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Ser adulto significa resistir ao impulso estatizante

Recentemente, ao entrar em um restaurante, pedi para que o garçom me arrumasse uma mesa na seção de não-fumantes.  O garçom respondeu: “Sem problemas.  Por lei, todos os restaurantes agora proíbem o fumo.  Pode me acompanhar, por favor”.

Meu primeiro pensamento, enquanto me encaminhava para a mesa, foi o de alívio.  “Ótimo! Sem chance de sequer sentir o cheiro de cigarro.  Gosto assim!”

Mas aí, logo em seguida, fui tomado por um sentimento de vergonha.  Percebi que havia me quedado vítima exatamente do mesmo impulso estatizante que acomete os progressistas de hoje.  Por mais de 40 anos, sempre me vi como um apaixonado e inflexível defensor da sociedade livre.  E, no entanto, por alguns breves segundos, cá estava eu sentindo prazer em ver o governo solapando não apenas uma liberdade empreendedorial (o dono do estabelecimento estava proibido de sequer ter um ambiente separado para fumantes), como também a liberdade de adultos consensuais em um arranjo privado.

Esse incidente me afetou.  Por que escorreguei dessa maneira?  Por que meu primeiro instinto foi o de abandonar princípios sólidos, pelos quais lutei durante boa parte de minha vida, em troca de alguns minutos de conveniência? 

Pior ainda: se um indivíduo comprometido com a liberdade como eu foi tão facilmente seduzido para o mau caminho, como querer que os não-comprometidos não caiam em tentações similares ou ainda mais pavorosas?

De início, procurei uma forma de suavizar minha falha.  Pensei em todos os malefícios, tão propagados por médicos, do fumo passivo.  Talvez, quem sabe, não seja errado o governo proteger os não-fumantes caso haja alguém impondo uma danosa externalidade.  Porém, rapidamente percebi duas contradições: ninguém me obrigou a entrar naquele restaurante, e o restaurante não pertencia nem ao governo e nem a mim.

O fato inegável é que, em uma sociedade genuinamente livre, o proprietário de um estabelecimento privado que queira permitir que algumas pessoas fumem em seu estabelecimento tem tanto direito de permitir isso quanto eu tenho de não entrar no recinto dele e ir para outro lugar. 

Ninguém é obrigado a entrar em um restaurante cujo proprietário permita o fumo.  Ponto.  E nenhum indivíduo tem o direito de obrigar outro indivíduo a lhe fornecer um restaurante livre de fumaça de cigarro.  Isso não é um direito natural.

No que mais, conheço vários outros comportamentos arriscados que adultos praticam de maneira livre e voluntária, os quais eu jamais pediria que o governo banisse: paraquedismo e bungee jumping são apenas dois deles.  Aliás, estatísticas mostram que frequentar escolas públicas em periferias violentas também é uma prática extremamente arriscada — talvez mais arriscada do que ocasionalmente inalar a fumaça de cigarro de outra pessoa.

Veja como esse caminho é traiçoeiro.  Tão logo você aceita que seja correto o governo ditar quais atividades uma pessoa pode fazer, qual o limite?  Muitas pessoas lêem livros realmente nefastos.  Deveríamos então proibi-las disso?  Um progressista irá apoiar que o governo proíba livros de ideologia socialista com o intuito de proteger a mente das pessoas?

Aplicar e zelar por direitos de propriedade (tanto sobre seu corpo quanto sobre os bens físicos que você possui) produz regras comportamentais muito mais precisas e previsíveis para uma sociedade civilizada.  Em vez de decretar leis que coercivamente ajustem nosso comportamento à maneira que um burocrata do governo julgue ser a mais apropriada, não faria mais sentido definir direitos de propriedade e então impingi-los? 

Que se permita as interações pacíficas e voluntárias, e que se puna somente aquelas ações que agridam os direitos e a propriedade de terceiros.  Frequentar um restaurante sem cheiro de cigarro não é um direito.  Por outro lado, se o proprietário do estabelecimento determinou que ali não é permitido fumar, o fumante não pode fazê-lo.  Qual a dificuldade?

O problema é que, quanto mais as coisas se tornam “socializadas”, mais invasivo e intrusivo o estado irá necessariamente se tornar.  Por exemplo, se há um sistema de saúde estatal, no qual todo mundo paga pela saúde de todo mundo, então passa a existir um nefasto incentivo para que todo mundo regule e denuncie o comportamento de todo mundo.  Se estou pagando por sua saúde, não quero que você fume e nem que coma bobagens.  Agora, se é você quem está pagando com seu próprio dinheiro, então isso não é problema meu. 

Quanto mais as relações humanas se tornam pautadas por políticas estatais, mais as pessoas se tornam intrusivas, raivosas e ditatoriais.

O impulso estatizante é uma preferência pelo uso da força do estado para a consecução de um benefício — real ou imaginário, para si próprio ou para os outros — em detrimento de alternativas voluntárias e mais intelectualmente desafiadoras, como persuasão, educação ou liberdade de escolha.  Se as pessoas vissem as coisas nesses termos tão contrastantes, ou se elas percebessem que o apoio a intervenções governamentais é uma opção que aniquila as liberdades, o apoio a medidas coercivas para se solucionar questões comportamentais diminuiria bastante. 

O problema é que as pessoas frequentemente são incapazes de equiparar intervenção a força e coerção.  E é exatamente isso o que ocorre.  Veja, o governo não pediu que os restaurantes proibissem o fumo; ele simplesmente deu essa ordem e ameaçou com multas e até mesmo encarceramento quem descumprir seu mandado.

Já tentei essa argumentação com alguns amigos.  Exceto aqueles que já tinham propensões libertárias, eis algumas típicas reações e como elas foram expressas:

– Ilusão: “Não é bem uma ‘coerção’ se a maioria das pessoas aprova a medida.”

– Paternalismo: “Nesse caso, a coerção foi algo positivo, pois foi para o seu próprio bem.”

– Dependência: “Se o governo não fizer isso, quem fará?”

– Miopia: “Você está fazendo tempestade em copo d’água.  Como é que banir o cigarro em restaurantes pode representar uma ameaça às liberdades?  Mesmo que representasse, seria algo tão ínfimo que não incomoda.”

– Impaciência: “Não quero ter de esperar até que meu restaurante favorito decida voluntariamente banir o cigarro.”

– Ânsia de poder: “Restaurantes que não querem proibir fumantes devem ser obrigados a fazê-lo.”

– Alienação: “Não estou nem aí. Odeio cigarro e não quero nem pensar na hipótese de sentir seu cheiro, mesmo que o dono do restaurante crie uma seção isolada para fumantes.”

Se você pensar bem, cada um desses argumentos pode ser utilizado — e, de fato, eles sempre são utilizados — para justificar a imposição de intoleráveis limitações às liberdades do indivíduo.  Se há algo que já deveríamos ter aprendido com a história dos governos é que, sempre que você dá a mão, eles arrancam o braço; e fazem isso apelando aos instintos mais fracos da população.

O desafio é fazer as pessoas entenderem que a liberdade sempre é tolhida gradualmente, um pouco de cada vez; ela não é destruída repentinamente, de uma só vez.  E que lutar e resistir à destruição da liberdade em coisas pequenas é uma postura muito mais racional e sensata do que ceder e apenas desejar que batalhas maiores não serão travadas mais tarde.

Ilusão, paternalismo, dependência, miopia, impaciência, ânsia de poder e alienação: todas elas são razões por que as pessoas sucumbem a impulsos estatizantes.  Elas também são vestígios de um pensamento infantil.  Quando crianças ou adolescentes, nossa compreensão de como o mundo funciona é, na melhor das hipóteses, simplória.  Esperamos que adultos nos provenham e nos sustentem, e não ligamos muito para como eles irão fazer isso.  E queremos tudo para agora.

Somente nos tornarmos “adultos” quando aprendemos que há limites que restringem nosso comportamento; quando começamos a pensar no longo prazo e em todas as outras pessoas, e não apenas em nós mesmos e no aqui e agora; quando fazemos o máximo de esforço para nos tornarmos independentes na medida em que nossas capacidades mentais e físicas nos permitam; quando deixamos os outros em paz, a menos que eles nos ameacem; e quando pacientemente satisfazemos nossos desejos por meios pacíficos, e não recorrendo a porretes.

Nós nos tornamos “adultos” quando aceitamos a responsabilidade pessoal e respondemos por nossos próprios atos.  E voltamos a ser crianças quando transferimos nossas responsabilidades e nosso controle para terceiros, especialmente para o governo.

No entanto, apenas olhe ao seu redor e veja o nível do debate público e de todas as políticas recomendadas.  Não há limites para as demandas pela coerção do estado.  Todos exigem que o estado “faça algo”.  Tribute mais aquele sujeito porque ele é mais rico do que eu.  Subsidie a cultura. Imponha uma tarifa para que eu não sofra a concorrência de importados.  Dê mais dinheiro para essa indústria.  Pague por minha faculdade.  Pague por minha saúde.  Proíba a posse de armas.  Desaproprie aquele lugar e construa um hospital ali.  Facilite minha vida obrigando os outros a me sustentar.  Corrija esse problema para mim, e faça isso já.  Diga àquele cara que é dono do restaurante que ele está proibido de atender quem quer fumar.

A impressão é que nossa sociedade se tornou um imenso berçário repleto de bebês chorões que veem o estado como uma babá amorosa.  A vontade que tenho é a de gritar “cresçam!”

Sociedades prosperam e entram em decadência de acordo com a civilidade de seus cidadãos.  Quanto mais eles se respeitam e se associam voluntariamente, mais prósperos e seguros eles se tornam.  Quanto mais eles demandam força e coerção — legitimadas ou não –, mais dóceis e maleáveis eles se tornam nas mãos de demagogos e tiranos.

Portanto, resistir ao impulso estatizante não é algo trivial.  Resistir a esse impulso nada mais é do que a postura genuinamente adulta a ser tomada.

 

Este artigo foi originalmente publicado em 9 de dezembro de 2014.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

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182 comentários em “Ser adulto significa resistir ao impulso estatizante”

  1. O mundo já é socialista faz tempo, tudo que temos e podemos é concessão do estado. Nosso dinheiro e o quanto o estado permite que fiquemos com ele, o que a gente pode consumir e vender, se podemos ou não sair do país, se podemos ou não dirigir, e etc…

    Logo proibir o fumo em restaurantes não tem nada de estranho, simplesmente o estado revogou a permissão de fumar em estabelecimentos comerciais.

    Tudo é bem controlado pelos nossos queridos burocratas e políticos, e pacificamente aceita pela nossa população mimada e doutrinada.

  2. Um bom exemplo da falha da lei anti fumo é nas baladas. A balada na realidade sempre foi o local de pessoas com carater duvidoso ou para procurar mulher facil e de carater extremamente duvidoso,qualquer pessoa inteligente sabe disso.Tanto é que,coincidentemente,a maioria das pessoas que frequentam baladas fumam,bebem e procuram sexo facil,é só entrar em qualquer fumodromo para comprovar isso. O governo e a esquerda tem conseguido apenas relativisar isso e passar a imagem de balada ser algo moral,de pessoas corretas e comum;porem,nem mesmo com leis anti fumo e esquerdismo propagado pela midia tem conseguido mudar esse quadro. Estou só querendo ver o que ira acontecer agora depois dessa lei.

  3. “A balada na realidade sempre foi o local de pessoas com carater duvidoso”

    Tão detestável quanto a esquerda são os moralistas de direita.

    Pessoas vão a balada para se divertir, ninguém tem que julgar nada, é problema deles.

  4. O pior artigo que já li. A liberdade individual tem que respeitar a liberdade coletiva. E pensar assim, não é ser de esquerda, socialista ou comunista. É uma questão de respeito ao próximo.

  5. O Estatismo é o maior inimigo do homem, e ainda há pessoas que se ajoelham perante ele.
    Para mim, bastariam os 10 Mandamentos da Lei de Deus como lei suprema que estaria tudo certo. O que estivesse fora dessas 10 cláusulas de lei, seria permitido, e ponto final.

  6. kkkkkkkkkkkk esses esquerdistas.
    Assim como todo esquerdismo é ruim,toda balada é local de pessoas de carater duvidoso.
    Ou você por acaso se casaria com uma mulher frequentadora de baladas?
    A esquerda prega que é correto,porem,a pratica se mostra totalmente ao contrario.
    A esquerda prega a liberação sexual,porem existem leis especiais de generos criadas pela mesma.
    A esquerda prega lei proibindo o fumo,porem,nunca vi frequentador de balada deixar de ir a mesma por causa do cigarro.
    Nunca vi balada 100% livre do cigarro.
    Por que?
    Simples,a balada é frequentada por pessoas de carater duvidoso e coincidentemente por fumantes e por homens atras de sexo facil. Se a balada proibir 100% bo consumo de cigarro,ou dificultar a vida de fumante extremamente,perde clientes.
    Prova? A criação de fumodromos.
    Entenda como você quiser.

  7. Esqueci de comentar. Eu não estou pregando a proibição da balada ou do cigaro. Inclusive ja frequentei bem mais esses ambientes,e de vez em quando eu vou,apesar de eu preferir ir antigamente,pois na epoca o esquerdismo era muito menor e as pessoas sabiam o que iriam encontrar nesses ambientes. Inclusive na epoca era raro tanta Gente estúpida bebendo até vomitar, se drogando, mulheres se exibindo como putas num mercado de carne, playboyzinhos bombados com o ** cheio de anabolizante arrumando briga.
    Haa,bons tempos onde as pessoas tinham bom senso.

  8. Muito bom artigo. Convenhamos que o discurso paternalista é muito sedutor… se não parar para pensar um pouco mais profundamente uma questão, corre o risco de naturalmente ir por esse caminho. Talvez até pela doutrinação que já passamos durante anos, mas que que acontece é indiscutível.

  9. Rodrigo Silva Santos

    Boa tarde,
    Sou novo aqui no site (cerca de 2 meses) e nem mesmo li esse artigo ainda, estou com umas 10 abas do IMB abertas de diversos artigose e pretendo ler muita coisa pois curti muito tudo que é escrito por aqui.

    Postei aqui para tirar uma dúvida e peço ajuda do Leandro, Silvio ou qualquer outro que saiba me explicar: surgiu uma noticia nos ultimos anos que para cada R$ 1,00 do Bolsa Familia, o PIB cresce R$ 1,78. Como isso é possivel? qual a magica que eles fazem?

    PS: Já sei e li por aqui que o PIB é uma fantasia, até por que envolve gastos do Governo. Mas não sei como fazem nessa questão.

  10. Bem. O candidato derrotado a presidência do brasil prega o livre mercado. Mas… Tinha cargo público em brasilia e morava no rj. Com vinte e poucos anos tinha cargo de diretor em banco público e depois ganhou concessões de rádio. Aqui no parana o partido q ganhou o estado prega o neoliberalismo. Mas o filho deste governador antes de se formar em direito ja era secretario de esportes de curitiba. É muito facil escrever um texto destes e esquecer da realidade que pelo menos no brasil o livre mercado jamais vai funcuonar porque não temos uma elite politica que preza por produzir e crescer por esforços próprios

  11. Srs, é a primeira vez entro no site e pretendo me aprofundar para conhecer (diferente de doutrinar, pois me parece ser um ambiente adequado – tirando o amigo acima que não pega ninguém na balada… e acha um lugar de pessoas mau caráter – ou seriam elas SÓ diferentes dele? rsrs).

    Mas falando sério…

    Gostaria de fazer um contraponto ao texto apresentado com um elemento que me parece fora do escopo de análise e sobre o qual tenho bastante interesse: JUSTIÇA.

    O argumento de que os indivíduos se comportam como “bebês chorões” faz sentido para mim essencialmente quando falamos de liberdades individuais. Se a minha liberdade de escolha sobre algo que diz respeito a mim, física e mentalmente, vier a ser cerceada por um Estado/Sociedade com o único argumento de que este “sabe o que é melhor”, aí sim tem alguém querendo ser minha babá, e isso eu não aceito.

    Agora, do ponto de vista econômico, considerando as relações de mercado do Capitalismo Financeiro, não acho que seja tão simples alcançar tal equilíbrio com a isenção completa de um Estado-árbitro. E isso se dá ao fato de que o modelo erigido sobre o capital visa ao acúmulo e não ao bem comum, o que, na minha visão, se opõe ao brilhante penúltimo parágrafo que diz: “Quanto mais eles se respeitam e se associam voluntariamente, mais prósperos e seguros eles se tornam.” – ora, a prosperidade desta associação se dá para quem tem OPORTUNIDADES equivalentes, e isso não acontece naturalmente no atual modelo.

    A diferença de oportunidades se dá principalmente pelo fato de que quem detêm o capital, possui mais meios para participar dos sistemas de troca do que aqueles que não, ou os que tem menos. Com isso, e com o passar do tempo, nós temos uma evolução social INJUSTA pois, o fator determinante PRINCIPAL para o bem estar do indivíduo é algo que não necessariamente ele POSSUI. Não está essencialmente ao seu alcance.

    Vou dar um exemplo partindo da seguinte premissa e do meu julgamento sobre ela: Premissa:”Hoje 40% da renda mundial está concentrada em 1% da população”, isso é dado e fato notório, estamos caminhando pra um estágio semelhante ao final da Belle Époque… Minha CONCLUSÃO: “Se apenas 1% da população detêm 40% da renda, e esta ($$) é o meio para o indivíduo alcançar condições DIGNAS, quer dizer que muito provavelmente, em algum lugar, os restantes 99% não terão as mesmas OPORTUNIDADES que este 1%.”

    E daí dou meu exemplo. Vamos imaginar que uma criança vai nascer hoje. Essa criança vai nascer no Planeta Terra… Deixemos de lado, por um instante, as diferenças regionais e econômicas de taxas de natalidade e etc… Tendo em vista as premissas por mim apresentadas no parágrafo anterior: os srs acham que a CHANCE dessa criança nascer em uma família que possui os meios adequados ($$) para que ela cresça dignamente são muito maiores ou menores do que de nascer onde lhe FALTE DIGNIDADE HUMANA… Obviamente que para mim a resposta é que serão MENORES. E eis que lhes pergunto: ISSO É JUSTO?

    E ainda complemento……. É possível fazer diferente sem um Estado que garanta um MÍNIMO DE OPORTUNIDADES EQUIVALENTES?

  12. “Revisando a sua definição de conceitos então.”
    Não é minha definição, é como as coisas são, capital é capital, dinheiro é dinheiro, água é água e fogo é fogo.

    “O que você descreveu são BENS de capital aplicados como fatores de produção. Me refiro ao capital como meio de troca, o capital financeiro, dinheiro, gaita, grana, money, tutu. Aquilo que após a transformação das mercadorias, com o uso do trabalho, possibilita mais meios para novas trocas e novas aquisições. Ficou claro?”

    Sim descrevi o que é capital e você mistura capital com dinheiro e faz uma salada, não se faz troca com capital mas com dinheiro, você esta fazendo churrasco com água e lavando a churrasqueira com fogo.

    “Esse meio de troca que, quando acumulado indiscriminadamente, gera desigualdades de oportunidades, pois é através dele que os indivíduos se relacionam economicamente. E, conforme o meu exemplo, a injustiça se deve ao fato de que o acúmulo desproporcional faz com que os indivíduos sejam determinados quanto às suas possibilidades de desenvolvimento de acordo com um único fator: SORTE. Isso mesmo, pois cada vez mais, com a maior concentração do capital financeiro (ou da riqueza, chame como quiser, desde que seja o meio para obtenção de recursos e, principalmente, de OPORTUNIDADES), mais e mais indivíduos estarão expostos a uma probabilidade MENOR de terem acesso a condições dignas de vida.”

    Esse meio de troca chamado dinheiro, se é acumulado é porque recursos foram poupados, o que significa uma tendencia de queda nos preços, e esse meio de troca acumulado ou será investido por quem poupou ou emprestado para algum empreendedor, que ira transformar esse dinheiro em capital, que vai aumentar a produtividade, que vai baixar os preços e criar oportunidades diminuindo as desigualdades, a riqueza da população em geral vai aumentar.Quem impede que isso aconteça é o estado que retira poupança atraves de tributos e impede novos empreendimentos com regulamentações toscas, não é sorte, é deixar as pessoas livres para desenvolverem suas próprias vidas.

    “E isso não me parece ser culpa do Estado. É culpa do modelo acumulador indiscriminado e desmedido que, a meu ver, com a ausência do governo, só pode ser cada vez mais acentuado…”

    Esta respondido acima.

    “Sua lógica de justiça considera uma ofensa a intervenção do Estado pelo viés do “roubo”… E quanto ao roubo de oportunidade? O roubo decorrente do determinismo no nascimento? O roubo de possibilidade de se desenvolver que muitas vezes leva à morte? Isso não é roubo pra você?”

    Minha lógica de justiça parte do direito de propriedade, o estado brasileiro confisca quase 40% por ano do que aqui é produzido, isso é roubo sem aspas e sem vergonha na cara, nos seus exemplos não existe roubo nenhum, nenhum crime, apenas as coisas como elas são.

    “E, principalmente, isso É JUSTO PRA VOCÊ?”

    Se não há agressão a propriedade de ninguém é justo.

    “É uma questão fundamentalmente ÉTICA, meu caro.”

    A sua ética esta bem torta, para você é correto roubar, pra mim não.

    “Assumir que está correto alguém herdar de uma geração anterior uma possibilidade maior de oportunidade de vida não é valorizar o trabalho. É valorizar a hereditariedade. É quase uma eugenia. É dizer que aqueles com gens mais propícios tem mais direitos a melhores oportunidades que os outros.”

    Quer dizer que eu vou trabalhar a vida inteira para acumular um patrimônio para deixar uma vida melhor para meus filhos e familiares, e eles não tem direito a esse patrimônio? E voce quer que o estado confisque isso? Mesmo que a única participação dele foi me atrapalhar a vida inteira? E ele vai dar pra quem minha fortuna? Para terceiros que eu nem conheço? De onde vem esse privilégio de ficar com o suor dos outros?

    “Não é humano.”

    E é humano deixar nossas vidas a cargo dessa instituição maligna, que ao longo da historia matou incontáveis de milhões de pessoas? instituição em que seus integrantes só desejam poder? que não produz nada, não agrega valor a sociedade, apenas subtrai?

  13. “Se não há agressão a propriedade de ninguém é justo.”

    Obrigado por esclarecer e sintetizar tão bem, principalmente por ser honesto para expressar sua posição.

    Esse é o cerne da questão. Estando a “propriedade” no centro do seu modelo e da sua lógica tudo se justifica em virtude dela. Por isso que eu digo que é uma questão ÉTICA. Na sua prevalece essa abstração chamada PROPRIEDADE, sobreposta a outros valores humanos como FRATERNIDADE e IGUALDADE… É uma deturpação moral dos conceitos que construíram a sociedade ocidental. E é simplista demais, pois é um raciocínio linear. Exacerba-se a Liberdade em detrimento de outros valores de convívio humano…

    O que é PROPRIEDADE? Não é nada além de uma atribuição social à posse de bens. Se conheceres um pouco do Direito Moderno (o qual obviamente você dirá que é desnecessário por erigir-se no Estado), perceberá que o direito de propriedade, hoje, está intimamente relacionado à sua função social… Pois ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de sobrepor os seus interesses sobre os interesses da comunidade e da convivência. E fazer isso em prol do acúmulo egoísta, visando, como o Estado, o aumento de poder…

    O poder e a subjugação não são uma exclusividade do Estado. O Estado é o meio encontrado pela sociedade moderna no qual as pessoas, abrindo mão de parte de suas liberdades, equilibram suas forças para garantir o respeito às liberdades individuais, através da instituição de deveres mútuos. Na ausência completa deste temos a tendência a criar acumuladores, muito eficientes por sinal, não nego isso, porém, que gerarão um desequilíbrio INJUSTO.

    Sua lógica funciona do ponto de vista individual. Exclusivo. Em um modelo autocentrado.

    Exclui o conceito de sociedade.

    E esse é um princípio humano, senão estaríamos vivendo ainda na barbárie (que mesmo essa tinha sua ética interna e seu próprio Estado).

  14. Tenho uma dúvida, agradeceria se me ajudassem.
    Em uma sociedade livre, onde em teoria eu teria propriedade sobre meu corpo e teria todos os direitos sobre este e todas minhas outras propriedades, como funcionária a questão, por exemplo do cigarro, pois alguém fumando próximo a mim, seja no metro, ônibus, no emprego ou qualquer lugar estaria me prejudicando (violando minha liberdade), sem que eu possua meios para me “defender” adequadamente, mas não nos limitemos ao cigarro, poderiam ser poluição do ar gerada por empresas ao emitir gases que poderiam afetar minha saúde ou levar a alterações que prejudiquem minhas outras propriedades (efeito estufa?) ou mesmo sei lá que gerem poluentes que possam contaminar a água. Como eu realizaria a minha “defesa” nessas situações?

  15. Se observarmos as evidências, a maior classe de “bebês chorões”, ou seja, a classe que mais possui (e a que mais exige) Privilégios Especiais é a das MULHERES. No entanto, eu lamento por não não ver nem mesmo os libertários se importarem muito com esta questão. Será que não enxergam que o feminismo, esta máquina de expropriação dos recursos dos homens para as mulheres (e de punição dos homens), é a ideologia mais dominante do planeta?

    Para mim está claro que a maior pilastra do Estado chama-se Privilégios Especiais femininos, os quais feministas chamam de “direitos da mulher”. Os governos nem precisam mais usar hoje de ditadura, censura (a não ser alguns países de 3º mundo). Os governos descobriram que, para se perpetuarem no poder, basta usar um ginocentrismo agressivo (feminismo) e as massas vão apoiá-los, afinal, não há quase nenhuma objeção contundente a essa ideologia. De nenhuma corrente política.

    Já é triste ter que ver Esquerda e Direita endossando o feminismo. Não sei qual o motivo dos libertários também não criticarem. Talvez também tenham sido influcenciados por algo que existia muito antes do feminismo propriamente dito: o ginocentrismo. Enfim, não sei.

    Vejo gente com coragem para criticar governos, bolsas, cotas para negros, “direitos” dos gays, impostos de todos os tipos, etc., mas tocar nos privilégios femininos, isso nem direitista, nem esquerdista, nem mesmo os libertários costumamos ver fazer com freqüência.

    Alguns podem dizer que, ao combater o Estado de uma forma geral, já estão combatendo esses Privilégios Especiais das mulheres. Mas isso não me convenceria.

    A impressão que eu tenho é que, se todos os outros privilégios e intervenções fossem derrubados, os libertários, assim como os direitistas e esquerdistas, conviveriam normalmente com os inúmeros privilégios femininos.

  16. Olá, desculpe a demora estive sem acesso a internet estes últimos dias. Tentarei não me alongar nessa resposta pois é possível que nem seja lida por esse gap de tempo entre seu último comentário, mas vamos lá.

    Igualdade de oportunidades para mim é você proporcionar, de uma forma minimamente aceitável, que os indivíduos inseridos em uma sociedade tenham condições de acessar os meios para que possam ter uma vida minimamente digna.

    Bom minimamente aceitável e minimamente digno parece que estou totalmente perdido. Isso parece ser contrario ao que você diz posteriormente:

    a diferença de oportunidades se dá principalmente pelo fato de que quem detêm o capital (aqui gostaria de trocar capital por $$ pois parece ser essa sua definição) , possui mais meios para participar dos sistemas de troca do que aqueles que não, ou os que tem menos.

    Possuir mais meios contanto que os que possuem menos tenham o minimamente digno não deveria ser problema, mas parece que é justamente isso que você está atacando (alguns terem mais $$ que outros é um problema). Seria legal esclarecer melhor o que seria minimamente digno e então poderíamos partir disso.
    Podemos então argumentar, já que acredito que os que possuem menos $$ teriam uma vida mais digna e aceitável sem o estado e não com ele. Mas primeiro seria interessante saber qual ponto é o mais importante, que todos tenham o mais próximo possível de $$ ou que tenham uma vida mais “minimamente digna”?

    Se possível, já que acredita que o estado pode melhorar ou amenizar a situação, seria legal que colocasse alguns exemplos do que ele faz/pode fazer para isso, e porque ele faria isso de maneira melhor que a iniciativa privada (caridade por exemplo).

  17. Lembrei imediatamente deste artigo quando li esse texto:
    nerdgeekfeelings.com/2014/12/20/demolidor-filme-visionario/

    “Em 1993, Stallone protagonizou, junto com Wesley Snipes, aquele que viria a ser um dos melhores filmes de ação da década. Na trama, ele é um policial que foi congelado nos anos 90 e é reanimado em 2032, para caçar um bandido que também havia sido congelado e agora está solto.

    O filme é um dos últimos grandes filmes de ação, leve e divertido, que não se leva a sério, antes da computação gráfica e do politicamente correto tomarem conta de tudo. Mas o que torna este filme tão fabuloso, no entanto, é o quanto ele estava certo a respeito das suas previsões a respeito de como seria o futuro em 2032. Estamos em 2014, e quase todas estas coisas já são verdades.”

  18. Emerson Luis, um Psicologo

    Defender a liberdade não significa ser relativista.

    Podemos defender a liberdade de quem faz X (desde que respeite os direitos dos demais e arque com os custos e consequências) e ao mesmo tempo dissuadir outros de fazer X.

    * * *

  19. Querido anônimo, fã da xuxa…

    Ou você carece de habilidades de interpretacao de texto ou simplesmente sofreu o chamado “backfire effect”: dadas evidências contra suas crencas, pessoas normalmente irao rejeitar as evidências e manter suas posicoes prévias ainda mais fortemente.

    Acredito que seja o segundo caso, e entendo que seja difícil aceitar evidências em contrário, dada a contínua e constante propaganda a favor de PI.

    Mas bem, acredito que tenha lido o artigo completo. Prestou atencao nesta parte?

    No entanto, aqueles mais preocupados com a liberdade, com a verdade e com direitos não deveriam tomar como dado o uso institucionalizado da força para aplicar direitos sobre PI. Pelo contrario, deveríamos reafirmar a primazia dos direitos individuais sobre nossos corpos e recursos escassos apropriados.

    Seria estranho um artigo de título “Contra a Propriedade Intelectual” afirmar que “não tem como o capitalismo funcionar assim [sem PI].” Nao? Sugiro a releitura do artigo levando isto em consideracao.

    No caso do problema nao ser o backfire effect, mas o primeiro, vou escrever o meu ponto de vista um pouco menos ignorante que o seu.

    “Suponha que algum Lachmaniano[15] mude o nome de sua decadente cadeia de hambúrgueres de Lachmann Burgers para Rothbard Burgers, que já é o nome de outra cadeia de hambúrguer. Eu, como consumidor, estou ávido por um Rothbard Burguer. Eu vejo uma das filiais falsas do Rothbard Burgers sendo operadas pelo furtivo Lachmaniano e compro um hambúrguer. Sob as leis atuais, Rothbard, o “dono” da marca registrada “Rothbard Burgers”, pode impedir o Lachmaniano de usar a marca Rothbard Burgers para vender hambúrgueres porque ela é “confusamente similar” à sua própria marca. Isto é, ela possivelmente irá enganar consumidores quanto à verdadeira fonte dos bens comprados. A lei, então, dá um direito ao detentor da marca contra o infrator.

    No meu ponto de vista, são os direitos dos consumidores que são violados, e não os do dono da marca. No exemplo anterior, eu (o consumidor) pensei que estava comprando um Rothbard Burger, mas em vez consegui um inferior Lachmann Burger com seu estranho molho calêidico. Eu deveria ter o direito de processar o Lachmaniano por fraude e quebra de contrato (para não mencionar imposição intencional de distúrbios emocionais e má representação de verdades praxeológicas).”

    Entendeu?

    Ora, se eu compro um carro e me entregam uma bicicleta, devemos concordar que eu fui lesado e tenho todo o direito de processar o vendedor. Ou posso preferir nao processá-lo e manter a bicicleta.

    Da mesma forma, se compro algo da Apple e me entregam um xing-ling, eu tenho todo o direito de processar o vendedor. Note que também existe a possibilidade de eu gostar tanto do xing-ling que vou preferir mantê-lo.

    O que o artigo diz é que esta é a minha decisao. Em nenhum momento a fábrica de bicicletas ou o fabricante de xing-lings violaram os direitos dos seus concorrentes já que, segundo o próprio artigo,

    “… um sistema de direitos de propriedade sobre "objetos ideais" necessariamente requer violação de direitos à propriedade de outros indivíduos, como, por exemplo, usar sua própria propriedade tangível como bem entender. [1] Tal sistema requer uma nova regra de apropriação que subverta a regra do primeiro ocupante. PI, ao menos na forma de patentes e direitos autorais, não pode ser justificada.”

    Pois bem, está esclarecido que em momento nenhum o artigo diz que [i]”não tem como o capitalismo funcionar assim [sem PI]”.

    Anônimo, gostaria de propor um desafio. Finja, por um instante, que nao exista PI e você seja executivo da Apple. Finja também que você quer “protejer seus clientes” de comprarem produtos falsificados. O que você faria? Seja criativo! Vamos lá, se eu consigo imaginar pelo menos uma maneira do capitalismo funcionar assim, você também consegue.

    Nao vale responder que faria lobby para criarem leis de PI… =P

    Queria mandar um beijo pro meu pai, pra minha mae e especialmente pra você, anônimo.

  20. “A impressão é que nossa sociedade se tornou um imenso berçário repleto de bebês chorões que veem o estado como uma babá amorosa.”
    Texto sensacional!

  21. O exemplo foi ruim pois o ato de fumar é um desrespeito a liberdade do próximo, é uma agressão ao próximo, na realidade. Emitir fumaça em um ambiente onde outras pessoas estão confinadas é uma agressão a essas pessoas. Um dos poucos papéis que o estado deveria exercer seria o de garantir as liberdades (E nesse caso a liberdade de alguem fumar não deve sobrepor a liberdade dos que estão ao seu redor – dos que não desejam inalar os resíduos maléficos do cigarro). Claro que o governo fez de forma errada, como sempre, deveria permitir aos restaurantes criar espaços isolados e próprios para quem quiser fumar.

  22. Márcio Petrocelli Paixão

    Tudo o que sei a esse respeito é que rumamos para um modo absurdo de viver neste mundo. Certo dia um amigo me repreendeu severamente após eu haver dito que aprecio fumar cachimbo enquanto escrevo, coisa muito natural e habitual em homens eminentes, muitas vezes admirados até mesmo pelos moralistas – se a expressão for oportuna – ou pelos politicamente corretos. Por outro lado, todos buscam a todo custo formas de vida ligadas ao prazer, desde que a sua saúde seja preservada. Quer dizer, não querem pagar preço algum pela insistência numa vida hedonística, e eis a razão pela qual nós, que não aceitamos tutelas com tanta facilidade, arcamos com todo o ônus de uma sociedade com manias de pureza. Para quem não quer uma vida “promíscua”, sentir cheiro de cigarro ou ouvir música ruim pelas ruas etc, tem diante de si a opção de renunciar a tudo e tornar-se monge. Mas isso privaria os nossos candidatos a “novos tipos humanos” dos seus prazeres. É “carne” de soja, cerveja sem álcool, café sem cafeína, cigarro sem fumaça e um monte de outras aberrações que nada mais revelam (eis uma expressão que certa vez ouvi) que um “hedonismo envergonhado”. Por que digo tudo isso? É precisamente o recurso ao intervencionismo do Estado que deveria, para os hedonistas envergonhados, reprimir os hedonistas assumidos ou, caso se queira ir além do tema do prazer, reprimir todos aqueles que apreciam ser independentes e assumem o que são, sem subterfúgios ou truques para reduzir os riscos de uma vida livre. Toda expressão genuína da libertade envolve riscos que os “bebês chorões” não estão dispostos a correr. É sobre isso – que certamente constitui uma fraqueza humana que pode ser minimizada por uma boa educação ou (ai de nós) estimulada ao extremo – que mingua ou cresce esse monstro chamado Estado.

  23. Não concordo com a liberdade para prejudicar aos outros.
    Os fumantes podem seguir fumando, na rua ou na sua casa; o que não podem e prejudicar a saúde dos que decidimos não fumar.
    Além do mais os trabalhadores de bares e restaurantes têm direito a trabalhar em um ambiente saudável sem correr risco de ter um cancro de pulmão como lhe aconteceu a um tio meu proprietário de um bar.

  24. Cabe os proprietários dos estabelecimentos decidir se permitem ou não o fumo. Antes da lei anti-fumo, já haviam estabelecimentos que proibiam o fumo. Por exemplo, em 1994, antes das leis, o McDonald’s proibiu o fumo em todas as lanchonetes nos EUA. Então, se cara quer ir trabalhar num ambiente sem fumaça, então que fosse trabalhar nestes estabelecimentos…

    E essa tolice de “fumo passivo” já foi refutada há muito tempo. Serve apenas para assustar noveleiro.

  25. Bom dia!
    Primeiramente quero expressar minha gratidão ao IMB e confessar que meu posicionamento em relação a política, economia, sociedade, etc mudou bastante neste 1 ano que sou leitor voraz das ideias da Escola Austríaca/libertária.
    Fico somente com uma pulga atrás da orelha em como seria o mundo caso seus conceitos fossem implantados na íntegra… digo isso após ler bastante Bukowski, Schopenhauer, etc, ou seja, tendo consciência que a grande maioria das pessoas são mais ignorantes, burras e infantis do que transparecem, portanto receando o que ocorreria se um dia tivermos um maior nível de liberdade.
    Essa minha suspeita é “vazia”, ou seja, é apenas um feeling, portanto agradeço se alguém tiver uma visão mais ampla e puder me auxiliar a enxergar exemplos práticos que o corroborem ou contestem.
    Abç,
    André

  26. Observador,
    Como não vivi muitos anos nessa época, perguntei (e aguardo resposta) para meu pai e tios que viajavam pelo país se realmente não existiam restaurantes que vetavam o fumo em suas dependências, mas a dúvida que me surgiu é se a legislação não só permitia como impedia que seus donos proibissem alguém de fumar.

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