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“Uma moeda depreciada é boa para a economia”

A
lógica mercantilista, diligentemente seguida por vários governos, é a de que a depreciação da
moeda — isto é, a desvalorização da taxa de câmbio — estimula a economia.

O
problema é que tal raciocínio não faz nenhum sentido.

Se
você possui uma determinada moeda, e todos os preços cotados nesta moeda caem,
você certamente irá se beneficiar deste arranjo.  Você lucraria com
ele. 

Mais ainda: você não teria de pagar nenhum imposto sobre este lucro,
pois o lucro não seria na forma de um aumento na sua quantidade de dinheiro; o
lucro seria na forma de um aumento na quantidade de bens e serviços que você é
capaz de comprar com a mesma quantidade de dinheiro que você possuía
antes. 

Portanto,
uma deflação de preços traria um enorme benefício para você.

Agora,
se é benéfico para você portar esta moeda em um momento que os preços dos bens
e serviços estão caindo, por que seria ruim para o público em geral do seu país
portar esta mesma moeda em um momento em que os preços das moedas estrangeiras
estão caindo? 

Quando
a sua moeda se torna capaz de comprar uma quantia cada vez maior de moedas
estrangeiras à medida que o tempo passa, está havendo uma deflação de preços para
os itens que estão sendo comprados: as moedas estrangeiras. 

Por
que seria desvantajoso para a população deste país ter uma moeda que ganha
poder de compra em relação às outras?  Por que seria ruim ser usuário
desta moeda e por que seria bom ser usuário das moedas estrangeiras que estão se
desvalorizando mais?  Não faz sentido.  Será que há suíços ansiosos para trocar seus francos por bolívares venezuelanos ou por pesos argentinos?

O
que é bom para um indivíduo honesto é bom para a nação.  Se é bom para um
indivíduo ter um moeda que está se valorizando, então é bom para toda uma nação
ter uma moeda que está se valorizando.  Como é possível dizer que é algo
bom para os indivíduos utilizarem uma moeda que está se valorizando e, ao mesmo
tempo, dizer que o país deveria instruir seu Banco Central a não permitir que a
moeda nacional se valorize?

Vivemos
em uma era mercantilista.  Aquelas grandes empresas voltadas para a
exportação querem ver o valor de suas moedas domésticas caindo
continuamente.  Todas as empresas voltadas para o setor exportador, de
todos os países, querem que isso ocorra.  Em outras palavras, elas não
querem viver um sistema em que os preços são definidos pelo livre
mercado.  Elas querem que os bancos centrais de seus países intervenham de
modo a reduzir o valor internacional de sua moeda doméstica. 

Sendo
assim, por essa lógica, o que é bom para indivíduos passa a ser supostamente
ruim para toda a nação.  Porém, o que é a ‘toda a nação’ se não o agregado
de todos os indivíduos?

Sempre
que você ouvir alguém dizendo que a moeda do seu país tem de se desvalorizar em
relação ao dólar — ou que o dólar tem de encarecer –, você está na presença
de um mercantilista.  Trata-se de alguém que crê que a perda do poder de
compra da moeda nacional é algo bom.  Ele pensa assim porque a depreciação
cambial representa um subsídio ao setor exportador. 

Porém,
deveria ser algo óbvio que, quando partimos da lógica de que aquilo que é bom
para o indivíduo é bom para a maioria dos cidadãos do país, uma moeda doméstica
em contínua apreciação em relação às moedas estrangeiras é algo positivo. 
Isso indica que seu banco central está inflacionando menos do que os outros bancos
centrais ao redor do mundo.  Significa que seu banco central está sendo
mais austero e mantendo a sua moeda mais robusta.  E uma moeda robusta é
aquela que está se valorizando. 

Mas
não é assim que políticos pensam.  E também não é assim que economistas
dos bancos centrais pensam.

Somente
exportadores gostam de uma moeda que está se desvalorizando internacionalmente.  E são muito
poucas as pessoas de uma economia que trabalham para exportadores.

Desvalorizar
a moeda de um país é um ato que gera uma redistribuição de riqueza dentro do
próprio país.  A riqueza é retirada dos setores da economia que não estão
ligados à exportação e direcionada para os setores ligados à exportação. 

Adicionalmente,
a desvalorização funciona como um subsídio aos compradores estrangeiros. 
Desvalorizar a moeda de um país é uma bênção para os estrangeiros, pois agora
eles poderão importar bens deste país a preços mais baratos.  Os
estrangeiros poderão agora comprar mais bens com sua moeda, a qual
repentinamente se valorizou perante a moeda do país que desvalorizou.  A consequência deste subsídio aos
estrangeiros é a redução da oferta de bens no mercado doméstico, o que
pressiona ainda mais a carestia.

Sempre
que políticos e economistas de seu país disserem que o câmbio tem de se
desvalorizar, eles não verdade estão querendo subsidiar os estrangeiros. 
Com a desvalorização, bens que até então estavam relativamente caros passarão a
se tornar uma verdadeira barganha para os estrangeiros — ao menos até que os
preços comecem a subir em consequência da desvalorização da moeda.

No
início do processo de desvalorização da moeda, o setor exportador conseguirá
comprar fatores de produção a preços que ainda não se alteraram.  Com o
passar do tempo, a desvalorização da moeda começará a exercer efeitos
inflacionários sobre toda a economia, gerando aumento de preços.  Neste
ponto, o setor exportador será forçado a elevar seus preços.  Ato
contínuo, é de se esperar que os exportadores clamem por novas rodadas de
desvalorização cambial para reiniciar o ciclo e favorecê-los novamente.

De
novo vale ressaltar que, quanto mais bens forem exportados, menor será a oferta
destes bens no mercado interno, algo também propício a gerar mais inflação de
preços e, consequentemente, um menor padrão de vida.

É de se lamentar que a maioria das pessoas não entenda
de economia.  Para os exportadores, no entanto, que se beneficiam deste
assalto ao poder de compra da população, essa ignorância econômica de seus
compatriotas é uma dádiva.  Dado que é impossível ganhar algo a troco de
nada, o que ocorre é que um pequeno grupo de exportadores ganha muito e, em
troca, o restante das massas fica com preços crescentes para quase todos os
bens e serviços da economia.

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87 comentários em ““Uma moeda depreciada é boa para a economia””

  1. O setor exportador é subsidiado pela desvalorização do câmbio feita pela governo.

    Sabemos que subsidios tornam um setor ineficiente.

    Podemos afirmar que se a moeda valorizar o setor exportador estará melhor?
    Dado que essa empresa poderá importar insumos, maquinas e equipamentos de forma mais barata e poderá, assim, expandir sua produtividade? ( conseguindo baixar seus custos, e possivelmente, aumentar os lucros/abaixar os preços)

    ( Talvez isso não possa ser resolvido pela praxeologia, pois essa é uma questão de ” qual efeito é maior”. Talvez só com dados empíricos.)

  2. Interessante, mas digamos que exista um pais puramente exportador (nao sei se e iste algum), nao seria uma boa estrategia por parte do BC depreciar a moeda? Ate pq os cidadaos nao dependeriam de importacoes mesmo, eles conseguiriam tudo no mercado interno.

  3. Gostaria de uma análise econômica do crescimento da Coréia do Sul, com base nas informações da CIA, já utilizada pelo IMB alhures:
    “https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ks.html

    A Coréia do Sul em parte teria seguido alguma das premissas da escola austríaca, como forte valorização da poupança. Entretanto, a Coréia do Sul teria permanecido por quase 40 anos avessa a importações e incentivando uma política exportadora.

  4. Ganhei o dia com esse artigo sensacional do Shostak.
    Esse é simplesmente meu assunto favorito em economia.
    Não consigo entender como uma pessoa pode defender desvalorização da moeda para “melhorar a economia”. Só se for melhorar a vida dos exportadores.
    Pensem em como a vida seria melhor com uma moeda forte, podendo comprar produtos estrangeiros de qualidade. A pobreza diminuiria bastante.

  5. Que países atualmente no mundo mantém uma política de valorização da moeda?

    Seria correto dizer que para valorizar moeda basta não injetar dinheiro do nada na economia, visto que a maioria dos outros países já fazem isso, o que valoriza a moeda do país que não injeta, ou há outros métodos?

  6. Os países da Zona do Euro estão passando intensamente pela “destruição criativa” por causa da impossibilidade de depreciar o euro? Sendo assim, atualmente estão pagando um preço alto, mas no futuro estarão diante de uma industria renovada e eficiente?

  7. Ouvi dizer que em Singapura o BC mantem a taxa de juros bastante reduzida para que sua moeda não se valorize demasiadamente, isto prosegue ?
    Alem de ser um dos paises que mais expandiu o crédito desde 2010

  8. Estou me interessando pela escola austriaca e por almejar trabalhar no mercado financeiro me veio uma duvida. Qual seria as vantagens e utilidades da escola austriaca na hora de escolher os investimentos ?

  9. Isso é um engodo, quando Lula assumiu a presidência a partir de 2003 o câmbio estava em 1/3,8 e chegou a 1/1,70. Enfim, nos 8 anos em que Lula governou o país, o câmbio apenas se apreciou e o Brasil quintuplicou as suas exportações no mesmo período. E em período recente, o câmbio desvalorizou-se em mais de 40% durante o ano de 2013 e nossas importações só aumentaram, ao ponto do governo ter de fazer uma contabilidade criativa para omitir um deficit comercial de mais de 10 bilhões de reais.

  10. Gostei muito do artigo mas gostaria de fazer uma observação em que alguém mais inteligente do que eu pudesse me corrigir. No recente caso brasileiro de câmbio valorizado não demonstra uma saúde econômica muito boa, isso porque o câmbio valorizado é consequência de um governo extremamente populista que não abre mão de elevados gastos. Sem abrir mão de tais gastos, o único mecanismo de combate a inflação é intervir na taxa de juros, com uma mobilidade de capital elástica, a consequência é uma grande entrada de moeda estrangeira no país.

    por favor, opinem aí!!

  11. Há alguma relação entre a desvalorização do real e a Copa 2014? Ou seja: a intenção do governo é justamente essa, de desvalorizar nossa moeda para garantir um gasto estrangeiro maior em nossas terras?

  12. Esse movimento benéfico aos estrangeiros é nítido no mercado de ações. Eles compram ações aproveitando o poder de compra do atual momento, enquanto o mercado interno está vendendo e formando fundo histórico, aumentam participações em empresas sólidas e se desfazem quando a economia se estabiliza.

    O mais triste é saber que os grandes fundos realmente dominam o mundo e fazem o que quer com o mercado, principalmente com o de câmbio, e se engana quem acredita no livre mercado no mercado de financeiro. É notável a manobra que estão fazendo fazendo com o EUR em relação USD ou, até mesmo, jogar o preço do petróleo lá para baixo

  13. Leandro,

    Qual deveria ser o cambio do Real-dolar se fosse aplicado uma currency board ? como isso seria arbitrado ? se dependesse dos industriais seria de 3,8 – 1 ou até mesmo 4,2 – 1

  14. Por que a Argentina, no period de Domingos Cavallo, tendo adotado um Currency Board, foi para o ralo. Sei que o gasto public foi o maior fator para o fracasso. Como a Argentina é sempre um “case”, lembro-me de quando Martinez de Oz foi o todo poderoso Ministro da Fazenda e tentou estabelecer o maior liberalismo econômico possível. Nessa o casião o país também foi para o vinagre. Alguma outra explicação, Leandro?

  15. Sem querer levar o assunto para muito além do que foi o texto, mas já levando, os protecionistas não são os únicos interessados em se ter a moeda continuamente desvalorizada. Diretamente – e sem dúvida – o setor exportador é o que mais faz pressão para a desvalorização da moeda.

    Mas mesmo que o setor importador tivesse um lobby maior e mais poderoso para a valorização cambial, duvido que seria suficiente para fazer algum ilustre governante adotar medidas ou aprovar leis que garantissem que a moeda iria sempre se valorizar em relação às outras. O governo seria o primeiro a não querer isso, pois teria que trabalhar sempre com um orçamento bem mais apertado. E aposto que o setor bancário também se juntaria ao coro mercantilista para pressionar que moeda continuasse sendo livremente inflacionável. Portanto, o protecionismo não é a única razão para as moedas de hoje continuarem a ser constantemente desvalorizadas.

    A propósito, só o simples e ótimo presente artigo já deveria ser suficiente para desmoralizar qualquer mercantilista. Muito bons os pontos abordados. Sem contar os inúmeros exemplos em que a depreciação da moeda sequer trouxe benefícios às exportações. E pior que isso, não fez nenhum bem à economia.

    Grande abraço!

  16. Leandro,

    Esse nem é o problema. O grande problema, hoje, de ter um Currency Board lastreado em ouro é que, enquanto o ouro não for adotado pelos EUA (a maior economia do mundo), seu preço continuará extremamente volátil, o que prejudicaria enormemente o país que eventualmente tenha adotado o ouro como âncora.

    O que vc quer dizer é que o ouro ou mesmo o bitcoin (mesma logica) é que eles não precificam economia nenhuma, ou seja, não funcionam como unidade de conta. Por exemplo vc não vai num shopping comprar uma roupa que está precificada em onças de ouro. Pois caso o lojista resolva colocar o preço da roupa em onças ele vai utilizar o cambio ouro\dolar ou real, que é o mesmo que acontece com as empresas que aceitam bitcoin. O lojista pega a cotação do minuto entre bitcoin/dolar e precifica em bitcoin. Porém é muito diferente de ter uma economia “bitcoinizada”.
    O problema seria similar se vc, por exemplo, mora no Brasil mas recebe seu salario em Euro, como nada no Brasil é precificado em Euro vc ficaria a mercê do cambio.

    Outra pergunta, como todas as moedas em 2014 se desvalorizaram perante o dólar sem nem mesmo o FED ter subido o juros, então no momento que eles subirem o juros, quem vai penar menos ? os países com cambio flutuante ou com cambio fixo como HK com sua CB ou mesmo os países petroleiros (que tb tem cambio fixo com o dólar) ?

    Por ultimo, qual seria a melhor variável para analisar quanto que o governo brasileiro jogou de dinheiro na economia quando ele se financia via sistema bancário ? qual seria a serie lá no site do BC ?

    obrigado.

  17. “Esse nem é o problema. O grande problema, hoje, de ter um Currency Board lastreado em ouro é que, enquanto o ouro não for adotado pelos EUA (a maior economia do mundo), seu preço continuará extremamente volátil”

    Então lascou tudo, porque os EUA jamais abrirão mão de seu monopólio sobre a moeda e muito dificilmente voltarão ao padrão-ouro. Nesse caso, a solução é acabar com a União e só daí então começar a se queimar tutano para resolver o problema monetário.

    “Se os principais governos do mundo começarem a vender ouro (por qualquer que seja o motivo), o preço dele desaba, e uma moeda lastreada em ouro sofrerá uma enorme perda do seu poder de compra”

    Isso seria ruim no curto prazo, mas seria ótimo a longo prazo. Se os estados se livram de seus estoques de ouro, aí é que não poderão mesmo sabotar a moeda particular lastreada em ouro e ela terá ainda mais razões para ser bem sucedida.

    Além disso, se uma moeda é lastreada em outra, há o risco de sabotagem também. Aposto que se um país lastreasse sua moeda no Real, o governo brasileiro, tão logo tomasse conhecimento disso, seria ainda mais furioso na sua emissão. E, ao contrário do ouro, os governos podem imprimir quase que infinitamente novo papel moeda.

    Se for lastrear a moeda em algo, melhor lastreá-la numa commodity mesmo, que está sujeita às forças do mercado, do que numa outra moeda, que está sujeita à insanidade do dos estados nacionais.

    Entendo que a proposta de lastrear o Real em outra moeda mais forte é a melhor possível nas presentes circunstâncias, mas ela está longe de ser uma solução. Na minha visão das coisas, toda proposta para resolver o problema que envolva a participação do estado está fadada ao fracasso.

  18. Excelente artigo. Confesso que com a leitura de diversos artigos do Mises tenho mudado de opinião sobre certas coisas, principalmente proteção do estado. Sempre achei estranho esta crítica deflação. A livre concorrência deve servrealmente estimulada. PPPs é um crime contra a livre iniciativa. Mudei meu posicionamento.

  19. Leandro, apesar de defender a valorização do poder de compra de uma moeda, isto é, a constante apreciação cambial, tal medida não é um jogo de soma zero em relação a outros países?

    Por exemplo, suponha que existam apenas duas moedas no mundo: dólar e real. Caso o real se valorize, o dólar necessariamente se depreciará, e vice-e-versa. Para um país obter um poder de compra maior, outro com quem ele comercializa que possui moeda 'rival' sofrerá necessariamente um poder de compra menor.

    Caso todos os bancos centrais se empenhassem em contínua apreciação de suas moedas, todos os benefícios vinculados à moeda forte (baixa inflação, maior previsibilidade econômica, maior controle da sociedade sobre os gastos setor público, etc) serão preservados ou aumentados, mas o poder de compra entre os países será conflitante.

  20. Acho que o amigo ali, está querendo dizer sobre o dólar (por ser a moeda global) em relação as demais moedas.

    Quando o dólar está forte todas as moedas do mundo tendem a se desvalorizar (logicamente as mais fortes como o franco – menos, a mais ou menos como o real – bem mais, e as fracas como o bolivar desabam).

    Quando o dólar está fraco todas as moedas agora tendem a se valorizar (como foi de 2002-2008). E quando está forte se desvalorizam (em 2014).

    Creio que era algo similar o que acontecia com o deutsche mark no passado, como era a moeda forte de referencia na Europa.

    Voltando ao dólar, caso o FED, por exemplo, resolva adotar uma politica monetária ultra rígida e fortalecer o dólar, as outras moedas pelo mundo vão desabar, e caso esse outros países não queiram que suas moedas virem pó, eles tb vão ter que adotar uma politica monetária mais rígida.
    Agora o inverso, se o FED, adota uma politica monetária muito frouxa e enfraquecer o dólar, as outras moedas pelo mundo vão se valorizar,e caso esse outros países não queiram que suas moedas se valorizem ao extremo, eles tb vão ter que adotar uma politica monetária mais frouxa.

  21. Como sempre, excelente artigo. Leandro, li nos comentários sua sugestão de uma política de câmbio fixo através de um Currency Board. Isso não vai contra a valorização defendida no artigo? Me veio esse questionamento vendo as notícias sobre o Franco Suíço, que estava “fixado” em 1.2 EUR, e por isso por mais dinheiro que entrasse não valorizava.

  22. Leandro,
    Qual seria um cenário para os consumidores e para a industrias (empregos) em CURTO PRAZO se o real se tornasse tão forte quanto o dolar?
    1=1

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