Nota da edição:
Nascidos entre 1946 e 1964, a geração baby boomer no geral cresceu em um período de expansão econômica com custo de vida baixo. Apesar do cenário ter mudado bastante quase oitenta anos depois, muitos boomers nos EUA ainda se beneficiam de privilégios construídos artificialmente pela intervenção estatal às custas de gerações mais novas que não conseguem obter conquistas importantes como comprar uma casa própria ou reduzir as dívidas estudantis. Nesse contexto, o autor do artigo avalia o peso desses privilégios, que classificou como “super comunismo de luxo”, e como eles prejudicam o funcionamento da economia. O debate é interessante para o leitor brasileiro principalmente por causa do tema previdenciário e da situação econômica calamitosa enfrentada pelas gerações mais novas.
Por cerca de meio século, a Direita tem debatido o chamado “fundamentalismo do livre mercado”. Esse fenômeno também é conhecido como “reaganismo zumbi”, “neoconservadorismo libertário” e “neoliberalismo”. Seja qual for o nome, isso nunca aconteceu de fato. Ou seja, a redução dos gastos públicos e do tamanho do governo que os reaganistas prometeram — e que os esquerdistas temiam — acabou se revelando uma miragem. O que ocorreu, em vez disso, foi que, a partir da década de 1980, ambos os partidos colocaram o país em uma trajetória rumo ao Super Comunismo de Luxo dos Boomers (SCLB).
O SCLB está impulsionando todos os aspectos do declínio americano — desde a disparada da dívida nacional e a erosão da base industrial de defesa até o desespero dos jovens. Certamente, ele não é a única causa desse declínio, mas constitui uma parte central do problema. Ainda assim, o SCLB foi completamente escondido da percepção pública.
A essência do SCLB é que ele redistribui riqueza de famílias e trabalhadores mais jovens para os idosos, que, em média, são muito mais ricos. A América teria alcançado o paraíso marxista de caçar pela manhã, pescar à tarde, cuidar do gado à noite e criticar depois do jantar. Só que, na prática, isso se parece muito mais com jogar golfe pela manhã, andar a cavalo à tarde, tomar drinques no clube à noite e dormir tranquilamente em uma casa de um milhão de dólares — tudo graças à generosidade do governo dos Estados Unidos.
Há algum tempo tornou-se comum ver memes gerados por IA sobre como a vida teria sido muito mais fácil para os Boomers. “Meu pai morava em uma casa de quatro quartos com o salário de um minerador de carvão. Mas eu fiz faculdade e não consigo pagar um Ifood”. A velha Direita costuma responder a esse tipo de afirmação com alguns dados sobre crescimento econômico e renda mediana. Às vezes, eles se perguntam em voz alta: por que esses jovens não valorizam aquilo que o movimento conservador preservou? Há um núcleo de verdade nisso. Basta olhar para o Canadá se você quiser ter um vislumbre de como seria uma América sem um movimento conservador.Com muita frequência, porém, os defensores do movimento conservador partem do pressuposto de que os Estados Unidos preservaram um sistema de livre mercado e um governo constitucional ao longo da era da Guerra Fria. Normalmente, nossa situação é comparada ao controle centralizado do Partido Comunista Chinês. Se essa comparação for precisa, no entanto, é difícil enxergá-la nos dados. Em seu livro Breakneck, Dan Wang observa:
“Quase três quartos da população chinesa estão isentos de pagar imposto de renda(…). Impostos baixos tornam a China parcimoniosa em bem-estar social. Cerca de 10% do seu PIB é destinado a gastos sociais, em comparação com 20% nos Estados Unidos e 30% entre os estados europeus mais generosos. Os gastos da China com pensões e saúde são muito menores do que os de outros países ricos”.
Na verdade, a comparação feita por Wang subestima o quanto o governo americano redistribui riqueza em relação à China. A América é, em termos per capita, três vezes mais rica do que a China. Assim, os Estados Unidos gastam pelo menos seis vezes mais por pessoa em programas sociais do que a China — e a maior parte desse gasto é destinada aos idosos.
Impostos diretos e benefícios sociais por idade | Eixo Y à esquerda: gasto/valor recebido por pessoa em 2021 em dólares; Eixo Y à direita (cores de cima para baixo): Impostos estaduais, Imposto da folha de pagamento, Imposto de renda, Previdência Social, Benefícios de saúde, Outros benefícios | Eixo X: Faixas de idade da população, é possível notar que os mais novos pagam mais impostos enquanto os mais velhos recebem o maior valor em benefícios | Fonte: Chris Pope, para o Manhattan Institute.
Há seis vezes mais redistribuição de riqueza ocorrendo nos Estados Unidos do que na China. Esse é o “comunismo”, mas apenas para os Boomers. A parte do “luxo” está na forma como o governo distribui esses benefícios.
De maneira perversa, milionários aposentados tornaram-se os maiores beneficiários da ajuda governamental. Os benefícios máximos da Previdência Social nos Estados Unidos são três a quatro vezes maiores do que aquilo que idosos podem esperar receber em outros países desenvolvidos, como Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia. Esses benefícios são calculados com base na renda ao longo da vida, de modo que os maiores pagamentos da Previdência vão para indivíduos ricos, justamente aqueles que menos precisam deles.
Um indivíduo pode receber mais de US$ 60.000 por ano apenas da Previdência Social. Enquanto isso, programas do Medicare estão pagando por bolas de golfe, taxas de campos, mensalidades de clubes sociais, aulas de equitação e ração para animais de estimação. Em média, os aposentados são muito mais ricos do que as gerações mais jovens.
O crescimento metastático do governo federal americano ocorreu em grande medida sem deliberação do Congresso ou mesmo sem atenção do público. Por um breve período, em 2013, comentaristas centristas e de centro-esquerda da grande mídia admitiram que todo o orçamento federal estava enviesado contra os jovens. Na era Trump, porém, esse fato foi apagado da memória coletiva, e os progressistas passaram a falar, em vez disso, sobre aumentar os gastos com a Previdência Social em dezenas de trilhões de dólares.
Os fatos concretos sobre distribuição e redistribuição de renda convivem de forma desconfortável com nossas percepções populares de polarização política. Quase três quartos dos gastos federais dos Estados Unidos seguem em “piloto automático”, sem revisão pelo Congresso. Comentadores frequentemente lamentam o quanto os americanos supostamente estariam divididos. Mas isso é verdade? Sobre qual porcentagem do orçamento federal os dois partidos realmente brigam? Ao que tudo indica, apenas cerca de 15%. O último ano em que a maioria do orçamento federal foi destinada aos chamados gastos discricionários, que o Congresso de fato analisa, foi 1974.
Em outras palavras, democratas e republicanos concordam em pelo menos 85% dos gastos federais, principalmente porque ambos apoiam uma transferência maciça de riqueza dos trabalhadores jovens para os idosos. Não existe debate político — no Congresso, nem mesmo online até recentemente — sobre o Super Comunismo de Luxo dos Boomers.
As economias europeias são menos robustas, de modo que já tiveram de enfrentar essas verdades. O chanceler da Alemanha declarou que seu estado de bem-estar social “não pode mais ser financiado”. A França tem estado envolvida em uma intensa disputa política sobre o aumento da idade de aposentadoria. Na América, porém, nossos políticos agem como se fosse possível financiar um estado de aposentadoria cada vez mais generoso, apesar de gastos militares muito mais elevados, uma população envelhecida, taxas de fertilidade em queda acentuada, crescimento econômico estagnado e US$ 38 trilhões em dívida nacional.
A última grande reforma da Previdência Social ocorreu quando o presidente Ronald Reagan sancionou as Emendas da Previdência Social de 1983. Essa legislação salvou a Previdência Social da insolvência iminente ao elevar a idade de aposentadoria, desacelerar o crescimento dos benefícios e aumentar impostos. Desde então, os políticos americanos permitiram que a Previdência Social crescesse em piloto automático. Nova Zelândia, Canadá, Alemanha e Suécia reformaram suas versões de seguridade social nesse período. Os Estados Unidos não.
Como resumiu Avery James: “Os sucessores de Reagan falharam em controlar a elevação maciça dos pagamentos do governo aos idosos, criando uma poderosa clientela de notáveis para afastar os partidos e a política do país do debate sobre um governo menor ou maior”. O Partido Republicano de fato traiu o legado de Reagan, mas esse processo começou muito antes de 2016. Grande parte do debate interno cansativo da direita, mencionado acima, confunde Reagan com seus sucessores do partido.
Hoje, a maioria dos americanos não faz ideia de como seus impostos são gastos. Por exemplo, 91% não sabem que os benefícios da Previdência Social podem ultrapassar US$ 60.000 por pessoa anualmente. Eles não sabem que um domicílio de idosos pode receber quase US$ 117.000 por ano apenas da Previdência Social. E, se você disser às pessoas que programas do Medicare cobrem bolas de golfe, taxas de campos, clubes sociais, viagens de esqui e aulas de equitação, elas ficam olhando em incredulidade.
A Geração Z e os Millennials podem ignorar os gastos sociais massivos dos Estados Unidos porque, em grande medida, eles não se beneficiam disso. Eles apenas pagam a conta. Como explicado por Chris Pope, “Os benefícios obrigatórios cada vez mais caros dos Estados Unidos para aposentados de classe média resultam em uma redistribuição substancial que se afasta dos trabalhadores jovens”.
Essa injustiça geracional é agravada ao menos quatro vezes:
- O governo tributa os jovens e transfere sua riqueza para os idosos.
- O governo contrai ainda mais dívida para transferir mais riqueza aos idosos.
- A dívida pública provoca inflação e desacelera o crescimento econômico, corroendo a renda dos jovens ao longo de toda a vida.
- O governo tributa novamente os jovens para pagar a dívida contraída a fim de financiar os benefícios destinados aos idosos.
Como observado recentemente por Peter Thiel:
“Os Boomers são estranhamente pouco curiosos sobre como isso, na prática, não está funcionando para seus filhos(…). Se tudo o que você consegue dizer é que Mamdani é um jovem jihadista, comunista e ridículo, o que isso me soa é que você ainda não tem a menor ideia do que fazer em relação à moradia ou à dívida estudantil. Se isso é o melhor que você consegue fazer, você continuará perdendo”.
Para ilustrar o ponto de Thiel com apenas um entre muitos exemplos centrais: o debate sobre os custos da moradia frequentemente ignora completamente o custo do Super Comunismo de Luxo dos Boomers, concentrando-se exclusivamente nas restrições de oferta. Sim, é verdade que, quando regulações governamentais e regras de zoneamento restringem a oferta de moradias e a demanda aumenta em razão do crescimento populacional, os preços sobem. Mas as políticas do nosso país são fortemente enviesadas para manter os idosos em casas mais espaçosas e mais próximas de grandes centros de emprego do que seriam naturalmente.
Considere o mercado imobiliário para jovens em Washington, D.C. O salário mediano de um assistente de gabinete na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos é de US$ 55.891 por ano. Secretários-adjuntos de imprensa ganham um pouco mais, cerca de US$ 67.541. Enquanto isso, a capital do país ocupa a 10ª posição entre as grandes cidades mais caras dos Estados Unidos, exigindo mais de US$ 78.000 por ano apenas para cobrir necessidades básicas. Para viver uma vida minimamente confortável, o custo é cerca do dobro disso — o preço médio de uma casa para uma família ultrapassa US$ 749.000. Além disso, muitas das casas em Washington, D.C. vendidas por menos de um milhão de dólares estão localizadas em áreas com altos índices de criminalidade e não são adequadas para jovens que desejam formar uma família.
O chamado Ward 3 do Distrito, em contraste, é bonito e relativamente seguro. Suas ruas arborizadas e quintais acolhedores lhe conferem uma atmosfera calma, quase suburbana, embora ainda esteja próximo o suficiente para um deslocamento diário razoável até os principais empregadores da cidade. No entanto, há muito tempo é política oficial do governo dos Estados Unidos ajudar aposentados a permanecerem nessas casas pelo maior tempo possível. Por exemplo, Washington, D.C., abriga as chamadas NORCs (naturally occurring retirement communities), ou comunidades de aposentados que surgem naturalmente, também conhecidas como vilas de idosos. Transformamos imóveis de alto valor destinados a famílias jovens em casas de repouso caminháveis.
Na realidade, as NORCs estão longe de “surgirem naturalmente”. O Super Comunismo de Luxo dos Boomers ajuda esses idosos a permanecerem em casas espaçosas por muito mais tempo do que permaneceriam de outra forma. Como ocorre em quase todo o país, Washington, D.C., oferece benefícios fiscais especiais para proprietários idosos. Isso os incentiva a permanecerem em suas casas, apesar dos quartos sobrando, em vez de reduzir o tamanho do imóvel e vendê-lo para famílias mais jovens. Praticamente todos os estados possuem subsídios especiais para proprietários idosos, desde isenções e congelamentos até adiamentos de impostos, para ajudá-los a permanecer onde estão.
E a situação fica ainda pior. O Medicaid para cuidados de longo prazo exclui até US$ 1.097.000 em patrimônio imobiliário dos critérios de comprovação de renda. Além disso, o departamento do governo federal para moradia (chamada de Federal Housing Authority) oferece a americanos com 62 anos ou mais uma modalidade especial de hipoteca reversa (conhecida como Home Equity Conversion Mortgage), que permite converter o valor do imóvel em dinheiro sem pagamentos mensais adicionais. Muitas vezes, isso transfere o ônus para os herdeiros.
Se não reformarmos radicalmente o regime de benefícios obrigatórios dos Estados Unidos, toda a nação se tornará uma comunidade de aposentados que surge “naturalmente”.
O Super Comunismo de Luxo dos Boomers está enredando o país em uma teia de contradições. A América passou a depender de um fluxo constante de novos trabalhadores para financiar benefícios cada vez mais generosos destinados aos idosos. Mas, ao mesmo tempo, paga pessoas para não trabalharem e desestimula a formação de famílias. O sistema está em guerra consigo mesmo.
O sistema de benefícios obrigatórios dos Estados Unidos mudará radicalmente dentro de uma década — se não antes. O dinheiro está acabando. A única questão é quem arcará com o peso. A cada dia que passa, a Geração Z e os Millennials pagam um preço cada vez maior pela irresponsabilidade dos Boomers.
Aristóteles nos lembra que as revoluções ocorrem quando há uma distribuição injusta das honras, dos cargos e dos privilégios da cidadania. Não é hora de uma revolução, mas de uma reavaliação de como nós, enquanto nação, distribuímos esses encargos e privilégios. Só poderemos corrigir o Super Comunismo de Luxo dos Boomers quando o reconhecermos pelo que ele realmente é.
Este artigo foi originalmente publicado no The American Mind.
Recomendações de leitura:
A previdência social e a destruição do capital
Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
Esse artigo me lembrou de quando uns dias atrás eu decidi ouvir a coluna semanal da Vivian Vicente Almeida (não sei ao certo, mas acho que ela é economista mainstream), enquanto ouvia um trecho da 434ª edição do Xadrez Verbal. Quero ver se consigo abrir uma discussão interessante com vocês aqui, com alguns temas possivelmente correlacionados com os que o artigo daqui abordou. Mesmo ela sendo aparentemente mainstream (eu não sei, porque nunca me aprofundei nada dela, mas ela me parece ser uma pessoa mais falcão monetária), muitas vezes vale a pena ouvir o que ela tem a dizer. Só que, dessa vez, diferente das outras, trouxe reflexões sobre as diferenças das gerações. No início, ela aparentemente falou do cansaço da geração millennial, de sentir sobrecarga de tarefas, falta de tempo e afins. Só que aí, ela fala também dos dramas da atual geração Z, da sensação de não se conseguir as coisas que as gerações anteriores em questão de ter uma casa própria, além de mudanças culturais e da menção ao fato de muitos não conseguirem ter filhos por questões financeiras.
Então, fala-se da chamada “economia da rejeição”, que se fala das sucessivas rejeições que essa geração passa (relacionamentos, empregos e mais), o que acaba criando pessoas menos empáticas, mais agressivas e mais ressentidas. E aí, a economista menciona que essa geração está pedindo por políticas públicas que são alegadamente contrárias a isso, relacionados aos populistas nacionalistas como Donald Trump, entre outras coisas, falando também dos protestos violentos no Nepal em setembro de 2025. Há também o conflito entre gerações, afinal ali ela aponta que quem está no poder político e econômico majoritariamente (os boomers), vota por políticas que excluem as gerações mais novas. No final, ela novamente recomendou o livro “Can’t Even: How Millennials Became the Burnout Generation”, da Anne Helen Petersen. Como sou curioso e fuçador de textos de Internet, fui me aprofundar dessas coisas que a Vivian disse em sua coluna.
Esse termo de “economia da rejeição” aparentemente veio de uma coluna de David Brooks, no New York Times, onde, enquanto conversava com David Wignall, o mesmo afirmou que “somos a geração mais rejeitada” (de 15 de maio de 2025). Depois, li o texto longo da Delia Cai do Business Insider chamado “The ghosted generation” (de 16 de maio de 2025). Nesses dois, destaque-se o fato de que muitas pessoas aplicam para centenas de posições e vagas de emprego e são rejeitadas e ignoradas pela maioria deles, mostrando um paradoxo de que, ao mesmo tempo em que é mais fácil aplicar e em tese há mais opções, há mais rejeições. Ali, menciona-se então o fato de muitas pessoas simplesmente fazerem as aplicações de emprego de qualquer jeito, sabendo-se da baixa chance de conseguir um retorno positivo, “para pegar o que dá”. E isso, falando ainda dos Estados Unidos, que possuem um mercado de trabalho mais aberto e melhor do que o brasileiro. No Brasil então, seria quantos? Talvez bem mais.
A questão de vagas de universidade e de emprego possuem implicações físicas e econômicas, afinal não há vagas para todo mundo. A demanda por vagas no ensino superior subiu bem mais do que a oferta dessas vagas, e na questão de empregos, aí já é algo mais diverso e complexo, afinal são setores que são dotados de diferentes regulações econômicas.
Depois, decidi ver um vídeo de uns 9 minutos da British Broadcasting Corporation (de 3 de junho de 2025), com o título “Young people can’t afford a life. Whose fault is that?”, onde há uma conversa breve com uma mulher chamada Kyla Scanlon. Ali se fala mais das questões econômicas como acesso à moradia e afins, e ela defende coisas interessantes como a mudança na lei de zoneamento para tornar as casas mais acessíveis, mas propõe coisas que não funcionam, como a social-democracia.
Será que estamos lidando mais com sensações do que coisas reais? Porque, afinal, já ouvi gente dizendo de que nos tempos atuais, é mais fácil de ganhar dinheiro, afinal a informação ficou muito mais barata do que há 50 anos. Neste ponto, pode até fazer sentido.
E aí tem a outra encrenca: essas malditas leis de zoneamento e outras medidas absurdas não apenas aumentam os preços das residências mas também o patrimônio dessas pessoas, porque parte desse patrimônio líquido tem valor atrelado ao preço imobiliário. E os juros baratinhos também aumentam essa farra, porque eles aumentam os ganhos dos mais ricos (Wall Street) e os títulos ficam mais caros.
O que é interessante é que, ao passo que os americanos têm lidado com um problema inflacionário sério com o fim do Bretton Woods, a geração dos nossos ancestrais passou por hiperinflação em algum momento na vida. A minha geração (a Z) é a primeira geração a NUNCA ter passado por uma hiperinflação desde a geração do meu trisavô, a chamada Geração Missionária. Ou seja, ainda no padrão-ouro (mesmo que zoado, porque o Brasil já tinha política monetária frouxa na época).
Como o governo Trump não tem resolvido nem o problema básico de custo de vida, já que ele continua com o seu mercantilismo de sempre somado às interferências no Federal Reserve para reduzir juros na marra (e olha que o Fed mal está fazendo contração monetária; nesse ponto o Lula é praticamente um neoliberal), isso vai afetar as eleições de meio de mandato neste ano. Não é possível fugir da economia real. No primeiro mandato, até conseguiu, com os saudosos índices de preços que mal chegavam a 2 % anuais. Agora, com mais problemas na economia americana e sem perspectiva alguma de austeridade (eu nunca coloquei muita fé no tal DOGE, porque austeridade fiscal irrita muitas forças políticas e o Trump por si só nunca foi um falcão fiscal), vai ficar mais difícil.
Ô Felipe, e tambêm narco-cornos Pobre Mineiro, Carlos e Klaus, se preocupem com isso aqui :
fonte : https://t.me/s/MauricioAlvesNews/3124
“Batista, Vorcaro e o petróleo: Trump implodiu o plano de Lula para 2026.”
(Paula Sousa, via Luciana Barreiro Bastos Arnaud)
A dança dos bilhões: O ano mágico de 2024 –
Imagine que você é um empresário de sucesso. Onde investiria seu suado dinheirinho? Se você for do “círculo íntimo”, corre para a Venezuela. Foi exatamente o que fizeram Joesley Batista e Daniel Vorcaro em 2024. A matéria do jornalista Lauro Jardim desta segunda-feira: “Joesley Batista e seus poços de petróleo na Venezuela: sob segredo” , revela que a J&F já é dona de poços por lá. E o Vorcaro, dono do Banco Master? Outra nota de Jardim, “Vorcaro e o petróleo na Venezuela” , confirma que o ex-banqueiro tornou-se sócio de poços onde já foram investidos 150 milhões de dólares.
O mais engraçado é o mistério. O Itamaraty colocou sigilo de 5 anos nos telegramas diplomáticos sobre os negócios da J&F na Venezuela. Ué? Se é tudo legítimo, por que esconder? Lula não havia prometido em 2022 que acabaria com os sigilos?
Banco Master: O Novo Queridinho do Planalto
Precisamos falar sobre como o Banco Master, de Vorcaro, se tornou o fenômeno da natureza no governo Lula 3. De um banco discreto, ele saltou para o centro do tabuleiro. O Master se especializou em comprar precatórios — aquelas dívidas que o governo “coincidentemente” decidiu pagar com uma urgência nunca antes vista.
A tese de Lauro Jardim é que o Master não é apenas um banco; é a engrenagem que lubrifica o fluxo entre o orçamento público brasileiro e as “investidas” na Venezuela. O banco cresce, o governo paga precatórios, e o dinheiro flui para os poços venezuelanos. Uma simbiose perfeita.
A evolução da espécie (dos esquemas)
Lula é um visionário. No Lula 1, tivemos o Mensalão (amador). No Lula 2, o Petrolão (estatais). Agora, no Lula 3, atingiram o ápice: o Esquema Transnacional. Por que roubar aqui, onde a justiça bisbilhota, se você pode mandar o dinheiro para a Venezuela via “investimento em petróleo”?
O plano era genial: manda os dólares para o Maduro e o ditador camarada guarda tudo. Quando chegar 2026, esse dinheiro volta “limpinho” para financiar campanhas. A Venezuela não era um país; era o “Banco Central do Foro de São Paulo”.
O petróleo que ninguém quer (e o Trump levou)
Mas tem um detalhe técnico: o petróleo da Venezuela é uma porcaria. É extra pesado, viscoso e cheio de metais. Custa entre 70 dólares por barril para extrair. Com o preço de mercado caindo, esse negócio não dá lucro comercial! Então, por que Joesley e Vorcaro colocariam milhões lá? Se não é pelo lucro, é pelo esquema. Ninguém investe 150 milhões de dólares em asfalto líquido se não houver um objetivo político por trás.
O pesadelo americano de Joesley Batista
Aqui o bicho pega para o Joesley. Ao investir em poços que podem ter sido confiscados de empresas americanas no passado, ele entrou em um campo minado. A justiça americana, sob Trump, vê isso como financiamento de ditadura. Se ficar provado que ele usou o sistema financeiro para sustentar o esquema Maduro-Lula, Joesley pode ver seus ativos congelados e encarar o FBI. Por isso a pressa dele em ir a Caracas tentar convencer Maduro a renunciar; foi tentativa de apagar o rastro antes que o xerife chegasse.
A “implosão” do plano de 2026
A prisão de Maduro explodiu o cofre. A análise da CNN também desta segunda-feira fala sobre a “Crise na Venezuela implode plano de Lula para largada de 2026” acerta em cheio: o problema não é só a imagem de “amigo de ditador”, é que o fluxo financeiro secou. Sem o dinheiro guardado em Caracas, Lula perde o poder de “incentivo” junto ao Congresso.
A agenda de “entregas” para a eleição travou porque o dinheiro está bloqueado pelo fator Trump. Imagine o Maduro fazendo uma delação premiada em New York… se ele contar como o dinheiro do petróleo financiava o projeto de poder do PT, não haverá sigilo de 100 anos que salve o Planalto.
A soberania que defendem nunca foi do povo venezuelano; era a soberania do esquema.
Agora, o vidro da redoma quebrou.
Earl
Eu estou adorando a enorme quantidade de cagadas que o “trâmpi” está fazendo, com isso o império, já em fase de decadência, cairá ainda mais rápido.
Todos os minimamente inteligentes sabem que a confiança é o maior ativo de um país e o Trump com suas decisões loucas e unilaterais está minando essa confiança.
Os EUA estão perdendo o prestígio e a confiança do mundo numa velocidade jamais vista.
Adorei o congelamento dos ativos russos, isso mostra claramente que o dólar não é confiável, não é dinheiro e sim uma arma geopolítica.
Adorei quando ele invadiu a Venezuela e prendeu o Maduro, que merece apodrecer na cadeia.
Mas a direitalha não tem intelecto para perceber o precedente terrível que o Trump abriu, além de minar mais ainda a confiança do mundo nos EUA.
Agora aquele doido ameaça tomar a Groenlândia e o Canadá, que faça isso o quanto antes, será o fim da OTAN e dessa ordem mundial que os próprios EUA criaram.
Chega de EUA tocando o zaralho no mundo.
Viva a China.
Super comunismo de luxo hahahahaha
Esses liberais inventam cada coisa idiota,para justificar suas narrativas fantasiosa sobre a realidade do mundo.
As pessoas não tem casa,por que recebem baixos salarios das empresas que estão apenas usando como meras ferrramentas descataveis. A amazon demitiu milhares de pessoas para subsitutir por IA e quero ver futuramente aonde as pessoas vão trabalhar.
Engraçado que os liberecos não falam sobre a ditadura do Trump matando as pessoas nos EUA com a policia anti imigração. E o odio aos imigrantes que só cresce cada dia mais no país.
Como já falei aqui milhares de vezes. A seguirdade social é uma bomba relogio prestes a explodir no mundo.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45269015
Não existe essa de fazer reforma da prvidencia que vai salvar o sistema. Essa merda é uma piramide financeira não importa que atitude seja tomada.
O desespero dos governtantes é visivel. Melhor exemplo é o governo Trump atacando o FED para baixar o juros a força para aumentar o credito.
Esse ano teremos o colpaso financeiro por completo e veremos as pessoas se matando nas ruas.
Realmente dia a ultima nao passou pela hiperinflacao no brasil. Por isso eles nao se atentam ao que é . Ao mesmo tempo sairam da educação publica pedindo politicas que vai ter impressão de dinheiro, por causa da sua fraca educação .
Resultado e que nao querem pagar a conta agora pra se aposentar no futuro( assim hoje pagando a aposentadoria dos aposentados hoje) mas nao se exime de receber dinheiro do governo via bolsa.
Em suma o brasil vive os dois problemas piores , a previdencia que vai falir e mal do assitencialismo ao memso tempo.