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Por que a Uber incomoda tanta gente

Não adianta, é sempre igual: no momento em que o aplicativo Uber começa a
operar em alguma cidade, a polêmica é instaurada.

Os taxistas que querem proibir por se sentirem pessoalmente lesados — o que ocorre de fato
logo elevam o tom e as exigências perante as autoridades para que estes algo
façam. Que se proíba. Que se coíba. Que se regulamente. Que se faça algo para
impedir essa “concorrência desleal, predatória e ilícita”. Normalmente são esses
o pleito e a justificativa de quem é contra a tecnologia.

Reconheço o quão prejudicial pode ser — para os já estabelecidos — quando novos entrantes chegam ao
mercado e passam a disputar o mesmo cliente. Não há dúvidas de que a
concorrência sacode o mercado e afeta os ofertantes que já estão nele há mais tempo. Mas será que isso
deve fundamentar uma eventual proibição? Seria esse o caminho a seguir?

Não tratarei aqui da questão técnica legal e nem se os parceiros da Uber
têm de arcar com todas as exigências das municipalidades, isentando-os de
inúmeros custos. Há diversos pareceres jurídicos e análises comparativas para
quem desejar se ater a esse tema (ver aqui, aqui e aqui).

O ponto aqui é outro. A reflexão aqui é mais profunda e transcende um
simples aplicativo de smartphone.

Todos somos, em princípio, a favor da livre concorrência. Quem não quer ter
ao seu dispor diversas opções de pães, bebidas, vestimentas, restaurantes,
carros, telefones, enfim, de qualquer produto ou serviço ofertado no mercado?
Quem seria contra isso? O problema surge quando a concorrência bate à nossa
porta, “roubando-nos” potenciais clientes. Aí tudo muda de figura. A partir
desse momento, a concorrência passa a ser negativa, nociva e contrária ao “bem
público”.

Se tanto apreciamos a abundância de bens e serviços à disposição para nosso
consumo, por que lutamos ferozmente contra a abundância dos bens e serviços
produzidos no setor em que somos ofertantes? Não seria um paradoxo?

Se todos os produtores adotarem a mesma postura nos seus respectivos
mercados, reduziremos artificialmente a oferta de bens e serviços na economia.
No lugar de abundância, teremos escassez. O “direito de escolher” será inócuo,
pois não haverá alternativas. Será como as opções de refeições em um voo: sim
ou não.

A Uber incomoda porque qualquer concorrência incomoda. Quem compete no
mercado pelo mesmo cliente tem de se empenhar para proporcionar o melhor
serviço, o melhor atendimento, enfim, a melhor experiência ao cliente. Restringir
artificialmente, por decreto estatal, a oferta de algum serviço no mercado
jamais fará dele um produto de qualidade. O temor da concorrência impele os
ofertantes a buscarem a excelência. A concorrência repele a mediocridade.

Não são a regulamentação e as obrigações legais que elevarão a qualidade de
um serviço. A municipalidade pode coagir os taxistas a atuar dentro de diversos
parâmetros impostos desde cima, mas o que melhorará o serviço de fato é o medo
de “perder” o cliente, ou, dito de outra forma, a necessidade de “ganhá-lo”
todos os dias.

Isso foi precisamente o que aconteceu na cidade de Nova York, notória pelos táxis sujos com motoristas antipáticos.
“Não foram os reguladores da cidade que ordenaram que o serviço de táxi
melhorasse, foram os meros cidadãos de Nova York que preteriram os táxis em
favor de uma alternativa melhor.”

Curiosamente, o resultado não-premeditado da atitude dos nova-iorquinos é
que o próprio serviço de táxi melhorou consideravelmente desde que Uber e
similares passaram a operar na cidade. O mesmo fenômeno está acontecendo nas cidades brasileiras.

Contudo, o desconforto não acomete apenas os produtores do mercado de
transporte individual. A Uber causa embaraço também nos entes públicos.

Porque o interessante sobre a questão dos aplicativos de carona paga é que,
em última instância, é imputado ao estado o ônus de justificar não apenas por
que a Uber tem de ser proibida, como também por que um serviço como o de táxi
precisa ter licença controlada pelo município.

Por que a oferta desse simples serviço de transporte individual deve ser
regulada pelo município e não pode ser regulada pelo próprio mercado, com livre
entrada de empresas e livre escolha dos consumidores? Por quê? De onde vem a
sabedoria dos reguladores capaz de determinar com exatidão de quantos táxis uma
cidade precisa? E como definem esses senhores a tarifa a ser cobrada dos
usuários?

Se, em algum momento da história, o controle e a regulação estatal para o
serviço de transporte individual foram necessários, a tecnologia está nos
mostrando que hoje esse já não é mais o caso.

Ao estado, ter que se justificar é sempre um grande incômodo. E acaba sendo
vexatório quando fica claro para a sociedade a aparente ausência de qualquer
justificativa cabível.

Sejamos honestos: a concorrência nos amedronta. É verdade. Mas ela também
beneficia a nós próprios. De que forma? Fazendo com que nos superemos
produzindo com mais rapidez e eficiência ou nos forçando a buscar novos meios
de encantar o cliente. Testando a nossa capacidade de criar e inovar e conceber
soluções antes inimagináveis. Ensinando-nos a sermos corteses e simpáticos, inclusive
naqueles dias em que acordamos com o pé esquerdo.

Por outro lado, o monopólio ou a reserva de mercado nos acomodam. Fazem com
que a mediocridade floresça. Já a concorrência tem o efeito oposto. Ela nos
desafia, nos instiga, nos impulsiona a extrair o melhor de nós mesmos e favorecer
o próprio convívio em sociedade.

Que os parceiros da Uber sejam livres para operar nas cidades brasileiras.
E que sejam abolidas as regulações e licenças exigidas dos taxistas — defendo
e desejo liberdade para eles também. Não sou apaixonado pela Uber. Defendo-o
pelo que hoje representa: a liberdade, a livre concorrência. Mas amanhã será
outra empresa, noutro setor, com outra tecnologia, e a polêmica será a mesma —
e serei obrigado a republicar este texto apenas alterando os nomes dos
protagonistas.

O grande problema da liberdade é que ela vale para ambos os lados. Se
queremos ser livres para escolher, devemos exigir e defender a mesma liberdade
para produzir, para ofertar aos nossos semelhantes novas soluções, por mais que
estas venham a abocanhar uma fatia da nossa clientela e, consequentemente, de
parte dos nossos rendimentos. Se, como taxista, não quero abrir mão de usar o WhatsApp
para fazer chamadas, não posso exigir que seja censurado um aplicativo como a Uber.

A Uber incomoda tanta gente porque assim é a liberdade. A liberdade
incomoda. Defender a liberdade é fácil. Praticá-la, no entanto, requer esforço,
empenho e retidão moral. Praticar a liberdade significa defender a liberdade
dos outros mesmo quando ela pode não nos beneficiar diretamente. Hoje são os
taxistas os que devem atentar a essa lição. Mas ela é válida para todos. Todos,
sem exceção. Inclusive você que está lendo este artigo. Porque, se, em algum
momento, no futuro, a tecnologia vier a ser usada para revolucionar o seu
mercado, você deverá ser o primeiro a defendê-la e a adotá-la. E essa tarefa
não será nada fácil.

____________________________

Leia também:

Os aplicativos digitais permitem que proletários virem capitalistas – e isso confunde a esquerda

Uber, livros e os duzentos
anos de conspiração contra o público consumidor

Uma solução de mercado para
a briga entre taxistas e Uber

A batalha pela liberdade
econômica – todos os louvores às empresas Uber e Lyft

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141 comentários em “Por que a Uber incomoda tanta gente”

  1. Dando continuidade e a minha série de textos para acordar os libertários. Só que nesta história, o caso é verídico, com algumas pequenas modificações. Agora com a presença do Uber.

    Amarildo, 83 anos.
    5 Horas da manhã, Amarildo já está de pé, prepara o seu café ralo e come o pão duro da semana anterior, ele veste o seu casaco, e vai para a calçada que está a frente do luxuoso supermercado Pão de açúcar. O que faz Amarildo? Ele é o homem que carrega as sacolas, que pede para o taxi parar em plena avenida, e assim ele ganha um trocado aqui, um ali,é assim que Amarildo sobrevive.

    O dinheiro no Fim do mês mal da para pagar o aluguel do Barraco onde ele vive, a comida que foi comprada com pouco mais de 50 reais, deve durar o mês inteiro.

    Um dia Amarildo estava levando as sacolas de um Jovem playboy Libertário, seu nome? Heliu.
    Heliu ficou intrigado, em ver um senhor de idade e pobre, sob aquelas condições, era frio, próximo ao natal, Todos os jovens bonitos e bem alimentados, estavam no Starbucks próximo ao Pão de açúcar, neste dia em especial o Starbucks estavam com um linda decoração de natal, talvez custou milhares de reais para faze-lo, foi um choque estético: o belo do capitalismo, junto com feiura da pobreza e velhice.

    Heliu, ficou revoltado, e afirmou: " Seu velho, você teve uma vida inteira para juntar dinheiro e aprender algo, que atenda as demandas das pessoas, mas você escolheu este caminho sujo e triste da pobreza e ignorância, você merece sofrer por não atender as demandas das pessoas."

    Heliu entrou no Uber e foi embora.

    Seu Amarildo Continuou lá, pensando sobre isso, "Atender as demandas das pessoas". No dia seguinte, seu Amarildo vestiu sua melhor roupa, e resolveu tentar uma vaga de emprego para atendente, no supermercado pão de açúcar, no processo seletivo, mais de 20 jovens lindos, inteligentes e fortes, contra ele, velho, sujo, burro e feio.

    Infelizmente seu Amarildo não foi aceito, em desespero ele resolveu, tentar conversar com a jovem bonita, do processo seletivo: -Minha senhora, eu realmente necessito deste emprego, eu gostaria realmente de Atender as demandas das pessoas.

    Mal sabe Amarildo, que sua mera existência, não atende a demanda de ninguém, nesta sociedade superficial e materialista.

    A senhora educada responde: Lamentamos seu Amarildo, mas você já é velho o bastante para este tipo de serviço, que requer, esforço físico e beleza estética, afinal nossa empresa não quer estar associada ao feio, ao sujo, ao burro e fraco.

    Amarildo volta a calçada do pão de açúcar, para ganhar seus trocados, que mal da para ele sobreviver, o lado bom, é que agora, ele está novamente "atendendo as demandas das pessoas". Mas claro no seu devido lugar.

    Reflexões sobre Amarildo

    A mera existência de Amarildo, é um ato revolucionário, pois ele é a pedra no sapato dos libertários, que pensa que o mundo gira em torno de buscar ser melhor e responsável sempre, ele é o ser humano que voluntariamente ou por razões da vida, Não é inteligente e nem forte, nem bonito. Como diria Heliu: Você merece sofrer por não atender as demandas das pessoas.

  2. Se eu abro um carrinho para vender hambúrgueres, tenho a consciência que vou competir desde o carrinho da outra esquina até o Mc Donalds do shopping.

    Taxi, além de não ter concorrência, conta com o apoio do Estado.

    Exemplo disso é que até mesmo São Paulo, que deveria ser um exemplo de livre concorrência, já sancionou Lei proibindo o aplicativo.

  3. Renato La Porta Pimazzoni

    Táxi no mundo todo é uma porcaria. Preços absurdos, serviço ruim. Motoristas prepotentes e ignorantes, acreditam que estão fazendo um favor. Isto porque detém exclusividade e monopólio. As excessos são poucas e não invalidam a regra. Legisladores e servidores corruptos e inuteis operando o sistema

  4. Jammerson Santana

    Nessa questão do Uber sinto falta mais é de um protesto maiúsculo por parte dos próprios utilizadores do serviço tal como fazem os taxistas. Alías, o nosso país precisa mto de um levante liberal para que as pessoas acordem. Ficar só na teoria, em artigos, na net não vejo como muito eficaz.

  5. Vale lembrar até onde chega a fúria anti-liberdade (fúria pela preservação do monopólio estatal):

    “‘O Uber achou que Porto Alegre era terra de ninguém; não é‘, diz Fortunati [prefeito de POA].”

    zh.clicrbs.com.br/rs/porto-alegre/noticia/2015/11/o-uber-achou-que-porto-alegre-era-terra-de-ninguem-nao-e-diz-fortunati-4916074.html

    Taxistas que agrediram motorista do Uber responderão por tentativa de homicídio.

    http://www.radioguaiba.com.br/noticia/taxistas-que-agrediram-motorista-do-uber-responderao-por-tentativa-de-homicidio/

    Porto Alegre é a quinta cidade do país a registrar agressões a motoristas do Uber.

    zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/11/porto-alegre-e-a-quinta-cidade-do-pais-a-registrar-agressoes-a-motoristas-do-uber-4917734.html

  6. Pior que é assim mesmo… Disse tudo, liberdade a nosso favor é ótimo, contra nós, pode ser correto, mas é difícil de assimilar. Vale tudo, menos violência… Respeito acima de tudo para qualquer discussão ou ponto de vista. Mas vamos ter que aceitar o uber e tornarmos uma boa concorrência… Fazer os usuários ter dificuldade em decidir. (Meu táxi vai ser melhor que o uber).

  7. Olá, pessoal. Tenho uma dúvida: concorco que hoje em dia, com a tecnologia que temos, uma empresa como o Uber pode oferecer serviços seguros e de qualidade para nós.

    Mas será que a municipalidade regulando o serviço de táxi não seria necessário, ao menos num momento anterior, para garantir certa segurança aos usuários?

    Tipo, como garantir que o cara não é um maluco de carro amarelo que está sequestrando pessoas?

    Eu sei que parece neurose, mas estou supondo uma situação em tese: imaginando que estamos numa sociedade libertária, mas no século XIX, sem aplicativos e sem internet, como essa segurança seria garantida?

    Abraços!

    Adoro os textos do site, estou me libertando das viagens tipo as do Capital imoral aí! E juro que eu acho que esse cara é um admin do site que comenta aqui só pra dar uma aquecida nas postagens! kkkkkk

  8. janaina macedo calvo

    Em qualquer país civilizado as pessoas dão prioridade aos transportes coletivos para proteger o meio ambiente, mas as condições precárias nos levam a recorrer a outras alternativas de mobilidade. Até que ponto isso afeta nossa qualidade de vida? Não percam novo post no blog Café&Finanças
    cafeefinancas.blogspot.com

  9. Ja já o uber aceita as regulamentações do estado, muda de lado para evitar a entrada de novos concorrentes, e estaremos escrevendo artigos contra o uber.

  10. "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.(RAND, 1957).

    Pense o que quiser, mas pelo menos pense!

  11. Ótimo texto! É ridículo as exigências que aqui em Porto Alegre se pede aos taxistas, revisão 2x ao ano para carro até 5 anos, revisão 4x ao ano para carros entre 5 e 10 anos, tem também a troca completa dos pneus a cada seis meses e a impossibilidade de venda legal da licença. Todas essas exigências servem só para inibir a entrada de novos taxistas e forçar o preço da corrida para cima. Se os governantes pensassem mesmo nos mais pobres acabariam essas regulações que encarecem o serviço.

  12. Capital Imoral, não sabe o que capitalismo, e confunde com corporativismo, reserva de mercado e outras coisas
    Capital Imoral, Não é um completo ignorante, mas é arrogante por dizer sem ao menos questionar-se de tantas besteiras ditas
    Capital Imoral, perde seu tempo indo contra o próprio capital

  13. E se bandidos se utilizarem do Uber para assaltar, sequestrar e/ou estuprar passageiros? Você não sabe quem está dirigindo, se é um motorista ou um bandido.

  14. Às vezes, eu só percebo o quanto um tênis está desgastado quando compro um novo par e o coloco ao lado do antigo e o contraste é evidente. Da mesma forma, às vezes só percebemos o quanto uma atividade é controlada e degenerada pelo Estado quando surge no mercado uma alternativa de melhor qualidade e melhor preço.

    * * *

  15. Notícia fresquinha do mundo encantado das conquistas sociais:

    g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/10/justica-do-reino-unido-decide-que-motoristas-sao-empregados-do-uber.html

  16. Quais as chances do senado brasileiro abrandarem as novas regras para uber e similares ou do mordomo de filme de terror vetar o projeto?

  17. -Cafezinho com Capital Imoral, postagem 1 "teste".

    Cafezinho com Capital Imoral é uma coluna publicada toda quarta-feira pelo filósofo e escritor Capital Imoral. No artigo desta semana, irei comentar sobre uma peça publicitária da empresa Amazon.

    Amazon e os porcos

    O mundo está muito estranho caro leitor, alguns intelectuais perceberam tais mudanças e já nos alertam através do termo "Pós-verdade". Acredite, está palavra anda bastante famosa nas redes sociais, conversas de bar, no meio intelectual; este é o termo que virou celebridade no meio dos limpinhos da Livraria Cultura e dos que acessam o site Spotniks.

    O que nos diz este termo? o "pós" nos diz sobre algo que é posterior; a verdade nos diz sobre algo que está em conformidade com os fatos e realidade. Portanto, o termo nos revela sobre algo que é posterior a realidade.

    Entro nesta questão, devido a falsidade estética em que vivemos, como se fosse uma grande bolha criada pelo capitalismo. Tivemos uma grande prova dessa falsidade, através das consequências de uma peça publicitária da Amazon. Um grande homem, que tem consciência social, por escolha do destino tornou-se diretor de criação da Amazon. Este grande homem chamado Jairo Anderson, que assim como eu, acessa todos os dias o site Catraca-Livre. Ele ajudou a produzir uma peça publicitária fantástica! Foi um dos poucos homens a lutar contra o politicamente correto neste país. Mas não durou muito tempo, logo a elite paulista entediada e limpinha, fez questão de aderir ao politicamente correto do prefeito João dória.

    Que mundo é este onde não se pode criticar a morte da beleza? A cidade ficou cinza! a cidade ficou feia! a cidade ficou elitista sem a arte produzida pelas minorias. Quero uma cidade colorida sim! menos no meu condomínio. Agora não se pode mais espalhar arte pela cidade, que os neoliberais defensores ferrenhos da propriedade ficam de mimimi. Sou grato sim à Jairo Anderson por ousar lutar contra este politicamente correto da elite paulistana.

    Entretanto, eu não posso deixar uma questão ser ignorada. Não posso deixar de lado meu desprezo pelo capitalismo e suas empresas. As pessoas imaginam uma empresa da seguinte forma: "oie, eu sou a empresinha, sua amiguinha". Desculpe, mas à empresa Amazon não é minha amiguinha! isto é apenas uma mentira publicitária que faz as pessoas ter um fetichismo por objetos e marcas. Não foi a empresa "ameguinha" Amazon que fez doações do fundo do coração. Foi, isso sim, o conjunto de pessoas com uma necessidade de ganhar um sujo dinheiro, para depois fazer sexo e ter conforto. sim, esta é nossa natureza. Humanos sujos! Imundos!

    "Os homens são porcos que se alimentam de ouro – Napoleão Bonaparte". – copiado via kindle.

    Voltemos ao termo "Pós-verdade", como os homens vão encontrar a dura realidade humana, Se eles ficam neste fetichismo bobo? A verdade caro leitor, é que eles não vão encontrar, todos nós somos reféns da estética e ideologia neoliberal. Já ficou comprovado que o neoliberalismo não tem base com a realidade, o que resta é criar um mundo de fantasia.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  18. atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1851300-instalador-de-rede-de-protecao-que-viraliza-na-web-assina-acordo-com-mpt-premium

    ANALISEM COMIGO O LINK ACIMA,

    EMPREENDEDOR DE REDES DE PROTEÇÃO FICA IMPEDIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DE TESTAR SUA INSTALAÇÃO SE PROJETANDO CONTRA A REDE.

    REDE QUE É CONFECCIONADA PELA PESSOA QUE TESTA , E ESTE ASSEGURA TOTAL SEGURANÇA ,

    O QUE VAI ACONTECER DAQUI PRA FRENTE????

    ME AJUDEM A RACIOCINAR TAL INFORMAÇÃO DENTRO DO PARÂMETRO LIBERAL,

    TENHO DEGUSTADO E APRECIADO PRAZEROSAMENTE CADA ARTIGO E OS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS EDIFICANTES,

    PEDROVSKY

  19. Reconheço o quão prejudicial pode ser quando novos entrantes chegam ao mercado e passam a disputar o mesmo cliente

    Essa premissa inicial do artigo poderia ter sido melhor especificada.

    Humilde sugestão:

    “Reconheço o quão prejudicial pode ser aos já estabelecidos no mercado quando novos entrantes chegam nesse mercado e passam a disputar o mesmo cliente; todavia, o ingresso de novos entrantes gera benefícios para os consumidores e para a grande maioria da população em geral, como será exposto no presente artigo”.

  20. Estudante ANCAP

    E o direito do animais no ANCAP?

    Eu compro uma vaca, cachorro ou o que for, tortuo ele na minha casa. Quem vai me punir?

    O animal é MINHA PROPRIEDADE e esta dentro DA MINHA PROPRIEDADE, ninguém poderia fazer nada..

    E se o imposto gerasse outras imoralidades como um sistema de justiça falho, em que essa ideia anti-coerção deixasse criminiosos ilesos? E nem vei falar que ninguém ia querer trocar comigo, porque nem todo mundo fica sabendo do crime muito menos o real culpado, e mesmo que souber, o lucro esta acima disso!

    Se for lucrativo trocar comigo, dane-se o resto, é isso que importa..

    Como isso fica?

  21. Jorge Dal Jovem

    Qualquer ser, minimamente dentro de suas capacidades cognitivas, quer o melhor para todos.

    Por favor, não tente colocar o taxista como um ser desprezivel que rejeita a modernidade. Sendo um deles, acredite, estou com minhas funções cognitivas em perfeito estado de funcionamento. Portanto vejamos:

    O Estado, socialista, comunista, progressista há anos tem interferido diretamente na economia, criando looby de grandes empresas com capitais nacionais e estrangeiras, fazendo delas seu porto seguro para propinas bilionarias para sustentar este mesmo governo corrupto. Todas as outras empresas, que não se alinham ou não interessa ao governo, sofrem com altos impostos e “sobrevivem” neste mundo maravilhoso que hora voce defende (incluindo aí os taxistas).

    O Uber é um conglomerado de empresas internacionais que viu um nicho poderoso, baseado nos amigos do “rei”e caso ela consiga seus objetivos, evidente que a classe de taxistas estará com seus dias contados. Livre concorrencia uma ova. O Uber veio para desbancar qualquer concorrente e dai, fazer parte dos amiguinhos do “rei”, podendo assim, sem constrangimentos, fazer parte do clube dos Odebrecht da vida, conseguindo poder para bancar os corruptos de plantão.

    Eu e voce lutamos, neste momento, para varrer da história esta corja de vagabundos que se apoderaram do poder e não querem sair. Mas a dura realidade que eles ainda lá estão e foram eles que criaram toda esta sorte de coisas.

    Defender livre concorrencia num pais em que quem manda é quem tem o dinheiro e que no final o maior beneficiado será o mesmo, é brincar de país livre de governo.

    De uma vez por todas, entenda… nós taxistas não queremos o fim do Uber. Nós taxistas queremos concorrencia honesta. Nós taxistas não implantamos tarifas… quem o faz é a prefeitura, porque é o que tem pra hoje. Nós taxistas (de São Paulo) em recente pesquisa, fomos avaliados positivamente por 80 por cento dos usuarios. Não somos sujos nem antipáticos, pelo contrario, a nova geração de taxistas, que são muitos, ja têem a visão clara a respeito de nosso comportamento diante da nossa profissão.

    Continue lutando, como eu e milhares, para termos um governo sério, onde o direito seja igual para todos… Todos!!!

    Não tente demonizar taxista, porque assim como muitos, somos todos vitimas do status quo, com exceção é claro, dos amigos do “rei.

  22. Capitalista Keynes

    Eu já usei o Uber e o serviço foi melhor e mais barato….por que sempre ferram a gente, quando alguém inventa uma coisa boa ?

  23. O Uber é o maior exemplo que os monopolistas recorrem á políticos, quando querem

    eliminar a concorrência…

    Quando fiquei sabendo que começariam as atividades no Brasil, não me entusiasmei muito

    devido a burocracia Brasileira. O Uber deveria se mandar do Brasil, isso sim

    aqui a sujeira é mt profunda…

  24. Ronaldo da Silva Alves

    Prezado Leandro,

    Bom dia !

    Parabéns pelos artigos. Tenho uma dúvida. No artigo de 31/03/017 sexta feira passada, você explicou que o excesso de oferta monetária que é causa da inflação. Excelente texto. Vamos para a prática. Como resolver este problema ? Quais as ferramentas econômicas iniciais são indicadas ? Teremos “efeitos colaterais” quando estas medidas forem implementadas ? Faço estas perguntas porque alguns críticos da EAE falam que suas idéias são impraticáveis.

  25. Os taxistas que pretendem manter um monopólio de seu meio de transporte por acaso seguem isso que defendem na hora em que fazem suas compras? Será que eles adquirem seus alimentos em supermercados com preços mais elevados ou pesquisam para saber onde levarão mais vantagens nos preços? Adquirem medicamentos em farmácias onde eles possam sair com preços mais em conta ou ingressam naquelas com itens de custos mais elevados? Preferem faculdades gratuitas para seus filhos ou optam por pagar as particulares?

    São em momentos como esses que se derruba qualquer falastrão esquerdista-monopolista!!!

  26. Alan D M Santos

    Existe algum partido ou possível candidato a cargo eletivo em 2018 que possa ser considerado libertário? Ou que ao menos defenda algumas políticas a favor da liberdade?

  27. Meu deus, ao visitar uns sites por ai, vi que a argumentação atual dos contrários ao UBER é que o UBER vai virar um monopólio e quebrar os taxistas. Santa ignorância. A ideia agora é assustar a população:

    “Tá vendo esse aplicativo ai? Ele quer quebrar nós taxistas e virar monopólio, depois voltar para cobrar horrores de vocês porque vocês deixam. Confie na nossa categoria de taxista, que obviamente não é um cartel ao invés do cartel do UBER.”

    Infelizmente esse argumento mostra a pífia inteligência do cara. Se o UBER virar um monopólio e o estado o protege, o máximo que teremos será um novo sindicato dos taxistas e voltamos a estaca zero, e tal hipotese está longe de acontecer pois o Estado brasileiro já mostrou sua atitude contrária ao UBER.

    Em um livre mercado com facilidade de entrada, se o UBER fizesse isso, iria rapidamente ser substituido por um novo concorrente.

  28. No livre mercado, pode praticar Dumping?

    É permitido transportar CRIANÇAS sem cadeirinhas?

    Não deveria contratar seguro APP e danos materiais de empresas reconhecida pela SUSEP?

    É razoável, impôr metas, precificação, punição, carga horária e não reconhecer vínculo empregatício ou é escravidão?

    Regras não é para ter conter abusos?

    Regulamentação não é um conjunto de Regras?

  29. Onde existe burocracia existe governo.

    Onde existe governo existe ineficiência.

    Onde existe ineficiência existe alto custo.

    Onde existe alto custo existe impostos e taxas.

    Onde existe impostos e taxas existe coerção e atraso.

    Onde existe coerção e atraso existe gigantismo de Estado.

    Onde existe gigantismo de Estado existe pobreza.

    Onde existe pobreza existe injustiça.

    Onde existe injustiça existe falência das instituições.

    Onde existe falência das instituições existe democratismo e crime.

  30. Reserva de mercado

    Tô vendo muito taxista reclamando aqui nessa noticia. Parece os funças reclamando daquela noticia que falava do funcionalismo público.

    As pessoas são liberais até mexerem na reserva de mercado delas.

  31. Peguem outra coisa como referência e não essa Uber.

    Agora estou convencido que a Uber serve ao mal:

    1) Aqui no Brasil, eles demitiram um policial que era motorista da Uber e matou três bandidos em um assalto em 2016.

    2) Eles demitiram um motorista que se recusou a dar carona para um cliente até uma clínica de aborto nos EUA. Esse motorista da Uber está a caminho da santidade.

    O que eu concluo com isso? Pra eles, a vida de um bandido que assalta a mão armada vale mais que a vida de um bebê inocente que não faz mal a ninguém.

    Eles querem o caos. São um bando de satanistas.

    Pra quem acha que a Uber é “libertária”, o Paulo Kogos — que tem artigos publicados aqui — fez um video sobre a Uber a um tempo atrás:

  32. Renascido em Escola Autríaca

    Hoje, 28-08-19, a expectativa da Câmara Municipal de Salvador, Bahia estará em via de aprove um projeto de lei que regulamenta o transporte por aplicativo (lêia-se Uber) na capital baiana.

    Alguma das medidas sugeridas:

    ” Os veículos precisariam ter placa da Bahia”

    “a prefeitura iria receber outorga de 5% das empresas de app, que seriam usados para custear a fiscalização, recuperação da malha viária, e para financiar políticas públicas. O município também ficaria responsável por fazer o cadastro dos condutores em até 180 dias”

    Em suma impostos, isso vai aumentar o preço da corrida do Uber, e qem se quebra é o consumidor.

    http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/pl-que-trata-de-transporte-por-aplicativo-em-salvador-recebe-11-emendas/

  33. “Quem compete no mercado pelo mesmo cliente tem de se empenhar para proporcionar o melhor serviço, o melhor (..). O temor da concorrência impele os ofertantes a buscarem a excelência. A concorrência repele a mediocridade.

    Não são a regulamentação e as obrigações legais que elevarão a qualidade de um serviço. A municipalidade pode coagir os taxistas a atuar dentro de diversos parâmetros impostos desde cima, mas o que melhorará o serviço de fato é o medo de “perder” o cliente, ou, dito de outra forma, a necessidade de “ganhá-lo” todos os dias.”

    Então, podemos dizer que, quem detêm o monopólio de um produto ou serviço, odeia uma possível/potencial porque não está muito afim de buscar um ofertar um serviço melhor? prefer ficar na zona de conforto do monopólio?

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