Hoje, dia 3 de janeiro de 2019, é o décimo ano do surgimento do Bitcoin. Abaixo, um artigo do grande especialista brasileiro no assunto, Fernando Ulrich, originalmente publicado em agosto de 2015.
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Quando Satoshi Nakamoto publicou um paper, em outubro de
2008, descrevendo a sua criação — um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer
–, poucos lhe deram atenção. Nem mesmo os especialistas em criptografia
acreditavam que o projeto tinha alguma chance de sucesso.
A ideia de um dinheiro digital não era novidade; alguns já
haviam tentado desenvolver uma moeda para a era da internet, mas nenhuma
iniciativa tinha conseguido decolar.
Há pouco mais de seis anos, quando a rede começou a ser
construída por um punhado de programadores voluntários, ninguém poderia
imaginar que hoje o Bitcoin alcançaria o status de maior projeto de computação distribuída
do planeta, com força computacional que supera em mais de 200 vezes a
capacidade dos 500 supercomputadores mundiais somados.
Tampouco poderíamos prever que o Massachusetts Institute of
Technology (MIT) formaria um departamento de pesquisa dedicado exclusivamente
às criptomoedas, reconhecendo tacitamente a tecnologia inovadora do Bitcoin
como um novo e legítimo campo de conhecimento científico.
Em 2009, uma unidade da moeda digital não tinha nem sequer
um preço. À época, seria um devaneio completo esperar que o Banco da Inglaterra
julgasse relevantes — se não transformadoras — as implicações do protocolo do
Bitcoin sobre a moeda estatal e o sistema bancário tradicional. Considerar,
ademais, a hipótese de um banco central emitir sua própria moeda digital seria
pura fantasia.
O que antes poderia parecer ilusão de um ambicioso projeto
de computação hoje é realidade. Atualmente, a moeda digital inspira soluções
criativas para a débâcle econômica da Grécia. Embora o Bitcoin não seja uma
solução aos apuros fiscais do governo do país, ele está servindo como refúgio
genuíno para o povo grego, impossibilitado de transferir dinheiro ao
exterior e refém de um possível confisco ou retorno ao antigo dracma.
Hoje, empresas do calibre de Dell e Microsoft aceitam bitcoins
como forma de pagamento. Consultorias como a Deloitte testam a utilização do
blockchain — o grande “livro-contábil” do Bitcoin — para processos
de auditoria. O governo de Honduras estuda um projeto-piloto para registrar
a titularidade de terras no blockchain.
Atualmente, a Nasdaq está experimentando
a infraestrutura da tecnologia para registro de transações e de propriedade de
valores mobiliários. A New York Stock Exchange, por sua vez, investe
em uma das maiores processadoras de pagamento de Bitcoin. Já a SWIFT ofereceu,
recentemente, uma bolsa de 15 mil euros ao melhor trabalho de pesquisa sobre o
impacto e o potencial da tecnologia
do blockchain para as transações de ativos.
A cada semana, novas empresas buscam explorar as
possibilidades do Bitcoin, endossando e legitimando cada vez mais essa grande
inovação tecnológica.
Mas o que é essa tecnologia, afinal de contas? O Bitcoin é
uma invenção revolucionária da ciência da computação. Na sua essência, contudo,
ele nada mais é do que um protocolo, um conjunto de regras pelas quais se
comunicam computadores conectados à rede peer-to-peer do sistema. Não há um
servidor central monitorando o cumprimento das normas. Primeiro, porque elas
incentivam o comportamento honesto; segundo, porque todos são monitorados por
todos. A confiança e a segurança são alcançadas de forma descentralizada,
graças ao uso engenhoso da criptografia moderna, e sem que seja necessário
conhecer a identidade dos participantes.
O feito extraordinário — e sem precedentes na era da
computação — é que esse protocolo possibilitou recriar a escassez do mundo
físico no mundo digital. Um bitcoin é um bem digital que não pode ser
reproduzido ou falsificado; sua titularidade de propriedade está devidamente
registrada no blockchain.
A tecnologia inovadora permitiu recriar as características
do dinheiro físico no mundo digital. Mas com uma particularidade notável,
porque o Bitcoin é simultaneamente uma moeda digital e um sistema de
pagamentos. Isso nunca ocorreu na história financeira da humanidade. É certo
que não é reconhecido nem emitido por nenhum estado. Moeda estrangeira, por
definição, jamais será. Mas tem funcionado como dinheiro para muitas pessoas,
algo inexplicável para a maioria dos economistas, cujas teorias não admitem uma
moeda produzida livremente pelo mercado.
Tem oferta finita e não é passivo de ninguém, análogo aos
metais preciosos. Podemos classificá-lo como uma commodity, mas uma de natureza
digital. A primeira commodity digital da história. Um ativo ao portador que
pode ser custodiado e transferido sem depender de nenhum intermediário. Um
ativo realmente inédito.
Mas o dinheiro eletrônico é apenas a parte mais visível, é
a aplicação óbvia, assim como foi o e-mail para a internet. Porque, no final de
tudo, o Bitcoin é meramente uma tecnologia de registros de títulos de
propriedade que conta com um livro-contábil praticamente imutável — uma vez
efetuado o registro, é computacionalmente impraticável revertê-lo.
Essa invenção tem valor, tem utilidade, e nada impede que o
blockchain seja usado para o registro de outros ativos que não bitcoins. A
verdade é que a tecnologia é muito mais do que apenas um dinheiro para a
internet. Potencialmente, é a internet do dinheiro. É a internet aplicada às
finanças.
De fato, não estamos diante de um simples aplicativo para
smartphone. Também não se trata de uma bolha das tulipas digitais. Na verdade,
o Bitcoin é possivelmente a invenção mais importante desde a internet, e as
implicações dessa tecnologia não são de todo previsíveis ou imagináveis. Mas
não podemos desmerecê-lo, pois ele tem o potencial de causar disrupção em
diversas indústrias.
O Bitcoin é uma evolução da própria internet. É também uma
evolução do dinheiro como o conhecemos. E, assim como a internet transformou a
troca de informações no mundo todo, o invento de Satoshi Nakamoto tem o
potencial de transformar a troca de valor.
Nunca havia comentado nenhum artigo do Mises Brasil, mas gostaria de dizer que esse artigo em especial, mostra uma sutileza do autor e claridade excelentes. Poderia mesmo dizer que Fernando Ulrich poderia ser o Garrincha do Mises Brasil.
O sucesso do Bitcoin implica no fim do estado?
Desejo divulgar um blog que criei ontem. Eis o endereço: eaefl.blogspot.com.br. Aposto que vocês irão gostar!
Sem possibilidade.
Ninguém dá a devida ênfase – minúscula, porem não nula – da chance da rede se dividir em duas. Quando isso acontecer será o fim do blockchain, pois este processo também será irreversível.
O melhor de tudo é que ainda está no começo.
É uma oportunidade para quem ainda pode comprar aos preços de hoje.
Com uma adoção maior a valorização e posterior estabilidade também virão.
https://www.youtube.com/watch?v=ZqrBtAGgAQo
O fato de o bitcoin ser instável como o cara diz nesse vídeo, não faz dele algo perigoso?
A Empiricus lançou esses dois vídeos falando sobre as previsões da economia brasileira:
https://www.youtube.com/watch?v=pxtz6r_9BJs
https://www.youtube.com/watch?v=foY9wOatQQ4
Essa organização é confiável? O que os especialistas no assunto aqui do Instituto Mises acham disso?
Felicitações pelo artigo, o autor discorreu com maestria sobre o tema, acidentes de percurso embora remoto não está descartado, mas tendo em vista o cerco a informalidade, não há dúvida que esse lance “ao portador”deverá ganhar ímpeto no Brasil. Se a crise pegar no breu, a despeito da corrupta desgovernança, as pessoas hão de “se virar nos trinta”. A voracidade é tremenda, a saber:
Com a publicação da Instrução Normativa nº 1.571/2015, no Diário Oficial da União do dia, 03/7, a Receita Federal instituiu uma nova obrigação acessória, denominada e-Financeira, cuja tecnologia de desenvolvimento é a mesma utilizada no SPED, condição que proporcionará às instituições financeiras maior aderência ao padrão consolidado e reconhecido internacionalmente para captação de dados pelo fisco brasileiro.
A e-Financeira tem sua primeira entrega para maio de 2016, referente aos dados a partir de 1º de dezembro de 2015.
jornalcontabil.com.br/portal/?p=3655
As entidades prestarão informações, dentre outras, relativas saldos de qualquer conta de depósito, inclusive de poupança, saldo de cada aplicação financeira e aquisições de moeda estrangeira, quando o montante global movimentado ou o saldo,em cada mês, por tipo de operação financeira, for superior a R$ 2.000,00, no caso de pessoas físicas e R$ 6.000,00, no caso de pessoas jurídicas.
https://www.legisweb.com.br/noticia/?id=14417
Se o bitcoin virar dinheiro, o que impedirá os governos de receberem impostos e taxas pagos com bitcoins?
Bitcoin é o presente e o futuro da moeda mundial, sem dúvida. Temos que ir pouco a pouco, através de reuniões, eventos, divulgação na mídia, enfim, é necessário que as pessoas percebam a necessidade (e a validade) de mergulhar nesse universo, até chegar no ponto onde se estimará mais o BTC do que essa farsa de moeda brasileira e mais adiante a de outros paises. Aqui no Paraná estamos caminhando, em Maringá terá evento, virei aqui no site divulgar quando for ocorrer e divulgar os links. Grande abraço aos nossos companheiros lutadores do universo Bitcoin.
Acho que o fator principal para o sucesso é a oferta limitada e expansão lenta, e não-manipulável.
É o que gera confiança na criptomoeda.
Com o aumento dos efeitos de rede, BCs, abram os olhos!
Imaginar que a pessoa nao pagara impostos pela possibilidade de o bitcoin se impor como moeda; pensar tambem que a inexistencia de banco central importa em nao pagamento de impostos; enfim, pensar…. e’ viajar na maionese. Na idade media nao havia banco central e os senhores feudais taxavam a suserania da forma que lhes parecia melhor. Banco central ‘e uma instituicao recente e, a meu ver, descartavel. O fato e’: enquanto houver Estado, havera’ imposto. A inexistencia do Estado nao esta num horizonte visivel, felizmente ou infelizmente. Divido os seguidores da Escola Austriaca (Instituto von Mises) em duas categorias: os que centram sua atencao na defesa do Mercado, sem grandes regulamentacoes, deixando o papel do Estado para o m’inimo indispenss’avel, e um outro grupo autointitulado anarcocapitalistas, que, como os comunistas e sendo seus anti’podas, deixam-se cegar por uma aspiracao irrealizavel, pelo menos, nesta fase da histo’ria, at’e onde a vista alcanca. Nada tenho contra os anarcocapitalistas. A presenca desse grupo no Instituo tras algum descredito para a instituticao. Todavia, nao provocam grandes danos, sao loucos mansos.
Ainda não consegui, mas prometo que vou continuar tentando entender porque pessoas vêem com normalidade o avanço da tecnologia que retira certos produtos do mercado, mas pisa em ovos quando a tecnologia tira certos produtos do governo.
Tirar certos produtos do governo não significa extingui-lo, mas torná-lo mais leve e, de certa forma, mais eficiente. Se ao final de tudo contribuir para sua extinção, que seja. Se isso ocorrer ao final de um processo de destruição criativa, perfeitamente absorvido pelas pessoas e sem traumas, iríamos certamente por um caminho muito melhor.
Não temais o futuro, ó libertarians de plantão!
Gostaria muito de ler um livro, um plano, explicando como uma sociedade, principalmente uma sociedade sofisticadissima como hodiernamente temos, funcionaria sem a existencia do Estado, minimo que fosse. A Escola Autriaca, a que se filia o Instituto von Mises, nao prega a extincao do Estado, portanto nada tem a ver com aqueles que acham viavel a completa extincao do Estado. Por coerencia, os que tem esta visao deveriam constituir uma organizacao propria para que as coisas nao se confundam. Deveriam, como faz a Escola Autriaca, publicar estudos serios provando, por A mais B, a viabilidade de uma sociedade sem Estado. Essas teses poderiam ser submetido ao exame de quem quer que por elas se interessasse. Mas o que aqui vemos, e’ a existencia de uma ideia e um grupo procurando abrigo sob a asa de uma Escola que tem elementos objetivos a oferecer. Desfraudem, oh senhores libertarios!, a sua bandeira e procurem vender a sua ideia e angariar sequidores de forma nitida, para nao causar confusao com os principios da respeitavel Escola Austriaca. Em momento nenhum advogo a ideia de que o Instituto deveria descarta-los, apenas os concito a terem a coragem de seguir caminho proprio. Nada mais do que isso. Quanto a expressao “louco manso”, nao passa de um ditado regionalista que significa que a pessoa se deixada `a vontade, que nao causara dano. So isso.
Uma questão sobre moeda:
Já assistiram ao filmeO preço do Amanhã?
O tempo poderia ser usado como moeda? Neste caso, como mostrado no filme, para que alguns sobrevivam outros teriam que morrer?
Abraços
Corrida pra vender bitcoin em 3, 2, 1…
http://www.infomoney.com.br/blogs/moeda-na-era-digital/post/4296535/abra-uber-das-remessas-dinheiro
Fernando:
Que acha dessa novidade bem interessante: https://tether.to/
Ele usa a blockchain do bitcoin, mas para armazenar e transferir moeda fiduciária. Do site: "Tethers can be securely stored, sent and received across the blockchain and are redeemable for cash (the underlying asset)."
Alternativa para guardar valor sem ter conta no exterior e sem ficar refém da variação do bitcoin?
Quero comprar alguns bitcoins para conhecer melhor o sistema.
Alguém aqui tem uma sugestão da melhor forma de começar?
Pesquisando na internet vi muitas referências ao tal Mercado Bitcoin. Porém me pareceu uma coisa meio centralizada demais, quase um banco (tem que criar uma conta com eles e tal). Acho que foge um pouco da ideia inicial de uma moeda descentralizada.
A ideia é comprar um pouco só para conhecer o funcionamento (não vou comprar mais de R$200). Gostaria de opiniões de quem já teve experiência no assunto.
Curiosa coincidência o bitcon ter nascido justamente em 2008.
Só o tempo dirá o que acontecerá.
* * *
PL 48/2015
Situação: Pronta para Pauta na Comissão de Finanças e Tributação (CFT)
Identificação da Proposição
Autor
Reginaldo Lopes – PT/MG
Apresentação
02/02/2015
Ementa
Extingui a produção, circulação e uso do dinheiro em espécie, e determina que as transações financeiras se realizem apenas através do sistema digital.
Pra quem deseja comprar, mas não tem ideia como. Existe um número limitado de bitcoins em existência, e uma emissão de uma quantidade proporcionalmente pequena de novos bitcoins a uma velocidade constante. Você precisa comprar de alguém que já possua, e que esteja disposto a vender.
Existem pontos de encontro de compradores e vendedores chamados exchanges, e os preços pedidos variam. Você pode usar uma ferramenta de comparação de preços para comprar bitcoins pelo menor preço, como a http://www.sturs.com.br
Bons investimentos.
Caraca,
A sequência dos comentários já ficou zoada.
Mas vamos tentar arrumar.
“Batista 13/01/2016 18:50:45
Pessoal, não estou afirmando em relação ao “embrião”; estou perguntando, para ver se entendi direito.
O Rodrigo levantou a questão. Tem a ver ou não? Que vocês acham?”
Assumindo que você está levantando a questão se o bitcoin seria o embrião para uma economia totalmente digitalizada, seguem os meus comentários…
Não, o bitcoin não seria esse embrião, pelo simples fato de que o governo tem pouco controle sobre a moeda em si e o que esse pessoal quer é controle. O embrião para isso já existe: Sistema de Pagamentos Brasileiro (os famosos DOC/TED/TEF).
Bitcoin também não seria a solução para evitar esse controle do governo. Como tudo na economia, há várias transações que você vai querer que todo mundo veja que você fez. Ex.: comprou uma casa e agora ela tá no teu nome (a não ser que vc queira lavar dinheiro e coloque em nome de um laranja… hehehe). Agora, ao comprar o pãozinho na padaria da esquina, o mais simples é comprar, pagar, “obrigado” de ambos os lados, e você leva o pão pra casa e ninguém precisa saber disso. Além, é claro, das transações que você não quiser que o governo tribute, como comprar dólares ou euros.
No cenário corriqueiro, o bitcoin não se presta muito para transações mais abertas, pois as suas transações são pseudo-secretas. Todas as transações são realizadas através de hashs e não no nome da pessoa. Entretanto, uma vez estabelecido que tal hash é de uma determinada pessoa, todas as transações podem ser facilmente mapeadas. Assim, o governo tem sim, como tributar e fiscalizar bitcoins em movimentação pelo Brasil. O fato de o governo não poder controlar a moeda é de somenos importância quanto ao fato de poder controlar os seus cidadãos e lhe cobrar impostos.
Mas, com a tecnologia correta, o bitcoin pode sim ser usado de forma completamente anônima e não rastreável, o que nos dá um alento para servir de alternativa de uso.
Novamente, a moeda de escolha de qualquer libertário é uma commoditie real de fácil aceitação, como o ouro. Mas já estão aparecendo, entre os libertários, muitos que consideram abordagens como a Bitcoin superiores ao ouro.
Vamos dar tempo ao tempo e ver como a moeda vai evoluir.
Abraços
Estou começando a entender, entender que a rede do bitcoin está ficando inútil e impraticável por causa da limitação no tamanho dos blocos
https://medium.com/@octskyward/the-resolution-of-the-bitcoin-experiment-dabb30201f7#.ypdjmy1y4
‘Considerando que
“the block chain is controlled by Chinese miners, just two of whom control more than 50% of the hash power. At a recent conference over 95% of hashing power was controlled by a handful of guys sitting on a single stage.”
isso não significa que no caso do bitcoin nós já estamos (e por muito) no problema dos 51%?
(Problema dos 51%: se um agente (ou um conjunto unido deles) controlar mais da metade do poder computacional da rede, ele pode promover gasto duplo de seu dinheiro – “The system is secure as long as honest nodes collectively control more CPU power than any cooperating group of attacker nodes.”)’
Bitcon deve ser declarada no IR
exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/ate-bitcoin-deve-ser-declarada-no-imposto-de-renda
Um feito da criatividade e inovação, um protocolo que permitiu recriar a escassez do mundo físico no mundo digital, um bem digital que não pode ser reproduzido ou falsificado.
Gostaria de entender por que o Euro Pacific Bank do libertário Peter Schiff não faz transferências a bolsas de criptomoedas, sendo que são aceitas em seu site de venda de metais preciosos !
Nesse barulho das eleições americanas me deparei com artigos de votação descentralizada usando o mesmo protocolo do bitcoin, com algumas modificações
bitcoin-class.org/presentations/Blockchain_Voting.pdf
http://www.econotimes.com/BitCongress-The-Decentralized-Blockchain-Voting-Platform-183628
Ao que parece o bitcoin não vai alterar só a moeda ,mas pode trazer descentralização para muitas outras coisas
Já viram isso aqui?
Senegal has become the second country in the world to introduce a blockchain-based digital currency called the eCFA.
Bitcoin é o poder dos bancos corruptos sendo massacrado pela nova moeda que eclodi assustadoramente e vem enriquecendo quem já entendeu o valor dela !
No post abaixo se vê sua história e futuro
http://www.escritorionamochila.net/o-que-e-bitcoin-e-seu-impacto-atual-historia-e-futuro/
Quero compartilhar um texto interessante com os leitores do site, talvez estejamos subestimando a importância dessa tecnologia
Descentralizando a confiança
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A centralização tem sido um princípio organizacional básico para a economia e a sociedade desde a revolução agrícola. À medida que a população humana cresceu, as pessoas tiveram de tomar decisões que beneficiaram a população em geral, não apenas um indivíduo, família ou clã. Essa dinâmica da centralização também acontece no âmbito econômico. Organizações maiores com mais clientes tendem a usar integração vertical e funções centralizadas para aumentar a eficiência e reduzir os custos. A centralização econômica é o princípio organizacional mais eficaz quando os custos de comunicação e transação são altos. Entretanto, essa centralização está mudando e terá implicações profundas para a organização humana. A Internet diminuiu os custos da comunicação. O blockchain fará o mesmo para os custos da transação.
O blockchain tem o potencial de ser a força democratizadora mais importante na história porque nenhuma autoridade central é necessária. As aplicações de blockchains e da confiança descentralizada são mais eficientes do que dão a entender. Segmentos de mercado variados, tais como contabilidade, serviços legais, imobiliário e e-commerce, desenvolveram modelos empresariais baseados em proporcionar confiança entre o cliente final e o vendedor. Em segmentos de mercado mais antigos, essa confiança está atrelada à lei—criando uma barreira para a entrada e a proteção de novos participantes. Contudo, os blockchains são uma interrupção de baixo custo no mercado para qualquer negócio que age como um intermediário em um mercado.
A Internet permite que o conteúdo seja embalado e enviado a qualquer pessoa como dados sem a necessidade de um distribuidor. Isso reduz os custos marginais da comunicação para quase zero. Os blockchains são uma infraestrutura econômica que permite que ativos físicos e digitais sejam embalados e enviados a qualquer pessoa sem a necessidade de uma autoridade central. Isso reduz os custos marginais da transação para quase zero, o que torna a venda de uma casa tão fácil quanto efetuar um micropagamento para ler um blog. O blockchain oferece um modelo empresarial escalável para toda e qualquer pessoa na Internet.
A economia do compartilhamento 2.0
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À medida que mais pessoas entendem o blockchain, muitas vão se concentrar em como ele interrompe os segmentos de mercado existentes. Os segmentos de e-commerce, serviços legais e imobiliários vão se tornar alvo de serviços baseados em blockchain de menor custo. Alguns intermediários oferecem um valor muito maior do que apenas a confiança. Por exemplo, a Amazon.com fornece logística, recomendações e entrega no dia seguinte. Outros intermediários oferecem apenas uma assinatura e uma legislação que os isolam da concorrência. A eliminação da necessidade de um intermediário poderia afetar algumas das maiores empresas de tecnologia. Em vez de usar Uber, Airbnb ou eBay para se conectar com outras pessoas, os serviços de blockchain permitem que indivíduos se conectem, compartilhem e façam transações diretamente, introduzindo a verdadeira economia do compartilhamento. O blockchain é a plataforma que permite transações peer to peer reais e uma verdadeira “economia do compartilhamento”.
A interrupção é interessante e vale muitas manchetes e honorários de consultoria. Porém, o mais importante é que o blockchain vai criar novos mercados. Esses mercados serão aqueles em que as pessoas podem comercializar ativos não tradicionais como reputação, dados e atenção. Com o blockchain, é fácil de converter em moeda qualquer atividade (mesmo as pequenas). E se o blockchain for utilizado para compartilhar energia e adquirir tokens de energia em um ambiente de microrrede? E para pagar um token de aconselhamento a alguém por uma chamada consultiva de 30 minutos? Ou adquirir tokens para compartilhar dados genômicos? Sempre que os dados são usados, o usuário recebe um token em um modelo do tipo licenciamento.
Conclusão
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As oportunidades são enormes—chegando a todas as atividades econômicas existentes e até mesmo a atividades sociais que ainda não podem ser convertidas em moeda. A visão que o blockchain vai transformar em realidade não é nada menos do que a reformulação da sociedade e da economia. Cabe aos desenvolvedores começar a desenvolver aplicativos e experimentar. Existem oportunidades para prestar serviços de auditoria e contabilidade mais baratos. Muitos contratos são padronizados; portanto, o blockchain e contratos inteligentes podem ser usados para oferecer serviços legais mais baratos. Vamos pensar maior: e as eleições? Devido à necessidade de segurança, anonimato e resistência a fraudes, as eleições são um caso de uso ideal para um serviço de blockchain. O blockchain permitirá o redesenvolvimento de segmentos de mercado inteiros. Chegou a hora de entrar no jogo.
https://www.ibm.com/developerworks/br/library/iot-blockchain-sharing-economy/index.html
É, de fato. Não dá para questionar o mérito desta moeda. Sempre pensei assim desde 2014. Entretanto, agora, já percebo fragilidades do sistema, ou melhor, dos garimpeiros deste sistema. O bitcoin, no meu ponto de vista está se tornando ativo para quem tem muito e para quem vai comprar coisas caras. Recentemente, tentei enviar uma doação simbólica para os desenvolvedores do projeto LibreOffice. A tarifa que eu iria pagar para os MINEIROS era 10 vezes maior que o montante que eu iria doar. Claro! Tive que desistir de utilizar esta via.
E agora? Como comprar pequenas coisas com essa criptomoeda que no meu ponto de vista, era o sonho perfeito.
Amigos libertários, tenho algumas dúvidas em relação ao trade de BTC:
Quando eu transformar bitcoins em reais, a Receita Federal vai cobrar algo? Se cobrar, quanto? É por cada transação?
Obrigado.
youtu.be/p4movv5CvR0
Me perdoem a falta de conexão com o artigo em questão, mas já viram esta pérola?
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renda-variavel.webnode.com/
Inclusive… quando o portal do instituto Mises vai para uma rede blockchain?