Talvez
o principal erro teórico daqueles que se põem a imaginar formas de crescimento
econômico é ignorar o fato de que seu país, seu estado e sua cidade não são uma
ilha isolada, mas sim uma simples delimitação geográfica em meio a todo o globo
terrestre.
Quando
você imagina a economia de um país como sendo uma entidade completamente
isolada do mundo, seu crescimento econômico realmente se torna algo
difícil. Afinal, neste cenário, você
teria de fabricar tudo localmente, você só poderia vender para seus vizinhos, e
toda a sua capacidade de investimento estaria limitada ao (escasso) capital
disponível em sua vizinhança.
Por
outro lado, quando você entende perfeitamente que seu país é um mero pedaço de
terra envolto por vários outros no globo terrestre, a perspectiva muda completamente.
A
partir do momento em que você entende que o seu mercado é global — em vez de
apenas local –, que você pode transacionar com qualquer indivíduo do planeta, que
você pode vender para, e comprar de, qualquer pessoa de qualquer ponto do
mundo, e que, principalmente, qualquer indivíduo do mundo pode investir em sua
área, toda a análise econômica muda.
Pense,
por exemplo, em uma determinada região do seu país que seja extremamente
pobre. Muito provavelmente, os
habitantes locais não terão capital físico nem recursos financeiros para fazer
grandes investimentos. Consequentemente,
será impossível que essa região enriqueça. Entretanto, se você considerar que tal região está inserida em um grande
contexto global, o cenário muda totalmente. Os habitantes locais podem não ter capital nem recursos próprios para
investir, mas certamente há outros habitantes do resto do globo que possuem
esse capital e que, com os devidos incentivos, terão sim interesse de investir
ali.
E
isso muda tudo.
Implicações
Quando
você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais
ou locais, vários desafios econômicos desaparecem.
Um
exemplo trivial bastante interessante é o do setor aéreo de um determinado país. Vários economistas temem um oligopólio neste
setor simplesmente porque eles próprios cometeram o erro de criar um arranjo no
qual empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais dentro
deste país. Sendo assim, com o mercado
nacional fechado ao mercado global, e com as empresas aéreas nacionais
usufruindo uma reserva de mercado (por obra e graça das regulamentações
estatais, que proibiram empresas aéreas estrangeiras de fazerem voos nacionais),
a possibilidade de fusões e aquisições neste setor realmente irá levar a um
oligopólio.
Ato
contínuo, os próprios criadores deste cenário de reserva de mercado passam a
aplicar políticas que visam a impedir o surgimento deste oligopólio — como
leis anti-truste — ou que, em última instância, visam a tentar regular esse
oligopólio.
Perceba,
no entanto, que o erro foi cometido lá no início — quando o governo proibiu
empresas aéreas estrangeiras de fazer voos nacionais –, e o que se está
fazendo agora é um mero paliativo. A
partir do momento em que o governo fecha um mercado à concorrência externa,
tentar regulá-lo é um esforço inútil. É
impossível tornar mais eficiente, por meio de imposições burocráticas, um
mercado fechado que foi fechado à concorrência.
Por
outro lado, se o mercado aéreo de um país é aberto ao mundo, de modo que
empresas estrangeiras não são proibidas de — ao contrário, são bem-vindas para
— fazer vôos nacionais, não há a mais mínima possibilidade de fusões que levem
a um oligopólio. Para isso acontecer, todas
as empresas aéreas do mundo teriam de se fundir em uma só.
O
mesmo raciocínio acima se aplica a todos os setores da economia: o setor de telefonia, ao setor de internet,
ao setor de TV a cabo, ao setor bancário, ao setor elétrico, ao setor
petrolífero, ao setor rodoviário e até mesmo ao setor de saneamento. Aliás, aplica-se até mesmo a empresas de
ônibus, de planos de saúde, hospitais, escolas, açougues, restaurantes,
churrascarias, padarias, borracharias, oficinas mecânicas, shoppings, cinemas,
sorveterias, hotéis, motéis, pousadas etc.
Se
você pensa nestes mercados apenas em termos locais ou nacionais, partindo da
premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro dos mesmos limites
geográficos que o seu podem investir nestes setores, aí realmente o
desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir
nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.
Por
outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que
qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de
auferir lucros, a realidade muda.
Como
bem disse Lee Kwan Yew,
o homem responsável por implantar as reformas econômicas que fizeram com que
Cingapura deixasse de ser um país de terceiro mundo — praticamente uma favela a
céu aberto — e se transformasse em um país de primeiro mundo,
Enquanto a maioria dos países do Terceiro
Mundo denunciava a exploração das multinacionais ocidentais, nós as convidamos
todas para ir a Cingapura. Desse modo conseguimos crescimento, tecnologia
e conhecimento científico, os quais dispararam nossa produtividade de uma
maneira mais intensa e acelerada do que qualquer outra política econômica
alternativa poderia ter feito.
Quando
se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos
deixam de existir. Problemas como falta
de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada
região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente
demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do
mundo que possuem.
E, se estes tiverem a
garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.
Se
um determinado país está sem recursos para construir portos, aeroportos,
estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e
empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este
mercado. Basta apenas deixá-los livres
para tal.
Se um país cria um ambiente de respeito à propriedade privada, permite a
liberdade de comércio, incentiva o investimento estrangeiro, fornece plena
liberdade às transações comerciais, e permite a acumulação de capital, metade
da estrada para o progresso já foi percorrida.
Falta agora a outra metade.
As
quatro barreiras ao crescimento econômico
Sim,
o crescimento econômico e o enriquecimento são possíveis em qualquer ponto do
planeta. Sim, fazer uma economia crescer
é fácil. Com efeito, o crescimento
econômico é algo que ocorre de maneira natural. Como indivíduos inseridos em um mercado global, nossa predisposição à
produção e às trocas comerciais é inata, pois nossa sobrevivência depende
delas.
Um
brasileiro transacionar comercialmente com outro brasileiro é tão efetivo
quanto esse mesmo brasileiro transacionar com um vietnamita. Em ambos os casos, ele está buscando melhorar
seu padrão de vida.
Não havendo barreiras ao exercício dessas trocas comerciais, o crescimento
econômico ocorre como que por gravidade. Por isso, é essencial entender quais são as barreiras que podem impedir
o crescimento econômico.
Moeda
A primeira e mais crucial barreira ao crescimento é a solidez da moeda. Dado que o dinheiro está presente em toda e qualquer transação econômica, a solidez da moeda irá determinar a solidez de toda a economia. Se a moeda é fraca, a economia também se torna fraca. E instável.
Uma moeda sólida é simplesmente aquela cuja quantidade não é continuamente inflacionada pelo governo. Consequentemente, por não ser continuamente inflacionada, uma moeda sólida não gera uma falsificação de todo o processo de cálculo econômico. Segundo o próprio Ludwig von Mises, para que o cálculo econômico ocorra de maneira acurada, tudo o que é necessário é evitar grandes e abruptas flutuações na oferta monetária.
Se a oferta monetária — a quantidade de dinheiro na economia — é profunda e abruptamente alterada, todo o processo de cálculo econômico é falsificado, o que dá origem aos ciclos econômicos.
Além de ser o meio de troca, a moeda é a unidade de conta que permite o cálculo de custos de todos os empreendimentos e investimentos. Se essa unidade de conta está em constante desvalorização — isto é, se seu poder de compra cai contínua e rapidamente, principalmente em termos das outras moedas estrangeiras —, não há incentivos para se fazer investimentos.
Uma moeda cujo valor está em constante desvalorização equivale a utilizar unidades de medida que se desvalorizam diariamente.
Hoje, infelizmente, a teoria econômica que se tornou dominante — e que é adotada por quase todos os governos — inverteu completamente a lógica: os economistas de hoje não mais veem o dinheiro como uma unidade de conta que deve ser a mais estável possível. Ao contrário: eles acreditam que uma unidade de conta totalmente volúvel, principalmente em relação às demais moedas estrangeiras, turbina a atividade econômica.
Eis o principal problema com esse raciocínio: quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura. Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.
Mas se a unidade de conta é continuamente distorcida e desvalorizada, há apenas caos e incerteza. Se um investidor não faz a menor ideia de qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão retornos altos em um curto espaço de tempo.
Eis um exemplo prático.
Suponha que um dólar custe R$ 4 no início de um ano. Sendo assim, um investidor estrangeiro que traga US$ 100 para o país converteria para R$ 400.
Já ao final do ano, o dólar passou a custar R$ 5,30. Se esses R$ 400 forem reconvertidos em dólares, o investidor estrangeiro terá apenas US$ 75,45.
Isso significa que, para que ele obtivesse algum ganho real com seu investimento — por exemplo, para que ele pudesse voltar pra casa com pelo menos US$ 101 —, sua taxa de retorno teria de ser de aproximadamente 35% (os R$ 400 teriam que se transformar em R$ 535) em um ano.
Há algum investimento produtivo que gere um retorno de 35% em um ano?
Agora imagine este fenômeno ocorrendo anualmente, em maior ou menor escala, e você terá uma ideia de como podem ser destrutivas contínuas desvalorizações da moeda.
Para países em desenvolvimento, que precisam de investimentos estrangeiros, essa questão da moeda é crucial também por outro motivo: uma moeda forte cria as condições necessárias para a transferência de conhecimento. O conhecimento acompanha o investimento: o capital estrangeiro vem acompanhado de conhecimento estrangeiro.
Um país de moeda forte e estável envia um sinal claro ao mundo: “tragam seu dinheiro; mandem para cá seus especialistas; construam suas fábricas aqui; ensinem a nós tudo o que vocês sabem; e a riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e em uma moeda que mantém seu valor”.
Quando a moeda é forte, investidores têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias novas e ousadas; eles têm mais disponibilidade para financiar a criação de uma riqueza que ainda não existe. O investimento em tecnologia é maior. O investimento em soluções ousadas para a saúde é maior. O investimento em infraestrutura é maior. O investimento em ideias para o bem-estar de todos é maior.
Já se um país desvaloriza continuamente sua moeda, ele está mandando um sinal claro aos investidores estrangeiros: “mantenham sua riqueza financeira e intelectual longe daqui; caso contrário, você irá perdê-la sempre que for remeter seus lucros”.
O máximo a que um país de moeda fraca pode aspirar é utilizar para fins de curto prazo o capital puramente especulativo (o chamado “hot money”) que entra no país à procura de ganhos rápidos com arbitragem. Os melhores cérebros do país abandonarão as profissões voltadas para o setor tecnológico e irão se concentrar no mercado financeiro, especialmente no setor de hedge.
Os investidores preferirão se refugiar em investimentos tradicionais e mais seguros, como imóveis e títulos do governo (que terão de pagar juros altos para conseguir atrair esse capital). Não há segurança para investimentos de longo prazo, que são os que mais criam riqueza.
Não há crescimento econômico sem investimentos. E o investimento estrangeiro, pelo simples fato de ser mais vultoso (há muito mais capital fora do Brasil do que dentro do Brasil), é o mais capacitado a gerar crescimento econômico.
Mas não há investimentos produtivos sem moeda forte. Uma moeda forte é indispensável para atrair o capital estrangeiro e, com isso, gerar crescimento econômico. Uma moeda fraca desestimula investimentos produtivos. E, consequentemente, age contra o crescimento econômico.
Você não encontra um único exemplo de país que era pobre e enriqueceu desvalorizando sua moeda. Nenhum país que tem moeda fraca e inflação alta produz bens de qualidade que sejam altamente demandados pelo comércio mundial. Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc. Nações fortemente exportadoras. Moeda forte e muita exportação.
Estando a questão da moeda resolvida, restam três barreiras.
Impostos
Uma característica humana que todos nós temos, e que
torna o crescimento econômico algo fácil e natural, é o fato de que nossos
desejos são ilimitados. Estamos sempre desejando coisas a mais.
Só que, para poder consumir esses bens que
desejamos, temos antes de ter produzido algo. Como indivíduos, nós
trocamos “produtos por outros produtos”. Trabalhamos em troca
de dinheiro, é verdade, mas só aceitamos esse dinheiro porque sabemos que, com
ele, poderemos adquirir outros produtos.
Ou seja, o que permite o nosso consumo é a nossa
produção, que necessariamente tem de vir antes do consumo. No nível mais
simples, um indivíduo tem primeiro de oferecer algo de valor para só então poder
comprar algo que deseja. E o fato de termos de produzir para consumir —
ou seja, o fato de que temos de trocar nossa mão-de-obra por alimentos, roupas,
abrigos, veículos e amenidades várias que ainda não possuímos — é o que gera o
crescimento econômico.
Portanto, para se estimular o crescimento econômico,
é crucial estimular a produção. O caminho para o crescimento
econômico passa pelo estímulo da oferta.
E, para estimular a oferta, além de uma moeda forte, é necessário remover as barreiras tributárias, burocráticas e
comerciais que emperram a produção.
Vale repetir: para que os indivíduos possam
consumir, eles têm antes de produzir. Sendo assim, é crucial remover obstáculos à produção.
E o primeiro obstáculo a ser removido são os
impostos. Impostos nada mais são do que um preço que o governo coloca
sobre a produtividade; uma penalidade impingida ao trabalho.
Empreendedores são, por definição, indivíduos que
gostam de se arriscar. Quando empreendedores talentosos de todos os
cantos do globo decidem investir em um país, eles estão correndo risco e
esperam enriquecer em decorrência disso. No entanto, se o preço a ser
pago são impostos altos, vários serão desestimulados.
Para o criador de software cujas inovações irão
aprimorar a eficiência das empresas, ou para o cientista cujo trabalho irá
demandar várias horas para encontrar a cura do câncer, passando pelo simples
dono de restaurante que alimenta as pessoas, tributar sua renda equivale a
cobrar um preço pelos seus esforços. Equivale a cobrar deles um preço
pelo seu trabalho, algo totalmente sem sentido.
Por isso, o objetivo deve ser o de diminuir esse
preço do trabalho a fim de estimular ao máximo os esforços econômicos. Em
virtude de seu sucesso, empreendedores melhoram substantivamente as nossas
vidas, e o fato de que eles devem ser punidos por isso, tendo uma fatia de sua
renda confiscada, deveria ser visto como algo grotesco.
Não há empregos sem investimentos. E não há
empregos que paguem bem sem investimentos vultosos. Se a renda dos investimentos
será tributada, o incentivo para empreendê-los é drasticamente reduzido.
Por tudo isso, é crucial que o governo seja o menor
possível. Quanto maior for o governo, maiores serão seus gastos. Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos. E
quanto maiores forem os
impostos, menores serão os incentivos ao investimento e à produção.
Quando políticos falam que irão aumentar os gastos,
o que eles realmente estão dizendo é que irão aumentar os custos sobre os
indivíduos produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos impostos. Aumentar os gastos do governo equivale a aumentar os custos sobre aqueles que
levantam cedo e vão trabalhar.
Burocracia
Empreendimentos são feitos em busca do lucro. E a burocracia inibe o processo. A burocracia exige que uma grande
quantidade de tempo, energia, esforço e dinheiro seja gasta apenas para se certificar
de que o empreendimento está cumprindo todas as ordens inventadas pelos
funcionários do governo.
A burocracia nada mais é do que um custo artificial
imposto ao empreendimento.
Embora raramente atinja seus supostos objetivos, a
burocracia é extremamente bem-sucedida em sufocar a economia e impedir o
surgimento de novos empreendimentos. A burocracia rouba dos trabalhadores
e dos empreendedores o tempo e os recursos que poderiam ser direcionados à
produção de bens e serviços desejados pelo mercado.
O mais irônico de tudo é que toda a burocracia
estatal — suas leis e regulamentações — está majoritariamente sob o comando
de pessoas que jamais empreenderam em toda a sua vida, mas que se sentem perfeitamente
aptas a ditar ordens aos reais empreendedores.
Comércio
O comércio é o mais simples desses quatro elementos
relacionados ao crescimento econômico. Cada um de nós, na condição de
indivíduo, pratica diariamente o livre comércio. Todos nós somos adeptos
do livre comércio porque o livre comércio é justamente o propósito de
trabalharmos.
Todos nós trabalhamos diariamente porque há muita
coisa que queremos mas que ainda não temos. Trocamos os frutos do nosso
trabalho pela comida, pelas roupas, pelos carros, e pelos aparelhos
eletroeletrônicos que não produzimos, mas que são produzidos por terceiros ao
redor do globo.
Sendo assim, tarifas de importação nada mais são do
que uma punição sobre o nosso trabalho e nossa produção. Tarifas de importação são tautologicamente
um imposto sobre o nosso trabalho e nossa produção.
Pior ainda, tarifas de importação sempre são
implantadas pelo governo com o intuito de proteger a reserva de mercado de
empresas ineficientes (se fossem eficientes, não teriam medo da concorrência
estrangeira), o que acentua a nossa privação. Trabalhamos e produzimos,
mas o governo só nos permite trocar os frutos da nossa produção por bens
nacionais mais caros e de baixa qualidade.
Ademais, barreiras comerciais sempre são
retaliadas pelos outros países, o que significa que as empresas nacionais mais
eficientes arcarão com o maior dos ônus: mercados estrangeiros fechados. Isso reduz o estímulo a novos investimentos em empresas eficientes, e
privilegia o investimento em empresas protegidas da concorrência. No
geral, a ineficiência econômica é premiada e aumentada.
Conclusão
Atualmente, a economia passou a ser vista como algo
intimidante, uma ciência sombria e impenetrável, compreendida apenas por
acadêmicos especializados. Não deveria ser. Todos nós somos
microeconomistas em nossa rotina diária. As principais noções de economia
estão ao alcance da compreensão de qualquer pessoa que pratique trocas
comerciais em sua rotina. A economia está em todos os cantos para onde
você olhe. Nada é mais fácil de entender do que as noções básicas de
economia.
As medidas que geram crescimento econômico são
lógicas, sensatas e facilmente compreendidas por qualquer um, pois vivemos suas
consequências diariamente.
É necessário ter um Ph.D. em economia para complicar
o assunto.
Excelente!!!
O que os governantes (prefeitos e vereadores) de cidades do Brasil, poderiam fazer para serem mais liberais e, com isso, desenvolverem seus municípios sendo que estes pertencem a este grande Estado brasileiro, com grandes impostos e burocracias.
Moro em uma cidade de 10 mil habitantes e gostaria que me explicassem como essas cidades possam ter um crescimento econômico sem estar tão presente na economia, porém fazendo parte de Estado gigante.
Não sei se fui claro, mas agradeço a ajuda!
Um dos melhores artigos que publicaram aqui, especialmente a última frase.
Aparentemente todos esquerdistas são tão Ph.D. no assunto, estão tão acima da compreensão geral, que se recusam a falar sobre isso.
É desse tipo de artigo que precisamos para que as pessoas possam entender que a economia nada mais é do que o que fazem todos os dias, trabalhar, comprar, vender, prestar serviços. Concordo com o autor quando diz que a economia foi mistificada, tornando-se uma ciência de “especialistas”, os bons economistas foram ignorados por décadas. Mas vivemos em um bom momento da história, nunca houve tantas formas de transmitir e absorver conhecimento, espero que com isso a figura do empreendedor criativo possa ser identificada em cada indivíduo agindo para atingir seus próprios fins, para sair de um estado menos satisfatório para um mais satisfatório ou parafraseando aristóteles: buscar a própria felicidade, que se perceba que cada ser humano é um fim em si mesmo.
Quanto estabilidade da moeda,a Escola Áustrica defende o câmbio flutuante?
1,2 ou 3 empresas tão faz…consumidores não mandam em nada no mercado mesmo, são a parte desinformada do negócio, facilmente iludidos por propagandas baratas e maquiavélicas e facilmente influenciados pelo seu meio.
Sem as instituições governamentais o consumidor será engolido pelas empresas. Seremos enganados, teremos serviços porcos em abundância, contratos serão abusivos, minorias serão excluídas, os lucros serão extorsivos e a desgraça reinará na sociedade.
"Várias obras no país vão parar por falta de recursos, diz ministro"
www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/04/1622550-varias-obras-no-pais-vao-parar-por-falta-de-recursos-diz-ministro.shtml
O ministro deveria ler este artigo. Será que se ele convidar americanos, asiáticos e europeus para investir aqui, dando-lhes plena liberdade e garantindo várias isenções tributárias, ainda haverá falta de recursos?
Excelente artigo!
De fato tudo que o governo tem que fazer é sair de cena.
De uma maneira simplista: o estado é apenas uma barreira ao desenvolvimento natural da sociedade.
Eu gostaria de entender porque necessariamente o conhecimento é tão importante quanto o investimento? Por acaso os brasileiros não sabem fazer o que os estrangeiros fazem?
Trecho de “A Lanterna na Popa”, livro de memórias de Roberto Campos:
Cabe-me registrar um fato extremamente pitoresco. Numa das minhas visitas ao Brasil, como embaixador em Washington, em meados de 1963, à procura de bons projetos para a retomada dos de financiamentos do Banco Mundial, procurei no Rio o então ministro de Viação e Obras Públicas do governo parlamentarista de Goulart, Expedito Machado. Quando comecei a lhe expor o problema, a sala foi literalmente invadida por líderes sindicais do Lloyd Brasileiro, que tinha um fato grave a denunciar ao ministro. Fiz menção de sair da sala, para não privar das confidências, quando Expedito me acenou para ficar. Com tonitruante vozeirão, o líder, com forte sotaque nordestino, começou sua arenga: Ministro, quero denunciar ao senhor e à nação um crime da maior gravidade. Querem impelir o Lloyd Brasileiro para o caminho infame do lucro!
Aparentemente, algumas reivindicações salariais não haviam sido atendidas, e isso denotava obscena preocupação capitalista do Lloyd com a lucratividade.
– Como é que o ministro vai sair dessa? – murmurei.
A resposta de Expedito veio pronta:
– Não se preocupem, meus senhores. O déficit será logo restabelecido. O Lloyd não se afastará de sua tradição.
Olá, gostaria de solicitar uma ajuda se alguém souber e se dispor a me auxiliar. Me parece relevante com o assunto do artigo de abertura do comércio.
Numa seção de comentários de um artigo se estava discutindo sobre telecommuting e me interessei pela possibilidade, Indo atras descobri alguns sites que facilitavam essa negociaçao com empresas estrangeiras, e fiquei bem animado.
Mas sou um completo ignaro e incapaz de compreender a legislaçao e sistema burocrático brasileiro, no que fui atras encontrei que para prestar serviço a alguma empresa fora do brasil precisaria de um tal cadastro no sistema siscomex o qual não compreendi de maneira alguma como realizar.
Alguém faz esse tipo de serviço? Ou poderia me indicar um caminho a seguir pra conseguir fazer esse tipo de trabalho e poder receber?
Obrigado!
Se o governo nada fazer pelo crescimento econômico, como ele vai justificar o seu tamanho?
Aliás, nem vai chegar ao poder: imaginem um candidato brasileiro dizer que sua única ação em prol do crescimento econômico será a não-ação, que deixará todos os players se entenderem sozinhos e atuarem sem sua intervenção?
* * *
“(…) tarifas de importação sempre são implantadas pelo governo com o intuito de proteger a reserva de mercado de empresas ineficientes (se fossem eficientes, não teriam medo da concorrência estrangeira) (…)”
Como concorrer, então, com as indústrias chinesas, que vendem seus produtos no mercado internacional abaixo do custo de produção?
Abraços.
Olá,
Gostaria de saber dos misesianos se a propriedade privada é (ou deveria ser) absoluta a este ponto:
obutecodanet.ig.com.br/index.php/2015/04/23/diversos-moradores-se-recusam-a-deixar-casas-e-criam-cenarios-bizarros-na-china/
Graças a teimosia de alguns indivíduos, por motivo A ou B não saíram de suas propriedades causando as bizarrices vistas no link.
Eu entendo a importância do respeito ao direito de propriedade, porém quero saber dos daqui, mais a respeito da questão da ‘desapropriação’ de propriedades.
Eu sempre acompanho os artigos e comentários do mises, estou me tornando fã a cada dia.
Este artigo para mim é um dos mais esclarecedores e persuasivos que eu já li, impressionante como algo que é óbvio não é posto em prática. Melhor artigo feito(pelo menos os quais tenho ciência).
Bom esse cenário somente pode ficar em nossos sonhos, quem sabe um dia vire realidade, só lamento que provavelmente não estarei vivo para compartilhar.
Abraços a todos.
O governo na economia é como um vírus em um computador ou em um organismo vivo. Para que serve o vírus? Apenas atrapalhar o correto funcionamento da máquina ou do organismo. Vírus tem que ser ELIMINADO.
Leandro,não entendo o porque do baixo crescimento(durante um período alto crescimento mundial) da economia brasileira durante a República Velha,pois,pelo que sei, o governo brasileiro cumpria a maioria das medidas citadas no texto.
Pergunta: como é possível que todo o mundo tenha um elevado padrão de consumo, tipo nos EUA?
Boa ideia essa de cada estado brasileiro ter uma moeda flutuante e que cada um tivesse sua própria politica de exportação\importação.
Pegamos o estado do Maranhão, um dos mais pobres do Brasil, poderíamos criar uma politica industrial, com um cambio “competitivo” em relação aos demais estados, as importações vinda de outros estados seriam taxadas em 80% + ICMS. Muita heresia os maranhenses consumirem produtos dos outros estados mais ricos de sul-sudeste. Já que os maranhenses não tem capital, mão-de-obra qualificada, patentes etc…
Poderia tb ser criado um banco de desenvolvimento próprio o BNM (banco nacional do Maranhão) para fomentar a industria local com juros bem “camaradas”.
E como o estado teria sua própria moeda, o governo do Maranhão poderia ter sua própria politica fiscal e monetária, ambas bem frouxas para gerar crescimento de renda e emprego.
Dessa forma, o estado maranhense em pouco tempo se tornaria muito autossuficiente e prospero. Esse “livre mercado” entre os estados brasileiros deve acabar já, que só cria miséria, desigualdade de renda e violência.
“Um brasileiro transacionar comercialmente com outro brasileiro é tão efetivo quanto esse mesmo brasileiro transacionar com um vietnamita. Em ambos os casos, ele está buscando melhorar seu padrão de vida.”
O investidor, o empreendedor…todos procuram melhorar o padrão de vida.
O que significa “melhorar o padrão de vida” ? Para o empreendedor é uma coisa. Para um rico é outra. Para um pobre é outra. Existe algum equilíbrio nisso ? É necessário um equilíbrio ? Ou é fundamental o desiquilíbrio ?
Para um pobre poderia ser passar a ter uma residência, a ter o que comer, a propiciar uma boa educação para seus filhos…
Para um rico, poderia ser comprar o helicóptero mais moderno, o perfume mais caro, frequentar restaurantes da moda…
Sinceramente, como equilibrar o sistema, garantindo dignidade (que também é algo extremamente subjetivo) para cada ser humano ?
g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/04/embraer-tem-prejuizo-de-r-196-milhoes-no-primeiro-trimestre.html
g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/04/vale-tem-prejuizo-de-r-95-bilhoes-no-1-trimestre-de-2015.html
Olha as “previsões” se tornando reais.
Uma boa resposta a que vive bradando que real desvalorizado e bom para a exportadoras.
Mas o que me deixa triste são os comentarios de noticias assim. Varias pessoas dizendo que a a culpa e da privatização, que venderam a preço de banana e dizendo que e mentira que a culpa e do cambio, baseados em? bla bla bla.
Sei que muitos la so estão fazendo campanha, mas tem uns que realmente estão apenas mal informados…
Acho que faltou citar um dos pontos mais importantes neste texto, a questão da educação (financeira, econômica, política e social) e principalmente a necessidade de mudança do fator cultural de uma nação.
O povo de um país precisa ter consciência de como funcionam as leis de um mercado mais liberal e menos protecionista, para que consiga se adaptar de forma mais consciente aos processos dele, do contrário veremos revoltosos gritando aos sete ventos. O Brasil ainda mantém uma política de muito protecionismo de classes, é muito difícil até mesmo mexer em benefícios irracionais, ou seja, existem classes que perpetuam benefícios imerecidos.
O setor privado e o liberalismo, em excesso, também tem um viés negativo, justamente o risco de estarmos em uma terra sem lei, sem ordem, onde prevalece a lei do mais forte. Acho que o ponto crucial é questão cultural e educação da população para uma sociedade mais progressista e menos protecionista. Porém, os agentes ou fatores produtivos, que são a própria população precisam estar conscientes do seu papel neste contexto.
O modelo econômico a ser adotado se torna mais fácil quando as pessoas compreendem que às vezes para ganhar, é preciso antes “perder”.
Esses políticos só pensam em roubar o trabalhador.
Não tem nada de ajuda aos pobres.
Isso já passou de todos os limites.
Chegamos a um ponto comprável à escravidão, a ditadura cubana ou qualquer genocídio que a esquerda cometeu na história.
Ninguém tem o direito de roubar o dinheiro do nosso trabalho.
Bom dia Leandro!
Li uma noticia dizendo que a Suecia nao sedia a olimpiada porque prefere gastar o dinheiro publico em moradias. Existe sem tetos na Suecia ou o que ele quis dizer.
grato
Enquanto isso, o excelentíssimo senhor Ministro da Fazenda pensa em tributar mais ainda os investimentos.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4055650/governo-vai-tratar-tributacao-investimentos-breve-afirma-levy-confira-discurso
Este sujeito é um desequilibrado. Ele acorda e vai dormir pensando em quais novos impostos ele vai criar para fungar ainda mais dinheiro do setor privado.
Excelente ! Mas o titulo ficaria melhor ainda se fosse: O crescimento econômico é fácil e natural – basta o governo “não interferir” eis o fator chave para crescimento econômico
Aí entra o maior problema: a mentalidade das pessoas. O brasileiro não quer ser livre das amarras do governo, mas quer ser um beneficiário do governo. Hoje as pessoas não querem investir, mas querem ser funcionários públicos. Além do mais o brasileiro precisa se livrar do nacionalismo vira lata. Se falar que esse país é um lixo muitos ficam ofendidos, porque você ofendeu um território criado por burocratas que não beneficia em nada os brasileiros. É necessário se livrar das amarras estatistas que contamina também a direita. Como ter tudo isso implementado se as pessoas querem mais direitos. Mais direitos implica em mais estado e mais gastos estatais.
Enquanto isso, na Rússia, o Putin(ho) segue fazendo sua guerra:
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/07/29/putin-manda-destruir-produtos-alimentares-ocidentais/
????
Opa, opa. Você está criando espantalhos, esse site é libertário, apesar de ter leitores de diversas correntes liberais e de direita.
Eu não sou “olavete” ou coisa do tipo. Você está agindo de maneira ridícula, rapaz.
O objetivo da notícia acompanhada de meu comentário é mostrar o que guerrinhas políticas fazem com a economia de um povo. Agora, Rússia não poderá comprar produtos alimentícios ocidentais(pelo menos até os próximos seis meses), vai ter que recorrer aos seus parceiros (China principalmente), que mesmo assim não produzem todo tipo de alimento. E pelo fato de empresas russas importarem produtos alimentícios do Ocidente indica que os alimentos possuíam uma maior qualidade, variedade e preço. Com as novas compras os russos vão ter de se contentar com produtos de menor qualidade(não todos, claro), menor variedade (um país só não produz tudo) e possivelmente com preços maiores (se compravam mercadorias do ocidente é porque enxergavam um melhor custo-benefício).
Quem sai perdendo nessa é o povo russo.
Enquanto os MISSEtes defendem o mini estado da somalia e das favelas cariocas eu defendo noruega, suecia e dinamarca. PODEM ME CHAMAR DE PETISTA E BLABLA.
Eu nunca vi nenhum sueco querer morar na somalia só o contrario
Falando em intervenção governamental, estou lendo o programa do PT, proposta para discussão do diretório nacional. O título a cartilha do PT é: “O futuro está na retomada das mudanças”
Eles apontam 22 medidas, todas aumentando a presença do estado na vida das pessoas. No item 2 o relatório diz: ” Utilizar parte das reservas internacionais para um Fundo Nacional de Desenvolvimento e emprega, destinando a obras de infraestrutura, saneamento, habitação, renovação energética e mobilidade urbana.
Eu gostaria que alguém comentasse essa utilização das reservas. Quais as implicações na economia?
Off-topic. Hoje o Nelson Barbosa afirmou o seguinte:
“Temos de evitar o otimismo excessivo, pois isso leva à complacência, mas também evitar o pessimismo excessivo”, disse. “O Brasil vem sofrendo grandes volatilidades em preços de ativos e neste momento o governo não deve ser um agente de maior volatilidade, deve ser um agente de estabilização.”
veja.abril.com.br/noticia/economia/nao-e-hora-de-extremismos-na-politica-economica-diz-barbosa
É discurso pó-de-arroz. Eu sei que é só teste de microfone e nada extraordinário. Nem diz nada.
Mas se o Ministro da Fazenda quer que o governo seja de fato um agente de estabilização (ele vem sido justamente o contrário. Na verdade todos os países que fazem política monetária vêm), não dava para fazer logo um Currency Board?
Existe algum país em que o setor aéreo não tenha nenhuma regulamentação?
Excelente artigo e explicação! Sou novo neste mundo do liberalismo e estou lendo muitos materiais inclusive da biblioteca do site, mas demora um pouco para absorver tanta informação.
Pode ser uma pergunta boba, mas como um país que abre suas portas para o capital estrangeiro pode evitar que a mão de obra seja explorada e que sejam pagos baixos salários e/ou que empresas maiores e melhores acabassem com as empresas nacionais, mais fracas ou tecnologicamente atrasadas?
Não sou socialista ou ultranacionalista, só queria saber a opinião dos colegas a respeito.
Abraço.
Gostei e aprendi tanto com este artigo que supostamente poderia chama-lo do fim da historia, esta é a maneira de didática de ensinar aos estatista e socialistas de nosso pais como eles impedem o progresso, a criação de riqueza e impedem o bem estar das pessoas em função de seu erro intelectual de beneficiar o resto da humanidade, promovendo isto sim a pobreza.
Muito bom, parabéns pelo conteúdo. Total coerência com relação a moeda forte e economia forte, realmente uma moeda valorizada iria alavancar um desenvolvimento próspero da indústria interna como foi explicitado, mas creio que há incoerência com a seguinte frase:
“Pior ainda, tarifas de importação sempre são implantadas pelo governo com o intuito de proteger a reserva de mercado de empresas ineficientes (se fossem eficientes, não teriam medo da concorrência estrangeira), o que acentua a nossa privação.”
Nesse contexto, caso como seria concorrer com os produtos asiáticos importados que utilizam mão-de-obra de crianças 12-14 horas por dia a 6 centavos a hora, produtos nocivos a saúde humana devido inexistência de leis regulamentadoras de qualidade nesses países, etc, etc e etc?
Não aumentaria o consumo de imediato elevando virtualmente o padrão de vida, no entanto os bens de capital desapareciam juntamente com os empregos em montadoras e outros setores se isso tudo entrasse pronto de navios?
Excelente artigo IMB. Para ilustrar ainda mais o raciocínio do artigo, pegarei um exemplo prático de quase tudo o que foi dito. Peguemos exemplos práticos daquilo que os nacionais-desenvolvimentistas consideram importante o Estado participar pelo motivo de ser “estratégico” ou do caso de nenhuma empresa obtiver interesse em construir a infraestrutura.
Holandeses serão sócios de maior porto privado do Brasil
“O porto, localizado no Espírito Santo, deverá receber investimentos de R$ 5 bilhões, segundo o jornal Valor Econômico
Roterdã será sócio do Porto Central de Presidente Kennedy, que pretende ser o maior empreendimento privado desse tipo no Brasil, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal "Valor Econômico".
O porto, que deverá receber investimentos de R$ 5 bilhões, será construído no litoral sul do Espírito Santo a partir de janeiro.
A empresa holandesa, conhecida como uma das principais operadoras portuárias do mundo, terá 30% do projeto, disse o Valor.
A capixaba TPK Logística, criada para exclusivamente tocar o empreendimento, ficará com aproximadamente 70%. Já o governo do Espírito Santo terá apenas 1% de participação.
De acordo com o jornal, o valor total de investimentos, 70% virão de financiamento. A reportagem informa que o projeto já foi apresentado ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), mas também poderá ter financiamento de bancos estrangeiros.
Para iniciar as negociações, os acionistas aguardam a aprovação do projeto pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).”
Ou aqui: Porto de Roterdã terá 30% do maior porto privado do Brasil
“No fim de abril, o Porto de Roterdã, que pertence ao governo holandês, anunciou uma parceria com o Porto Central Presidente Kennedy, ainda um projeto que deve se tornar o maior terminal portuário privado do país. Na ocasião, os detalhes da joint venture não foram divulgados.
Segundo reportagem do Valor Econômico, desta quinta-feira, Roterdã terá 30% de participação no projeto, estimado em 5 bilhões de reais. A empresa holandesa optou por entrar diretamente no negócio e não ser apenas uma gestora da operação.
As obras do porto devem começar a partir do próximo ano e somente em 2022 o projeto estará totalmente finalizado.
O Porto Central será instalado no litoral sul de Espírito Santo. A TPK Logística é a principal sócia da operação, com 70% do negócio.”
Em OFF: O porto de Roterdã e os robôs
Paraná terá aeroporto de R$ 2 bilhões
Aeroporto de cargas inicia construção ainda neste ano
Tibagi reserva área para construção do Aeroporto dos Campos Gerais
“A Companhia Aeroportuária Vale do Tibagi, estabelecida na Região dos Campos Gerais, pretende demarcar com um revolucionário conceito no transporte de cargas a implantação de um gigantesco sítio aeroportuário. O planejamento e a localização deste Sítio quebram paradigmas, situado em região de inexistente tráfego aéreo.
O projeto do Aeroporto traz uma visão de futuro diferenciada, nascendo para abrigar as maiores aeronaves da atualidade, onde as questões de trafego aéreo e segurança são prioridade. Suas instalações e equipamentação estão entre as mais inovadoras da atualidade e se propõem, dentro de um modelo de gestão integrada, a atualizar constantemente na sua modernidade.
A consolidação da Companhia Aeroportuária Vale do Tibagi (CAVT) incorpora três modais de transporte em suas estratégias, o aéreo, rodoviário e ferroviário, com possibilidade de desenvolvimento de um quarto, a hidrovia do rio Tibagi.
Situado no maior entroncamento rodo ferroviário sul brasileiro, se beneficia ainda com a execução, em fase de conclusão, da rodovia Transbrasiliana.
O sucesso deste empreendimento está também fundamentado no caráter do investimento exclusivamente privado, inversamente às atrofias, lentidão, burocracia e desmandos de outras estruturas.
A Companhia nasce com foco na sociedade da informação, sabe-se que o diferencial competitivo está na agilidade, incipiente ainda na América do Sul, sendo que, o único sistema capaz de atender esta velocidade está na integração com o modal aéreo. Adaptados a esta tendência, nossos sistemas de Tecnologia da Informação, buscam integrar todos os parceiros, fornecedores e dependentes dentro de um diferenciado e flexível modelo de e-business.
Minuciosos estudos definiram a implantação da CAVT, em uma área de trinta e cinco quilômetros quadrados, que o caracteriza como o maior empreendimento aeroportuário da América do Sul. Com dois pares de pistas, possibilita até 750.000 pousos e decolagens, que o equipara ao movimento de tráfego aéreo dos maiores aeroportos do mundo.
Criado como centralizador de cargas para América do Sul, a CAVT trará uma revolução conceitual na gestão logística de cargas aéreas. O seu desenvolvimento terá como conseqüência um terminal de passageiros, fomentando novos negócios e tornando este terminal um integrador sócio-econômico.”
O Trem-bala: Leilão para concessão do trem-bala entre Rio e SP é adiado pela 3ª vez – Primariamente foram 3 empresas interessadas no projeto do trem, mas o final todos sabemos e a resposta para esse aparente episódio se chama IMPOSTO e BUROCRACIA
As 3 empresas são o consórcio espanhol, liderado pela empresa Renfe, o alemão, pela Siemens e o francês que tem à frente a empresa Alstom.
E mais: Trem-bala brasileiro poderá seguir o modelo japonês
“O sonho da implantação do trem-bala no Brasil pode estar próximo de se tornar realidade, pelo menos no que depender da tecnologia japonesa. Representantes da comitiva empresarial e do governo do Japão reuniram-se com empresários e governantes do estado do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (15), no Hotel Caesar Park, em Ipanema. Os japoneses apresentaram um projeto preliminar de implantação do trem de alta velocidade no país.
No ano que marca o centenário da imigração japonesa no Brasil, os japoneses mostraram grande interesse em aumentar o intercâmbio entre as duas nações, fazendo um forte apelo para que o nosso país adote a tecnologia dos Shinkansen, o sistema ferroviário japonês, considerado o mais seguro e o mais ambientalmente correto do mundo.
A comitiva japonesa contou com representantes de empresas como a Kawasaki, a Toshiba e a Mitsubishi, que explicaram como a tecnologia japonesa foi empregada na construção do trem-bala de Taiwan, gerando enormes benefícios para o desenvolvimento do país.
O vice-presidente da Mitsui brasileira, Masao Suzuki, afirmou que embora o projeto ainda não tenha um custo definido, o investimento deve superar os US$ 10 bilhões. No entanto, os valores só serão confirmados depois que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentar os estudos de viabilidade técnica e econômica do projeto.
Suzuki ressaltou, no entanto, que para que a rentabilidade do projeto seja garantida, é necessário que o vencedor da licitação ganhe também a concessão para explorar os arredores da estação: 'Seria extremamente difícil garantir a viabilidade de empreendimentos só com a receita dos transportes, principalmente nos primeiros anos de operação?�, afirmou.”
Chineses reacendem projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo
“O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, disse ao presidente de facto Michel Temer na quarta-feira que empresas chinesas estão interessadas no projeto do trem-bala
Um porta-voz da embaixada chinesa em Brasília disse que não tinha conhecimento do conteúdo das discussões entre Temer e embaixador Li Jinzhang. Emails para Li não foram respondidos até a publicação desta reportagem. Fontes do governo Temer dizem que, dada a situação fiscal do país, uma condição para o projeto do trem-bala ser retomado é as empresas interessadas bancarem sozinhas os custos, sem participação de recursos públicos.
Entre as empresas chinesas que estariam interessadas em retomar o projeto está a China Railway Construction, segundo uma fonte do governo. A empresa não pôde ser imediatamente contactada para comentar. Empresas chinesas acreditam que o projeto seja economicamente viável, mas querem que o governo brasileiro proponha um novo modelo de concessão, disse uma autoridade chinesa familiar às discussões, sob a condição de anonimato.”
Ainda mais sobre ferrovias: Ferrovia Norte-Sul não funciona depois de quase 30 anos de obras – Um ponto a destacar nesta matéria é a Ferrovia Norte-Sul é operada pela empresa Ferrovia Norte-Sul S.A, que por sua vez é composta pelas empresas Brookfield Asset Management do Canadá e a Mitsui do Japão, o que demonstra que empresas se interessam por infraestrutura.
“FERROVIA NORTE-SUL
Quando a gente leva em conta que os primeiros leilões estão marcados para o primeiro trimestre do ano que vem, e que mesmo depois deles o investimento não será imediato, fica claro que o governo também pretende, com o anúncio de hoje, simplesmente gerar expectativa positiva.
Um exemplo para lembrar das dificuldades nessa área: na lista dos projetos para concessão está a Ferrovia Norte-Sul, que já virou uma lenda. O projeto de ligar a Amazônia ao Rio Grande do Sul por trilhos se arrasta por quase três décadas e até hoje nada.
E é inacreditável. O último trecho concluído está mesmo sem uso. Foi inaugurado em período eleitoral, mas, na prática, está paradinho. Exatamente porque não andou o projeto de concessão e, como se não bastasse, há denúncias de ilegalidades.”
Príncipe Árabe investirá R$ 1 bi em complexo portuário que deve gerar 3 mil empregos até 2016
Por investimento, príncipe saudita visita o Espírito Santo na próxima terça-feira
Investidor árabe vem ao Estado e anuncia empreendimento no distrito de Urussuquara, região do Pontal, em Linhares
Príncipe árabe visita o Espírito Santo e anuncia investimentos
Companhia árabe terá sede em Santa Catarina
Príncipe árabe quer transformar Guarapari em nova Dubai
Emirados Árabes querem investir em infraestrutura no Brasil
Em OFF:Príncipe árabe elogia João Doria
Dória foi a primeira autoridade do Brasil a ser recebida por um príncipe de Abu Dhabi
"O senhor é um gestor. Por isso, lhe recebi. Não gosto de políticos". –
Jurong Shipyard Celebrates Ground-breaking of New Yard Facility in Brazil
Estaleiro Jurong Aracruz
“A produção da Jurong Shipyard não para por aí. Responsável por mais de 50% das plataformas brasileiras de produção de petróleo, a Jurong Shipyard já construiu 11 plataformas de petróleo, dentre elas a P50 (o marco brasileiro da auto suficiência sustentável na produção de petróleo), P54, P43, P37, P40, P38. Também já construiu quatro sondas modernas, afretadas para a Petrobras indiretamente, dentre elas West Sirius e West Taurus.
No Espírito Santo, o Estaleiro Jurong Aracruz vai assumir os mesmos padrões tecnológicos da Jurong Shipyard na construção de navios sondas para a exploração de petróleo utilizando conhecimento especializado e tecnologia avançada para a atividade offshore, incluindo reparos e conversões.”
Obs: Lembrando que Eike Batista tinha conseguido uma reunião com a ex-presidente Dilma, que prometeu ajudá-lo a encontrar parceiro para seu Porto do Açu. Ele viu dois ministros se engajarem pessoalmente em sua causa como Guido Mantega – esse despensa apresentações – e Fernando Pimentel(ministro de desenvolvimento) para convencer a Jurong Shipyard, uma das grandes companhias de construção naval do mundo controlada pelo governo de Singapura a transferir para o Porto do Açu o estaleiro de R$500 milhões de reais que estava construindo no Espírito Santo.
E não posso esquecer de mencionar um projeto de infraestrutura em particular:Ferrovia Bioceânica, para ligar o Brasil ao Pacífico, é viável, indica estudo – Uma empresa chinesa já indicou que o projeto é viável e pode ser financiado por empresas chinesas, já que somos um parceiro estratégico da China.
Os projetos de concessão são para ser deixado de lado nessa questão, o que realmente foi levantado por este meu comentário é que as empresas estão interessados em investir até em lugares como o Brasil – ao contrário do que afirmam os nacionais-desenvolvimentistas – , mas inevitavelmente alguns acabam sendo barrados por conta das excessivas exigências da concessão, ou por conta dos impostos cobrados, burocracia, encargos trabalhistas e até mesmo algumas “bonificações” para alguns políticos como mencionado em uma matéria apresentada neste artigo.
Estimula o aumento da oferta, e depois vende pra quem se não há demanda? A proposta do texto vai agravar ainda mais a crise. Já se produz bastante, o problema é conseguir vender o estoque.
É, esse assunto é um pouco controverso, mas concordo que nós temos as noções básicas de economia local, o que não descarta a necessidade de buscar entender as relações internacionais. Sobre a produção em excesso causar crises, não vejo muito sentido.
Ao ler esse artigo eu fico mais assustado ao descobrir em detalhes como a economia nacional é fraca e ineficiente. Temos um dos piores governos do mundo.
Você não encontra um único exemplo de país que era pobre e enriqueceu desvalorizando sua moeda.
O Japão cresceu mais nas décadas de 50-79 com uma inflação alta.
Depois a inflação caiu, foi quase a zero e a economia insiste em não decolar
Minha mãe hoje com 94 anos e minha irmã, ambas aposentadas como professoras do ciclo básico de ensino no estado de São Paulo afirmam para mim que sem o estado metido no trabalho delas este teria dado muito mais frutos e resultados para todos os envolvidos. Diante de tais testemunhos eu só me contento em admirá-las. Querem um argumento melhor que esses dois?
Exportação em recorde, como explicar? Real fraco?
Essas são as quatro propostas sobre a questão.
As únicas propostas que prestam são as que mudam o ICMS e a que permite reduzir tributos nos combustíveis sem a tal da “perda da arrecadação”. É uma verdadeira aberração o sujeito ter que compensar o roubo quando deixa de roubar (ou rouba menos) de um certo setor. Deveriam tirar esse trecho da Lei Complementar nº 101, que é um lixo. Como já disse, teve estado que passou reforma previdenciária e administrativa, então qual a desculpa para não reduzirem a espoliação?
Uma proposta de lei (se é que precise ser uma), seria uma que extinguisse a ANP. Extinguir e simplificar o maior número possível de regulações sobre abertura, manutenção e fechamento de postos de combustível e refinarias. Assim como há mais padarias, haveria mais postos. Alguém sente falta de uma Agência Nacional das Padarias?