No século XVIII, a
maioria dos países recorria a tarifas de importação como sua principal fonte de
receita. Sendo a maior fonte de receita
em uma época em que não havia imposto de renda — ou cuja coleta era muito
difícil e complicada –, tarifas de importação faziam sentido do ponto de vista
puramente tributário.
Mas os tempos passaram e
vivemos hoje em uma época totalmente diferente.
Tarifas de importação não mais são vistas como um mero instrumento de
arrecadação. Hoje, sua função é bastante
diferente. Tarifas sobre bens importados
são ferramentas eficazes para se subsidiar aliados políticos, proteger
empresários favoritos e, com isso, se praticar o capitalismo de estado — ou o
mercantilismo.
Tarifas são impostos
sobre a venda de bens importados. O
protecionista mercantilista sabe que impostos mais altos sobre a venda de bens
importados representam um subsídio às empresas nacionais. Por quê?
Porque eles impedem que os estrangeiros possam utilizar preços baixos
para concorrer contra a indústria nacional.
O protecionista, como
todo mercantilista, quer reduzir a variedade de opções disponíveis para os
consumidores nacionais. Ele quer
subsidiar a indústria nacional permitindo que ela cobre preços mais altos do
que aqueles praticados por produtores estrangeiros sem que isso acarrete
consequências negativas para ela. A
justificativa é que tal política irá enriquecer a nação.
Um mercantilista é o
filósofo supremo do capitalismo de estado.
O protecionismo é o filho bastardo do estado intervencionista
keynesiano. O keynesianismo é uma
filosofia sobre gastos estatais criativos e mágicos e sobre endividamento
público infinito. Assim como o
mercantilismo.
Enriquecer uma nação por
meio do aumento da tributação de seus consumidores é uma ideia estranha:
“Tribute mais e enriqueça”. Se você acha
que isso soa a keynesianismo é porque é keynesianismo.
Aprovar leis contra
pessoas que querem apenas fazer uma transação voluntária de bens é um ato de
restrição ao comércio. Por que uma nação
enriqueceria restringindo o comércio?
Qual é a lógica de dizer que enviar um sujeito com uma arma e um
distintivo com a tarefa de impedir que as pessoas voluntariamente comercializem
com quem elas quiserem — por crerem que isso irá melhorar suas vidas — é uma
atitude que aumentará a riqueza da nação?
A ideia de maior riqueza não pressupõe a ideia de maiores oportunidades
de comprar mais coisas do que antes?
Sendo assim, como as pessoas estariam mais ricas com o governo
deliberadamente restringindo o número de bens que elas podem comprar?
Protecionistas
mercantilistas negam que a maior riqueza de um país esteja diretamente ligada à
sua maior liberdade comercial. Eles
argumentam o contrário: “Oportunidades reduzidas são as bases da riqueza. Quanto menos oportunidade você tiver para
comercializar, mais rico você estará.”
Se isso parece idiotice é
porque é uma idiotice. Mas trata-se de
uma idiotice amplamente disseminada e defendida, especialmente por intelectuais
e membros da academia.
Estes mesmos também
argumentam que, quanto mais impostos o governo coletar, mais rico o país
ficará. De novo, você pode pensar que
isso soa a keynesianismo. E é
keynesianismo.
Combatendo a tirania com mais tirania
O mais incrível sobre os
protecionistas mercantilistas é que eles são completamente impermeáveis à
lógica econômica. Eles amam burocratas
com armas e distintivos. Eles estão
convencidos de que armas e distintivos são a base do crescimento econômico e da
riqueza para todos. Eles realmente creem
que, se o governo enviar um número razoável de burocratas com armas e
distintivos para confiscar a riqueza alheia via impostos sobre bens importados,
a nação ficará mais forte, mais rica e mais livre. Eles acreditam que mais impostos e menos
liberdade de escolha tornam um país mais próspero.
Recentemente, recebi um
email de um leitor que, embora não conheça, posso afirmar ser um protecionista mercantilista
inveterado. Seu argumento é o preferido
— aliás, o único — de todos os protecionistas ao redor do mundo. Eis um trecho:
Parece-me
que o senhor, ao defender o livre comércio, ignora por completo o “conceito de
nação” ou o nacionalismo. A questão não
é que nossas indústrias sejam menos eficientes do que as indústrias
estrangeiras; elas não são. O problema é
que o governo impõe a elas uma carga tributária tão grande que faz com que elas
passem a ser “ineficientes” contra a concorrência estrangeira. É o governo quem impõe “ineficiência” à
indústria nacional. Portanto, para
deixar as coisas com um maior nível de igualdade, o governo teria de remover
estes fardos artificiais que ele criou.
Mas enquanto isso não for possível, ele tem sim de impor tarifas iguais
sobre os produtos estrangeiros para poder reequilibrar a situação.
Permita-me resumir o
argumento do cavalheiro. (1) A indústria
nacional não é ineficiente. (2) Ela é oprimida pelo governo, que a sobrecarrega
de impostos. (3) Portanto, precisamos de
um governo ainda maior, ainda mais intrusivo e com ainda maiores poderes tributários para retirar o fardo do governo
sobre as indústrias.
Faz sentido? Ele é um protecionista mercantilista. Como todos os protecionistas mercantilistas,
ele não consegue pensar direito. Ele
adotou a ideia de que, ao se dar ainda mais poderes para o governo federal, os
cidadãos poderão, magicamente, sobrepujar os efeitos de um governo federal
muito poderoso. E ele defende tudo isso
em nome do nacionalismo ou do “conceito de nação”. (Clique
aqui apenas se o seu estômago for resistente).
A seguir, apresentarei a
você, leitor, um teste. Veja se você é
um protecionista mercantilista. Se você
não for capaz de seguir o raciocínio abaixo, você é um protecionista mercantilista.
Este Lado e Aquele Lado
Você mora de um lado da
rua. No outro lado da rua mora João. João quer vender para você um item que você
quer comprar.
Silva, seu vizinho de
porta — e que, portanto, mora no mesmo lado da rua que você –, também vende
um item parecido com este que João vende.
Mas este item de Silva custa 20% mais caro.
Silva se aproxima de você
e lhe diz que, pelo bem do “lado de cá” ou em nome do “conceito Deste Lado”,
temos de impor um imposto sobre vendas de pelo menos 25% sobre o item vendido
por João. Afinal, não queremos perder a
riqueza que há Deste Lado da Rua. Sem um
imposto sobre a mercadoria de João, Aquele Lado irá ampliar sua presença Neste
Lado.
Você rejeita a sugestão
de Silva como sendo totalmente absurda e sem sentido. Você gosta do produto sendo vendido por
João. É elegante. É barato.
É um bom negócio. “Sai da minha
frente, Silva.” (Sempre que você compra
algum bem, você está na realidade falando para todos os outros vendedores
saírem da sua frente).
Silva, ao constatar que
você é teimoso, irá atrás de Bruno, seu outro vizinho de porta, e irá alertá-lo
sobre a terrível ameaça representada por Aquele Lado sobre o estilo de vida
aqui Deste Lado. Ele não irá mencionar
você, é claro. Ele está apenas
defendendo Este Lado em nome da verdade, da justiça e do modo de vida Deste
Lado.
Após isso, Silva vai para
outra casa mais ao lado e destila a mesma cantilena para Pedro. Ele sugere que Pedro e Bruno se juntem a ele
para aprovar uma lei impondo um imposto de 25% sobre a venda do produto de
João. Se esta lei for aprovada, promete
Silva, Este Lado será mais rico. Este
Lado será mais forte. Este Lado será
mais livre.
E a lei, então, é
democraticamente aprovada. Ato contínuo,
eles nomeiam um sujeito chamado Peçanha para impingir esta nova lei. Peçanha tem um distintivo. Peçanha tem uma arma. Peçanha se aproxima de você e o alerta que,
se você comprar o item de João sem pagar uma tarifa de 25% para Este Lado, ele
irá multá-lo em bem mais do que 25%. Ele
defende Este Lado com grande entusiasmo, dado que a alternativa a este emprego
tranquilo e poderoso seria a iniciativa privada. E ele jamais se saiu bem no setor privado —
característica esta que ele compartilha com Silva.
Bruno irá agora comprar
de Silva. Pedro também irá comprar de
Silva. E Peçanha, que não tinha um
emprego em tempo integral há anos, também está muito contente em comprar de Silva.
Como é que Este Lado está
mais rico?
Por que as palavras “Este
Lado” tornam você mais rico? Como é que
o “conceito Deste Lado” faz de você alguém mais rico?
Qual é a mágica que a
linha invisível que divide Este Lado e Aquele Lado faz, em termos econômicos?
Se você é um
protecionista mercantilista, linhas invisíveis têm total sentido
econômico. Elas representam uma
oportunidade de se subsidiar seus agentes econômicos favoritos. Elas são uma desculpa perfeita para se
praticar o capitalismo de estado, algo muito eficaz em uma democracia.
Os protecionistas mercantilistas protestam
“Olha só”, diz o
protecionista mercantilista. “Você está
apenas tentando me ridicularizar com toda esta conversa sobre Este Lado e
Aquele Lado”.
E eu retruco: “Estou
ridicularizando a lógica da sua posição.
Você crê que uma linha invisível passando no meio da rua é algo
economicamente relevante. Eu não.”
Ele responde: “Eu não
estou dizendo que uma linha invisível passando no meio da rua é economicamente
relevante.”
Eu respondo: “Você está
dizendo que a linha invisível que contorna as bordas do país é economicamente
relevante”.
Ele responde: “Mas esta
linha é sim economicamente relevante!”
Eu pergunto: “Por quê?”
Ele responde: “Porque as
pessoas do outro lado daquela linha devem ficar do lado de lá da linha.”
“Ok”, eu respondo. “Mas e se eu contratar um intermediário daqui
para ir até o outro lado da linha e me trazer alguns itens pelos quais estou
pagando? O cara do outro lado da linha
invisível continua do lado de lá, sem lhe incomodar.”
“Não, não, não”, se
irrita o protecionista. “Aquela linha
invisível é diferente. Ela defende a
soberania e o Conceito de Nação”.
Eu pergunto: “O que é ‘Conceito
de Nação’?”
Ele responde: “Este Lado
— em grande estilo e escala.”
Portanto, estamos
discutindo sobre o tamanho da linha e a posição geográfica da linha. Mas o que o comprimento da linha e sua
posição geográfica têm a ver com eu ter de pagar um imposto sobre a compra de
uma mercadoria?
O protecionista, um pouco
mais exasperado, diz: “Não entendo aonde você quer chegar. Enquanto você fica aí falando um monte de
teoria incompreensível, tudo o que estou fazendo é defender o Conceito de
Nação.”
Protecionistas
mercantilistas criam um termo em maiúsculas e pensam que apresentaram um
argumento econômico lógico: “Conceito de Nação”. Porém, quando eu também crio um termo em
maiúsculas — “Este Lado da Rua” –, o protecionista mercantilista imagina que
estou tentando confundi-lo.
Protecionistas se
confundem facilmente.
O livre comércio nos deixa mais pobres
O remetente do email não
se contentou apenas em invocar o conceito de nação. Ele veio destruindo. Ele invocou o antiquíssimo argumento
mercantilista: “A liberdade de escolha nos deixa mais pobres; impostos sobre
vendas nos tornam mais ricos”. É óbvio
que eles nunca utilizam o termo “liberdade de escolha”. Isso explicitaria aquilo que eles querem
aniquilar. Sendo assim, eles utilizam o
termo “livre comércio”. Ele escreveu:
O “livre comércio”
gera, como efeito de longo prazo, a redução do nosso padrão de vida, de modo
que, com o tempo, ficamos iguais a todo o resto do mundo. Não seria um objetivo nacional válido manter
um elevado padrão de vida para nosso povo enquanto isso for possível?
Ele é o Silva. Ele olha para o outro lado da rua e vê
João. Ele treme de medo. Ele vai até Bruno e diz isso:
O “livre comércio”
gera, como efeito de longo prazo, a redução do nosso padrão de vida, de modo
que, com o tempo, ficamos iguais a todo o resto do mundo. Não seria um objetivo válido para Este Lado
da Rua manter um elevado padrão de vida para nosso povo enquanto isso for
possível?
Bruno não está muito
convencido. Ele olha para João e pensa:
“Eu não ligo se João é rico ou pobre. Eu
realmente gostaria de adquirir um daqueles produtos que ele vende. O preço é bom.” Ato contínuo, Silva aumenta a pressão:
João explora os
pobres. Os trabalhadores Daquele Lado
são escravos. Eles não conseguem
empregos que paguem salários decentes. É
por isso que João consegue vender seus produtos a preços baixos. Você não quer ficar igual àqueles
trabalhadores explorados, quer?
Bruno pensa um pouco mais a
respeito deste raciocínio. E então tem
uma ideia:
Temos de dar a
todos aqueles trabalhadores escravizados uma chance de melhorarem suas
vidas. João precisa de um pouco de
concorrência. Por que não investimos
algum dinheiro nos concorrentes de João?
Desta forma, o concorrente poderá oferecer melhores salários.
Silva fica horrorizado com esta
ideia. Ele já tem problemas demais
apenas lidando com João.
Não, não,
não. Isso faria com que todos aqueles
trabalhadores vislumbrassem, ainda que de leve, uma vida melhor. E isso pioraria ainda mais a vida deles: o
desapontamento. Eles não estão
preparados para aumentos salariais. Eles
precisam de mais tempo. A melhor coisa
que podemos fazer é não nos tornarmos iguais a eles. Temos de fechar as fronteiras para todos os
bens produzidos por escravos. Nosso
objetivo não é reduzir a escravidão Daquele Lado. Nosso objetivo é preservar nossa liberdade
Neste Lado.
Bruno fica pensativo. “Como você define liberdade?”
Silva responde:
Liberdade é o
direito de cada homem Deste Lado se juntar ao vizinho e impor aumento
de tarifas sobre bens produzidos Daquele Lado.
Esta é a única maneira de continuarmos sendo prósperos.
Bruno pensa um pouco mais a
respeito. “Então a melhor maneira de preservarmos nossa riqueza é limitando
nossas escolhas.” Silva diz que é isso
aí.
Bruno tenta se aprofundar em seu
raciocínio. “Então o caminho para a
liberdade é reduzir as escolhas.” Silva
o assegura de que é exatamente isso.
“Sendo assim”, diz Bruno, “a melhor
maneira de não nos tornarmos escravos com poucas escolhas é criando leis que
reduzam nossas escolhas.”
Silva tem sérios problemas em
seguir argumentos lógicos, mas até mesmo ele é capaz de sentir que a coisa está
desandando e indo perigosamente para o lugar errado, muito embora ele não
consiga saber exatamente para onde. Ele
apenas sente que não quer prosseguir neste caminho. Sendo assim, ele muda sua linha de
raciocínio. “Você tem de defender sua renda
como trabalhador.”
Bruno completa: “Restringindo
minhas escolhas como consumidor.”
Silva diz: “É isso aí, exatamente. E você também deve limitar as escolhas de
todos os outros cidadãos consumidores.”
Bruno diz: “Então, a melhor maneira
de manter minha renda como produtor é reduzindo o número de vendas que as
pessoas Daquele Lado podem me fazer, e também reduzindo o número de vendas que
eu posso fazer para as pessoas Daquele Lado.”
Silva responde: “Não se preocupe
quanto à redução de vendas para Aquele Lado.
Eles são todos um bando de escravos.”
Bruno pergunta: “E por que eles são
escravos?”
Silva tem a resposta certa: “Porque
eles passaram a vida toda seguindo ordens dadas por pessoas com armas e
distintivos.”
Conclusão
O leitor seguiu meu raciocínio? Se sim, você provavelmente não é um
protecionista mercantilista.
O leitor concorda com meu
raciocínio? Se sim, então você
definitivamente não é um protecionista mercantilista.
Protecionistas mercantilistas não
gostam de argumentos econômicos que sejam claros. Eles consideram a clareza argumentativa um
truque para confundir incautos. Eles
creem que qualquer argumento que evolua passo a passo até uma conclusão é
inerentemente inconfiável.
Eles preferem termos populares e de fácil apelo, os quais os levam a clamar por tarifas em nome da defesa destes termos
por eles inventados. Tudo se resume a
“Este Lado” e “Aquele Lado”. Eles temem
que o comércio com pessoas Daquele Lado irá nos empobrecer.
Um protecionista acredita que, se
alguém na China descobrisse a cura para o câncer, a única maneira de proteger
os cidadãos de seu país contra a concorrência desleal e a inevitável pobreza que
isso geraria seria impondo uma tarifa de pelo menos 50% sobre a importação
deste remédio. “Temos de dar ao nosso
povo a chance de concorrer”, diz ele. Não
aos compradores da cura do câncer, é claro.
Aos vendedores.
Se você acha que isso é um argumento
ignaro, você não é um protecionista mercantilista. Você não crê que armas, distintivos e tarifas
sobre importações tornam as pessoas de um dos Lados da linha invisível mais
ricas. Mas tais coisas de fato tornam algumas pessoas mais ricas: (1) produtores
ineficientes que podem agora vender a preços mais altos e não ir à falência em
decorrência da perda de consumidores, e (2) pessoas que usam distintivos e
carregam armas como meio de vida. Se
você acha que estes dois grupos são devotos do “capitalismo de estado” e nada
mais são do que “extorsores assalariados”, você acertou a classificação das
categorias.
Se você quer uma imagem visual,
pense nas palavras de Don Corleone: “Fiz uma proposta que ele não podia
recusar”. Pense também no sujeito que
acordou em sua cama ao lado de uma cabeça de cavalo decepada. Isso é o protecionismo mercantilista.
Saudações, perfeito, xenofobia. Ontem, a convite de um amigo, estive em uma universidade para apreciar vários trabalhos escolares, banners,slidese maquetas sobre o assunto gestão portuária e logística,muito bonito e esclarecedor.Uma vez que os acadêmicos ficavam à disposição para esclarecimentos, perguntei a todos qual era a opinião deles sobre aquela série de documentação solicitada,taxas,prazos, enfim, tudo pertinente à area.Obtive como resposta, quase que unânime, que precisamos ter cuidado, perguntei: cuidado com quem ou com o quê cara-pálida? Recebi as mais diferentes resposta, inclusive dos professores-doutrinadores-patrulhadores, desde proteção até evolução lenta e gradativa da indústria nacional, houve até chavão – importar é o que importa .É isso.
Bálsamo!
prezado tradutor:
vc escreveu o nome do guarda “Pessanha”, quando na verdade é com ‘ç’, “Peçanha”, derivado de “peçonha”, isto é, doença.
Piadas a parte, é essa mesmo a grafia e a origem do nome. alias, uma giria maneira p/ guarda de alfandega: Peçanha
“Silva tem a resposta certa: ‘Porque eles passaram a vida toda seguindo ordens dadas por pessoas com armas e distintivos.'”
Finalizando:
Bruno dá aquele sorrisinho de canto de boca como quem diz “Xeque-mate!” Silva pensa:
– Danou-se!
Concordo 99% com o Gary North, so tem uma coisa que ele se passou na minha opinião:
(3) Portanto, precisamos de um governo ainda maior e ainda mais intrusivo para retirar o fardo do governo sobre as indústrias.
Não concordo com essa afirmação. Quando se pede para o governo baixar impostos não esta pedindo para o governo ser intrusivo, é justamente o contrario. Ninguem esta pedindo “ajuda” ou “beneficio” quando se baixa os impostos dos produtores internos, esta pedindo menos intromissão.
Outra coisa (antes que alguem venha argumentar isso), quando se pede imposto menor para o produtor interno ninguem esta pedindo imposto mais alto para os de fora.
Não consigo entender porque volta e meia aqui no Mises se fala mal quando a industria pede para baixar impostos. Desde quando isso é protecionismo? Não se esta pedindo nada alem de menos governo para incomodar.
AUMENTAR IMPOSTOS DOS IMPORTADOS É UMA COISA (ERRADA), AGORA PEDIR MENOS IMPOSTOS PARA QUALQUER ATIVIDADE QUE SEJA NÃO É O QUE TODOS AQUI QUEREM???
Senhores, me desculpem.
O meu amigo João cometeu um erro de interpretação de texto. Normal.
Eu não quero que vocês comprem os produtos do João por uma razão simples:
– Se vocês pararem de consumir os meus produtos, meus empregados vão ficar sem emprego pois não poderei pagá-los. Estão vendo como sou humanitário?
E aí, o que será feito dos meus desempregados? Eu só pude empregá-los porque as tarifas de 50 por cento estavam sendo aplicadas aos produtos do João e só assim eu tive lucros o suficiente para aliviar o desemprego neste lado da rua.
E independente dos argumentos pseudo-lógicos apresentados contra a minha fome humanitária e meu clamor pela proteção deste lado da rua, os esquerdistas e corporativistas ainda estão do meu lado.
Vocês, que querem permitir que os consumidores deste lado da rua comprem os produtos do João, ignoram completamente a necessidade que os meus empregados têm por seus cargos!
E aí, o que vocês têm a dizer contra mim?
Primeiramente Parabens pelo TEXTO…\r
\r
Simples, coeso e impecavelmente objetivo !\r
\r
já acompanho o blog a alguns meses e sempre me deparo com idéias e conceitos altamentes inteligentes e o que mais me atrai é a lógica, enguanto a economia “convencional” tras conceitos nebulosos e confusos de entender, a Escola Austriaca demonstra conceitos, idéias e teorias altamente lógicas e aplicáveis.\r
\r
O que eu tenho a dizer dos Protecionistas Mercantilistas é que nenhuma base, sendo ela economica, financeira, nutricional ou o que seja, não se sustenta com os princípios errados…\r
Pois, como iremos taxar produtos importados com o intuito de auxiliar a industria nacional?já que fazendo isso prejudicamos quem realmente sustenta as industrias nacionais, que são os consumidores…\r
\r
como eu disse… keynesianismo teem ideias ilógicas !\r
\r
Grande Abraço a todos que fazem desse site uma grandiosidade da internet e do conhecimento ….\r
Olá, recentemente entrei em um debate com um professor de história.
Eu argumentei que graças às tarifas governamentais, o consumidor brasileiro perde liberdade e ainda é obrigado a pagar mais por produtos e serviços de qualidade inferior.
Ele, como todo bom esquerdista, disparou:
– Mas e o emprego de quem trabalha naquela indústria?
Trata-se do mais velho estratagema da esquerda quando o objetivo é defender-se de qualquer argumento liberal. O problema é que, ao envolver pessoas como variáveis, logo pude ver rostos irritados apontando minhas frases como egoístas e capitalistas.
Neste caso, qual deveria ter sido minha contestação ao professor?
Paul Krugman pediu pra dizer que o artigo está errado e que o mercantilismo funciona, principalmente em períodos de crise:
“Mercantilism works: countries that subsidize exports and restrict imports actually do gain at their trading partners' expense. For the moment — or more likely for the next several years — we're living in a world in which none of what you learned in Econ 101 applies.”
Se mandar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo: mandar importados DE GRAÇA pra um país o destrói ainda mais rapidamente.
Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas.
Ao invés de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.
Se atrapalhar e taxar a importação de produtos baratos for bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.
E não pára por aí, se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.
E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.
Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.
Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.
Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.
Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.
Não existe um ponto de equilíbrio ou um “protecionismo racional”. Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.
Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem, por exemplo, mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.
Se custa 50,000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25,000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25,000 a nossa economia tem um carro e 25,000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50,000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25,000 pra gastar ou investir em outros setores.
Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser melhor alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.
A questão não são empregos, nem indústria nacional, a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não “precisa” de uma indústria de carros assim como o Alasca não “precisa” de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por quê preservar tais empregos.
Perfeito! Incrível que o caminho que eles apontam para a prosperidade e para o enriquecimento seja exatamente a presença de um poder estatal que será custeado por meio de impostos, ou seja, pela diminuição da renda.
Esses impostos serão repassados para o preço dos produtos. Temos então o seguinte cenário: meu salário, menos impostos, menos aumento do preço dos produtos = salário menor. Conclusão, para um mercantilista, salário menor é igual salário maior.
Faz sentido? Não? É porque não tem sentido mesmo.
Há um pequeno erro no primeiro exemplo do Gary North.\r
Quando ele diz “E Peçanha, que não tinha um emprego em tempo integral há anos, também está muito contente em comprar de Silva”, penso que ele se esqueceu do fato de que muitos “Peçanhas” adoram ir ao outro lado da rua para comprar produtos de “João”, e usam seus distintivos para conseguir dos outros “Peçanhas” aquela aliviada de barra na hora da fiscalização. Nem precisa ser um “Peçanha” legítimo. Pode ser qq outra pessoa da grande família “Aspone”.\r
Eu mesmo já fiz viagem ao outro lado da rua com meus “parentes” da família “Aspone”, e vi meus “familiares” comprarem entusiasmadamente produtos de “João” e voltarem felizes da vida, sem que “Peçanha” nenhum os importunasse no retorno.\r
Meses depois, numa discussão com um desses meus “parentes”, eu o ouvi defender entusiasmadamente o protecionismo, ao argumento de que “não podemos deixar a China usar ‘escravos’ que trabalham 16h por dia para quebrar nossa indústria”. No meio da conversa ele parou para atender uma ligação num aparelho telefônico adquirido de “João” naquela nossa viagem (parece que o aparelho no começo não funcionava “neste lado da rua”, mas ele conseguiu que um “trabalhador clandestino” o desbloqueasse).\r
P.S.: Leandro, pelo meu IP vc sabe quem eu sou, mas, por favor, preserve minha identidade.
Já disse isto aqui mais de uma vez. A Liberdade, tal como pregam os ilustras membros deste site, apenas seria capaz de produzir efeitos benéficos entre pessoas que cultivam elevado padrão moral entre si.
As idéias libertarians colocam a liberdade irrestrita como agente criativo de bem estar geral em quaisquer circunstâncias, daí vem as mais incríveis e iluminadas idéias, tais como estas:
– Fim do alistamento militar obrigatório, e por que não, o fim das Forças Armadas – Não podemos aceitar o alistamento obrigatório de nossos jovens, nem tomar dinheiro de quem trabalha para financiar uma força capaz de inibir a liberdade de todos. Desta forma, trocaríamos alegremente este upgrade em nossa liberdade por uma iminente invasão do primeiro país com um mínimo de forças armadas organizadas, tipo Paraguai ou Bolivia. Quando isso acontecer, restará a nós e aos nossos amigos libertarians explicar sua teoria aos invasores e explicar-lhes que estão violando gravemente a nossa liberdade, que o Brasil é um país que segue a risca os ideais de não agressão, e que estão desde já convidados a sair de nosso território. Quem sabe dá certo!
– Liberação de todas as drogas : Pela liberdade de ingerir o que quiser, afinal proibir isso seria intromissão ao indivíduo e sua liberdade de usar seu corpo como bem queira, incluindo a imediata revogação da proibição de todo tipo de drogas. Tudo muito lindo e belo na teoria, mas como nem tudo são flores, tal liberdade também teria, por exemplo, aquele fabricante de balas e doces de utilizar uma destas substâncias não proibidas em sua linha de produtos. Um mês depois de seu filho mascar seu chiclé favorito, você poderá ter uma surpresa ao descobrir que ele está irremediavelmente viciado em crack, uma das lindas substâncias não proibidas dos libertarians.
Exemplos como estes pulam aos montes, basta que enxerguemos o mundo como ele é, e não como queremos que ele seja. Pregar Liberdade nos termos que todos aqui fazem, sem nem mesmo mencionar a carga de responsabilidade moral necessária para que tal nível de liberdade produza um mínimo de efeitos benéficos é, no mínimo, uma irresponsabilidade.
O post do Eduardo foi sensacional, argumentos elegantes do início ao fim. Melhor que o próprio texto do Gary North.
Mais um artigo fodástico, feito sob-medida pro Guido “Manteiga” ler.
Belo texto!
Ainda prefiro o excelente e irônico Frédéric Bastiat em petição dos fabricantes de velas, mas esse do North rivaliza com esse texto do Rothbard como segundo melhor texto anti-protecionismo que eu conheço.
Texto esclarecedor e muito bem escrito. Faz uso de parabolas. É a parabola “desse lado da rua e o outro lado dessa rua”.
Ótimo para praticar interpretação de texto, haja vista alguns comentários impertinentes acima listados.
Melhor que isso somente as aulas gravadas disponíveis nesse prestigiado site. Me sentiria mais pobre se o governo me privasse à força de assistí-las.
Pobreza é privação. Pior quando é induzida pela “justiça social” …
Vida longa e próspera ao Instituto Mises do Brasil e do Mundo ( sem linhas imaginárias ).
“Ao promulgar medidas restritivas, os governos e os parlamentares raramente têm
consciência das conseqüências de sua intromissão na atividade econômica. Recusam-se
teimosamente a tentar entender os verdadeiros efeitos do protecionismo e ficam possuídos por um sentimento de júbilo, convencidos de que tarifas protecionistas são capazes de elevar o padrão de vida dos residentes no país. A condenação dos economistas ao protecionismo é irrefutável e destituída de qualquer preferência político-partidária; não decorre de um ponto de vista preconceituoso. Mostra que a proteção aduaneira não pode atingir os objetivos pretendidos pelos governos ao promulgá-la. Os economistas não questionam os objetivos em si da ação governamental; simplesmente condenam, como inadequados, os meios escolhidos para atingi-los.”
Ação Humana, Mises, pag.1020. Versão pdf.
O melhor a fazer é mudar de rua (ir pro exterior).
Perfeito.
Só tenho uma pergunta.
No caso que se diz que, a China estaria “invadindo” o mercado mundial com seus preços baixos, como uma estratégia de destruir as industrias concorrentes para depois cobrar o preço que quiser, tornando o mercado extrerno seu dependente, isto é de se levar a sério e cabe ser refletido neste contexto ou já é outro assunto?
A base do raciocínio não se aplica apenas no comércio externo, mas funciona do mesmo jeito no comércio interno. Em um exemplo simples, um taxista “legal” vai achar legítimo que a polícia proíba os taxis “ilegais” pois eles não tiveram os custos associados com a aquisição da licença. O mesmo acontece com comerciantes que pagam impostos reclamando dos sonegadores. A idéia de justiça fica completamente nebulosa porque o governo se mete em tudo e todos temos benefícios ou prejuísos em alguma atividade de acordo com a intervenção do Estado.\r
\r
A raís da questão está em uma força coerciva atingindo um grupo. Em um sentimento de auto-preservação, os atingidos exigem que o custo seja também aplicado aos outros para que o jogo fique nivelado. Para piorar, sempre existe o argumento de que, de uma forma ou outra, nos beneficiamentos dos serviços prestados pelo Estado, assim seria legítimo que arcássemos com os custos.\r
\r
Redução de impostos é bom, mas não é justo quando a redução é direcionada a apenas um grupo. Por mais que a ausência de coerção (menos impostos) seja desejável, isentar apenas um grupo em detrimento dos demais torna o processo ainda mais injusto.\r
\r
Parafraseando Mises, não existe intervenção estatal isenta. Qualquer intervenção gera distorções que provocam a necessidade de mais intervenções. Os grupos atingidos vão procurar alguma compensação e caminho mais fácil é sempre aumentar a intervenção. Politicamente é sempre mais fácil vender a idéia de mais intervenção. Não é à toa que Bastiát defendia a idéia de que, para haver justiça, a Lei deveria ser sempre negativa. \r
\r
Em um exemplo simples, benefícios fiscais fazem com que empresas invistam em obras culturais, por exemplo. Isso é legítimo? Por um lado, é dinheiro que o governo deixou de arrecadas via coerção. Por outro, a conta continua alta e deverá ser paga pelos demais. E a situação do artista que recebeu o dinheiro? Não dá nem pra saber se ele receberia ou não, e de quem, sem o “incentivo” do governo. Novamente de acordo com Mises, o socialismo acaba com a possibilidade de cálculo econômico porque distorce todo o processo.
Bom dia,\r
\r
Estive procurando no site sobre artigos que relacionam o keynesianismo com o mercantilismo. Eu não entendi a explicação.\r
Geralmente os keynesianos dizem que o crescimento da demanda por bens estrangeiros gera desequilíbrios insustentáveis no BP. Em que a teoria austríaca contraria essa visão? Tem alguma coisa a ver com o fato de o governo controlar a as reservas?(minha suspeita inicial, mas mais intuitiva que refletida). Como seria a economia internacional em um contexto sem governo nessa questão de respeitar a lei de say no contexto internacional? Isso pode ser burlado momentaneamente em um contexto governamental gerando os famigerados “desequilíbrios insustentáveis no BP”?
Então pelo que entendi, se as pessoas resolvessem comprar apenas produtos do ‘lado de cá’ da rua, achando que isso iria fortalecer o pessoal do lado de cá, segundo o autor essa idéia é uma furada, não vai fortalecer coisa nenhuma e todo mundo vai sair perdendo.
Então o que é que explica o sucesso de coisas como essa:
O dinheiro deles só vale naquela comunidade, e tem dado resultados positivos, antes aquele povo vivia na maior pobreza, agora podem não ter virado uma suíça mas estão melhor do que antes, consumindo só as coisas ‘do lado de cá’ da rua
O mercantilismo praticava controle de preços e salários?
O protecionismo não é necessario para desenvolver a indústria?
O “raciocínio” dos protecionistas é uma piada,eles mesmos se contrapõem…e o pior é que muitos deles ainda são contra monopólios ou oligopólios…kkkkkkkkkk
Primeiramente gostaria de ressaltar que não estou aqui defendendo qualquer teoria, aliás gosto muito do que leio aqui nesse site e venho acompanhando diáriamente os artigos publicados por vocês. Apenas tenho algumas dúvidas quanto alguns assuntos.
Abaixo criei uma suposição para entender melhor como funcionaria o comércio sem o protecionismo. Uma vez que há influência do governo em algum lugar essa suposição relaciona uma economia como influencia do governo e outra sem.
Países A – Agrícola (mais abundante)
País B – Tecnológico (mais escasso e com maior valor agregado)
Países A – Exportam matérias primas e importam tecnologia do País B
País B – Importa matérias primas do País A e exporta tecnologia pro País A
Evento 1
País B – Visto que não há concorrência em tecnologia nos País A eleva o preço de seu produto no país A.
Evento 2
Um empreendedor de um País A decide por utilizar sua poupança acumulada com os lucros provenientes da exportação de matérias primas para abrir uma industria de tecnologia para concorrer com a do Pais B.
Industria de B tem ganhos de produtividade e consegue vender a um preço mais barato que a Industria de A.
Por mais que industria de A seja eficiente não consegue alcançar o baixo custo de B.
Industria de A quebra. Industria de B volta aos altos preços.
Evento 3
Empreendedor desse País A acumula mais poupança e abre uma industria mais produtiva que B e passa a concorrer com B em A e B.
Governo de B passa a subsidiar produção de B quando exportados para A e tarifa produtos tecnológicos de A quando exportados para B
Produto B fica mais barato em A e em B. Industria de A quebra novamente. Governo de B deixa de subsidiar B.
O que faria o empreendedor de A? Deixa de investir em tecnologia e volta para atividade agrícola onde era mais eficiente e continua comprando aos preços de B? Qual seria a estratégia de A para superar a ajuda governamental de B?
Abraços!
Algumas pessoas dizem que a China ficou rica por causa do mercantilismo, como rebater essa ideia?