Morreu
ontem, aos 91 anos de idade, Lee
Kuan Yew, o homem responsável por implantar as reformas econômicas que
fizeram com que Cingapura deixasse de ser um país de terceiro mundo —
praticamente uma favela a céu aberto — e se transformasse em um país de primeiro
mundo, com uma renda
per capita muito superior à americana.
Yew
desenvolveu o modelo de Cingapura por pura necessidade. Além de não possuir recursos naturais,
Cingapura não possuía nenhuma terra fértil na qual desenvolver atividades
agrícolas. Ou seja, não havia nem como
plantar comida nem como extrair petróleo no país. Logo, ele teve de recorrer ao comércio
global.
A estratégia
de Cingapura
Cingapura
se tornou independente da Malásia em 1965.
Na verdade, o país foi praticamente expulso da Malásia. À época, Cingapura era um país pobre e
atrasado — uma mancha estéril, improdutiva e sombria em uma das mais perigosas
regiões do mundo. Com efeito, a renda
per capita de Cingapura em 1965 seria equivalente à de um país como Angola ou
Kosovo hoje, ajustada pela inflação.
No
entanto, Cingapura contava com um líder, um fundador visionário: Lee Kuan
Yew. E ele tinha ideias claras sobre
como modernizar o país.
Sua
estratégia continha os seguintes elementos:
Moeda forte e estável
O
primeiro e mais crucial — sem o qual nada mais funciona — era uma moeda forte
e estável. Cingapura implantou um
sistema de Currency Board, um regime
monetário no qual não há política monetária e nem interferência política.
Currency
Board é o sistema que se utiliza quando se quer adotar uma genuína “âncora
cambial”, o que faz com que a moeda de um país se torne um mero substituto de
uma moeda estrangeira. Neste sistema, a
moeda nacional é totalmente atrelada a uma moeda estrangeira (no caso de
Cingapura, o dólar de Cingapura nasceu ancorado à libra esterlina, depois passou
para o dólar, e depois para uma cesta de moedas), e a variação da base
monetária nacional se dá de acordo com o saldo do balanço de pagamentos (saldo
da quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia nacional).
A
única função de um Currency Board é trocar moeda nacional (que ele próprio
emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a uma taxa fixa.
Neste
sistema, não há nenhuma política monetária.
Todo o arranjo funciona como se estivesse no piloto automático. A base monetária do país é igual à quantidade
de reservas internacionais (no caso, a moeda adotada como âncora), e varia de
acordo com a quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia em
decorrência das transações internacionais do país. Quando há um superávit nas transações
internacionais, a base monetária doméstica aumenta; quando há um déficit,
diminui.
Quando
a quantidade de moeda nacional é idêntica à quantidade de reservas
internacionais, é impossível haver um ataque especulativo, pois seria
impossível exaurir as reservas internacionais (a moeda nacional teria de ser
toda mandada pra fora, algo por definição impossível).
O
país que adota o Currency Board passa a funcionar como se fosse um estado do
país emissor da moeda utilizada como âncora pelo Currency Board. Para que tal sistema funcione plenamente, uma
Caixa de Conversão (o Currency Board) é criada com a única missão de trocar
moeda nacional (que ela própria emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a
uma taxa de câmbio estritamente fixa. (Veja mais detalhes sobre Currency Boards aqui.)
Um
arranjo de câmbio fixo, para um país em desenvolvimento, é bastante superior a um
arranjo de câmbio flutuante, pois gera estabilidade de longo prazo para os
investimentos (os investidores sabem exatamente qual será a definição da moeda
nos anos vindouros), acaba com as especulações e retira completamente das
autoridades políticas do país a capacidade de fazer política monetária — e,
consequentemente, de desvalorizar a moeda, o que afeta sensivelmente a taxa de
retorno dos investidores estrangeiros.
Além
de estabilizar a moeda, um Currency Board impõe forçosamente uma disciplina ao
sistema bancário e às políticas fiscais do governo. Para Cingapura, um Currency Board forneceu
preços estáveis (uma das menores
inflações de preço do mundo) e uma moeda plenamente segura e conversível, o
que atraiu investimentos estrangeiros maciços.
Hoje,
a autoridade monetária de Cingapura, embora não mais funcione como um Currency
Board ortodoxo, tem como única função controlar o valor do dólar de Cingapura
em relação a uma cesta de moedas das principais economias do mundo. A autoridade monetária de Cingapura não
controla juros; ela atua para garantir que o dólar de Cingapura mantenha um
valor relativamente estável perante as principais moedas do mundo.
E
o resultado é que de 1982 a 2005, o dólar de Cingapura foi a moeda
que menos perdeu poder de compra no mundo, superando inclusive o franco
suíço e o marco alemão. (A partir de
2005 ela perde para o iene japonês, dado que o Japão entrou em uma longa
estagnação e seus preços ficaram em zero durante quase uma década).
Nada de ajuda internacional
O
segundo elemento foi a total ausência de ajuda estrangeira. Lee Kuan Yew proibiu que o país mendigasse
auxílio internacional. Cingapura se
recusou a aceitar ajuda estrangeira de todo e qualquer tipo.
Essa
é uma postura francamente oposta à de vários outros países em desenvolvimento,
nos quais o que mais há são esquemas de corrupção em que políticos e burocratas
tentando abiscoitar algum tipo de ajuda estrangeira, seja de alguma ONG
internacional, de algum organismo internacional (como o FMI e o Banco Mundial),
ou de algum governo.
Em
contraste, placas em que se lê “Nada de ajuda estrangeira” ainda estão
penduradas, figurativamente, em cada gabinete governamental de Cingapura.
Setor privado forte
O
terceiro elemento foi o notável esforço de Cingapura em criar empresas privadas
de excelência, com características de primeiro mundo e genuinamente
competitivas no mercado global.
Isso
foi alcançado majoritariamente por meio de baixa tributação, burocracia quase
inexistente e mínima regulação. Tudo
isso em conjunto com tarifas de importação nulas e livre comércio pleno
(sistema idêntico ao adotado
em Hong Kong).
Baixa
tributação, baixa regulação, burocracia quase inexistente, moeda forte e livre
comércio pleno atraíram para Cingapura empresas de todas as regiões do globo —
e fez com que as empresas privadas de Cingapura se tornassem tigres asiáticos.
Respeito à propriedade
O
quarto elemento na estratégia de Cingapura foi uma ênfase na proteção à
propriedade privada, na segurança pública, e na ordem pública.
Neste
quesito, no entanto, as coisas são mais nebulosas, como será mostrado mais
abaixo.
Do terceiro
ao primeiro mundo
Estes
foram os quatro objetivos da estratégia de Lee Kuan Yew: moeda forte e estável,
nada de ajudas estrangeiras, empresas privadas de primeiro mundo, plenamente
competitivas, operando em um arranjo de livre comércio pleno e sem sofrer
regulações onerosas, e um arranjo de lei e ordem.
E,
para cumprir esses objetivos, o segredo da estratégia era ter um governo
“pequeno” e transparente; um governo minimalista em termos econômicos, que não
impunha complexidades e nem burocracia — daí a contínua presença de Cingapura
no topo
do ranking da Doing Business,
entidade que mensura a facilidade de se empreender ao redor do mundo.
O
gráfico abaixo mostra bem a evolução de um país que saiu do Terceiro Mundo e se
converteu plenamente em uma das regiões mais ricas do planeta. Ele mostra o impressionante êxito econômico
de Cingapura, cuja renda per capita em dólares supera a dos EUA e a da Suécia,
é o dobro da da Espanha e cinco vezes maior que a da vizinha Malásia, de quem
Cingapura se separou (ou melhor, foi expulsa):
Além
de todas as características já citadas acima, vale ressaltar que o gasto
público de Cingapura é a metade do americano, e um terço do sueco.
A mente de Lee Kuan Yew
No
entanto, nada mais justo e pertinente do que deixarmos que o próprio Lee Kuan
Yew nos ofereça
sua própria visão sobre como as sociedades prosperam e enriquecem.
O
pai fundador de Cingapura se sentiu atraído, até os anos 1960, pelo socialismo
inglês. No entanto, felizmente, acabou
descobrindo que a hipertrofia do estado não é o caminho adequado para o
progresso:
Assim como Jawaharlal Nehru [o primeiro
primeiro-ministro da Índia, de 1947 a 1964], no começo me senti influenciado
pelas ideias do socialismo
fabiano inglês. No entanto,
rapidamente me dei conta de que, para distribuir o bolo, é necessário antes
fabricá-lo. Por isso me distanciei da
mentalidade do estado de bem-estar: ela minava o espírito empreendedor e
impedia que uma pessoa se esforçasse para prosperar e seguir adiante.Também abandonei o modelo de
industrialização baseado na substituição de importações. Enquanto a maioria dos países do Terceiro
Mundo denunciava a exploração das multinacionais ocidentais, nós as convidamos
todas para ir a Cingapura. Desse modo
conseguimos crescimento, tecnologia e conhecimento científico, os quais dispararam
nossa produtividade de uma maneira mais intensa e acelerada do que qualquer
outra política econômica alternativa poderia ter feito.
Lee
Kuan Yew percebeu com clareza que a única maneira de um país sem recursos
naturais como Cingapura ter alguma vantagem competitiva era se convertendo em uma
região livre e segura no mercado global, uma região em que investidores
pudessem investir e poupar sem medo de expropriações:
Somos o país com menos recursos naturais em
toda a nossa região; portanto, só nos resta sermos honestos, eficientes e
capazes. […] Cingapura tem as
qualidades para ser a Chicago ou a Zurique da Ásia Oriental.
Para
lograr tal feito, abraçou sem titubear a globalização:
Não
nos esqueçamos de que o protecionismo e um menor comércio equivalem a um menor
crescimento econômico para os países ainda em desenvolvimento. […]Aproveitamos todas as vantagens que nos
legaram os ingleses: o idioma, o sistema jurídico, a democracia parlamentarista
e a administração imparcial. Mas
conseguimos evitar ceder ao charme do estado de bem-estar social. Já vimos como um povo inteiro pode competir
entre si para se afundar na miséria e na mediocridade. As pessoas menos empreendedoras e
trabalhadoras não podem ser igualadas ao resto à custa de piorar a situação das
mais empreendedoras e esforçadas. E
também já vimos quão difícil é desmantelar um sistema de subsídios tão logo as
pessoas se acostumam às benesses que o estado lhes proporciona.
A
oposição de Lee Kwan Yew à desvairada expansão do estado de bem-estar social
do Ocidente foi uma constante ao longo de toda a sua vida. Seus princípios eram claros: uma coisa é
ajudar quem realmente está necessitado; outra, bem diferente, é subsidiar o
parasitismo:
O estado de bem-estar e os subsídios
destroem a motivação para as pessoas se esforçarem e crescerem. Se for para ajudar alguém, é preferível que
seja dando-lhes algum ativo ou dinheiro e permitido que tenham total liberdade
para decidir como gastá-lo. Quando as
pessoas se tornam dependentes dos subsídios e o estado não pode mais continuar
lhes pagando, elas protestam. Tornaram-se
mal acostumadas.
É
a sociedade civil, e não o estado, quem essencialmente tem de ajudar os mais
desfavorecidos. A missão do governo não
é administrar monopolisticamente a filantropia de uma sociedade, mas sim não
impedir seu florescimento:
O estado não pode substituir o calor pessoal
e o contato direto das ajudas voluntárias.
Os sentimentos altruístas e filantrópicos motivam as pessoas a se
ajudarem entre si. Muitos estados
ocidentais se converteram em burocracias esbanjadoras nas quais os funcionários
públicos bem pagos não possuem esse indispensável sentimento de altruísmo e
idealismo visto nos trabalhadores voluntários.
Cingapura,
por conseguinte, não se especializou em redistribuir a renda, mas sim em atrair
capital humano, capital físico e capital financeiro para impulsionar a
prosperidade de todos:
Cingapura tem uma maioria chinesa; porém,
não importa qual seja a sua raça, se você se unir a nós como cidadão,
desfrutará dos mesmos direitos e oportunidades.
Em Cingapura, somos uma sociedade cosmopolita e aberta, que recebe de
braços abertos o talento, pois é ele que nos permite continuar crescendo e
prosperando.
Em
vez de denegrir a figura do empreendedor, este é exaltado como o motor do
crescimento e da inovação:
O sonho da riqueza atrai todos. No entanto, somente aqueles que inovam e que
sabem criar bens e serviços se tornam ricos.
São poucos os que nascem com uma aguçada mentalidade empresarial, e são
ainda menos aqueles que triunfarão. O
êxito empresarial necessita de qualidades extraordinárias, como elevados níveis
de energia, perspicácia para enxergar as oportunidades onde outros só veem
problemas, e intuição para antecipar quais produtos ou serviços serão rentáveis.
À
luz de tão excepcionais reflexões, estaríamos tentados a pensar que Lee Kuan
Yew era o paradigma do político liberal no qual todos deveriam se
inspirar. Mas, infelizmente, não. Lee Kuan Yew era um conservador pragmático
que, em matéria econômica, havia entendido boa parte das regras do jogo, mas que,
em matéria social, permaneceu ancorado a um intenso intervencionismo estatal.
Ele
próprio se vangloriava de interferir na vida privada das pessoas para
orientá-las a seguir o bom caminho. Em
termos sociais, suas ideias eram mais comunitárias do que liberais, e ele tinha
uma noção particular de bem comum:
Na cultura americana, o interesse do
indivíduo vem em primeiro lugar. Isso
transforma os EUA em uma sociedade agressivamente competitiva. Em Cingapura, o interesse da sociedade vem
antes do indivíduo. Mas, ainda assim,
Cingapura tem de ser competitiva no mercado de trabalho, e no de bens e
serviços.
Uma
das consequências dessa mentalidade é que Cingapura é hoje um estado que
pratica a tortura de presos, que limita a liberdade de expressão e de imprensa,
que mantém um serviço militar obrigatório e que proíbe as relações homossexuais. A ordem pública é mantida rigidamente. Há punições severas para pichações. É proibido até mesmo mascar
chicletes (só são permitidos chicletes terapêuticos com receita médica). O governo pode encarcerar criminosos por tempo
indefinido e sem julgamento.
Conclusão
Cingapura
é, em muitos aspectos, um exemplo para o Ocidente. Em outros, longe disso.
O
mesmo, no entanto, pode ser dito sobre o Ocidente para Cingapura: é um exemplo
em muitas coisas, mas não em outras.
Felizmente,
liberdade é algo que não tem de ser adquirida em um pacote conjunto. A liberdade não é um combo que necessariamente tem de vir com concessões
governamentais.
Não
é necessário optarmos entre a liberdade civil e a liberdade econômica quando
podemos ter ambas: o Ocidente provou que a liberdade civil permite que as
pessoas desenvolvam seus planos de vida sem se sentirem oprimidas por estados
repressores ou pela intolerância de grupos organizados; já Cingapura provou que
a liberdade econômica gerava um aumento formidável na prosperidade e na
riqueza.
Por
que, então, não podemos optar por ambas as manifestações de liberdade individual? Esse é o programa ideológico dos libertários.


Excelente texto! Eu assinaria embaixo. Principalmente da conclusão.
CINGAPURA, LIBERALISMO CONSERVADOR, na prática, não libertarianismo.
Poderia ser ainda melhor? Poderia! Mas, por enquanto, é o que temos como exemplo.
PS: Libertários e comunas, Cingapura não é um país permeado pela cultura Judaico Cristã, pelo contrário, mas é CONSERVADOR E LIBERAL.
APRENDAM que “não existe conservadorismo, mas conservadorismos, no plural”, como diria Coutinho.
A LIBERDADE precisa ser limitada para que, paradoxalmente, ela continue a existir e, inclusive, seja ampliada.
A propósito do Sr. Lee Kuan Yew veja-se artigo publicado hoje no Russia & India Report (in.rbth.com/blogs/2015/03/24/how_lee_kuan_yew_and_putin_exposed_the_democracy_bogey_42167.html), de onde se pode extrair que as metas atingidas não seriam alcançadas mediante um sistema “democrático” de inúmeros partidos, em que o estado serve apenas para garantir interesses de grupos próximos do poder.
Eis um trecho do artigo:
Is democracy a dead cat the West wants to sell for good money? According to one of the greatest strategists of the 20th century, that would be more or less correct. In the words of Lee Kuan Yew, the late Singapore strongman, "The exuberance of democracy leads to undisciplined and disorderly conditions which are inimical to development."
O resto deixo para os interessados.
Ótimo texto. Embora eu raramente utilize o argumento de Cingapura ou Hong Kong como exemplos da importância do livre-mercado em geral porque o establishment não entende que a economia é uma ciência apriorística e que a escassez junto ao princípio fundamental da ação humana são dados universais (gente como Paul Krugman parece sinceramente acreditar que o imposto e recursos estatais advém da metafísica e não significa que a população terá menos para gastar consigo própria e assim, a sociedade perderá oportunidades de empreendimento e renda em prol do sustento da demanda estatal). Além de o establishment ser pernicioso: responsabilizam o protecionismo de uma sociedade majoritariamente livre por seu sucesso e jamais o contrário – ignoram os casos em que o protecionismo majoritário e de regra geral foi um fracasso colossal, como o Brasil.
Entretanto, em matéria de discussão, talvez a maior utilidade do argumento de Cingapura seja justamente a política do Currency Board. É absurdo este paradigma falido e encomendado por grandes conglomerados no mundo todo de que o câmbio tem de ser flutuante e toda a sociedade precisa perder poder de compra e chances de investimento internacional pelo lucro de curto prazo dos exportadores.
Perfeito!
Nosso ideal é a conclusão: liberdade em todos os planos, no civil e no econômico!
Há sete anos atrás, tive a oportunidade de morar neste país por alguns meses. É algo fantástico perceber que a ausência de um governo provedor faz mais pelo povo do que o contrário. As pessoas trabalham, simplesmente. Não há qualquer tipo de vitimização. Lembro de encontrar pessoas muito idosas ainda trabalhando.
Tirando a parte negativa que o texto muito bem ressaltou, todo o resto é a demonstração empírica de que liberdade de empreendimento funciona.
“Ou seja, não havia nem como plantar comida nem como extrair petróleo no país. Logo, ele teve de recorrer ao comércio global.”.
Esse é um dos motivos pelos quais eu acredito que o Brasil sempre será subdesenvolvido:
Falta terremoto, falta furação, falta vulcão, fata nevasca, sobra terra fértil, sobra petróleo, sobra minérios, dá pra plantar o ano inteiro… etc.
Com tanta facilidade não há estímulos para o país buscar o desenvolvimento que o livre mercado pode proporcionar.
É como esperar que uma criança mimada se esforce, pode até acontecer em alguns casos, mas é muito raro, é a exceção que confirma a regra.
“Na verdade, o país foi praticamente expulso da Malásia.”.
E depois dizem que secessão traz resultados ruins para o território secessionado.
Na verdade eu não diria que Cingapura foi expulsa, eu diria que ela foi deixada LIVRE, livre da obrigação de pagar impostos à Malásia e para não ter mais que obedecer as leis da Malásia.
Só uma pergunta.
Sempre me dizem que há problemas relativos à propriedade privada em Cingapura. Alguém poderia me ajudar com fontes para entender melhor esses problemas?
Um deles é que me disseram que o governo só permite que o indivíduo detenha a propriedade por 100 anos. Está correto isso?
São nessas leituras que você para, passa a olhar triste e profundamente para o cenário vigente do Brasil, e conclui, incontestavelmente, em um suspiro: Que lixo!
Trabalho em ambiente em que a massa de jovens é de mentalidade estadista. Muito antes de entender um vírgula de economia, multiplica-se no Brasil uma geração, dos anos oitenta e noventa, que não tem vergonha nenhuma de gritar aos quatro cantos que “tem ódio ao capitalismo”.
A geração pós-constituição de 1988 parece ter nascido com uma propensão maior de aceitar a utopia de “todos a viver de impostos do outro; mas ninguém a pagar por eles”.
O texto diz que a autoridade monetária de lá não funciona mais como um Currency Board ortodoxo… O que isto significa? O governo de lá agora pode inflacionar a moeda?
Pena o artigo não ter citado o peso das estatais na economia de Cingapura…
abraços
Quando Deus aparecerá em terras tupiniquins um cidadão com ideias semelhantes?
Viverei para ser testemunha ocular e desfrutar dessas maravilhas do capitalismo pleno?
O ser que poderá arrumar essa bagunça chamada Brasil já nasceu?
Por favor repassem esse texto nas redes sociais, precisamos urgente abrir os olhos dos nossos jovens empreendedores.
Obrigado Cavalera, vou ler, abraços
Leandro, é verdade que seu nome completo é Leandro Currency Board?
Qual a fonte dessas citações do Kuan?
Conservadores 1×0 Libertários
Qualquer um que estudou história (um mínimo) vai descobrir que o capitalismo moderno e ocidental é obra dos conservadores.
O problema do libertarianismo é que enquanto todos nós somos conscientes e sãos, está tudo OK. Porém, como não há restrição nem crítica à cultura de vadiagem, progressivamente a cultura dominante será de esquerda. Lógico: o que naturalmente puxa mais o ser humano: uma ideologia que prega que você é responsável por seus atos e pelos outros ou um amontoado de imbecilidades (AKA progressismo) que diz que a culpa é sempre dos outros e que o Estado (= outros) pagarão suas contas para sempre?
Por isso prefiro o Conservadorismo. Mas obviamente cada um tem sua opinião.
Cingapura – 1 peso estatal para 300 pesos privados – Milagre estatista.
Brasil – 300 pesos estatais para 1 peso privado – Desgraça privada.
Esse é o pensamento orwelliano que invade a cabeça dos brasileiros.
Excelente exemplo de como se constrói um país, obviamente a mentalidade esquerdista nunca vai aceitar.
Lembro que meu professor, na faculdade, disse que Cingapura era rico por que servia de porto para toda a Ásia, portanto seu modelo não se aplicava ao Brasil.
Por fim, acho positivo a forte repressão aos pequenos delitos, como pichação. Aqui no Brasil aceitamos de mãos atadas esses pequenos delitos, e se pedimos mais repressão a esses delinquentes somos taxado de facistas.
Ótimo artigo, porém fiquei um pouco confuso quanto à manutenção do cambio por taxas fixas e um certo controle dele em relação às moedas internacionais.
Isso nao seria uma forma de intervenção do governo na economia?
Nao sei se é uma dúvida simples ou não, ficaria grato se me esclarecessem.
Ótimo texto.
Aliás, o artigo infelizmente não mencionou como a desigualdade de renda é uma das maiores do mundo, como crítica às políticas adotadas.
Abraços
Já está demonstrado que conservadorismo anda de mãos dadas com o socialismo. Os socialistas pensaram que seu sistema era o último e mais aperfeiçoado da humanidade, depois desta ter passado pelo feudalismo e capitalismo. Nada mais longe da verdade! O socialismo só gerou desgraça e atraso onde foi implantado e mostrou-se inferior até mesmo quando comparado com o sistema feudal.
A diferença das para-estatais de Singapura para as para-estatais do Brasil, está na ideologia por trás.
Lembro-me que um tempo atras uma mulher lá do governo ou da Petrobras, disse que a empresa não focava no lucro dos acionistas mas sim no SOCIAL, já em Singapura as empresas mesmo que parcialmente estatais elas focam no pecaminoso LUCRO.
Assim, quem diz que uma empresa deve focar no social está dizendo que a conta do prejuízo deve ser jogada nos pagadores de impostos.
Quero saber se em Singapura tem alguma para-estatal que opera no vermelho e recebe capital do governo proveniente dos pagadores de impostos.
“Enquanto a maioria dos países do Terceiro Mundo denunciava a exploração das multinacionais ocidentais, nós as convidamos todas para ir a Cingapura.”
melhor parte
toda pessoa brilhante é brilhante nos quotes,
‘Currency Board é o sistema que se utiliza quando se quer adotar uma genuína “âncora cambial”, o que faz com que a moeda de um país se torne um mero substituto de uma moeda estrangeira. Neste sistema, a moeda nacional é totalmente atrelada a uma moeda estrangeira ‘
E se o país que emite a moeda estrangeira ferrar com o dinheiro dele? É fácil pular pra outra?
Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, aonde fica a teoria de que o Estado mínimo sempre leva ao Estado máximo?
Senhores,
Virei Kuan Lee desde criancinha,
Pelos motivos “negativos”:
“das consequências dessa mentalidade é que Cingapura é hoje um estado que pratica a tortura de presos, que limita a liberdade de expressão e de imprensa, que mantém um serviço militar obrigatório e que proíbe as relações homossexuais. “
Passaria por isso numa boa, melhor ter todos esses “problemas” do que morar num país que desde criancinha só escuto dizer que é o país de futuro e a melhor saída do brasil é sempre o aeroporto.
Eu não sou muito fã de chicletes mesmo…
Valeu mestre Lee, ganhou minha homenagem e meu respeito,
Gostaria de ler mais sobre o assunto.
Att
Para mim, modelo ideal. dar liberdade para os socialistas fazerem a cabeça do povo, e toda essa liberdade economica e qualidade de vida serem jogadas no lixo?
Opa Leandro, poderia me explicar algo?
E quanto a deflação que pode ocorrer no CB, o que fazer a respeito? Se não me engano, ao longo da década de 90, Hong Kong vivenciou um período ruim deflacionário por conta de sua estabilidade cambial
Singapura é o exemplo que uma ditadura de direita funciona.
Faltou colocar no texto que em Singapura não existem sindicatos e que o “Lulinha” deles ficou mais de 30 anos preso e agora vende bala nos sinaleiros!
Leandro, impressionante como as pessoas ao meu redor acreditam que o aumento de preço é que provoca a inflação. Não acreditam que a a expansão monetária e uma moeda fraca são grandes causadores desse tumilto brasileiro.
Como as pessoas ainda não conhece o instrumento de Currency Board. Aproveito e venho agradecer o CB da Jamaica que vc me enviou.
Valeu pela ajuda e pela paciência pelas perguntas que as vezes são óbvias.
Eu tive a oportunidade de conhecer Singapura, e de fato é um exemplo de país que em poucos anos saiu da miséria. Se por um lado é bastante liberal alguns ideias mais conservadoras pra mim fazem sentido como foi dito:
“Na cultura americana, o interesse do indivíduo vem em primeiro lugar. Isso transforma os EUA em uma sociedade agressivamente competitiva. Em Cingapura, o interesse da sociedade vem antes do indivíduo. Mas, ainda assim, Cingapura tem de ser competitiva no mercado de trabalho, e no de bens e serviços.”
Apesar das baixas taxas e impostos e pouca intervenção do governo na economia ainda existe um planejamento básico do país, que funciona. Os sistemas de transportes conhecido como MRT é muito eficiente, ter uma um carro em Singapura é apenas para mais afortunados(para evitar trânsito caótico), eles custam até 3x 4x mais que aqui no Brasil pela carga tributária(algo como 80% do valor do carro), o que provavelmente assusta os liberais de plantão. Existe um certo controle sobre a especulação imobiliária pelo fato do país ser muito pequeno, algo como tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Ainda assim na prática ter carro e casa própria é muito difícil para maioria(o que engana sobre a qeustão do PIB per capita). O país funciona como um grande porto e centro financeiro, o único porto que é muito eficiente movimenta algo como 4x mais que todos os portos Brasileiros. Eu acredito que apesar de alguns exageros e absurdos existe sim liberdade, desde que você respeite as leis. Apesar de muito pequeno o governo garante sua autonomia como foi explicado, desde setores como água e luz, até questões militares, afinal já foi muita vezes ameaçado pela Malásia e antes de ser independente.
“Cingapura provou que a liberdade econômica gerava um aumento formidável na prosperidade e na riqueza. Por que, então, não podemos optar por ambas as manifestações de liberdade individual? Esse é o programa ideológico dos libertários.”
Bem, podemos optar por ambas mas é muito difícil, afinal se temos liberdades individuais e uma democracia funcionando é preciso que o povo escolha esse projeto liberal. É muito difícil que um projeto como esse de Singapura viesse a ser desenvolvido em um ambiente democrático. Mudanças de governo e de rumos teriam sido feitas no meio do caminho, o que levaria à um retardo nesse objetivo. E se esse viesse a ser alcançado seria por uma visão da população e não de um líder ou grupo limitado.
Isso está ligado a cultura do país. Por exemplo, é inimaginável pensar a França como um país de economia liberal. Isto é tudo o que os franceses não querem. Da mesma forma, também é difícil de imaginar que os americanos queiram um estado que se intromete em seus assuntos.
E o Brasil? Qual modelo que o povo brasileiro vai abraçar? Pelo que vejo até agora preferimos o modelo do estado provedor, intervencionista.
Leandro, por favor, se puder comentar e dar sua opinião à respeito do texto à seguir, agradeceria.
” Cingapura: uma aula de keynesianismo –
Todos conhecemos um embuste chamado “Index of Economic Freedom”, também chamado “Índice de Liberdade Econômica”, mantido por uma organização conservadora de nome Heritage Foundation.
Esse ranking é utilizado pelos seguidores do liberalismo econômico (em especial sua vertente conhecida como escola austríaca) como se fosse um “índice de adoção ao liberalismo”, mas provaremos nesse texto que o 2º colocado (Cingapura) segue as políticas defendidas pela escola keynesiana (principal rival da liberal, a qual eu e o Ciro seguimos), ignorando todo o ideário liberal, o que mostra a inutilidade do índice para sustentar argumentações liberalóides.
Nesse texto, ignoraremos a questão da organização conservadora desprezar completamente as liberdades individuais e, portanto, não dever ser utilizada como parâmetro para quem se diz liberal (termo que também deveria estar atrelado às liberades individuais, mas no Brasil é utilizado por conservadores extremistas).
Em primeiro lugar, vamos explicar de forma simples e resumida o que as duas escolas defendem.
Liberais: Defendem que o Estado não deve interferir na economia do país, deixando a iniciativa privada atuar livremente. A maioria acredita que função do Estado deve se limitar à regulação e sistema judiciário para garantir a obediência dessa regulação e o cumprimento dos contratos. Os mais extremistas defendem que o Estado sequer devia existir (anarcocapitalistas, seguidores de Rothbard), enquanto os mais suaves toleram que o Estado tenha alguma política social (limitada a distribuir uma pequena quantia de dinheiro para a população, algo do tipo bolsa-família, caso dos seguidores de Friedman). Defendem que todas as empresas e serviços devem estar na mão da iniciativa privada, inclusive defendendo que o governo não deve interferir no comportamento do Banco Central e deixar o controle da emissão de moeda na mão da iniciativa privada (mesmo Friedman defendia o fim do FED americano).
Keynesianos: Defendem que o Estado é um agente indispensável no controle da economia e deve ter como objetivo regulá-la, alcançar o pleno emprego (taxa de desemprego suficientemente pequena de tal forma que aqueles que desejam trabalhar tenham como conseguir trabalho), atuar em setores que não são interesse da iniciativa privada mas que são importantes para o desenvolvimento econômico, estimular investimentos em determinadas áreas da economia enquanto desestimula outras (seja com participação estatal em empreendimentos ou não) e conceder benefícios sociais que garantam um padrão mínimo de vida (como por exemplo seguro-desemprego, jornada de trabalho limitada, assistência médica e educação gratuita). Considera o controle de emissão de moeda via Banco Central uma ferramenta essencial para que o Estado consiga administrar os ciclos de alta e baixa da atividade econômica.
Cingapura é uma Cidade Estado asiática, que se tornou independente em 1965. Até 1971, porém, sua política monetária estve atrelada à Malásia, tendo seu BC completamente independente só a partir de 1971.
A atuação de seu Banco Central (MAS – Money Authority of Singapore) desde sua criação é bastante intensa. Até 1981, seu câmbio utilizou âncora cambial. Inicialmente, atrelou seu câmbio à libra esterlina (fixou o valor relativo a ela), alterando essa referência para o dólar americano em 1972. Em 1973, deixou seu dólar valorizar controladamente para combater a inflação. Em 1974 impôs tetos de crédito para bancos e companhias financeiras, além de mais rigor na concessão de crédito para combater a inflação que veio como consequência do choque do petróleo. Depois de controlá-la no mesmo ano, retirou as restrições dos bancos e apreciou moderadamente a moeda (novamente de forma controlada). Na segunda metade da década de 70 controlou a liquidez do sistema bancário monitorando a base monetária, taxas de juros, expansão do crédito e taxa de conversão para uma cesta de moedas do interesse da autoridade monetária, atuando principalmente no câmbio em relação à cesta de moedas até 1981.
A partir de 1981, passou a focar no controle do câmbio, utilizando uma política de bandas cambiais, deixando o dólar de Cingapura flutuar dentro de faixas predeterminadas pelo MAS em relação à cesta de moedas, com revisões periódicas tanto do valor central quanto das bandas, abrindo mão do controle da taxa de juros. Essa política permanece até os dias de hoje.
Fontes sobre o MAS, BC de Cingapura:
http://www.mas.gov.sg/…/Singapores%20Exchange%20Ratebased%2…
http://www.mas.gov.sg/…/Economic%20St…/2000/MASOP018_ed.ashx
http://www.mas.gov.sg/…/Monetary-Policy-Statement-14Oct15.a…
Nas grandes empresas do país, o governo de Cingapura intervém sistematicamente. E ao intervir, não digo apenas na regulação, ele força determinados empreendimentos a ter participação estatal e é acionista de praticamente todas as grandes empresas do país.
Cingapura possuía um PIB de 307 bilhões de dólares em 2014 e, nesse mesmo ano, seus dois fundos soberanos (Temasek Holdings e GIC – Government of Singapore Investment Corporation Private Limited) foram avaliados em 530 bilhões de dólares. Isso significa que o Estado de Cingapura possui 1,7x mais riquezas que toda a riqueza produzida em um ano de sua cidade-estado somada. Se isso não é um Estado gigante, nenhum Estado do mundo é gigante.
Não satisfeito com isso, o governo de Singapura possui participação relevante NA MAIORIA as 10 maiores empresas do país, que pode ser conferida na lista da Forbes:
1 – DBS, Temasek é o 4º maior acionsta.
2 – Singtel, Temasek é o maior acionista.
3 – Oversea-Chinese Banking, Singapore Investments Pte Ltd (GIC) é o 7º maior acionista.
4 – Wilmar International, não possui participação relevante do Estado
5 – Keppel Corp, Temasek é a maior acionista.
6 – CapitaLand, Singapore Technologies é o maior acionista, sendo que o maior acionista do Sigapore Technologies é o Temasek
7 – Singapore Airlines, Temasek é o maior acionista
8 – SembCorp Industries, Temasek é o maior acionista
9 – Flextronics International, não possui participação relevante do Estado
10 – Global Logistic Properties, não possui participação relevante do Estado
Não satisfeito de incentivar ou desincentivar os investimentos da iniciativa privada como prega o keynesianismo, o governo singapurense participa EFETIVAMENTE da administração de quase todos os grandes empreendimentos do país, por meio de seus fundos soberanos e suas empresas controladas.
Fontes sobre o tamanho do Estado de Cingapura e a participação estatal nas empresas:
http://www.singstat.gov.sg/…/b…/economy/time_series/gdp2.xls
https://www.kpmg.com/…/Documen…/sovereign-weath-funds-v2.pdf
http://www.economywatch.com/comp…/forbes-list/singapore.html
http://www.temasek.com.sg/…/portfol…/majorportfoliocompanies
http://www.gic.com.sg/about-gic/our-history
Quanto aos serviços públicos a questão é ainda mais séria.
Todas as crianças e adolescentes em Cingapura tem educação estatal gratuita e todas as escolas do país recebem investimento estatal. Isso mesmo, TODAS. Não há nenhuma que não recebe. O ministério da educação determina o currículo e os objetivos de todo sistema educacional do país.
O Estado possui 4 universidades. QUATRO, em uma pequena cidade-estado: National University of Singapore, Nanyang Technological University, Singapore University of Technology and Design e Singapore Institute of Technology.
E o sistema de saúde de Cingapura? Disponibiliza um sistema universal para toda a população, sendo que o sistema público é 80% do sistema de saúde. Ele não é completamente gratuito, mas as pessoas pagam DE ACORDO COM SUA RENDA e há um fundo para cobrir os gastos dos pobres.
E as residências? Uma ilha tão pequena e rica deve rolar uma especulação imobiliária violenta, certo? ERRADO! 80% das residências são ESTATAIS, feitas pelo HDB – Housing and Development Board. Essas residências são ocupadas de acordo com critérios definidos pelo governo, sobrando apenas 20% para o livre-mercado.
E o transporte? É dada grande ênfase ao transporte público e são colocadas taxações exorbitantes para encarecer e desestimular o uso de carros privados, além do governo disponibilizar um número limitado de permissões por mês para novos carros. Nada de livre-mercado no transporte também.
Fontes sobre serviço público:
http://www.ncee.org/…/singapore-system-and-school-organiza…/
https://www.moh.gov.sg/…/moh_…/home/costs_and_financing.html
http://www.hdb.gov.sg/cs/infoweb/homepage
http://www.singstat.gov.sg/statistics/latest-data#20
http://www.hdb.gov.sg/cs/infoweb/homepage
http://www.livinginsingapore.org/how-to-buy-a-car-in-singa…/
Sobre os impostos, em geral são baixos pois o Estado se financia de outras maneiras (principalmente pelas suas empresas) mas é utilizado imposto progressivo como manda o figurino keynesiano.
Fontes de sobre impostos:
https://www.iras.gov.sg/…/Working-Out-You…/Income-Tax-Rates/
https://www.iras.gov.sg/…/Corporate-Tax-Rates–Corporate-I…/
https://www.iras.gov.sg/…/Statistics-and-P…/Tax-Statistics/…
Em Cingapura os direitos trabalhistas existem! A carga horária de trabalho é limitada a 44 horas semanais, com uma hora de almoço. Deve haver um dia de descanso remunerado no mínimo por semana. Existem 11 feriados nacionais pagos em que, caso haja trabalho, devem ser compensados pelo empregador. Você tem direito a até 14 dias de pagamento sem trabalho em caso de doença e até 60 em caso de hospitalização dependendo do tempo de casa. Você tem direito a férias remuneradas, que variam de 7 a 14 dias úteis por ano dependendo do tempo de casa. Seu empregador é obrigado a pagar a previdência pública obrigatória, chamada CPF. Você tem direito a 6 dias para cuidar de suas crianças, mas sem ser pago. 18 semanas de licença-maternidade… Faltam apenas 2 itens que alguns sentem falta para ser completo: Seguro-desemprego e salário mínimo.
Fontes sobre direitos trabalhistas:
http://www.mom.gov.sg/…/workright-brochure-for-employees.pdf
http://www.mom.gov.sg/…/workr…/faqs-on-employment-rights.pdf
http://www.mom.gov.sg/employment…/…/unpaid-infant-care-leave
http://www.mom.gov.sg/…/materni…/eligibility-and-entitlement
Em suma, quando um liberal vier com essa historinha de índice de liberdade econômica, apresente esse texto.
O 2º colocado nesse índice tosco seguiu totalmente a escola keynesiana, pisou em tudo o que eles acreditam e mostra que se trata de uma clara tentativa de se apropriar do mérito alheio usando um ranking que não mede o que os liberais dizem medir: A diferença entre nós e eles. “
link original: https://www.facebook.com/1627427697501995/photos/a.1628299554081476.1073741829.1627427697501995/1634731713438260/?type=3&theater
“Como Cingapura venceu a corrupção“, por Marcos Sawaya Jank.
O que explica a dívida pública de Singapura estar em 104% do PIB, se o Estado é enxuto e tem uma política fiscal disciplinada?
Eu acabei de voltar de Cingapura. Passei 12 dias muito bons.
O calor é extremante alto e úmido. Parece o clima de Manaus. A temperatura não ficou abaixo de 28 graus, mas sempre nublado.
As ruas estão lotadas de Mercedez, Porsches, Jaguars, BMWs, Mazerattis, Ferraris, etc.
A quantidade de shoppings e lojas é absurda. Parece que se todo mundo gastar todo o dinheiro do país, ainda vai sobrar coisas pra comprar. O país é um “mar” de lojas.
Os prédios são inacreditáveis. Parece uma competição de quem faz o prédio mais alto e mais bonito.
Também tem centenas de prédios construidos pelo governo. Não existe favelas em Cingapura, porque não tem como calcular o número de prédios que o governo construiu. Quase 80% da população aluga ou compra os imóveis do governo. O governo levantou um “mar” de prédios públicos.
As ruas e calçadas são extremamente arborizadas. O país parece uma floresta cheia de prédios.
As ruas são extremamente limpas e não faltam lixeiras do governo.
Os pobres de Cingapura tem uma vida extremanente digna. Todos tem apartamento, transporte coletivo com ar-condicionado, escolas públicas muito boas, ruas limpas e arborizadas até nas periferias, segurança, comida muito barata, empregos, etc.
Os supermercados são excelentes. Tem coisas do mundo inteiro com preços extremamente acessíveis.
O choque de capitalismo é impressionante. O ar condicionado das lojas chegam a jorrar vento frio nas ruas.
Qual a opinião dos senhores sobre o texto abaixo? Foi divulgado na seguinte página: https://www.facebook.com/CPLBrasil/photos/a.111019786038479.1073741828.110806902726434/186763638464093/?type=3&theater
“Singapura é uma cidade-estado asiática, que se tornou independente em 1965. Até 1971, porém, sua política monetária esteve fortemente atrelada à Malásia, tendo seu BC completamente independente só a partir de 1971.
O governo de Singapura ocupa assentos nos Conselhos Estatutários que gerem os principais serviços e bens, quase todas as terras são propriedade do Estado e 85% das casas são fornecidas pelo Conselho da Habitação e Desenvolvimento Econômico.
O Economic Development Board é o responsável por desenvolver parques industriais, incubar novas empresas e fornecer serviços de consultoria em negócios. E Singapura produz 35% mais produto manufaturado per capita do que a Coreia do Sul e 18% a mais que os EUA.
Nos dados do Singapore Government’s Department of Statistics, a participação das empresas públicas no PNB do país é 45% maior do que as não públicas, que ainda assim têm ligações com o governo. O setor público de Singapura é duas vezes maior que o da Coreia do Sul, e que também repleta de empresas estatais. Para fins de comparação, o setor público da Coreia do Sul é duas vezes maior do que o setor público da Argentina e quatro vezes maior que o das Filipinas em função de sua parcela na renda nacional- em termos de contribuição à produção nacional e três vezes em termos de contribuição ao investimento nacional.
Nas grandes empresas do país, o governo de Singapura intervém sistematicamente. Ele regula e literalmente força vários empreendimentos a terem participação estatal e é acionista de praticamente todas as grandes empresas do país.
Singapura possuía um PIB de 307 bilhões de dólares em 2014 e, nesse mesmo ano, seus dois fundos soberanos (Temasek Holdings e GIC – Government of Singapore Investment Corporation Private Limited) foram avaliados em 530 bilhões de dólares. Isso significa que o Estado de Singapura possui 1,7x mais riquezas que toda a riqueza produzida em um ano de sua cidade-estado somada. Ainda há liberais que ousam falar em “Estado Minímo”.
O governo de Singapura possui participação relevante em grande parte das 10 maiores empresas do país, que pode ser conferida na própria lista da Forbes. Exemplos desses são como DBS, que a Temasek é o 4º maior acionista; a Singtel, da qual a Temasek é o maior acionista; Oversea-Chinese Banking, Singapore Investments Pte Ltd (GIC) é o 7º maior acionista; a Keppel Corp, onde a Temasek é a maior acionista; CapitaLand, Singapore Technologies é o maior acionista, sendo que o maior acionista do Sigapore Technologies é o Temasek; Singapore Airlines, Temasek é o maior acionista; SembCorp Industries, Temasek é o maior acionista
A economia de Singapura, é baseada totalmente no keynesianismo, ao incentivar ou desincentivar os investimentos da iniciativa privada, o que é visto também na participação quase total e efetiva da administração de quase todos os grandes empreendimentos do país, por meio de seus fundos soberanos e suas empresas controladas.
A Temasek Holdings também detém o direito de controle em outros conjuntos de empreendimentos vitais para a economia do país, como citado anteriormente, chamados de Goverment-Linked Companies. Como citei anteriormente alguns, e agora falarei em números\porcentagens, possuem controle de ações na Singapore Power – área de eletricidade e combustíveis-, PSA International 67% da Netpune Orient Lines – indústria naval-, 60% da Chartered Smiconductor Manufacturing – semicondutores -, 56% da SingTel – telecomunicações -, 55% da SMRT serviços em ferrovias, ônibus e táxi-, 55% da Singapore Technologies Engineering e 51% da SembCorp Industries; 30% da SembCorp Marines e 30% do maior banco de Cingapura, o DBS. A Singapura Airlines é um gigante empreendimento estatal, 57% controlados pela Temasek, holding cujo único acionista é o ministro das finanças.
Possuem também as gigantes estatais Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) do setor agroindustrial e agroalimentar; a Jurong Consultants que atua com projetos de planejamento urbano em todo o mundo, com gigantescos empreendimentos na China, Mongólia, Arábia Saudita, projetos no Brasil na grande São Paulo e BH, e em BSB, mais mil e setecentos projetos em 47 países e 150 cidades mundo afora.
O governo de lá é EXTREMAMENTE totalitário, literalmente é crime para fazer coisas como ouvir música na rua, cuspir em espaço público, roubar wi fi, cantar, ser homossexual, alimentar pombos, andar por volta de sua casa pelado, e vender chiclete. O próprio líder dela por muito tempo, Lee Kuan Yew, diz:
“Eu sou frequentemente acusado de interferir na vida privada dos cidadãos. Sim, se eu não tivesse feito isso, nós não estaríamos aqui hoje. E eu digo, sem o menor remorso, que não estaríamos aqui e nem teríamos feito progresso econômico se não tivéssemos intervido em todas as questões pessoais: quem é seu vizinho, como você vive, o barulho que você faz, como você cospe, ou que língua você usa. Nós decidimos o que está certo. Não importa o que os outros pensem” – Lee Kuan Yew (Straits Times, 1987)
A própria plataforma de exportação de Singapura só foi montada por meio de ditaduras. Teve um controle enorme do Estado, onde eles tomavam cuidado para que os investimentos gigantes não voltassem para acionistas ou credores, mas para a cidade-estado em si.
Singapura também tem previdência obrigatória, política industrial forte e intervencionista e governo sempre-presente. Classificar ela até como de liberdade econômica é delírio. Tanto é que o próprio Instituto Mises questiona esse tipo de coisa (vejam os links nas referências).
A atuação de seu Banco Central (MAS – Money Authority of Singapore) desde sua criação é bastante intensa. Até 1981, seu câmbio utilizou âncora cambial. Inicialmente, atrelou seu câmbio à libra esterlina (fixou o valor relativo a ela), alterando essa referência para o dólar americano em 1972.
Em 1973, ela deixou seu dólar valorizar controladamente para combater a inflação. Em 1974 impôs tetos de crédito para bancos e companhias financeiras, além de mais rigor na concessão de crédito para combater a inflação que veio como consequência do choque do petróleo.
Depois de controlá-la no mesmo ano, retirou as restrições dos bancos e apreciou moderadamente a moeda (novamente de forma controlada). Na segunda metade da década de 70 controlou a liquidez do sistema bancário monitorando a base monetária, taxas de juros, expansão do crédito e taxa de conversão para uma cesta de moedas do interesse da autoridade monetária, atuando principalmente no câmbio em relação à cesta de moedas até 1981.
A partir de 1981, passou a focar no controle do câmbio, utilizando uma política de bandas cambiais, deixando o dólar de Singapura flutuar dentro de faixas predeterminadas pelo MAS em relação à cesta de moedas, com revisões periódicas tanto do valor central quanto das bandas, abrindo mão do controle da taxa de juros. Essa política permanece até os dias de hoje.
Na questão ser serviços públicos, as coisas também são grandes e radicais, ainda mais para um território pequeno. >Todas< as crianças e adolescentes em Singapura tem educação estatal gratuita e todas as escolas do país recebem investimento estatal. Não há nenhuma que não recebe. O ministério da educação determina o currículo e os objetivos de todo sistema educacional do país. O Estado possui 4 universidades: National University of Singapore, Nanyang Technological University, Singapore University of Technology and Design e Singapore Institute of Technology. Singapura tem um sistema universal para toda a população, e o sistema público é 80% do sistema de saúde. Ele não é gratuito, mas as pessoas pagam de acordo com a renda, e há um fundo para cobrir os gastos dos pobres. Além disso, 80% das residências são ESTATAIS, feitas pelo HDB – Housing and Development Board. Essas residências são ocupadas de acordo com critérios definidos pelo governo, sobrando apenas 20% para o livre-mercado. Também é dada grande ênfase ao transporte público e são colocadas taxações gigantes para encarecer e desestimular o uso de carros privados, além do governo disponibilizar um número limitado de permissões por mês para novos carros. Além disso, o imposto lá é progressivo – e altíssimo.
Em questão de direitos trabalhistas, a carga horária de trabalho é limitada a 44 horas semanais, com uma hora de almoço. Deve haver um dia de descanso remunerado no mínimo por semana. Existem 11 feriados nacionais pagos em que, caso haja trabalho, devem ser compensados pelo empregador. Você tem direito a até 14 dias de pagamento sem trabalho em caso de doença e até 60 em caso de hospitalização dependendo do tempo de casa. Você tem direito a férias remuneradas, que variam de 7 a 14 dias úteis por ano dependendo do tempo de casa. Seu empregador é obrigado a pagar a previdência pública obrigatória, chamada CPF. Você tem direito a 6 dias para cuidar de suas crianças, mas sem ser pago. Há também 18 semanas de licença-maternidade. Há discussões para implantar seguro desemprego e salário mínimo.
Fontes:
blogs.wsj.com/briefly/2015/03/23/5-quotes-from-lee-kuan-yew/
https://mises.org/library/failings-economic-freedom-index
http://www.mas.gov.sg/~/media/MAS/Monetary%20Policy%20and%20Economics/Monetary%20Policy/MP%20Framework/Singapores%20Exchange%20Ratebased%20Monetary%20Policy.pdf
http://www.mas.gov.sg/~/media/MAS/Monetary%20Policy%20and%20Economics/Education%20and%20Research/Research/Economic%20Staff%20Papers/2000/MASOP018_ed.ashx
http://www.mas.gov.sg/News-and-Publications/Speeches-and-Monetary-Policy-Statements/Monetary-Policy-Statements/2015/Monetary-Policy-Statement-14Oct15.aspx
adventurousmiriam.com/10-weird-laws-singapore-get-trouble/
http://www.singapore-the-fine-city.com/2009/04/spits-anywhere-in-public.html
http://www.singstat.gov.sg/…/b…/economy/time_series/gdp2.xls
http://www.temasek.com.sg/portfolio/portfolio_highlights/majorportfoliocompanies
https://home.kpmg.com/es/es/home/tendencias.html
https://www.kpmg.com/…/Documen…/sovereign-weath-funds-v2.pdf
http://www.economywatch.com/companies/forbes-list/singapore.html
http://www.temasek.com.sg/portfolio/portfolio_highlights/majorportfoliocompanies
http://www.gic.com.sg/about-gic/our-history
ncee.org/what-we-do/center-on-international-education-benchmarking/top-performing-countries/singapore-overview/singapore-system-and-school-organization/
https://www.moh.gov.sg/content/moh_web/home/costs_and_financing.html
http://www.hdb.gov.sg/cs/infoweb/homepage
http://www.singstat.gov.sg/statistics/latest-data#20
http://www.livinginsingapore.org/how-to-buy-a-car-in-singapore/
https://www.iras.gov.sg/irashome/Individuals/Locals/Working-Out-Your-Taxes/Income-Tax-Rates/
https://www.iras.gov.sg/irashome/Businesses/Companies/Learning-the-basics-of-Corporate-Income-Tax/Corporate-Tax-Rates–Corporate-Income-Tax-Rebates–Tax-Exemption-Schemes-and-SME-Cash-Grant/
https://www.iras.gov.sg/irashome/Publications/Statistics-and-Papers/Tax-Statistics/#NewBookmark
http://www.mom.gov.sg/~/media/mom/documents/employment-practices/workright/workright-brochure-for-employees.pdf
http://www.mom.gov.sg/~/media/mom/documents/employment-practices/workright/faqs-on-employment-rights.pdf
http://www.mom.gov.sg/employment-practices/leave/unpaid-infant-care-leave
http://www.mom.gov.sg/employment-practices/leave/maternity-leave/eligibility-and-entitlement”
desculpa a ignorância, sou da área do direito, muitas das palavras chave do texto não consegui entender, devido minha pouca cultura de estudar mais sobre economia, pelo que eu entendi, Cingapura seria um pais aonde o estado e forte, técnico e intervencionista a favor do livre mercado ??? se estiver errado me corrijam. um abraço!
Anônimo, tudo isso já foi respondido. Seu texto é mentiroso e usa fontes que não afirmam praticamente nada do que está transcrito.
Se o governo de Cingapura controlasse tudo isso que o texto afirma, não existiriam apenas 21 empresas estatais no país (contra 148 brasileiras, CONTANDO APENAS AS FEDERAIS) e nem apenas 15% da carga tributária (contra 35% do Brasil, que seriam 45% se não fosse graças a sonegação).
pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_empresas_estatais_do_Brasil
en.wikipedia.org/wiki/Category:Government-owned_companies_of_Singapore
Se isso é ser “exemplo de keynesianismo”, não quero nem saber qual seria o nível de keynesianismo que o Brasil está.
Temasek Holdings é um fundo de investimentos do governo cingapuriano. Só que toda a diretoria é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa é justamente ter lucros. A Temasek tem ações de uma empresa telefônica (existem 3 em Cingapura, que é uma cidade, além de 7 provedoras de internet) e da Singapore Airlines (55%).
Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios. E sua gerência é privada. E, até onde sei, têm fins lucrativos (como a própria Temasek Holdings). Para quem disse que estatal é algo bom para operar em áreas que não dão lucro, Cingapura não é exatamente um modelo que comprova essa sua teoria.
en.wikipedia.org/wiki/Statutory_boards_of_the_Singapore_Government
fortune.com/2015/03/23/singapore-leekuanyew-corporation-1974/
Se o governo brasileiro fizesse isso — ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno — já seria um grande avanço.
Leandro,
Tenho uma duvida q esta me perturbando ha um tempo, procuro bastante para ler sobre a internet em Singapura e vejo sobre a intervencao estatal la na singtel q e quase monopolista e controlada majoritariamente pelo governo de singapura e n entendo bem pq q isso funciona. Na sua resposta a outra pessoa vc disse q a 7 mas na verdade sao 6 uma e a singtel q e majoritariamente controlada pelo governo tem a mobile one q e subsidiaria de outra q tbm e controlada pelo governo a starhub tbm e controlada. Quero saber pq q isso funciona?
Para adquirir melhor conhecimento sobre economia, anos atrás pesquisei alguma coisa sobre Singapura. O Brasil já sofria muito com a libertinagem da maioria de seu povo, principalmente até à idade de trinta anos. Naquela época, comecei a sentir que o brasileiro precisava tomar vergonha na cara, ler mais e estudar para escolher melhor seus representantes. Nada disso aconteceu, pior, teve o ensino público e privado avacalhados.
Hoje, temos uma sociedade burra e incapaz de reagir a tanta sacanagem.
Quem acha que não tem jeito está enganado, e não adianta esperar por um Presidente, políticos ou qualquer outro salvador da Pátria. A Sociedade criou essa bagunça e ela mesmo tem de consertar. Ela tem que se organizar e buscar mecanismos que alcancem e valorizem pessoas honestas, competentes e corajosas para aplicarem as mudanças necessárias. As leis devem ser aprimoradas em favor do todo. Elas
devem ser claras e objetivas, para que todos entendam da importância de cumprí-las.
O respeito e a disciplina devem imperar na consciência das pessoas. Em benefício geral e comum a todos, isso deve acontecer pelo bem ou pelo mau.
Não desejo que o Brasil seja uma Singapura. Desejo sim, um país onde o mérito, as liberdades e os direitos sejam objetivos permanentes. Somente o Povo salva o Povo. Prefiro que isso seja conquistado lentamente, do que corrermos o risco de uma ditadura sanguinária.
Link errado
Currency Boards aqui.)
ele mando pro http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562 (Cambalache – a história do colapso econômico da Argentina)
Ditadura na política e forte liberdade econômica na economia. É essa a combinação ideal. Democracia nunca deu e nunca vai dar certo em lugar nenhum. O único modelo de sucesso é um ditador de mão de ferro e ao mesmo tempo que tenha uma política econômica altamente liberal e agressiva nesse aspecto.
caosplanejado.com/os-limites-do-modelo-habitacional-de-singapura/
No cenário atual de pandemia, em Cingapura estão utilizando robôs para monitorar “mau comportamento social”. Por ora, os lockdowns lá estão relativamente frouxos, mas isso é perigosíssimo.
Em matéria de economia, o país continua com vergonha na cara. Basta ver no site deles e procurar sobre salário mínimo.
Falando de social-democracia, existe hoje um país onde não exista nenhum tipo de assistencialismo estatal?
Não se falou sobre a educação das massas; muita controvérsia há se todo o Ensino devia ser ministrado a todos, ou se só o Básico. Veja o que ocorre quando modificações abruptas podem causar malefícios ao invés de benefícios. Vão ser necessários anos para voltarmos a atingir o nível de matrículas que tinhamos em 2005, referente ao 1.º Ano do Ensino Fundamental: youtu.be/opzI0gcGfBc