Economia e artes marciais? Quais paralelos
podemos traçar entre ambas? Em primeiro
lugar, as duas representam um tipo de conhecimento sistemático: a ciência econômica
é o estudo da ação humana e de sua interação com bens e serviços, e as artes
marciais são o estudo da melhor maneira de sobrepujar fisicamente outro homem.
Ambas são ideias que foram desenvolvidas por centenas de anos, e estão subdivididas
em diversas escolas ou estilos. No
entanto, foi na metade do século XX que ambas desenvolveram um ramo invencível: na economia, consolidou-se a
Escola Austríaca de Economia, tendo Ludwig von Mises como líder, e nas artes
marciais, o jiu-jítsu brasileiro, tendo Hélio Gracie no comando. E é sobre estas duas ramificações específicas
da economia e das artes marciais que irei discorrer neste artigo.
O jiu-jítsu foi criado por monges indianos e, com o tempo, foi se espalhando
pela Ásia até chegar ao Japão feudal, onde foi praticado e desenvolvido pelos
samurais. Após o período Meiji, quando a ordem Samurai foi abolida e o Judô foi
desenvolvido por Jigoro Kano, o jiu-jítsu chegou ao Brasil em 1914, com um
aluno de Kano, Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma. Em 1917, Koma ensinou sua arte para o jovem
Carlos Gracie. Carlos passou estes
ensinamentos para seus irmãos e os Gracies começaram a praticar e a desenvolver
esta arte marcial, dando origem a um novo estilo, o jiu-jítsu brasileiro. E foi o irmão mais novo e mais fraco de
Carlos, Hélio, quem aperfeiçoou mais eficientemente o jiu-jítsu, e se tornou um
lutador “casca-grossa”.
Os irmãos Gracie começaram a abrir academias de jiu-jítsu e, para provar a
superioridade de seu estilo, começaram a desafiar lutadores de outras artes
marciais ou qualquer pessoa que duvidasse da eficiência de sua luta, colocando
inclusive anúncios em jornais com estes desafios — e os Gracies derrotavam
todos que apareciam. Hélio se tornou o
Gracie mais proeminente, sendo por muitos anos o lutador número um da família,
e isto o transformou em uma celebridade no Brasil. Em busca de reconhecimento mundial, Hélio
desafiou o campeão mundial de jiu-jítsu, o japonês Kimura, que era 30 quilos
mais pesado que Hélio. Kimura se recusou
a lutar com Hélio, dizendo que ele era o campeão e que se Hélio quisesse uma
luta, deveria lutar com Kato, o vice-campeão — que também possuía uma enorme
vantagem de peso — que também o derrotaria com facilidade.
A luta, no entanto, acabou ocorrendo, e Hélio derrotou Kato em 6 minutos,
forçando Kimura a aceitar o desafio anterior. Kimura declarou que se Hélio durasse mais do
que 3 minutos, ele o consideraria o vencedor. Em 1951, Kimura derrotou Hélio aos 13 minutos,
quando Carlos jogou a toalha para evitar que o braço de Hélio fosse quebrado
pela chave que Kimura lhe aplicou — e que depois foi batizada com seu nome. Hélio se aposentou e era chegada a hora para a
segunda geração dos Gracies assumir a tarefa de reivindicar a superioridade de
sua arte.
Durante os anos de 1970, os filmes de Bruce Lee fizeram grande sucesso, e
professores de kung fu e karatê apareceram para desafiar a hegemonia do jiu-jítsu.
Foi a vez de Rolls Gracie encarar o
desafio. Rolls era filho de Carlos,
criado por Hélio, e foi o melhor lutador que a dinastia Gracie já produziu. Ele derrotou facilmente o mestre de karatê, e
nesta luta foi possível observar, na técnica de Rolls, o atual jiu-jítsu “estilo
Gracie” em sua forma totalmente desenvolvida — ele havia adicionado ao jiu-jítsu
técnicas de wrestling
e sambo.
Rolls morreu pouco tempo depois em um trágico acidente de asa-delta, o que
fez com que outros lutadores passassem a representar a família Gracie em
inúmeros desafios subsequentes. O jiu-jítsu
dos Gracie sempre venceu.
Porém, mesmo diante desta esmagadora superioridade, o “jiu-jítsu Gracie” não
foi capaz de derrotar um oponente: Hollywood. A imensa maioria do público mundial ainda
acreditava que o kung fu e outros estilos semelhantes eram o supra-sumo das
artes marciais. Apenas alguns poucos
estavam cientes da verdade sobre as artes marciais. Posso mencionar aqui o meu
exemplo pessoal: em meados da década de 1980, mesmo vivendo no Brasil, eu
ignorava completamente a supremacia do jiu-jítsu dos Gracie e, influenciado por
filmes bobos como Karatê Kid, matriculei-me em uma academia de karatê, tornando-me
anos depois um faixa preta de tae kwon do. Assim como o resto do mundo, só fui ter
consciência da verdade sobre as artes marciais no começo dos anos 1990.
Rorion Gracie estava morando na Califórnia desde a década de 1970, ensinando
e promovendo o “jiu-jítsu Gracie”, desafiando e vencendo lutadores locais — a
esta altura, uma tradição familiar. Em
1993, ele teve uma ideia que iria transformar o mundo das artes marciais para
sempre, e iria de uma vez por todas provar qual estilo era o melhor: ele
inventou o Ultimate Fighting Championship
(UFC), um torneio de artes marciais sem regras e sem divisões por peso, que na
realidade tinha apenas uma característica distinta do que a família vinha
fazendo nas últimas décadas: ele seria transmitido pela TV.
Rorion também criou o octógono, um ringue gradeado, ideal para este tipo de
luta. O lutador escolhido para representar os Gracies não foi Rickson, que era
o musculoso atual campeão da família, mas sim seu irmão Royce, que, como seu
pai Hélio, não era um sujeito nada fisicamente intimidador — embora mais alto do
que Hélio. Royce venceu todas as lutas
das primeiras edições do torneio, derrotando grandes mestres das mais variadas
artes marciais. Só que, desta vez, o
mundo todo pôde ver a família Gracie em ação.
Daquele momento em diante, todo o mundo soube que, se alguém quisesse se
tornar um bom lutador, teria de aprender jiu-jítsu — ou seria derrotado por um
lutador que soubesse jiu-jítsu. Não foi
apenas uma vitória de Royce; foi a vitória suprema do jiu-jítsu estilo Gracie
sobre todos os outros estilos. Foi como
a descoberta da América por Colombo: os europeus já haviam estado aqui antes,
mas foram suas navegações cruzando o Atlântico que levaram ao conhecimento
geral do continente americano pelos europeus, mudando o mundo para sempre.
Pouco depois do UFC, Rickson foi para o Japão e venceu facilmente os
melhores lutadores japoneses, confirmando aquilo que Royce havia demonstrado
nos EUA.
Agora, falemos sobre ciência econômica. As origens da Escola Austríaca podem ser
encontradas nos trabalhos dos escolásticos tardios da
Universidade de Salamanca, na Espanha, que descobriram e explicaram as leis
econômicas. Estes ensinamentos foram
desenvolvidos por intelectuais europeus como Cantillon, Turgot, Bastiat e Say
até 1871, quando Carl Menger,
professor de economia na Universidade de Viena, condensou-os com a teoria da
utilidade marginal e fundou a Escola Austríaca de Economia, marcada pela
publicação da obra Princípios de Economia
Política.
O primeiro adversário de Menger e da Escola Austríaca foi a Escola
Historicista Alemã, representada por Gustav von Schmoller e outros. Menger os
enfrentou e os derrotou durante uma disputa intelectual chamada de Methodenstreit
durante os anos de 1890. Menger teve muitos discípulos, entre eles o arquiduque
Rudolf von Habsburg, príncipe da família imperial da Áustria. Mas foi Eugen von Böhm-Bawerk
quem levou os ensinamentos do mestre a novos patamares, aplicando-os a diversos
temas, desenvolvendo ainda mais a Escola Austríaca. Böhm-Bawerk também enfrentou batalhas
intelectuais, principalmente contra os marxistas, e saiu vitorioso refutando
definitivamente a
teoria da exploração do socialismo-comunismo.
No entanto, foi somente com um aluno de Böhm-Bawerk que a Escola Austríaca
se desenvolveria em um estilo invencível. Ludwig von Mises reconstruiu a ciência
econômica sobre sólidas fundações epistemológicas, colocando a economia como um
ramo de uma ciência maior — a praxeologia –, dando a ela o status de uma
disciplina axiomática lógico-dedutiva. Mises
começou a aperfeiçoar a Escola Austríaca em 1912, com a publicação de The
Theory of Money and Credit, e já em 1920, com a publicação do ensaio O cálculo econômico sob o
socialismo, ele derrotou todos os pensadores socialistas, demonstrando
que o socialismo era impraticável.
Durante toda a sua vida, Mises teve inúmeras disputas intelectuais com todos
os tipos de adversários — socialistas, marxistas, positivistas,
intervencionistas, neoliberais etc. –, e teve muitos estudantes, que por sua
vez também enfrentaram subsequentemente este tipo de batalha. Provavelmente uma das mais importantes
batalhas foi lutada por um aluno de Mises, Friedrich August von Hayek, contra
John Maynard Keynes.
Durante os anos 1930, Hayek era um professor na London School of Economics, e era o mais influente economista
austríaco no mundo anglo-saxão. Ele era,
portanto, o homem para enfrentar Keynes, que havia publicado sua Teoria Geral em 1936. Hayek foi um aluno de Mises, mas antes disso
ele já era um discípulo de Friedrich von Wieser, e iria permanecer essencialmente
um wieseriano pelo resto de sua vida. Foram
as inconsistências de sua abordagem wieseriana/walrasiana a respeito do
equilíbrio geral que o levaram a sucumbir diante de Keynes.
Keynes apresentou uma teoria totalmente falaciosa — sem nenhuma inovação
sobre o que já existia –, mas sua teoria fornecia um adorno e um linguajar científicos
em defesa dos gastos governamentais, da inflação, dos déficits e de todo o
resto que os políticos adoram fazer. Com
o tempo, sem uma refutação sólida, o tsunami keynesiano varreu o mundo da
economia.
Na verdade, a ciência econômica da Escola Austríaca misesiana só foi se
desenvolver completamente mos anos 1940, quando Mises publicou Nationalökonomie
(1940) e Ação Humana (1949). Apenas os estudantes de Mises dos anos 1940 em
diante seriam os verdadeiros misesianos, como Murray
Rothbard, Hans
Sennholz, Israel
Kirzner, Ralph
Raico e George
Reisman. Os misesianos — os estudantes
de Mises e os estudantes destes estudantes de Mises — continuaram enfrentando
batalhas intelectuais contra outras escolas de pensamento econômico, e
continuaram vencendo todas. Rothbard foi um lutador exímio que aperfeiçoou a
ciência econômica misesiana em muitas maneiras e encarou todos os tipos de
adversários. Muitos desses avanços e disputas podem ser vistos em publicações
vultosas como Man,
Economy and State e Economic
Controversies.
Apesar de todas essas vitórias e de toda a sua superioridade, a Economia
Austríaca misesiana não é o “estilo” dominante de ciência econômica no mundo. A
ciência econômica misesiana está onde o jiu-jítsu dos Gracie estava 20 anos
atrás — amplamente desconhecida e praticada por uma pequena minoria. Nós austríacos tivemos grandes mestres como
Hélio e Rolls, e hoje em dia temos grandes lutadores como Royce e Rickson, mas
parece que está faltando um Rorion. Estamos
tentando de muitas formas alterar o paradigma econômico. O economista austríaco Robert Murphy está desafiando o famoso keynesiano laureado
com o prêmio Nobel Paul Krugman há algum tempo. Krugman já debateu ao vivo outro austríaco,
Ron Paul, mas foi apenas um debate informal em um curto telejornal (Paul Vs Paul). No decorrer de suas duas últimas campanhas
presidenciais, Ron Paul promoveu a escola austríaca misesiana como ninguém
havia feito até então; porém, isso foi incapaz de causar qualquer abalo ao
mainstream econômico — o keynesianismo continua dominando o mundo acadêmico e
a mídia.
Os Gracies também se esforçaram por muitas décadas, e sem sucesso, fazendo
coisas como este seminário
de 1988 promovido por Chuck Norris (no qual ele conta a história de quando
Hélio Gracie, com 75 anos, o colocou para dormir), ou a tentativa de Rorion de
também usar Hollywood, quando ele dirigiu as cenas de luta de Mel Gibson
no filme Máquina Mortífera, ou quando ele próprio atuou em um
filme B (mostrando definitivamente que o jiu-jítsu não servia para filmes, ao contrário do kung fu e sua plasticidade). Foi somente com o UFC que eles finalmente
atingiram uma audiência significativa.
Obviamente, a ciência econômica nunca será algo tão popular quanto as lutas
de UFC, e disputas intelectuais jamais atrairão o grande público. Mas a ciência econômica possui seu público e o
zeitgeist econômico influi muito mais
na vida cotidiana das massas do que a dominância de uma arte marcial em
particular.

homem fraco. E ele respondeu: “Eu sou um
homem fraco. Eu nasci fraco e vou morrer
fraco. Eu derrotei meus adversários
apenas porque eu sabia jiu-jítsu.” Ele
lutou sua vida inteira para provar a superioridade de seu estilo — e
conseguiu. O mundo veio a saber sobre esta superioridade do jiu-jítsu brasileiro
“de estilo Gracie” somente após as vitórias de Royce no UFC.
Mises também lutou toda a sua vida para demonstrar o que é uma ciência
econômica válida; para provar a superioridade da Economia Austríaca misesiana
— e ele conseguiu. Mas poucos estão a
par deste fato. Como estourar essa bolha
intelectual é o maior dos desafios que os austríacos têm diante de si.
Esse Fernando é muito criativo. Jamais conseguiria relacionar Jiu-Jitsu com economia. E ele fez isso com maestria. Ótimo artigo. Porque o IMB não promove debates entre intelectuais que defendem o Keynesianismo e os que defendem a escola austríaca? Nem precisaria sair muito do escopo do site. Poderia ser usado o PODCAST.
Nós podemos nos referir aos Mises Institutes espalhados ao redor do mundo, como uma espécie de UFC em seus primórdios. O passo inicial da EA para se tornar popular nos meios de divulgação de conhecimento reside justamente em sua popularização na Web.
E não devemos nos abater, com professores e pretensos intelectuais se propondo a rebater as teses da EA, até porque, o simples fato do inimigo manifestar o interesse de refutar nossos paradigmas, já é algo digno, pois ao menos eles enfim estão se sentido ameaçados em suas zonas de conforto das falácias acadêmicas que nunca precisaram de justificativa para se defenderem.
O brasileiro realmente precisa dar mais valor ao Jiu-Jitsu mas também não pode deixar de conhecer o que foi o kung-fu apresentado por Bruce-Lee e a escola de arte marcial chinesa .
O artigo do Fernando foi muito bom fazendo esse paralelo entre uma ciência econômica que foi relegada e uma arte marcial que sofreu um processo semelhante de ostracismo mas que teve um relativo sucesso maior do que teve a Escola Austríaca no âmbito econômico.
Falando do tão conhecido Kung-Fu Hollywoodiano;
Realmente foi puro golpe de markenting, primeiro que Bruce Lee generalizou as artes marciais chinesas e a rotulou como kung-fu (que não significa arte marcial em chinês diga-se de passagem) a ironia foi tanta nesse caso que o próprio Bruce Lee pretendendo revolucionar as artes marciais descartou e desdenhou completamente a cultura chinesa marcial (dizia que os estilos que aprenderá eram ineficientes e retrógrados , e, pretendendo criar algo novo e único e extremamente eficaz a ponto de se dizer antes e depois de Bruce Lee, ficou conhecido por ser um praticante de… Kung-Fu Chinês!!!
O kung-fu na verdade é apenas um termo que se refere a habilidade que uma pessoa pode ter em qualquer área. Diz-se que: um bom cozinheiro tem uma boa habilidade na cozinha e por isso tem um bom kung-fu, um bom alfaiate tem uma boa habilidade em confeccionar roupas e por isso tem um bom kung-fu e um bom pintor tem uma boa habilidade em pintar por isso tem um bom kung-fu. O cozinheiro, o alfaiate e o pintor são bons em luta por acaso? É óbvio que não!
O termo correto, que designa corretamente artes marciais chinesas é Wushu (wu =marcial e Shu= arte). Daí teremos uma miríade de escolas e pensamentos de praticas e filosofias das mais variadas autênticas e cópias, imitações e puro charlatanismo…De práticas familiares de luta e cultura marcial passando por sociedades, grupos e indivíduos, artigos de religião e civis e militares. Vários historiadores chineses tanto contemporâneos quanto do passado identificaram muito bem essas diferenças (não quer dizer que exista sempre o consenso sobre determinado tópico).
Podemos citar alguns exemplos:
Famílias que atuavam no ramo de escolta de pessoas, mercadorias e valores através de territórios do interior da China e de fronteiras com países vizinhos. Uma ampla rede de transporte de valores pelo Império Chinês na dinastia Tang por exemplo, ou a escolta de caravanas cujo dono de umas dela foi pai de um famoso mestre de arte marcial na década de 20-30 um dos discípulos desse mestre (terceira geração) esta dando aulas de "kung-fu" em São Paulo.
Sociedades religiosas, civis ou militares que atuavam para defender uma determinada região, podem citar o exemplo dos monges budistas que atuaram para repelir os Piratas Japoneses (que na verdade eram de várias nacionalidades inclusive de chineses!) que pilhavam as regiões costeiras da China. Dessa época por vincular os monges budistas a atividades militares ficou impregnada a falsa noção de que o jiu-jitsu foi criado na índia, isso, aliás, é uma tentativa recente da família Gracie (não sei o porquê) de diminuir a origem japonesa da arte que a família carrega.
E por fim um número reduzido de artistas marciais que viviam a beira da sociedade em eventos itinerantes que vendiam as suas apresentações marciais (quebramento de tijolos por exemplo) essas pessoas viviam as margens da sociedade. Eram conhecidas como aqueles que viviam nas "margens dos Lagos e Rios", muitas vezes vendendo ervas e remédios alegando efeitos milagrosos. Apresentações envolvendo lutas entre desafiadores e o público e esses artistas eram constantes, mas algo muito mais voltado para o entretenimento em si.
Esse ambiente era muito mais similar ao o que o professor Conde Koma vivia e ao pai do Carlos Gracie (que era dono de circo e fazia apresentações de luta!) do que qualquer outra coisa.
Cabe lembrar que como o ambiente era de guerra em muitos desses casos a tecnologia utilizada era de armas brancas e armas de fogo rudimentares, técnicas baseadas exclusivamente com mãos para atuar em um ringue com rounds e juízes não eram muito bem vindas é claro (por motivos óbvios).
Existia também praticas utilizadas por militares como treinamento de tropas semelhante ao sumô ou ao wrestling que servia de exercício para condicionamento físico.
Isso para citar alguns poucos exemplos!
Podemos generalizar tudo em uma palavra chamada kung-fu? É claro que não!
O assunto é de todo extremamente complexo não deixando de ter o seu lado fascinante também, mas devemos fazer jus a verdade aqui no Mises-Br, o fato de o autor do artigo ter feito uma arte boba achando que era o suprassumo na verdade é uma muita mais da propaganda enganosa de Hollywood do que a própria arte em si, que foi uma cópia do Karate-Do no momento em que a Coréia era ocupada pelos japoneses, sendo o fato de ser uma cópia em um período de ocupação já é por si só negativa…
Toda essa cultura explicada acima pode ser resumida dentro de um ringue? Um tatame? Eu particularmente acho que não! Onde a realidade foi muito mais ampla nas especifidades de épocas, lugares e de demandas.
A escola austríaca esta muito mais para esse ambiente de adaptação que foi a cultura marcial chinesa do que para o jiu-jitsu apresentado pelo autor.
Eu já havia pensado nesse paralelo antes, que jiu-jitsu não promete soluções mágicas e bonitas como kung-fu e keynesianos fazem. Agora uma correção, que eu saiba Kimura quebrou o braço de Hélio. Mas foi uma época que judô e jiu-jitsu brasileiro ainda eram artes marciais extremamente próximas.
Essa história de indianos terem criado e depois ido pro Japão me parece ser mais lenda. O negócio começou mesmo quando Jigoro Kano sistematizou várias técnicas com foco nas de luta agarrada, criando o jiu-jitsu de Kano, tb conhecido por judô. O próprio Maeda era um judoka que treinou somente no sistema de Kano, sem base em estilos esotéricos de jujutsu.
O UFC de hoje é muito diferente, o lutador tem que ser completo e saber todas as lutas. Não há mas superioridade do BJJ.
Oss
Excelente texto.
Fernando, pelos comentários acima, vejo que conseguiste o teu intento, coisa de professor, tua nota e dez, claro, com louvor.
Feliz 2014, sou infinitamente grato ao sítio.
Caro Fernando Chiocca, gostaria de saber se o video do Paul vs Paul tem com legenda e como anda o processo do Liber 500.
Abraços.
O “kungfu cinematográfico” ou karate de filme é bem diferente das artes verdadeiras, óbvio. Sendo então que estas não são tão bobas como alguns aqui disseram. Por outro lado o BJJ provou sua superioridade e hoje é imprescindível para aqueles que querem ter algum resultado em conflitos físicos.
Jiu-jitsu é coisa de gay! Dois homens se agarrando, nada a ver!
Um produto brasileiro que ascendeu através do esforço de seus criadores e sem a necessidade de subsídios dos departamentos estatais, políticas de valorização de cunho nacionalista (vide a meta da programação nacional nas TVs por assinatura), sem patrocínio da Caixa Econômica, Petrobrás ou algum “dealer” do BACEN; e sem a participação garantida em eventos esportivos internacionais dada pela promoção estatal?
Absurdo. O esporte tem de ter uma função social, filosófica e patriótica. Quaisquer esportes baseados no talento individual em detrimento do esforço coletivo de um grupo e de financiamento privado de corporações e entusiastas que não sirva como patrocinador da identidade nacional e das políticas educacionais é mera alienação para entreter a classe média terrorista.
“Canoagem” é o verdadeiro esporte latino, dominado pelos cubanos frequente e serve de respeito aos povos que viviam em nossas terras antes da chegada do homem racista.
Reproduzo abaixo mais informações sobre o tema desse fantástico artigo de Fernando Chiocca. O seguinte texto — o qual sofreu leves correções gramaticais da minha parte — foi retirado deste site: academiagracie.com.br/
HISTÓRIA DO JIU-JÍTSU
Como muitos outros temas da História, seria impossível descrever com precisão a origem do jiu-jítsu.
Contudo, o que não falta são hipóteses. Cada cultura mostrou possuir alguma forma de luta corporal em sua história. Normalmente, o combate desarmado aparece na forma de luta corpo a corpo e, às vezes, na forma de pugilismo. Examinando cronologicamente a história do combate, é possível que as técnicas de luta do jiu-jítsu tenham sido influenciadas pela Grécia antiga. Os Jogos Olímpicos eram uma das tradições dos gregos, e um dos seus esportes mais populares, o pancrácio, envolvia técnicas de pugilismo e combate corporal, tornando-se mais popular para os gregos do que qualquer um dos outros esportes. Durante as suas conquistas, Alexandre Magno (356 — 323 a. C.) levou a cultura grega para as regiões que dominou. As suas vitórias chegaram à Índia, onde ele introduziu os costumes e os ideais da cultura helênica aos povos daquela região — a qual foi, provavelmente, o berço do jiu-jítsu.
A opinião geral, aceita pela maioria dos historiadores, é a de que as técnicas sistematizadas das artes marciais vieram da Índia, junto com o budismo (Dharma). A teoria é que o templo de Shaolin foi construído no centro da China, precisamente onde o Dharma introduziu o budismo e o pugilismo. Conta-se que monges budistas do norte da Índia muito contribuíram para o desenvolvimento inicial do jiu-jítsu. Em suas longas viagens pelo interior da Índia, os monges eram constantemente assaltados por bandidos. Os valores religiosos e morais budistas não permitiam o uso de armas, por isso os monges foram forçados a desenvolver um sistema de autodefesa usando as mãos nuas.
Esses monges eram homens de grande saber e perfeito conhecimento do corpo humano. Por conseguinte, aplicaram as leis da física — tais como sistema de alavanca, cinética, equilíbrio, centro de gravidade, atrito, transmissão de peso — e a manipulação de pontos vitais da anatomia humana a fim de criar uma arte científica de autodefesa.
Uma coisa é certa sobre tais histórias: os japoneses foram os responsáveis pelo refinamento de uma arte de luta corporal na forma de um sistema de combate corpo a corpo muito sofisticado chamado jiu-jítsu, que foi desenvolvido no Japão durante o período feudal.
O NASCIMENTO DO GRACIE JIU-JÍTSU
Hélio logo percebeu que, devido ao seu físico frágil, não conseguia executar facilmente a maioria das técnicas que havia aprendido ao observar as aulas de Carlos. Com a determinação de executá-las eficientemente, começou a modificá-las para que se adaptassem à sua frágil constituição física. Enfatizando os princípios de alavanca e a escolha do momento certo, sobre a força e a velocidade, Hélio praticamente modificou todas as técnicas e, por meio de tentativas e erros, criou o Gracie Jiu-Jítsu, o Jiu-Jítsu Brasileiro.
Para provar a eficácia do seu novo sistema, Hélio desafiou publicamente todos os praticantes de artes marciais mais respeitáveis do Brasil. Participou de 18 lutas, incluindo desafios contra o antigo campeão mundial peso pesado de luta-livre, Wladek Zbyszko, e o segundo maior judoca do mundo na época, Kato, a quem Hélio estrangulou e deixou desacordado após 6 minutos de combate. A sua vitória contra Kato qualificou-o para subir no ringue contra o campeão mundial Masahiko Kimura, quase 35 quilos mais pesado. Kimura ganhou a luta, mas ficou tão impressionado com as técnicas de Hélio que lhe pediu que fosse ensinar no Japão, admitindo que aquelas técnicas que Hélio apresentara durante a disputa não existiam no Japão. Era o reconhecimento do melhor do mundo à dedicação de Hélio ao refinamento da arte.
Aos 43 anos, Hélio e o seu adversário Waldemar Santana, um ex-aluno, bateram o recorde mundial do mais longo combate de vale-tudo da história, quando incrivelmente lutaram durante 3 horas e 40 minutos, sem intervalos!
Hélio, amplamente considerado o primeiro herói do esporte na história brasileira, também desafiou ícones do boxe, como Primo Carnera, Joe Louis e Ezzard Charles. Todos recusaram.
Uma lenda contemporânea, Hélio Gracie conquistou aclamação internacional por sua dedicação à divulgação da arte e da filosofia do Gracie Jiu-Jítsu. Devotado à família, um exemplo de vida saudável, Hélio Gracie foi um símbolo de coragem, disciplina e determinação e uma inspiração para todos aqueles que o conheceram.
HÉLIO GRACIE (1913 — 2009)
Na década de 20, Hélio Gracie era um menino franzino, com problemas de saúde. Por isso, Carlos recebera ordens do médico da família para que não ensinasse o jiu-jítsu ao irmão. Hélio, muito frágil, com vertigens e desmaios quase diários, estava impedido até mesmo de frequentar escola. Assim, ele ficava o dia inteiro assistindo às aulas do irmão mais velho.
Até que um dia, como havia um aluno esperando e Carlos não chegava, Hélio (então com 14 anos) propôs-se a passar instruções da aula. E fez de tal forma que, quando Carlos chegou, o aluno pediu que, desse dia em diante, as suas aulas fossem dadas por Hélio, que nunca tinha recebido uma aula sequer.
Com extraordinário talento, com enorme persistência, para compensar os seus franzinos 60 quilos, Hélio Gracie aperfeiçoou a técnica a ponto de torná-la praticamente imbatível, dando origem no que hoje é mundialmente conhecida com jiu-jítsu brasileiro.
Aos 16 anos, em sua primeira luta em público, venceu em 30 segundos o então campeão brasileiro de boxe, Antônio Portugal.
Com 18 anos, derrotou o vice-campeão mundial de vale-tudo, Fred Ebert. Venceu em quatro minutos o campeão de capoeira Caribé, que desafiara através da imprensa. Enfrentou e venceu, sem descanso entre as lutas, doze fuzileiros navais escolhidos entre os mais fortes de toda a corporação. O mais leve pesava 90 quilos. O japonês Massagoishi, campeão de sumô, que tinha o dobro do tamanho de Hélio Gracie, foi por ele derrotado em menos de cinco minutos.
Os japoneses começaram a demonstrar preocupação com a invencibilidade de um brasileiro nessa antiga arte marcial do Japão. Assim, eles passaram a mandar de lá os seus melhores lutadores para enfrentar Hélio Gracie, que lutou contra vários adversários japoneses e continuava invicto. Para derrubar definitivamente a invencibilidade do brasileiro, vieram do Japão os seus dois maiores lutadores: o campeão mundial, Kimura, e o vice, Kato. Mesmo tendo duas costelas fraturadas em um treino, Hélio Gracie enfrentou Kato em um rinque no gramado do Maracanã, e a luta terminou empatada. Na revanche em São Paulo, a vitória de Hélio, em seis minutos, deixou perplexa a colônia japonesa.
A luta contra o campeão mundial Kimura, 10 anos mais novo e 40 quilos mais pesado, foi um marco na vida de Hélio Gracie. Sobre o tablado no Maracanã, Hélio resistiu 18 minutos, arrancando elogios do adversário em plena luta, e só foi vencido quando o seu irmão Carlos jogou a toalha, temendo fratura séria.
No dia seguinte, Kimura foi à casa de Hélio Gracie e o convidou a ir ao Japão. O brasileiro preferiu continuar o seu trabalho no Brasil.
A última luta de Hélio Gracie foi a mais longa da história do jiu-jitsu: depois de três horas e 45 minutos sem interrupção, sobressaiu a força física do seu corpulento ex-aluno Waldemar Santana, 20 anos a menos, que venceu o combate de forma dramática. A revanche foi assumida por Carlson Gracie, que venceu Santana de modo arrasador.
Durante uma viagem para Fortaleza com o seu irmão Carlos, no navio Itanajé, um homem desconhecido jogou-se ao mar, em uma região infestada de tubarões, perto de Abrolhos, na costa baiana. Um pequeno escaler com seis tripulantes desceu para tentar salvar o suicida, mas tinha ordens de voltar caso não conseguisse. Enfrentando grandes ondas, os tripulantes puxavam o homem pelos cabelos sem conseguir trazê-lo para o barco. Hélio Gracie, então, resolveu mergulhar. Nadou rápido quando o barquinho já retornava, sob os gritos dos marinheiros apavorados com a presença dos tubarões, colocou o homem a salvo, empurrando-o para cima do barco e liderou os marujos que não conseguiam vencer as ondas com os seus remos. Ao voltar, Hélio recebeu medalha de ouro e diploma de Honra ao Mérito, na Rádio Nacional, com patrocínio da Standard Oil.
A opinião pública o aclamava como um herói de carne e osso. Durante várias décadas, as vitórias de Hélio Gracie ocuparam as primeiras páginas dos maiores jornais do País.
A partir dos anos 50, a Academia Gracie, situada na Av. Rio Branco, passava a ser frequentada por gente de todas as idades e classes sociais, inclusive por personagens influentes na vida nacional, como empresários, jornalistas, militares e ministros de estado.
Princípios morais
Por influência de Carlos Gracie, Hélio adotou uma vida frugal. Sempre fez da técnica e da dignidade do esporte uma bandeira; e, na lucidez dos seus 95 anos de idade, antes de morrer, entristecia-se ante o mau uso dessa técnica e a deturpação dos conhecimentos milenares que deram origem às artes marciais.
Protestando contra a imagem de violência de muitos inescrupulosos mercenários das diversas modalidades de luta marcial, ele apelava para a responsabilidade das academias e das associações na formação moral dos jovens atletas e defende maior rigor para o funcionamento dessas entidades, em nome dos princípios éticos e das elevadas tradições filosóficas do jiu-jítsu.
Os seus filhos, sobrinhos e discípulos transmitem as técnicas do jiu-jítsu brasileiro em todo o mundo e participam vitoriosamente das principais competições internacionais. O seu filho Rorion Gracie, vivendo hoje nos Estados Unidos, criou uma academia de jiu-jítsu; e o seu filho Royce Gracie consagrou-se como um dos maiores campeões do mundo nessa modalidade.
Contra a violência
As técnicas transmitidas há sete décadas pelos Gracie transcendem uma simples luta ou prática esportiva, principalmente entre os jovens, que encontram no verdadeiro jiu-jítsu uma atividade sadia, uma técnica de defesa pessoal segura e positiva, em resposta ao mundo difícil e violento em que vivemos. Com a sua personalidade marcante, Hélio Gracie passou a simbolizar retidão de caráter, honestidade, coragem e saúde.
Como professor e criador de uma modalidade de jiu-jítsu, Hélio Gracie desenvolveu uma técnica que revolucionou o mundo das artes marciais, a qual, hoje, beneficia milhares de pessoas.
MENSAGEM DO GRANDE MESTRE HÉLIO GRACIE
"O Jiu-Jítsu que criei foi para dar chance aos mais fracos de enfrentar os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for a sua especialidade. Além de boa alimentação, de controle sexual e de abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jítsu competitivo com regras e tempo inadequado, o qual privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jítsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, os quais, não tendo dotes físicos, são inferiorizados. O meu Jiu-Jítsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Estas são as razões pelas quais não posso, com a minha presença, apoiar espetáculos cujo efeito retrata um anti Jiu-Jítsu."
Também aproveito este comentário para divulgar os três filmes sobre a vida de Ip Man, um gênio chinês das artes marciais (estilo Wing Chun). Trata-se dos filmes “O Grande Mestre”, “O Grande Mestre 2” e “O Grande Mestre — Nasce uma Lenda”.
Um Feliz Ano Novo!
Muito interessante.
Podemos pensar em diversas formas de divulgar a EA, como vlogs, “mesas redondas” entre divulgadores e debates civilizados com intelectuais esquerdistas. Precisamos de vloguers de várias idades, de ambos os sexos e de diversos estilos pessoais. As principais ideias da EA precisam ser divulgados das formas mais simplificadas e práticas possíveis para os leigos compreenderem e aderirem.
Já viram os vídeos da praxgirl? É uma moça que explana a praxeologia. Seria muito bom termos uma praxgirl brasileira, carismática como a americana. Mas será que seria boa ideia contratar uma atriz para fazer esse papel? Não tem nenhuma brasileira admiradora de Mises que fizesse esses vídeos por acreditar mesmo nessas ideias?
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Jiu-jitsu como arte invencível? Seria interessante ver um lutador de BJJ contra mais de um lutador de outra modalidade, assim como um lutador de kung-fu, hapkido, karatê, aiki ju-jitsu, etc. contra mais de um oponente… Quem duraria mais? BJJ só é eficiente no ‘um-pra-um’ e sem armas (de qualquer espécie). No octagon, no tatame, talvez o BJJ faça diferença. Na vida, o mundo originário das artes marciais, na auto-defesa, há inúmeras técnicas mais eficazes.
No caso da EA, é no mundo real, fora da abstração e do reducionismo keynesiano, friedmaniano e novo clássico, que ela mostra toda a sua força.
Estou escrevendo um livro sobre a história do George Gracie que vai modificar essa versão da história do Brazilian Jiu Jitsu.
Só para resumir:
Jiu Jitsu é um termo genérico para artes marcias no japão como Kung Fu é para a China, os estilos dos clãs samurais foram desenvolvidos com caracteristicas proprias da cultura japonesa e não tem nada que afirme nas provas documentais que veio de qualquer lugar. Mistura e influencia são coisas bem distintas.
O termo jiu Jitsu é a mesma coisa de JU Jutsu, Jiu Jutsu ou Ju Jitsu, representam o mesmo ideograma. Só que o Brazilian Jiu Jitsu é na verdade o Kano Jiu Jitsu (Judo era chamado de Jiu Jitsu até os anos 40 no mundo inteiro), não tem influencia direta de um Jiu Jitsu Koryu (ou seja, estilo direto de samurai).
O primeiro Gracie campeão de verdade foi o George Gracie, esse lutou e treinou com todo mundo, diferente do Hélio. Comparem o cartel deles:
https://gist.github.com/cmilfont/7609893 lutas do George
en.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Gracie#Career_highlights Lutas do Hélio
Hélio não inventou nada, não modificou nada, os irmãos Gracies não foram graduados por ninguém, George foi o grande treinador de luta de ringue da família porque aprendeu com diversos mestres, lutadores e ensinava aos irmãos. Se alguém duvida me diz qual o nome de um movimento que o Hélio mudou ou criou.
Quem quiser acompanhar a evolução dessas pesquisas pode ir para https://www.facebook.com/gatoruivo que atualizarei.
Muito interessante. Eu, como estudante de economia e praticante de Jiu-Jitsu não resisti ao título e o conteúdo não deixou nada a desejar. A descoberta desta luta mudou minha vida assim como a descoberta da minha paixão pelas ciências econômicas mudou e continua mudando a minha compreensão acerca da sociedade, as duas coisas já tinham relação entre si na minha vida.
Salerno X Krugman
Artigo excelente, só quero ressaltar uma coisa: dá mesma forma que o GPS fez com que o trabalho do geógrafo ficasse obsoleto, a arma fez com que a necessidade de aprender uma luta para se defender no mundo real ficasse obsoleta. Hoje a luta é mais um esporte ou, um espetáculo que qualquer outra coisa.
A arma deixou os homens iguais no que diz respeito ao uso da força. Hoje um caro magro, baixinho e que não sabe lutar, pode se defender de um brutamontes apertando o gatilho. Essa frase, que não sei de quem é a autoria, ilustra bem isso: “Deus fez os homens diferentes, mas Samuel Colt os tornou iguais.” .
Muito bom!! parabens!
http://www.muitomaisacaojiujitsu.com.br
"Segundo porque qualquer arte marcial que se preza prevê meios de se desvencilhar de um oponente armado"
O cara ainda acredita em filme de Bruce Lee, não há nenhuma arte que consiga se desvencilhar de um oponente armado. É só marketing delas, e você acreditou.
“O cara ainda acredita em filme de Bruce Lee, não há nenhuma arte que consiga se desvencilhar de um oponente armado. É só marketing delas, e você acreditou.”
Não há como se desvencilhar de um cara a 5 metros de distância. Mas se o bandido estiver perto o suficiente (como eles geralmente fazem em assaltos), é sim possível reagir e tomar a arma da mão do sujeito. As artes marciais foram criadas justamente para o combate militar, e se elas tivessem ficado obsoletas após a invenção da arma de fogo, as forças de segurança já as teriam abandonado há muito tempo. Eu já tive a oportunidade de assistir uma situação real em que um faixa preta de Krav Maga tomou a arma da mão de um bandido e imobilizou o sujeito.