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Vouchers escolares: o caminho mais “eficiente” para a socialização da educação

A
direita, vários liberais e até mesmo alguns libertários gostam de defender a
adoção de vouchers educacionais como uma alternativa para as escolas públicas.

Para
quem ainda não está familiarizado com o termo, um voucher escolar nada mais é
do que um certificado de financiamento emitido pelo governo e entregue para os
pais de uma criança em idade escolar.  Em
posse desse voucher, os pais podem então colocar a criança na escola privada
que quiserem, sendo a mensalidade paga por este voucher — ou seja, paga pelos
pagadores de impostos.

O
argumento é o de que a adoção de um sistema universal de vouchers, os quais
estariam disponíveis para todos os pais e que poderiam ser utilizados em toda e
qualquer escola privada (religiosa ou não-religiosa, com ou sem fins
lucrativos), estimularia a concorrência entre as escolas, as quais estariam
agora à procura de mais alunos, independentemente da renda de seus pais. 

No
que mais, prossegue o argumento, haveria também um aprimoramento da indústria
educacional privada, a qual se tornaria poderosa o bastante para contrabalançar
a maléfica influência das escolas públicas, sua burocracia e, principalmente,
seus sindicatos de professores, um dos mais poderosos grupos de interesse
esquerdista de qualquer país. 

O
grande problema é que, não apenas esse argumento não se sustenta, como ele na
realidade é um delírio completo. 

As
escolas que aceitarem entrar nesse programa de vouchers irão facilmente se
tornar uma província dos reguladores e dos burocratas do governo, os quais
agora estarão no controle do dinheiro da mensalidade.  Se os burocratas controlam o dinheiro, então
eles têm o poder de determinar como cada escola deverá agir.  E as escolas, ansiosas por esse dinheiro,
irão aquiescer tranquilamente.

Para
piorar, o dinheiro que financia os vouchers continua sendo confiscado dos
pagadores de impostos, os quais já são espoliados para bancar as escolas
públicas. 

Ou
seja, em vez de reduzirem, os vouchers aumentam o envolvimento do governo na
educação.

Mas
as coisas pioram.  No final da década de
1990, o estado da Flórida adotou o programa de voucher, mas especificou que
apenas os piores alunos das piores escolas públicas poderiam utilizá-lo.  As crianças com bons ou até mesmo razoáveis
históricos escolares não eram elegíveis para o programa.  Consequência: houve uma fragorosa queda na
qualidade do ensino dessas escolas privadas, que agora tinham de lidar com
alunos bem mais atrasados em termos de aprendizado.

[No
Brasil, temos algo semelhante aos vouchers, só que em nível universitário: o
ProUni.  Os resultados foram o encarecimento das mensalidades e a piora
da educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois
agora elas não mais precisam competir por novos alunos; o governo já garante a
receita. O lucro é garantido, mesmo que os serviços prestados estejam em queda
livre.]

Na
melhor das hipóteses, os vouchers são uma tentativa cara e perigosa de
reinventar o conceito de escola pública, uma tentativa fadada ao fracasso.  Na pior das hipóteses, vouchers são uma
tentativa de forçar as escolas privadas a funcionar exatamente como as escolas
públicas. 

Apenas
imagine toda a burocracia e todas as regulamentações que seriam impostas sobre
as escolas privadas em troca desse enorme subsídio que elas agora receberiam do
governo?  Com o governo estando
efetivamente no controle das escolas privadas, elas rapidamente passariam a
funcionar como escolas públicas.

E
isso não é uma mera questão de previsão ou de opinião.  A própria esquerda admite isso e torce para
que isso aconteça.  Veja, por exemplo, esse
artigo
escrito por um famoso
colunista progressista em defesa dos vouchers. 
O articulista repreende aquela parcela da esquerda que ainda não apoia
os vouchers e que não é iluminada o bastante para perceber suas intrínsecas
vantagens.  Segundo o articulista, os
vouchers aumentam os gastos estatais com educação, privilegiam os pobres, e
submetem escolas privadas ao controle do estado.  De uma perspectiva socialista, pergunta ele,
o que há de errado com esse arranjo?  Boa
pergunta, realmente.

Não
é de se estranhar, portanto, que, nos últimos anos, a esquerda em geral tenha
se tornado bastante receptiva aos vouchers e a outros programas de financiamento público de instituições educacionais privadas.  Ambos são um gigantesco programa estatal que, em vez de reduzir,
aumenta o papel do estado na educação, e que irá transformar qualquer
instituição privada que os aceite em uma cópia carbono das escolas
públicas.

O
problema da educação não pode ser solucionado por paliativos, e nem muito menos
por programas que transformem escolas privadas em escolas públicas.  Enquanto houver dinheiro de impostos
envolvido no esquema, o governo sempre estará no controle do espetáculo —
coisa que, aliás, os artistas que vivem de subsídios estatais já entenderem há
muito tempo. 

Mas não seria ao menos uma medida na
direção certa?

No
entanto, considerando-se o atual estado das coisas, e a atual situação
calamitosa das escolas públicas, os vouchers não seriam ao menos uma medida na
direção correta?  Eles não seriam melhor
do que não fazer nada?

Ao
contrário: os vouchers piorarão as
coisas.  Em vez de aumentar as
oportunidades educacionais, os vouchers irão aumentar os tentáculos do governo
sobre a educação, aumentar os custos da educação, aumentar a dependência das
pessoas em relação ao estado, e aumentar o poder geral do estado.

Dado
que o estado sempre acaba controlando aquilo que ele subsidia, as escolas
privadas que aceitarem os vouchers estarão sujeitas a todos os tipos de
regulamentação estatal.  Dado o histórico
do estado, é inconcebível que ele opere de outra maneira.  As escolas privadas passarão a prestar contas
ao estado, e não mais aos pais.

Vouchers,
assim como a fajuta “privatização” da Previdência Social — a qual obriga os
trabalhadores a continuarem dando seu suado dinheiro para um esquema
fraudulento, com a única diferença que tal esquema agora será gerido por
empresas privadas –, são apenas mais uma tentativa de alcançar resultados de mercado
utilizando meios socialistas.  Isso,
aliás, é o inverso do antigo hábito social democrata, em que o objetivo era
alcançar o socialismo utilizando meios de mercado. 

No
entanto, como todo e qualquer esquema de economia mista, seja o estatismo
aplicado aos meios ou aos fins, o resultado será ruim para as finanças
públicas, ruim para a produtividade da economia, e ruim para a liberdade.

Conclusão

O
verdadeiro desafio é entender por que conservadores, libertários e ativistas
religiosos defendem esse esquema de vouchers para a educação.  Talvez eles passaram a acreditar em toda
aquela retórica neoconservadora sobre desigualdade educacional, sobre a aflição
dos pobres que não conseguem pagar escolas de luxo, e sobre os injustos
privilégios usufruídos por aqueles que podem pagar por escolas boas.

Observe
que tal retórica implica que a culpa é toda das escolas boas, que são muito
caras, e não dos próprios pais que não conseguem fornecer educação para seus
filhos, uma das obrigações inerentes à paternidade. 

A
solução?  Traçar uma linha estrita e
inflexível separando educação e estado, jamais permitindo que as finanças de
ambos se misturem.

O
próprio Ludwig von Mises
havia previsto
, ainda na década de 1920, que o envolvimento do estado na
educação não daria coisa boa: “Existe, com efeito, apenas uma solução: o
estado, o governo e as leis não devem, de maneira nenhuma, se envolver com a
escola e com a educação.  A criação e a instrução dos jovens devem
ser inteiramente deixadas a cargo dos pais e de instituições e associações
privadas.”

Se
há algum futuro para a educação, não será por meio de mais gastos e programas
estatais; não será por meio de mais controle e centralização do estado.  Isso é apenas mais do mesmo.  Imaginar que burocratas — os quais nem
sequer se educaram a si próprios — têm a solução para a educação de todo um
país é a própria definição da insanidade.

O
futuro da educação está no aumento do envolvimento dos pais; está no
envolvimento das famílias; está no homeschooling; está no uso gratuito da
internet; está em nível local, e não em nível federal; está nos gastos
privados, e não no esbanjamento do dinheiro de impostos; está no esforço
individual, e não em professores sindicalizados.  Cada um tem de correr atrás da própria educação
em vez de esperar que ela lhe seja entregue mastigada por um burocrata.

O
ideal é o envolvimento zero do governo. 
Por que os defensores da liberdade têm de ser frequentemente relembrados
disso?

_________________________________________

Sugestão
de artigos que mostram soluções para a educação:

A obrigatoriedade do diploma
– ou, por que a liberdade assusta tanto?
 

A educação livre

Educação e liberdade:
apontamentos para uma prática pedagógica não coercitiva
 

O Homeschooling nos EUA (e
no Brasil)
 

Melhorando os sistemas de
saúde e educação em três passos (Concurso IMB)
 

A educação como mercadoria 

Educação Pública – Um
fetiche socialista 

Educação e liberdade

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150 comentários em “Vouchers escolares: o caminho mais “eficiente” para a socialização da educação”

  1. “[No Brasil, temos algo semelhante aos vouchers, só que em nível universitário: o ProUni. Os resultados foram o encarecimento das mensalidades e a piora da educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais precisam competir por novos alunos; o governo já garante a receita. O lucro é garantido, mesmo que os serviços prestados estejam em queda livre.]”

    Sempre percebi que as universidade privadas vem caindo de qualidade.
    Conheço pessoa bem lerdas que se formaram com esse financiamento do governo.
    Agora está explicado.

    Mas prevalece a minha hipótese de que no Brasil as universidade públicas são, aparentemente,
    melhores do que as privadas, apenas por que as vagas são escassas e portanto só os que passam
    no vestibular, selecionados, entram lá.

    E estou ciente de que com a chegada do sistema de cotas a qualidade tenderá ao degringolamento total.

  2. Primeiro texto que discordo:

    “No Brasil, temos algo semelhante aos vouchers, só que em nível universitário: o ProUni. … a piora da educação das universidades “

    Não é bem assim, obvio que o nível cai, o nível esta caindo não por que os alunos bons estão ficando ruins ou por que os professores estão piores, está caindo por que há alunos com defasagem de estudos dentro da escola mas só por causa disso vai deixar as pessoas sem estudar e mantem seu nível de pobreza. Tenho um amigo que estudou em escola pública a vida inteira, não tem dinheiro e agora está estudando engenharia graças ao PROUNI.

    “dos próprios pais que não conseguem fornecer educação para seus filhos”

    Ok, o pai pode não ter dinheiro para financiar o estudos do filhos, por “n” razões, mas ai o filho vai ficar sem estudar? ele não tem culpa nenhuma, eu não me importo de pagar impostos para que outros estudem.

    “vouchers não seriam ao menos uma medida na direção correta?”

    Voucher sim são uma melhor medida, escolas públicas são caras e ineficiente, ao invés de bancar elas é melhor permitir a concorrência das escolas particulares, o nível no agregado vai cair, mas e idai? isso não impactará nos estudos dos outros, nem no nível dos professores.

    A questão é ser prático e racional, abolir o financiamento público a educação é algo impossível hoje, então faça o meio mais eficiente, e esse artigo foi incapaz de mostrar que os voucher não são.

  3. Muito interessante esse ponto de vista, sempre pensei nessa questão de vouchers de forma superficial. Acreditava que um estado pouco atuante, fornecendo apenas um subsídio fixo para famílias mais pobres e a privatização de todo sistema de educação traria bons frutos. Mas talvez realmente seja ingenuidade acreditar que esse sistema seria assim e não o estado crescendo até assumir todo controle por meio de regulamentações e etc…

  4. Os países asiáticos que se desenvolveram muito nas ultimas décadas não seriam um exemplo de investimento estatal em educação que funcionou?

    Tem algum artigo neste site que trata especificamente da educação nesses países asiáticos?

  5. Hum, interessante… Eu sempre pensei no sistema de voucher como uma coisa positiva.

    Este artigo, por si só, não me fez mudar de ideia (a parte onde ele fala que a situação iria piorar ficou meio vaga, sem argumentos muito concretos).

    Mas serviu para indicar que este é um tema sobre o qual devo fazer uma reflexão mais profunda. Analisar os efeitos observados nos casos em que vouchers (ou coisa parecida) foram aplicados será esclarecedor.

  6. Os vouchers ou qualquer outro programa com as mesmas bases poderiam dar certo. Só é necessário um limite bem definido de quantos alunos poderiam ingressar utilizando este sistema.

    Se um limite entre 10%-20% for estabelecido para os vouchers, a maior parte da receita da instituição permanece sendo de alunos “pagantes”, ou seja, as escolas continuariam dependentes da sua própria qualidade e desempenho para atrair estudantes pagantes.

    Somado à isso, avaliações de desempenho com provas semestrais ou anuais para TODOS alunos poderiam ser utilizadas como critério para tornar as instituições educacionais elegíveis ao programa público.

    Assim as duas pontas estariam costuradas. Existiria o interesse em manter a qualidade e performance dos alunos de um modo geral para atrair “pagantes” e ao mesmo tempo, continuarem aptas à receber alunos oriundos de programas públicos.

  7. Discordo da parte do Prouni. Ao menos que as coisas tenham mudado radicalmente de 2009 para cá, quando consegui minha bolsa, elas eram muito disputadas. Logicamente, só conseguiram as bolsas os melhores colocados no ENEM. Então não entendo como pode-se comparar com os vouchers, sendo que você precisa estudar e se dedicar para consegui-los.

    Na época, o ENEM ia de 0 a 100, e precisei tirar 80 pra conseguir uma das 3 bolsas integrais, sendo que meu curso ainda não era dos mais concorridos na época.

  8. Me parece que a crítica se dirige ao caso chileno de uso de vouchers e do esquema da previdência privada. Não possuo elementos para expor aqui, mas faltou o autor explicitar se no caso do Chile deu certo ou não. A única coisa que sei é que o Chile tem um desempenho melhor que o Brasil no PISA, mas não é também uma classificação muito superior.
    Concordo muito com a questão do envolvimento da família na educação. A meu ver essa responsabilidade é dela. Seria um grande ganho se o nosso país tirasse de ilegalidade o homeschooling. A escola obrigatória e toda estatizada também é uma forma de trazer o desempenho para baixo. Educação é um processo voluntário, ou seja, depende também daquele que estuda. Assim, nem o estado nem a instituição privada ‘dão’ educação, mas instrução, e apontam para o processo educacional. Mas depende do indivíduo para que a educação ocorra.

  9. “No Brasil, temos algo semelhante aos vouchers, só que em nível universitário: o ProUni. Os resultados foram o encarecimento das mensalidades e a piora da educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais precisam competir por novos alunos; o governo já garante a receita. O lucro é garantido, mesmo que os serviços prestados estejam em queda livre”

    Tenho minhas dúvidas quanto a esse ponto.

    Primeiro que o PROUNI deixa as empresas isentas de impostos em troca de 10% da base de estudantes sendo subsiada por bolsas integrais e parciais.

    O mais parecido com o voucher seria o FIES, que por sua vez é um financiamento público ultra-subsidiado (pagamento em 3x tempo da formatura + 6 meses e juros de 3%AA).

    O resultado da isenção dos impostos e do financiamento foi que o mercado financeiro (private equities) entrou em peso na educação superior (Kroton, Anhanguera, Estacio, Anima e Ser) além de outros players nacionais e internacionais de capital fechado

    E trouxe junto consigo as práticas empresariais modernas: metas, índices, indicadores de qualidade, bônus de remuneração para melhores professores, stock options e coisas assim.

    A essência da estratégia dessas empresas é uma: “escala”.

    Consegue cobrar barato e diluir custos de maneira agressiva (os custos de alugueis e professores já é dado, logo, o custo marginal da entrada de um novo aluno na estrutura do negócio é baixa).

    E eles conseguiram isso. Principalmente por que o custo de uma mensalidade de universidade privada é 3 vezes menos que custo para o estado de um estudante de ensino superior da rede pública.

    O material didático por exemplo, é negociado diretamente com os autores. O cara chega e fala “opa Chianevato, quero comprar 50.000 livros seus”, resultado é que ele cobra uma merreca por livro. E muitos por suas vez vem em formato PDF – aumenta a o acesso, os custos e etc. Voce compra um “kit” de grandes autores.

    O ponto é: nadando nessas benesses estatais, os executivos sabem que a qualidade dos cursos oferecidos é praticamente o principal ponto a ser abordado pela burocracia do MEC. Atingir indicadores minimos de qualidade é a essência do acesso a esses programas.

    O mínimo para se ter acesso a esses programas é atingir os indices minimos de qualidade, que por sua vez só não são melhores alcançados devido a propria qualidade do aluno que lá está (“adult workers”, pessoas de 25 até 64 anos).

    Tenho criticas ao modelo (tendencia de oligopolização do setor, financiamento ocasionando inelasticidade na demanda – fazendo com que os ofertantes ajustem preços acima da inflaçao, ect)

    Mas o atual modelo é melhor que o antigo, onde o estado garantia ensino “gratuito e de qualidade” nos desde o inicio até o ensino superior. O resultado está ai.

  10. “Meu caro, até o Suriname é melhor que o Brasil.”.

    Verdade, ser melhor que o Brasil não é mérito algum.

    Sempre que alguém diz que determinado país é melhor que o Brasil em alguma coisa eu me lembro do Chapolin:

    “Mais rápido que uma tartaruga, mais forte que um rato, mais inteligente que um asno.”.

    Ser melhor que o Brasil não significa NADA.
    Estar entre os primeiro sim, pode significar alguma coisa.

  11. ”Observe que tal retórica implica que a culpa é toda das escolas boas, que são muito caras, e não dos próprios pais que não conseguem fornecer educação para seus filhos, uma das obrigações inerentes à paternidade. ”

    É justamente isso que ocorre no Brasil. As pessoas esquecem que a responsabilidade é dos pais e não das outras pessoas, não do Estado.

  12. Apesar de minhas constantes discordâncias com o Rockwell, concordamos quanto a este ponto; ambos estamos cientes do mal criado por esta medida pseudo liberal. Entretanto, diferentemente dele, vejo apenas esta SOLUÇÃO inquestionável:

    Ensino público integral de 9 ou 10 horas por dia, incluindo aos sábados, para um total de 60 horas da criança nas escolas, distantes da doutrinação reacionária familiar, do consumismo estrutural e das amarras sociais impostas por uma cultura brutal, fascista e ultra-conservadora como é a da nazista sociedade brasileira.

    – O ensino deve ser plenamente Obrigatório, com bolsa família e multa para incentivar as famílias a deixarem seus filhos por 10 horas sob a custódia do estado; onde estarão livres da doutrinação capitalista imposta pela mídia graças à presença educacional.

    15% do PIB à educação, flexibilização de currículos de acordo com agenda sindical e autonomia absoluta do professor para a execução de atividades sociais. Em outras palavras, deve haver liberdade pedagógica absoluta; desde que tal liberdade seja usada para fins de interesse democrático, público e social – como ativismo político.

    Incentivo financeiro às instituições de maior histórico grevista e de piores resultados. É mister que sejam promovidas instituições como a USP, que diferentemente dos setores privados (movidos pela doentia fome pelo lucro), passam mais de 3 meses de fér… –Greve e recebem merecida justiça financeira e melhores condições de trabalho por seus serviços arduamente prestados, incentivando-as a repetir suas atividades sindicais.

    Provas nacionais de fim de ano a englobar todas as ciências humanas. É mister que advenham acompanhadas de uma redação a forçar o aluno a elaborar uma intervenção estatal para a criação de um problema que será descrito por uma múltipla coleção de inúmeras visões e ideologias de toda a parte da esquerda através de textos de apoio. Assim, treinamos a capacidade do aluno em um esquema de solução de problemas superior ao matemático.

    Utópico. É um belo sonho de liberdade e justiça, porém.

  13. Penso que o sistema de voucher deveria ser algo provisório, transicional para um sistema de livre mercado de serviços educacionais.

    Entendo que a maneira de tornar o voucher educacional mais efetivo em relação ao exposto pelo autor seria realizar uma reforma educacional onde fosse conferida autonomia administrativa e pedagógica às escolas públicas, onde a trindade pais-professores-administração possam sim escolher o caminho educacional das crianças sob suas responsabilidade.

    Após esta reforma, ai sim haveria a implementação do sistema de voucher. Todo as crianças, adolescentes e jovens em idade escolar (critérios à definir) receberiam o voucher. As escolas públicas, sendo remuneradas pelo número de alunos matriculados passariam a ter um vislumbre do que é atuar em um mercado mais desregulamentado, concorrendo com as privadas em um nível mais realista (estou falando das escolas privadas mais simples, obviamente).

    Os pais que teriam a possibilidade de matricular os filhos em uma escola pública (ou privada, o qual exigiria um incremento do valor do voucher) de melhor qualidade, isto contrabalançaria as escolas que ao invés de se tornarem um depósito de alunos, teriam de investir em qualidade. Pode até ser que as escolas públicas melhores também passassem a demandar um incremento de mensalidade, mas por se tratarem possivelmente de associações onde os pais tem voz, isto seria negociado.

    A pura e simples abolição da educação pública em uma única tacada é irreal. A implementação de uma educação privada de maneira gradual é o caminho. Coloque-se no lugar dos pais de uma aluno de escola pública que não tem condições de pagar mensalidades e veria seus filhos sem possibilidade de frequentar escola de uma hora para outra. Nenhum governo, instituição, movimento ou órgão teria sucesso nisso…

  14. Eu discordo. Somente quem já tentou entrar numa faculdade paga sabe como é. Eu apostaria numa fiscalização da qualidade de ensino. Claro, os que tiverem melhor condição intelectual passem nas publicas, mas os que quiserem pagar, façam as privadas. A facilidade deve existir para um aluno entrar, e não para as faculdades se manterem financeiramente sem nenhuma fiscalização da qualidade. Voce vai aos arredores de uma faculdade publica e vê muitos alnos com carros zero, bem vestidos, bem vividos e bem nascidos. Assim como nas privadas, o doferencial a todos aluno deve ser o acesso, e não a facilidade da instituição de fornecer qualquer coisa e dar um diploma, acredito que a chave é a fiscalização.

  15. Não devia existir faculdade nenhuma, vc devia estudar sozinho e pagar só pra fazer a prova, se passar tem seu diploma, se não, vai estudar mais.
    Se acabasse a obrigatoriedade do diploma as coisas iam ser assim, como já acontece na certificação em java.
    Ainda mais hoje que tem aula de tudo na internet, o preço da educação ia ser ZERO.
    Mas é claro, os professores iam ser os primeiros a se opôr, eles querem que vc seja obrigado a pagar pela aula inútil deles.

  16. O Chile, ao que sei, é o único país da América Latina a usar o sistema de voucher. O que tenho lido, até por quem faz crísticas, é que tem o melhor ensino. Inclusive, há a crítica de que as escolas privadas passaram a fazer testes para aceitar os egressos das escolas públicas e, por isso, dizem os críticos, teriam estudantes de melhor qualidade. E mais: Como os pais escolhem as escolas, estas têm-se esmerado para conseguir atria-los. É a velha concorrência, é o Mercado funcionando. Estudem melhor o sistema no Chile para não apedrejarem o que não conhecem

  17. Fabiano Meira de Moura Luz

    Sou aluno de uma universidade privada onde curso Engenharia Civil. A imensa maioria dos meus colegas financiou o curso pelo FIES ou é bolsista do PROUNI. Para se tornar elegível a esses programas governamentais e viabilizar o atendimento dessa clientela, a instituição tem agradar o MEC. Para isso a ementa de todas as engenharias passou a contemplar disciplinas relacionadas a sociologia. Coincidentemente o enfoque dessas disciplinas é nitidamente marxista.
    Eu que não sou adepto de teorias da conspiração, sei que tudo isso não passa de uma incrível coincidência.

  18. Gostaria de compartilhar um texto presente na apostila escolar que minha filha de 12 anos utiliza na escola particular onde estuda. Fiquei surpreso ao perceber que a ideia socialista é minada desde cedo na cabeça dos alunos. E sem nenhuma criteriosa explicação sobre assuntos importantes como impostos, sindicatos, sociedade, empregos, etc. Mesmo numa instituição privada. Percebi que Mises esteve sempre certo. A família não pode entregar seus filhos às ideias esquerdistas de professores mal intencionados, ou na mais suave das opiniões: ignorantes.
    Gostaria de deixar antes um pensamento de um gênio: Insanidade, dizia Einstein, é repetir tudo da mesma forma e esperar resultados diferentes.

    Segue o texto…

    A empregada e o patrão tratados de modo igual.
    Existem varias formas para reduzir os desequilíbrios entre as pessoas. O sindicato de trabalhadores, em suas negociações com os patrões, se esforçam cada vez mais para que os salários sejam maiores. Outra forma é o governo cobrar mais impostos de quem ganha mais e aplicar esse dinheiro em escolas, hospitais, projetos de irrigação, etc. Em determinadas circunstancias uma pessoa com salario baixo pode desfrutar de um nível superior ao de alguém que ganha mais. Basta que ela tenha acesso a educação, a saúde e o lazer gratuitos. No Brasil, existem grandes distorções na área de impostos, o que só agrava a desigualdade na distribuição de renda. Uma parte do imposto cobrado é indireto, ou seja, está embutida no preço das coisas que compramos. Quando vai ao supermercado comprar um quilo de café, o consumidor está pagando o custo do produto pago ao agricultor, a mão de obra, a energia despendida no beneficiamento e o lucro do empresário. Outro item que encarece o café é o imposto. Ao comprar um simples chicletes, você esta pagando em media trinta por cento de imposto, que será repartido a prefeitura, o estado e a união, que é o governo federal. Tanto a empregada domestica como o patrão tomam café e pagam o mesmo imposto. É o que se batizou de imposto regressivo. No imposto progressivo, quem ganha mais paga mais. O imposto progressivo baseia-se na declaração de imposto de renda.

    Gilberto Dimenstein

  19. Sempre entendi o lance dos vouchers como recurso a ser usado nas próprias escolas públicas, destinando dinheiro a elas de acordo com a escolha/opção dos pais…

  20. Leandro,

    um amigo meu aqui da região está fazendo seu TCC em economia justamente sobre esse tema.

    Ela perguntou se vc não pode indicar livros para ele dar uma olhada.

    Obrigado!!

  21. Eu li direito ou está escrito, libertários apoiam os Vouchers????? Me considero com ideais libertários e jamais apoiaria isso, inclusive não vejo nada de libertário nisso!

  22. O voucher sera usado pelos pais nas escolas de sua livre escolha..e essas ecolas nao devem estar sujeitas a nenhum tipo ce regulamento, inclusive ao conteudo dos seus programas..nao havera CLT para os professores..nem exigencia de diplomas..o dono da escola contrata e demite quem ele quizer

    Assim funciona e assim que eu defendo

    A fonte de recursos para isso, se sao ou nao os impostos, eh outra conversa, inserida num contexto onde nao existe nenhum estado

  23. Meus caros,
    Nos USA estão proliferando as chamadas escolhas charters. São particulares, mas recebem pagamento (vouchers?) do poder publico. Embora a escola pública strito sensu seja boa, os pais preferem as charters, onde o ensino é bem melhor. Quem já tem um filha na charter,já tem o lugar garantido para os demais, quando o tempo deles de ir para a escola chegar. AS vagas que sobram são submetidos a uma espécie de loteria entre os escritos que não conseguiram vaga. Todos os outros alunos da escolas públicas se submetem, ávidos, todos os anos a tal loteria. Está aí uma prova de que os vouchers,ou seja, a escola particular paga pelo governo, mesmo em países reconhecidamente com bom ensino public, são uma boa saída. Para dar ensino gratuíto bom, não lhá necessidade de o governo ser o proprietário da escola e patrão dos professores.Negar isso é negar a realidade. Tenho esta experiência em minha própria família. Falo daquilo que tenho presenciado no dia a dia. O resto o converser para boi dormer.

  24. Olha… Francamente, eu não sei o que pensar… Sou relativamente liberal mas não ancaps ou minarquista… Acho que, para o Brasil do jeito que está no momento, acabar de uma vez com 100% do envolvimento estatal na educação só iria piorar a situação… Criando, com o tempo, algo como um sistema de castas: quem está em uma mais baixa não tem como ascender.

    A solução que eu consigo ver são os vouchers mesmo, mas de maneira diferente do modelo citado na matéria: sem envolvimento dos tecnocratas…

    Seria algo mais ou menos assim:

    1) fecha-se o MEC;

    2) privatiza-se toda escola pública (vendendo inclusive para cooperativas de pais);

    3 institui-se o sistema de vouchers para todas as crianças cuja família tenha renda inferior a um valor X. (Digamos, uns R$ 3.000,00… Talvez menos). O resto que pague a sua escola — aliás, como já fazemos hoje… Pais que paguem escola particular de seu próprio bolso teriam desconto no Importo de Renda;

    4) o Estado se abstém de qualquer interferência no currículo das escolas. (exceto talvez determinar que não se ensine o que não é exatamente científico, como ensinar criacionismo SEM mostrar o evolucionismo, ou ensinar a doutrina da “teoria da melanina” etc. Ou talvez quem sabe nem mesmo isso). Isso ficaria a encargo de arranjos entre pais e professores;

    4) o Estado se abstém de qualquer tipo de avaliação da qualidade do ensino. Isso também ficaria a encargo dos pais… E evitaria aquelas já famosas provas em que o aluno tem que “esquerdar” para passar;

    5) estabelece-se uma data-limite para a distribuição dos vouchers (digamos uns 20 anos);

    6) desregulamenta-se 90% das profissões. Assim o diploma irá se tornar algo menos importante do que o conhecimento —

    Assim os pais teriam sim que ter mais envolvimento na educação de seus filhos e procurar dar a eles o conhecimento e know-how — e não só o famigerado “canudo” como se faz hoje…

    Idéias?

  25. Alguns comentários…

    “[No Brasil, temos algo semelhante aos vouchers, só que em nível universitário: o ProUni. Os resultados foram o encarecimento das mensalidades e a piora da educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais precisam competir por novos alunos; o governo já garante a receita. O lucro é garantido, mesmo que os serviços prestados estejam em queda livre.]”

    Discordo em parte, Leandro, desse seu adendo. Sou professor Universitário e ministrei aulas tanto em escolas públicas quanto particulares. Antes do ProUni, as escolas pagavam os professores e a gente tinha que “dar um jeito” pro guri passar. Cheguei a pegar um carinha no 5º período de engenharia de produção que não sabia a derivada de x^3! Na pública, o nível já era mais alto simplesmente porque a entrada é mais afunilada (simples assim, a gente já pegava melhores alunos) e não tinha que justificar nada se você reprovasse 45% da turma. Sei que também não é o ideal e que o índice de reprovação pode muito bem ser exatamente o contrário do que estou tentando mostrar aqui, mas vamos continuar…

    Com o ProUni, as escolas privadas acharam um meio de se financiar sem depender única e exclusivamente de uma mísera mensalidade, que nunca era paga em dia! Resultado: os salários dos professores estão aumentando. Em algumas universidades privadas chegam a rivalizar com a pública, o que, é claro, já está atraindo muito gente boa que ficava somente na pública, pelo óbvio motivo dos salários serem muito bons… E ainda o coordenador do curso não fica te enchendo se você reprova nego: uma meia dúzia que sai não faz muita diferença para o caixa da universidade.

    Na pública, por outro lado, a instituição das cotas realmente tem derrubado a qualidade dos alunos (lembra que disse que o funil era menor?, pois bem, com as cotas ele ficou maior). Resultado: a gente tem que lidar com situações cada vez mais difíceis em termos de ensino/aprendizagem. E isso não é culpa do aluno, mas do sistema que foi instituído assim: disseram pro cara: “olha, cê pode tirar um curso superior, agora”; ele vai lá, se inscreve, passa no SISU e depois vê que o buraco é mais embaixo; em geral, desiste, mas alguns são bravos e tentam vencer 12 anos de burrice, em 4 de realmente trabalho árduo.

    “Dado que o estado sempre acaba controlando aquilo que ele subsidia, as escolas privadas que aceitarem os vouchers estarão sujeitas a todos os tipos de regulamentação estatal. Dado o histórico do estado, é inconcebível que ele opere de outra maneira. As escolas privadas passarão a prestar contas ao estado, e não mais aos pais.”

    Não sei como se opera a educação socializada ou privada nos EUA, mas aqui no Brasil, independente de voucher, o MEC sempre foi muito intrometido na educação e mesmo na gestão escolar, independente se escola pública ou privada, há normas que devem ser cumpridas em todos os níveis. Concordo que o voucher pode (e vai com o tempo) aumentar a intrusão do estado nas privadas, mas nada que o MEC também não consiga fazer por outros meios.

    “O futuro da educação está no aumento do envolvimento dos pais; está no envolvimento das famílias; está no homeschooling; está no uso gratuito da internet; está em nível local, e não em nível federal; está nos gastos privados, e não no esbanjamento do dinheiro de impostos; está no esforço individual, e não em professores sindicalizados. Cada um tem de correr atrás da própria educação em vez de esperar que ela lhe seja entregue mastigada por um burocrata.”

    Isso é uma grande verdade!

  26. O texto é falho, pois não ataca o coração do sistema de vouchers, e sim algumas características secundárias e possíveis de serem modificados de programas implementados em alguns locais. Se, por exemplo, há um programa com cadastro governamental, basta que inexista cadastro. Se só atinge os piores alunos das piores escolas, basta que seja ampliado.

    Fica óbvia a visão ancap do autor, pois qualquer tipo de envolvimento governamental é visto como “socialismo”, em um uso inadequado do termo. Aliás, venho percebendo essa deterioração do rigor dos conceitos: socialismo deixou de ser um conceito definido para se transformar em um xingamento. É exatamente o que a esquerda faz com o termo “fascismo”.

    O texto também falha miseravelmente no aspecto estratégico. Até parece que o autor acha que alguém vai balançar uma varinha mágica e de uma hora para outro todos vão se tornar libertários radicais, destronando o governo. Ora, é claro que isso não vai acontecer. E como política é a arte do possível, a implementação do sistema de vouchers, absorvendo as críticas secundárias feitas no texto, é sim um passo em direção a um sistema mais livre. Ou alguém aí prefere as escolas públicas?

    Entendam: no atual estado da sociedade, é impensável pensar em afastar completamente o estado da educação. É uma luta inútil, principalmente em um país tão estatista quanto o Brasil. O que é melhor, um sistema baseado em escolas privadas sem nenhum controle de órgão central ou as escolas públicas, nas quais há apenas violência e doutrinação política?

    Sim, eu sei que o autor não é brasileiro, então não posso esperar que entenda a nossa realidade. Mas nós, que vivemos aqui, não poderíamos nos deixar enganar por isso.

    O sistema de voucher tem seus problemas, mas ainda é claramente superior ao sistema brasileiro. E para quem defende o puro e simples afastamento do estado, recomendo que leia o ensaio “Sobre a liberdade”, de Stuart Mill. Seguidos os princípios do texto, certamente teríamos uma educação majoritariamente liberal.

  27. Emerson Luis, um Psicologo

    Conservadores e liberais apoiam os vouchers porque parecem uma forma de desestatizar a Educação, ainda que parcialmente. Mas se os esquerdistas “progressistas” também gostam dos vouchers, então eles também podem ser usados para estatizá-la ainda mais. Eu não havia pensado nesta possibilidade antes de ler este artigo.

    * * *

  28. O que me diz dessa reportagem recente sobre o ProUni? Parece que a qualidade dos alunos que tem bolsa não piorou a situação das instituições privadas…
    educacao.estadao.com.br/noticias/geral,bolsista-integral-do-prouni-tem-nota-mais-alta-no-enade,1586702

  29. O problema de alguns libertarios (os mais anarco-capitalistas) eh que eles nao encaixam suas ideias na realidade. Esse texto nao mostra evidencia nenhuma. O Estado jamais vai deixar de se meter na educacao, infelizmente, sim, mas essa eh a realidade. Os vouchers sao uma proposta dentro da realidade atual que melhoraria a situacao da educacao basica, principalmente em paises como EUA e Brasil onde algumas escolas vivem em situacao precaria. Claro que ha riscos, se as politicas forem criadas por um esquerdista que vai fazer com o que o poder do Estado na educacao aumente. Mas, feito da maneira certa, vouchers pode funcionar e muito bem. Veja Belgica, Milwaukee, Chile, por exemplo

  30. Na minha opinião, o PROUNI acaba sendo o vestibular das privadas, pois muitas delas não tem concorrência nem 1.4 por vaga, enquanto o bolsista do PROUNI estará concorrendo com dezenas através do ENEM.

    Já estudei numa federal, mas as vezes acaba sendo pior, pois muitos se esforçam apenas para entrar, pois sabem se reprovar não vai perder a vaga, diferente do PROUNI se não atingir o mínimo perde a bolsa.

  31. Não sei se alguém já pensou, mas não existe a menor possibilidade de se implementar o sistema de voucher na educação básica.

    O problema da educação básica, diferente da educação superior, é que ela é obrigatório por lei.

    hoje a educação básica é universal, logo se o governo replicasse os voucher da mesma maneira íamos criar o primeiro problema, qualquer pai esperto ia querer que o governo pagasse parte da educação do seu filho, mesmo aqueles endinheirados.

    Logo, a primeira medida do governo seria filtrar o acesso dos vouchers, provavelmente pela sua faixa de renda.

    E ai teremos o grande problema. Qual faixa limitar, 1000 reais de renda mensal ou 3000 reais.

    E independente de qual faixa estabelecer, algum grupo irá ficar de fora, mas e se alguns indivíduos de renda maior não tiverem condições de pagar uma escola, e ai.

    Imagine que um pai ganhe 5000 reais, sendo que os vouche só funcionam para pessoas com renda de até 3000 reais. Só que esse pai já compromete toda sua renda com aluguel, contas e outras despesas de casa, e ai o que o governo ira fazer. O governo não pode obriga-lo a cortar custos, mas ao mesmo tempo ele tem que obrigar o pai a bota seu filho na escola, entenderam a confusão.

    Portanto é impossível se implementa o sistema de voucher no Brasil.

  32. Num artigo, João Carlos Espada fala sobre a origem da idéia do voucher escolar:

    “Em rigor, como explicou Karl Popper, a ideia do financiamento ao aluno, e não à escola, é originariamente uma ideia de esquerda, muito comum entre os socialistas não-marxistas de Viena da década de 1920. Só mais tarde Milton Friedman retomou o conceito com uma justificação não-socialista.

    “A defesa socialista do financiamento ao aluno reapareceu na década de 1990, primeiro na Suécia, depois em Inglaterra, quando os trabalhistas de Tony Blair e os sociais-democratas suecos se tornaram defensores do voucher ou financiamento ao aluno. A justificação é a mesma de Viena em 1920, e é também fundada na justiça social: se o Estado só financia as escolas do Estado, estas tenderão a receber apenas, ou sobretudo, os alunos mais carenciados, enquanto as não- estatais tenderão a tornar-se exclusivas das famílias mais confortáveis.”

  33. Se o governo nao deve investir nada em Educação, como p ex uma pessoa pobre que nunca estudou pode te. a certeza que seus filhos vao melhorar de vida? Como poderiam eles, nao havendo investimento governamental na Educação, ter um ensino ao menos razoável para que possam ter mais e melhores oportunidades que seus pais? Este artigo propõe nao apenas que o voucher seja descartado, mas que nem mesmo hajam escolas públicas gratuitas! E depois ficam de mimimi quando dizem que os libertarios Miseanos sao mesquinhos e arrogantes e nao se preocupam deveras com os pobres! Os países que atualmente estao no topo do Ranking da Libetdade Economica tem em sua maioria escola públic gratuita! Engulam essa! Mais Friedman e menos Mises!

  34. Tenho um pedido ao pessoal do IMB: o Partido Novo defende os vouchers. Vocês poderiam fazer uma apresentação ao pessoal daquela organização demonstrando a cilada que isso pode se tornar.

  35. O autor do texto demonstra um enorme desconhecimento da política de Vouchers e da própria constituição brasileira.

    A política de Vouchers transformou o Chile na nação mais culta da América Latina, ou seja, ele funciona.

    A constituição brasileira obriga o Estado a sustentas a educação, ou seja, com ou sem Vouchers, a responsabilidade do governo é de garantir e financiar a educação. Tanto é assim que o dinheiro gasto com educação pode ser deduzido do Imposto de Renda.

    No caso, ao invés das pessoas pagarem primeiro para recuperarem do Estado depois, o Estado já está pagando antes o que teria de pagar depois. Na prática não muda.

    Ao invés de termos escolas públicas completamente ineficientes, é melhor que os pais gastem com escolas particulares que poderão competir entre si como manda o livre mercado.

  36. O PROBLEMA ESTÁ NA QUALIDADE DOS APRENDIZES. – Super interessante a matéria, ela traz a tona um assunto muitíssimo importante e porque não dizermos, até preocupante. Eu me questiono, por que não buscarmos a receita ou receitas em países que tenham passado por situação como a que o Brasil passa atualmente? Eu vejo uma agravante muito grande na escolarização da classe média baixa e classes “MENOS” média: A qualidade dos alunos (princípios e valores), as condições psicológicas dos alunos e as condições financeiras das famílias do alunos. Se essas família não tiverem um emprego (não estamos falando de bolsa esmola) que lhes garanta uma certa renda para que elas se mantenham minimamente com um certo conforto e segurança, elas jamais produzirão alunos bons/razoáveis para serem escolarizados.

  37. Pessoal me responda o seguinte , vi que o autor critica o ProUni e mas qual seria a melhor opção para as universidades ja que como exemplo dos Eua la é muito caro e principalmente os empréstimos são dificílimos de serem pagos pois não se sai da universidade empregado , então gostaria que me respondessem isso , qual seria a solução para isso e quantos aos pobres que não tem como pagar e nem fazer empréstimos?e quanto a educação dada pelos pais , como conciliar isso a vida corrida deles , pelo menos os meus pais não conseguiriam me educar pois meus pai chegava tarde do trabalho e minha mãe que ficava em casa não tinha nem a 5 serie , por favor me respondam !Desde já obrigado

  38. Sou a favor do ProUni e do Voucher escolar. E já deixo claro que EU SOU BOLSISTA DO PROUNI. Estudei em escola pública e sim, realmente é uma droga, porém o voucher é uma solução de imediato para isso. Eu fico realmente surpreso com alguns artigos, de libertários anarquistas que condenam toda prática que diminui o estado, por achar que de natureza o estado é ineficiente. Eu claramente vejo dois lados absurdos. De um lado libertários que pregam a inexistência do estado, de outro o controle total do estado. E digo que os dois são utopias. E pergunto porque não apoiar uma terceira via que prega a diminuição do estado, redução de carga tributaria, e eficiência nas coisas essenciais que o estado deve fazer? Acreditar que um dia viveremos num Brasil anarquista é utopia. E se não fizermos nada, viveremos num Brasil controlado pela esquerda.
    Eu apoio o Partido Novo. Eu apoio o ProUni e os vouchers. E só para deixar claro, numa turma enorme de meu curso de engenharia civil, apenas dois são bolsistas do ProUni. É até engraçado pensar que dois alunos por periodo de determinados cursos farão o nível da instituição de ensino superior cair. Mais engraçado ainda é acreditar que todos os bolsistas do prouni sao incompetentes. Eu, bolsista do ProUni, possuo as melhores notas de minha turma de Engenharia Civil, e não contribuo para a degradação do ensino privado, muito pelo contrário.

    Infelizmente só posso lamentar por alguns artigos como este.

  39. E se utilizássemos os vouchers e congelássemos o seu valor e o valor dos impostos por um longo período, utilizado a inflação para ir reduzindo o tamanho do Estado gradativamente? Desculpem se meu questionamento parece meio bobo, mas ainda sou novo no portal, estou aprendendo! Obrigado aos que se dispuserem a responder e debater o assunto. Abraços.

  40. Discordo do seu argumento, não é porque seja um aluno de escola pública que ele é ruim para uma instituição privada e com isso vai ajudar na queda de qualidade da mesma. Sempre estudei em escola pública, agora sou estudante universitário particular, através do PROUNI, minha universidade tem uma parceria com o Santander Universidades onde concedem bolsas de intercâmbio para 10 alunos da FEI, que são escolhidos os alunos que tem as melhores médias gerais desde o início do curso, desse total cerca de 5 são alunos com bolsa PROUNI (dados desse ano), por esse motivo não acho válido seu argumento.

  41. O problema é que o autor do artigo está teorizando o sistema de bolsas pelo lado errado.

    Explico:

    Como o artigo se dá em cima de uma teoria sobre como funcionaria esses vouchers, me atrevo a apresentar uma teoria diferente.

    Se ao invés de ser uma obrigação do governo classificar que escolas são ou não dignas de aderir ao voucher, fosse uma escolha de qualquer instituição cadastrada pelo CNPJ como instituição de ensino aceitar ou não?

    Bastaria ao governo dar ao pai de um aluno cuja a renda familiar seja “x” um vale de “R$ Y,00”, para ser usado em qualquer instituição, ainda que mais cara que o vale, sobrando ao pai completar a diferença, se necessário (se for mais barato, obviamente não caberia nenhum tipo de restituição).

    Não existindo nenhum método ou subterfugio para escolas conseguirem vantagens sobre outras, visto que todas teriam livre acesso ao vale, sobraria apenas o bom e velho livre mercado.

  42. Thiago Ramos Varanda

    O sistema voucher é importante como transição, desde que: a escola não consiga identificar o aluno ou cliente que recebe voucher, ou seja, o valor precisa ser entregue ao aluno ou seus responsáveis legais, para que ele(s) escolha(m) a instituição e comece(m) a pagar pessoalmente a mensalidade.
    A vantagem do sistema voucher como transição é que se realiza uma privatização completa do sistema, tendo em vista que o Estado, num primeiro momento, irá focar somente nos alunos pobres, comprovadamente pobres (p.ex: via INSS). As pessoas “ricas” ou “classe média” já terão condições de pagar as mensalidades. As pessoas “pobres”, receberão o voucher para custear o ensino e, após um período de transição, por exemplo, uma década, certamente a privatização realizada em todo o sistema irá gerar os frutos esperados, quais sejam: tornar o sistema tão eficiente quanto, p.ex., os supermercados.
    Portanto, voucher é importante apenas nesse primeiro momento: da saída de um sistema estatal de prestação de serviços de educação e saúde, para privatização do sistema, cobrindo os pobres até que o sistema privado se alinhe para preços hábeis a que qualquer trabalhador consiga custear.
    Voucher precisa ser apenas a transição!
    Abs!

  43. Para que se mantenha a lógica de mercado e a competitividade entre as escolas, a solução não seria simplesmente delimitar a quantidade de vagas disponíveis para os alunos através dos vouchers, exemplo: 30% das vagas; se a maior parte da receita é captada no mercado, não há motivo para falar em submissão estatal.

  44. Essa ideia é a melhor já existente, todos os países que aderiram o método cresceram intelectualmente e economicamente. A educação pública em geral no Brasil é uma merda. Tem que mudar sim….

  45. O sistema de voucher, na minha opinião, é muito lindo na teoria, porém, na prática é muito dificil de dar certo no Brasil, aqui 85% dos estudantes da educação básica estudam em escola pública e consequentemente privatizando todo o ensino público iria gerar uma grave consequencia: dos pais de 85% dos estudantes de escola pública, apenas 20% deles conseguiriam pagar mensalidades em uma escola particular das mais baratas sem precisar dos vouchers! O resto do povo NÃO! E na primeira crise econômica futura, o governo com certeza cortaria orçamento da saúde e educação e nesta história, os vouchers de parte estudantes seriam cortados e consequentemente estes teriam que estudar na casa do c*****!

  46. Sabemos que quanto mais dinheiro na mãos do governo, mais facilidade e propenso pra desvios de verbas e corrupção ele será.

    Porem na situação atual do Brasil, onde o dinheiro é retirado dos “contribuintes” e administrado, repartido e investido pelo governo para as escolas e faculdades que ele deseja, tem se mostrado altamente ineficiente.

    Acho que os vouchers poderiam, ao invés ir de diretamente para as instituições privadas, poderia ser vinculada a um CPF da criança ou adolescente ou ate mesmo o adulto-estudante, para que os responsáveis por eles (no caso os pais, para os primeiros dois exemplos) escolham em qual escola eles iriam “investir” o seu voucher.

    Em poucas palavras, tiraríamos a administração do dinheiro publico da mão do Estado, para a mão do individuo (família).

    Claro que há falhas nesse sistema, pois obviamente, o Estado é uma ponte de comunicação entre o dinheiro publico e a consequente “partilha” dele em forma de vouchers para as famílias no Brasil. E obviamente, na hora da troca desses vouchers por dinheiro novamente, poderia rolar altos desvios.

    O primeiro grande desafio, não preciso nem citar, seria as possíveis falsidades ideológicas, com pessoas cadastrando 5 filhos e tendo na verdade apenas 2, e em troca uma Escola X pagaria uma propina de volta para aquela família corrupta em forma de recompensa. Isso é só um caso.

    Fora as falcatruas que o governo pode fazer uma vez que ele é o “link” entre o voucher e as famílias, e depois na transformação desse voucher em dinheiro vivo para a Escola em questão.

    Em outras palavras, se o sistema nao for TOTALMENTE privatizado, o que é inconcebível no caso do Brasil, o único jeito desse dinheiro publico não sumir pelo espaço e com uma formulazinha basica de Punições extremas para aqueles pegos no esquema de falcatruas e um órgão fiscalizador independente e forte, o que teríamos de mais próximo a um MP da vida aqui.

    Enfim, não há solução fácil e perfeita, mas acho que em relação ao estado atual das coisas, os voucher administrado deste jeito como disse estaria menos pior do que esta atualmente.

    Ahh, so lembrando, as famílias que não preferirem usar o voucher e sim pagar diretamente uma instituição privada com seu dinheiro, poderiam fazer e teriam esse dinheiro ressarcido com correções e juros, talvez, através da restituição do imposto de renda por exemplo.

    A verdade é que o sistema sempre vai ta propenso a falha uma vez que passa pela administração publica.

  47. Cara, na boa, sistema de Vauchers só atrasa o ensino quando é 100% da totalidade, discordo plenamente quando diz que o Prouni atrasa o ensino superior!

  48. Estamos vendo o Dória implementando um pequeno programa em São Paulo, baseado no sistema de Vouchers, o Corujão. O problema maior até agora são a quantidade de faltas, já que o horário noturno “seria inapropriado etc”.

    De qualquer forma, reduziu as filas em mais de 30%.

  49. E se em vez de intervir nas escolas privadas, o que eu também sempre tive um pé atrás sobre, as públicas não fossem dadas a iniciativa privadas com o estado apenas subvencionando as mensalidades dos alunos que escolhessem essa escola? Ou seja, as escolas públicas se transformariam em escolas subvencionadas (mas sem o estado interferindo na gestão, nos professores etc) e as privadas continuariam livres. Então, seria um solução que pioraria, melhoraria, ou trocaria 6 por meia dúzia?

  50. Interessante, mas pelo que li no texto e em algumas respostas, é muito largar a mão do restante, vc não quer estado na educação, não quer ajudar a pagar a educação de ninguém, e se for fazer quer fazer na quantia que quiser, vc esquece que as pessoas são egoístas, se não tiver o Estado ninguém vai ajudar em nada, eu ainda acredito no Estado minimo, pra haver sempre menos corrupção e mais fácil de se descobri-la se acontecer, anarquia só adiantaria se o humano não fosse interesseiro e egoísta.

  51. Então, o único problema é que se você disser no Brasil algo como isso a conversa morre na hora e ninguém mais te ouve. O sistema de vouchers ao menos é uma forma de retirar das mãos do estado a responsabilidade da educação. Quanto às outras questões como o estado querer regular as instituições privadas, como já faz através do MEC, plano nacional de educação etc, é uma questão de lutarmos contra isso, afinal o problema são as regulações. Entendo que a visão de Mises era essa. Mas em um país subdesenvolvido como o Brasil e com uma população tão desinformada acham mesmo que seria possível convencer alguém de simplesmente acabar com todo o financiamento da educação. Aí vem aqueles trouxas esquerdistas que ouvem Dead Fish com a música sonho médio esculachar geral, entre outras coisas, afinal culturalmente somos dominados pela esquerda. O que temos de contracultura em relação a isso? Muito pouco. Então não consigo me convencer de que existe melhor saída no Brasil do que os vouchers, somente para os pobres, e acabar com as regulações estatais, ao menos temos argumentos contra a esquerda, afinal quem irá preferir a educação pública se poderá colocar os filhos em uma escola privada. E outra, é fora da realidade brasileira pregar o fim do financiamento público da educação (sem uma saída como os vouchers) pois existe uma mega estrutura estatal e paraestatal para esmagar isso. Privatizar as escolas públicas e utilizar os vouchers para os pobres seria uma saída muito mais fácil.

  52. Tenho uma dúvida. O esquema de voucher poderia funcionar caso não houvesse escolas públicas e o governo apenas concedesse vouchers para aqueles de menor renda? Com isso, entendo que o controle do governo nas empresas privadas seria menor, uma vez que a receita delas não viria em grande parte dessa contribuição.

    Nesse caso, estariam sendo alocados os recursos para aqueles com mais dificuldades.

    Vejo que seria melhor o governo ficar fora da educação, mas esse ponto poderia levar à conclusão de que afetaria os pobres, que não podem pagar pelos estudos, então os vouchers serviriam para contrapor esse argumento.

    Mas claro, nesse cenário, não haveriam escolas públicas, nem funcionários públicos controlando a educação. Acredito que assim os professores poderiam ganhar mais (os mais qualificados, pelo menos) e realizar esse sonho da “categoria”.

    Seria um começo para uma mudança no país?

  53. Se o ProUni piora a”[…] educação das universidades particulares que recebem esse subsídio, pois agora elas não mais precisam competir por novos alunos; ; o governo já garante a receita […]”, as fundações privadas bancadas por doadores também piorariam? Exemplo: Se a Fundação Estudar que financia alunos em universidades no exterior bancasse as privadas daqui…também iria piorar a qualidade, dado que os critérios de seleção do aluno bancado seja o mesmo?

  54. Senhores, hoje, novembro de 2019, a história veio a provar as palavras deste artigo de 5 anos atrás (ou de incríveis 20 anos atrás, se considerarmos alguns artigos no Mises.org).

    Nos protestos chilenos atuais, a mídia mundial correu para apontar simplesmente a “desigualdade social” (que nem é tão elevada assim) como causa maior. No entanto, ao ver opinião de chilenos em fóruns mesmo, nota-se que as causas tem sido:

    – Captura regulatória por empresários bem conectados, com o consequente estabelecimento de monopólios/oligopólios e aumento no custo de vida

    – Punição ineficiente para políticos e amigos do rei, os quais conseguem passar ilesos em esquemas de comunicação enquanto os menos conectados levam todo o rigor – justiça estatal

    – O transporte que aumentou em Santiago – estatal

    e o mais interessante: desigualdade na educação, onde a qualidade das escolas acessíveis por vouchers tem sido muito inferior as das melhores escolas, aonde apenas os chilenos mais abastados conseguem estudar.

    Esta última mostra exatamente o problema de vouchers a longo prazo, exatamente como a lógica e a boa teoria leva a crer. Preços explodindo, queda na qualidade, e mais dependência dos mais pobres do estado. Resultado? O sistema privado no Chile corre mais e mais riscos de estatização e interferência governamental.

    Defensores da liberdade que a tentam por meio de vouchers e outras medidas do gênero apenas darão munição aos estatistas e contribuirão ainda mais para a perda da liberdade.

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