Voltar

O papa Francisco, a desigualdade de renda, a pobreza e o capitalismo

As
críticas ao livre mercado feitas pelo papa Francisco em sua Exortação
Apostólica Evangelii Gaudium (“A Alegria do
Evangelho”) geraram fortes reações ao redor do mundo.  Uma atenção especial foi dedicada a uma
passagem na qual o documento faz uma crítica “às teorias do ‘gotejamento’[1],
as quais supõem que o crescimento econômico, estimulado por um livre mercado,
irá inevitavelmente produzir maior igualdade e inclusão social no mundo. Esta
opinião, que nunca foi confirmada pelos fatos, exprime uma confiança vaga e
ingênua na bondade daqueles que detêm o poder econômico e nos mecanismos
sacralizados do sistema econômico reinante.” (cap. 2, parágrafo 54).

Em
primeiro lugar, é sim válido admitir a possibilidade de haver nuanças
semânticas que podem levar a interpretações errôneas, pois Evangelii
Gaudiium
  não é um documento econômico.  Ademais, o “sistema econômico reinante” não é
exatamente uma cópia heliográfica de um livre mercado.  No entanto, a crítica ao livre mercado é
clara e é difícil contestar que o documento não esteja se referindo ao livre
mercado, mesmo se considerarmos as nuanças semânticas.  Em segundo lugar, o termo “gotejamento” não é
um termo técnico, muito menos uma teoria, mas sim apenas uma palavra
depreciativa utilizada pela esquerda e por outros grupos críticos ao livre
mercado.  

Este
escorregão terminológico (apenas um exemplo dentre vários outros) sugere a
necessidade de mais cuidado em relação às fortes alegações feitas pelo
documento em relação a questões econômicas. 
Declarações categóricas em um documento desta importância deveriam ser
mais bem articuladas e fundamentadas. 
Imagine um documento econômico crítico à Igreja fazendo um uso
claramente superficial da linguagem utilizada pela entidade, acompanhada por
adjetivos como “vaga e ingênua”. 
Utilizar definições imprecisas pode fazer com que vejamos problemas que
na realidade não existem. 

Em
terceiro lugar, o efeito produzido pela Evangelii Gaudium sobre a
opinião pública nos convida a analisar e a comparar alguns indicadores gerais
sobre o bem-estar econômico e social daqueles países que são mais inclinados ao
livre mercado em relação àqueles que são menos propensos ao livre mercado.  Seria verdade que o livre mercado deixa os
mais pobres desamparados e marginalizados? 
O que há de verdade e o que há de mito nas frequentes e abundantes
críticas ao “capitalismo selvagem”?  O
que o papa Francisco expressou foi, na realidade, apenas uma repetição desta
generalizada crença que permeia vários setores da sociedade na maioria dos
países ao redor do mundo.

Se
agruparmos os países do mundo em quatro categorias de acordo com sua liberdade
econômica fica mais fácil obter uma perspectiva da situação social e econômica
dos países mais livres e dos menos livres. 
Isso permite a obtenção de um gradiente de resultados e também nos
permite observar as diferenças entre os países mais livres e os menos
livres.  É importante deixar claro que
foram levados em conta os dados de todos os países, e não apenas os dados de
alguns poucos (mais detalhes metodológicos aqui)
— afinal, tal trapaça permitiria que tanto um crítico quanto um defensor do
livre mercado escolhessem apenas aqueles países que mais lhes fossem
convenientes.  É necessário utilizar toda
a amostra como referência, e não uma mera seleção ad hoc.

Vamos,
então, analisar alguns dados econômicos e sociais dos países ao redor do mundo
de acordo com sua liberdade econômica.

Os
gráficos a seguir mostram o PIB per capita mensurado de acordo com a paridade
do poder de compra da população (ou seja, já ajustado pelo custo de vida) e a
taxa de crescimento médio durante um período de 10 anos.  Os países estão separados em quatro grupos de
acordo com sua liberdade econômica.  Em
azul, o grupo dos países economicamente mais
livres do mundo.  Em vermelho, o grupo
dos menos livres.  Em verde e em amarelo, os países de liberdade
intermediária, sendo os países do grupo verde mais livres que os do grupo
amarelo. 

Como
os gráficos mostram, os países mais livres não apenas são mais ricos, como
também crescem mais rapidamente no longo prazo. (As fontes estão listadas no final do artigo.)

1.jpg

Gráfico 1: PIB
per capita ajustado pelo poder compra.  Em
azul, o grupo dos países economicamente mais livres do mundo.  Em vermelho, o grupo dos menos livres.  Em verde e em amarelo, os países de liberdade
intermediária, sendo os países do grupo verde mais livres que os do grupo
amarelo.


2.jpg

Gráfico 2: taxa
de crescimento médio do PIB per capita entre 1991 e 2011. Em azul, o grupo dos
países economicamente mais livres do mundo. 
Em vermelho, o grupo dos menos livres. 
Em verde e em amarelo, os países de liberdade intermediária, sendo os
países do grupo verde mais livres que os do grupo amarelo.

Ao
serem confrontados com estes resultados, a principal objeção apresentada pelos
intervencionistas é que o PIB per capita (ajustado pela paridade do poder de
compra) é apenas um valor médio, o qual nada diz sobre a distribuição de
renda.  Ao recorrerem a este argumento, a
intenção implícita dos intervencionistas é afirmar que os países mais ricos
apresentam uma distribuição de renda mais desigual.  Ou seja, o crescimento gerado pelo livre
mercado seria inegável, mas seria um crescimento imoral.

Antes
de tudo, é válido observar que a maneira como a renda é distribuída pode ter
várias causas.  Um sistema em que haja
uma distribuição desigual de renda em decorrência do fato de que o partido
político que está no poder beneficia alguns poucos setores empresariais (como
ocorre no “capitalismo de estado”) à custa dos consumidores é diferente de um
sistema em que as diferenças na distribuição de renda ocorrem em decorrência do
fato de que alguns empreendedores e indivíduos são mais bem-sucedidos do que
outros.  O primeiro caso retrata uma distribuição
de renda “ruim” ao passo que o segundo caso representa uma distribuição “boa”,
pois ela promove o real crescimento econômico. 

Essa
diferença conceitual — e o fato de que impor uma igualdade de renda requer a
abolição da igualdade perante a lei — parece ser um problema ignorado por
aqueles que utilizam a distribuição de renda como principal argumento contra o
livre mercado.

Por
exemplo, onde estão os Steve Jobs, os Bill Gates e os Jeff Bezos de países como
Cuba e Coréia do Norte?  Uma maneira de
constatar se a distribuição de renda de um país é tão ruim quanto alegam os
intervencionistas é analisar a fatia da renda recebida pelos 10% mais pobres da
população.

Os
gráficos a seguir mostram a renda per capita dos 10% mais pobres dos quatro
grupos de países.  O gráfico 3 mostra que
os 10% mais pobres recebem, em média, a mesma porcentagem da renda tanto nos
países mais livre quanto nos menos livres, o que significa que a fatia de renda
apropriada pelos mais pobres é semelhante independentemente da liberdade
econômica do país.

3.jpg

Gráfico 3: porcentagem da renda total
apropriada pelos 10% mais pobres.  Em
azul, o grupo dos países economicamente mais livres do mundo.  Em vermelho, o grupo dos menos livres.  Em verde e em amarelo, os países de liberdade
intermediária, sendo os países do grupo verde mais livres que os do grupo amarelo.

Como
mostrado no gráfico acima, se você faz parte dos 10% mais pobres, não faz muita
diferença se você vive em um dos países menos livres do mundo ou em um dos mais
livres.  Em termos de percentuais, seu grupo irá receber aproximadamente apenas 2,6% da renda total.

No
entanto, há uma diferença crucial: o
valor desta renda
.  Se você vive em
um dos países menos livres do mundo, você terá de se virar com US$932 por
ano.  Por outro lado, se você vive em um
país livre, você terá uma renda anual de US$10.556.  Este detalhe não é nada insignificante.

4.jpg

Gráfico 4: renda anual per capita dos 10%
mais pobres. Em azul, o grupo dos países economicamente mais livres do
mundo.  Em vermelho, o grupo dos menos
livres.  Em verde e em amarelo, os países
de liberdade intermediária, sendo os países do grupo verde mais livres que os
do grupo amarelo.

Novamente,
ao serem confrontados com estes resultados, a principal objeção apresentada
pelos intervencionistas é que estes dados mostram apenas o quintil da renda
mais baixa, e que seria mais apropriado prestar atenção a indicadores como o
Coeficiente de Gini, o qual mensura a distribuição de renda de toda a
população.  Uma distribuição
perfeitamente igualitária resulta em um Coeficiente de Gini de 0, e uma distribuição
perfeitamente desigual (no qual apenas um indivíduo concentra toda a riqueza do
país) resulta em um valor de 100.

O
gráfico abaixo mostra o Coeficiente de Gini para os 25 países mais economicamente
livres (em vermelho) e os 25 países menos economicamente livres (em azul).  Atenção que a partir de agora as cores se
invertem: os países mais economicamente livres estão em vermelho, e os menos,
em azul.

Como
pode ser visto, na média, as economias mais livres apresentam uma melhor
distribuição de renda de acordo com este indicador.  O argumento de que economias livres
apresentam maior desigualdade de renda é um mito gerado pelo simples erro de se
observar apenas alguns poucos países e não a totalidade da amostra.  Ao selecionarmos apenas alguns poucos países
podemos inconscientemente escolher países que confirmam nossas ideologias e
ideias pré-concebidas.  Mas isso não
ocorre se analisarmos toda a amostra. 

Logo,
a pergunta é: se você sabe que pertencerá à seção dos mais pobres de uma
população, em qual tipo de país você preferiria viver: em um dos mais livres do
mundo ou em um dos menos livres?  Os mais
“pobres” dos EUA, por exemplo, possuem uma renda 60% maior do que a renda da
população mundial.

5.png

Gráfico 5:
Coeficiente de Gini para os 25 países mais economicamente livres do mundo
(vermelho) e para os 25 menos livres do mundo (azul).  Quanto menor o número, menor a desigualdade de
renda entre pobres e ricos.

Novamente,
ao serem confrontados com estes resultados, a principal objeção apresentada
pelos intervencionistas é que os dados representam apenas uma fotografia do
momento; ele não captam a evolução dos dados, os quais mostrariam que os ricos
estão ficando mais ricos e os pobres, mais pobres. 

O
gráfico abaixo mostra a mudança ocorrida na renda média de cada quintil de
renda da população.  Como é possível ver,
é verdade que os ricos estão ficando mais ricos (exceto justamente no quintil
superior), mas o fato é que os quintis de renda mais baixa estão, na média, vivenciando
um aumento de renda a uma taxa superior
ao aumento observado nos quintis maiores. 
O gráfico mostra a diferença de renda entre pais e filhos que pertencem
ao mesmo quintil.

6.png

Gráfico 6: evolução da renda da população
nos países mais economicamente livres do mundo separadas por quintis.  Em azul, a renda dos pais.  Em vermelho, a renda dos filhos, ou seja, a
renda da geração seguinte.

Não
apenas é um mito dizer que as economias que apresentam mercados mais livres são
mais propensas a apresentar uma pior distribuição de renda, como a realidade é
que a pobreza diminuiu ao longo das
últimas décadas.

O
gráfico abaixo mostra o declínio da população que vive com menos de US$1 por
dia entre 1970 e 2000.  Durante estes 30
anos, a população que ganha menos de US$1 por dia caiu para quase um terço do
valor inicial.  Dado que as economias
mais livres estão crescendo mais rapidamente, e que as economias menos livres
estão crescendo mais lentamente, fica claro qual é o grupo de países que está
liderando a redução da pobreza e qual é o grupo que está retardando o processo.

7.png

Gráfico 7:
distribuição mundial de renda.  No eixo
X, o valor da renda per capita.  No eixo
Y, o número de pessoas que ganham um valor específico de renda per capita.  Observe o marco do $1/day (um dólar por dia)
e como o número de pessoas que ganham esse valor específico caiu ao longo de
três décadas.

Vejamos
agora alguns indicadores sociais e ambientais que são de interesse geral.  O gráfico 8 mostra o trabalho infantil, o
gráfico 9 mostra a poluição ambiental e o gráfico 10 mostra a taxa de
desmatamento.  Novamente é possível ver a
persistência dos mitos sobre os supostos malefícios do livre mercado.  Os países mais livres do mundo, na média,
apresentam menos trabalho infantil e níveis mais baixos de poluição.  Já o gráfico 10 mostra que os países menos
livres, na média, apresentam mais desmatamento, ao passo que os mais livres
estão reflorestando suas terras.

8.png

Gráfico 8:
Porcentagem de crianças entre 5 e 14 anos que trabalham. Em azul, os países
menos economicamente livres.  Em
vermelho, os países mais economicamente livres.

9.png

Gráfico 9: Nível
de poluição.  Em azul, os países menos
economicamente livres.  Em vermelho, os
países mais economicamente livres.

 

10.png

Gráfico 10: taxa
de desmatamento (negativa) e de reflorestamento (positiva). Em azul, os países
menos economicamente livres.  Em
vermelho, os países mais economicamente livres


Conclusão

Primeiramente,
defensores do livre mercado não afirmam que tal sistema econômico é
perfeito.  Mas promover intervenções no
mercado utilizando a desculpa de que o mercado não é perfeito é uma medida que não ajuda em nada na criação de riqueza e na redução da pobreza.  De fato, o livre mercado não é perfeito; no
entanto, é insensato fazer desta imperfeição a desculpa para se promover
arranjos institucionais menos eficientes.

Segundo,
todos os resultados acima se mantêm se olharmos as diferenças entre os países
mais e menos livres, porém restringindo a amostra somente para países
pequenos.  Ou seja, os dados acima não
decorrem de uma deturpação estatística gerada por “países grandes”, os quais,
simplesmente por serem grandes, afetam os resultados gerais.

Terceiro,
os mesmos resultados também são observados se pegarmos apenas o grupo dos
países menos livres e analisarmos os países mais livres e os menos livres dentro deste grupo.  Isso significa que a teoria da exploração
internacional não se sustenta.  Dentro do
grupo dos países menos livres, as economias que possuem mais liberdade
apresentam indicadores sociais e econômicos melhores do que os das economias
menos livres.

Por
último, mas não menos importante, os comentários presente neste artigo se
propõem a desmascarar críticas comuns feitas ao livre mercado, as quais são
opiniões generalizadas que transcendem em muito o documento papal em questão.  Estes comentários não têm a
intenção de questionar a autoridade espiritual e religiosa das autoridades
máximas da Igreja, mas é sempre bom não confundir autoridade espiritual e
religiosa com autoridade econômica.

Fontes utilizadas:

 (1) Economic Freedom of the World
2013 Annual Report (Fraser Institute)
, (2) Free Our Economies e (3) 2007 Index of Economic Freedom (Heritage
Foundation)
.

Leia também: A doutrina social da Igreja Católica e o capitalismo



[1] Este
termo pejorativo é uma tradução livre da expressão “trickle-down economics”, criada
durante a Grande Depressão, mas popularizada durante a era Reagan.  A expressão “trickle-down”, que literalmente
significa “pingar de cima para baixo”, é uma referência pejorativa à teoria de
que cortes de impostos para os mais ricos irão acabar beneficiando também os
mais pobres — daí a expressão “pingar de cima para baixo”.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

108 comentários em “O papa Francisco, a desigualdade de renda, a pobreza e o capitalismo”

  1. Emerson Luis, um Psicologo

    Friedman (ou outro economista) disse que, se fosse pobre, aí que ele defenderia o livre-mercado mais ainda. Esse artigo mostrou por A+B (ou por 2+2) que essa afirmação é empiricamente válida.

    Um economista brasileiro afirmou que, na faculdade pública que cursou, aprendeu apenas sobre Keynes e jamais sobre Mises. Se isso ocorre com especialistas, muito mais com leigos, ainda que tenham boa instrução formal.

    Assim, prefiro pensar que Jorge Bergoglio foi mal orientado no passado e no presente e está sinceramente dizendo aquilo que acredita (erroneamente) que vai ajudar os pobres.

    * * *

  2. Pelo concílio do vaticano, qualquer pessoa católica se intitular comunista ou ter qualquer tipo de simpatia por essa idelogia, esta automaticamente excomungada.

    Esse tipo de declaração o papa não seria automaticamente excomungado pela própria igreja?

  3. As intenções dele para mim pouco importa,a maioria esmagadora dos católicos fingem que entende já que é dogma não questionar a autoridade papal e se for pensar assim vamos perdoar Guido Mantega afinal ele é bem intencionado… Durma com um barulho desse.

  4. Se depender das pessoas seguirem o que o Papa diz a África do Sul vai virar um país comunista:

    O que o papa disse:
    “I pray that the late president’s example will inspire generations of South Africans to put justice and the common good at the forefront of their political aspirations,” Francis said in a telegram to South African President Jacob Zuma.
    http://www.reuters.com/article/2013/12/06/us-mandela-pope-idUSBRE9B50BW20131206

    O que o Mandela disse:
    "We Communist Party members are the most advanced revolutionaries in modern history … the enemy must be wiped out from the face of the earth before a Communist world can be realized."

    Assim concluímos que o papa reza para que os sul africanos varram da face da terra todos os inimigos do comunismo, ou seja todos os seres humanos.

    Em um pequeno intervalo de tempo o papa elogia um comunista e critica o capitalismo.
    Só posso concluir que ele apoia o comunismo.

    E sendo assim acho que a igreja devia parar de aceitar doações em dinheiro, pois dinheiro é coisa de capitalista.
    Ou deveria pelo menos pegar TODO o dinheiro recebido por doações e dar para o pobres.

    Mas, como sempre, os críticos do capitalismo nunca recusam dinheiro.

    Só espero que ele não seja um apoiador do comunismo, e sim apenas mais um idiota útil que foi enganado pela “me®dia”. E claro, que se desengane logo.

  5. Basta falar a palavrinha “evangélico” e a população católica brasileira se contorce porque a associa ao dinheiro, empresário e ganância. Tal reação mostra o que os católicos pensam sobre a vida e todo mundo já sabia: se a Igreja Católica não prega a pobreza, como alguns católicos capitalistas acham, então a mensagem não está chegando corretamente aos fiéis.

    O choro é livre – e já prevejo gente dizendo que não é bem assim, que existem várias interpretações pois a Igreja não é una, escolásticos ibéricos…

  6. Canso de falar que os católicos que seguem a igreja conciliar do Vaticano II seguem uma falsa igreja.

    Francisco é um anti-papa eleito pra destruir o que restou da Igreja Católica após o Concilio Vaticano II. Os católicos devem abrir os olhos enquanto antes e colocar esse impostor e essa falsa igreja conciliar para fora o mais rápido possível. E antes que alguém critique, isso é uma legítima defesa da fé dos católicos.

  7. A Doutrina econômica da Igreja não leva em consideração apenas a parte econômica, por isso que vocês ficam igual bobos criticando o que esse ou outro papa diz.

    E vocês só vêm somente a parte econômica.

    Vejamos agora taxa de suicídio entre os países mais livres e menos livres.
    Tem a questão das drogas que pra Igreja é devido a libertinagem e quebra das famílias devido ao individualismo extremado, tal como pregada pela tal democracia-liberal, etc etc

    Claro que temos que levar em conta outros fatores mais é óbvio que o sistema atual não atende esse aspecto. E a critica do Papa Francisco é exatamente nessa linha.

    "Tal como o mandamento 'Não matarás' impõe um limite claro para defender o valor da vida humana, hoje também temos de dizer 'Tu não' a uma economia de exclusão e desigualdade. Esta economia mata".

    Enfim como já disse aqui a Igreja sempre condenou o capitalismo porque sabe que não funciona. A Igreja não é contra o livre-mercado, mais é contra a ganância e o egoísmo.

    Vejam o tratado dos EUA (FED?) com o Irã atualmente que irão descobrir muita coisa. Vejam o protesto em Singapura depois de 39 anos. Invasão do Kenya por terroristas. Protestos na Ucrânia. Protestos no Brasil. Todos controlados, e sim, pelo “capitalismo” que a Igreja está criticando.

    afkinsider.com/22004/will-kenya-play-host-africas-first-yuan-clearinghouse/

    http://www.wnd.com/2013/12/central-bankers-controlling-u-s-iran-talks/

    Agora as intenções da China e da Rússia permanecem desconhecidas. As dos EUA e EU estão aí pra quem quiser ver. Brasil também mais ou menos a céu aberto, se alguém pode nos salvar talvez seja o exército, do contrário viraremos o Cubão.

    Se vocês não levarem política em consideração nunca aprenderão nada de economia, nem de nada. Política determina até ciência quem dirá economia.

  8. Cara, vocês são uma piada.
    “O capitalismo é bom pq os países capitalistas são mais ricos” – que diabos de argumento é esse?
    Lembrei do Carl Sagan e do kit pra identificação de falácias.

  9. José ricardo das Chagas Monteiro

    Saudações, perfeitos o texto e os quadros, esclarecedores. Papa Francisco tem tido , com todo respeito,atitudes estranhas, muito parecidas com simpatizantes do marxismo,discursos antagônicos aos seus predecessores – João Paulo II e Bento XVI -. Por exemplo,na Evangelii Gaudiumhá uma longa exortação condenando a desigualdade e a economia de exclusão. Interessante que economia sacramental é, em teologia, tudo aquilo que JESUS CRISTOfaz na história,ações, para nos levar para o céu, desse jeito o Sumo Pontífice vai levar o rebanho dele à dependência, ou seja, um bando de vagabundos.
    Não quero pensar que o Santo Padre recebeu o maldito do G.Gutierrez, meio que secretamente, principal líder da Teologia da Libertação, vermelhinha,vermelhinha.
    Estou vacinado, eu sei.

  10. Todos temos que concordar que o autor foi muito bem sucedido nos fatos que apresentou em sua defesa do livre mercado.
    Em relação à Sua Santidade, a opinião acerca de assuntos econômicos é somente mais um dos vários pontos nos quais o Papa Francisco aparenta estar em desarmonia com a doutrina e a tradição da Igreja. Isto obviamente trás apreensão e sofrimento aos católicos sinceros.
    Não sabemos o que pensa realmente o Papa, o que o motiva, quais pressões sofre, porquê foi escolhido, etc. Talvez até nunca saibamos precisamente mas a utilização de jargão esquerdista em um documento papal é sem dúvidas uma informação bem interessante.
    Por último, lembremos que o catolicismo não esta enfrentando a pior crise de sua história, como os meios de comunicação querem fazer parecer. O arianismo, a cisma, a reforma protestante, dentre outros, foram momentos muito mais críticos e a Igreja se manteve de pé.

  11. O que vocês acham deste artigo do instituto mises americano. http://www.mises.org/daily/1724 ele cita, que o índice de liberdade econômica, tem falhas e não é preciso. se isso for verdade, este artigo postado aqui fica em cheque, pois a principal base para provar os argumentos,é o índice de liberdade econômica, que como citado no artigo do mises.org, tem falhas. e ai como fica isso?

  12. Independente do que o Papa disse ou não disse, a doutrina da Igreja é muito clara: assim como condena o comunismo e o socialismo, condena também todas as formas de liberalismo.

    Um mercado totalmente livre permitiria a venda de bebês, por exemplo, caso haja alguém querendo vender e outro querendo comprar. O livre-mercado permite que eu compre o terreno onde está a nascente de um grande rio, e jogue todos os dejetos que desejar nesse local, inutilizando o mesmo para a população que depende desse rio. O liberalismo econômico permite que qualquer um negocie qualquer coisa sem se preocupar com moral e ética, bastando que hajam compradores e vendedores.

    O que a Igreja defende e sempre defendeu é diferente de intervencionismo estatal para beneficiar empresários ou trabalhadores, para controlar o que quer que seja na economia, ou para impor regras monetárias. O que ela defende é que o Estado seja o guardião da moral, de forma a impedir que as pessoas possam negociar os valores humanos e cristãos, ou que possam agir contra o bem comum. Por isso ela sempre foi contra o Estado laico, uma vez que os governantes devem basear suas decisões na moral católica, submetendo-se à vontade de Deus.

    O liberalismo econômico é o pai do comunismo. Em uma economia totalmente livre, os mais ricos tendem a acumular cada vez mais, ela tende a ser cada vez mais centralizada em grande corporações, até que no final tudo esteja na mão de um ou de poucos. Qual a diferença disso para o comunismo, em que tudo está na mão do Estado?

  13. Parece que muitos estão preocupados porque a Igreja usa uma linguagem parecida com a dos comunistas. É o caso de se perguntar quem copiou de quem.
    A Igreja não se preocupa em seguir o Liberalismo ou o Comunismo. Ao contrário, ambos é que se utilizam de conceitos nascidos dentro da Igreja e ainda fazem o favor de deturpá-los.
    Querem saber das intenções dos documentos da Igreja? O primeiro passo é ler o documento. O segundo passo é mais complicado, pois exige pensar. Tem que comparar as ações, discursos, tendências, intenções do Corpo da Igreja e tentar inserir no contexto do documento e verificar se é coerente com a missão da Igreja que é buscar a Verdade, a liberdade e o amor, ou seja, encontrar o próprio Cristo. Ou o contrario disso, se o documento prega é a busca do poder, do acumulo de bens e o prazer.
    Eu sei que a Igreja está infestada de ideias comunistas e em menor grau de idéias liberais que não dizem respeito ao Cristianismo, mas que têm uma forma parecida. Isso de certa forma já era esperado, porque Jesus veio pelos pecadores e não pelos justos. Cabe à Igreja convertê-los e não o contrário. Nesse sentido toda contribuição intelectual que pode melhorar a compreensão do documento é válida, para que se possa aperfeiçoá-lo.

  14. A civilização ocidental é igual ao cara que vê a sua mulher traí-lo pelo buraco da fechadura,porém, à luz do quarto se apaga. Logo, ele concluiu que a sua mulher não o trai.
    Conclusão:
    O Papa, fala com marxista, agem com marxista, porém não marxista!

  15. “O pastel está caríssimo: R$ 1,50. Quem é o culpado?”

    Você, que tendo descoberto que o vendedor de pastel está tendo altos lucros não abriu uma barraquinha do lado para vender por um preço mais barato e ainda assim obter bons lucros.

    E se você não abriu a barraquinha porque a polícia não deixou então a culpa é do governo.

  16. “às teorias do ‘gotejamento'[1], as quais supõem que o crescimento econômico, estimulado por um livre mercado, irá INEVITAVELMENTE produzir maior igualdade e inclusão social no mundo. Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos fatos, exprime uma confiança vaga e INGÊNUA na bondade daqueles que detêm o poder econômico e nos mecanismos sacralizados do sistema econômico reinante.”

    Brilhante, texto, o Papa está certo nesta afirmação, o livre mercado por si só ainda deixa a desejar, é necessário junto de si uma doutrina Cristã sólida, para que as ações individuais sejam direcionadas para o bem comum ("A Doutrina Social da Igreja Católica"). Como se vê nos dados apresentados, os países mais livres tem resultados melhores, mas estes resultados seriam muito mais expressivos numa sociedade verdadeiramente Cristã. Aqueles acham que o livre mercado se sustenta por si só, cometem o mesmo erro do Comunismo ao achar que existe um grupo de pessoas perfeitas e que irão gerar o mundo perfeito, sem a Doutrina Cristã é impossível e com ela já é muito difícil. É claro que o Papa, em minha opinião foi ingênuo, se esquecendo que a esquerda pode utilizar cada palavra sua para justificar uma mentira e se dizer Cristã, coisa que ela não é.

  17. Boa pergunta RedLaser, hoje comemos arroz e feijão e achamos que eles vem do supermercado.

    O que Hong Kong e Singapura tem a ver com o Cristianismo? Isto é tema de um Livro, o qual o Dr. Thomas E Woods Jr. escreveu (Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental). Sendo assim pode haver um cidadão em Singapura olhando as horas em um relógio e dizendo: "Não tenho nada a haver com o cristianismo", sendo que o primeiro relógio que se tem notícia foi construído pelo futuro Papa Sisvestre II por volta do ano 996; vemos um estudante em Singapura dizendo não tenho nada a ver com o Cristinanismo sendo que o Sistema Universitário no qual ele estuda é uma Criação da Igreja Católica; um Jurista em falando que não tem nada a ver com o Cristianismo, mas segue normas de leis Internacionais cujo entre os Pais fundadores estão os Padres Jesuítas, um economista fala que não tem nada haver com o cristianismo sendo que os Padres Escolásticos, "mais do que qualquer outro grupo foram os que chegaram mais perto de ser os fundadores da ciência econômica" (Joseph Schumpeter). Enfim é mais fácil questionar em que áreas Hong Kong e Singapura nada tem haver com o Cristianismo.

  18. Só acrescentando, na ação humana, o Crsitianismo modelou no mundo todo o conceito do que é ser uma boa pessoa, conforme o Dr. Thomas E Woods Jr, como também o conceito de humanidade, liberdade e caridade. Desta forma mesmo paises não Cristão, hoje em dia, seguem alguns valores cristãos como ideal de ser humano.

  19. Há vários pontos a se ressaltar no artigo acima. Primeiramente, qual o entendimento do autor quanto a economias “mais livres” e “menos livres”? Quais países se enquadram em cada um dos grupos? Depois, por que fazer parte do artigo os dividindo em quatro grupos para, subitamente, juntá-los em dois, levando em conta apenas os 25 mais de cada lado? Para quem diversas vezes no texto criticou a suposta manipulação de dados dos críticos, a mudança parece estranha.
    Agora, passando ao artigo em si, a discussão, quando feita meramente através de valores, me parece demasiadamente rasa. Me refiro, especialmente, ao gráfico 4, que representa quase nada, visto que o valor da renda nominal não diz muita coisa, ideal seria termos a renda real, embasada no PODER DE COMPRA que as pessoas têm em seus países com aquele valor.
    Seguindo, “Por exemplo, onde estão os Steve Jobs, os Bill Gates e os Jeff Bezos de países como Cuba e Coréia do Norte?”. Embora seja totalmente contrário ao sistema desses países, não entendi tal argumento. Ora, Cuba e Coréia do Norte são países, supostamente, comunistas, não há, portanto, a figura de um empreendedor principal que se tornará milionário através de seu sucesso, visto que, idealmente, as empresas nesses países deveriam ser regidas pelo todo.
    O principal, para mim, no entanto, se refere a um ponto que acaba se tornando uma falha crucial do estudo. Não me vem a mente qualquer país que tenha se mantido completamente livre por todo o período pós-guerra até a atualidade. Todos os países, desenvolvidos ou não, cresceram fortemente durante o período de forte controle estabelecido durante a Golden Age, onde havia menor liberdade econômica, assim, é difícil analisar o real efeito da liberdade econômica no período atual, visto que os não-desenvolvidos foram afetados negativamente pela maior liberdade.
    Por fim, como já dissera acima, acho muito raso basear o debate apenas em valores, tendo em mente que os países com maior IDH atualmente são os escandinavos, onde há forte presença do wellfare state, ainda que o PIB desses países não seja proporcional a seu nível interno de bem-estar.

  20. Com certeza um marxista iria argumentar que o poder de compra dos 10% mais pobres e o desenvolvimento dessas sociedades mais livres é devido a exploraçao e a lavagem de dinheiro de capital acumulado via exploraçao em outros países… Como vcs contra argumentariam de forma didática? Partir pra cima direto pra teoria da exploraçao? Mas em países que nao apresentam instituiçoes que defendem o direito natural, o acumulo de capital nao pode ter sido exploratorio? E esse acumulo ter levado ao desenvolvimento dos paises livres via investimentos? E ai, o que responder?

  21. Esse artigo é um chute no estômago dos críticos do livre mercado. Todos os gráficos e dados vão na direção contrária do que eles dizem e acreditam, tem que fazer um malabarismo exaustivo para tentar negar esses dados.

  22. A estratégia de Gramsci está sendo um sucesso.

    “Se infiltrar nas igrejas para levar a propaganda comunista às massas” sempre foi uma tática explícita por Gramsci no Cadernos do Cárcere.

  23. VALTAIR NOSCHANG

    Não sou economista, mas anseio por um Brasil com menos desigualdade socioeconômica. Em síntese, penso que o capitalismo e seus pilares (economia de mercado, meritocracia e democracia) são os melhores caminhos. Mas também penso que o Estado deve promover ponto de partida igual (combater privilégios), investindo fortemente em educação. Fiz um estudo dos países com os 25 maiores IDHs, e me surpreendi que em praticamente todos eles o maior peso tributário recai sobre renda e/ou patrimônio. Na média eles tem carga tributária maior que a do Brasil (25+ 37,61% x 35% Brasil). Todavia, em média 2/3 dos seus tributos provém da renda e/ou patrimônio. Apenas para salientar, não estou falando isoladamente da Suécia ou da Noruega, mas dos 25 maiores IDHs, cujo rol está em pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano

  24. VALTAIR NOSCHANG

    Vladimir, não acredito nisso que vc está afirmando. Aliás, será que Austrália, EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Holanda, Islândia, Áustria, Itália, Finlândia, etc., estão mesmo sumindo? Sim, porque nestes países, que estão dentre os 25 maiores IDHs, os impostos pesam mais sobre renda e patrimônio do que sobre consumo. Ademais, ninguém está falando em acabar com o imposto sobre o consumo, mas apenas diminuí-lo e a perda ser compensada com o aumento dos impostos diretos sobre renda e patrimônio. Aliás, não vejo racionalidade em não se espelhar na regra das economias mas desenvolvidas. Porque é exitoso em todos os países que citei acima e não será no Brasil? Não me redarguam qujavascript:__doPostBack(‘ctl00$ContentPlaceHolder1$cmdAddComment’,”)e nossa cultura é diferente. Não aceito este rótulo. Sendo este o modelo tributário das economias mais desenvolvidas, em regra (não me refiro a casos fora da curva), começo a suspeitar das razões da teimosia em não nos guiarmos por elas.

  25. VALTAIR NOSCHANG

    Guilherme, seu post, destilando ira e intolerância, espelham bem sua irracionalidade. Aliás, não condiz com o propósito e as regras do site. Seria bom o Senhor se retratar. Aliás, requeiro que o administrador do site tome providências e exclua seu post. De qualquer forma, toda reflexão que faço funda-se em comparar o modelo tributário brasileiro com o que geralmente é praticado nos países desenvolvidos. A questão é mensurar quantos porcento da carga total recaem sobre renda (toda e qualquer), patrimônio, consumo e folha, confrontando todos os modelos. Sua intervenção basicamente nega que no Brasil cobra-se mais imposto sobre consumo e menos sobre renda e patrimônio do que nos países desenvolvidos. É isso mesmo que vc fala?

  26. VALTAIR NOSCHANG

    Caramba! Por algum momento achei que aqui era espaço para reflexões sérias. Pelo que pude entender, então, o Guilherme e o Vladimir negam que no Brasil se cobra mais imposto sobre consumo e menos sobre renda e patrimônio do que nos países desenvolvidos.

  27. VALTAIR NOSCHANG

    Vladimir, no meu primeiro post, quando digo que “o capitalismo e seus pilares (economia de mercado, meritocracia e democracia) são os melhores caminhos”, seria isso também um clichê? Aliás, quando concordas em reduzir o imposto sobre consumo, também não é um clichê? Ou clichê é apenas aquilo que não concordas? O seu comentário e o do Guilherme concentram-se em demonstrar percentagem de imposto sobre lucros das empresas. Todas as análises comparativas entre as diversas economias mundiais que ferem esta questão (peso dos impostos sobre as diferentes bases), tomam renda como toda e qualquer, seja de pessoas jurídicas, seja de pessoas físicas (aqui, principalmente dividendos). Neste quesito, sim, trago o dado de que no Brasil, mais da metade da carga tributária tem por origem o consumo e que, no geral, o peso dos impostos incidentes sobre renda, somando a de pessoas físicas e jurídicas, é bem inferior ao que praticado em economias desenvolvidas. Mas já que te referes ao IRPJ, segue este artigo:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,tributacao-de-dividendos,70001903158

    especificamente nesta passagem:

    “Isso não significa que o modelo brasileiro não tenha problemas. Em primeiro lugar, embora a alíquota nominal de 34% seja elevada, para a grande maioria das empresas a alíquota efetiva é bem inferior, seja por conta de brechas na legislação doméstica, seja por conta da possibilidade de planejamento em operações feitas com outros países.

    Em segundo lugar, parte importante dos lucros distribuídos no Brasil provém de pequenas e médias empresas dos regimes do lucro presumido e do Simples, nas quais o lucro é arbitrado como uma porcentagem da receita. Em muitos casos, o lucro arbitrado é muito inferior à rentabilidade efetiva das empresas, o que resulta em subtributação.”

  28. VALTAIR NOSCHANG

    Político, muito sensatas suas palavras. Mas penso que efetivamente a parcela da população que recebe seu dinheiro sem qualquer estrutura capaz de recolher impostos, tais como roçadores, nem devam ser tributados. Penso em tributação de dividendos, talvez tal como é na Austrália, e também sobre propriedade. Veja a isenção de embarcações e aeronaves, bem como o quão ridiculamente ínfimo é o imposto territorial rural no Brasil. Não sei em qual profundidade, mas creio que há como compensar nestas pontas a desoneração do consumo.

  29. VALTAIR NOSCHANG

    Político, comungo do mesmo pensamento quanto aos arranjos para manter o establishment. Claro, o problema maior é o congresso. É quem manda no país. Mas não adianta somente renovar. Precisamos eleger quem comunga das nossas ideias. É sonho? É utópico? Não sei. Mas veja este manifesto lançado pela ANFIP e FENAFISCO:

    reformatributariasolidaria.com.br/

    Veja que no lançamento do manifesto houve comparecimento de políticos. Tenho visto alguns candidatos das próximas eleições já se posicionarem quanto ao tema. Antes, nem isso havia.

    Claro. É trabalho de formiguinha implantar na consciência dos eleitores a escolha de representantes destas propostas. Mas não percamos a esperança e a humanidade.

    A propósito, quem estava exigindo fontes acerca dos dados da diferença de distribuição dos impostos nas suas diversas bases (renda, patrimônio, consumo e folha de pagamento) no Brasil comparativamente à regra nos países desenvolvidos, está aí a fonte: auditores fiscais federais.

Rolar para cima