Os
americanos estão rindo à toa. E às
nossas custas. Tanto o café da manhã
quanto o churrasco deles ficaram bem mais baratos. Do pão ao café, passando pelo bacon e pela
carne de boi, tudo
barateou para eles.
Quem
foi o responsável por isso? Nós
brasileiros. E, como consequência dessa
nossa “gentileza”, esses mesmos alimentos ficaram bem mais caros para nós.
Com
o esfacelamento do real
perante todas as moedas do mundo — e ainda mais intensamente perante o dólar
–, a aquisição de milho, café, soja, açúcar, laranja e carne do Brasil ficou
muito mais barata para os americanos e estrangeiros em geral.
Consequentemente,
os produtores brasileiros dessas commodities passaram a vendê-las em maior
quantidade para o mercado externo, gerando uma diminuição da sua oferta no
mercado interno e um aumento dos seus preços.
Fartura
para os estrangeiros, carestia para nós.
Os
preços da carne bovina, por exemplo, que foram até motivo de debate na
campanha eleitoral, seguem crescendo. E, nesse caso, a desvalorização do câmbio tem
um efeito duplo: de um lado, ela aumenta as exportações e reduz a oferta
interna; de outro, ela encarece o preço da soja (a soja é uma commodity
precificada em dólar. Se o real se desvaloriza
perante o dólar, o preço da soja em reais aumenta). E, dado que o farelo de soja é utilizado como
ração para bovinos, o encarecimento da soja encarece todo o processo de
produção. (Apenas neste mês de março, a
tonelada do farelo de soja subiu
de R$ 1.070 para R$ 1.250)
Consequentemente,
os preços da carne são pressionados tanto pela diminuição da oferta quanto pelo
encarecimento da produção. Por trás de
tudo, está o câmbio.
E
o problema é que a desvalorização cambial não se restringe apenas ao setor
alimentício ou às commodities. Tampouco
a desvalorização cambial, ao contrário do que muitos pensam, afeta apenas os
preços de bens importados.
A
desvalorização cambial é um fenômeno que gera carestia generalizada em
praticamente todos os bens e serviços do
mercado interno, pois ela gera um efeito em cascata.
Além
de encarecer alimentos (em decorrência dos fenômenos acima descritos), remédios
(85% da química fina é importada), e todos os importados (de eletroeletrônicos e
utensílios domésticos a roupas e mobiliários), a desvalorização cambial também
encarece os preços das passagens aéreas (querosene é petróleo, e petróleo é
cotado em dólar), das passagens de ônibus (diesel também é petróleo), e até
mesmos os preços dos alugueis e das tarifas de energia elétrica (ambos são reajustados
pelo IGP-M, índice esse que mensura commodities e matérias-primas, ambas
sensíveis ao dólar).
E
o aumento do aluguel e o encarecimento da eletricidade, por sua vez, afetam os
custos de todos os estabelecimentos comerciais, os quais terão de elevar os
preços de seus produtos e serviços (o cabeleireiro e a manicure cobrarão mais
caro, assim como o dentista e a oficina mecânica).
E
todos esses aumentos generalizados farão com que os autônomos que atuam no
setor de serviços — o eletricista e o encanador comem pão e carne, cortam
cabelo, pagam conta de luz e levam seus carros para consertar — também tenham
de aumentar seus preços.
Ou
seja, não há escapatória: uma desvalorização cambial mexe com toda a estrutura
de preços da economia.
Por que uma moeda fraca afeta negativamente
toda a economia
A
saúde de uma economia é totalmente dependente da saúde de sua moeda. Dado que o dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação
econômica, a robustez da moeda irá determinar a saúde de toda a economia. Se a moeda enfraquece, a economia vai junto. Se a moeda fica doente, a economia também adoece.
Não
há como uma economia se fortalecer se a sua moeda está enfraquecendo.
Classicamente,
o dinheiro tem a função de ser um meio de troca. Mas, além de facilitar as transações
econômicas, o dinheiro também tem a função de mensurar o valor dos bens e serviços. Ao vender ou comprar qualquer bem ou serviço
— seja um carro, um apartamento ou uma mão-de-obra –, você o precifica em
unidades monetárias. O dinheiro é a
régua com a qual você faz essa mensuração.
Toda a riqueza material que
possuímos é mensurada pela nossa moeda.
Daí
os economistas clássicos, à sua época, defenderem a ideia de que a moeda, para
ser eficaz, deveria ser a mais estável possível. Tais economistas corretamente compreenderam
que ter uma moeda fiduciária, não lastreada por nada, e cujo valor flutuasse
constantemente seria o equivalente a utilizar unidades de medida que flutuassem
diariamente.
Imagine
o que ocorreria se a definição de metro, grama e minuto fosse alterada
diariamente? Num dia, o metro tem 100
centímetros; no dia seguinte, o metro se desvaloriza e passa a valer 95
centímetros. Depois, se valoriza e passa
a ter 107 centímetros. Como seria
possível fazer qualquer obra dessa maneira?
Assim
como um metro flutuante e um minuto flutuante gerariam vários erros de
construção, de cálculo e de planejamento, um dinheiro flutuante gera uma enorme
quantidade de investimentos insensatos, uma grande desarmonia nas transações e
um profundo caos no cálculo econômico.
Por
isso, ao longo da história humana, o ouro sempre foi a
mercadoria naturalmente escolhida para servir como meio de troca e unidade de
conta. Sua tradicional estabilidade como
unidade de conta fez dele uma escolha natural para definir aquilo que hoje
conhecemos como dinheiro.
(Em dezembro de 2008, um
arqueólogo britânico descobriu, nos arredores de Jerusalém, aproximadamente 300
moedas de ouro datadas de 600 d.C., todas elas emitidas pelo imperador
bizantino Heráclio, e todas elas valendo o mesmo tanto que valiam há 1.400
anos, se não mais.)
Hoje,
infelizmente, a teoria econômica que se tornou dominante — e que é adotada por
quase todos os governos — inverteu completamente essa lógica. Os economistas de hoje não mais veem o
dinheiro como uma unidade de conta que deve ser a mais estável possível. Não. Eles
querem flutuar o metro, o minuto e o grama.
Eles querem ter uma régua, um relógio e uma balança que sejam
diariamente alterados. E eles
genuinamente acreditam que isso gera desenvolvimento econômico.
Os
economistas de hoje acreditam que uma unidade de conta sem qualquer âncora,
totalmente volúvel e flutuante, turbina a atividade econômica. Pior ainda: dentre esses economistas, há
aqueles que vão ainda mais além e dizem abertamente que, quanto mais distorcida
for nossa unidade de conta, maior será a nossa criação de riqueza e maior será
nosso desenvolvimento. “Destrua a moeda,
e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google”, parece ser o lema.
A
crença, sem nenhuma lógica, é a de que uma moeda desvalorizada, sem poder de
compra, irá estimular as pessoas a produzir mais e melhor, e a investir com
mais sapiência. “Altere fortemente a
definição de metro, minuto e grama, e amanhã viramos uma Suíça”.
Eis
o principal problema com esse raciocínio: quando investidores investem, eles
estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura. Para que
investidores invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um
mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.
Mas
se a unidade de conta é diariamente distorcida e desvalorizada, se sua
definição é flutuante, há apenas caos e incerteza. Se um investidor não faz a menor ideia de
qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu
poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão
retornos altos em um curto espaço de tempo.
É
exatamente por isso que, em países cuja moeda tem histórico de alta
desvalorização, (alta inflação de preços), são raros os investimentos vultosos
de longo prazo. É por isso que, em
países cuja moeda tem histórico de alta desvalorização, os juros são altos. É por isso que, em países cuja moeda tem histórico
de alta desvalorização, os bens produzidos são de baixa qualidade. É por isso que, em países cuja moeda tem
histórico de alta desvalorização, as pessoas são mais pobres.
E
é exatamente por isso que uma moeda forte e estável é indispensável para o
crescimento econômico. Quando a moeda é
estável, investidores têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias
novas e ousadas; eles têm mais disponibilidade para financiar a criação de uma
riqueza que ainda não existe. O
investimento em tecnologia é maior. O
investimento em soluções ousadas para a saúde é maior. O investimento em infraestrutura é
maior. O investimento em ideias para o
bem-estar de todos é maior.
Já
quando a moeda é instável — ou passa por períodos de forte desvalorização –,
os investidores preferem se refugiar em investimentos tradicionais e mais
seguros, como imóveis e títulos do governo.
Não há segurança para investimentos de longo prazo, que são os que mais
criam riqueza.
Uma
moeda instável desestimula investimentos produtivos. E, consequentemente, age contra o crescimento
econômico.
É
por isso que nenhum país que tem moeda instável e com baixo poder de compra
produz bens de qualidade e que são altamente demandados pelo comércio
mundial. Todos os bens de qualidade são
produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães,
suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.
Uma
moda fraca e instável, portanto, não apenas afeta todos os preços internos de
um país (se a moeda está fraca, então será necessária uma maior quantidade dela
para adquirir o mesmo bem), como também enfraquece toda a economia.
Não
há escapatória: moeda fraca, investimentos baixos, economia fraca, carestia
alta. Sem exceção.
A prática no Brasil
Toda
essa longa digressão foi para explicar o que está ocorrendo no Brasil. Nossa moeda está doente. E essa doença da moeda é, sem dúvida, o
grande catalisador da insatisfação generalizada com o governo Dilma.
Este artigo exibe 20
gráficos que mostram que, durante o governo Dilma, o real se tornou uma moeda assustadoramente
instável e fraca, tendo se desvalorizado até mesmo perante as moedas do Haiti,
do Paraguai e da Bolívia.
Mas
mensurar o real perante outras moedas igualmente fiduciárias ainda não conta
toda a história. Para ver a verdadeira
saúde da moeda é necessário compará-la ao ouro — mais especificamente, a
evolução do preço do ouro nesta moeda.
O
ouro sempre foi a constante historicamente usada para mensurar objetivamente a
robustez de uma moeda. Se o preço do
ouro está subindo, a moeda está enfraquecendo; se o preço do ouro está caindo,
a moeda está se fortalecendo.
No
que mais, dado que o ouro é uma commodity que é literalmente transacionada
diariamente e a todo o momento, o preço do ouro representa um indicador instantâneo
que expõe, antes de todas as outras estatísticas posteriormente coletadas, os
erros (e os acertos) da política monetária.
E
como se comportou o real, desde sua criação, perante o ouro? O gráfico abaixo mostra o preço, em reais, de
um grama de ouro desde 1º de julho de 1994 (ignore aquelas linhas verticais; é
defeito do algoritmo do Banco Central):
Gráfico 1: preço,
em reais, de um grama de ouro.
O
gráfico revela informações muito interessantes:
1)
Quando nasceu, eram necessários R$ 10,50 para comprar 1 grama de ouro. Hoje, são necessários R$ 120. Isso significa que o real já se desvalorizou
91% desde sua criação.
2)
Houve dois períodos em que o real foi relativamente
estável perante o ouro: de julho de 1994 a dezembro de 1998, e de janeiro de
2004 a agosto de 2008.
3)
Esses dois períodos foram justamente aqueles em que o percentual de pobreza
extrema mais caiu: 30% de 1993 a
1998, e 50%
de 2003 a 2008.
4)
Também foi durante estes dois períodos que a inflação de preços acumulada em 12
meses mais caiu: de 5.000% em junho de 1994 para 1,65% em dezembro de 1998, e
de 17% em maio de 2003 para 3% em abril de 2007 (depois subindo para 6% em
meados de 2008, em grande parte por causa da grande carestia mundial vivenciada
pelos alimentos e
pelo petróleo
naquela época).
5)
Já os dois períodos de maior descontrole foram os de 1999 a 2002, quando o
preço do ouro quadruplicou e a pobreza extrema aumentou quase 10% (ver os dois
links do item 2), e de meados de 2008 até hoje, em que o preço do ouro subiu 2,8
vezes. E, embora a pobreza extrema ainda
tenha sido reduzida de 2008 até 2012, seu ritmo de queda foi bem mais lento
(ver links do item 2). E, em 2013, a pobreza
extrema voltou a subir.
6)
Como era de se esperar, o investimento explodiu logo após a criação do real, chegando a 24% do PIB no
segundo semestre de 1994, taxa até então insuperada. E se manteve em torno dos 20% até 1998. Depois, caiu
9% de 2000 a 2003. Já de 2003 a
2008, nova disparada, com um aumento
de 25% (de 15,3% para 19,1% do PIB).
A partir de 2008, no entanto, e como era de se esperar só de olhar o
gráfico, o investimento
estagnou.
7)
Quando a moeda começa a se desvalorizar mais intensamente, ocorre aquilo que
Mises chamou de “corrida para ativos reais”: os investidores, em vez de aplicar
seu capital em investimentos produtivos e criativos, passam a investir em
ativos que oferecem proteção contra a desvalorização da moeda. Investimento em imóveis é a forma mais
tradicional no Brasil. Não é de se
surpreender, portanto, que a explosão nos preços dos imóveis no Brasil tenha
ocorrido entre 2006 e 2012 (período em que o preço do ouro aumentou 3,5 vezes).
8)
O atual momento de forte desvalorização do real, que gerou contração nos investimentos,
sintetiza bem o descontentamento com o atual governo. O grama do ouro nunca esteve tão caro na
história do real, e o ritmo da desvalorização só perde para o de janeiro de
1999. A população está perdendo seu
poder de compra aceleradamente.
Não
é à toa que a confiança do empresariado despencou forte e está no menor nível
da série histórica:
9)
No entanto, caso a atual desvalorização do real (veja a extremidade direita do
gráfico 1) se mantenha, não descarte uma ressurreição na atividade imobiliária
para fins puramente especulativos e de proteção de riqueza.
Vale
repetir: quando a moeda se torna instável e se desvaloriza fortemente, o
investimento deixa de ter fins produtivos e passa a se concentrar em atividades
puramente especulativas, com o intuito de proteger a riqueza.
Nos Estados Unidos
Agora
vejamos os Estados Unidos.
Lá,
é possível perceber fenômenos idênticos.
O gráfico a seguir mostra a evolução do preço de uma onça (31,1 gramas)
de ouro em dólares:
Gráfico 2: preço,
em dólares, de uma onça (31,1 gramas) de ouro
Algumas
breves constatações:
1)
Até 1971, o dólar era ancorado ao ouro.
Em agosto de 1971, o presidente Nixon aboliu essa âncora, e o
dólar passou a flutuar.
2)
Como mostra o gráfico, a década de 1970 foi a década perdida dos EUA,
principalmente o período 1976-1980, com a famosa estagflação do governo de
Jimmy Carter.
3)
Imediatamente após a flutuação do dólar, ocorreram nada menos do que 3
recessões em apenas 8 anos (áreas cinzas).
4)
No entanto, de 1983 a 2000, o preço do dólar se manteve relativamente estável
em relação ao ouro. Naturalmente, esses
foram os anos da pujança americana. Alto
crescimento, fartos investimentos, baixa inflação de preços, padrão de vida
inigualável, pujança tecnológica, domínio econômico global. A quantidade de pessoas empregadas em relação
à população total alcançou
um nível que não mais foi superado. Vale observar que grandes empresas
tecnológicas como Microsoft, Intel e Apple, embora tivessem sido criadas em
décadas anteriores, só realmente se expandiram forte na década de 1980, quando
abriram seu capital. Adicionalmente, a Cisco foi criada na
década de 1980, e a Google, em 1998. E não
nos esqueçamos da incrível Amazon, fundada em 1994.
5)
A partir de 2002, o dólar começa a se desvalorizar fortemente. A Guerra do Iraque, iniciada em março de
2003, acelerou ainda mais a desvalorização.
Entre 2002 e 2008, o preço da onça de ouro pula de US$ 300 para quase
US$ 1.000. E, como explicou Mises, isso
gerou uma corrida para ativos reais, que culminou
na bolha imobiliária. As pessoas
pegavam empréstimos, compravam imóveis e revendiam a preços ainda maiores. É por isso que há quem diga que a bolha
imobiliária americana nada mais foi do que uma inevitável reação das pessoas à desvalorização
do dólar.
6)
Embora o gráfico possa enganar, vale ressaltar que a desvalorização do dólar no
período 2008 a 2012 foi percentualmente bem
menor que a do período 2002–2008.
7)
Caso a atual tendência de estabilidade do dólar se mantenha, a economia
americana tem tudo para se recuperar em definitivo.
8)
Observe que, de 2003 a meados de 2008, nossa moeda foi muito mais bem gerida
que o dólar. Daí a grande popularidade
de Lula (leia-se: Henrique Meirelles).
Um breve comentário sobre o salário mínimo
no Brasil
Recentemente,
a imprensa anunciou
com estardalhaço que o poder de compra do salário mínimo em janeiro deste
ano foi o maior desde 1965. Só que a
fonte desse “estudo” é o próprio Banco Central, o mais interessado em
propagandear notícias a seu favor.
Utilizando
uma metodologia completamente convoluta, a mesma instituição que está nos agraciando
com um IPCA de quase 8% se autopromoveu desavergonhadamente e a mídia docilmente
reportou sem contestar. Desnecessário
dizer que, se tal notícia fosse realmente verídica, a aprovação do governo Dilma
entre a população que ganha salário mínimo não seria a pior
desde o final do governo Collor.
Portanto,
façamos o que é certo: comparemos o salário mínimo à commodity que
historicamente sempre foi utilizada para mensurar a robustez de uma moeda.
O
gráfico a seguir mostra, em termos diários, quantos gramas de ouro o salário
mínimo (veja aqui
os valores) comprava.
Gráfico 3:
quantos gramas de ouro um salário mínimo compra
Veja
como a história fica bem diferente.
1)
O maior valor do salário mínimo foi alcançado em agosto de 1998. Naquela época, um salário mínimo comprava
12,38 gramas de ouro. Não é de se
estranhar, portanto, que Fernando Henrique tenha sido o único presidente a se
reeleger no primeiro turno.
2)
O crescente valor do salário mínimo (estipulado pelo governo) de 1994 a 1998
explica por que o desemprego naquela época foi alto. Nada mais do que a velha teoria econômica em
ação.
3)
A abrupta queda no poder de compra do salário mínimo de 1999 a 2002 (terminou
2002 comprando apenas 5 gramas de ouro) destruiu a reputação de FHC entre os
mais pobres.
4)
De 2003 a meados de 2008, o poder de compra do salário mínimo dobrou. Mas, ainda assim, era equivalente ao valor do
primeiro semestre de 1997, e bem abaixo do poder de compra alcançado em meados
de 1998. No entanto, tamanha recuperação
foi o suficiente para garantir a elevada popularidade de Lula.
5)
Durante todo o governo Dilma, o poder de compra do salário mínimo tem sido um
dos mais baixos da história do real. Isso
ajuda a explicar o baixo desemprego (que, estatisticamente, é o mais baixo da
história do real). De novo, nada mais do
que a velha teoria econômica em ação.
Conclusão
O
artigo foi iniciado falando sobre como nós estamos garantindo a boa, farta e
barata mesa dos americanos, e à custa de nosso próprio estômago. A extremidade direita dos gráficos 1 e 2
explica a história. Não é que o dólar
esteja se valorizando (ele está, é fato); o real é que está sendo impiedosamente destruído.
A
desvalorização do real é um fenômeno que gera uma bonança para os consumidores
estrangeiros e carestia para todos os consumidores nacionais. Nossa renda efetiva cai, nosso poder de
compra cai, a confiança despenca, os investimentos desabam, a economia
degringola, a pobreza aumenta. E nossos
produtos, inclusive alimentos, são mandados para fora a um volume maior.
É
justamente por isso que é irônico ver economistas de esquerda defendendo
desvalorização da moeda como forma de estimular o crescimento econômico. Além de não fazer nenhum sentido econômico
(adulterar a unidade de conta da economia não gera crescimento; ao contrário,
gera desinvestimento), é difícil imaginar uma medida mais anti-povo do que
essa.
A
população foi às ruas protestar não só por causa da corrupção. Ela foi às ruas porque a moeda está sendo
destruída a um ritmo que mais parece a aceleração de um Fórmula 1, e isso afeta
diretamente a qualidade de vida, o bem-estar e robustez da economia.
A
conta de luz subiu 50%. O dólar está em R$ 3,25. O país está em recessão. O desemprego chegou. A tabela do imposto de renda não foi corrigida
para compensar a perda do poder de compra da moeda. Encher o tanque ficou bem mais caro. A Petrobras não consegue publicar seu balanço
há seis meses por conta de um esquema de corrupção que desviou, por baixo, R$ 88
bilhões de seus cofres. O BNDES empresta
bilhões de reais para ditaduras
e se nega a prestar contas desses empréstimos.
O ex-presidente ameaçou colocar um exército
paralelo nas ruas para coibir quem pensa diferente. O governo paga pessoas para se manifestarem a
seu favor.
E,
no entanto, se você reclama de algo, você só o faz porque é da “elite branca”
que odeia pobres.
Chegamos
a um ponto em que nem sequer podemos mais reclamar da destruição da nossa moeda
e da perda do nosso poder de compra. Não
mais podemos reclamar que o governo está, mais uma vez, desarranjando a
economia e nossa qualidade de vida. Se
você faz isso, você é rotulado de “elite branca”. E por pessoas que juram que isso é um
argumento.
Voltamos
ao jardim de infância.
Aqui
vai uma dica para Michel Temer: quer se tornar popular quando assumir o governo? Estabilize a moeda em relação ao ouro. As consequências são incríveis. Não é teoria.
É empiria.




Quanto tempo até aparecer algum esquerdinha falando que “só reclama da alta do dólar burguês que tem compras pra fazer em Miami”?
Jênios!
Artigo muito bom, como sempre. Os artigos que eu mais gosto de ler são os dos autores brasileiros, notadamente o Leandro, escrevendo sobre o nosso contexto.
Mas, infelizmente, ao contrário do otimismo do autor, eu acho quase impossível a Dilma ser impedida. Mesmo que se abra um processo de impeachment não conseguirão juntar dois terços da câmara e do senado.
Leandro, parabéns. Voce MITOU nesse artigo.
Os esquerdistas e inflacionistas nunca sairão do jardim de infancia intelectual e moral. Enquanto isso, perdemos poder de compra e viveremos na República das Bananas AKA Brasil.
Parabéns, Leandro Roque pela excelente matéria…conclusão maravilhosa concordo com tudo isso o que talvez você não saiba, que essa organização criminosa chamada de Partido dos Trabalhadores
e constituído de ideologia comunista, o sonho dessa gente e tem a aprovação de governo igual a do Vladimir Putin da Russia. Lá esse camarada só beneficia seus chegados, o povo lá já esta domesticado. Aqui no Brasil graças a site como esse do Mises que mostra a realidade econômica não vamos virar gado.
Preciso ser mais rápido no gatilho(e estudar mais). Essa semana mesmo peguei os dados no site do Bacen e montei esse gráfico comparando o salário mínimo com o ouro.
Leandro, você sugere que essa valorização do Dolar poderá fazer a economia americana firmar a recuperação. Mas isso não pode ser afetado pelo balanço inchado do FED, além de um estouro de uma possível bolha no mercado de capitais americano?
O FED não está mais expandindo? Os preços dos ativos estariam agora em um valor correspondente a nova realidade monetária? Em outras palavras: O FED teria expandido a oferta monetária, inflado os preços dos ativos(mas não tanto dos produtos, a inflação da mídia) e esses apenas representam uma nova realidade monetária, sem risco de bolha?
Já está contando com o impeachment da Dilma, Leandro?
Abraços
Leandro,
Por que eu investiria em imóveis no momento atual para proteção se em artigos anteriores já mencionaste que este ativo está supervalorizado com uma provável bolha? Não seria melhor proteção via tesouro direto que têm juros positivos enquanto a maioria dos BC do mundo estão com juros quase zerados?
Excelente artigo, Leandro!
Eu não tinha pensado antes em relacionar o valor da moeda em ouro em relação ao desemprego.
Faz sentido.
Parabéns pelo artigo Leandro.
Incrível que exista “economistas” que achem que desvalorização melhora o bem-estar do povo, sinto no bolso esta desvalorização, por exemplo o leite do meu filho que é importado já aumentou 10 reais (de 45 para 55 reais). Parece pouco, mas soma com outros itens e chego a bela constatação que estou empobrecendo.
Agora uma coisa Leandro, você realmente acredita que Temer vai assumir? foi a impressão que me deixou no último paragrafo.
Leandro, tire essas referências à “esquerda”, “elite branca” e etc, que este texto circulará facilmente nos meios esquerdistas. Caso contrário será só mais um “mimimi reaça” aos olhos deles.
Um texto desses faz alguém intelectualmente honesto mudar de lado tranquilamente.
Leandro roque, um verdadeiro Wirtschaftswissenschaftler como diria Mises.
Lindo esse artigo. Gostei mais da dica para Michel Temer.
Leandro, gostaria muito de ouvir uma explicação, seguindo a mesma lógica e didática usada por Mises em “As Seis Lições”, de quais são as consequências em controlar os “preços” taxa de câmbio e taxa de juros. No caso do controle de preços de bens e serviços, assim como custo da mão de obra, sei que o resultado é a escassez dos próprios bens e serviços e da quantidade de trabalho disponível. Gostaria de ouvir como vc explicaria essas consequências nos casos do câmbio e juros. Obrigado.
Concordo com o Pobre Paulista. Retirar a crítica direta ao governo atual daria liquidez ao texto. Mesmo sabendo que a crítica é correta.
É preciso tomar cuidado pois o raciocínio do texto pode levar alguns a crer que o câmbio fixo é a melhor solução, o que também já ficou provado que não é.
É um assunto complicado e não existe saída fácil.
O controle do preço de moedas é algo muito complexo pois reflete situações objetivas como nível de produção, riqueza acumulada, quantidade de moeda em circulação, expectativa futura de crescimento e coisas subjetivas como confiança do investidor, imagem do país, entre outras. É até pueril imaginar que qualquer governo ou banco central consiga de fato controlar o preço de uma moeda, pois a única coisa que o governo pode fazer nesse sentido é emitir mais ou menos moeda ou, no caso do câmbio, comprar ou vender divisas. Todas as outras variáveis não dependem do governo.
Muitos economistas modernos passaram a ver o dinheiro não como uma régua, e sim como um produto como qualquer outro. Sendo um produto, é natural que seu preço varie.
Existem até mesmo os que pregam a adoção de várias moedas para que elas possam concorrer entre si.
Prezado Leandro. Você detonou em seu artigo. Acredito que você irá se cansar de agradecer aqui na parte dos comentários, mas ainda sim, vai mais um elogio. Queria imprimir este artigo e distribuir nas ruas.
Será que o Temer vai asssumir? Eu acredito que a dilma vai pedir pra sair antes de validar o impeachment.
Que texto excelente. Não sei se já tem texto sobre, mas como explicar o alto crescimento da China com uma moeda fraca nas últimas décadas?
A comparação da moeda com a unidade de medida (metro, grama) foi fantástica! Nunca tinha pensado dessa forma. Vai facilitar muito na hora de tentar explicar os fundamentos da escola austríaca a outras pessoas.
“Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.”
Mas e a China?
abraços
Leandro: mito.
Leandro,
Quais as medidas que o governo deveria tomar nesse momento para que a nossa moeda pare de desvalorizar?
Att
Marcelo Boz
Desculpe a minha ignorância, não entendi essa parte, se alguém me pudesse me explicar:
“5) Durante todo o governo Dilma, o poder de compra do salário mínimo tem sido um dos mais baixos da história do real. Isso ajuda a explicar o baixo desemprego (que, estatisticamente, é o mais baixo da história do real). De novo, nada mais do que a velha teoria econômica em ação.”
Por que o baixo poder de compra do salário mínimo explica o baixo desemprego?
“Aqui vai uma dica para Michel Temer: quer se tornar popular quando assumir o governo? Estabilize a moeda em relação ao ouro. As consequências são incríveis. Não é teoria. É empiria.”
Eu finalizaria com “É teoria, não empiria” hehe.
Fora isso, está extraordinário o artigo.
Abraços
Nesse momento: dólar a R$ 3,30 e ouro a R$ 121,50.
Leandro, ótima explicação, por favor, nesse trecho:
"Quando nasceu, eram necessários R$ 10,50 para comprar 1 grama de ouro. Hoje, são necessários R$ 120. Isso significa que o real já se desvalorizou 91% desde sua criação."
O real como moeda nova, não foi apenas inventado um valor “irreal” pra ele em relação ao dólar, no caso a época era 1 real vale 1 dólar. Simples assim? Isso não seria mais para corrigir a infinidade de zeros nos preços das mercadorias? Uma televisão, como exemplo,custava 1 milhão de cruzados. A mesma ancoragem com o dólar fez antes a Argentina, e não obteve sucesso.
Nesse caso basta apenas se apegar a um valor em dólar para começar a melhorar a economia? Não teve outros ajustes para que o Brasil tivesse, aliás, infelizmente, apenas um voo de galinha?
Desculpe se não fui claro, abraço, mais uma vez parabéns.
Leandro,
Antes de tudo, parabéns pelo artigo.
Só fiquei com uma dúvida: você observou bem, nos momentos em que o Real se valorizou, houve desemprego por causa do efeito do salário mínimo (ficou mais caro contratar).
Mas e o cenário que temos hoje? O Real está se desvalorizando continuamente e tudo indica que o desemprego aumenta cada vez mais, mesmo com as estatísticas maquiadas do IBGE.
Estamos chegando a um ponto que a desvalorização do Real foi tanta que isso destruiu a capacidade de empreender, e consequentemente gerar empregos?
Leandro
Trabalho com um economista que diz que a desvalorização do real não e culpa do governo por que o euro teve praticamente a mesma desvalorização perante o dolar nos ultimos tempos. Pelo que entendi, ele culpa a “crise mundial”.
Ele esta correto?
Em tese, uma moeda fraca não deveria servir pra atrair investimento? Em um cenário de estagnação na Europa e de uma situação delicada nos Eua, ainda longe de ter superado a crise, com muita gente fora do mercado, com um estado cada vez mais inchado e endividado com juro baixo e agora com dólar forte, sem contar as possíveis bolhas, pq o Brasil não continuaria sendo atraente pro investidor estrangeiro, já que aqui há um amplo mercado consumidor em expansão e alta dos juros com uma moeda desvalorizada?
Hoje é melhor investir aqui ou nos EUA? E porque?
Na condição de não-economista, entendi perfeitamente os conceitos, e confirmei ainda mais a minha orientação ideológica libertária!
Parabéns, Leandro!!
E o padrão-ouro, pararam de defender o padrão-ouro?
Parabéns Leandro!!! Quando é que sai seu livro sobre economia brasileira??? Austríacos necessitam deste material com urgência!
Um forte abraço!!
1° Excelente artigo!
2° Leandro, o que você acha do que diz o analista da empircus neste artigo: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150317/depois-fim-brasil-empiricus-preve-dez-anos-recessao/242610.shtml.
Sensacional o comentário! Parabéns pela lucidez.
Boa tarde Leandro.
Primeiramente, parabéns por mais essa aula de economia.
Estou com algumas dúvidas:1) A desvalorização do real se deu por quais motivos? Imagino que a principal causa (espero que não esteja falando merda) seja pela grande quantidade de dinheiro despejada na economia pelo BC.
2) Tem algum texto que trata dessa recuperação da economia americana? Pq até aonde eu tinha lido, o governo americano estava só inflando mais uma vez a bolha americana, quando não parou de despejar dinheiro na economia, QE 1,2,3 (é isso), em vez de deixar o mercado corrigir os maus investimentos. E outra, não lembro direito, mas naquela palestra do Schiff no seminario da EA, ele foi bem pessimista, falou que a verdadeira crise estava por vir, que seria o colapso do dollar. (perdoe-me se estou falando alguma inverdade)
Forte Abraço
Excelente artigo! Escrito de forma clara e objetiva. Até um leigo em economia, assim como eu, pode entender perfeitamente.
Muito obrigado Leandro Roque.
Eu refutarei todos os dados desse artigo com duas palavras: “elite branca”. (estou ficando bom nesse negócio de filosofia!)
O problema é que existe no Brasil uma antiga e sólida cultura inflacionária, que vem dos tempos do Cepal. Celso Furtado afirmava que “um pouquinho de inflação” é necessário para incrementar o crescimento econômico, vendendo a ideia de que produzir inflação era um meio eficiente para transferir à massa dos usuários da moeda os custos pela industrialização do país. O pior é que muitas pessoas até inteligentes e bem intencionadas compraram esse peixe. Roberto Campos comentou certa vez que Juscelino Kubitchek lhe confidenciara que não achava válido emitir moeda para aumentar a folha de pagamento, mas para investimentos produtivos, ele considerava válido. “Como se a nota que sai da prensa da Casa da Moeda estivesse ciente de servir ou não a um investimento produtivo”, comentou Campos. Pois é, atualmente existem cartões inteligentes que pode controlar seu saldo, mas um dinheiro inteligente que sabe se serve ou não a um investimento produtivo, isso por enquanto ainda está além dos limites da ciência… Outra falácia cepalina repetida até hoje é que desvalorizar a moeda torna as nossas exportações competitivas, esquecidos de que também os produtos nacionais, em alguma fase de sua produção, dependem de moeda estangeira.
A verdade é que os governos adoram inflação porque ela é o fim de seus problemas – e o começo dos problemas da população. De fato, a inflação não é problema nenhum para quem emite o dinheiro, é problema para quem usa o dinheiro. Para quem emite, ao contrário, é sopa no mel: basta emitir mais moeda que todos os rombos das contas do governo estão magicamente cobertos, e a fatura vai para o infeliz usuário do papel-moeda, que a paga mediante a desvalorização de seu dinheiro – mas segundo Celso Furtado, ele deve se sentir feliz, pois está contribuindo para o progresso do país. Outra mágica que a inflação permite é diminuir salários, o que é proibido por lei: basta dar reajustes inferiores à inflação. Do mesmo modo pode-se abater o valor de dívidas e indenizações pagas pelo governo. Enfim, com tantos poderes nesta varinha mágica, não admira que o governo deseje ardentemente usa-la. O que ainda impede o PT de abrir de vez a porteira é a ira popular. Ao contrário da Venezuela, o PT depende de votos, e votos só são dados com o povo podendo comprar uma geladeira nas Casas Bahia pagando em 15 vezes. Isso obviamente só é possível em um cenário de inflação baixa. O grande aumento no consumo registrado nos 8 anos iniciais do governo petista foi conseguido basicamente com a expansão das vendas a crédito, resultado da estabilização da moeda. Se a inflação voltar, aí a mágica acaba: a carruagem volta a ser abóbora, e os milhões que passaram á classe C voltam à classe D. Governar com o povo contente é fácil, mas com o povo batendo panela nas ruas, aí só na paulada, como na Venezuela.
“Durante todo o governo Dilma, o poder de compra do salário mínimo tem sido um dos mais baixos da história do real. Isso ajuda a explicar o baixo desemprego (que, estatisticamente, é o mais baixo da história do real). De novo, nada mais do que a velha teoria econômica em ação”
Gostarai de saber como o baixo pode de compra mantém o desemprego baixo.
Leandro, a recente valorização do Iene trouxe alguns benefícios (além do forex no meu caso) para o poder de compra dos japoneses?
Alguns conhecidos me afirmaram que os preços dos produtos eletrônicos japoneses cairam, apesar do aumento de impostos (infelizmente, não encontrei nada que comprovasse tais fatos).
Além disso, como está o Real no forex? Nunca o utilizei em minhas trades, estou pensando em me beneficiar das flutuações.
Prezado Leandro, parabéns mais uma vez pelo brilhante trabalho!
Espero que tudo esteja bem por aí!
A dica foi boa ao Temer, mas, infelizmente, trata-se de mais um estatólatra.
Peço uma pequena ajuda:
Tenho curiosidade quanto a moeda japonesa, ela não é fraca? Apenas nominalmente fraca? Como os japoneses conseguem ser tão competitivos?
Forte abraço!
Leandro,artigo fantastico!
Voce acha o modelo de currency board o ideal? Caso o Brasil o tivesse adotado em 1994 a historia seria outra? Estaríamos melhor no seu ponto de vista?
Leandro, qual seria o valor do dólar hoje segundo aquele raciocínio do IPCA nosso X o deles desde 94?
Creio que uns 30 centavos aí são só da crise política.
“Se eles acreditam que a inflação está alta ou que ela será alta, sua moeda irá se desvalorizar.”
Leandro, poderia explicar melhor esse processo?
Obrigado!
Excelente artigo! Fiquei apenas com uma duvida. No artigo do FED do Fernando Chiocca, a liquidez do mercado poderia causar uma inflação a longo prazo pelo efeito cantilon. Existem duas economias: a do petróleo (aquecida) e a restante ainda cambaleante.
No item 07 qdo VC comenta q o dólar tende a se estabilizar e a recuperação pode ser definitivo não seria um aparente conflito em inundar com dinheiro e o dólar ficar estável ?
Posso ter entendido tufo errado, geralmente isso ocorre, mas poderia me corrigir?
Obs: hj falei pelo estado minimo e contra esta ideia de estado nação e fui taxado como liberal!! Fiquei feliz e orgulhoso!!
ABS.
Pessoal,
Tenho certeza que esse assunto já foi abordado por aqui, mas não tenho ideia de por onde começar. Como ficaria um país com padrão ouro num mundo sem padrão ouro?
Haveria algum empecilho para isso? Ou bastaria que o governo comprasse ouro e emitisse moeda sempre que divisas entrassem no país?
E não é possível conciliar padrão ouro com reservas fracionárias, né?
Abs.
Leandro,
Estás morando onde agora ?
Vc disse que em uma CB ortodoxa ela não controla a base monetária, mas de certa forma nem em BCs a base monetária é diretamente controlada, pois a maioria do dinheiro criado é no sistema bancário. Assim, em uma expansão de crédito pelo setor bancário a CB teria que aumentar as reservas internacionais para dar estabilidade ao arranjo ?
Creio que se algum pessoal da esquerda ler esse artigo, vão dizer que “eu não bebo e nem como ouro” kkkk
Leandro,
Obrigado pela resposta.
Se olharmos no caso HK que desde de 2010 vivenciou uma forte expansão de crédito pelo bancos. As reservas internacionais explodiram quase na mesma proporção. Seria o caso da opção 3 ?
Outra coisa, já vi pessoas dizendo que se acabasse com a CB em HK, o dólar de HK poderia se valorizar bastante o que seria ótimo para a população, concorda com essa afirmação ?
Ademais, não me respondeu a pergunta de onde está morando agora no interior de Minas ? hehe
Leandro,
Parabéns pelo texto! Algumas dúvidas de quem está começando a estudar economia:
1. O que dizer dos argumento de desenvolvimentistas (e. g., Bresser Pereira) que defendem a importância da desvalorização do real para a indústria nacional? O incentivo para compra de bens de capital seria suficiente para garantir a competitividade da indústria? Os textos do site defendem a abolição de qualquer protecionismo, mas como ficaria a balança comercial do país nessa situação?
2. Diante da solução Temer acima: o que seria necessário para uma estabilização da moeda em relação ao ouro? Quais os custos dessa medida?
Leandro, poderia explicar o seguinte: no ajuste anunciado pelo governo, fala-se de corte de direitos trabalhistas e aumento de impostos. Não se fala nada sobre corte de despesas do governo. Fico com a impressão de que tal ajuste não dará bom resultado, porque a sociedade já está sobrecarregada de impostos, numa combinação que poderia gerar mais recessão e mais inflação. Gostaria muito que comentasse essa questão. A Propósito, sua matéria é muito esclarecedora. Obrigado.
Leandro, agora pouco ouvi a explicação de um professor de economia. Ele disse que é normal essa valorização do dólar perante o real, e mais, que o dólar está se valorizando perante todas as moedas do mundo, e que um valor mais perto da realidade pra nós seria o dólar valer perto de 3 reais quando a tempestade passar.
Tem alguma coerência nesta explicação do professor?
Leandro,
Obrigado de novo.
Outra coisa, um arranjo em que vários países do mundo adotassem uma mesma moeda em comum, algo similar ao Euro, mesmo que não fosse lastreada em commoditie alguma e ainda tivesse um BC por trás, não seria um arranjo menos pior ? por exemplo se vários países adotassem o dólar americano como moeda principal e mesmo que ficassem sob tutela do FED. Desse modo, os países não ficariam preocupados com a flutuação das cotações ao menos entre os membros desse arranjo. Além disso poderia funcionar como um “pseudo padrão ouro”, pois os países teriam que ser mais austeros nas politicas fiscais.
Okay. Mas poderia dizer ao menos qual região de minas ? zona da mata ? sul ? triangulo ? centro ou norte ? só de curiosidade mesmo hehe
Leandro,
“Num dia, o metro tem 100 centímetros; no dia seguinte, o metro se desvaloriza e passa a valer 95 centímetros. Depois, se valoriza e passa a ter 107 centímetros”.
A analogia foi um pouco infeliz, pois um centímetro é, por definição, a centésima parte de um metro, como o próprio nome diz.
O metro é uma medida de comprimento baseada em um padrão precisamente definido, sendo portanto uma convenção. A definição completa pode ser vista, por exemplo, em pt.wikipedia.org/wiki/Metro.
Não seria melhor dizer que essa dimensão padrão, imutável por definição, começaria a variar, aumentando e diminuindo, sem fazer referências ao centímetro?
Fora esse ponto, o seu texto está excelente, como sempre.
Abraços do leitor assíduo!
Show!
Leandro, suas previsões sobre a recuperação dos EUA batem com as opiniões do Peter Schiff?
Senti falta dos gráficos de M0 e M1.
Abraço!
Ae Leandro e amigos,
como tentam nos ludibriar: g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2015/03/fmi-diz-que-fraqueza-do-real-e-positiva-para-economia-brasileira20.html
Triste e maléfico!
Gostaria de linkar um artigo que discorda da posição do autor:
“o professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, afirmou que a maioria da população brasileira deveria é ficar tranquila, numa boa.”
"Num universo de 100 milhões de brasileiros, somente 3 milhões têm renda suficiente para investir no mercado financeiro e a maioria deles não faz isso"
“Entre quem deveria se preocupar com a alta do dólar, dizia o professor, estão aqueles que pretendiam viajar para o exterior e precisariam comprar dólares – e só.”
economia.estadao.com.br/blogs/de-olho-nos-precos/dolar-em-alta-o-que-voce-tem-a-ver-com-isso/
Abraços
Parece que a ~mídia golpista ™~ está de olho no Mises hein:
FMI diz que fraqueza do real é positiva para economia brasileira
Bom dia! O governo espera que a crise e o desemprego acabem reduzindo os preços. Eh este o método que eles combatem os efeitos da inflação monetária? O governo nao tem o exercito na mão. A populacao contra. Quem sustenta este governo?
Todos os artigos do IMB são excelentes, mas como já foi dito, neste você mitou Leandro. Parabéns pela excelente analise, pela coerencia e pela coragem. Conheci o IMB ano passado na época da eleições e não consigo para de ler, sempre que leio um artigo vou abrindo links em novas abas e salvando para ler depois.
Do ponto de vista macro um otimo texto…..mas discordo em alguns pontos no tocante a investimentos pessoais ….por exemplo : “caso a atual desvalorização do real (veja a extremidade direita do gráfico 1) se mantenha, não descarte uma ressurreição na atividade imobiliária para fins puramente especulativos e de proteção de riqueza.”……Ora, na década de 80 quando a moeda derretia todo dia, imóvel era um péssimo investimento ( trocava-se um chevette. linha tefefonica por lotes e voce tinha que devolver uns $$, quem dependia de aluguel como minha mae passou por perregues danados )…. na segunda metade da década de 90 com moeda já forte imovel não era lá grandes coisas para investir também…o “breu” nos imoveis pegou mesmo de 2008 /2011, onde a moeda e o real tinha um valor razoavel e aceitavel……ou seja, mostrei situações que, com moeda forte ou fracas, o mercado de imoveis não seguiu uma regra fixa.
[Off-Topic]
Atenção libertários! Reinaldo Azevedo dá uma opinada sobre os libertários. rsrsrs
A partir do minuto 28. Enjoy
veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/clube-do-livro-so-o-conservadorismo-muda-o-mundo/
“É por isso que nenhum país que tem moeda instável e com baixo poder de compra produz bens de qualidade e que são altamente demandados pelo comércio mundial. Todos os bens de qualidade são produzidos em países com inflação baixa e moeda forte. Apenas olhe a qualidade dos produtos alemães, suíços, japoneses, americanos, coreanos, canadenses, cingapurianos etc.”
Sem dúvida, essa relação existe. Mas como ter certeza que sua causalidade não é inversa, ou seja, que esses países têm moeda forte e inflação baixa PORQUE produzem bens de qualidade?
Alguém aí do Instituto Mises plagiou meu estudo sobre salário mínimo em gramas de ouro (brincadeira!).
Estudo muito interessante e que revela o verdadeiro poder de compra do salário mínimo ao longo do tempo. Eu inclusive fiz uma análise com histórico ainda maior desde os anos 80 e não foge muito da relação entre 6 e 9 gramas de ouro. Ou seja, políticos demagogos que batem no peito e dizem que estão defendendo os trabalhadores, sindicatos que assumem pra si as vitórias em dissídios coletivos estão apenas enrolando o povo. Na realidade, o poder de compra do salário mínimo sempre foi parecido, existindo algumas pequenas variações ao longo das décadas, talvez até em decorrência de ciclos econômicos mundiais.
Mais interessante ainda é saber que mesmo sendo abolido qualquer lastro da moeda com o ouro desde os anos 70, é o nosso querido metal amarelo que ainda continua sendo uma referência confiável de valor. Isto é, de nada adiantou abolir o lastro com o ouro. O valor por trás das coisas sempre permanecerá referenciado em ouro (apesar dos loucos que praticam política monetária).
Parabéns pelo excelente artigo com dados e gráficos claros! Algo para salvar em PDF e consultar no futuro.
Vixe me desculpe Gullit…falou bullshits e contradições ás nauseas …senão vejamos :
“Não sei onde você morava mas sei que minha família se deu muito bem especulando no mercado imobiliário na década de 80. Um parente meu, comerciante, aproveitou-se da bagunça …”
“Outro parente, bem mais pobre, também se aproveitou da zona que eram as precificações, e comprou um casarão que estava uma pechincha. Hoje esse mesmo imóvel está orçado em pelo menos R$ 3 milhões (já chegou a valer R$ 4 milhões)…….”
Ora, vc me mesmo atesta aí que os imóveis não valiam grande coisa ( inclusive usou o termo pechincha ). ….Outro ponto, agora é fácil falar que comprou por uma merreca e que o mesmo vale milhões hoje . Falar que comprou na baixa e vendeu na alta é fácil….. depois do acontecido é claro…..rssss….vocês deve ser daqueles que também compraram OGX 2,6 em 2008 vendeu a R$ 27 em 2010….realmente vocês têm uma bola de cristal e acertam sempre o timing, são bons em negocio… hehhhe….
“Perdoe-me a sinceridade, mas vocês não são bons negociantes. Se trocaram um Chevette por um lote e ainda assim se deram mal, lamento, mas o comércio não está no sangue de vocês. Qualquer prediozinho que você tivesse construído nesse lote — e a mão-de-obra da época era barata — estaria hoje lhe rendendo uma boa receita de aluguel.”
Além de não ler direito é mau educado. Alquem leu no meu comentario que eu troquei um chevvete por imóvel, por linha telefônica ?….me referi justamente ao que as pessoas faziam na época …..e outra , construir para conseguir um bom preço de aluguel daqui a 30 anos é insano ….vc fala como se bastasse construir em qualquer lugar e em qualquer lote e pronto….pufff…..não viveu aquela década de 80 e 90 ( ou devia ser criança ) ….inflação de 30 % , moeda não valia nada,viver de aluguel era osso, pais era muito atrasado….ninguem construía pois, quem tinha $$ era melhor deixar no overnight…quem não tinha muito $$ necessitava gastar logo no supermercado para não ver dinheiro derreter
“Óbvio, e o artigo fala exatamente sobre isso. Com moeda forte, não há incentivo a atividades especulativas. Elas se tornam desnecessárias, pois a moeda não está se deteriorando.”
O exemplo que eu dei foi justamente para mostrar que não existiu aqui no Brasil correlação entre a variação da moeda e preços de imóveis , pois conforme mostrado os preços dos imóveis não sofreram variações significativas entre um período de moeda lixo ( anos 80 ) e moeda forte ( anos 90 )…..vc não leu o que escrevi ou não entendeu.
“Como mostra o gráfico desse artigo, de 2008 a 2012, a moeda teve uma rápida depreciação. Justamente daí a febre imobiliária.”
Tenha dó rapaz….olhe as medias históricas de 2008 /2012 antes de falar besteira …em 2008 o dólar lambeu o piso de R$ 1,6…em 2009 teve a 1,5..osclilando muito entre 1,7..1,8 o que para o padrão Brazilis foi excelente….o boom dos preço imobiliários foi justamente desse período até 2012, ou seja, periodo de moeda relativamente forte ….depois da metade de 2012 com a ajuda lambanças dessa equipe econômica que o dólar rompeu a barreira dos R$ 2 e não voltou mais atrás….cadê o boom de preços imobiliarios entre 2012 até agora ?…muito pelo contrario notamos imóveis encalhados e preço estagnados com viés de queda.
“Errado. Você deu 3 exemplos. O primeiro simplesmente comprovou que vocês não eram do ramo dos negócios. Já os dois últimos comprovam exatamente o que diz o artigo.”
Hilário….depois do festival de bullshit eu que sou o errado….no comments….hahaahah
Eu me lembro da primeira vez que vi e tive uma nota de real.
É triste lembrar que o país já esteve em um bom caminho e pensar no que ele poderia ser hoje.
* * *
O que podemos esperar de analfabetos, marginais, quadrilheiros, assaltantes de bancos, entre outros termos, comandando a política econômica do país? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Esse país caiu num buraco por que quis e parece que está gostando: dado que o primeiro marginal, Lula, foi duas vezes presidente e a segunda marginal, também. Enquanto isso, cresce o número de intervenções desnecessárias, bolsas-esmolas, etc. Crescimento econômico de verdade que é bom, NADA. FORA PT!
Leandro, há comentários de que teremos dois anos de recessão (não apenas em 2015). O que acha?
abraços
Caro Leandro,
1) Ficaríamos bem na hipótese teórica de ter uma moeda fraca, porem estável? Exemplo: caso o dolar mantiver o preço de 3,30 por anos a fio?
2) Há alguém que se beneficia da inflação além do próprio governo da vez?
Abraço!
Leandro, como ficaria o real se fosse lastredo ao nióbio, metal que o Brasil possui em grandes quantidades e as maiores reservas?
Leandro, você teria como me explicar este gráfico no final do artigo que segue? Sinceramente, para mim, ele parece não significar, nem servir para p**** nenhuma.
oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2015/03/21/turbulencia-do-dolar-563339.asp
Parabéns Leandro Roque! A volta ao Jardim de Infância também inclui a manutenção da falta de argumentos sóbrios da esquerda (PSDB e PT). Ao invés disto, inventam uma direita radical e golpista, fruto de paranóia antiga, possível objeto a ser culpado pelas desgraças vindouras, no melhor estilo Era Sarney.
Quanto ao artigo, só faltaria um complemento no artigo em relação ao comportamento do Executivo, Legislativo, Banco Central e Joaquim Levy frente ao atual momento da economia, removendo o fator político. Todos chutando a lata para a frente mas no fim será aquela velha corrida para apagar o fogo.
Falando de proteção pelo ouro, comprar ouro em barras pequenas, pelo menos no Rio de Janeiro, é algo difícil, de baixíssima liquidez. Numa loja muito conhecida, não haviam barrinhas e só queriam vender aqueles cartões superfaturados pelo plástico e pelos desenhos bonitinhos. Comprar dólares é mais fácil, porém o limite é pequeno. Então ficamos com o overnight ou com ativos do próprio governo, o que é o mesmo que comprar frutas podres na hora da Xepa.
Mais uma vez, parabéns e obrigado pelo seu artigo Leandro.
No caso em tela a melhor hipótese é:
1 – Lastrear o real ao ouro?
2 – Criar uma nova moeda?
3 – Deixar como está e transformar o Banco Central num Currency Board?
Bom dia, Leandro
Você poderia passar algumas referências que versem sobre o funcionamento do padrão-ouro e dos Currency Boards?
Obrigado
Leandro,
Uma hora vc disse que nos próximos anos a taxa de desemprego não ficará muito pressionada. Mas terei que descordar de vc. Por mais que a taxa de natalidade esteja caindo o que é normal, o Brasil ainda pelos próximos anos continua tendo a base da piramide mais larga. E principalmente se levarmos em consideração a geração nem nem e todos aqueles que HOJE não estão procurando emprego, não significa que vão ficar para sempre sem procurar emprego.
Se levarmos em consideração a própria carestia (perda do poder de compra das famílias), além dos novos entrantes, mais a rígida legislação trabalhista com uma economia patinando. É bem possível que a taxa de desemprego OFICIAL com a atual metodologia do IBGE (bem questionável) chegue aos 2 dígitos, e nem se fala a taxa REAL de desemprego, uns 40% ?
Enquanto os progressistas defendem a desvalorização do câmbio com o bizarro argumento de que isso é bom para a população, os barões se aproveitam da desvalorização para encher as burras de dinheiro, e ainda mandar comida para fora.
Real entre as piores moedas transforma JBS em máquina de fazer dinheiro
http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/3941155/real-entre-piores-moedas-transforma-jbs-maquina-fazer-dinheiro
A queda do real impulsiona as exportações de carne, reduzindo a oferta interna e gerando dinheiro recorde para a empresa do filho de Lula.
cdn.shopify.com/s/files/1/0251/2392/products/zimbabwe-banknotes-100-trillion-dollars-front.jpeg?v=1378484099
Leandro,o que realmente foi o tratado de Methuen,o que os professores de história dizem que era o”ladrão” do ouro brasileiro?
Por que a libra esterlina é tão valorizada e o peso tem tantos zeros?
o produtor ganha com a desvalorização do real. "Com isso, muitos vão ampliar as exportações de açúcar, porque há mais ganho em dólar
Leandro, mais uma vez parabéns pelo artigo, sempre acompanho embora tenha conhecimentos básicos de economia.
Queria fazer uma pergunta. Já que a desvalorização cambial gera todo esse estrago na cadeia econômica, na sua opinião se tivesse o poder para mudar o que faria? Tornaria a moeda mais forte, como faria isso? Como rebater o argumento de que a desvalorização aumenta as exportações e traz mais investimento estrangeiro já que o dólar está mais valorizado?
Desculpe a simplicidade da pergunta, visto que muitos aqui entendem bem do assunto, queria entender como faz para que o nosso poder de compra seja forte, o padrão ouro seria viável para o Brasil, como implantá-lo ou como implantar um sistema que vá no sentido oposto ao que está sendo feito?
Desde já obrigado pela atenção e mais uma vez parabéns pelo artigo!
Querem uma notícia estereotípica?
Bilionário austríaco passa 2 dias preso em MT após viajar com barra de ouro
Dono de uma fortuna que beira a R$ 20 bilhões, o austríaco Werner Rydl foi detido pela Polícia Federal, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, ao transportar uma barra de ouro, que, segundo a defesa dele, é usada como espécie de ‘amuleto da sorte’.
A barra tem 644 gramas de ouro. Ele foi detido por suposta usurpação de patrimônio da União, pois não portava nenhum documento que comprovasse que era dono do ouro.
“Ele já viajou o mundo com essa barra de ouro e até então não tinha acontecido nada. Ele é excêntrico”, argumentou o advogado do austríaco, André Prieto. A defesa estuda entrar com uma medida para garantir que o cliente transporte a barra de ouro sem nenhum problema.
g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/03/pt-divulga-manifesto-com-dez-propostas-para-enfrentar-crise-politica.html
Transformar poupança em gasto público e criar mais impostos para financiar a doença pública. Depois eles quebram a cabeça querendo saber o porquê da economia estar em frangalhos.
Ainda bem que ultimamente tal turma anda sem apoio de qualquer natureza não-paramilitar.
Leandro, podíamos fazer um estudo sobre alguns preços de produtos consumidos pela população em gramas de ouro ao longo dos últimos 20 ou 30 anos o que acha? Será que encontramos dados para fazer tal estudo? Por exemplo, qual era o valor do litro da gasolina em gramas de ouro ao longo das décadas de 80 e 90? Fiz alguns cálculos preliminares e achei um valor médio atual para a gasolina de R$ 7,00/litro. Será que faz sentido? Usei como base o valor da gasolina em 2003 em média R$ 2,05/litro e o grama do ouro na BM&F em R$ 35,00/grama. Abraço!
Olá Leandro!
Lendo seu artigo e também os comentários me surgiu uma dúvida. Se a solução é ancorar a moeda ao ouro, por que os economistas brasileiros pelo menos ao que vejo não defendem tal ideia? Ninguém no governo pensou nisso? São burros demais? Qual a intenção deles em manter a economia do jeito que está sabendo que é prejudicial a nação? Realmente não entendo o que o país tem a ganhar com isso? A não ser que queiram ver todo mundo na merda ou são burros demais pra pensar numa solução!
Abraço!
Leandro, utilizar o valor do salário mínimo em ouro foi pertinente para rebater a matéria, mas não diz muito sobre o poder de compra dos trabalhadores. Não seria mais interessante um gráfico do salário médio em gramas de ouro? Ele teria a mesma forma do salário mínimo?
O senhor Joaquim Levy já está caindo no conceito.
Afirmou ontem que o Real desvalorizado ajudará o Brasil a crescer no exterior.
http://www.valor.com.br/brasil/3985856/real-desvalorizado-ajudara-brasil-crescer-no-exterior-diz-levy
Boa Tarde Leandro!
Os comentários aqui estão a altura do artigo muito bom!
Jovem gostaria que comentasse essas palavras que peguei num artigo da internet.Esse tem sido o discurso da maioria quando se fala em desvalorização do câmbio rsrs
” Para que a competitividade das exportações brasileiras aumente, e o déficit comercial seja revertido, não basta desvalorizar o câmbio nominal. É preciso que os preços dos bens não comercializáveis parem de subir a taxas superiores às dos comercializáveis.”
http://www.brasil-economia-governo.org.br/2014/03/10/as-exportacoes-brasileiras-ficaram-mais-competitivas-com-a-desvalorizacao-do-real/
Leandro, por favor, acompanhe meu exemplo numa economia hipotética e corrija-o caso não esteja correto quanto ao funcionamento do sistema Currency Board lastreado em ouro:
Base monetária de $ 300 mil.
Há títulos do Tesouro americano em posse do BC no valor de US$ 100 mil, sendo equivalentes a 2,5 kg de ouro, pois cada grama do ouro está cotado a US$ 40.
O Conselho Monetário é criado substituindo o BC e fixa-se a paridade, naturalmente, em $ 120 o grama de ouro.
Então, uma semana depois, o dólar se aprecia em relação ao ouro e este passa a custar US$ 30 o grama. As reservas em peso de ouro estão custando menos: ainda estão em US$ 100 mil, mas em ouro aumentaram (virtualmente) de 2,5 kg para 3 kg e 333,33 gramas (US$ 100 dividido por $30). A base monetária está ainda em $ 300 mil, mas agora cotado a 4:1 (quatro unidades monetárias por um dólar), ou seja, agora são necessários apenas US$ 75 mil para “lastrear” toda a base monetária. Há um excesso de dólares nas reservas em US$ 25 mil, algo além do necessário para cobrir as reservas na cotação atual.
Essa depreciação do ouro e, consequentemente, da unidade monetária, dificulta as importações e favorece as exportações, o que faz com que haja uma maior entrada de dólares aqui dentro, o que faz com que o Conselho crie automaticamente mais unidades monetárias no sistema financeiro do que antes, que faz surgir uma tendência baixista nos juros, que por sua vez gera uma elevação nos preços, que acabam inibindo o excesso de exportações e facilitando as exportações, voltando ao equilíbrio.
Caso o dólar, assim como demais moedas estrangeiras, comece a depreciar em relação ao ouro, as reservas em dólares não conseguirão lastrear toda a base monetária – que é virtualmente lastreada em ouro –, e esta irá ultrapassar as reservas em dólares na paridade fixada. Com a apreciação do ouro haverá menor criação de unidades monetárias do que antes a cada quantidade de dólares que entrar via balanço de pagamentos, o que causa elevação dos juros e recessão, somando o temor dos investidores quanto à capacidade de repatriar seus capitais, visto que a base monetária está parcialmente “descoberta” em dólares.
Essa recessão causará deflação de preços, tornando as mercadorias mais atraentes externamente, aumentando as exportações e inibindo as importações, além do fato de que a elevação dos juros irá atrair mais dólares ao sistema financeiro, que, ao chegarem ao país, serão adquiridos pelo Currency, que irá repor as reservas e também irá lançar na paridade equivalente valores em unidades monetárias no sistema bancário, aumentando também a confiança quanto à capacidade de repatriar capitais, havendo redução dos juros, voltando ao equilíbrio anterior.
Excelente artigo, Leandro! Mostra muito bem como o governo nos engana dizendo que foi o assistencialismo que tirou milhões de brasileiros da pobreza. Afinal, se o assistencialismo aumentou no governo da Dilma, por que a pobleza também aumentou nos ultimos anos? É a estabilidade econômica que atrai investimentos e aumentam o poder de compra das pessoas. Mas é bem difícil explicar isso para um esquerdolóide kkkkkkkk.
Só fiquei com uma dúvida, e gostaria que você me explicasse: Como que se ancora uma moeda ao ouro? Quais seriam os passos para ancorar o real ao ouro, por exemplo?
Obrigado.
Mais duas pra ir pra conta dos desenvolvimentistas que defendem desvalorização cambial:
1) Sobe o preço do pão francês, com reajuste que pode chegar a 12%
Reajuste é justificado pela cotação do dólar, que está acima dos R$ 3,00. Moeda serve de base para a compra do trigo importado.
2) Remédios ficam até 7,7% mais caros em abril.
Como explicado no artigo, o aumento do dólar afeta todos os preços internos: do pãozinho da padaria (o trigo é cotado em dólar) aos remédios (a química fina é importada).
e qual o motivo pro brasil não produzir trigo aqui?
Pessoas no Bolsa-Família voltam a passar fome em decorrência da destruição da moeda.
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/05/03/interna_politica,643417/dragao-corroi-beneficio-e-acorda-fantasma-da-fome.shtml
Muito triste.
EUA começam a colher os frutos de sua moeda forte: o número de empresas voltando a produzir nos EUA é recorde.
Record number of manufacturing jobs returning to America
http://www.marketwatch.com/story/us-flips-the-script-on-jobs-reshoring-finally-outpaced-offshoring-in-2014-2015-05-01
O dólar forte derrubou custos básicos, como energia, gasolina, infra-estrutura e outros, ao passo que o enfraquecimento da moeda na China aumentou todos estes custos.
Enquanto isso, em Pindorama, a discussão é se o câmbio deve ser desvalorizado para R$3, R$3,50 ou R$4.
Leandro, uma pergunta off-topic.
Como eu sei que você curte automobilismo, talvez você possa responder.
O que você acha, em uma categoria (até onde sei) majoritariamente privada como a F1, existir o patrocínio de estatais para pilotos e equipes? Estou perguntando isso pois li recentemente o caso do piloto Felipe Nasr. Ele é patrocinado pelo Banco do Brasil. E li também que isso estaria causando problemas, já que segundo as reportagens, ele só está correndo pela Sauber justamente por causa do patrocínio, de 40 milhões de reais, e que justamente por isso, teria tomado o lugar de um outro piloto que já tinha vaga na esquipe. Dito isso, eu pergunto: Isso sempre ocorreu na F1? Isso poderia ser configurado como ”corrupção” dentro da F1? Esses 40 milhões, são pagos com dinheiro de impostos? E a PDVSA, dado o nível ideológico do governo venezuelano, por que está dentro da F1?
Coxão duro já tá R$22,00/kg aqui. Daqui a pouco vou ficar enjoado de comer peito de frango e bisteca de porco…
Leandro, um amigo meu acabou de me marcar no facebook sobre a reportagem a seguir:
http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/servicos,carros-tem-pecas-iguais-e-precos-diferentes,24373,0.htm
e a legenda diz:”As peças são iguais, foram produzidas pelo mesmo fornecedor e desempenham função idêntica. Só que uma trabalha sob o capô do Audi A4 e, e a outra, no Volkswagen Passat. Para o Audi, ela sai 41,3% mais cara; veja outros exemplos (via Jornal do Carro)”
o que explica isso?
aproveitando aí a discussão sobre carro
só no brasil as vendas caem, mas os preços sobem. os pátios estão cheios, mas a montadora em vez de baixar o preço pra se desfazer do estoque, vai lá e aumenta. vai entender.
e não adianta dizer que é culpa do cambio, pois os carros da renault são todos feitos no brasil
carplace.uol.com.br/renault-eleva-precos-para-maio-e-sandero-e-logan-ganham-nova-versao/
Deus é pai, os governos até entendo expandirem desmedidamente seus gastos, afinal o objetivo de tudo são as próximas eleições, mas por que a mídia faz isso?:
“Como ficam os salários?
Em épocas de preços em ascensão, como a vivida pelo Brasil, é mais fácil para as empresas bancarem salários. Mas também é mais fácil para elas dar aumentos abaixo da inflação. Se a inflação for 3% e o trabalhador receber um aumento de 2,5% ele ainda sente que está ganhando um pouquinho mais do que ganhava antes.
Mas num cenário em que a inflação é zero ou negativa, a tendência é que as empresas queiram ou necessitem cortar salários, embora seja uma medida bastante impopular ou difícil de ser implementada.”
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150518_deflacao_uk_pai
excelente artigo!!
Extremamente bem explicado e realista, com lucidez consegue interpretar o mais grave problema econômico atual!
Como faço uma comparação entre o ouro e o real?
Este site faz algumas afirmações estranhas e contraditórias. Em alguns artigos diz que há um poderoso lobby exportador em ação em praticamente todos os países do mundo. E em outros artigos diz que a desvalorização do câmbio, empiricamente, não produz o resultado esperado de favorecer as exportações, produzindo o efeito contrário de reduzi-las.
Há ou não há um lobby exportador no Brasil e no mundo? O que este lobby exportador pede? Desvalorização da moeda? Se sim, por que pede isto já que na prática a desvalorização cambial não estimula verdadeiramente as exportações e as reduz?
Oi Leandro! Tudo bem? Sou um iniciante em escola austríaca, recém-despertado da “Matrix”! hehe! Não consigo mais parar de estudar os artigos e livros do site! Parabéns pelo trabalho! Desculpe ser tão direto mas, neste momento, o ouro pode ser uma boa opção? O governo e bancos, aparentemente pararam de inflacionar o sistema monetário? Se os juros dos EUA aumentarem, não haverá grande fuga de dólar do Brasil e consequentemente, maior desvalorização do real? Você acha que o governo pode desistir da política contracionista para atender as possíveis futuras manifestações populares e passar a inflar mais ainda a moeda? Abraços.
Para conhecimento:
http://www.dgabc.com.br/%28X%281%29S%2820ifl4hl0euptt42ewjtdcgo%29%29/Noticia/1538359/real-foi-a-moeda-que-mais-perdeu-valor-em-2015
…
Hoje tendo uma visão bem mais clara de economia e mercado, graças as informações deste Instituto, não é difícil entender como os especuladores ganham dinheiro em países como Brasil.
Eles veem oportunidade nas custas de uma população sofrida e um economia em frangalhos. Enquanto os Investidores de capital, os que realmente ajudam o país, querem distancia, pois não encontram parâmetros de retorno, conforme publicado no ótimo artigo escrito acima.
Neste exato momento, o grama do ouro está custando R$ 131,55, o maior valor da história do real.
Quem apostou na “relíquia bárbara” segue se dando bem.
ora somos todos americanos, porque não adotar o dolar?
Leandro, um jornalista da TVGazeta comentou que é errado afirmar que o dólar está na cotação mais alta dos últimos 12 anos, pois é necessário levar em consideração o IGPM.
O argumento dele é que o valor do dólar naquela época não tem o mesmo poder de compra que hoje e para isso teria que custar R$7,33 para ter a cotação mais alta.
Até onde isso está certo? A correção monetária não é feita apenas em câmbio fixo?
Abraço
Leandro e pessoal, boa noite.
Qual o melhor site que compila séries históricas de inflação mensal ocorrida nos outros países? Gratuito, preferencialmente. Pelo que vi o Trading Economics não disponibiliza tal serviço gratuitamente.
Olá, Leandro.
Algum comentário sobre o artigo do Gianetti no Estadão de hoje ?
Abraços.
“O cartel de câmbio no Brasil
Roberto Gianetti da Fonseca*
15 Dezembro 2015 | 07h 39
Em julho de 2015, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo administrativo para investigar um cartel de 15 bancos estrangeiros acusados de manipulação de taxas de câmbio, envolvendo o real e moedas estrangeiras, e muito especialmente se houve alguma influência direta deste cartel na fixação da denominada taxa Ptax. Essa taxa é divulgada diariamente pelo Banco Central (BC) e corresponde a uma média das taxas de compra e venda de dólar. Sua relevância deriva do fato de que é a principal referência tanto para o mercado financeiro quanto para o comércio exterior. Com base num acordo de leniência já assinado com uma instituição estrangeira, o Cade afirmou que, até agora, a investigação identificou práticas irregulares em operações no mercado offshore, mas que continua investigando a prática direta ou indireta destes bancos no mercado cambial brasileiro. Não se trata mais de verificar a existência ou não do cartel, pois isso já resultou do acordo de leniência, mas, sim, de entender a extensão do dano causado pelos seus atos ilícitos à economia brasileira e aos seus agentes econômicos privados, tais como os exportadores brasileiros, que por muitos anos receberam menos reais para cada dólar exportado, especialmente no período investigado, de 2009 a 2013.
A inexistência da conversibilidade da moeda para os residentes no Brasil está por detrás da assimetria regulatória entre os segmentos à vista e o de derivativos do mercado de câmbio brasileiro. Enquanto no mercado à vista atuam apenas os bancos autorizados pelo BC, cumprindo ordens de compra ou venda à vista de moeda estrangeira em nome próprio ou de terceiros clientes, no mercado futuro de câmbio seu caráter non-deliverable permite a todos os agentes participantes a movimentação livre de posições em moeda estrangeira.
Essa assimetria determinou ao longo do tempo uma hipertrofia do mercado futuro de câmbio no Brasil, o qual passou a ter papel preponderante na formação da taxa de câmbio do real, reforçado ainda por outras duas condicionantes combinadas, quais sejam: o elevado diferencial entre as taxas de juros interna e externa e o acesso ilimitado dos investidores estrangeiros às operações com derivativos cambiais. A esta operação especulativa de arbitragem do diferencial de taxas de juros e de câmbio dá-se o nome de carry trade, e, por causa de sua lucratividade relativa no Brasil, assumiu proporções gigantescas de dezenas de bilhões de dólares por dia!
Em resumo, sem que a grande maioria dos brasileiros se desse conta, o palco estava montado para a prática de um dos maiores crimes contra a economia brasileira, que foi a aguda e prolongada sobrevalorização cambial no Brasil, que aniquilou milhares de indústrias, milhões de empregos e fragilizou nossa economia. Sabemos, agora, que a valorização do real ocorreu não exclusivamente pela flutuação do mercado, mas, sim, de forma induzida pelo cartel de câmbio.
A especulação em qualquer mercado do mundo é benigna quando ela é bidirecional, na compra e na venda, e quando confere liquidez e anula a arbitragem de preços pela própria dinâmica do mercado. Neste caso do carry trade, o que observamos foi uma especulação maligna, pois era unidirecional, na qual quase todos os agentes privados estavam sempre na posição vendida de dólares e comprada de reais para prazos de 60 a 90 dias, e, na outra ponta, invariavelmente o Banco Central. Enquanto isso, a arbitragem de juros internos e externos permanecia fixa, tendo como base a taxa Selic, sempre nas alturas. Desta forma, o "suposto cartel" agiu impunemente por anos a fio valorizando o real a cada rolagem nos finais de mês, influenciando a fixação da taxa Ptax e, assim, ganhando um bônus cambial extra. Impressionante que as autoridades monetárias à época não tenham visto o elefante na sala. Por meio dos acordos de leniência assinados com o Cade, e assim como ocorreu nos Estados Unidos recentemente, em julgamento semelhante, aqui também deverão ser impostas bilionárias multas indenizatórias aos agentes envolvidos, 15 instituições financeiras e 30 pessoas físicas.
O cartel de câmbio está sendo finalmente desmascarado.
*Roberto Gianetti da Fonseca é empresário e economista, presidente da Kaduna Consultoria, ex-secretário executivo da Camex (2000-2002), é autor do livro ‘Memórias de um trader’ (Iob Thomson, 2002)“
Texto muito bem escrito , super didático. Parabéns
Concordo plenamente com a sugestão da estabilidade da moeda em relação ao ouro, também estimular a produção com tecnologia nacional em detrimento da especulação financeira. Mas é preciso delinear os caminhos.
Tenho uma duvida sobre o cambio. se o Brasil adotasse o padrão ouro, o real iria ter uma valorização maciça sobre as outras moedas, isso não iria estimular as importações de mercadorias tornando as exportações mais caras ?Vamos dizer,se o real passa-se a valer varias vezes mais do que o dolar.
Pelo jeito que as coisas andam no Brasil, penso que além de todo tipo de inseguranças de que sofremos neste país (jurídica, econômica, política, etc.), me parece interessante buscar algum tipo de “porto seguro” para as nossas suadas economias. Leandro Roque, sempre que fala em Câmbio, dá um show, ele também defende o Ouro como parâmetro para o Câmbio. Há vários artigos dele a respeito. Pena que o Leandro não costuma dar dicas sobre como nos protegermos da Inflação. Sendo que os artigos do Leandro sobre o tema são sempre insuperáveis!
Estou pensando em comprar Ouro físico mesmo como forma de Hedge contra a inflação. Tenho estudado sobre o tema, neste site: ouroedinheiro.com/
Mas ainda não sei se é melhor comprar ouro ou moedas estrangeiras, tipo Dólar ou Franco Suíço.
Mas, penso que alguma coisa temos que fazer para protegermos nosso poder de compra (do Real).
Leandro: Por favor, escreva um livro sobre investimentos. Garanto que serei o primeiro na fila de autógrafos!
Gostei muito do artigo!
Ok! Mas se fizermos a análise em US$, você vê o mesmo potencial para ambos ou ainda assim vê diferenças?
Leandro , o que aconteceria se o Banco Central ancorasse o Real ao Dólar em uma proporção de 1 para 1 e adotasse uma politica monetária restritiva ? Seria similar ao Currency Board ou pra cambio fixo funcionar tem que reduzir as ferramentas monetarias do Banco Central ?
E outra pergunta, já que o Dólar e o Real são moedas fiduciárias , mero papel emitido pelo Banco Central , o que faz o Dólar ser mais ” forte ” que o Real é a mera quantidade de papel circulando na economia ? Então , se o BC brasileiro diminui a oferta de moeda e ao mesmo tempo o Fed aumenta a oferta do Dólar , isso por si só já é o suficiente para a taxa de cambio mudar ?
Moeda fiduciária é tão difícil entender.Não é mais fácil lastrear em um recurso escasso , como ouro ou prata ?
Keynesiano é igual Marxista. Complica o que já é complexo.
Abraços !
Leandro, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo artigo muito bem redigido e explicativo. Gostaria de tirar algumas dúvidas (com você ou com os outros leitores) com relação ao poder de compra do salário mínimo e o poder de barganha do trabalhador assalariado:
1-Você mostra em seu artigo que a quantidade de ouro comprada com um salário mínimo diminuiu consideravelmente após 1999 e se manteve flutuante ao redor de aproximadamente 7 gramas de ouro/ salário mínimo até o fim da série histórica apresentada. Entretanto, vi alguns estudos apontando que o poder de compra do salário mínimo aumentou em termos de cestas básicas (fonte: http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html) e até mesmo em relação ao dólar neste período. Por que ocorre este fenômeno? A compra de cestas básicas é subsidiada? E em relação ao dólar?
2-Minha outra dúvida é um pouco mais digressiva em relação ao tópico abordado: Com a ausência de salários mínimos, qual a garantia que o trabalhador assalariado tem de que ele não será explorado por seu empregador? Ele teria que participar ativamente de um forte sindicato para possuir poder de barganha? E na ausência de um Estado assistencialista, como uma pessoa que vive em pobreza extrema pode ser inserida na economia, i.e., como um morador de rua, por exemplo, pode vir a ter educação, trabalho e moradia? Não seria necessária a intervenção do Estado para estes casos extremos, mesmo que este tipo de movimentação financeira gere inflação?
3-Agora essa minha dúvida é bem geral, mas aproveitarei o post para tirá-la: O que você e os membros do Instituto pensam acerca da intervenção do Estado no sentido de políticas para promover o bem-estar social (escolas, creches e hospitais públicos)? Li o artigo de vocês com relação à economia sueca (e um pouco da escandinava em geral), que sofreu um forte abalo após a década de 1970 quando a intervenção do Estado nas políticas de mercado travou o crescimento do país, voltando a estabilidade apenas quando o Estado se concentrou no bem estar social e o livre mercado foi retomado. Atualmente é tido como consenso que a vida nos países nórdicos é muito boa, pois as pessoas físicas, embora sejam altamente taxadas, usufruem de muitos benefícios fornecidos pelo Estado. Gostaria que comentasse estes fatores e como as coisas seriam sem a intervenção estatal: seriam melhores? Piores? Não há como se afirmar ainda?
Muitíssimo obrigado pela atenção e aguardo ansiosamente pelos esclarecimentos!
Leandro, você sabe me dizer por que essa alta do dólar até R$4,20 ainda não teve influência no IPCA e IGP-M, que estão a 2,54% e 3,17% respectivamente nos últimos 12 meses? Outra dúvida: A queda de juros força a expansão da base monetária, correto? Por que essa expansão também não teve ainda uma influência nesses dois índices que citei?