Por que somos tão ricos?
Considero esta a mais importante pergunta
histórica que pode, de maneira concebível, ser respondida por meio de um apelo
a evidências que sejam aceitáveis para historiadores.
O mundo no qual vivemos hoje é irreconhecível
quando comparado ao mundo de 1800.
Praticamente nada permaneceu igual. Esta evolução foi resultado de uma taxa de crescimento contínua de 2,5% ao
ano, de 1800 a 1930, e de 2% ao ano desde 1950.
Isso mostra o que pode ser alcançado quando, para utilizar uma linguagem
matemática, atingimos uma “taxa
de capitalização composta” de crescimento. Ninguém sabe ao certo como foi que conseguimos chegar a um arranjo que
permite essa taxa de capitalização composta de crescimento. Exatamente por isso esta é uma pergunta tão
crucial.
Uma resposta que já foi aventada, mas que
ainda não foi comprovada, é a da professora Deirdre McCloskey, que sugeriu que
houve uma mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo e ao
sucesso empresarial na Holanda do século XVII. O argumento soa plausível, mas enquanto o
terceiro volume do livro da Dra. McCloskey sobre a cultura burguesa não for
publicado (ver o primeiro
e o segundo),
este argumento será meramente uma sugestão.
Mas a história sempre se repete: dos holandeses aos judeus, passando pelos escoceses
Ao longo de toda a história humana, de tempos em tempos, um grupo que
até então não usufruía nenhuma vantagem específica sobre nenhum outro grupo
repentinamente dá um salto para a frente e passa a se sobressair em relação a
todos os demais. Ninguém sabe por que
isso acontece ou como isso acontece. Mas
o fato é que acontece.
Peguemos o exemplo da Holanda. Era um país minúsculo que foi totalmente criado
pela engenharia. Por se situarem abaixo
do nível do mar, os holandeses criaram diques para barrar o Mar do Norte e
manter suas terras secas. O país
literalmente cresceu à custa do oceano. Não conheço nenhum outro país que tenha feito isso em toda a história
humana.
Em 1568, os protestantes se
revoltaram contra o controle espanhol do país. Este conflito, a Guerra dos Oitenta Anos, durou mais de uma
geração. Os líderes desta revolta eram
majoritariamente calvinistas. O
calvinismo se difundiu pela cultura holandesa no início do século XVII. Esta foi a grande mudança cultural que
ocorreu durante todo este período. De
acordo com McCloskey, houve uma mudança de atitude em relação ao
empreendedorismo e à riqueza em geral.
Ao mesmo tempo, houve uma quase-revolução na
pintura. Os pintores holandeses se
tornaram famosos por toda a Europa. E
então houve uma expansão do império marítimo holandês. Os holandeses se espalharam por todo o
globo. Eles estabeleceram um enorme
enclave na América do Norte, na região em que hoje está a cidade de Nova
York. Naquela época, a cidade era
chamada de Nova Amsterdã.
O império
holandês se espalhou também para a costa oeste da Índia e depois para a Indonésia. Os britânicos e os holandeses travaram uma
guerra em meados do século XVII, quando ambas as nações eram lideradas por
calvinistas. Foi uma guerra para
delimitar impérios.
No final do século XVII, a Escócia era
conhecida apenas pelos rigores de seu clima, por sua paisagem e por sua
teologia calvinista. A produção de
algodão vinha ocorrendo há séculos, mas a Escócia continuava sendo um país
atrasado. E então, sem nenhum aviso, os
escoceses começaram a dominar o pensamento europeu.
Adam Smith chegou atrasado nesse
processo. Antes dele houve Francis
Hutcheson. Houve Lord Kames na área do direito. Houve o poderoso intelecto de David Hume. Houve Adam Ferguson na teoria
social. O pensamento social nas ilhas
britânicas e na América do Norte passou ter uma orientação crescentemente
escocesa.
E então, no século XIX, os escoceses
começaram a dominar a indústria. Começou
com James Watt e sua máquina a vapor. Isso foi expandido, nos anos 1820, para uma nova invenção: as ferrovias com
locomotivas a vapor. E então vieram as
estradas macadamizadas,
assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus
McCormick, e as siderúrgicas, criadas
por Andrew Carnegie. Ambos eram escoceses que viviam nos EUA. Há um excelente livro sobre este processo,
escrito por Arthur Herman: How
the Scots Invented the Modern World: The True Story of How Western Europe’s
Poorest Nation Created Our World & Everything in It.
Mais tarde, no início do século XX, os
escoceses foram substituídos pelos judeus. Estamos vivendo, como disse um livro recente, no século dos judeus. Nas áreas da ciência, da matemática, da
teoria econômica, do entretenimento, do investimento e aparentemente de tudo o
mais, exceto na agricultura, os judeus se tornaram dominantes. Sua influência é totalmente desproporcional à
sua quantidade.
O problema é que parece não haver nenhuma
explicação consistente para essas idas e vindas das pessoas. No caso dos holandeses e dos escoceses, havia
de início uma forte dedicação ao calvinismo, mas isso só foi gerar efeitos econômicos
muito tempo depois. No caso da Escócia, foram
escoceses secularizados que fizeram as grandes contribuições, e não os
calvinistas. Um fenômeno similar ocorreu
entre os judeus.
O processo de
liberalização do judaísmo ocorreu no início do século XIX. Os judeus que fizeram grandes contribuições
foram judeus seculares. Calvinistas
ortodoxos e judeus ortodoxos parecem não possuir nenhuma vantagem específica
sobre as outras culturas. Até hoje não
encontrei nenhuma explicação para esta sequência: ortodoxia, secularização,
sucesso. Mas ela claramente existe, e
existe fortemente entre os holandeses, os escoceses, e os judeus.
Coreanos e chineses, o mesmo fenômeno
De certa forma, a Coréia do Sul é outro
exemplo.
O presbiterianismo tem sido
muito forte na Coréia do Sul, tendo começado no início do século XX. Tal religião tem sido uma influência por lá,
mas é difícil saber qual exatamente tem sido essa influência.
Em 1950, a Coréia do Sul era uma nação
extremamente pobre, quase tão pobre quanto uma colônia na África
subsaariana. Hoje, a Coréia do Sul é uma
das nações mais ricas do mundo.
Similarmente, a China também passou por esse tipo de transformação. Mao primeiro transformou os chineses em
comunistas ortodoxos, e então tentou reestruturar toda a ordem social em termos do marxismo-leninismo. No entanto, quando Deng Xiaoping liberalizou
a agricultura, em 1978, isso gerou uma completa transformação da
economia chinesa. A China se tornou
o país continental com o mais acelerado e duradouro crescimento da história do
homem. Ela era miserável sob a velha
ideologia; quando a ideologia foi removida, a taxa de crescimento disparou.
Estes são apenas palpites daquilo que creio
ser uma teoria de causalidade econômica. Creio que tem algo a ver com a autodisciplina e com uma orientação mais
voltada para o longo prazo, características associadas a uma ideologia
revolucionária. O calvinismo era uma
ideologia assim. O comunismo também era
uma ideologia assim. Ambas alteraram a
visão das pessoas em relação a Deus, ao homem, às leis, às causalidades, e ao
futuro. Foi assim com o calvinismo; foi
assim com o comunismo.
E então, quando a
ideologia foi abandonada, a visão de mundo continuou a influenciar o
comportamento das pessoas. A doutrina a
respeito de Deus muda, mas a doutrina a respeito do homem ser um desbravador e
a doutrina da orientação para o longo prazo permaneceram praticamente a mesma
todo esse tempo. O otimismo associado ao
triunfo do reino na história, seja o reino de Deus ou o reino do homem, era
assumido pela geração que se seguia ao colapso da ideologia mais velha. O otimismo era conservado e o comprometimento
para com a construção do reino era mantido, mas o objetivo final foi alterado:
em vez de paraíso na terra, crescimento incessante a taxas compostas.
Tal tipo de crescimento cria aquilo que teria
sido considerado pelos fundadores das velhas ideologias como sendo o paraíso
econômico na terra.
No final, tudo passa pela mentalidade
Os homens têm de acreditar que aquilo que
eles fazem como indivíduos irá fazer alguma diferença no futuro. Eles têm de acreditar que deixarão algum
legado. Eles têm de acreditar em alguma
forma de crescimento a taxas compostas. Se eles não acreditarem nisso, então o incentivo para se construir um
futuro melhor é mínimo. A filosofia
passa a ser: coma, beba e seja feliz, pois amanhã estaremos mortos. Isso sempre leva à estagnação.
Se o Ocidente conseguirá manter seu alto
crescimento econômico em face dos desafios impostos pela Ásia é uma das
principais perguntas da atualidade. Na
Europa Ocidental, parece ter havido uma perda de esperança no futuro. Esse pessimismo ainda não se difundiu pelos
EUA, algo que permite ao país manter uma tremenda vantagem. Mas o otimismo é mais óbvio na China. Isso tem produzido níveis de comprometimento
e entrega nunca antes vistos na história chinesa. Os cidadãos de lá realmente acreditam que
podem enriquecer, e então passam a trabalhar visando a este fim. Isso gera um extraordinário incentivo para a
poupança, para o empreendedorismo, para o trabalho duro, e para o
desenvolvimento de novos produtos. A
visão de mundo dos cidadãos chineses mais jovens não é a mesma da de seus pais
quando estes tinham a mesma idade. Isso
fez uma enorme diferença na China.
Não estou convencido de que o sistema
educacional do Ocidente ainda mantém aquele velho otimismo que era tão comum
décadas atrás. Creio que aquele otimismo
está desaparecendo. Isso terá
repercussões de longo prazo, majoritariamente negativas, na ordem social
ocidental. Ainda há muito otimismo
remanescente, mas ele tem de ser alimentado pela geração mais velha, de modo
que a geração mais nova se sinta estimulada e impelida a se comprometer e a se
entregar.
Se essa mentalidade definhar, o século do
Ocidente irá finalmente chegar ao fim.
Bom dia!
Interessante esquema ortodoxia, secularização e sucesso. Vemos a religião politica atualmente dominando a mentalidade nas escolas. Será que o sucesso continuará?
abs
Sobre o texto, vide “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” de Max Weber.
Só não entendi o entusiasmo com a China. Os empreendedores lá são todos apontados por um partido e, até onde sei, não escolhem livremente no que empreender, e trabalham num estado com constantes econômicas bastante controladas. Gerar um crescimento constante nesse ambiente indicaria uma presciência tamanha do PC chinês, não?
Eu sou um pessimista convicto, o Ocidente se abraçou com força a uma ideologia que prega o trabalho como um sacrifício análogo a escravidão e que as pessoas não precisam dele para ter acesso ao necessário para sobreviverem, pois suas necessidades vitais seriam supostamente um direito inalienável e por tanto, de gratuidade a ser oferecida pelo Estado. Schumpeter acreditava que o Socialismo triunfaria frente ao capitalismo, porém, diferentemente dos socialistas, que viam isso como a redenção da humaninade, Schumpeter via esse triunfo como o prelúdio da destruição da humanidade.
Creio que o senhor Gary North nunca leu Caio Prado Jr, Antônio Cândido ou Milton Santos; por isso, serei gentil em minha refutação e peço que o enviem cópias das obras de tais grandes pensadores ao autor, pois receio que são leituras imprescindíveis. Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro uma coisa:
“Não há riqueza de uns sem a exploração de outros.”
A razão pela qual ocorreu uma explosão de “crescimento” durante o fim do século XIX e o decorrer do 20 foi o acúmulo de capitais gerados pelo comércio de escravos durante toda a era do pré-capitalismo. Isso enriqueceu as burguesias holandesa e inglesa, permitindo que iniciassem sua industrialização após a mecanização do campo(Que expulsou os trabalhadores da agricultura e os forçou a trabalhar nas cidades).
Começava, então, a superexploração do proletariado. Ela duraria até 1929 quando a primeira potência reconheceu o sofrimento dos trabalhadores e ofereceu um salário mínimo que os permitia consumir. Apesar de os pobres terem sido incluídos no mercado, o capitalismo perdeu força e passou a ser dependente da exploração dos moradores de países pobres na África e América do Sul.
Entretanto, o grande trunfo do capitalismo moderno e o único motivo pelo qual “nós somos ricos hoje” foi a China. Atualmente, toda nossa “riqueza” é produto da superexploração dos trabalhadores chineses pela burguesia internacional. Entretanto, desnecessário dizer que tal exploração não mais será possível quando o governo chinês recuperar os valores revolucionários e erguer a bandeira do povo novamente.
————————————————————————————-
Outro ponto que gostaria de discutir é a tal da riqueza tal exaltada pelo senhor North. Pergunto-vos: Qual a grande virtude em ir ao super mercado, olhar uma fileira com centenas de opções e escolher uma? Por mais que tal belo espetáculo de “liberdade de escolha” vos fascine, devo alertá-los que o excesso de opções apenas estressa o homem e o induz a agir de forma irresponsável.
Não consigo sentir prazer ao consumir um produto quando sei que a esmagadora maioria dos consumidores brasileiros os fazem por serem alienados pela burguesia ao invés de serem consumidores racionais como eu sou. Eric Fromm já dizia que o homem não foi feito para ser livre e isso é um fato que até mesmo os senhores devem assumir. Se a liberdade é ter responsabilidade por seus atos(Sendo que quase todos os indivíduos são educados pela sociedade para serem consumistas irresponsáveis e a identificação das consequências de nossas ações é, quase sempre, impossível), pode-se dizer que ela é uma brutalidade.
O homem que governa outro homem abusando de suas emoções e tentações é tão monstro quanto aquele que o escraviza diretamente. Essa “riqueza” que o senhor North exalta é a escravidão à qual foram submetidas as pessoas.
“Por que nos tornamos tão ricos?”
Pergunta cínica. A resposta é a ganância humana sem fim, que precisa ser domada por um Estado mais regulamentador. O perigo do capitalismo selvagem ronda nossa sociedade, como um tigre querendo devorar nossas crianças e mulheres na roda louca do culto ao dinheiro.
Hoje milhões de crianças no mundo irão dormir nas ruas, e nenhuma cubana.
Qual a grande força da China? Indústria?
Então a onda de impressoras 3d vai matar ela. Já tem gente imprimindo até células!
http://www.wired.com/design/2013/01/diy-bio-printer/
Essa é uma pergunta com infinitas respostas, sendo muitas delas verdadeiras. Uma delas que eu considero muito importante que o autor não citou no texto foi a distribuição natural dos meios de produção decorrente da Revolução Industrial.
Antes dela, os proprietários de terras eram também donos de quase todos meios de produção, já que naquela época os produtos eram todos agrícolas e artesanais. Com a Revolução, novos meios de produção foram criados e como consequência novas pessoas tiverem acesso a elas.
O que acho engraçado é que a verdadeira revolução que foi capaz de distribuir os meios de produção é justamente aquela geralmente culpada pelos autores de outras revoluções que buscavam esse objetivo.
Esta questão sempre me vem à mente quando alguém compara o "Bolsa Família" com o "Pão e Circo". Mas explico já, já.
(Não gosto de ser exibido nem de humilhar ninguém, mas às vezes tenho que me gambar de minha cultura histórico-social)
______________
Respondendo:
A tecnologia ou, melhor dizendo, o constante avanço tecnológico, de certa forma, aumenta drasticamente a desigualdade social, ainda mais nos países chamados subdesenvolvidos, como é o nosso caso.
Negar isso é querer por em xeque uma das proposições mais polêmicas do Marx, aquela da chamada "queda tendencial da taxa de lucro".
Mas, para responder melhor, vou voltar à Roma Antiga…
Na Roma escravista a mão de obra responsável pela produção era a escrava. O sistema produtivo era fundamentado na díade proprietário-escravo. Quem não pertencia a nenhuma destas classes ficava de fora.
A população de homens livres que não eram proprietários (e por isso estava fora do Sistema) não parava de crescer e as revoltas ficavam cada vez mais iminentes. A política do Pão e do Circo foi criada para estes que ficavam de "fora" do sistema.
O "bolsa-família", pelo bem ou pelo mal, é completamente diferente. O constante desenvolvimento tecnológico (e aqui estamos chegando na questão de fato), ao mesmo tempo em que não deixa cair a taxa de lucro do patrão, "expulsa" o trabalhador do sistema. O dinheiro do Bolsa-Família vai para esse trabalhador – eventual pagador de impostos –, enquanto ele fica na "fila".
Temos assim que enquanto no primeiro caso o “beneficiado” estava fora do sistema, no segundo caso o beneficiado foi expulso.
Explico melhor a questão da tecnologia…
É aquilo que se convencionou, a partir de Marx, chamar de "mais valia".
A taxa de lucro do patrão tende a cair. Para que isso não aconteça, já que não se pode mexer muito nas horas de trabalho, ele melhora a tecnologia. Um exemplo.
Uma fábrica de fios tinha 30 trabalhadores. Tais funcionários utilizavam uma máquina que produzia determinado produto em determinado tempo. Porém, o dono do negócio busca uma tecnologia melhor que produzirá quase o mesmo número de produto no mesmo número de tempo. Porém (e aqui temos a resposta que procuramos), ao invés de trinta funcionários, precisará apenas de três. E penso que isso pode sim ser chamado de “aumento drástico das desigualdades sociais”.
Estes três trabalhadores são aqueles que continuaram se especializando. Os outros 27, mesmo os que também procuraram se especializar, não tiveram a mesma sorte dos outros… Para eles, o "bolsa família" até que possam voltar para o matadouro, ops, para o "mercado".
É por isso que nossos avós, só com a 4ª série, já conseguiam um trabalho e se aposentavam nele. E é por isso que daqui algum tempo nem os que tiverem diploma de doutor estarão garantidos.
__________
Com esta pequena aula de sociologia histórica, espero não ter dado um nó na cabecinha de vocês, e muitos aqui irão dormir chorando por ter encontrado um pensador de esquerda irrefutável.
Prezado “pensador de esquerda”:
Tem um erro básico na tua análise quando tu dizes “ao invés de trinta funcionários, precisará apenas de três. E penso que isso pode sim ser chamado de’aumento drástico das desigualdades sociais’ (…) os outros 27, mesmo os que também procuraram se especializar, não tiveram a mesma sorte dos outros”.
– Em primeiro lugar, o mercado tende a escolher menos por “sorte” e mais por talento, ao contrário do que acontece na grande maioria dos órgãos estatais. Assim, a tendência é que os 3 restantes sejam os mais COMPETENTES, e não os mais SORTUDOS;
– Em segundo lugar, recorro a Bastiat: quando tu olhas só pro que tu VÊS, tu ignora (conscientemente ou não) aquilo que tu NÃO VÊS. Esses 27, embora tenham ficado sem emprego no momento T, se tornam mão de obra potencial para OUTRAS ATIVIDADES no momento T+1. Ou seja: a indústria de fios não perde produção, ao mesmo tempo em que outras indústrias poderão contratar nova mão de obra para produzir mais. No fim, temos mais produtos disponíveis, o que tende a puxar os preços para baixo, o que é bom – veja só – inclusive para os trabalhadores cujo salário é mais baixo.
Mas de um “pensador” de esquerda, é natural que só venham pensamentos (pré-concebidos) também de esquerda. Uma pena.
Olhando melhor os comentários do “filósofo” e do “pensador”, concluo que é praticamente impossível manter uma discussão racional. O “pensador” se diz “irrefutável” com um argumento que só faz sentido dentro da ótica de esquerda batida e rebatida nas faculdades de humanas país afora. Sob um ponto de vista racional, não faz nenhum sentido.
Essa história de riqueza de uns x exploração de outros é um negócio tão antiquado quanto errôneo.
Chega a dar um desânimo.
Filósofo, estou impressionado. Cara, tu és d+! Tu além da lucidez e inteligência dedicas um amor à humanidade como ninguém neste mundo cruel. Se tu te candidatares a Rei do Mundo eu serei teu apóstolo. Largo tudo e te sigo fazendo campanha dia e noite para ti. Conta comigo, cara!
Off topic:
Esse cara tem COJONES:
http://www.youtube.com/watch?v=8cFAlD1DERg
Em relação ao crescimento da China (PIBs astronomicos durante muito tempo) eu já vi algo disso estar sendo forjado durante, muitos aqui já viram o probelam da bolha imobiliária lá, não?
http://www.youtube.com/watch?v=rW2wZYkhWYA
Será que não houve alguma relação com a idústria?
Já fui cliente de forncedores chineses (telecom) e eles estão muito aquém de produtos de qualidade americanos ou europeus e pra dizer que esses também não são lá essas coisas, os produtos chineses ao meu ver servem pra dar uma boa maquiada em um projeto político por exemplo. Você até compra um celular xing-ling por causa de dinheiro mas depois enjoa daquele produto e no primeiro dinheiro que entra vc compra algo descente, é mais ou menos isso que acontece. E nunca mais quer saber de xing-lings.
Olá, não sei muito sobre a escola austríaca, mas o pouco que sei ja é o suficiente para apoiá-lá, no entanto, isso tem causado muitas discussões com alguns amigos meus marxistas ou keynesianos, e eu gostaria que vocês, especialistas no liberalismo, me ajudassem dizendo argumentos irrefutáveis contra o socialismo para que eu posso quem sabe provar para eles a terrível verdade deste sistema de preguiçosos estadistas. Também gostaria que alguem simplificasse para mim o livro “O calculo econômico do socialismo”, de Mises, pois o li mas não compreendi totalmente suas idéias. Grato por tudo.
Alguém poderia responder qual a diferença entre Presbiterianismo e Puritanismo?
Presbiterionismo se refere a uma denominação cristã, com uma estrutura interna, que tem uma forma de governo específica. Os fiéis de cada igreja escolhem representantes, os quais escolhem seus ministros, dentre um quadro de aprovados teologicamente previamente por um conselho das igrejas da região. O conselho interno de cada igreja, eleito pelos fiéis, tem poder para indicar e destituir tanto os ministros quanto os administradores leigos (tesoureiro, secretários, professores). Alguns cargos são votados diretamente pela congregação (todos os fiéis), inclusive a comissão de exame de contas. Não lembro se todos os detalhes são assim, mas é mais ou menos isso (tenho um amigo pessoal que é ministro presbiteriano, e já estive visitando a igreja dele umas quatro ou cinco vezes). A iIgreja Presbiteriana é calvinista em sua constituição, sua doutrina oficial é calvinista, embora muitos presbiterianos atuais não sejam exatamente calvinistas.
Puritanismo não é uma estrutura eclesiástica, mas um movimento, uma forma de pensamento teológico, de sentimento religioso e de prática religiosa, que foi bastante prevalencente entre muitos cristãos presbiterianos ingleses na época da formação das colônias americanas, particularmente os presbitarianos. Por isso pode-se dizer, A GROSSO MODO, que as colônias foram formadas por pessoas que eram calvinistas, presbiterianas e puritanas. Há uma grande quantidade de livros escritos pelos puritanos, que podem mostrar a quem quiser conhecer, as principais ênfases de seu pensamento, principalmente em inglês (imagino que alguns titulos tenham sido traduzidos para o português). Não vou entrar na descrição do pensamento puritano porque eu não o conheço, visto que nunca li nenhum livro escrito por eles. De qualquer forma, é uma forma de pensamento bastante ampla, com um enorme número autores diferentes, de diferentes lugares e durante um período longo, não é de forma alguma uma escola de pensamento monolítica. “Puritanos” é um apelido dado a eles por pessoas fora do movimento. Suponho que tenham sido os anglicanos que os apelidaram assim.
Talvez a mais visível contribuição cultural dos puritanos tenha sido a a fundação de todas as mais antigas e tradicionais universidades americanas.
Em tempos mais antigos, de um modo geral, a distribuição do povo entre as denominações protestantes correspondia mais ou menos à distribuição social. Freqüentemente, presbiterianos e anglicanos eram os mais cultos e também eram os mais prósperos. Metodistas eram a maioria da população. E batistas costumavam ser os mais pobres e ignorantes. Isso a grosso modo. Você poderia encontrar batistas que eram ricos e cultos e presbiterianos que eram ignorantes e miseráveis.
Renato Souza, esta é a pura verdade sobre o presbiterianismo. Eu sou presbiteriano e calvinista. Existe uma inverdade em alguns estudiosos de fora do calvinismo que diz que o sucesso econômico é um sinal da predestinação. Uma grande mentira. Deus escolhe a ricos e pobres. Agora é interessante ver que os melhores países para se viver são de origem calvinista. Acho que Gary North deveria ter falado também sobre a Genebra calvinista.
Para quem quiser saber mais sobre Joao Calvino e economia eu recomendo:
O pensamento econômico e social de Calvino http://www.editoraculturacrista.com.br/produtos.asp?codigo=250
e os seguintes artigos do site swissinfo.ch
http://www.swissinfo.ch/por/arquivo/Genebra_ignora_a_atualidade_de_Calvino.html?cid=867160
http://www.swissinfo.ch/por/cultura/O_impacto_de_Calvino_em_Genebra_e_alem.html?cid=867252.
Prezado anônimo
Nao sou calvinista, mas realmente noto certa coincidência entre a cultura calvinista e prosperidade, ananlisando diversos países.
No caso americano, até seria possivel explicar essa diferenciação dentro da sociedade, por outros mecanismos. A legislação e a cultura americana original enfatizavam o trabalho duro e a moderação. Sendo os presbiterianos e anglicanos os primeiros a chegar (e os metodistas nem existiam nessa época), houve um natural enriquecimento pelo lento acúmulo de capital da famílias (construção de casas, infraestrutura, fábricas, crescimento das lojas, melhoria de terras). Creio que a riqueza relativa desso grupo talvez posse se explicar por esse fator. Também sendo eles as famílias mais tradicionais, ricas e antigas do país, eram zelosos pela cultura, consideravam-se o esteio da educação e do conhecimento. Digamos assim, agiam como irmãos mais velhos em relação a imigrantes mais recentes e pessoas desencaminhadas. Eles eram os tutores, deveriam levar o país à excelência. Suas universidades, que se tornaram famosas mundialmente, eram também seminários, e as pessoas que não mostravam cultura e conhecimento suficientes para serem adimitos em teologia, talvez fossem adimitidas em medicina, menos dificil, embora muito longe de ser fácil.
O metodistas, por causa da própria ênfase de seu fundador, ao mesmo tempo que visavam evangelizar as pessoas mais pobres e marginalizadas, focavam muito no estudo. Os pregadores de Wesley eram ao mesmo tempo gente simples e gente que estava aprendendo cada vez mais. Nenhum deles havia passado por uma faculdade ou seminário, mas Wesley fez questão de traduzir clássicos do latim e grego para o inglês, para que eles pudessem ter alguma educação. Com o tempo, esse ímpeto de buscar os mais pobres para encaminha-los desapareceu do metodismo. Se tornou uma igreja das classes médias.
Depois dos metodistas, foram os batistas que tomaram para sí a misssão de buscar os mais pobres, mas sua mensagem era menos completa. Também tiveram algum cuidado com a educação, construíndo escolas, mas certamente não com a enfase dos outros dois grupos. Certamente tiveram alguma responsabilidade pela melhoria da cultura dos escravos recém libertados, mas essa melhoria foi mais lenta do que seria desejável.
Depois vieram os pentecostais, focados também nos mais pobres, e no início, sem foco nenhum na educação.
Então vieram os esquerdistas, também focados nos mais pobres, mas sempre dizendo: Fiquem assim mesmo seus idiotas, não se esforcem, nem melhorem sua cultura, porque isso nos dá poder. Acreditem que tudo de mal que lhes acontecer é culpa de outras pessoas, pratiquem o auto-vitimismo, e vocês serão nosso ariete para destruir a sociedade e criar outra segundo a nossa vontade.
Finalmente vieram os neo-pentencostais, também focados nos mais pobres, dizendo: Não são só as pessoas que devem tudo a vocês, Deus também é devedor de vocês.
Quanto ao católicismo, inicialmente era só uma peculiaridade de miseráveis imigrantes irlandeses, italianos e latino-americanos, muitos deles na marginalidade. Mas esses imigrantes se adaptaram, se desenvolveram, enriqueceram, contribuiram. Seus padres construiram escolas e hospitais, educaram as pessoas. Eventualmente, quando as igrejas protestantes ficaram tão carcomidas pelo marxismo, pelo marxismo-cultural, pela egolatria, e pela nova-era, que se tornaram em grande parte disfuncionais, o catolicismo (que também estava tomado de todos esse males, mas talvez um pouco menos) acabou servindo como esteio para atrasar um pouco a transformação do país numa ditadura socialista. Mas já é a vigésima tercerira hora…
PS: Se dentro dos EUA os batistas tiveram menos valor na promoção da melhoria social, em muitos outros países seus missionários fizeram grande diferença na implantação de escolas e hospitais, coisas que aquelas populações nunca tinham visto.
Os homens têm de acreditar que aquilo que eles fazem como indivíduos irá fazer alguma diferença no futuro. Eles têm de acreditar que deixarão algum legado. Eles têm de acreditar em alguma forma de crescimento a taxas compostas. Se eles não acreditarem nisso, então o incentivo para se construir um futuro melhor é mínimo. A filosofia passa a ser: coma, beba e seja feliz, pois amanhã estaremos mortos. Isso sempre leva à estagnação.
Eis a importância de famílias estruturadas. Infelizmente, a geração moderna segue a filosofia do “coma, beba e seja feliz”. Pois hoje em dia, não há incentivos para formar uma base social sólida, ou seja, não há incentivos para o homem formar família e construir um patrimônio que será ampliado pelos herdeiros. Por que o cara vai casar e formar família, ter uma visão de futuro e deixar um legado para seus descendentes continuarem e ampliarem, se pode muito bem ganhar o suficiente para passar a vida na libertinagem? É o que ocorre hoje.
Um dos motivos pelo qual os homens, principalemente na Europa e EUA, tem fugido de constituir família, é o fato de que, cada vez mais, seus direitos não são reconhecidos em caso de separação. Um homem pode se tornar extremamente pobre através de casamento + divórcio. É claro que é do interesse dos engenheiros sociais criar o máximo de atrito de desentendimento entre as famílias, porque a família é considerada um concorrente para o poder do estado. O estado se torna o “marido” das mulheres separadas e o “pai” de seus filhos, cabendo ao ex-marido apenas o dever de pagar dinheiro mensalmente à sua ex-mulher, pelo resto da vida.
Só pra esclarecer uma dúvida. Dizem que para um país enriquecer, é preciso haver liberdade econômica. A Irlândia Medieval dos Brehon e a Islândia Medieval foram semi-libertárias. O que torna possível concluir que tinham mais liberdade econômica. Então, por que estes aíses não ficaram ricos? Pois os Reinos mais ricos daquele período foram o Império Bizantino e o Reino Franco (Paris era considerada a Nova Atenas), ou seja, tinham muito mais intervenção estatal do que a Irlanda e a Islândia. Como se explica isso?
Tiago Moraes, poderia me explicar como você fez essa conta? Pois se eu dividir um trilhão de impostos por duzentos milhões de habitantes(arredondando) terei cinco mil reais para cada pessoa e não um milhão como dissera. Abraço!
Off
Aos que possuem o domínio da TACE:
Deparei-me com está notícia recentemente:
epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2019/11/epoca-negocios-lancamento-e-venda-de-imoveis-batem-recorde-em-sao-paulo.html
Decidi comparar os gráficos da Taxa de Juro e do M2 por mera curiosidade:
pt.tradingeconomics.com/brazil/interest-rate
pt.tradingeconomics.com/brazil/money-supply-m2
Resumindo: a Selic caiu e a oferta monetária vem subindo consideravelmente.
Há alguma relação disso com esse recente “boom imobiliário” em São Paulo?
Estamos presenciando o início de um novo ciclo econômico?
Este foi um dos piores textos que eu lí aqui. Enaltecendo a Deforma Protestante, principalmente a perpetrada pelos calvinistas. A verdade é a seguinte:
1) Segundo Max Weber, para o calvinismo a riqueza é uma bem-aventurança e um sinal de predestinação. Essa crença teria levado os calvinistas a procurarem o sucesso comercial e influenciado a gênese do capitalismo. Embora seja uma posição tremendamente simplista, há algo de verdadeiro nisso. Ainda que se admitisse ser essa tese totalmente verdadeira, ela mostra apenas como para o calvinista a caridade é inútil, pois os pobres, além da miséria desta vida, já são predestinados ao inferno. Isso está bem de acordo com a mentalidade capitalista bruta, de só valorizar o lucro comercial.
2) Quanto ao resultado histórico desse processo, o argumento é grosseiramente falso: o Brasil no período colonial era muito mais rico que os EUA. A França era a nação mais rica do mundo. Os países de forte influência colonial católica são todos hoje, senão ricos, pelo menos culturalmente avançados (Brasil, Chile, Uruguai) enquanto muitos países de colonização protestante continuam na semi-barbárie (como a Nigéria, Botswana, Ruanda, etc.). Tome-se como exemplo a comparação entre o Equador e a Guiana Holandesa.
3) Em alguns dos países protestantes que se tornaram ricos, é preciso não desconsiderar um fato importante: a grande riqueza desses países pode ser explicada também pelo fato de que os grandes banqueiros do mundo nos séculos XVI e XVII eram judeus, e seus bancos se situavam em Londres e Amsterdam. Nesses casos, a riqueza dos protestantes não é propriamente protestante, e sim judaica.
4) De qualquer forma, ainda que se admitisse que o argumento protestante fosse verdadeiro, o que ele provaria? Que o protestantismo é uma forma melhor de produzir dinheiro que o Catolicismo. Mas e daí? É esse o objetivo da religião? Esse espírito está de acordo com o Evangelho? Se bem que eu me esquecí que estou num site que só se preocupa com dinheiro, não se preocupa com outras questões.
Para terminar, indico o livro do Pe. Leonel Franca, “A Igreja, a Reforma e a Civilização”, no capítulo “A grandeza econômica e política das nações”, que trata largamente do assunto, dando bons argumentos.
Na LibertyCom teve umas palestras ridículas, não teve um que teve como tema o “ataque do bolsonarismo contra a democracia”? Que merda hein, a régua pra liberdade esse ano foi baixa pelo visto.
Interessante, o texto. Mas riqueza e religião não tem ligação intrínseca. A Alemanha pré Lutero já era rica, próspera ( lembrando que eram duques se rebelando contra o rei Carlos Magno, daí o apoio da nobreza a Reforma Protestante, já que Carlos Magno era católico). Suíça ( dados de 2012), tem 38,2% da população de fé católica e 26,9% população de fé protestante. lembrando que tem 21,4% sem religião. Parece claro que a riqueza da Suíça não tem ligação com tipos de religião.
Não existe no Código de Direito Canônico ( a “Constituição” católica), nenhum item que proíba ou condene a riqueza das pessoas. Como a Igreja Católica segue as Sagradas Escrituras ( Bíblia) na íntegra; e tanto no Antigo Testamento, extraído da Torá judaica ( onde é claro que não se cobiçará o que não lhe pertence), como no Novo Testamento ( Evangelho de Jesus Cristo e Apocalipse), e lembrando também que nos dois Testamentos não há uma única proibição à riqueza das pessoas, ao contrário; é estimulado o trabalho, poupança, investimento, etc., e também a caridade, algo voluntário, pois Deus dá às pessoas o livre arbítrio; Já que a Igreja Católica segue desde o início a Bíblia que foi compilada por monges em monastérios por toda a Europa, é de se entender que o catolicismo, tal qual o protestantismo, defende a produção e estímulo da riqueza dos povos (pessoas) desde sempre.
Aliás, quando aqui chegaram as naus portuguesas cheias de cristãos católicos, vieram buscar e produzir riquezas para a Metrópole na Europa, claro, de uma forma bem arcaica, dada as peculiaridades da época, dentro de uma mentalidade capitalista/liberal.
Afirmar taxativamente que a riqueza surgiu por obra do Protestantismo é um grande exagero.
É evidente também que Jesus Cristo nunca foi socialista, comunista, como dizem as esquerdas ateias, mas que defendem a Teologia da Libertação, grupo esquerdista, que contamina a Igreja Católica na atualidade ( mas não é correto afirmar que a Igreja Católica defende o socialismo e sim, que existe um grupo de esquerda e esse grupo é criticado, condenado pela grande maioria dos fieis católicos).
Nações enriqueceram e seguem prosperando livres de Estado opressor, independentemente do ramo religioso que seguem ou tem população majoritariamente ateia. Salvo, é claro, grupos islâmicos, que não cabem em uma discussão sobre livre mercado.
Não foi uma crença em único Deus, seja crença Protestante ou Católica, que levou o homem a crescer e prosperar. A busca pessoal por uma vida digna e uma sociedade/economia livre e constantemente próspera, é realmente o mais importante aqui. E isso não tem relação com a religião pessoal, mas com a natureza humana.
Lembrando que o Judaísmo não é “apenas” religião, mas uma etnia. Não é certo relacionar prosperidade do povo judeu se fixando apenas na sua religião.
Abraços.
china como exemplo , nao
A bola tá com a china. Os europeus passaram ela. Agora eles não vão mais ser a vanguarda. Um ou dois países europeus vão continuar na vanguarda, mas nao todos
A prosperidade vem quando todos trabalham, a decadência vem quando o parasitismo se instala. Quando um número da população muito alto se torna parasita, o setor produtivo sangra. E a prosperidade vai embora. Os produtores geram riqueza. Já os que só queem receber, sem dar nada em troca da sociedade somente sugam.
O capitalismo chinês atual e composto Deum bilhão de pessoas empreendendo. E com o numero de paraitas caindo, a relação produtividade cresce. É a receita da prosperidade.
O Brasil com encolhimento do setor produtivo e aumento da social democracia, está na direção oposta.
Não pude deixar de lembrar de Hans Hermann Hoppe, em Democracia o Deus que Falhou, ao demonstrar o quanto as Democracias alteram as preferências temporais das pessoas, especialmente quando refletem um crescimento do estatismo.
A criação e acumulação de riquezas estão intimamente relacionadas ao quanto às pessoas estão dispostas a se sacrificar em favor de um projeto pessoal ou coletivo que, em regra, se concretizará em um longo prazo.
Ao que parece, para suportar a espera pela realização de projetos que levem à prosperidade, é necessária uma crença, especialmente quando se trata de uma comunidade.
Boa tarde.
Em nenhum momento eu afirmo taxativamente que o texto associa o Capitalismo ao Protestantismo. Em verdade eu respondi de uma forma genérica a todos aqui, pois já vi muitos liberais afirmarem que os países Católicos são pobres por causa do Catolicismo. Inventaram uma “história” que o Catolicismo afirma que nós devemos apenas nos preocupar com a alma e jamais com a sobrevivência e manutenção do corpo, isso é uma grande falácia. O Catolicismo diz que o mais importante é a alma, pois essa é eterna e será julgada por Deus. O corpo que nos foi dado por Deus deve ser preservado sempre e só podemos preservar o corpo ao máximo, se buscarmos meios materiais para isso, já que o Pai não nos dá alimento material. E a forma correta de buscar a manutenção e sobrevivência do corpo é trabalhando, produzindo, economizando, investindo, etc., e não ficar tirando do Estado a nossa sobrevivência como se fôssemos eternos bebês.
Eu sei interpretar textos, não é preconceito ou ser anti Capitalista da minha parte ( se o fosse, não usaria o pseudônimo que uso e nem viria a este site ler e comentar. Sou anti esquerda e nunca visito sites esquerdistas, isso seria no mínimo uma grande burrice ou masoquismo. Sou liberal na economia ao máximo possível, por isso venho beber dessa fonte aqui).
Sim, mudança de mentalidade é excelente e necessário para não apenas sobreviver, mas crescer e contribuir para uma sociedade mais liberal economicamente. Quem muda de mentalidade descobre que o comunismo/socialismo é um grande mal que deve ser combatido com rigor, claro, dentro de um debate racional, jamais pela força ( a força só deve ser usada como único recurso, como já aconteceu em países ameaçados pelo comunismo/socialismo). O que afirmo é que essa mudança de mentalidade não está associada à religião da pessoa, pois religião é para cuidar da alma, não do corpo, como bem afirmou o Papa Leão XIII.
Se a autora da tese é religiosa ou ateia, isso é totalmente irrelevante, caro/cara missivista. Não é isso que eu questionei no meu texto, mas sim que Capitalismo/Liberalismo estão acima de questões religiosas. Realmente, mudança de mentalidade é do interesse comum e da condição humana, como você descreveu aqui e isso é o mais importante.
Repito que o meu texto foi uma resposta geral àqueles que associam Liberdade, Capitalismo com a condição de ser Protestante e não Católico, como vi em algumas opiniões aqui e vejo em outros sites, estudos e debates intermináveis sobre essa associação, Capitalismo/Liberalismo/Protestantismo/Catolicismo.
E claro, não são os Cânones que determinam isso, mas é importante citar, lembrar que os Cânones Católicos, assim como os escritos Protestantes, a Torá judaica, defendem a liberdade de criar, construir, poupar, investir, produzir, empregar, exportar, importar, etc.
É interessante ter na mente que a Ideia Liberal, Capitalista está apoiada nas Sagradas Escrituras, até para responder aos comunistas/socialistas que afirmam o contrário.
Sim, ser Liberal/Capitalista não está condicionado a ter ou não uma religião e sim, pensar na nossa sobrevivência e de toda a raça humana.
Foi o que tentei passar em meu texto aqui. Se não ficou claro esse pensamento, peço desculpas ao/a missivista e demais leitores desse excelente site.
Abraços.
Pergunta off topic:
A França atualmente é um a social democracia com altíssima carga tributária, ambientalismo radical, deficit fiscal elevado, etc… ..hoje a economia da França está estagnada.
Mas o que permitiu a França chegar ser um país rico/desenvolvido? O país teve um passado de maior liberdade econômica durante algum tempo e enriqueceu durante esse período ? (mais ou menos igual aos países escandinavos)
Alguém poderia me ajudar? Estou em dúvida entre os cursos de adm e gestão empresarial
Sobre a relação religião x economia, vale lembrar que:
(1) Todo fenômeno complexo possui várias causas e cada causa produz diversos efeitos. O reducionismo nos induz a conclusões simplórias em qualquer assunto dinâmico e/ou multifacetado.
(2) O que as pessoas pensam sobre religião (mesmo que não sejam “religiosas”) e sobre outros assuntos, sua forma de pensar e viver, suas convicções e valores, tudo isso faz parte integrante da cultura, são influenciadas pelo contexto sociocultural e o influenciam reciprocamente.
Por exemplo: sim, de modo geral os países de maioria protestante aderiram mais ao capitalismo. Mas antes disso eles aderiram mais ao protestantismo por causa de diversos fatores socioculturais prévios (como valorização do trabalho e dos seus frutos materiais e imateriais, parcimônia no consumo, prudência e previdência, responsabilidade individual, respeito pela propriedade privada, etc.) que também os tornavam mais receptivos ao posterior livre-mercado.
Assim, em vez de debater se A causou B, em assuntos humanos geralmente A e B se influenciaram mutuamente (embora um possa ter começado o processo), ambos foram influenciados por C e assim por diante.
* * *
“Mas o otimismo é mais óbvio na China. Isso tem produzido níveis de comprometimento e entrega nunca antes vistos na história chinesa. Os cidadãos de lá realmente acreditam que podem enriquecer, e então passam a trabalhar visando a este fim. Isso gera um extraordinário incentivo para a poupança, para o empreendedorismo, para o trabalho duro, e para o desenvolvimento de novos produtos. A visão de mundo dos cidadãos chineses mais jovens não é a mesma da de seus pais quando estes tinham a mesma idade. Isso fez uma enorme diferença na China.”
Foi feita uma pesquisa, tempos atrás, sobre a pobreza mundial, com pessoas de vários países. Os chineses foram os únicos que em sua maioria disseram acreditar de que a pobreza mundial estava caindo. Não acham interessante isso?