Aladdin
é um muçulmano que mora no Brasil há algum tempo e resolveu fazer a prova do
ENEM para ingressar em um curso superior, dando prosseguimento aos seus planos
pessoais.
Aladdin
possui muita facilidade com produções textuais, e tem boa capacidade para
construir redações e expor suas ideias de forma clara, objetiva e coerente,
respeitando todas as regras gramaticais do português.
Outra
característica marcante desse candidato é sua fé na religião islâmica e sua
devoção aos dogmas do Alcorão.
Ao
ser deparado com o tema da redação — a
persistência da violência contra a mulher no Brasil –, Aladdin utilizou
todas as suas capacidades de escrita e elaborou um texto formalmente
incontestável. O conteúdo do texto de Aladdin, embora expressasse algumas
preocupações com a crescente violência contra a mulher no Brasil, argumenta que,
em algumas situações nas quais as leis do islã são feridas, seria justo que as mulheres
fossem chicoteadas ou apedrejadas.
Eis
a pergunta: se você fosse o
avaliador da redação de Aladdin, qual nota daria para ele?
A
resposta para essa simples pergunta parece dizer um pouco sobre suas
verdadeiras convicções.
O problema com o relativismo moral
Pode-se
dizer em relação ao relativismo moral que:
Ele consiste em três proposições: que “certo”
significa (só pode ser coerentemente compreendido como) “certo para uma sociedade”;
que “certo para uma sociedade” deve ser entendido num sentido funcionalista; e
que (portanto) é errado que as pessoas de uma sociedade interfiram, condenem
etc. os valores de outra sociedade. (Williams, 2005, p. 31-32)
Deixando-se
de lado os problemas lógicos do relativismo (um relativista não pode dizer que
é errado julgar outros valores), qualquer posição que abrace o relativismo
(mesmo em suas formas mais mitigadas) não é capaz de fornecer uma base razoável
e racional para a moralidade.
O
experimento mental envolvendo Aladdin serve para mostrar como o relativismo
moral (e até mesmo o relativismo cultural) é uma posição fraca e
epistemologicamente irrelevante para interpretar fenômenos sociais. A moralidade compartilhada por uma sociedade advém
de um acúmulo de conhecimento social, algo que é impossível de equacionar, como
o conhecimento científico, tecnológico, filosófico, artístico, religioso,
histórico e diversos outros desenvolvidos por determinada cultura.
(É
importante ressaltar que aqui não se pretende defender uma abordagem
naturalista da moralidade, a qual assume conclusões normativas com base em
premissas factuais; simplesmente se está assumindo que a evolução do
conhecimento natural [acerca dos fatos] juntamente com outros tipos de
conhecimento gera influências na moralidade compartilhada por determinada
sociedade.)
Voltando
ao caso de Aladdin, um relativista moral irá avaliar a redação desse candidato
com uma nota consideravelmente alta. A posição de Aladdin em relação à punição
de mulheres vem do fato de o candidato compartilhar valores culturais e morais
distintos daqueles que o avaliador relativista compartilha.
Já
outro avaliador que acredita que a moralidade islâmica é inferior à moralidade
brasileira pode, sem dor na consciência, zerar a nota da redação do candidato
muçulmano. Parece razoável aceitar que
valores morais devam ser objetivamente comparados e hierarquizados. Determinados valores morais podem
perfeitamente ser superiores a outros valores morais.
Contudo,
é interessante notar como várias pessoas que criticam a violência contra as
mulheres brasileiras não conseguem condenar a cultura islâmica pelo mesmo crime.
Ao contrário, muitas delas enaltecem
a cultura islâmica. Qual o problema em assumir que a moralidade islâmica é
atrasada, suas crenças são piores e seus valores são inferiores?
Perceba
que não se está defendendo a posição de que é possível estabelecer uma
moralidade absoluta e correta; apenas se está assumindo que é possível estabelecer
graus relativos de comparações morais[1].
Fazendo-se
um paralelo com o conhecimento científico, é razoável dizer que mesmo não
sabendo se a teoria X é absoluta e verdadeira, pode-se dizer que a teoria X é
muito melhor que a teoria Y[2].
A moralidade funciona da mesma maneira.
O
conhecimento moral compartilhado pela cultura que forma o Estado Islâmico, por
exemplo, é um conhecimento moral muito inferior ao compartilhado pela cultura
brasileira (mesmo a moralidade brasileira não sendo uma verdade absoluta). O conhecimento
moral não depende somente das religiões envolvidas; depende de uma variedade de
conhecimentos que opera sobre determinada sociedade.
No
Japão, por exemplo, a violência contra as mulheres também é condenada, assim
como em vários países do Ocidente, o que mostra que a religião não é aspecto
determinante para o conhecimento moral compartilhado. Parece razoável aceitar
que um conhecimento científico mais sofisticado tem influência sobre (mas não
determina) as regras morais compartilhadas.
Sendo
assim, pode-se dizer que a moralidade islâmica é atrasada, não somente pela sua
religião, mas pela falta de conhecimentos científico, tecnológico, histórico e
filosófico adequados.
Karl
Popper forneceu o diagnóstico de que “a principal enfermidade filosófica de
nosso tempo é um relativismo intelectual e moral, baseando-se este último no
primeiro, pelo menos em parte” (1998, p. 389).
Já
Friedrich Hayek diz que “na esfera da conduta individual, é inegável e
inevitável que os efeitos do coletivismo têm sido completamente destrutivos”
(2007, p. 217).
E
Popper, novamente, conclui que
Foram os intelectuais — “os
revendedores de idéias de segunda mão”, como os chama F. A. Hayek – que
difundiram o relativismo, o niilismo e o desespero intelectual. Não há razão
para que alguns intelectuais — os mais esclarecidos — não venham a ter êxito
na difusão da boa nova de que a bulha niilista foi realmente para nada.
Tanto
Popper quanto Hayek, nessas duas obras, procuram mostrar como a moralidade
coletivista é pior do que a moralidade individualista. A valorização do
indivíduo em detrimento do coletivo parece ser fruto de sociedades que
desenvolveram um conhecimento científico e filosófico mais sofisticado,
independentemente da religião em questão. A moralidade coletivista (ou
tribalista, conforme Popper a descreve) só opera em sociedades fechadas, que não são abertas para o debate crítico e para a
eliminação do erro[3].
Se
as mulheres possuem mais liberdades em algumas sociedades, isso se deve ao fato
de que houve evolução e alteração de todos os conhecimentos que formam a base
da sociedade em questão. As sociedades mais evoluídas, e que possuem o
conhecimento científico mais difundido entre os indivíduos que a compõe, são as
sociedades onde as mulheres são mais respeitadas. As sociedades menos evoluídas,
e com conhecimento arcaico, são as que menos respeitam as mulheres e as que
mais violam os direitos individuais.
Uma
pequena inclinação para o relativismo epistêmico abre as portas não apenas para
o relativismo moral como também para algo bem pior: o irracionalismo. Tanto o relativismo moral quanto o
irracionalismo acabam por valorizar o coletivo em detrimento do indivíduo na esfera
social.
Regras
morais podem e dever ser objetivas, comparadas e hierarquizadas. O ataque ao
relativismo intelectual, cultural e moral representa a reivindicação do
racionalismo nas relações sociais, que é necessário para caminhar rumo à
verdadeira sociedade aberta.
—————————–
Referências:
HAYEK,
F. O caminho da servidão
Popper,
K. A sociedade
aberta e seus inimigos. Tomo 2. Belo Horizonte: Itatiaia, 1998.
WILLIAMS,
B. Moral:
uma introdução à ética. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
[1] Defender
esse ponto de vista não é o mesmo que defender o domínio de uma cultura sobre outra
com base na força. Somente pessoas intelectualmente desonestas concluiriam
coisas desse tipo com base nas premissas estabelecida.
[2] Novamente:
defender que a física de Newton é superior à física de Aristóteles não implica a
defesa de que os físicos newtonianos devam “converter” à força os físicos
aristotélicos. Seria um absurdo fazer essa relação.
[3] O que os
países como Brasil, Argentina e Japão estão fazendo, ao discutir o assunto
sobre a violência contra mulheres, é justamente promover eliminações de erros
na sociedade. As mulheres nesses países ainda sofrem com a violência, o que
mostra que ainda existem valores fracos e ruins difundidos que precisam ser
eliminados. Porém isso não exclui a possibilidade de comparação entre os
valores desses países com os de outros países mais atrasados.
Relativismos também pressupõem diferenças entre indivíduos, provocando diversidade, pluralidade e tudo mais. Enfim, tal autor foi infeliz no título, apesar de compreender sua critica.
A redação pode até exaltar Cthulhu, mas se for tecnicamente impecável (estando plausivelmente dentro do tema) merece um 10. Isto não tem nada a ver com relativismo moral.
O avaliador pode dar um 10 e enviar um relatório para a polícia secreta, ou para o ministério da imigração, se achar que as opiniões do Aladdin são “problemáticas”. O importante é não misturar as coisas. Quem mistura as coisas é esquerdista.
Excelente artigo.
Convido a todos a assistir um vídeo em Inglês de um texto de um livro do CS Lewis escrito durante a segunda guerra mundial. Explica esse conceito com perfeição.
http://www.youtube.com/watch?v=l_VYCqCexow
No livro civilização, de Nial Ferguson, é relatado que o Oriente médio vinha produzindo excelentes filósofos, matemáticos e astrônomos. E que todo esse avanço foi interrompido devido ao islã, que praticamente proibiu qualquer pesquisa cientifica contrária aos ensinamentos de Maomé.
Então de fato o islã é uma religião arcaica e destrutiva, e que deve ser combatida pelo bem da civilização e do povo árabe (combatida por meios culturais e não institucionais)
“As sociedades mais evoluídas, e que possuem o conhecimento científico mais difundido entre os indivíduos que a compõe, são as sociedades onde as mulheres são mais respeitadas”.
Não faça disso uma regra. No Brasil tu é obrigado a “competir” – em um mercado controlado – com mulheres que tem, simplesmente pelo fato de ser mulher, privilégios e apoio da “moral”. Nossa moral não é verdade, o que existe é o estado enfiando goela abaixo um monte de leis e regras estúpidas, violando a liberdade, a propriedade, o indivíduo e etc.
Parece ótimo, perfeito, belo e moral dizer que mulheres terão as mesmas oportunidades, os mesmos “direitos”(mas elas já nascem com eles, por que o estado teria que torná-los legítimos ou garanti-los? E quem disse que precisamos de estado ou que eu preciso dele?). O efeito esperado é proporcionalmente inverso. Isso só abre portas para um monte de gente incapaz de trabalhar, de prestar serviços, de argumentar e que apenas reconhecerá o estado como uma babá. Nessa posição as mulheres são o bebê, bastando apenas que alguém acabe com os privilégios ou simplesmente ultrapasse eles, sem usar a força, para que elas simplesmente gritem, chorem, pedindo por mais estado, por mais privilégios, por mais “igualdade” sem fazer o mínimo de esforço e acabando com a competitividade, tornando o mercado cada vez mais controlado, cada vez mais enfraquecido, cada vez mais sem estímulo.
Depois quando se fala que a islamização do ocidente representa um perigo real, os politicamente corretos dizem que há islamofobia, que o islã é uma religião de paz, de amor…
Não existe muçulmano moderado, eles são todos radicais, uns mais, outros menos.
Tente ser cristão no oriente médio.
1) entender a origem dos relativismos modernos que nos assombram é entender o problema e a solução;
2) é impossível excluir a metafísica (o transcendente ontológico) do problema;
3) como não citar Kant?!, posto que a lei moral como dever objetivo de um imperativo categórico é a única alternativa razoável para a cura do relativismo sem recorrer à moral teológica das religiões (ainda que a formulação kantiana não seja nada original e contenha algumas aporias filosóficas das quais o filósofo espertamente se esquivou).
“Contudo, é interessante notar como várias pessoas que criticam a violência contra as mulheres brasileiras não conseguem condenar a cultura islâmica pelo mesmo crime. Ao contrário, muitas delas enaltecem a cultura islâmica. Qual o problema em assumir que a moralidade islâmica é atrasada, suas crenças são piores e seus valores são inferiores? ”
O problema é que os esquerdistas,secularistas,relativistas,ateus gostam e simpatizam com o Islamismo. E vem o Islamismo como um aliado contra o Cristianismo,conservadores.
Aí ! Como se protege que gosta,simpatiza,admira. O Islamismo é protegido. Aí ! Condenam a violência contra as mulheres brasileiras e não conseguem condenar a violência contra mulher na cultura islâmica. Trata-se de um caso horroso de hipocrisia e falsidade.
Os ensinos do Profeta(falso profeta) Maóme são a fonte de toda violência contra a mulher no Islamismo. Veja esses versos do Alcorão neste site : http://www.answering-islam.org/mulheres/10mulheres.html
Pior veja este texto deste site :A inequivalência de gêneros é exibida numa contexto teológico. Essa hadice mostra que a maioria dos habitantes do inferno são mulheres.
O Profeta disse, "Eu olhei para o Paraíso e encontrei pessoas pobres compondo a maioria dos habitantes; e eu olhei para o Inferno e vi que a maioria dos habitantes eram mulheres." (Bukhari, ênfase adicionada; veja essas tradições paralelas aqui e aqui.)
Essa hadice paralela explica que a maioria dos habitantes do inferno são mulheres porque elas são ingratas e duras para com seus esposos. Não há qualquer palavra sobre a ingratidão e dureza dos maridos. Nota-se que alguns missionários Muçulmanos e polemizadores argumentam que já que as mulheres são a maioria do mundo, só isso já basta para dar razão de que elas seriam maioria no inferno. Entretanto, respondendo, isso ignora o ponto-chave – e pode ignorar a possibilidade de que as mulheres podem ser mais espirituais que os homens. Diferentemente, a razão de que as mulheres são a maioria no inferno é que elas são ingratas e duras. Então isso nada tem a ver com maioridade matemática. O Islã claramente não honras as mulheres.
Veja este artigo para detalhes sobre as mulheres no inferno Islâmico.
Mohamed também foi supersticioso (veja aqui para a evidência). Esta próxima hadice diz que as mulheres são parte de um agouro maligno.
Eu ouvi o Profeta dizer: "O agouro maligno está em três coisas: No cavalo, na mulher e na casa." (Bukhari)
Aqui está o artigo de apoio. Este aqui também é (role até o fim do artigo até as notas finais e veja uma breve discussão sobre mulheres Muçulmanas no inferno).
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Imagine ! Se um simples pastor aí,dizer que acha que a maioria das pessoas no inferno são mulheres. Esquerdistas,secularistas,ateus,relativistas,feministas,marcha das vadias,etc. Tornariam a vida deste homem um tremendo inferno. Mas ! Maóme disse isto e é referenciado até pelas feministas.
Voltando ao caso de Aladdin, um relativista moral irá avaliar a redação desse candidato com uma nota consideravelmente alta. A posição de Aladdin em relação à punição de mulheres vem do fato de o candidato compartilhar valores culturais e morais distintos daqueles que o avaliador relativista compartilha.
Ñ acho q é kestão de relativismo moral a nota alta. Redações para concursos e vestibulares seguem parâmetros de como a redação deve ser realizada pelo candidato e corrigida pelo avaliador. A 'redaçao de tema polemico' eh texto corrente e valido em provas. em cursinhos, escolas, oficinas de texto, e por ai vai, ensinam como fazer as redações formalmente adequadas, e o tema vc escolhe: se vai polemizar ou seguir a corrente. O avaliador me deve uma correção isenta. Ele tem o direito de discordar de mim, mas ñ de violar minha convicção
Já outro avaliador que acredita que a moralidade islâmica é inferior à moralidade brasileira pode, sem dor na consciência, zerar a nota da redação do candidato muçulmano.
Ñ pode justamente pq viola as regras do certame. Numa prova vc tem sim q aceitar polemicas. Eh so a adequação formal da redação q ta avaliada. Isso ñ é relativismo moral, é o oposto. É respeito as normas do concurso. Alem do + um concurso tem q avaliar o conhecimento técnico do candidato em realizar uma redação formalmente correta (redaçaoes p/ provas tem normas de elaboração e desenvolvimento do tema. Ñ eh como as redações da tia Maricota no colégio, em q só precisa diferenciar gêneros fundamentais [narração, dissertação, crônica, conto, etc]) e comunicativamente preciasa (capacidade de informar a idéia claramente).
Vou dar 2 exs. q me ocorreram a alguns anos, um quando fiz vestibular e outro durante a faculdade. O tema da redação oferecia 2 assuntos neutros (Uma boa sociedade é aquela em que cada um trata o outro com respeito – pode ser visto aki ; e arte moderna russa), e desenvolvi de jeito q pode ter parecido polemico (acho) sobre 'a boa sociedade'. Falei q a distancia entre ações e palavras das pessoas (leiam, no link acima, a proposta de tema I, da redação, p/ ficar claro) vinham da falta de hierarquia entre social entre elas, e moral entre suas subjetividades, oq facilmente é superável por normas religiosas claras, inkestionaveis pois vindas do Altíssimo, e dei 2 exs. do Islã: justamente [1] sobre a submissão da mulher ao patriarca ou marido, e deste homem ao Corão, no modo que deve educar e diciplinar as mulheres; e [2] dos deveres de respeito dos + jovens aos + velhos.
Tenho certaza de que choquei o avaliador(a), mas recebi perto da nota máxima, porque fui claro na apresentação e na fonte do raciocínio (so cometi 4 ou 5 erros de ortografia, daí ñ ter gabaritado). Acho q fui tratado com justiça.
No outro caso estava na diciplina de teologia (todo aluno da católica do DF faz 2 disciplinas básicas de teologia), e disse à freira q nos dava aulas q era um absurdo uma mulher tentar ensinar a palavra de Deus pq mulheres ñ são sujeitos espirituais: a mulher nunca atinge uma maioridade espiritual, sendo sempre dependente e tutelada por homens. Ela me respondeu q de certo modo eu tinha razão, pois o Testamento Cristao e o Judaico ñ conferem a mulher papel idêntico, espiritualmente, ao do homem, mas sempre secundário. E q saber disto e reconhecer esta condição é sine qua non p/ uma mulher lecionar teologia, e q no caso do catolicismo, envolvia obediência a seus superiores (no caso dela, à madre superior de seu convento e ao bispo, aos quais ela respondia e q acompanhavam sua pratica doscente) e submissão a condição q a mulher pode ter dentro da igreja. e q uma vez q seus superiores hierarquicos endossavam sua pratica, e q ela atendeu aos critérios acadêmicos, e ñ violava a doutrina, quem era eu p/ kestionar, em minha ignorância, algo q eu nen entendia?
Tb Acho q fui tratado com justiça neste caso.
Notou a diferença nos 2 casos? No 1º, Minha liberdade de consciência e obediência as regras do concurso/vestibular. No 2º meu dever de obediência a instituição a q voluntariamente filiei-me. Ñ teve relativismo moral.
Nota 10 para o Aladdin, redação não deve avaliar opinião. Tem que avaliar construção, sintaxe, gramática etc.
Concordo com o artigo, mas o exemplo do ENEM foi ruim. Dá para pensar facilmente algum tema caro aos esquerdistas que elaboram o ENEM sobre o qual muita gente teria que omitir seus pensamentos, caso o avaliador tivesse que julgar tamém quais os pontos de vista corretos.
Gostei do tema do artigo !
Países menos liberais são mais agressivos. Todos os países autoritários e menos liberais sofrem com a violência. Não se pode relativizar as coisas, achando que regras radicais podem ser aceitas pacificamente pelas pessoas.
Um casal homosexual pode se casar tranquilamente na igreja ortodoxa e ser abençoado por Deus. Os ricos podem ter suas Ferraris. Os maconheiros podem ficar com suas laricas. Os trabalhadores não precisam pagar honorários para o governo. Os músicos podem ficar com suas batucadas e danças. Os empreenderores podem ficar com suas obseções para produzir coisas.Os judeus podem ficar com suas economias. Os alunos podem estudar sem ser doutrinados. Além de ninguém ficar de saco cheio do governo.
A liberdade deve ser defendida sempre. Violar o direito das pessoas que não agridem ninguém, só gera violência.
Aproveitando este gancho, deixo meu desafio aos movimentos feministas, para que façam numa mesquita, o mesmo que os movimentos feministas fizeram na Catedral de São Paulo neste final de semana.
Não teve como não lembrar disso:
Achei a crítica sobre o relativismo muito válida na sociedade e no momento atual, mas creio que ela não se aplica à correção da redação do ENEM por um simples motivo: critérios de avaliação. Um dos critérios expressamente indicados e de amplo conhecimento público para não zerar a redação (independente de questões lógicas ou gramaticais) é não ferir os direitos humanos. Logo, cabe ao candidato que se julga minimamente preparado (é o caso do fictício Alladim, segundo depreende-se do texto) conhecer e respeitar tais direitos internacionalmente estabelecidos (embora raramente cumpridos).
Se o candidato não os conhece, ou conhece mas mesmo assim arrisca desrespeitá-los, como faz Alladim, o fez por sua própria conta, e incorre no mesmo erro de quem desconhece, por exemplo, a norma padrão de escrita, ou usa propositalmente uma forma popular por acreditar que está também é uma forma válida de se expressar.
Resumindo, é uma questão de referencial adotado. Na prova de ciências da natureza, por exemplo, não importa se o candidato é criacionista literal, ele precisa saber e responder de acordo com com o referencial científico adotado pela prova, a teoria sintética da evolução, no caso. Do mesmo modo, não importa se o candidato é muçulmano, onde certas situações envolvem a punição de mulheres com chibatadas, ou índio, onde em algumas culturas bebês com síndrome de Down são enterrados vivos. Ele deverá ter sua redação zerada pelo simples fato de ter desrespeitado uma das condições previamente indicadas como motivo para receber tal nota. Mesmo que o avaliador concorde totalmente com a argumentação de Alladim, é dever dele corrigir a redação segundo os critérios estabelecidos.
Me lembrou alguns questionamentos que me tenho feito:
Dos comentaristas deste site (IMB), quantas por cento são mulheres? Por quê?
Fiz o ENEM esse ano
O Alladin pode tomar nota zero sim, por que a questão de apedrejamento diz respeito à uma pena de morte cruel. Isso está diretamente envolvido com os ‘direitos humanos’.
É muito provável que defender uma forma de pena de morte cruel, como o apedrejamento, signifique desrespeito aos “direitos humanos”. Desrespeitar os “direitos humanos” é um dos critérios da redação que leva à nota zero.
Relativismo Moral é imposição, e se os homens tbm fossem punidos ?
é claro que esse pessoal concorda em castigar as mulheres, pois estão confortáveis.
Eu n concordo com isso nem pra homem ou mulher, Sou Cristão convicto, mas Discordo dessas parafernálias sustentadas por alguns países, como moralidade.
Vestibular é facil, esquerdou passou.
Diego Melo, boa noite, podemos dizer que onde ha o coletivismo a chance de violência as mulheres (ou aos homens) tem maiores chances de serem mais comuns?
Mesmo se comparada a cultura islâmica, acho a brasileira bem atrasada. Uma mulher não pode sair na rua sozinha que leva todo tipo de cantada, pressão e até mesmo xingamentos. Isso é agressão, isso é totalitarismo, sob o bastião do machismo brasileiro. E vivemos em um país laico. Os níveis de estupro e mutilações de mulheres é altíssimo, fora os casos de assassinato.
Por isso li e achei o artigo deveras prolixo, pois basta tomar a máxima libertária do acordo de não agressão, que toda moral e ética se perfaz de maneira simples, clara e objetiva. Texto pouco didático mesmo para os mais afeitos a filosofia e sociologia, onde a precipua causa desse instituto é multiplicar liberdade com simplicidade.
Cai entre nós, liberdade se aprende de cima para baixo (Mises, Hayek etc), mas se ensina debaixo para cima (vulgo be-a-bá).
E é justamente sob o bastião da liberdade encabeçado aos mais simples que levou a Suíça a ser o que é, a independência dos EUA, etc. É sob esse guardião maior – a não agressão – é que sociedades avançadas existem. O direito de buscar a felicidade a todos e penas duras aos que se atrevem a agredir quem quer que seja.
Engraçado é que no Brasil já existe vários mecanismos para proteção das mulheres (lei Maria da Penha, delegacia da mulher, casa da mulher, etc…).
No Brasil, também, apesar de ter a maioria da sua população conservadora cristã, nossa cultura está longe de incentivar algum tipo de violência contra as mulheres.
Não dar pra saber qual é essa violência a que o tema do ENEM se refere, pois se ainda existe violência contra mulher, em que o estado ainda não conseguiu tratar com todas essas instituições que foram criadas, alguma coisa deve estar errado: ou são as pesquisas que estão dizendo que a violência contra as mulheres está aumentando ou é o estado que não está atuando.
O que fica claro é que essa parece mais uma daquelas promessas que sempre fazem parte do discurso esquerdista. Agora só falta pintar a prova de vermelho e colocar a estrela do PT.
Tenho certeza que este aluno receberia 10 pelo simples fato de ser mulçumano (ainda que falasse em punições físicas), mas não pelo relativismo moral e sim, pela guerra ideológica. Se fosse cristão e simplesmente enunciasse a ideia bíblica de que a mulher é auxiliadora do homem e seu papel é fornecer um ambiente de amor e cuidado aos filhos enquanto o pai busca o sustento da casa, receberia uma nota bem baixa.
Não se trata de relativismo moral – sei que o autor não defendeu isso, estou apenas desenvolvendo o raciocínio. Se trata de guerra ideológica: derrubar o “capitalismo”, o ocidente é, na essência, derrubar o cristianismo. Qualquer coisa serve, mesmo que contraditórias – islamismo e gayzismo juntos confirmam isso.
Essas feminazis e gayzistas, quando se calam diante do Islã, só confirmam que eles são mesmo só marxistas e as causas que defendem são só fachada, as que estavam disponíveis no momento.
Essa foi uma crítica ao relativismo moral extremamente infeliz, pois coaduna abertamente com a doutrinação por via de exames escolares. Valores morais precisam estar sujeitos ao debate aberto e honesto, não serem impostos goela abaixo de ninguém. Tal como todo o conjunto de idéias, apenas num ambiente livre a adequada seleção pode ocorrer.
Até onde bem sei, o propósito de uma prova de redação não é mensurar os valores do aluno, e sim sua capacidade de formular um raciocínio, construir uma argumentação coerente, fazendo bom uso do vernáculo.
É claro que há sistemas de valores superiores e inferiores. Mas isso não pode ser definido na base da canetada, como claramente sugere e apóia o autor do texto.
Num livre mercado de idéias, as melhores práticas prevalecem. As incorretas e equivocadas sucumbem. Finito.
A propósito, sou muçulmano. Creio firmemente na superioridade plena de meu sistema moral, e utilizarei todos os expedientes que a comunicação me provê para convencer meus concidadãos do mesmo, quando oportuno.
Agora, a sala de aula não é o lugar para catequese. Deixe isso para as igrejas. Prova não é lugar de filtro ideológico. Deixe isso para a vida pública. Transformar aula numa sessão de adestramento é a suma perversão dos propósitos da educação. Como pontuara Weber,
“O professor que sente a vocação de conselheiro da juventude e que frui da confiança dos moços deve desempenhar esse papel no contato pessoal de homem para homem. Se ele se julga chamado a participar das lutas entre concepções de mundo e entre opiniões de partidos, deve fazê-lo fora da sala de aula, deve fazê-lo em lugar público, ou seja, através da imprensa, em reuniões, em associações, onde queira. É, com efeito, demasiado cômodo exibir coragem num local onde os assistentes, e, talvez, os oponentes, estão condenados ao silêncio.”
Recentemente, fiz um trabalho a respeito do relativismo moral. Eis minhas conclusões:
Não é possível definir, de forma absoluta, se uma moral é superior a outra, pois não há critérios objetivos para tal. Hans Kelsen já identificou isto ao descrever que a justiça, no Direito, é relativa: como identificar o que é absolutamente justo com objetividade metodológica? A própria necessidade de uma “objetividade metodológica” é parte de uma construção essencialmente ocidental, baseada em valores que só quem aqui vive tem maiores chances de compreender, de forma tal que não podemos compreender a construção dos valores de outras sociedades sem lá vivermos. Como se daria uma comparação coerente?
Ainda assim, este relativismo não serve para nos tirar do lugar. Decidi percorrer um outro caminho: encontrar o que é universalmente comum a todos os seres humanos.
Não importa onde e sob qual influência, é inegável que o ser humano busca a felicidade. Não me refiro a uma felicidade que se traduz em alegria e prazer, mas ao conceito aristotélico de felicidade: plena realização de sua vida.
Tal realização plena não pode ser definida, pois é individual e varia de acordo com o ser humano. Buscar defini-la seria obra do mais brutal totalitarismo.
Ora, se é natural ao homem buscar a realização plena em sua vida, então podemos falar em um direito, também natural, que seja válido para todas as pessoas e em todos os casos: o direito de buscar a plena realização. Ou como coloca a declaração de independência dos USA: o direito inalienável da busca pela felicidade.
Entretanto, este direito não pode ser absoluto, pois ameaçar a possibilidade de um terceiro de perseguir a felicidade contradiz o próprio princípio do qual partimos. Desta forma, os seres humanos estão limitados, pelo menos em um plano ideal, pelo princípio da não agressão: o ser humano é livre para buscar sua felicidade, mas qualquer agressão ou atentado contra um indivíduo pacífico é ilegitima e deve ser contida.
Vejam esse vídeo que interessante
A mulher enfia uma faca na jugular do guarda com a intenção de matar, chegar a cortar o pescoço dele mas…no julgamento é absolvida
https://www.youtube.com/watch?v=qyvIif2YL9o
ISSO é um exemplo do que o feminismo+estatismo gera nessas sociedades ‘evoluídas’ que ‘respeitam os direitos das mulheres’ e que esse articulista parece admirar.
Quem acha que feminismo é sobre igualdade é um candidato sério a idiota útil da pior espécie: o idiota útil left lib.
Tema muito bem explorado. Eu me espanto em como as ciências sociais entraram numa espiral de destruição a partir do século XIX. O que deveria ser uma ciência se tornou em grande parte um amontoado de justificativas toscas com o objetivo de alcançar certas metas ideológicas, que jamais são encaradas com ceticismo. É mais ou menos como se na biologia pusessem a teoria da geração espontânea como ponto de partida inquestionável e e partir daí construíssem uma série de artifícios infantis para tentar explicar a realidade à luz da premissa falsa de que seres vivos aparecem do nada.
O “mainstream” das ciências sociais deixou de ser ciência faz tempo. Felizmente, ainda temos uma boa produção de gente séria que geralmente não é muito bem encarada nas universidades.
Artigo muito fraco.
Argumentação frouxa e confusa, meio sem rumo.
Uma mixórdia de coisas desconexas.
Querendo falar de muitas coisas, acabou perdendo o fio da meada.
Estilo adolescente de redação.
Foi o primeiro artigo ruim com o qual me deparo neste site. Os outros foram excelentes.
O objetivo da redação é verificar se o candidato redige bem ou verificar se o candidato defende ideias “corretas”? [ou seja, politicamente corretas]
Multiculturalismo não é a mera aceitação pacífica da existência de diferentes culturas. O liberalismo faz isso. O que os multiculturalistas querem impor é que, visto não haver verdade e tudo ser relativo, não podemos dizer que uma cultura é superior a outra em nenhum aspecto, que devemos aceitar tudo sem pensar, pois pensar é “preconceito”.
Contraditoriamente, os multiculturalistas afirmam ou dão a entender que a cultura ocidental, de base judaico-cristã e greco-romana, é a pior de todas, a causadora de todos os males da Humanidade, e deve ser dissolvida para dar lugar à Nova Ordem.
Só falta combinar com os russos. E chineses. E muçulmanos. E…
O multiculturalismo é um jogo de poder dissimulado dos neomarxistas. Não confunda o relativismo moral e niilismo do multiculturalismo com a tolerância racional do liberalismo.
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O ateísmo nem é um ideário político. No entanto, a esse pretexto e em detrimento do materialismo dialético foi difundido e associado ao comunismo. O comunismo se verificar, tem características religiosas, como a crença em ideais em comum, o seguimento ao um líder, mesmo se fastando do modelo espiritual de um deus onipotente, onisciente e onipresente.
Se é que se pode dizer: O comunismo tornou-se religião, tendo os seus líderes como salvador. Lenin, Mao, Kim e por aí vai. Substituição de algo espiritual por um ser concreto. Nesse pretexto incutiu-se na população e que não se deve cultuar deuses não vistos, apenas seguir ordem diretas de um líder soberano.
Beleza!?
Ateismo é a utilização da razão. É a utilização da lógica. Não denega a ausência de religiões e não se utiliza disso em apoio a líderes políticos.
Hoje me deparei com a seguinte notícia na Folha:
ONG de ministra é acusada de incitar ódio a indígenas e tirar criança de mãe.
www1.folha.uol.com.br/poder/2018/12/ong-de-ministra-e-acusada-de-incitar-odio-a-indigenas-e-tirar-crianca-de-mae.shtml
O que me fez rapidamente lembrar deste artigo aqui do Mises. Seguem trechos da reportagem.
“Segundo a advogada da entidade, Maíra de Paula Barreto Miranda, o problema da matança de crianças é real e não deve ser justificado pelo relativismo cultural nem desmerecido por ativistas.”
“Quando falo que a mãe indígena ama o filho, não quer mais que o seu filho seja morto porque tem uma deficiência, acusam-me de incitar o ódio e o racismo. Imaginem até onde isso vai”, disse a futura ministra naquela audiência.”
“Para os procuradores, a história “foi retorcida e distorcida até fazer parecer uma adoção comum de uma criança vulnerável de mãe incapaz por um casal de classe média de Volta Redonda”. Seria, no entanto, “mais um exemplo da atuação sistemática desses grupos missionários contra os povos indígenas e seus modos de vida, com o fim de fazer valer unilateralmente a concepção daqueles sobre a destes”. “