Atualmente,
todas as nações tratam as pessoas, as empresas e os recursos naturais dentro de
suas fronteiras como se fossem propriedades do estado. Alguns recursos, como petróleo e minerais,
são de fato propriedade de vários governos nacionais.
Mesmo
naqueles países em que há vários recursos naturais em mãos privadas, como nos
EUA, o governo controla todos os importantes aspectos das indústrias destes
setores, com uma apertada regulação.
Como resultado, quando ocorrem contendas internacionais, esses governos
utilizam seus cidadãos inocentes como ativos de guerra para proteger os
interesses dessas empresas reguladas.
Simultaneamente, os governos belicistas proíbem todas as empresas
privadas nacionais de praticarem transações comerciais com os cidadãos do outro
país que está sendo atacado. O intuito
destas sanções é punir o governo inimigo, mas, na prática, os maiores punidos
são os cidadãos inocentes.
Ademais,
nenhuma compensação é oferecida pelos prejuízos e pelas perdas comerciais
sofridas pelas empresas inocentes.
Essas
sanções jamais conseguiram atingir o objetivo de deixar os governos
estrangeiros de joelhos; elas lograram apenas agravar a questão que está sob
disputa.
Por
exemplo, após a ocupação russa da Criméia, a Rússia ridicularizou a reação
instintiva e automática dos EUA e da Europa de congelar algumas contas
bancárias russas e de negar a determinados russos o direito de viajar até o
Ocidente. Duvido muito que alguém
realmente acreditou que essas penalizações econômicas iriam funcionar como
almejado; tudo não passou de jogo de cena apenas para mostrar ao mundo — e ao
governo russo — que o Ocidente estava “fazendo alguma coisa”.
Tais
ações, aliás, serviram apenas para agravar a situação. A Rússia agora ameaça retaliar cortando o
fornecimento de gás natural aos seus consumidores da Europa Ocidental. Ao contrário das simplórias ações dos EUA e
da Europa, essa ameaça russa tem sua eficácia, pois, como bem disse
recentemente o Ministro de Energia da Alemanha, Sigmar Gabriel, “não há
alternativa sensata” à importação de gás da Rússia.
Não
sabemos se essa crise na Ucrânia poderia ter sido evitada. Porém, analisemos algumas políticas que podem
evitar, ou ao menos atenuar, outras possíveis crises semelhantes.
Livre comércio
A
centelha que inflamou a anexação russa da Criméia tem suas raízes no livre
comércio — ou melhor, na ausência dele. A oposição ucraniana era contra a participação do país em um mercado
comum, porém restrito, com a Rússia. Ela
defendia que, em vez de um mercado comum com a Rússia, o país se juntasse à
União Europeia.
O
presidente da Ucrânia, Victor Yanukovych, vinha há meses dando a entender que
estava negociando um acordo com a União Europeia. E então, repentinamente, ele deu uma guinada
radical e anunciou que o país iria aderir a uma união aduaneira com a Rússia.
A
subsequente fúria da maioria dos ucranianos acabou levando à derrubada do
governo de Yanukovych, à determinação dos revolucionários de se juntar à União
Europeia, e à tomada russa da Criméia. Será que tudo isso poderia ter sido evitado?
A
União Europeia de fato promete livre comércio, mas apenas dentro de suas fronteiras. A
União impõe cotas e tarifas de importação para produtos de fora da UE. Sendo assim, o impacto sobre a Rússia de a
Ucrânia se tornar membro da União Europeia seria similar ao impacto que
ocorreria sobre os EUA caso o Canadá se juntasse à UE e saísse do NAFTA
(ignoremos aqui o fato de que o NAFTA é um falso acordo de
livre-comércio entre EUA, Canadá e México).
O importante comércio americano com o Canadá seria substancialmente
reduzido e isso geraria desastrosas consequências para ambos os países.
Infelizmente,
há um perigoso adendo militar à questão da Ucrânia se juntar à UE: quase todos
os membros da UE também são membros da OTAN.
Muitos países do Leste Europeu que faziam parte do Pacto de Varsóvia se
juntaram à OTAN logo depois de terem se juntado à UE. Sem dúvidas, a Rússia concluiu que a Ucrânia
seguiria os mesmos passos, e isso faria com que a Rússia tivesse um membro da
OTAN em seu quintal. Nada bom.
A situação seria semelhante à da Crise dos
Mísseis em Cuba, quando os EUA quase entraram em guerra nuclear com a Rússia
para impedir que Cuba se juntasse ao Pacto de Varsóvia e, com isso, mantivesse
forças nucleares russas no quintal americano.
Foi
a suposição de que a Ucrânia se juntaria a uma dessas duas uniões aduaneiras o
que gerou a crise. A população da
Ucrânia é dividida em dois lados: o leste da Ucrânia e a Criméia são pró-Rússia,
e o resto da Ucrânia é pró-Ocidente. A
opinião pública e as lealdades na Ucrânia são igualmente divididas e parecem
intratáveis. Qualquer movimento de união
a uma ou a outra união aduaneira iria inevitavelmente gerar indignação do outro
lado.
Mas
o povo ucraniano não precisa ser confrontado com apenas estas duas alternativas
perigosas. A Ucrânia deveria permanecer
livre de todos esses emaranhados econômicos e não se juntar a nenhuma união
aduaneira. Ela deveria unilateralmente
se declarar uma nação livre para comercializar com quem quiser, e aceitar
importações e investimentos estrangeiros oriundos de qualquer lugar.
Uma economia de mercado desobstruída e o
estado de direito
A
reação da Rússia às sanções econômicas do Ocidente contra alguns de seus
principais cidadãos foi a de ameaçar cortar o vital fornecimento de gás natural
para a Europa.
No entanto, em situações
normais, mesmo com o gás sendo propriedade do estado russo, essa recusa em
honrar contratos resultaria em severas penalidades econômicas sendo impostas a
empresas russas por quebra de contrato de seu governo. Dado que o suprimento de gás é controlado
pelo estado russo, clientes estrangeiros poderiam requerer na justiça a aprovação
para arrestar ativos nacionais russos completamente não-relacionados ao setor
de gás, como por exemplo navios e aviões.
Isso
ocorreu com ativos de empresas brasileiras na década de 1980 —
majoritariamente aviões e navios — em consequências de seu governo ter dado o
calote em sua dívida externa. E isso
ainda está ocorrendo com os argentinos desde meados da década de 2000. A presidente da Argentina, sempre que voa
para o estrangeiro, voa em aviões comerciais, e não em aviões militares
argentinos, pois um avião da Força Aérea argentina seria arrestado pelos
credores internacionais da Argentina em praticamente qualquer lugar do
mundo.
Mas
o problema atual é que os países europeus não têm alternativa a não ser ceder à
chantagem russa. Estes países regularam
de tal modo seus próprios mercados de energia, que se tornaram completamente
dependentes da produção de energia de semi-ditaduras excêntricas, como a
Rússia.
Se
as empresas de energia da Europa não tivessem sido tolhidas pelas
regulamentações de seus governos (majoritariamente influenciados por pressões
ambientalistas) e fossem livres para explorar todas as possibilidades de fontes
domésticas de energia, elas iriam adorar todas as vezes que um de seus
principais concorrentes desse um tiro no próprio pé ao se recusar a honrar seus
contratos. Elas iriam expandir a
produção e recapturar rapidamente uma fatia do mercado europeu hoje dominado
pela Rússia.
Da mesma maneira, se os EUA
tivessem um livre mercado no setor energético, suas empresas rapidamente
passariam a vender gás natural para a Europa.
No entanto, há
leis americanas que proíbem a exportação de gás natural, outro insulto ao
bom senso econômico.
A
Europa e os EUA foram rápidos em congelar as contas bancárias e outros ativos
de propriedade russa. Mas que direito
têm esses países de obrigar essas empresas privadas (no caso, bancos e algumas
imobiliárias) a desonrar seus contratos?
Os bancos de investimento de Nova York, Londres e Frankfurt sofrerão
várias perdas no futuro, à medida que empresários russos e de outras nações em
contenda com os EUA e a Europa começarem a levar seu dinheiro e seus negócios
para países mais neutros.
Como sempre
explicou Ludwig von Mises, é o consumidor quem direciona a estrutura da
economia por meio de suas decisões de comprar e de se abster de comprar. Portanto, no final, serão os cidadãos comuns
de ambos os lados da contenda os que mais irão sofrer com as ações arbitrárias
de seus governos, os quais querem utilizar os empreendimentos privados destes
cidadãos como armas nessa disputa.
O
pleno respeito ao estado de direito, aos direitos de propriedade e à santidade
dos contratos forçaria os países em contenda a solucionar suas divergências
pacificamente. Um saudável respeito
pelas leis e a não-interferência em questões econômicas evitariam o surgimento
de várias crises.
Tivesse a Ucrânia se
declarado uma nação adepta de um genuíno livre comércio, sem querer fazer parte
de artificiais uniões alfandegárias regionais, certamente não haveria
protestos, não haveria revolução e não haveria anexação russa da Criméia.
Na prática as sanções impostas pelos Estados Unidos e EU aparentemente não tem qualquer efeito a não ser dar a impressão para a oposição americana de que Obama é um covarde e ser motivo de piadas. Porém elas podem ser mais amargas do que o imaginado pois parecem estar gerando um pânico sobre os investidores que podem ainda neste ano retirar do país 150 bilhões de dólares em capitais tornando assim a expectativa de crescimento do PIB russo negativa. Sem contar a possibilidade de guerra que poderia ser uma catástrofe para todos os envolvidos, economicamente e socialmente falando
http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2014/03/26/interna_internacional,511944/crise-na-ucrania-pode-provocar-queda-de-1-8-do-pib-da-russia.shtml
http://www.diariodarussia.com.br/economia/noticias/2014/03/27/fuga-de-capitais-da-russia-pode-atingir-us-100-bilhoes-em-2014/
Porém de igual maneira, como bem escreveu o autor do artigo, o Ocidente perde e muito, primeiro pela dependência europeia do gás russo, imaginem a Alemanha no inverno sem gás! Seria o caos que o Kremlin estaria disposta a pagar pra ver, mas o pior é que nesta tentativa de isolação da Federação Russa o Ocidente poderia estar na verdade aproximando ela ainda mais da China.Algo politicamente falando, catastrófico para os EUA.
Em resumo: os líderes políticos interferem na liberdade econômica para retaliar os líderes de outros países e suas próprias populações pagam o preço.
* * *
Considerações económicas à parte, cada pais tem o direito de seguir o seu futuro, e como este artigo fala não só sobre considerações económicas mas também politicas, tenho de deixar a minha contribuição.
E a Ucrânia à muito tempo que é tratada como um estado escravo pelo vizinho Russo, que o queria agora tornar numa ditadura à Russa. Assim sendo com alguma ajuda ou não da UE e EUA, a população revoltou-se contra este estado de coisas, e como o exercito e a policia Ucranianas não os quiseram matar, a revolução vingou (apenas os snipers RUSSOS da base RUSSA na cidade de Sevastopol não foram suficientes para conter a revolta, mesmo matando 100 manifestantes).
A Ucrânia é um pais independente, não deveria precisar do seu antigo Paizinho Russo para decidir o que deve ou não fazer com a sua vida… para mais quando o seu antigo paizinho, agora é uma ditadura cada vez mais autocratica, que não gosta minimamente de nada que seja democrático, e já provocou tantas desgraças ao longo da história neste pais.
Se o Ocidente não fizer frente a este menino Putin que já invadiu a 6 anos parte do territorio da Geórgia não sei onde este mundo cão vai parar…
É verdade que os Estados Unidos já causaram muitas guerras e não são inocentes, mas os Russos também já causaram muitas, e o Putin justificar-se com os erros passados dos outros não serve de nada.
Todos os estados da europa de Leste quiseram entrar na UE e na NATO de livrem vontade, não foram invadidos para terem de escolher então, a Ucrânia foi invadida para não puder entrar.
Sinceramente não entendi qual o grande problema na Ucrânia. Se a maioria russa quer fazer parte da Rússia, que deixem os russos na Rússia, ora bolas. Se a maioria ucraniana quer fazer parte da Europa, que seja Europa.
E sobre a possível guerra: bem, os ativos militares da Europa não estão assim tão bons. As últimas investidas em territórios muito menos competente no negócio da guerra mostrou que mesmo europeus e americanos podem sim ser peitados (e isso em uma guerra convencional). Imagina tentar algo com a mãe Rússia (e que forçosamente traria uma conotação nuclear ao conflito).
Mas o principal motivo que vejo que não haverá guerra aberta nesta contenta é simplesmente o capitalismo: se a Rússia realmente fechar as torneira do gás, a Europa morre de frio no próximo inverno. A Rússia não precisaria nem mesmo lutar. Mas os Russo, obviamente, recebem um grana legal dos Europeus pelo gás, dinheiro esse que é necessário à Rússia. Os Europeus sabem disso e também não tem interesse algum em um conflito aberto com os Russos, porque os Russos também são grandes consumidores das máquinas, carros e bugigangas feitas na Europa.
OFF\ Por favor me respondam uma coisa, porque o esquerdismo e as medidas intervencionistas são tão populares entre os artistas e profissionais do setor criativo? sou designer gráfico e a maioria dos meus colegas é simpática à essat patifaria que é o governo do pt, pelo menos em outros ramos profissionais a influência do esquerdismo não parece ser tão grande.
O tom do artigo esta correto, a Ucrânia faria melhor em declarar-se livre das pressões de tender para um ou para outro lado, mas não e totalmente garantido afirmar que o fator econômico tenha sido o único decisivo para a anexação da Crimeia. Bastaria a meu ver o próprio ato de agir independentemente. A politica russa atual ela deve avançar ainda mais sobre seus vizinhos. O caso da Georgia em 2008 foi semelhante, o afastamento dela da Russia e a sua aproximação ao ocidente foi motivo para o conflito na Ossétia e na Abkhazia. A Russia ela age como um império monopolista…
Quanta falta de pragmatismo. Por essas e outras que às vezes me sinto mais próximo de conservadores que de libertários, embora não seja conservador.
A Rússia tem planos imperialistas para com a Ucrânia. E a Ucrânia quer fazer parte da UE para entrar na OTAN, não por acreditar que uma união aduaneira seja melhor à economia que o livre mercado.
Uma não aproximação ao ocidente seria aceitar ficar à mercê da Rússia.
É verdade que, se as empresas de energia da Europa não tivessem sido tolhidas pelas regulamentações de seus governos, a Europa hoje não estaria refém da Rússia na questão energética. Mas os governos vêem isso agora e podem correr atrás do prejuízo que causaram.
“[…]O pleno respeito ao estado de direito, aos direitos de propriedade e à santidade dos contratos forçaria os países em contenda a solucionar suas divergências pacificamente. Um saudável respeito pelas leis e a não-interferência em questões econômicas evitariam o surgimento de várias crises.[…]
Pois é, se o ditador da Rússia seguisse isso, certamente não haveriam crises. Algum libertário vai lá na Rússia dizer isso pro Putin?
“[…]Tivesse a Ucrânia se declarado uma nação adepta de um genuíno livre comércio, sem querer fazer parte de artificiais uniões alfandegárias regionais, certamente não haveria protestos, não haveria revolução e não haveria anexação russa da Criméia.[…]”
Mas, de acordo com o próprio autor do artigo, essa era a situação da Ucrânia antes da crise começar: a Ucrânia não tinha acordos aduaneiros restritos nem com a UE nem com a Rússia. E como vemos isso não evitou a crise.
Como dito no artigo…
Tensão na Ucrânia vai parar na OMC
Moscou atacou na entidade os EUA e Europa por terem implementado embargos contra empresas e cidadãos russos depois da invasão da Criméia
A tensão na Ucrânia se transfere para a Organização Mundial do Comércio (OMC) e Ocidente e Rússia trocam acusações de estarem usando medidas comerciais como instrumento político na região. Moscou atacou na entidade os Estados Unidos e Europa por terem implementado embargos contra empresas e cidadãos russos depois da invasão da Crimeia.
O presidente Barack Obama publicou uma lista de pessoas na Rússia que passaram a ter suas contas bloqueadas no EUA e estão proibidas de manter negócios no país. Segundo o Kremlin, diplomatas russos estão estudando se a medida é uma violação às regras da OMC.
Os russos ainda apontaram que as preferências comerciais dadas pela Europa para a Ucrânia depois da queda do governo pró-russo seriam ilegais, afetando produtos fabricados na Rússia. Bruxelas reduziu tarifas para bens ucranianos, como forma de incentivar a economia local. Os europeus responderam ao ataque russo alegando que o acordo não viola as regras da OMC.
A troca de farpas dominou a reunião. Japão, Europa, Austrália, Suíça, Coreia do Sul e EUA ainda se uniram para questionar as barreiras comerciais da Rússia, em setores como eletrodomésticos e carros. Bruxelas já abriu duas disputas contra Moscou e alertou que os russos estão criando medidas protecionistas contra mais de 150 produtos, entre eles papel, batata, leite e carne de porco.
Já o novo governo ucraniano aproveitou a reunião para acusar a Rússia de impor barreiras comerciais contra seus produtos e por ter “invadido” parte de seu território. Kiev ganhou o apoio da Europa, do Japão, que concedeu US$ 1,5 bilhão em ajuda para a Ucrânia, e dos EUA, que saudou o novo governo de Kiev e suas reformas econômicas.
O governo russo rebateu, alertando que é “transparente” e rejeitou o ataque ucraniano, lembrando que 95% dos eleitores na Crimeia votaram por fazer parte da Rússia.
economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,tensao-na-ucrania-vai-parar-na-omc,181598,0.htm
Eu acho que o pessoal aqui do site supervaloriza o intelecto humano. Muitas disputas e, inclusive guerras, começam apenas para “medir quem tem o pau maior”.
Mas fico com uma dúvida: se o texto estivesse correto e a Ucrânia tivesse simplesmente dito “fodam-se, vou me virar sozinha” e não inclinado para nenhum tratado, a Rússia não teria assim mesmo tido os mesmos motivos para se meter? Digo, se fosse medo russo da Ucrânia fazer parte da UE e depois da OTAN, não seria válido um medo de se ter um maldito vizinho independente?
Já disse uma vez, já disse duas vezes, já disse…O governo, seja lá quem estiver no poder(pode ser até eu mesmo se tiver oportunidade) fará tudo para o seu próprio interesse econômico e perpetuação. Se os cidadãos querem ser LIVRES de verdade, deverão aprender a parar de depender do governo e se tornarem, de fato, independentes. Comprovadamente, isso só será possível numa comunidade capitalista HONESTA, colaborativa e VERDE. Claro, isso não acontecerá do dia para noite. Porém, é preciso um passo corajoso e decidido pela extinção de todas as regalias governamentais(impostos) e parar com o mito do “governo salvador”. O Único Salvador é Jesus Cristo e Ele nunca exigiu impostos de ninguém. Assim, se unidos, os cidadãos poderiam dar um chute mortal na bunda dos seus governantes e mandá-los para a “lata do lixo da História”, como já disse um bandido bolchevique “Trotski”. Chega de burocracia que só impede o desenvolvimento econômico sustentável, a criação de empregos permanente e etc.
“Atualmente, todas as nações tratam as pessoas, as empresas e os recursos naturais dentro de suas fronteiras como se fossem propriedades do estado. Alguns recursos, como petróleo e minerais, são de fato propriedade de vários governos nacionais…”
Uma pergunta: Se essa afirmação é verdade, como foi que os “governos nacionais” se tornaram “proprietários” desses recursos? Como foi que o governo comprou esses recursos? Quem os vendeu e por que? Essas e outras perguntas têm que ser respondidas através de documentos autênticos de compra e venda. Do contrário, os “governos nacionais” são apenas empregados dos verdadeiros donos: os pagadores de impostos. Outras perguntas: por que os “governos nacionais” cobram impostos, enquanto que eu preciso trabalhar para ganhar dinheiro? Por que existem tantas leis e quais os benefícios para mim disso? Preciso de respostas certas.
Pessoal, o que esperar de um manifesto escrito por mais de 120 professores da Unicamp???
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Economistas-da-Unicamp-lancam-Manifesto-em-Defesa-da-Civilizacao/7/26254
Sendo um libertário minarquista, eu digo que fiquei muito feliz com o encolhimento da Ucrânia, pois com um território menor o país só tende a se recuperar mais rápido econômicamente. Claro que o roubo da Criméia pelo impetuoso Papai Russo é imoral, mas se pararmos para pensar bem, os ucranianos só tem a ganhar com essa perda de território. A Rússia que se enrole com aquele leviatã horroroso de 14 000 km.
Melhor artigo sobre a crisa na Ucrânia que eu li.
Achei o texto um tanto ingênuo. A Ucrânia não pode simplesmente se declarar um “país livre” com os mísseis russos apontados para ela. A Rússia já deu várias provas de ser um país que não pensa duas vezes antes de fazer valer seus interesses em suas áreas de influência através da força militar.
O ingresso na União Europeia é uma forma de mitigar aos poucos essa influência. Não é uma boa ideia depender da política econômica dos burocratas da UE? Não. Mas na vida real não existe lá muita alternativa. Envolver a Europa pode ajudar a frear o controle russo do país.
A Ucrânia foi o país que sofreu o Holodomor. A situação atual daquela região equivale a Alemanha mandar e desmandar no estado de Israel, cujos habitantes um dia sofreram genocídio por atos desse mesmo país. Não é de se estranhar que os ucranianos embarquem em qualquer canoa furada, apenas para terem força o suficiente para se afastar dos russos.
Estou lendo este artigo cinco anos depos de publicado. A Ucrânia saiu das manchetes. Entrou a Venezuela. Pasmem! Quem está envolvido no conflito, aqui no outro lado do planeta, com a Venezuela e o Maduro? Sim, o Czar do Kremlin.
Não consigo acreditar que a Ucrânia possa sair das garras do Putin sem o o apoio da OTAN. Que por sinal, me parece um apoio bem fraquinho.
Abraços
Com a situação agora dos preços do gás natural e do petróleo, o governo russo pode se dar bem de novo. O rublo russo está sendo uma das poucas moedas do mundo que está se valorizando ante o dólar nesse ano de 2021.
Como a Rússia conseguiu grau de investimento, tendo em seu histórico recente um calote em 1998? Algum milagre?
Sobre esperar algum apoio militar ocidental direto no conflito esquece.
G5 não enfrenta g5 diretamente.
Simples assim, é um procedimento de não-agressão mútuo entre os grandes players do conselho de segurança, tanto que é assim desde 1945… e não é agora que vai mudar.
Conflitos no máximo, serão como na guerra fria, de dois modos, ou guerras por ”procuração” (como nas coreias) ou intervenções unilaterais (como no vietnam onde a usaf estava de um lado contra o exército local suportado por apoio de Pequim e Moscou… ou como na síria onde a VVS apoia diretamente, mas usaf e otan usam as facções rebeldes como ‘fachadas’ anti regime).
Sobre o que o ocidente pode fazer.
Sanções econômicas. E suporte militar / logística / warfare / financeiro pra Kiev, enquanto este ainda se manter operacional.
E depois… mais sanções, torcendo pra Moscou capitular antes de reintegrar a Ucrânia sob seu governo, como era até 1991.
E só.
P.s. : No aguardo de algum comentário do IMB sobre a opção de excluir a Rússia do sistema Swift do mercado financeiro internacional.
P.s. ll : Que o Brasil siga como está, neutro e focado em seus negócios.
vi militante da impresa dizendo que os EUA e a Ucrania apoiam o nazismo (e pondo na capa citaçao do putin justificando a açao militar pois la so tem “drogado e neonazista”)
mas nao era o trump que era nazista ? o biroliro tambem ? e nao era o jao bide quem ia salvar a esquerda mundial ?
como jao bide critica o putin transformaram o velho babao em nazista tambem ?
mas o biroliro ta sendo criticado porque visitou a russia , ele é nazista e é a favor do putin que diz que ta perseguindo nazista ?
entao o jao bide é nazista e o biroliro, nao ? sim ? todas as alternativas anteriores ?
que ideologia sem pé nem cabeça, a coerencia ja entrou no campo negativo, eu sempre dou uma olhada pra ver a decadencia do pseudo-jornalismo e nunca deixo de me supreender , sempre se rebaixam mais
tenho dó de quem acompanha eventos do leste europeu pela imprensa marrom querendo apenas se informar
nunca vai conseguir nada alem da papagaiada sobre EUA , biroliro e nacional-socialismo
O problema que aberturas unilaterais são menos politicamente viável que acordo comerciais. É mais fácil ter aprovação interna quando o outro país também se abre para importar seus produtos do que apenas você
podemos complementar:
“Se as empresas de energia da Europa não tivessem sido tolhidas pelas regulamentações de seus governos
(majoritariamente influenciados por pressões ambientalistas INFLUENCIADAS POR AGENTES RUSSOS”
Achei o texto um pouco ingênuo. Faltou comentar sobre os mercenários contratados pelo governo russo, para incentivar separatistas e criar a narrativa de áreas da Ucrânia pró Rússia.
Faltou comentar que os governo russo não reconhece a independência da Ucrânia.
E estamos esquecendo que no leste, há fanáticos que não são barrados por falta de dinheiro. Que só respeitam o poder de armas. Que não estão nem aí para livre comércio ou respeito de contratos.
Nosso pensamento ocidental não entende como pode haver pessoas tão interessadas em conflitos, mas existem.
A evolução socioeconômica causada pelo ingresso dos países do Leste Europeu na OTAN e na UE é um dos grandes feitos recentes na história da humanidade.
A Estônia, por exemplo, foi de um PIB per capta de US$ 5,345 (2002) para US$ 23,718 (2019) depois que ingressou na OTAN e UE. O país ainda realizou uma série de reformas institucionais, demitindo funcionários públicos corruptos, simplificando regras e alíquotas tributárias, além de desburocratizar e digitalizar o acesso aos serviços públicos.
As regras da UE oferecem uma saída consistente da pobreza e ainda garantem a população do bloco liberdade de expressão, acesso à informação, livre locomoção e trabalho em todo o território do mercado comum.
Em 2014, na revolução conhecida como Euromaidan, a população da Ucrânia derrubou seu presidente alinhado com o regime ditatorial de Putin após meses de manifestações violentas. Yanukovych era suspeito de ter sido eleito por meio de fraudes eleitorais e se recusava a assinar o tratado de livre comércio com a EU, desejado pela esmagadora maioria da população ucraniana.
Putin tinha razões para acreditar que seria o próximo a ser derrubado. Afinal, a Ucrânia é vizinha e possui fortes ligações históricas e culturais com o povo russo.
Logo após este episódio, Putin iniciou uma série de agressões militares a Ucrânia, com a invasão da região de Crimeia e o fomento de supostos movimentos separatistas na região de Donbas, acreditando que os conflitos impediriam que a Ucrânia aderisse a OTAN.
Por mais que Putin mantenha o controle da mídia e da internet com mão de ferro e seu país, hoje em dia qualquer caminhoneiro russo pode filmar no seu celular a diferença de qualidade de vida entre a Rússia e os demais países do leste europeu.
Essa perspectiva é completamente disruptiva com o que o Putin pretende para si e para a oligarquia Russa. Esta visão é bem mais plausível do que a suposição que a OTAN colocaria mísseis de interceptação na Ucrânia. Afinal, já existem outras bases no báltico, com distâncias até menores de Moscou.
Putin é apenas mais um ditador sanguinário, que não se importa com as vidas perdidas nas suas lutas para se manter no poder.
A OTAN foi justamente criada para garantir a segurança contra o expansionismo Russo, não há nada de errado no fato da Ucrânia querer fazer parte desta aliança, pelo contrário, a sua adesão é o único meio de conseguir paz e liberdade.