Por que os indivíduos atribuem menos valor ao pão do que ao ouro, se o pão parece ser mais importante para sustentar a vida de uma pessoa do que o ouro? Para responder a essa questão, os economistas recorrem à lei da utilidade marginal decrescente.
A economia mainstream explica a lei da utilidade marginal decrescente em termos da satisfação obtida ao se consumir um determinado bem. Por exemplo, uma pessoa pode sentir uma enorme satisfação ao consumir um primeiro sorvete. A satisfação que ela terá ao consumir um segundo sorvete pode ainda ser grande, mas não tão intensa quanto a do primeiro. Já a satisfação obtida com o consumo de um terceiro sorvete tende a diminuir ainda mais, e assim sucessivamente.
A partir disso, a economia mainstream conclui que quanto mais consumimos de um bem em um determinado período, menor será a satisfação, ou utilidade, obtida de cada unidade adicional, ou marginal. A partir daí, também se defende que, se a utilidade marginal de um produto diminui à medida que o consumimos cada vez mais, o preço que estamos dispostos a pagar por unidade também tende a cair. Agora, segundo a estrutura argumentativa do mainstream, como o ouro é relativamente mais escasso do que o pão, conclui-se que o preço do ouro deve ser mais alto do que o do pão, pois a utilidade marginal derivada do pão será muito menor do que a derivada do ouro.
Nesse paradigma, a utilidade é apresentada como uma certa quantidade que aumenta em ritmo decrescente à medida que se consome ou utiliza mais de um determinado bem. Sendo a utilidade apresentada como uma quantidade total, também chamada de utilidade total, torna-se possível introduzir a matemática nesse contexto para determinar o acréscimo a esse total. No entanto, faz sentido discutir a utilidade marginal de um bem sem fazer referência à finalidade que esse bem cumpre?
A explicação de Menger
De acordo com Carl Menger, o fundador da Escola Austríaca de economia, os indivíduos atribuem prioridades subjetivas aos diversos objetivos que desejam alcançar. Como regra, segundo Menger, diferentes fins que um indivíduo considera valiosos são organizados em uma hierarquia decrescente, de acordo com suas próprias preferências. Além disso, à medida que a quantidade de um bem valorizado aumenta, sua utilidade marginal diminui por unidade.
Considere John, o padeiro, que produziu quatro pães. Esses quatro pães são seus recursos, ou meios, que ele utiliza para atingir diferentes objetivos. Suponhamos que sua prioridade máxima, ou seu objetivo mais importante, seja ter um pão para comer. O segundo pão permite a John alcançar seu segundo objetivo mais relevante, trocá-lo por cinco tomates. John usa o terceiro pão para obter seu terceiro fim em importância, uma camisa. Por fim, John decide destinar o quarto pão para alimentar pássaros selvagens. Assim, eis como se organizam as preferências subjetivas de John em relação às unidades de pão disponíveis:
1. Pão para comer;
2. Pão para trocar por cinco tomates;
3. Pão para trocar por uma camisa;
4. Pão para alimentar pássaros selvagens.
Se um dos pães fosse perdido ou destruído, de qual fim John abriria mão primeiro? Pelo seu comportamento, e assumindo que suas preferências não mudaram, veríamos que John deixaria de alimentar os pássaros, sua preferência de menor importância naquele momento para uma unidade de pão. Inversamente, a lei da utilidade marginal significa que, à medida que aumentam as unidades marginais de um bem, sua utilidade marginal diminui.
Os fins determinam o valor dos meios
Um determinado fim orienta os meios escassos escolhidos pelos indivíduos para a sua realização. Os fins determinam os meios. No exemplo acima, sobre os pães, cada unidade de pão atendeu a um fim ou objetivo distinto. As preferências subjetivas de John e a maior ou menor disponibilidade de unidades do bem determinaram o uso de cada pão. Portanto, não existe algo como “utilidade total”. O fim satisfeito pelo primeiro pão, matar a fome, possui uma importância ordinal muito maior do que o segundo pão, pois os fins subsequentes têm valor menor.
Assim, ainda que a água, por exemplo, seja necessária para a vida, observamos que ela costuma ser barata devido à sua abundância. À medida que aumentam as unidades marginais de água, a utilidade marginal de cada unidade diminui e, consequentemente, o preço cai.
O valor de cada unidade de um bem é determinado pelo fim menos importante
Como John considera cada um dos quatro pães em sua posse como unidades homogêneas, ele atribui a cada pão a importância derivada do fim menos relevante (alimentar os pássaros). Por que o fim menos importante serve como referência para avaliar o valor dos pães? A resposta é que, conforme aumentam as unidades marginais de um bem, a utilidade marginal de cada unidade diminui, o que significa que a utilidade marginal é determinada pelo fim de menor importância que o estoque disponível de bens pode satisfazer.
Imagine se John utilizasse o fim mais importante, alimentar a si mesmo, como padrão para atribuir valor a cada pão. Isso implicaria que ele valoriza o segundo, o terceiro e o quarto pães muito acima dos fins que alcança com eles. No entanto, se fosse esse o caso, qual seria o sentido de tentar trocar algo que é valorizado mais por algo que é valorizado menos? Se John valoriza um pão mais do que cinco tomates, obviamente nenhuma troca acontecerá.
Como o quarto pão é a última unidade do estoque total de John, ele também é chamado de unidade marginal (ou seja, a unidade na margem). Essa unidade marginal satisfaz o fim menos importante. Em outras palavras, podemos dizer que a unidade marginal proporciona o menor benefício. Se John tivesse apenas três pães, cada pão seria avaliado de acordo com o terceiro fim, a camisa. Esse fim tem uma posição mais alta do que alimentar os pássaros, mas inferior aos demais. A partir disso, podemos inferir que, à medida que a oferta de pão diminui, a utilidade marginal do pão aumenta. Isso significa que cada unidade de pão passará a ter muito mais valor do que antes da redução da oferta. De modo inverso, à medida que a oferta de pão aumenta, sua utilidade marginal cai e cada pão passa a ser avaliado com menor valor do que antes do crescimento da oferta.
Além disso, a utilidade marginal aqui não é, como apresenta a perspectiva mainstream, um acréscimo a uma suposta “utilidade total” quantificável, mas sim a utilidade do fim marginal. A utilidade não diz respeito a quantidades, mas às prioridades ou à hierarquia que cada indivíduo estabelece em relação a um bem, considerando o fim que ele satisfaz. Segundo Rothbard:
Muitos erros nas discussões sobre utilidade derivam da suposição de que ela seria algum tipo de quantidade, mensurável ao menos em princípio. Quando nos referimos à ‘maximização’ da utilidade por parte do consumidor, por exemplo, não estamos falando de um estoque ou quantidade definida de algo a ser maximizado. Referimo-nos à posição mais elevada na escala de valores do indivíduo. Da mesma forma, é a suposição do infinitesimal, somada à crença na utilidade como quantidade, que leva ao erro de tratar a utilidade marginal como a derivada matemática da integral chamada ‘utilidade total’ de várias unidades de um bem. Na realidade, não existe tal relação, e não há algo como ‘utilidade total’, mas apenas a utilidade marginal de uma unidade de tamanho maior. O tamanho da unidade depende de sua relevância para a ação em questão
Agora, na abordagem mainstream, há uma forte ênfase nas chamadas curvas de indiferença, que supostamente ajudariam a compreender as escolhas dos indivíduos. A indiferença, no entanto, nada tem a ver com a conduta intencional dos indivíduos. Ao agir de forma proposital, as pessoas não podem ser indiferentes entre diferentes bens. Quando se deparam com várias opções, o indivíduo faz sua escolha com base na adequação de cada bem para servir como meio na realização de determinados fins.
Conclusão
Não faz sentido discutir a utilidade marginal de um bem sem considerar o propósito que esse bem cumpre. A teoria da utilidade marginal, tal como apresentada pela economia mainstream, descreve um indivíduo sem objetivos, movido apenas por fatores psicológicos. Nesse sentido, a economia mainstream descreve um indivíduo sem pensamentos.
Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.
https://t.me/s/AndreMarsigliaOficial
Em um dia, Gilmar afirma ser inaceitável o impeachment de ministro. No seguinte, ajuíza-se uma ação justamente para dificultar o impeachment de ministros e o caso cai com ele.
O partido que ingressou com a ação é o mesmo de Paulinho da Força. Gilmar, ao antecipar publicamente seu entendimento sobre o tema, tornou-se suspeito e não poderia julgar o caso.
Se Gilmar tentar dificultar o impeachment de ministros, ferirá o princípio da isonomia entre os Poderes. O Judiciário não é mais importante que outros poderes, os ministros não são mais relevantes que autoridades de outros poderes. A ação ajuizada é inconstitucional.
Provavelmente, o movimento será o seguinte: caso algum pedido de impeachment contra ministro avance, Gilmar terá em mãos a possibilidade de uma “decisão-escudo”. Mais um exemplo de como inquéritos e processos concentrados nas mãos de ministros acabam sendo utilizados com finalidade política.
https://t.me/AndreMarsigliaOficial/3862
Coincidência ou armação? Como pode Gilmar dizer que impeachment de ministro é “inaceitável” e depois receber uma ação que dificulta ainda mais esse processo? O que isso revela sobre os riscos para a democracia e a separação dos Poderes?
https://t.me/rasgandooverbo/58612
O governo brasileiro tem estabelecido alianças com regimes autoritários e ditaduras sanguinárias, conhecidos por violações graves e sistemáticas dos direitos humanos. Essas aproximações, firmadas por meio de acordos diplomáticos, comerciais e de cooperação, mancham a imagem internacional do país e revelam perigosa afinidade ideológica com governos que reprimem a imprensa, perseguem opositores e mantêm seus povos sob opressão.
Essa postura compromete os princípios democráticos da Constituição e evidencia uma deterioração real e preocupante da democracia brasileira. Ao se alinhar a regimes que desprezam a liberdade, o governo transmite ao mundo — e ao próprio povo — que direitos fundamentais podem ser relativizados por conveniência política.
A história mostra que a tolerância com a tirania é o primeiro passo para sua implantação. É dever da sociedade e das instituições manter vigilância permanente para impedir que a liberdade e o Estado de Direito sejam corroídos pela complacência com a opressão.
https://t.me/qrmKuCwkBmNDU5/47424
Crime organizado expulsa população e transforma vilarejo no sertão do Ceará em cidade-fantasma.
Mas os CACs são o problema!
Milei acabou, ja esta em crise a Argentina, e agora qual o argumento de vocês? Fonte
https://veja.abril.com.br/coluna/radar-economico/argentina-afunda-em-nova-crise-e-futuro-de-milei-fica-em-suspenso/
Alem do fracasso do Milei e queda Argentina, economia Brasileira segue voando, eai como explicam?
https://exame.com/economia/brasil-chega-ao-pleno-emprego-com-informalidade-na-minima-e-alta-na-renda-do-trabalhador/
Os liberecos vão dizer que não foi liberal suficiente como foi com Macri.
Sempre as mesmas desculpas quando falha.
Se o taxador continuar gastando com deficit de 10 por cento do pib, esse voo de galinha brasileiro vai acabar ja no ano eleitoral. A gastança dongov brasileiro nao é sustentavel. Ao mesmo tempo o aumento de impostos e burocracias fechou milhões de empresas nacionais. Grande coisa perder empreendedorismo e trocar por empregos que pagam mal, com salarios achatados e inflação estourando.
Essas notícias com dados maquiados brasileiros não enganam ninguém alem dos eleitores dele.
Economia voando? Ahahahhahahaa, voando pro espaço talvez.
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/thais-heredia/economia/macroeconomia/senado-avalia-teto-para-divida-publica-que-pode-levar-o-brasil-a-moratoria/
a fake news do pleno emprego, 50 milhoes de pendurados em assistencialismo que nao trabalham, sao sustentados por quem trabalha, mas nao sao desocupados …
300 reais em duas sacolinhas de mercado eh pq ta voando hermano, pode acreditar no ex-con etilico kkkkk
Quem recebe bolsa familia também pode trabalhar, muitos trabalham e tem, alem disso quem recebe bolsa familia e não trabalha é tido como desempregado sim. Qual o problema?
A bazófia mais recente é a piada sobre o país ter saído do mapa da fome. Só esqueceram de combinar com os homeless que contemplamos praticamente a cada quarteirão, no centro das cidades. Quem vos escreve, é regularmente abordado por estes, como se fosse um caixa eletrônico (ontem à noite foi exemplo disso). Em idas ao supermercado nos finais de semana, é quase rotina. Aos domingos, em particular, uma das principais praças no trajeto que faço é o “point” deles, há dezenas.
Muitos quantos, democrata de araque? Aqui é um ambiente de economistas, trabalhamos com números, já que gosta de lacração apresente os número pelo menos. Outra coisa: tem problema isso sim, porque esse dinheiro vem as custas de outras pessoas. Site errado para gentalha como você, então vaza.
Aqui Filipão, vai as fontes Quase 1 milhão de famílias conquistam renda, deixam a pobreza e saem do Bolsa Família em julho
https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/06/mais-de-98-dos-empregos-gerados-em-2024-foram-preenchidos-por-pessoas-do-cadunico
”AIN FONTE DO GOVERNO” Ta então toma essa:
https://www.estadao.com.br/estadao-verifica/bolsa-familia-saem-do-emprego-enganoso/?srsltid=AfmBOopQJQxfjKSJtsA5rEEc_9So07snuwtYWLSnVmobWPcc9cJXEOzb
Você leu as porcarias de links que postou? Olha só que beleza isso aqui:
“O QUE MUDA — As famílias que ultrapassarem o limite de renda para entrada no Bolsa Família – de R$ 218 por pessoa da família –, até o limite de renda de R$ 706, poderão seguir no programa por mais 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício. Famílias cuja renda seja considerada estável ou permanente, como as que recebem aposentadoria, pensão ou Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), poderão permanecer com o auxílio do Bolsa Família por até dois meses. Já famílias com pessoas com deficiência que recebem o BPC, o tempo máximo de permanência na Regra de Proteção será de 12 meses.
“Assinar a carteira não cancela o Bolsa Família. Estamos qualificando o público do programa em vários setores, e os resultados são excelentes”, destacou o ministro Wellington Dias”
Legal, heim? Que programa maravilhoso, faz eles continuarem com seus benefícios PAGOS PELA CLASSE MÉDIA que obviamente é quem sustenta toda essa pilantragem. Agora, você pode desaparecer daqui, certo?
Calma Filipão, eu li sim, isso ai não diz nada contra meu ponto, uma grande parte do bolsa familia trabalha, mais pessoas estão no bolsa familia, podemos concordar, mas pegar o total beneficiarios e dizer que esse total por receber bolsa familia significa que NÃO TRABALHA OU NAO QUER TRABALHAR, é canalha. Pega a população do nordeste, empregados, beneficiarios, aposentados, crianças e o total da população, realmente lá mais gente recebe e tal mas o numero não é maior que o numero de gente que trabalha ou coisa do tipo como se fossem vagabundos que querem viver de beneficio.
População total
Estimativa para 2024: 57.112.096 habitantes na região Nordeste. http://ftp.ibge.gov.br
No Censo 2022, contava-se com cerca de 54,6 milhões para o Nordeste (dados antigos). Agência de Notícias – IBGE+1
Beneficiários do Bolsa Família / Auxílios sociais
Em abril de 2025, foram 9,4 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família no Nordeste. Agência Gov
Em outros meses recentes, a região soma entre 9,3 e 9,4 milhões de famílias contempladas. revistane.com.br+1
No Brasil inteiro, o Bolsa Família abrange cerca de 20,7 milhões de famílias e 54,3 milhões de pessoas (número agregado). Serviços e Informações do Brasil
Entre essas pessoas beneficiadas no país, 9,12 milhões são crianças de 0 a 6 anos. Agência Gov
Obs.: essas cifras são para famílias/beneficiários diretos, não segmentadas por crianças, aposentados etc dentro do Nordeste necessariamente.
Desemprego / taxa de desocupação
No 2º trimestre de 2025, a taxa de desocupação no Nordeste foi de 8,2 % — a maior entre as grandes regiões brasileiras. Terra
Em 2024, foi reportado que, no quarto trimestre, a taxa de desocupação da região Nordeste (estimativa) estava alta e entre as maiores do país. Agência Gov+1
Empregados / trabalhadores
Um dado: no 2º trimestre de 2024, cerca de 57,7 % dos empregados do setor privado no Nordeste tinham carteira de trabalho assinada. http://ftp.ibge.gov.br
No 1º trimestre de 2024, essa proporção estava em torno de 58,9 % na região. http://ftp.ibge.gov.br
Sobre geração de empregos: em 2024 o Nordeste apresentou um saldo líquido de 330.901 empregos gerados, o que corresponde a cerca de 19,5 % dos empregos novos do Brasil naquele ano. Serviços e Informações do Brasil+1
Mas atenção: “número de empregados” = total de ocupados (formais + informais) é uma estatística que varia por trimestre/ano e não achei uma estimativa recente agregada confiável que separe todos os tipos para a região inteira.
Crianças e aposentados
Quanto a “crianças” beneficiárias: no Brasil, 9,12 milhões de crianças entre 0 e 6 anos recebem o Benefício Primeira Infância no âmbito do Bolsa Família. Agência Gov
Grande coisa esse monte de números. Pira propaganda. So comprovam que o numero de bolsistas subiu e muito ao mesmo tempo que a população produtiva foi expoliada , ficando mais pobre para pagamentos dessas bolsas.
Na verdade ja existe forte indicios q o bolsa familia atual(nao o antigo). Esta tirando pessoas do mercado de trabalho sim
https://g1.globo.com/google/amp/jornal-nacional/noticia/2025/09/27/falta-de-trabalhadores-no-comercio-e-a-maior-dos-ultimos-5-anos-diz-setor.ghtml
Imperion, quando os numeros são contra sua ideia, eles não servem para nada?
Numeros quando torturados, alterados, servem pra fazer propaganda, principalmente quando vc so ve um lado.
O pessoal nao trabalha e esta comendo com o dinheiro que é tirado a força de outras pessoas . O governo esta tornado essas pessoas pobres. E ele ta enriquecendo quem nao gera valor pra sociedade. Esta criando dependentes. Estas pessoas contam como empregafas e nem o sao. E depois ficam com propaganda que o desemprego ta 5 por cento sendo que ele ta 30, que e o real nivel de pessoas paradas.
Economia vc tem que prestar atenção no que vc nao ve, nao em numeros maquiados. Essas bolsas nao sao de graça . Tem custo
Como falei há dias sobre o país “ter saído do mapa da fome”. A propaganda é desmentida caminhando-se por cinco minutos no centro de qualquer cidade…
Interessante mostrar numeros oficiais do gov, os mesmos mostram um deficit monstruoso nas contas publicas, endividamento pra pagar todas essas politicas. Tanto dinheiro usado pra criar renda artificial sem que população tenha produzido valor pra sociedade.
Totalmente dependentes que o gov continue com essa politica.
Vamos ver se quando as contas explodirem vai ter dinheiro pras bolsas e pra manter esses empregos artificiais .
Ah e , mas dae sua turma vai falar que a direita quebrou o pais la na frente nao e mesmo ?
Tem que ser muito tolo num site de um instituto economico vc querer usar dados oficiais maquiados do governo pra querer provar seu ponto de vista.
Mostre seus proprios dados e prove que o governo nao esta tomando dinheiro das pessoas , tormando elas mais pobres..
Mostre dados serios. Comprove que entre 214 milhoes de pessoas tem mesmo so 5 por cento de desemprego, que todas as pessoas que podem trabalhar o estao fazendo… e nao recebendo bolsa
O social democarta do Milei aumentou gastos kkkkkkkk
https://www.youtube.com/watch?v=1u9j67pPV_k
E intervem cada vez mais no cambio
https://www.youtube.com/watch?v=g-Ppjr1xXzI&t=5s
Não necessariamente me referindo apenas a esse artigo, mas talvez um problema porque o liberalismo (libertarianismo ou seja lá como querem chamar das ideias protegidas pelo Mises e sua turma) não vai pra frente seja porque simplificam demais o comportamento humano, com soluções ditas óbvias que, qualquer ser pensante, seria capaz de perceber que o mundo não anda sob um cérebro racional.
Sob qualquer sistema haverá pessoas que querem assumir um poder incontestável e inelutável, seja por pessoas sob poder formal no governo, ou poder material/econômico. Seja um potencial ditador sob um governo socialista, ou um feudo sob um poder empresarial no dito mundo livre.
Enquanto ninguém colocar o cérebro para pensar em alguma alternativa ainda não pensada, ou ao menos aceitar e difundir a ideia de que, ainda que você individualmente não tenha sede de poder, uma grande maioria dos ambiciosos têm, e com isso qualquer sistema hoje existente se torna impossível de convergir com o conceito de liberdade que tanto amamos.
Eu já comentei aqui em outro post que, após me casar com uma chinesa, ir para a China de forma recorrente, conversar com seus familiares chineses, já conclui que aquele país é melhor e mais livre do que muitos ‘democráticos’ por aí, e isso deveria ser um sinal vermelho tintilante gritando para esse sistema farsesco que vivemos e que, apesar de não ser o que a maioria das pessoas aqui anseiam, é o mais perto que temos. Imagine que a China está melhor que isso, um país abertamente comunista com seu próprio povo, e então eu me pergunto: por que, ao meu ver, a China é melhor? Por que as pessoas vivem bem lá? (com exceçÕes, é óbvio, como qualquer país).
Minha resposta é simplesmente em relação ao ditador. GOste ou não da China, eles têm um ditador inteligente e que se importa com a própria gente do país, afinal, queira ou não, a China ainda tem um povo próprio. E no ocidente? Ora, o ocidente não tem mais um povo, tudo se misturou e ninguém dá a mínima mais para proteger a ‘sua gente’, UK é um grande exemplo em que nem mesmo o estado tem interesse em sua gente, que é para onde a maioria de nós está caminhando. A China vai mudar, no futuro, é inevitável, eventualmente virá alguém como o cara da Coreia do Norte e destruirá tudo o que esse atual construiu, e de nada valeu o que a China se transformou.
O Brasil é notavelmente tirânico, sempre foi com sua aristocracia no poder, com a diferença que a chance de algum dia termos um ditador inteligente e bem intencional é abaixo de zero.
Por fim, minha sugestão aqui é que parem com a ingenuidade de achar que o sistema capitalista é sustentável no longo prazo, as pessoas continuarão a tomar poder seja lá como for, e não ‘oversimplify’ dizendo “ah mas é óbvio que isso ocorre porque o estado agiu” como se uma superempresa (seus administradores obviamente) não fosse agir com as mesmas intenções tão logo tivesse notado o próprio poder.
A maioria vai me odiar nos comentários, mas é a vida. Não sou piazão novato, sempre pensei como tentar tornar um sistema econômico sustentável no longo prazo, e sinceramente nunca achei uma solução. Seria de um conforto imenso se eu enxergasse humildade em tentar achar soluções ao invés de cegamente defender ideias ingênuas em ao menos um lado dessa porquice política que o mundo virou.
Estude o sistema suíço e veja como eles resolveram o problema da busca pelo poder.
Spoiler: eles criaram mecanismos que impedem qualquer um de se tornar poderoso via politica. Esvaziaram o poder. Descentralismo puro.
Soluções ja existem, nos brasileiros que somos tao atrasados que nao conseguimos fazer algo tao simples funcionar.
“Sob qualquer sistema haverá pessoas que querem assumir um poder incontestável e inelutável”
Aí dependerá do povo tornar a vida dessas pessoas mais fácil ou mais difícil. E isso vai depender do povo aceitar ou não que essas pessoas que querem assumir o poder também assumam o monopólio da força e do uso de armas, o monopólio da mídia e o monopólio da educação.
Por isso que uma “superempresa” (seja lá o que isso signifique) nunca será igual a um governo: por mais poderosa e rica que seja uma Exxon, Microsoft ou Tesla, ela estará sujeita à concorrência e não terá à sua disposição ferramentas que todo governo tem. Exceto, claro, se estas superempresas atuarem em conluio com o governo.
Quanto ao capitalismo não ser sustentável a longo prazo, primeiro é preciso definir capitalismo. Eu gosto de ir pelo lado da etimologia: capitalismo é onde existe capital, aka meios de produção. Nesse sentido, qualquer sociedade humana será capitalista. Acrescente-se livre mercado e respeito à propriedade privada e teremos algo muito próximo do capitalismo que a maioria dos misesianos desejam. Quanto ao anarcocapitalismo, eu pessoalmente acredito ser possível, mas com um longo caminho a percorrer. Não pode ser implantado com uma canetada, como alguns acharam que o Milei iria fazer.
Ao meu ver é puramente cultural, algo que ironicamente não é resolvido se não de duas formas: uma por tirania pura; e outra por uma maioria já adepta às ‘ideologias’ culturais superiores.
A Suiça é um país culturalmente diferenciado desde sempre, não há um momento na história em que eles tiveram uma mudança drástica no país, seja cultural ou política, suficiente para que as ideias populares fossem alteradas.
Isso significa que não é necessário que haja uma ‘força’ que impeça um poder exagerado, mas sim que as pessoas (o que sempre refletirá a política) sequer desejam o poder.
A suica ate ha 250 anos era igual frança , Alemanha , balcas, espanha Portugal, um pais feudal , dominado por politicos e com sua sterras senso disputadas pelas potencias limitrofes Ele adotatam libertarianismo politico e foram mudando o país tirando poder dos políticos a medida que tb fotam se capitalizando e se desenvolvendo.
O que a suica é hoje foi fruto de granes reformas e mudanças . Os suíço de hoje colhem as escolhas acertadas dos seus antepassados.
Tem que se mudar a cabeça das pessoas , pois se elas ficarem somente no esquerdismo ou direitismo parasitas, a sociedade sempre vai se degradar, pois esses dois grupos sao abusivos e sempre estimulam a sardinha para seu lado.
Concordo com sua conclusão Richard, de que a China tem o benefício de não ser uma democracia. É o mesmo argumento que Hoppe usaria. Um grande plano, ainda que falho, ainda seria melhor do que plano nenhum. Hoppe diria que em uma monarquia o líder poderia ter incentivo pra viabilizar a prosperidade de sua nação como se fosse sua propriedade privada (que acaba sendo, de certa forma). Assim, também o ditador pode fazê-lo.
No entanto o plano é escancaradamente pior do que o livre mercado traria, cidades fantasmas com prédios inteiros sem uso, com empresas de construção em grave situação financeira, carros elétricos aos milhares em depósitos e previsão de falências no setor são sintomas de um dirigismo na economia. Não se trata só da modernização que pode ser vista, mas do flagrante desperdício de recursos que poderiam estar sendo dirigidos para demandas reais da sociedade, através da liberdade dos indivíduos de usarem seus recursos conforme suas próprias prioriedades, ao invés de tendo esses recursos tomados pelo Estado pra que ele diga o que deve ser prioridade, não se importando com os equilibrios de oferta e demanda de mercado. Isso é o que não se vê (diria Bastiat).
Agora ao ponto que me fez escrever esse comentário: a ideia de que a China é um “sucesso” pq tem um “povo próprio”…
Acho extremamente perigosa a ideia de que devemos incentivar qualquer tipo de coletivismo, inclusive o “patriótico”. Já vimos tantas vezes no decorrer da história as tragédias que isso pode causar. Um grupo contra o outro, uma nação contra outra, um coletivo contra o outro. Enquanto as pessoas não começarem a valorizar o indivíduo em detrimento dessa ideia de coletivo, vai ser sempre a mesma coisa, e os piores vão, mais cedo ou mais tarde, chegar ao poder (tem um artigo recente sobre isso aqui mesmo no Mises)
A China usa do “capitalismo” pra promover concorrência nos setores que decide investir, cria, produz, inova, mas não pq é feito pelo Estado, mas pq são processos de mercado. E muitos vão ver os excessos e desperdícios com empresas não-lucrativas falindo pra todo lado como “erro do capitalismo”, crise inevitável pq “o capitalismo é falho”, e agradecer ao Estado e ao Partido Comunista Chinês por pelo menos ter promovido a produção e a inovação.
Percebe como essa lógica é invertida? O que causou a produção e a inovação foram os processos de mercado, e o que causou o problema dos excessos foram os investimentos cegos do Estado nos setores em questão. E a China não está tendo “sucesso” pq é comunista, e sim pq adota o capitalismo quando convém, e seus defensores escondem ou ignoram os efeitos colaterais negativos, ou apenas botam a culpa no capitalismo, como sempre…
Ah sim, e sobre a solução… Libertários não são ingênuos… A internet não criou libertários a toa, a descentralização da informação é uma ferramenta incrível pra espalhar ideias. Não precisamos ser maioria, precisamos criar ilhas de liberdade. Não precisamos convencer quem não quer ser convencido, precisamos respeitar que outras pessoas jamais concordarão, e CRIAR, ao invés de tentar destruir um sistema que consideramos falho.
Nesse espírito de construir alternativas e drenar poder do Estado temos o Bitcoin, temos a Nostr, temos smart contracts e cada vez mais soluções, descentralizadas ou não, mas que vão aos poucos criando a arquitetura de uma sociedade livre.
Impor libertarianismo seria anti-ético, se alguém quer viver sob o Estado, ela deve ter o direito de viver sob o Estado, quem acha que o que o libertário deve almejar é “acabar com o Estado” está, ao meu ver, equivocado. Nosso verdadeiro intuito deve ser o de construir uma sociedade paralela, que por questões de incentivos e lógica, mais cedo ou mais tarde vai acabar engolindo os Estados.
Os libertarios devem convencer a sociedade a abandonar tanto o esquerdismo como o direitismo, pois ambos sao abusivos, e adotar o arranjo libertario.
E ao mesmo tempo abandonar o comportamento tolo de achar que a esquerda e a direita , o estado, os burocratas, os autocratas e os teocratas politica vao concordar sem sabotar as ideias do arranjo.
Nenhuma organização que nao combata essa sabotagem dara certo. Nenhuma organização que nao defenda as pessoas dos abusos desses entes politicos da certo.
https://t.me/s/Blackbirdreturn
A esquerda na verdade não se importa com a liberdade de expressão.
Eles estão apenas chateados porque estamos reagindo. Esta é uma experiência nova para eles.
Eles sempre tiveram a intenção de destruir o Brasil e o mundo, só não esperavam enfrentar resistência.
Eles não esperavam que nós acordássemos.
Fingem combater ditaduras, porque a unica que eles aceitam é a deles . Inclusive nos meiors esquerdistas, libertarios sao classificados extrema ultra direita, e eles pregam nossa morte.
Vide o caso do PCO! Vejo gente compadecida pelo Partido da Causa Operária ter sofrido sanções em virtude de sua pretensa defesa da liberdade. Esquecem ou ignoram que tal segmento é apenas o PT dos anos 80 (racista, falocentrista, homofóbico, todos os qualificativos que os wokes amam nos imputar) e sua defesa pela liberdade é apenas estratégia de sobrevivência. Os mesmos usariam dela e da democracia para, uma vez no poder, fazer o mesmo (ou quiçá pior) que a coligação PT/STF pratica hoje. Em caso de confronto dialético deles com o PSOL, por exemplo, torçamos pelo conflito e a conseqüente autofagia vermelha.