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A esquerda progressista e a consagração da culpa

No
início do século XX, o movimento progressista — à época, liderado pela
esquerda americana — entrou em cena pregando o fascinante e sedutor evangelho
da Libertação da Culpa.  Os indivíduos —
proclamavam audaciosamente os progressistas — estavam reprimidos, inibidos e
repletos de um massacrante sentimento de culpa pelo simples fato de estarem
constantemente cedendo aos seus desejos e impulsos naturais.  A função autoproclamada dos progressistas era
a de efetuar uma jubilosa remoção de todo e qualquer sentimento de culpa, sentimento
esse que havia sido forçadamente incutido nas pessoas pela ‘opressora moral
religiosa’, por padres e pastores.

O
hedonismo, a entrega irreprimível aos desejos e o fim de toda e qualquer
sensação de culpa passaram a ser o comportamento preconizado.  Colocando em uma típica e repugnante frase da
Revolução Sexual da década de 1960, “Se algo se move, acaricie e demonstre
afeto”.  O sexo, por fim, seria “apenas um
gole d’água”, algo natural e inofensivo.

No
entanto, essa era da inocência e da ausência de culpa propugnada pelos
progressistas durou, pelo que me lembro, aproximadamente seis meses.  Logo depois, as coisas se inverteram
totalmente. 

Atualmente, toda a cultura
progressista é caracterizada por um maciço sentimento de culpa coletiva.  Aquele cidadão que não rezar pela cartilha
politicamente correta e não professar (nem que seja apenas da boca para fora)
uma longa lista de culpabilidades solenemente declaradas é automaticamente
rotulado de ‘reacionário’ e será naturalmente tido como um pária em sua vida
pública. 

O
sentimento de culpa é hoje onipresente, a tudo permeia e está difuso em todas
as culturas e classes sociais.  E o que é
ainda mais irônico: tudo isso foi imposto a nós pelos mesmos marotos que
outrora prometiam uma fácil e irrestrita libertação de toda e qualquer sensação
de culpa. 

Um breve resumo dos
sentimentos que um indivíduo tem a obrigação de ter: sentimento de culpa pelo assaltante de rua, sentimento de culpa por
séculos de escravidão, sentimento de culpa pela opressão e estupro de mulheres, sentimento de culpa pelo Holocausto, sentimento de culpa pela existência de
aleijados, de cegos, de anões e de deficientes mentais, sentimento de culpa por comer animais, sentimento de culpa por estar gordo, sentimento de culpa por fumar, sentimento de culpa
por não reciclar o lixo, sentimento de culpa por se locomover de carro e gerar
poluição, sentimento de culpa por não usar bicicleta, sentimento de culpa por haver pessoas negras com renda menor que a
sua, sentimento de culpa por estar “violando a santidade da Mãe Terra” e por aí vai.

Observe
que esta culpa jamais é confinada a indivíduos específicos — por exemplo,
aqueles que realmente escravizaram ou assassinaram ou estupraram pessoas.  A eficácia em se induzir culpabilidade nas
pessoas advém justamente do fato de que a culpa não é específica, mas sim
coletiva, podendo ser expandida e ampliada por todo o planeta e, aparentemente,
ao longo de várias épocas, de modo incessante.

Antigamente,
desprezávamos os nazistas por causa da sua doutrina de coletivização da culpa
(a qual eles impuseram a judeus e ciganos); hoje, abraçamos esse mesmo conceito
nazista como se ele fosse uma característica vital do nosso sistema ético.  Confinar a culpa apenas a criminosos
específicos seria uma atitude que não geraria o efeito desejado justamente porque
não caberia na nossa vigente doutrina do “vitimismo credenciado”. 

Alguns
grupos já adquiriram o status de “vítimas oficiais” — são aqueles que têm
direito a tudo, principalmente ao bolso dos outros cidadãos, os quais,
justamente por não estarem no grupo oficial das vítimas, estão consequentemente
no grupo dos criminosos, e são os “vitimadores oficiais”, normalmente homens
brancos, heterossexuais e bem-sucedidos.

Destes
vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e
consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por
isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às “vítimas credenciadas”,
seja sendo pacificamente assaltado na rua, seja fornecendo vagas de trabalho ou em universidades por meio de cotas, seja concedendo salários
sem nenhuma relação com a produtividade.

Simplesmente
não há maneiras de um determinado indivíduo deixar de ser culpado.  E
foi isso que nossos libertadores progressistas nos impuseram. 

Para piorar, toda essa vitimologia fez com que até mesmo o sexo deixasse de ser visto como algo livre de culpa:
com a implacável diatribe feminista de que “o sexo explora as mulheres”, e a
furiosa mania do “deve-se usar preservativos em nome do sexo seguro”, seria
melhor simplesmente abolir todos esses modernismos e voltarmos para a boa e
velha culpa cristã em relação ao sexo.  Certamente seria
algo mais simples e pacífico.

Grande
parte da atual onda politicamente correta não passa de uma demente tentativa de
justificar e dar continuidade a um comportamento repugnante ao mesmo tempo em
que se tenta substituir o comportamento decente por uma cornucópia de regras
formais ditadas por progressistas.  O
problema é que essas regras formais são o inverso das boas maneiras, pois são
usadas como porretes para impor o desejo de alguns poucos sobre todos os outros
— e tudo em nome da “sensibilidade”. 

Mas
uma hiper-sensibilidade é uma das maiores barreiras que podem ser impostas ao
discurso civilizado e às relações sociais, e servem apenas para fazer com que as
relações humanas voluntárias e francas sejam virtualmente impossíveis. 

Como
em todos os outros aspectos da nossa pútrida cultura, a única maneira de
remediar a situação é oferecer resistência e partir para o ataque frontal e
total contra esses progressistas de esquerda indutores de culpa.  É nesse ataque que jaz a única esperança de
reassumirmos o controle de nossas vidas e retomarmos nossa cultura do controle
destes tiranos maliciosos.

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172 comentários em “A esquerda progressista e a consagração da culpa”

  1. “seria melhor simplesmente abolir todos esses modernismos e voltarmos para a boa e velha culpa cristã. Certamente seria algo mais simples e pacífico.”

    Hahhahahah gostei, anteriormente a culpa era sentimento de quando se fazia algo maléfico a si mesmo, hoje é o contrário, a culpa vem de quando se faz algo que é benéfico a si mesmo pois a cultura predominante é de que ganhar é fazer perder para outro.

  2. Gostei muito desse artigo, se Rothbard tivesse vivo teria adicionado várias ‘culpas’ a mais pra ele
    -Sentimento de culpa por estimular o machismo/estupro de mulheres quando você chama seu filho de ele e sua filha de ela
    -Sentimento de culpa por estimular o machismo/estupro de mulheres quando você dá um carrinho de brinquedo pro seu filho
    etc etc etc…quem duvida procure no google, e bote + nordic countries

  3. Felipe de Lima Pereira

    Na realidade brasileira, o sentimento de culpa é ser bem sucedido, afinal, tem muita gente que nasce pobre por ae, como pode pensar apenas em si mesmo?rs

  4. José Ricardo das Chagas Monteiro

    Saudações, quer dizer então que o plano de um governo mundial é muito antigo, com tanta culpa senão ele, governo mundial, poderá exorcizar o ser humano e evitar futuros males-da-humanidade.Entre os 3(três) focos de poder global – islamismo,elite sino-soviética,elite globalista ocidental – prefiro nenhum, como se fosse possível.

  5. Cristovam Buarque

    O legado da escravidão é NOSSA responsabilidade e cabe a nós terminarmos com ele. Por que? Deixe-me fazê-los recordar do passado.

    Há aproximadamente cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: "Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão". Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade.

    Ainda que não aceitemos vender, aprisionar e condenar seres humanos ao trabalho forçado pela escravidão – mesmo quando o trabalho escravo permanece em diversas partes do território brasileiro –, por falta de qualificação, condenamos milhões ao desemprego ou trabalho humilhante.

    Em 1888, libertamos 800 mil escravos, jogando-os na miséria. Em 2010, negamos alfabetização a 14 milhões de adultos, negamos Ensino Médio a 2/3 dos jovens. De 1888 até nossos dias, dezenas de milhões morreram adultos sem saber ler.

    Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas. Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais.

    Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos.

    Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores.

    Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade.

    Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão.

    A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação.

    Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão. Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar.

    Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888.

    Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço.

    Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação. E, mesmo tendo tudo isso em mente, realizo uma visita a um artigo de Rothbard e noto a defesa da exclusão social permanente dos negros. Amigos, sinceramente…. Embora ninguém aqui apoie a escravidão, negar reparar seu legado é simplesmente anti-ético.

  6. Boas notícias aos libertários!
    Essas novas impressoras 3D podem imprimir armas!
    news.cnet.com/8301-11386_3-57499326-76/you-dont-bring-a-3d-printer-to-a-gun-fight-yet/

    Dá pra fazer até fuzil, sem o controle do governo.

    Abraços.

  7. Hoje no Rio de Janeiro, mais precisamente em Xerém, o distrito atingido pelos desastres da chuva, os comerciantes, fazendo uso da lei da oferta e da demanda, aumentaram o preço de produtos em escassez como água e comida. O resultado foi uma chuva de denuncias dos moradores para este horrível estado assistencialista que nivela as pessoas por baixo. A Delegacia do Consumidor simplesmente prendeu diversos comerciantes por estar aumentando preços! O Brasil é uma economia de mercado ou um governo marxista trabalhista que reprime todas as liberdades de seus cidadãos? Isso é triste e não pode ser permitido, daqui a pouco irão novamente tabelar os preços como já fizeram! Precisamos impedir esse ataque ao livre mercado brasileiro e ao governo keynesianismo-socialista de Dilma Rouseff e Guido Mantega! BASTA!!

  8. Uma opinião, a meu ver sensata, sobre o tema.

    – Trecho do livro “O Tempo – Senhor dos Destinos Humanos”, de Oswaldo Bertolino de Araújo:

    8.2 – Dívida com a África

    O homem da raça negra, ex-mão de obra escrava construtora do Brasil, desde o início colonizado, já sofreu muito a dureza do preconceito. A situação tem mudado pela miscigenação, e nos encanta a cor mestiça da nossa pele nacional, junto com a alegria do samba, o gingado da capoeira e o sabor extraordinário da cozinha afrobrasileira, que se mistura com a indígena e as outras.

    Podemos assumir que somos novos no mundo – nascidos em mistura universal. Amanhã seremos outros, em nossa evolução, de colorido apurado em tantas simbioses. O tempo passa… e nos unimos… fraternalmente! Temos um grande trajeto pela frente, para a harmonização de todos da Terra, pois infelizmente não é em todos os lugares que temos chegado a um relacionamento superior entre as diversas etnias humanas.

    O negro ainda sofre muito prejuízo covarde, em vários lugares. É muito triste vermos a situação de outras nações em dificuldade, especialmente na África, que padece hoje por ter sido mantida indignamente empobrecida, se gerações adultas não lhe tivessem sido brutalmente tomadas, se tivessem sido deixados em paz, livres e respeitados. Se seus jovens e adultos não tivessem sido sequestrados para o trabalho escravo nas Américas, eles teriam ajudado a realizar o crescimento econômico, social e político daquele continente, e assim produzido sua riqueza. Ainda hoje, o continente africano vive as consequências de tão grave e imoral mutilação.

    É moralmente compreensível, e todos podem perfeitamente entender isso, que os países africanos que tiveram parte de seu povo levado à força para outras terras, sejam devidamente indenizados. Suas forças de trabalho afinal lhes foram subtraídas, e suas culturas gerais, linguísticas, crenças, artes, culinárias foram transferidas e apropriadas nas terras estranhas de exploradores, onde foram escravizados para lavrar a terra e fazer os demais trabalhos pesados. Quanto significa tantos prejuízos morais, humanos e econômicos?

    Felizmente resistiram, sobreviveram aos mais duros golpes e ajudaram na construção desta grande Nação Brasileira e de outras mundo afora. Por isso fazem jus ao direito inegável de reivindicarem ressarcimento por tantos prejuízos de que foram vítimas, e à absoluta igualdade de condições com todas as demais raças, tanto aqui quanto em qualquer parte do mundo.

  9. @ALL,

    Eu sei que muitos libertários são bastante religiosos e fazem valer a sua liberdade ao professarem sua fé aqui e em outros fóruns libertários por aí afora. Eu gostaria apenas de sugerir que tentassem não ligar o libertarismo com a fé ou moral religiosas… Embora eles tenham uma história de evolução em conjunto, não são mutuamente necessários.

    Uma pessoa pode ser ateu ou agnóstico, ter uma moral humanista e ainda assim ser libertário. Acho contraproducente e até mesmo perigoso ligarmos religião e libertarismo de forma tão próxima como alguns libertários o fazem. Comentários como “quando cai a moral religiosa do seio da sociedade, entra uma mais rígida, imposta pelo Estado laicizado” além de serem falaciosos, não contribuem em nada para a nossa causa.

  10. @Neto,

    Argumentação ad hominem e falácia de generalização na mesma frase: “os ateus são muito arrogantes e fazendo uma análise profunda na lógica deles, intelectualmente eles nem são essas coisas todas”.

    Os ateus não são um grupo homogêneo, assim como os libertários não o são (e o mesmo podendo ser dito sobre praticamente qualquer grupo genericamente posto em conjunto). Tem ateus muito inteligentes e tem ateus ignorantes, assim como tem libertários inteligentes e libertários ignorantes. Não caia na falácia da generalização e tb não ataque as pessoas pelas suas crenças (ou no caso, pela ausência delas), por favor.

    Só pedi para que, na medida do possível, os libertários evitem ligar de forma tão próxima a moral religiosa com o libertarismo.

    De fato a moral judaico-cristã foi e continua sendo importantíssima para a argumentação em favor do libertarismo. Mas ela não é condição sine qua non e ocupou o lugar histórico de apoiar o pensamento libertário simplesmente por que era a dominante (e continua sendo) no mundo Ocidental. O libertarismo, no entanto, é compatível com uma ampla gama de sistemas morais, incluindo o humanismo (que pode ser visto como a moral judaico-cristã menos os argumentos religiosos) – que é o sistema moral da maioria dos ateus e agnósticos que eu conheço, inclusive o meu.

    De qualquer forma, meu comentário pode ser extensível a outras religiões não-cristãs com sistemas morais compatíveis com o libertarismo, e não somente a ateus e agnósticos. O que só reforça o meu ponto inicial: tentemos nos ater ao libertarismo independente das crenças religiosas de cada um.

    @Eduardo Pimenta,

    “eu não vejo isso nesse comentário em questão. O autor parece estar criticando a moral religiosa, chamando-a de rígida”
    Talvez… mas lendo e relendo o comentário ainda assim não consigo ver dessa forma. A mim continua parecendo que é alguém dizendo que quando a moral religiosa é suprimida da sociedade (i.e. cai) em favor da moral laica, o estado sai fortalecido (através de um enrigecimento)… o que além de tendencioso (levando as pessoas a pensar que um estado religioso é preferível enquanto o que os libertários defendem é justamente a ausência de estado) é impreciso (que moral laica?) e provavelmente incorreto.

  11. Acabei de ver no jornal que tem um projeto de lei aí que quer proibir a venda de armas de brinquedo pra crianças
    Depois vai ser o videogame, uma culpa a mais

  12. Quero acreditar no espírito egoístico dos amigos aqui, e me declarar de esquerda.

    Aos que continuam lendo, eu vos agradeço, e para estes dirigo meus comentários acerca do exposto.

    Quando penso em liberais, me surge a mente pessoas que desconsideram a história, as relações sociais, e os efeitos que as relações econômicas e políticas exercem sobre as pessoas.Pois bem, agora vejo de outra forma, creio em liberais consciêntes e que estudam a sério muitas questões, mostrando que eu estava errado em generalizar o grupo, porém muitos sofrem do mesmo problema que alguns dos meu colegas de esquerda. O infantilismo intectual.

    Esse texto nada mais é do que isso, uma tentativa infantil de relacionar argumentos de esquerda, que são fracos, com respostas igualmente fracas e falaciosas, metodologicamente falando, de uma pretensa ideologia liberal.

    Assumo o risco de críticas dos que aqui navegam, não pretendo doutrinar alguém para minha visão ontológica de mundo, mas espero que os que aqui frequentam ,e se esforçam para fazer de suas idéias uma prática virtuosa , façam uma leitura crítica deste texto.

    Ora, relacionar a dita “culpabilidade progressista de esquerda” com a culpabilidade alemã, é no mínimo uma falta de conhecimento histórico. A forma como o III Reich impunha suas idéias se difere fundalmentalmente da militância de alguns indivíduos de esquerda, o que concatena ambos é a discordância sobre tais conceitos tanto entre os alemães quanto com os de esquerda, ou seja nunca houve na Alemanha hegemonia total da idéia de culpabilidade ou apoio incondicional a estas idéias, assim como na esquerda séria não se tratam essas questões levantadas pelo vies moralista da culpa.

    Também a “culpabilidade” que o autor suscita se baseia numa idéia errada de culpa, os autores sérios de esquerda ( acreditem, existem assim como acredito que existam os libertários sérios), baseiam sua análise nos processos históricos e sociais que fizeram tal e tal grupo de indivíduos marginalizados ou segregados, a culpa com vitimização desses grupos é uma entidade criada pela direita, que vê nessas pessoas coitados e usurpadores, e não numa tentativa da esquerda como um todo de provomover benefícios a um peso morto da sociedade ( que assim julga a esquerda)

    Bom , se há alguma coisa boa a ser considerada nesse exposto, é minha alegria ao ver que a direita, ou pelo menos o autor em questão, trata de forma tão raza e falaciosa tais temas, apelando de forma pornográfica ao uso da retórica, e fazendo relações espúrias entres vários temas, que separadamente são debatidos nos meios intelectuais e acadêmicos por várias vertentes políticas com mais racionalidade.

    Por fim, não espero que nenhum liberal se utilize da luta de classes, ou de qualquer outra definção marxista para analisar qualquer coisa, mas pelo menos contextualize historicamente de maneira lógica, e que relacione os acontecimentos sociais de forma coerente, e não essa elocubração ideológica sem pé nem cabeça.

  13. A esquerda/socialista possui linguagem própria, hj estava pesquisando na internet sobre o filme “o sucesso a qualquer preço”, olhe que definição fantástica que eu encontrei sobre o filme:

    “Num escritório imobiliário de Chicago (EUA) no começo da década de 1990 empregados assalariados da corretora Mitch&Murray têm que enfrentar o desafio de vender sob pena de serem demitidos. São oferecidos prêmios para aqueles que se destacam nas vendas. O primeiro prêmio é um Cadillac; o segundo é um jogo de facas e o terceiro prêmio é a demissão. Na verdade, os tempos são difíceis com a economia norte-americana em recessão. Shelley Levene, Dave Moss e George Aaronow são vendedores veteranos, mas somente Richard Roma está numa maré de sorte. As pistas preciosas de vendas – as “Glengarry Glen Ross” (título original do filme) – são guardadas, tornando-se objeto de desejo dos vendedores por significarem a chance de preservar o emprego. No filme “O Sucesso a qualquer preço”, temos a clara percepção da experiência da precarização do trabalho numa categoria típica de empregados assalariados (corretores de imóveis). Através da experiência de trabalho assalariado dos vendedores de imóveis, explicitam-se as novas formas de estranhamento que perpassam a condição de proletariedade no capitalismo global. Na verdade, no filme, o vendedor de imóvel é a prefiguração típica do trabalhador assalariado do capitalismo global que está hoje mais implicado com disposições mercantis, tendo em vista a redução do contingente de proletários operários industriais e a ampliação do contingente de proletários empregados ligados às atividades de serviços, onde é intenso o contato com o mundo das mercadorias e da relação de venda-e-compra. Esta nova relação salarial do proletário moderno significa maior implicação da subjetividade humana com a forma-mercadoria. “

    shopping.correios.com.br/wbm/store/script/wbm2400901p01.aspx?cd_company=3gEidsJB0Lk=&cd_product=tEaJrDhagCA=&cd_department=kRE2jB/Aj5g=&cd_subdepartment=kHFXASuKiIs=

  14. Uma das razões pelo socialismo (seja o bolchevique, o nacional-socialismo (nazismo) ou o socialismo fascista (Mussolini)) ter tanto sucesso sobre os carentes, ignorantes e canalhas é o fato deles dominarem completamente a linguagem e a semantica. Como as idéias socialistas são EFETIVAMENTE dirigidas para a HEGEMONIA DO ESTADO HIERARQUIZADO SOBRE TODA POPULAÇÃO PRODUTIVA, é óbvio que todos que se beneficiam direta ou indiretamente do Poder absolutista do Estado tornam-se defensores e militantes de todas as idéias socialistas que visam exclusivamente convencer toda população a servir a hierarquia estatal em absoluta submissão, uma submissão que nem os despotas usufruiram; sobretudo por conquistar grande parte de servos absolutamente voluntários. Claro que a distribuição de privilégios legais/oficiais e oficiosos, cargos, sinecuras, verbas e etc., provocam uma união de sectários ansiosos por difundirem as idéias socialistas, que visam justificar e instaurar o Poder totalitário de uma classe organizada e hierarquizada, e assim chegam mesmo a difundir significados para as palavras que acabam dificultando o entendimento. òbvio que se valem das palavras sem aterem-se a seus significados, usando-as como xingamentos contra adversários através da entonação como também em autopromoção, como concedendo-se honrarias através do uso arbitrário das palavras, além de deturpar-lhes os significados para obscurecer o entendimento das questões.

    Os adversários das idéias totalitárias (socialistas) não sabem usar as palavras, pecam pela incapacidade da originalidade e se entregam à confusão semântica que que ase apossa dos meios de comunicação e formação de opinião.
    Os socialistas dizem-se “progressistas” e os adversários assim os tratam, chamam os adversários de reacionários e assim eles aceitam, mesmo que Nietzsche antes de ver o socialismo na pratica o tenha dito uma reação ao progresso, pois que efetivamente reagiam às idéias liberais que tomavam corpo. O socialismo foi uma reação aristocratica, uma reação daqueles que ambicionavam o Poder absolutista do governo e criaram uma nova ideologia EXATAMENTE NOS MOLDES DA CRIAÇÃO IDEOLÓGICA DO IMPÉRIO ROMANO, com o mesmo pieguismo, vitimismo, renúncia individual em favor do coletivo (das liderançqas ideológicas, ressalte-se), da submissão voluntária como valor, da auto realização através do MITO COLETIVISTA encarnado numa instituição e etc.. O socialismo de fato foi e é o requentar de uma ideologia de exaltação a um Poder absolutista exercido por uma hierarquia ideologica para deliberar sobre a vida e a morte das populações.

    Aceitar que se digam “progressistas”, aceitar que almejam “o bem comum”, aceitar que são abnegados que mesmo vendo o fracasso de sua ideologia safada ainda assim insistem nas mesmas questões …francamente, é de uma tolice atroz! Pode ser lindo alguém achar que todos são bonzinhos e sinceros, mas aceitar que o mal é belo embora equivocado somente apóia moralmente o mal e o torna desejável como troféu moral (não ético, mas arbitrariamnete moral).

  15. Alguns grupos já adquiriram o status de “vítimas oficiais” — são aqueles que têm direito a tudo, principalmente ao bolso dos outros cidadãos, os quais, justamente por não estarem no grupo oficial das vítimas, estão consequentemente no grupo dos criminosos, e são os “vitimadores oficiais”, normalmente homens brancos, heterossexuais e bem-sucedidos.

    Destes vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às “vítimas credenciadas”, seja sendo pacificamente assaltado na rua, seja fornecendo vagas de trabalho ou em universidades por meio de cotas, seja concedendo salários sem nenhuma relação com a produtividade.

    Parece que ele acabou de ler A Revolta de Atlas antes de escrever o post! Especialmente os que tratam do Hank Rearden.

  16. Tenho percebido uma hegemonia grande de afrodescendentes no atletismo, especialmente nos 100m rasos. Penso em propor uma lei que dê aos rivais o direito de iniciarem a corrida 1 segundo antes para manter a justiça.
    Na Ginástica Olímpica, minha proposta é que a nota dos atletas seja elevada em 1 ponto se forem maiores de 1,70m já que os mais baixos têm uma vantagem natural.
    No Basquete e Volei, faremos o contrário. Os atletas com mais de 1,95m serão proibidos de tirar os dois pés do chão ao mesmo tempo.
    Gostaria de ganhar o apoio dos leitores do Mises Brasil.

  17. E os impostos pagos por brasileiros ao longo de séculos por acreditar nessa causa insana de acabar com a pobreza, até roubando de estados da federação com o intuito de amenizar a pobreza de outros? Quem indenizará o “contribuinte” após séculos de esbulhos e mentiras estatistas? E quando o projeto da nova esquerda também se mostrar outra farsa(porque sempre foi,a história confirma) os frustrados pagadores de tributos seriam indenizados por terem sidos ludibriados mais uma vez? Gostaria que SOMENTE os políticos e os ideólogos de esquerda fossem decapitados, quando _mais uma vez_ suas utopias falharem. Que identifiquemos os verdadeiros reparadores do esbulho público.

  18. Sou contra cotas para afrodescendentes,sou contra favorecimentos para gays,lésbicas e tal,mas sou contra,radicalmente contra quem discrimina gays,lésbicas e afrodescendentes,pois os tais que praticam estas violências se acham melhores e superiores gerando com isso a ditadura da maioria,ditadura essa que não quer saber de mudar o status quo atual,e com isso temos de aguentar esse estado obeso em nossas costas,IMB estou com vocês,mas tenho minha opinião…

  19. Bom, eu acho que os garotos da EP tem razão. Eu já tenho complexo de culpa pelo que está acontecendo no Comperj.

    economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,comperj-ja-custa-o-dobro-e-acumula-problemas,177445,0.htm

    Comperj já custa o dobro e acumula problemas

    Complexo petroquímico no Rio já passou de US$ 6,5 bi para US$ 13,5 bi e só deve ter a primeira unidade inaugurada em 2016, com 5 anos de atraso.

    E também tenho complexo de culpa pelo que está acontecendo na Venezuela

    http://www.lanacion.com.ar/1662733-venezuela-el-pais-petrolero-con-peor-desempeno-economico

    Também sento culpa pelos agasalhos que usam os Castro (Adidas e Nike). Não existem agasalhos made in "terceiro mundo"?

  20. Gostaria de saber por que o primeiro criminoso da minha lista abaixo é vítima da sociedade mas os outros dois não

    1 – Indivíduo com histórico de crimes aponta uma arma para a cabeça de um cidadão sem histórico de crimes e lhe rouba algum pertence

    2 – Indivíduo sem histórico de crimes pratica o crime de sonegar impostos

    3 – Indivíduo sem histórico de crimes espanca indivíduo com histórico de crimes

    Gostaria também de saber, uma vez que a esquerda afirma que punir crimes não diminui a criminalidade, por que o primeiro criminoso da minha lista abaixo recebe punições extremamente leves (quando recebe), mas os outros dois recebem penas pesadas.

    1 – Indivíduo com histórico de crimes aponta uma arma para a cabeça de um cidadão sem histórico de crimes e lhe rouba algum pertence

    2 – Indivíduo sem histórico de crimes pratica o crime de sonegar impostos

    3 – Indivíduo sem histórico de crimes espanca indivíduo com histórico de crimes

    Grato!

  21. .
    Quanto ao “Politicamente Correto” prefiro usar definições bem ajustadas ao contexto, são elas:
    Na Universidade de Griffith, na Austrália, há um concurso anual sobre a definição mais apropriada para um termo contemporâneo.

    Este ano, o termo escolhido foi "politicamente correto".
    O estudante vencedor escreveu:

    "Politicamente correto é uma doutrina, sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação (também iludidos e sem lógica) e que sustenta a ideia de que é inteiramente possível pegar num pedaço de merda pelo lado limpo."

    Theodore Dalrymple diz:

    O politicamente correcto é propaganda comunista em ponto pequeno. Durante o meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir ou convencer . . . . mas humilhar e desde logo, quanto menos estiver de acordo com a sociedade, melhor é. Quando as pessoas são forçadas a permanecer caladas quando lhes é dita a mais óbvia das mentiras, ou pior ainda quando são obrigadas a repetir elas mesmas a mentira, elas perdem o seu sentido inquisitor. Concordar com mentiras óbvias é co-operar com o mal, e em menor escala, tornar-se ela mesma também maligna. A capacidade da pessoa de resistir a qualquer coisa é corroída e até destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é mais fácil de controlar.Eu acho que se examinarmos o politicamente correcto, ele tem o mesmo efeito e é suposto que tenha.
    Fonte: omarxismocultural.blogspot.pt/2012/10/politicamente-correcto-vinganca-do.html

    Com relação a sermos escravocratas e a necessidade de reparação, creio que evidenciar esses aspectos, é vivermos no passado. Um dia, num império, num país muito distante…… vivemos num período escravocrata, hoje, não há mais escravidão, há sim, escolas deficientes, professores mal remunerados e sem estímulos, há sim, serviços de saúde precários, há sim, segurança pública, desestimulada a fazer segurança.
    Portanto o que temos a grosso modo, é um arremedo de sociedade democrática, que não privilegia a cidadania, mas sim o próprio estado, face a carga tributária, e a penalização geral da nação, com o estímulo à miséria e o uso da mesma como ativo político.
    Escravos, todos nós cidadãos de bem, produtores, seja através do trabalho ou de bens, somos. Escravizados pela tirania governamental e absolutamente corrupta.
    Reparação, reparar o que? Quem sofreu já desencarnou, quem está ai hoje, é vítima sim do estado, mas não da escravidão do Brasil colônia, a água já passou por baixo da ponte, não passará novamente.
    Uma “reparação”, seria educação, saúde, segurança e demais itens da vida moderna para todo mundo, sem olhar para cor, sexo, gênero, nacionalidade, etc. Tratar as pessoas como indivíduos, cidadãos merecedores de respeito. Coisa que o governo atual não faz.
    O demais, é pura balela.

  22. Tá vendo, Leandro? É esse tipo de artigo que eu fico curioso pra saber a data em que foi escrito.

    É este tipo de artigo que tem coragem também, diferente do outro que critiquei “por que parei de perder tempo com política”. Eu acho que esse teve uma conclusão mais motivadora.

  23. Boa tarde, nobres colegas.

    Gostaria de questionar a relação entre os progressistas e as ideias tratadas pelo autor do texto, Sr. Rothbard.

    Desconheço, por ventura, quando esse senhor escreveu seu texto, talvez, estivesse retratando o pensamento progressista de sua época, mais exatamente, norte-americano.

    Entretanto, convém ressaltar, que nós, liberais sociais progressistas, se me permitem tal qualificação, temos como base originária concepções que encontram lugar comum nos trabalhos de pensadores como os Srs. Stuart Mill, Durkheim, Kelsen, ou até mesmo em escritos mais clássicos, como os aristotélicos, se permitem um digresso maior na história. Sem, no entanto, quedarmos de valores como o livre mercado e concorrência, pois aceitamos a visão Lockiana e Smithiana, bem como a dos demais propagadores desses ideais.

    Aquelas concepções encontram-se, em resumo, na tese de que o homem é um ser em constante desenvolvimento, não apenas biológico, mas psicológico (o que reconheço ser redundância) e sociologicamente. A ideia de progresso reside, em sua formula mais básica, no seguinte brocardo: “o homem de hoje não é e jamais será o mesmo de ontem”.

    Mas, qual é a relação desse brocardo com o tema tratado pelo Sr. Rothbard? Podem estar se indagando neste momento.

    A resposta não é complexa: acreditamos que, filosoficamente, o homem original tinha tendências mais individualistas, centradas, talvez, no seu grupo de convívio, destituído do acervo de conhecimentos. Após o transcurso de séculos, na medida em que adquirira conhecimentos e “iluminação”, aquelas tendências caminharam não para um mero coletivismo, mas para uma concepção universal do bem-estar da pessoa humana, independentemente se pertence a sua ou àquela sociedade. Explico.

    É um ideal de transposição, por exemplo, de barreiras culturais. O progresso é apenas a constatação dessa transformação lenta e contínua. Um dos seus pontos máximos, noutro exemplo, é a própria Declaração Universal dos Direitos do Homem.

    Em suma, poder-se-ia resumir da seguinte forma: a base ideológica do liberalismo social progressista reside na concepção de que naturalmente o homem passou a considerar como um dos seus objetivos libertadores o bem-estar do próximo, não apenas daqueles que conhece, mas, como ponto principal, dos que jamais conhecerá. Eis a universalidade.

    Esse sentido, senhores, reconheço que pode ser questionável, pois visão filosófica alguma pode ser considerada como verdade última, mas é a que nos impulsiona, os liberais sociais, bem como outros, no caso, penso os sócio-democratas contemporâneos (que, ao abandonarem a concepção clássica de transformação da sociedade capitalista para a sociedade socialista, fundiram-se conosco, assumindo nossos ideais liberais).

    Então, chegamos ao ponto crucial: o “sentimento de culpa” tratado pelo Sr. Rothbard. Para a concepção progressista, esse sentimento nasceu no momento em que o próprio homem se transformava para culminar na percepção da universalidade do bem-estar, teve, portanto, seu valor como propósito evolucionista. Essa questão não é simples de ser tratada, pois guarda inúmeros antecedentes históricos, mas no geral, vejam bem, “no geral”, esse sentimento foi desenvolvido e inculcado no homem principalmente pelas concepções de origem judaico-cristã, que, certamente, influenciaram durante muito tempo o mundo ocidental. Prega-se, por exemplo, na moral religiosa (sendo esta uma breve e afoita explicação): “que o homem rico devia doar suas riquezas para o homem pobre”. Isso, certamente, causa-lhe, no homem, efeitos psicológicos e sociológicos, que podem ser consubstanciados nesse “sentimento de culpa”.

    Entretanto, a religião, certamente perdeu muito dos seus efeitos sobre a mente livre de homens livres. É a própria consequência da evolução do conhecimento, ainda que se resguarde, dentro de cada homem per si, sua liberdade religiosa. Igualmente, perde força, portanto, essas concepções originárias de uma culpabilidade por situações pelas quais, obviamente, um homem per si não criou.

    Nesse aspecto, a visão progressista preconiza que homem algum é obrigado, tampouco deve-se sentir culpado para ajudar os necessitados. Não existem problemas em se ser rico diante de pobres, de ter tido melhores oportunidades que os desafortunados. Não é isso. A nossa visão, em prol do progresso – aí que reside a contra-crítica ao Sr. RothBard -, é que o homem, hoje, independentemente do seu sucesso econômico, vive sob um prisma evolutivo: “do querer o bem-estar do próximo” – tanto do rico para o pobre, quanto do pobre para o rico. É por isso que negamos, nesse aspecto, bastante simplificado, uma luta de classes.

    O que impera no nosso agir é um princípio: “o princípio da solidariedade”. Isso, nobres colegas, é o ponto fundamental. Não é ser solidário com o pobre, com o desafortunado, pois até mesmo o rico e o afortunado podem sofrer nesta vida, mas ser solidário, compassivo, e querer-lhes o bem-estar. É apenas dessa forma, acreditamos, que o ser humano caminhará para sua derradeira liberdade. A verdadeira libertação do homem encontra-se em: “ser feliz e ver os outros felizes”.

    É, novamente, essa visão filosófica progressista que serve de força motriz para os liberais sociais e sócio-democratas. Não queremos espoliar a propriedade privada de ninguém, ainda mais forçadamente, o que queremos é ser solidários, trabalhar esse aspecto nos homens, para que a humanidade, independentemente de fronteiras, culturas e Estados, progrida. É esse o nosso ideal.

    O ideal, quando aplicado para as forças políticas, implica na consecução de ações sociais, não no sentido de assistencialismo, pois reconhecemos ser contraproducente, mas de forma racionalizada, para que todo homem tenha o necessário bem-estar para que possa progredir, desenvolver-se e produzir. A perspectiva é pelo investimento social, qualificar a mente, o espírito e o corpo dos homens, pois reconhecemos que nem todos têm as mesmas oportunidades, por vezes, por exemplo, em virtude das próprias profissões que ocupam, necessárias existir, mas que não são, essencialmente ou intrinsecamente, produtoras de riquezas, resultando na negativa do acesso aos bens-sociais (ex.: boa moradia e boa educação). Por se tratarem aquelas de ações racionalizadas, esperamos que haja um retorno social, não apenas em capital econômico, mas em capital cultural, científico, humanitário, que seja.

    Isso justifica ações sociais promovidas pelos liberistas sociais progressistas. Entretanto, vale lembrar, trata-se de um “ismo”, dentre muitos outros, portanto, não somos donos da verdade última, mas sempre estaremos dispostos a recepcionar boas ideias provenientes de quaisquer correntes de pensamento. É a própria concepção progressista: o progresso de ideias e pensamentos.

    A visão é aparentemente utópica, porém, lembremo-nos que apenas foi tratada no seu aspecto filosófico. E a amiga da sabedoria sempre soará utópica, pois não está no mundo “material”, mas no mundo “espiritual”.

    Obrigado, nobres colegas, pelo espaço.

  24. Desconfie de todo aquele que tenta extrapolar a culpa além da pessoa do próprio culpado. Esse é, sem dúvida, tão culpado quanto o próprio culpado.

  25. Sobre o título deste post, onde é usada a expressão: PROGRESSISTA.
    .
    Com relação ao uso deste termo pela esquerda(comunismo), o único progressismo que é evidente que eles fizeram, a história que o diga, foi o pregresso de cadáveres pelos quais eles pisaram e para nós brasileiros, mais recentemente, o progresso da CORRUPÇÃO, ROUBALHEIRA, mentiras e canalhices em geral.

  26. A culpa é amplamente usada pela religião ( é feio fazer isso, Deus ta vendo e você vai pro inferno! ) e por mensagens publicitárias filantrópicas ( fazer você se sentir culpado por comer bem todos os dias e ter onde morar. ) Nunca caio nessa manipulação.

  27. Na minha opinião, ninguém menos do que Shakespeare discorreu melhor sobre a realidade humana. “O Homem já está pronto”, “Há mais no universo do que imagina a nossa vã filosofia” e por aí vai.
    Culpa é coisa de religião ou ideologia, que são a mesma coisa.
    Quando do advento da mente nos humanos, nasce o ideal, que se sistematizou em religiões ou ideologias. Antes se vivia a verdade como os outros animais ainda a vivem. A interação do corpo com a realidade presente ou também hoje com fatos concretos como os descritos em livros científicos.
    Embora a maior parte das pessoas se contaminem com o ideal, há aqueles que , por alguma razão, vivem o palpável e o visível, o que os conduz ao óbvio; têm os pés no chão; criam e produzem. Essas coisas naturais, que contraria sobremaneira a esquerda, que vive num mundo religioso, num mundo de verdades e moral estabelecidas, que nada produz a não ser discursos emocionar os incautos e fazer massa de manobra para tomar o poder e dele se refestelar.

  28. Ensinaram o povo a ser totalmente passivo, depois enfiam goela a baixo tudo aquilo que lhes convém, utilizando de violência, ainda que não física.

  29. O partido bolchevique PT deve ganhar as eleições primeiro existe possibilidade barrar o Lula? E se ganhar tem que ser tirado do poder aí só os militares para derrubá-los pois eles estão engasgados do “golpe” 2016 e farão de tudo para se vingar!

  30. Meu caro colega, o establishment está costurando as coisas para que tudo fique o mais alinhado possível com as diretrizes da ONU e demais órgãos internacionais. A indicação de Alckmin como vice do molusco não foi por acaso.

    ====Inclusive querem dar um jeito de restringir (e mesmo banir de vez) o alcance da plataforma Telegram, sabendo o poder descomunal que meios alternativos oferecem. Mas duplipensadamente, isto não é um ataque “à democracia” para os canhotos. Ao menos ainda não tenho visto manifestação dos mesmos por hora; se algo ocorrer, me interessarei em ver a postura de meu supervisor progressista que utiliza o aplicativo.

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