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“Todos os brasileiros adoram futebol” – logo, há algo de errado comigo

Após a Copa, a Arena Amazônia será o palco de populosos e rentáveis jogos, como Rio Negro x São Raimundo

Morando
no Canadá, uma das primeiras perguntas que me fazem quando descobrem que sou
brasileira é: “Você deve estar muito empolgada por estar sediando a Copa do
Mundo, não?  Você gosta muito de futebol?”

No
íntimo, sempre quis dar a seguinte resposta: “É claro que estou muito empolgada
e é óbvio que gosto muito de futebol! 
Assim como absolutamente todos
os canadenses amam xarope de Maple e comem donuts na arena de hóquei, absolutamente todos os brasileiros amam
futebol.  Não é óbvio?”

No
entanto, dado que sempre opto pela resposta educada e verdadeira — não e não
–, tais encontros sempre acabam em situações embaraçosas, pois meus
interlocutores aparentemente imaginam ser inconcebível encontrar uma brasileira
que, além de não gostar de futebol, definitivamente não está torcendo pelo
Brasil.

Até
onde sei, não importa quem seja o campeão da Copa, os perdedores serão os
brasileiros.  E, como sempre ocorreu na
história do país, os mais pobres e os mais vulneráveis serão os mais atingidos.

Para
mim, é difícil entender como um país com um PIB per capita de US$11.340
sediou a mais cara Copa do Mundo da história, estimada em US$11,3
bilhões

“Ei,
mas a Copa irá trazer um número suficientemente grande de turistas para
estimular a economia e compensar todos estas gastos governamentais!  Logo, não há com o que se preocupar!”  Acontece que, segundo estimativas do próprio
governo (o mais interessado em inflar os números), as receitas geradas por
turistas serão de aproximadamente US$3 bilhões. 
Ou seja, ainda faltarão US$8,3 bilhões para fechar o rombo. 

Mas
a encrenca é ainda maior: a Federação do Comércio de São Paulo estima que, em
decorrência de feriados e da dispensa de trabalhadores para acompanhar os jogos
da Seleção, os prejuízos em termos de produção podem
alcançar US$14 bilhões
.

Ou
seja, somando-se os prejuízos gerados pelos gastos públicos e os prejuízos com
a produção, podemos chegar a um prejuízo total de US$22,3 bilhões.  Trata-se de
uma conta de US$112 por cidadão brasileiro em um país em que 11% da população vive
com menos de US$2 por dia
.

Políticos
desviaram dinheiro de impostos para construir estádios que não trarão serventia
para ninguém (exceto para as empreiteiras que os construíram, é claro).  Manaus, cidade cujo Índice de Desenvolvimento
Humano coloca em 850ª
entre as cidades brasileiras
, possui agora um estádio que custou US$300
milhões (quase R$700 milhões)
, e que, após a Copa do Mundo, não mais será utilizado
em sua capacidade, tornando-se um genuíno elefante branco.  Ótimo uso do dinheiro dos pagadores de
impostos.

Sediar
a Copa do Mundo realmente levou a um grande uso dos recursos públicos.  Um país com infraestrutura calamitosa,
hospitais em ruínas, e um sistema educacional precário finalmente recebeu o
estímulo de que precisava.  Obrigada pelo estímulo, FIFA!

Ah,
mas a coisa fica ainda melhor.  Além de
termos o
iPhone mais caro do mundo
, de ofertarmos quartos
de hotel sem janela por US$250 (R$575) por noite
, e de fabricarmos carros
que, quando vendidos no Brasil, custam o dobro do preço de
quando vendidos no exterior
, o Brasil já é classificado como um dos países
mais caros do mundo.  Somente
as ricas Noruega, Suécia e Suíça, bem como a disfuncional Venezuela, conseguem
apresentar custos de vida mais altos
. Pelo menos neste ranking estamos no
topo.

E
agora, graças ao aumento na demanda por bens e serviços em decorrência da Copa
do Mundo, a inflação de preços oficial acumulada em 12 meses chegou
a 6,4%
.  Isso é apenas 0,1 ponto
percentual abaixo do teto da meta estipulada pelo próprio Banco Central.  Um país que já oferecia uma moeda com um
baixo poder de compra agora o faz a uma taxa 6,4% pior.

É
o novo panem et circenses.  Ou talvez seja panem et morbi.  As classes média
e alta, cujos impostos pagos chegam
a 36% do PIB — sendo que em países similares mal chegam a 21%
–, e os
pobres, que são os mais severamente atingidos pela carestia dos alimentos,
devem estar empolgadíssimos.  Não sei por
que eu não estou.  Talvez eu não seja devidamente
patriota.  Ou vai ver é porque eu odeio
futebol.

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144 comentários em ““Todos os brasileiros adoram futebol” – logo, há algo de errado comigo”

  1. E o pior nisso tudo é verificar que o PT está trilhando direitinho o caminho para permanecer pelo menos mais oito anos no poder. Dilma 2014 e Lula 2018. Incrível como a estratégia foi bem pensada e está funcionando: temos a “Copa das Copas”, um povo apaixonado por futebol, patriota e se a seleção brasileira for campeã então, tudo certo para o PT.

    Ainda acham que futebol não tem nada a ver com política?

  2. Este país é uma piada, seus governantes são carrascos e a maioria da população é analfabeto funcional, contentam-se com o imediatismo de uma alegria absurda gerada por uma reles partida de futebol, enquanto os assuntos importantes são colocados em pauta secundária.

  3. Não gostei muito da abordagem do texto. Ele enfoca em pontos que desviam o verdadeiro enfoque. Me refiro a corrupção. O fato é que mesmo sem ela, os serviços não seriam eficientes. É útil aos próprios políticos alardearem esquemas de corrupção para parecer que o intervencionismo tem algo de importante, mas o intervencionismo é inerentemente ruim.

    Também não gostei muito de alguns conceitos que se tornaram clichê, como “panem et circenses”, também há um certo “estereótipo” do vira-lata em seu texto. Particularmente acho que isso só desvia do principal.

    Alguns dados mostrados foram interessantes, porém deixam na dúvida. Só US$3 bilhões entram no Brasil, porém, o que importa é só o capital estrangeiro que entra? O comércio local não conta?

    E esse negócio de “derrepente” falar de iphone? What?

    Bom, é o primeiro artigo no mises.org pelo visto, acredito que tem potencial para melhorar. Claro que tem muita gente aqui que só quer ver o estado sendo xingado, mas tem gente que simplesmente procura fatos, estatísticas honestas e reflexões econômicas.

  4. O problema é que vc cometeu o erro crasso de analisar os fatos pela lógica fria dos números…aqui no Brasil não se dá muita bola pra esse tipo de “detalhe”,o importante é novela,carnaval,futebol,e pão e circo.

    P.S:gosto de futebol.

  5. mauricio barbosa

    Não sou petista,sou apartidário igual a qualquer libertário e não estou torcendo para ninguém,político para mim é tudo igual e democracia é um blefe, quanto a copa do mundo gosto de assistir e a fifa é uma entidade privada que faz exigências a qualquer país por uma causa muito simples a demanda para sediar uma copa do mundo é enorme é mais uma prova de que a lei da oferta e da procura é inquestionável,ora os países(seus governantes)disputam entre si quem dará mais benesses ao evento e então a fifa escolhe aquele que oferecer e fizer a melhor proposta,economia de mercado neles fifa etá!que beleza que é esta lei.Voltando a vaca fria os elefantes brancos e demais gastos infelizmente pagaremos,mas este valor é fichinha frente a outros gastos e desperdícios da União e é uma pena que a fifa faça negócios com estes governantes aparecidos e a unica coisa que me entristece nisto tudo é ver meu esporte predileto ser usado para PÃO E CIRCO dessa maneira,mas como passatempo devo dizer que curto muito esse evento e os políticos continuaram deitando e rolando encima de nós,mas isso ele faram com copa do mundo ou sem copa do mundo…

  6. Quando vejo um artigo de economia cheio de “números” já fico desanimado. Não que algumas estatísticas não sejam apropriadas para corroborar o que o autor propõe, mas um artigo que se resume a isso passa uma impressão de puramente utilitário, ainda que não seja essa a intenção do autor e claramente não é a proposta do Instituto.

  7. As condições de financiamento do BNDES, para a construção dos estádios, foram melhores do que os concedidos para a indústria. Para contratar empréstimos para a construção de hospitais, escolas, rodovias … o estado ou prefeitura tinham que ter margem no limite de endividamento imposto pela Lei da Responsabilidade Fiscal, mas para tomar empréstimos para estádios, poderiam exceder os limites da LRF. Alguém acha que os endvidados estados brasileiros pagarão os financiamentos do BNDES? Como é que deixamos fazerem isso com nosso país?

  8. Não conhecia esse site de estatísticas: data.worldbank.org/
    Sempre usava o http://www.tradingeconomics.com/ para fazer minha comparações.
    É bom ter mais um.

    Achei o artigo excelente, bem informativo.
    E quero lembrar que mesmo quem gosta de futebol sabe que essa copa está sendo um completo desperdício de dinheiro. Por isso nos estádios o público aplaude os jogadores ao mesmo tempo em que xinga e vaia a presidente.

    E em 2016 tem olimpíadas, muita grana vai ser torrada ainda.

  9. Felipe Policarpo

    Larissa, você não está sozinha.
    Para mim sensatez e ignorância ganharam novos significados e escalas de existência depois desta copa.
    Identificar panem e circensis deveria ser uma função cognitiva simples no nosso país, e chego a sentir um incômodo visceral em como uma bola consegue tornar as pessoas cegas, surdas e mudas.

  10. Não concordo com essa parte do texto:

    “Mas a encrenca é ainda maior: a Federação do Comércio de São Paulo estima que, em decorrência de feriados e da dispensa de trabalhadores para acompanhar os jogos da Seleção, os prejuízos em termos de produção podem alcançar US$14 bilhões.”

    Afinal, mesmo se a copa fosse em outro país, teríamos dispensas de trabalhadores para acompanhar os jogos da seleção (como ocorre em todas as copas em que o Brasil joga em horário comercial).

  11. Dom Comerciante

    E é assim que os governantes progressistas conquistam a população. Eu também não sou aficcionado em futebol, mas umas raras vezes assisto um jogo ou outro com alguém, só pra não “fazer desfeita”(mas só em raras ocasiões pois até que gosto da parte tática e dos números e estatísticas dos jogos). Mas definitivamente essa copa do mundo não me cativa em nada, pois sabendo hoje o que eu sei sobre política e economia, não tenho mas quase nenhum interesse pelo entretenimento esportivo, que no fim é só uma grande arma da propaganda política nacional e internacional. Mas devemos também separar o joio do trigo. É inútil atacar o esporte, taxando-o de panem et circenses, pois o futebol é só mas uma das inúmeras formas de entretenimento que existem e isso é natural ao homem. O problema está na simples existência da social-democracia e suas armas de propaganda direcionadas a todos os públicos. Os cartéis do futebol são apenas mas uma das muitas aberrações a que esse sistema irracional de governo levou.

  12. Vale lembrar que a Copa do Mundo é apenas um caso particular da enorme destruição de riquezas que é promovida pelos gastos públicos.

    Às vezes tenho a impressão de que as pessoas tratam a Copa como algo muito excepcional em termos de prejuízos imensos, quando é possível apontar para dezenas de equivalentes aos prejuízos da Copa em vários setores do governo, mas que ocorrem todos os anos.

    A Copa foi apenas mais um que teve uma visibilidade maior.

    A o prejuízo da produção de riquezas com com o acúmulo de toneladas de regulamentações e leis tributárias; a destruição de riquezas com o aumento do confisco de riquezas pelo governo, as dezenas de ministérios e departamentos burocráticos absolutamente inúteis e recheados de funcionários ainda mais inúteis recebendo salários de empreendedores bem sucedidos, enfim…

    Por mais que a Copa seja uma festa de desperdício de recursos e uma orgia de corporativismo para os ricaços com conexões políticas, ano que vem, sem Copa, do começo ao fim do mês de Janeiro, os parasitas que estão conosco desde sempre já terão causado um prejuízo maior do que toda essa Copa foi. Muito mais sorrateiramente.

    Adiciono que pelo menos a Copa é divertida de assistir, se é para jogar dinheiro público fora.
    Antes isso do que o dinheiro público jogado fora em ministérios e burocracias empenhados em controlar cada vez mais aspectos das nossas vidas (só irão parar quando _tudo_ estiver gerenciado pelo estado), em nos pilhar, em criminalizar e regulamentar nossas atividades e m nos encher o saco.

  13. Se pagasse e ficasse no 0 a 0… gastou US$11bi e entrou US$11bi na economia. Ainda assim foi dinheiro roubado nosso pra financiar um evento esportivo. Evento esportivo tem que ser 100% privado e pronto.

    Mas deixando de lado, fazendo o errado agora: Analisar de um ponto de vista de investimento. O Brasil foi escolhido em 2007 para realizar a Copa, então foram 7 anos de investimento nesse projeto. Um incrível prejuízo de mais de 73% em 7 anos! Isso que foi investimento, brilhantismo, o governo como empresário realmente é fascinante!
    Tanto recurso que teria sido bem aproveitado no mercado aplicado em 7 anos de gastos em coisas totalmente improdutivas que ainda fecharão com prejuízo de mais de 73%. O governo precisa manipular muito os números e mentir demais para as pessoas engolirem essa.

  14. Parabéns pelo texto. Excelente. Pena que pra pessoas como Jorge Furtado (zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/05/apos-declaracoes-de-wagner-moura-jorge-furtado-rebate-criticas-de-artistas-ao-pais-4502072.html) tudo vai muito bem obrigado. Ou como ele diz “muito melhor do que já foi”.

  15. Imagine que seu chefe queira organizar uma festa junina na empresa em que você trabalha. Imagine que cada um deva contribuir com 100 reais para cobrir os gastos com a festa. Imagine que seu chefe seja daqueles que levaria para o lado pessoal se você não quisesse contribuir/participar.

    Veja que a situação acima é análoga à da copa do mundo, obviamente em outra escala.

    Perceba que a situação não é catastrófica, mesmo para aqueles que assumiram o possível ônus moral e “sonegaram” a contribuição/participação, ou para aqueles que se sentiram obrigados (e por isso foram de fato obrigados) a pagar e participar (ou não), mesmo “meio que” a contragosto.

    Alguns resmungarão. Outros divertir-se-ão. Outros não estarão nem aí. Mas todos estarão envolvidos, inevitavelmente, mesmo não querendo se envolver de maneira alguma.

    Ninguém é absolutamente livre na vida em sociedade. Esqueça essa ideia ou vire ermitão.

    Além disso, essas coisas de “circo” fazem parte da vida. Não é necessariamente “coisa de idiota”. Todos precisam de pão. Todos precisam de circo.

    Sempre foi assim. Sempre será assim. Até o fim dos tempos.

  16. Os jogos olímpicos de 1984 foram o exemplo de como grandes eventos esportivos podem ser feitos pela iniciativa privada:

    gizmodo.uol.com.br/licoes-olimpiada-bem-sucedida/

  17. Sinto muito que você não gosta de futebol. Eu gosto muito.

    Li no seu perfil que você economista, formada na Unisinos. Não vi o último ranking, mas pelo que eu sei a FGV está um pouco a frente da Unisinos.

    Segundo o estudo realizado pela FGV e a Ernst & Young, instituições privadas, a Copa do Mundo de 2014 produziu um efeito cascata surpreendente nos investimentos realizados no País. Além dos gastos de R$ 22,46 bilhões no Brasil relacionados à Copa para garantir a infraestrutura, e a organização, a competição injetou, adicionalmente, R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos indiretos e induzidos. No total, o País movimentou R$ 142,39 bilhões adicionais no período 2010-2014, gerando 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, o que vai impactar, inevitavelmente,o mercado de consumo interno.Essa produção também ocasionou uma arrecadação tributária adicional de R$ 18,13 bilhões aos cofres de municípios, estados e federação. O impacto direto da Copa do Mundo no Produto Interno Bruto (PIB)brasileiro é estimado em R$ 64,5 bilhões para o período 2010-2014 – valor que corresponde a 2,17% do valor do PIB para 2010, de R$ 2,9 trilhões.
    Do total de R$ 29,6 bilhões que correspondem aos gastos estimados relacionados à Copa
    R$ 12,5 bilhões tem como origem o setor público (42%) e R$ 17,16 bilhões são provenientes do setor privado (58%).

    Se isso não é um bom negócio, não sei o que é.

  18. Douglas de Souza Alencar

    Arrebentou no artigo Larissa, acabei seus artigos em inglês no Mises do Canadá, ótimos por sinal também. Espero que você escreva mais vezes aqui.

    Abraços!

  19. Alemanha fez copa. EUA fizeram copa. Itália fez copa. México fez copa. Africa do Sul fez copa. Até o Brasil já fez copa. Ou seja, países mais ou menos desenvolvidos já fizeram copa. Isso posto, fiquei com algumas dúvidas sobre as possibilidades abertas pelo artigo e as consequentes possibilidades para a opinião subjacente da autora:

    1. Todos os países que fazem copa são idiotas. Nesse caso, o mais provável seja que a autora simplesmente realmente odeie o futebol (“Ou vai ver é porque eu odeio futebol”). Assim, todos os números e dados e indicadores do artigo tornam-se desnecessários – até mesmo enganosos-, pois apenas serviriam para “embasar” uma opinião pessoal – um sentimento, uma emoção – da autora. Um artigo poético, mas com números.

    2. Alguns países são idiotas, outros não. Essa possibilidade existe, dadas as frequentes referencias aos indicadores de riqueza do Brasil, sempre associando-os ao custo monetário da copa. Ou seja, a copa só deveria ser organizada por países ricos. Nesse caso, há aparentemente um nível um pouco maior de razão, apesar de muita emoção ainda jorrar do artigo. Se for esse o caso, então a autora estaria assumindo que existe um limiar na relação PIB-per-capita/custo-da-copa a partir do qual seria aceitável a organização de uma copa por um país. Há outras possibilidades; por exemplo, só os países sem pobreza podem fazer copa. De qualquer modo, parece que há um critério implícito (para poder fazer copa), relacionado a riqueza, e seria muito bom saber de modo mais exato qual seria esse critério, seu valor e por quê.

    De todo jeito, não ficou claro qual o problema com a copa. Parece-me que, no fundo, é uma questão de gosto (ou desgosto) pessoal da autora. Sem problema nenhum; mas é que esse monte de números semi-aleatórios jogados em um texto com esse viés opinativo – um verdadeiro desabafo – deram a ele um ar “esquizofrênico”.

  20. VALDIVO JOSE BEGALI

    Com todo respeito às opiniões postadas até aqui, creio que temos que deixar de lado o esforço de demonstrar que temos problemas – por ser fato tranquilamente aceito por todos – e usar o tempo buscando soluções. Nesse sentido, há um projeto de lei, já aprovado no Senado, parado na Câmara dos Deputados que daria uma grande contribuição ao combate da corrupção/impunidade. Trata-se do projeto de lei que enquadrará a Corrupção como Crime Hediondo (PL 5900/2013).

    Por favor, clique no link abaixo e assine a Petição dirigida ao Presidente da Câmara de Deputados, Sr. Henrique Alves, pedindo que ponha esse PL em votação.

    Quando esse PL virar lei muita coisa vai começar a mudar no Brasil.

    Link para vc assinar: migre.me/kcK6z.

    Vc não gastará mais que alguns minutos para assinar a Petição e estará dando uma mãozona para o Brasil entrar nos eixos.

  21. Só esqueceu de mencionar que Noruega e Suiça tem salarios umas 10x maiores que o nosso, desse modo em termos relativos a poder de compra local o Brasil pode ser o pais mais caro do mundo perdendo apenas para Venezuela.

  22. Ótimo artigo, a ainda me fez descobrir o mises do Canadá que não sabia existir. Não é preciso não gostar de futebol para ser contrario ao corporativismo e as criticas estão de tal maneira engajadas que não é preciso ter a mesma opinião da autora para chegar no mesmo entendimento, espero ver mais artigos da autora por aqui.

    Mas gostaria de deixar um comentário como este tipo de artigo com temas mais atuais e polêmicos sempre acabam trazendo novos leitores que caem de para-quedas aqui como se identifica nos comentários. Isto é muito bom para que ao menos alguns acabem entendendo as ideias aqui defendidas, já que a maioria nunca teve o menor contato com ideais de liberdade, mal sabem o que significa, o que fica claro com o espanto de um leitor acima com o corporativismo ser ruim…

    Me faz relembrar quando entrei aqui pela primeira vez, de para-quedas num artigo sobre nosso sistema bancário, algo que me interessei em buscar entender mais a fundo ao assistir o documentário Zeitgeist (para verem quão perdido estava), porém quando comecei as leituras do artigo e de livros da biblioteca do mises as coisas foram ficando mais claras e a coerência em tudo que lia foi transformando minha maneira de pensar. Acontece que não é um processo rápido, relembrei o artigo de ontem, e vejo algumas respostas ríspidas a responder estes comentários de novatos, ao acompanhar o mises por um longo tempo acabamos com esta visão de quão simples é entender e nos esquecemos que o outro leitor pode não estar mal intencionado, apenas está ainda com a venda nos olhos, para a maioria dos leigos as ideias aqui defendidas são alienígenas e vai demorar um bom tempo para a pessoa entender, isto é claro se ela estiver disposta a tirar a venda.

  23. Só um adendo a este texto da Larissa: Ela deve acrescentar aos R$ 22 bilhões gastos com o pão e circo, ops, com a copa, o viaduto que acabou de desabar em Belo Horizonte. Será demolido e certamente reconstruído. E lógico, mais as indenizações para as famílias dos mortos.

  24. Tudo é milimetricamente calculado pelos “desgovernantes”, nada é lançado ao acaso.
    O que importa é que a Dilma subiu nas pesquisas a custa deste “circo de horrores” patrocinada pela corrupta Fifa. Ou seja, não importa os meios para se atingir a finalidade (Machiavelli). E parece que atingiram a tal pretensão.
    Tutto è burla nel brasile.

  25. Edson Negreiros

    Incrível. Estou em Vancouver e parece que fui eu quem escreveu o post. Mesma sensação. Parabéns pela clareza de pensamento Larissa. Infelizmente muitos dos Brasileiros vão demorar anos-luz para entender isso. Pena.

  26. Só vou reclamar de uma picuinha, que na verdade é bastante importante: o artigo contrapõe a Copa e os seus gastos extravagantes ao “sistema educacional precário” do Brasil. O que dá a entender que seria bom se o dinheiro dos estádios fosse repassado para o sistema educacional.

    Na verdade, o sistema “doutrinacional” é uma aberração terrível, um monopólio descarado usado pelo Estado e, mais especificamente, pelos intelectuais progressistas (em sua maioria esquerdistas) para fazer uma lavagem cerebral na população inteira. Seria ótimo se 100% da verba do “sistema educacional” e seus apêndices fossem redirecionados para coisas inanas como a Copa.

  27. Excelente artigo, facilmente entendível e com argumentação forte. Foi o mais comentado e compartilhado entre os meus amigos no Facebook que eu já vi, rendeu até alguns “Curtir” na página do IMB.

    Me inspirou muito também pelo fato da autora ter estudado na Unisinos, minha atual universidade, onde faço engenharia.

    Espero que a autora considere escrever mais artigos para o IMB.

  28. Philipe Ferreira

    Larissa, por favor, não entendo o que quer dizer com “E agora, graças ao aumento na demanda por bens e serviços em decorrência da Copa do Mundo, a inflação de preços oficial acumulada em 12 meses chegou a 6,4%.”

    Graças ao aumento da demanda por bens?

    Não é a inflação um aumento da oferta de dinheiro (impresso pelo BC) e o aumento de preços consequencia disso?

    No mais, muito bom artigo. Pretendo compartilhar.

  29. O titulo do texto se enquandra bem nao sua critica: “ha algo errado comigo”.
    Eh muito bonito falar mal do seu pais e colocar a culpa no governo e se achar intectual porque teve acesso a educacao. Porem a maioria dos brasileiros soh sabe reclamar e nao quer assumir que o cancer da nossa nacao soh somos nos mesmos!

    Por example, voce fez esse texto cheio de fatos e criticas ao governo apenas, falando sobre os precos dos carros, iphones, e da populacao carente, mas mora no canada e foge do seu pais que tanto precisa de pessoas instruidas para formar uma base pensantw que pode contributor para o pais sair do buraco.

    O preco dos automoveis no brasil nao sao caros por culpa dos impostos, mas pq nos brasileiros de classe media (com boa educacao e um trabalho razoavel) paga pelos altos precos que as montadoras impoem no brasil. Outra coisa eh, se voce quer que o governo faca a parte deles, voce vez fazendo a sua em votar concientemente? Porque voce mora no canada e talvez jah tenha perdiido algumas eleicoes. E quando voce vota nao soh para presidente, voce pesquisa sobre a vida de cada candidato antes de fazer a suas decisao? Se pesquisa, quanto tempo voce gasta fazendo essa pesquisa, e quanto tempo voce discute com a populacao nao instruida do nosso pais para eles fazerem a escolha?

    Para resumir, meu ponto eh que o pais soh vai mudar quando nos brasileiros parem de reclamar e agir. Mais nao da maneira que foi feita com o protestos do ano passado, que a maioria soh estava nas ruas pq era legal de dizer para os amigos e colocar no facebook que estavam nos protestos, mas qaundo cada brasileiro abracar a causa que quer viver num pais melhor. Pq tenho quase cereteza q a maioria das pessoas que estavam nos protestos o ano passado devem estar em casa assistindo os jogos pela globo, usando seus iphones para postarem comentarios no facebook, e falando mal da copa.

    Enquanto cada brasileiro nao parar de reclamar e agir em seu dever como cidadao com o seu pais, eh soh ficarmos achando que o governo eh que tem que mudar, o brasil vai continuar sendo o brasil que nos jah conhecemos…..

  30. Emerson Luis, um Psicologo

    O problema não é o futebol em si: cada um decida se quer assistir ou não.

    O problema é (1) a atitude de muitos em relação ao futebol e (2) o uso que governantes e corporações fazem dele com dinheiro público. Deveria ser um evento 100% privado.

    * * *

  31. Deixem de ser fanáticos e tratem bem quem tem opinião contrária. Fica irritante ler a área de comentários, nunca li tanto achaque de ego.

  32. Larissa, não é que você seja anti-patriota. Você tem CONSCIÊNCIA.
    Qualquer tipo de “arena” é digna de náuseas.
    Somente o fato de ir até um estádio já demonstra o quão é atrasado intelectualmente e sem consciência uma pessoa.
    Muito triste o que vivemos atualmente neste mundo dominado pela mídia e pelas marcas, as quais levam o povo onde querem (Grande Zé Ramalho: “admirável gado novo”).

  33. Moro aqui em Manaus há doze anos, os Jogos da Copa não melhoram minha vida e das pessoas pobres e moradoras da periferia como eu e sofremos pela da falta d’água ocasionada por um acidente suspeito. Eu, minha família e meus vizinhos nem chegamos perto do estádio.

    Aumentou os aluguéis; as obras de mobilidade urbana ficaram na promessa, BRT nada; porto de Manaus continua um lixo; preços abusivos contra os turistas, aqui um sanduíche de queijo com presunto custa até R$ 20, e tem hotel cobrando R$ 500 de diária sem oferecer sequer água no frigobar[1]; o quilo da farina chegou a R$ 15,90 [2]; até aumentaram o preço da gasolina [3]; o comércio de Manaus não registrou bons números nos primeiros 15 dias da Copa do Mundo [4], o Centro de Convenções ao lado do estádio não foi inaugurado a tempo, as estruturas dos hospitais foram maquiadas. Foi revelado a mentira do PT e dos seus aliados amazonense.

    [1] oglobo.globo.com/economia/mundial-do-surreal-precos-de-produtos-servicos-decolam-nas-cidades-sede-12962342#ixzz36cRj8CgF

    [2] http://www.emtempo.com.br/em-manaus-preco-quilo-da-farinha-ja-chegou-r-1590/

    [3] http://www.redetiradentes.com.br/consumidor-quer-justificativas-para-aumento-preco-combustivel-em-manaus/#.U7hAqZS8D6c

    [4] noticiajato.com.br/cdl-manaus-aponta-que-copa-pouco-afetou-varejo/

  34. Em 2013, um amigo que possui uma empresa de serviços participou de uma palestra, aqui em Porto Alegre, a respeito da prestação de serviços para as obras da copa.

    Nessa palestra, ele [meu amigo] lembra que uma das coisas que mais era mencionada era a chamada ‘elitização do futebol’. Ou seja, após a copa, os preços dos ingressos jamais seriam os mesmos. E nessa ‘elitização’ a coisa que mais chamava a atenção era a participação estatal nos eventos da chamada serie ‘A’: patrocínios de estatais, verbas via ministérios dos esportes, CBF, controle dos direitos de TV, etc. Na realidade, hoje tenho certeza que por ‘elitização do futebol’ se traduz por estatização (declarada e explícita).

    A copa foi sem sombra de dúvida um projeto piloto aqui no Brasil. Teve como consequência a capacidade de ‘matar vários coelhos com uma única paulada’: eleições, decretos-lei como o 8.243 e o da ‘participação social’, soltura dos mensaleiros, etc. E ao mesmo tempo esse projeto piloto servirá de base para a estatização total do futebol no Brasil, ao longo tempo (não sei se tão longo assim).

    P.S.: Dizem as más línguas, no setor futebolístico, que um jogador com a camisa de nº 13 acabou com o Neymar. Seria isto um presságio?

  35. anti alienado boleiro

    Arthur. Gostar de futebol,volei,basquete,corrida é uma coisa,agora ser alienado,fazer empresas pararem e se matar por causa de um time é outra coisa e isso se chama alienação. E só por causa dessa alienação e puxação de saco eu estou torcendo fortemente para o Brasil perder essa copa.

  36. Nunca vi um comentário mais imbecil do que desse energúmeno chamado Arthur nesses três anos que visito este site. Cara, será que você tava sóbrio quando escreveu essa estupidez?
    Você realmente acha que todo homem no Brasil ou no resto do mundo gosta de futebol ou que toda mulher não gosta ou não tem simpatia por futebol?
    Acho que a Larissa foi muito educada com vc.

  37. Olha, acho que foi um comentário infeliz deste Arthur, mas como que ele gosta de futebol e como é Copa no Brasil ele pode ter bebido/fumado/cheirado/injetado alguma coisa. É normal. Quanto a mim, sou homem e não gosto/entendo de futebol, mas na Copa choro no Hino (com H maiúsculo), grito, tomo vários porres, não dou bola para mais nada em dias de jogo do Brasil e o escambou (aliás eu nem devia estar aqui, o jogo começa em pouco mais de 2 horas e preciso pegar uma mesa boa no bar). Sou um bairrista patológico e isto não quer dizer que eu confunda Copa com eleição. Cheguei a acreditar que iria ser uma puta confusão na Copa e qual não foi minha surpresa ao ver que a Dilma, por outras razões, disse que esta seria a Copa das Copa. Puta merda, e não é que está sendo??? Estamos dando um show de hospitalidade/alegria/receptividade (o que não me espanta, sempre fomos assim, apesar dos bostas de políticos que temos). Os gringos estão boaquaibertos e com razão, afinal, somos BRASILEIROS, COMO DEUS. Só não tenho muita certeza de que na hora da urna o brasileiro vá ser tão isento quanto eu. O que aí está NÃO PODE CONTINUAR. Sempre votei no PT, mas naquele PT recém nascido, não neste de cueções, mensalões e o escambões. Concordo, foi uma roubalheira filha da puta, o que mandou, como sempre em política, foi o QUERO O MEU (e quando é que não foi??????), mas, pelo menos por enquanto, o brasileiro mostrou o amor que tem pela SELEÇÃO, espero que isto não vá ser confundido com política.

  38. Após o vexame brasileiro em campo, um novo vexame se avoluma no horizonte da política pérfida do 'khmer vermelho' que governa o Brasil: Jornalistas chapa branca, todos financiados por estatais, já estão falando em estatização do futebol. Touché!

  39. A quantidade de gente surtando com o comentário do Arthur mostra que infelizmente, até aqui tem gente que não sabe ler.Ele deixou claro que existem exceções, então vcs estão reclamando de quê?

  40. Agora vai!

    Governo quer intervir no futebol brasileiro, revela Aldo Rebelo

    Dois dias depois da humilhação do Brasil na Copa, o governo anuncia que quer assumir parte das funções de legislar sobre o futebol, exige mudanças na estrutura do esporte e rejeita a ideia de que a CBF pode, sem participação estatal, administrar o setor.

    A Fifa proíbe que governos promovam qualquer intervenção nas federações nacionais, sob a ameaça de expulsar o país das Copas. Mas Brasília estima que existe espaço para agir.

    “Eu sempre defendi que o Estado não fosse excluído por completo do futebol”, disse Aldo Rebelo, ministro dos Esportes. “É uma intervenção indireta”. Segundo ele, existe áreas de “interesse público” e uma mudança pode alcançar até mesmo a CBF.

    “Isso se houver uma reforma na lei que de ao estado a atribuição de regular. A Lei Pelé tirou do estado qualquer tipo de poder de atribuição e poder de intervenção. Ela determinou a prática do esporte como algo privado, atribuição do mundo privado e isso só pode ser modificado se a legislação também for modificada”, declarou.

    esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,copa-do-mundo,governo-quer-intervir-no-futebol-brasileiro-revela-aldo-rebelo,1526534

  41. E como eu sempre suspeitei mesmo; futebol e coisa de esquerdista,em especial o futebol brasileiro. A vitoria de 7 a 1 da Alemanha foi mais do q merecida, se depender de minha torcida o Brasil nao ganha copa nunca mais, e muita alienacao.0

  42. A autora está sendo politicamente correta.

    A frase, “todos os brasileiros adoram futebol” é um estereótipo. E talvez ela se plique apenas aos homens. Sei lá, mulher não curte muito futebol mesmo.

    Dizer “todos os brasileiros adoram futebol”, é equivalente a dizer “todas as mulheres gostam de salão de beleza”. Se a autora ou qualquer outra mulher não gosta de salão de beleza, isso não muda o fato de que 99,9999999% das mulheres gostam de salão de beleza. A exceção não muda a regra.

  43. O governo tá dizendo que a copa “injetou” 30 bilhões na economia:

    g1.globo.com/economia/noticia/2014/07/copa-injetou-r-30-bi-na-economia-do-pais-estima-ministerio-do-turismo.html

  44. Perdoem-me se interpretei mal, mas, na minha opinião, o parágrafo “Sediar a Copa do Mundo realmente levou a um grande uso dos recursos públicos.(…)” parece se referir a escolas e hospitais públicos, ou seja, áreas onde a atuação estatal estaria deficitária, nesse sentido fazendo coro à queixa mais recorrente entre a população com relação à Copa – e também a mais equivocada: a de que o problema não é o gasto (e o saque que o financia), mas o destino do gasto. O bom e velho “em vez de construir estádios, o governo devia construir escolas e hospitais.”

    Do ponto de vista austríaco, essa crítica é totalmente vazia. Primeiro porque o gasto estatal é SEMPRE mal dirigido, é uma alocação artificial de recursos, que por sua vez distorce os estímulos na economia, segundo, porque é simplesmente imoral arrancar dinheiro a força de quem quer que seja para fazer o que quer que seja.

    É desgastante mas acho que vale a pena aproveitar cada ocasião em que alguém estabeleça essa dicotomia equivocada para introduzir alguns conceitos econômicos sobre intervenção estatal e suas conseqüências.

    Feita a ressalva, excelente texto.

  45. Norberto Moritz Koch

    Além de detestar futebol a copa me irrita profundamente pelo barulho mal educado que provoca e um insuportável número de bêbados dirigindo após os jogos, ganhem ou percam a porcaria do jogo.

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