Vários
políticos e comentaristas, como Paul
Krugman, alegam que o problema atual da Europa é a austeridade. Mais especificamente, alegam que os gastos
dos governos europeus estão insuficientes.
O
argumento padrão é o seguinte: em decorrência das reduções nos gastos
governamentais, a demanda na economia torna-se insuficiente. Isso leva a um aumento no desemprego. O desemprego piora a situação porque gera uma
queda ainda maior na demanda agregada, o que por sua vez provoca uma queda nas
receitas governamentais e um consequente aumento em seus déficits orçamentários. Ato contínuo, os governos europeus, pressionados
pela infatigável Alemanha, aprofundam seus cortes de gastos, reduzindo
novamente a demanda agregada da economia ao demitir funcionários públicos e cortar
gastos assistencialistas. Isso, por sua
vez, reduz ainda mais a demanda agregada, gerando uma infindável espiral
baixista de desemprego e miséria.
O
que pode ser feito para se sair desta espiral?
A resposta dada pelos comentaristas é simplesmente a de acabar com a
austeridade, turbinando os gastos governamentais para elevar a demanda
agregada. Paul Krugman chegou até mesmo
a argumentar em prol de uma organização
planetária contra uma invasão de alienígenas, o que induziria os governos a
gastarem mais. E por aí vão as
bizarrices. Mas esse raciocínio procede?
Em
primeiro lugar, será que há realmente alguma austeridade na zona do euro? Um indivíduo só pode ser considerado austero
se ele poupa, isto é, se ele gasta menos do que ganha. E a realidade é que não existe absolutamente
nenhum país na zona do euro que seja austero.
Todos eles gastam mais do que arrecadam de receitas.
Com
efeito, os déficits orçamentários dos governos da zona do euro estão
extremamente altos, em níveis insustentáveis, como pode ser visto no gráfico
abaixo, o qual retrata os déficits de cada governo em porcentagem de seu
PIB. Note que os números para 2012 são
aqueles desejados por cada governo.
Os
números absolutos para os déficits — em bilhões de euros — são ainda mais
impressionantes.
Outro
bom retrato da austeridade é comparar os gastos dos governos às suas
respectivas receitas (o quão maior é o gasto público em relação à receita, em
termos percentuais).
Imagine
que um conhecido seu tenha gastado, em 2008, 12% a mais do ganhou; em 2009, 31%
a mais; em 2010, 25% a mais; e, em 2011, 26% a mais. Você diria que essa pessoa é austera? Você diria que esse comportamento é
sustentável? Pois é exatamente isso o
que o governo da Espanha tem feito. E
ele vem se mostrando incapaz de mudar de postura. Perversamente, os comentaristas da mídia
estão dizendo que é justamente essa “austeridade” a responsável pelo
encolhimento da economia espanhola e pelo seu alto desemprego.
Infelizmente,
austeridade é uma condição necessária para a recuperação da Espanha, da zona do
euro, e de qualquer outra economia em recessão. A
redução dos gastos do governo faz com que recursos reais — que até então
haviam sido absorvidos pelo estado — sejam liberados e consequentemente
disponibilizados para o setor privado. A
redução dos gastos do governo faz com que novos projetos de investimento se
tornem lucrativos e impede os antigos de irem à falência.
Considere
o seguinte exemplo. João quer abrir um
restaurante. Ele faz alguns
cálculos. Ele estima que as receitas do
restaurante serão de $10.000 por mês. Já
os custos estimados são os seguintes: $4.000 de aluguel do espaço; $1.000 de
conta de luz, água, gás e telefone; $2.000 pela comida; e $4.000 para os
salários. Com as receitas estimadas em
$10.000 e os custos estimados em 11.000, João não irá começar seu
empreendimento.
Agora,
suponhamos que o governo se torne mais austero, ou seja, ele efetivamente
reduza seus gastos. Suponhamos que o
governo extinga algumas agências reguladoras e alguns ministérios, e venda os
prédios dessas burocracias no mercado.
Como consequência, haverá uma tendência de queda nos preços dos imóveis
e dos alugueis. O mesmo ocorrerá com os
salários. Os burocratas demitidos sairão
à procura de empregos no setor privado, e essa maior oferta de mão-de-obra
exercerá uma pressão baixista sobre os salários. Adicionalmente, as agências e os ministérios
abolidos não mais estarão consumindo energia e demais serviços de utilidade
pública, o que gerará uma tendência de queda no preço destes serviços. João poderá agora alugar um espaço para seu
restaurante no local onde funcionava uma destas burocracias por $3.000, dado
que os alugueis estão barateando. Suas
contas de luz, água, telefone, gás etc. caem para $500, e os burocratas
demitidos poderão ser contratados para lavar pratos e servir mesas por
$3.000. Agora, com as receitas estimadas
em $10.000 e os custos em $8.500, o lucro esperado será de $1.500, e João
poderá iniciar seu empreendimento.
Dado
que o governo reduziu seus gastos, ele poderá reduzir também seus impostos,
medida essa que poderá elevar o lucro líquido final de João (que agora tem de
pagar um imposto de renda menor). Graças
à austeridade, o governo foi capaz também de reduzir seu déficit. Aquele dinheiro que até então era emprestado
ao governo para financiar seu déficit poderá agora ser emprestado para João
para que ele faça seu investimento inicial: transformar as antigas instalações
burocráticas em um restaurante. Com
efeito, um dos principais problemas de países como a Espanha é que a poupança
real dos cidadãos está sendo utilizada pelo sistema bancário não para financiar
empreendimentos privados, mas sim para financiar o governo. Empréstimos estão praticamente indisponíveis
para empresas privadas porque os bancos utilizam seus fundos para comprar
títulos do governo a fim de financiar o déficit público.
No
final, tudo se resume à seguinte questão: quem deve determinar o que deve ser
produzido e como? O governo, que usa
recursos alheios para proveito próprio (como expandir a burocracia por meio de
agências reguladoras, ministérios, programas assistencialistas, guerras etc.),
ou empreendedores em um ambiente concorrencial, batalhando entre si para
satisfazer os desejos dos consumidores com produtos cada vez melhores e mais
baratos (como João, que agora utiliza em seu restaurante parte dos recursos
anteriormente imobilizados no aparato estatal)?
Se
você crê que a segunda opção é a melhor, então a austeridade é o caminho
certo. Mais austeridade e menos gastos
governamentais significam menos recursos para o setor público (menos
burocracia, menos agências reguladoras, menos ministérios) e mais recursos para
o setor privado, que os utiliza para satisfazer os desejos dos consumidores
(mais restaurantes). Austeridade é a
solução para os problemas da Europa e dos EUA, uma vez que ela estimula o
crescimento sólido e reduz os déficits governamentais.
Um PIB menor?
Mas
não seria verdade que, ao menos temporariamente, a austeridade reduz o PIB e
joga a atividade econômica em uma espiral descendente?
Infelizmente,
o PIB é um número bastante enganador. O
PIB nada mais é do que o valor de mercado de todos os bens finais e serviços
produzidos em um país dentro de um dado período.
Há
dois motivos por que um PIB menor nem sempre é um mau sinal.
O
primeiro motivo está relacionado à questão dos gastos governamentais. Imagine um burocrata do governo que emite
alvarás de funcionamento. Quando ele
nega a autorização para um determinado empreendimento, quanta riqueza foi
destruída? Como calcular? Seria por meio das receitas esperadas desse
empreendimento ou por meio de seus lucros esperados? E se o burocrata involuntariamente tiver
impedido o surgimento de uma inovação que poderia evitar o desperdício de
inúmeros recursos escassos para a economia?
É difícil dizer qual o tamanho da destruição de riqueza provocada pelo
burocrata. Poderíamos simplesmente, e
arbitrariamente, pegar seu salário anual de $120.000 e subtraí-lo da produção
privada da economia. O PIB seria menor.
No
entanto — está sentado? –, o exato oposto ocorre na prática. Os gastos governamentais contam positivamente para o PIB.
O salário do burocrata — e sua atividade destruidora de riqueza —
eleva o PIB em $120.000. Isso significa
que, se a agência reguladora desse burocrata for fechada e ele for demitido,
então o imediato efeito dessa austeridade será uma redução de $120.000 no
PIB. No entanto, essa redução no PIB é
um ótimo sinal para a produção privada e para a satisfação dos desejos dos
consumidores.
Segundo,
se a estrutura de produção se encontra distorcida após um período de crescimento
econômico aditivado pela expansão artificial do crédito, a reestruturação da
economia também irá gerar uma queda temporária no PIB. Com efeito, o PIB só poderia ser mantido se a
estrutura de produção permanecesse inalterada.
Mas a permanência dessa estrutura distorcida e artificial representaria
um consumo de riqueza, e não uma produção.
Se
a Espanha ou os EUA tivessem continuado utilizando a mesma estrutura de
produção vigente durante seus anos de crescimento, eles teriam continuado
construindo a quantidade de imóveis que construíram em 2007. Vários recursos escassos teriam sido
desperdiçados nesses projetos, mais empresas estariam falidas no futuro e
haveria menos capital disponível na economia. A reestruturação de uma economia que foi
artificialmente distorcida pelo crédito farto e barato direcionado ao setor
imobiliário requer justamente um período de encolhimento do setor
imobiliário. Mais especificamente, tal
setor terá de fazer um menor uso dos fatores de produção, liberando mão-de-obra
e capital para outros setores. E estes
fatores de produção devem ser transferidos para aqueles setores onde eles estão
sendo demandados com mais urgência pelos consumidores.
A
reestruturação não é instantânea; ela é organizada e conduzida por
empreendedores em um processo dinâmico e competitivo que é incômodo, fatigante
e que leva tempo. Durante esse período
de transição, quando os empregos naqueles setores artificialmente inchados da
economia estão sendo destruídos, o PIB tende a cair. Essa queda no PIB é apenas um sinal de que a
necessária reestruturação da economia já está ocorrendo. A alternativa seria continuar produzindo a
mesma quantidade de imóveis produzida em 2007.
Se o PIB não caísse acentuadamente, isso significaria que a expansão
econômica destruidora de riqueza estaria continuando exatamente como estava nos
anos 2005–2007.
Conclusão
A
austeridade do governo é uma condição necessária para a prosperidade privada e
para uma rápida recuperação econômica. O
problema da Europa (e dos EUA) não é o excesso, mas sim a escassez de
austeridade — ou melhor, a sua completa ausência. Uma queda no PIB pode ser um indicador de que
a necessária e saudável reestruturação da economia já está ocorrendo.
Leia também:
Os quatro tipos de
austeridade – por que o governo cortar gastos é positivo para a economia



Excelente artigo. O lamentável é que somos bombardeados com informacoes mascaradas da midia que tenta convencer a todos que a crise social que explode na Espanha e Grécia é decorrente da ausencia de gasto do governo. Parabens Prof Bagus.
Em tempo, qual a fonte dos dados que o professor utiliza?
Excelente artigo!
“João poderá agora alugar um espaço para seu restaurante no local onde funcionava uma destas burocracias por $3.000, dado que os alugueis estão barateando. Suas contas de luz, água, telefone, gás etc. caem para $500, e os burocratas demitidos poderão ser contratados para lavar pratos e servir mesas por $3.000”
Quem sabe um dia isso aconteça! Burocratas fazendo algo útil.
Semana passada ouvimos a noticia que os parlamentares estavam votando mais um aumento para eles. O que iria custar $1 bilhão aos cofres públicos. Outra notícia é que os mesmos políticos de brasília não estao pagando imposto nos seus 14o e 15o salários.
Esse país precisa acordar. Estou quase fugindo.
Daniel – 02/12/2012
Impostometro de hoje: R$ 1.385.988.006.092,59 (Aumentando R$ 47 mil / segundo)
Considerando o exemplo do artigo em que “João quer abrir um restaurante”, em razão da referida reestruturação da economia (queda do PIB, queda dos salários, desemprego), a queda no custo para iniciar o empreendimento também não seria acompanhada de uma queda na receita esperada?
O Leandro Roque, no artigo ”Os quatro tipos de austeridade – por que o governo cortar gastos é positivo para a economia” (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1465) diz que a Europa está cortando gastos:
”Tendo estes conceitos em mente, há quatro maneiras de se fazer austeridade:
1) Aumentar impostos e cortar gastos;
2) Aumentar impostos e manter gastos inalterados e;
3) Manter impostos inalterados e cortar gastos;
4) Reduzir impostos, e cortar gastos em uma intensidade maior do que o corte de impostos;
A primeira é a que gera uma recessão mais intensa. De um lado, o corte de gastos debilita aquelas empresas que dependem do governo, o que é bom; mas, de outro, o aumento de impostos confisca ainda mais capital da sociedade, mais especificamente do setor produtivo, que é justamente quem absorveria a mão-de-obra demitida das empresas que faliram em decorrência dos cortes de gastos do governo. Você tem, portanto, o pior dos dois mundos. Aumento do desemprego, população com menor poder de compra, e setor privado sem capital para contratar. É isso que a Europa está fazendo.”
Será isso ou eu entendi errado?
Todos os governos europeus devem extinguir todos os subsídios agrícolas e o salário- desemprego e expulsar, todas as pessoas cuja religião seja hostil à democracia. Só que não farão nada disto e seguirão em crise econômica.
Aposentadoria vai consumir 46% do PIB a partir de 2030:
oglobo.globo.com/pais/aposentadoria-vai-consumir-46-do-pib-partir-de-2030-6902120
Como Falava Margaret Tatcher ” O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”
ou do setor produtivo.
Pessoal, há algum fórum onde se discute as teorias e propostas da Escola Austríaca?
Sinto muita falta de um local para discutir minhas dúvidas em maior profundidade.
abs
03/10/2011 – 10h45
Brasileiro produz abaixo da média mundial
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MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
A produtividade do trabalhador brasileiro está abaixo da média mundial e tem evoluído em ritmo bem menor do a que a dos trabalhadores de outros países emergentes.
Um brasileiro produziu no ano passado, em média, um quinto da riqueza gerada por um americano, um terço da de um sul-coreano e cerca da metade da de um argentino, calcula a consultoria americana Conference Board.
De 2005 a 2010, a produtividade do brasileiro cresceu em média 2,1% ao ano, taxa inferior as de China (9,8%), Índia (5,8%) e Rússia (3,2%).
Segundo economistas, isso ajuda a explicar a perda de competitividade do produto brasileiro e o aumento da inflação no país. Na medida em que a remuneração cresce mais rápido que a produtividade, produtos e serviços tendem a ficar mais caros.
Dados do departamento de estatísticas do trabalho dos EUA mostram que os salários na indústria cresceram, de 2002 a 2008, 174% no Brasil e 133% na China.
Mas lá isso foi compensado pelo aumento da produtividade, diz o economista da UnB (Universidade de Brasília) Jorge Arbache: “O aumento do salário não é uma coisa ruim, mas, se a produtividade não acompanha, vira um problema”.
O ranking elaborado neste ano pelo Conference Board com 114 países mostra que o brasileiro está na 68ª posição em produtividade. Segundo o levantamento, o brasileiro produziu em 2010 20,6% da riqueza gerada por um americano, enquanto a média mundial foi de 26,1%.
A consultoria mede a produtividade do trabalhador dividindo o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país por sua força de trabalho.
Para o professor do Insper Naercio Menezes, a precariedade do ensino é o principal fator que explica a baixa produtividade do brasileiro. Além disso, ele aponta a falta de inovação das empresas, que investem pouco na criação de novas tecnologias.
Entre os fatores que limitam a inovação, aponta, estão o excesso de burocracia e a precariedade da infraestrutura, que acabam sugando tempo e dinheiro que poderiam ser gastos em pesquisa.
“A inovação permite produzir mais com o mesmo número de trabalhadores. Enquanto a China solicitou 13.337 patentes em 2010, o Brasil pediu apenas 442. Isso mostra como inovamos pouco”, observa Menezes.
Segundo o Conference Board, a produtividade do chinês é ainda menor que a do brasileiro. Isso ocorre porque metade dos chineses vive no campo, setor pouco produtivo no país, diz Arbache.
“A produtividade do trabalhador industrial chinês é maior que a do brasileiro. Isso porque nos últimos anos a indústria chinesa migrou de setores pouco produtivos, como têxtil, para a produção de automóveis e chips”, disse.
www1.folha.uol.com.br/poder/984686-brasileiro-produz-abaixo-da-media-mundial.shtml
Leandro, o que vai acontecer com estas lojinhas de crédito consignado que não param de abrir pelas cidades brasileiras?
Tenho observado aqui na região oeste do paraná quase uma ploriferação deste segmento. Por exemplo, se fali uma videolocadora que não consegue competir com o Netflix e vendedores de filmes nas ruas, imediatamente ja abre uma loja pra oferecer crédito consignado, créditos à aposentados e pensionistas.
Então pergunto, o que vão acontecer com elas e o que poderão causar no comércio da região daqui a um tempo?
Marx na sua mensagem do comite central a liga dos comunistas, ensina sua estrategia decomo destruir a sociedade burguesa reivindicando cada vez mais impostos e depois o estado da mesma forma. O objetivo é sobrecarregar o estado parae depois exigir sua bancearrota. Todas essas mrentiras r elacionadas a austeridade, economiea verde ou justiça social não tem nada de inocentes e é tudo feito de caso pensado. Todas essas mentiras são exatamente para impedir que estado faça seu serviço e gerar o caos. Todos menos esquerdistas e fucionarios publicos entendem a necessidade de medidas de austeridade mas estes é claro so se importam com seus beneficios mesmo que não haja recursos. Quem ainda não viu leia se tiver oportunidade esse texto que é um dos capitulos do volume 3 da revista Karl Marx – coleção guias de filosofia da editora ESCALA. A onda de tumultos na europa e de crimes na america latina tem muito mais hraaver c politicagem de esquerda do que c economia. O estudo atento da obra de marx em paralelo com nossos estudos nos dará uma compreenção ampla da origem de todas essas crises oportunistas onde os inocentes sofrem e o mentirosos enriqUECEM. Vamos continuar agindo, mas quanto mais compreenção melhor. Boa sorte amigos. A sociedade ja rejeitou o comunismo, menos os intelectuais e politicos vigaristas, pois essa ideologia é sua fonte de controle da sociedade.
Os austríacos não estão com nada, bom mesmo é ser o homem do ano!
/sarcasm
Como não tem um fórum aqui, coloquei isso nesses comentários. É uma boa piada.
Boa tarde Leandro!
O Brasil tambem tem deficit orçamentário? Tem algum grafico para ver?
abs
Valeu, Leandro. Antes mesmo de você enviar-me a resposta, eu lembrei da contabilidade de uma empresa, onde há a demonstração de resultado do exercício(DRE) e o balanço patrimonial (BP). No primeiro se contabiliza as receitas e despesas para determinar o lucro, o juros é registrado como uma depesa. O BP registra tudo que a empresa possui (ativo) e deve (passivo), o principal dum empréstimo está no passivo. Quando há o pagamento de uma dívida, o seu juros é contabilizado no DRE e o seu principal é amortizado no BP, subtraindo do passivo seu valor e o mesmo valor também é subtraido do ativo (normalmente a conta caixa).
Você está certo. O resultado primário é inútil, mais uma enganação do governo, que a mídia aceita.
“O Poder do Mito”. O mito habita o nosso cotidiano. Assim como o paradoxo do chamado cientificismo. Como as evidências mitológicas estão expressas no cientificismo dos pensadores e economistas profissionais.
Parabenizo o site pelo uso de uma linguagem natural consignada nos artigos. Assim a informação está disponível para todos.
Atenciosamente,
(a) – Samir Jorge.
E aí me vem um cara falando as maiores crises do século XX foram causadas pela austeridade: www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1338354-austeridade-nao-funciona-e-so-protege-os-ricos-diz-autor.shtml