Nota do Editor (05/01/2021)
O teto de gastos foi furado. Ao menos provisoriamente. Não é o fim do mundo, mas aponta para uma tendência preocupante.
Depois de muitas negociações entre o governo federal e o Congresso, o texto do Orçamento da União de 2021 foi aprovado com previsão de despesas fora do teto. Um Projeto de Lei que tirava do texto os programas emergenciais foi aprovado e isso possibilitou a aprovação do Orçamento da União.
O governo poderá se endividar extraordinariamente para gastar no combate à pandemia, com o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e com o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). E ainda haverá mais R$ 16,5 bilhões para emendas parlamentares.
Os gastos contra a Covid-19 e com os programas de proteção de empresas e de empregos ficam sem limites específicos, fora tanto do teto de gastos quanto da meta fiscal, que já tem como meta um rombo de R$ 247,1 bilhões.
Ainda no início do ano, o presidente Jair Bolsonaro disse, corretamente, que o governo federal está quebrado.
Mas ele está errado ao dizer que não há o que fazer. Há, sim, várias medidas que podem ser tomadas (descritas no artigo abaixo). No entanto, são necessários coragem política e desapego eleitoral para realizá-las.
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O governo, por definição, não produz nada. Ele não tem recursos próprios para gastar. O governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou via tributação ou tomou emprestado via emissão de títulos do Tesouro. Ou então ele pode simplesmente criar moeda.
Todas essas três medidas geram consequências negativas para a economia.
A criação de moeda pode apenas fazer com que os preços dos bens e serviços subam no longo prazo, pois imprimir moeda não tem o poder de fazer com que surjam mais produtos na economia. A existência de mais papel-moeda ou dígitos eletrônicos não tem o poder milagroso de transformar recursos escassos em bens materiais. A moeda não é um meio de produção; ela não produz nem bens de consumo e nem bens de capital. Logo, aumentar a quantidade de moeda existente não causará uma maior produção de tratores, carros, computadores, máquinas, sapatos, tomates e pães. A moeda é simplesmente um meio de troca que facilita as transações.
Ao tributar, o governo toma aquele dinheiro que poderia ser usado para investimentos das empresas ou para o consumo das famílias, e desperdiça esse dinheiro na manutenção da sua burocracia. A tributação nada mais é do que uma destruição direta de riquezas. Parte daquilo que o setor privado produz é confiscado pelo governo e desperdiçado em burocracias improdutivas (ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais), maracutaias, salários de políticos, agrados a lobistas, subsídios para grandes empresários amigos do regime, propagandas e em péssimos serviços públicos.
Esse dinheiro confiscado não é alocado em termos de mercado, o que significa que está havendo uma destruição da riqueza gerada.
Pior: ao tributar, o governo faz com que a capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no futuro, e menos contratação de mão-de-obra.
Já ao tomar empréstimos — ou seja, emitir títulos —, o governo se apropria de dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem ou para as famílias consumirem.
Não há mágica ou truques capazes de alterar essa realidade: quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. Isso significa que o governo está dificultando e encarecendo o acesso das famílias e das empresas ao crédito.
E isso é fatal, sobretudo, para as micro, pequenas e médias empresas.
E piora: a emissão de títulos gera o aumento da dívida do governo, cujos juros serão pagos ou por meio de mais impostos ou por meio de mais lançamento de títulos.
E isso leva ao reinício do ciclo vicioso.
Na atual pandemia de Covid-19, os governos ao redor do mundo estão recorrendo majoritariamente à impressão de moeda e ao endividamento. O governo brasileiro não é exceção.
Os números
O governo brasileiro, que já era uma insana e insaciável máquina de destruição de riqueza, se tornou ainda pior durante a atual pandemia. E isso não é uma frase ideológica ou meramente demagógica. Uma simples olhada em seus números fiscais nos permite constatar isso.
O estado brasileiro sempre gastou muito mais do que arrecada via impostos, pois tem um grande estado de bem-estar social para sustentar. Agora, porém, sob a pandemia, pode-se dizer que a coisa degringolou completamente.
Como as receitas tributárias caíram e os gastos governamentais voltados para o “combate” à pandemia — o que majoritariamente inclui o repasse de auxílios financeiros a desempregados e autônomos — aumentaram substantivamente, o déficit orçamentário explodiu. Logo, o governo tem de se endividar (pedir empréstimos) ainda mais para poder financiar esses maiores déficits.
O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada) a cada ano.
Gráfico 1: evolução do déficit nominal do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)
O descalabro, que começou realmente ao final de 2011, e que se intensificou a partir de meados de 2014, estava dando sinais de arrefecimento em 2019. No entanto, com a Covid-19, o déficit alcançou níveis inauditos.
Nos últimos 12 meses, o governo gastou simplesmente R$ 1 trilhão a mais do que arrecadou via impostos. Ou seja, o governo federal se endividou em um montante de R$ 1 trilhão nesse período. São R$ 1 trilhão que ele absorveu do setor privado. São R$ 1 trilhão que deixam de financiar investimentos produtivos apenas para fechar as contas do governo.
Mas agora vem a parte realmente assustadora: pegue esse R$ 1 trilhão que o governo federal absorve via empréstimos em 12 meses e some aos R$ 2,065 trilhões que as três esferas de governo arrecadaram em 2020 via impostos. São R$ 3,07 trilhões que o estado retirou do setor privado e destruiu no financiamento de sua própria máquina.
Isso equivale a 42% do PIB, uma vez que o PIB foi de R$ 7,4 trilhões.
E aí você começará a entender por que será difícil para um país ainda em desenvolvimento enriquecer e prosperar sob esse atual arranjo. Não há mágica capaz de subverter essa realidade.
As consequências desses déficits seguidos? A óbvia explosão da dívida pública. O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um acumulado de déficits. Assim, o gráfico abaixo mostra o volume de dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o financiamento de investimentos produtivos:
Gráfico 2: evolução da dívida total do governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)
O gráfico acima mostra que R$ 7 trilhões já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$ 7 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.
Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.
Ressaltando que uma dívida bruta de R$ 7 trilhões para um PIB de R$ 7,4 trilhões representa uma porcentagem de 95% do PIB.
No grupo dos países em desenvolvimento, apenas Angola possui uma dívida maior.
A velha conhecida
E, para completar o cenário trágico, estamos vivenciando uma expansão monetária (inflação) sem precedentes na era do real.
O gráfico a seguir mostra a evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil.
Gráfico 3: evolução do M1 (papel-moeda em poder do público mais saldos em conta-corrente) no Brasil. (Fonte e gráfico: Banco Central)
Observe a disparada ocorrida a partir de março, um movimento completamente atípico e inaudito. No último ano, o aumento foi de quase 50%.
Eis o cenário: de um lado, o governo financia seus déficits vendendo títulos públicos para investidores. A dívida aumenta. De outro, o Banco Central — por meio do Orçamento de Guerra — passou a imprimir moeda para comprar ativos em posse dos investidores (os mecanismos e as leis que permitiram essa impressão monetária já foram detalhados aqui).
Ou seja: houve déficit, houve impressão de moeda e houve aumento do endividamento.
Estamos hoje vivenciando políticas fiscal e monetária ultra-expansionistas e heterodoxas. A política fiscal é um keynesianismo turbinado. E a política monetária é claramente inspirada na Teoria Monetária Moderna, que está à esquerda de Keynes e que já foi considerada radical até mesmo por Paul Krugman. A inflação de preços, como inevitável consequência, não só já começou a se manifestar com grande intensidade, como ainda levou os preços dos combustíveis e dos alimentos para valores pornográficos.
Bomba-relógio e o seu desarme
Enfrentar essa crise fiscal não é um tema ideológico; as cifras de déficit e endividamento, que teimam em ser inflexíveis, são de natureza contábil. Não há ideologia que refute ou altere a realidade demonstrada pelos gráficos 1, 2 e 3.
Há 240 anos, Adam Smith dizia que “quando a dívida pública alcança certo nível, não é mais paga integralmente; a falência do governo é disfarçada por pagamentos de faz de conta.” Smith se referia aos meios que o governo utiliza para levantar recursos: impostos, endividamento e inflação.
Aumentos de impostos são evitados pelos governantes sob pena de perda de popularidade, vide o recente episódio da CPMF. O endividamento é o método favorito, só que, para além de um determinado nível de dívida, a deterioração do risco de crédito pode inviabilizar tudo, e, no extremo, o mercado não emprestará mais ao governo. Para evitar o calote, a consequência final é a inflação por monetização de dívida. Pagará a conta, portanto, aquele grupo de interesses que não vota nem é organizado: o das futuras gerações.
O que é possível fazer? Cortar gastos. Onde o governo deve cortar? Em qualquer lugar e em todo lugar.
Ministério do Turismo, Ministério da Cidadania, Ministério da Cidadania, Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e Ministério do Desenvolvimento Regional poderiam ser imediatamente abolidos.
Veja aqui (clique em “despesas”) o total das despesas de cada ministério em 2020. Excluindo-se o Ministério da Economia (que gasta R$ 1,9 trilhão) e da Previdência (R$ 610 bilhões), todos os outros ministérios gastam aproximadamente R$ 600 bilhões por ano. (Na era Dilma, eles empregavam mais de 113 mil apadrinhados e seus salários consumiam R$ 214 bilhões. Ainda não se sabe os números exatos da atual administração.)
Adicionalmente, não apenas o cancelamento de todos os aumentos prometidos ao funcionalismo público, como também a extinção dos super-salários do setor público são imprescindíveis.
A abolição do BNDES e a devolução do dinheiro a ele emprestado pelo Tesouro também seriam um bom começo (embora isso resolveria apenas um problema de estoque e não de fluxo).
A venda (ou mesmo a abolição) destas 18 estatais que queimam 86% do orçamento com funcionários muito bem pagos e que dependem de transferências do Tesouro também é imperativa, assim como a venda das 151 estatais do governo, as quais recebem um aporte anual de R$ 20 bilhões do governo.
Acima de tudo, a reforma da previdência do setor público, que é de longe o maior ralo de dinheiro do país, é absolutamente crucial.
No entanto, no tic-tac da bomba, o STF já proibiu a redução de salários de funcionários públicos prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal, políticos defendem a implosão do teto de gastos, o Congresso autorizou o governo a descumprir a regra de ouro, já se falou em reajustes para o funcionalismo público e houve até ameaça de um calote nos precatórios.
Como detalhado neste artigo e neste, manter sua poupança majoritariamente em reais é algo cada vez mais arriscado.



O gráfico 1 é reconfortante e tranquilizador…
Saldo Brasil 2020:
– Rombo de aproximadamente 1 trilhão nas contas públicas;
– 40 milhões de trabalhadores sem ocupação;
– 522 mil empresas fechadas por conta da pandemia.
E o Senado resolve ajudar o país dando reajuste de salários para os servidores públicos.
Bom dia pessoal. Essa provável inflação que virá, vocês acham que em Outubro ela já estará estourando? e se estourar, vai ser geral (Alimentos, roupas, componentes eletrônicos, etc.), ou ficará comportada em um grupo de produtos enquanto estoura apenas nos alimentos?
De duas, uma. Ou virá o ancapistão no Brasil ou voltaremos à década de 80.
Façam suas apostas (no bitcoin ou no ouro, é claro)!
Nao adianta diminuir gastos com servidores publicos e encher as repartições de comissionados e apadrinhados de politicos como muitos tem feito. Tem que cortar gastos publicos como regalias e mais regalias de politicos e parentes de politicos. Nao adianta manter a casta que se tornou hoje a vida dos parlamentares e do judicirio com lagostas e vinhos do STF.
Maravilha! Com esse adicional de 120, o déficit volta a 11 por cento do PIB.
Falência do governo central à vista.
Só hoje, dois leilões à vista do Banco Central. E contando.
Legal ter um americano escrevendo sobre a economia brasileira. Foi ele quem escreveu aquele artigo que eternizou o apelido “Ciro Guedes”.
Equador atualmente está sendo um dos poucos países latino-americanos a viver deflação de preços (recentemente lá os juros subiram, provavelmente lá os juros flutuam, caso eu estiver errado podem me corrigir que eu agradeço). Claro, sem banco central e com uma moeda ainda forte, realmente não tem motivo para tal. E isso em um país com maior instabilidade institucional e política que o Brasil. Queria saber por que lá eles conseguiram dolarizar a economia e aqui isso nunca foi cogitado.
Grécia teve que fazer austeridade depois de 2014 (e foi dura mesmo, com superávit total, não primário), ainda com o partido Syriza e com funcionalismo de mentalidade parecida à daqui do Brasil. Aparentemente lá eles tiraram os lockdowns. Claro, o país depende muito de turismo e do setor de velas. O primeiro-ministro atual parece ser alguém mais pró-mercado. Segundo muitas pessoas daqui, seria melhor se a Grécia tivesse o seu banco central e então assim teriam autonomia para gerar hiperinflação, aos moldes argentinos.
Vou ler esse artigo agora mesmo.
Esqueci de perguntar uma coisa e mudando de assunto: aquele negócio de Rota 2030, supostamente substituindo o Inovar-Auto, já está em vigor? Mudou algo para melhor? Parece que no ano passado constataram de que o comércio do Brasil com o México piorou no setor automotivo, incluindo de autopeças.
Olhando esse gráfico do M1, me da medo, ainda mais se toda essa emissão de dinheiro estiver circulando na economia..
A ultima coisa que precisamos agora é inflação.. Na verdade toda essa crise fiscal é suportável se ao menos o poder de compra do dinheiro for preservado. É melhor estar em uma grecia quebrada do que em uma argentina
O Brasil é uma Índia que quer gastar como uma França.
Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que não é aumento gastos e nem aumento de intervenção do Estado que qualquer país irá se tornar desenvolvido. Um país precisa ser de economicamente livre para isso ser possível.
Prezados,
Faço as colocações a seguir apenas a título de dúvida e com intuito de aprender um pouco sobre o tema.
O artigo diz que: “uma dívida bruta de R$ 6 trilhões para um PIB que foi de R$ 7,3 trilhões representa uma porcentagem de 82% do PIB.”, e que “quando a dívida pública alcança certo nível, não é mais paga integralmente; a falência do governo é disfarçada”.
Minha dúvida gira em torno de 3 países específicos que, também, posssuem níveis elevados de dívida, mas não tem aparência de “falidos”.
Pergunto aos senhores porque a dívida desses 3 países é diferente da dívida brasileira?
1) Japão: dívida pública de 238% do PIB em 2018; déficit fiscal de -8,3% do PIB em 2011
2) Bélgica: dívida pública de 107% do PIB em 2014; déficit fiscal de -4,3% do PIB em 2012
3) EUA: dívida pública de 106,9% do PIB em 2019; déficit fiscal de -8,7% do PIB em 2010
Esses três países estão falidos?
Destaco que a Bélgica faz parte do BENELUX, grupo de países que está na origem do livre mercado europeu.
Obrigado pela oportunidade de interagir aqui.
Abçs
Uma dúvida sincera: o que BC vai fazer quando a inflação começar a se refletir no IPCA? Considerando que, em teoria, temos um governo chicaguista, seria de se esperar que somente aí que aumentariam a SELIC para tentar conter a inflação. Mas isso seria possível, considerando que a dívida explodiria mais ainda? O que é mais provável, o governo deixar a inflação comer solta ou aumentar a SELIC?
Ou nós, como espécie, seremos extintos pelo Estado ou ele, como predador, terá que ser extinto. Prepare o seu Bitcoin.
Excelente artigo! Parabens pelo detalhamento do mesmo. Entendi coisa que nunca tinha entendido antes e não conhecia. É desanimador ao mesmo tempo ver TANTO GOVERNO, tanta parlamentar incompetente, tanta robalheira com nosso dinheiro que poderia ser muito melhor aproveitado e investido. Cada dia eu acredito mais em MENOS GOVERNO (pra mim nao deveria existir, mas vá lá. Se diminuir já fica menor ruim.) Parabens pelo artigo.
Vocês que gostam de fazer pesquisas
Vejam a minha tese que eu observei: quanto maior o negócio, menor é a margem de lucro
Eu vi que no comércio da minha cidade os ambulantes conseguem lucrar muito mais do que 100%
Agora, se pegarmos as grandes corporações, a média estará entre 10% e 20%. A Toyota tem um média de 35% mas existem grandes que ultrapassam os 100%
Claro, os 100% dos pequenos garantem à eles uns 30-50 mil por ano. Os 10% dos grandes garantem bilhões
Partidos querem direito a eles mesmos fiscalizarem o dinheiro público que recebem via fundo eleitoral.
www1.folha.uol.com.br/poder/2020/08/stf-julga-acao-que-pode-afrouxar-controle-do-uso-de-verbas-publicas-pelos-partidos.shtml
Partidos de esquerda e direita. Estatistas
Um país em que você faz lei para dar crédito para alguns. Uma lei.
http://www.ovale.com.br/_conteudo/brasil/2020/08/111911-bolsonaro-sanciona-lei-que-cria-linha-de-credito-para-autonomos.html?fbclid=IwAR0QNKVPUoY2gAxFCnJWpKuvhAKeMdhAXK_oN-OlGQtzZGL_jc-6IJtuFmQ
Ficar dando crédito pra alguns faz com que se aumente a carga tributária pra outros.
Mas fazem via lei pra obrigar a dar a bolsa-mordomia.
Esse pais é um manicômio.
O mercado privado brasileiro é desanimador, salários que de tão baixos parecem trabalho escravo, a única solução seja você liberal ou não é estudar para concurso público e ter um pouco de dignidade.
Voces estao esquecendo o novo minha casa minha vida que vem por aí! Aguardem para ver o que é rombo nas contas publicas de verdade!
Não há inflação no horizonte brasileiro. Talvez a inflação inercial quando todos que produzem reajustam os preços com expectativa futura (aumenta salário, custo de energia, etc) vá incomodar um pouco por 1 ou 2 meses. Aconteceu que quando o isolamento foi iniciado, desorganizou a cadeia produtiva e de distribuição. Num primeiro movimento desequilibrou oferta e demanda, quando alguns setores seguiram em atividade, especialmente o setor supermercadista, com a produção sendo adaptada em níveis mais para baixo. O país manteve a atividade econômica por conta dos estoques, o que se confirma com os índices de atividade econômica registrados em julho e crescimento na indústria. Estoques baixos, e Natal em 120 dias, é hora de pôr as prensas para estamparem. Uma vez os estoques estejam repostos, vai-se cair na real de que não há dinheiro para consumo desenfreado e os preços estabilizarão.
Inflação de alimentos no Brasil foi de quase 8% em julho em acumulado de 12 meses.
No Equador a inflação de alimentos foi de 1,2% no último mês. Equador tem mais instabilidade política e institucional e teve 10 anos de chavismo (que faz o governo Lula ser liberal). Quem disse que lá tem estabilidade suíça?
Então como conseguiram? Eles usam dólar como moeda corrente.
O banco central de lá é só serve para emitir cédula e moeda conversível em dólar.
Aceitemos a realidade: real forte com Bolsonaro só com intervenção divina.
A privatização e a venda de imóveis da união não resolveria esse problema fiscal (ao menos a curto prazo)?
Pessoal, olhem que legal, encontrei o histórico de todas as moedas utilizadas no Brasil…
Quem quiser ver, está aqui. No Brasil Colônia, quase não houve alteração no padrão monetário, isso em mais de 300 anos. Depois da queda da Monarquia (excluindo as tentativas de adulterar a moeda pelo BB no século XIX, quando saíram emitindo papéis sem lastro), foi só essa zona e estamos assim até hoje, só que um pouco melhores do que na época dos cruzeiros, cruzados, cruzeiros-reais, cruzeiros novos, cruzados novos…
Também achei essa tabela com todas as reuniões do COPOM e as taxas SELIC praticadas de 26/06/1996 até a última reunião, deste dia 5 de agosto de 2020.
Se for fazer um recorte só em economia eu entendo que tudo que o artigo mostra de fatos e analises está certo, mas o grande problema é como se manter governando e tomar as atitudes recomendadas pela teoria . Imagina que um homem casado fizesse nas devidas proporções o que governo fez , gastou mais que recebeu por causa da diminuição de renda na pandemia. A mulher e os filhos tem um padrão de vida superior ao que o homem passou a receber , o homem sabe que tem que diminuir o padrão de vida da família , mas a mulher e o filhos como grande parte do povo e dos políticos nao vão entender tão simples diminuir o padrão de vida e podem se separar do homem como povo pode tirar o governo . O problema é esse ,como diminuir o padrão de vida sem perder o casamento ou o governo
“Como detalhado neste artigo e neste neste, manter sua poupança majoritariamente em reais é algo cada vez mais arriscado.”
Nesse caso poderiam informar qual seria uma melhor opção para se manter uma poupança em dólar a longo prazo? Já ouvi falar de ações americanas ou bitcoin mas ambos ativos aparentam possuir alto risco volátil para se utilizar como reserva. Estou errado em enxergar dessa maneira?
Pessoal, olhem que beleza. Peguei este trecho da reunião do FOMC (o “COPOM americano”). Peço que prestem atenção:
“The staff’s broad dollar index declined slightly, on net, with moderate depreciation against AFE currencies. The EU Recovery Fund agreement supported the euro, which appreciated about 3 percent against the dollar over the intermeeting period. In contrast, the Brazilian real depreciated about 5 percent against the dollar, amid continued policy rate cuts by the Central Bank of Brazil, escalating coronavirus cases, and political turmoil in Brazil.“
A interpretação fica por conta de vocês.
Esse tipo de postagem que me assusta, em um grupo de economia do Facebook. Gente achando que o BCB pode, ao mesmo tempo, reduzir a dívida e ainda ajudar os pagadores de impostos, por meio das Operações de Twist. Sem sentido e insensato demais esse tipo de postagem.
Deem uma olhada, vale a pena ser compartilhado.
ibb.co/LNg2vZQ
Acabei de ler o artigo além de alguns dos artigos citados e gostaria de ter esse conhecimento básico ao intermediário sobre economia, adentrando com a visão liberal/libertária. Poderiam me sugerir livros/autores ou sites que possuam o conteúdo?
“BNDES homologou escolha de consórcio para estudos de privatização dos Correios”
Alguém pode me explicar qual o fundamento de se usar um banco estatal para vender uma estatal? O que seria essa parceria?
Uma coisa interessante é que é possível que a privatização dos Correios acabe resultando em apreciação cambial, embora isso vá ser certamente por apenas um tempo.
Eu realmente fico me perguntando como que o governo federal conseguiu privatizar o Banespa (isso que o governo estadual e federal eram do mesmo partido). Aquilo lá demorou anos para se concretizar.
Para fechar o BNDES teria que aprovar um projeto de lei no Congresso?
> Brasil, governo “de direita”: funcionalismo continua intacto, sem cortes e nada, ministério recriado. Ninguém teve coragem de cortar o próprio salário. Para privatizar o formigueiro, pede desculpas.
> México, governo de esquerda e que abertamente defende o socialismo: o presidente cortou o próprio salário já em 2019, fechou dez ministérios (isso mesmo, fechou na canetada), corte de 25% nos salários do funcionalismo, congelou contratações e tirou bônus natalino para os burocratas do governo federal e com presidente do BC que defende política monetária rígida (que era do governo anterior mais pró-mercado do Peña Nieto). Além disso o próprio Obrador defende moeda forte. Mídia esquerdista está achando ele “muito austero” e comparando ele com Reagan e Thatcher, assim como os petistas mais radicais criticavam o Meirelles.
O que está estragando essa austeridade é que o AMLO quer continuar com obras estatais magnânimas como a ferrovia Tren Maya e um aeroporto no meio do nada. Ele poderia também reverter as seguidas quebras de contratos que ele fez nesse ano e no ano passado envolvendo os projetos do setor de petróleo.
Realmente, políticos são muito contraditórios.
O piloto sumiu…
“Neste momento o BC é passageiro, o piloto é o fiscal”, afirma Campos Neto
valor.globo.com/financas/noticia/2020/08/24/neste-momento-o-bc-e-passageiro-o-piloto-e-o-fiscal-afirma-campos-neto.ghtml
Sou bancário – gerente de contas de PJ. Um dono de uma empresa de reciclagem (plastico, aluminio, papelão) me relatou algo triste hoje:
Com a renda garantida do auxílio de R$ 600,00 quase todos os catadores de sucata praticamente pararam de trabalhar. Geralmente eles viviam do Bolsa Familia e da coleta de papelão, latinhas, etc… Mas como o valor do auxílio aumentou, eles estão em casa recebendo sem precisar trabalhar.
Resultado: a empresa está quase paralisada por falta de matéria prima e provavelmente terá que demitir quase todos os funcionários, pois está sem faturamento.
Além disso, (obviamente) o preço do Kg sucata que era R$ 1,90 já está mais de R$ 3,00. Contribuindo mais ainda para inflação na cadeia dos produtos.
Vejam que, além do deficit público, os R$ 600,00 geram outros problemas.
To numa dúvida cruel…
Os casos de COvid estão diminuindo aqui e nos EUA, a Dow Jones parece que começou a alçar vôo (e se Trump ganhar, o vôo será de cruzeiro).
Então estou pensando em comprar ações na Dow Jones. Mas a questão é o Dólar.. Ele já estaria espichado demais e seria um momento ruim de ir pro Dólar ou ainda é válido?
Sabemos que com essa SELIC o real não tem muita margem de valorização, mas nesse país nada é certo, nem o desastre…
Muito bem, excelente diagnostico!
Agora vamos ver o remédio/tratamento planejado pela equipe econômica:
Little Guedes
Economia 25.08.20 08:24
O pacote "que será apresentado pelo ministro Paulo Guedes tem a pretensão de ser um 'big bang', uma explosão criadora", diz O Globo, em editorial.
"Pelo que veio a público nos últimos dias, ficará longe disso. A ideia é reunir sob um mesmo slogan, Pró-Brasil, um emaranhado de propostas capazes de dar ao presidente Jair Bolsonaro uma nova bandeira eleitoral, de olho na reeleição. Antes de programa para a economia, portanto, o que vem aí é mais uma peça de propaganda (…).
Só a lógica eleitoral explica reunir num mesmo balaio propostas tão díspares quanto a desoneração de impostos para eletrodomésticos, a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda, a recriação da CPMF, um programa de obras de infraestrutura, a revisão do pacto federativo e a ampliação do Bolsa Família, rebatizado Renda Brasil."
http://www.oantagonista.com/economia/little-guedes/
oglobo.globo.com/opiniao/pacote-peca-de-propaganda-de-olho-na-reeleicao-24603517
O Brasil virou a Argentina.
"Não há condição moral de suporte de algum programa social dentro do Brasil", disse hoje o ministro Walton Alencar, do TCU. "A fraude é inerente ao sistema. Se não houver adequado processamento de informações, tudo está fadado ao fracasso", comentou, sobre as irregularidades no pagamento do coronavoucher.
Hoje, o TCU mandou o Ministério da Cidadania apertar o controle sobre os pagamentos do auxílio emergencial. Como noticiamos, auditoria da área técnica do TCU viu indícios de fraudes no pagamento de R$ 42,1 bilhões.
uau , viu “indicios” de irregularidades em (!!!) 42 bilhoes
quem sabe em 2021 consiga confirmar pqp
“Conheça os programas que devem acabar após a criação do Renda Brasil”
O que vocês acham?
Sobre o seguro-defeso, lembrei-me deste clássico artigo do Klauber, o qual é muito bom: Quem nos defenderá do defeso?
Realmente, muitas espécies de peixes dependem de um período para reprodução. Mas isso é por acaso motivo para o governo criar uma espécie de seguro estatal para pescadores? Algo que poderia tirar esse problema seria buscar reproduzir esses animais em cativeiro, se possível fecharem o Ibama e deixar ocorrer uma regulação privada, já que o órgão é um dos principais obstáculos para o crescimento desse setor no país. Alguns peixes ornamentais no Brasil até hoje são coletados de maneira artesanal, como Paracheirodon axelrodi (o tetra cardinal), ao passo que, se não me engano, fora do Brasil ele já é reproduzido em cativeiro (já que ele existe nos mercados americano, europeu e asiático). Detalhe que esse peixe é nativo da região dos grandes rios no norte da América do Sul. Não tem em outro local.
Por que no Equador eles conseguiram dolarizar a economia após a crise do sucre, e essa dolarização nunca foi tentada, por exemplo, no Brasil e na Argentina? A Crise Financeira de 1998-1999 do país foi culpa da explosão do M1 (não achei dados da década de 90), sob arranjo flutuante e das crises cambiais externas? Essa dolarização poderia ter tido origem cultural, como foi no Peru?
Um dos meus chutes é que, dada a natureza geográfica do país e de seu território pequenino (e de ser uma economia majoritariamente formada por commodities), então um BC misturado com tarifas protecionistas poderia causar inanição em massa, um risco bem menor do que em países de grande extensão territorial. Muitos equatorianos moram fora do país e acabam enviando o dinheiro para a família na terra natal. Isso é bastante facilitado pelo fato de o dólar ser usado lá, sem custos de conversão.
Lembram-se de quando o STF exigiu explicações ao BCB sobre a nota de R$ 200? Eis a manchete:
“Banco Central deixa claro ao STF que o real é uma péssima reserva de valor”
“Ainda de acordo com o Bacen, seria ‘no mínimo duvidoso o argumento de que a nova cédula, por si só, [iria] facilitar os crimes de lavagem de dinheiro e de ocultação de valores, haja vista o baixo valor de reserva que a nova cédula de duzentos reais representará em comparação com as moedas [internacionais]’.”
Vale lembrar que uma nota de R$ 100 no começo de 2018 tinha quase o valor que uma nota de R$ 200 terá nesse ano.
www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/08/pandemia-distorce-custos-da-industria-e-cria-ambiente-para-alta-da-inflacao.shtml
A mídia maestream começou a falar de inflação represada.
Até chegaram a citar a moeda fraca no artigo, mas não atribuem a ela o principal problema.
E já falam que as empresas estão segurando repasses de custos por falta de demanda atualmente, mas que cedo ou tarde não conseguirão segurar mais os repasses.
Tudo que esse instituto já vem falando há meses. A pancada inflacionaria será feia e bastante impopular, como não poderia deixar de ser.
E isso minha gente, é um perigo por poder trazer a esquerda do atraso mais uma vez a esse país.
Nossos vizinhos do norte e do sul estão gritando tentando avisar o tamanho do problema.
O Banco Central do Brasil quer tentar ser o Federal Reserve, tendo em seu currículo, desde a sua criação no regime militar, coisas como:
– Uma hiperinflação que durou 15 anos (1979 a 1994): 13.342.346.717.617,70%, ou seja, treze trilhões, trezentos e quarenta e dois bilhões, trezentos e quarenta e seis milhões, setecentos e dezessete mil seiscentos e dezessete inteiros vírgula setenta por cento;
– Inflação acumulada em 26 anos de 520,60% (julho/1994 – dezembro/2019);
– Uma moeda menos transacionada que o rand sul-africano e o rublo russo;
– Sem moeda de reserva mundial;
– Sem moeda internacional de troca;
– Pelo menos dois calotes na dívida externa;
– Seis trocas de moedas;
Quando o peso argentino desvaloriza, a aquisição de trigo do país por um brasileiro fica mais barata, ou não?
Como funciona exatamente quando um brasileiro vai comprar trigo da Argentina? Ele vende reais por dólares, então ele manda esses dólares para alguma conta estrangeira do argentino, e então o argentino escolhe manter esses dólares ou trocar por pesos?
Sou a favor de fechar o Banco Central do Brasil por esse motivo:
[link=www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/08/extensao-de-auxilio-deve-custar-r-100-bi-e-rombo-de-2020-encosta-em-r-1-tri.shtml]Extensão de auxílio deve custar R$ 100 bi e rombo de 2020 encosta em R$ 1 tri
Bolsonaro decidiu anunciar prorrogação da assistência com mais 4 parcelas de R$ 300[/link]
Acabou a máquina de financiar e se endividar, ou corta ou fica todo mundo sem salário ou com salário atrasado. Coisa parecida acontece com as prefeituras. Já pensaram se as prefeituras tivessem bancos centrais municipais emitindo moeda e um tesouro emissor de dívidas?
Todo o cenário concorre para isso, o Brasil vai quebrar.
Não é ”se”, mas ”quando”.
Interessante mencionar que, apesar da crise financeira na Tailândia e que afundou a moeda, se pegarmos os últimos 25 anos, o baht tailandês
se valorizou, embora seja flutuante. Eles devem ter tomado um caminho diferente do tomado no Brasil.
Algo que poderia fortalecer o real seria passar reformas agressivas supply-side. Quem sabe com a Lei do Gás não melhore um pouco, assim como a mini-reforma administrativa (ano que vem vai ter greve). É um absurdo a Petrobras ter monopólio de facto até no gás. Com o gás natural em baixas históricas, era para o botijão ser bem mais em conta.
Pessoal, alguém sabe onde poderia achar um bom artigo sobre o que foi e como ocorreu o processo de dolarização no Equador?
Geanluca Lorenzon apoiando o otimismo desenfreado do Paulo Guedes com a economia brasileira é uma prova que libertários dentro do governo não é uma tática tão eficiente assim. Sou grato pela lei da liberdade econômica, mas vejo uma equipe econômica cheia de desculpas para agradar o ditador em chefe da economia brasileira. Guedes não tornou o Bolsonaro mais liberal, ele que ficou mais bolsonarista, e é horrível ver o mesmo acontecendo com libertários. Sei também que qualquer discordância mínima é motivo pra ir pra rua e ser considerado “traidor e nova esquerda” como no caso do Sergio Moro e tantos outros, mesmo assim, isso não justifica esse otimismo todo.
O pessoal aqui ainda não entendeu que quem manda na economia é o congresso.
Falou-se muito que não ocorreria o "calote”. Mas enfim ele veio. Vão tirar dos credores pra dar pra quem não trabalha.
Nada mais socialista. Grand reset à brasileira. Um calote aqui, outro ali, abriu-se o precedente.
Outro dia o Amoedo disse pra pegarem o FGTS e distribuírem. Quer dizer, a pessoa guarda aquilo pra aposentadoria, e tem que dividir com quem não participou?
Nuvens negras estão se formando no horizonte das tendências. É melhor ir pro ouro.
E quais são as perspectivas para a economia brasileira nesse ritmo?
Vai crescer em 2021? Vamos ter IPCA de 2 dígitos? Dólar 7 reais?
Pensando bem, fosse o Brasil ainda colônia de Portugal, estaríamos melhor. Teríamos o euro e as tarifas de importação seriam baixas. E Portugal hoje tem mais liberdade econômica do que a própria França.
Brasil colônia não teve um único dia de moeda fraca em mais de 300 anos, e após a independência do Br Portugal também entregava uma moeda de qualidade para suas colônias africanas, e mesmo após essas se independizarem o Cabo verde sabiamente seguiu fazendo um currency board com o escudo português e agora euro.
Quem ensinou brasileiro a ter moeda fraca foi republicano iluminista e tamos nessa até hoje.
Fudeu.
Essa palhaçada com os precatórios pode ser considerada pedalada fiscal ou qualquer outro crime de responsabilidade?
O caso do Brasil pode ser comparado ao Equador, país cujo banco central não tem funções além de regular o setor e emitir moedinhas metálicas conversíveis.
Ao passo que aqui os anos de ajuste no governo Temer foram praticamente perdidos, no Equador o caminho é diferente (ao menos por enquanto):
> Apesar dos lockdowns e da paralisia, os déficits equatorianos ainda estão sob controle. O gráfico mais detalhado.
> Gastos governamentais, caindo desde o fim de 2018 (com o governo Moreno). Pelo menos até março de 2020, com tendência de queda.
E isso num país que sofre com terremotos, mais dependente de commodities e onde o El Niño causa grande dor de cabeça para o vasto setor pesqueiro.
Vamos pegar agora a Grécia, país com funcionalismo parecido com o do Brasil, mas também sem banco central.
> Orçamento.
> Gastos governamentais.
Que tal pegar o México, com um governo abertamente esquerdista? Nesse ano ele fechou na canetada dez ministérios e ele mesmo reduziu o próprio salário, além de ter cortado bônus natalino para seus burocratas. Aqui, o governo não é capaz nem de privatizar um formigueiro.
> Gastos governamentais mais parecidos.
> Orçamento.
> Esse é bônus: a equipe dele prometeu superávit primário em 2019, cumpriram à risca.
Obrador é bobo, se ele largasse mão de fazer obras estatais faraônicas e adotasse uma postura mais pró-mercado, ele com certeza seria reeleito. Vamos ver quem será o próximo presidente do banco central lá, já que o atual é mais ortodoxo e vem do antecessor Peña Nieto (sim, lá o presidente do banco central pode continuar com um presidente novo).
Vamos ser sinceros? O Brasil já era. O último rastro de esperança morreu com a pandemia. O Governo federal já jogou a toalha e ligou todas as impressoras 24/7.
A economia irá afundar e em 2022 podem esperar que alguém de centro/esquerda a la Ciro Gomes irà se eleger para colocar a última pá de cal no país.
Vamos nos juntar aos nossos irmaos Argentinos em breve. Até lá.
E vem mais bomba por aí. Amanhã começa o julgamento sobre a venda de refinarias da Petrobras no STF. Dependendo do resultado, as privatizações, mesmo que sejam mínimas, serão quase impossíveis.
Depois de proibir a redução de salário dos funcionários públicos, o STF vai lá, mais uma vez, legislar. Quem é o louco que vai investir nesse país? Cada mês uma regra muda, um decreto é desfeito ou o STF se reúne e solta uma bomba.
O Brasil está ficando inviável.
O orçamento brasileiro precisa de um circuit breaker. Um apagão no estilo Grécia.
É matematicamente IMPOSSÍVEL financiar tanto parasitismo estatal, especialmente em um cenário de baixo crescimento econômico.
O sistema político e funcionalismo público estão FALINDO o Brasil.
Se não concorda, observe aquele vereador antes pobre da sua cidade. Menos de um mandato e a mulher já anda de X6 e o filho estuda na Nova Zelândia.
A corrupção é GIGANTE mesmo em níveis insignificantes da esfera estatal.
No funcionalismo, pessoas acumulam "ênios" que dobram, triplicam o teto do poder que os baliza. Enquanto não encararmos esta realidade, ficaremos caçando pratinha para financiamento de programas.
Dos 100 países avaliados, o Brasil é o pior no sistema tributário, segundo o Tax Complexity.
Perdemos para Egito, Gana, Grécia, Zimbábue, Indonésia, Itália, Nigéria, Tanzânia, Filipinas, China, Afeganistão, Equador, Rússia… nem preciso mais falar, né?
Essa reforma tributária é para o Brasil subir pelo menos umas 50 posições ou é para passarmos apenas exatamente à frente do Cazaquistão?
http://www.moneytimes.com.br/felipe-miranda-ja-que-o-senhor-pediu-presidente/
Da série “Vamos dar a solução pro keynesianismo, vamos aumentar a dose de keynesianismo!”
Começou falando o que realmente tem que ser feito, mas logo em seguida já mudou o rumo e “vamos aumentar impostos pra acabar com o déficit fiscal”.
Se o que tem que ser feito não é palatável politicamente, então a democracia morreu, não serve mais pro país.
O pessoal que esperava essas reformas não deu-se por conta que elegeram um MILITAR e SINDICALISTA para presidente. É próprio da classe militar ser estatista, afinal sem estado não há exército. E além disso nacionalista, portanto não dá pra esperar mercado com livre concorrência (regime anos 60-80 deram mostras disso com as obras faraônicas e subsídios até pra fábricas de chinelos nacionais).
O que aconteceria em uma hipótese onde o Bolsonaro simplesmente dissesse aos governos estaduais de que não prestaria nenhum socorro aos estados que ficaram fiscalmente fracos após os lockdowns? Seria possível isso acontecer? Isso poderia forçar uma austeridade nos governos dos estados e nas prefeituras, já que não existem bancos centrais estaduais para imprimir dinheiro e a possibilidade de rolar dívidas infinitamente?
O negocio deles é lascar mais ainda as contas publicas, pois as posicoes deles dependem que isso ocorra.
Pois vai que o gov da uma guinada e.fica responsável, e o real valoriza? As corretoras perdem , pois estao apostando nas posições keynianista , com suas expansoes, o qual eles ganham com a desvalorizacao do real, dae eles espalharem que a política economica atual é boa para o pais, provocando desinformação.
Nem o Ciro Gomes está gostando da desvalorização cambial.
Pessoal, como exatamente funcionou esse cepo reimposto pelo Macri? É igualzinho ao colocado pela Kirchner? Como isso fez surgir o câmbio paralelo?
Este instituto trata seus leitores como asnos. Explicam a teoria econômica concorrente de forma que ela fica parecendo inferior. Mas vou fazer o favor de dizer para os leitores aqui (se não censurarem meu comentário) qual é a verdadeira mentalidade por trás de quem é ridicularizado por estes artigos pulicados aqui.
Fato 1 – Uma transação econômica é a compra de “algo” em troca de dinheiro.
Fato 2 – É preciso dinheiro para comprar este “algo”.
Fato 3 – Caso as pessoas estejam com menos poder aquisitivo para comprar este “algo”, deve-se trabalhar na oferta de dinheiro.
Fato 4 – Obviamente a oferta de dinheiro afeta a atividade econômica.
Fato 5 – Mais dinheiro circulando na economia “aquece” a economia pois, por tabela, o dinheiro que foi criado chegará a todas as pessoas no devido tempo.
Fato 6 – É uma questão de tempo para o dinheiro que foi criado fazer a economia se movimentar mais. A dona de uma padaria começaria a ver suas receitas aumentarem muito e a inflação não é algo instantâneo, dá para se beneficiar antes que ela chegue.
Governo continua com modalidades de crédito. Mas uma hora essa farra acaba:
revistapegn.globo.com/Noticias/noticia/2020/10/banco-central-libera-ate-r-62-bilhoes-para-emprestimos-e-financiamentos-em-2021.html?fbclid=IwAR31Zx73cLQvu0y-AhfnfGhnru5a4dZN3Xl6ef6eyccJzy9-07KZxqA84lk
“Isso equivale a 45% do PIB”
isso pq o PIB já conta os gastos do governo. Se a gente fizer os R$ 3,26 trilhões gastos pelo governo dividido pelo o que é produzido no restante da economia o número fica ainda maior. Assustador
Particularmente interessante é que, além de a Rússia ter o grau de investimento que o Brasil não tem, ainda está com um baixo risco. Acho que foi graças à massiva compra de ouro feita pelo banco central de lá.
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/10/09/inflacao-ipca-ibge.htm
Como não podia deixar de ser. A inflação oficial chegou. E esse é só o início.
Aí eu entro em um determinado “fórum” e me deparo com o seguinte comentário:
“A inflação de setembro é completamente concentrada em alimentos, no resto não há nenhuma pressão relevante.
Só ver os núcleos de inflação que vocês vão ver como o mar está calmo.
Em relação aos índices de inflação medidos pelo IGP-M e Índice de Preços ao Produtor, as chances de afetarem drasticamente os preços ao consumidor, ao ponto de tirar a inflação da meta, são baixas.
Podem ficar tranquilos.”
Para piorar, isso ainda recebeu um monte de curtidas!
“manter sua poupança majoritariamente em reais é algo cada vez mais arriscado.”
Ouro e BTC entao? Porem tenho a leve impressao que o mercado do ouro eh manipulado (de alguma forma)
Mas como esse dinheiro chega na mão das pessoas e como esse aumento da base monetaria causa inflaçao exatamente? ainda nao entendi isso direito.
Deixa eu fazer uma pergunta bem estupida:
Segundo o gráfico 3, o Brasil tem 575 trilhões de reais circulando na economia. Como a inflação é um tipo de imposto e a previsão da mesma é de 4% para 2020, isso quer dizer que teremos perto de 23 trilhões de reais sendo retirados do nosso bolso?
Sei que é uma simplificação extrema, mas já que inflação é uma das maneiras que o governo tem de pagar suas contas, quanto é correto pensar desse jeito?
Muito obrigado se alguém me esclarecer este ponto.
Quero saber de vocês, imposto sobre herança ou o ”estate” ou ”gift” tax. Como os EUA se mantem ricos e crescendo com impostos tão altos?
Ciro gomes e luciano huck militando pra 40%, queria saber, seria como, eu recebo um apartamento da minha mãe de 600 mil, ele quer que eu pague 200 pro governo? É isso mesmo que os caras defendem? Nem isento eu seria?
Eles falam que nos EUA são 40%, engraçado, eles só querem copiar o que interessa, sera que eles topam COPIAR TUDO inclusive as coisas boas e ruins? Tipo, vinha junto extinguir CLT e tudo… Ai eu queria ver
Enfim queria saber como é esse imposto mundo a fora e se ele é alto aonde é rico e desde quando, queria saber o quão interfere, eu acho um absurdo MORAL, eu seria capaz de mandar tudo pra bitcoin e depois vender os bitcoins e depositar em uma conta no Paraguai. E vocês escapariam como?
Tenho uma dúvida quanto ao que fazer. Comprar dólar? Porque franco suíço, iene e outras moedas é pouco prático. E o ouro? O governo pode muito bem confiscar ou tributar pesadamente fundos de investimentos em ouro, e manter ouro físico é complicado. Realmente não sei o que fazer, pois estou apreensivo com essa inflação.
A balança comercial Chilena é deficitaria? O argumento de rico importador só vale pra Australia?
O brasil ate que caminha com real esfarelado, nem sei como, porque segundo o argumento EA, o cambio fraco freia e para economia, ao ponto de recessão.
Bolsonaro está parcialmente correto… a situação fiscal de agora é também culpa dos governadores e prefeitos que fecharam a economia na força.
Entretanto, o governo federal também é culpado, pois não apenas não cortou onde poderia, como aumentou os gastos. O Brasil é um dos países emergentes que está em pior situação fiscal. Bolsonaro nunca foi liberal. Ele apenas está adotando algumas políticas pró-mercado.
Ele poderia por exemplo fechar agências reguladoras, acabar com cargos comissionados e reduzir salário de assessor e afins (ou mesmo o próprio salário), mas não fez porque não quis. Apesar de obstáculos do STF e da CF/88, ele poderia ter feito várias coisas.
Enquanto isso, no México, Obrador fecha dez ministérios, corta bônus natalino dos burocratas e é considerado um “hawk” pela mídia tradicional…
E o Bitcoin , meu povo? Nao para de subir! Ta insano, todo dia. Ja passou R$200.000 e nada indica que vai parar.
Eh possivel que haja uma correcao em breve? Ainda nao entendi porque disparou esses dias.
Já que a questão não é “SE” e sim “Quando”, a falência total da máquina pública será em 2021 ou 2022?
Na hora que a coisa desandar vamos ver quais forcas politicas vao se movimentar.
Esse artigo tá sendo repostado ad nauseum, não que eu esteja reclamando mas é só uma observação que quis fazer.
Bitcoin 41 mil dólares já (221 mil reais), acredito que seja bolha, já que não vejo motivos pra valorizar tão rápido assim, recomendo o vídeo do Fernando Ulrich a respeito:
Também o fato dos bancos centrais principais do mundo só fazerem cagada pode contribuir para essa valorizada do bitcoin.
O problema é que eu já tô mais cético (pelo menos no curto prazo) quanto à capacidade do BTC de ser usado como moeda em massa, para acontecer isso então a rede tem que suportar milhares de transações por segundo, mas no último quadrimestre de 2020 foram registradas apenas 351 mil por dia (4 por segundo):
A Visa sozinha aguenta 1700 transações por segundo.
Esse é o problema de escalabilidade do bitcoin, alguém conhece uma cripto que tenha um maior potencial de ser adotado como moeda em massa? O artigo cita Bitcoin Cash, e também, alguém que entende mais do assunto consegue explicar se esse problema é temporário?
Desculpe sair do assunto do texto, mas onde está aquele comentário ensinando como comprar ouro e ouro físico? Não estou achando…
Índice de commodities (em real brasileiro) em alta histórica.
Comparando com alguns países como:
– Paraguai;
– Bolívia;
– Uruguai;
– Colômbia;
– Peru;
– Chile;
– Equador;
– Haiti;
– México; (no México a inflação de preços está desacelerando há alguns meses, ao passo que aqui a tendência é contrária; antes a inflação de lá estava maior que a daqui, agora é a daqui que está maior do que lá)
– Rússia;
– China;
– Índia;
– Indonésia;
– Filipinas;
– Tailândia;
– Costa do Marfim;
– Egito;
– Iraque;
O BCB está monitorando mesmo os preços das commodities?
Os importadores de gasolina já estão reclamando da Petrobras de que ela está segurando preços.
[www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/01/importador-de-combustivel-diz-que-petrobras-tem-precos-predatorios-e-vai-ao-cade.shtml
Incrível como Chicaguistas estão seguindo os passos da Dilma.
Não há como ter resultados diferentes fazendo-se a mesma coisa de antes. O fim dela todos lembram como foi… E o vice não é diferente, da linha militar desenvolvimentista.
O pior de tudo é que isso vai desaguar na eleição com as pessoas querendo ouvir promessas populistas, os “Ciros Gomes” por aí terão muito espaço pra ganhar votos.
http://www.mises.org.br/article/3008/a-teoria-monetaria-moderna-foi-aplicada-na-argentina-eis-os-resultados
Estamos vendo de dentro como foi o processo lá na Argentina. Enjoy!
O fato de o Brasil ter uma farta reserva internacional faz com que a taxa de câmbio fique menos instável, ou isso muda pouco? Isso aumenta a confiança na moeda doméstica? O real no ano passado se desvalorizou até em relação ao peso uruguaio e ao guarani paraguaio.
Evidentemente no ano passado o real passou a ficar mais volátil do que, por exemplo, em relação a 2017.
Na Argentina, por exemplo, existe um problema grave nas reservas internacionais, coisa que aqui ainda não existe.
Qual foi a pretensão de Meirelles ao acumular reservas internacionais? Por que o Lula não se importou com isso?
Inflação chinesa em baixas históricas (acumulado dos últimos 12 meses): 0,2 % ao ano. Moeda deles continua se apreciando, além de ter havido deflação de preços ao produtor quase o ano todo.
Quem souber de um portal confiável de notícias sobre economia chinesa, eu agradeço.
Todo o gasto do setor público mantém, de alguma forma, a economia girando. Veja : qual o resultado do consumo se consideramos somente o funcionalismo público? quanto tempo demoraria para a economia substituir o que é consumido pelo funcionalismo púbico e pela administração pública ?
Com o Brasil nessa situação tenebrosa para onde vai o dólar agora que o Biden foi eleito?
http://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2021/01/11/ford-anuncia-fim-da-producao-de-veiculos-no-brasil-ao-fechar-3-fabricas.htm
Mas juravam que o segredo da industrialização era dolar alto
Mesmo com a vitória do Joe Biden, índice DXY deu uma subida.
Incrível mesmo, os EUA realmente possuem um privilégio. Parte do mundo também acaba sustentando a dívida do país, isso foi algo que o Leandro também falou tempos atrás, se não me falha a memória.
Saiu o IPCA acumulado dos últimos doze meses para dezembro de 2020.
Ficou em 4,52 % ao ano, 0,02 ponto percentual acima do centro da meta. Eu sinceramente esperava bem mais do que isso.
Isso apesar de a variação mensal ter ficado alta para o mês.
Comparando a inflação do mês de dezembro (acumulado dos últimos doze meses), com alguns países:
– Equador em – 0,93 %;
– El Salvador em – 0,1 %;
– Colômbia em 1,61 %;
– Peru em 1,97 %;
– Paraguai em 2,2 %;
– Chile em 3 %;
– México em 3,15 %;
– Uruguai em 9,41 %;
A situação fiscal brasileira está simplesmente pornográfica.
Comparando os déficits brasileiros (até novembro de 2020) com os:
– Da Grécia;
– Da Espanha;
– Do Peru;
– Do México;
– Do Chile;
– Da Rússia;
– Da China;
– Da Índia;
Há quem diga que o Brasil seria uma Grécia em algum futuro hipotético, por vezes em tom de piada. Quem dera… Brasil sem banco central e dolarizado…
Consegui alguns dados de déficits nominais (fonte aqui) de 2020:
> Austrália: – 4,3 % do PIB;
> Canadá: – 15,9 % do PIB;
> Brasil: – 13,7 % do PIB;
> China: – 3,7 % do PIB;
> Colômbia: – 7,8 % do PIB;
> México: – 2,9 % do PIB;
> Alemanha: – 4,8 % do PIB;
> Hong Kong: – 12 % do PIB;
> Israel: – 11,7 % do PIB;
> Itália: – 9,5 % do PIB;
> Líbano: – 16,5 % do PIB;
> Ilhas Maldivas: – 27,5 % do PIB;
> Uruguai: – 5,1 % do PIB;
O governo mexicano fez companhia com o governo alemão entre os governos que menos torraram no ano passado. Parabéns ao Obrador, por ter ignorado os palpites da mídia sobre entrar em estímulos fiscais. Apesar de suas várias trapalhadas estatistas (e populistas) em outras áreas econômicas, a sua parte fiscal está muito boapara um governo de esquerda, melhor que a do Bolsonaro, que “é de direita”. Conseguiu até superávit primário, coisa que aqui no Brasil não vemos desde 2014.
Acho que o Gustavo Montezano leu o artigo do IMB. Vejam:
“BNDES devolverá R$ 62 bilhões ao Tesouro”
Que continuem o processo.
“Orçamento aprovado pelo Congresso é inexequível, avalia equipe econômica”
O Orçamento aprovado previu um corte enorme no Censo do IBGE, de R$ 2 bilhões para R$ 71 milhões (ou um corte efetivo de 96,45 %), além de cortes até em abono salarial (esse eu não sei do que se trata, confesso) e no seguro-desemprego. Só que os ministérios e agências reguladoras, pelo jeito, vão ficar intocados nas despesas. Alguém pode me explicar o motivo de eles insistirem em manter esse monte de agência reguladora?
“Inflação deve chegar a 7,8% no acumulado de 12 meses até junho, diz BC”
Se eles estão admitindo, então a coisa é mais séria do que se imagina. Quem quiser ler o relatório, está aqui. Leandro, você tem acompanhado isso, já que você disse, muito tempo atrás, que havia lido um relatório deles falando sobre os preços das commodities? Saudades de seus podcasts.
Se a próxima reunião for em maio para decidir sobre a SELIC, não vejo sentido em esperar o mês de abril inteiro, para então elevar os juros em meros 75 pontos-base. Aí naquele mês, a nossa moeda oscilando bastante por causa de panorama político e fiscal, e gerando toda aquela incerteza. Não sei se atualmente existe algum índice de volatilidade, mas é evidente que o real está oscilando em demasia. Está oscilando mais do que o peso mexicano, e olhe que o México está sendo governado por um político abertamente socialista.
“82% dos brasileiros acham que o valor do novo auxílio emergencial é muito baixo”
Óbvio que é baixo. O país é pobre, pouco produtivo e hostil aos investimentos. O Bolsonaro no fundo sabe um pouco disso.
Social-democracia não dura em países assim.
Se esses governadores e prefeitos parassem de proibir as pessoas de trabalhar, as pessoas estariam trabalhando e ainda ganhando mais.
"Se alguém rejeita o laissez-faire por causa da falibilidade do homem e da fraqueza moral, deve-se, pelo mesmo motivo, rejeitar todo tipo de ação governamental."
Mises
* * *
“Mas ele está errado ao dizer que não há o que fazer. Há, sim, várias medidas que podem ser tomadas”
Sim, há várias medidas que podem ser tomadas.
Mas os Supremos vetariam todas.
Então na prática não há nada que ele realmente possa fazer. O STF não deixa ele fazer nada.
* * *
Pessoal, quando alguém vai propor atrelar o crescimento das despesas do governo ao crescimento do PIB? Acho que essa por si só já resolvia muita coisa
“Governo muda regra e permite a aposentado em cargo de confiança ganhar mais que o teto”
“Uma portaria publicada na última sexta-feira (30) pelo Ministério da Economia vai permitir que o presidente da República, Jair Bolsonaro, e ministros como Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Braga Netto (Defesa) recebam acima do teto constitucional, atualmente em R$ 39,2 mil.”
E pensar que o Obrador, presidente socialista, cortou o próprio salário e o de seus funcionários…
Pessoal, o que foi exatamente a Crise do México de 1994? Só para ajudar a formular a questão, vou misturar as dúvidas com o que já sei.
– A crise foi parecida com a Crise Asiática em causa principal, já que envolveu o arranjo de câmbio atrelado e aquela chamada contradição entre o M1 e as reservas internacionais, ou seja, entre a política monetária e a política cambial. A diferença é que o peso mexicano originalmente é mais antigo que o real brasileiro. O won sul-coreano surgiu depois da Segunda Grande Guerra, mas o arranjo atrelado surgiu em 1980. Foram quase 20 anos assim.
– O que diferenciou na resposta em relação às crises cambiais? Porque, por exemplo, na Coreia do Sul o won sul-coreano ora se manteve estável ora se valorizou desde 1997, se mantendo uma moeda forte e estável. No Brasil a gente já sabe que a moeda foi só para o buraco e com breves hiatos. Só tivemos inflação civilizada no governo Temer (não acham isso incrível? Em 2019 a inflação fechou passando de 4%, com um suposto governo novo e "de direita"). O México foi um pouco melhor mas as coisas começaram a piorar após a saída do Vicente Fox.
– A intensidade da crise de 1994 no México foi pior do que a ocorrida no Brasil? Por uma rápida pesquisa, houve assassinato de candidato a eleição presidencial e uma onda de violência em Chiapas. Lembrei da série Narcos: Mexico, porque ela mostra que o candidato Carlos Salinas (o que adotou o arranjo atrelado e as reformas envolvendo privatizações) foi apoiado pelo narcotraficante Miguel Ángel Félix Gallardo (não sei se esse apoio realmente aconteceu, mas as controvérsias das eleições de 1988 realmente ocorreram). Parece-me que a corrupção e instabilidade política e institucional lá são piores do que o Brasil. A Crise do México afetou o Brasil?
Reencontrei esse comentário do Leandro, falando sobre o caso brasileiro:
“O Brasil não sofreu uma crise nas contas externas em 1999 simplesmente porque preferiu joga[r] o real na latrina em relação ao dólar, o que aniquilou o poder de compra da população brasileira e a fez conviver com uma inflação de preços acima de 6% entre 1999 e 2003. No meu conceito, isso está longe de ser uma política bem-sucedida.”
Então o que o Brasil poderia ter feito diante disso? Se eu estivesse no lugar deles, seria um Currency Board ortodoxo (como na Hungria) ou uma dolarização, no Equador. Seria isso mesmo a solução para aquela situação? E se lá em 1999 o FHC tivesse colocado uma equipe econômica que defendesse moeda forte e estável? Seria diferente? Essas contas externas seriam a dívida externa, ou seja, dívida do governo brasileiro majoritariamente em títulos do governo americano, em moeda estrangeira?
Ah, de curiosidade, decidi comparar a inflação acumulada entre Brasil, Coreia do Sul e México (de julho de 1994 até dezembro de 2019):
– Na Coreia esse percentual foi de 98,71%;
– No Brasil, 520,6%;
– No México, obtivemos 637,16%. Só que quando mudamos o período de tempo (agora iniciando em 01/01/1999 e não em 07/1994), o México fica com acumulado de 161,74%, ao passo que no Brasil o acumulado no período flutuante ficou maior, com 411,9%. Será que essa mudança de comparação faz sentido? Essa diferença se deu por causa da crise do peso mexicano em 1994?
Com os novos esquemas da atual equipe do BCB, em querer fazer junto política fiscal e monetária (e cambial também?), esse arranjo não poderia colapsar e provocar ataques especulativos, como na Crise Asiática de 1997? Eu não confio na atual equipe.
De qualquer forma, obrigado pela atenção e desculpem pela mistureba!
PS: O atual arranjo de câmbio atrelado é bastante popular em países mais pobres (mais de 30 países ao redor do mundo ainda usam o arranjo). Entre eles, a Bolívia. Acho que eles fazem isso pois são países que precisam ganhar confiança dos investidores, já que normalmente moedas como dólar americano e euro são escolhidas como lastro e ninguém vai levar a sério um papel flutuante de um país desconhecido.