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A economia brasileira – um resumo de final de ano

O
frenesi intervencionista

O
ano de 2012 certamente já tem seu lugar garantido na história econômica
brasileira: foi o ano em que o governo mais exacerbou suas intervenções na
economia.

Sim,
é verdade que a economia brasileira da década de 1980 e da primeira metade da
década de 1990, com seus congelamentos de preços, monopólios estatais e
hiperinflação, era muito mais estatizada e bem menos livre que a atual.  Porém, mesmo naquela época, havia uma
tendência de adoção de medidas de desestatização.  Se, de um lado, o governo congelava preços e
hiperinflacionava a moeda, de outro, ele reduzia tarifas de importação,
extinguia reservas de mercado e privatizava estatais deficitárias.  Se o governo se intrometia demais em alguns
campos, em outros ele dava sinais de que iria se retirar.

Em
2012, só houve notícias ruins.  O estado
se agigantou em todos os setores da economia. 
Mesmo a única notícia aparentemente positiva — a redução do IPI dos
automóveis — veio acompanhada 1) de um aumento sanguinário das tarifas de
importação e do IPI para automóveis estrangeiros, fazendo com que seu a carga
tributária total sobre eles chegue a soviéticos
340%
; 2) da imposição de quotas
para a importação
de automóveis do México, 3) da proibição de demissões por
parte das montadoras, e finalmente 4) da ideia
ainda não descartada de que o governo iria supervisionar os balancetes das
montadoras, estipulando um teto para suas margens de lucro.

Qual
foi a consequência de tamanho protecionismo e intervencionismo no setor
automotivo?  Com a palavra,
a própria beneficiada: “a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de
Veículos Automotores) calcula uma queda de 1,5% na produção neste ano ante
2011. Esta será a primeira queda na produção desde 2002.”

Ou
seja, ocorreu exatamente o oposto do intencionado pelo governo, que era
aumentar a produção e o emprego. 

Com
efeito, o mesmo fenômeno pôde ser observado em todo o setor industrial.  Incontáveis medidas intervencionistas e
protecionistas foram colocadas em prática, como os seguidos recordes de apreensão
de bagagens em aeroportos
, o aumento
do PIS/COFINS sobre produtos importados, os sucessivos recordes de arrecadação
com o imposto de importação contra ‘o
importado barato
‘, os desembolsos recordes do BNDES para as grandes
empresas, a exigência de uma enorme fatia de conteúdo nacional para as
produções industriais de todos os tipos, a proteção explícita aos setores
têxtil, de calçados, de brinquedos, de artefatos de madeira, de palha, de
cortiça, de vime e material trançado e transformados de plástico, além do aumento da
taxa de importação sobre lâmpadas e sapatos chineses, pneus, batata, tijolos,
vidros, vários tipos de máquinas, reatores para lâmpadas ou tubos de descarga,
vagões de carga, disjuntores, cordas e cabos, móveis, triciclos, patinetes,
bonecos, trens elétricos, quebra-cabeças, produtos lácteos (leite integral,
leite parcialmente desnatado e queijo muçarela) e pêssegos (sério!). 

Adicionalmente,
o câmbio em 2012 foi substancialmente desvalorizado em relação a 2011 (de
R$1,60/US$ para R$2,10/US$).

cambio.png

Gráfico 1: taxa
de câmbio real/dólar; Fonte: Banco Central

Pela
lógica dos intervencionistas, tamanha desvalorização cambial em conjunto com
toda aquela cornucópia de medidas protecionistas deveria ter colocado a indústria
em estado de extrema pujança.  E o que
houve?  Tanto a produção
industrial
quanto o emprego
na indústria
caíram em relação ao
ano passado.

Óbvio: desvalorizar a moeda e encarecer importações serve apenas para reduzir o poder de compra da população, que agora terá de gastar mais dinheiro com produtos de menor qualidade, e consequentemente terá menos dinheiro para gastar em outros bens e serviços.  Isso é um ataque direto ao padrão de vida.  Uma população com menos poder de compra não ativa indústria nenhuma.

O que vimos em 2012 foi mais um exemplo da arrogância fatal de burocratas e planejadores que juram
saber exatamente como os indivíduos irão reagir em decorrência de suas
intervenções no mercado.  Para eles,
empreendedores e consumidores padecem do condicionamento clássico do cão de
Pavlov: estão sempre prontos a agir estritamente de acordo com estímulos
recebidos do governo.  Porém, quando o
plano dá errado e tudo sai exatamente ao contrário do planejado, em vez de
humildemente reconhecerem o erro e reverterem suas intervenções, eles
simplesmente dizem, com toda a arrogância, que o que fizeram foi certo mas
insuficiente, de modo que mais estímulos se fazem necessários.

Curiosamente,
nas últimas recessões brasileiras, em 2003 e em 2009, o governo não saiu
baixando pacotes e nem recorreu a medidas intervencionistas mais
proeminentes.  Em 2003, ele seguiu a
cartilha clássica: elevou juros e congelou os gastos.  Adicionalmente, não tentou controlar preços e
nem privilegiar nenhuma indústria.  Também não recorreu ao protecionismo.  Por não ter atrapalhado e nem ter gerado
incertezas, a economia se recuperou em um ano. 
Em 2009, embora tenha havido um pouco mais intervenção do que em 2003, o
governo não interveio no câmbio e nem recorreu a políticas protecionistas.  Principalmente, ele permitiu que preços e
salários se ajustassem para baixo.  Isso,
novamente, permitiu uma
rápida recuperação
.

O
atual governo Dilma, o qual reinstituiu a figura do czar da economia — Guido
Mantega é, ao mesmo tempo, Ministro da Fazenda, presidente do Banco Central,
ministro do Planejamento e ministro do Desenvolvimento — já é, sem rivais, o
mais intervencionista desde a criação do real. 
Ela conseguiu a façanha de fazer seu antecessor parecer um moderado.

E
não há muitos indícios de que isso será revertido no curto prazo.  Uma das possíveis próximas tragédias desse intervencionismo
já está se desenhando no setor
elétrico.  Aguardemos.

A
estagnação econômica

A
principal debilidade da economia brasileira é que ela não se baseia em poupança
e nem em investimento, mas sim no fomento ao consumismo puro e simples.  Para o iluminado que comanda a Fazenda, se
você estourar o seu cartão de crédito e depois pedir empréstimo no banco para
cobrir o rombo em sua fatura e voltar a consumir ainda mais, você está
estimulando a economia.

Todo
o modelo de crescimento se baseia na expansão do crédito.  E tal modelo possui óbvias limitações.  A mais visível delas é o aumento do
endividamento.  Se o governo estimula as
pessoas a se endividarem para consumir, não é de se espantar que cheguemos a um
momento em que tanto o nível de endividamento quanto os gastos das famílias com
o serviço de suas dívidas (pagar juros e amortização) seja intolerável.  De acordo com as últimas estatísticas, o
endividamento das famílias (linha azul) é de quase 45% da renda nacional, e os
gastos das famílias para cumprirem o serviço de suas dívidas (linha vermelha) é
de 22,5% de sua renda.

endividamento.png

Gráfico 2:
endividamento das famílias e gastos com serviço da dívida; Fonte: Banco Central

A
título de comparação, como é possível ver no gráfico deste artigo,
esta mesma variável (linha vermelha) para os americanos é de 11%.

Em
um cenário destes, resta óbvio que adicionais estímulos ao consumo não apenas
são ineficazes em termos de crescimento econômico, como também são extremamente
perigosos.

E
esse endividamento explica boa parte da atual estagnação econômica.

Explicando
a mecânica da estagnação

Para
entender a estagnação, é necessário analisar o que está acontecendo com aquela
variável que representa a metade de toda e qualquer transação econômica: o
dinheiro.  Dado que o dinheiro é o elo
entre todas as atividades econômicas, qualquer alteração na quantidade de dinheiro
— e, principalmente, na taxa de
crescimento da quantidade de dinheiro
— irá inevitavelmente provocar
movimentos generalizados em uma economia. 
Todo e qualquer ciclo econômico é causado por variações na quantidade de
dinheiro na economia.

Portanto,
para entender os ciclos de expansão e recessão de uma economia, para entender
por que há períodos de crescimento econômico seguidos de períodos de
estagnação/recessão, é necessário estudarmos as variações no meio geral de
troca, que é o dinheiro.

No
atual sistema monetário e bancário, o Banco Central controla a base monetária
do país.  Porém, a quantidade de dinheiro
produzida pelo Banco Central é insignificante se comparada à quantidade de
dinheiro eletrônico que o sistema bancário cria por meio da expansão do crédito
através de seu sistema de reservas fracionadas. 
Sempre que uma empresa ou um indivíduo qualquer vão a um banco e pedem
um empréstimo, o banco cria do nada dinheiro eletrônico na conta-corrente deste
tomador de empréstimo.  O dinheiro não foi
retirado de nenhuma outra conta.  Ele
simplesmente foi criado ex nihilo.  O bancário apertou algumas teclas no
computador e dígitos eletrônicos surgiram na conta-corrente do mutuário.  É assim que o dinheiro entra na economia no
sistema monetário atual e é assim que a quantidade de dinheiro em uma economia
aumenta. (Todo este processo foi explicado em detalhes neste artigo, de modo
que, pelo bem da brevidade, ele não será repetido aqui).

Embora
toda a concessão de crédito represente criação de dinheiro, existe também a
operação inversa, que é a destruição deste dinheiro que entrou na economia.  Por exemplo, quando um banco quer aumentar
seu capital, ele vende um papel.  A
pessoa ou empresa que comprar este papel irá transferir dinheiro da sua
conta-corrente para este banco.  O banco
pegará este dinheiro (totalmente eletrônico) e irá contabilizá-lo como ‘reservas
bancárias’, que é um ativo em seu balancete. 
Ao final do processo, houve uma redução da quantidade de dinheiro na
economia e um aumento das reservas bancárias, que é um dinheiro que não está na
economia.  Exatamente o mesmo
procedimento ocorre quando um banco vende dólares em sua carteira para algum
cliente ou mesmo quando ele toma empréstimos junto a corretoras,
distribuidoras, sociedades de arrendamento mercantil e fundos de investimento
financeiro.

Fiz
essa digressão técnica apenas para explicar por que a quantidade de dinheiro na
economia não é idêntica à quantidade de crédito criada pelo setor
bancário.  Embora bancos criem dinheiro
concedendo crédito, eles também destroem dinheiro quando vendem algum papel
para se recapitalizar.

Entendido
isso, o gráfico a seguir mostra a evolução da quantidade total de dinheiro na
economia.  Trata-se de papel-moeda em
posse de indivíduos e empresas, mais o total de dinheiro eletrônico em
conta-corrente, em poupança, em depósitos a prazo e em outros depósitos no
sistema bancário.  Em suma, o gráfico
mostra todo o dinheiro que foi criado via concessão de crédito, e já descontado
de todo o dinheiro que foi retirado da economia.  Trata-se de um bom indicador para saber se o
ritmo da concessão de crédito está maior, igual ou menor do que o ritmo da
retirada de dinheiro da economia, o que, por sua vez, indicaria uma maior
cautela dos bancos.

(Infelizmente
as duas variáveis não são fornecidas já somadas, de modo que tal operação
aritmética será feita no segundo gráfico).

moedas.png

Gráfico 3:
papel-moeda em poder do público mais depósitos em conta-corrente (moeda) mais depósitos em poupança,
depósitos a prazo e outros depósitos em bancos (quase-moeda); Fonte: Banco Central

Abaixo,
a soma das duas variáveis acima, desde janeiro de 2009, ano da última recessão.  Observe que a partir de meados de 2009,
começa a haver uma aceleração do crescimento da quantidade de moeda na
economia.  Tal aceleração se intensifica
em 2010.  Essa foi a época do crescimento
econômico forte, porém artificial.  Em
2011, começa a haver uma desaceleração. 
Em 2012, o crescimento monetário praticamente se estanca no segundo
semestre.

Aceleração.png

Gráfico 4:
crescimento da quantidade total de moeda na economia; Fonte: Banco Central

No
Brasil, desde 2009, os indivíduos intensificaram seu endividamento (ver gráfico
2) para poder consumir, na crença de que a expansão do crédito continuaria farta
e que sua renda futura continuaria aumentando, o que facilitaria a quitação
destas dívidas.  Já as empresas embarcaram em investimentos de longo prazo
levadas tanto pela redução artificial dos juros criada pela expansão monetária
do Banco Central (o que fez com que os investimentos se tornassem mais
financeiramente viáveis) quanto pela expectativa de que o aumento futuro da
renda possibilitaria o consumo dos produtos criados pelos seus
investimentos. 

No
entanto, tão logo o endividamento foi aumentando, a demanda por mais empréstimos foi se arrefecendo e o modelo de expansão do
crédito foi se esgotando.  Consequentemente, a taxa de crescimento da quantidade de dinheiro na
economia brasileira começou a desacelerar.  Isso fez com que os projetos das empresas, das indústrias e dos indivíduos se
comprovassem irrealizáveis.  No caso dos indivíduos, esta redução na taxa
de crescimento da oferta monetária fez com que suas rendas não aumentassem como
haviam previsto ainda no ápice do boom econômico, o que tornou suas dívidas difíceis de serem quitadas.  No
caso das empresas, tal redução faz com que suas receitas futuras não fossem as
previstas (vide o caso das indústrias e, mais recentemente, da Gol
e de empresas
do setor imobiliário
), ao mesmo tempo em que seus custos (com mão-de-obra e
bens de capital) seguiram crescendo em decorrência da inflação passada.

Vale
ressaltar que não são reduções forçadas nos juros que irão resolver esse
problema.  Reduções nos juros estimulam
consumismo, mas não estimulam mais poupança, que é justamente do que endividados
necessitam. 

Caso
não haja reversão da tendência acima, o ano de 2013 promete dificuldades. 

Para mais detalhes e mais dados sobre o
mecanismo de expansão do crédito no Brasil e seu efeito direito sobre vários
indicadores da economia brasileira, sugere-se este artigo.

O
maior problema do Brasil para o longo prazo

Enquanto a imprensa se ocupa em alardear os previsíveis e desimportantes
números do PIB (para entender por que o PIB nada diz de concreto ver aqui, aqui, aqui e aqui), fatores realmente
importantes e decisivos estão sendo ignorados. 

Por
exemplo, a destruição do poder de compra da moeda em conjunto com as
proibitivas tarifas de importação.  Temos
hoje uma moeda continuamente inflacionada e desvalorizada em relação às outras
moedas, o que encarece sobremaneira as importações de bens de capital e bens de
consumo.  Além de a unidade monetária
comprar cada vez menos, o governo ainda impõe tarifas de importação para
encarecer ainda mais as compras do exterior. 
Ou seja, ao mesmo tempo em que encarece as coisas aqui dentro, o governo
proíbe a população de comprar barato do exterior.

A
consequência desse fechamento das fronteiras? 
Coube ao Financial
Times
nos mostrar.  O gráfico abaixo
ilustra a produtividade de alguns países em relação aos EUA.

Labour-productivity-the-gap-with-the-US.png

Gráfico 5:
produtividade da mão-de-obra em de vários países em relação à mão-de-obra
americana

Observe
que a produtividade dos trabalhadores brasileiros não apenas está em queda
livre, como é a única que vem caindo
década após década.  Um trabalhador
brasileiro médio tem apenas 20% da produtividade de um americano.  No ano de 1980 (atenção, ano; e não década), ele tinha 30% da produtividade.  (Deve-se levar em conta que toda a década de
1970 foi de estagflação para os EUA, sendo aquela a sua década perdida; daí o
salto brasileiro observado entre 1970 e 1980. 
Já em 1990, após a década perdida de 1980 para o Brasil, as coisas
voltaram a ser como antes).

Por
que essa queda contínua?  Meu palpite: porque
além de termos uma mão-de-obra pouco instruída, as tarifas protecionistas
impostas pelo governo encareceram ainda mais a importação de bens de capital,
justamente o que poderia aumentar nossa produtividade no curto prazo.  Alexandre Schwartsman comentou
isso recentemente:

Desde o terceiro trimestre de 2011 os preços em dólares dos
bens de capital importados recuaram 1%, mas a depreciação da moeda, 24% no
período, implicou uma elevação de 23% no preço em reais destes bens (19%
descontada a inflação).

Esta não é, provavelmente, a única causa da queda do
investimento, mas é difícil comprar a ideia que um aumento desta magnitude no
preço dos bens de capital não representa um impacto negativo na decisão de
investir…

Com
uma mão-de-obra mal instruída e pouco produtiva, dificultar o acesso a bens de
capital seria a última coisa que qualquer ser racional defenderia.  Mas estamos falando do governo, que opera em
outra dimensão de inteligência.

O
padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e
serviços.  Quanto maior a quantidade de
bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade
dessa oferta, maior será o padrão de vida da população.  Por exemplo, quanto maior a oferta de
alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de
serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de
construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de
cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população. 

Porém,
a quantidade e a diversidade não bastam. 
A facilidade de acesso a estes
bens e serviços — no caso, quão caros eles são — também é essencial.  Por isso, é de suprema importância termos uma
moeda forte.

12273_493509127356490_2092759000_n.jpgNo
Brasil, além de a qualidade dos serviços no geral ser ruim, a quantidade e a
variedade de bens de consumo é muito baixa, pois além de o governo dificultar
ao máximo as importações, nossa desvalorizada moeda não tem poder de compra em
relação às principais moedas do mundo.  E
não bastasse a pouca oferta e a pequena variedade de bens e serviços, o acesso
a eles é caro, justamente porque o governo destrói continuamente o poder de compra
da moeda.

Portanto,
eis a realidade atual do Brasil: qualidade da mão-de-obra em queda livre,
quantidade e variedade de bens e serviços bastante insatisfatória, e acesso a
eles cada vez mais caro.  Em vez de
facilitar a aquisição de bens de capital, o que poderia remediar a questão da
baixa produtividade e da qualidade dos bens e serviços, o governo dificulta o
acesso, tanto por meio de tarifas quanto por desvalorizações cambiais.  E, para piorar, não há absolutamente nenhuma
tendência de melhora na qualidade da mão-de-obra.  Esse é o nosso padrão de vida

Mais
ainda: a julgar pelas políticas adotadas pelo atual governo no que tange a
protecionismo, câmbio e inflação, não há nenhuma indicação de que isso irá
mudar no futuro próximo. 

Isso
sim será definitivo para o futuro do país — e não o acréscimo de meros dígitos artificiais ao
PIB.

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150 comentários em “A economia brasileira – um resumo de final de ano”

  1. Ótimo texto como sempre, Leandro.

    O que é pior é que não acho que o Brasil seja uma exceção. Digo, o Brasil continua medíocre como sempre, mas esse aumento de intervenção estatal recente é mundial. Aqui na França, e na Europa em geral, a coisa não vai nada bem. Você deve ter ouvido falar sobre o êxodo fiscal que começa a ocorrer na França. Mesmo a Suíça, menina dos olhos de muitos liberais, parece ter lentamente aumentado o poder do governo central, além de ter abandonado a responsabilidade monetária ao decidir atrelar o franco ao euro.

    E mesmo num nível mundial, os EUA e a UE estão cada vez mais aumentando seus controles. Já ouviu falar do FATCA? Em resumo, ele permitirá ao governo dos EUA por ex. de obter informações bancárias sobre qualquer um de seus súditos, independente do país em que esteja a conta. E é praticamente impossível para um banco de não implementar as regras, pois todos os bancos que a implementam seriam proibidos de transacionar com esse banco que não implementa, e todos os bancos de um país que assina o acordo são obrigados a implementar se não me engano. Na prática os EUA acabam tendo jurisdição mundial, devido ao forte sistema de rede dos sistema financeiro. Na prática é impossível para um banco ficar de fora, mesmo que esteja num país que não assina o acordo.

    Enfim, os estados parecem estar ficando desesperados por controle. Resta saber se é porque estão definhando, como diz Jeffrey Tucker, ou se é apenas mais uma etapa rumo ao “Admirável Mundo Novo”.

    Aproveitando que já estou aqui, vou fazer esse comentário eu mesmo porque senão algum detrator do site vai fazê-lo de qualquer maneira: no texto você critica o PIB. Mas essa estatística de produtividade é baseada no PIB, dividido pelo número de empregados. Será que não cabe uma nota ou algo dizendo porque nesse caso faz sentido usar o PIB?
    Eu não diria que o PIB é 100% inútil como estatística, mas com certeza é pretensiosa e perigosa, principalmente se observada apenas no curto prazo. Nesse gráfico de produtividade, a análise vai de 1950 até hoje, não é curto prazo.

    Abraços,
    Tiago.

  2. Excelente artigo. Muito bem escrito e elucidador.

    Leando, você teria sugestões para mudar esse rumo? Ou será que teremos que esperar por um `desastre´ para que nossos governantes mudem radicalmente de postura?

    Abraços.

  3. Muito bom o artigo, apesar de trazer notícias muito ruins.

    Parabenizo o Leandro e o IMB pelo fato deste site ser uma das poucas fontes confiáveis em termos de economia no Brasil, onde a grande mídia é completamente servil em relação aos mandos e desmandos do governo e as universidades estão impregnadas de keynesianos e marxistas. Apesar das dificuldades que todos enfrentaremos, desejo a vocês um excelente ano de 2013 e vida longa ao IMB. E que este site se consolide como o maior portal de estudos econômicos na língua portuguesa.

  4. Bom dia Leandro!
    É fácil entender a verdade (realidade) quando é descoberta. O difícil é descobri-la.
    E como tem brasileiros que ainda nao descobriram.
    abs

  5. Leandro em 1976 eu estudava de manha e trabalhava a tarde. Meu vencimento era meio salario minino (era office boy). Neste tempo, com meio salario minimo, eu comprava uma calca e camisa (nao camiseta, de manga longa) da moda e ainda me sobrava metade do meu salario. É este tipo de comparacao que é interessante fazer como os eleitores baba ovo do governo. abs

  6. O Leandro consegue a façanha de continuar se superando. Os artigos estão cada vez melhores!

    Só lamento muito mesmo que esse tipo de texto não tenha uma chamada nas capas dos principais jornais do país e fique restrito a um nicho. Comparar esse tipo de texto com o que a gente vê nos cadernos de economia faz qualquer um acreditar nos Maias.

  7. ‘Uma das possíveis próximas tragédias desse intervencionismo já está se desenhando no setor elétrico. Aguardemos.’

    Leandro, o governo ter liberado a geração de energia elétrica pras pessoas, não seria uma medida que aliviaria isso? Pelo que entendi basta comprar uma turbina eólica, ou painel solar, que a energia que vc gerar vai vir descontada na sua conta

  8. Leandro, a questão do setor elétrico tem ainda outro agravante, depois de forçar as concessionárias a aceitar uma renovação desfavorável, o governo disse que vai aportar de R$2 a RS3 bilhões para garantir uma “redução” de 20% na conta de luz. Ou seja, vai se endividar, retirar dinheiro da economia, para dar esse “desconto”.

    Outro ponto surreal é o que o governo fez com a Petrobrás. Obrigou a empresa a comprar e capacitar fornecedores locais, o que fez sua produtividade despencar, aumentando a necessidade de importação de petróleo. Porém, com o dólar caro, os custos da petroleira aumentam, para finalizar a destruição, eles congelaram o preço da gasolina.

    Diante desse cenário, só posso concluir que esse governo quer destruir o Brasil.

  9. Meu caro Leandro!

    Porque não estou nem um pouco assustado com tudo que está descrito no seu artigo? Quem acompanha o IMB e sua série sobra a economia brasileira já sabe de tudo isso que ta acontecendo, mas além disso sabe o por que!

    Escrever um artigo cristalino como esse, sem citar um dado percentual do PIB, é só mais uma prova de que a economia austríaca existe para as pessoas. Qualquer uma que tenha desembarcado aqui hoje e ler este artigo, certamente não sentirá falta dessa coisa ridiculamente obsessiva que se tornou o tal PIB no Brasil.

    Ainda ontem o JN mostrou a série de previsões do tal ministro múltiplo. É patético…Mas é ainda pior, pois sabemos que a grande maioria dos brasileiros não se dá conta do que está acontecendo.

    Eu fiz minha parte divulgando o artigo para pessoas produtivas.

    Reitero aqui meus parabéns a você e à toda a equipe IMB.

    Bebo dessa água todos os dias e me mantenho lúcido…prefiro sentir a dor desta realidade, do que ser um ébrio e ficar entorpecido com o conto de fadas do controle do estado!

    Peterson

  10. Leandro,
    Parabens por mais um excelente artigo, o que o mantém na liderança quando o assunto é artigo bom e responsável.
    Apenas uma pequena dúvida, em relacao ao gráfico 4 faria alguma diferença utilizar os meios fiduciários?
    Quando voce fala ” caso nao haja reversão da tendencia acima, o ano de 2013 promete dificuldades”, você afirma que caso nao ocorra uma expansao do crédito ou do M1 a economia ficará estagnada?

  11. O que vocês não entendem é que o governo do PT salvou o Brasil do fim do mundo previsto para 21 de dezembro de 2012 fazendo o país retornar à década de 60.

    Brincadeiras à parte, parabéns por mais um ótimo artigo.

  12. Muito bom seu texto Leandro.
    Eu só estou com uma duvida.
    Vc não acredita que o ano que vem e o ano de 2014 possa ser muito bom para o Brasil por causa da copa?
    Pois veja minha analize.
    O Brasil tem se estagnado ano a ano,eu senti o baque mesmo foi no final de 2011 que o movimento no comercio caiu absurdamente e começou a melhorar em março depois do carnaval,até se estagnar de novo no fim de 2012 coincidentemente apos as greves dos correios e bancos,que agora virou costume ano apos anos.No meio desse vai e vem,o governo tem inventado estimulos para injetar dinheiro na economia,o que se percebe uma melhora no comercio e em geral.
    Com essas observação em mãos,acredito eu que em 2013 ira ser um ano muito bom para o brasileiro.
    por que?
    Com a copa chegando por ai,o governo ira começar a fazer um monte de obra para a copa,vai começar a chegar estrangeiros investindo um monte no Brasil por causa da copa e etc.
    2014 por ser um ano de copa do mundo e eleições,acredito eu que sera um ano muito bom.
    2015 ja sera um ano mais anemico,mais parecido com esse,mais ainda sera bom,pois tem as olimpiadas de 2016,mais estrangeiros investidno e gastando aqui.
    2016 sera o ano da olimpíada e eleições municipais e sera bom tambem.
    Resumindo:
    Acho que os problemas do Brasil e de sua economia começarão a piorar e ficar critico do ano 2018 em diante.
    Sera que estou certo? O que vc acha?

  13. Só uma consideração. O IBGE divulgou mais uma vez a nada confiável taxa de desemprego para novembro, 4,9%, a menor para o mês de novembro desde que a série começou. Isso é preocupante porque com um crescimento pífio da economia e uma taxa de desemprego cada vez menor, essa queda de produtividade do trabalhador brasileiro deve se acentuar. Mais lamentável ainda é a pressão de grupos empresariais para desvalorizar ainda mais o Real. Nesse cenário, nosso poder de compra e consequentemente nosso padrão de vida pode cair ainda mais.

  14. Excelente apanhado para fechar com chave de ouro este ano bizarro. Feliz Natal e Ano Novo para você, Leandro. Obrigado pelas contribuições. Que o IMB venha ainda melhor em 2013!

  15. Leandro

    Pelo que voc~e fala aqui,e pelo que eu andei lendo no misses esses tempos,a economia do Brasil em 1989 da epoca do Sarney ja foi bem mais regulada e o estado era bem mais forte que hoje,estou certo?
    Você acha possivel que nosso pais entre em um comunismo igual a Venezuela e cuba ou vc acredita que o pior dos cenarios de nosso pais é uma hiper inflação?

  16. Ótimo artigo!

    Pior de tudo é assistir a globo news, jornal nacional e outros programas fazendo reportagens sobre como os alimentos são os vilões da inflação, que a culpa da estagnação brsileira é da crise internacional… enfim, é impossível assistir programas de economia na tv sem ter vontade de evacuar.

  17. Rodrigo Otavio Moraes

    Ainda vou ler o artigo, mas vi a arte que o acompanha, e tenho de dizer. O Artista foi bondoso ao conceder tais pernas à Dilma.

    kkk

    Piadas à parte, conhecer o mises.org.br foi uma das melhores coisas do ano. Obrigado a todos.

  18. O que é que explica essa alta produtividade brasileira nos anos oitenta?
    É impressionante o gráfico…como o Brasil é uniforme, tirando os anos oitenta
    Engraçado, e todo mundo chama de época perdida

  19. Leandro, o que aconteceria se uma quantidade enorme no Brasil decidisse não mais pagar impostos? Isso é muito arriscado? Estou perguntando pq acredito que esse seja o caminho.

  20. Gostaria de mandar esta mensagem para parabenizar todos os organizadores e colaboradores deste site!

    Gostei tanto que cheguei a pensar em fazer uma segunda faculdade, de economia. Mas desisti porque percebi que não estudaria nada do que vejo aqui.

    Estou no último ano do curso de Administração e por aqui já vejo coisas improdutivas por causa da interferência estatal. Certa vez perguntei ao meu coordenador de curso porque tinha informática na grade e ele me respondeu que o curso tinha que ter um determinado número de matérias para atender a exigência de X horas/aula de curso elaborada pelo Ministério da Educação. Ou seja, poderia ser feita uma grade de matérias mais enxuta para tornar o curso mais econômico e produtivo, mas não pode ser assim porque um burocrata do Ministério da Educação determinou que o bacharelado tem que ter o número XYZ de horas, independentemente de que matéria você vai estudar.

    Além do desperdício de tempo por eu ter tido que estudar biologia durante 3 anos no ensino médio, matéria que não me serviu para nada, nem para minha vida pessoal como para a profissão que escolhi, para depois esquecer tudo! Olho as apostilas do meu irmão e já não me lembro de mais nada! A única matéria realmente útil, inglês, era a que tinha a carga horária mais baixa!

    Para finalizar, um conhecido meu, de poucos recursos, não conseguiu montar uma pequena confecção de calçados no fundo de sua casa porque assim não conseguiria obter a bendita inscrição estadual para começar a trabalhar, pois os burocratas diziam que o endereço da firma não poderia ser o de sua casa.
    Resultado: meu amigo teve que alugar um imóvel comercial e arcar com custos que não precisaria caso o Estado não o atrapalhasse. Um exemplo da ação do Estado dificultando a vida dos pequenos empreendedores.

    Dito isto, gostaria de sanar uma dúvida com os amigos do IMB. Se compararmos as economias, por exemplo, de Canadá vs Estados Unidos e países do norte da Europa vs países do sul da Europa, veremos que os primeiros têm uma carga tributária mais alta e mais gastos com o welfare-state, mas estão em situação econômica melhor que a destes outros países citados, que possuem carga tributária menor e menos gastos em proporção ao PIB. O que explica isto? Meus dados estão certos?

    Obrigado e vamos levar essas ideias adiante!

  21. E, por outro lado, se o PIB se mantém constante mesmo com uma quantidade maior de pessoas trabalhando e produzindo, então resta óbvio que a produtividade desta gente é uma titica.

    Então a queda da produtividade do trabalho não é necessariamente algo ruim? Pode ser até bom, indicativo de aumento da renda da população? Na outra mão, uma aumento por ser algo ruim, indicativo de mais desemprego e menos renda?

  22. Mais triste do que ler esse texto, é saber que essa economia é vendida por aí como neoliberal.

    Esse ano estudei para os vestibulares e tive que decorar essa mentira, que pelo jeito também faz parte dos meios acadêmicos. É rir pra não chorar

  23. Leandro, ainda não consegui ler o artigo por completo.

    Mas destaco uma parte do início do texto: “…e finalmente 4) da ideia ainda não descartada de que o governo iria supervisionar os balancetes das montadoras, estipulando um teto para suas margens de lucro.”

    Ainda me considero um leigo na Economia Austríaca (um absurdo para quem cursa Ciências Econômicas, mas em todo meu curso não foi dita uma palavra sequer a respeito de Mises, Hayek e companhia.) mas um de meus receios quanto ao liberalismo, é a falta de controle de preços.

    Um exemplo para isto, é que se não fosse o governo abaixando os juros cobrados por seus bancos, o preço do serviço do setor bancário no Brasil, nunca cairia. Outro bom exemplo é exatamente o setor automobilístico, que possui no Brasil as maiores taxas de lucro do mundo. E não vejo como a lucratividade das montadoras diminuir sem uma ação governamental.

    PS: Leandro, como disse ni meu comentário sou praticamente leigo na EA, mas tenho muita vontade de obter mais conhecimento sobre esta escola que considero fantástica. Quais livros você recomenda para uma iniciação nos ensinamentos da Escola Austríaca?

    Abraços,

    Lucas Machado

  24. Leandro, parabéns pelo artigo.
    Ficou muito bem escrito e bastante didático.

    Eu assino uma newsletter sobre o mercado de ouro, e a mais recente tem um trecho que diz o seguinte

    “International Monetary Fund data published yesterday show Brazil added 14.7 tonnes to its gold reserves last month, the third month running it has bought gold. Brazil has doubled its gold holdings since August, while Russia also added gold last month.

    The doubts about the Dollar are growing – and the fiscal cliff nonsense in Washington is doing little to dispel them.”

    Tu saberia me dizer o porquê de o Brasil dobrar as reservas de ouro em um período tão curto? Será que nosso amado governo também já caiu na real e crê no colapso do dólar? E por que isso não é noticiado?

    Muito obrigado

  25. Recentemente ouvi palestras de vários integrantes do governo. Eu me impressionei com a fé cega dessas pessoas no estatismo. Havia gente dizendo que já foi “provado” que o governo deve mesmo intervir na economia, que achar que o governo não deve se meter é “coisa do passado”, entre outras sandices. Tudo isso me reforçar algo que eu já sabia: equanto este grupo estiver no poder é completamente impossível a situação melhorar. Quando eles virem o barco afundando vão continuar repetindo os erros em escalas cada vez maiores. Seja por ideologia, teimosia ou simples falta de capacidade, não possuem o discernimento para procurar por uma verdadeira resposta.

    Provavelmente veremos novos (e brilhantes) artigos do Leandro no futuro, nos informando sobre dados cada vez mais sombrios.

  26. Se for liberada a importação haverá importação de veículos ou de robôs que constroem veículos? A indústria vai baixar o preço do aço, da energia, vai ter menos IPI, o ICMS vai zerar, a mão de obra já está pronta para operar os robôs?
    Se liberar a importação de veículo, tudo o mais constante, o negócio é virar revendedor. Coisa que já ocorre em outros setores.

  27. Engenheiro Anti-Cartorios

    Excelente artigo, como sempre neste site.

    E pra comemorar em grande estilo o fim do ano, a Dirma mandou a Petrossauro implementar em todos os seus contratos de projetos por administração de mão de obra a obrigatoriedade de que todos os funcionários envolvidos sejam contratados com carteira assinada, e graças a isso, estou sendo gentilmente convidado pela minha empresa – para a qual presto serviços como Pessoa Jurídica desde 2006 – a aceitar assinar a estúpida carteira de trabalho com um valor equivalente a aprox. 70% da minha Nota Fiscal. Com isso, calculando as equivalências, passarei a ganhar *a metade* do valor líquido que recebia!!!!!! (obs.: eu já tinha um acordo de cavalheiros, funcionando perfeitamente, para receber 13o. e tirar 1 mês de férias).

    Desse modo, a Dirma e o petê podem ficar orgulhosos de terem aumentado o número de carteiras assinadas, “diminuindo o dizimprêgu” e aumentando a base de contribuintes (trouxas) para o falido iêniéssiéssi.

    Obviamente que todos os engenheiros e projetistas sêniors envolvidos neste projetos da PB, que antes conseguiam um ganho razoável como PJ, estão passando pela mesma situação, sendo forçados a virarem escravos do petê ganhando a metade…

    Ou então, todos os caras mais experientes vão sair desses projetos em massa e procurar trabalho como PJ nas empresas que aceitam esta modalidade de contratação (ex. os contratos do tipo EPC – engenharia, suprimento e construção), que *ainda* não têm essa exigência ridícula.

    Enfim, mais uma vez o intervencionismo estatal e a sede insaciável do partidão pelo nosso dinheiro está forçando milhares de profissionais de alto nível a se sujeitarem a condições absurdas para poderem sobreviver.

    Maldito intervencionismo!!!!!

    Desejo um péssimo ano novo a todos esses malditos burocratas!!!!

    [desculpem o desabafo] e aproveito para desejar boas festas e um excelente ano novo para todos os amantes da liberdade individual e do livre mercado que fazem deste site um oásis de vida inteligente no meio da burrice marxóide que dominou o braziiiuuuu!!!

  28. E o que eu simples consumidor e assalariado posso fazer para o meu dinheiro valer mais e sofrer menos com as intervenções do governo?

    E o que minha mãe que ganha dinheiro alugando seus imóveis pode fazer?

  29. maria da conceição villela

    Estava procurando algo sobre a melhoria da produtividade no setor público (sou servidora pública federal)e achei o site. Li o artigo sobre a brutal carga tributária e este que comento. Apesar de tratar sobre economia e mostrar gráficos, é muito claro e de fácil compreensão, mesmo por quem tem pouco contato com o tema. Exprime EXATAMENTE o que penso da politica econômica do atual governo. Penso que Dilma vai acabar com os ganhos trazidos pelo plano real e quando este governo desastrado acabar não vai restar pedra sobre pedra. Será que ninguem percebe que a inflação disparou e que a população já não está dando conta das dívidas?

  30. Estava procurando algo sobre a melhoria da produtividade no setor público (sou servidora pública federal)e achei o site………………………(continua)

    clapclapclap finalmente uma servidora publica com bom senso.

  31. Saindo um pouco do escopo do artigo, mas não pude resistir. Assistindo a este debate (www.youtube.com/watch?v=xxnn-lPglz4) entre Ciro Gomes e Rodrigo Constantino, o político faz um desafio, perguntando onde eficientemente cortar gastos públicos, e mandando uma premissa que eu tento, com dificuldades, refutar com o meu (parco) conhecimento em economia: “a carga tributária no brasil é alta por causa do serviço da dívida pública”.

    Desculpem-me a ignorância, mas a premissa é verdadeira? Pensei aqui inúmeras maneiras de cortar gastos públicos (diminuição da corrupção, fim das obras faraônicas, corte generalizado de cargos em ministérios e gabinetes, diminuição do salário aviltantemente alto de funcionários dos três poderes, especialmente do alto escalão), mas sinceramente não sei como refutar esse argumento da dívida pública – até mesmo porque não sei, com clareza, como ela se dá.

    Abraços e parabéns pelos artigos.

  32. gladston do rego lages neto

    O artigo traduz com fidelidade o que vem ocorrendo em nosso País. A rota terá que ser mudada o quanto antes. Aumento do salário mínimo, do endividamento familiar e do consumo, sem elevação da produtividade e do investimento, aliada à redução da carga tributária e da intervenção governamental na economia, nos levará ao passado, condenando-nos a sermos eternamente o país do futuro.

  33. Podemos atribuir essa queda de produtividade por trabalhador em relação aos EUA a um aumento do número de funcionários públicos?

    Isso faz sentido, mas eu desconheço os dados. O Brasil nunca teve um número de funcionários públicos baixo, e eu não sei se cresceu ou diminuiu proporcionalmente a população economicamente ativa desde 1980.

    Alguém sabe me dizer?

  34. Olá Leandro!

    Parabéns pelo artigo. Acabei de descobri o site. Um oasis de pensamentos inteligentes.

    Porém quero fazer um contraponto na questão dos servidores públicos. Sou servidor público federal e trabalho em uma Agência Reguladora.

    Quero falar a respeito do seguinte ponto que postou:

    …” Como o governo tornou irresistível ir para o setor público — onde os salários são mais altos, as mordomias idem, trabalha-se pouco e há estabilidade –, as melhores mentes foram sugadas para a burocracia, deixando as piores para o setor produtivo.”

    Bom tenho certo que há muitos casos absurdos no funcionalismo federal, sem dúvidas. Porém não se pode colocar todos em um cesta só.

    Desde o governo FHC foram suprimidos mais de 50 “mordomias” dos servidores e atualmente existe diversos quadros de servidores que causam distorções. Por exemplo: um servidor que entrou na decada de 80, por causa dos penduricarios acumulado hoje tem um remuneração maior, ao contrario daqueles que entraram pos anos 2000, é por isso que tem ascensorista e motorista ganhando valores absurdos, como se vê no Congresso Nacional.

    É necessário separar o joio do trigo. Estabilidade por exemplo, é um garantia e não um privílegio e deveria ser apenas para aqueles que trabalham em área fim, como por exemplo: fiscalização, regulação, policiamento etc…N

    Não dá para desejar um serviço público eficaz e de qualidade se não tivermos servidores comprometidos e bem qualificados. O fato das melhores cabeças estarem indo para o Serviço Pùblico não é argumento válido, visto que sua lógica então o Estado teria que ser um lugar para os menos qualificados??? Nâo mesmo.

    Concordo que o Estado esta inchado, mas não de concursados e sim de “cumpanheiros”, na base da indicação apadrinhada em cargos de Livre nomeação. Está pesado por criarem tantos Ministérios inúteis e criação de empresas e órgãos desncessários, tudo para agradar o “apoio político”.

    Outra coisa a estabelidade existente hoje não é absoluta, pois depois das reformas do final da dec 90, há possibilidade de atrelamento a produtividade, basta regulamentar, o que está inclusive em discussão a anos no Congresso.

    O interessante é que o modelo implantado no plano Real esta indo ladeira abaixo, inclusive com as Agencias Reguladoras, que foram criadas para justamente refrear o poder estatal e permitir a atração de investimentos privados. Atualmente as Agencias estao aparelhadas pelo “cumpanheiros” que acabaram por se tornar ineficientes, foram sabotadas pelo PT.

    Na agencia onde trabalho é chamada de Agencia enxuga gelo, pois a intervenção política foi de tão desastrada e burra que paralisou a Agência, infelizmente. Temos muitos profissionais altamente qualificados e que estão desanimados, pois acreditaram que perteceriam um setor público de excelência para alavancar o crescimento do País.

    O que o governto dos Ptralhas só sabem fazer é criar cargos de livre nomeação sem concurso, isso sim um absurdo e que é um cancer no serviço público, por desmerecer a meritocracia e abrir um avenida para corrupção que ladram os cofres e aumentam o peso do Estado, que precisa aumentar a intervenção/impostos para recompor o ralo.

    Se o Governo dos Ptralhas quiesem diminuir o gasto público, poderiam extinguir o cargo de livre nomeação do Estado Brasileiro (Só no Governo Federal passam dos 25 mil!!!), reduzir o número de ministérios, priorizar a regulação por meio das Agencias, com blindamento de ingerências políticas, pois as Agências Reguladoras podem ser exutas e eficazes se nao houver intervenção política (esta foi a tônica de sua criação).

    O Estado Brasileiro precisa de menos políticos, pra que tantos vereadores? em cidade minusculas??? que ganham os tubos!!. Qual a necessidade de tantos Ministérios, senão para colocar a “cumpanheirada” burra e sem qualificação.

    Muito dos nossos problemas no setor Publico e por tabela na Economia, que causa um aumento de custos, está no nosso sistema político, que é um odioso Presidencialismo de Coalisaão, onde se vende cargos públicos em troca de apoio politico e todo mundo da Banania tolera.

    Trocar apoio politico por cargo publico = corrupção = aumento do Estado ineficiente/pesado e burro.

    Desculpe se sai um pouco do tema aí mas é uma reflexão. Os servidores públicos concursados não são culpados pelo inchaço do Estado, quem causa o inchaço são os Políticos por meio da barganha corrupta de cargos de livre nomeação, um cancer que precisar ser estirpardo do Estado Brasileiro.

    Para mim, é necessário também uma reforma profunda educacional, priorizando-se de um lado o empreendorismo, ensinar o Brasilieiro a inteligência financeira, a qualificação técnica de excelência para agregação de valor de produtos e serviços. Não dá mais para sermos o Pais das commodites.

    Por fim se devemos ter um mercado capitalista devemos ter do outro lado um Estado regulador moderado, por meio de Agências independentes/inteligentes que possam criar condições de competividade e livre mercado, com o corpo de servidores qualificados e bem remunerados para a melhor prestação de serviços.OK

    Abraços

    Adriano

  35. Amigos,
    Desculpem importunar por aqui com um questionamento paralelo.
    Teria aqui no site algum artigo ou algo sobre o crescimento/desenvolvimento brasileiro nos governos militares?
    confesso que já andei bastante por aqui e não ví nada específico.
    Gostaria de entender aquele período sob a perspectiva austríaca, pois não confio em mais nada que falam por aí
    Obrigado,

  36. Os produtos que outros países produzem são por vezes mais baratos do que os produtos nacionais, nós vivemos no Brasil, país dos altos impostos e das leis trabalhistas, para esse país concorrer comercialmente com a China é praticamente impossível, visto que na China os funcionários recebem uma fração do que os trabalhadores ocidentais recebem pelo mesmo trabalho.
    Assim, grande parte dos produtos nacionais acabam perdendo espaço para os produtos internacionais, na prática, isso se resume às fábricas brasileiras sendo sumariamente fechadas, tomo como exemplo a fábrica de brinquedos infantis Estrela, essa empresa já teve seus momentos de glória (sendo que hoje ela está começando a se reerguer, uma das causas desse crescimento se deve à criação de sobretaxas às importações vindas do Sudeste Asiático). Enfim, a fábrica Estrela quase que caiu por causa do mercado Chinês durante os anos 90, e hoje só está conseguindo se manter por causa de leis protecionistas brasileiras e estrangeiras.
    Mas esse fato não é apenas da fábrica Estrela, e muito menos apenas com a China, isso é com o mercado global, numa economia globalizada, porém com governos nacionais, o resultado é de que: ou o país deve ser superior tecnologicamente; ou o país deve criar leis que impedem os produtos estrangeiros de derrubarem os seus.
    Mas isso fere a ideia do neoliberalismo, isso é fato, as leis protecionistas são medidas que visam apenas a soberania nacional.
    Se o Brasil reduzisse as taxas de imposto e tudo o mais para os produtos estrangeiros, o resultado disso é o colapso do mercado de trabalho brasileiro, pensar que isso não ocorre é inocência, o Brasil não é um país industrializado, não adianta exigir isso do dia pra noite, pois o Brasil está décadas atrasado tecnologicamente e intelectualmente falando (faculdades de baixo nível).

    Enfim, aqui está cheio de liberais aqui, que defendem doutrinariamente a liberação total da economia, visto isso, gostaria de ver a opinião de vocês a respeito disso, pois não adianta concordar sem nem analisar a situação, com isso eu quero dizer pra ser realista, os outros países continuam do mesmo jeito, mas o que fazer com o Brasil?
    Essa é a questão: o Brasil deve acabar com todas essas leis ou impostos protecionistas e dar uma de Rambo contra o mercado global; ou o Brasil deve continuar com os impostos altos visando a soberania nacional?
    Se escolher a primeira opção, então você não está nem aí para o Brasil, visto que o que aconteceria não é o fortalecimento da indústria brasileira, e sim o fortalecimento dos produtos estrangeiros, eu estou usando a China como exemplo porque a estratégia dela já é bem conhecida, eles fabricaram por décadas produtos baratos, fizeram o mercado global se tornar dependentes deles e num futuro próximo, terão o domínio não apenas das bugigangas, mas sim da tecnologia. Abrir a economia do modo que os anarquistas liberais pensam é uma medida que visa apenas o mercado global, é excluir o mercado nacional. A não ser que o anarcoliberalista em questão queira acabar com os direitos dos trabalhadores, o único modo do Brasil conseguir fazer isso é afrouxando as leis dos trabalhadores e aumentando e formar mão de obra realmente especializada.
    Se escolheu a segunda opção, então você está concordando com os altos impostos que o país possui.
    O governo que interferir na economia o faz por motivos de soberania nacional, já os anarcoliberalistas o fazem por pensarem doutrinologicamente, pra eles o que importa é o livre mercado e o fim dos impostos.

    Enfim, falei demais, falei tudo o que penso, pra resumir, a questão é essa:
    “o Brasil deve acabar com todas essas leis ou impostos protecionistas e dar uma de Rambo contra o mercado global; ou o Brasil deve continuar com os impostos altos visando a soberania nacional?”

  37. Leandro, boa tarde.

    Você que é um estudioso da economia brasileira e já demonstrou interesse em publicar uma análise austríaca das políticas econômicas da história do país, teria alguma dica de boas obras sobre o contexto econômico do período entre o final do império e o estado novo? Tenho visto muitas referências à obra “a ordem do progresso”, de Marcelo de Paiva Abreu, mas não sei se elas são acuradas.

    grato,

  38. André Luiz S. C. Ramos

    Olhem o texto que foi publicado hoje no Valor, de autoria de um professor de Harvard.

    http://www.valor.com.br/opiniao/2964376/o-desafio-mercantilista-atual

    O DESAFIO MERCANTILISTA ATUAL

    Por Dani Rodrik

    A história da economia é, em larga medida, uma briga entre duas escolas opostas de pensamento, o “liberalismo” e o “mercantilismo”. O liberalismo econômico, com sua ênfase na iniciativa privada e no livre mercado, é hoje a doutrina dominante. Mas a sua vitória intelectual nos cegou para o grande apelo – e frequente sucesso – de práticas mercantilistas. Na verdade, o mercantilismo continua vivo e bem, e seu contínuo conflito com o liberalismo provavelmente será a força que influenciará o futuro da economia mundial.

    Atualmente, o mercantilismo é normalmente desconsiderado, taxado de conjunto arcaico e errôneo de ideias sobre política econômica. Em seu auge, os mercantilistas defendiam algumas noções muito estranhas – a principal delas: a visão segundo a qual a política nacional deveria ser norteada pelo acúmulo de metais preciosos – ouro e prata.

    “A Riqueza das Nações”, o tratado de Adam Smith de 1776, demoliu magistralmente muitas dessas ideias. Em especial, Smith mostrou que dinheiro não deve ser confundido com riqueza. Em suas palavras, “a riqueza de um país consiste não apenas em seu ouro e sua prata, mas em suas terras, casas e bens de consumo de todo tipo”.

    Mas é mais preciso pensar o mercantilismo como uma forma diferente de organizar a relação entre o Estado e a economia – uma visão não menos importante hoje do que no século XVIII. Teóricos mercantilistas como Thomas Mun eram, na realidade, grandes defensores do capitalismo, apenas propunham um modelo diferente do liberalismo.

    O modelo liberal vê o Estado como necessariamente predatório e o setor privado como focado apenas em maximização de lucros, sem quaisquer preocupações de caráter social. Por isso, o modelo liberal defende uma separação rigorosa entre o Estado e o setor privado. O mercantilismo, por outro lado, oferece uma visão corporativista segundo a qual o Estado e as empresas privadas são aliadas e cooperam na busca de objetivos comuns, como o crescimento econômico doméstico ou o poder nacional.

    O modelo mercantilista pode ser criticado como sendo capitalismo de Estado ou de compadrio. Mas quando funciona, como tão frequentemente na Ásia, o modelo de “colaboração governo-empresa” ou “Estado incentivador do setor privado” rapidamente acumula elogios entusiásticos. Economias menos desenvolvidas não deixaram de notar que o mercantilismo pode ser seu amigo. Mesmo no Reino Unido, o liberalismo clássico chegou apenas em meados do século XIX – ou seja, depois que o país já havia se tornado a potência industrial dominante do mundo.

    Uma segunda diferença entre os dois modelos reside em quais interesses são privilegiados: os do consumidor ou os do produtor? Para os liberais, os consumidores devem reinar. O objetivo último da política econômica é aumentar o potencial de consumo das famílias, o que exige dar a elas livre acesso a bens e serviços os mais baratos possíveis.

    Os mercantilistas, em contraste, enfatizam o lado produtivo da economia. Para eles, uma economia sólida requer sólida estrutura de produção. E o consumo precisa se basear em elevados níveis de emprego e salários adequados.

    Esses modelos distintos têm implicações previsíveis para as políticas econômicas internacionais. A lógica da abordagem liberal é que os benefícios econômicos do comércio surgem das importações: quanto mais baratas as importações, melhor, mesmo que o resultado seja um déficit comercial. Para os mercantilistas, porém, o comércio é um meio de apoiar a produção nacional e o emprego, e preferem estimular as exportações, e não as importações.

    A China é hoje o principal porta-bandeira do mercantilismo, embora os líderes chineses nunca o admitam – o termo ainda é muito estigmatizado. Grande parte do milagre econômico chinês é produto de um governo ativista que tem apoiado, estimulado e subsidiado abertamente produtores industriais – tanto nacionais como estrangeiros.

    Embora a China tenha eliminado gradualmente muitos de seus subsídios explícitos à exportação, como condição de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC), o sistema de apoio ao mercantilismo persiste. Em especial, o governo administrou a taxa de câmbio para manter a lucratividade dos fabricantes, o que produziu um superávit comercial de considerável dimensão (que, recentemente, encolheu, mas em grande parte como resultado de uma desaceleração econômica). Além disso, as empresas focadas em exportações continuam a beneficiar-se de uma série de incentivos fiscais.

    Da perspectiva liberal, esses subsídios à exportação empobrecem os consumidores chineses, beneficiando os consumidores no resto do mundo. Um recente estudo dos economistas Fabrice DeFever e Alejandro Riaño, da Universidade de Nottingham, estima as “perdas”, para a China, em cerca de 3% da renda chinesa, e os ganhos, para o resto do mundo, em torno de 1% da renda mundial. Da perspectiva mercantilista, porém, esses são simplesmente os custos de construção de uma economia moderna e da preparação do palco para prosperidade no longo prazo.

    Como mostra o exemplo dos subsídios à exportação, os dois modelos podem coexistir harmoniosamente na economia mundial. Os liberais deveriam ficar felizes por terem seu consumo subsidiado pelo mercantilistas.

    Com efeito, essa, em resumo, é a história das últimas seis décadas: uma sucessão de países asiáticos conseguiram crescer a passos largos mediante a aplicação de diferentes variantes de mercantilismo. Os governos dos países ricos, em larga medida, mantiveram uma atitude indiferente, enquanto o Japão, a Coreia do Sul, Taiwan e a China protegeram seus mercados domésticos, apropriaram-se de “propriedade intelectual”, subsidiaram seus produtores e administraram seus câmbios.

    Chegamos agora ao fim dessa feliz coexistência. O modelo liberal é hoje duramente questionado devido ao crescimento da desigualdade e à situação da classe média no Ocidente, juntamente com a crise financeira produzida pela desregulamentação. As perspectivas de crescimento das economias americana e europeia no médio prazo vão de moderadas a sombrias. O desemprego continuará a ser uma grande dor de cabeça e motivo de preocupação para as autoridades econômicas. Assim, as pressões mercantilistas provavelmente se intensificarão nos países avançados.

    Em consequência, o novo ambiente econômico produzirá mais tensão do que acomodação entre países que trilham os caminhos liberal e mercantilista. Isso também poderá renovar os dormentes debates sobre o tipo de capitalismo que produz maior prosperidade. (Tradução de Sergio Blum)

    Dani Rodrik, professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard, é autor de “The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy (O paradoxo da globalização: a democracia e o futuro da economia mundial).. Copyright: Project Syndicate, 2012.

    http://www.project-syndicate.org

  39. Patrick de Lima Lopes

    Leandro, veja esta pérola:

    http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/01/bancarios-criticam-fim-do-corte-de-juros-no-pais

    “O presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro, criticou a timidez do Banco Central. "Foi desperdiçada uma boa oportunidade para retomar o caminho da redução da Selic e, com isso, forçar uma queda maior dos juros e dos spreads dos bancos, a fim de baratear o crédito e incentivar o emprego, o desenvolvimento e a distribuição de renda", afirmou Cordeiro. "Apesar das quedas da Selic em 2012, os bancos brasileiros ainda continuam praticando juros e spreads que permanecem entre os mais altos do mundo, travando a produção e o consumo, freando o crescimento econômico do país".”

    Pergunto-me se esse indivíduo chamado “Carlos Cordeiro” realmente acredita no que diz ou ele é apenas um “Típico Economista Iludido”.

  40. E o pior é que o desastre vai ser muito maior do que na europa. Enquanto na Espanha a expansão monetária foi de 3x na decada de 2000, o Brasil expandiu 6x. Na Espanha o crédito para o setor privado foi maior que a expansão monetária, ou seja, o aumento da quantidade de papel moeda em circulação foi puxada somente pelo aumento do crédito. No Brasil, para piorar, a expansão monetária foi maior que a expansão do crédito. O que me leva a crer que o governo simplesmente imprimiu moeda através do Banco Central e comprou títulos da dívida pública que estavam nas maos dos bancos privados. A inflação no Brasil tem sido bem maior que o crescimento do PIB (e olha que os dados do governo paracem ser todos maquiados). A dívida do governo com relação ao PIB é 66%. Isso mesmo, 66%. Aqui na Austrália a oposição não para de encher o saco porque a dívida está em 23%. É!!! A marolinha do Mantega vai fazer um grande estrago quando chegar!!

  41. Acho que facilita diminuir a SELIC agora, o BC entra como concorrente na hora de emprestar titulos para os bancos, talvez de pra manter a selic no patamar atual, imprimindo menos dinheiro.

  42. Muito bom Leandro.
    Nossa esse artigo é de 2012, parece que é de 2014.

    Nenhum dos pessimistas de plantão vai falar contra o Índice, como falam contra o Ibope, IBGE, BC, ou o que seja, quando apontam algo contrário às suas previsões de fim-do-mundo?

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