No
livro bíblico Sabedoria,
capítulo 11, diz-se que Deus dispôs todas as coisas com medida,
quantidade e peso. Isso foi tomado pelos antigos eruditos da Igreja
Católica como uma prova de que o universo era ordenado, possuía
leis universais e imutáveis. Somente pressupondo tal ordem podemos fazer
ciência. Esse é, portanto, um axioma fundamental do método científico.
Mas
Deus faz milagres, isto é, viola as próprias leis que criou. E faz todo o
sentido que Ele tenha criado o universo perfeitamente ordenado, pois que
dessa forma podemos contemplar Suas ações milagrosas. Em um mundo sem leis
constantes, seria impossível observar milagres, tudo e nada seria
um milagre.
Ao
contrário do que se imagina, não há apenas leis para as coisas naturais; há
também leis da ação humana, e há leis éticas absolutas. Por meio da razão que
Deus nos concedeu, descobrimos as leis gerais da ação humana, estudadas pela Praxeologia. Também pelo
poder da razão pura alcançamos um sistema ético absoluto, irrefutável, baseado
na ética argumentativa.
As
leis naturais e praxeológicas são invioláveis: é impossível explodir um prédio
com o poder da mente, e é impossível agir sem usar meios. Mas, do mesmo jeito
que agir desrespeitando ou desconhecendo as leis naturais leva ao erro na
prática, também agir desrespeitando as leis praxeológicas ou econômicas leva a
erros, como quando o estado insiste em intervir no mercado, gerando gravíssimas
consequências.
As
leis éticas, ao contrário das outras, podem perfeitamente ser violadas. Jamais
lograremos, usando apenas a força das pernas, dar um salto de cem metros de
altura, nem conseguiremos comer um bolo agora e amanhã comer de novo o mesmo
bolo. No entanto, com frequência um
homem mata, rouba e agride outro homem, ferindo o princípio ético da não
agressão.
Não
obstante, as leis da ética também foram criadas por Deus e, portanto, deveriam
ser seguidas fielmente. Também o seu desrespeito leva a problemas, bem como o
desrespeito a qualquer lei natural ou econômica.
O
estado é um agressor por
definição, é um violador de leis éticas, porquanto ele mata, rouba,
sequestra, censura, falsifica e agride inocentes. O que nos leva à pergunta
central deste artigo: deveríamos mesmo acreditar que Deus criaria um universo
no qual parte de Suas leis teriam de ser necessariamente violadas
e ignoradas? Deus criaria leis que devessem ser desrespeitadas
sumamente caso os homens quisessem existir?
Acredito
que não. Existe a crença de que a existência do estado, esta instituição
tenebrosa, coerciva e assassina, é um dado inescapável da realidade, de que a
sociedade só poderia existir sob o comando dessa máfia criminosa. Quem crê
nisso está entrando em contradição com o próprio Criador do Universo, o qual
estabeleceu leis cujo descumprimento necessariamente nos levam ao erro.
Ou
seja, saímos de uma situação pré-estabelecida pelo Criador e inventamos outra
pior que a anterior.
Um cristão não pode, portanto, defender a existência do
estado em detrimento das leis de Deus. O estado, por sua própria natureza, é
imoral. Como explicado neste artigo:
Se examinarmos o estado nu, por assim dizer,
veremos que ele recebe permissão universal, e é até mesmo estimulado, a cometer
atos que até mesmo os não-libertários admitem ser crimes repreensíveis.O estado sequestra as pessoas e rotula essa
prática de “alistamento militar obrigatório”. O estado
encarcera pessoas que ingeriram substâncias não-aprovadas pelo governo e rotula
essa prática de “guerra contra as drogas”. O estado pratica o
roubo e a espoliação em massa e rotula essa prática de
“tributação”. O estado pratica homicídios em massa e rotula
essa prática de “política externa”. O estado pratica
privilégios para grandes empresas e rotula essa prática de “políticas de
proteção à indústria”. O estado destrói o poder de compra da moeda e
rotula essa prática de “política monetária”. O estado impõe
restrições à liberdade de empreendimento e rotula essa prática de
“regulamentação”. O estado estimula o parasitismo e rotula esta
prática de “políticas de bem-estar social”.
Em
suma, o estado tem de roubar, agredir, coagir e violentar para existir. Aboli-lo e colocarmo-nos em acordo com as leis
de Deus deveria ser a ideia defendida por um cristão.
Uma
vez abolido o estado, imediatamente as leis econômicas deixarão de ser
violadas, e a sociedade vislumbrará um momento de criação de riqueza que jamais
se viu na história da humanidade. Com o fortalecimento da propriedade privada,
teremos o ambiente ideal para a geração constante e incoercível de riqueza
dentro de uma matriz de cooperação e paz.
A
humanidade já padeceu indizivelmente por sua rebeldia contra as leis éticas,
continua padecendo e assim continuará a menos que as adotemos como tão
absolutas quanto seu próprio criador.
Não
podemos esperar que Deus nos melhore a vida se sequer seguimos as leis que Ele
estabeleceu. Se o que queremos é Justiça, Paz e Prosperidade, voltemo-nos para
as imutáveis e universais leis do Supremo Criador.
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Leituras complementares, porém imprescindíveis:
A teologia
do estado no Novo Testamento – O que realmente era o “Dai a César”
A teologia
do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a “submissão” aos
governos
Argumentação impecável,este texto é puro dinamite,deve ser lido por todos os cristãos (e não só),pois só o anarco-capitalismo e consistente e compatível com os ensinamentos de Jesus Cristo.
No espiritismo (que é profundamente liberal e capitalista, embora muitos espíritas o ignorem) os Espíritos nos ensinaram que milagres não existem, pois para que existissem, seria necessário que Deus infringisse as próprias leis que criou para ordenar o universo. Eles nos ensinaram ainda que o homem encarnado tem como missão fundamental os deveres de instruir os demais, fazendo-os avançar, de melhorar as suas instituições e de assumir a responsabilidade pela parte que lhes cabe na obra da criação. Segundo os mesmos, a cooperação fraterna e voluntária é a base fundamental de uma sociedade organizada, na qual o fraco e o incapaz jamais teriam que morrer de fome. Obrigado pelo artigo. Atípico, mas pertinente.
Você pode ser um bom libertário, mas péssimo em dar lições acerca de cristianismo. Embora eu concorde que o estado deva diminuir, privatizando o que for possível (mas há coisas que DEVEM ficar nas mãos do estado, como a polícia e a justiça, só para citar dois casos claros), negar a existência do estado enquanto o mundo não é transformado por Cristo é uma falácia, uma utopia. Gostemos ou não, precisamos dele. O que devemos lutar é para que ele seja justo. Afinal, o mundo vive no constante embate do bem contra o mal, e tal combate também ocorre nas instituições constituídas.
Alguns textos da Sagrada Escritura deixam bem claro que não somente Cristo como os seus apóstolos não empreenderam uma cruzada contra o estado, mas reafirmaram que sua existência é providência divina em certo grau:
Mateus 22, 21 “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Jesus deixa claro aqui o princípio de que devemos dar – mesmo que consideremos injusto – os tributos ao estado. Isso não nos impede que lutemos para que os tributos SEJAM JUSTOS.
Romanos 13, 1-4; 7 “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal… Portanto, daí a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem tem temor, temor; a quem honra, honra”
São Paulo repete o mesmo princípio de Cristo, e chega mais longe ao dizer que “as autoridades que existem foram por Ele instituídas”
1 Pedro 2, 13-15: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos;”
São Pedro também nos ensina a obediência aos poderes constituídos.
1 Timóteo 2, 1-2 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,”
São Paulo na sua carta para Timóteo pede até que oremos pelos que estão instituídos no poder. Isso não significa, contudo, concordar com seus erros e maldades.
Atos 4, 18-20 “E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.”
Esse texto de Atos dos Apóstolos nos mostra a única ocasião em que o cristão deve desobedecer os poderes constituídos e quando os mesmos exigem a renúncia da fé, ou quando suas leis chocam-se com as leis divinas.
A lei de mercado também é Imoral… É trocar 6 por meia dúzia…
Quanto mais leis, mais imperfeito é o meio…
Vejam bem esta notícia!
Um jovem britânico, de 30 anos começou a ter filhos quanto tinha 15 e não parou. Aos 30 tem 15 filhos, recebe 60 euros semanais de rendimento social de inserção e 92 € de subsídio de invalidez (a doze meses, recebe 658 € mensais). Estima-se que quando o seu filho mais novo chegar à maioridade, dentro de 18 anos, o Estado terá gasto com este jovem e a sua descendência 2,75 milhões de euros.
expresso.sapo.pt/30-anos-15-filhos-custa-275-milhoes-ao-estado=f918190
Um verdadeiro cristão não pode apoiar,tamanha irresponsabilidade e desestruturação da unidade familiar,o estado social é um cancro,é um convite a niilismo total.
Enquanto isso…
http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/stedile-encontra-papa-francisco-lutaremos-juntos-para-parar-os-bancos-e-transnacionais/
O estado é a causa do mal neste mundo. Simples assim. Quem duvida disso, veja o histórico estatal de guerras, revoluções, crises econômicas propositais, etc. A lista de crimes estatais é imensa, continua aumentando e seu pecado jamais será pago.
Para os Cristãos que defendem a submissão ao estado, mesmo que ela não seja total, há problemas decorrentes dessa posição. Paulo passou a vida a rebelar-se contra o estado romano. E como resolver o problema de ordens estatais, como a ordem de matar Jesus Cristo? Esse é o abacaxi que minarquistas e libertários, não anarco-capitalistas, têm de descascar. (E não é nada fácil).
Sou novo aqui e, por isso, gostaria de saber a resposta para estas questões:
“Imaginemos uma sociedade sem Estado. Todos são livres para fazerem o que bem entendem. Nessa situação uma pessoa que conseguiu bastante riqueza por seu trabalho e talento e que construiu muitas industrias por sua própria capacidade comete um crime qualquer contra outra pessoa sem essas qualidades e que vive uma vida mais simples e sem grandes recursos”.
1) A quem essa pessoa mais simples deverá recorrer para buscar justiça?
2) Supondo que as Leis de Deus fossem reconhecidas, o que deveria ser feito com outras pessoas que insistissem em desobedecê-las? Quem iria julgar as questões entre os homens?
Na verdade Deus inicialmente havia criado Israel com leis em que não existia governo. O que existia era uma coisa próxima de um anarco-capitalismo primitivo onde havia alguns serviços públicos básicos, mas justificados, já explico.
No antigo Israel foram instituídos os juízes que seri um sistema jurídico, que não era sustentado por impostos. E havia também os serviços públicos, oferecidos pelos levitas. Os levitas não executavam apenas serviços no templo, mas também outros serviços. Estes sim era sustentados por uma forma de imposto que era o dízimo. Agora podem tentar argumentar que era um imposto como os impostos que temos hoje, mas não era. A justificativa do dízimo era porque quando o povo de Israel tomou a terra para as 12 tribos, a tribo dos levitas não teve herança, ou seja, não recebeu uma parte da terra e Deus instituiu esta lei para eles. Além disto eles ficaram responsáveis pelos serviços no templo e servir a Deus em geral enquanto o resto ficava livre para viver suas vidas. Apesar de tudo, mesmo que fosse apenas um imposto, era somente 10%, bem menos do que pagamos hoje.
Isto foi só no início, depois o povo vendo as nações vizinhas, sentiu que precisava ter um rei e um Estado também, coisa que Deus não se agradou. A isto Deus respondeu ao profeta Samuel:
“E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.
Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.
Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
E falou Samuel todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedia um rei.
E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.
E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.
E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.
E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia.”
1 Samuel 8:7-18
Deus advertiu sobre tudo o que acontece hoje no Estado, mas os israelitas não quiseram ouvir. Ele também advertiu que não socorreria mais o povo.
Entretanto, após a vinda de Cristo, creio que a coisa foi diferente, teve outra função, que foi apresentar a forma de redenção, de voltar a Deus. Jesus não veio para mudar o mundo, pelo menos não na primeira vinda, mas veio para mudar os homens. Já na segunda vinda, que ainda não aconteceu e será em glória, Ele mudará então o mundo.
Eu confesso que gosto da ideia de não ter Estado, mas ainda não estou completamente convencido de que funcionaria caso uma nação sozinha resolvesse adotar este modelo. Sabemos e temos os exemplos do passado que as nações socialistas fizeram e fariam de tudo para sabotar. Já o fazem com o capitalismo com Estado. A nossa imprensa quase toda de esquerda e as universidades tomadas por comunistas são parte da sabotagem. E também ainda não estou convencido de que uma nação anarco-capitalista teria as ferramentas eficazes para defesa contra agressões externas. Talvez precisemos de uma experiência bem sucedida para crer que realmente funcionará.Os exemplos de anarco-capitalismo que geralmente tentam apresentar na minha opinião não servem. Primeiro porque duraram pouco e segundo porque era outra realidade no passado. Queria ver um exemplo atual.
Boa tarde! Quando Jesus ficou 40 dias e 40 noites no deserto, diz a Bíblia, que ele sofreu de 3 tentações. Vamos a que mais interessa;
Satanas disse a ele, esta vendo todos os impérios, faça um ato de adoração a mim e lhe darei todos para voce.
Jesus não refutou o poder dele sobre os impérios.
Cristãos defender governos eh contraditório mesmo.
Texto excelente, mas alto lá…
“Mas Deus faz milagres, isto é, viola as próprias leis que criou“.
Isto não é verdade. Nem pode ser. Deus não viola as próprias regras – Deus não abre mão do seu poder pelo amor que tem a si próprio (não me lembro a passagem, me perdoem).
O que acontece é que ainda existem – e sempre existirão, por definição – leis naturais (=Divinas) que nós ainda não conhecemos, ou seja, não somos capazes de compreender. Dada nossa limitação, jamais conheceremos todas as leis de Deus.
Um simples eclipse solar poderia ser considerado um milagre. As trombetas de Jericó derrubaram muros por “milagre”, mas hoje sabemos que se tratou do fenômeno de ressonância. E assim por diante, a maior parte dos milagres “terrenos” não violam as leis de Deus, e nem poderiam. Nada viola as leis Dele, nem mesmo Ele.
Já os milagres de caráter “transcendentais”, como a ressurreição, obviamente não tem explicação humana: Trata-se exatamente da fronteira do conhecimento humano imposta pelo Criador. Portanto não temos sequer condições de afirmar que as leis de Deus foram violadas, afinal, nós sequer temos condições de compreendê-las.
Felizmente este não era o alicerce argumentativo do texto, pois está errado 🙂
O texto esquece que ja vivemos em um mundo anarcocapitalista. E sabido que a liberdade é um atributo irredutivel, e como livres que somos, escolhemos viver em sociedade. As leis economicas nao podem ser analisadas separadamente das leis politicas, ambas relacionadas a praxeologia. Todos querem sair de um estado de menor satisfação para um estado de maior satisfação, e preferem isso hoje do que esperar algum tempo.
Cristãos socialistas, cristãos simpatizantes de esquerda ou carecem de informação ou são mal intencionados.
No segundo caso, seriam realmente cristãos?
Texto esperado pela data.
Olhei pelos comentários mas não achei ninguém falando sobre, então eu digo.
Defender o correto pelos motivos errados não é grande mérito. E defender a liberdade com uma religião, neste caso o cristianismo, é uma grande canoa furada.
Não digo que a doutrina cristã não seja libertária como vocês pregam, apesar de que a interpretação de toda a bíblia costuma ser bem maleável, a gosto do freguês. Mas enfim, já que vão dizer que estou atacando sem argumentação, e estou mesmo, aproveitemos:
O cristianismo existe até hoje porque as pessoas são infantis, e mantém tradições baseadas em fé, irracionalmente. As religiões são assim, e nenhum religião cristã passa longe disso.
Não me venham dizer que a fé cristã é racional e científica porque isso é tão mentira que quem acredita nisso poderia muito bem estar acreditando no socialismo, porque acredita no que quer.
Foi meio que um desabafo, podem me comer vivo agora cristãos, mas vocês não me enganam, não são tão espertos coisa nenhuma.
Acreditar em Deus não é muito diferente do que acreditar no Estado.
E esse texto usa como prova aquilo que deve ser provado.
É a falácia da petição de principio.
Sou fã numero um do Mises Brasil, e também acompanho o Daniel Fraga que é anarco capitalista ele é como um Davi contra o Leviatãn (Golias), e tenta com sua pequenez enfrentar o estado com pequenas ações humanas, e com algum sacrifício pessoal.Ele foi quem me indicou o Mises Brasil pela 1ª vez. Fora do contexto porém com conteúdo para quem quiser assistir um dos videos do Daniel Fraga :
https://www.youtube.com/watch?v=Mm-N69dq5Do. Obrigado. Saudações Libertárias.
"O estado é um agressor por definição, é um violador de leis éticas, porquanto ele mata, rouba, sequestra, censura, falsifica e agride inocentes."
"…o estado tem de roubar, agredir, coagir e violentar para existir."
"…Existe a crença de que a existência do estado, esta instituição tenebrosa, coerciva e assassina, é um dado inescapável da realidade, de que a sociedade só poderia existir sob o comando dessa máfia criminosa."
Se substituir a palavra "estado" por "igreja" em qualquer uma dessas frases, continuará fazendo sentido.
Contradição é criticar o estado, uma instituição que realmente é tenebrosa como diz o autor, ao mesmo tempo que cita leis divinas que são defendidas por uma instituição (igreja) que cometeu (e ainda comete) os mesmos crimes.
O anarco-capitalismo não é compatível com nenhum ensinamento religioso. E sim compatível com a ética, moral e liberdade. Que não precisam vir necessariamente de ensinamentos cristãos.
Bem, respeito a visão libertaria, mesmo sendo um liberal-conservador. Porém gostaria de deixar um ponto de reflexão.
Em primeiro lugar como Cristão, estou ciente que nem mesmo o cristianismo em si é unido, cada religião segue os seus preceitos e se declara dona da autoridade de divulgar o evangelho, logo já temos um problema.
Esse problema apenas será resolvido com a vinda de Cristo e a sua real Igreja reinara como estado justo e impecável, enquanto isso não acontece caímos naquele problema de dar poder aos homens esperando que tenham atitudes corretas e todos sabemos que poder e homem costuma ser um problema grave, ainda mais quando separado de um nobre ideal pautado de ética, justiça, amor, princípios e valores ensinados pelo mestre.
Vejo também outro problema,que é trocar seis por meia dúzia, pois ao acabar com o estado e privatizar a ordem social cairíamos no mesmo problema atual, pois hoje ou amanhã iríamos encontrar homens que usariam o poder de acordo com os seus interesses, sem ninguém para ficaliza-lo com autoridade, ou os que pudessem, podem também ser corrompidos, é um problema.
Não vejo a solução nisso, pra mim, a verdadeira solução seria Cristo voltar, queimar toda a imundice do mundo e reinar no milênio, enquanto isso não acontece, precisamos nos unir pela liberdade econômica, respeito ao estado e nos manifestar para que achemos quem sabe um dia políticos capazes de agir com o mínimo de decência.
Enquanto isso não acontece, temos que começar pelo nosso lar, nossa família. Ser a luz do mundo e o sal que leva os valores e princípios corretos para outras pessoas.
Belíssimo texto, João.
Feliz páscoa a todos!
Só gostaria de solicitar ao Mises Institute Brasil, um artigo sobre os ateus que sao libertários e procurar mostrar a nossa diferença para os ateus progressistas-anticristãos. Aí vai a minha opinião: rejeitar a fé religiosa não significa desejar que religiosos deixem de existir ou que não tenham o direito de opinarem na sociedade, mas sim, simplismente sermos deixados em paz com nossas convicções. Se o ateu é libertário, ele tem então o dever de deixar reliosos em paz, bem como esses tem o dever de não importuna-lo ou agredi-lo por suas crenças. As pessoas possuem todo o direito a liberdade de crença, e a lei natural as assegura isso.
Cruzes, quantos cristãos por aqui! Sou agnóstico e, como tal, toda essa argumentação serve no máximo como exercício intelectual. Fico pensando num princípio enunciado por Skiner: “quando não temos uma explicação, é melhor ficarmos sem explicação alguma”.
“Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22);
“Meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas, agora, meu Reino não é daqui" (João 18:36).
Não sou cristão, mas há na Bíblia várias passagens onde se reconhece a existência de “reinos” na terra, i.é, a legitimidade de estados.
…para mim, esse texto forçou um pouco na argumentação..rss
Todo cristão deveria ser anarquista e defender a liberdade e a propriedade privada.
Aos colegas duvidosos da minha afirmação, sugiro a seguinte pergunta: qual doutrina é compatível com a natureza humana?
Para quem é honesto intelectualmente, sugiro a leitura de Hoppe, Mises (capitalismo x socialismo e praxeologia), Rothbard e Huerta de Soto.
Particularmente, um dos piores artigos que li aqui no IMB. Não sou um “libertário”, estou mais para um “liberal” mesmo. De qualquer forma, defender a ausência de Estado para que se impere as “leis de Deus” é o mesmo que defender a Sharia, embora reconhece superioridade moral do cristianismo sem titubear. Mas a questão de fundo é clara: a visão a respeito de Deus e suas leis é tão diversa que isso é simplesmente impossível. Só para exemplificar: para um evangélico, a simples existência de “imagens de santos” é incompatível com viver segundo a lei de Deus. Ou, por outra: quantas pessoas sequer acreditam em Deus? Para essas, seria possível viver por conta de suas próprias leis? Enfim, para mim justamente essa diversidade de pensamentos sobre o mesmo assunto (no caso, “viver segundo as leis de Deus”) é que me faz relutante em abraçar posturas ditas “libertárias”: seria impossível cada um viver civilizadamente segundo as “leis de Deus”, pois cada um teria um entendimento diferente de tais leis, mesmo dentro da própria cristandade. E, no limite, existem outros credos que tem crença em outros deuses e, no limite, quem não acredite em nenhum Deus. Enfim, acho legítimo discutir a existência do Estado, mas não acho que a discussão possa ser sustentada com fundamentações religiosas. (a propósito, sou Cristão e tenho considerações teológicas diversas do artigo: mas acho que esse não deveria ser o foco de discussões no IMB).
Achei o texto muito interessante, parabéns!
Mas sou defensor de um estado democrático mínimo, um que seja apenas o Juiz, que garanta os direitos a propriedades privadas, liberdades e etc. Porque acho que sem isso o mundo viraria o caos. É utopia achar que todos iriam respeitas as leis de Deus de uma hora para outra. Talvez num futuro distante funcione.
Mas gostaria de saber se alguém tem alguma ideia de como o estado poderia ser abolido nos dias de hoje e como funcionaria essa nova sociedade sem um estado como o que eu descrevi.
Obrigado.
Tivemos uma longa – e decadente – experiência em seguir ” as leis de Deus ” – no período medieval – , e percebemos a dramática desvalorização de todos os valores morais que o Cristianismo empregou no mundo. Destruindo a cultura da antiguidade clássica , esquecendo – fazendo esquecer – os grandes intelectuais e ideias que há mais de 2000 anos já seriam tão atuais quanto as de hoje. Primeiramente , não podemos ser absoluto em lidar cm questões governamentais. Sabemos que nós humanos somos falíveis ao extremo. Acreditar em uma utopia de amor , paz e prosperidade sem um Estado oferecendo um contraditório e ampla-defesa é tolice , ignorância. Temos diversos exemplos – restrinjo-me a religião Cristã – em nossa história. Tribunais inquisitoriais , indulgências estabelecidas por discricionariedades de um ” interpretador divino ” – aquele que nega a realidade física das coisas – , entre diversos outros ” fatos ” em nossa cultura. Sabemos que o Estado nunca será justo se n formos justos conosco mesmo , ou seja , valorizarmos educação , conhecimento , sair da zona de conforto e buscar o progresso de ideias de forma cética e realista ao máximo. O Estado , penso , é um mero reflexo da sociedade. No Brasil , vemos isto ao extremo , na história , ao ápice. Contudo , um Estado Básico , sem ser intervencionista , é o estado ideal – mas ideal n significa justo para ” todo o sempre amém. Nós ” povo ” que temos como obrigação de consolidar , atualizar e manter a constante observância de um Estado de Direito , respeitando os valores morais , jurídicos , e , principalmente , CÉTICOS-RACIONAIS. Sem esta última , seremos sempre apenas o que somos hoje.
Muitos citam o argumento de Samuel para defender o anarquismo. Bom, certamente é um argumento forte contra o governo nas suas formas atuais (estado moderno) mas não é um argumento absoluto contra governos monopolísticos. No tempo de Samuel, as cidades tinham governo monopolísticos. Abertos, miniarquistas, muito mais libertários do que qualquer governo que conheçamos hoje em dia. Mas ainda assim, governos. E Samuel nada diz contra eles, fala apenas contra a proposta de um governo central.
Governos monopolísticos nascem da existência de grupos humanos, e é raríssimo que os serviços típicos de governo (segurança contra ataques estrangeiros e justiça contra crimes graves) sejam prestados sem governo monopolístico.
Tenho muito orgulho da minha ascendência mennonita, um povo cujas principais 3 principais características (exceto, é óbvio, a religião) sempre foram sua (1) profunda objeção e insubmissão ao controle estatal (o que levou a dezenas de correntes migratórias ao redor do mundo) e (2) seu profundo pacifismo, que gerou um pacto de não-agressão praticamente absoluto, e (3) seu apego inabalável ao trabalho duro e honesto. A quem não conhece, sugiro fortemente pesquisar a respeito.
Pois é, nunca vi tanto comentário num dos artigos de economia deste site.
Isto é que o artigo falava de economia desde um ponto de vista religioso. A treta está lançada, dinheiro, política e religião num mesmo texto é colocar uma provocação do tamanho da bomba de Hiroshima, por um lado fico feliz de ver que tem tanta gente discutindo assuntos econômicos com tamanha argumentação, por outro lado fico triste ainda existir tamanha discórdia e gigante individualidade onde todos (eu me incluo) querem serem ouvidos quando se fala de um ser superior.
Segundo a narrativa bíblica a organização social de israel era descentralizada (ou totalmente centralizada em Yahweh) até que o povo pediu que fosse constituído sobre eles um rei (1 Samuel cap. 8), o que provocou um profundo descontentamento em Samuel (profeta e sacerdote) e que o próprio Deus caracterizou como uma rejeição de sua soberania por parte do povo de Israel. No mesmo capítulo Deus revela a Samuel as consequências de um reinado humano sobre o povo de Israel bem como os pesados tributos que o rei exigiria que fossem pagos. Em Deuteronômio cap. 17: 14 – 20 podemos ver o que Deus antecipadamente colocou como pré requisitos para que, caso algum dia o povo solicitasse um rei, esse fosse escolhido e seguisse esses decretos.
No entanto é passível de observação na narrativa histórica bíblica que houveram reis que agradaram a Deus pois esses andarão segundo a sua vontade (o rei Davi, o segundo rei na história de Israel é um exemplo).
Mediante o raciocínio aqui brevemente desenvolvido creio, na minha percepção, que é possível a existência de um governo centralizado mínimo – no nosso caso hoje um governo Estatal mínimo – que seja coerente com a vontade de Deus e que seja, consequentemente, bom para a totalidade da população.
Libertários Cristão de plantão, só uma coisa…
procurem saber que foi Ayn Rand
pt.wikipedia.org/wiki/Ayn_Rand
Ayn Rand? Aquela que negou o rótulo de libertária para se auto-proclamar “radical pró-capitalismo”?
Aliás, ela era tão “radical pró-capitalismo” que defendia que “a liberdade requer um sistema imposto de arbitragem que estabelece, por meio de princípios objetivos, quando a força tem sido usada e permite uma resolução racional das disputas baseado nos direitos individuais à vida, liberdade e propriedade. Somente uma instituição que efetivamente domina e regula o uso da força em uma dada área geográfica pode prover e impor tal sistema jurídico. Então, todos nós necessitamos de governos para nos livrar da força. – (The nature of government/Ayn Rand – 1963)
Sim, conheço-a muito bem.
Você disse:
“Com o fortalecimento da propriedade privada, teremos o ambiente ideal para a geração constante e incoercível de riqueza dentro de uma matriz de cooperação e paz.”
Num ambiente sem Estado, quem garantiria o fortalecimento da propriedade privada? Uma vez que outras milícias (que não o Estado) investiria contra a sua propriedade? Quem iria defender sua propriedade dessas milícias? Você mesmo? Mas e se você fosse uma pessoa não tão provida de recursos? Você não teria força suficiente para se defender.
É o que penso.
Embora odiar a ideia de defender a existência do Estado, não consigo imaginar uma sociedade em paz sem ele.
A não ser que todos os seres humanos na face da Terra fossem “santos”.
Olá, tenho uma dúvida.
Ser um libertário implica necessariamente crer na existência de Deus?
A maior parte dos libertários acredita?
É apenas uma curiosidade.
“Num ambiente sem Estado, quem garantiria o fortalecimento da propriedade privada? Uma vez que outras milícias (que não o Estado) investiria contra a sua propriedade? Quem iria defender sua propriedade dessas milícias? Você mesmo? Mas e se você fosse uma pessoa não tão provida de recursos? Você não teria força suficiente para se defender.”
Quem garantiria? Eu, você, ele, nós, vós, eles, a polícia, os mercenários, a associação dos moradores do bairro unidos, outras milícias, etc.
Em uma sociedade livre, quando uma pessoa inicia uma agressão ela perde automaticamente todos os seus direitos, sendo assim, qualquer um pode puni-la de acordo com a agressão ocorrida.
“Embora odiar a ideia de defender a existência do Estado, não consigo imaginar uma sociedade em paz sem ele.”
E existe alguma em paz com ele? Além disso, os anarcocapitalistas nunca defenderam o paraíso na Terra, eles têm plena consciência de que sempre existirão criminosos. A diferença, é que estes criminosos não terão uma instituição com o monopólio da justiça para se apoderar.
Mais informações aqui: mises.org.br/Article.aspx?id=299
“A não ser que todos os seres humanos na face da Terra fossem “santos”.”
Isto é válido apenas para o estado.
O livro “História do Cristianismo” de Paul Johnson mostra que o cristianismo começou a se corromper de vez – já tinha começado antes – quando foi estatizado e a adesão a ele passou a ser compulsória. O cristianismo autêntico só sobrevive em liberdade responsável.
http://www.saraiva.com.br/historia-do-cristianismo-461458.html?pac_id=25371&utm_source=buscape&utm_medium=comparador&utm_campaign=cpc_Livros-461458_25371&
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Cristãos vejam isso
https://www.youtube.com/watch?v=68nsrZ9RKpo
Gostei bastante do artigo. Me tire uma dúvida, já procurei bastante sobre isso na internet e nunca achei nada, lendo o antigo testamento eu percebi que Deus organizou a sociedade da seguinte forma:
1- Uma constituição clara e curta (10 mandamentos).
2- Uma sociedade descentralizada, cada tribo gozando de bastante autonomia.
3- Ao estado cabia somente a lei, os juízes eram os líderes.
4- Deus foi contra um governo federal, ele não gostava da idéia de um rei.
Deus parece ser libertário, no máximo minarquista, certo?
F
Realmente não gosto dos artigos do IMB que envolvem religião. Misturar raciocínio lógico com fé irracional não dá certo.
Nos comentários, então, a coisa fica feia.
Todos usam este princípio:
“Então deveria saber que existe uma interpretação correta, afinal, a palavra de Deus é perfeita e imutável. Nós, humanos, que somos incapazes de entender a mensagem pretendida em muitas vezes. Resumindo, não existem várias interpretações corretas, e sim, erros do intérprete.”
para responder todos os questionamentos com:
“a sua interpretação está errada. A minha interpretação é que é correta.”