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Recordações de um Brasil socialista

Obs: O artigo a seguir foi escrito em agosto de 2002.


Pouca
gente sabe, ou se deu conta na época, mas o Brasil já viveu um regime
socialista. E foi um sucesso… por pouco tempo.

Em
28 de fevereiro de 1986 o presidente Sarney, acossado pela hiperinflação que
grassava no país e tendo a legitimidade de seu mandato questionada, decretou o
congelamento geral de preços e salários. Em sessão solene transmitida pela TV, ele
declarou guerra à inflação e convocou todo o povo para o bom combate, imputando
aos especuladores e empresários gananciosos a carestia que castigava a nação. O
presidente obteve aprovação quase unânime da população. Mais de 95% do povo apoiava o Plano Cruzado
(essa a nova denominação da moeda nacional) sem reservas.  

[A
imagem está ruim, mas o vídeo abaixo vale muito a pena para relembrar a época em
que a ignorância econômica nacional atingiu seu ápice]

De
um dia para o outro, todas as transações privadas caíram sob estrito controle
estatal. A propriedade privada e a liberdade econômica foram suprimidas de um
só golpe, uma vez que o poder de disposição (vender, alugar etc.), sem o qual o
direito de propriedade é privado de sua substância, foi abolido. Somente se podia celebrar contratos bilaterais
onerosos pelo preço decretado e controlado pelo estado. Dito de outra forma, o Brasil aboliu a
economia de mercado e adotou o socialismo.

A
imprensa aderiu imediatamente fomentando um clima de histeria geral. A TV Globo
criou uma vinheta sugestiva: “tem que dar certo”. Tinha que dar certo
à força, é claro.

Logo
empresários e gerentes de loja eram presos e humilhados sob a acusação de
aumentar preços ilegalmente. Estabelecimentos comerciais foram depredados por
turbas enfurecidas. Todos os cidadãos foram informalmente nomeados
“fiscais do Sarney” e nenhum comerciante se sentia seguro. Choviam
delações anônimas, ao que se seguiam espalhafatosas razzias da SUNAB nas lojas,
elevada à condição de KGB nacional.

A
adesão da intelectualidade foi, naturalmente, total. Os mesmos que ainda ontem criticavam o uso do
decreto-lei (antepassado das medidas provisórias) e as arbitrariedades dos
militares agora as aprovavam efusivamente. O ministro da fazenda Dilson Funaro, que
secretamente sofria de um câncer quase terminal, fez-se um verdadeiro messias
do cruzado. Os economistas que perpetraram o plano, João Sayad, Luiz Gonzaga
Belluzo, Persio Arida, Francisco Lopes e outros viraram celebridades
instantâneas. A mentora de todos eles, a
economista lusa Maria da Conceição Tavares, passou a ser considerada a sumidade
suprema da ciência econômica, e a mídia a retratava como a “guerreira do
cruzado”.  

Os partidos políticos que
recentemente atacavam Sarney aderiram em massa ao presidente. A esquerda, inclusive o nascente PT, perdeu o
discurso e ficou na dela. Como pregar o
socialismo se o próprio governo o adotara? Sarney e seu bigode eram adorados e adulados
pelas massas, tal qual um Stalin tupiniquim.

Poucas
vozes ousaram discordar. O sempre
corajoso jurista Ives Gandra foi um dos poucos a proclamar para quem quisesse
ouvir que o pacote era inconstitucional de cabo a rabo, e olha que a
constituição vigente era aquela outorgada pelos militares em seu período mais
duro. Mas ninguém queria ouvir, muito
menos o Judiciário. A oposição mais
cerrada, coerente e de primeira hora veio da revista semanal Visão, onde
pontificava o editor Henry Maksoud. Inflação
não é aumento geral de preços
, escrevia ele. Essa é a consequência. A causa é a expansão desenfreada dos meios de
pagamento pelo governo para financiar seus monumentais déficits. O único culpado pela inflação é o governo e só
ele pode acabar com ela. Abolir o
mecanismo de preços equivale a destruir a economia de mercado.  

Controle
de preços nunca resolveu o problema, e a sucessão de fracassos nesse campo foi
enumerada começando por um famoso e malogrado decreto do imperador romano
Diocleciano, em 301 DC, que parecia uma “tabela da Sunab”. Não demorou para que o filho de Maksoud fosse
preso e ele próprio recebesse ameaçadoras “visitas” da Sunab. Maksoud
foi “banido” dos programas de TV que discutiam o plano. Jornais recusavam-se a reproduzir seus
artigos. A revista Visão recebia uma
enxurrada de cartas de leitores furiosos, contendo os piores insultos. Maksoud as publicava e replicava
pacientemente. 

O governo garantia que o déficit e a emissão de moeda estavam
“sob controle total”. Como?, retrucava a Visão, se nenhum funcionário
público foi demitido (ao contrário, a época era de contratações e “trens
da alegria” a rodo), nenhuma estatal foi privatizada, nenhum gasto foi
suprimido, os vastos subsídios não foram cortados e a carga tributária não foi
aumentada? Os números das contas
públicas sumiram, deixaram de ser publicados, coisa que nem os militares
fizeram.

Aos
poucos, contudo, a euforia foi passando e os efeitos previstos por Maksoud
começaram a se fazer sentir. As
mercadorias principiaram a escassear e a sumir. Mercados paralelos floresceram e só pagando “ágio” era
possível comprar as coisas. O Brasil foi
tomando a feição bem conhecida nos países comunistas. Filas nas lojas e nada para comprar, salvo no
mercado negro. O ministro Funaro
expôs-se ao ridículo de mandar a Polícia Federal caçar bois nos pastos, já que
a carne desaparecera do mercado.

Ficou
evidente que o déficit público e a expansão monetária não haviam sido
controlados coisa nenhuma. Nada mudara. A economia entrou em colapso, mas o
“plano” foi mantido até as eleições, por exigência do PMDB, o
“partido do cruzado”. Logo
depois das eleições, que resultou em esmagadora vitória do PMDB, o governo
traiu os que tolamente acreditaram que o cruzado era sério. Os preços foram descongelados e a inflação
reprimida os chutou para o alto. Haveria
novos “planos” e novos congelamentos, inclusive o mais violento dos
“choques heterodoxos” que foi o Plano Collor I. Mas o encanto se esgotara. Ninguém mais levava a sério o socialismo.

É
claro que Sarney, o clássico “coroné” patrimonialista nordestino, não
era um socialista marxista. Ele apenas
utilizou o truque do congelamento para se tornar popular e se manter no
“pudê”. Quando o
“plano” fracassou, Sarney não deu o passo seguinte na direção do
socialismo totalitário, que teria sido a estatização de todos os meios de
produção (inclusive a força de trabalho de cada um). Voltamos, pois, à velha e péssima
“economia mista” de praxe. Um
governo Lula ou assemelhado, porém, teria seguido adiante, e pior, contaria com
amplo e majoritário apoio popular!

É
uma pena que o povo brasileiro não tenha consciência de que aquilo é o
verdadeiro socialismo, daí para pior. Logro,
arbítrio, violência, escassez, caos, manipulação. Pois ao que parece a história vai se repetir,
pois os “economistas” do PT são os mesmos do cruzado. Como é que pode esses caras ainda terem
influência no país? Por muito menos médicos e engenheiros perdem a licença profissional. Mas essas figuras macabras continuam dando as
cartas nos meios acadêmicos e políticos. É nisso que dá deixar a ciência econômica aos
cuidados dos seguidores de Marx e Keynes. Toda a sociedade paga a conta.

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197 comentários em “Recordações de um Brasil socialista”

  1. Explane-me, por favor, como um liberal de sua estirpe explicaria países como Dinamarca e Suécia, ou mesmo a Inglaterra, que possui cinco vezes mais funcionários públicos do que o Brasil em proporção à população. Ademais de serem Sociais Democracias com forte viés Keynesiano (no caso das dois primeiros).

  2. Santo Pai! Na última reportagem, o gerente e dois funcionários são presos em FLAGRANTE DELITO por cometer o terrível crime de colocar o preço justo na mercadoria!

  3. Na história republicana do Brasil, nenhum governante foi tão horrível, quanto o do lulista Sarney. Foram três congelamentos de preços, duas moratórias e uma constituição, que desde 1988, não deixa o Brasil funcionar, baseada em marxismo e populismo dos anos 1950. Sarney também proibia que se importasse tudo, desde carros até escovas de dentes, passando pelos computadores da então reserva de mercado da informática. E se isto não basta, Sarney criou um Congresso tão acostumado a roubar, que ou o presidente “compra” políticos com cargos e/ou grana ou então sofre impeachment, como aconteceu com Collor.
    Nos 15 anos anteriores à posse do lulista Sarney, o Brasil cresceu em média cerca de 8% ao ano. Nos 27 anos desde a posse de Sarney, a média de crescimento do Brasil não passou de 2% ao ano.

  4. A diferença desses episódios para o da Caça as Bruxas em Salem é apenas de severidade da pena. A ignorância humana é assustadora.

    Esse texto e seus vídeos mostram como os funcionários públicos, governantes, delegados, policiais e apresentadores de jornais, repórteres, jornalistas e comentaristas não passam de acéfalos que incorporam qualquer maldade que seja.(com um típico sorrisinho)

    É de chorar ver um pseudo-economista como este Joelmir Beting mostrar em cadeia nacional que não sabe nem o básico elementar sobre economia (!!) e desfilar essa série de imbecilidades em seus comentários, que tanto mal estimularam.

    E o final do artigo, com uma previsão que não se concretizou, mostra como cair num “anti-petismo” é um erro crasso. O inimigo é o estado, não o PT ou qualquer partido político.

  5. anderson pimentel damian

    excelente artigo do cara.

    ele faz um parelelo entre o brasil do sarney e do ”lula lá”.
    e pelo que vejo , muita coisa não mudou. a começar por uma espécie
    de hegemonia cultural a qual está pautadana crença de o estado pode
    deter o controle sobre determinados meios ( a moeda) como forma de
    trazer prosperidade. pena que as pessoas carrega uma memória tão curta.

  6. Rodrigo Cavalcante

    É assustador como absurdos têm um grande apelo popular e e sempre ganham justificativas científicas dos “intelectuais da corte”. Se o partido no poder fosse o PT não tenha dúvidas de eles avançariam.

    Posto aqui o último parágrafo do livro Uma História dos Campos de Prisioneiros Soviético, de Anne Applebaum:

    Quanto mais formos capazes de entender como as diferentes sociedades transformaram seu próximo e seu semelhante em objetos quanto mais conhecermos as circunstâncias específicas que orientaram cada episódio de tortura e execução em massa, mais entenderemos o lado sombrio de nossa natureza humana. Este livro não foi escrito para que “a história não se repita”, como diz um velho clichê. Este livro foi escrito porque é quase certo que a história se repetirá. As filosofias totalitaristas tiveram, e continuarão a ter, um grande apelo sobre milhões de pessoas. A destruição do “inimigo impessoal”, como Hannah Arendt disse certa vez, continua sendo um objetivo fundamental de muitas ditaduras. Precisamos saber por quê – e todas as histórias, todas as memórias, todos os documentos da história do Gulag são uma parte do quebra-cabeça, uma parte da explicação. Sem eles, vamos acordar um dia e perceber que não sabemos quem somos.

    http://www.youtube.com/watch?v=TtxDlCOA09Q

  7. Felipe de Lima Pereira

    Isso me faz lembrar aquelas pessoas alienadas que tratam política como se fosse futebol, que sempre que tentamos argumentar e mostrar que tem muita coisa errada, vem com aqueles jargões “Hahaha, engulam essa tucanalhas!O nosso governo é tao bom que temos 70% de aprovação (..)”, como se isso significasse alguma coisa.Como bem demonstrado nesse artigo, popularidade nao significa absolutamente nada!

  8. Não posso negar que na época também fui tomado por esta ilusão.
    Depois veio a tristeza e a raiva.
    E o José “leite de magnésia” Sarney continua mandando. Por um mínimo de dignidade devia retirar-se.

  9. Liberais têm o grande problema de ser completamente contra-intuitivos.

    Argumentos estadistas são simples, qualquer um entende. Não exige esforço. É sempre na linha de que os pobres têm direito a um monte de serviços, que os ricos devem pagar mais (afinal, são ricos!), que o Brasil deve incentivar o desenvolvimento, o governo deve ajudar… É muito fácil aceitar essas coisas! Quem pode ser contra saúde pra todos? Quem pode ser contra um “salário justo”? Você é contra a educação?

    Já os argumentos liberais são complexos e completamente fora do senso comum. Exigem leitura, dedicação, entender que a realidade é um pouco mais complicada. Como é que vou defender para meu amigo que o sindicato que está lutando para aumentar seu salário não é tão legal assim? É dar murro em ponta de faca! O Tommas Woods disse uma vez que não usa o Twitter pra argumentar porque é impossível construir alguma linha de raciocínio com tão poucos caracteres. Que o Twitter só serve pra eleitores do Obama, que conseguem resolver tudo com “Cobrar mais dos ricos”, “Saúde pra todos”, etc.

    Quem é que está disposto a entender o problema? Todos só querem a solução.

    Qualquer um que estude um pouquinho de economia começa a entender que os homens agem de acordo com incentivos. Da mesma forma que incentivos demonstram que arranjos políticos não são eficientes pra fazer anda, paradoxalmente eles também apontam sempre para um aumento do poder político. Para um cidadão comum, é sempre mais fácil delegar responsabilidade e apoiar alguém que promete lhe trazer benefícios a um custo baixo (é só votar!).

    A realidade é cruél!

  10. “O governo Sarney deveria ter continuado o plano, uma pena que a influência de pensamentos “aburguesados” como o do Ulysses Guimarães e a predação de uma mídia burguesa já abraçando o neo-liberalismo o impediram de fazê-lo.

    Sim, serei chamado de louco por isso. Mas basta olharmos a ineficiência gigantesca do setor privado brasileiro e de sua lentidão para observarmos que uma completa estatização da economia não traria muitas mudanças e, além disso, contribuiria para um fim do desemprego e uma distribuição justa da riqueza(Ainda mais desigual que hoje. Volto a insistir: Apenas o estado é capaz de distribuir a riqueza pois o mercado a gera para uns em detrimento de outros).

    Mas, ao invés de uma completa tomada dos meios de produção, olhem o que aconteceu: Um liberal com as mesmas idéias defendidas aqui(Presidente Collor) assume(Graças ao apoio da mídia burguesa supra-mencionada), cria o caos econômico nacional e ainda ousa participar de um esquema de corrupção para roubar o povo. Mas seu pior ato foi a abertura da economia, que rapidamente gerou uma desindustrialização, um processo de globalização predatória e um desemprego absurdo que dura até hoje(Ler Milton Santos). E o pior é que o medo da mídia dominou tanto o PMDB que ele ainda defense tal modelo.

    Garanto que o senhor Tancredo Neves teria continuado com o projeto. A pobreza teria sido eliminada no Brasil após dois anos de uma economia baseada em recursos tangíveis(Estoque) que baseada na ilusão do fluxo.”

    (Este comentário surgiu após uma conversa de um indivíduo conhecedor do modelo austríaco com um ávido defensor esquerdista do PMDB. O texto não está com as mesmas palavras, entretanto, as asneiras continuam exatamente como foram ditas. Divirtam-se!)

  11. Um artigo espetacular. Um dos meus favoritos do IMB.

    É assustador ver essa barbárie apoiada pelo cidadão comum e defendida abertamente na mídia. Mais ainda pensar que tudo poderia se repetir.

    Não só é absurda a falta de conhecimento básico de economia, que confunde até o que é inflação, mas também como esses jornalistas falam essas bobagens grosseiramente erradas com convicção.

    É de arrancar os cabelos, e quase digo isso no sentido literal.

  12. LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA

    Pequena crônica de uma tragédia.

    Na época da decretação do Plano Cruzado, tinha eu doze anos. Mesmo na minha ignorância de menino, achava aquilo uma mágica. Como preços não poderiam mais subir? Nunca havia lido nada sobre Diocleciano e seu congelamento de preços. Muito menos de Mises, intervencionismo, ou de sistema fracionário de reservas bancárias. Estava muito longe disso.
    Em tempos de inflação crônica como a que vivíamos, preços apenas subiam, todos os dias. E muito depressa. No Brasil, nunca havia tido conhecimento de que preços pudessem cair ou permanecer estáveis. Talvez, por isso, o Cruzado tenha criado uma falsa euforia na população. E eu, em minha ignorância oceânica de menino, em termos de matéria econômica ,e de quase tudo na vida, fui contagiado. Quase dei pulos de alegria. Era inacreditável para mim. Como isso poderia ser possível? Como ninguém havia feito isso antes, se era tão simples assim? Só um decreto do governo? Que maravilha!
    Em menos de um ano, as minhas dúvidas sobre como preços poderiam não mais subir foram respondidas. Pois com o descongelamento, os preços dispararam. Então, fiquei convencido de que preços só poderiam mesmo subir. Não havia ninguém para me explicar que aquele experimento de engenharia social e econômica de grande escala, como qualquer outro semelhante, não teria a menor possibilidade de dar certo. Pois se até os artistas da Globo , como a Lucélia Santos, estavam em constante campanha, dizendo que "Tem de Dar Certo", como um pivete como eu poderia questionar isso? Era só assistir o Jornal Nacional com o Joelmir Betting explicando tudo. E a Miriam Leitão dando uma forcinha. Ora, se o pessoal da Globo, tão esclarecido (como quase todo brasileiro supunha e ainda supõe), fazia fé naquilo, para mim e para quem estava à minha volta, então o papo estava acabado. Estava eu ainda muito distante de conhecer clássicos como Ação Humana e Intervencionismo de Mises. Muito longe de me tornar um economista.
    Mas eu era apenas um menino. Realmente não tinha obrigação de conhecer a verdadeira ciência econômica. Eu não era Ministro da Fazenda. Nem assessor do Ministro. Não havia a menor possibilidade de eu ter sido convocado para elaborar o Cruzado. Mas, cá entre nós, se essa ideia absurda se concretizasse, como eu não teria nada de importante a propor em um plano econômico, não faria mal algum à economia e ao povo brasileiros. Para falar a verdade, talvez a única medida econômica que eu teria proposto, com os meus doze anos, seria a distribuição gratuita de vídeo games para todas as crianças brasileiras. Na época, meu pai não poderia comprar um para mim. No meu senso de justiça infantil, já entrando na adolescência, talvez toda criança devesse ter um vídeo game. Mas essa seria uma medida lúdica. Não seria tão danosa à economia quanto um congelamento de preços. Ao contrário daqueles que eram tidos como experts no assunto e estavam convictos que tinham as soluções para as nossas agruras econômicas.
    Minhas ilusões econômicas de menino duraram menos de um ano. Como as ilusões econômicas da esmagadora maioria da população brasileira, tão ignara em economia quanto um menino de doze anos, como era eu nessa época. Hoje percebo que a única coisa a funcionar no Cruzado não foi o congelamento de preços, mas o congelamento das Inteligências.
    Já gente adulta e tida como versada em economia como Dilson Funaro, Luiz Gongaza Beluzzo, Francisco Lopes e Pérsio Arida, do alto de sua arrogância intervencionista, venderam o Cruzado como uma mágica econômica para dezenas de milhões de brasileiros ignorantes da verdadeira economia. Eles não tinham desculpa de não conhecerem economia, como eu tinha. O pior é que eles tinham certeza de que conheciam economia. Ao invés de cruzados heroicos e corajosos a combater o dragão da inflação, eram, isto sim, verdadeiros Doutores Frankesteins a parir um monstro econômico muito pior do que a inflação: o caos econômico decorrente da destruição da economia de mercado. Mas isto eu e quase todos os brasileiros ainda não sabíamos.
    Eu assistia o Brizola aparecer na televisão dizendo que o Cruzado era uma farsa ou coisa parecida. Mas, para mim, o velho "Briza" era apenas um velho chato e enfadonho, falando sobre coisas que eu não entendia. Se alguém tivesse me dito para ler algo sobre Roberto Campos, o inesquecível Bob Fields, as coisas poderiam ter ficado mais claras à época para mim. Mas ninguém que eu conhecia tinha interesse em liberalismo ou no pensamento de Roberto Campos. Muito menos haviam ouvido falar de Mises.
    O Funaro faleceu. Mas muitos dos criadores do Cruzado estão por aí, vivinhos da silva, dando seus pitacos em economia, como sábios doutores. Que eu saiba, nunca pediram perdão à nação pelo sofrimento que causaram, principalmente aos empresários e comerciantes presos e humilhados. Pelo contrário, são consultados até hoje como verdadeiros oráculos da ciência econômica.
    Aquilo foi um teatro de bonecos do pior nível, mas apresentado como a última façanha da mente humana em matéria econômica. Tão ignorantes nesta ciência como eu, os brasileiros foram tratados feito crianças, como um guri de apenas doze anos, que achava que tudo aquilo era uma espécie de “mágica”.
    Com o fracasso do Cruzado, percebi que não havia mágicas em economia. Esse foi, talvez, um dos motivos que me levaram a estudar Ciências Econômicas. E a conhecer a Escola Austríaca de Economia. Pena que isso levou tanto tempo para acontecer. Mas antes tarde do que nunca.
    Espero que mais gente conheça a Escola Austríaca de Economia, antes que seja muito tarde. Muito tarde para não cometer novamente desatinos econômicos como um congelamento de preços. Que a Economia Austríaca seja conhecida principalmente por gente, jovem ou não tão jovem, que um dia venha a ocupar o posto de Ministro da Fazenda, ou como assessores de Ministro, neste sofrido país. Tal conhecimento pode evitar, definitivamente, a repetição de tragédias como o Cruzado.

  13. Ismael Bezerra Pereira

    Eu me lembro dessa época, eu tinha uns dez anos e meu pai trabalhava como operário no grupo Votorantim. Meu pai não recebia o salario no banco,e quando ele vinha para casa e contava o dinheiro eu achava que ele era rico(o salario do meu pai era um bolo de notas). Mas quando íamos ao supermercado eu não entendia duas coisas: por que meu pai sendo rico, nós não podemos comprar bolachas recheadas(passei toda a minha infância sem comer essas guloseimas)e porque minha mãe está passando 2 latas de óleo em um caixa, meu pai está pagando mais duas latas de óleo em outro caixa, eu e meu irmão estamos comprando cada um duas latas de óleo em mais dois caixas diferentes e ainda por cima temos de agir como se não nos conhecêssemos? Anos mais tarde eu entendi o porque, éramos todos(contra a vontade da minha família que dizia para eu e meu irmão para nunca votarmos em comunistas, pois eles matam todos aqueles que vão contra as idéias deles)comunistas.

  14. Alguém sabe de um livro sobre a história econômica do Brasil sob uma perspectiva liberal? Acho que os mais famosos sobre o tema são os do Caio Prado Jr. e do Celso Furtado… ou seja… desgraça.

  15. Mudando um ouco de assunto. O IMB poderia publicar ou traduzir um artigo um artigo sobre a nova demagogia do Obama. O governo Obama está usando o massacre da escola de Newtown para justificar um controle de armas.

  16. Dilma sanciona Lei Seca mais rígida

    Luana Lourenço
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (20), sem vetos, a lei que torna mais rígidas as punições para motoristas flagrados dirigindo alcoolizados.

    A nova Lei Seca determina que outros meios, além do bafômetro, podem ser utilizados para provar a embriaguez do motorista, como testes clínicos, depoimento do policial, testemunhos de terceiros, fotos e vídeos.

    O texto também prevê o aumento da multa dos atuais R$ 957,65 para R$ 1.915,30 para motorista flagrado sob efeito de álcool ou drogas psicoativas. Caso o motorista reincida na infração dentro do prazo de um ano, a proposta é duplicar o valor, chegando a R$ 3.830,60, além de determinar a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

    A lei será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (21). Com a sanção, as novas regras serão aplicadas nas operações das polícias rodoviárias para o período de festas de fim de ano e férias.

    Edição: Fábio Massalli

    agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-20/dilma-sanciona-lei-seca-mais-rigida

  17. Sarney nao estatizou nenhuma empresa, nem industria, tampouco fez a tao sonhada reforma agraria. Dizer que ele era socialista so pq decretou congelamento de preços é de uma desonestidade intelectual tão grande que somente atesta a qualidade deste blog. Parabens IMB por disseminar desinformações e engôdos.

  18. @Ricardo,

    Foi muito engraçado quando vi essa notícia ontem no Jornal Nacional, com a apresentadora dizendo que “ninguém sabe o que provocou a onda de saques em Bariloche”. Ora… alguém sabe… devem existir libertários e discípulos de Mises na Argentina. É só entrevistar eles…

    É impressionante como as pessoas não percebem isso. Socialismo (ou qualquer política com outro nome mas com a mesma premissa) gera escassez que gera empobrecimento que gera desorganização social que geram saques e violência.

    Não adianta mudar o nome. O efeito continua o mesmo.

    “Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume. -William Shakespeare”

    O pior é que isso está para acontecer no Brasil. É só continuarmos fazendo o que estamos fazendo.

  19. André Luiz S. C. Ramos

    “O inimigo é o estado, não o PT ou qualquer partido político.”

    Agradeço ao IMB por ter me ajudado a chegar a essa conclusão.
    (2)

  20. Acho que esse foi um dos melhores artigos. Desde que li ele e vi os vídeos eu já não consigo ver jornal sem pensar: “no futuro essas reportagens vão ser piada no IMB”.

  21. Esse foi o auge, mas ainda somos um país socialista. Pelo menos em grande medida e em comparação com o resto do mundo (que já anda bem mal há muito tempo…). Cada vez pior em posições de liberdade econômica, presidente que mexe em preços para mascarar a inflação, setor público inchadíssimo (li uma estimativa como mais de 600 empresas direta ou indiretamente controladas pelo governo), uma constituição que promete tudo a todos, melhor índice de importação em relação ao PIB (culpa do governo, claro), campeão em encargos trabalhistas do mundo, um dos mais difíceis de abrir negócios e agora uma bizarrice como esta sendo discutida:

    senado.jusbrasil.com.br/noticias/100297487/projeto-obriga-medicos-formados-com-recursos-publicos-a-exercicio-social-da-profissao

    Há quem veja certa validade nesses alunos darem uma contrapartida por terem sido formados com dinheiro roubado. Mas percebam o caráter autoritário da medida, isso daí é nível soviético. Imagina o precedente que abriria.

    O Brasil está muito avançado no seu caminho para a servidão.

  22. Começou…

    Congelamento de preços causa escassez na Argentina

    Em supermercados da capital, faltam produtos como pão, farinha e óleo: sinais de desabastecimento

    Determinado semana passada pelo governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, o congelamento de preços – que terá vigência, em princípio, até o próximo dia 1º de abril – já provoca a escassez de alguns alimentos em supermercados da capital e de províncias como Buenos Aires. Basta uma rápida visita a supermercados de bairros portenhos de classe média, como Palermo e Belgrano, para constatar a falta de produtos, entre eles pão de forma, farinha de trigo e açúcar. Segundo publicou na quarta-feira o jornal "Clarín", o mais lido do país, no município de Vicente López, na grande Buenos Aires, por exemplo, também ficou mais difícil conseguir óleo e erva mate.

    [….]

    Emissão monetária teve alta de mais de 30%

    O economista afirmou que "o secretário está quebrando o termômetro, em vez de controlar a febre". De acordo com seus cálculos, em janeiro a emissão monetária do país aumentou mais de 30% em termos anuais, basicamente para financiar o Tesourou – leia-se o crescente déficit fiscal da Casa Rosada, que continua sem acesso aos mercados internacionais de crédito.

    O congelamento de Moreno chegou em momentos em que todos os sindicatos do país se preparam para renegociar salários e, em alguns casos, exigir reajustes de até 30%. Já o governo pretende que os aumentos não superem 20%. A iniciativa também foi questionada por representantes do setor como Miguel Calvete, presidente da Câmara de Supermercados Chineses (mercados menores, cada vez mais importantes). Para ele, o acordo deveria incluir, também, todos os fornecedores.

  23. ”É nisso que dá deixar a ciência econômica aos cuidados dos seguidores de Marx e Keynes. Toda a sociedade paga a conta”

    perfeita colocação!

    a propósito, vou comentar o porque de eu achar que esses economistas ”marxistas” da boca pra fora do pt ainda tem prestígio na sociedade, na verdade é bem simples: somos doutrinados na escola pública desde a quarta, quinta série que o socialismo é bom e o capitalismo é ruim… que os patrões burgueses do século 19 só exploravam as pessoas, etc, etc…

    vivenciamos uma escola de cunho marxista desde a infancia… não é a toa que ainda tem quem vanglorie partido de esquerda por aí…

    pobres coitados, são alienados e nem sabem disso…

  24. Emerson Luís, um Psicólogo

    Se um dia o Brasil se tornar um país com liberdade econômica, façamos uma estátua de bronze de dez metros do Henry Maksoud. Com recursos voluntários, é claro!

    Já pensou se o Lula tivesse sido eleito em 1989? É estarrecedor perceber que o Collor de certa forma nos salvou de virarmos uma Cuba ou Coreia do Norte!

    * * *

  25. Vou reperir aqui:

    Stalinismo = Marxismo = Socialismo = Comunismo = Nazismo = SatanismoÉ tudo farinha do mesmo saco. O que elas tem em comum? Tudo: Totalitarismo = Ditadura = Escravidão = Anti-liberdade. Resumindo, todos os tipos de atitudes maléficas, é a Foice e o martelo, como sempre.Defendê-las é amar a sua própria escravidão, é ser mazoquista.

    Me engana que eu gosto.

  26. Joelmir Beting sobre o congelamento: “Isto nunca funcionou antes, mas vai dar certo agora”. Além disso, citou o caso da Argentina que fez um plano semelhante ao brasileiro que já havia dado com os burros n’água, Será que ele sabia que não daria certo, mas se acovardou diante clamor nacional?
    Grande Henry Maksoud, preciso nas críticas e com muita coragem.

  27. O mercado é um processo que leva a maior produção de bens e serviços. Ele só não mostra mais serviços porque não é livre. Interferências no mercado só leva ineficiência. Deveríamos respeitar o mercado e a propriedade privada como clausulas pétreas do sistema econômico. Quem não conhece estes fundamentos não entende porque Ronald Reagan liberou os preços da gasolina e passado algum tempo estes preços começaram a abaixar continuamente. O estado é o problema. Privatizemos tudo sem a mínima vergonha. Liberdade total. Pois agora ninguém nos dá segurança, educação,saúde, etc. Estado, obrigado. Ensinemos aos políticos a não ter medo da privatização.

  28. Comerciante de Santa Quitéria-CE

    *Um ser humano*
    Nossa! Estou surpreso em saber que um partido libertário conseguiu legalidade na Argentina, agora é melhor torcermos para o liber ser legalizado por aqui também.

  29. Ótimo artigo. Pena que no Brasil é quase impossível encontrar material sobre história do Brasil sem doutrinação esquerdista.
    Aproveito o espaço para deixar uma dúvida que venho tendo há algum tempo: o que vocês imaginam que aconteceria no Brasil de hoje caso o governo perdesse o controle da inflação?
    Tendo em vista que o ‘modelo’ de governo brasileiro se assemelha muito ao da Venezuela, vocês acham que o governo tomaria os mesmos tipos de medidas econômicas que o governo venezuelano vem tomando?
    Imaginando que sim, e imaginando que a população brasileira se revoltasse contra o governo como a população venezuelana, acho que o governo seria derrubado, visto que a polícia brasileira não reprimiria a população tão covardemente e em favor do governo como a venezuelana vem fazendo. Vocês concordam? Nesse caso, o que aconteceria?
    O que vocês acham?

  30. Caramba, deu um deja vú agora. Me lembro dessa época, adolescente, chegando aos 18 anos, não consegui entender como a gente tinha que se planejar para ir ao supermercado, pra não se esquecer nada, pois se esquecesse, ao voltar para buscar algo, se era do mesmo que vc comprou, o preço já tinha subido, ou seja, não tinha como se planejar. Limitação do que podia ser comprado, escassez de algumas coisas, foi uma situação realmente dantesca. A prisão de empresários muito me lembra o que aconteceu recentemente na Venezuela, ou seja, realmente esta nossa história é cíclica. Ainda não está acontecendo no Brasil, mas eu creio que não demorará. Nunca quis tanto na minha vida que eu estivesse errado.

  31. Jussara S. Bittencourt

    Já era adulta no episódio: “Confisco do boi no pasto” foi hilariante! Foram poucas as abordagens mas serviu, com garbo, para mostrar como os silvícolas sabem fazer seu trabalho. Funcionários públicos ao tentarem o mesmo, cumpriram um episódio ridículo. Lembro de meu pai relatando que por não saberem montar a cavalo, e, muito menos distinguirem um boi de uma vaca, fizeram a peonada gargalhar. Eles ainda não conheciam o dito popular: ” Cada macaco no seu galho”. Não é só do PT o mérito de ser ridículo. Outros já se sobressaíram também! Pois, pois.

  32. https://www.facebook.com/valoreconomico/posts/752931551407245?stream_ref=1

    Ultimo comentário

    Italo Inffh É, sou antiliberal, anti ortodoxo, anti capitalista..
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    Italo Inffh Por isso privatizar, que significa entregar o público ao privado, nunca dá certo. Numa economia sob controle do estado, o governo tem instrumentos eficazes para frear a inflação e até para induzir a deflação..

    Como a propria foto do Tiririca fala…”TA SERTO!”

  33. JOÃO BOSCO CUNHA

    Para quem sabe ler, um pingo é letra.

    Mensagem de Abraham Lincoln para enterrar a carapuça nos PTralhas.

    “Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.
    Não fortaleceras os fracos por enfraqueceres os fortes.
    Não ajudaras o assalariado se arruinares aquele que o paga.
    Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
    Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
    Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
    Não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas.
    Não fortalecerás a dignidade e o anonimo se subtraíres ao homem a iniciativa da liberdade.
    Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.”

    (Abraham Lincoln)

  34. maycon rogers ribeiro alves

    Nunca pensei sobre este período como socialista, muito interessante, e principalmente real. Vocês são excelentes, estou aprendendo muito aqui, estão de parabéns.

  35. Eu adorei !

    O melhor artigo que eu já li na minha vida !

    Sarney cometeu abusos que, segundo o bom senso e a economia, não poderão ser esquecidos jamais !

    Ele abusou do populismo para fazer verdadeiras barbaridades .

    Triste demais .

  36. Um artigo que demonstra que o problema está além de políticos e burocratas.
    O problema é a mentalidade do povo brasileiro, que não entende e não respeita a propriedade privada e a liberdade econômica, enquanto não mudamos isso estaremos condenados a repetir infinitamente esses episódios.

  37. É possível que uma tragédia como tal seja repetida? Não sou minimamente esperto em política brasileira, por isso, gostaria que os mais sábios me auxiliassem ou julgassem minha análise.

    Pela TRAGÉDIA: Pensamento político brasileiro.

    A tragédia econômica é inerente e inevitável no Brasil justamente porque as ideias importam e as piores ideais prosperam justamente onde ideias não precisam funcionar para crescerem: Estado e Universidades. O estatismo por intelectuais, à moda Schumpeteriana, é o destino inevitável deste país; o estado jamais, por conta dos seus inerentes limites praxeológicos (incluindo o cálculo econômico sob o socialismo), criará o nirvana socialista tão desejado pelos intelectuais deste país – ou será capaz de sustentar o Estado de Bem-Estar Social sem capital tão querido pelos menos radicais. E em cada uma de suas tentativas, mais capital será destruído, o real se esfacelará, a desigualdade econômica explodirá (justificando mais tentativas desengonçadas) e nós teremos de rezar para que a catástrofe não seja profunda e ainda possa ser reparada, nem que seja à moda do consenso de Washington.

    Meu temor é no ciclo de estatismo barbieriano que ocorrerá APÓS o que vivemos. Neste aspecto, nós, como libertários, conservadores ou liberais; detemos uma obrigação de defesa individual ou até mesmo patrióticas (aos que se importam com tais denominações) em destruir estas ideias terríveis em seu útero antes que eles nos destruam. Não será o PSDB que o fará: parecem ter vergonha das privatizações, recusam-se a empurrar uma retirada da Dilma do poder e são uma pera podre em ideologia.

    Um assassino em série que executa uma brutalidade após a outra pede para ser capturado. O mais habilidoso é aquele que destrói a ética e a moralidade ao ponto em que o assassinato se transforma em rotina. É essencialmente anti-filosófico. E cada vez mais, vemos o fantasma do controle de preços nas entrelinhas; seja na promessa de comitês democráticos para “dialogar” a subida de preços após aquelas manifestações de junho e agora com os caminhoneiros (área em que o controle de preços enforcará brutalmente a produção).

    Pela TRAGÉDIA: Precedentes.

    Não há motivo algum para crer que os intelectuais que regem o país aprenderam ou ao menos querem aprender com a experiência histórica (um breve olhar na lista de ministros da Dilma mostrará um padrão: gente saída direto da universidade e da militância – ou uma aristocracia sindical que como toda, fala mais do que trabalha). Na realidade, se são todos estatistas, é porque JUSTAMENTE não aprendem com a história e nem precisam fazê-lo; em uma empresa, ideias errôneas geram falências e você precisa aprender a superá-las e entender o motivo de errarem – aqui, rege a pernície ideológica acima do bom-senso; algo inerentemente estatal.

    Falamos tanto em educação pública de qualidade (algo que todo mundo diz, mas ninguém define) e talvez estejamos a esquecer que as pessoas que criaram nosso status quo foram gentes das mais educadas do país. Se toda a população fosse como eles, teríamos uma latrina intelectual como a Argentina se transformou graças a Perón. Mas a “ignorância” do povo brasileiro é facilmente subornada por programas sociais, como a alteração do paradigma eleitoral dos mais pobres revelou após o bolsa família.

    Contra a TRAGÉDIA: O medo do dólar.

    Se a eleição do Lula e o grande esforço para corrigir a crise econômica criada por ela mostram algo é que quando o socialista se vê adiante das consequências reais do poder em suas mãos, somente os corajosos e mais psicóticos (recomendo ‘Por que os piores chegam ao poder?’ de Hayek) deles seguirão adiante. O PT “amarelou” e com isso, o Brasil foi poupado de uma catástrofe; tudo porque o dólar e a fuga de capitais estiveram lá para fazer o medo descer pela garganta e o Henrique Meirelles subir à chefia da restauração.

    O problema é: os estatistas, especialmente os mais jovens, estão se tornando cada vez mais psicóticos.

    O gentil casamento dos pequeno-burgueses de Chico Buarque está sendo substituído pela retórica do ódio à classe média, como alertado, creio, pelo Bruno Garschagen; qualquer pessoa que não queira pular no vulcão em nome do deus estado é execrada por uma juventude quasi-argentinien de demônios de olhos arregalados e que babam como se infectados por raiva. Verdadeiros bárbaros dos tempos romanos que sentem ódio por quaisquer instituições fundamentais que não sejam as de seus próprios ideias.

    Se estes imbecis presunçosos e bárbaros permanecem como o futuro político deste país, será o fim.

    —————————————————————–
    Alguma discordância ou adendo? Ajudem-me, por favor.

  38. Governo Sarney socialista?

    HAHAHAHAAHAHAHAAHAHAAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAAHAHAHAAHAHAAHAHAHHAHAAHAHAHAAHAHAHAHAHAHA

    Confunde-se intervenção estatal com planificação estatal de coletivização dos meios de produção e supressão da propriedade privada. Se a intervenção estatal for “socialismo”, até o Dom Pedro I e o II foram socialistas. Na verdade, todos os reis absolutistas e ditadores modernos foram e são socialistas.

    Porém, acho que foi um erro de tão grosseiro e patético que até foi planejado.

  39. Acompanho os videos do vlogueiro Dâniel Fraga no you tube e que foca assuntos da atualidade do ponto de vista dos principios libertários de Rothbard que foca annti socialismo e todos os assuntos como religião e preconceito e o mesmo recebeu um telefonema de um investigador de policia, achando que o video continha intolerancia, que ele gravou e cujo dialogo acha no link https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE.Se quiserem ver acho que vocês ganharam algum conhecimento.

    Dâniel Fraga
    Ontem às 06:25 ·
    Polícia civil serve para que(m)?
    https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE
    “Polícia civil serve para que(m)?
    https://www.youtube.com/watch?v=lHlH94GklAE
    Curtir · · Compartilhar vejam os principios libertarios em pratica, ou facebook
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153059112864268&set=a.268424904267.139655.796844267&type=1

  40. Qual é a solução? Por que vocês não se unem e se tornam candidatos ou fundam um “partido” inteiro?

    Desculpe se a pergunta for repetida, mas gostaria de ter um retorno.

  41. Eu lembro-me, bem, daquele tempo.

    Confesso que na época até fui contagiado por aquele espetáculo circense, mas me ‘segurei na cadeira’ pois já tinha alguns conhecimentos que indicavam que regulação de preços não é a cura para inflação. Fiquei na minha.

    Mas vendo (e revendo) tudo isso, pergunto: qual é afinal o problema do Brasil e do Brasileiro? Cultura?

  42. Qual foi o maior erro do Collor?

    1) A corrupção?
    2) O confisco da poupança?
    3) Falta de alianças/apoios políticos?
    4) Outros? Quais?

    Penso que o maior erro do Collor foi o confisco da poupança. Se elle não tivesse confiscado a poupança, e atraido a fúria de grande parte dos brasileiros, ele teria sido o melhor presidente do Brasil desde a redemocratização, pois em apenas 2 anos de governo privatizou inúmeras estatais, abriu os portos, etc…

    Nem cito o fator corrupção, pois apesar de ser inadimissível sempre, vemos que ele foi apenas um trombadinha perto do que ocorre hoje.

    Qual a opinião de vocês?

  43. Também lembro dessa época. Houve um momento que não tinha leite, as mães quase saiam no tapa por uma lata de leite em pó. Minha mãe comprava leite condensado, e aumentava com água.

  44. Qualquer um que viveu esta época reconheceu, na campanha do ano passado, a mesma estratégia, desta vez utilizada pelo PT. A popularidade da Dilma, tal como a popularidade do Sarney à época, é apenas um reflexo.

  45. Com o congelamento de preços o aumento de preços fica retido e existe uma explosão na demanda que não é acompanhada pela aumenta da oferta, o que gera escassez de produtos. Mas por que o congelamento seria ruim se a escassez de mercadorias fosse substituída por importações?

  46. Eu me lembro muito bem desse período, faltava óleo, sal, carne, leite, gás. As pessoas só comprovam no paralelo, com um amigo, um conhecido, para comprar o botijão de gás era uma luta. Um quilo de carne a minha mãe levanta as 5:00 hs manhã para encarar a fila no supermercado. As latas de óleo as pessoas estocam, os pobres sofreram para valer. Depois do plano a inflação arrebentou com tudo. Infelizmente não existe uma literatura a respeito dessa época, nem livros, nem filmes, quando converso com outras pessoas mais jovens sobre este período ficam olhando parecendo que foi um filme assistindo. Isso é socialismo durou um pouco de 1 ano, fico pensando como as pessoas na Venezuela estão fazendo, isso é crime contra os pobres. Isso deveria ser ensinado nas escolas do Brasil para vacinas os mais jovens. Mas infelizmente ainda corremos um risco de isso voltar a acontecer.

  47. Boa Tarde a todos.
    Ainda que eu não saiba o que é pior, “controlar” a cotação do dollar via contratos de SWAPs ou via reservas, alguém saberia dizer se o bc abandonou os swaps e estaria já utilizando as reservas?
    Entendo que os contratos de swap apenas protelam um problema que não tem solução protelando os custos lá pra frente, ou seja, deixando um cenário futuro ainda pior. Mas como disse, não tenho conhecimento suficiente pra fazer juízo de valor entre as duas alternativas.

  48. No artigo de Alceu há um erro central, embora a crítica ao controle artificial dos preços seja válida.
    Uma questão muito importante e que pouco se presta atenção nos debate direita x esquerda e esquerda x direita é não atentar para os significados dos termos, o que torna o seu emprego vago e, na maioria das vezes, falacioso.
    A definição correta de comunismo é a inexistência de intermediários entre o produtor direto, trabalhador, e a propriedade do produto de seu trabalho e as decisões a seu respeito. Uma aplicação radical do conceito de justiça distributiva na economia. Todos aqueles que participaram da transformação material da matéria prima em produto devem dividir igualmente os frutos desse trabalho. No entender de Marx, Engels, Pannekoek e outros, isso somente é possível com a extinção da propriedade privada dos meios dessa produção, entendiam também que o Estado pode ser esse intermediário e, com os capitalistas, deve desaparecer.
    O socialismo foi desenvolvido por Lenin, Trotsky e outros, e trata-se de um sistema transitório, no qual a propriedade privada passa aos poucos das mãos do Estado para as mãos dos trabalhadores. Um Estado somente é Socialista se for perceptível que os trabalhadores ganham cada vez autonomia para gerir os recursos e gozam dos frutos dos produtos que produzem.
    O controle de preços, por não tocar na transição do poder de decisão econômica das empresas para o trabalhador, não é socialista.
    Esses esclarecimentos preliminares não tocam na questão da possibilidade ou não do Comunismo e do Socialismo, mas esclarece o significado do termo.
    O objetivo do combate a inflação é favorecer a balança comercial e atrair investimentos externos, que vendem em reais. Em outras palavras, é uma medida favorável ao capital externo, das empresas das quais o Brasil importa. Sarney sacrificara os interesses dos capitalistas nacionais para favorecer o capital externo. Foi uma, fracassada, medida econômica tipicamente capitalista.
    Isso não significa que o capitalismo se resume a isso, nem que dentro do capitalismo não havia outras formas de combater o problema. Apenas significa que o governo Sarney tomou uma decisão dentro das várias decisões possíveis no capitalismo para resolver os problemas do capitalismo. Uma decisão grosseiramente errada.
    Um último esclarecimento é a distinção cada vez mais premente entre Capitalismo e Livre Mercado.
    Capitalismo é a organização econômica e política sustentada sobre a propriedade privada. Propriedade privada no sentido mais abrangente possível, isto é, qualquer forma de propriedade produtiva que explora a mão de obra necessária em forma de trabalhadores assalariados.
    Livre mercado é a ideia, ainda não posta em prática, de que o mais justo e eficiente é restringir o máximo possível a participação da propriedade estatal, colocando as propriedades produtivas nas mãos do capital privado. É a escolha, dentro do capitalismo, do capital privado.

    Comunismo e Livre Mercado ainda não existiram, embora experiências Comunistas tenha existido durante a revolução russa, até os Bolcheviques tomarem o poder e reestruturar a propriedade estatal e experiências de Livre Mercado tenham existido de maneira ainda mais modesta em alguns setores por algum tempo, nunca alcançando âmbito nacional.

    “Ter clareza a respeito do caráter utópico de nossas ideias nos protegem de que sejamos engolidos por elas” – SAMUEL ERBENSTEIN

  49. Típico Universitário

    #RindoMuito Dessa vez vai funcionar. A teoria econômica não é mais medieval. Não vamos afinar para os ortodoxos nem poupar os traidores dessa vez. Já sabemos o que deu errado no Plano Sarney.

    Na próxima vez ao invés de prisão nos entesouradores vai ser BALA neles.

    Não vou ameaçar ninguém. Mas fica a dica:
    Tenham passaportes sempre em mãos.

    P.S:

    Muito pilhérica a escolha do artigo. O real sobe 0,16 centavos em um só dia e o mundo acabou? Quanta inocência. 0,16 centavos é só o começo da meta.

  50. Lembro dessa época e lembro da falta de produtos e como no início os fiscais do sarney estavam empolgados. Tinha até matéria na tv falando sobre fiscais do sarney. Passando vário anos e vemo caras como sarney collor e maluf ainda sendo eleitos. Esse povo não tem vergonha na cara. E de onde saem esses brilhantes economistas responsáveis por esses planos?

  51. Caros, desculpe postar aqui, mas vocês poderiam fazer um artigo sobre chesterton? Gostaria de tirar algumas dúvidas e supostos erros na suas teorias econômicas – distributivismo …

    Me cheira a um socialismo – comunismo, com um nome mais bonito..

  52. O Brasil deu um grande passo rumo ao capitalismo na última semana.

    O governo liberou a venda de bananas por dúzia. A venda de bananas por quilo foi desregulamentada.

    Não é uma maravilha ?

  53. Dissidente Brasileiro

    Alguém poderia me dizer o que é essa tal de “economia popular”? Até hoje se fala muito nessa estrovenga, e confesso que não faço a mínima idéia do verdadeiro significado desta expressão.

  54. Eu era criança e lá em casa nunca faltava carne.

    Meus pais negociavam uns esquemas com aqueles açougues de esquina; leia-se, pagava valores bem acima da tabela, para poder ter carne. Me lembro de ir ao açougue, ver as prateleiras vazias, o açougueiro dizer “estamos em falta de carne”. Eu dizia, sou filho da Maria e vim aqui buscar 2kg de contra-filé que a minha mãe já disse ter pago. O açougueiro assustado, gesticulando: “quieto garoto !!!!” me chamou lá dentro do açougue, onde se via alguma carne, e me entregou um pacote de carne para eu colocar na mochila. E ainda disse para que eu fosse direto para casa, não abrisse a mochila para ninguém, se alguém tentasse me abordar, tentando ver o que eu tinha na mochila, era para eu correr, gritar socorro polícia, etc… Se via uma expressão de horror, de medo no açougueiro.

    Meses depois o tal açougue fora fechado e o açougueiro preso, algum fiscal do Sarney o denunciara.

    Meus pais, que são do interior, passaram então a comprar bois inteiros de boiadeiros conhecidos de suas cidades de origens, para encher o freezer de carne. Mas a festa durou pouco, vários colegas de infância deles foram presos por vender bois acima da tabela, mas quando a carne do freezer acabou, o plano cruzado também acabara. Ufa!!!!

    Meus pais tinham a consciência de que o plano cruzado era uma furada, que nunca daria certo, por isso nunca foram fiscais do Sarney. E eu não entendia nada do que estava acontecendo, mas como era criança, ainda confiava neles. Imaginem se eu já fosse adolescente esquerdizado pelos professores de história !!!!. De repente eu denunciaria os meus próprios pais !!!!!.

  55. Tem algum dado, alguma pesquisa, do risco de um eventual desabastecimento no país?

    Mesmo com toda essa crise institucional, a Petrobras ainda está fornecendo combustíveis. Tenho rodado em várias cidades, capitais; ainda que os reajustes centavo a centavo nos preços sejam recorrentes (a mídia nem divulga mais nada), acho estranho que ainda não tenha faltado combustível nas bombas. O que aconselho é que todos procurem deixar os tanques sempre cheios, pois a qualquer momento isso poderá estourar, e pagar R$ 5,00, 7,00, 10,00 em um litro de “mistura” se tornará corriqueiro.

  56. Boa tarde equipe IMB e leitores.

    Não vivi o tempo do Sarney, mas pelo que já estudei vejo que aquela “sementinha” socialista sempre esteve aqui no Brasil, e que não teve rédeas quando teve a oportunidade de crescer em um ambiente pós-ditadura. A louca sede socialista foi muito rápida ao poder e não se sustentou, dando um passo para trás para se reagrupar. Quase 30 anos se passaram, e nesse tempo eles vêm dando seus passos cautelosos, e hoje predominam na questão ideológica, sempre em “pró” dos direitos sociais. A ignorância econômica não deixa as pessoas verem soluções através dos próprios esforços, mas só com os esforços dos outros (funcionários públicos e “adjacências” montados na máquina estatal com a “missão” de salvar o povo).

    Para piorar, depois desta leitura, eu fui pesquisar no google e pus “O Brasil já foi socialista?”, e dentre os resultados encontrei algumas páginas que, por favor, não tenho palavras descrever. No mínimo, posso afirmar que há uma falta de conhecimento econômico. Mas tem duas que merecem destaque, eis as páginas:

    http://www.brasildefato.com.br/node/6819
    Nessa aqui, Antônio Cândido, intelectual, que autodeclara-se socialista. Tirem suas conclusões.

    http://www.anovademocracia.com.br/no-1/1426-como-seria-o-brasil-socialista
    O cara que escreveu esse texto não sabe de economia. Entre os absurdos que ele idealiza, ele propõe impor um preço único dos preços em todo território brasileiro, justificando que seria mais “cômodo” para o cliente. E ainda afirma que o atacadista só serve para “asfixiar as massas consumidoras” e que ele não tem nenhuma utilidade. O texto está repleto de frases que engrandecem o socialismo em detrimento do capitalismo. Por fim, meus olhos sangram quando leio isso: “Nestor de Hollanda Cavalcanti Neto (…) Cientista, teatrólogo, jornalista, diplomado em Direito, funcionário do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC (…)”. Já falecido este senhor.

  57. Excelente artigo. Tenho quase 40 anos e vivi essa época. Apesar de criança, lembro-me bem das idas ao supermercado com meu pai e das dificuldades em se encontrar determinados produtos, como leite por exemplo. Ficou na minha memória também a pouca variedade de produtos disponíveis, o que não deixava muita margem de escolha. Vendo esses vídeos da época, hoje sinto pena dessas pessoas. Muitas não tinham desconhecimento por opção, mas por circunstâncias do próprio país em que viviam. O Brasil é uma democracia jovem governada por populistas por muito tempo. Não tinha como ter outro desfecho. Atualmente a maioria das pessoas não tem desculpa para defender coisas como essa. Temos a internet aí, artigos e livros ao alcance. Felizmente eu vejo um interesse maior das pessoas pelo livre mercado e pelas idéias liberais. Não tenho dúvidas de que algum dia teremos uma geração com outra cabeça. Vai demorar, muitas crises virão, muitos serão sacrificados, mas um dia teremos capitalismo sob a forma plena aqui.

  58. Comprei carne para meus filhos pequenos num açougue clandestino que ficava nos fundos do açougue oficial. Quando chegava ovo ou frango no supermercado se formavam filas quilométricas e acabava tudo em minutos. Cheguei a ver uma inflação de 80% num só mês. E o overnight? O dinheiro dormia no banco e acordava nominalmente maior mas muito menor na realidade. Minha enteada de 8 anos não podia ver uma galinha ciscando que queria apanhá-la para comer. O país virou um filme surrealista.

  59. Marcelo Ruban Saes

    O pior, eles realmente caçaram os bois. Conversei tempos atrás com um senhor de Ibitinga que era criador de gado nessa época e os caras chegavam carregando tudo: tanto gado de abate quanto os touros reprodutores caríssimos… Realmente o socialismo é uma maravilha!!!

  60. Lembro de entrar nessas filas com a minha mãe p/ comprar carne e leite em pó.

    Meu pai recebia quinzenalmente e quando ele chegava do trabalho com o pagamento, corríamos p/ supermercado p/ comprar, senão no dia seguinte você perderia para a inflação.

    Tínhamos que racionar tudo. Tempos difíceis que esses socialistas querem trazer de volta.

  61. Cristiane de Lira Silva

    Eu concordo que o governo do PT foi um desastre ( não concordo com o delírio esquizofrênico de que foi um governo socialista), mas está melhor agora com o Temer? Como está sendo para o povo?

  62. Olá,

    Tenho uma dúvida que é bem básica, mas por favor deem um desconto para a falta de conhecimentos básicos de economia na educação brasileira.

    Gostaria de entender melhor de onde vem a escassez dos produtos a proveniente do congelamento dos preços.

    Imagino que tenha uma relação direta com os produtores, que necessitam importar matéria prima e não conseguem mais atingir os preços tabelados devido à desvaloração da moeda com relação às outras moedas. Essa é o único motivo ou existe mais algum fator determinante para isso? Como explicar a escassez de produtos 100% nacionais?

    Este sendo um fator determinante, como é feita a desvalorização da moeda? o governo é obrigado a reportar a quantidade de dinheiro ele está injetando na economia?

    Sei que são questões bem básicas, mas se alguém puder me ajudar eu agradeço muito.

    abç

  63. Um retrato brilhante e detalhado do período mais equivocado na economia brasileira. Eu fui assinante da revista "Visão" por 30 anos a partir de 1972 e arregalava os olhos a cada editorial e demonstrativos semanais da publicação informando o volume de recursos que inflavam a base monetária. Espantava-me com o absurdo que vinha sendo cometido e ignorado pelos políticos e pela imprensa em geral. Só Henry Maksoud via.

    Como na época eu trabalhava em estatal (Caixa Econômica Federal), vi meu salário subir astronomicamente e dizia aos meus colegas que estava tudo errado, ganhávamos o dobro ou mais do que os outros bancários. Recriminavam-me e me chamavam de louco, pois olhavam apenas para os próprios umbigos e se sentiam o máximo, mesmo sabendo que recebiam muito mais do que mereciam. O resultado não demorou a aparecer e toda a sociedade pagou pelos erros do "Coroné" e de sua equipe econômica equivocada.

  64. O que Sarney fez na década de 80 foi basicamente o que Hitler fez na Alemanha Nazista.

    Com a importante diferença que Hitler resolveu o problema da inflação antes de fazer tabelamentos de preços. Se tivesse feito o tabelamento ainda com a hiperinflação, a escassez teria aparecido muito rapidamente.

  65. Voltei a ler este artigo, depois de ter recebido esta notícia.

    oglobo.globo.com/economia/governo-argentino-vai-escalar-aposentados-para-fiscalizar-precos-congelados-24226508

    Um dos países mais ricos do mundo lá nos anos 1900, vai descambar pra ser a Venezuela do Sul.

  66. A história não se repete… Mas rima… como rima…

    g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/09/15/procon-notifica-87-supermercados-em-2-dias-de-fiscalizacao-para-evitar-alta-de-precos-do-arroz-e-do-oleo-em-sao-paulo.ghtml

  67. Acreditar que o Estado babá pode continuar tirando a riqueza do setor produtivo para fazer o Brasil crescer é mesma coisa que acreditar naquele personagem da literatura, o Barão de Munchausen, que se erguia do chão segurando e puxando OS PRÓPRIOS CABELOS.

    Não dá!

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