Um indivíduo que sistematicamente discipline sua vida em torno do objetivo de aprimorar as vidas daqueles que o rodeiam irá deixar um legado. Este legado pode ser positivo ou negativo.
Existem aqueles que estão apenas em busca de poder e que, por isso, irão tentar influenciar a vida de outras pessoas por meio do engano e da adulação. Seu objetivo é mudar corações, mentes e o comportamento daqueles que o cercam. Seu legado tende a ser negativo.
Mas há também aqueles que se esforçam ao máximo para transformar as vidas de terceiros de uma forma positiva. Eles invariavelmente seguem um estilo de vida específico, o qual governa suas ideias e seu comportamento. Eles sistematicamente tentam estruturar suas próprias vidas de tal maneira que eles próprios se tornam demonstrações empíricas da própria visão de mundo que defendem.
Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de sua vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem.
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a maioria das pessoas não quer mudar sua opinião em relação a nada. Mudar uma única opinião significa que o indivíduo tem de mudar suas opiniões a respeito de vários tópicos. Aquela velha regra é válida: “Você não pode mudar apenas uma coisa”. Portanto, há um alto custo ao se repensar aquelas opiniões que você mais aprecia e valoriza. Pessoas tendem a evitar empreitadas que envolvam altos custos.
Quando alguém é confrontado com uma nova opinião, se esta opinião está relacionada a como as pessoas devem agir, uma das primeiras autodefesas que o ouvinte irá levantar é esta: “A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?”
Se é algo óbvio para o ouvinte que esta pessoa não faz o que diz defender, então fica claro que o próprio defensor da ideia não leva a sério a verdade e a efetividade daquilo que ele diz defender. Isto dá ao ouvinte uma maneira fácil de escapar da conversa. A ideia defendida não vingará.
Ludwig von Mises
Meu único encontro pessoal com Mises ocorreu no segundo semestre de 1971. Eu havia sido contratado pela Foundation for Economic Education. Naquela data, eu havia sido convidado para uma cerimônia especial. F.A. Harper havia editado uma segunda coleção de ensaios honrando Mises. O primeiro livro de ensaios havia sido editado pela esposa de Hans Sennholz, Mary Sennholz, e foi publicado em 1956.
A cerimônia ocorreu em um hotel em Nova York. Após a cerimônia, tive a oportunidade de conversar com Mises sobre vários assuntos, inclusive sua ligação com o sociólogo alemão Max Weber. Weber havia se referido ao ensaio de Mises, O cálculo econômico sob o socialismo, em uma nota de rodapé em um livro que Weber não chegou a completar. Ele morreu em 1920. Mises me disse que ele havia enviado seu ensaio para Weber.
Mises deixou um legado que, desde sua morte em 1973, vem crescendo continuamente. Ele foi um daqueles raros homens que teve duas fases em sua carreira. A primeira fase, que começou em 1912 e terminou após a publicação da Teoria Geral (1936) de John Maynard Keynes, estabeleceu sua reputação de grande teórico econômico. Seu livro de 1912 sobre moeda e sistema bancário, seu livro de 1922 sobre o socialismo, e seus vários artigos sobre tópicos específicos de teoria econômica o comprovaram um grande teórico.
Mas sua inflexível oposição a todas as formas de moeda fiduciária estatal de curso forçado garantiu a ele a reputação de um Neandertal do século XIX em um mundo de moedas estatais de curso forçado, o qual começou com a abolição do padrão-ouro clássico no início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Sua hostilidade ao socialismo também contribuiu para seu status de pária. Ele estava vigorosamente resistindo a tudo aquilo que os círculos acadêmicos consideravam ser a onda do futuro. Acadêmicos sempre querem seguir modismos. Mises não era assim.
O triunfo do keynesianismo após 1936, em conjunto com a erupção da Segunda Guerra Mundial em 1939, trouxe um eclipse à carreira de Mises. Na primeira metade da década de 1930, a influência do nazismo na Áustria crescia sombriamente. Sendo um liberal da velha guarda e um judeu, Mises sabia que seus dias estavam contados. Ele temia que os nazistas tomassem o controle da Áustria, e ele estava correto. Sendo um economista defensor do livre mercado — conhecido pela esquerda como o mais implacável oponente do intervencionismo econômico — e um judeu, ele não teria sobrevivido na Áustria.
Sentindo que tais eventos eram apenas uma questão de tempo, Mises aceitou um cargo em Genebra e para lá se mudou em 1934, aceitando um dramático corte salarial. Sua noiva o acompanhou e lá se casaram, não sem antes ele tê-la avisado que, embora escrevesse bastante sobre o assunto, ele nunca teria muito dinheiro.
Mises ficou em Genebra por seis anos, obrigado a deixar para trás sua adorada Viena e tendo de ver, impotente, a civilização sendo despedaçada. Quando os nazistas anexaram a Áustria em 1938, eles saquearam seu apartamento em Viena e roubaram todos os seus livros e monografias. Ele passou a viver uma existência nômade, sem ter a mínima ideia de qual seria seu próximo emprego. E foi assim que ele viveu o auge de sua vida: já estava com 57 anos e era praticamente um sem-teto.
Mas nada disso abalou Mises. Ele seguia concentrado em seu trabalho. Durante seus seis anos em Genebra, ele continuou se dedicando à pesquisa econômica e às escritas. O resultado foi sua até então obra magna, um enorme tratado de economia chamado Nationalökonomie (o precursor de Ação Humana). Em 1940, ele completou o livro, o qual foi publicado por uma pequena editora e com edição extremamente limitada. Mas quão intensa poderia ser, naquela época, a demanda por um livro sobre liberdade econômica escrito em alemão? Certamente não seria nenhum bestseller. E Mises certamente sabia disso enquanto o escrevia. Mas escreveu assim mesmo.
No entanto, em vez de celebrações e noite de autógrafos, Mises naquele ano se deparou com outro evento que mudaria (novamente) sua vida. Ele foi avisado por seus patrocinadores em Genebra que havia um problema. Vários judeus estavam se refugiando na Suíça. Ele foi alertado de que deveria procurar outro lar. Os Estados Unidos eram o novo porto seguro.
Mises então começou a escrever cartas pedindo por posições universitárias nos EUA, mas tente imaginar o que isso significava. Ele só falava alemão. Suas habilidades em inglês se resumiam à leitura. Ele teria de aprender o idioma ao ponto de se tornar exímio o bastante para poder dar aulas. Ele havia perdido todos os seus arquivos, monografias e livros. Ele não tinha nenhum dinheiro. E ele não conhecia ninguém influente nos EUA.
E havia um sério problema ideológico também nos EUA. O país estava completamente dominado e fascinado pela economia keynesiana. A profissão de economista havia sofrido um vendaval. Praticamente não mais existiam economistas pró-livre mercado nos EUA, e não havia nenhum acadêmico defendendo esta causa. No final, Mises se mudou para os EUA sem ter nenhuma garantia de nada. E já estava com quase 60 anos.
Quando ele chegou aos EUA em 1940 como um judeu refugiado, ele era praticamente um desconhecido no país. Ele não tinha nenhum cargo assalariado de professor. Ele já tinha 59 anos. Ele jamais havia estado nos EUA. Mas ele teve uma grande sorte: havia um jornalista nos EUA que não apenas conhecia sua obra, como também havia se tornado um defensor dela em suas colunas de jornal. Seu nome era Henry Hazlitt. Foi Hazlitt quem estimulou alguns empreendedores, como Lawrence Fertig, a fazer doações recorrentes a Mises.
Mises então passou a depender exclusivamente das doações destes poucos amigos e de alguns artigos que eram ocasionalmente encomendados por algumas revistas especializadas, a pedido destes amigos.
Durante os 30 anos seguintes, Mises foi uma voz solitária e sem recursos em defesa do livre mercado, lutando contra a vastidão keynesiana que dominava a paisagem mundial. Ele criou um seminário na New York University (NYU) para estudantes universitários, o qual durou 25 anos. Murray Rothbard era um dos frequentadores assíduos, embora apenas como ouvinte. Mises nunca recebeu salário da universidade, a qual o relegou ao status de professor visitante. Ele recebia ajuda de doadores. No entanto, não há hoje nenhum professor do departamento de economia da NYU que seja lembrado. Todos foram pessoas sem importância e não deixaram nenhum legado.
A publicação de seu livro Ação Humana, pela Yale University Press em 1949, começou a estabelecer sua reputação nos EUA. O livro vendeu muito mais do que havia sido inicialmente previsto. Este livro foi o primeiro a conter uma teoria abrangente e integrada da economia de livre mercado. Até então, nada remotamente parecido havia sido publicado. Foram muito poucas as pessoas que se deram conta disso em 1949, mas qualquer um que já tenha estudado a história do pensamento econômico sabe que é neste livro que se encontra a primeira aplicação abrangente da teoria econômica para toda uma economia de mercado. A análise é integrada em termos da defesa econômica austríaca da teoria do valor subjetivo e do individualismo metodológico.
Ele continuou escrevendo após 1949. Seus livros foram vendidos pela Foundation for Economic Education (FEE), a qual fez com que ele ganhasse a atenção de leitores que defendiam o livre mercado. Seus artigos começaram a aparecer na revista publicada pela FEE, The Freeman. A revista não era de ampla circulação nos meios acadêmicos, mas era bastante lida pela direita.
Eu comprei uma cópia de Ação Humana em 1960. Naquela época, eu já estava a par da importância de Mises para a história do pensamento econômico, mas, em minha universidade, eu provavelmente era o único estudante que o conhecia.
Mises sempre foi um obstinado em sua dedicação aos princípios do livre mercado. Provavelmente mais do que qualquer outro grande intelectual do século XX, ele era conhecido entre seus pares como alguém inflexível, que não fazia concessões àquilo em que acreditava. Pelos economistas da Escola de Chicago ele foi chamado de ideólogo. E eles estavam certos. Por causa de sua consistência na aplicação do princípio do não-intervencionismo em cada setor da economia e, acima de tudo, por causa de sua oposição a bancos centrais e à manipulação estatal da moeda, os economistas o consideravam excêntrico. “Excêntrico”, para eles, era sinônimo de “rigorosamente consistente”.
Assim como os nazistas, os soviéticos também sabiam quem era Mises. Após a queda do nazismo, os soviéticos confiscaram as obras de Mises então em posse dos nazistas e as enviaram a Moscou. Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980. O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim. Isto se tornou ainda mais verdadeiro em meados da década de 1980, quando a economia soviética começou a se desintegrar, exatamente como Mises havia previsto que aconteceria.
A grande vantagem de Mises sobre praticamente todos os seus colegas era esta: ele escrevia claramente. Todos os outros economistas, além de escreverem da maneira convoluta e repleta de jargões, enchem seus escritos de equações. Mises não utilizava equações e nem recorria a jargões. Ele escrevia seus parágrafos utilizando sentenças que eram desenvolvidas de maneira sucessiva. Você pode começar pela primeira página de qualquer um de seus livros e, se prestar atenção, chegará ao fim sem se tornar confuso em momento algum.
Isto era uma grande vantagem, pois as pessoas comuns que se interessavam por economia conseguiam seguir sua lógica. Sua reputação se espalhou no final de década de 1950 e por toda a década de 1960 por causa de seus artigos na The Freeman. Esta revista chegou a ter uma circulação de 40 mil exemplares em alguns anos. Não eram muitos os economistas que conseguiam, naquela época, atingir um público tão amplo e tão variado.
Mises realmente se manteve firme aos seus princípios durante todo o seu tempo de vida. Ele se manteve firme de maneira tão tenaz e obstinada que, por décadas, ele não teve influência alguma sobre a comunidade acadêmica. Todos os economistas o desprezavam ou ignoravam. Porém, após sua morte em 1973, sua influência começou a crescer. Em 1974, seu discípulo F.A. Hayek ganhou o Prêmio Nobel de Economia. Pouco a pouco, a reputação de Mises foi se espraiando.
Hoje, há vários Institutos Mises ao redor do mundo — todos surgidos voluntária e espontaneamente, sem nenhum financiamento centralizado –, e seu nome é atualmente mais conhecido do que o de quase todos os outros economistas de sua geração, tanto os de antes da Primeira Guerra Mundial quanto os de depois da Segunda Guerra Mundial. O cidadão comum certamente não está familiarizado com os nomes da maioria dos economistas da primeira metade do século XX, e certamente é incapaz de ler e compreender as obras de praticamente qualquer economista da segunda metade.
Portanto, exatamente porque Mises nunca se mostrou disposto a fazer concessões, especialmente na área de metodologia, seu legado tem sido muito maior do que o da maioria de seus finados colegas. O legado de Mises só cresce; o deles, praticamente não existe.
Conclusão
Mises deve ser julgado não somente como um pensador extraordinariamente brilhante, mas também como um ser humano extraordinariamente corajoso. Ele acima de tudo sempre se manteve inarredavelmente apegado à verdade de suas convicções, sem se importar com o resto, e sempre preparado e disposto a atuar sozinho, sem uma única ajuda, na defesa da verdade. Ele jamais se importou um buscar fama pessoal, posições de prestígio ou ganhos financeiros, pois isso significaria ter de sacrificar seus princípios.
Durante toda a sua vida, ele foi marginalizado e ignorado pelo establishment intelectual, pois a verdade de suas visões e a sinceridade e o poder com que as defendia e desenvolvia estraçalhava todo o emaranhado de mentiras e falácias sobre o qual a maioria dos intelectuais de sua época — bem como os de hoje — construiu suas carreiras profissionais.
Seus seminários, assim como seus escritos, eram caracterizados pelo mais alto nível de erudição e sabedoria, e sempre mantendo o mais profundo respeito pelas ideias. Mises jamais se interessou pela motivação pessoal ou pelo caráter de um autor, e sim por uma só questão: saber se as ideias daquela pessoa eram verdadeiras ou falsas.
Da mesma forma, sua postura e comportamento pessoal sempre foram altamente respeitosos, reservados e fonte de amigável encorajamento. Ele constantemente se esforçava para extrair de seus alunos o que neles havia de melhor, para ressaltar suas melhores qualidades.
O mundo vive hoje mais uma era de planejamento econômico, e estamos vendo os economistas se dividirem em dois lados. A esmagadora maioria se limita a dizer exatamente aquilo que os regimes querem ouvir. Afastar-se muito da ideologia dominante é um risco que poucos estão dispostos a correr. As recompensas materiais são quase nulas, e há muito a perder.
Ser um economista íntegro significa não se furtar a dizer coisas que as pessoas não querem ouvir; significa, principalmente, dizer coisas que o regime não quer ouvir. Para ser um bom economista, é necessário bem mais do que apenas conhecimento técnico. É necessário ter coragem moral. E, no mercado atual, tal atitude está ainda mais escassa do que a lógica econômica.
Assim como Mises necessitou da ajuda de Hazlitt e Fertig, economistas com coragem moral necessitam de apoiadores e de instituições que os suportem e deem voz a eles. Este é um fardo que tem de ser encarado. Como o próprio Mises dizia, a única maneira de se combater ideias ruins é com ideias boas. E, no final, ninguém estará a salvo se a civilização for destruída em consequência do predomínio das ideias ruins.
Esse homem é de causar admiração pelo seu esforço imbuido de inteligência e principios valorosos.\r
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Agradeço ao ETERNO por sucitar pessoas como Mises. E agradeço a vocês do Instituto também.
Isso aí, Grande Mises.
Gostaria de dividir essa notícia, mas não sabia onde, por isso posto no artigo de hoje.\r
Estamos bem de vizinhos!\r
OBS: Mais idiota que a notícia, são alguns comentários abaixo dela.\r
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operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/23388/bolivia+anuncia+falencia+de+mcdonalds+e+expulsa+coca-cola+de+seu+territorio.shtml
Será que vai demorar para aparecer algum filme da vida do Mises? É inspirador!
Foi-se o homem, mas seu legado fica, mais forte do que nunca, mesmo nesses tempos perturbados. A obra de Ludwig von Mises permanecerá para sempre!
O maior intelectual do século XX.
Não se pode lutar contra a verdade. Por isso Mises é invencível.
Incrível como um homem da grandeza de Mises é tão desconhecido, até mesmo por econonomistas. Eu mesmo, não ouvi falar dele nem na graduação (feita nos EUA) nem no mestrado. Não fosse um colega meu PhD e um dos mais lidos que conheço, provavelmente nunca ouviria falar dele. Já Marx, cujas ideias mataram centenas de milhões de fome, é bem conhecido e divulgado. Desde que descobri a obra de Mises (só li até hoje três livros austríacos), não canso em divulgar para meus amigos. A maioria acha as ideias muito radicais, porém interessantes. Realmente, ter que se desintoxicar de todas as ideias doutrinárias recebidas durante a nossa formação não é tarefa simples. Poucos conseguem perceber e aceitar que quase tudo que aprendeu na universidade foi um equívoco.
Realmente linda a história de Mises. Merece um fime, mesmo.Ele me inspira profundamente a seguir firme nos meus trabalhos e estudos de economia.
Nós admiradores não podemos deixar a bola cair, e mais, temos que continuar avançando com tudo pra fazer da EA conhecida.
Acho q tb vale a pena: http://www.youtube.com/watch?v=ME8A8LgQUPM&feature=plcp&context=C324c477UDOEgsToPDskJO7KgrtaWEELBn3on-2azt
Conta a história de um simpático saxofonista que deixou seus ideais de lado.
Que lição de vida para todos nós admiradores da EA. É isso aí! Não podemos deixar a peteca cair porque os marxistas – mesmo totalmente equivocatos – acreditam naquilo que dizem.
Quem conhece os outros é inteligente.\r
Quem conhece a si mesmo é iluminado.\r
Quem vence os outros é forte.\r
Quem vence a si mesmo é invencível.\r
Tao Te King, 33\r
\r
Von Mises venceu a si mesmo, mantendo-se fiel aos seus princípios!\r
\r
http://www.facebook.com/pages/O-caminho-do-Guerreiro-o-paradoxo-das-Artes-Marciais/455812907776110
Por ter sido judeu já explica a grandeza de Mises.
O conhecimento do Judaísmo enriquece a bagagem cultural do Indivíduo.
Sua fortaleza espiritual e clareza de raciocínio emerge de seus escritos a exemplo de sua obra fundamental: Ação Humana.
Missionário enviado por Deus, como tantos outros para de tempos em tempos salvar Sua Obra do Mal que a ronda: a Civilização.
História inspiradora. Eu tive hoje uma discussaão a respeito do INSS. Os meus oponentes no debate creem que se eles pagarem direitinho o INSS, eles vão ter o seu salario protegido dqui a trinta anos. Em suma, eu passei por um idiota idealizador e fiquei triste não por passar esta idéia, mas pelas pessoas não verem o óbvio. Mas aí eu leio este artigo e me encho de coragem de novo para defender tanto o calvinismo, como o livre mercado
“A pessoa que está recomendando esta nova ideia vive consistentemente em termos desta ideia?”\r
Desde que este artigo foi publicado, eu o leio umas 3 vezes por dia, e esta frase martela na minha cabeça. Ou eu largo o serviço público, ou eu vou acabar me matando. Tudo bem que eu entrei no serviço público há quase 10 anos, quando nem conhecia a EA e o libertarianismo, mas já faz dois anos que conheço e continuo, cínica e hipocritamente, vivendo às custas de dinheiro roubado. O dia em que eu largar o serviço público vai ser o dia mais feliz da minha vida, mas nada vai apagar o tempo em que eu não vivi consistentemente em termos da idéia que hoje defendo e para sempre defenderei.
pseudo-economistas vem e vão, mas Mises é eterno!
Cá entre nós, a imagem que acompanha o artigo dá a impressão de que um raio privatizador está saindo dos olhos de Mises.
Descobri mises no final da faculdade, sozinho procurando um assunto na internet e acabo encontrando o instituto von mises.
Desde então estou reaprendendo economia, descobri que os 4 anos que tive de economia nem 5% se salva.
O único porém é se ver quase sozinho num mundo de estadista.
Após ler esse artigo minha admiração por Mises aumentou muito mais. Estudei a vida toda em colégio público e tenho vontade de fazer um curso superior em economia, gostaria de saber se no Brasil vale a pena prestar esse curso ou seria melhor dedicar aos estudos das obras de Mises?
Faço direito e admito que minha função é basicamente analisar o emaranhado complexo de normas criadas pelo burocratas, e o pior é que eu gosto disso.
Mas na parte de economia passei a ter um interesse muito grande depois que vi um video “money as debit” a uns 2 anos, e depois procurando pelo sistema bancário de reservas fracionárias cheguei ao IMB.
Os textos claros e a lógica consistente são a característica do pensamento de Mises, aliás eu que nunca fui metido a economista consegui compreender bem a lógica de como o sistema funciona atualmente. É bem verdade que a maioria das pessoas tem até mesmo medo da aplicação dos pensamentos defendidos por Mises, enfim após conhecer este site virei mais um seguidor das teorias da escola austríaca de economia, apesar cursar direito aprendi muito com o site.
Leandro, o que tem a nos dizer sobre o fato de que a austeridade aparentemente não está funcionando na Zona do Euro?
Valeu!
Nossa, fico até emocionado com essa história. Confesso que não conhecia alguns pormenores da vida do icônico Mises.
Abraços.
Que bom que não foi compreendido na sua época. Temos um tesouro que foi descoberto e está pronto e ainda fresco para enriquecer nossas relações.
Este senhor modificou meu modo de ver as coisas.
Muito, muito grato Mises!
Excelente artigo!
Adoraria ver essa história inspiradora num filme.
De fato, alguém com valor defende a sua teoria, mesmo que ganhe mal ou pouco, tenho certeza que ele viveu uma vida digna, diferente do Sr. Paul Krugmann, que representa a esquerda caviar e fala o que lhe pagam para falar. Sabe o que é errado, sabe que o Sistema girará de acordo com a oligarquia dominante, o consumidor é lesado, enfim, todas as desgraças que já conhecemos são ditas e ganham nobel por isso, parabéns senhor Krugman, pelo desserviço, e tenho certeza que o diabo terá um quarto para você.
Sobre a questão do legado e da coragem moral. Eu acho que se pudesse organizar um debate entre dois intelectuais, seria entre Mises e Ortega y Gasset, com certeza teriam muito o que discutir.
Realmente uma vida muito dura. Devoto de suas convicções, pouquíssimas pessoas perseveram e não se desvirtuam de suas ideias.
Não é a toa e nem por acaso que entrou para a história, mas o que mais me espanta,
é que, foi tratado como pária depois de muito custo conseguiu algum tipo de reconhecimento.
E não foi o único a sofrer desse mal, outros intelectuais de outros campos também sofreram com isso.
Mises sofreu muitos reveses, mas foi um defensor do liberalismo. Em contraste, muitos defensores do socialismo sempre usufruíram todo o conforto que apenas o capitalismo pode oferecer.
* * *
Buenas tchê!!! Valeu pelo artigo, foi muito interessante saber um pouco da história deste homem. Eu mesmo entrei nesse site meio que por acaso, acho que estava tentando entender como pensava um liberal. A curiosidade foi suscitada porque havia lido alguns livros de empreendedorismo e claro tais ideias não combinam nem um pouco com o pensamento socialista (até então o que eu entendia sobre) coisas que até concordava, mas já tinha minha ponta de dúvida. Por exemplo: “Cara essa porra não funciona”.
Li um artigo, li outro e não parei mais, por incrível que pareça a coisa começa a desanuviar e realmente é um ideal que tu quer abraçar, que tu concorda. Tanto que antes de começar a ler os artigos aqui, não tinha muito pouco interesse em conhecer economia, e agora quanto mais aprendo mais interessante se torna. Já que é um leque de enorme de informações, teorias e vertentes de pensamento, bem diferente do pensamento socialista que parece que segue a mesma métrica sempre, mesmo discurso, o que com o tempo me pareceu um sistema de doutrina.
Com certeza vou continuar assíduo aqui aprendendo cada vez mais.
Desde a crise de 2008 comecei me interessar muito pela Escola Austríaca, a ponto de meus princípios e entendimentos mudarem de forma sem precedentes. Sai da iniciativa público – privado e não me arrependo nunca, em ter ido empreender.
Diante de uma micro empresa realmente não é fácil, pois de tudo q produzo o governo fica com 35% e eu com 28. Mesmo assim a satisfação é incomparável. Aos 33 anos há muita experiência a ser vivida e eventualmente mais prosperidade. Assíduo da EA passei de devedor para pequeno investidor. Em suma,eu vi a luz no final do túnel, e agora não consigo se quer passar um dia sem ler um artigo como este. Obrigado EA e a mim mesmo que me dei a oportunidade! Abs
um salve a Ludwig Von Mises!!!
Nos anos 30 o presidente americano Roswell proibiu a posse do ouro, isso um dia não pode ocorrer o mesmo com o Bitcoin?
Já li outros artigos sobre a história de L. V. Mises e é extraordinário.
Aproveito para destacar um trecho do texto que resume bem o legado dele:
Suas obras roubadas ficaram em Moscou e nunca foram descobertas por nenhum economista ocidental até a década de 1980. O que foi uma grande ironia: economistas ocidentais não sabiam quem era Mises, mas os economistas soviéticos sim.
História inspiradora. Daquelas em que o sujeito, já em outro plano, dá um sorrisinho discreto e diz “bem que eu avisei”.
Aproveito o papo sobre manter-se firme em seus princípios para tentar dirimir uma angústia que sempre me toma em tempos de eleições.
Há, basicamente, quatro posturas a se tomar quando chega este momento bizarro.
1- ignorar solenemente o pleito, e arcar com as possíveis consequências legais que isso possa acarretar.
2- justificar o não comparecimento ao órgão competente
3- Ir votar, e anular o voto.
4- ir votar e escolher aqueles burocratas que possivelmente irão atrapalhar menos a sua vida e a das demais pessoas
Confesso que já fiz o 1, por princípio, e acabei tendo alguma dor de cabeça para resolver os problemas que isso me causou posteriormente, e também já fiz o 2 e o 3. Acontece que sempre que opto por essas duas posturas, me dá um sentimento de culpa enorme quando vejo a tragédia que um grupo político pode causar na vida de um país inteiro, e eu não tentei impedir por meio do voto.
Nestas eleições, penso em adotar um certo pragmatismo e adotar a postura nº 4. Há algo na postura libertária que desabone essa, digamos, escolha?
No mais, como agem nesse momento, senhores?
Se não fosse esta ferramenta(a internet),provavelmente a maioria de nós(senão todos),não conheceria a história de Mises.
Deixo aqui uma nota de agradecimento do IMB por compartilhar tanto conhecimento conosco.
Obrigado.
Pessoal sei que o lugar não é o mais apropriado para comentar isso é aqi.Porem algo me deixou com uma pulga atrás da orelha.Estavo lendo a CNN e deparei com uma notícia de como a China esta comprando muitos burros os preços do países vendedores( A maioria são pobres)Esta tendo uma alta inflacionária.Alguém poderia me dizer cono o livre mercado atuará nesse caso,pensei é não vi nenhuma solução,a prorpia cnn diz que a falta de regulamentação é o problema.Valeu
http://www.cnn.com/2016/09/29/africa/china-african-donkeys/
Amigos,
O que dizer para alguém que ainda acha que se for eleito um prefeito “HONESTO”, que “não roube”, que “ACABE COM CORRUPÇÃO” ia ter dinheiro pra prefeitura fazer tudo (transporte, educação, saude, lazer, saneamento etc)? Porque dizem que “tem dinheiro! É só acabar com a corrupção”
Mises teve a perspicácia de um físico teórico, comparável a Newton ou Einstein, ao interpretar os fenômenos da economia. Conseguiu perscrutar com visão arguta a pletora de variáveis que se apresentam a quem se aventura nessa senda, extraiu a essência e nos apresentou com clareza absoluta.
Mises é exemplo de um grande profissional e pessoa a ser seguido. Além do alto nível intelectual que ele tinha, conseguiu compartilhar seus conhecimentos econômicos e filosóficos com os princípios de liberdade econômica que jamais abandonou.
Inspirador!
Que maravilha de depoimento! Gosto muito de ler Gary North. Muito boa homenagem.
E fiquei muito feliz ao saber que outra pessoa cujos escritos gosto muito, Henry Hazlitt, teve um papel fundamental na vida de Mises.
http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/6980908/dna-pensamento-liberal-politica-conheca-nova-casa-gustavo-franco
Pena que ele não teria a mínima chance contra essas facções que dominam hoje na política, caso o Gustavo se candidatasse à presidência já seria um bom começo.
Off topic – Quando o instituto Mises fará um artigo sobre o Paraguay? Até esta pequena nação consegue lograr melhores resultados econômicos que o Brasil e chama a atenção de muitos fabricantes que até pouco tempo achavam que não poderiam concorrer com os produtos chineses.
Mostrar os exemplos positivos próximos ajuda a disseminar como é simples fazer as coisas de modo mais liberal e com menos estado, se até o Paraguay consegue o Brasil certamente consegue também.
Obrigado pelo seu trabalho. Encontrei esse Site só agora, e já estou há quase 10 horas sem parar lendo-o.
Uma das poucas gotas de Senso nesse Oceano de Controle.
Obrigado
Pessoal, preciso da ajuda de vocês: como refutar o argumento de que os EUA se enriqueceram por causa dos roubos aos países europeus nas Primeira e Segunda guerra mundiais? Existe alguma relação? Há artigos sobre?
Embora me declare uma pessoa que apoia o pensamento econômico mais tendente ao keynesianismo e de esquerda, não posso omitir a minha admiração por Mises. Considero ele um erudito, com vasto conhecimento em muitas áreas, o que permitiu torná-lo patrono de uma escola de economia.
No ano de 2016 cheguei a L. von Mises por intermédio de leituras de F. Hayek exigidas no Programa de Mestrado da Federal do Paraná! Foi um acontecimento em minha trajetória intelectual pois sendo padre, estudei Filosofia e Teologia e sou também advogado! Autores que sempre foram decisivos para mim: Kant, Wittgenstein…Mas quando me dediquei a Hayek com afinco, descobri von Mises!
POSSO DIZER QUE LER KANT, WITTGENSTEIN, PARETO, HAYEK, MAX WEBER É SIMPLESMENTE UM EXERCÍCIO DE DESMISTIFICAÇÃO DAS IDÉIAS!
MAS ESTOU INTEIRAMENTE TOMADO POR WEBER/LUDWIG VON MISES!
E a Coréia do Sul? Foi totalmente contra os ideais de Mises e se desenvolveu! Como explicar isso? E aquela teoria dos ciclos? Se o governo coreano já sabe qual será o futuro problema, ele pode intervir para que este não aconteça e um artigo usou a crise do Japão 2000 como exemplo, mas parece que de lá para cá o Japão continua as mil maravilhas…
*Leio muito esse site e só estou tentando entender…
* Muitos intervencionistas usam o exemplo da Coréia do Sul com curinga… nada melhor do que destruir mitos, como fez o nosso colega austríaco
Abs
Grande homem.
Fernando Urich na casa da moeda, será que agora uma valorização do Real acontece?
Na entrevista do Guedes pra Jovem Pan, ele não disse que quer moeda valorizada, porém não pareceu não fazer questão que ela seja valorizada.
Ao mesmo tempo disse que a função do BACEN, seria exclusividade cuidar da moeda, protege-la e manter poder de compra.
O que sobra de pragmatismo libertário no Mises, falta ao instituto Millenium (imil)
veja só o artigo dizendo que um trilhão de reais foram perdidos em obras paralisadas e eles não têm a capacidade de enxergar que o problema é o Estado.
Concluem que devemos cobrar mais deputados e senadores mas, em nenhum momento, cogitam tirar esse dinheiro todo da mão deles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E o pior é que não tem sessão de comentários para críticas, o que me obriga a vir murmurar meus lamentos aqui no Mises.
http://www.institutomillenium.org.br/destaque/o-cemiterio-das-obras-custam-bilhoes-ao-povo-brasileiro/
Pessoal, fora do escopo deste ótimo artigo, qual é a vossa opinião sobre o partido Libertário americano? Seria realmente uma boa opção para o país? Vocês acham que este partido irá crescer a ponto de se tornar uma pedra no sapato dos Republicanos e Democratas?
g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2019/10/01/em-audios-vazados-mark-zuckerberg-fala-sobre-rivais-e-diz-que-vai-lutar-caso-governo-queira-dividir-empresas-de-tecnologia.ghtml
Poderiam falar sobre esse caso e as leis antitruste…
Pessoal, fugindo do assunto deste artigo, qual é a vossa opinião sobre isto:
cointimes.com.br/divida-dos-estados-unidos-e-de-uss-22-trilhoes/
Pergunto porque não consigo imaginar um país, por mais “cabra macho” que seja, se mantendo em pé e ainda atraindo investimentos e crescendo enquanto tem uma dívida de ~1000% do PIB, sou eu que estou interpretando tudo errado ou os dados no link são nonsense?
Obrigado! 🙂
Mises é foda, imposto é roubo e vai tomar no cu quem discorda
Keynes e Mises se conheceream?
Bom dia, e Keynes? bostonreview.net/class-inequality/jonathan-kirshner-keynesian-revolution
Paulo Guedes está precisando ler isso de novo e criar vergonha na cara!
Sim, o grande Mises foi um homem de princípios sólidos. Seu legado NUNCA morrerá. Obrigado por compartilharem a história da vida dele.
Grã-Bretanha, Canadá, EUA, Japão e Coreia do Sul cresceram porque investiram em educação
O que acharam do mês de agosto? vai ser em V mesmo? e os próximos anos, será igual o PT? Crescimento e depois recessão?
Dissertem o nosso futuro com os dados atuais do mes de agosto
Coragem moral, algo que pouquíssimos tem, mas muitos acreditam possuir. Ela vale para a economia, mas também para todas as demais profissões, e também para os caminhos da vida. Agradecida a Mises por sua coragem e legado. Espero que surjam economistas corajosos, que nos desviem da nova planificação da economia.
O mundo é dominado pela mediocridade e por isso homens, como, Ludwig von Mises costumam ser esquecidos. No entanto, cabe a nós não permitir que a memória desse homem exemplar caia no esquecimento.
Mises era um reducionista de pensamentos, mais raso que um pires… por isso ninguém serio leva ele em consideração