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Carta aberta de uma austríaca formada no keynesianismo

Como a maioria dos economistas do mundo, fui educada
na firme crença de que alguns indivíduos alojados no Ministério da Fazenda e no
Banco Central devem conduzir, mediante a manipulação dos gastos do governo, da oferta monetária e das
taxas de juros, o futuro de um país.

O keynesianismo nos ensinou que o estado deve
desempenhar um papel ativo, estimulando a demanda agregada mediante o aumento
do gasto público. Consequentemente, nós economistas nos formamos com a ideia de
que, diante de uma crise, enquanto as pessoas não querem investir nem consumir,
somente o estado pode conseguir a reativação da economia.

Tal crença dura até o dia em que alguns de nós saímos do
obscurantismo e descobrimos que sempre estivemos errados. E que Keynes, ao
escrever sua Teoria Geral, esqueceu de que as variáveis da demanda agregada não são independentes.

Aprendemos que, se a demanda
agregada é tida como “insuficiente”, alguns poucos indivíduos, que
aparentemente são mais sábios do que a população inteira, devem redirecionar a
economia mediante o aumento do gasto público. Entretanto, o mundo inteiro
parece estar cego ao acreditar que esse dinheiro que é utilizado para “reativar”
a economia cai do céu ou aparece magicamente nas mãos dos ministros que fazem
esse planejamento central.

Não ocorre esse milagre.

Keynes, aqueles de nós que já fomos keynesianos e
todos os que antes dele já utilizavam a fórmula de aumentar o gasto público
para sair da crise, negligenciamos que um aumento dos gastos do governo somente
pode decorrer de uma diminuição do consumo das famílias ou do investimento
privado. Pode-se aumentar os impostos sobre o consumo, ou pode-se aumentar a
tributação das empresas e, com isto, incrementar o gasto público. Pode-se também
aumentar os déficits do governo e consequentemente seu endividamento, mas os
juros dessa dívida serão pagos também mediante tributação.

Ou seja, o que os keynesianos propõem nada mais é do
que uma transferência de recursos.

[N. do E.: é por isso que quem afirma que gastos do
governo geram crescimento está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar
com outros pode enriquecer a todos.  Está afirmando que tirar água da
parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na
piscina aumentar.]

Depois de compreender este grave erro, tudo parece
ficar mais claro. Suponho que os antigos seguidores de Keynes, assim como eu,
perguntam-se como fomos capazes de incorrer em tal engano. Bastiat diria, com
muita razão, que há que exercitar a visão para conseguir ver aquilo que à
primeira vista não se vê.

É claro que um aumento do gasto público aparentemente gera
emprego. Quando um governo decide construir uma estrada, todos vemos os operários
trabalhando e ficamos satisfeitos de que agora há trabalho para os que
anteriormente estavam desempregados. Porém, o que não vemos, simplesmente, é
que por conta desses impostos que nos foram cobrados para fazer a estrada, outras
famílias deixarão de consumir e os vendedores desses produtos não-consumidos ficarão
sem emprego. Deu-se trabalho a alguns operários, é verdade, porém em troca de outros
ficarem sem emprego.

É, portanto, um erro fatal chamar de ganho aquilo que
é um simples deslocamento.

Nenhum homem trabalha para guardar seu dinheiro dentro
da gaveta para sempre.  O dinheiro
oriundo do trabalha sempre será destinado ou ao consumo, ou a aplicações financeiras
(que irão financiar empreendimentos) ou ao investimento direto.  Com esse dinheiro fruto do trabalho e da produção,
criam-se empregos.  Vale enfatizar: mesmo
quando poupa-se o dinheiro em um banco, outro utilizará este capital para
investir.

Portanto, cobrar impostos utilizando o argumento de
que isso criará emprego é algo que não faz sentido.

Pense em um governante que cobra impostos para, por
exemplo, subsidiar um museu. É verdade que dezenas de empregos serão criados
apenas para gerenciar este museu, porém dezenas de outros também serão
destruídos, pois diminuirá o consumo de alimentos, roupa, serviços e outros bens
que aqueles que pagam o imposto não poderão mais comprar. Ademais, se você não
gosta de arte, terá sido privado de consumir algo de que realmente gosta, para
construir um museu ao qual não irá.

E tudo isto sem que se tenha criado um só emprego a
mais do que existiria caso não tivessem cobrado o imposto.

Não seria mais sensato que você desfrutasse do
dinheiro que conseguiu com o seu trabalho, comprando o que você quisesse, e que
somente aqueles que valorizam ir ao museu pagassem para consumir esse serviço? Neste
caso, o aumento do gasto público, como em qualquer caso, não criou emprego. O
que realmente foi feito foi privar você de consumir um bem que realmente
valoriza e lhe obrigar a gastar seus recursos em algo que o governo considerou
conveniente, mesmo que ninguém vá ao museu e este não seja rentável.

Assim, o keynesianismo conseguiu mostrar-nos como se
fosse um ganho aquilo que não passa de um mero rearranjo. Não ocorre a tal
criação de emprego.

Mas, além disso, amparados nesta mentira, os
governantes nos privam de desfrutar, naquilo que consideramos conveniente, o
dinheiro que ganhamos honestamente.  E fazem
isso ao mesmo tempo em que criam um grande sistema parasitário, o qual se
sustenta com os nossos impostos.

Não precisamos de um exército de burocratas que ganham
a vida confiscando nosso dinheiro para criar aqueles empregos que nós mesmos criaríamos
— e de uma maneira muito mais eficiente — ao direcionarmos nossos gastos
àquilo que realmente desejamos.  Não há maneira
mais eficiente e moral do que essa para se criar empregos.

É imperativo que sigamos o conselho de Bastiat, e que
de uma vez por todas acabemos com os mitos que nos fazem tanto dano. É dever
dos que compreendemos esse erro abrirmos os olhos dos que ainda acreditam na
mentira do gratuito. O gasto público não se aumenta com dinheiro que cai do
céu, mas sim com dinheiro que sai de nossos bolsos.

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Leia também sobre o keynesianismo aplicado no Brasil e suas consequências:

O legado humanitário de Dilma – seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade


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149 comentários em “Carta aberta de uma austríaca formada no keynesianismo”

  1. “Keynes, aqueles de nós que já fomos keynesianos e todos os que antes dele já utilizavam a fórmula de aumentar o gasto público para sair da crise, negligenciamos que um aumento dos gastos do governo somente pode decorrer de uma diminuição do consumo das famílias ou do investimento privado.”

    Será que se leva tanto tempo para se perceber algo tão óbvio?

  2. Já vi pessoas que se consideravam de esquerda e hoje são de direita e vice-versa. Há diversas análises a serem feitas nesses casos.

    Também vejo keynesianos como Vanesa Vallejo que agora são austríacos.

    Mas nunca vi um austríaco deixar de ser austríaco… e isso é verdade.

  3. Depois da crise de 2008, nenhum BC tem mais credibilidade, a impressão que dá é que eles apenas vão empurrar a bomba ao máximo que der. E vai ser bonito quando essas bolhas estourarem…
    Mudando de assunto, me impressiona a mudança de postura dos EUA. Da ideia do self made man, land of the free, estão cada vez mais idiotizados com a lavagem cerebral esquerdista, aumento do Estado, politicamente correto…
    Nada exemplifica mais isso do que a reeleição do Obama, eleito pela esquerda caviar e com um discurso vazio e idiota de “Yes, we can”. Isso porque estavam diante da maior crise desde 29 e se deixaram enganar por 8 anos com o maior estelionatário da história dos EUA. Não satisfeitos, agora resolvem levar a sério um palhaço igual ao Trump Fidélix. A passividade deles em relação ao que está acontecendo na América Latina é impressionante. Se isso aqui for tomado pelo bolivarianismo e virar quintal da China, acabou a humanidade, ainda mais com a Amazônia em jogo. Só resta torcer pra Fiorina ganhar e começar a limpar os 16 anos jogados no lixo por Bush-Obama. Se der a Hillary é game over.

  4. Ótimo texto.
    Posso dizer que eu também já fui keynesiano, ou melhor, doutrinado a ser keynesiano ao longo do curso de economia.

    Na década passada, quando me formei, posso dizer que escola austríaca era algo distante e nenhum professor ou pessoa próxima a mim sequer comentava algo. O objetivo era demonizar os “neoliberais” da escola de Chicago.

    Hoje eu enxergo (e fico um pouco envergonhado, devo reconhecer, por ter sido manipulado) o quanto educação no Brasil é de fato um meio de doutrinar as pessoas.

    A descoberta da escola austríaca (através do instituto Mises) mudou totalmente minha forma de enxergar economia.

    Só tenho a agradecer aos instituto Mises pelo ótimo trabalho de divulgação que foi feito ao longo dos anos.

  5. Rogério Celso Hansen

    O Brasil de hoje talvez seja o melhor exemplo para derrubar por terra totalmente as teorias keynesianas. Não há muito mais a se comentar.

  6. Régis Antônio Coimbra

    O argumento usado me parece estar errado. Keynes está errado, mas não por isso que, de resto, tem mais cara de keynesianismo do que de keynes.

    O problema não é o estado gastar em situação de emergência, quando a economia já se deprimiu e efetivamente há capacidade ociosa. Nessa situação muito específica, o estado pode induzir uma produção gastando suas reservas ou endividando-se e assim promover uma produção e consumo dentro da capacidade ociosa.

    O problema é que essa “mágica” tem muitos limites e eles costumam ser ignorados. É como usar o cheque especial ou o crédito rotativo do cartão de crédito… faz sentido em algumas situações (não no Brasil… no Brasil, nunca faz sentido…), mas não para pagar despesas correntes, do dia-a-dia.

    Para reativar uma economia que está com capacidade ociosa, o uso de reservas ou de endividamento do estado pode fazer sentido. Mas não para estimular um crescimento que já está no limite da capacidade produtiva ou num contexto de crédito no qual não há poupança interna nem credibilidade para atrair investimentos – e um dos problemas do keynesianismo mais do que de keynes é o desestímulo à poupança e o aumento da desconfiança de investidores externos (o que é um problemão, já que os internos não tem poupança para investir).

    O estado estimulando uma produção que já está no limite (que não está deprimida), estimula antes a inflação do que o crescimento adicional. Produtos que podem ser importados podem ter seus preços estáveis, mas os serviços e produtos não importáveis tendem a ser inflacionados.

    Daí as coisas começam a se complicar, se mantidas por muito tempo, e “muito” vai depender das reservas de valores ou de crédito (de confiança) disponíveis para essa tomada de risco. Se as reservas ou a confiança forem baixos, a brincadeira vira pesadelo rapidamente; se forem grandes o problema são bolhas de maus investimentos devido ao ruído gerado pelo estado.

    Não se trata de pegar a água do fundo da piscina e colocar na parte rasa e alegar que o nível da piscina subiu em todas as situações. Se há poupança estagnada interna ou poupança externa qualquer que possa ser atraída, a água não está na piscina, está fora. O modelo da psicina, aliás, é inadequado se tomado como um modelo estático, totalmente inadequado. O governo pode, em tese, ter reservas – no mais das vezes tem fundos já destinados, por exemplo, contribuições para previdências estatais… que em lugar de provisionamento, viram dívidas porque são usadas para “emergências” ou “oportunidades” mais ou menos duvidosas. Até aí, tudo bem… são as finanças mais clássicas possíveis: gastamos, hoje, um dinheiro que só ganharemos amanhã, usando a confiança que passamos de que efetivamente ganharemos (e mais) no futuro do que conseguimos acumular ou ganhar no presente.

    O problema não é esse. Já mencionei mas reitero. Tem duas partes. Primeiro, o governo, para uma emergência, precisa de reservas ou crédito, e a economia precisa efetivamente estar com capacidade ociosa… e as reservas ou crédito são finitas, bem finitas. Segundo, se o governo tem muitas reservas ou crédito e pode sustentar não o combate a uma emergência mas um turbinamento da economia, ele inevitavelmente vai gerar um enorme ruído por muito tempo e, lá pelas tantas, vai-se descobrir que alguns investimentos que pareceram muito bons por mais ou muito tempo eram tremendas furadas – os ciclos que, ironicamente, as políticas anticíclicas deveriam evitar.

    No caso do Brasil, o problema tem uma outra face, ainda. O estado mais do que esse ou aquele governo tem obrigação de gastar mais do que arrecada. Sempre. Se arrecadar mais, tem de gastar mais. Ok, não é realmente obrigado a gastar mais do que arrecada, mas sua efetiva situação desde antes da constituição de 1988 é a de já ter gastado muito e ser obrigado a gastar mais do que arrecada em termos líquidos. Isso pode funcionar ou parecer funcionar enquanto a carga tributária pode ser aumentada ou, aumentada ou não, a arrecadação aumenta.

    No entanto, se ou quando a arrecadação estabiliza (eu disse estabiliza), os gastos continuam aumentando, isso diminui a credibilidade e corta os investimentos externos, única fonte relevante numa economia sistematicamente endividada (estado) e sem poupança (famílias, empresas). Daí só aumentando tributos que obviamente, sim, tiram do fundo da piscina e trazem para a parte rasa, sem mudar o nível que, de resto… evapora. Não há entrada de água (investimentos externos) e há dívidas para com todo mundo. Nesse momento, de fato, o modelo é o de uma piscina com ralo e sem entradas de água, num solão e atmosfera seca (evaporando muito).

    O nível até pode ter efetivamente subido com empréstimos e investimentos. Mas foi um aumento insustentável. “O nunca antes nesse país” foi mais do “como de costume”.

  7. Creio que Keynes só pode entrar no estudo da economia quando a sociedade estiver poupando exageradamente por medo do futuro, isto é, preferindo manter o dinheiro entesourado sem uma “razão lógica”.

    Assim, o pasteleiro deixa de tomar cerveja (porque “prefere” poupar a grana devido a situação econômica nacional ruim) e o cervejeiro, que não ganhou dinheiro, deixa de comprar pastel.

    Nesse “excesso de medo” geral (desaba a propensão a consumir), aí sim cabe Keynes.

  8. Norbert Waage Junior

    Além do confisco de dinheiro por parte do estado para financiar seus gastos, o mesmo acaba criando empregos não só para os envolvidos em suas obras, mas também para burocratas que tornam o repasse de dinheiro ainda mais ineficiente.

  9. Eu realmente acho impressionante como os liberais já apontavam o óbvio em 1850.
    Locke e depois Bastiat deixaram claro que boas intenções por si só não significam bons resultados e mais: ainda que significassem, não justificam assaltar o outro, pois isso fere a moralidade.
    Mas os intervencionistas e pilhadores sempre foram os predominantes na política.

  10. [N. do E.: é por isso que quem afirma que gastos do governo geram crescimento está afirmando que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos. Está afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.]

    Parece que esses keynesianos precisam ser apresentados urgentemente ao método contábil das partidas dobradas. Coisa boba que se aprende no primeiro semestre do curso de contábeis.

    Explicando de forma bem boba e simplista para que até uma criança de 8 anos possa entender:

    Se você achou 100 reais na calçada (débito) isso só aconteceu por que alguém passou por ali antes e perdeu 100 reais (crédito).

    Keynes e seus seguidores imaginam que se alguém achou 100 reais na rua então a economia como um todo enriqueceu 100 reais, parem com essa insanidade por favor…

  11. Henrique Zucatelli

    Na verdade o Keynesiano sabe muito bem o que faz, e onde isso vai dar.

    O problema é que eles vivem de apropriação estatal, seja por meio de funcionalismo público, seja por meio da burocracia vigente.

    O que seriam dos incompetentes se não fosse o Estado?

    Com a palavra, Darwin.

  12. A razão do sucesso da teoria keynesiana não está na economia, está na política: esta teoria fornece um embasamento conceitual para o contínuo aumento dos gastos públicos, o que todo político e governante sempre almeja. A sociedade moderna chegou ao ponto de acreditar em uma correlação totalmente inexistente: de que a redução dos gastos públicos causa recessão! Este risco iminente de recessão causada pela austeridade nas contas públicas é amplamente difundido pela mídia e pelas forças políticas, e tornou-se quase um dogma que poucos políticos têm a coragem de enfrentar.
    Mas a teoria keynesiana só tornou-se viável através do constante aumento do endividamento público, estimulado pela crescente financeirização da economia. Este é um dos maiores desafios da nossa sociedade: as gigantescas dívidas públicas dos países ocidentais.

  13. Escola Austríaca é muito massa… Sempre tive vontade de entender de economia, mas apenas acompanhando noticiários, pesquisando na internet, não conseguia entender o mainstream.

    Só aqui pelo Mises consegui compreender a Economia em si, pelo caminho austríaco, que é o correto, e também consegui entender as outras escolas, melhor até do que se tivesse estudado elas diretamente. É empolgante!

    Anteriormente, cheguei a abandonar um curso de engenharia top por medo de me sujeitar aos ciclos economicos, que eu não compreendia. Se não entendia, não sabia como me posicionar, nem onde.

    Enveredei por aqui quando, tentando compreender as razões do sucesso da Alemanha, deparei-me com um artigo sobre Adenauer e Erhard (organizadores do Deutchemark), discípulos de Eucken, que apenas conviveu com Mises . Meu deus, um país que colocasse diretamente os direcionamentos do próprio Mises em prática estaria onde?? Exploração intergalática??

    Fora que a própria praxeologia é em si muito instigante. As derivações utilitarias são meros marginalismos…

  14. Não coaduno com essa visão unilateral desse site!
    Na crise de 2008-2009, que começou justamente na maior potência econômica,ninguém
    reclamou do papel do estado interferindo para salvar bancos e empresas. Talvez, sem essa ajuda, o capitalismo que vocês tanto pregam não existisse mais. Uma crise que se iniciou pela famosa “mão invisível”

  15. Rodrigo Pereira Herrmann

    As idades do homem. Evolução das ideias:

    Comunista –> Socialista Fabiano –> Nacional-estatista –> Social-democrata –> Libertário –> Liberal –> Conservador.

  16. Eu estranhava a economia austríaca, até eu conhecer a filosofia por de trás,
    era socialista-fabiano, depois fui a direita liberal, até me tornar anarco-capitalista “brutalista”.
    Sempre tentei ser justo comigo e com minha consciência e com meu entendimento de mundo.
    A Economia austríaca enxerga além da resolução do problema, ela enxerga a raiz do problema.

  17. Por que ele é legítimo e por que ele é moral?

    Se ele é legítimo e moral, então máfias que extorquem em troca de proteção e que estipulam os que as pessoas podem comprar (como as milícias das favelas) também são igualmente legítimas e morais.

  18. O estado é legítimo, pois o “princípio da não-agressão” não pode ser opcional.

    É o estado pode ser moral, causo seja financiado através de “impostos” voluntários.

  19. Willian Pablo Pereira Reis

    Mas o governo não recolhe fundos apenas através de impostos, na verdade essa é uma das ultimas coisas que o governo faz, porque sabe que isso custa capital político, que as pessoas irão começar a se rebelar com o governo por causa disso. Como essa crítica pode se situar quanto as outras formas pelas quais o governo se financia? Como a venda de títulos públicos, lucro de empresas estatais, etc, etc..

  20. Como disse outro artigo, para o keynesianismo é o rabo que balança o cachorro.

    Ressalva: é inexato dizer que o “crescimento” econômico defendido pelo keynesianismo seja o mero deslocamento de recursos de um setor para outro. Esse processo de deslocamento envolve destruição de valor em diversos sentidos: desperdício com burocracia, má administração, corrupção, entropia. O que é criado pelo governo é quase sempre (sempre?) menos do que foi destruído ou deixou de ser criado pelo livre mercado.

    * * *

  21. Eu ja me perguntei porque o Keynesianismo tem tantos adeptos se é uma escola econômica equivocada. Ai eu me lembro que somos comandado por politicos que dependem de votos, Keynesianismo é pessimo pra econômia mas é otimo pra ganhar eleições e popularidade.

  22. Me tirem uma duvida, um exemplo apenas 17 aeroportos no Brasil inteiro são superaftarios e os que fecham no prejuizo são subsidiados pelo governo, e o mesmo deve ocorrer também com estradas e portos. No anarcocapitalismo ou libertarianismo como resolver essa situação e evitar que cidades inteiras sejam isoladas devido a inviabilidade econômica dessas vias de ligações?
    Pra se ter uma ideia nenhum porto da região norte é superaftario.

    economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/dos-aeroportos-administrados-pela-infraero-70-sao-deficitarios/n1300109871346.html

  23. Henrique Zucatelli

    Caros amigos, uma dúvida bacana, avançando nos estudos sobre oferta monetária.

    Em um regime padrão ouro clássico, onde não há expansão da base monetária via emissão sem lastro ou reservas fracionárias, como que ela ocorre exatamente?

    Seguindo adiante na questão (e talvez auto explicando): se a oferta de ouro (lastro monetário) é constante e a produção de riqueza também, logo haverá valorização da moeda a ponto de utilizarmos décimos de centavos, ou chegaríamos ao ponto de utilizar juntamente ao ouro outro padrão constante para lastrear mais emissão, como por exemplo a prata, o nióbio e outros metais preciosos?

    Confesso que fico um pouco confuso, mas reitero que isso não é uma pergunta subjetiva para justificar qualquer emissão sem lastro ok? É uma questão técnica.

  24. Tem um detalhe que esqueceram de falar. O Governo gera emprego, mais que o setor privado, pelo simples motivo de que o setor privado produz mais e de maneira eficiente, enquanto que o Estado contrata um monte pra não fazer porra nenhuma. Pode ser injusto, mas gera empregos.

  25. Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados entrarem em contato.

    Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato…

    [email protected]

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    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é [email protected]

  26. Eu me considero de centro, acho que um equilíbrio é o ideal
    para não beirar um totalitarismo de ambas as partes. Socialismo = Coletivizar a pobreza
    Liberalismo= deixar os pobres em prol de uma mão invisível.

  27. Os economistas governo são péssimos em matemática.

    Eu ganharia de lavada deles na disputa de cálculo integral, cálculo diferencial, cálculo de limites, cálculos de séries, cálculo vetoral, polinômios à 30a potência, algebra linear, cálculo numérico, etc.

    Definitivamente, os economistas do governo não possuem noções básicas de matemática.

  28. O governo é o campeão das desigualdades perante as leis do país. Nada é tão destruidor e violador das leis quanto o estado.

    Nada é tão desigual quanto as leis do governo. O governo é o campeão das desigualdades perante a justica.

    É só ver essa lista:

    As pessoas e empresas pagam diferentes alíquotas de impostos.

    Algumas empresas recebem bolsa empresário, mas outras não recebem.

    Os produtos vendidos no comércio possuem alíquotas de impostos totalmente diferentes.

    Os ministros do supremo não precisam de concursos, mas os de primeira instância precisam passar em concurso.

    Algumas pessoas recem bolsa swap cambial, outras não recebem.

    O estado pode matar bandidos, mas as vítimas não podem se defender.

    As mulheres podem ser estupradas e mortas, mas os estupradores não podem ter pena de morte.

    Políticos e burocratas podem ter passaporte diplomático, mas as pessoas normais não podem.

    Muitas pessoas podem ter uma faculdade sem pagar, mas a maioria não tem faculdade gratuíta.

    Muitas pessoas podem ser operadas em hospitais do governo, mas outras não conseguem vaga.

    Os políticos podem ter carros, casas e passagens pagas pela população, mas as pessoas não podem receber esses benefícios do estado.

    Muitas pessoas não pagam ônibus ou pagam meia entrada, mas outras precisam pagar passagem ou entrada inteira.

    As pessoas podem beber e fumar tabaco, mas outras não podem fumar maconha.

    Muitas pessoas recebem bolsa família, mas muitas outras não recebem bolsa nenhuma.

  29. Grande artigo.

    Como um Austríaco em formação, e alguém que também foi formado no Keynesianismo (digamos, alguém tentando sair da Matrix), tenho algumas dúvidas.

    Supondo que o pensamento libertário realmente domine o mundo, e os governos sejam reduzidos aos poucos, de maneira que se reduza toda a burocratização aos empreendedores, depois vendam todas as estatais, logo após todas a constituição baseie-se em Frederic Bastiat, chegando ao fim dos Banco Centrais, e as fronteiras serem meras linhas imaginárias para facilitar o estudo da Geografia, fica talvez, minha principal dúvida nesse momento:

    Como se definiria, dentro do pensamento austríaco, a melhor forma de se dividir as propriedades que hoje são do estado, mas que causam impacto em outras pessoas?

    Vamos, supor, que o Rio “x” seja vendido. Para quem ele deveria ser vendido? Obviamente que, um nato empreendedor iria manter o curso do rio em funcionamento, colocaria taxas que se enquadrassem em um preço de mercado e dentro dos contratos estabelecidos com os seus usuários, manteria o rio na mais perfeita ordem possível, de maneira que o Rio “x” estaria em uma situação muito melhor do que quando o estado o mantinha.

    Aí vem o outro ponto: Mas, e se o comprador for um belicista? Ou então, digamos, uma pessoa que tenha motivações próprias para que o rio seja aniquilado (ex: um pai que perdeu seu filho afogado no rio – mas não estamos discutindo motivações).

    Por estar dentro da sua propriedade, isso estaria sendo respeitado? A Água, como uma mercadoria como qualquer outra, apenas pararia de ser fornecida, correto?

    Partindo, desse princípio, e se essas pessoas comprarem várias partes – Uma pessoa, sem a mínima noção de desenvolvimento no longo prazo, se deslumbrasse com as árvores na amazônia e fizesse um desmatamento que a tornasse infértil – uma marxista cultural comprasse a BR116, e considerando os carros algo que assola a humanidade, acabasse com a BR – e assim por diante.

    Logo, chegamos a uma resposta: A humanidade sempre se adapta.

    Mas, seguindo essa linha de raciocínio, devido a falta de raciocínio lógico que o keynesianismo nos impõe hoje nas escolas, não estaríamos nos adaptando de uma forma menos produtiva, por não poder exercer a coerção?

    Obrigado! Se errei em algum ponto da linha de raciocínio, fiquem a vontade para corrigí-lo.

  30. Arnaldo de Saboya

    Keynesianos, modernos, chicaguenses, podem ter muitas diferenças, mas todos consideram escola austríaca pseudo-ciência que se recusa a usar as ferramentas matemáticas modernas. Ah, e o debate econômico é feito por essa galera, os austríacos estão fora dele. Só fazem sucesso entre leigos.

  31. Maneira simples de acabar com a inflação sem precisar do governo nem nada, trabalhar muito, muito mesmo a nível de produzir valor muito acima do que produz e consumir uma pequena porcentagem desse valor de sua produtividade, e o resto que ganhou aplicar no banco para comprar uma casa, um carro, abrir um negocio, fazer faculdade, ou mesmo para sua aposentadoria ou para casos de emergência na família que sempre todo o mundo tem como para uma emergência médica, trouxa é que confia nos serviços públicos de emergência no Brasil arriscando a vida de seus familiares(Um de meus parentes sofreu isso na pele e teve que ir para um hospital particular para ser atendido)Um exemplo é essa reportagem da bbc brasil, “Uísque, cristais e restaurantes de luxo: como vivem os ricos em meio à crise na Venezuela”

    http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36733066

    Essas pessoas ricas tem uma vida relativamente boa porque até agora eles vivem das suas economias que fizeram ao longo dos anos no país de hiperinflação e desabastecimento. só conseguindo se manter no país com negócios nos eua apesar de ter o problema da falta de medicamentos

  32. Como a maioria dos economistas do mundo, fui educada na firme crença de que alguns indivíduos alojados no Ministério da Fazenda e no Banco Central devem conduzir, mediante a manipulação dos gastos do governo, da oferta monetária e das taxas de juros, o futuro de um país.

    Poder conduzir o futuro de um país, até podem. O problema é para onde o conduzem.

    * * *

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