensino fundamental
consegue notar isso, como pode haver acadêmicos que acreditam em socialismo com
liberdade?
Eu
via uma professora reclamar que a URSS não deu certo porque se burocratizou
demais e tinha mais de mil ministérios. Ao passo que minha resposta mental era:
“Mas como você espera ter uma economia planificada sem um grande aparato burocrático?
Será que ela não percebe isso? Ou será que sou eu que estou pirando?”.
Depois
que li alguns artigos do IMB e assisti a alguns vídeos do liberal Milton
Friedman e do conservador Olavo de Carvalho, vi que existiam pensadores de peso
de diferentes correntes que já haviam se pronunciado sobre o tema e com a mesma
resposta. Socialismo é não ter para onde correr. É coerção. É escravidão. É
morte.
Por
isso, é revoltante ouvir alguém dizer que “deturparam Marx” e que “socialismo
verdadeiro nunca existiu”. E não ouço isso vindo de leigos. Professores de
economia já disseram pérolas como:
“Aquilo que houve na União
Soviética não era socialismo, era ditadura”.
Claro,
ele quer centralizar a economia e não ter uma ditadura. Será que nunca parou
para pensar nas implicações políticas desse sistema?
“No socialismo, o estado controla
só a economia, não a vida particular das pessoas”.
Como
se não houvesse uma enorme intersecção entre a esfera econômica e a civil.
“Socialismo verdadeiro nunca
existiu, porque socialismo é democrático”.
Só
se, com “democrático”, você quiser dizer ditadura da maioria.
“A socialização é só dos bens de
produção, não de consumo”.
Obrigado
deus-estado por, ao menos, me deixar ficar com a roupa do corpo!
Por
isso, senti a necessidade de compartilhar esse pensamento. Se eu puder compartilhar
essa ideia para iluminar a escuridão, as tentativas de se implantar o
socialismo no Brasil perderão força. Assim, não precisaremos comer m… como
aquele caipira e servir como ratinhos de laboratório.









Compartilhando agora! excelente artigo!
e é incrível que ainda precisamos escrever sobre o óbvio.
Essa é pra mostrar para seu amiguinho que se considera “de esquerda”, vota no PSOL e tudo mais…. aí ele vai discordar dessa “violência”, falar que não precisa ser assim… ou seja, é um Social-Democrata, e devia votar no partido da social democracia brasileira… poizé…
Vou entrar no 3º ano do E.M em uma escola pública e esse artigo vai ser muito util, vou fazer esses professores de sociologia sofrerem.
Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=868
O socialismo necessariamente requer métodos brutais para ser implantado:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2111
Interessante,em 1984 eu me converti em protestante(Católicos e ateus,sem ofensas por favor,cada um segue o que quer eis a verdadeira democracia)e aprendi com a bíblia que o ser humano é egoísta,portanto o comunismo além de ser uma doutrina atéia era impraticável por causa da natureza humana(Egoísta e religiosa),mas ao mesmo tempo era influenciado pela escola(Imbecilizante)que devido a seu caráter plural gerava em mim(E em todos os alunos)confusão e mais confusão ora atacando,ora defendendo o capitalismo e o socialismo ao mesmo tempo,ou seja dilemas e mais dilemas,concordo com o autor que a escola e o método do mec é doutrinação e nada mais e o socialismo\comunismo são lixo da história e como ensina a bíblia “com o suor do seu rosto ganharas o teu pão” e “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”nos leva afazer caridade com os mais necessitados com nosso esforço ao contrário dos estatistas e socialistas\comunistas em particular que gostam de”fazer caridade com o chapéu alheio” e se ufanam disso,esse bando de sacripantas.
Pessoal, vi no youtube um vídeo onde tentam mostrar que a fome da ucrânia foi forjada pelo pessoal de direita. Como comecei a me interessar sobre esses assuntos esse ano, não tenho conhecimento para refutar esse vídeo. Alguém com conhecimento de causa pode me dizer se esse vídeo é falaciosos ou verdadeiro?
Segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=jsbncKU38sM
“””””
De maneira semelhante, muitos tentam ver o lado bom de uma revolução socialista ter acontecido na Rússia. “Assim, temos certeza de que economia planificada não dá certo.” Ou comentam, com razão, sobre o “laboratório” das alemanhas ou das coreias.
“””””
Acho que quando alguém diz isso o que realmente a pessoa quer dizer é:
“Puxa vida, eu não consigo convencer os socialistas apenas com argumentos de que o socialismo
é ruim. Ah, pelo menos existem exemplos de países que implantaram o socialismo, assim além
dos meus argumentos teóricos posso apresentar provas empíricas de que o socialismo é ruim.”.
Essa pessoa só se esquece de que um defensor do socialismo só poder ser uma de duas coisas:
1) Psicopata.
2) Idiota útil.
E nenhum dois dois vai aceitar argumentos ou fatos empíricos que provem que o socialismo é uma porcaria.
Por isso eu apenas mando irem pra Cuba.
Tentar convencer um socialista de que o socialismo é ruim é como tentar convencer um serial killer a não te matar.
Mto bom!
O socialismo onipresente em nossa vida deve ser desmascarado.
Obrigado pelo artigo!
Muito bom, mas se quer ser realmente um liberal de fato pare de sugar nosso dinheiro estudando as nossas custas em uma UF da vida.
Parabens pelo artigo. Muito bom.
Hoje em dia eh estranho (e dificil) ver alguem que honre as bolas que tem.
Parabens autor. Voce honrou as suas.
Aqui está a verdadeira definição do socialismo:
Como vocês podem constatar, socialismo é câncer na mente.
Boa crítica a aquilo que Popper chamou de Marxismo vulgar. Lembremos que críticas parecidas foram feitas por comunistas como Anton Pannekoek e Rosa Luxemburgo.
O Comunismo foi pensado por Marx como necessariamente internacionalista e seu estopim deveria ser no centro do capitalismo, todos esses exemplos foram na periferia do mesmo, o que forçou uma adequação contra-revolucionária. A ideia de economia planificada foi desenvolvida por Lenin. Claro que a propaganda soviética teve o mérito de colar essa ideia no Marx, porém, basta lê-lo.
Mas, vamos pensar o exemplo bem diferente e recente da Síria, os rebeldes lutavam no início para derrubar o tirano Assad, fariam melhor se tivessem permanecido sub o jugo do tirano, pois teriam, para derrubá-lo, de usar armas?
MEsmo o caso de CUba, que apenas se auto arrogou comunista depois da aproximação da União Soviética, depois de terem falhado em ter o reconhecimento dos Estados Unidos. FIcar sob o jugo do Batista seria melhor do que qualquer movimentação? Permanecerem resumidos a um grande parque temático dos Estados Unidos seria melhor do que se rebelar?
Também há um grande engano epistemológico, o apriorismo é uma forma de justificação de tal modo obsoleta que não mais é defendida, sobretudo por que pode se defender de qualquer crítica citando os axiomas dogmatizados e forçar qualquer interpretação sua dos fatos. (leia LOGICA DA PESQUISA CIENTIFICA de Popper)
Outra coisa é crer que no capitalismo “podemos escolher o trabalho que queremos” Não. Você escolhe o trabalho que está disponível, senão morre de fome ou vai para a clandestinidade. Claro que diretores, engenheiros, professores universitários têm condição de escolher, mas a grande maioria não, soca currículo para tudo que é lado e comemora quando o primeiro chama.
Vemos também que o dinheiro estando em mãos privadas também causa mal feitos políticos, o dinheiro está com a Odebrecht, Camargo Correia e etc, vamos abrir licitações e essas empresas irão ganhar, pois estão nos pagando.
Só para terminar, não é possível que as ideias de um pensador sejam completamente colocadas em prática, além disso, isso não é o objetivo de nenhum pensador. Marx não escreveu manuais de como fazer o comunismo, sua obra é, certa ou errada, uma análise do capitalismo. O manifesto comunista, que é um manifesto, foi escrito em um contexto bem específico da luta contra a aristocracia na Prussia, tem data de validade e já expirou faz tempo, foi feito com data de validade. Não veremos países ou o mundo inteiro funcionando com base no pensamento de MArx, nem Mises, nem Keynes, pois são pensadores e podem, no máximo, inspirar formas de soluções para os problemas existentes ou que surgirão.
Outro engano, esse comum em ambos os lados, direita e esquerda. A Educação não tem a função de dar oportunidades para o aluno ser bem sucedido, a LDB atribui como finalidade da educação a formação cidadã e para o mercado de trabalho. Formar trabalhadores cidadãos. O conceito de cidadania é relativo a pertencimento, formar um cidadão é situá-lo e demonstrar os vínculos concretos e abstratos que constituem sua vida. A grande maioria dos professores de escola pública que conheço é de direita e antipetista, mas para saber disso é necessário frequentar salas de professores.
Mas a crítica ao marxismo vulgar no artigo é boa.
Situação da Venezuela.
Olá! Sinto-me muito honrado de ver meu artigo finalmente publicado pelo IMB. Parabéns ao responsável pelas edições. Como trocar o título para algo muito mais taxativo. E também aquele subtítulo no meio do texto. Além de todos os links, que devem ter dado um baita dispêndio de tempo. Valeu a pena. Espero contribuir mais em breve. Já tenho uns esboços sobre nazifascismo, protecionismo e desigualdade.
Fico feliz de ver um autor novo no site com um excelente texto, mas gostaria que ponderasse ultizar o “professor” como referência.
Socialismo é dor, é sofrimento é morte. A máxima não é quem não trabalha não come, e sim quem não obedece não come e se brincar ainda morre. Igualdade não existe no em qualquer parte do mundo. Nem numa mesma ambiente familiar existe duas pessoas iguais. O ser humano já nasce individualista, único, e egoísta. O autor não citou o Camboja onde pessoas foram mortas, por usarem óculos ou serem professores ou por terem um diploma. Dor, sofrimento,fome e miséria física e mental são subprodutos do socialismo.Socialismo é incompatível com a vida e com a dignidade das pessoas. Esperamos não falhar em dar esta mensagem aos outros cidadãos brasileiros, para não cairmos nesta roubada.Desconfiem de quem se diz socialista. Combata os socialismos e todos os partido brasileiros pois são todos socialista. Parabéns pelo artigo.
E é irritante ver os sites esquerdistas agourando o governo perdulário e militarista dos eua e o livre-mercado propagandeado pelos eua estivessem condenados ao fracasso,esses sacripantas não percebem que é o sujo(Eles esquerdistas)falando do mal-lavado(O perdulário do estado Yankee)e graças a Deus conheço o IMB que esclarece as coisas e coloca os pingos nos is pois se não estaria mais perdido do que cego em tiroteio nesta acusações infundadas ao mercado,ora,ora o estado yankee,chinês,russo ou seja lá qual for são farinhas do mesmo saco só sabem fazer guerra e “caridade com o chapéu alheio”e ficarem se acusando e “cada um puxando a sardinha para o seu lado”fazendo nós(Opinião pública) de otários e idiotas úteis enfim dá nojo estes sites e blogs esquerdistas propagadores da mentiras e falácias pró-estado proletário e anti-estado burguês pró-direita esses dois filhos gêmeos do estatismo,ideologia e instituições do atraso …
Ótimo artigo.Aprendi no Mises tudo que não vi no curso de economia.Na UFSM sequer tocaram algum dia em Mises ou Hayek.Em compensação, vi muito Keynes e economia marxista.Recomendo aos iniciantes os seguintes livros:FASCISMO DE ESQUERDA,HISTORIA CONCISA DA REVOLUÇÃO RUSSA, A REVOLTA DE ATLAS e O CAMINHO DA SERVIDÃO.
Excelente artigo. É lamentável o tempo que perdemos na Universidade estudando essas teorias socialistas absurdas e completamente refutáveis até mesmo por um aluno do nono ano.
Solução: desvincular do preço do produto ou serviço toda a tributação. Isentar toda empresa do pagamento e recolhimento dos tributos. Somente o consumidor pagará os tributos. Libertar, despertar e orientar o povo sobre a estrutura de governo que é contra seus interesses: saúde, educação, política, economia, segurança, sociedade, habitação. acordar o povo.
Achei um link melhor sobre os penteados permitidos na Coréia do Norte:
opiniaoenoticia.com.br/internacional/veja-os-28-cortes-de-cabelo-permitidos-na-coreia-do-norte/
Engraçado, quando li esse texto achei atual…….para a década de 50.
Tem um pessoal estacionado nas décadas do meio do século XX. Como se ideologias não pudessem se modificar, como se o próprio liberalismo não se modificou.
A existência de partidos de esquerda é importante para a democracia. Se vc acha que no país possui muitos partidos de esquerda, é uma coisa. Mas, que deveria ser extintos, é outra.
Pegue o texto, parece publicação de integralista, o texto é mofado. Chega a comparar caudilhismo latino-americano com socialismo nos moldes leninista-estalinista.
Socialismo é irrefutavelmente e inegavelmente o sistema onde impera a violência contra as pessoas. Só o mazoquismo ou a burrice podem ser a favor deste sistema. Nunca deu certo em local nenhum e por onde passos só deixou dor, angustia, sofrimento, violencia e morte.
O raciocínio é simples: imagine que você tenha uma casa, onde você mora com sua esposa/marido e filhos. É a casa onde você passou bons e maus momentos, deixou seu suor, riu, chorou. Aí aparece uma tal de “revolução socialista” e eles determinam, sem te consultar nem nada, que você e sua família DEVEM deixar esta casa e passar a viver em uma fazenda coletivizada, trabalhando de sol a sol com um monte de gente que você nunca viu na vida. Vai reagir passivamente? Claro que não! A casa é sua, é sua propriedade, terá derramamento de sangue e lutará com a última de suas forças para proteger você, sua casa e sua família. Mas age dessa maneira porque é reacionário, capitalista, egoísta? Agimos dessa maneira, protegendo nossa propriedade, da mesma maneira que o cão dá a vida pelo dono, da mesma maneira que o leão, o lobo ou qualquer animal age quando percebe que seu território foi invadido. E nenhum sistema, por mais bem intencionado que seja, irá nos retirar este “instinto animal”…
“O empresário contratante não necessita daquele contrato, o funcionário necessita.“
Ué, então porquê o empresário contrata? Pelo prazer de jogar dinheiro fora?
Ótimo artigo! Apenas uma observação:
Claro que teria sido muito melhor se nunca jamais tivesse ocorrido uma “experiência socialista”; então, se este fosse o caso, seria um absurdo total alguém dizer algo como “Vamos deixar eles implementarem o socialismo para as pessoas aprenderem na prática que este não funciona e só causa miséria e totalitarismo”.
Mas não foi este o caso. O socialismo foi refutado a priori, mas em geral os líderes não escutaram e o implementaram assim mesmo, vez após vez.
É lamentável que tenha ocorrido todo esse sofrimento desnecessário e evitável. Não ficamos felizes pela experiência ter comprovado a refutação.
Porém, visto que as experiências socialistas já ocorreram, é válido, aceitável e até um imperativo moral adicionar esses fatos históricos ao argumento racional para tentar inculcar nas pessoas que não se trata de um mero jogo de palavras, um embate entre ideias abstratas sem importância, mas sim de um assunto eminentemente prático e vital.
Ou será que alguém sugere que, ao criticarmos o socialismo, nos limitemos à refutação teórica/racional e nos abstenhamos de citar os dados empíricos?
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Marcia 5/1/2016
Muito obrigada pelo artigo.
Moro nos USA e estou fazendo um curso de Self Governance e agora preciso escrever um artigo.O tema que e escolhi foi O socialismo e o titulo e:What are they looking for?Aqui e o pais da liberdade,entao por que o povo esta pensando em socialismo?
Seu artigo me ajudou muito.
Excelente artigo!
Boa tarde… tentei ler todos os comentários… difícil, mas consegui… e não vi em um sequer alguma referência a Jesus… e sabe o que percebo , na minha ignorância na escrita… na política, que é isso que está faltando ao homem… muito inteligente todos… com muitas informações… inclusive se baseando em pensadores, ( que ficam sendo os certos… por compatibilidade de ideias) então meus caros… vamos fazer o seguinte? Nos unir, ao invés de nos separar… de amar o próximo como a si mesmo… fácil e simples… se partimos da ideia que Deus ama seus filhos, e jamais os deixaria na situação que estamos vendo… logo presumimos que não há injustiça na terra… e continuarei assim, com minha ignorância na terra… e minha sabedoria invisível aos olhos dos homens. A pouco vi uma msg muito interessante e compartilho com vocês , " a carroça vazia faz bem mais barulho que a carroça cheia. Que Jesus nos abençoe.
As características do totalitarismo são:
Governo centralizado
Nacionalismo extremado
Anti-liberalismo
Militarismo
Organizações militaristas para a juventude
Culto ao líder
Partido único
Expansionismo territorial
Eis os Principais Regimes totalitários que surgiram na Europa no século XX:
Stalinismo Soviético
Com a revolução russa de 1917 e após a morte de Lenin, iniciou-se o stalinismo na URSS com o poder concentrado nas mãos de Josef Stalin.
Stalin eliminou seus adversários e foi galgando posições até chegar a ser a figura mais importante da União Soviética. Foi um dos regimes totalitários de esquerda que perdurou de 1927 a 1953 acabando com a liberdade civil no país.
Stalin transformou a União Soviética de um país agrário para uma potência industrial em uma década. No entanto, isto foi feito a base de coletivizações forçadas e do trabalho forçado dos dissidentes no Gulag, uma prisão especial para os que cometessem crimes políticos.
Fascismo
O fascismo italiano iniciou com Benito Mussolini em 1919, com a fundação do Partido Nacional Fascista (PNF).
De inspiração anticomunista e antidemocrática, os fascistas entraram no governo italiano após a A Marcha sobre Roma, em 1922. Diante da numerosa multidão que o apoiava, Mussolini foi convidado a ser chefe do governo pelo rei Vítor Emanuel III.
Mussolini foi incorporando gradualmente o partido fascista ao governo, nomeando ministros dos membros fascistas, reformando a educação e captando adeptos entre os marginalizados.
O governo fascista de Mussolini foi o primeiro regime totalitário de direita que surgiu na Europa e só terminou com a Segunda Guerra Mundial.
Nazismo
Hitler foi a figura máxima do regime nazista que se instaurou na Alemanha a partir de 1933. Inspirado no fascismo italiano, o nazismo ainda acrescentou no seu programa a superioridade da raça ariana sobre às demais.
O governo nazista promoveu ideias antissemitas, perseguindo e exterminando principalmente judeus. No entanto, também eliminou fisicamente deficientes físicos e intelectuais, comunistas, religiosos.
Para contar com o apoio do Exército alemão, o nazismo propagou a ideia de “espaço vital”. Inicialmente, este compreendia os povos germânicos como austríacos e alemães que viviam na Tchecoslováquia. Depois, seria ampliado para o leste europeu e acabaria por iniciar a Segunda Guerra Mundial.
O nazismo terminou em 1945 com o suicídio de Adolf Hitler e o fim da Segunda Guerra Mundial.
Salazarismo
O salazarismo foi um regime ditatorial inspirado nos ideais fascistas que vigorou em Portugal sob liderança de Antônio de Oliveira Salazar a partir da Nova Constituição, estabelecida em 1933.
Denominado de "Estado Novo", o salazarismo tinha por lema "Deus, Pátria e Família" e foi uma das mais longas ditaduras do século XX. A população elegia o presidente da República, geralmente em eleições fraudulentas, porém Salazar era o todo-poderoso presidente do Conselho de Ministros.
A política de Salazar isolou Portugal do cenário internacional, acabou com a liberdade de expressão e continuou com o colonialismo na África.
O regime somente terminou com a Revolução de 25 de Abril de 1974, denominada de Revolução dos Cravos.
Franquismo
O general Francisco Franco, a partir de inspirações fascistas, se rebelou contra o governo democrático de Manuel Azaña Díaz e mergulhou a Espanha Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Os republicanos foram derrotados e muitos partiram para o exílio na França e no México. Enquanto isso, Franco instaura na Espanha um regime antidemocrático que engloba todos os aspectos da sociedade e privilegia a religião a católica no seu governo.
Ao final do seu governo, já enfraquecido, o regime franquista passaria para a democracia liderada pelo então príncipe Juan Carlos que articulou com as lideranças no exílio a volta da democracia.
O regime franquista só terminaria com a morte de Franco, em 1975.
Regime Totalitário na Atualidade
Atualmente, o único regime totalitário que sobrevive é o do Coreia do Norte que reúne as mesmas características citadas acima.
Há Estados que possuem aspectos ditatoriais como Cuba, Venezuela e China, porém não podem ser considerados totalitários.
Principais Características
Os regimes totalitários fascistas ou socialistas guardaram certas semelhanças. Vejamos algumas delas:
Culto ao Líder
Os regimes totalitários dão uma ênfase muito grande à figura do líder, a ponto de tornar sua imagem onipresente.
O dirigente sempre é retratado como a pessoa que possui liderança nata e reúne todas as qualidades para conduzir o povo a melhores condições de vida. Geralmente, a família do líder não aparece na propaganda oficial, para acentuar o caráter de sacrifício que comete o prócer ao renunciar tudo por sua pátria.
A biografia é contada em tom grandioso e convenientemente editada. Isso significa que seus opositores são omitidos ou caluniados.
A vida do dirigente totalitário é difundida por todos os meios de comunicação e mostrada como um exemplo a ser seguido.
Partido Único
Uma das principais características do totalitarismo é o estabelecimento de um único partido no país. Isso significa que todos os outros partidos políticos serão considerados ilegais.
Assim, por meio de uma ideologia oficial e hierarquia rígida, a política deixa de ser algo que pode ser discutido por toda sociedade, para ser apenas feita por um grupo de dirigentes.
Os cidadãos são chamados a participar da vida política através de manifestações de massas, como festas patrióticas, concentrações em estádios e desfiles. Para conseguir esta adesão, as pessoas são captadas e submetidas pela propaganda governamental.
Educação
O regime totalitarista tem um cuidado especial com a educação. Além de ditar o conteúdo que deve ser ensinado nas escolas, regimenta a infância e a juventude em clubes e organizações.
Ali, muitas vezes as crianças recebiam um treinamento militar, instrução sobre a ideologia do Estado e faziam juramentos de fidelidade ao líder.
Controle Ideológico
Para controlar as mentes da população são criados órgãos de repressão como a polícia política.
Todo indivíduo que leia, discuta ou propague uma ideia diferente daquela ensinada pelo Estado seria passivo de condenação.
Vemos, então, que o totalitarismo gera muita violência, posto que as pessoas que não se alinham à ideologia do Estado são punidas de maneira severa. Alguns exemplos são as prisões políticas, campos de reeducação, perda de direitos políticos e de emprego.
Militarismo
A fim de manter acesa a chama da “revolução” ou da criação de um “homem novo”, o totalitarismo promove o movimento.
Assim, estimular o militarismo é uma forma de manter a cidadania em alerta. Incluem-se desde as práticas educacionais com lições de tiro e treinamento físico, até a escolha de um inimigo que deverá ser odiado por todos.
O militarismo gera a vontade e a desculpa para conquistar territórios ou manter aqueles que já se possuía. Por isso, diante desses aspectos, não causa espanto que todos os regimes totalitários europeus – exceto o franquismo – procuraram expandir suas fronteiras ou não abdicar de suas colônias.
Propaganda e Censura
A propaganda política do Estado prolifera com o intuito de exaltar a personalidade do líder, captar os cidadãos para a nova ideologia e controlá-los.
Os meios de comunicação são censurados e somente aquilo que era autorizado pelo Estado podia ser transmitido. Desta maneira, a população deixa de ter contato com novas ideias.
Além disso, o totalitarismo exalta o povo a quem se dirige como o melhor do mundo e sempre escolhe um “inimigo” para contrapor. Este será largamente explorado pela propaganda oficial.
Totalitarismo
Um trabalhador soviético forte, jovem e saudável, rejeita as propostas do capitalista americano, inimigo do socialismo, retratado como um velho ambicioso
Intervencionismo Estatal
No campo econômico, o intervencionismo estatal (anti-liberal) é outra importante característica do totalitarismo, visto que o controle e o planejamento geral da economia fica a cargo do Estado.
Países como Portugal, Itália e Espanha organizaram suas economias de forma corporativa; enquanto na Alemanha, as grandes empresas tiveram mais liberdade para realizar seus negócios.
Já na URSS, a economia estava toda a cargo do Estado, pois toda propriedade pertencia à ele.