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O maior perigo para a humanidade: nossa recorrente paixão pelo autoritarismo

É inegável que, nos dias de hoje, ditadura,
intervencionismo e socialismo são extremamente populares.  Nenhum
argumento lógico parece conseguir enfraquecer essa popularidade.  O
fanatismo impede que os ensinamentos da teoria econômica sejam ouvidos, a
teimosia impossibilita qualquer mudança de opinião e a experiência histórica
não serve de base para nada. 

Para compreender as raízes dessa rigidez
mental, devemos nos lembrar de que as pessoas sofrem e se sentem infelizes e
frustradas porque as coisas nem sempre se passam da maneira como elas
gostariam.  O homem nasce como um ser egoísta, um ser não-sociável, e
é só com a vida que ele aprende que sua vontade não é a única nesse mundo; existem
outras pessoas que também têm suas vontades.  A vida e a experiência
irão lhe ensinar que, para realizar os seus planos, ele terá de encontrar o seu
lugar na sociedade, terá de aceitar as vontades e os desejos de outras pessoas
como um fato consumado, e terá de se ajustar a esses fatos se quiser chegar a
algum lugar.  

A sociedade não é aquilo que o indivíduo
gostaria que fosse.  Todo indivíduo tem a respeito de seus
conterrâneos uma opinião menos favorável do que a que tem sobre si próprio.  Ele
se julga possuidor do direito natural de ocupar na sociedade um lugar melhor do
que aquele que efetivamente ocupa.  Ele se
julga digno de estar em uma classe social mais elevada.  Só que
diariamente o presunçoso — e quem está inteiramente livre da presunção? — sofre
novas decepções.  E diariamente ele aprende, nem sempre de maneira
pacífica e corriqueira, que existem outras vontades além da sua. 

Para se blindar dos efeitos mentalmente
devastadores destas seguidas decepções, o neurótico se refugia em sonhos
encantados.  Mais especificamente, ele sonha com um mundo no qual apenas
a sua vontade é decisiva e é implantada sem restrições.  Neste seu mundo
onírico, ele é o ditador.  Só aquilo que
tiver a sua aprovação pode acontecer.  Somente ele pode dar ordens;
os outros apenas obedecem.  Sua razão é suprema.

Neste mundo secreto de ilusões, o neurótico
pensa ser um César, um Genghis Khan ou um Napoleão.  Mas, na vida
real, quando fala com os seus conterrâneos, tem de abaixar a cabeça e ser mais
modesto.  Sendo assim, perante essa sua irremediável insignificância,
ele tem de se contentar em apoiar uma ditadura comandada por outra pessoa.  Não importa se tal ditadura seja em seu
próprio país ou em um outro distante: em sua mente, este ditador está ali apenas
para efetuar as suas (do neurótico) vontades. 
Trata-se de uma mistura de psicopatia com megalomania.

Nenhum indivíduo jamais apoiou uma ditadura
que fizesse coisas opostas às que ele considera certas.  Quem apóia uma ditadura o faz por achar que o
ditador está fazendo o que, na opinião deste indivíduo, tem de ser feito. 
Quem apóia ditaduras tem sempre em mente o desejo irrefreável de dominar seus
conterrâneos de forma irrestrita, e impor a eles todas as suas vontades — ainda
que tal serviço seja feito por outra pessoa. 

O defensor de ditaduras costuma ter um carinho
específico pela expressão “planejamento econômico” — ou “economia
planejada” –, a qual, particularmente nos dias de hoje, é um pseudônimo de
socialismo.  Neste arranjo, qualquer coisa que as pessoas queiram
fazer tem de ser primeiramente aprovada e planejada.  Estes que, assim
como Marx, rejeitam a “anarquia da produção” e pretendem substituí-la pelo “planejamento”,
desprezam profundamente a livre iniciativa, as vontades e os planos das outras
pessoas.  Somente uma vontade deve prevalecer, somente um plano deve
ser implementado: aquele que tem a aprovação do neurótico; o plano que ele
considera correto, o único plano.  Qualquer
resistência deve ser subjugada e sobrepujada; nada deve impedir o neurótico de
tentar ordenar o mundo de acordo com seus próprios planos.  Todos os meios que façam prevalecer a suprema
sabedoria do lunático devem ser utilizados. 

Essa é a mentalidade das pessoas que, certa
vez, em uma exposição das pinturas de Manet em Paris, exclamaram:
“a polícia não deveria permitir isso!”  Essa é a mentalidade das pessoas que
constantemente bradam: “deveria haver uma lei contra isso!”

E, quer elas admitam ou não, esta é exatamente
a mentalidade de todos os intervencionistas, socialistas e defensores das
ditaduras.  Há apenas uma coisa que eles odeiam mais do que o
capitalismo: um intervencionismo, um socialismo ou uma ditadura que não
corresponda a todas as suas vontades.  Daí a briga apaixonada entre
comunistas e nazistas; entre os partidários de Trotsky e
os de Stalin; entre os seguidores de Strasser e os de Hitler. 

A liberdade e o sistema econômico 

O principal argumento contra a proposta de se
instituir um regime socialista é o de que, no sistema socialista, não há espaço
para a liberdade individual.  Socialismo, argumenta-se, é o mesmo que
escravidão.  Não há como negar a veracidade desse
argumento.  Onde o governo controla todos os meios de produção, onde
o governo é o único empregador e tem o direito de decidir que treinamento as
pessoas deverão receber, onde e como deverão trabalhar, o indivíduo não é
livre.  Tem o dever de obedecer e não tem direitos. 

Os defensores do socialismo nunca conseguiram
apresentar uma refutação efetiva a esse argumento.  Retrucam dizendo apenas
que, na economia de mercado, há liberdade apenas para os ricos, e não para os
pobres; e que, por uma liberdade desse tipo, não valeria a pena renunciar às
supostas vantagens do socialismo. 

Ocorre que os homens são diferentes,
desiguais.  E sempre o serão.  Alguns são mais dotados em determinado
aspecto, menos em outro.  E há os que têm o dom de descobrir novos
caminhos, de mudar os rumos do conhecimento.  Nas sociedades capitalistas,
o progresso tecnológico e econômico é promovido por esses homens.  Quando
alguém tem uma ideia, procura encontrar algumas outras pessoas argutas o
suficiente para perceberem o valor de seu achado.  Alguns capitalistas que
ousam perscrutar o futuro, que se dão conta das possíveis consequências dessa
ideia, começarão a pô-la em prática.  Outros, a princípio, poderão dizer:
“são uns loucos”, mas deixarão de dizê-lo quando constatarem que o
empreendimento que qualificavam de absurdo ou loucura está florescendo, e que
toda gente está feliz por comprar seus produtos.

No sistema ditatorial marxista, por outro
lado, o corpo governamental supremo deve primeiro ser convencido do valor de
uma ideia antes que ela possa ser levada adiante.  Isso pode ser algo
muito difícil, uma vez que o grupo detentor do comando — ou o ditador supremo
em pessoa — tem o poder de decidir.  E se essas pessoas — por razões de
indolência, senilidade, falta de inteligência ou de instrução — forem
incapazes de compreender o significado da nova ideia, o novo projeto não será
executado.

Para analisar essas questões devemos, em
primeiro lugar, entender o verdadeiro significado da palavra liberdade.  Liberdade
é um conceito sociológico.  Não há, na natureza ou em relação à
natureza, nada a que se possa aplicar esse termo.  Liberdade é a
oportunidade concedida ao indivíduo pelo sistema social para que ele possa
modelar sua vida segundo sua própria vontade.  Que as pessoas tenham
que trabalhar e produzir para poder sobreviver é uma lei da natureza; nenhum
sistema social pode alterar esse fato.  Que o rico possa viver sem
trabalhar não diminui em nada a liberdade daqueles que não tiveram a sorte de
estar nessa posição afortunada.  Em uma economia de mercado, naquela
em que há liberdade de empreendimento, e ausência de privilégios e
protecionismos estatais, a riqueza de um indivíduo representa a recompensa
concedida pela sociedade pelos serviços prestados aos consumidores no passado.  E esta riqueza só pode ser preservada se ela
continuar a ser utilizada — isto é, investida — no interesse dos
consumidores.  

Que a economia de mercado recompense
generosamente aquele que se mostrou capaz de bem servir aos consumidores é algo que
não causa nenhum dano aos consumidores. 
Ao contrário, só os beneficia.  Nada, nesse processo, é tomado
do trabalhador, e muito lhe é proporcionado, o que lhe permite aumentar sua
produtividade do trabalho.  A liberdade do trabalhador que não tem
propriedades está no seu direito de escolher o local e o tipo de seu trabalho
que quer.  Ele não está sujeito às arbitrariedades de um senhor de
engenho que o tem como vassalo.  Ele simplesmente vende os seus
serviços no mercado.  Se um empreendedor se recusar a lhe pagar o
salário correspondente às condições do mercado, ele encontrará outro empregador
disposto a, no seu próprio (do empregador) interesse, lhe pagar o salário de
mercado.  O trabalhador não deve subserviência e obediência ao seu
empregador; ele deve ao seu empregador apenas a prestação de serviços.  Ele recebe seu salário não como um favor, mas
sim como uma recompensa de que é merecedor. 

Os pobres também têm a possibilidade, em uma
sociedade capitalista, de se fazer pelo seu próprio esforço.  Isso não
ocorre apenas às atividades comerciais.  A maioria das pessoas que
hoje ocupa uma posição de destaque nas profissões liberais, nas artes e na ciência
começou a carreira na pobreza.  Entre os líderes e os vencedores,
muitos são originários de famílias pobres.  Quem quer ser
bem-sucedido, qualquer que seja o sistema social, terá que vencer a apatia, o
preconceito e a ignorância.  Não se pode negar que o capitalismo
oferece essa oportunidade. 

Em uma economia capitalista, o mercado é um
corpo social; é o corpo social por excelência. Todos agem por conta própria;
mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades
como também as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus
concidadãos. Por outro lado, todos são por eles servidos. Cada um é ao mesmo
tempo um meio e um fim; um fim último em si mesmo e um meio para que outras
pessoas possam atingir seus próprios fins.

Todos os homens são livres; ninguém tem de se
submeter a um déspota. O indivíduo, por vontade própria, se integra num sistema
de cooperação. O mercado o orienta e lhe indica a melhor maneira de promover o
seu próprio bem estar, bem como o das demais pessoas. O mercado comanda tudo;
por si só coloca em ordem todo o sistema social, dando-lhe sentido e
significado.

O mercado não é um local, uma coisa, uma
entidade coletiva. O mercado é um processo, impulsionado pela interação das
ações dos vários indivíduos que cooperam sob o regime da divisão do trabalho.

A reiteração de atos individuais de troca vai
dando origem ao mercado, à medida que a divisão de trabalho evolui numa
sociedade baseada na propriedade privada. 

A economia de mercado, em princípio, não respeita
fronteiras políticas.  Seu âmbito é mundial.  O mercado torna as
pessoas ricas ou pobres, determina quem dirigirá as grandes indústrias e quem
limpará o chão, fixa quantas pessoas trabalharão nas minas de cobre e quantas
nas orquestras filarmônicas. Nenhuma dessas decisões é definitiva: são revogáveis
a qualquer momento. O processo de seleção não para nunca.

Atribuir a cada um o seu lugar próprio na
sociedade é tarefa dos consumidores, os quais, ao comprarem ou absterem-se de
comprar, estão determinando a posição social de cada indivíduo.  Os
consumidores determinam, em última instância, não apenas os preços dos bens de
consumo, mas também os preços de todos os fatores de produção.  Determinam
a renda de cada membro da economia de mercado.  São os consumidores e não
os empresários que basicamente pagam os salários ganhos por qualquer
trabalhador.

Se um empreendedor não obedecer estritamente
às ordens do público tal como lhe são transmitidas pela estrutura de preços do
mercado, ele sofrerá prejuízos e irá à falência.  Outros homens que melhor
souberam satisfazer os desejos dos consumidores o substituirão.

Os consumidores prestigiam as lojas nas quais
podem comprar o que querem pelo menor preço.  Ao comprarem e ao se
absterem de comprar, os consumidores decidem sobre quem permanece no mercado e
quem deve sair; quem deve dirigir as fábricas, as fornecedoras e as
distribuidoras.  Enriquecem um homem pobre e empobrecem um homem rico.
 Determinam precisamente a quantidade e a qualidade do que deve ser
produzido.  São patrões impiedosos, cheios de caprichos e fantasias,
instáveis e imprevisíveis.  Para eles, a única coisa que conta é sua
própria satisfação.  Não se sensibilizam nem um pouco com méritos passados
ou com interesses estabelecidos.

A economia de mercado, ou capitalismo, como é
comumente chamada, e a economia socialista são mutuamente excludentes. 
Não há mistura possível ou imaginável dos dois sistemas; não há algo que se
possa chamar de economia mista, um sistema que seria parcialmente socialista.
 A produção ou é dirigida pelo mercado, ou o é por decretos de um czar da
produção, ou de um comitê de czares da produção.  A economia de mercado é
o produto de um longo processo evolucionário.  É o resultado dos esforços
do homem para ajustar sua ação, da melhor maneira possível, às condições dadas
de um meio ambiente que ele não pode modificar.  É, por assim dizer, a estratégia cuja
aplicação permitiu ao homem progredir triunfalmente do estado selvagem à
civilização.

O progresso é sempre um deslocamento do velho
pelo novo.  Progresso sempre quer dizer
mudança.  Nenhum planejamento econômico pode planejar o progresso,
nenhuma organização pode organizá-lo.  O progresso é a única coisa
que desafia quaisquer limitações e controles.  A sociedade e o estado
não podem promover o progresso.  O capitalismo também não pode fazer
nada pelo progresso.  Porém, e isso é já bastante, o capitalismo não
coloca barreiras intransponíveis ao progresso.  Uma sociedade
socialista se tornaria absolutamente rígida, pois tornaria o progresso
impossível. 

O intervencionismo não abole por completo todas
as liberdades dos cidadãos.  Porém, a cada nova medida
intervencionista implantada, uma fatia importante de liberdade individual é
abolida e, consequentemente, a atividade econômica é restringida. 

O
fato inegável

O que tem melhorado a situação das pessoas, o
que tem dado a elas melhores condições de vida, e o que tem criado todas
aquelas coisas que hoje consideramos como o orgulho das realizações humanas,
não foram declamações de nobres intenções, nem discursos sobre justiça social,
e nem sonhos sobre um mundo melhor — e muito menos efetivos esforços para se
implantar o “mundo melhor” pela força das armas.  O que possibilitou todas estas coisas foi o empenhado
trabalho diário das pessoas, cujos esforços foram direcionados para melhorar
suas próprias condições de vida por meio do trabalho duro, fazendo coisas que
eram desconhecidas em épocas passadas e que eram desconhecidas até mesmo por
elas próprias em tempos anteriores recentes.  

A história da tecnologia e do comércio fornece
inúmeros exemplos que confirmam isso.  No passado, havia um considerável
intervalo de tempo entre o surgimento de algo até então completamente
desconhecido e sua popularização no uso cotidiano.  Algumas vezes, passavam-se
vários séculos até que uma inovação se tornasse amplamente aceita por todos —
ao menos dentro da órbita da civilização ocidental.  Pense na lenta
popularização do uso de garfos, sabonetes, lenços, papeis higiênicos e inúmeras
outras variedades de coisas.

Desde seus primórdios, o capitalismo
demonstrou uma tendência de ir encurtando esse intervalo de tempo, até ele
finalmente ser eliminado quase que por completo.  Tal fenômeno não é uma
característica meramente acidental da produção capitalista; trata-se de algo
inerente à sua própria natureza.  A essência do capitalismo é a produção
em larga escala para a satisfação dos desejos das massas.  Sua
característica distintiva é a produção em massa

Os discípulos de Marx sempre se mostraram
muito ávidos para descrever em seus livros os “inenarráveis horrores do
capitalismo”, os quais, como seu mestre havia prognosticado, resultam
“de maneira tão inexorável como uma lei da natureza” no progressivo
empobrecimento das “massas”.  O preconceito anticapitalista deles
impedia que percebessem o fato de que o capitalismo tende, com o auxílio da
produção em larga escala, a eliminar o notável contraste que há entre o modo de
vida de uma elite afortunada e o modo de vida de todo o resto da população de
um país.  O abismo que separava o homem
que podia viajar de carruagem e o homem que ficava em casa porque não tinha o
dinheiro para a passagem foi reduzido à diferença entre viajar de avião e
viajar de ônibus.

Que
jamais nos aconteça

Não permitamos jamais que aquelas pessoas que dizem
que tudo neste arranjo é ruim, que a propriedade privada é a origem de todos os
malefícios e desigualdades, e que a única ação correta a ser tomada é a busca
do “mundo melhor” pela imposição de medidas coercivas e ditatoriais adquiram poder.

Se há uma coisa que a história pode nos
ensinar é que nenhuma nação jamais conseguiu criar uma civilização superior sem
a propriedade privada dos meios de produção. 
E a prosperidade só pode ser encontrada onde prevalece a propriedade
privada dos meios de produção. 

Se algum dia a nossa civilização desaparecer,
não terá sido por uma inevitabilidade; não terá sido porque ela já estava
fadada a esse trágico desfecho.  Terá
sido, isso sim, porque as pessoas se recusaram a aprender com a teoria e com a
história.  Não é o destino que determina o futuro da sociedade
humana, mas sim o próprio homem.  O declínio da civilização ocidental
não é uma manifestação da vontade divina, algo que não pode ser
evitado.  Se ocorrer, terá sido o resultado de uma política que nunca
deveria ter sido sequer cortejada. 

 

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73 comentários em “O maior perigo para a humanidade: nossa recorrente paixão pelo autoritarismo”

  1. São seres abomináveis mesmo, olha o que um cara postou no site do Yahoo, um comentário sobre a banda larga no brasil, onde haveria investimento pelo governo, o tão temido PNBL:

    “negócio é investir, mesmo que os resultados sejam pífios.”

  2. Erik Frederico Alves Cenaqui

    Mais um texto excelente do LVM.

    Sempre me deixou impressionado como existem muitas pessoas que apoiam e defendem ditaduras e regimes de força.

    Grandes quantidades de pessoas pobres, classe média, profissionais liberais, empresários e intelectuais adoram defender ditadores e violência.

    Qualquer livro de história com alguma imparcialidade vai mostrar que o fascismo, comunismo, socialismo e nazismo são essencialmente a mesma coisa.

    Leiam como o Wikipédia descreve as duas Coréias (do Sul e do Norte)e me digam em qual delas nós gostariamos de morar. É lógico que na Coréia do Sul!

    Outro exemplo gritante é a defesa do regime totalitário cubano pela esquerda chique em todo o mundo. É uma defesa altamente nojenta.

    Carniceiros como Stalin e Mao Tse Tung são defendidos e elogiados em diversas salas de aula e livros de supostas ciências humanas há diversas décadas.

    Os argumentos morais e técnicos a favor da economia de mercado são muito bons e claros.

    Mas devemos ter fé na salvação da humanidade, porque Jesus não nos abandonou nem nos abandonará.

    Longa vida a equipe do IMB.

    Abraços

  3. Prezados,

    Vocês teriam algo a me recomendar para leitura sobre o tema desenvolvimento tecnológico e desemprego? Em outros termos, textos que falassem sobre a questão de o desemprego aumentar com o desenvolvimento tecnológio (e.g. com a susbstiuição de trabalhadores braçais por máquinas).

    Isso geraria um colapso na economia?

    Obrigado, abraços a todos

  4. Mises sempre focou que uma economia mista é impossível de existir.

    Não sei se essa era a visão de Mises e de outros austriacos, mas vejo o dinheiro como uma mercadoria. Por isso, a existência de um banco central mostra claramente em qual sistema econômico estamos vivendo no mundo hoje em dia.

  5. Patrick de Lima Lopes

    Certo questionável autor uma vez observou que o desejo de muitos homens é colher aquilo que nunca plantaram. Há quem diga que o homem sofre por querer e julgue tal labor como uma brutalidade. Há outros, seus sempre firmes opositores, que simplesmente refutam o cinismo de tal clamo com a simples e ética observação que nenhum homem nasce escravo do outro. Não apenas é covarde desejar que outros satisfaçam suas necessidades contra suas vontades como também é simplesmente egoísta.

    É mister reconhecer que a esmagadora maioria dos integrantes desta comunidade, talvez todos; tenham algum dia flertado com o autoritarismo. Ele nos seduz com respostas fáceis, planejamentos intuitivamente falaciosos e o principal, faz com que acreditemos quixotescamente que possuímos poderes de salvadores, onividência divina e moralidade infalível. Leva-nos a um caminho gradual de controle, onde todo aquele que se opõe à nossa fórmula mágica de planejamento central ou é alienado ou egoísta. Quando a abraçamos, chances são que passaremos a crer que não há mais praxeologia e que a liberdade dos indivíduos está no caminho de nossas transformação. Julgaremos aqueles planejadores que falharam no passado como amadores ou apontaremos culpados externos, passaremos a crer que nosso plano é a exceção à regra quando tudo indica que será mais um evento que justificará a existência da própria regra. Em breve, nada mais será feito voluntariamente. Tudo será à base da coerção justificada por um bem comum que, com o passar dos tempos, torna-se cada vez mais nublado ao ponto de apenas o planejador ser capaz de reconhecê-lo.

    Todos aqui já perdemos debates enquanto defendíamos a liberdade. Seja um conflito contra nós mesmos ao ler um artigo ou debatendo com algum tirano amador do dia-a-dia. O preço de defender a livre-associação dos indivíduos é a eterna batalha por seu direito natural. Possuímos poucos recursos. Jamais teremos as armas dos clamadas pelos planejados. Não conhecemos nossos vizinhos tão bem quanto eles, que expressam sua onividência sobre a vida e motivações de 7 bilhões de conterrâneos em todo debate, focando-se em como são incapazes de decidir, viver, criar seus filhos e progredir por conta própria. Jamais poderemos aceitar respostas fáceis como salário mínimo, regulação estatal e impressão monetária sem antes estudar seu pragmatismo e sua ética, buscando sempre explanar como é limitado o bem criado pelo estado e como pode ser infinito o mal gerado por ele. Defender a liberdade é iniciar uma luta sem armas contra um oponente armado até os dentes com crenças aceitas por todos.

    Apesar das dificuldades supracitadas, nós permanecemos aqui. Afinal, alguém precisa defender o indivíduo alienado, irresponsável, racista, feminista, nazista, fascista, conservador e egoísta. Alguém precisa advogar por sua liberdade de se associar com o que entende, defender sua propriedade(Além de seu direito legítimo sobre ela) e, é claro, sua vida; contra os infinitos bens comuns criados pelos planejadores centrais e típicos filósofos.

    Excelente artigo do Mises. O autoritarismo sempre será uma tentação resistida. Sempre.

  6. Olá pessoal

    O texto é realmente muito bom.
    Entretanto, tenho algumas dúvidas.

    Minhas dúvidas prendem-se e desdobram-se nesta passagem do texto que copiei logo abaixo:

    “Que o rico possa viver sem trabalhar não diminui em nada a liberdade daqueles que não tiveram a sorte de estar nessa posição afortunada.”

    1) Trata-se de sorte ou mérito para descobrir, produzir e dai se tornar rico? E ainda, inicialmente, alguns já seriam ricos ou todos estariam em condições relativamente iguais? Obviamente, entendo que a inteligência, por questões até mesmo orgânicas, vai diferenciar alguns, mas neste ponto de partida, incial, onde ainda não seria possível perceber as diferenças, como seria?

    2) O rico não seria alguém que não era rico e que trabalhou duro, agradou os consumidores os quais o fizeram rico? Por exemplo: Mesmo no caso de um gênio que facilmente empreende e se enriquece, em algum momento, ele iniciou o seu trabalho para conquistar a riqueza, não? ( compreendo e até conheço pessoas com estas características.)

    3) O rico parece-me que, necessariamente, deve também ser um consumidor de vários produtos. Ele então seria um dos que proporcionaria a riqueza para um outro não rico, tornar-se rico? E assim, sucessivamente?

    4) Se os recursos são escassos, então é possível imaginar que em algum momento, mesmo com habilidade e inteligência ou mesmo genealidade, não haveria mais a possibilidade de explorar os recursos para enriquecer-se. Neste caso, aqueles que potencialmente são geniais – por exemplo – seriam privados da aplicação de sua genialidade para enriquecerem-se?

    Enfim, se possível, gostaria de obter estas respostas de forma clara e direta. Desculpem-me se possam parecer banais para alguns.

    Desde já agradeço-lhes pela atenção

  7. Joao Marcos T. Theodoro

    A estultícia exagerada dos socialistas não lhes permite enxergar que, num livre mercado, o maior favorecido é o consumidor, ou seja, todos os homens. Não há democracia mais plena que essa e nem forma mais correta de ajudar a todos.

  8. Perder no debate de ideias parece não ser motivo para os marxistas diversos deixarem suas convicções de lado nem abandonar seus postos de comando dentro de uma sociedade. Ao menos tão cedo. O comunismo é o bezerro de ouro das massas burocratas. Pode-se dizer “Você está fazendo isso errado” a um comunista e ele responderá: “Eu sei, mas é tão gostoso”.

  9. Insistir no argumento utilitário é persistir na derrota, é jamais atingir a compreensão do homem comum.

    O argumento ético (uma moral objetiva fundada na justiça e não em costumes e arbitrios utilitários ou mais precisamente ideológicos) é muitissimo superior na função de mexer com a razão, ele esta ao alcance mesmo das mentes preguiçosas e é INCONTESTÁVEL, não depende de observação empirica para ser provado.

    Enquanto se insistir na liberdade como uma ideologia cujo fim é a bonança material, a idéia de liberdade será sempre superada pela ideologia que sobrepõe o Poder ao trabalho como meio de se atingir a mesma meta. Roubar é muito mais fácil de ser entendido pela massa; e não havendo uma defesa da liberdade como justa, como moral justa, esta não tem chance contra os totalitários que oferecemàs massas uma parcela do que prometem roubar dos ricos para distribuir aos pobres. Fora isso, o socialismo dá mais foco na idéia moral, como se a alegada igualdade fosse resultado da justiça, como se a riqueza fosse moralmente condenável (no império romano descobriu-se que insuflar inveja e preconizar o desprezo por si, o niilismo, como valor moral superior seria a melhor forma de submeter populações arrebanhadas sob o pastoreio ideológico-moral) e como se o altruísmo fosse o maior valor moral que alguém possa ter e assim se exibir no topo.

    Spinoza foi preciso na “Ética demonstrada à maneira dos geometras”:

    (por Baruch Spinoza):
    .
    “Algumas características comuns a todos os homens e suas emoções passionais:
    .
    1) Que cada homem se esforça para conseguir que todos amem o que ele ama e que todos odeiem o que ele odeia.
    .
    2) Que cada um tem por natureza o apetite de querer ver os demais vivendo segundo ele mesmo é: e como todos têm este mesmo apetite, todos impedem-se uns aos outros de viver.
    Todos querem ser queridos, amados e admirados e justamente por isto acabam por se odiarem, mutuamente.
    .
    3)Se presumimos que um homem desfruta o prazer e a felicidade de uma coisa tal, que não podemos ou não conseguimos fazer e alcançar, passamos a nos empenhar esforçados para destruir a posse daquele prazer e felicidade que o tal homem tem.
    .
    4)Vimos desse modo que em virtude da natureza dos Homens, estes geralmente são dispostos a sentir comiseração e dó pelos desgraçados e a invejar, proibir, coibir e censurar os que são felizes: e que seus ódios e repulsas em relação aos que desfrutam a felicidade são enormes e sem limites.
    .

    Baruch Spinoza ( 24-11-1632 – 1677 ) – Filosofo

  10. Vamos supor que num mundo onde todos os desejos dos socialistas se tornassem realidade. Agora pense como é esse mundo. Todo mundo feliz, tudo justo e os lideres salvadores. Imaginaram? Um mundo sem ódio? Não há mais inimigos a se destruir? O que fazer então?

    Essa é a questao a se levar em conta, de chegar as raizes do Socialismo. A vontade de igualdade, o desejo de justiça, é o inconsciente ódio ao ser humano e a si proprio. Já que isso é insuportável, destruirá-se os humanos contrarios a nos. E depois perdemos nossa humanidade, destroi-se a si proprio.

    O que a esquerda busca nunca será possivel. Somente a destruição lhe é possivel. E a auto-destruição.

    É uma loucura, um delirio coletivo. As pessoas estão sendo levadas a acreditar que o ser hunano não vale a pena. Que somente a morte vale a pena. É a negação da vida. É um desejo de suicidio profundo, mas sem antes destruir tudo o que esta a sua volta.

  11. Esse pessoal tem que ser confrontado. SERIAMENTE confrontado. Se os deixarmos agir livremente, vão ousar cada vez mais e impedir qualquer manifestação de idéias contrárias.

    Duas coisas já estão mais do que provadas:

    1- Quando são confrontados, eles afinam e desistem. O plano de direitos humanos, kit gay, proibição total das armas e aborto são exemplos de pautas esquerdistas que foram evitadas mediante uma forte resistência de outros grupos. Qualquer um que já tenha debatido com um esquerdista sabe disso: quando encontram alguém que consegue quebrar os seus subterfúgios, ficam apavorados. Porque não possuem argumentos, apenas gritaria e palavras de ordem vazias.

    2- Mesmo desistindo de algo, podem ter certeza que voltarão a insistir no mesmo tema, tempos depois. Esperam que a resistência não seja a mesma. Por isso, é necessário estar sempre vigilante.

    Parabéns ao pessoal do Liber.

  12. No Brasil existem vários indivíduos que pensam que são os reis da cocada preta. Eu destacaria a OAB. Essa “entidade” tem carta branca pra fazer o que quiser. Manda e desmanda como bem entende. E o pior é que conseguem realizar suas vontades. Tudo devido ao analfabetismo da imprensa e dos políticos.

  13. Servidor Federal

    http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2013/03/celulares-xing-ling-deixarao-de-funcionar-em-2014-entenda.html

    “Celulares xing-ling deixarão de funcionar em 2014
    Por imposição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras de telefonia brasileiras vão construir um sistema para identificar e bloquear o uso de celulares não-homologados no país a partir de 2014. Na prática, os celulares xing-lings ou de fabricantes que não operam no país deixarão de funcionar no Brasil por falta de certificação.”

    Mais uma medida autoritária e anti mercado.

  14. Aproveitando o título do artigo, essa exacerbada paixão parece que não tem limites.

    Vejam o seguinte comentário feito a respeito do falecido Hugo Chávez:

    Cháves promoveu a extinçao da pobreza extrema e da pobreza da venezuela, igualdade social, e os grandes investimentos na educação. a globo e os demais grandes meios de comunicação demonizam o Cháves porque ele tentou regulamentar a mídia, algo que aqui no brasil é difundido pela grande mídia como interferir na liberdade de expressão, mas na verdade é impor responsabilidade com o que se publica em meios de comunicação.

  15. Muito bom!

    Só uma ressalva:

    “Que o rico possa viver sem trabalhar não diminui em nada a liberdade daqueles que não tiveram a sorte de estar nessa posição afortunada.”

    O verdadeiro rico é aquele capaz de produzir e manter riqueza. Logo, o “rico” que vive sem trabalhar não é rico, ele está rico, é mantido por um parente ou outra pessoa que é o verdadeiro rico, ou então de alguma forma adquiriu riqueza (herança, prêmio, etc.).

    * * *

  16. “Liberdade é a oportunidade concedida ao indivíduo pelo sistema social para que ele possa modelar sua vida segundo sua própria vontade.”

    Devemos tomar cuidado com este termo sociológico, ele trata na verdade de livre arbítrio (fazer qualquer coisa que me der na telha, como por exemplo me ingressar num partido comunista e ficar escravo dele, usar drogas e ficar escravo dela), pois sabemos que só através da Verdade podemos ser livres; desta forma em nossa vida devemos ajustar este conceito sociológico para:

    “Liberdade é a oportunidade concedida ao indivíduo (independente do Sistema Social) para que ele possa modelar sua vida segundo a VERDADE”

    Pensemos nas pessoas que foram verdadeiramente livres e morreram para defender a Verdade mesmo dentro de um “Sistema Social Comunista”. O motivo dos comunistas odiarem tanto a Liberdade é que ela é fundamentada na Verdade, a qual eles não conseguem derrubar.

    Separar Liberdade de Verdade é um erro mortal.

  17. Muito bom só discordei de “Não há mistura possível ou imaginável dos dois sistemas; não há algo que se possa chamar de economia mista, um sistema que seria parcialmente socialista. A produção ou é dirigida pelo mercado, ou o é por decretos de um czar da produção, ou de um comitê de czares da produção.”

  18. LVM respondeu neste artigo uma dúvida que postei em outro artigo.

    Meu post anterior:
    ——————

    Vários dos ensinamentos da escola austríaca são fundados na observação da história. Exemplo: O ouro como reserva de valor é imbatível. Tal afirmação tem fundamento na história do ouro.

    Minha dúvida: alguma vez já houve Sociedade absolutamente desprovida de qualquer tipo de Estado?

    Uma resposta ao meu post:
    ————————-

    Errado. Nenhum ensinamento é baseado na observação da história. A EA é uma ciência apriorística.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1508

    Sobre sociedades sem estado, Islândia e Irlanda.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=605

    mises.org/daily/1121

    Meu comentário após ler este artigo:
    ————————————

    O último parágrafo de LVM, me mostrou que existe diferença entre “Observar a história” e o termo “apriorístico”.
    Neste momento entendo que a Escola Austríaca deve observar a história SIM e aprender com ela. Mas prever exatamente o futuro é que não é possível através de experimentos (visão apriorística).

    “Se algum dia a nossa civilização desaparecer, não terá sido por uma inevitabilidade; não terá sido porque ela já estava fadada a esse trágico desfecho. Terá sido, isso sim, porque as pessoas se recusaram a aprender com a teoria e com a história. Não é o destino que determina o futuro da sociedade humana, mas sim o próprio homem. O declínio da civilização ocidental não é uma manifestação da vontade divina, algo que não pode ser evitado. Se ocorrer, terá sido o resultado de uma política que nunca deveria ter sido sequer cortejada.”

  19. Emerson Luis, um Psicologo

    Os intelectuais que defendem o socialismo sempre se imaginam fazendo parte da minoria elitista que comanda a maioria robotizada, nunca se imaginam como parte dessa maioria.

    * * *

  20. Texto fantástico, só vi que era antigo depois de ler! Mas tenho umas dúvidas:

    “A liberdade do trabalhador que não tem propriedades está no seu direito de escolher o local e o tipo de seu trabalho que quer.”
    Está se desconsiderando aptidões naturais das pessoas, ou seja, normalmente é muito difícil de se trabalhar com aquilo que se sonha, e aí as pessoas tentam se adaptar ao que o mercado precisa.

    “Se um empreendedor se recusar a lhe pagar o salário correspondente às condições do mercado, ele encontrará outro empregador disposto a, no seu próprio (do empregador) interesse, lhe pagar o salário de mercado.”
    Com todas as restrições ao livre mercado instituídas por quem está no poder, muitas vezes é necessário se submeter a baixos salários, mas há legislação que obriga as condições de trabalho tenham um mínimo de qualidade. Apesar de entender a Revolução Industrial como uma época de transição, o que impediria atualmente (ou no futuro), com o livre mercado, que as condições de trabalho voltem a ser como no século XIX?

  21. Olá Colegas,

    Eu recentemente venho estudando mais sobre política, num exercício de honestidade intelectual interior para me livrar dos “clichês” e assim formar minha opinião de forma livre, sem manipulações (eu era esquerdista e petista, sou filho de sindicalista, rs).

    Hoje me identifico com boa parte das ideias liberais relacionadas ao livre mercado e à redução do tamanho do estado – mas ainda preciso estudar e entender o seguinte: Uma economia livre demais não tende a favorecer as grandes empresas? Não é isso que dá à elas o poder de corromper governos, burlar leis e manipular a opinião através da mídia?

    Certa vez eu assisti ao documentário “The Corporation”, onde logo no começo se comenta que, sob a ótica do direito, uma PJ tem os mesmos direitos de uma PF, o que nos leva à uma pergunta simples: se as grandes empresas fossem pessoas físicas, qual personalidade elas teriam? Não seriam egoístas e manipuladoras, guiadas somente por sua sede de lucro à despeito dos interesses da sociedade?

    Eu compreendo que, segundo a própria lei de mercado, as empresas sacanas são punidas pelo próprio mercado via liberdade de escolha – mas acho um pensamento muito ingênuo, já que as grandes empresas são justamente àquelas com muita grana para corromper os meios de comunicação, fazer as sacanagens que desejar, explorar pessoas miseráveis, matá-las (como no acidente da Union Carbide na India), e seguirem firmes e fortes.

    Ao longo da minha carreira eu trabalhei em várias empresas pequenas, e já vi vários pensamentos sacanas que contrariam completamente o interesse da sociedade – e os clientes nem ficam sabendo (uma fundição que polui o meio ambiente na periferia de São Paulo, uma galvanoplastia que jogava resíduos no esgoto comum, empresas que se aproveitam da desatenção alheia para lubridiar o consumidor, etc). Já ouvimos várias vezes histórias de água congelada no frango, formol no leite, e outras bizarrices.

    A pergunta é: com o mercado 100% livre, o que impede de surgir uma mega-corporação tipo Umbrella (do Resident Evil) a controlar à todos nós?

    Gostaria de pedir aos colegas algumas referências de leituras, para que eu possa me aprofundar sobre o tema. Obrigado.

  22. @Paulo; sugiro criar um pequeno negócio / comércio…. e em 3/5 anos analisar os movimentos de mercado, desde concorrentes, clientes, funcionários, preços, canal de atuação, etc….. A maioria das coisas apontadas nos texto de MISES só consegui perceber montando um negocio e passando pelo processo de aprendizado. Difícil…

  23. Fabrício José Barbosa

    Bolsonaro e Lula são exemplos de autoritarismo branco, com intervencionismo nos princípios de liberdade. Quem é Jair Bolsonaro ou Luiz Inácio Lula para determinarem o que devo fazer da minha vida?

  24. Fabrício José Barbosa

    Engraçado é que a maioria dos artigos do Mises citam só o socialismo e a esquerda como cerceadores da liberdade, quanto na realidade os regimes ditatoriais de direita também o fazem, vide as perseguições políticas feitas contra os liberais nos regimes militares no Chile e Brasil, e hoje na Hungria. Hoje se você não for cristão radical e apoiar 100% o Bolsonaro você é taxado no mínimo de comunista. O princípio do liberalismo está acima de imposições, seja de direita ou esquerda.

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