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Podcast especial do Instituto Mises Brasil – Leandro Narloch

Autor
bestseller, o jornalista e escritor Leandro Narloch lançou recentemente o mais
novo Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, que, a
exemplos dos dois guias anteriores, também já entrou para a lista dos livros
mais vendidos. Neste Podcast, Leandro conta como a leitura de autores da Escola
Austríaca como Mises também o ajudou na elaboração deste livro, especialmente
no capítulo sobre a revolução industrial.

“Conheci o Mises por causa de vocês e por
isso serei eternamente grato […] Principalmente nesse capítulo, o
Mises me ajudou muito. O que eu faço nesse capítulo é reproduzir a ideia do
Mises sobre a revolução industrial, que é a ideia contrária ao do Engels no
livro A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, um livro muito
influente, que criou todo um imaginário sobre as fábricas, sobre a revolução
industrial. E Mises mostra o contrário, não é que as fábricas estavam causando
a miséria. Na verdade, as fábricas estavam salvando as pessoas famintas”, disse
o jornalista, que já havia concedido entrevista ao
Podcast no ano passado
.

Fazendo
jus à abordagem politicamente incorreta, ao longo de 14 capítulos, Leandro
mostra uma outra perspectiva acerca de assuntos tão diversos quanto o Império
Romano, a paz mundial, Gandhi, agrotóxicos, África e nos conta qual o aspecto
comum que ele encontrou nas pesquisas no que diz respeito à questão das
liberdades, ou na sua ausência. Ele também falou sobre as semelhanças que
identificou entre fascistas, nazistas e comunistas, cada qual tratado em
capítulos específicos, e sobre a posição de políticos brasileiros ao
responderem, sem saber, se concordavam ou não com a doutrina fascista elaborada
por Benito Mussolini e Giovanni Gentile. 

Vale
a pena ouvir este podcast e ler o livro.

Clique aqui para ouvir o podcast

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31 comentários em “Podcast especial do Instituto Mises Brasil – Leandro Narloch”

  1. Hum…

    Comprei o livro do Narloch a respeito dos mitos e histórias que propagamos como verdades verdadeiras no Brasil e que, de certa forma, precisam de comprovação (aquelas provas no livro… convenhamos…).
    Acho, apenas, que a forma como colocadas demonstram uma certa tendenciosidade (caso do Santos Dummont and do estado do Acre, para encurtar as delongas). Tendenciosidade essa muito parecida com aquela propagada pela maravilhosa revista Veja o.O
    Apenas o meu ponto de vista, claro.

    Por mais que o livro venha propor essa “sensação de desconforto”, como o próprio autor propõe, acredito que o embasamento foi muito superficial para se mostrar “verdades tão nuas e cruas”, que venham a quebrar os paradigmas aqui vigentes.

    Irei ouvir o poscast, espero que ele venha recheado de ideias interessantes e não mostre, por favor, esse mar de conhecimento com dois dedos de profundidade (já estamos cheios de pessoas assim…).

    Abraço

  2. Prezado Eduardo, por favor, qual seria a maneira de fazer um livro que abordasse de forma profunda e detalhada todos os tópicos cobertos e que ainda assim mantivesse um formato pequeno e popular, em vez de se transformar em uma volumosa e maçante tese acadêmica?

    Criticar é fácil; apontar solução tão ou mais eficazes é que o real desafio.

  3. Tenho que concordar: criticar realmente é muito fácil.

    Não sei ainda como que seria um livro produzido pela minha pessoa.
    Com certeza não faria parecido. Coisa minha, motivos meus, ideologia minha.
    Eu, como leitor, gosto de me inebriar e ter meus devaneios a partir de livros que julgo interessantes. Esse, sinceramente, não despertou essa “sensação de desconforto”. Talvez pela insensibilidade do meu coração (essas coisas de sentimento são bem particulares…).

    Sei que a proposta do autor tem lá as suas fundamentações e quem sou eu para falar alguma coisa? Apenas sou apaixonado por livros (sobre história, matemática, economia, literatura nórdica e eslava…) Fiz a minha crítica como leitor, que com a minha capacidade crítica (talvez, pelo tom de revolta, seja inferior à do companheiro Guilherme), da forma de abordagem, com tendenciosidade. Eu espero ter a certeza de que essa não é apenas a minha opinião. .! (ponto quase final)

    Uma livro que li há um tempo e que faz uma abordagem de maneira imparcial, explicativa e com UM POUCO MAIS de base (sem deixar de lado a abordagem acessível àqueles com dificuldades basais em história, como a minha pessoa): Basta de História!, do jornalista argentino Andrés Oppenheimer. Mas aí vai de cada um, né?

    Já estou cansado de escrever. Ponto final: (.)

  4. Creio que esse comentário está mais para off topic, mas ainda assim acho que é algo interessante, que merece atenção.

    Existe um Instituto Mises também em Portugal, há artigos que tem lá e aqui, além de outros bastante interessantes.

    E a língua é praticamente a mesma, então há mais conhecimento para todos.

    Recomendo (não sei se eu colocar o link aqui vai sair, mas é só colocar Mises Portugal no google que é o 1° resultado).

    Obrigado.

  5. Terminei de ler o livro esta semana, e é excelente.

    Ele inocenta o capitalismo de muitas falsas acusações que ele recebe e coloca a culpa onde é devida, no socialismo.

    A revolução industrial é inocentada da acusação de acontecimento perverso e é glorificada como a maravilha que foi.
    A miséria na África também é tirada das costas do capitalismo/imperialismo e colocada no socialismo.
    O comunismo é ridicularizado como a aberração que é.
    Idade Média foi a Idade das Trevas por causa da Igreja? Bullshit. E agora uma literatura best-seller vai fazer com que quem repita esse mito seja ridicularizado em toda parte.
    E finalmente o grande público vai saber que nazismo, fascismo e comunismo fazem parte da mesma lata de lixo socialista.

    E como já é outro best-seller, vai ser de grande ajuda para difundir as ideias de liberdade nesse paiseco triste chamado Brasil.

    Único ponto negativo foi a reafirmação do Mito de Hiroshima. Neste ponto, ao invés de destruir um mito da propaganda estatal, o mito foi apenas repetido. E também a confessa admiração pelo facínora estatista Churchill. O par de páginas pretas sobre as bombas nucleares poderia ter sido usado pra falar sobre o mito da Grande Depressão ter sido causada pelo livre mercado 😉

  6. Tem muita gente que não gosta do mercado livre, mas vive procurando uma promoção, uma oferta especial, um preço mais acessível. Quem não gosta de livre mercado deve estar satisfeito com o preço e a qualidade da gasolina vendida no Brasil.

  7. Eu lí o primeiro livro dele, o Guia do Politicamente Incorreto da História do Brasil. Muito bom. Quem não leu ainda, recomendo ler. Foi realmente Santos Dumont que inventou o primeiro avião? Zumbi foi um libertador de escravos ou foi um grande proprietário de escravos? Essas coisas são abordadas no seu livro.

    Quanto a este outro livro, o Guia do Politicamente Incorreto da História do Mundo eu não lí ainda. Mas pelo visto é bem polêmico. Por exemplo, dizer que o Nero foi injustiçado pelos cristãos e que ele não tocou fogo em Roma. Eu não lí o livro e nao sei o contexto em que ele diz isso. Não sei se a matéria da Folha não deturpou o sentido das palavras do livro. Mas se ele realmente disse isso, é uma inversão dos fatos. Primeiro que não foram os cristãos de difundiram essa História, foram os romanos. Tácito diz que houve um incêndio em Roma e que havia boatos de que o Imperador (Nero) tocou fogo em Roma. Em segundo, dizer que Nero foi injustiçado pelos cristãos é uma inversão dos fatos. Já que os Primeiros Cristãos (Pedro, Paulo) foram perseguidos durante o Reinado do Imperador Nero. Aliás, Nero, Décio e Diocleciano foram os maiores perseguidores de cristãos. Então, os cristãos que foram vitimas do Nero e não o contrário. Aliás, Nero foi um tirano. Calígula, Nero e Diocleciano foram os maiores tiranos do Império Romano.

  8. leitura politicamente correta

    Veja como pode ser uma leitura politicamnete correta deste livro:

    “Também havia em Roma o equivalente a shopping centers, como a Basílica Emilia. Com 100 metros de comprimento, três andares e dezenas de arcos de mármore, o edifício era ocupado por empresas de maior porte, como joalheiros, banqueiros, importadores de especiarias e revendas de vinhos finos.”

    Ué, mas não dizem que o governo não cria riquezas? A Basílica Emilia foi construída em 179 a.C. pelo censor Marco Fúlvio Nobilior. O shopping não foi criado pelos capitalistas e empreendedores, mas por burocratas do governo.

  9. “Ser liberal, em princípio, significa militar, seguindo a escola de grandes escritores como Hugo Grotius e John Locke, Adam Smith e Alexis de Tocqueville, pelas liberdades do indivíduo contra o absolutismo político, o intervencionismo econômico, a intolerância filosófica. Poderoso movimento de pensamento e ação que, do século XVI ao século XVIII, e através de três gloriosas revoluções na Holanda, Inglaterra e América, moldou toda a história contemporânea. Mas é justamente com ele que a escravidão conheceu seu maior desenvolvimento. Na América, havia 330 mil escravos em 1700, cerca de 3 milhões em 1800 e o dobro na metade do século XIX. A Holanda só aboliu a escravidão em suas colônias em 1863. Em meados do século XVIII, era a Grã-Bretanha que tinha o maior número de escravos: quase 900 mil. E tratava-se do pior tipo de escravidão, a chattel racial slavery, na qual o escravo negro é simplesmente um "bem móvel". Não se poderia imaginar uma negação mais radical da liberdade individual.”

    Alguém pra refutar?

  10. “Alguém pra refutar?”

    Por causa do livre mercado a escravidão encontrou seu fim. Foi graças ao livre mercado, que uma instituição milenar ( escravidão ) encontrou seu fim. Consumidores ingleses pressionaram os fabricantes e comerciantes parando de comprar produtos de lugares onde a escravidão reinava.

    Ps. Lembro que li este argumento num dos livros do Leandro Narloch, e sei que tem algum artigo aqui no IMB onde esta linha de pensamento foi discutida extensivamente algum tempo atrás. Alguém lembra qual era o artigo?

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