Eu
sou um libertário. Não sou afiliado a nenhum partido político. Não sou progressista nem
conservador. Não sou de esquerda nem de direita. Não sou moderado nem
radical. Não sou um fusionista. Não estou aberto a concessões.
Sou
um libertário puro e inflexível. Para
mim, há apenas uma única forma de libertarianismo: aquela que se baseia única e
exclusivamente no Princípio da Não-Agressão. Isso significa que, para um genuíno libertário, a lei deveria proibir a
iniciação de violência contra pessoas inocentes (tanto as que não cometeram
crimes quanto as que querem apenas empreender) e contra sua propriedade. Ponto.
O libertarianismo é apenas isso e nada mais do que isso. Não há nada mais no libertarianismo do que as
implicações desse axioma básico — o que já é muita coisa.
Por
que estou dizendo isso? Porque, de uns
tempos para cá, tem havido algumas tentativas, tanto da esquerda quanto da
direita, de sequestrar o movimento libertário.
A
esquerda vem tentando sequestrar o movimento libertário acrescentando ao Princípio
da Não-Agressão sua típica agenda progressista. Daí surgem bizarrices como dizer que um libertário tem de ser
publicamente contrário ao patriarcalismo, ao machismo, a uma hierarquia de
poderes dentro das famílias, à homofobia, ao racismo, ao preconceito, ao brutalismo etc.
Outros
vão ainda mais longe e dizem que um libertário deve ser abertamente feminista,
pró-movimento gay, e deve fazer apologia de movimentos contra-culturais e ser
adepto de estilos de vida alternativos. Alguns chamam isso de libertarianismo humanitário, outros de libertarianismo denso (porque engloba
várias características), e ainda há aqueles que chamam isso de “Novo
Libertarianismo”.
O
que essas pessoas não entendem é que ser libertário significa única e
exclusivamente se opor à iniciação de
agressão contra inocentes. Ponto. É só isso e nada mais do que
isso.
É perfeitamente possível você ser
um racista abjeto, ter total aversão a gays e ainda assim ser libertário:
basta você guardar para si sua visão de mundo e não implantá-la sobre
terceiros. Você pode ser totalmente
contra a prática do homossexualismo e totalmente avesso a qualquer ideia
feminista; o que você não pode fazer
é iniciar agressão contra essas pessoas. Aja assim e você será um libertário.
Quão
difícil é entender isso?
Mas
o problema não vem apenas da esquerda. Uma tentativa de guinar o libertarianismo para a direita também
vem ocorrendo de maneira igualmente intensa. Há alguns direitistas que, assim como os esquerdistas, também querem criar sua própria forma de
“libertarianismo denso”, exortando libertários a aceitar ideias conservadoras.
Daí
a necessidade de fazer estes esclarecimentos.
Sou
um libertário. Não sou um libertário “denso” nem “diluído”. Não sou
brutalista nem
humanista. Não sou holista ou
solipsista. Não sou moralista nem consequencialista. Não sou aberto
nem fechado. Não sou um libertário modal, nem cosmopolita, nem cultural, nem
sofisticado. Tampouco sou um “libertário de bom coração”. Não sou
neo, nem milenar, nem de segunda onda. Sou simplesmente um libertário, do
tipo que não precisa de rótulos, não cria advertências, não faz concessões e
nem pede desculpas.
Sou
libertário. O libertarianismo é uma filosofia política que se preocupa
exclusivamente com o uso da coerção e da violência. Não se trata de uma
filosofia política que diz que o melhor tipo de governo é um governo limitado. Não se trata de uma filosofia política socialmente liberal e economicamente
conservadora. Não se trata de uma filosofia política que diz que o governo
é menos eficiente do que o setor privado. Não se trata de uma filosofia
política que diz que a liberdade pode ser alcançada por meio da promoção de determinadas
políticas governamentais em detrimento de outras. Não se trata de uma
filosofia política que advoga um “liberalismo com impostos baixos”.
O
libertarianismo não é a ausência de racismo, de machismo, de homofobia, de
xenofobia, de nacionalismo, de nativismo, de classismo, de autoritarismo, de patriarcado,
de desigualdade ou de hierarquia. Libertarianismo não é diversidade ou
ativismo. Libertarianismo não é igualitarismo. Libertarianismo não
é tolerância ou respeito. Libertarianismo não é uma atitude social,
estilo de vida, ou sensibilidade estética.
Sou um libertário. Sou seguidor do Princípio da Não-Agressão, o qual diz
que o único papel adequado para a violência é o de defender o indivíduo e a
propriedade contra agressões, e que qualquer uso da violência que vá além de
tal defesa é em si mesma agressiva, injusta e criminosa. O
libertarianismo, portanto, é uma teoria que afirma que todos devem estar imunes
a agressões, que todos têm o direito de se proteger de agressões, e que todos devem ser livres para fazer o que lhes aprouver, desde que
isso não signifique agredir a pessoa ou a propriedade de outro.
Meu
interesse é nas ações; não estou preocupado com os pensamentos. Estou interessado apenas nas consequências
negativas de pensamentos. Acredito que o Princípio da Não-Agressão tem de
ser estendido ao governo. Os libertários devem, portanto, se opor à — ou
tentar limitar ao máximo a — intromissão dos governos tanto em nível doméstico
quanto internacional, pois os governos são os maiores violadores do Princípio
da Não-Agressão.
Sou um libertário. Acredito na regra de ouro. Acredito na filosofia
do “viva e deixe viver”. Acredito que uma pessoa deve ser livre para
fazer o que quiser, desde que sua conduta seja pacífica. Acredito que os
vícios não são crimes.
Sou um libertário. Nosso inimigo é o estado. Nossos inimigos não são
a religião, as corporações, as instituições, as fundações ou as
organizações. Elas só têm hoje o poder de nos fazer mal por causa de sua
ligação com o estado. Retire os subsídios, as medidas protecionistas, e
as regulações que as protegem da concorrência, e elas rapidamente passarão a
ser inócuas. Mais ainda: serão
inteiramente subservientes a nós consumidores.
Sou um libertário. Acredito no laissez-
faire. Qualquer indivíduo deve ser livre para incorrer em qualquer
atividade econômica, sem licença, permissão, proibição ou interferência do
estado. O governo não deve intervir na economia de nenhuma forma. Acordos de livre comércio,
vouchers educacionais e a
privatização da Previdência Social não são de forma alguma ideias libertárias.
Sou um libertário. O único governo bom é aquele que não existe. O
segundo melhor governo é aquele que menos governa. Como disse Voltaire, governo,
em seu melhor estado, é um mal necessário e, no seu pior estado, é
intolerável. A melhor coisa que qualquer governo poderia fazer seria
simplesmente nos deixar em paz.
Sou um libertário. Imposto é roubo praticado pelo governo. O
governo não tem direito a uma determinada porcentagem da renda de ninguém. O código tributário não tem de ser simplificado nem reduzido, e não precisa ser
mais justo ou menos intrusivo. As alíquotas de imposto não têm de ser nem
diminuídas, nem igualadas e nem se tornar menos graduais. O imposto de
renda não precisa de mais e maiores deduções, e nem de lacunas, abrigos,
créditos ou isenções. Todo esse sistema pútrido tem de ser abolido.
As
pessoas têm o direito de manter para si tudo o que ganharam e decidir por si
mesmas o que fazer com seu dinheiro: gastá-lo,
desperdiçá-lo, torrá-lo, doá-lo, legá-lo, guardá-lo, investi-lo, queimá-lo,
apostá-lo.
Sou um libertário. Não sou um libertino. Não sou um hedonista. Não sou um relativista moral. Não sou
devoto de algum estilo de vida alternativo. Não sou um
revolucionário. Não sou um niilista. E não desejo me associar a
ninguém que tenha essas características; mas também não desejo agredir aqueles
que têm. Acredito na liberdade absoluta de associação e discriminação.
Eu sou um libertário.
Espero
não haver mais dúvidas.
Simplesmente Perfeito!
Assino embaixo.
Pobre Paulista.
Bom dia. Sou médico, sei muito pouco sobre economia, e há algum tempo venho acompanhando o site http://www.mises.org.br e tenho me identificado muito com vossas idéias. Mas tenho uma dúvida: qual seria o papel do Estado? Ele não é necessário para manter a ordem através de um mínimo de leis que a garantissem? Obrigado
Só tenho uma cisma: a expressão “não iniciação de agressão” e suas variáveis não soa bem. Três “ãos” em sequência não dá, dói no ouvido. Parece linguagem de call-center traduzida literalmente do inglês para o português. No mais, tá perfeito.
A única coisa que eu não concordo com o assunto é que me parece que o Libertarismo não é como o Marxismo, ou seja, não é uma cultura, por esse mesmo motivo, é possível que algumas pessoas confundam o pensamento libertário, que eu creio ser um movimento prioritariamente Político-Econômico, com algum tipo de Doutrina Ideológica, o que é um erro. Porém é necessário ser dito que é mais fácil o movimento libertário estar de acordo com a Direita do que com a esquerda, e quando falo em esquerda falo no seu sentido real, não essa tentativa de mascarar uma ideologia que tem um fim, que é implantar o socialismo das mais diversas formas.
Muitas ideias do Libertarismo são estranhas para mim, mas acredito que a Esquerda é inimiga comum dos libertários e dos Direitistas, já que ela não admite que exista duas coisas extremamente importantes para o movimento libertário: O pensamento individual e a propriedade privada.
Excelente artigo ele era mais do que necessário.
Recentemente eu vi está reportagem sobre pichadores: https://www.facebook.com/photo.php?v=445682128909657
Ai o cara diz na globo para milhões de telespectadores: "O pichador é um artista, mas é um artista diferente dos outros. Nós somos artistas libertários, artistas transgressivos e revolucionários."
COmo alguem que invade uma propriedade privada e picha ela, se diz libertário.
Difícil é botar isso nas cabeças dos fanáticos, sejam eles políticos ou de qualquer desses que tem a necessidade de esfregar na cara o que são para que assim se sintam respeitado. As vezes penso que tudo que foge do conceituado modo padrão de viver deve ser tolerado para vivermos em harmonia, mas dai a ser aceito é de cada um e nunca, jamais, deve ser imposto!!!
Que lição! Um dos melhores textos que li até o momento por aqui.
Os extremos sempre me causam arrepios nessa minha jornada em busca da compreensão do libertarianismo. Ainda tenho muito o que aprender, não há dúvida, mas ler esse texto acendeu em mim o desejo de ser simplesmente libertária – nem mais, nem menos.
Sei que continuarei me assustando com muitos artigos e comentários por aqui, mas sempre que isso acontecer retornarei a este artigo. Ele é uma dose potente de liberdade com simplicidade: a mistura ideal e necessária para nos acordar pro que realmente importa. Obrigada.
Compartilho dessa “sensação” – digamos assim – transmitida pelo autor, conquanto discordando de boa parte de seu texto.
E para sair da sensação e “cair na real” ou próximo a ela , deveria começar sua abordagem libertária “neutralizando” o próprio vernáculo e a própria matemática.( pelo menos estes).
Isso porque aquele já vem carregado de “pré conceitos” e esta não exaure o infinito. Desta forma, impossibilitam a “liberdade” pretendida ou defendida.
Nessa linha, o próprio vocábulo “libertário” , ou melhor, a própria oração, “eu sou um libertário”, por si só, invoca o conjunto COMPLEMENTAR, isto é, o conjunto dos elementos que NÃO SÃO LIBERTÁRIOS. ( se preferirem, o que não se vê).
O texto só pode ser perfeito , como sugere um outro comentarista- para ele próprio, isto é, para o próprio comentarista e para seus seguidores porque simplesmente assim o desejam.
Portanto,penso não se possível concluir que o texto é perfeito.
Aliás, como humanos, temos buscado a perfeição há séculos – ou desde sempre. O máximo que conseguimos alcançar ou defender foram os “dogmas”. Afora, evidentemente, aquelas lucubrações filosóficas tais como , motor do mundo, 5 vias e coisas do tipo.
Nem mesmo as ciências duras obtém tamanho êxito, isto é, o da perfeição.
Por outro lado, os princípios da não agressão e da propriedade, os quais parecem ser os únicos defendidos pelo libertário, não nos permitem afirmar, definitivamente ou perfeitamente, a não existência de outros princípios. E se não exaurem os princípios então não possibilitam a definição de um “ser libertário’.
Utilizando-se um pouco da matemática pode-se concluir que conjuntos “A e “B” ,a união e a interseção deles, demonstram que há também o conjunto complementar. Todavia, não demonstram para além destes. Não alcançam o suplementar , o metafísico, o imaginário, cujo limite, certamente, tenderá ao infinito. Baseando-se nessa linha de pensamento, os dois princípios evidentemente não alcançam, exaustivamente, a conduta libertária pretendida.
Assim, se alguém vê a propriedade e a não agressão, há de ver também a “não propriedade e a agressão. Também deverá de haver alguma propriedade e alguma agressão e/ou nenhuma propriedade, nenhuma agressão etc.
E mais. Será preciso definir o instrumento para garantir o próprio “ser libertário”. E essa “coisa” que tem como objetivo garantir o ser libertário , necessariamente, limita a própria liberdade, causando assim, um nítido paradoxo.
Portanto, embora o autor do texto tenha tentado buscar a tautologia atemporal, inquestionável ou natural, lamentavelmente, não conseguiu definir sua pretensão de “ser libertário”. Muito menos a aplicação dela.
Assim sendo, embora desejando a liberdade ou tornar-se um “ser libertário” talvez seja melhor acreditar no “estar libertário” até conseguirmos evoluir a ponto de encontrar a perfeição pretendida.
Saudações
Fodástico!
Simplesmente fantástico. Parabéns ao IMB!
Ok.
Agora entendi muita coisa. Mas ainda resta uma dúvida:
– Qual a diferença com relação aos anarquistas no tocante a existência do governo?
OFF:
noticias.br.msn.com/mundo/contra-obesidade-entidades-querem-que-comida-seja-regulada-como-cigarro
Quando vc achava que as ideias ruins estavam no fim, descobre que há uma porta que leva a mais ideias ruins…
Libertário resume-se em não agredir ninguém e aceitar todos as formas de pensamento desde que elas não sejam impostas goela abaixo…
O texto é válido, mas acredito que os liberais deveriam ser um pouco mais pragmáticos.
Especialmente no Brasil, acredito que nossa geração não viverá para ver um país com liberdade, sem interferência do Estado em cada esfera das nossas vidas.
Acho que estou fujindo um pouco do assunto mas me preocupo bastante quando começam a haver divergências pouco significantes entre os liberais e não unidos contra a Venezuela em que o Brasil está se tornando.
Acredito que o anarcocapitalista é tão utópico quanto o comunista. Siceramente…
Excelente artigo. Realmente, nos últimos tempos, grupos com pensamentos bizarros e irracionais(conservadores e progressistas) vêm tentando “roubar” a palavra libertário para eles, e até mesmo tentam influenciar negativamente o Libertarianismo inserindo idéias bolorentas e agressivas, vindas da direita e da esquerda. O PNA é o suficiente para vivermos em paz e harmonia, ou pelo menos viver muito melhor do que hoje.
Eu sou libertário. Ponto.
Cada um de nós segue diversas filosofias e é importante saber diferenciá-las. Ser um liberal não implica defender ou combater os ideais e comportamentos citados. Porém, por progressão lógica, é coerente o liberal concordar com determinadas ideias e discordar de outras, como o marxismo e qualquer ativismo coercitivo.
* * *
sem palavras…
Prezados,
A quem caberia a defesa da propriedade/patrimônio,ao Estado ou ao próprio dono da propriedade/patrimônio?
Vocês são favoráveis à posse e ao porte de arma de fogo?
“Isso significa que, para um genuíno libertário, a lei deveria proibir a iniciação de violência contra pessoas inocentes (tanto as que não cometeram crimes quanto as que querem apenas empreender) e contra sua propriedade. Ponto. O libertarianismo é apenas isso e nada mais do que isso.”
Tá, digamos que alguém descumpra esta lei, como vem acontecendo desde o paleolítico, o que fazer?
SOU UM LIBERTÁRIO FELIZ!
“É perfeitamente possível você ser um racista nojento, ter total aversão a gays e ainda assim ser libertário: basta você guardar para si sua visão de mundo e não implantá-la sobre terceiros.”
“Meu interesse é nas ações; não estou preocupado com os pensamentos.”
Decerto que não devemos tomar por base pensamentos no julgamento de uma pessoa, mais se aproximando do significado jurídico de julgamento, pois muitos desses pensamentos não vão se concretizar em fatos; mas decerto, também, que tantos outros o irão, pois, por que, então, as pessoas perderiam seu tempo pensando sobre os mais variados temas; há uma infinitude de diversidade de pensamentos para o bem e para o mal. É como se desconsiderassem a natureza decaída humana( crença particular compartilhada por muitos) que não deixará de existir.
Ser contra iniciação de agressão, por si só, não significa nada. Isso, por si só, não torna o libertarianismo necessariamente de esquerda, mas também não cria nenhuma ilegitimidade à esquerda usurpá-lo, uma vez que, segundo o próprio texto, o libertário pode defender qualquer coisa, desde que não defenda agressão.
O que alguns libertários precisam entender é que a liberdade não se sustenta num vácuo de princípios e valores morais. O que não quer dizer que o governo deve se intrometer na vida pessoal dos cidadãos, como defendem alguns conservadores. Na verdade, isso significa que, NÃO, não dá para ser racista, feminista, militante gay, homofóbico, etc, e, ao mesmo tempo, defensor da liberdade.
Pronto, agora não preciso fazer muitas introduções. É só passar o link desse texto mais do que prefeito.
Parabéns e obrigado IMB.
Ok. Você autor do texto é libertário e blá blá blá.
Mas, me diga, e os que não são ? Como você irá se proteger dos que querem dominá-lo pelo meio da força ?
Vai precisar estar fortemente armado. Mais do que eles. Todos terão de estar fortemente armados, mais que todo mundo. Todos mais que todos. Não tem jeito.
Vai precisar de estado ? E agora ? De qual estado você vai precisar ?
Sugiro o mínimo. Seja bem vindo, liberal!
Reflexões que não podem passar batidas:
mercadopopular.org/2014/05/liberdade-negativa-nao-e-suficiente-liberdade-positiva-para-todos-e-o-triunfo-ultimo-2/
Não adianta ficar de “masturbação mental”, os Estados no mundo todo ficaram “Too Big to Fail”. O maximo que se pode fazer é emagrecer a banha estatal, mas elimina-lo 100% é quase impossivel.
Na nossa realidade brasileira atual temos que escolher entre Dilma (mais intervencionista) e Aecio\Eduardo (um pouco menos intervencionista). Reformas mais profundas de pró-mercado talvez se um dia for eleito um canditado do partido NOVO, quem sabe?.
Em 2014 temos que escolher entre se aproximar mais da Argentina\Venezuela com Dilma ou afastar deles com Aecio.
E quem sabe um dia eleito um canditado realmente “liberal classico”, se aproximar do Chile, quiçá Australia, Suiça, Nova Zeladia, HK e Singapura.
O senhor é um anarquista.
Minhas felicitações.
fiquei uns dias longe do IMB e quando volto me deparo com esta maravilha!! simplesmente perfeito!!
sejamos!!
Excelente texto!
Uma duvida. Se ao existe governo como se mantem a ordem? Ou melhor como se protege a propriedade privada e o meu direito a nao agressao daqueles que nao sao libertarios, que acham que eu deveria pesar como eles? E se deve existir um estado minimo para manter esta ordem, simplesmente para garantir o direito de todos a sua individualidade e para proteger os individuos da agressao, este estado custa dinheiro, ainda que o minimo. Viver nesta sociedade com uma entidade para proteger e garantir meu direito individual de pensar e agir como eu quiser (desde que eu nao agrida ninguem) nao tem um custo que seria o imposto para manter este governo que vai fazer isso? Este nao é o principio basico de uma comunidade? Todo mundo contribui com uma quantidade igualmente justa para manter o que nos protege? Este é o meu problema com anarquismo. Sem estado algum (ja que sem imposto nao tem como existir estado, a menos que existam voluntarios a garantirem minha segurança) o que me protege de ser agredido por grupos de skinheads, por exemplo????? Fora isso, excelente texto!!!
“o que me protege de ser agredido por grupos de skinheads, por exemplo?????”
Armas de fogo e/ou segurança privada.
Que, diga-se de passagem, custarão bem mais barato do que os atuais impostos e serão muito mais eficiente do que ligar para a polícia e esperar sentado enquanto o ladrão/assassino rouba e mata.
E, não tendo estado, quem matar um ladrão que invadiu a sua propriedade não será preso.
Que artigo NECESSÁRIO, depois daquele artigo medonho do Hoppe que fez vários conservadores saírem do armário por aqui.
O libertarianismo é só um outro nome para a anarquia, e que é usado somente porque anarquia remete a movimentos de esquerda que ninguém leva a sério.
Mas assim como a anarquia o libertarianismo é questionável.
Afinal, alguém acredita mesmo que após o colapso do Estado romano ou maia a situação das pessoas do local melhorou?
“Como disse Voltaire, governo, em seu melhor estado, é um mal necessário e, no seu pior estado, é intolerável.”
*****************
Então Voltaire seria contra o libertarianismo. Estou com ele, também acho que governo é um mal necessário. E um governo ruim é realmente intolerável, mas nisso a democracia dá um jeito.
"Não se trata de uma filosofia política que diz que o melhor tipo de governo é um governo limitado." Mas, é possível ser libertário e minarquista, não?
"Não se trata de uma filosofia política que diz que o governo é menos eficiente do que o setor privado." Porra mão. Isso é a coisa mais repetida nesse site!
Respondam esse comentário para esclarecer, por favor. Obrigado.
Excelente artigo. Leitura obrigatória para os idiotas do EPL e do Libertarianismo.com.
Há muito tempo tenho essa dúvida:
Imaginem que um pai encontra um vagabundo assaltando, ou tentando sequestrar, ou estuprando a filha dele, esse pai saca seu revólver e mata o monte de lixo
Ninguém em sã consciência vai condenar esse pai, mas a questão é: o vagabundo não fez nada contra ele, não fez agressão nenhuma contra ele e sim contra a filha dele
Então, existe legítima defesa de terceiros?
O problema é que se existir ela pode ser usada pra justificar muita coisa ruim…
Resposta do Hoppe:
“You cannot be a consistent left-libertarian, because the left-libertarian doctrine, even if unintended, promotes Statist, i.e., un-libertarian, ends. From this, many libertarians have drawn the conclusion that libertarianism is neither Left nor Right. That it is just "thin" libertarianism. I do not accept this conclusion. Nor, apparently, did Murray Rothbard, when he ended the initially presented quote saying: "but psychologically, sociologically, and in practice, it simply doesn't work that way." Indeed, I consider myself a right-libertarian – or, if that may sound more appealing, a realistic or commonsensical libertarian – and a consistent one at that.
In light of this, as a right-libertarian, I would of course first say to my children and students: always respect and do not invade others' private property rights and recognize the State as an enemy and indeed the very anti-thesis of private property. But I would not leave it at that. I would not say (or silently imply) that once you have satisfied this requirement "anything goes." Which is pretty much what 'thin' libertarians appear to be saying! I would not be a cultural relativist as most "thin" libertarians at least implicitly are. Instead, I would add (at a minimum): be and do whatever makes you happy, but always keep in mind that as long as you are an integral part of the worldwide division of labor, your existence and well-being depends decisively on the continued existence of others, and especially on the continued existence of white heterosexual male dominated societies, their patriarchic family structures, and their bourgeois or aristocratic lifestyle and conduct. Hence, even if you do not want to have any part in that, recognize that you are nonetheless a beneficiary of this standard "Western" model of social organization and hence, for your own sake, do nothing to undermine it but instead be supportive of it as something to be respected and protected”.
http://www.lewrockwell.com/2014/09/hans-hermann-hoppe/smack-down/
Srs,
Apenas um questionamento. Essa agressão mencionada envolve a agressão verbal, digo insultos, xingamentos?
Como o libertarianismo vê essas agressões verbais?
Vamos abolir o governo do Brasil e formar uma nação libertária, sem Estado e sem governo. Claro que se todos os cidadãos do Brasil forem libertários, nesta definição, que é correta, tudo seria ótimo aqui dentro. Mas e se todos os nossos vizinhos não forem, forem socialistas querendo fundar uma grande pátria, o que acontecerá?
Será que teríamos capacidade de defesa contra ameaças externas?
Bom, teríamos empresas particulares de segurança que precisariam sempre estar prontas para responder a ameaças. Bem equipadas e bem treinadas e os cidadãos libertários, se fossem espertos, pagariam por isto.
Mas será que seria o suficiente? Ou seria necessário também empresas de segurança aérea? Sim, bem como uma segurança marítima privada com navios de guerra e porta-aviões. Ok, isto é possível.
Mas existem também no mundo inimigos com armas que simplesmente tornam tudo isto inútil. As armas nucleares seriam uma grande ameaça, assim, se faria necessário que houvesse empresas de segurança dotadas de artefatos nucleares e também defesas contra mísseis balísticos.
Agora sim, teríamos empresas de segurança com grande poderio para defesa da Nação Libertária do Brasil. Alguns empresários teriam controle sobre armas nucleares, outros sobre porta-aviões, baterias anti-aéreas e aviões de última geração.
E aí? Você se sentiria seguro assim? Bem seguro.
Parece bem razoável pensar que estes empresários procurariam outros mercados para oferecer seus serviços. Quem sabe os países vizinhos não pagariam bem? Eu creio que seria possível conquistar novos mercados. A Coreia do Norte, o Irã e talvez a Venezuela pagariam bem por esses serviços. Como libertários não temos preconceitos contra quaisquer mercados, pois quem impõe leis impossibilitando o livre comércio são os governos.
Para mim, parece que esta ideologia é como a ideologia de Marx, só funciona se todos pensarem da mesma forma. Somente quando esta for um imperativo categórico será possível concretizá-la. Sei que vou levar pedradas por isto, digo que não passa de mais uma utopia.
Se não me falha a memória, quem disse “Government, even in its best state, is but a necessary evil; in its worst state, an intolerable one.” foi Thomas Paine e não Voltaire.
De qualquer maneira, bom texto!
Me ajudem numa dúvida. Admitindo que os princípios da não iniciação da violência e do direito ao uso da violência no caso da legítima defesa da vida e da propriedade sejam aceitos e consagrados e sendo fato que vivemos num estado de violência permanente do Estado contra nós,então, admitindo esses princípios, seria legítimo agir com violência contra o Estado, seus agentes e seus defensores, uma vez que o Estado já deu início a violência. Se a resposta é positiva, até que limite? Seriam legítimos atos de terrorismo, se esses não atingissem inocentes?
Boa tarde,
Assim como vários colegas leitores, estou cada vez mais internalizando conceitos libertários, e me deslocando para a parte de cima do diagrama de nolan (e já distante do estatismo). Porém, quanto mais saio do eixo esquerda-direita, mas eu tenho a impressão de que os argumentos dos conservadores (direita) se fortalecem…
Ainda estou lendo vários livros de várias ideologias, portanto sou um estudante, apenas. Com o tempo, terei as impressões confirmadas, ou não.
De qualquer forma, estou divulgando este texto. Deve ser lido por todos, ainda que não compartilhem da mesma ideologia.
Abraço.
Leio, aliás, ‘devoro’ esse site há 9 meses. Há 9 meses foi como se o verdadeiro mundo, tal qual aquele que se apresenta ao personagem Neo, do excelente filme “Matrix”, se apresentasse diante dos meus olhos.
Esse site é de longe o que mais vejo e leio… Mais do que jornais, redes sociais, páginas de esporte e até mesmo de streaming (Youtube). Mises é a minha casa, definitivamente.
E esse texto deveria ser distribuído para todos, colocado ao alcance de todos. Publicado em tudo quanto é jornal/revista… É simplesmente, demais!
Confesso que me emocionei ao ler cada linha, ter meus sentimentos e formas de pensamento espelhados naquelas palavras e, por fim, me ver como um libertário!
Obrigado Mises!
O Libertarianismo: seja o Anarcocapitalista ou o Minarquista/Misesiano(que é a teoria política do Partido Libertário americano e do Liber a qual eu também compartilho), é uma filosofia muito importante tanto a Ética quanto para desmistificarmos o Estado. Com essa forma de pensamento hoje eu penso naturalmente sobre secessão individual e Laissez-faire, que são um completo tabu para as sociedades ocidentais atuais.
Esse texto define exatamente como eu penso. Muito foda pqp.
Esse tipo de texto deve ser apreciado quando somos adolescentes. Depois de velho é só burrice mesmo.
Gostaria, se possível, que comentassem esse link:
henrymakow.com/libertarianism_as_an_illuminat.html
E esse vídeo também:
https://www.youtube.com/watch?v=uWSxzjyMNpU
Como os libertários veem o caso do Eike Batista?
Ele deveria ser punido ou não? Pois ele não cometeu nenhuma agressão a ninguém.
Então, apoiar que as drogas recreativas sejam proibidas, me impede de ser um libertário? Apoiar que o aborto seja crime, me impede de ser um libertário? Quanto ao aborto, eu acho que não, mas do ponto de vista de LUTAR PELA LIBERDADE, acredito que a pessoa viciada não é livre, então quem tenta impedir que ela se drogue, não está lutando por sua liberdade?
“O que eu disse acima também vale para o seu comentário. Quando se trata de legítima defesa, até matar pode ser justificável.”.
Ah, então você concorda comigo!
“Quanto a mentir para angariar fundos, seja lá de quem for, continua sendo imoral.”.
Ao fornecer dinheiro para financiar o terrorismo o ricaço em questão já está cometendo um crime.
De qualquer você pode queimar o dinheiro e denunciá-lo à polícia.
“Os fins não justificam os meios. Melhor usar sempre a verdade para impedir que você se veja obrigado a fugir.”.
“Os fins não justificam os meios.”, se isso for levado até as últimas consequências eu não poderia nem mentir
para impedir um assassino de matar alguém.
Nem sempre é possível vencer com a verdade.
“Até mesmo usar a mentira para por um criminoso na cadeia. Ah! ele foi preso? Que bom!
Mas pelos motivos errados. E se a mentira for descoberta ele pode ser solto e colocar todo sistema de justiça sob suspeita.”
Na minha hipótese o criminoso não será preso por causa da mentira, ele será preso porque ele é um criminoso, ora bolas!
A mentira será apenas um meio de enganá-lo para fazê-lo cometer um erro que o levará a ser preso.
Depois a pessoa que mentiu para ele poderá inclusive dizer que o enganou contando uma mentira e mesmo assim ele será preso.
“A vida em sociedade depende fundamentalmente da confiança entre as partes.”
Eu eu não fui contra esse princípio em momento algum.
“Se esta confiança for quebrada, não há bem que nenhuma mentira poderá consertar.”.
Se um criminoso confia que você não mentirá para ele essa é uma ótima oportunidade para mentir para ele.
Acredito que todos concordam que é preciso rever o papel do “estado” em nossas vidas, cortando todas essas leis absurdas e impostos escorchantes, no mínimo.
Acabei de me encontrar! Sou LIBERTÁRIO!
Não existe libertário comunista, nazista, fascista, socialista nem social-democrata. Todos esses são LIBERTINOS DE ESQUERDA com a inconfessável pretensão de se infiltrar e, uma vez aceitos, promoverem a corrosão de nossas vidas, liberdades e propriedades…
Boa tarde, caros amigos.
Reproduzi este artigo em meu site (como todos os devidos créditos), pois representa 100% minha visão de mundo.
Peço que dêem uma olhada, se possível! Caso a reprodução tenha sido ofensiva, me avisem que eu retiro. Desde já, obrigado!
anarcotatuaria.com.br/post-e-artigos/
É fácil defender o impraticável. Realmente, o libertarianismo nunca irá fracassar.
Estou aqui observando os comentários, e fico imagino se é isso mesmo que o autor que o autor quis dizer…
Enquanto ouvir discussões, e questões sobre “quem é melhor, quem é o pior? “Qual é o lado certo, qual lado errado”,haverá injustiças, corrupção, pois ao longo do tempo nada se faz além de longas e duradouras discussões sobre o mesmo ponto e nunca se chegou a uma conclusão e apresentações de melhoria. Enquanto houver uma definição para cada grupo social, enquanto as pessoas se relacionarem por classificações o mundo estará perdido. Parecemos todos com cachorro correndo atrás do próprio rabo. Correndo em círculos.
Direita rouba da esquerda o termo libertário
OCTOBER 12, 2021
Assim como o bolsonarismo sequestrou as cores da bandeira do Brasil, a direita está sequestrando a ideia de liberdade, notadamente o adjetivo "libertário". O confisco começou nos EUA, depois que ?Ron Paul e seus seguidores ganharam projeção e ocuparam uma posição de certa visibilidade no Partido Republicano nos primeiros anos deste século. Mais recentemente, tivemos o sucesso eleitoral dos libertários argentinos, liderados por Javier Milei. Mas, se Paul ainda se distingue um pouco das alas mais extremistas da direita americana, é difícil dizer o mesmo de Milei e seu grupo, que são contra o aborto, as "axilas peludas" das feministas, atraem a simpatia de neonazistas e ainda se congraçam com os Bolsonaros.
Obviamente, ninguém pode pleitear direitos de exclusividade sobre palavras, mas, se examinarmos a genealogia dos movimentos libertários, observaremos que eles surgiram à esquerda, com os anarquistas (William Godwin) no fim do século 18 e se multiplicaram numa plêiade de correntes que inclui mutualismo, coletivismo, anarco-sindicalismo, vários socialismos, a New Left, o geolibertarianismo, entre outros. Noam Chomsky se descreve como libertário de esquerda. É só a partir de meados do século 20 que aparecem os libertários de direita, que defendem um capitalismo do tipo "laissez-faire" com pouco ou nenhum Estado.
A esquerda vem paulatinamente se afastando da ideia de liberdade porque esta é incompatível com a de igualdade, outro conceito que lhe é caro. Se a sociedade é livre, algumas pessoas, por esforço ou sorte, acumularão mais bens e os transmitirão a quem desejarem, tipicamente os filhos. Mas, neste caso, a sociedade deixa de ser igualitária, pois não só alguns terão mais do que outros como também herdarão riquezas pelas quais não trabalharam. O paradoxo não tem solução. Cada sociedade precisa definir o "blend" de liberdade e igualdade com o qual vai operar.
Hélio Schwartsman
Jornalista, foi editor de Opinião. É autor de “Pensando Bem…”.
www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2021/10/direita-rouba-da-esquerda-o-termo-libertario.shtml
Quem entende de moeda, esse artigo da ABRIL, esta completamente louco né? Nada faz sentido
vocesa.abril.com.br/economia/algum-dia-o-dolar-vai-voltar-a-valer-r-1/
Pelo contrário, se você é um indivíduo de bom senso, você NÃO É, e JAMAIS será um libertário?
Viram o IPVA de SP? Que absurdo cara, ninguém faz nada. Eu vou ter que comprar um carro velho, realizei o sonho de comprar um carro o ano passado e vão meter uma buxa em mim. Pagaria 3500 de IPVA agora vou pagar 4500 (a vista com desconto)
“Viram o IPVA de SP? Que absurdo cara, ninguém faz nada.”
Fazem sim. O povo continua pagando. E quanto mais caro ter um carro, mais compram. O mindset tupiniquim é Orwelliano mesmo. Ou de mulher de malandro, o que vier.
O pessoal mais capacitado dos comentários deveria explicar a definição de propriedade para os leitores. A grande maioria acha que é um imóvel ou um bem. Ela é você, eu e nós.
Falando sério, ainda existe um movimento libertário no Brasil hoje em dia?
Como o movimento libertário vê o caso de Edward Snowden ?
http://www.poder360.com.br/eleicoes/lula-diz-que-assange-merece-liberdade-oscar-e-nobel/
Amanhã dia 01/01/23 começa um novo capítulo na política Brasileira. Se o rumo começar a ser sombrio (óbvio) tem que ter um plano para remoção de novo governo!