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Os piores sempre chegam ao poder

Qual
é a definição técnica de estado?  O que
uma instituição deve ser capaz de fazer para ser classificado como um
estado?

Essa
instituição deve ser capaz de fazer com que todos os conflitos entre os
habitantes de um dado território sejam trazidos a ela para que tome a decisão
suprema ou para que dê sua análise final.  Mais ainda: deve ser capaz de fazer
com que todos os conflitos envolvendo ela própria sejam
decididos por ela ou por seus funcionários.

Implícito
no poder que esse agente tem de proibir todos os outros de agirem como juiz
supremo está, como a segunda característica definidora de um estado, o poder de
tributar: para determinar unilateralmente o preço que aqueles que recorrem à
justiça devem pagar por seus serviços.

Baseando-se
nessa definição de estado, é fácil entender por que existe um desejo de se
controlar um estado.  Pois quem quer que detenha o monopólio da arbitragem
final dentro de um dado território pode fazer as leis.  E
aquele que pode legislar, inclusive em causa própria, pode
também tributar.  Certamente, essa é uma posição invejável.

A
partir do momento em que passa a existir uma instituição que detenha o
monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, essa instituição também irá definir quem está certo e quem
está errado em casos de conflito em que os próprios membros desta instituição
estejam envolvidos. Ou seja, ela não apenas é a instituição que decide quem
está certo ou errado em conflitos entre terceiros, como ela também é a
instituição que irá decidir quem está certo ou errado em casos em que seus
próprios membros estejam envolvidos.

Uma
vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal
instituição não apenas pode, por si mesma, provocar conflitos com cidadãos
comuns para em seguida decidir a seu favor quem está certo e quem está errado,
como também pode perfeitamente absolver todos os seus membros que porventura
tenham sido flagrados em
delito.  Isso pode ser
exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal.
 Se um indivíduo incorrer em algum
conflito com uma entidade governamental, ou se algum membro do aparato estatal
for flagrado em delito, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir
sobre a culpa dos envolvidos — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que
o núcleo da própria instituição que está em julgamento.

Assim,
é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito:
o estado sempre estará certo. 
Consequentemente, é fácil perceber a falácia fundamental presente na
construção de uma instituição como o estado.

Murray
Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga
escala
. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda
feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que
gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente
legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa
mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia
despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque
compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso
modo de vida.

A
motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez dentro
da máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e
uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem
o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical.
Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão
pensando em subsídios e garantias governamentais, contratos polpudos para obras
públicas e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer
seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.

Em
todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros.
Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar
que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a
essência do problema moral do estado: tudo que ele tem e arrecada, ele adquire por meio da
coerção e intimidação de cidadãos inocentes.

A insustentável defesa do estado

O
mais sofisticado argumento em favor do estado deve ser brevemente
examinado.  Desde Hobbes, este argumento tem sido repetido
incessantemente.  Funciona assim: no estado natural das coisas, antes do
estabelecimento de um estado, sobejam os conflitos permanentes.  Todos
alegam ter direito a tudo, o que resulta em guerras intermináveis.  Não há
como sair dessa situação instável por meio de acordos; pois afinal quem
iria fazer cumprir esses acordos?  Sempre que a situação
se mostrasse vantajosa, um ou ambos os lados iriam quebrar o acordo. 
Logo, as pessoas reconheceram que há somente uma solução para o desideratum da
paz: o estabelecimento, por consentimento, de um estado — isto é, de uma
entidade externa e independente, que assumiria a função de fiscal e juiz
supremo.

Porém,
se essa tese está correta, e os acordos requerem um fiscal externo que os torne
vinculantes, então um estado criado por consentimento nunca poderá
existir.  Pois, para fazer cumprir o próprio acordo do qual resultará a
formação de um estado (tornar esse mesmo acordo vinculante), um outro fiscal
externo, um estado anterior, já teria de existir.  E para que esse estado
tenha podido existir, um outro estado anterior a ele deveria ter sido
postulado, e assim por diante, em uma regressão infinita.

Por
outro lado, se aceitarmos que estados existem (e é claro que eles existem),
então esse próprio fato contradiz a história hobbesiana.  O estado em si
surgiu sem a existência de qualquer fiscal externo. 
Presumivelmente, na época do suposto acordo, nenhum estado anterior existia
para arbitrar esse acordo.  Ademais, uma vez que um estado criado por
consentimento passa a existir, a ordem social resultante continua sendo
autoimposta.  Sem dúvidas, se A e B concordam em algo, esse acordo é
tornado vinculante por uma entidade externa.  Entretanto, o próprio estado não
está vinculado da mesma forma a um fiscal externo.  Não existe
absolutamente nenhuma entidade externa para mediar conflitos entre agentes do
estado e súditos do estado; da mesma forma, não há nenhuma entidade externa
para mediar conflitos entre os próprios agentes do estado ou as próprias
agências do estado. 

Sempre
que houver acordos feitos entre o estado e seus cidadãos, ou entre uma
agência do estado e outra agência, tais acordos serão mediados apenas
pelo próprio estado
.  O estado não está vinculado a nada exceto às
suas autoimpostas regras, isto é, às restrições que ele se impõe a si
mesmo.  Em relação a si próprio, o estado ainda está no estado natural de
anarquia caracterizada pela autofiscalização e pelo autocontrole, pois não há
na hierarquia um estado superior que possa vinculá-lo a algo.

Mais
ainda: se aceitarmos a ideia hobbesiana de que a fiscalização de regras
mutuamente consentidas requer um agente externo independente, isso por si só
iria descartar a hipótese da criação de um estado.  De fato, tal ideia
constitui um argumento conclusivo contra a instituição de um
estado, isto é, de um monopolista da arbitração e da decisão
suprema.  Pois teria de existir uma entidade independente para arbitrar
todos os casos que envolvessem algum agente do estado e eu (um cidadão privado),
ou que envolvessem apenas agentes do estado.

Da
mesma forma, teria de haver uma entidade independente para todos os casos que
envolvessem conflitos intraestado (e teria de haver uma outra entidade
independente para o caso de conflitos entre várias entidades
independentes).  Porém isso significa, é claro, que tal estado (ou
qualquer entidade independente) não seria um estado no sentido por mim definido
lá no princípio, mas simplesmente uma de várias agências arbitradoras de
conflitos, operando em ambiente de livre concorrência.

O que leva os piores ao poder

Em
uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre.  Qualquer um pode se tornar presidente,
primeiro-ministro, senador, deputado, prefeito, vereador etc.  No entanto, liberdade de entrada nem sempre é
algo bom.  Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é
algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é
algo negativo.  Que tipo de “empreendimento” é o governo? 
Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a
consumidores voluntários.  Ao contrário: trata-se de um “negócio”
voltado para a expropriação — por meio de impostos e inflação monetária (que
nada mais é do que falsificação de dinheiro) — e receptação de bens
roubados.  Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o
efeito de melhorar algo bom.  Pelo contrário: torna as coisas piores do
que más, isto é, aprimora o mal.

Dado
que o homem é como ele é, em todas as sociedades existem pessoas que cobiçam a
propriedade de outros.  Algumas pessoas são mais afligidas por esse
sentimento do que outras, mas os indivíduos normalmente aprendem a não agir de
acordo com tal sentimento, ou até mesmo chegam a se sentir envergonhados por
possuí-lo.  Geralmente, somente alguns poucos indivíduos são incapazes de
suprimir com êxito seu desejo pela propriedade alheia, e são tratados como criminosos
por seus semelhantes e reprimidos pela ameaça de punição física.

Quando
a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar
abertamente seu desejo pela propriedade alheia.  O que antes era
considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado
um sentimento legítimo.  Todos agora podem cobiçar abertamente a
propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com
esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar
no governo.  Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se
tornar uma ameaça.

Consequentemente,
sob condições democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo
pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido.  Toda e qualquer
exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente. 
Em nome da “liberdade de expressão”, todos são livres para exigir a
tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia.  Tudo pode
ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos.  Nem mesmo o mais
aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas
redistributivas. 

Pior:
em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade
com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de
terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar
uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e
mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de
entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de
comando.  Daí, uma situação ruim se torna ainda pior.

A
seleção de regentes governamentais por meio de eleições populares faz com que
seja praticamente impossível uma pessoa boa ou inofensiva chegar ao topo da
linha de comando.  Políticos são escolhidos em decorrência de sua
comprovada eficiência em serem demagogos moralmente desinibidos.  Assim, a
democracia virtualmente garante que somente os maus e
perigosos cheguem ao topo do governo. 

Nesse
cenário, as pessoas passam a desenvolver a habilidade de mobilizar apoio
público em favor de suas próprias posições e opiniões, utilizando-se de
artifícios como demagogia, poder de persuasão retórica, promessas, esmolas e
ameaças.  Quanto mais alto você olhar para uma hierarquia estatal, mais
você encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que
supostamente deveriam fazer.  Não é nenhum obstáculo para a carreira de um
político ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente.  Ele só precisa
ter boas habilidades políticas.  Isso também contribui para o
empobrecimento da sociedade.

Com
efeito, como resultado da livre concorrência política e da liberdade de escolha
das massas, aqueles que ascendem irão se tornar indivíduos progressivamente maus
e perigosos.

Nada
seria melhor do que apenas citar as palavras de H.L.
Mencken

Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por
seus méritos — pelo menos, não em uma democracia.  Algumas vezes, sem
dúvida, isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre.  Eles
normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas
sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente
destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade,
somente a verdade e nada mais que a verdade sobre a real situação do país,
tanto em questões internas quanto externas?  Algum deles irá se abster de
fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser
humano poderia cumprir?  Irá algum deles pronunciar uma
palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba
de idiotas que se aglomeram ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que
se torna cada vez mais fina?  Resposta: isso pode acontecer nas primeiras
semanas do período eleitoral, mas não após a disputa já ter ganhado atenção
nacional e a briga já estiver séria.

Eles todos irão prometer para cada homem, mulher e criança
no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir.  Eles todos sairão
percorrendo o país à procura de chances de tornar os ricos pobres, de remediar
o irremediável, de socorrer o insocorrível, e de organizar o inorganizável. 
Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas, e
irão resolver todos os problemas com dinheiro que ninguém mais precisará
ganhar, pois já estaremos vivendo na abundância.  Quando um deles disser
que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio,
dez, vinte, n

Em suma, eles irão se despir de sua aparência sensata,
cândida e sincera e passarão a ser simplesmente candidatos a cargos públicos,
empenhados apenas em capturar votos.  Nessa altura, todos eles já saberão —
supondo que até então não sabiam — que, em uma democracia, os votos são
conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e
todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo.  A maioria
deles, antes do alvoroço estar terminado, passará realmente a acreditar em sua
própria honestidade.  O vencedor será aquele que prometer mais com a menor
possibilidade de cumprir o mínimo.

Conclusão

O
esfacelamento das instituições e um colapso econômico não levam automaticamente
a melhorias.  As coisas podem piorar em vez de melhorar.  O que é
necessário são ideias — ideias corretas — e homens capazes de entendê-las e
implementá-las tão logo surja a oportunidade.  Em última instância, o
curso da história é determinado pelas ideias, sejam elas verdadeiras ou falsas,
e por homens atuando sobre — e sendo inspirados por — ideias verdadeiras ou
falsas. 

A
atual bagunça também é resultado de ideias.  É o resultado da aceitação
avassaladora, pela opinião pública, da ideia da democracia.  Enquanto essa
aceitação prevalecer, uma catástrofe será inevitável, e não haverá esperança de
melhorias mesmo após sua consumação.  Por outro lado, uma vez que a ideia
da democracia seja reconhecida como falsa e malévola — e ideias podem, em
princípio, ser mudadas quase que instantaneamente — uma catástrofe pode ser
evitada.

A
principal tarefa aguardando aqueles que querem mudar as coisas e impedir um
completo colapso é a ‘deslegitimização’ da ideia da democracia, apontando-a
como a raiz do presente estado de progressiva ‘descivilização’.  Para esse
propósito, deve-se começar apontando a dificuldade de se achar muitos
proponentes da democracia na história da teoria política.  Quase todos os
grandes pensadores tinham verdadeiro desdém pela democracia.  Mesmo os
Pais Fundadores dos EUA, atualmente um país considerado o modelo de democracia,
se opunham estritamente a ela.  Sem uma única exceção, eles viam a
democracia como sendo nada mais do que uma oclocracia.  Eles se
consideravam membros de uma ‘aristocracia natural’, e, em vez de uma
democracia, eles defendiam uma república aristocrática. 

Ademais,
mesmo entre os poucos defensores teóricos da democracia, como Rousseau, por
exemplo, é praticamente impossível encontrar alguém que defenda que a
democracia seja expandida para além de comunidades extremamente pequenas
(vilarejos ou cidades).  De fato, nas pequenas comunidades, onde todo
mundo conhece todo mundo pessoalmente, a maioria das pessoas reconhece que a
posição dos ‘abonados’ é normalmente baseada em suas superiores conquistas
pessoais, assim como a posição dos ‘desprovidos’ é explicada por sua
inferioridade e deficiências pessoais.  Sob essas circunstâncias, é muito
mais difícil se safar tentando despojar as outras pessoas de sua propriedade
para benefício próprio.  Em distinto contraste, nos grandes territórios
que abarcam milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas, em que os
potenciais saqueadores não conhecem suas vítimas, e vice versa, o desejo humano
de se enriquecer a si próprio à custa de terceiros não está sujeito a quase
nenhuma contenção.

Ainda
mais importante, é preciso deixar claro novamente que a ideia de democracia
é imoral e antieconômica.  Quanto ao status
moral do governo da maioria, devemos mostrar que tal arranjo permite que A e B
se unam para espoliar C, C e A por sua vez se juntem para pilhar B, e então B e
C conspirem contra A etc.  Isso não é justiça e sim uma afronta
moral.  E em vez de tratar a democracia e os democratas com respeito, eles
deveriam ser tratados com aberto desprezo e ridicularizados como as fraudes
morais que são. 

Por
outro lado, em relação à qualidade moral da democracia, deve-se enfatizar
inflexivelmente que não é a democracia, mas sim a propriedade privada, a
produção e as trocas voluntárias as fontes supremas da civilização humana e da
prosperidade.

A
propriedade privada é tão incompatível com a democracia quanto o é com qualquer
outra forma de domínio político.  Em vez de democracia, tanto a justiça
quanto a eficiência econômica requerem uma sociedade pura e
irrestritamente baseada na propriedade privada
.

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26 comentários em “Os piores sempre chegam ao poder”

  1. Sempre leio os artigos, mas nunca comento. Hoje, tive que comentar. Fantástico. Sensacional. Cada vez mais ansioso por ter tempo para ler as obras de Hoppe, esse que já considero um dos maiores gênios do século XXI.

    Keep up with the good job, guys.

  2. Falar o que de HHH? Você vai lendo, lendo e lendo…sua mente fica tentada a encontrar argumentos que digam: Ele está equivocado! Mas o fato é que a verdade cristalina de HHH solapa com maestria tais tentações mundanas.

  3. CLÁUDIO MAGALHÃES BRASIL

    Considero perfeito a análise, mas quais seriam as alternavas de regime político?
    Como se poderia construir tal regime?
    Ab, Cláudio Brasil

  4. Todos os artigos do Instituto Ludwig von Mises nos convoca a refletir sobre uma imaginação instituinte. Os artigos evidenciam uma capacidade que tem o homem de inventar o novo, ou seja, de criar formas nas mais variadas esferas da existência individual e coletiva.

    Atenciosamente,

    (a) – Samir Jorge.

  5. Eu já fui candidato e corroboro tudo o que foi dito; a sinceridade e o bonsenso não tem lugar, só a mentira e a demagogia. Tudo e dito para agradar o populacho. Obter votos sem nenhum escrúpulo ou base moral e o que vale; eu tenho vergonha da democracia !

  6. A democracia faz sucesso pelo fato de incensar os estupidos e vaidosos.

    De fato a democracia tornou-se uma estratégia para conter a revolta da população que tendia a se unir contra o Estado.
    A povança estupida e vaidosa se encanta com a idéia tola de que escolhe um representante de seus interesses. Os estúpidos sentem-se poderosos por serem “donos” de um voto e se envaidecem com os galanteios que os populistas lhes fazem. Ora, atualmente nem mesmo as mulheres carentes se deixam seduzir por galanteios e juras que apenas são ditos com a intenção de leva-las para a cama; percebem a falsidade e a verdadeira intenção. Porém, infelizmente a massa estúpida, e quanto mais estúpida mais vaidosa, deseja ardentemente ACREDITAR nos galanteios sedutores que populistas lhes fazem e, assim, se entregam a eles e eles fazem com a massa exatamente oq antigos galanteadores faziam com as mocinas carentes e desejosas de se enganarem, eles créu nelas e os populistas créu na massa! …hehehe!

    Montesquieu, tão incensado, na sua obra o espirito das leis bem demonstra o espirito do Estado. A estratégia que ele defende sem meias palavras é que os governos aumentem paulatinamente os impostos forçando a que a população trabalhe cada vez mais, mais produza, para que o Estado a exproprie. Assim, a ambição, a vontade de obter mais conforto faz do cidadão um produtivo escravo do governo (dos governantes). Pois na medida que mais produz para usufruir de conforto, o governo mais o expropria, forçando-o a trabalhar mais ou decair no seu padrão. Está lá escrito pelo incensado Montesquieu, como se tal safado fosse um liberal. Sim, há quem atribua a Montesquieu o titulo de liberal!!! …é uma aberração, mas a estupidez não conhece limites.

    A idéia de governo é a mesma idéia de qualquer assaltante que deseja montar uma quadrilha sem concorrentes.

    Haveria um governo prestador de serviços à população, caso ninguém pudesse se eternizar no Estado. Também que os integrantes do aparato estatal em nada diferissem dos demais cidadão. O mesmo sistema de aposentadoria e contribuição, sem sistema de saude diferenciado e sem qq privilégio a qualquer posto hierarquico: a real igualdade entre individuos e não entre renda monetária (igualdade material é impossível no mundo real, pois que impossivel a indústria atender a todos ao mesmo tempo em suas criações de bens, mesmo em serviços seria impossivel atender todos ao mesmo tempo. Sem contar que não existem dois terrenos iguais e dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar).

    A democracia é um engodo e como é no brasil ainda pior.
    Ora, financiamento público/estatal significa mais verbas para os maiores partidos. Assim, o proprio governo limita a propaganda adversária e a abafa com a propaganda dos aliados já estabelecidos no Poder.
    O fato de políticos e funcionários estatais se fazerem vitalicios na exploração da população através de impostos, concedendo-se privilégios pecuniarios incentiva que desprezem os pagadores de impostos em suas reivindicações. Afinal, jamais se sentem no mesmo lugar de um pagador de impostos, pois que vitalícios recebedores de impostos.

    Um deputado ou autoridade jamais poderia usufruir de aposentadoria diferenciada e muito menos um funça qualquer. Porém, há esta discriminação que privilegia os funcionários do governo EXATAMENTE para que estes JAMAIS SE PREOCUPEM EM INVESTIR NA PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS UTEIS.

    ASSIM, os recebedores de impostos, com suas aposentadorias privilegiadas, JAMAIS SE PREOCUPARÃO, POIS QUE TERÃO O SEU PADRÃO GARANTIDO, PODENDO CONSUMIR TODA A SUA RENDA SEM PEOCUPAREM-SE COM INVESTIMENTOS PRODUTIVOS. Por isso não se importam com o ataque do Estado àqueles que vivem do trabalho e não do Poder. Não é o trabalho, a poupança e o investimento que lhes garante a renda, mas sim o Poder.

    Se autoridades e altos funcionários do governo vivessem sob o mesmo regime dos pagadores de impostos, certamente não defenderia totalitarismo estatal sobre os que vivem do trabalho e não do Poder.
    Imagine um juiz, um policial de elite (ou não), um fiscal de impostos sabendo que teriam que poupar parte de sua renda PARA INVESTIR EM PRODUÇÃO PRIVADA PARA GARANTIR SEU PADRÃO NA APOSENTADORIA!

    claro que um chefe de polícia, um investigador, um policial, juiz ou qualquer autoridade(…cuisp!) não seriam tão tolerantes com a corrupção, por exemplo no INSS. Também se preocupariam com as leis (ordens) e desmandos burocraticos que sufocam as atividades produtivas privadas. Afinal, estes saberiam que iriam depender de seus investimentos privados para garantirem-se o mesmo padrão na aposentadoria.

    Essa aposentadoria diferenciada é uma estratégia para que os funcionários dos governos JAMAIS SE PREOCUPEM COM INVESTIMENTOS PRIVADOS, COM O TRABALHO PRODUTIVO, MAS APENAS COM A MANUTENÇÃO DE UM PODER TOTALITÁRIO DO ESTADO, de onde extraem o seu privilégio pecuniário vitalício.

    …Funças advogam o Poder estatal e jamais defenderão a iniciativa privada do achaque estatal. Jamais defenderão o trabalho, pois que vivem do poder.

    Abs.

  7. aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando.

    O meu único problema com este argumento é que reflecte exactamente o que ouço de socialistas quando discutem os problemas do capitalismo, nomeadamente, que o capitalista pode querer guardar tudo para si, não partilhando com ninguém, e que a existência do estado e da demagogia socialista protege o pobre contra tais abusos. Não querendo aqui discutir a validade do argumento dos socialistas (não é válido), resta saber se não se incorre no mesmo tipo de erro ao argumentar com psicologia de algibeira em desfavor dos “democratas”, somente porque favorece o ponto-de-vista austríaco.

    Acredito que a posição privilegiada do estado permite a um sociopata “democrata” causar mais danos a terceiros do que um sociopata “proprietário”. Mas acredito ainda mais que o regime democrático torna o povo refém de si mesmo, demandando, exigindo, legislando, sendo o resultado final o cancelamento recíproco e a impossibilidade de agir sem preenchimento de diversos formulários e procurações.

    Não estou portanto de acordo com o tema do texto, na medida em que não acho necessariamente que os piores chegam sempre ao poder. Acho que sim, os piores também podem chegar ao poder, mas sejam os piores ou os melhores, a posição de monopólio do estado vai sempre resultar num arranjo favorável aos seus beneficiários e à sua eventual corrupção.

  8. Emerson Luís, um Psicólogo

    Interessante ler certas partes deste texto alguns dias depois dos mensaleiros terem sua condenação adiada. Parece que foi escrito por um brasileiro e nestes dias.

    * * *

  9. Hans-Hermann Hoppe é um ótimo economista, mas é perigoso como filósofo social. Há que diferenciar essa duas facetas.

    Infelizmente devemos aceitar que o Estado é um mal necessário, porém, é claro, apenas deveríamos aceitar um Estado minimalista e só, e não extingui-lo como se aponta. Hans é um anarco-capitalista e suas teorias sociais sem um Estado levam a muitos problemas sem respostas e até em ciladas riscosas. Onde mais isso pode ser visto é com respeito à violência e aos crimes, pois sem segurança não há livre mercado. O que acontece é que sem um mínimo Estado, cairíamos em uma situação de estado de metralhadoras. Por exemplo, no mundo de Hoppe a parte da violência e crime se resumiria ao livre mercado de companhias de seguro, até ai tudo bem, mas, pode-se afirmar que essas companhias não se degenerariam ? Sim, é claro, mas o mercado se encarregaria de solucionar… porém, imaginemos a seguinte situação: O dono de um comércio está sendo ameaçado pela companhia de seguros A que ele contratou. Pelo livre mercado, ele troca para a companhia de seguros B para buscar ajuda. Mas o que B pode fazer ? (1) Se ela tem uma força armada igual a A, poderá atacá-la e, sem menos pensar, transformaria-se numa mini-guerra civil. (2) Se for menor que A, B o máximo que pode fazer é conselhar o dono do comércio para ir embora bem longe, isto se A deixar. Com isto se vê que se o estado desaparece, isso não marcaria o fim da violência e do crime, mas o fim da proteção contra a violência e o crime. Quando a Somália deixou de existir como Estado, o que se seguiu não foi a utópica “ordem natural” de Hans, mas a regra da metralhadora com centenas de milhares de mortes.

    Hoppe também afirma que tudo se resume a conflitos de propriedade, mas, por exemplo, os conflitos políticos, culturais e de grupos ? como se lida com isso no modelo dele ? Há muitas questões que no modelo anarco-capitalista não podem ser respondidas e por isso são deixadas de lado ou não são consideradas com algo relevante. Hoppe deveria olhar para o que Ludwig von Mises escreveu , o mesmo Ludwig von Mises que ele admira. Mises disse que o anarquismo pode ser praticado apenas em um mundo de anjos e santos, e se podemos citar seu livro Liberalismo – na tradição clássica: “O liberalismo não é anarquismo, nem tem absolutamente nada a ver com o anarquismo. O liberal entende claramente que sem recorrer à compulsão, estaria em perigo a existência da sociedade e que, por trás das regras de conduta cuja observância é necessária para assegurar a cooperação humana pacífica deve estar a ameaça da força, se todo o edifício da sociedade não estiver continuamente à mercê de qualquer um dos seus membros. É preciso estar em uma posição para compelir a pessoa que não respeita a vida, a saúde , a liberdade pessoal ou a propriedade privada dos outros a se adequar às regras da vida em sociedade. Esta é a função que a doutrina liberal atribui ao estado: Proteção da propriedade, a liberdade e a paz”.

    Portanto, acredito firmemente num Estado minimalista, mas dai a tira-lo completamente, só se os seres humanos forem santos anjos…

  10. Agora é oficial: Olavão "hoppeou".

    Trechos de seu último artigo:

    "Também ninguém responderá à constatação de Hans-Hermann Hoppe de que a passagem das antigas monarquias para o republicanismo democrático trouxe a deterioração da vida social, o aumento exponencial da criminalidade e a escalada sem fim do intervencionismo estatal."

    "Não há um só advogado da democracia contra o socialismo que não esteja consciente de defender nada mais que um mal menor. Alguns, no fundo, reconhecem até que o mal menor é apenas um caminho mais longo para o mal maior."

    "O problema, no fundo, é que tanto a democracia quanto o socialismo são filhos da mentalidade revolucionária, isto é: ambos consistem essencialmente em fazer promessas que não podem cumprir."

    http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14820-uma-observacao-e-duas-notas.html

    Agora, falta só o Reinaldo Azevedo também constatar essa obviedade.

Rolar para cima