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A atual carestia dos alimentos é consequência de uma cega devoção ao sistema de metas de inflação
Políticas de metas de inflação são a causa, e não a solução dos atuais problemas

Nota do Editor:

Artigo com dados atualizados para janeiro de 2021.

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Comecemos com um exemplo simples que, no entanto, reflete exatamente o que está se passando na economia brasileira neste momento pandêmico.

Imagine uma economia em que haja apenas dois produtos: maçãs e laranjas. Vamos trabalhar apenas com o curto prazo. Há 10 maçãs e 10 laranjas, e uma oferta monetária total de $20.  

Suponha que a interseção entre oferta de laranjas e demanda por laranjas determine um preço de $1,10 por laranja. Isso irá, simultaneamente, estipular o preço de cada maçã em $0,90.

(Se você multiplicar 10 laranjas por $1,10 e 10 maçãs por $0,90 terá um total de $20, que é a oferta monetária total da economia).

O preço relativo entre laranjas e maçãs reflete a demanda da sociedade por estes dois bens, sempre de acordo com sua relativa abundância — ou oferta.  

Agora, suponha que as preferências das pessoas se alteram e elas passam a demandar ainda mais laranjas e menos maçãs. Ou seja, a demanda por laranjas aumenta e a demanda por maçãs cai. Faltam laranjas e sobram maçãs.

O efeito de curto prazo será um aumento no preço das laranjas e uma redução no preço das maçãs (caso a oferta monetária se mantenha inalterada).  

Assim, suponha agora que o novo preço de equilíbrio seja de $1,20 para laranjas e $0,80 para as maçãs.  

Isso representa um aumento de 9% no preço das laranjas (de $1,10 para $1,20) e uma redução de 11% no preço das maçãs (de $0,90 para $0,80). 

Estatisticamente, essa alteração no padrão de consumo deveria levar a uma alteração no peso de cada item na cesta de consumo. No início, laranjas e maçãs tinham o mesmo peso, pois eram consumidas igualmente (10 de cada). Agora, sobram maçãs e faltam laranjas. Logo, laranjas deveriam passar a ter mais peso estatístico do que maçãs. Se isso for feito, o cálculo da inflação estará correto.

No entanto, se não fizermos essa alteração, e considerarmos que o peso dos dois itens na cesta de consumo das pessoas se manteve o mesmo — que é exatamente o que o IBGE fez; ou seja, o Instituto não alterou os pesos dos itens na cesta de consumo durante a pandemia (e, justiça seja feita, nem teria como) —, então temos que a economia está vivenciando uma deflação de preços de 2%, calculada como uma média ponderada dos dois bens (aumento de 9% nas laranjas, queda de 11% nas maçãs, ambos os itens sendo mantidos erroneamente com o mesmo peso na cesta de consumo).  

E tudo por causa de uma simples mudança na preferência das pessoas, mudança essa que não foi levada em conta pela agência que calcula a inflação de preços, que não alterou a cesta de consumo das pessoas — com o novo padrão de consumo, laranjas deveriam ter mais peso que maçãs.

(Ironicamente, o IBGE alterou a metodologia da cesta no fim de 2019, antes da pandemia. A alteração foi correta; porém, com a pandemia, ficou desatualizada)

Ato contínuo, em decorrência do fato de o índice oficial de preços estar agora apontando uma deflação, o Banco Central — que tem como principal política manter este índice de preços aumentando 4% ao ano — terá de reduzir a taxa básica de juros e expandir a oferta monetária (aumentar a quantidade de moeda na economia) com o objetivo de estimular a demanda e, com isso, encarecer ainda mais a laranja (ou evitar que a maçã caia de preço).

Agindo assim, ele tentará fazer com que o índice oficial de inflação ao menos volte para perto de 4%. 

E por que o Banco Central tem de atuar para encarecer as coisas? Por que ele tem de impedir que os preços caiam? Nenhum economista convencional sabe responder seriamente a essa pergunta, sem cair em contradição.  

É assim no mundo real

Embora extremamente simples, o exemplo acima ilustra exatamente o que o Banco Central brasileiro está fazendo nesta era de Covid-19. 

Ao longo de 2020, por causa das quarentenas e do desligamento compulsório da economia efetuado por prefeituras e governos estaduais, a esmagadora maioria do setor de serviços foi fechada. A cesta de consumo do brasileiro foi profundamente alterada. 

Com poucas pessoas saindo de casa, a demanda por itens como passagens aéreas, passagens de ônibus, hotéis, turismo, vestuário, lazer, estacionamentos, ingressos de cinema e teatro, utensílios domésticos, móveis, toalhas, lençol, fronhas etc. simplesmente sumiu.

Com a queda global no preço do barril de petróleo e a forte redução na circulação de veículos, combustíveis baratearam (até meados de 2020). Com o fechamento das escolas e a adoção do ensino à distância, várias instituições ofereceram redução nas mensalidades.

Tudo isso pode ser comprovado nos gráficos abaixo.

Itens como artigos de residência, vestuário e transporte apresentaram a menor taxa de crescimento em 20 anos. (Observação: o gráfico está no formato de média móvel de 12 meses, o que significa que os valores se referem à média dos valores mensais para cada período de 12 meses).

Captura de Tela 2020-10-16 a`s 15.37.09.png Gráfico 1: taxa média mensal, em um período de 12 meses, de inflação de preços dos itens "transportes", "artigos de residência" e "vestuário

Observe que, no primeiro semestre, todos apresentaram deflação de preços.

Já a educação, embora não tenha entrado em deflação, apresentou uma queda fragorosa:

Captura de Tela 2020-10-16 a`s 15.37.33.png

Gráfico 2: taxa média mensal, em um período de 12 meses, de inflação de preços do item "educação"

Consequentemente, e dado que estes itens possuem um peso considerável na cesta de consumo criada pelo IBGE para calcular o IPCA, o Banco Central reduziu acentuadamente a SELIC (fazendo com que a taxa real de juros se tornasse negativa e menor até mesmo que a da Suíça) e atuou para expandir a oferta monetária, principalmente por meio do Orçamento de Guerra.

O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da oferta monetária (M1).

M1xSelic.png

Gráfico 3: linha azul, eixo da direita: M1; linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

Observe que a relação é quase sempre inversa. Quando a Selic sobe, a expansão da oferta monetária sofre uma desaceleração. Quando a Selic cai, expansão da oferta monetária acelera.

Igualmente, a forte expansão monetária em conjunto com juros reais negativos depreciaram fortemente o real. O dólar encareceu.

O gráfico a seguir mostra a evolução da taxa Selic e da taxa de câmbio.

CambioxSelic.png

 Gráfico 4: linha azul, eixo da direita: taxa de câmbio (reais por dólar); linha vermelha, eixo da esquerda: taxa Selic

Observe que a relação é também quase sempre inversa. Quando a Selic sobe, a expansão a taxa de câmbio cai (ou pára de subir). Quando a Selic cai, a taxa de câmbio sobe.

O real, até o início de outubro, foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo. Um feito.

Como consequência desta forte expansão monetária, desta forte redução dos juros e da ampla desvalorização da moeda, os preços em reais das commodities brasileiras negociadas no mundo e cotadas em dólares, como arroz, milho, soja e carne, subiram forte.

O gráfico abaixo mostra a evolução dos preços, em reais, das principais commodities agropecuárias brasileiras, segundo dados do Banco Central: 

commoagricolas.png

Gráfico 5: evolução dos preços das principais commodities agropecuárias.

Com os preços em reais em alta, as exportações de alimentos passaram a bater recordes. E isso gerou seu encarecimento, mesmo tendo havido recorde de produção

O gráfico abaixo mostra a taxa de inflação dos preços dos alimentos em comparação com os demais produtos da cesta do IBGE.

taxas.png

Gráfico 6: taxa média mensal, em um período de 12 meses, de inflação de preços dos itens "alimentos e bebidas", "transportes", "artigos de residência" e "vestuário"

Portanto, essa disparada dos preços dos alimentos se deveu, basicamente, a três fenômenos: 

1) auxílio emergencial de R$ 600 por mês para 67 milhões de pessoas, que está sendo feito majoritariamente via expansão monetária.

2) Isso gerou um aumento da quantidade de moeda injetada na economia pelo Banco Central.

3) E gerou também uma alta do dólar, a qual foi causada tanto pela injeção de moeda quanto pela pronunciada redução da Selic.

Já os preços dos materiais de construção também seguem batendo recordes, mas estes nem sequer entram no índice de preços ao consumidor.

Apenas mais um exemplo

Portanto, comparando-se ao nosso exemplo hipotético inicial, os alimentos e os materiais de construção são as laranjas, que tiveram aumento na demanda e subiram intensamente de preços. Já todo o resto da economia são as maçãs, que tiveram queda na demanda e relativa estabilidade nos preços.

O IBGE captou esse fenômeno, mas não alterou o peso de cada item nas cestas de consumo (e, como dito, nem teria como em tão curto espaço de tempo). E o Banco Central, que é guiado exclusivamente pelo resultado final do índice de preços, reagiu de acordo com seu objetivo de tentar encarecer tudo em 4% ao ano.

Para compensar a queda dos preços dos estacionamentos (vazios), das passagens aéreas (aviões parados), das diárias de hotéis (fechados) e das roupas (quase ninguém compra roupa sem ir à loja experimentar), o Banco Central injetou moeda a rodo para fazer subir outros preços e, com isso, manter a meta de carestia em 4% ao ano.

Consequentemente, acabou gerando uma brutal carestia nos alimentos, algo que todas as famílias sentem no supermercado. E nos materiais de construção. E ainda impediu uma salutar e necessária queda nos preços nos outros setores (em recessão com alto desemprego, custos devem cair para auxiliar uma recuperação mais rápida).

Todo o problema, portanto, está não apenas na devoção cega ao sistema de metas de inflação, como também na estipulação de um valor absurdamente alto para esta meta. Em outros países da América Latina, a meta de inflação é bem menor.

Ao passo que, no Brasil, o Banco Central tem como meta encarecer o custo de vida do brasileiro em 4% ao ano, no Chile, na Colômbia e no México essa meta é de 3%. No Peru, é de apenas 2% (veja a lista completa aqui).

Se, por exemplo, tivéssemos como meta 3% (quiçá 2%, como o Peru) em vez de 4%, a Selic não teria sido reduzida tanto quanto foi, e consequentemente não estaríamos vivenciando essa bizarra desvalorização do real e essa desumana carestia nos alimentos (em meio a uma pandemia e um alto desemprego).

Nosso padrão de vida estaria maior. E, ainda mais importante, não estaria sendo construído um cenário bombástico para o futuro. 

Eis a evolução dos preços no atacado: 

IPA.png

Gráfico 7: taxa média mensal, em um período de 12 meses, de inflação de preços no atacado

Com uma taxa média de 2,40% ao mês, estamos com um acumulado de 33% em 12 meses. Trata-se, simplesmente, da maior taxa da história do real. 

Se isso "vazar" para os consumidores (e ao menos uma parte irá vazar), um aperto nos juros poderá ser necessário no futuro — um aperto maior do que seria necessário caso a meta de inflação fosse mais civilizada.

Tal aperto poderá afetar a recuperação econômica.

Ter uma meta para o encarecimento do padrão de vida já é, por si só, algo bizarro e que não faz nenhum sentido. A meta ser alta é algo ainda mais bizarro. Mas a busca por essa meta levar ao encarecimento desnecessário itens essenciais beira o criminoso.

Apenas mais um caso de desarranjo econômico causado pela Banco Central, essa agência estatal responsável por planejar centralmente os preços chaves da economia.

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Leia também:

Políticas de metas de inflação são a causa dos problemas, e não a solução

Não faz sentido um Banco Central ter metas de inflação

O problema com o sistema de metas de inflação


autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • José Roberto  19/10/2020 17:46
    Ainda mais bizarro do que um governo ter como meta explícita a redução em 4% do poder de compra de sua população é o fato de economistas defenderem essa excrescência e dizerem que tal destruição do poder de compra é necessária para o crescimento econômico!

    "Se não destruirmos continuamente o poder de compra da moeda, ninguém investirá e ninguém consumirá!"

    Apenas mostra como intelectuais e acadêmicos são totalmente descolados da realidade do povo.
  • Andre Victor Teodoro  21/10/2020 11:16
    Prezado, José!

    É o que eu sempre falo. Esses acadêmicos e intelectuais ficam dia todo em suas salas e quartos, esquecendo , ou fingindo que não sabe do que se passa com o mundo atual. Na teoria a prática é outra.

    Forte abraço.
  • Guilherme  19/10/2020 17:51
    Uma coisa bizarra no atual cenário brasileiro é que economistas de esquerda se tornaram os mais fervorosos defensores da política monetária do atual governo, que é classificado por essa mesma esquerda como "conservador, ultra-liberal e reacionário".

    Isso é ainda mais explícito no Twitter. Os caras criticam tudo do atual governo, mas se derretem em elogios para o Banco Central.

    O que apenas mostra que o Brasil realmente não é para amadores.
  • Vladimir  19/10/2020 17:57
    Ué, mas a esquerda não tem do que reclamar. Ela passou toda a sua existência defendendo Selic zero, dólar caro e aumento das exportações. Exatamente tudo o que está sendo feito agora.

    Não tem como a esquerda criticar o atual arranjo sem cair em contradição.

    Como eu já disse em outro comentário, aquilo que o atual governo tem de mais criticável (a bizarra política monetária) é exatamente o que mais passa incólume para a oposição. E até mesmo para a mídia.

    A mídia até faz um alardezinho para a alta dos alimentos, mas absolutamente nada fala contra a Selic. Você não encontra um puto de um jornalista que seja contra as recentes quedas da Selic e contra a atual política monetária. Não me lembro de outro Banco Central que tenha sido tão protegido e incensado como este. Deve ser o charme do Campos Neto.
  • anônimo  19/10/2020 18:04
    Essa é a desgraça de se ter uma imprensa e uma oposição incompetentes. Em vez de criticarem o essencial (condução da moeda), perderam-se no trivial (Queiroz e lojas de chocolates, cheques irrisórios pra Michelle, rachadinha de deputado estadual e dinheiro no cu) e com isso se desmoralizaram por completo.

    Se tivessem batido na política monetária ultra-heterodoxa lá atrás, a situação hoje estaria melhor. (Creio que a imprensa quer o "bem do país", certo?).

    Nunca antes na história desse país a oposição e a mídia foram tão amadoras.
  • Thiago  19/10/2020 20:09
    www.moneytimes.com.br/sidnei-nehme-tese-do-cambio-alto-e-juro-baixo-pode-se-revelar-insustentavel/


    A ficha já caiu até mesmo para o pessoal keynesiano. Acho que Chicago ficará com a última ficha.
  • Trader  19/10/2020 20:29
    O México tem grau de investimento, tem as contas públicas em ordem, a dívida pública é de meros 45% do PIB e sua "Selic" está em 4,25%.

    O Brasil não tem grau de investimento, as contas públicas estão em frangalhos, a dívida pública é de 75% (dados de 2019) e a Selic está em 2% (menos da metade da do México).

    É óbvio que a coisa aqui está fora do lugar. E as consequências em termos de moeda não poderiam ser outras.
  • Felipe  20/10/2020 01:44
    E, para humilhar ainda mais, o Obrador é defensor aberto de uma moeda forte. O peso mexicano não se desvalorizou com a sua eleição. Pelo contrário, ele se fortaleceu.

    Para a sorte dos mexicanos, ele é pragmático e não é pavoroso como um Chávez ou um Kirchner, apesar de simpatizante do socialismo.
  • Felipe  26/10/2020 01:53
    Os déficits mexicanos até que estão por enquanto satisfatórios. (e no ano passado eles entregaram superávit primário conforme o prometido, ainda que à risca)

    Agora vejam o do Brasil.

    Em um país, dez ministérios foram fechados, houve corte de subsídios na agricultura e nos salários dos burocratas. Em outro, um ministério foi recriado e por ora ninguém disposto a cortar os gastos. Qual o obstáculo, afinal?

    O risco maior é o México perder o grau de investimento, o que já aconteceu nesse ano com a Pemex.
  • Túlio  20/10/2020 01:03
    Sim. Esse mix de Selic irreal e Teoria Monetária Moderna está esfacelando o câmbio e provocando todos esses desastres. A esquerda, que sempre defendeu essa política monetária ultra-keynesina (juros baixinhos, expansão monetária insana e dólar caro), está compreensivelmente quieta. Qualquer crítica seria incoerência.
  • Capital Imoral  19/10/2020 18:34
    A hipnose do Brasil

    O Brasil vive uma grande hipnose, somos o país que eternamente irá depositar a esperança do futuro nas mãos de políticos e partidos. O interessante é que até os libertários entraram nesta hipnose, mais a frente irei comentar sobre isso. Muitos colocaram a mão no fogo por Bolsonaro e a "nova direita", e agora todos estão queimados – inclusive os liberais. Por que há uma mistura tão grande de decepção e ao mesmo tempo aposta política em novos candidatos no Brasil? Neste artigo irei comentar sobre o fator histórico que nos levou ao momento atual.

    Desde da eleição de Bolsonaro eu sabia que a liberdade que a nova direita vira-lata brasileira prometia era na verdade uma forma hipnose para se aproveitar das mazelas de um povo miserável de alma. Ora, o que é hipnose? É algo que nos tira do estado de consciência normal e muda nossa personalidade diante da própria natureza humana. É comum pessoas em estado de hipnose negar a realidade concreta e aderir a ideologias. O que ocorreu no Brasil foi a troca de ideologias.
    Um bando de caipiras iludiu o povo, assumiu o congresso e logo se acostumou a mamar dinheiro público. Entre um acontecimento e outro, a hipnose foi o fator de movimento esquadrinhado dentro das regras institucionais. É por isso que a cada quatro anos afirmamos: "Ele mudou tanto quando assumiu o poder!", como se fosse uma forma de justificar a nossa psique de que o problema está no indivíduo que assumiu o poder, e não no sistema que está por trás do poder. Se serve de consolo, vamos chamar os caipiras atuais mamadores de dinheiro público de "caipiras azuis", em oposição aos "caipiras vermelhos" do governo anterior, ao menos você terá a consolação de saber que mudou a cor. O Brasil nunca mudou de fato porque a hipnose política é a força motriz de nosso século.

    Dizem que socialistas são iludidos porque afirmam: "O socialismo não foi tentado de verdade"; mas será que o liberal republicano que diz: "A democracia representativa não foi tentada de verdade nas eleições passadas, portanto, votem em mim" é diferente do socialista que sempre obtêm o mesmo resultado? Sempre há uma ideia de que dessa vez será diferente. É um ciclo revolucionário que não sai do lugar. O problema é que no mundo das ideias não há ideias novas; há apenas ideias. O que você diz ser novo e revolucionário, como o liberalismo e a putaria ideológica, alguém já tentou e usou até enjoar. São mais de 200 mil anos de história; e você, com sua mediocridade histórica, consegue chegar no máximo até a Revolução Francesa. Isso diz muito sobre a nossa situação atual.

    A esperança política, como hipnose, é uma forma de ceder a hipocrisia, que sempre se renova, pois sempre há a esperança de fazer concessões em troca de um futuro mais livre, como se o futuro fosse nos redimir. Isso é pura ilusão. Essa ilusão está em toda parte e por todo lado. É por isso que o Instituto Mises ficou quieto em um dos momentos mais dramáticos da histórica recente do Brasil: Quando membros do STF decidiram abertamente prender e perseguir apoiadores de Bolsonaro. Não vou entrar no mérito desse pessoal ser apoiador de Bolsonaro, mas o fato é que os supostos "representantes da liberdade" se calaram, como os progressistas, diante do poder estatal. Onde estava Hélio Beltrião quando Sara Winter foi presa? Escrevendo artigo na Folha sobre Star Wars? Onde estavam todos neoliberais que pregam a liberdade de pensamento quando pessoas reais foram presas por pensar diferente? Talvez estivessem ocupadas demais pensando em comprar ouro na Órama Investimentos. A lei do silêncio, sempre molesta, se impõe para revelar nossa hipocrisia. A única liberdade que os neoliberais se importam é a de ficarem ricos; todo o resto são detalhes de quem "não quer construir".

    E quando resolvem se meter no mundo cultural, o resultado é um hospício contraditório de movimentos ideológicos onde a autodestruição é um princípio intocável de liberdade. "A liberdade individual, entendida como quebra de todos os tabus e restrições "obsoletas" ou "irracionais", produziu o mundo bizarro da política de identidade, da ideologia de gênero e do Estado controlador", diz Rodrigo Constantino{1}. É por isso que Felipe Neto Ancap{2} e a patota "livres pra valer" estão cada vez mais parecidos com membros do PSOL. São libertários que forjam os próprios grilhões.

    Por falar em Felipe Neto Ancap, é curioso constatar como todo brasileiro dá um jeito de se envolver com o estado, mesmo que indiretamente. Houve uma época, quando o Instituto Mises publicava bons artigos, em que os libertários sabiam que era mais fácil o sistema mudar suas convicções e valores do que você mudar o sistema. Ao menos os libertários tinham a dignidade de procurar crescer fora do estado. Mas o jeitinho brasileiro sempre impera. Felipe Neto Ancap é a imagem moderna do que sempre foi o Brasil; um país de malandros e manés. Ele se vende como evoluído, a frente do seu tempo, mas a verdade é que ele é só mais um malandro. E você, só mais um mané. A plataforma política libertária é mais um "esqueminha" para fortalecer a nossa eterna relação de lucros – para ele e seus eleitos - e prejuízos – para você. A liberdade irá vencer da mesma forma que a hipnose nunca irá acabar. Quando os caipiras laranjas finalmente assumirem o poder, dizem eles, será diferente. Não é mesmo? O jeito deles receberem mais de 30 mil reais é diferente.

    As cores mudam, mas a ideia, ilusória, de funcionalidade política permanece.

    Conclusão
    A hipnose política brasileira é fruto de um pensamento utilitarista que nasceu com a Revolução Industrial. Em algum momento a vida deixou de ser direcionada para questões elevadas e familiares, e se tornou um conjunto de leis, a princípio, utilitárias, mas posteriormente, revolucionárias. E isso nos levou ao momento atual em que vivemos a eterna revolução que não sai do lugar, pois o homem é medíocre e deposita suas esperanças em coisas, não no entendimento real e individual dos problemas. Porque o entendimento real significa deixar as próprias impressões e tendências (ideologia) para encarar fatos independentes e pessoas reais de carne e osso – como Sara Winter. A lei do silêncio não existe quando o espírito é verdadeiro. A política é um meio ilusório para resolver problemas reais pois te coloca num escopo utilitário de códigos de conduta. Somente encontramos a verdade quando a nossa inteligência se adéqua a realidade. Por isso Felipe Neto Ancap e os caipiras laranjas são limpinhos e viados. Eles se vendem como a solução de problemas complexos da mesma forma que o seu smartphone se vende como meio para enviar mensagens. O código ideológico materializa a alma deles da mesma forma que o código fonte diz para enviar mensagens. É tudo muito bonito, mas não é humano. Você sabe que um problema humano não pode ser resolvido por um meio utilitário. O seu smartphone é muito bom para enviar mensagens, mas talvez ele não salve o seu casamento. O código ideológico é elegante e racional, mas ele não vai pagar o Mucilon dos seus filhos. É nesse momento que você desperta da hipnose.

    {1} A crise do liberalismo, Rodrigo Constantino: www.youtube.com/watch?v=BtCGoDFcz94

    {2} Raphael Lima, Ideias Radicais.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Leitor Antigo  19/10/2020 19:41
    Opa, seja bem-vindo de volta, Capital Imoral. Estávamos com saudades.

    Devido à sua ausência, creio que você perdeu os referidos artigos, que previram exatamente o que viria a ocorrer:

    www.mises.org.br/article/3124/quem-vigia-o-stf

    www.mises.org.br/article/2934/na-censura-as-supostas-fake-news-a-maior-vitima-e-a-responsabilidade-individual

    www.mises.org.br/article/3254/o-cientificismo-gerou-os-novos-iluminados--e-estes-adulteraram-o-direito-e-a-economia

    Saudações e não suma.
  • Régis  19/10/2020 19:41
    Sei lá, eu não consigo ter simpatia por essa tal Sara Winter. Eu até acredito que sua "conversão ao conservadorismo" é genuína, mas essa moça foi a que mais fez pelo avanço do feminismo e da misandria no país. As dessecrações que a organização Femen fazia de símbolos religiosos foram obras dela. O avanço do modus operandi feminista também.

    Hoje, ela está apenas pagando pelos pecados.
  • Leal  20/10/2020 10:38
    Capital (i)moral, reli seu texto algumas vezes e não consegui encontrar nada nele para discordar.
    Obrigado pelo ponta-pé!
  • Lee Bertharian  20/10/2020 16:27
    E não é que, no final das contas, o Capital Imoral é filósofo mesmo?
    Sempre desconfiamos...
  • Motorista do Sr. Mises  22/10/2020 14:25
    Taí, inaugurou um novo conceito de hipnose (q na verdade é um partidarismo frouxo com uma velha roupagem de dissonância cognitiva -- aquela tendência de acreditar q o Lula é preso politico e nao mais um mascate do Paraíso Perdido de Milton); vendeu a chave para uma nova seita e se travestiu de messias metafísico, aquele q jamais dá as caras na TV, mas sempre tem um truque de prestidigitaçao na manga -- bem típico de populistas neoliberais (keynesianos) e progressistas de gaveta (psolistas).
    Ou seja, de tanto se refestelar na nova roupagem e fazer uso da auto hipnose, nosso velho sacerdote dos oprimidos VIP (os bons e velhos socialistas de iPhone) pouco a pouco vai ganhando ares de libertário em franca expansão e ja ate abriu uma consultoria num movimentado shopping de Sao Paulo. Tudo movido a hipnose. De tão liberal praticamente já pode vender ingressos para cruzeiros liberais e participar de swing em alto mar.
    Capital Imoral é o novo Doria besuntado de pasta de amendoim orgânico. Capital Imoral alardeia q a boa e velha massagem peniana precisa de aditivos. Tudo movido a hipnose e pastas de dente sabor menta. Pq elas dão frisson. Pq elas elevam os espíritos dos incautos.
    Quando leio essas merdas entre uma troca de pneus fico pensando q um dia vou comprar uma ilha particular e nunca mais vou voltar pra cidade grande.
  • Nunes  19/10/2020 18:59
    Sexta-feira passada o governo anunciou que zeraria as tarifas de importação do milho e da soja (atualmente em 12%) até o primeiro trimestre de 2021.

    Milho subiu hoje 3% na B3.

    Já era. Com o dólar a esse nível, zerar tarifa não mais adianta. Agora, sobrou apenas elevar juros para tentar revalorizar a moeda.
  • Jojo  20/10/2020 09:04
    Por que Guedes ficou tão burro? É dele mesmo, ou algum assessor infectou a cabeça dele?
  • Thiago  20/10/2020 13:51
    Guedes já falou várias vezes que acha que moeda fraca gera desenvolvimento e industrialização. Se isso acontecer, será a primeira vez na história do mundo.

    O problema é que um chicaguista de 70 anos jamais irá mudar de ideia. Principalmente um orgulhoso como ele.

    Bolsonaro terá muita sorte se o que estão fazendo esse ano não explodir em 2022, ou então terão que tentar maquiar as coisas pra não atrapalhar nas eleições.
  • Imperion  20/10/2020 15:33
    Vai ter muita sorte se nao explodir em 2021
  • Tesla  20/10/2020 16:54
    De onde tiram que moeda fraca gera desenvolvimento?

    É incrível como esse velho está denegrindo o liberalismo. E vai destruir a economia assim.
  • Imperion  20/10/2020 21:29
    Os políticos insistem nessa falácia pra poder gastar os tubos. Pra acabar com o rombo de um trilhão, tem que cortar gastos estatais.

    Se isso acontecer, vai ter menos a disposição deles pra sujarem com chocolate enquanto escondem no traseiro.
  • anônimo  20/10/2020 22:31
    De onde tiram que moeda fraca gera desenvolvimento?

    Dá só uma olhada no nível dos "argumentos" pró moeda fraca que postaram em um fórum:



    "Dólar alto só é ruim para quem ganha em reais e gasta em dólares. Para a gente, que ganha em reais e gasta em reais, não faz diferença. Essa percepção de que se o 'poder de compra com o dinheiro que está parado na poupança, no título', caiu ou não, tem um nome, se chama 'índice de inflação'. E nunca esteve tão baixo. 'ah mas alimentos e eletrônicos e importados subiram e nada mais me importa'. Então cria o seu índice pessoal e vá reclamar com o IBGE ou a FGV.

    Só reclama de dólar alto o pessoal que ficou chateado porque as viagens para Disney ficaram mais caras."

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    "Real forte só serve para ajudar a classe média a comprar seus produtos importados e fazer suas viagens para o exetrior. Real desvalorizado incentiva o agronegócio e a indústria. O que é mais importante: os setores produtivos da economia ou o bem estar da classe média alta?"

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    "O setor têxtil foi destruído nos anos 90 por conta do real supervalorizado. Além disso a indústria mecânica, automotiva, química, de celulose, entre outras ganham com o real desvalorizado. A indústria não vem sofrendo desde 2014 ela vem sofrendo há décadas, por diversos motivos, infraestrutura precária, energia cara, real valorizado, etc

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    "A China manteve por décadas o Yuan artificialmente baixo, com câmbio fixo forçado para a desvalorização da própria moeda, para garantir que os seus produtos fossem mais baratos do que quaisquer concorrentes no mundo, no comércio internacional. Para ajudar as exportações. O oposto do que defendem os economistas da Disney. O Brasil está colhendo frutos desse fenômeno de forma natural, com câmbio flutuante, e de quebra corrigindo a verdadeira distorção anterior, que eram os juros elevados."

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    "Não aguento mais esse mimimi de dólar alto porque mexe com alguns hábitos de consumo de uma minoria. Dane-se. A inflação não mexeu por causa do dólar alto, se tivesse mexido era outra conversa. Em geral o dólar alto é benéfico para a economia.

    Agora fica esse mimimi de gente fazendo malabares pra não falar que tá irritadinha porque certos hábitos supérfluos tão prejudicados. Dane-se de novo.

    Isso se não for gente que ganhava dinheiro fácil com juro alto e tem vergonha de assumir que queria isso outra vez, em detrimento de todo o resto da sociedade. E aí, dane-se três vezes."

    -----

    "Com a exceção dos alimentos (o que é temporário), os produtos em geral não tem ficado mais caros, tanto que a inflação tem estado em níveis baixíssimos. Dólar subindo porque a inflação está subindo é um fenômeno completamente diferente de dólar subindo porque os juros estão caindo com inflação baixa."

    -----

    "É falso dizer que moeda desvalorizada prejudica indústrias que só vendem no mercado interno. A indústria nacional que depende de insumos importados concorre com produtos prontos importados. Quando o dólar sobre de 2,50 para 5,00 os produtos prontos importados sobem 100% de preço, enquanto para a indústria nacional os preços sobem menos, pois outros custos como energia ou mão de obra crescem acompanhando a inflação local. Na verdade, essa indústria agora poderia ter capacidade de exportar e competir no exterior. Em muitos casos, essas indústrias nada mais são do que destruidoras de riquezas que se apropriavam do dólar barato sem adicionar nenhum valor. A falência delas e fim de seu lobby é um milagre pro Brasil."

    -----

    "Se alguém não retirou patrimônio do Brasil com dólar a 1,80 e inflação a 5%, tirar agora com dólar a 5,30 e inflação 1-2% a pessoa tem problemas mentais. Mas realmente cada um é livre, a estupidez do disneymaniaco é a felicidade de quem exporta ou do investidor estrangeiro."
  • Gabriel M  21/10/2020 05:36
    O anônimo jogou essa trolha aí de arjumentos e caiu fora. Quem acompanha o site meio que já sabe de cor as respostas.

    "Dólar alto só é ruim para quem ganha em reais e gasta em dólares. Para a gente, que ganha em reais e gasta em reais, não faz diferença. Essa percepção de que se o 'poder de compra com o dinheiro que está parado na poupança, no título', caiu ou não, tem um nome, se chama 'índice de inflação'. E nunca esteve tão baixo. 'ah mas alimentos e eletrônicos e importados subiram e nada mais me importa'. Então cria o seu índice pessoal e vá reclamar com o IBGE ou a FGV.

    Só reclama de dólar alto o pessoal que ficou chateado porque as viagens para Disney ficaram mais caras."

    1 - Como já dito diversas vezes aqui no site, o peso dos itens que compõem o IPCA perdeu a sua referência, na medida em que, com a pandemia, o consumo das pessoas mudou totalmente. A não alteração do peso dos itens pelo IBGE é algo que está puxando o IPCA para baixo do que ele estaria caso a mudança fosse feita.

    www.mises.org.br/article/3302/a-atual-carestia-dos-alimentos-e-consequencia-de-uma-cega-devocao-ao-sistema-de-metas-de-inflacao-

    2 - O IPCA mede a inflação para famílias que ganham até 40 salários mínimos. Há índices específicos para as famílias de mais baixa renda, como o IPC-C1, e ele se encontra 45% mais alto que o IPCA, sendo que muita da diferença se dá pelo aumento expressivo dos preços dos alimentos, os quais por sua vez subiram em muito por conta da desvalorização cambial. Ou seja, dizer que a desvalorização do câmbio só afeta quem tem compromissos em moeda estrangeira é uma completa estupidez. É algo digno de se caçar o diploma, se proferido por um economista.

    agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-10/inflacao-para-familia-com-renda-mais-baixa-sobe-para-089-em-setembro

    "Real forte só serve para ajudar a classe média a comprar seus produtos importados e fazer suas viagens para o exetrior. Real desvalorizado incentiva o agronegócio e a indústria. O que é mais importante: os setores produtivos da economia ou o bem estar da classe média alta?"

    1 - Incentivar o agronegócio até que vai, mas a indústria? Em que lugar esses que afirmam tal coisa estiveram nos últimos 20 anos? Os melhores momentos da produção industrial brasileira se deram em momentos no qual o real se apreciava; já os piores, no qual ele se desvalorizava.

    2 - De 2011 até o fim de 2019, o real desvalorizou de US$1,65 para US$4,00. Uma desvalorização de quase 150%. Já os juros selic caíram de aproximadamente 11% para 4%.

    A produção industrial por acaso bombou no período? Não! Ela se encontrava, no fim de 2019, abaixo dos níveis de 2011. O mesmo para as exportações.

    ibb.co/S3cSnzV

    ibb.co/MfPx3r9

    No que serviu, afinal, essa destruição da moeda? Ao meu ver, apenas para expôr ao ridículo os adeptos de tal tese. Se alguém ainda continua acreditando nessa baboseira depois dos fatos baterem tão forte assim na cara, nada mais pode ser feito pelo cidadão.

    3 - Moeda forte, além de servir para o mero consumismo, serve também para importar bens de capital a preços baratos, modernizando as empresas, assim possibilitando o aumento de produtividade da economia como um todo. Foi o que ocorreu no Brasil dos anos 1990. Moeda forte serve também para atrair investimentos estrangeiros diretos, gerando assim emprego e renda no país, e esses dificilmente vêm quando o poder de compra da moeda local é surrupiado a todo instante.

    "O setor têxtil foi destruído nos anos 90 por conta do real supervalorizado. Além disso a indústria mecânica, automotiva, química, de celulose, entre outras ganham com o real desvalorizado. A indústria não vem sofrendo desde 2014 ela vem sofrendo há décadas, por diversos motivos, infraestrutura precária, energia cara, real valorizado, etc"

    Engraçado, o tal real "supervalorizado" destruiu a indústria têxtil, logo uma das que têm menos concorrência no país (no setor de calçados, por exemplo, apenas cerca de 5% da oferta doméstica é suprida por importados), mas não destruiu a indústria automotiva, de máquina e equipamentos, de geradores e transformadores, de eletrodomésticos e a farmacêutica. Todas elas tiveram expansão em sua produção da ordem de 80%+ entre 1996 e 2011 (época marcada majoritariamente por um real forte).

    ""A China manteve por décadas o Yuan artificialmente baixo, com câmbio fixo forçado para a desvalorização da própria moeda, para garantir que os seus produtos fossem mais baratos do que quaisquer concorrentes no mundo, no comércio internacional."

    Afirmação já desmentida trocentas vezes nesse site. A moeda da China, hoje, é mais apreciada do que era em 1995. Já imaginou se o mesmo tivesse ocorrido por aqui? Já teria acontecido no mínimo um infarte coletivo dos adeptos da vilipendiação da moeda.

    ibb.co/sbfmZxb

    ""Com a exceção dos alimentos (o que é temporário), os produtos em geral não tem ficado mais caros, tanto que a inflação tem estado em níveis baixíssimos."

    IPA mensal:

    ibb.co/7y8QSkj

    IPA acumulada em 12 meses:

    ibb.co/cgQ2P8K

    É simplesmente a maior inflação mensal da história do real!

    Em tempo: produtos agropecuários subiram 50% em 12 meses. Produtos industriais, 20%. Matérias primas brutas, inacreditáveis 57,54%. Bens finais, 15%.

    portalibre.fgv.br/sites/default/files/2020-10/igp-10_fgv_press-release-resumido_out20_0.pdf

    Toda essa encrenca do IPA (gerada em grande parte pela desvalorização do câmbio) está começando a vazar forte para o IPCA. A inflação de alimentos foi a primeira a estourar porque, obviamente, alimentos foram um dos únicos itens que continuaram a ter demanda forte durante a pandemia. Adivinhe o que vai ocorrer quando a demanda pelos outros bens da economia retornar? É preciso ter nobel em economia pra saber?

    "É falso dizer que moeda desvalorizada prejudica indústrias que só vendem no mercado interno. A indústria nacional que depende de insumos importados concorre com produtos prontos importados. Quando o dólar sobre de 2,50 para 5,00 os produtos prontos importados sobem 100% de preço, enquanto para a indústria nacional os preços sobem menos, pois outros custos como energia ou mão de obra crescem acompanhando a inflação local. Na verdade, essa indústria agora poderia ter capacidade de exportar e competir no exterior.

    Faltou só combinar com a realidade. Como já mostrado, o real se desvalorizou quase 150% em menos de uma década, e nada da produção industrial e das exportações explodirem. Pelo contrário, estão em nível inferior ao de 2011.

    "Se alguém não retirou patrimônio do Brasil com dólar a 1,80 e inflação a 5%, tirar agora com dólar a 5,30 e inflação 1-2% a pessoa tem problemas mentais. Mas realmente cada um é livre, a estupidez do disneymaniaco é a felicidade de quem exporta ou do investidor estrangeiro."

    Depende das circunstâncias. Se quem está no poder não vê nenhum problema em dólar a 7 ou 8 reais e, ao contrário, até advoga por isso, então não é nenhuma insensatez tirar o seu patrimônio de um lugar antes que ele perca ainda mais valor em moeda forte. Só gente do naipe de Bresser Pereira e Luis Oreiro para achar que isso é alguma estupidez. Mas o engraçado mesmo é achar que um cenário onde a moeda é detonada constantemente é alguma alegria para o investidor estrangeiro. Só mesmo sendo do naipe de Bresser Pereira e Luis Oreiro.
  • Heitor  19/10/2020 19:26
    Boa tarde!

    Forte exportação de soja, milho, arroz e feijão faz preços explodirem e traz de volta a ameaça da inflação

    www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/267971-forte-exportacao-de-soja-milho-arroz-e-feijao-faz-precos-explodirem-e-traz-de-volta-a-ameaca-da-inflacao.amp.html

    "É uma situação contraditória. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do planeta, mas, em razão da exportação acentuada de grãos, terá que importar essa mesma matéria-prima (soja, milho e arroz) – pagando preços maiores – para manter setores essenciais do agronegócio, como o seu gigantesco parque agroindustrial.

    "Parece um contrassenso", mostra o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) Enori Barbieri. "Estamos exportando grãos e importando esses mesmos grãos por preços maiores para produzirmos carnes e outros alimentos"."


    Consequência direta de uma Selic irreal que desarrumou artificialmente a taxa de câmbio. Maravilhas do intervencionismo.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  20/10/2020 01:04
    Esperar o quê do país onde a banana é quem come o macaco?
  • O Sábio  19/10/2020 19:31
    Inflação é que nem medo ou ansiedade, ngm gosta, mas é necessária e funcional, desde que não exagerada. E sua ausência, assim como daquelas duas primeiras, é patológica.

    Em outras palavras, pra uma economia, inflação é um salutar oleosinho que não deixa as engrenagens econômicas emperrarem.

    E digo mais, esse aumento de alimentos vejo como passageiro. Seus preços são mesmos voláteis. E nosso maior risco ainda é de inflação muito baixa por falta de demanda, não de inflação fora de controle.
  • Realista  19/10/2020 19:42
    Por quê? Por que seria necessário retirar paulatinamente o poder de compra da moeda para a economia funcionar bem? Gentileza responder com detalhes.

    Após dar sua resposta sobre a pergunta acima, gentileza explicar também qual deveria ser o valor anual da perda do poder de compra da moeda, e por que tal valor e não nenhum outro.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  20/10/2020 17:41
    Sim, mas claro! Nada melhor para apimentar o caldo de uma recessão e desemprego generalizado algumas doses de inflação para deixar tudo mais gostoso não é mesmo? Recessão com inflação, um combo que gera uma iguaria perfeita. Por que você não manda um currículo pro Paulo Guedes? É de assistentes assim que ele está precisando...
  • O Felipe  19/10/2020 20:16
    Enquanto aqui os preços sobem mais de 20% no atacado, vamos comparar com outros países:

    - Estados Unidos: deflação de preços ao produtor.

    - Equador: deflação de preços ao produtor.

    - México: inflação, mas muito mais civilizada do que no Brasil.

    - Noruega: deflação ainda mais forte.

    - Itália: deflação.

    - Uruguai, que nem lockdown direito impôs: disparou, mas a inflação ao produtor está caindo e a de agosto está menor do que aqui. Provavelmente graças à pancada dos juros feita por eles recentemente.

    No Peru quase não houve carestia. (Aqui é o índice, e não a taxa de crescimento).
  • Leandro  19/10/2020 20:22
    Mas há um lado positivo nisso tudo: a Teoria Monetária Moderna já está aceleradamente caindo em descrédito.

    Afinal, se ela gera essa carestia toda em um ambiente de severa recessão, imagina então em um ambiente de economia normal?

    No final, quem poderia imaginar que imprimir moeda e desvalorizar câmbio geraria carestia, né?


    P.S.: o lockdown pode explicar uma parte da carestia de itens como materiais de construção, pois fábricas foram fechadas. Mas não explica a carestia de alimentos, pois a produção no campo não apenas nunca parou, como também a safra está batendo recorde.

    Portanto, a explicação para a carestia dos alimentos é câmbio (desvalorizado pela Selic irreal) e a adoção da Teoria Monetária Moderna.
  • Regirock  19/10/2020 20:45
    "Com uma taxa média de 1,58% ao mês, estamos com um acumulado de quase 21% em 12 meses. Trata-se, simplesmente, da maior taxa da história do real.

    Se isso "vazar" para os consumidores (e ao menos uma parte irá vazar), um aperto nos juros poderá ser necessário no futuro — um aperto maior do que seria necessário caso a meta de inflação fosse mais civilizada."

    Ouço muito falar sobre o aumento na "curva de juros" poderia alguém explicar o que isso significa? e também se é certo entender que o BC está "represando os juros" e que terá que aumentar bem mais no futuro, e quais seriam as consequências disso?
  • Trader  19/10/2020 21:09
    "Ouço muito falar sobre o aumento na "curva de juros" poderia alguém explicar o que isso significa?"

    São os juros de longo prazo. Juros para janeiro de 2022, 2023, 2024 … 2035.

    Se você plotar em um gráfico as taxas de cada um, tem-se uma curva.

    Eis um bom artigo aqui:

    www.mises.org.br/article/2971/a-melhor-ferramenta-para-se-prever-uma-recessao-nos-eua-a-inversao-da-curva-de-juros

    Recentemente, os juros de longo prazo no Brasil (com vencimento em todas as datas futuras) subiram forte (após estarem em prolongada queda), pois houve deterioração de expectativas quanto à inflação futura e quanto ao tamanho dos futuros déficits do governo (o que coloca em cheque sua própria solvência).

    "e também se é certo entender que o BC está "represando os juros" e que terá que aumentar bem mais no futuro, e quais seriam as consequências disso?"

    Ele pode represar os juros longos comprando títulos longos. De certa forma, o Orçamento de Guerra liberou o BC a fazer isso. Mas, obviamente, trata-se de um artificialismo que não tem como durar.

    As consequências seriam uma maior oferta monetária (o BC tem de emitir moeda para comprar títulos longos e, com isso, aumentar seus preços e, logo, reduzir seus juros) e, assim, uma maior pressão sobre os preços no futuro.
  • Trader  19/10/2020 21:18
    Vale também ressaltar que o Banco Central sofreu captura regulatória, perdeu sua autonomia e hoje segue ordens da Fazenda, e faz exatamente tudo aquilo que Guedes quer.

    Guedes determinou que é para gastar pouco com os "rentistas", e o BC obedeceu. O BC agora faz política fiscal: ele estipula a Selic visando a gerar o menor gasto possível para a Fazenda em termos de serviço da dívida.

    Hoje, portanto, quem manda no BC é a Fazenda (seria o equivalente a Meirelles aceitando ordens de Guido Mantega). A preocupação atual do BC é exclusivamente com política fiscal.
  • Yamaguchi  19/10/2020 23:21
    Até a China que é utilizada como exemplo por 11 em cada 10 defensores da destruição da moeda já está mudando o rumo:

    China sinaliza mudança na política cambial para fortalecer o yuan e ajudar a desenvolver a demanda doméstica

    www.scmp.com/economy/china-economy/article/3100814/china-signals-shift-stronger-yuan-exchange-rate-policy-help

    Detalhe que a matéria chama os 10% de desvalorização que a moeda chinesa sofreu nos últimos 5 anos de "depreciação significativa".

    Enquanto isso o Real só no ano de 2020 já desvalorizou quase 30%.

    Imagina se o Brasil tivesse copiado a famosa "política de desvalorizar a moeda" da China? O real estaria hoje na casa dos 3,90.

    Também quero uma desvalorização cambial dessa aqui no Brasil.
  • Guilherme  19/10/2020 23:44
    A China nunca praticou desvalorização sistemática da moeda. É um daqueles mitos que alguém inventou e, estranhamente, pegou.

    A China não apenas manteve a moeda estável, como, aliás, a manteve com poder de compra crescente — e, com isso, atraiu capital estrangeiro produtivo.

    A moeda da China, ao contrário do que afirmam os sábios, está em constante [u]valorização[/link] em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico, que mostram quantos renminbis são necessários para se comprar um dólar.

    E essa política monetária de valorização da moeda foi um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz; explicado em detalhes aqui).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras.
  • Felipe  20/10/2020 01:52
    Por isso que o renminbi tem se fortalecido nesse ano (sim, ele se valorizou nesse ano em relação ao dólar, junto com moedas sólidas como o franco suíço). Nesse aspecto, o Politburo é esperto: uma moeda porcaria afundaria a economia chinesa. Não sei realmente quem que comanda a política monetária lá, porque a moeda se valoriza desde os anos 90.

    Desde o fim de abril de 2020, o renminbi só tem se valorizado. A cotação atual está por volta de 6,69 renminbis por dólar, valor próximo ao de 31 de janeiro de 2019, 2 de julho de 2017 e 31 de agosto de 2016.

    Tem gente que ainda fica surpreso sobre a decisão da Sony tirar fábricas do Brasil por ser incapaz de competir com a China (e com a Coreia do Sul). Claro que, além do câmbio, há outros fatores envolvidos nessa decisão de investimento. Por mais que a China seja um país grande, a sua pauta de importações também é grande e muitos insumos utilizados na indústria também são importados. Hoje eles são uns dos principais beneficiados das exportações brasileiras de commodities, como a soja e a carne.

    E o renminbi se valorizou por volta de 4% nesse ano em relação ao dólar, chegando nesse quesito perto do iene japonês, o qual se valorizou 2,74%. Acho isso bastante interessante. Eis o gráfico comparando com o franco suíço e com a libra esterlina. Gráfico comparando o renminbi em relação ao ouro. Será que a China quer desafiar o dólar, diante desses dados?

    Agora, além disso, uma pergunta dentro do mesmo assunto: será que viveremos aquele cenário incrível de dólar se valorizando fortemente em relação ao ouro, como ocorreu entre 1980 e início dos anos 2000, ou isso é impossível? Para mim foi um grande feito, uma moeda fiduciária conseguir se valorizar por tanto tempo em relação ao ouro. Paul Volcker tem seus defeitos (o Greenspan eu não conheço quase nada, mas ele me parece ser também supply-sider), mas ele inegavelmente acabou com a inflação. Falta alguém assim aqui no Brasil.

    Mudando de assunto, alguém sabe se tem como eu configurar a desvalorização cambial no Trading View para, por exemplo, exatamente entre as datas xx/xx/xxxx e yy/yy/yyyy, ao invés de ter a opção só pelo mouse? Parece que não achei nada. Se alguém souber de outro site, eu agradeço.
  • Vitor  20/10/2020 02:15
    O mais patético que toda essa ideia que precisa haver inflação é baseada em "se não haver números maiores nos preços, fica difícil quantificar crescimento econômico". É pura lógica keynesiana de "números maiores são algo bom" que os neoclássicos adotaram com gosto.
  • Leandro  20/10/2020 02:43
    É exatamente por isso que a mensuração do PIB é falaciosa.

    A equação do PIB mede apenas o valor monetário (preço) de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

    Só isso.

    Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Só que esse deflator pretende unificar em um só valor todas as inflações de absolutamente todos os produtos específicos que foram transacionados na economia, cada um em volumes distintos.

    Ou seja, utiliza-se um valor geral para itens com características diferentes. É claro que não tem como ser algo acurado.

    E é aí que surge espaço para todos os tipos de truques.

    Por exemplo, quanto maior for a injeção de moeda na economia, maior será o volume de gastos — e consequentemente maior será o "crescimento econômico" mensurado pelo PIB nominal. Mais dinheiro gera mais gastos, o que gera maior "crescimento econômico".

    E aí vem o pulo do gato: se, de um ano para o outro, o volume de dinheiro na economia aumentar, e isso levar a um aumento no volume de gastos, mas, por algum motivo, os preços aumentarem pouco (o que significa que o deflator será baixo), então haverá um significativo aumento no PIB. 

    Ou seja, por algum tempo, é perfeitamente possível fazer a economia "crescer" utilizando simplesmente o artifício da injeção monetária. Caso o aumento dos preços seja pequeno, o deflator será baixo, e consequentemente o crescimento será expressivo. 

    Tal artifício pode funcionar excelentemente em uma democracia, principalmente em ano de eleição. Keynesianos sabem perfeitamente disso. E é por isso que vendem aos políticos essa ideia de que ter como meta aumentos constantes de preços é bom, importante e necessário.

    Em troca deste conselho (o qual justifica juros baixos e expansão do crédito, e ainda dá um passe livre para uma moeda fraca), ganham cargos nos governos e prestígio na academia.

    Quando se entende essas artimanhas do PIB, fica mais fácil intuir por que é perfeitamente possível haver um enorme aumento no PIB sem que nada tenha sido produzido, isto é, sem que tenha havido aumento na riqueza. De mesma forma, é perfeitamente possível o PIB ficar inalterado de um ano para o outro e, ainda assim, ter havido um enorme aumento na quantidade de bens e serviços produzidos. Tudo vai depender do volume de gastos e do deflator.
  • Matheus S  20/10/2020 23:15
    "De mesma forma, é perfeitamente possível o PIB ficar inalterado de um ano para o outro e, ainda assim, ter havido um enorme aumento na quantidade de bens e serviços produzidos. Tudo vai depender do volume de gastos e do deflator."

    Isso é uma dúvida eu que sempre tive. Se o PIB ficar inalterado de um ano para o outro por conta da oferta monetária constante, como quantificar o aumento dos bens e serviços no mesmo período se o volume de gastos é o mesmo?

    Uma outra coisa que eu também nunca entendi é o deflator do PIB. Poderia nos ajudar com essa questão e se possível, indicar onde posso estudar esse deflator.
  • Felipe  20/10/2020 13:04
    Muito bom o artigo. Os textos do Anthony são muito bons. Esse fenômeno eu lembro que o Leandro Roque falou também.

    Sinceramente, esse tripé macroeconômico é uma grande porcaria. Pelo menos, quando o real era atrelado, a taxa de inflação de preços era bem menor. A pena é que esse regime é instável e é amigo de ataques especulativos. Só funcionaria se fosse como em Cingapura, onde não tem controle de juros. Ou poderíamos tentar o caminho do Peru (que foi liberar a circulação do dólar), ou do Equador (que foi dolarizar) ou de Hong Kong (que foi o Currency Board). Na teoria o regime flutuante parece lindo (e geralmente "funciona" nos países desenvolvidos), mas na prática por aqui o câmbio é extremamente volátil. Para ele funcionar, a equipe econômica teria de ter uma postura hawkish e essa meta de inflação precisaria reduzir.

    Falando nisso, recentemente houve eleições na Bolívia e o aliado do Morales ganhou. Vamos ver como ficará o boliviano com eles. Acho que não houve ataque especulativo lá também pelo fato de os juros não serem manipulados pelo governo (lá recentemente os juros subiram).

    Agora, uma dúvida: a equipe econômica do FHC no segundo mandato era desenvolvimentista por qual motivo? Leandro disse isso certa vez, fiquei curioso.
  • Felipe  20/10/2020 15:28
    Olhem que legal, achei este artigo analisando os bancos centrais ao redor do mundo. Curiosamente, o banco central brasileiro foi bem-avaliado.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  20/10/2020 17:19
    Segue um trecho do artigo:

    "Roberto Campos Neto has built on the reputation of his predecessor, Ilan Goldfain, maintaining a conservative monetary policy geared to keep inflation under control. The Central Bank of Brazil (BCB) has continued to set historic nominal-rate lows for the Selic at 2% and is expected to do continue doing so in the coming months. Meanwhile, a slow economy has kept inflation near historic lows."

    Pelo visto eles não frequentam muito os supermercados daqui pra afirmar que a inflação está sob controle...
  • Estado máximo, cidadão mínimo  20/10/2020 17:31
    Ah, sim, o banco central bananeiro recebeu uma nota"A" na avaliação ficando na frente de países como EUA, Equador, dentre vários outros. Soquei a mesa dando gargalhadas aqui.
  • Leandro  20/10/2020 19:07
    "Agora, uma dúvida: a equipe econômica do FHC no segundo mandato era desenvolvimentista por qual motivo? Leandro disse isso certa vez, fiquei curioso."

    Confesso que não me lembro de ter dito isso. Mas a afirmação, em si, é correta.

    A Fazenda, comandada por Pedro Malan, era até razoável. Já o Banco Central de Armínio Fraga foi um desastre.

    De janeiro de 1999 a janeiro de 2002, o IPCA variou entre 6% e 8%.

    Ao fim de 2002, estava em 12%.

    O dólar foi de R$ 1,20 para R$ 3,99.

    A base monetária — sob total comando do BC — mais do que dobrou.

    A gestão da moeda foi tão calamitosa que os tucanos nunca mais chegaram perto da presidência.

    Aí entrou Lula, que de bobo não tinha absolutamente nada, e entregou o comando da moeda a um ortodoxo, que, com carta branca, operou juros sem dó e derrubou o IPCA (que caiu de 17% para 3%) e o câmbio (de R$ 3,99 para R$ 1,60).

    A combinação desses dois fatores gerou um bem-estar impossível de ser quantificado.

    Com moeda forte e poder de compra relativamente estável, a popularidade de Lula garantiu a seu partido 13 anos de poder (o qual viria a perder exatamente por voltarem destruir a moeda com adoção, a partir de 2012, de políticas monetárias heterodoxas).

    Quem afirma que Lula se tornou popular apenas pelo Bolsa Família tem de explicar como seria possível o Bolsa Família ter algum valor caso fosse adotada uma política monetária expansionista com inflação continuamente alta.

    A popularidade de Lula tem uma causa específica: Henrique Meirelles.

    Tanto é que, depois que ele saiu do BC, a heterodoxia imperou, a economia degringolou e, como consequência, o partido de Lula foi praticamente dizimado do cenário político.
  • Felipe  20/10/2020 21:10
    Leandro, você falou aqui (deste artigo):

    "Ótimo achado, Juliana.

    Beira o inacreditável a ignorância econômica da imprensa. Pelas perguntas sobre câmbio, o jornalista claramente desconhece que não há absolutamente nenhum plano de estabilização econômica -- ou seja, para se acabar com a hiperinflação em um país -- que não passe por uma política de câmbio fixou ou semi-fixo (como foi o caso do real).

    O jornalista desconhece a necessidade de se acumular reservas estrangeiras para então lastrear sua nova moeda nessas reservas. Ele acha que é possível um país com um histórico de 20 anos de hiperinflação simplesmente criar uma moeda nova do nada, sem lastro nenhum, e fazer tal moeda será totalmente aceita no mercado internacional. Ele realmente acha que é possível você, após 20 anos de hiperinflação, simplesmente inventar uma moeda nova e deixá-la flutuar livremente (até ela desabar).

    De resto, FHC parece que só entendeu o básico da teoria econômica (moeda forte é popular) após ter sido apeado do poder com popularidade baixíssima. Foi dar ouvidos a economistas desenvolvimentistas (que assumiram o controle no seu segundo mandato) e se estrepou. Por causa disso, sua popularidade até hoje não se recuperou. E tudo pode ser resumido nessa sua constatação:

    "Agora, curiosamente, a população gostava mais daquele câmbio [o semi-fixo]. Minha popularidade foi altíssima no primeiro mandato, e caiu muito no segundo. Tudo o que os economistas acham bom, que foi feito no segundo mandato, a população não acha. A população viveu melhor quando o real estava mais apreciado. O nível de renda média familiar da população subiu [...] no primeiro mandato, 30%. E, no segundo, caiu 10%. É curiosa a diferença entre a percepção que se tem das coisas e o que acontece de fato.""


    E veja que interessante... vendo as taxas de juros do período e a inflação da época, dá para concluir de que realmente eles não deram pancada alguma nos juros. Analisando a parte cambial, após o disparo a R$ 2,02 o dólar, o real só ficou mais forte por alguns meses... depois veio o estouro da bolha das empresas pontocom e o cenário eleitoral. Realmente não tem como sair bem de um mandato assim.

    E é verdade: se o real estivesse na privada no governo Lula, o Bolsa Família em si teria pouquíssima relevância, seria como se hoje o governo desse R$ 50 mensalmente para famílias de baixa de renda.

    Entretanto, o que decepciona é que os bancos estatais no governo Lula expandiram muito o crédito, o que explica o IPCA frequentemente acima dos 3 %, apesar do real forte. Claro, para um país de câmbio flutuante como o Brasil e herdando os anos do FHC, estava uma maravilha. No governo Temer tivemos um IPCA bastante baixo e alguns meses até com deflação de preços ao produtor, talvez nunca ocorrido na história do Brasil desde a Caixa de Conversão.

    Se o Bolsonaro cuidasse da moeda, ele seria reeleito no primeiro turno com certeza. Que tal imitar um pouco o Reagan?

    PS: Você conhece algum site onde eu consiga fazer um gráfico comparando várias taxas de câmbio? Eu uso o Trading View mas o problema é que eu quero comparar várias taxas de câmbio em simultâneo e colocando entre duas datas exatas, mas fica impreciso e não dá, só para para mexer usando o zoom do mouse.
  • Trader  20/10/2020 21:31
    No TradingView não tem como selecionar datas específicas. Realmente, tem de ser no mouse.

    Não conheço outra plataforma que faça um comparativo tão completo quanto o TradingView (com exceção dos terminais Bloomberg, é claro. Mas você tem de pagar para alugar).
  • Felipe  20/10/2020 22:58
    Então vai ser assim mesmo, se não houver jeito.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  20/10/2020 17:10
    Dando uma olhada no Facebook hoje, deparei com um link de uma matéria da bbc sobre as filas para conseguir alimentos em São Paulo. Inacreditável os comentários que li. "Como que "só" com seis meses de lockdown as coisas chegaram nessa situação, que sisteminha mais frágil.". "Absurdo uma empresa não aguentar seis meses fechada e ir à falência."

    Quase ninguém tocava no assunto da moeda e da Selic. Volta e meia aparecia um energúmeno falando do dinheiro no reto do imbecil lá ou dos cheques da maria-funça-público. A imprensa bananeira consegue mais uma vez fazer o que sabe de melhor, deixar o brasileiro mais tanso. Será que o bananil chega até 2022?

  • rraphael  20/10/2020 18:26
    e ainda querem o controle a informaçao e deixar a grande midia como unica fonte de "verdade"
    socorro ...
  • Jojo  20/10/2020 22:23
    Eu fico estarrecido com a burrice do Guedes. Sério, e olha que já o defendi por mais de 1 ano.

    Será que ele não consegue perceber que moeda fraca é anti-popular, não traz desenvolvimento nem no curto-prazo, e beneficia pouca gente? O cara está enterrando o governo, denegrindo a imagem do liberalismo, manchando sua imagem e prejudicando a vida de milhões de pessoas.

    A burrice não é acreditar em moeda fraca, a burrice é SE RECUSAR OUVIR OS OUTROS E VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  21/10/2020 02:44
    Pois é. Com uns liberais desses conduzindo o país, os soças brasileiros já podem se aposentar e ir curtir a vida em Orlando ou Paris com a cabeça tranquila. Se parar pra pensar hoje o Brasil já virou um Cuba: povo fazendo filas quilômetricas pra conseguir a esmola do auxílio emergencial, que mal vai dar pra satisfazer as necessidades alimentares; com o dólar a seis reais, viramos uma ilha isolada, pois ficou impossível juntar algum dinheiro pra se mandar daqui. Bom trabalho Paulo Guedes!!!
  • Tesla  21/10/2020 03:24
    E o pior é que se tirarem o Guedes, os militares irão colocar um cara muito pior no lugar. Vão trocar um velho cabeça dura, por um economista da Unicamp.

    O futuro deste país é se tornar a Argentina. É quase uma profecia autorrealizável.
  • Cuca Estival  20/10/2020 22:51
    Leandro fala de juros altos como se isso fosse garantir prosperidade! Pelo contrário, juros altos aumentam o serviço da dívida pública.
  • Leandro  20/10/2020 23:36
    "fala de juros altos como se isso fosse garantir prosperidade!"

    Espantalho. Não defendo juros altos, mas sim juros realistas definidos pelo mercado.

    E falo contra, aí sim, juros reais negativos e menores que os da Suíça.

    Esses, sim, garantem destruição do poder de compra da moeda. Nem mais é teoria. Já estamos na prática.

    "Pelo contrário, juros altos aumentam o serviço da dívida pública."

    Isso nem é verdade. Se o resultado dos juros baixos forem uma inflação de preços mais alta, então os títulos públicos atrelados ao IPCA terão um custo maior. Essa obviedade, curiosamente, quase nunca é levada em consideração pelos apóstolos do "corta-corta".

    De resto, o serviço da dívida do governo é causado pelos déficits. Se não quiser gastar com serviço da dívida, é só cortar gastos e começar a ter superávits nominais. Aí sua preocupação com o serviço da dívida se torna cadente.

    Por fim, gostaria de entender exatamente como uma destruição da moeda compensa essa eventual (e nada garantida) redução no serviço da dívida. Compensa ter IPA-M de 20% (e Tesouro IPCA com gastos crescentes) para, em troca, ter um aumento marginalmente menor nos gastos com o Tesouro Selic?

    Quem diz que sim, tem de provar essas duas coisas: tem de provar que o aumento com o Tesouro IPCA é irrisório e tem de provar que inflação de preços continuamente mais alta compensa uma redução no aumento com os gastos do Tesouro Selic (não há queda nos gastos com a dívida; há, na melhor das hipóteses, redução no ritmo de aumento).
  • Felipe  21/10/2020 00:12
    Mas os juros mais baixos não diminuem o custo de rolar a dívida governamental todo ano? Já vi gente aqui falar isso, pelo menos. Caso agora der uma pancada nos juros para, por exemplo, 8 % ao ano, qual seria o impacto?

    Outra coisa que estamos vivenciando é uma alta na taxa de juros de longo prazo. Essa taxa de juros de longo prazo ficou alta diante da maior expectativa de inflação no futuro. Há títulos governamentais assim também, não é?
  • Trader  21/10/2020 02:59
    "Mas os juros mais baixos não diminuem o custo de rolar a dívida governamental todo ano?"

    A Selic influencia diretamente apenas no título Tesouro Selic. Uma Selic menor faz com que o valor deste título — que aumenta diariamente de acordo com a taxa Selic — passe a crescer a um ritmo menor.

    De resto, alterações da Selic, por si só, não afetam em nada os valores pagos pelos títulos que pagam juros semestrais (cuja taxa é fixada). Também não afetam diretamente os valores pagos por Tesouro IPCA e Prefixados. As taxas destes são determinadas pelas condições de mercado, mais especificamente de acordo com risco fiscal e expectativas de inflação (as quais tendem a ser maiores com Selic menor).

    Com efeito, uma redução dos juros pode até mesmo aumentar as despesas com o serviço da dívida no curto prazo. Quem opera Tesouro Direto sabe disso: se os juros caem, os títulos se valorizam. E aí que fizer resgate antecipado ganha uma taxa muito maior do que a taxa inicialmente acordada. Logo, se o investidor resgatar antecipadamente para embolsar estes ganhos, os gastos do Tesouro serão maiores que o antecipado.

    "Outra coisa que estamos vivenciando é uma alta na taxa de juros de longo prazo. Essa taxa de juros de longo prazo ficou alta diante da maior expectativa de inflação no futuro. Há títulos governamentais assim também, não é?"

    Sim. Os prefixados e os Tesouro IPCA aumentaram a taxa. Com efeito, estão maiores hoje do que estavam em todo o segundo semestre do ano passado. E com a Selic menor.

    É isso que os leigos não entendem: reduzir Selic, por si só, não garante nada. A Selic hoje está bem menor do que estava ano passado (2% contra 6,50%). Nos entanto os juros dos títulos públicos estão maiores hoje do que estavam com a Selic mais alta.
  • Felipe  21/10/2020 13:10
    Se não me engano, você falou que a SELIC mais baixa é mais popular pois diminui as despesas com os juros da dívida em questão de bilhões e por isso é atrativo. E quanto à essa notícia abaixo?

    "Corte da Selic faz governo economizar R$ 68,9 bi com juros da dívida pública"
  • Trader  21/10/2020 14:37
    Escrito na reportagem exatamente o que eu falei:

    "Por trás desses dados, está a queda consistente da Selic após agosto de 2016. Naquela época, a taxa básica estava em 14,25% ao ano. No fim de 2018, caiu para 6,5% e, no fim de 2019, ficou em 4,5% ao ano. Como boa parte do custo da dívida brasileira está ligada à Selic, quando a taxa básica cai, o juro pago pelo País também recua."

    Qual exatamente é a dúvida?
  • Felipe  21/10/2020 15:41
    Você falou aqui:

    "De resto, alterações da Selic, por si só, não afetam em nada os valores pagos pelos títulos que pagam juros semestrais (cuja taxa é fixada). Também não afetam diretamente os valores pagos por Tesouro IPCA e Prefixados. As taxas destes são determinadas pelas condições de mercado, mais especificamente de acordo com risco fiscal e expectativas de inflação (as quais tendem a ser maiores com Selic menor).

    Com efeito, uma redução dos juros pode até mesmo aumentar as despesas com o serviço da dívida no curto prazo. Quem opera Tesouro Direto sabe disso: se os juros caem, os títulos se valorizam. E aí que fizer resgate antecipado ganha uma taxa muito maior do que a taxa inicialmente acordada. Logo, se o investidor resgatar antecipadamente para embolsar estes ganhos, os gastos do Tesouro serão maiores que o antecipado. "


    Isso não contradiz a notícia? Com a SELIC menor, os gastos caem de um lado e sobem de outro, seria isso?
  • Trader  21/10/2020 17:15
    Vejo que você não domina o assunto. Você nunca operou Tesouro Direto, certo?

    Há o Tesouro Selic, os prefixados (LTNs), o Tesouro IPCA (NTN-B Principal), os prefixados com juros semestrais, e o Tesouro IPCA com juros semestrais.

    Apenas o primeiro (Tesouro Selic) é diretamente afetado pela Selic. Selic cai, a rentabilidade diária passa a crescer mais devagar. Selic sobe, rentabilidade diária passa a crescer mais rápido.

    Não consigo ser mais claro do que isso.

    Atualmente, apenas uma parcela de toda a dívida brasileira está em Tesouro Selic (algo entre 20 e 30%). Esta é a fatia que é afetada diretamente por alterações na Selic.

    Todo o restante da dívida não é necessariamente afetada por alterações na Selic, pelos motivos que já expliquei no comentário anterior.

    Portanto, desenhando: uma redução na Selic garante apenas que o Tesouro Selic passa a crescer mais devagar. Logo, garante apenas que a parcela da dívida pública atrelada ao Tesouro Selic passe a crescer mais lentamente. E só. Qualquer outra afirmação é puro achismo.
  • Felipe  21/10/2020 19:32
    Realmente não e não sei se seria ético investir em títulos governamentais.

    Mas, de qualquer forma, essa economia de R$ 68,9 bilhões então se refere somente ao Tesouro Selic?
  • Cuca Estival  21/10/2020 15:55
    Sua explicações ficou mais clara, obrigado.
  • Aod  21/10/2020 03:01
    — Juro baixo vai trazer o crescimento econômico!
    — Desvaloriza o câmbio e a indústria renasce!
    — Dá incentivo fiscal e acabam as desigualdades regionais!

    O Brasil é o campeão das soluções fáceis para problemas complexos.
  • Felipe  20/10/2020 23:02
    "Haiti's currency is suddenly strong against the dollar. For many, that's disastrous."

    O que vocês acham que pode ter causado essa súbita (e absurda) valorização no gourde haitiano? Vale lembrar que lá o gourde é atrelado ao dólar e os haitianos podem também usar dólares. Quais os impactos?

    As razões abaixo seriam o suficiente?

    "Among them: the Bank of the Republic of Haiti's ongoing attempt to control what it has called the speculation in the currency exchange market; its decision to inject $150 million into the economy between Aug. 10 and Sept. 30 to buy back gourdes, and the public announcement by the bank's governor, without specifying the reasons, that millions of dollars of penalties had been imposed against two commercial banks.

    Several political interventions on the side of both the government and opposition are also being cited as possible contributing factors to the rising currency."


    Vocês acham que um dia a mídia tradicional irá defender moeda forte?
  • Vinicius  21/10/2020 01:55
    Alguém pode por favor falar da curva de juros, vi alguns traders dizendo que estão tão inclinada que é perigoso o BC subir juros e o juro longo cair.
  • Trader  21/10/2020 02:59
  • Felipe  21/10/2020 13:14
    "101% de Dívida/PIB - O Brasil indo rumo a falência"

    Paulo Guedes não prometeu cortar gastos? Cadê?
  • Jojo  21/10/2020 16:24
    Confesso que estou extremamente desapontado com o Guedes. O cara é uma aberração até pra um chicaguista.

    1 - O que ele privatizou? Ao invés de agir de forma rápida e sem alarde midiático, AINDA EM 2019, o pavão quis bater de frente com os parasitas do Congresso sobre questões que não eram de urgência. Tinha que ter privatizado tudo o mais rápido possível primeiro, pra depois ir para outros assuntos da mesma forma. Resolver primeiro o que está ao seu alcance pra depois negociar com os outros poderes.

    2 - O que ele cortou? O Guedes parece não ter a mínima vontade de cortar gasto nenhum, desde o começo. Tudo o que ele fez até agora foi ter aprovado uma reforma da previdência meia-boca, ter privatizado algumas coisas, elevar impostos e desvalorizar a moeda. Corte de gastos? Vamos pegar leve pra não sabotarem mais o governo.

    3 - Desvalorização da moeda. No início, achava fielmente que Guedes estava usando o artifício da moeda desvalorizada pra vender as reservas e abater a dívida (como a Rússia fez nos anos 90). E isso se reforçou no final do ano, quando a dívida caiu quase 20%. Mas veio o Covidão, um cenário ideal pra fazer isso, e nada. Ou seja, ele entregou uma moeda lixo porque realmente acredita que uma moeda fraca é a solução pra algum problema. Não aprendeu absolutamente nada com o Temer.

    4 - E a cereja pra completar a m*rda, a CPMF. Esse imposto é um leviatã que irá destruir a economia em pouco tempo. Irá começar com 0,5% e terminar como uma transação de Bitcoin. Burocratas perceberão que agora há uma nova fonte pra sugarem e elevarão os gastos até onde não puderem mais. Pra ter noção do que ele está defendendo, NEM OS MAIORES PARASITAS NACIONAIS QUEREM ISSO.

    E isso porque ele se diz "liberal". Não quero nem imaginar o que ele faria se fosse um Mantega.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  21/10/2020 17:26
    O socialista Fernando Henrique Cardoso poderia dar aulas pro Guedes sobre privatização. Olha em que ponto chegamos.
  • Felipe  21/10/2020 19:35
    E olhe que as privatizações do FHC nem foram tão boas assim (na época dele eu não sei se precisavam de aval do Congresso) Algumas privatizações deram trabalho para fazer, como a do Banespa, que teve de haver envolvimento do governo federal.

    As melhores foram as do Collor e o do Itamar, que não criaram agências reguladoras. Aliás, é uma surpresa o mesmo governo que confisca poupança, privatizar estatais e abrir o mercado às importações.

    Há muitas coisas que o governo pode fazer para cortar gastos, sem precisar de STF e do Congresso. Por exemplo, fechar agências reguladoras. Fechou alguma? Na verdade criou até mais um ministério e agora a expectativa é que a Anatel regule os Correios, caso ocorrer a privatização.

    Enquanto isso, no México, o governo socialista fecha dez ministérios e corta subsídios ao setor agrícola...
  • Papa  21/10/2020 22:30
    A real é que Guedes não é liberal P*RR@ nenhuma. O que ele fez de liberalismo? Privatizar meia-dúzia de estatais que ninguém lembra, não fechar agência reguladora nenhuma, não reformular burocracias, destruir a moeda, é liberalismo?

    Com um ministro da economia assim, pra quê oposição? Ele faz exatamente o que os ministros da Dilma faziam. Era preferível votar no Ciro Gomes ou Haddad. Iam fazer a mesma coisa, mas pelo menos não se rotulariam como liberais.

    Eu sinceramente não sei o que está passando na cabeça do Guedes. O socialista FHC deve ter privatizado mais do que ele.
    E antes que falem que Bolsonaro está com uma plataforma mais populista em 2020 (o que é entendível), as privatizações seriam a melhor forma de manter o populismo, já que a maioria das estatais são literais cabides de emprego que ninguém nem conhece.

    Mas o principal problema de verdade é a Moeda e os Gastos. Isso sim irá destruir o governo, e se bobear antes de 2022. Guedes irá enterrar o governo, o liberalismo e o país de uma vez, se ninguém dar uma sacudida no velho. E falo isso como um brasileiro que não quer virar uma espécie de refugiado como os sírios e venezuelanos.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  21/10/2020 17:03
    Esse governo falou, falou, falou, mas não reduziu nada de cargos e salários no funcionalismo público, não privatizou nem uma muda de samambaia até agora, não se coça pra diminuir a estrutura tributária (fez agora um remendo pro povo não morrer de fome simplesmente), simplesmente está imprimindo moeda e gastando com auxílio emergencial (vai ser a muleta eleitoral deles pelo visto).

    Três vivas pro militar sindicalista e pro chicaguista keynesiano que juntamente com a garota de programa apaixonada e o traficante viciado, são as bizarrices que só o Brasil consegue produzir.
  • Jojo  21/10/2020 18:59
    O governo até privatizou, mas foi totalmente insuficiente. Tinha que privatizar TUDO o mais rápido possível e sem alarde. Sem ficar dando entrevista a todo momento, sem ficar batendo boca com socialista, fazer tudo rápido e depois de feito que os jornalistas fariam alguma matéria indignados com o entreguismo bolsonarista.

    Alguns dinossauros como Petrobrás é impossível e Correios, difícil. Mas o grosso é tudo cabide de emprego que nem o governo federal lembra que existem.

    Privatizar é até fácil, por isso não é pra perder tempo com isso. O verdadeiro problema que deveriam ter perdido tempo é CORTE DE GASTOS e REFORMULAÇÃO DA BUROCRACIA. São temas que nenhum funça parasita vai dar o braço a torcer. A própria reforma da previdência também é um tema complexo, mas podem arrastar com a barriga como fizeram. Daqui 10 anos fazem outra e pronto.
  • rraphael  21/10/2020 22:53
    biroliro falou que ia fechar a EBC, além de não fechar chegou lá e colocou os cupinchas dele
    sequer de uma exugada

    o estado brasileiro é tanta teta farta que não tem um político burocrata que abra mão
    essa conversa de que congresso isso ou aquilo é piada , quem foi eleito que apresente tudo que precisa, se o congresso depois não aprovar pelo menos jogou a responsabilidade pro outro lado
    realmente perderam tempo de conversinha dizendo que tem que fazer tudo mais ou menos por conta de apoio
    isso é o jogar para a torcida

    todo mundo lembra a dilma até tentou comprar apoio, abrir o cofre, mas nem a base dela quis por a cabeça a premio quando a sociedade perdeu a paciência

    a pergunta que fica é se quem cai primeiro é o biroliro ou o guedes, pois nao adianta imprimir dinheiro e dar na mao de desempregado se esse dinheiro mal da pra trocar por comida
  • Ex-carioca  22/10/2020 13:51
    Olha lá o vagabundo sindicalizando mais uma vez para a sua classe (para o delírio dos concurseiros)

    2k vagas para PF:
    noticiasconcursos.com.br/concursos-previstos/urgente-bolsonaro-autoriza-concurso-da-policia-federal-2020-com-2-mil-vagas/

    2k vagas para a Policia Rodoviaria:
    blog.grancursosonline.com.br/concurso-prf-bolsonaro-confirma-edital/

    Isso mesmo. Cresça mais o Estado. Principalmente na área estatal mais coercitiva, igual fez o Chavez. Quero ver quem vai tirar a comida do cão raivoso mais tarde. Maduro nem ousa e, por conta disso, é marionete do estado policial instalado na Venezuela.

    Se você quiser entender como funciona o exercício das instituições policialescas, veja a história dos pretorianos, o verdadeiro poder por trás do trono:
    brasil.elpais.com/brasil/2017/12/28/cultura/1514469132_803437.html
  • WMZ  21/10/2020 17:26
    Mas por que enfraquecer a moeda não atrai investimento estrangeiro? Uma dúvida

    Uma coisa é enfraquecer para 8, para atrair o estrangeiro, mas não deixar passar de 8 e deixar a moeda se valorizar naturalmente, pelo reaquecimento da economia (a economia se reaquece e as exportações ficam mais competitivas, logo, a demanda pelo real vai aos poucos aumentando, já que os estrangeiros estão comprando mais as nossas mercadorias, e a moeda se refortalece)

    Outra coisa é deixar a moeda sair do controle, ou seja, de 8 ela pular para 9, depois para 12, depois para 100, etc. Aí sim, aí o investimento estrangeiro passa a não compensar já que não há uma mínima previsibilidade de quanto será o lucro já que todo dinheiro está derretendo.

    Imagino que o monetarismo prega a primeira opção.

    Chegou a crise, desvaloriza a moeda, o investimento estrangeiro vem e a moeda se refortalece rapidamente sem apelar para aquelas maluquices keynesianas

  • Gustavo  21/10/2020 18:01
    Quem é que iria arriscar seu capital em um país cujo governo abertamente destrói o poder de compra da população?

    Que poder aquisitivo terá essa população para consumir os produtos criados e vendidos pelos investidores estrangeiros?

    Aliás, como você garante que a desvalorização chega a um teto, e depois dali a moeda volta a se valorizar?

    Mais: como é que o investidor terá a garantia de que, assim que ele entrar, as desvalorizações acabam?

    Dica: pare com essa tara de achar que dá pra comandar uma economia como se ela fosse um experimento de laboratório, com todas as variáveis perfeitamente controláveis.

    De resto, gentileza apontar um exemplo prático disso. Mostre:

    a) um único país que desvalorizou a moeda, e com isso atraiu investimento estrangeiro, e em seguida voltou a valorizar a moeda.

    b) comprove que um eventual aumento do investimento estrangeiro ocorreu por causa de (a).


    P.S.: não se preocupe com o item (b). Você nem sequer passará de (a).
  • WMZ  22/10/2020 09:48
    "Quem é que iria arriscar seu capital em um país cujo governo abertamente destrói o poder de compra da população?"

    Faz sentido. Eu pensei: se o país está em crise e como solução ele está desvalorizando a moeda, com a intenção de atrair o capital estrangeiro, então o investidor estrangeiro não precisa se preocupar quando o governo desvaloriza a moeda, já que o dinheiro dele está fora do país.

    Mas está errado: o dinheiro dele está fora do país mas, o obviamente, o dinheiro dos outros que investiram no passado está dentro e se o primeiro colocar o dinheiro no país, é sensato ele pensar: "e se o governo desvalorizar novamente? Os outros que investiram no passado se deram mal! E se no futuro o governo fizer a mesma coisa comigo? Acho melhor eu cair fora" Até porque, os investimentos sensatos serão de longo prazo.


    Entretanto, chega uma pergunta: mas se for na bolsa de valores?

    O investidor tira e coloca dinheiro quando ele quiser. Não precisa construir nada, só trazer os seus dólares? Se tudo "der no ruim", basta pular fora


    "Que poder aquisitivo terá essa população para consumir os produtos criados e vendidos pelos investidores estrangeiros?"

    A população está desempregada, os empregados perderão o seu poder de compra mas, pelo menos, os desempregados terão emprego

    "Aliás, como você garante que a desvalorização chega a um teto, e depois dali a moeda volta a se valorizar?"

    Eu não garanto nada. Mas porque quando entrou o Meirelles a confiança do mercado aumentou?

    E imagino que, ao desvalorizar a moeda nacional, o estrangeiro pode pensar assim: "com qualquer trocado de pinga eu posso especular na Bovespa e, talvez, lucrar...se não lucrar, ok, tá valendo"

    "Mais: como é que o investidor terá a garantia de que, assim que ele entrar, as desvalorizações acabam?"

    Basta o governo adotar medidas que valorizam a moeda. O Meirelles pode explicar melhor.

    É um ciclo: chega a crise, desvaloriza a moeda, capital estrangeiro entra, moeda revaloriza...
  • Gustavo  22/10/2020 14:23
    "Entretanto, chega uma pergunta: mas se for na bolsa de valores? O investidor tira e coloca dinheiro quando ele quiser. Não precisa construir nada, só trazer os seus dólares? Se tudo "der no ruim", basta pular fora"

    Se houver uma súbita desvalorização cambial enquanto ele estiver na bolsa, ele se estrepa todo.

    Acho que você está com dificuldade de entender por que a desvalorização cambial destrói o investidor estrangeiro. Sugiro este artigo, que traz um exemplo extremamente didático:

    www.mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso

    "A população está desempregada, os empregados perderão o seu poder de compra mas, pelo menos, os desempregados terão emprego"

    Não entendi seu salto de lógica. Como os desempregados terão empregos na atual situação, dado que foi mostrado que não haverá investimentos?

    "Eu não garanto nada. Mas porque quando entrou o Meirelles a confiança do mercado aumentou?"

    Explicado aqui.

    www.mises.org.br/article/2694/como-o-governo-brasileiro-transformou-uma-recessao-em-uma-profunda-depressao

    "E imagino que, ao desvalorizar a moeda nacional, o estrangeiro pode pensar assim: "com qualquer trocado de pinga eu posso especular na Bovespa e, talvez, lucrar...se não lucrar, ok, tá valendo"

    De novo: você está com dificuldade de entender por que a desvalorização cambial destrói o investidor estrangeiro. Sugiro este artigo, que traz um exemplo extremamente didático:

    www.mises.org.br/article/3052/o-investimento-estrangeiro-so-vira-quando-a-moeda-for-estavel--historicamente-nao-e-o-nosso-caso
  • Imperion  22/10/2020 19:03
    E a bolsa de valores? Ações de exportadores sobem. E dos que produzem pro mercado interno caem.
  • Estado máximo, cidadão mínimo  21/10/2020 19:22
    Simples. Pela razão de o Brasil ser sim um grande exportador, mas não de produtos de valor agregado, mas de soja e carne basicamente. Existe alguma Samsung brasileira? BMW? Oracle? Não, né?

    Além disso, temos uma população de duzentos milhões sendo que oitenta porcento possui baixíssimo poder de compra graças, justamente, à incensada moeda desvalorizada. E aí? Junte com burocracia soviética e tributação kafkiana e mão de obra indisciplinada e nem o mais louco dos empresários se aventuraria nessa, a não ser os com costas-quentes com o governo.

    Por essas e outras acredito que essas privatizações não acontecerão. Correios mesmo, sem chance. E caso ocorram, serão adquiridas por empresas nacionais, que como mencionado, geralmente possuem conexão com o governo (políticos da iniciativa privada) e que prestariam péssimo e caro serviço tal qual como já é prestado pelo governo. O bananil é um mundo à parte.
  • Analista de Risco  22/10/2020 12:11
    E como aqui nada é feito da maneira correta, naturalmente toda e qualquer privatização que vier a acontecer será financiada com o dinheiro baratinho do BNDES.
  • Imperion  22/10/2020 00:08
    Investimento estrangeiro basicamente é trocar dólar por real. Você comprou real, ele desvalorizou, vc perdeu. Vc vai ter que ganhar no empreendimento o que perdeu. Então o lucro tem que ser alto só pra compensar a perda.
  • Iván  21/10/2020 17:47
    Na Argentina, forças militares estão nas ruas para proibir as pessoas de comprarem dólares. Surreal.

    twitter.com/Alerta140/status/1318963157717700611
  • Papa  21/10/2020 19:01
    Argentino tem mais que se lascar mesmo. Igual boliviano.
  • Angelo Viacava  22/10/2020 10:44
    Eu entendi que impressão de dinheiro é inflação monetária e que carestia é aumento dos preços ao consumidor, mas tem um ponto que eu não consigo ligar. Por favor, me ajudem. Se as pessoas perderam empregos, diminuíram suas rendas, como este dinheiro impresso a mais chega às suas mãos para circular?
  • Thales  22/10/2020 14:28
    Auxílio Emergencial e Orçamento de Guerra.

    Ademais, não é verdade que houve "perda de renda". Com efeito, exatamente por causa dos programas acima, ela subiu:

    www.cnnbrasil.com.br/business/2020/08/19/renda-sobe-poupanca-dispara-a-peculiar-recessao-da-pandemia-no-Brasil

    De resto, aqueles que mantiveram seus empregos, acabaram poupando mais (não tinha muito no que gastar à época da quarentena). E aí, agora, com mais dinheiro guardado, todos estão gastando mais. Boa parte está fazendo reformas em suas casas. Minha prima é arquiteta. Diz ela que, pela primeira vez em sua carreira, começou a rejeitar clientes. Era tanta demanda para reformas de casa, que ela não tinha como atender.
  • Ângelo Viacava  23/10/2020 09:01
    Auxílio emergencial de R$600 para quem perdeu emprego de R$1500 ou mais, por exemplo, não gerou mais dinheiro circulando. E quem gastou poupança própria em reformas não usou dinheiro estatal.
  • Régis  23/10/2020 15:20
    Quem perdeu o emprego ganhou o auxilio emergencial de R$ 600 mais o seguro desemprego. Certamente ultrapassou os R$ 1.500.

    E quem não tinha nada passou a ganhar R$ 600. É uma brutal diferença.

    A faxineira daqui de casa (interior do ES) recebeu R$ 1.200 por mês do governo (ela tem dois filhos e é mãe solteira, então tem direito a R$ 600 por filho).

    Só que ela é juntada com um cara, que é autônomo. Ele também recebeu R$ 600.

    E ambos continuam trabalhando e mantendo seus proventos.

    Em suma: ela disse que nunca teve uma renda tão alta. Só de auxílio, entraram R$ 1.800 por mês pra eles.

    Você acha que a explosão na aprovação de Bolsonaro, mesmo em meio a toda esta alta nos alimentos, veio de onde?
  • Imperion  24/10/2020 22:25
    Sim. Queda na oferta da economia e nos salários = menos demanda. Menores compras. Daí ocorreu essa queda nos preços.

    Daí os governos imprimiram dinheiro. Agora a economia volta ao que tava com mais dinheiro circulando (mais inflação).
    Sorte que os ruralistas não pararam. Quem vive na roça não precisa ficar em casa. Por isso foi recorde a produção rural.

    Agora calcule: se mesmo assim tá tendo inflação, então o governo errou mesmo a mão.
  • rafael isaacs  22/10/2020 13:31
    E a conclusao da pesquisa da FGV que diz que a renda dos trabalhadores caiu 20,1% na pandemia influencia em algo?
  • Thales  22/10/2020 14:31
    Os que ficaram desempregados, sim. Mas, no agregado geral, a renda aumentou. Óbvio: pessoas que recebiam bolsa família e pessoas que nem sequer tinham renda nenhuma passaram a receber R$ 600 por mês.

    www.cnnbrasil.com.br/business/2020/08/19/renda-sobe-poupanca-dispara-a-peculiar-recessao-da-pandemia-no-brasil
  • rafael isaacs  22/10/2020 15:35
    "Também provável é que esse grupo de superpoupadores de ocasião esteja concentrado especialmente nas classes de rendas mais altas."
    o consumo entao so aumentou nas classes mais baixas, esse consumo foi basicamente pra alimentaçao e pagamento de dividas? os mais pobres conseguiram poupar?
  • Imperion  22/10/2020 20:36
    O consumo aumentou principalmente entre os que nunca trabalharam. Receberam dinheiro emergencial somente porque tinham CPF. Trabalhador que teve salário diminuído, ou foi mandado embora, teve menos recursos durante a Covid, então só pode ter consumido menos.
  • rraphael  22/10/2020 17:31
    mágica, é só imprimir notas de 1 milhão e sair distribuindo que todos seremos milionários. profissão : bolsista.
    vai , brasiu-iu-iu
  • Imperion  22/10/2020 19:02
    Ocorreu que os trabalhadores e empresários foram obrigados a parar e isso diminuiu a oferta nesses setores. Isso influi na inflação.
  • Felipe  22/10/2020 15:54
    Atualizando os preços ao produtor... nesse mês de setembro, mais uma alta histórica em 17 anos: 26 %.

    Enquanto isso...

    - Queda de 1,3 % na Colômbia;
    - 8,46 % no Uruguai;
    - Queda de 1,6 % no Equador;
    - 0,4 % nos Estados Unidos;
    - 4,5 % no México;

    Preciso falar alguma coisa?
  • Felipe  22/10/2020 16:14
    Interessante que a meta de inflação do Banco Central dos Estados do Oeste Africano é bastante baixa, de 2 % ao ano com 1 % para mais ou para menos.

    Isso explica a baixa inflação vivenciada na Costa do Marfim (são vários países que estão sob esse banco central). Está com inflação de países desenvolvidos. Além disso, a moeda deles, o franco CFA do Oeste Africano, é atrelada ao euro. Atualmente os juros estão em 4 %. O M2 deles também está mais civilizado.
  • Felipe  24/10/2020 01:24
    Falando de desvalorização, nesse ano a nossa moeda foi uma das campeãs nesse quesito. Não apenas se desvalorizou em relação ao dólar, ao euro, à libra esterlina, à coroa sueca e ao iene japonês, mas também o real se desvalorizou em relação ao boliviano, peso uruguaio, peso chileno, peso colombiano, peso mexicano, guarani paraguio, renminbi, rúpia indiana, rand sul-africano e ao rublo russo (anos atrás, o real brasileiro ainda ganhava do rublo, o que não acontece mais).
  • Felipe  25/10/2020 13:04
    "Governo lança programa para eliminar 2 mil normas trabalhistas"

    Eu fico me perguntando quantas normas trabalhistas existem.
  • Thiago  23/10/2020 13:03
    www.oantagonista.com/economia/ipca-15-tem-maior-alta-desde-1995/


    Falei em algum comentário de outro artigo que a inflação galopante do IPCA ainda chegaria esse ano. Ta aí, já ta batendo recorde da história do Real.

    O problema começa agora, a subida dos juros vai aumentar a incerteza da solvência do país e isso manterá o dólar alto.

    Aí vem a m* : Juros mais altos, cambio alto e inflação alta.


    A Dilma está com inveja.
  • Carlos Alberto  23/10/2020 15:24
    Antes, a alta era só nos alimentos. Agora está generalizada. Artigos de residência e vestuário em forte aceleração. Apenas educação segue segurando o índice (óbvio, escolas estão fechadas). Quando houver reajustes e quando o setor de serviços voltar totalmente, abraço.

    IPCA-15 tem alta de 0,94% em outubro

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,94% em outubro, 0,49 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em setembro (0,45%) e maior resultado para um mês de outubro desde 1995, quando o IPCA-15 foi de 1,34%.

    Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em setembro. A maior variação (2,24%) e o maior impacto (0,45 p.p.) vieram do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou em relação ao resultado de setembro (1,48%).

    Transportes teve alta de (1,34%) a segunda maior contribuição no índice do mês (0,27 p.p.).

    Já a segunda maior variação veio dos Artigos de Residência (1,41%), cujos preços subiram pelo sexto mês consecutivo.

    O único grupo a apresentar queda em outubro foi Educação (-0,02%).

    Os demais ficaram entre as altas de 0,14% em Despesas Pessoais e de 0,84% em Vestuário.
  • Felipe  23/10/2020 18:59
    Em algum momento a conta da farra chega.
  • anônimo  23/10/2020 19:28
    ATÉ QUANDO CIRO GUEDES IRÁ MANTER NOSSA MOEDA COMO LIXO DESVALORIZADO?
  • Felipe  24/10/2020 01:49
    O índice de commodities em reais está em alta histórica, nos maiores valores desde maio de 2004. Aquela queda que tivemos nesse começo de ano provavelmente foi devido ao início dos lockdowns.
  • Felipe  26/10/2020 13:12
    Vocês acham que seria melhor usar uma espécie de deflator nesses dados históricos, ou não faria sentido algum?
  • Imperion  26/10/2020 16:15
    Ficaria ate melhor.
  • anônimo  24/10/2020 17:33
    Já que o Governo, especialmente o Congresso, é incapaz de cortar seus gastos, Paulo Guedes deveria ao menos entregar o mínimo de estabilidade da moeda. Isso está totalmente nas mãos dele. Mas não, ele vai lá e destrói o poder de compra da moeda sem dó porque fielmente acredita que destruir o poder de compra da população é o segredo para o enriquecimento.

    A destruição do Real começou como uma crença econômica e agora não vai embora porque serve para continuar pagando os funcionários do Estado. O Brasil voltou aos anos 80. Parabéns, Ciro Guedes.
  • Felipe  24/10/2020 22:55
    É mais ou menos o que houve no governo Temer. Houve alguma estabilidade na moeda (até deflação nos preços ao produtor), apesar dos déficits explosivos (para ser justo, até houve algum controle nos gastos e ele herdou a bomba).
  • Felipe  26/10/2020 20:33
    "Agora é o Morgan Stanley que diz para os estrangeiros comprarem reais"

    O que vocês acham? Haverá uma valorização do real? Seria um novo "cisne negro às avessas", como ocorreu após o vazamento da reunião do Bolsonaro?

  • Trader  26/10/2020 20:38
    Não com juros reais negativos e menores que os da Suíça. Se a Selic for para, digamos, 4,50% (o que não é absolutamente nada de outro mundo), aí talvez dê pra vislumbrar um dólar entre R$ 4,50 e R$ 4,80.
  • Felipe  26/10/2020 21:18
    Fico surpreso por eles recomendarem comprar reais. Será que é só por causa do risco do Biden ganhar? Eu ainda acho que o Trump tem boa chance de ser reeleito.

    Eu lembrei agora de quando o Bill Gross passou a comprar títulos brasileiros (o que se não me engano ocorreu no começo do governo Lula).
  • Imperion  26/10/2020 22:59
    Talvez eles ganhem 2 por centro com títulos brasileiros, caso o binden laden ganhe. Mas uma coisa é lucrar agora, outra coisa é manter os títulos depois.

    Não vi ninguém falando "compre o títulos brasileiros, mas mantenha!"


    "Se vc produzir, eles comprarão!"
  • Meirelles  27/10/2020 15:41
    Bolsonaro começa a sentir as consequências da Teoria Monetária Moderna:

    Bolsonaro defende que parte da soja fique no Brasil para não afetar preço do óleo

    Por Estadão

    "O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (27) que, se o setor produtivo da soja exportar todo o produto para o mercado internacional, poderá desajustar o preço do óleo da commodity.

    O consumidor final tem se deparado com a alta dos preços do óleo no mercado interno, o que tem pesado inclusive nos índices de preços. Segundo o presidente, que se encontrará nesta terça à tarde com o setor produtivo da soja, liderados pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a produção brasileira "tem de ficar um pouquinho (de soja) no Brasil".

    "Se não ficar, bagunça o preço do nosso óleo de soja aqui", disse Bolsonaro, antes reunião do Conselho de Governo, no Palácio da Alvorada. Na pauta, está prevista a discussão sobre a perspectiva para a próxima safra, mas o encontro ocorre em um momento que o preço da soja tem batido recordes e já provoca impacto na inflação dos alimentos."

    Ou seja: os caras destroem a moeda e agora reclamam que que quem produz quer vender para quem oferece moeda mais forte.

    Insisto o que já venho repetindo aqui: quem continua no real sob a atual política monetária ulta-keynesiana do Banco Central está implorando para ser esbulhado.
  • Felipe  27/10/2020 18:29
    Precisam distribuir o livro "Currency Boards for Developing Countries" para eles.
  • Felipe  27/10/2020 21:46
    Falando nisso, nos EUA estão vendendo estoques antigos ainda.

    É verdade que, ao passo que lá eles estão vendendo estoques de anos atrás, aqui tudo que é colhido já é vendido? Se isso ocorre, qual o motivo? Alguém da agropecuária brasileira deve saber sobre isso e explicar.
  • rraphael  27/10/2020 19:33
    fica claro no discurso que o governo vai continuar desfacelando a moeda local
    como o biroliro nao quer ser cornetado por inflaçao , produtores e comerciantes que vao responder pela furia do povao do 600tao
  • Felipe  29/10/2020 15:13
    "Capítulo decisivo para despolitizar a moeda, diz Guedes sobre BC autônomo"

    Curioso ver o que o Paulo Guedes disse sobre isso. O que acham?
  • Felipe  29/10/2020 17:27
    "Copom decide manter juros básicos em 2% ao ano"

    E assim o real brasileiro vai continuar se desvalorizando em relação ao peso colombiano, ao peso chileno, ao peso mexicano, ao boliviano, à rúpia indiana, ao rublo russo... Voltamos para a Era Dilma.

    O pior é que os juros de longo prazo continuarão altos para os investimentos produtivos, já que com essa baixa nos juros, a expectativa de inflação no futuro fica maior.
  • Felipe  29/10/2020 19:57
    Existe alguém no meio mainstream que critica isso? Até o Jornal Nacional admitiu que a culpa da alta dos preços da carne se deve ao dólar mais caro, falando da soja e do milho, cotados na moeda. E aí eles falaram que, apesar disso, isso é bom para a balança comercial (provavelmente por causa do crescimento das exportações de carne)...
  • Lucas  29/10/2020 22:04
    Existe alguém no meio mainstream que critica isso? Até o Jornal Nacional admitiu que a culpa da alta dos preços da carne se deve ao dólar mais caro, falando da soja e do milho, cotados na moeda.

    Até agora não vi ninguém criticar. Todos falam da alta do dólar, mas ninguém fala - ou questiona - o que causou essa alta. E, sinceramente, não espero ninguém do mainstream criticar os juros artificialmente baixos. Estão todos calados.

    A única figura da oposição que criticou os juros baixos foi o... Lula! Obviamente, foi daquela maneira demagoga que lhe é peculiar (ou alguém esperava uma crítica sólida e bem fundamentada?), dizendo que a redução da Selic foi inócua, pois não se traduziu em uma redução de custos para o povo brasileiro.
  • Felipe  31/10/2020 21:34
    Resolvi ler esse artigo sobre a tal "recuperação em 'V'".

    Achei legal até o texto e ele até falou da fraqueza que o Brasil foi em 2019 (aqui alertado por vários leitores também). O nosso crescimento foi broxante... os Estados Unidos, país já rico e desenvolvido, cresceu mais nos últimos anos do que o Brasil, que ainda é pobre.
  • Trader  09/12/2020 00:26
    O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,31%. O próprio Banco Central reconhece que em maio do ano que vem o IPCA acumulado em 12 meses estará acima de 6%, muito acima do teto da meta (que é de 5,25%).

    Lembro-me de vários keynesianos e defensores da Teoria Monetária Moderna vindo aqui dizer, ainda por volta de maio deste ano, que as impressões de moeda feitas pelo Banco Central não trariam carestia nenhuma e que o IPCA de 2020 ficaria abaixo de 2%.

    Eles sumiram.
  • Felipe  21/01/2021 19:51
    Só em abril? Será que estão muito otimistas?

    Falando de metas, o governo Temer foi o que mais cumpriu as metas de inflação (centro da meta). Em 2016 ainda estava alta a inflação, graças ao começo do ano e com a Dilma ainda no poder. Entretanto ele cumpriu em 2017 e 2018, governo Bolsonaro ainda não cumpriu um centro da meta pelo que eu saiba.
  • Ex-carioca  22/01/2021 04:15
    E a equipe do Temer pegou a economia em condições muito pior do que o piramideiro de Chicago.

    Que tragédia...
  • Saudoso Libanês  22/01/2021 15:22
    O governo Temer foi quase que uma miragem. É aquele tipo de governo que só abençoa um país uma vez a cada geração.

    O primeiro ano de governo, de maio de 2016 a maio de 2017, foi espetacular. A economia estava lisa. Tudo arrumadinho. Tudo se encaminhando perfeitamente.

    O dólar, após bater em R$ 4,24 no fim do governo Dilma, estava a R$ 3,05 e caindo. O IPCA estava desabando (seria negativo em junho de 2017, coisa de Suíça).

    Os investimentos estavam voltando e o desemprego começava a cair. As taxas de juros de longo prazo estavam em queda livre. A reforma trabalhista e a terceirização estavam a pleno vapor.

    E, para completar, o teto de gastos — a mais espetacular medida econômica da história recente — já tinha sido aprovado.

    Pela primeira vez desde meados da década de 1990, a economia brasileira dava inequívocos sinais de que "agora, sim, finalmente vai".

    Mas aí veio aquele filha da puta do Janot, que claramente era contra a reforma da Previdência (tanto é que o indigitado correu e se aposentou pelo teto, e recebe hoje módicos R$ 37 mil), e, em conluio com Marcello Miller (outro escroque confesso) e toda a imprensa (insatisfeita por não ter o que criticar), saiu atirando suas "flechas de bambu", com a explícita intenção de derrubar Temer (utilizando o ridículo "escândalo" do Joesley Day).

    Hoje, aliás, já se sabe que todo esse golpe foi planejado à sorrelfa, em obscuros botecos de Brasília, com os covardes se escondendo sob ridículos óculos escuros. (Como se esquecer daquela cena patética?)

    Foram três tentativas de impeachment sem nenhum fundamento.

    Desde então, todos os indicadores econômicos pioraram e tudo se perdeu. Em 2020, então, com o Corona, absolutamente tudo foi pro vinagre.

    Esses dois (Janot e Miller) são os principais responsáveis pela derrocada da economia, e tudo porque eram abertamente contra a Reforma da Previdência, pois pensavam apenas em suas faustosas e nababescas aposentadorias. Não fosse por eles, Temer seria tranquilamente reeleito.

    Ainda irei urinar em suas covas.
  • A mesóclise está correta?  22/01/2021 16:01
    Uriná-los-ei!
  • anônimo  22/01/2021 17:36
    Essas reformas ocorreram graças á Henrique Meirelles, um dos mais conceituados economistas brasileiros. O Temer também foi crucial pois era muito bom em Lábia e sabia conversar com o legislativo, porém tudo começou a ir água abaixo do jeito que você falou, a mídia começou á apedrejar o governo e diversos políticos quê queriam continuar na mordomia começaram á enrolar á reformas em andamento do governo, e acabou quê a reforma da previdência ficou travada.

    Só espero que o Meirelles volte algum dia, seja tentando concorrer á presidência de novo ou como ministro da economia.
  • Felipe  22/01/2021 20:59
    Acho que o Meirelles não serviria muito para presidente. Ele não tem carisma. Coloque-o como ministro da Economia e chame um clone do Paul Volcker para a presidência do BCB.
  • Daniel  22/01/2021 22:08
    Exato. Meirelles como político é desperdício total. Ele tem de ser tecnocrata.
  • anônimo  22/01/2021 17:48
    Acho quê já dá pra considerar Guedes um dos piores ministro da economia, o cara não conseguiu fazer nada quê prometeu (e se fez alguma coisa, fez pela metade), e ainda por cima destruiu a moeda Brasileira com suas políticas monetárias, é simplesmente uma tragédia.
  • Gustavo  22/01/2021 18:26
    Acho que todos podemos concordar quanto a isso:

    1) Temer presidente vitalício;

    2) Meirelles proibido de sair da Fazenda;

    3) Ilan Goldfajn trancado para sempre dentro do Banco Central.

    Sou grato a Bolsonaro por sua louvável (e corajosa) medida de facilitar o acesso a armas (minha mulher e eu compramos quatro). Gosto também de suas defesas das liberdades individuais (contra vacinação obrigatória, contra radares, contra multa por falta de cadeirinha no carro). Mas é só.

    A lei da liberdade econômica é excelente, mas seria tranquilamente aprovada em um governo Temer.
  • Felipe  21/01/2021 19:53
    Mudando um pouco de assunto, vocês acham que seria possível ter alguma interpretação austríaca sobre o seriado Chaves?

    O Seu Madruga é um devedor (não sei nem se é possível o sujeito dever 14 meses de aluguel e ainda ficar na casa) e que às vezes se envolve em economia informal (sempre desempregado, provavelmente naquela época nem existia assistencialismo), o Seu Barriga é um capitalista e dono de imóveis (em um episódio ele apareceu com aproximadamente US$ 10 mil em cédulas, se não me engano), entre outras coisas.
  • Leitor Antigo  21/01/2021 20:17
    Sim. Veja uma discussão aqui:

    www.mises.org.br/article/3129/a-exploracao-dos-trabalhadores-e-um-mito--e-e-facil-de-entender-por-que#ac243145


    P.S.: o vídeo linkado, que serviu como ponto de partida para a discussão, foi removido do YouTube, mas você pode vê-lo neste outro endereço aqui.

  • Felipe  21/01/2021 21:27
    Vi a discussão.

    O Chaves poderia trabalhar um tempo com a caixa de engraxates da Chiquinha e depois comprar a sua própria caixa, assim embolsaria tudo.
  • Felipe  21/01/2021 20:01
    "Governo federal lança sistema para simplificar a abertura de empresas"

    "Tudo poderá ser feito no mesmo ambiente virtual: recebimento das respostas necessárias da prefeitura; registro da empresa; obtenção do número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e inscrições fiscais; desbloqueio do cadastro de contribuintes; recebimento das licenças, quando necessárias; e ainda o cadastro dos empregados que serão contratados. O Balcão Único permitirá ainda que os empreendedores possam, no momento da abertura da empresa, realizar o cadastro de empregados pelo e-Social."

    O que vocês pensam sobre?
  • Supply-sider  21/01/2021 20:17
    Ótima medida do lado da oferta.

    Pena que, sem moeda estável, dificilmente será proveitosa.
  • Chat Noir  21/01/2021 20:43
    Como pode-se melhorar o estado de coisas, nesse caso como manter a moeda em estabilidade no atual cenário?
  • Supply-sider  22/01/2021 00:33
    Primeiro, acabar com esse delírio de juros reais negativos e menores que os da Suíça. O Brasil não está neste nível.

    Depois, interromper — ou, no mínimo, reduzir substantivamente — a expansão monetária. Os números atuais do M1 são típicos de um país em hiperinflação.

    Por fim, cortar gastos e reduzir impostos, abrindo assim espaço para o empreendedorismo. O aumento da oferta de bens e serviços arrefeceria em muito as pressões inflacionárias.

    www.mises.org.br/article/3190/economistas-do-lado-da-oferta-vs-economistas-do-lado-da-demanda--entenda-esta-distincao-crucial

    www.mises.org.br/article/3108/o-segredo-do-enriquecimento-economico--e-por-que-os-paises-em-desenvolvimento-continuam-atrasados
  • Felipe  22/01/2021 03:00
    Problema é a equipe econômica dele entender isso. É fácil resolver, pelo menos a política monetária.
  • Imperion  22/01/2021 15:12
    Eliminar as três modalidades que geram inflação: emissão de dinheiro, impostos e endividamento. Para isso, cortar gastos (atualmente o governo gasta mais do que arrecada, só pra ficar gastando, gerando despesa só pra gerar mais despesa).

    O endividamento, a emissão de dinheiro, a bagunça tributária gera muita despesas, mas também tem a burocracia, o assistencialismo, os subsídios, os salários com funcionalismo e previdência.

    Tudo isso gera gastos soviéticos e fiscalmente o Brasil já tá pela hora da morte nesse quesito. Se cortar os gastos, a moeda para de derreter e dá pra salvar. Antes que percam o controle.

    Mas como não vão fazer essas coisas no curto prazo, vá para o ouro, bitcoin. Não espere milagre da política brasileira. O congresso continua aumentando os gastos pra sabotar e não acelera as reformas.
  • Ex-microempresario  21/01/2021 22:19
    Vão apenas informatizar a burocracia.
  • Analista de Risco  22/01/2021 11:36
    Exatamente o mesmo que eu pensei.

    A burocracia toda continua lá, só mudou do meio físico para o digital.
  • Thiago Araújo   21/01/2021 22:28
    Sou leigo no assunto.
    Tenho 2 perguntas:

    1- Se os serviços públicos fossem privatizados, como o pobre iria usá-los?

    2- As leis trabalhistas realmente ajudam os pobres?

    Obrigado!
  • Paciente  22/01/2021 01:06
    a) Segundo a própria esquerda, a carga tributária sobre os mais pobres é de 32%. Os mais pobres gastam 32% de tudo o que recebem em tributos.

    g1.globo.com/economia/noticia/super-ricos-pagam-menos-tributos-que-os-10-mais-pobres-diz-estudo.ghtml

    E, curiosamente, essa mesma esquerda que confessa isso defende que tudo continue como está, ou seja, que os pobres continuem pagando impostos para receberem saúde e educação "grátis".

    b) Já os libertários defendem a abolição dos impostos (o que imediatamente daria um aumento de 32% na renda dos pobres) e a total liberdade de entrada no mercado para provedores de saúde e educação, o que traria uma forte redução nos preços.

    c) Ou seja, haveria um aumento de 32% na renda e uma forte redução nos preços (por causa da concorrência).

    d) Acabe com as escolas estatais, com a saúde estatal, com os subsídios à cultura, congele os salários do funcionalismo público (isso é perfeitamente legal), feche várias repartições, agências reguladoras e ministérios. Ato contínuo, reduza impostos. Em todas as faixas de renda. E principalmente sobre o consumo. Com isso, os pobres terão um duplo aumento da renda.

    e) Ademais, há algumas décadas, antes de o estado se intrometer na saúde, a Igreja mantinha hospitais de excelente nível, fornecendo vários serviços gratuitos, serviços estes que eram financiados por doações, inclusive de ateus caridosos.

    Mas desde que o estado entrou em cena para mostrar todo o seu amor aos pobres, a Igreja perdeu doações, pois as pessoas pensaram: "O estado já faz o serviço; não preciso mais contribuir para serviços caritativos".

    O curioso é que absolutamente ninguém toca nesse assunto. Ninguém comenta como os serviços caritativos da Igreja auxiliavam as pessoas no passado e hoje perderam espaço para o SUS. Defensores da saúde estatal é que devem explicações.

    f) Vale lembrar que, assim como a saúde, a alimentação, o vestuário, a moradia e os combustíveis também são essenciais. Como os pobres pagam por tudo isso? Exato: trabalhando e produzindo.

    g) Por fim, em relação àqueles que forem absolutamente incapazes de tudo, você é quem irá ajudá-los. Você vai ajudar e vai agitar para que outros também ajudem. Vai criar páginas nas redes sociais pedindo ajuda. Vai pedir doações. No extremo, vai vender vários de seus bens para arrecadar o dinheiro.

    Há várias coisas para você fazer para ajudá-los que não seja roubar ou escravizar terceiros.


    Para concluir, é imprescindível entender o problema:

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    E então podemos partir para a solução:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Um breve manual sobre os sistemas de saúde - e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera
  • Brasileiro Medroso  22/01/2021 04:38
    Façam suas apostas, deixam aqui suas previsões sobre economia em 2021

    Brasil, juros subindo, BC na realidade? Qual vai ser? Dolar cai e real fortelece?

    Novo ciclo de BOOM das commodities?

    Economia americana sob os democratas, o que vai acontecer?

    Começou o ano que defini a presidencia de 2022, façam suas apostas
  • Imperion  22/01/2021 18:34
    Juro no Brasil sobe.

    Congresso continuará atrasando pautas prioritária somente pra derrubar o Bolsonaro.

    Com isso, a situação fiscal piora.

    Dólar com o bidê cai (em relação ao ouro). Ele vai aumentar impostos e imprimir dinheiro.

    A inflação do Brasil piora, pois os gastos não estão sendo cortados. Eles aumentam porque a dívida publica subirá pra 95 por cento do PIB e rolar só com mais gastos.

    Falências pioram e produtividade para setores que não recebem subsídios caem.

    Déficit público sobe pra 13 por cento do PIB.

    Ondas de aumentos para o funcionalismo publico.

    Real desvalorizará em relação ao ouro e ao bitcoin.

    BC vai imitar o Fed e começar a pagar juros sobre o dinheiro parado pra evitar que a base monetária vaze pra economia.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  23/01/2021 01:10
    Juros sobem, modestamente. BC vai continuar imprimindo e distribuição do auxílio Covid vai até meio do ano. Bidê é um banana, quis dar uma lacrada na faixa de Gaza e tomou uma invertida. Será um mero fantoche dos globalistas (e isso tem lado bom é ruim pra economia brasileira, o bom é a queda do dólar que será modesta também). Talvez nem chegue ao fim do mandato.

    Commodities sobem até meio do ano e estabilizam a partir daí. Bolsonaro continua no marasmo de sempre. Burburinho de falência fiscal começa a eclodir ao fim do ano pra manchar de vez o governo Bolsonaro e ganha projeção avassaladora na mídia marrom, afinal foi tudo culpa do Bolsonaro, nunca governo algum gastou mais que arrecadado na história do país (risos).

    Ouro como sempre e criptos subindo e se diversificando na preferência dos investidores.
  • anônimo  24/01/2021 15:55
    Minha opinião:

    Juros sobem modestamente;

    Bolsonaro sofre impeachment, agravando ainda mais á confiança dos investidores no pais;

    Agora com o Bolsonaro fora, congresso finalmente aprova reforma tributária;

    Gastos e endividamento do governo aumentam por causa de uma nova prorrogação do auxílio emergência e por causa das compras das vacinas;

    Novos lockdowns se iniciam em todo o país;

    Real se deteriora para uns 5,60, mas com o Biden nos EUA aumentando gastos e impostos, o real começa á se estabilizar em 5,30;

    Talvez algumas estatais de pouco peso sejam privatizadas;

    BC continua imprimindo á todo vapor.

    Ou seja, é extremamente recomendável quê compremos mais Bitcoins ou ouro, quêm já fez isso no início de 2020 fez bem.

    E caso o Bolsonaro não sofra um impeachment ainda nesse ano, a dica de que devemos comprar bitcoins ou ouro ainda continua valendo, já as diferenças vão ser:

    A reforma tributária continua enrolada ;

    Não irão ter tantos novos lockdowns assim.
  • anônimo  22/01/2021 12:48
    Comprem Bitcoin!
  • anônimo  22/01/2021 20:59
    Será que o Brasil entrou em dominancia fiscal? Mesmo que subam os juros agora, pode ser que isso piore o fiscal ainda mais e o câmbio suba
  • Viktor  22/01/2021 23:55
    É sim possível que tenhamos entrado em dominância fiscal, mas recentemente a Turquia, um emergente igualmente pouco afeito a decência fiscal subiu seus juros para 17% a.a. na tentativa de controlar o desastre e parece que tem funcionado.
    A situação de subida de juros causar uma explosão no câmbio fica menor e os investidores internacionais ainda tem algum apetite pra emergentes, mas isso por enquanto.
  • Trader  23/01/2021 02:42
    Não. Não existe isso de dominância fiscal. Nunca existiu. Falaram que o Brasil estava sob dominância fiscal no fim do governo Dilma. Mas o governo Temer simplesmente comprovou que isso era um mito.

    O Leandro corretamente ironizou essa tese neste artigo.

    A situação brasileira é fácil de ser explicada, até porque é explícita: juros reais negativos (e menores que os da Suíça) em conjunto com uma venezuelana expansão monetária causaram uma brutal desvalorização cambial e uma aguda elevação dos preços no atacado e das commodities.

    Se a Selic voltar a causar juros reais positivos (por exemplo, uma Selic de 6,50%, como era até julho de 2019) e se a expansão monetária for paralisada, tudo irá se resolver.

    Só que, como isso não é popular, não será feito.
  • Felipe  23/01/2021 13:29
    Dominância fiscal foi abordada aqui.

    A inflação no Brasil continuou alta com a SELIC subindo, porque ninguém levava a sério a equipe econômica (e eles constantemente falavam que, apesar de aumentar os juros, estariam dispostos a reverter as medidas), os preços tabelados explodiram em 2015 e os bancos estatais continuaram expandindo crédito (imunes à SELIC). O real chegou a desvalorizar em relação até ao gourde haitiano.
  • anônimo  23/01/2021 22:25
    Concordo com vários pontos alertados aqui. Porém, no que tange aos juros,a pressão da mídia e da academia mainstream para que o COPOM abaixasse os juros foi enorme. Lembro-me bem quando o RCN assumiu o Bacen, e, após a primeira reunião, com os juros mantidos, recebeu uma saraivada de críticas. Se já não é nada fácil manter uma postura "contracionista" em tempos normais, imagina num descalabro como esse em que estamos vivendo...
  • Felipe  24/01/2021 04:13
    Com certeza o Paul Volcker foi muito criticado na grande mídia pela sua postura em dar pancada nos juros. Li algumas matérias de época e eles pareciam temer de que a postura dele fosse fazer aumentar o desemprego. Só pela cara de durão e com charuto, já passava confiança.

    Muitos que criticavam a política monetária frouxa da Dilma, hoje elogiam a política monetária frouxa feita no governo Bolsonaro. Se for analisar, pelo menos quando era a Dilma, todo mundo sabia que a equipe econômica era keynesiana. Não vi ainda a grande mídia criticando essa atual política pombalista (apesar de falarem sobre a inflação de preços sobre os mais pobres).
  • Humberto  25/01/2021 18:58
    Ué, se a imprensa, que odeia visceralmente Bolsonaro, não faz absolutamente nenhuma crítica ao atual Banco Central, então não é necessário ter um QI avantajado para descobrir que ela sabe muito bem que o atual BC é nefasto e que, por isso, acaba sendo um grande aliado dela. Você não critica aliados em uma guerra.

    A popularidade de Bolsonaro está desabando exatamente por causa dos preços. Nada a ver com "vacinas".

    A imprensa sabe disso e, por isso mesmo, segue muda em relação ao BC. Quanto mais cagada o atual BC continuar fazendo, mais próxima a mídia fica de seu objetivo.
  • anônimo  26/01/2021 00:23
    Verdade. E o que está acontecendo não está sendo por falta de aviso. Dá impressão que o Guedes quer destruir o governo.
  • Felipe  23/01/2021 22:43
    Ainda não saiu o índice de preços ao produtor de dezembro, mas em novembro o índice no Brasil ficou em 19,7 %. Notem de que alguns países não possuem ainda dados de dezembro.

    Comparando com:

    - México;
    - Uruguai é um caso interessante, pois enquanto aqui os preços ao produtor estão maiores do que a inflação geral de preços, lá é a inflação geral de preços que está maior do que o índice de preços ao produtor. Seria o fato de que o país adotou medidas mais frouxas de lockdowns? Alguém poderia me explicar?
    - Colômbia;
    - Peru; (aqui os valores são brutos, não há variação percentual)
    - Equador;
    - Argentina; (um dos poucos países cuja situação está pior do que no Brasil, além de Venezuela)
    - Chile;
    - Rússia;
    - Índia;
    - África do Sul;
    - Indonésia;
    - Filipinas;
    - Bielorrússia;
    - El Salvador;
    - Egito;
    - Tailândia;
    - Malásia;
    - Sri Lanka;

    Quem está próximo da gente nesse quesito está sendo a Turquia. Por lá as coisas devem se amenizar, com a recente pancada nos juros e mudança de presidente do banco central.

    Aqui o negócio é um espetáculo: pessoas perdendo renda, empregos e negócios, e os custos de produção explodindo, enquanto a situação é mais civilizada em outros países que tiveram uma trajetória parecida no ano.
  • Imperion  24/01/2021 14:58
    Pra inflação do produtor estar menor, pode ser que o abastecimento no comércio esteja deteriorando (não chega). Pode ser a produção rural esteja batendo recorde temporário. (Esteja subindo mais forte que a capacidade do resto absorver a produção.) O resto da economia está fadigado porque está parado ou pior, eles estão pagando o pato e estão falindo e não consumindo. O setor que distribui pode estar quebrando.
  • Felipe  24/01/2021 14:36
    Taxa de juros de longo prazo explodiu no Brasil, para aproximadamente 8,05 %, maiores valores desde meio de maio de 2020.
  • Ex-carioca  25/01/2021 13:36
    Vai piorar. Se a política monetária está ruim, a fiscal então ....

    políticos e servidores públicos violando a lei para aumentar seus próprios salários ....

    Eu já disse uma vez e volto a repetir aqui. Brasil é um caso exclusivo no mundo de ditadura de funcionalismo público e a máquina pública nada mais é do que uma estrutura predatória e arecadatória para concentrar riqueza para estes.

    É revoltante o que esses parasitas fazem. Sem pudor, sem moralidade.

    E também a saída "honrosa" do presidente da eletrobras para atender às demandas de cargo do centrão
    g1.globo.com/economia/blog/ana-flor/post/2021/01/25/renuncia-de-presidente-da-eletrobras-torna-privatizacao-mais-dificil.ghtml

    e o ministro parasita militar bostejando para variar
    www.infomoney.com.br/mercados/ministerio-esclarece-fala-de-bento-albuquerque-e-diz-que-privatizacao-da-eletrobras-apenas-no-2o-semestre-traz-prejuizos-ao-pais/

  • Felipe  25/01/2021 16:07
    Pois é. Acho que isso não existe nem na Grécia.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  25/01/2021 17:41
    Por isso nem estou preocupado com a obrigatoriedade da vacina. Certeza que a grana pra isso vai sumir nos labirintos das repartições bananeiras. Nem os grupos de risco serão vacinados completamente. Leis no Brasil? São apenas "regrinhas" que usam por vezes pra fazer demagogia em época eleitoral. Constituição? A semelhança daquilo com um livro de aventuras não é mera coincidência...
  • Juliano  25/01/2021 18:49
    Eu também não. Acreditar que o estado conseguirá 400 milhões de doses de vacina (lembrando que são duas doses por indivíduo) é mais insensato do que acreditar em duendes e renas voadoras.

    Não há verba nem pra sabonetes para hospitais, mas os caras acham que haverá verba para 400 doses de vacina superfaturada.

    Graças à inerente incompetência do estado, essa tese de vacina obrigatória nunca me esquentou a cabeça.
  • Imperion  25/01/2021 18:59
    Autocracia: políticos de esquerda e direita se alternando no poder. Como ambos são estatistas, eles embora adversários têm muito em comum, que é a força da máquina
  • Felipe  25/01/2021 21:37
    É uma vergonha esse país. Não existe solução melhor do que fechar o BCB e dolarizar a economia. Melhor que isso, só mesmo um padrão-ouro.

    Em juros de longo prazo, estamos piores do que México, Indonésia e Índia.
  • Felipe  28/01/2021 12:47
    Está pior do que países como Vietnã, Coreia do Sul e China.
  • Estado o Defensor do Povo  30/01/2021 04:26
    E é mais triste ainda ver as pessoas achando que a única solução virá do governo.
  • Felipe  30/01/2021 22:23
    Acho que não teremos um dólar fraco ao estilo Bush tão cedo (trecho dessa notícia):

    "Yellen didn't reprise their stance on the dollar in comments to the Senate Finance Committee last week. But when asked specifically whether she believed in a strong dollar, she said that she believed in "market-determined exchange rates" and that the U.S. 'does not seek a weaker currency'."

    Há também este trecho (desta outra notícia):

    "The United States does not seek a weaker currency to gain competitive advantage and we should oppose attempts by other countries to do so,[...]"
  • Vinícius  31/01/2021 14:58
    Sim. Aquele dólar bizarramente fraco do governo Bush foi anomalia do tipo que ocorre uma vez por século.
    Lula teve uma tremenda sorte (e também mérito por indicar Meirelles ao BC e lhe dar carta branca).
  • Felipe  31/01/2021 13:14
    "Dívida pública bate recorde e termina o ano em 89,3% do PIB, diz BC"

    Enquanto isso, no México:

    "Populist Amlo's tight grip on Mexico finances holds back Covid stimulus"

    "The president justifies his penny-pinching stance as a mixture of principle and necessity. He believes that his government should avoid increasing public debt which, he fears, future generations would have to finance."

    Obrador está sendo criticado pela mídia por não estar entrando em programas de estímulos fiscais gigantescos.
  • Crioulo  01/02/2021 00:42
    Quem diria, um esquerdista dando aulas de economia pro Guedes.

    O Brasil precisa passar várias reformas em 2021, porque senão a dívida se tornará insustentável como na Argentina.
  • Felipe  01/02/2021 23:48
    "No mundo do juro zero, Brasil se prepara para alta da Selic"

    "Qualquer aumento colocaria o Brasil em posição rara nos dias de hoje. Entre as principais economias do mundo, apenas a Turquia subiu a taxa básica de juros desde o começo da pandemia.

    Assim como a Turquia, o Brasil enfrenta preocupações que não chegam à maioria dos países: a possibilidade de a inflação avançar em meio a uma depreciação cambial que elevou o custo dos bens importados."


    Na Turquia, a pancada nos juros foi feita, após a troca do presidente do banco central. Óbvio, a inflação já estava em valores pornográficos e a desvalorização cambial, aguda. Até o momento, a lira turca só se valorizou.

    Não se iludam que o Brasil não é muito diferente da Turquia. O que lá é pior é a inflação de preços, aguda mesmo quando o dólar americano ainda estava mundialmente fraco, apesar de eles serem bem mais ricos do que nós, ao menos em termos de PIB per capita por paridade de poder de compra.

    O importante é dar uma pancada nos juros e sinalizar ao mercado, aos consumidores e investidores que agora o momento é reduzir a inflação. Aumentos tímidos e graduais já foram tentados no governo Dilma e não funcionou, já que a equipe econômica tinha pouca credibilidade e os bancos estatais continuavam operando fora da SELIC (a desaceleração começou depois de 2014). Depois que entrou a dupla Meirelles e Goldfajn, aí sim, foi uma mágica pura.

    Agora, uma dúvida: no começo de 2016, o dólar voltou a passar de R$ 4,10. Pouco tempo depois, foi queda livre, sendo que o Temer assumiria somente alguns meses depois. Foi só por causa da queda de aproximados 6 pontos do índice DXY, ou fatores adicionais foram envolvidos?
  • Leandro  02/02/2021 03:47
    "no começo de 2016, o dólar voltou a passar de R$ 4,10. Pouco tempo depois, foi queda livre, sendo que o Temer assumiria somente alguns meses depois. Foi só por causa da queda de aproximados 6 pontos do índice DXY, ou fatores adicionais foram envolvidos?"

    Tão logo ficou claro que Dilma cairia (início de março) e que a equipe econômica seria trocada (Temer já havia deixado explícito que Meirelles comandaria a Fazenda), o mercado rapidamente precificou essa mudança.

    A queda ocorreu não só no câmbio, mas também nos juros de longo prazo. O Tesouro prefixado 2023, que chegou a pagar 16,40% em fevereiro, já tinha caído para 12,50% no fim de abril (antes de Temer assumir).

    Sempre lembrando que mercado financeiro precifica o futuro, e não o presente e nem muito menos o passado. Tão logo ficou claro que haveria uma guinada positiva na política econômica, câmbio e juros rapidamente precificaram esse novo ambiente.

    Vale também ressaltar que o índice DXY alcançou a máxima no início de 2017. Neste mesmo período, o dólar estava em R$ 3,05.

    Ou seja, o real estava genuinamente forte, graças à boa equipe econômica da época e, principalmente, aos juros reais de 9%, algo que — palpite meu — não mais voltará a acontecer.
  • Felipe  02/02/2021 13:47
    Quem está com juros reais altos assim é o Equador, que passou 2020 com vários meses de deflação em acumulado dos últimos doze meses. Nos últimos cinco anos, o país teve um índice de preços bastante civilizado, concorrente com vários países desenvolvidos. Não visualizo juros reais nessa altura no Brasil, pelo menos não com essa atual equipe econômica. O ideal seria os juros flutuarem, assim os juros caem com o aumento da poupança, ou sobem com a queda da poupança (o que deve ser o caso do Equador), além de envolver fatores econômicos, políticos e fiscais.

    Interessante que agora há pouco, o DXY subiu um pouco, enquanto o real valorizou levemente em relação ao dólar americano.

    Não fosse o "Joesley Day", o dólar cairia ainda mais no período. Bastava o Temer dar continuidade a mais reformas. A greve dos caminhoneiros de 2018 teve popularidade por causa do enfraquecimento do real e do aumento de impostos.
  • Leandro  02/02/2021 15:50
    A equipe econômica do Temer estava fazendo praticamente tudo certo até julho de 2017. A partir dali, cometeu dois erros crassos.

    O primeiro foi exatamente em julho de 2017: aproveitando que o real estava forte, que o petróleo estava barato, e que, consequentemente, os preços da gasolina e do diesel estavam baixos, eles dobraram o PIS/COFINS sobre os combustíveis.

    Literalmente da noite para o dia, os preços nas bombas subiram de 20 a 30 centavos.

    Até aí, ok, ainda continuavam toleráveis.

    No entanto, desgraçada e coincidentemente, quase que no dia seguinte o preço do barril de petróleo começou a subir (em dólares). E forte.

    ibb.co/L67MgfW

    Acrescente a isso o fato de que a Petrobras virou trader e começou a reajustar preços diariamente (algo que nenhuma empresa no mundo faz), e os reajustes constantes nas bombas começaram a compreensivelmente incomodar.

    E aí veio o segundo erro: o BC reduziu a Selic desnecessariamente em março de 2018, o que gerou uma rápida e brutal desvalorização cambial.

    ibb.co/wsnTFvS

    Aí tudo desembocou na greve dos caminhoneiros.

    Olhando em retrospecto, estes foram os dois grandes erros do governo Temer. Não apagam o bom legado, mas deixaram uma indelével mancha.
  • Felipe  02/02/2021 16:01
    "Acrescente a isso o fato de que a Petrobras virou trader e começou a reajustar preços diariamente (algo que nenhuma empresa no mundo faz), e os reajustes constantes nas bombas começaram a compreensivelmente incomodar."

    Isso não acabou sendo necessário para reverter os prejuízos que a estatal acumulou? Nem as estatais de petróleo em outros países fazem isso, como Pemex e Petroecuador? Você diz que a Petrobras fez isso, justamente por ter praticamente o monopólio do refino e o setor ser estritamente regulado? Aqui é assim: se o petróleo fica mais caro, a Petrobras repassa integralmente esses custos. Entretanto, se o petróleo fica mais barato, não necessariamente há repasse de custos menores (como por exemplo há nos Estados Unidos). Esse é o índice usado pela Petrobras para determinar os preços, correto? Porque pode ocorrer de o petróleo encarecer em dólares e baratear em reais.

    Com o tanto de plantação de cana no interior de São Paulo, era para estarmos nadando com etanol (com água, coisa só daqui) vendido a R$ 2 para menos... não sei como que entraria a Petrobras nessa.

    O pior erro que se pode cometer em manipular os juros é quando o banco central brasileiro age de maneira mais pombalista do que o banco central dos Estados Unidos (veja como os juros subiram em 2018 por lá).
  • Leandro  02/02/2021 17:08
    O próprio Pedro Parente veio a público afirmar explicitamente que essa política de reajustar preços diariamente e cobrando valores acima do mercado internacional foi adotada pela Petrobras com o único intuito de refazer o caixa da empresa, dizimado pela corrupção e pelo congelamento de preços do governo Dilma.

    Disse ele (grifo meu):

    "Quando o presidente Temer me convidou, nós conversamos longamente sobre como eu penso que deveria ser gerida a Petrobras e como ele pensa. Houve uma convergência muito grande sobre a necessidade de a empresa ter liberdade de lidar com uma variável que é fundamental para reduzir a dívida e fazer a virada"

    blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/pedro-parente-faz-o-que-prometeu-nao-fazer/

    Veja também este trecho:

    "O cenário monopolista começou a mudar de figura depois que a Petrobras passou a cobrar preços significativamente acima dos internacionais, abrindo uma janela para produtos importados."

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/monopolio-da-estatal-indica-por-que-reacao-nao-e-igual-a-alta-do-paozinho.shtml

    Ou seja: não só a Petrobras passou a cobrar preços significativamente acima dos internacionais (para recuperar o caixa), como também adotou a bizarra ideia de variar os preços diariamente nas refinarias.

    Esse negócio de variar o preço diariamente é algo totalmente insano e anti-mercado. O trigo também é uma commodity cujo preço internacional varia diariamente, mas você não vê nenhuma padaria reajustando o preço do pão diariamente. Tampouco o fazem as pizzarias. O mesmo ocorre com a carne. E com a laranja. E com o café.

    Empresa oscilar preço diariamente pra cima e pra baixo é o exato oposto do funcionamento de uma economia de mercado. E o fato de essa empresa (Petrobras) deter o monopólio do mercado de refino (monopólio esse protegido pelo estado, com a Petrobras detendo 98% das refinarias) só fez piorar a coisa.

    Sobre a Pemex e a Petroecuador variarem preço diariamente na refinaria e cobrar acima do valor de mercado internacional, desconheço que façam isso. Se alguém tiver algum link a respeito, agradeço.



    P.S.: apenas para deixar claro: hoje, a Petrobras já abandonou essa política. Ela não mais faz variações diárias e não mais cobra acima do preço do mercado internacional. O problema atual é outro e está inteiramente localizado no Banco Central.
  • Felipe  02/02/2021 20:09
    "Esse negócio de variar o preço diariamente é algo totalmente insano e anti-mercado. O trigo também é uma commodity cujo preço internacional varia diariamente, mas você não vê nenhuma padaria reajustando o preço do pão diariamente. Tampouco o fazem as pizzarias. O mesmo ocorre com a carne. E com a laranja. E com o café.
    [...]
    P.S.: apenas para deixar claro: hoje, a Petrobras já abandonou essa política. Ela não mais faz variações diárias e não mais cobra acima do preço do mercado internacional. O problema atual é outro e está inteiramente localizado no Banco Central.
    "


    De fato e aproveito para perguntar sobre isso. Por exemplo, quando estava nos EUA, percebi de que os os preços dos combustíveis oscilavam várias vezes ao longo do dia. Por que isso acontece, já que em supermercado e afins tal fenômeno não ocorre? Qual política a Petrobras passou a adotar? Não envolve controles de preços, né? Semanas atrás, foi noticiado de que a Petrobras estava segurando os preços dos combustíveis.

    Sobre a Pemex, ainda preciso fazer uma pesquisa aprofundada. O que sei é que desde o governo Peña Nieto, os preços da gasolina flutuam. No Equador, o que sei é que os combustíveis ainda são subsidiados (tentaram tirar os subsídios para cortar despesas, mas gerou distúrbios) e a gasolina é mais barata do que no México. No ano passado a importação de combustíveis foi liberada. Só que, como a Petroecuador é uma estatal e os preços são subsidiados, isso foi palco de reclamação por lá, o que foi dito nessa entrevista. Preste atenção na pergunta "Qué otras distorsiones hay?".
  • Viajante  02/02/2021 21:31
    "Por exemplo, quando estava nos EUA, percebi de que os os preços dos combustíveis oscilavam várias vezes ao longo do dia. Por que isso acontece, já que em supermercado e afins tal fenômeno não ocorre?"

    Nos postos, sim. É normal.

    Nos EUA, a concorrência entre os postos é intensa. É extremamente comum eles alteraram preços para atrair consumidores e bater os concorrentes. Há até uma pesquisa dizendo que segunda-feira de manhã é o melhor dia para abastecer, pois é quando há as melhores promoções (postos querendo se desfazer do estoque não utilizado do fim de semana, antes da chegada do caminhão-tanque).

    www.usatoday.com/story/money/2019/04/09/gas-prices-gasbuddy-best-day-to-fill-up/3399198002/

    Só há essa concorrência porque o setor de postos de combustíveis nos EUA é de livre entrada (ao contrário do Brasil). Lá, qualquer bodega pode ter um posto. Qualquer restaurante de beira de estrada possui bombas de combustível.

    Já aqui no Brasil este é um dos mercados mais regulados e fechados da economia. Postos de combustível são uma das reservas de mercado mais antigas do país. Não há nenhuma liberdade de entrada para qualquer concorrência neste ramo. Tente você abrir um posto de gasolina. Além de todas as imposições da ANP e de todos os papeis, taxas, cobranças, cartórios, filas, carimbos, licenças e encargos, há ainda toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos (ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo).

    Livre concorrência nesta área nunca existiu. Você só consegue se tornar dono de um posto de gasolina se o seu atual dono lhe passar o ponto. Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto em uma nova localidade? Praticamente nenhum posto quebra e nenhum posto novo surge.

    Perceba: nos EUA, o combustível é vendido pelas refinarias (ou importado) ao mesmo preço (determinado pelo mercado internacional de commodities). No entanto, lá, há forte concorrência entre os postos. Aumentos e reduções nas refinarias são prontamente repassados. Aqui, com o mercado fechado pelo estado, nêgo põe o preço que quer.
  • Felipe  02/02/2021 21:51
    Obrigado pela resposta. Bom, de qualquer forma, espero que o Leandro me responda.

    "Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto em uma nova localidade?"

    Tem um posto novo sendo aberto aqui na cidade, mas está em obras faz alguns anos (provavelmente esperando sair a papelada). É coisa bem difícil mesmo. É mais fácil ver uma loja de carros sendo aberta.

    O setor de combustíveis americano é um espetáculo. O combustível é bom e barato. Noruega tem uma estatal de petróleo e boia no óleo, mas a gasolina lá é caríssima. Bolsonaro gosta dos EUA, por que não copia pelo menos isso? Nos anos 90 a Petrobras queria vender gasolina pura aqui, mas o governo não deixou. Essa é outra bizarrice que deve ser tirada, que é essa pornográfica quantidade de etanol adicionado à mistura.
  • Leandro  02/02/2021 22:59
    Assino embaixo de tudo o que disse o viajante. Quanto às outras perguntas:

    "Qual política a Petrobras passou a adotar?"

    Continua seguindo a cotação internacional (que é o correto), mas agora sem sobre-preço e sem alterações diárias. As alterações não têm data certa, mas ocorrem, pelo visto, a cada duas semanas. Isso melhora a previsibilidade.

    "Não envolve controles de preços, né?"

    Envolve um atraso nos repasses (de certa forma, o oposto do que ocorria na gestão Parente, quando os reajustes eram absolutamente diários).

    "Semanas atrás, foi noticiado de que a Petrobras estava segurando os preços dos combustíveis."

    Exato.

    "Sobre a Pemex, ainda preciso fazer uma pesquisa aprofundada. O que sei é que desde o governo Peña Nieto, os preços da gasolina flutuam."

    Este seu gráfico mostra os preços, em dólares, nas bombas de combustíveis no país. Variam basicamente de acordo com o câmbio.

    Veja, por exemplo, o do Brasil.

    "No Equador, o que sei é que os combustíveis ainda são subsidiados (tentaram tirar os subsídios para cortar despesas, mas gerou distúrbios) e a gasolina é mais barata do que no México."

    Correto. Mas, dado que a moeda corrente é o dólar, tal política, obviamente, não tem como durar muito tempo. Ou até tem, mas à custa de outros programas sociais.
  • Felipe  02/02/2021 23:35
    Isso de a Petrobras segurar preços de combustível não seria uma forma de intervencionismo, já que está prejudicando outros setores? Na notícia, no caso, os prejudicados foram os importadores. Não dá para concorrer com uma estatal, pelo menos não nessa circunstância. Poderia ser dito de que ela possui o direito de adotar suas próprias políticas de preços?

    Difícil o Equador embarcar em grandes programas sociais. Enquanto o petróleo estava caro, Rafael Correa expandiu assistencialismo e os gastos. A dolarização até ajudou ele, já que o país aumentou a produção de petróleo e essas receitas iam para o governo. A Venezuela, por outro lado, teve sua produção estagnada durante toda a década de 2000. Se por um lado o petróleo barato prejudicou de certa forma o governo, por outro ajudou o povo, já que o dólar ficou mais forte e o poder de compra dos equatorianos subiu.
  • Leandro  03/02/2021 01:22
    Sim. Como explicado neste artigo:

    "Se o governo volta a controlar os preços da Petrobras, quem irá se arriscar a comprar uma refinaria para concorrer com a estatal? Quem irá comprar refinarias sabendo que o governo pode, a seu bel-prazer, simplesmente sair praticando controle de preços (reduzir artificialmente os preços cobrados pela Petrobras) para assim garantir a reserva de mercado da estatal?

    Isso inviabilizaria todo o empreendimento privado, trazendo enormes prejuízos.

    Essas são as consequências de se ter todo um setor controlado diretamente pelo estado: total insegurança jurídica.
    Logo, qualquer medida que envolva o controle de preços, além dos já conhecidos prejuízos, irá acarretar consequências futuras extremamente negativas no mercado de combustíveis, inviabilizando a possibilidade de finalmente haver alguma concorrência neste setor — e, consequentemente, inviabilizar a chance de finalmente termos preços menores."


    Vale também acrescentar que a Petrobras é exportadora. A gasolina que sai das refinarias para abastecer o país é a mesma que é embarcada nos navios para os países estrangeiros. Como praticar dois preços distintos para o mesmo produto que está sendo vendido sem que isso desestruture completamente as finanças da empresa?
  • Felipe  03/02/2021 12:34
    Você não disse logo acima que essa medida é melhor, pois melhora a previsibilidade?
  • Leandro  03/02/2021 14:42
    Qual medida? O que eu disse, e repito, é que alterar preços diariamente (pra cima e pra baixo) é prática de trader, algo que, se adotado por um fornecedor, só gera distúrbios desnecessários. Adotar um intervalo de tempo mais esparso para as correções, e utilizando a média móvel dos preços no período, teria o mesmo efeito positivo para o caixa da empresa, com bem menos ruído. É essa que está sendo feita atualmente.

    Só isso. E nada mais do do que isso.
  • Felipe  02/02/2021 23:18
    Algo particularmente interessante aconteceu justamente na Tailândia. O país se encheu de reservas internacionais no ano passado (não sei ao certo o motivo), teve deflação de preços por dez meses em 2020, tem grau de investimento, as contas do governo estão relativamente controladas e o baht, apesar do traumático choque na Crise Asiática de 1997, se apreciou desde então (com uma solidez notável), apesar de flutuante. Para um país que teve 19 golpes militares desde 1932, não está nada mal.

    Outro contraste está no turismo: enquanto o Brasil recebeu 6,4 milhões de turistas em 2019, a Tailândia recebeu 39,8 milhões no mesmo ano, isso em um país com 69,83 milhões de habitantes!

    Os juros no país são de 0,5 % ao ano, mas os juros reais ficaram atrativos, já que o país teve deflação.

    Apesar de críticas de que a moeda forte prejudica as exportações, a verdade é que o país é um exportador gigantesco. Enquanto o valor total de exportações e importações corresponde a 29,1 % do PIB brasileiro, na Tailândia essa cifra é de 123,3 % do PIB.
  • Imperion  03/02/2021 14:34
    A Tailândia tem uma nota 96 em 100 no quesito saúde fiscal no índice de liberdade econômica.
    O Brasil tem uma nota 22 em 100 no mesmo índice. Quem tem mais chances de ir pro fundo do poço...
  • Felipe  04/02/2021 01:39
    Vejam que interessante essa matéria do G1 falando do setor industrial brasileiro...

    Notem que a queda na produção industrial foi forte de 2011 a 2016, justamente quando o real começou a afundar. Em 2017 e 2018, a produção industrial cresceu. Em 2018, mesmo com a baderna da greve dos caminhoneiros, cresceu 1 %. Em 2019, recuou 1,1 %, ano onde o real voltaria a afundar. Em 2020, recuou 4,5 %. Esse recuo menor no ano de 2020 em relação aos anos da Dilma seria por causa da SELIC absurdamente baixa? Os lockdowns evidentemente são muito, mas muito mais destrutivos do que qualquer política envolvendo a Nova Matriz Econômica, não acham? Como analisam o saldo de empregos em 2020?
  • Felipe  04/02/2021 15:42
    Pelo jeito a greve dos caminhoneiros foi pequena:

    Greve dos caminhoneiros é oficialmente encerrada

    O governo Bolsonaro tem muito apoio popular, coisa que o Temer nunca teve.
  • Caro anônimo  04/02/2021 18:43
    Provavelmente devem ter entrado em conflito entre si, não dúvido quê devem ter bastante caminhoneiros Bolsonaristas quê discordavam da opinião dos representantes, que eram as entidades, vi muitas declarações do tipo "Esse governo é incompetente", "Pior governo brasileiro de todos os tempos" por parte dos lideres, e também, provavelmente estavam sendo pressionados pelo governo e por outras instituições e empresas á abandonarem á ideia da greve.
  • Caro anônimo  04/02/2021 18:45
    Mas bem, o governo Brasileiro pode considerar isso uma vitória por enquanto, mas é bem provável que tentem de novo daqui alguns meses.
  • Humberto  04/02/2021 18:50
    Mas com o atual Banco Central, rapidinho vão voltar a ameaçar greve de novo. Com os atuais juros reais negativos praticados por esta ultra-keynesiana diretoria, o diesel já está na máxima histórica absoluta (falta apenas a Petrobras fazer mais um repasse), assim como as commodities.

    É só uma questão de tempo. No próximo repasse da Petrobras, que deve ocorrer semana que vem, a insatisfação volta.
  • Caro anonimo  04/02/2021 19:34
    E o mais impressionante é como a midia parece quê se recusa falar sobre a raiz do problema, parecem estar evitando falar muita só pra tacar toda a culpa no Bolsonaro, e enquanto isso, os verdadeiros culpados, que é a diretoria do BC, está sendo elogiada ao redor do mundo, o Presidente do BC recebeu até o prêmio de "Presidente do BC do ano", é realmente uma piada.
  • Caro anonimo  04/02/2021 19:42
    Enquanto a mídia está tacando pau no Bolsonaro, o presidente do BC foi escolhido como "Presidente do BC do ano" pela revista britânica the banker, vejo que o keynesianismo ainda reina em diversas partes do mundo, e por aqui está á todo vapor, os keynesianos devem estar aplaudindo.
  • Felipe  04/02/2021 20:09
    Isso é realmente possível, pois os sindicatos são poderosos no Brasil. As pautas eram basicamente por mais subsídios e mais intervencionismo, o que havia ocorrido em 2018. Só que em 2018 houve adesão popular. Não havia nada relacionado a liberdade econômica.

    Jimmy Carter peitou o sindicato dos caminhoneiros (o Teamster's Union). Basta fechar a ANTT e o setor de transportes já consegue se reerguer, embora eu ache isso improvável no Brasil, pois eu nunca vi nesse país uma desregulação intensa.

    Pelo menos agora o Guedes parou de falar mal de real forte.
  • Ex-microempresario  04/02/2021 20:00
    Alguém consegue entender os dados da ANP e do Ministério de Minas e Energia sobre nossa produção e consumo ?

    Alguns lugares dizem que o Brasil produz mais do que consome, e é exportador em termos líquidos. Outros lugares falam justamente o contrário.

    Os relatórios do site da ANP parecem ter sido escritos com a finalidade explicita de não serem entendidos.
  • Imperion  05/02/2021 03:51
    O país produz mais petróleo que consome. Ele exporta o excedente. Já em refino, só consegue refinar só 60 por cento (monopólio da Petrobras impede abrir nova refinarias e a nova refinaria estatal foi um antro de corrupção (Abreu e Lima).

    Os outros 40 são exportados também.

    Então a gasolina do Brasil tem que ser importada, descontada pelo que se consegue refinar aqui dentro.

    Petróleo e gasolina são produtos diferentes. Em petróleo somos autossuficientes. Mas não em gasolina. Mas como o povo não sabe a diferença entre carne de vaca e de frango, e que 2+ 2 são quatro e não três, como nas contas da dilmandioca, você põe no relatório umas inverdade e ninguém percebe a incongruência que petróleo ou gasolina não são a mesma coisa.

    Ajuda muito ter uma imprensa que não informa, mas faz ideologismo. E o povão não aceita uma verdade que doa, prefere uma doce mentira.
  • Felipe  05/02/2021 12:18
    O petróleo daqui não é bom para fazer gasolina.
  • Felipe  07/02/2021 00:35
  • Felipe  09/02/2021 02:48
    "Petrobras aumenta gasolina em 8,2% e diesel em 6,2%; gás de cozinha sobe 5,1%"

    O fato é: o petróleo está subindo em dólares. Só que o petróleo em dólares ainda não chegou à alta histórica. Por outro lado, além de o petróleo em reais ter subido, chegamos a um novo recorde histórico. Nunca aconteceu na história do real brasileiro.

    É incrível como o Brasil repete a mesma história.

    Uma moeda doente, uma estatal de petróleo e um estado controlando o setor de combustíveis entram no bar...
  • Felipe  10/02/2021 01:21
    Índice de preços no setor alimentício, dezembro de 2020, acumulado dos últimos doze meses (América Latina).

    - Argentina: 42,1 %
    - Brasil: 14,08 %
    - Uruguai: 9,48 %
    - Guatemala: 8,68 %
    - República Dominicana: 8,4 %
    - Chile: 7,6 %
    - México: 5,8 %
    - Colômbia: 4,8 %
    - Nicarágua: 4,2 %
    - Honduras: 4,01 %
    - Costa Rica: 3,76 %
    - Paraguai: 3,3 %
    - Belize: 3,3 %
    - Peru: 2,24 %
    - El Salvador: 0,4 %
    - Equador: - 0,06 %
    - Bolívia: - 0,78 %

    OBS: Nem todos os países da região possuem dados atualizados ou dados específicos sobre o setor.
  • Carol Medina  10/02/2021 12:49
    Alguém pode me ajudar? Suponha que os politicos suspendam a Lei de Resp. Fiscal e permita-se ao governo saldar parte da dívida pública com impressão de dinheiro via BC, como medida extraordinária, e façamos um "reset", para depois voltar com a Lei, cortar alguns zeros da moeda. Qual o impedimento ou implicações técnicas, econômicas disso?
  • Felipe  10/02/2021 15:09
    O impedimento é exatamente a LRF. Se ela acabar, não há obstáculos.

    E se o BC fizer isso que você citou, voltamos à hiperinflação da década de 1980.

    www.mises.org.br/article/1294/uma-breve-historia-do-plano-real-aos-seus-18-anos

    www.mises.org.br/article/3258/tres-breves-historias-hiperinflacionarias-do-brasil
  • Felipe  10/02/2021 15:43
    Aí voltaremos para a década de 1980. Naquela época, o banco central podia comprar títulos diretamente do Tesouro. Essa era a forma clássica de financiar os déficits. Os bancos estaduais também auxiliavam no processo, pois eles financiavam os déficits dos governos respectivos, emprestando dinheiro. Como não havia nenhuma garantia contra calotes, o banco central também socorria esses bancos, imprimindo dinheiro. Isso só acabou quando começaram a privatizar os bancos estaduais (e liquidar vários bancos que estavam em frangalhos), entrou o Plano Real e, por fim, a Lei Complementar nº 101/2000. Realmente não entendo quando vejo gente, nos tempos atuais, reclamando de que era bom quando existia o Banespa. Bom para quem?

    Banco central comprar títulos diretamente do governo é algo feito, por exemplo, na Venezuela atual. Na Argentina não sei, mas por lá o banco central também pode emitir títulos.
  • Caro an%C3%83%C2%B4nimo  10/02/2021 18:52
    Á resposta é bem óbvia: Irá acontecer uma hiperinflação, por isso quê impressão de dinheiro via BC é uma péssima maneira de combater a dívida pública

    E tecnicamente, Impressão de dinheiro é uma péssima maneira de tentar resolver qualquer coisa, sempre haverá inflação com mais dinheiro circulando, seja no tesouro ou como crédito.
  • Felipe  10/02/2021 23:28
    Vejam que espetáculo:

    "Idosa que achou moedas de ouro da época do Brasil Colônia no quintal se muda por segurança"

    "Especialistas em moeadas e medalhas afirmam que o valor de um objeto dessa importância histórica pode chegar aos 15 mil reais."

    Quando o Brasil ainda possuía uma moeda de verdade...
  • Felipe  18/02/2021 02:23
    Vejam que interessante esse gráfico mostrando o preço da cesta básica de 2000 a 2021.

    Notem que a subida foi mais lenta de 2003 a 2007 (por isso o Lula foi reeleito) e de 2016 a 2018. Prova cabal do que é uma moeda mais saudável (ou menos doente). Prestem atenção na disparada de 2019 a 2021.

  • Wesley  26/02/2021 23:29
    Até a mídia reconhece a cagada do BACEN:
    veja.abril.com.br/blog/radar-economico/selic-a-2-nao-reduziu-custo-e-piorou-perfil-da-divida/

    O bizarro é no final do artigo:
    "O Banco Central, que faz trabalho louvável, diga-se, ainda precisa balancear melhor a política monetária para que os juros não estejam baixos somente no papel, mas por toda a atividade econômica do país".
  • Felipe  27/02/2021 04:23
    Falei dias atrás que isso fez pouca diferença nos gastos com juros. No final das contas, a verdade sempre chega e não é possível manipular a economia.

    O governo Dilma derrubou vários mitos econômicos, esse irá derrubar mais, apesar de haver gente que ainda não aprendeu com o governo Dilma...
  • Emerson Luis  03/04/2021 17:00

    "A história econômica é um longo histórico de políticas governamentais que falharam porque foram projetadas com um forte desrespeito pelas leis da economia."

    Mises

    * * *
  • Advogado do Tinhoso  18/04/2021 18:18
    Algum contraponto aos argumentos abaixo? O cara defendeu que a forte desvalorização cambial não se deveu, em termos relevantes, à política monetária ultra-expansionista do Bacen, mas sim ao risco-país e às contas públicas.

    "Vamos para os dados:

    1) M2 americano aumentou 27% desde antes da pandemia. O brasileiro aumentou 30%;

    2) O M1 brasileiro aumentou 42% no mesmo período. Já o americano aumentou 304%! E é o M1 o agregado relevante para a inflação, não o M2;

    3) Empiricamente, o câmbio brasileiro é muito sensível a risco, e pouco sensível a juros;

    4) Na página 25 do relatório, o BCB testou a hipótese do diferencial de juros ter causado a depreciação cambial. O resultado foi positivo, mas sem significância estatística. Alguns researches privados (nacionais e internacionais) fizeram o mesmo exercício, e chegaram ao mesmo resultado: a política monetária NÃO foi relevante na depreciação cambial;

    5) Mencionei no texto algum componente creditício como fruto da política monetária (você não leu?), mas seu impacto foi claramente menor que o dos demais fatores. Isso fica evidenciado nos núcleos de inflação, que apresentam hiato negativo muito forte em relação ao IPCA (se monetária fosse o principal causador dessa inflação, esse hiato seria pequeno ou inexistente;

    6) O repasse histórico do IPA para o IPCA (entre 0,1 e 0,2) deixa pouco espaço para que fatores alheios à dupla câmbio-commodities expliquem a inflação atual;

    7) O IPCA decomposto deixa claro que a inflação atual vem de alimentação e combustíveis, dois preços de baixa elasticidade-preço de demanda, e absolutamente sensíveis a câmbio. Mais um prego no caixão de quem acha que essa inflação é de demanda (fruto da monetária);"
  • Vladimir  19/04/2021 00:15
    O M1 americano sofreu uma revisão de metodologia recentemente. Variáveis que pertenciam ao M2 foram transferidas para o M1, mas sem correções retroativas. Por isso o salto recente. Analisar o M1 americano e desconsiderar isso é coisa de vigarista intelectual. Você deveria se informar melhor a respeito.

    fredblog.stlouisfed.org/2021/01/whats-behind-the-recent-surge-in-the-m1-money-supply/

    mises.org/wire/feds-money-supply-measures-good-news-and-really-really-bad-news

    www.federalreserve.gov/feeds/h6.html

    Todo o resto já foi abordado nestes artigos:

    www.mises.org.br/article/3238/por-que-ha-uma-escassez-de-dolares-no-mundo-apesar-das-macicas-injecoes-do-fed

    www.mises.org.br/article/3239/a-pec-do-orcamento-de-guerra-e-a-bazuca-do-banco-central

    www.mises.org.br/article/3331/eis-o-responsavel-pela-disparada-dos-combustiveis-o-bc-e-sua-politica-monetaria-ultra-keynesiana

    www.mises.org.br/article/3273/a-teoria-monetaria-moderna-ja-esta-sendo-aplicada--e-explica-a-inflacao-do-ouro-e-dos-day-traders


    Sim, atual carestia decorre majoritariamente da desvalorização cambial, a qual, por sua vez, decorre da política monetária ultra-expansionista e ultra-keynesiana do BC, que é seguidor da Teoria Monetária Moderna. Defensores desta excrescência não conseguirão escapar tão facilmente assim.
  • Advogado do Tinhoso  19/04/2021 00:56
    Essas explicações e cuidados para com o M1 e demais agregados monetários só se encontram aqui no site do Mises. Ninguém mais no Brasil, lamentavelmente, se atentam a eles. Por conta disso, não dá pra sair acusando os outros de vigarista por não se atentarem a essas mudanças.

    No mais, relembro que eu apenas trouxe os argumentos; não fui o autor. Toda vez que alguém traz contrapontos aqui, já aparece gente com quatro pedras nas mãos. Não há necessidade disso.
  • Felipe  19/04/2021 02:31
    Por isso que houve esse salto no M1... realmente, é a primeira vez que eu leio sobre isso. Não vi ninguém falando sobre essa mudança na metodologia.
  • Vladimir  19/04/2021 14:38
    Basicamente, os depósitos em poupança, que estavam no M2, foram transferidos para o M1. Por isso o M1 e o M2 não se alterou (pelo óbvio motivo de que o M2 engloba o M1).

    Até aí, ok. Eu mesmo concordo com essa mudança. O problema é que mudaram a metodologia, mas não fizeram retroativa para os anos anteriores. Daí esse repentino salto-agulha no M1. Uma zorra completa, e, ao que tudo indica, proposital — exatamente para ofuscar tudo e, assim, deixar a descoberto "monetaristas" que acusarem o Fed de estar imprimindo a rodo.
  • Felipe  19/04/2021 23:12
    Como assim deixar a descoberto os "monetaristas" que acusarem o Federal Reserve System de estar imprimindo a rodo?

    Li o artigo do Mises Institute e o negócio é bastante esquisito. Desde a crise de 2008, houve coisas inéditas (e bizarras) na política monetária do banco central dos EUA. Lendo aqui alguns artigos de época (entre 2008 e 2011) eu vi algumas menções de que em algum momento o Fed teria de dar uma pancada nos juros. Só que, nos últimos anos, houve aquelas seguidas e suaves subidas nos juros mas, logo depois, voltou aos juros quase zerados. Desde 1971, os juros nunca subiram de maneira tão suave quanto ocorreu de 2015 a 2019. Lembra a política monetária feita no governo Dilma, com aquelas subidas suaves e graduais da SELIC, de 2013 a 2015.

    Pelo que me parece, aquele esquema de depósitos voluntários no BCB não saiu na Lei de Autonomia do Banco Central, correto? Se não saiu, qual seria o motivo para tal?
  • Vladimir  19/04/2021 23:35
    Embora o termo tenha sido deturpado recentemente, "monetaristas" são aqueles que acompanham o movimento da oferta monetária e criticam quando esta varia fortemente (para cima ou para baixo).

    Sendo assim, o Fed, ao não retroagir sua mudança metodológica e causar aquele salto disruptivo pela transferencia dos depósitos em poupança para o M1, aniquila qualquer monetarista que acompanhava o M1 e que, agora, não mais tem como fazer isso (pois o gráfico ficou completamente desvirtuado).

    Foi isso que eu tentei dizer, mas, lendo agora com mais calma, vi que acabou dando o sentido oposto ao que eu quis dizer.
  • Sadib  20/04/2021 03:18
    Para evitar confusão basta olhar o M2, que engloba o M1 (como disseram ai em cima).

    Ao contrário da crise de 2008, em 2020/21 o M2 subiu absurdamente nos EUA, provavelmente devido aos cheques distribuídos diretamente para o público (helicopter money). Já em 2008 o QE basicamente ficou parado nos bancos.

    Alguém tem um palpite se dessa vez 'será diferente'? Dólar rumo ao buraco? Inflação?

    Meu palpite é que daqui a uns anos alguma mega bolha de ativos vai estourar, mas ela ainda tem muito o que inflar.
  • Bolsodilma ciroguedes  20/04/2021 11:27
    A taxa de juros americana é inócua. Mesmo zerada ou negativa, ainda não apita nada. O que importa hoje é o quanto o Fed paga para os bancos deixarem as reservas paradas.

    A compulsória brasileira está sendo votado em separado à autonomia do BCB. 
  • Lucas  13/07/2021 16:27
    Carne e ovos mais caros: Produtores estimam que ovo, frango e porco fiquem até 50% mais caros com seca e geada

    O preço alto da carne de boi fez os consumidores procurarem opções em ovos, carne de frango e porco. Mas até mesmo esses produtos podem ficar até 50% mais caros ainda este ano, projetam associações de produtores.

    (...)

    economia.uol.com.br/reportagens-especiais/agronegocio-seca-e-geada-impacto-no-custo-de-carnes
  • Lucas  24/08/2021 01:19
    Guedes nega descontrole da inflação e afirma que taxa entre 7% a 8% está 'dentro do jogo'

    (...)

    "A inflação sobe um pouco, todo mundo [fala em] 'descontrole'. Não é descontrole, a inflação está subindo no mundo inteiro", afirmou, durante evento virtual promovido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

    "A inflação americana vai ser 7% neste ano, a nossa ser 7%, 8%, estamos dentro do jogo", completou o ministro.

    (...)


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