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Como o estado deforma a ética e introduz dois parâmetros de moralidade

A
velha lei cristã que nos ensina a tratar com respeito, cortesia e amabilidade
as pessoas é uma regra irredutível de conduta individual, uma regra que não
possui flexibilidade ou brechas que permitam interpretações deturpadas.  

Trata-se de um axioma básico para que toda a
cooperação social e coexistência humana seja pacífica e produtiva.  Com efeito, trata-se de um alicerce
indispensável para toda e qualquer civilização que queira prosperar.

No
entanto, é inegável que estejamos, de maneira inconsciente e gradativa, solapando
a rigidez deste alicerce. E tal
procedimento já vem ocorrendo há várias décadas, de modo que aquele
outrora robusto alicerce hoje se tornou apenas um pequeno toco não mais capaz de
sustentar com vigor as relações inter-humanas e a toda a vida social. 

É
verdade que a lei do amor ao próximo ainda fundamenta grande parte de nossas
relações individuais diretas. Dentro de
nossas famílias, praticamos — ou ao menos nos esforçamos para praticar — este
mandamento. Em nossas relações diretas
com nossos parentes próximos e até mesmo com nossos vizinhos, nos esforçamos
para não infligir nenhum dano sobre eles e suas famílias. Uma relação amistosa e cordial ainda é algo
mais frequente do que uma relação maliciosa e destrutiva. Em todas as nossas interações sociais, sejam
elas associações econômicas ou quaisquer outras relações casuais, basicamente
respeitamos os direitos e a liberdade de nosso semelhante.

Mas
tudo isso se altera quando entra em cena o estado. Ou, colocando de outra forma, tudo isso se
altera quando vemos no estado uma
ferramenta legítima para a imposição e a consecução de nossas demandas

Com o estado, somos indivíduos transfigurados. Somos outros. Com este organismo político, não há espaço para a lei do amor ao
próximo; não há espaço para a cortesia, para o respeito e para a
amabilidade. Quando agimos utilizando o
estado para atender às nossas demandas políticas, agimos de uma maneira que um
indivíduo minimamente escrupuloso jamais sonharia em agir em suas relações
inter-humanas diretas. Não há espaço para
a cortesia e para o respeito ao próximo quando fazemos do estado o sistema
canalizador de nossas demandas.

Considere
os seguintes exemplos. 

Como
pais, não pensamos em coagir nosso vizinho para que ele contribua para a
educação de nossos filhos. Porém, como membros de um organismo político, recorremos à tributação
com o intuito de coagi-lo a financiar a educação de nossos
filhos, de modo que eles tenham “educação pública, gratuita e de
qualidade”. De quebra, isso faz com que
nos sintamos “liberados” das nossas obrigações morais e pessoais para com
nossos próprios filhos. Alguém que
quisesse propositalmente criar uma sociedade de pais indolentes e negligentes
dificilmente teria uma ideia melhor.

Como
seres humanos, não pensamos em surrupiar nosso vizinho de toda a sua poupança e
aposentadoria. Porém, como seres
políticos, defendemos que o valor delas seja brutalmente reduzido por
políticas governamentais de aumentos de gastos, de crédito fácil e de
empréstimos subsidiados para pessoas e empresas de que gostamos. 

Como indivíduos, não pensamos em encarecer
artificialmente aqueles produtos que nosso vizinho mais pobre consegue comprar. Como membros do corpo político, consideramos perfeitamente normal obrigá-lo a pagar mais caro por meio de políticas governamentais de desvalorização
cambial e de imposição de tarifas de importação, as quais visam a proteger
aquelas empresas ineficientes pelas quais temos alguma preferência.

Como
pessoas caridosas, jamais pensaríamos em atacar a herança de uma viúva e de
seus órfãos, e jamais pensaríamos em coagi-los para que eles nos colocassem
como co-herdeiros. Como membros do corpo
político, podemos obrigá-los a repassar boa parte de sua herança para nós por meio de um imposto sobre heranças.

Como
indivíduos, não pensamos em extrair, por meio da violência ou da ameaça
de
violência, nenhuma fatia da riqueza ou da renda do nosso vizinho rico. Porém, em nossa vida política, estranhamente
passamos a nos sentir livres e moralmente desimpedidos para exigir
que boa
parte de sua renda seja confiscada por meio de impostos (e que esse
dinheiro seja utilizado da maneira como aprovamos).

Como
empreendedores, não cogitamos obrigar nossos concidadãos que vivem
em outras partes do país a nos auxiliar em nossos empreendimentos locais; como
participantes do sistema político, obrigamo-los a nos ajudar a alcançar nossos
objetivos econômicos por meio de subsídios, repasses obrigatórios e outras
contribuições governamentais.

Dois parâmetros distintos de moralidade

Se homens malvados e violentos tentassem confiscar os ativos físicos do nosso vizinho (como um imóvel, por exemplo), nós corajosamente sairíamos em sua defesa. Se ele porventura ferisse ou até mesmo matasse um de seus agressores, iríamos absolvê-lo de qualquer acusação criminosa por ter agido em legítima defesa.

No entanto, se este mesmo vizinho, por ter se recusado a ter seus bens confiscados pelo estado por não ter pagado devidamente seus impostos, viesse a ferir ou até mesmo a assassinar em legítima defesa um “representante do estado” que foi à sua propriedade para confiscá-la, iríamos condená-lo por ter se recusado a abrir mão de parte de sua riqueza e por consequentemente ter privado o governo de utilizá-la para financiar aqueles programas de que gostamos.  E com toda a nossa fúria e desejo de vingança, defenderíamos que ele fosse jogado em uma penitenciária e por lá ficasse “por um bom tempo”.

Utilizamos
dois padrões distintos de moralidade para mensurar nossos feitos e atitudes. Somos rápidos e severos para condenar os
delitos que nosso vizinho comete. Mas
somos incapazes de julgar com a mesma severidade nossas próprias ações quando
estas são efetuadas por meio do sistema político.

Condenamos
um vizinho quando este comete roubo, sequestro, assassinato, esbulho, fraude e usurpação contra nossos semelhantes. No entanto, somos incapazes de fazermos um auto-julgamento quando
defendemos que o governo confisque a riqueza alheia por meio de impostos, sequestre
aqueles indivíduos que não “pagaram devidamente” esses impostos, assassine
aqueles indivíduos que oferecerem resistência a este sequestro
, reduza a
poupança e o poder de compra da população por meio da impressão de dinheiro
(falsificação) e da restrição de compras de bens estrangeiros bons e baratos (tarifas de importação), estatize ou assuma forçosamente o controle majoritário de empresas
privadas, e usurpe por meio de regulamentações e burocracias o direito de
indivíduos exercerem atividades econômicas que concorram com as empresas
favoritas do governo.

Duas almas em nosso peito

Condenamos
um indivíduo por desconsiderar suas promessas, seus acordos e seus contratos, e
nos esforçamos para fazê-lo cumprir suas obrigações contratuais por meio de
ações judiciais e de outros meios legais ao nosso dispor. Mas prontamente condescendemos com práticas
governamentais que desprezam promessas e até mesmo os mais básicos mandamentos
éticos. Podemos até mesmo chegar ao
cúmulo de nos simpatizarmos com políticas explicitamente ilegais e condenar
aqueles que são prejudicados por elas e que agiram em legítima defesa para se proteger.

A
realidade é que temos duas almas em nosso peito: uma que procura fazer o que é
moral e eticamente certo, e outra que renega a própria existência de padrões
morais e éticos. A humanidade já pagou,
está pagando e ainda irá pagar um enorme preço por ter rejeitado os mais
básicos princípios cristãos do respeito, da cortesia e do amor ao próximo na esfera
da ação política, a qual só faz crescer.  

O preço foi, é e será pago na forma de escravidão, guerras e crescentes tensões
sociais.

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129 comentários em “Como o estado deforma a ética e introduz dois parâmetros de moralidade”

  1. Patrick de Lima Lopes

    Fato.
    Como diria Bastiat, não pode existir um bem comum que requira o sacrifício de liberdades individuais.
    Excelente artigo do Sennholz.

  2. Nosso cérebro só é capaz de respeitar indivíduos como seres humanos até cerca de 150 pessoas, acima disso os indivíduos são tratados como coisas. (en.wikipedia.org/wiki/Dunbar’s_number e http://www.cracked.com/article_14990_what-monkeysphere.html).

    Além disso, qualquer pessoa interagindo com mais de 50 pessoas por dia, ou desenvolverá isolamento empático (maior parte dos médicos ou operadores de call center), ou estará exausta ao fim do dia pelo custo cognitivo do relacionamento empático sobre o cérebro.

    Neste ponto de vista, as cidades são instrumentos naturais de desumanização da sociedade, e o estado o exemplo extremo.

  3. Muito bom.

    Mas antes que apareça o Filósofo por aqui, já adianto:

    Não, o estado não representa a sociedade, mas somente uma “maioria” (geralmente nem isso). A justiça social tão pregada pelo governo nada mais é que a escolha de uns em detrimento de outros: se A deve pagar algo para B sob a égide de ser mais justo, então A deveria fazê-lo voluntariamente, caso contrário, a noção de justiça passa a ser a sua noção de justiça (quem impôs a lei que A deve pagar para B) e a noção do que é certo ou errado de um único indivíduo passa a ser norma para todo o resto da população, logo, um contra-senso, pois cada qual traz em si mesmo uma noção de justiça e igualdade (natural) – já nascemos com essa condição – o que gera, por si só, um direito, diria, negativo, pois somente pode ser retirado, nunca dado.

    Abraços

  4. Pensador de esquerda

    Faço minhas as palavras do Típico Filósofo, apesar de ele fazer parte da ala mais light de nossa causa em busca de uma sociedade mais justa.
    Parabéns.

  5. Tirando a apologia teológica, concordo com o que o texto diz.
    Vivemos em uma época de vácuo moral, se não é o relativismo cultural é a moralidade baseada em altruísmo que é tão barbara quanto.

    Só existe uma base ética para se desenvolver o capitalismo, e essa é a ética objetivista.

  6. O mais engraçado é que recebi este artigo no facebook de um sujeito que se diz religioso e que não pensa duas vezes quando se trata de despejar ofensas a pessoas de um partido político de oposição. Muito curioso. Essas regras de conduta são uma ficção à qual se confere um status metafísico e que as pessoas usam conforme é conveniente.

  7. Este artigo me faz lembrar uma frase muito bacana do Thomas Sowell, uma frase que eu repito muito pra mim mesmo ao lidar com meu passado socialista. Em tradução livre é assim:

    “Eu nunca entendi porque é ganância querer ficar com dinheiro que se ganhou, mas não é ganância querer pegar o dinheiro dos outros.”

  8. Tenho uma pergunta,baseado em um caso real do qual sou testemunha.

    No estado de Minas Gerais diversos municípios são extremamente pequenos, chegando ao ponto de alguns terem menos de 3 mil abitantes. Nesse caso específico, há a relação entre uma homem de trinta e poucos anos e uma mulher de vinte onde esse homem ameaça matar a mulher caso ela o deixe. Há o problema dele possuir curso superior, dele ser amigo do prefeito, do efetivo policial de cidade ser pequeno e despreparado. Essa mulher permanece então no relacionamento, pois tem medo real do que poderia acontecer caso ela terminasse com ele. A minha pergunta é, nesse caso específico, como é possível garantir a segurança dela, o seu direito de escolher não viver mais com ele, sem a proteção de uma instituição que esteja acima do município, que seja exterior a essa comunidade, que dificilmente tomaria alguma medida para defende-la?

  9. Pensador de esquerda

    Ao contrário do que diz o texto, a solução é o ESTADO FORTE, com as rédeas firmes no mercado capitalista. O capitalismo é bom, mas está longe de ser tudo. Vejamos um pequeno exemplo de como o Estado é eficientíssimo na geração de empregos e aquecimento da economia a curto prazo (algo que o laisses faire só consegue a longo prazo e muito sofrimento ao povo):
    Um jovem está comendo loucamente um hambúrger do McDonald, Bob’s ou Girafas’s. Ele está ficando obeso e a saúde comprometida. O jovem pede mais um hambúrger, e outro e mais outro. O vendedor capitalista, é claro, só pensando nos lucros, está nem aí para a saúde do pobre jovem. Agora imagine se houvesse um funcionário da saúde público em cada local que vendem essas porcarias (praças de alimentação de shoppings, aeroportos e rodoviárias). O agente de saúde (devidamente concursado) certamente iria orientar aquele jovem a parar de comer hambúrgers. Caso ele desse uma banana para os sábios conselhos de seu tutor estatal, este imediatamente iria lhe emitir uma multa. Perceberam a maravilha? Vou desenhar:
    Com este procedimento do agente de saúde alimentar, o jovem iria parar de se empanturrar, pois com a multa a pagar ele iria deixar de comprar aquele veneno industrializado. Com o dinheiro da multa, o governo iria custear as despesas de tratamento de outros jovens obesos. A empresa vendedora de hambúrgeres iria deixar de vender um pouco, é claro, mas isso seria debitado dos seus enormes lucros, sem prejuízo algum aos funcionários da empresa, em eventuais casos de demissão. Estes honrados trabalhadores estariam protegidos pelas normas de nossa orgulhosa CLT. Como falei, se houver um agente de saúde em cada restaurante, cada lanchonete, cada barzinho deste país, a sociedade e a economia só tem a ganhar. O cara que tomasse dois copos de cerveja seria advertido por um agente do Estado, que estaria ali pertinho da mesa, fiscalizando-o e evitando que bebesse além da conta, prejudicando seu fígado e pior, tentando sair dali dirigindo alcoolizado.
    Nem é preciso dizer que, se houvesse tantos agentes assim, seriam abertos muitos postos de trabalhos por meio de concursos públicos. E para passar em concursos, os candidatos teriam de comprar livros (estímulo econômico) e fazer cursinhos, que iriam contratar mais professores para ensinar. Ou seja, mais empregos para a sociedade.

    Por motivos óbvios, não creio que minhas irrefutáveis linhas possam ser publicadas aqui.

  10. Bom, Pensador de esquerda nem me darei ao trabalho de responder sua publicação estapafúrdia, somente postarei alguns artigos para você ler.

    Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

    Gastos governamentais sempre são ruins para a economia
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025

    Expansões econômicas e "gastos estimulantes" – e Paul Krugman, mais uma vez
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1498

    No alto da pagina existe uma área para buscas… Favor usar, todos esses tópicos são recentes tem menos de 3 meses. Não te dará nem trabalho procurar estudar um pouco sobre escolas economias que não entende. Antes de criticar aprenda.

    A importância de se dominar a teoria
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1384

  11. Arthur M Meskelis

    Comentário nada a ver com o post.
    Estou aqui no 4 capítulo do A teoria da exploração do socialismo-comunismo do Böhm-Bawerk e agora entendo porque nunca havia ouvido falar desse cara, até conhecer o instituto. Rodbertus, Lassalle, Proudhon, Sismondi, Thompson. Até parece que querem sumir com esses caras hahaha.

  12. Parênteses:

    É interessante como o caso Kiss é prova cabal de que o Estado opera também por clamor emocional. Bastou um evento raro acontecer e todos clamam por mais Estado! Mais regulações, alvarás e fiscalizações!!! É difícil combater tamanha miopia. Só falta agora pedirem Boates Estatais! Rs!

  13. Já que é o Estado que deturpa a ética humana (e por conseguinte a ética humana parece uma preocupação do grupo), qual é a proposta do Mises para que se evite o trabalho escravo sem uma fiscalização estatal? É claro que o próprio Estado já foi escravocrata, mas em uma sociedade de livre mercado, como evitar que tal fato ocorra?
    Confesso que lembrei do assunto após assistir Django Livre, ter em minha lista para assistir Lincoln e ainda sair mais uma reportagem a respeito:
    exame.abril.com.br/brasil/noticias/quem-esta-na-lista-suja-do-trabalho-escravo-no-brasil-hoje

  14. Ridículo! “Lei cristã”? E a lei ateísta, a lei budista, a lei umbandista etc? Desde quando a religião (ainda mais a cristã, vide a inquisição, autoritarismo e afins) define caráter? É por isso que o libertarianismo não decola, pois achar que só porque todos os comunistas são ateus, todos os ateus necessariamente são comunistas!

    Ass: Ateu anarco-individualista.

  15. Compartilho com vocês minhas breves considerações sobre a tragédia ocorrida em Santa Maria, RS:

    Segurança Estatal?!??! Santa Maria quer justiça!
    Grandes tragédias são sempre seguidas de comiserações. Condolências aos familiares dos jovens que não resistiram a fatalidade que ocorreu em Santa Maria, RS.
    Depois vem à tona os questionamentos: De quem é a culpa???
    Será que é do alvará vencido? dos donos da boate? dos músicos imprudentes? da legislação?
    O que me chama a atenção é a atuação do estado como garantidor de segurança para com os seus cidadãos.O ocorrido dá mostras diáfanas de que só porque determinado estabelecimento comercial esta de acordo com as formalidades burocráticas estatais (alvarás, licenças etc), não quer dizer que possamos frequentar tranquilamente este local.
    Talvez, se seguradoras privadas fossem responsáveis pela verificação e inspeção da segurança do local, tais indagações seriam facilmente respondidas. Qualquer seguradora séria exige de seus segurados condições de minimizar os riscos de danos materiais e morais, diminuindo a possibilidade de arcar com possíveis contratempos, aumentando a segurança das pessoas. Com isso há garantias de que prejuízos ocasionados serão indenizados pelos responsáveis.
    Quando órgãos públicos são responsabilizados (civil, penal, pecuniária) a verdadeira arte de bazófias e esquivas é aplicado com primor. Tergiversar de suas obrigações é mais simples do que resolver a questão.Veja os vídeos do prefeito de Santa Maria e o do coronel comandante do corpo de bombeiros: g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/prefeito-de-santa-maria-rs-cezar-schimer-fala-sobre-o-alvara-da-boate-kiss/2371955/
    g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/pericia-apura-os-danos-e-as-causas-do-incendio-na-boate-kiss/2371845/
    Algo que me deixou ainda mais estarrecido foi a declaração de uma jovem ao “Jornal Hoje”, na qual dizia que à algum tempo que já era frequentadora da boate Kiss. Onde estava sempre cheio frequentadores e que a dificuldade para sair do local era grande. Mas nem por isso deixou de ser assídua ao estabelecimento.
    Se os frequentadores já sabiam de dificuldades estruturais no local, porque não tomar as providências como consumidor/cliente. Me esqueci de que são jovens. E, jovens gostam de “curtição e pegação”, o carpie diem do século XXI. O importante é o agora, o depois fica para manhã.
    Uma coisa é certa o amanhã já é o hoje, e continuar acreditando que o estado é “salvador”, o “garantidor da paz”, o solucionador de todos os problemas, é uma balela sem precedentes.

    Que Deus nos abençoe,
    Matheus Wilson.

  16. José Ricardo das Chagas Monteiro

    Saudações, esperto é meu vizinho: arranja recibos falsos para ajustar seu imposto de renda; coloca os filhos em escola pública; usa o SUS sempre que pode. Epa, ia esquecendo, passa minha frente nas filas, e faz questões de outras primazias, pensando melhor, acho que vou começar a odiá-lo.

  17. Daniel de Oliveira Costa

    Só me resta agradecer uma vez mais, por mais um excelente artigo e tradução.Como professor pretendo refletir mais este artigo com meus alunos. Valeu a todos do Instituto.

  18. Sobre a moral cristã, devo dizer que aquilo que instintivamente se atribui ao cristianismo como defesa de moralidade, efetivamente não decorre das recomendações do Cristo, muito pelo contrário. Muito do que se chega a crer como recomendações cristãs existiam pela ética estóica bem mais natural ao ser humano racional e com bases sólidas na razão em franca discordancia com ações e reações emocionais.

    Somente o absoluto desconhecimento sobre a bíblia e as idéias do Jesus Cristo poderia permitir as afirmações contidas no artigo. Sendo igualmente necessário o desconhecimento absoluto sobre a filosofia estóica em muitos pontos divergente da ideologia cristã.

    Vejamos:
    Cristo recomenda que se alguém roubar o que é seu, não o reclames.

    Cristo também faz alusão aos pássaros que não trabalham nem acumulam riquezas e mesmo assim o “senhor deus” os provê daquilo que precisam. Em seguida faz alusão aos lirios que sem preocuparem-se com vestimentas “vestem-se” com beleza que o homem não consegue com seu trabalho.

    Cristo também recomendqa que não se acumule riquezas na terra e condena a ambição por bemviver e por riqueza.

    Cristo recomenda que se dê aquilo que lhe for pedido. Com isso, de certa forma, menospreza a justiça das trocas induzindo a que se dê sem exigir uma contrapartida. É bem claro quiando afirma que se conceda o solicitado a todo aquele que solicitar.

    Cristo também recomendava que para ser um perfeito seguidor se devesse desprezar as riquezas. Sobretudo n caso do “homem rico” a quem sugeriu que desse toda sua riqueza aos pobres (desde que estes permanecessem pobres, certamente) e assim poderia segui-lo e conquistar o reino dos céus. Em seguida informa que “é mais fácil um rico entrar no reino dos céus do que um camelo passar pelo buraco de uma aghulha”. Ou seja, assim reafirmava que meramente por ser rico já seria detentor de um grave defeito. Além de estranhamente atribuir méritos aos pobres meramente por serem pobres, um absurdo.

    Cristo também, apesar de recomendar que “se alguém te ferir numa face, ofereça-lhe a outra”, numa alusão a que não se reaja a agressões e mesmo chegou a aludir que q”amar os bons é fácil e que mérito mesmo é amar aos maus”. Assim mostra-se camarada para com os maus e sem noção sobre a justa reciprocidade. Uma anti natureza.

    Apesar desta recomendação pacifista Cristo entra no templo e sai espancando e quebrando as bancas dos comerciantes (camelôs?) que lá negociavam. Assim mostra-se irado contra os comerciantes a quem chama de ladrões e os ataca com furia nada pacifista. Estes comerciantes não reagem, mostrando serem bem mais pacíficos que o Cristo.

    Para fechar com chave de ouro as recomendações cristãs (não só o aqui esposto) o Cristo recomenda que “não julgues para não serdes julgados”, já que igualmente será julgado pelo “senhor deus”. Com isso Cristo destrói qualquer possibilidade de repulsa aos bandidos. Afinal, recomendar para que não julgue-se os praticantes de comportamentos nocivos (óbvio ou pior, não julgar nem os úteis e assim iguala-los aos nocivos) o Cristo destrói completamente a idéia de justiça (que é exatamente julgar) sugerindo que se acolha maus e bons da mesma forma, exceto os comerciantes que seriam o que de pior existe. Certamente por exigirem contrapartida ao que fornecem.

    Enfim, toda a idéia do cristianismo, se seguida a risca, levaria a um paraíso para os bandidos que deveriam ser bem aceitos. Ao mesmo tempo aboliria todo o comércio e estabeleceria um quase “comunismo” onde o rebanho de ovelhas ofereceriam graciosamente o pescoços aos lobos.

    É bom frisar que Cristo era um tanto essênio e que os essênios eram comunistas e assim pregavam o modo certo de viver. Não por acaso os judeus inventaram o KIBUTZ.

    No mais, a ideologia marxista contém um tanto de sincrestismo com a ideologia cristã. Até mesmo um apocalipse foi profetizado por Marx, quando haveria a rebelião socialista que assacraria a burguesia e implantaria o nirvana prometido aos proletários vitoriosos (quanto orgulho da classe) numa sociedade sem classes econômicas e sem Estado. Enfim, um embuste deliberado e sob medida para engrupir (essa palavra certamente deriva da idéia das teorias de grupo de Marx) a população que não via a idéia do Estado usurpador com bons olhos.

    Ou seja, as afirmaçõews sobre uma possivel “ética cristã” são erroneas no sentiodo que atribuem à ética (sendo esta a ciência da moral, pretensa, vá lá) confundindo-a com moral, que é um código arbitrário e intrinsecamente ideológico. Pois visa estar voltado para atingier finalidades, sem análise sobre a idéia de justiça. Daí haverem inumeras morais que chegam mesmo antagonizarem-se, embora vigentes em comunidades: O que é valor moral numa comunidade pode ser imoral em outra.

    No mais, a alegação sobre a moral cristã que pretensamente é a moral ocidental, só pode decorrer da visão de quem desconhece completamente a bíblia e sobretudo sem nem qualquer idéia sobrea filosofia estóica, que cristãos tentaram destruir.

    Recomendo a leitura da bíblia aos cristãos, mesmo que apenas o NT, visto que o VT é demasiado sangrento.
    (São apenas observações, com base em fatos inegáveis e escritos na bíblia, que contrariam muito daquilo que se afirma cristão embora em grande parte (a parte ética)derivado da filosofia estóica, mesmo que antagonica em aguns pontos.

  19. Há que se notar que a ideologia cristã foi extremamente conveniente ao tipo de governo Cesário. O fato de ter havido inflação de moeda e aumentos de preços, impostos elevados, desavença entre os pagadores de impostos e os governantes e etc. Sobretudo a idéia de Sun Tzu sobre criar a discórdia dentre as tropas inimigas, jogando uns contra os outros para combaterem-se entre si, permitindo vencer a guerra com o mínimo de baixas por não enfrentar francamente os adversários/inimigos, foi a idéia que prevalece na política como o antigo DIVIDIR PARA REINAR.

    A ideologia cristã incentivou exatamente um antagonismo entre pobres e ricos, atribuindo méritos gratuitos aos pobres e deméritos aos ricos. Para assim levar o desprezo dos pobres pelos ricos não anuentes com a “caridade do governo” que exigia dos ricos sob a égide de atender aos pobres.]

    Na verdade a ideologia cristã foi uma grande estratégia politica em reação a decadência do Império Romano. O estado foi elevado a idéia de entidade mistica e seus protagonistas como “escolhidos pelo senhor deus”. Aliás nas epistolas de Paulo (Romanos) este afirma claramente que os impostos são um direito do Estado/governo e que os reis assim são por vontade divina.

    Paulo não deixa qualquer dúvida sobre o “direito divino” dos reis aos impostos. Chega a referir-se claramente a essa questão afirmando que deus quer que os impostos sejam pagos e os reis obedecidos, pois autoridade atribuida por deus.
    Basta que se leia as epistolas (Romanos)

    Abraços.

  20. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Não me importaria que existisse “estado”, desde que não me cobrasse nenhum centavo de imposto e não me forçasse a nada. Eu não faria nada por ninguém que eu não quisesse livremente e ninguém faria nada por mim. Simples! O problema é a intromissão forçada e descarada dos políticos, sustentada por uma massa de população amaciada pelos “benefícios” supostamente oferecidos e por um “ordenamento” jurídico irreal.

  21. É impressão minha ou sem número de parasitas comunistas que nunca sequer leram o livro de Mises estão começando a poluir com suas grosserias os comentários do blog?

  22. Emerson Luis, um Psicologo

    Existem axiomas que transcendem os sistemas de crenças pessoais. Por exemplo, se uma pessoa gasta mais do que recebe (seja dinheiro, calorias ou o que for), ela forma um déficit, pois a saída/output é maior do que a entrada/input.

    Outro exemplo é o Efeito Cumulativo, também chamado de “Efeito Mateus” por causa de uma frase bíblica: quanto mais a pessoa tem (poupança ou dívida), mais ela recebe ou paga.

    Isso vale para indivíduos de qualquer opção religiosa, incluindo agnósticos e ateus. Se alguém acredita que o fato de ser ateu o exime das consequências de se agir em desacordo com as leis naturais, ele é mais místico do que muitos religiosos. Nossa liberdade deve ser guiada racionalmente.

    Algumas pessoas não podem ler ou ouvir qualquer referência à Bíblia que pensam tratar-se de pregação religiosa. Perdem bons esclarecimentos filosóficos. Citar máximas judaico-cristãs e entender sua base lógica não significa necessariamente adotar os conceitos de qualquer denominação. Temos que aceitar que essas verdades são verdades mesmo que optemos por acreditar na hipótese da inexistência do Deus.

    Sobre a Regra de Ouro, é interessante que Jesus não disse para termos amizade com todas as pessoas (grego filia), mas para termos altruísmo, empatia, compaixão (grego agape). Por diversos motivos não podemos e/ou não queremos fazer amizade com todos com quem interagimos, mas podemos ser éticos e benevolentes com todos, mesmo com desconhecidos e até mesmo com inimigos. É isso que os filósofos liberais querem dizer.

    * * *

  23. O Cristianismo não é moral. É um ideal (Jesus) morrendo por um não-ideal (humanidade maculada). É a vida sendo tirada pela anti-vida. É o moral se sacrificando pelo imoral.

  24. olha o nível de ignorância na Carta Capital…

    governo institui taxa sobre os pobres e o culpado é o neoliberalismo!
    socialistamorena.cartacapital.com.br/horrores-do-neoliberalismo-avo-inglesa-se-mata-por-nao-poder-pagar-imposto-do-dormitorio/

    poxa, até quando se aumenta impostos o culpado é liberalismo???

  25. Não consigo interagir com o “típico chato”, “típico empolado”,”típico pseudosábio”, …, enfim, não consigo ler seus “tratados” de vera carga intelectualóide, meu córtex cerebroso trava e precisa ser reiniciado.
    Entretanto o gajo possui o Típico Mérito: o de nos alertar contra nossas próprias pretensões de emanadores dos odores da Típica Verdade.
    Que Deus o proteja de ti.

  26. Segue minha proposta matematica  que garante a saude de uma sociedade onde sao eleitos livremente os governantes , que tem poder de coersao absoluto,
    inclusive  o poder de matar pessoas…..
    .tomar suas propriedades..
    .fazer leis e julgar colocando em prisoes…
    .obrigar seus filhos a serem educados segundo certas  regras ….
    .forcar tratamentos  de saude…
    .proibir o consumo de produtos…
    . Forcar o consumo de produtos. ( alcool no combustivel)
    .roubar o fruto do trabalho…e entregar para quem nao trabalha
    .arbitrar com criterios duvidosos disputas entre partes que livremente
    se associaram ( patroes e empregados, locador e locatario)..
    .impedir o exercicio profissional ( advgados, medicos, engenheiros, etc)..
    .Censurar opinioes…
    .fazer guerras ….
    .Promover invasoes de propriedade, ( sem terra, sem teto,…)

    Eh um poder enorme…maior do que o dos reis…esses estavam sujeitos
    a rebelioes ..os atuais gvernantes, como foram eleitos, sao
    supostamente legitimos representantes do povo..mas que povo?

    Essas regras regulam toda a nossa vida

    Alguns poderao alegar que viver em sociedade eh assim mesmo..

    Claro que sim

    Nao estou discutindo se essas regras devem ou nao existir, mas sim os
    criterios para escolher quem faz essas regras..nos casos, acho poucos, que seriam criadas por
    governos, portanto por ditos representantes do povo, eleitos….

    Segue  a equacao….

    Tem direito, mas nao a obrigacao, de votar aqueles que se enquadram na
    verdade matematica abaixo:

    Dinheiro x (pago ao governo – recebido do governo) – Beneficios recebidos > zero

    Isso eh usar a logica para explicar a filosofia e ideologia seguinte:

    No representation without taxation

    Agora coloquem na equacao os welfare, os fazendeiros com subsidio, os
    diversos func publicos civis e militares..ha outros casos..

    e vejam quem pode votar……se quizer…

    vai ter mto pobre que paga contas e anda de onibus 3 horas por
    dia….e num tem escola..nem medico…nem nada…e esse cara pode
    votar..se quizer…isso nao eh elite…

    Duvido que esse pessoal pague milhoes por ano a deputados….

  27. Pedro

    O Templo não era considerado propriedade privada, e sim pública, tanto assim que era construído por fundos públicos e por contribuições voluntárias. E, no conceito dos judeus (como da maioria dos povos), o que era público não era propriedade dos governantes, mas sim dos governados. Tanto é assim que todos os povos eventualmente derrubavam violentamente seus governados. Todos os homens judeus tinham obrigação religiosa de comparecer em certas festas anuais, o que também evidencia o conceito de propriedade de todos.

    A sua afirmação sobre o fato dos principais sacerdotes e dos escribas não terem reconhecido Jesus como Messias, apenas confirma sua ignorância sobre o assunto que você quer debater. O Messias, não teria de pedir permissão para ninguém para ser quem é. Ele não seria escolhido por ninguém, ele simplesmente seria enviado diretamente por Deus. Conforme Moisés, o Messias seria o um profeta, e profetas não eram indicados por homem algum, não pediam licença, eles pregavam a sua mensagem e eram reconhecidos em sua época como verdadeiros ou falsos. Ocorre que as pessoas de gerações subseqüentes reviam suas posições sobre os profetas, com base no cumprimento de suas profecias. De uma forma geral, os profetas que depois forma reconhecidos como verdadeiros (pelo acerto de suas previsões) durante suas vidas foram muito mal tratados, presos, torturados, mortos de forma horrível.

    Então seu critério de que um profeta (e o Messias era profeta também) tinha de pedir licença aos sacerdotes é absurdo.

  28. Lendo os artigos do Mises chego a conclusão que, felizes são aquelas pessoas que nascem em países pequenos, nacionalistas e que falam um idioma difícil e com poucos falantes no mundo.

  29. O que dizer então desse PL 2.412/07, o estado totalitário brasileiro entrando na calada. Ira usurpar até a alma do individuo. portalprocessual.com/?s=2412

  30. Gostei muito do texto, só faria uma pequena correção, dizer que ética e moral são princípios cristãos, não me parece o mais correto, sou ateu e procuro seguir todos os princípios citados no texto por exemplo, não estou dizendo que um cristão não pode usar como base para sua ética e moral a sua religião, ate pq penso que ética e moral são princípios do individuo, cada um tem o seu em um grosso modo, SIM pode ser que o cristianismo seja a base da ética e moral do autor do texto, respeito isso, ele tem todo direito a usar sua religião como base da sua moral e ética mas generalizar e dizer que a ética e moral só os cristãos podem ter…. imagine no japão por exemplo pais de maioria budista vamos dizer que eles não podem ter princípios de ética e moral por causa disso

  31. A ética é subjetiva na maioria dos temas.

    Um belo cigarro de maconha que faz uma pessoa feliz e criativa, pode ser considerado crime e doença por outra pessoa.

    Um assalto ao trabalhador feito pelo governo, pode ser considerado uma boa ação por outra pessoa.

    A liberdade é o mais importante. Uma cobrança de imposto ou uma repressão contra um baseado, podem resultar em uma agressão do governo.

    O fato mais grave é que o governo virou um agressor. Claro que violência e acidentes podem ser debatidos e combatidos, mas alguns problemas que ocorreram, transformou o estado em um agressor das liberdades, porque monopolizou a virtude e o poder.

  32. Bastiat em “A Lei”, há mais de 150 anos atrás, já apontava o paradoxo estatal: o estado diz que é crime roubar mas ele para existir, por definição, precisa roubar dos cidadãos.
    Não há o menor cabimento em imaginar que uma instituição possa ser a responsável pelo controle moral dos indivíduos quando essa própria instituição se baseia em princípios que contrariam a moral que ela diz proteger.

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