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A “exploração dos trabalhadores” é um mito – e é fácil de entender por quê
Para começar, ser um trabalhador é muito menos arriscado do que ser um capitalista

"Para mostrar que algo é uma meia-verdade, temos de recorrer a longas e áridas dissertações"

— Frédéric Bastiat

 

Ainda é bastante dominante a idéia de que patrões estão, de alguma forma, explorando os empregados que trabalham para eles quando sua empresa aufere um lucro.

Curiosamente, logo de início já se ignora o fato de que o patrão está claramente fazendo mais pelas finanças dos empregados do que todas as outras pessoas que criticam o arranjo mas que não estão dando emprego a ninguém — postura essa muito comum entre aqueles "guerreiros sociais da internet", que afirmam que dar emprego a alguém significa explorá-lo.

É verdade que trabalhadores recebem como salário menos que o valor total daquilo que eles produzem, mas é assim porque aquilo que eles produzem foi:

a) feito com recursos que tiveram de ser comprados pelos patrões capitalistas,

b) em uma fábrica, indústria ou local de trabalho que teve um custo para ser construído e que requer várias despesas para ser operado;

c) e com o capitalista sendo também responsável por bancar os custos de anunciar, propagandear e comercializar o produto fabricado, com o intuito de conectar o produto aos consumidores potenciais.

E, no final,

d) se o produto não vender, todos aqueles que trabalharam em sua fabricação já foram pagos, exceto o capitalista, que arca com os prejuízos.

Em termos práticos, houve uma volumosa quantia de dinheiro investido naquela fábrica ou local de trabalho, dinheiro este que não será recuperado tão cedo. Todos os gastos investidos na construção do local de trabalho, na compra de bens de capital, e na contratação de mão-de-obra ainda não foram recuperados pelo capitalista.

Uma empresa que investe, suponhamos, $10 bilhões — na construção da fábrica, comprando maquinários e pagando os salários dos trabalhadores — com o intuito de recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $1 bilhão (10% de retorno), terá de esperar 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado (fora a inflação do período).

Neste caso, o capitalista  se endividou em $10 bilhões (ou, caso seja capital próprio, ele abriu mão deste valor e seu equivalente em bens de consumo que ele poderia ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $1 bilhão.

Ele age assim porque acredita que será capaz de atender aos desejos e necessidades das pessoas (consumidores) de uma maneira melhor do que elas estão sendo atendidas no presente. Tal atitude requer uma habilidade e uma competência que, por si sós, representam uma contribuição trabalhista acima daquela dos empregados. Estas características são exclusivas de um empreendedor.

Se sua visão estiver correta, ele auferirá lucros futuros. Se estiver errado, ele irá arcar com prejuízos.

Vale ressaltar que, ao agir assim, ou seja, se endividando ou colocando seu próprio capital em risco, ele está incorrendo em um risco que pode ser considerado desnecessário. Afinal, não fosse a busca pelo lucro, o rico capitalista poderia simplesmente comprar uma casa maior ou sair em um cruzeiro. No entanto, o capitalista assume um risco agora, e abre mão do consumo presente, na esperança de que irá obter um benefício no futuro. Isso é uma parte da sua remuneração.  

Outra parte da sua remuneração é o tempo entre o investimento feito e as receitas trazidas por esse investimento. Tudo o mais constante, se tivermos de escolher entre ter recursos agora, no presente imediato, ou apenas a hipótese de ter esses mesmos recursos apenas no futuro, é claro que ficamos com a primeira opção, pois o futuro é incerto. É por isso que emprestadores de dinheiro (capitalistas) cobram juros no dinheiro que emprestam: eles estão abrindo mão da certeza do consumo presente pela hipótese de um consumo maior no futuro. Não há certeza nenhuma; apenas expectativas.

Já os trabalhadores recebem seus salários hoje, independentemente de como serão os lucros futuros dos capitalistas (com efeito, eles são pagos hoje mesmo se não houver lucros futuros).

Ou seja, os trabalhadores são pagos hoje, já o capitalista será remunerado:

a) apenas no futuro,

b) apenas se o produto fabricado for vendido, e

c) apenas se ele for vendido com lucro — isto é, se for vendido a um preço maior do que os custos de fabricação, o que inclui os salários dos trabalhadores.

O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk explicou que, ao contrário de explorar os trabalhadores, o capitalista remove dos trabalhadores o fardo de ter de esperar pela renda. Se os trabalhadores quisessem produzir bens por conta própria, eles teriam de esperar até encontrar um comprador que lhes garantisse um salário estável.

Mais ainda: eles primeiro teriam de poupar (ou então se endividar) para acumular os recursos necessários para comprar uma fábrica ou construir um local de trabalho sem a ajuda do capitalista.

O capital aumenta o valor do trabalho

Vale também mencionar que o capitalista aumenta o valor da mão-de-obra do trabalhador.

Se um indivíduo decidir tentar fazer no campo o mesmo trabalho que faria em uma fábrica especializada, ele dificilmente terá um produto com a mesma qualidade. Certamente, não terá uma produção com o mesmo volume, o que significa que suas receitas seriam muito baixas.

O capitalista, portanto, aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas que aumentam a qualidade do produto e a quantidade produzida. Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

Logo, a conclusão óbvia é que trabalhadores claramente podem ganhar mais trabalhando para capitalistas do que por conta própria — caso contrário, todos os trabalhadores iriam simplesmente se declarar autônomos e daí passariam a ter uma renda maior.

Talvez alguns deles poderiam ganhar mais ao se tornarem autônomos, mas não querem assumir as responsabilidades concomitantes, as quais são atualmente arcadas pelo capitalista que os emprega. Isso também é evidência de que os capitalistas estão acrescentando valor ao trabalho dos trabalhadores.

Mais-valia e a redução da pobreza

Os marxistas afirmam que os capitalistas exploram os trabalhadores ao simplesmente extraírem seus lucros dos salários dos trabalhadores sem estarem fornecendo nenhum valor ao processo produtivo — ou seja, os capitalistas estariam "extraindo uma mais-valia" dos trabalhadores.

Além de esta idéia ser infundada, como mostrado acima, vale também dizer que, se ela fosse verdade, organizações sem fins lucrativos rapidamente entrariam em cena, contratariam todos os trabalhadores, eliminariam o "peso morto" de se remunerar o capitalista e quebrariam todas as empresas voltadas para o lucro.

Mas isso não acontece simplesmente porque elas não conseguem. Os capitalistas estão claramente fornecendo alguma competência ou visão que beneficia seus empregados. Cada lado se beneficia desta transação mútua, o que é evidenciado pelo fato de que se o trabalhador pudesse conseguir um arranjo melhor, ele rapidamente o arrumaria, e se o empregador pudesse arranjar empregados melhores, ele os contrataria.

Em última instância, os salários não são um número arbitrário, mas sim um reflexo de quanto valor um empregado é capaz de criar para os consumidores do seu trabalho (no caso, os consumidores são o capitalista que paga por sua mão-de-obra, e os clientes que pagam pelo produto produzido).

Sem os capitalistas, todos teríamos de assumir por completo todo o risco de uma dada atividade. Com os capitalistas, podemos delegar os riscos para aqueles que são mais ambiciosos e mais capacitados para atividades empreendedoras, já sabendo que, no final do mês, receberemos nossos contracheques.  

Tal arranjo é infinitamente mais produtivo e eficaz. Em última instância, é ele quem elimina a pobreza.

Para concluir

Se um indivíduo quer abrir mão de ter um patrão e ficar com 100% das receitas de seu trabalho, ele pode perfeitamente fazê-lo: basta aprender uma habilidade, desenvolvê-la, acumular capital (ou se endividar), comprar equipamentos, alugar um local de trabalho, tornar-se autônomo e encontrar clientes que valorizem seu trabalho ao ponto de lhes providenciarem uma renda fixa mensal.

Mas aí ele próprio teria de se tornar um empreendedor capitalista.

 

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Leia também:

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Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes


autor

Antony Sammeroff

  • Estado o Defensor do Povo  22/10/2019 17:46
  • Lucas Lopes  22/10/2019 17:57
    Embora seja um videozinho até acima da média (em relação ao que seria de se esperar da esquerda), ainda assim é um vídeo que fala muita bosta (como é de se esperar da esquerda).
  • reinaldo  22/10/2019 18:51
    O canal devia se chamar "Entre na Matrix". Seria mais apropriado ao tipo de conteúdo que divulgam lá.
  • Marcelo  08/05/2020 20:00
    No geral é isso mesmo, entretanto, em situação de falta de empregos e de baixa capacitação da mão de obra, abusos ocorrem de maneira, absolutamente, inexorável.
    Alguns liberais perdem o senso de proporção e de razoabilidade.
    A razoabilidade tem sido um artigo raro entre todas as ramificações do pensamento humano.
  • Alencar  08/05/2020 20:32
    Você está culpando os atores errados.

    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta. 

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador. 

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário. 

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro (no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado), o trabalhador fica sem opção.

    Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.
  • Marco Aurélio  10/05/2020 14:20
    O que ele não leva em conta é a voluntariedade. Por exemplo, se eu for lá na casa da minha vó, e por livre e espontânea vontade concertar uma torneira sem cobrar nada, eu estaria sendo explorado? O motivo de eu ter feito tal trabalho para minha vó, nada mais é do que a busca de uma satisfação pessoal minha. Daí ele dirá que minha vó não possui "controle" do meu trabalho, pois eu poderia sobreviver sem ter executado tal trabalho, então a voluntariedade não se aplica. Ora, mas grande parte dos trabalhadores podem sobreviver — por meio de trabalhos individuais — sem um contrato com os "capitalistas", mas escolhem o contrato voluntário, simplesmente porque não querem apenas sobreviver, mas querem uma qualidade melhor de vida; a busca de uma satisfação pessoal. E sabemos que "sobreviver", nada mais é do que elevar a própria estimativa de vida, pois todos sabemos que vamos morrer uma hora ou outra. Daí vem o argumento moralista de alienação, e um monte de outras baboseiras.
  • Drink Coke  22/10/2019 18:39
    100 trabalhadores do ABC com os devidos equipamentos, sistemas e instalações podem produzir 100 carros em um dia, mas tire os equipamentos e eles sequer seriam capazes de produzir um mísero carro durante um dia. O grande fator da produtividade são as máquinas e instalações, então como o trabalhador pode reivindicar toda a produção se foram as máquinas fornecida pela empresa a causa principal do volume produzido? Isso apenas entrando nos fatores tangíveis, trabalhador e máquinas, mas há dois fatores intangíveis que são essenciais para a existência da produção, a idéia e a iniciativa. São elas que fazem acontecer e comandam os fatores de produção. Em ordem hierárquica de importância na produção: Empreendedor, Poupança e trabalhador.
  • Leigo  22/10/2019 19:14
    "eles sequer seriam capazes de produzir um mísero carro durante um dia"

    Consequentemente o mundo estaria mais pobre, pois teríamos 100 carros/dia a menos.

    É uma lógica tão simples e não observada por muitos.
  • anônimo  23/10/2019 19:25
    Infelizmente não é ensinado nas escolas. Mas que o "cap. Explora o trabalhador" sim.
  • Intruso  01/07/2020 14:14
    Acho que não há uma ordem hierárquica, todas estão no mesmo nível de importância, pois sem trabalhadores os bens de capital não passam de matéria inerte.
  • Reisman  01/07/2020 15:51
    Errado. Havendo bens de capital, qualquer ser humano — munido de treino, paciência e capacitação — pode operá-los. Inclusive os próprios capitalistas.

    Só que estes, por uma questão de comodidade, preferem terceirizar a operação destes bens de capital para poderem se concentrar na administração dos negócios. É exatamente ao terceirizaram a operação que eles criam empregos.

    E o exemplo prático em que tal arranjo é mais explícito está na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" - no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam - para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.
  • Carlos Evellyn  22/10/2019 18:40
    Nunca acreditei nessa falácia marxista de exploração do trabalhador. Marx nunca pensou nos impostos, e o capital para produzir? como o capitalista comprou? fez surgir o dinheiro por mágica?
  • Rick  23/10/2019 14:03
    Parece que Marx nunca conheceu a palavra CUSTO. Ele achava que tudo era produzido com mágica mesmo.
  • Juan  22/10/2019 18:48
    Sobre a "mais-valia", vale também ressaltar que o operário seria incapaz de gerar riqueza sem o capitalista e o empreendedor (a menos que ele se tornasse também um empreendedor autônomo bem-sucedido e elaborasse um plano de negócios tão bom quanto ou melhor que o de seus rivais).

    Consequentemente, são o empreendedor e o capitalista que cedem ao trabalhador parte da riqueza que o empreendimento cria: longe de espoliar o salário do trabalhador, é o trabalhador que fica com uma parte dos lucros que corresponderia ao capitalista e ao empreendedor.

    Marx entendeu exatamente ao contrário o processo social do capitalismo: o valor não é extraído do proletário para o capitalista e para o empreendedor, mas sim do capitalista e do empreendedor para o proletário.
  • distributista  22/10/2019 18:50
    Eu pra mim, os capitalistas pecam ao não pagar um salário justo aos trabalhadores.
  • Emerson  22/10/2019 19:06
    Concordo. Exatamente por isso eu me tornei capitalista, contratei várias pessoas (que estariam desempregadas sem mim) e passei a pagar a elas salários mensais (os quais não teriam se não fosse por mim).

    E você? Também está fazendo isso? Quantas pessoas você emprega? Coloque aqui o nome da sua empresa que irei pesquisar o salário médio que você paga. Não tenho dúvidas de que não irei me surpreender com sua profunda generosidade.
  • Estado o Defensor do Povo  22/10/2019 19:19
    Caro distributista, não existe isso de salário justo, economia não faz juízo de valor, salário é um preço e como tal está regido a oferta e demanda, os empregadores pagam por um determinado profissional a quantia que eles acham vale o serviço dele, salário não é benesse, é um negócio, ninguém paga o seu salário por via de regra pensando em quantos filhos você tem para se sustentar, em quantas TVs você quer ter, e sim em querer pagar o mínimo possível para ter mais lucros, e o mesmo é válido para o empregado, ele não pensa via de regra na hora de negociar o salário quantos filhos o patrão têm, em quantos quilos de arroz ele quer comprar etc, e sim ele pensa em ganhar o máximo possível para ter mais lucros, é a atuação desses dois lados que determina os preços do salário no mercado, e que não são fixos, mas variam constantemente dependendo do tempo e local.
    Você mesmo na hora de comprar o pão, você pagaria mais caro pelo pão se descobrisse que o padeiro tem 6 filhos pra cuidar? Você preferiria comprar o pão de quem é solteiro ou de quem tem uma família gigante pra cuidar? No aguardo pela sua resposta.
  • Ponderação  26/10/2019 03:44
    Artigo excelente. Comentários idem, De fato, sob a perspectiva do capitalismo não há exploração, não há salário justo, apenas troca de valores. No entanto, faltou uma pitada de humanidade, ou melhor, cristandade, pois nas hipóteses em que o capitalismo é utilizado como fundamento para o lucro cego, aí sim estaremos diante de uma injustiça. Empreendedores que querem crescer também incitam seus funcionários/colaboradores. E isso se faz não apenas com uma remuneração meramente capitalista, mas também cristã - empatia, apoio moral, incentivo intelectual e suporte para aprender a gerir a própria renda. Isso é possível de ver em grande empresas, mas nas pequenas e médias costuma ser mais raro, ao menos na minha localidade.
  • Fernando Teixeira  10/12/2019 03:20
    Disse tudo, caro distributista. Vivemos no segundo país com maior concentração de renda do mundo. E ainda tem pobre de direita como muitos que postam aqui que ficam putinhos quando a gente fala o óbvio, que o trabalhador não recebe um preço justo pela riqueza que é gerada pro topo da pirâmide brasileira
  • Chibata Austríaca  22/10/2019 18:58
  • Juan  22/10/2019 19:17
    E, de fato, foi uma ótima explicação (tirando alguns exageros que tinham o claro intuito do humor).

    Chiquinha era a detentora do meio de produção (caixa de engraxate). Ela poderia ela própria fazer todo o trabalho manual e, com isso, embolsar 100% das receitas. No entanto, preferiu empregar Chaves e, com isso, abriu mão de 50% das receitas.

    Perceba que, ao contrário do que dizem os marxistas, o lucro de Chiquinha não foi extraído do salário de Chaves. Ao contrário: o salário de Chaves é que foi deduzido do lucro de Chiquinha.

    Chiquinha, se quisesse, viveria bem sem Chaves (apenas teria de trabalhar mais). Já Chaves não viveria sem Chiquinha.

    Como eu disse acima, é o capitalista (Chiquinha) que cede ao trabalhador (Chaves) parte da riqueza que o empreendimento cria. Longe de espoliar o salário do trabalhador, é o trabalhador (Chaves) que fica com uma parte dos lucros que corresponderia ao capitalista (Chiquinha).

    Socialistas, como sempre, entenderam exatamente ao contrário o processo social do capitalismo: o valor não é extraído do proletário para o capitalista, mas sim do capitalista para o proletário.
  • Reisman  22/10/2019 19:22
    O vídeo do Chaves e a explicação do Juan são perfeitos.

    Quem fornece os bens de capital, com os quais trabalhador assalariado trabalha, é o capitalista. Sem o capitalista, não haveria sequer salário para o trabalhador. Logo, dizer que o capitalista utiliza o trabalhador para obter lucro (sendo este o cerne da "mais-valia") não apenas é incorreto, como também é uma afirmação que não sobrevive à mais elementar ordem cronológica dos fatos.

    O salário do funcionário é deduzido do lucro do capitalista; não houvesse o funcionário, o lucro ficaria integralmente para o capitalista.

    Além do exemplo da caixa do engraxate, isso também é fácil de ser percebido quando você pensa, por exemplo, na relação entre o restaurante e o garçom.

    Observe que, via de regra, garçons são atividades "desnecessárias" - no sentido de que não é preciso haver garçons para que a comida e a bebida cheguem à sua mesa.

    Nada impede que os malvados capitalistas donos de restaurante façam um conluio e, por exemplo, demitam todos os seus garçons (o que representaria um enorme corte de gastos). Aí, sob esse novo arranjo, seriam os próprios clientes que levariam suas comidas e bebidas até a mesa. O esquema seria bastante simples, porém desconfortável: você chegaria ao restaurante, iria até o balcão, faria seu pedido e iria esperar na sua mesa. Uma vez pronto o seu pedido, você se levantaria da mesa, iria até o balcão, pegaria sua comida e sua bebida e iria até a mesa. Se quisesse mais bebida, iria até o balcão e pediria.

    Se todos os restaurantes fizessem isso, duvido muito que suas receitas cairiam - para onde mais as pessoas iriam para comer e ser servidas ao mesmo tempo? Ademais, mesmo que houvesse queda na receita, os cortes de gastos oriundos da demissão dos garçons certamente seriam suficientes para fazer com que os lucros fossem ainda maiores do que antes.

    E aí vêm as duas perguntas que ninguém faz:

    1) Por que os capitalistas abrem mão desse lucro maior preferindo gastar parte deles com garçons?

    Porque pensam no conforto dos clientes. Basta que um restaurante comece a oferecer serviços de garçom, e todos certamente irão copiá-lo. Ótimo exemplo dos benefícios da livre concorrência.

    2) De onde vem o salário dos garçons?

    Como já implícito na primeira pergunta, foi deduzido do lucro dos capitalistas.

    Ou seja, os salários dos trabalhadores são deduzidos dos lucros dos capitalistas. Não houvesse os capitalistas, não haveria salários para os trabalhadores.


    P.S.: aliás, se o estabelecimento retirasse o garçom e deixasse o cliente livre para ir ao freezer pegar sua cerveja (ou ir até o barril e pegar o seu chope), o consumo destas bebidas seria ainda maior. Eu pelo menos beberia muito mais.
  • Pensador Puritano  23/10/2019 14:27
    Selfie-service dispensou os garçons e barateou a comida(Redução de custos),provando que os trabalhadores são um custo a mais na atividade de fast-food,mas nos restaurantes gourmet,os garçons e maître são fundamentais para o serviço mesmo aumentando os custos,portanto a mais-valia é o maior engana trouxa da história.
  • Pérsio   23/10/2019 00:25
    Excelente artigo!
    Ao contrário do que dizia Karl Marx, capital e trabalho NÃO SÃO inimigos , eles são complementares. Um PRECISA do outro.
  • Alexandrr  05/03/2020 22:10
    Chiquinha poderia fazer o trabalho que passou para Chaves.. Mas o presidente da Ford não pode, sozinho, fazer o trabalho das dezenas de milhares de trabalhadores da Ford. Seu exemplo até substância ssua ideia, mas ele não é nem um pouco universal.
  • Juan  06/03/2020 03:19
    "Mas o presidente da Ford não pode, sozinho, fazer o trabalho das dezenas de milhares de trabalhadores da Ford."

    Parabéns. Você acabou de descobrir por que o capitalismo é um arranjo em que ambos os lados se beneficiam.

    Como o presidente da Ford não pode fazer todo esse trabalho sozinho, ele tem de contratar dezenas de milhares de pessoas para fazer isso, e em troca tem de pagar a eles um salário —arranjo esse que, por definição, é melhor para os trabalhadores da Ford, pois a alternativa seria estarem sem renda e sem ter o que comer.
  • Luana   04/05/2020 12:27
    Chiquinha ,na verdade não teve a coragem de se ´´ sujar´´ de graxa por isso ,ela prefere que o Chaves faça seu trabalho .O Chaves ,sabendo que precisa comer e que naquele momento não possui o meio de produção,sujeita-se a situação com o objetivo de sobreviver,pois o ser humano mesmo em situações calamitosas quer continuar vivendo ou melhor ´´ sobrevivendo´´.
    Chiquinha , apenas se deu conta que ao abrir mão de 50% ,ela poderia pensar em outros negócios ,fazer outras coisas ,dedicar-se melhor a família,etc e tal,afinal Chiquinha sabe que precisa aproveitar o tempo que ela ganhou ao abrir mão dos 50 % ,por isso ela diz ao Chaves que deverá trabalhar 8/12 horas ao dia ou mais ,porém os 50% dos Chaves , ele deve pagar muitos impostos ,que Chiquinha terá que deduzir dele ,sob alegação que ela que paga.
  • Piovanni  04/05/2020 16:41
    Putz, fez essa logorreia toda, enrolou e fugiu do básico: afinal, Chaves está pior ou melhor após a oferta de Chiquinha? Se Chiquinha nada tivesse proposto a Chaves, a situação dele estaria pior ou melhor?

    É isso que você tem de responder. Todo o resto de seu devaneio é um onírico sonho de uma noite de verão.
  • Chibata Austríaco  22/10/2019 19:29
    Caro leitor, consegue perceber ? Viram agora ?

    Eu acho muito importante colocar o vídeo didático do Chaves. E o Juan me ajudou bastante com o seu comentário porque mostra a verdadeira índole do pessoal do IMB.

    Tem o sujeito que é Chiquinha e ta apenas defendendo o lado da Chiquinha.
    Tem o sujeito que é o Chaves e ta defendendo o lado do Chaves.(Esses vocês do IMB normalmente chamam de "esquerdistas", marxistas...)

    O problema ta no sujeito que é "Chaves" mas acha que é "Chiquinha".
  • Humberto  22/10/2019 19:58

    "Eu acho muito importante colocar o vídeo didático do Chaves. E o Juan me ajudou bastante com o seu comentário porque mostra a verdadeira índole do pessoal do IMB."

    Até onde eu vi, a índole é responder comentários explicando e aprofundando teorias.

    Já a índole dos críticos é sempre exatamente a mesma: fazer-se de ofendidinho e indignado. Fica até chato (além de ser constrangedor de ver tal comportamento em marmanjos que já deveriam estar sustentando suas famílias). Não há uma mísera contra-reação original. Todo mundo que é respondido só sabe se fazer de delicado, sem apresentar uma mísera contra-argumentação racional.

    Já nem peço mais refutação, pois nunca vi e acredito que nunca verei.
  • Amante da Lógica  23/10/2019 00:56
    "Tem o sujeito que é Chiquinha e ta apenas defendendo o lado da Chiquinha."

    Ao defender a Chiquinha, ele está automaticamente ajudando o Chaves, pelo simples e lógico motivo de que, não fosse a Chiquinha, Chaves estaria pior, pois sem renda.

    Com Chiquinha, Chaves tem instrumentos de trabalho, fatura $ 100 e fica com $ 50. Sem Chiquinha, Chaves não tem nada.

    E não há refutação lógica a isso.

    "Tem o sujeito que é o Chaves e ta defendendo o lado do Chaves.(Esses vocês do IMB normalmente chamam de "esquerdistas", marxistas...)"

    Não entendi. Qualquer pessoa racional no lugar do Chaves também defenderia os próprios interesses. Chaves voluntariamente aceitou o arranjo proposto por Chiquinha (ganhar $ 50), pois, a alternativa, seria não ter nada. Ao agir assim, ele defendeu os próprios interesses.

    É estranho você dizer que tal postura (defender os próprios interesses) seria rotulada de "esquerdista", "marxista" etc.

    "O problema ta no sujeito que é "Chaves" mas acha que é "Chiquinha"."

    Por que isso seria um problema? Um proletário que pensa como um empreendedor e que quer se tornar um empregador seria um problema para quem e por quê?

    Ao meu ver, aliás, ele seria um problema apenas para o patrão dele, que corre o risco de perdê-lo.

    Sua participação aqui foi confusa.
  • 5 minutos de IRA!!!  23/10/2019 14:06
    Não, não........ o problema está no Chaves querer, uma vez que a caixa de sapateiro exista, que ela seja compartilhada e quem produzir com ela, ganha 100% do que produzir. Tá, pode ser, mas não com a caixa de sapateiro da Chiquinha!! Que seja com outra que foi comprada por todos que a utilizarão.

    Ai, como mostra a história, a Chiquinha, com sua caixa de sapateiro, consegue engraxar mais sapatos e cobrar menos que a turma que comprou uma caixa de sapatos para compartilhar, pois eles estão muito envolvidos com discussões sobre quem pegou os melhores horários para utilizá-la, quem está estragando o equipamento, quem produz mais rápido e deveria deixar o que produz menos ter mais tempo para usá-la, assim todos ganhariam o mesmo com a caixa, etc.

    Só vamos lembrar que, na URSS, havia uns 5% de terras que estavam nas mãos de proprietários privados. Estes 5% produziam algo tipo 70% dos alimentos do país..........
  • Pensador Puritano  23/10/2019 16:47
    Excelente observação,nosso Congresso Nacional tem horas que parece com este cenário abordado por tu,discussões longas e enfadonhas,só parasitas par aguentar aquilo ou no meu caso por puro passatempo....Haja paciência e as vezes vejo que até eles se entediam com aqueles discursos inflamados e vazios de conteúdos e realismo,"famoso discursar para a platéia".
  • Só um observador  23/10/2019 12:51
    Parece que todo trabalho ou empreendimento do Chaves tende sempre a fracassar sendo diferente naquela série do Todo mundo odeia o Chris em que mesmo o Chris fracassando em algum empreendimento ou trabalho "novo" acaba voltando pro "antigo"( trabalhar pro Doc ).

    Resumindo...

    Chaves - passa fome - fracassa em todos os empreendimento ou trabalho - passa fome - trágico

    Chris - não passa fome - fracassa em alguns empreendimento ou trabalho "novo" - volta pro trabalho antigo - não passa fome - menos trágico

    Spoiler não gravado nos episódios finais:

    Chaves morre atropelado e Chris vira um humorista rico.
  • anônimo  23/10/2019 19:36
    Existe uma teoria social que a pato Donald representa o trabalhador do povo. Tenta e sempre no final é sua sorte que faz tudo dar errado, não os erros que ele mesmo comete. Personagens parecidos: Carlitos, chaves, Didi moço, os mocinhos de Carl Dickens, heróis de filmes hollywoodianos. Toda cultura do século vinte foi baseada assim, e os capitalistas sempre os vilões da ficção.
  • Tannhauser  22/10/2019 19:05
    Façam um artigo sobre as manifestações no Chile e outros países vizinhos.
  • Leigo  22/10/2019 19:12
    Nessa parte que a Justiça do Trabalho falha ao afirmar que os empregados estão em desigualdade com os empregadores.
  • Richard Hugh  22/10/2019 19:23
    É interessante que o artigo considera toda a relação trabalhador x empregador como puramente lógica e racional, desconsiderando o fator mais importante: o humano.
    Parece que quem escreve esse tipo de artigo nunca teve um emprego na vida, tendo que ouvir a arrogância de muitos patrões pelo mundo a fora, bem como ter que lidar com a humilhação de ser assediado verbalmente na frente dos colegas - o que acontece a rodo por aí, qualquer pessoa que já tenha vivido essa realidade sabe que é verdade.
    O problema é a completa ignorância de todos os lados - seja dos sindicatos parasitas, ou dos 'economistas liberais', que fazem uma generalização como se o mundo fosse 100% lógico e racional.
  • Amante da Lógica  22/10/2019 19:52
    E você conseguiu a proeza de vir com toda essa logorreia para dizer o quê? Pois é, nada.

    Dica: coitadismo, vitimismo e idealização (sonhar com um mundo utópico) não irão trazer a você nada de positivo. Ao contrário: você terá apenas decepções. A parte racional do mundo real não funciona com base em utopias, mas sim com base em coisas lógicas.

    Acorde e aprume-se enquanto é tempo.


    P.S.: você critica generalizações, mas você próprio baseou todo o seu coitadismo em generalizações. Você realmente acredita que todas as relações patrão-empregado se baseiam em abusos, arrogância, humilhação e assédios? Se sim, terá de provar. Se não, então o seu próprio ponto perde o sentido.

    Da próxima vez, certifique-se de que, ao criticar generalizações, não esteja você próprio incorrendo em uma.
  • Ex-microempresario  23/10/2019 17:23
    Como o Richard provavelmente nunca foi empresário na vida, ele nem desconfia da arrogância dos fiscais, dos conselhos de classe, dos juízes e advogados trabalhistas, dos políticos em campanha, dos sindicalistas e muitos outros, e nem imagina as humilhações que um empresário sofre por parte de todos eles.

    Mas para deixar o Richard feliz, informo que (como meu pseudônimo indica) eu me livrei do problema fechando minha empresa.

    Meus vinte e poucos ex-funcionários estão livres do patrão arrogante. Espero que estejam felizes na fila do seguro-desemprego.
  • Fernando Teixeira  10/12/2019 03:29
    Interessante que o patrão sempre se sente um verdadeiro mártir por sozinho carregar em suas costas a labuta sofrida de possuir uma empresa, mas esse mesmo empresário fica revoltado se uma ideologia propõe que o encargo de possuir e gerir uma empresa seja uma tarefa de toda coletividade
    Vai entender
  • Aquele que preza a inteligência  10/12/2019 04:35
    Mas, hein?!

    Quer dizer então que se eu construo minha empresa com meu capital, arriscando minha poupança e meu patrimônio, correndo o risco de ter todos os meus bens arrestados caso eu falhe e não consiga quitar minhas dívidas, eu tenho de achar lindo e maravilhoso se você chegar e propor que tudo aquilo que eu construí com meu capital seja confiscado e repassado para terceiros?!

    É isso mesmo?

    Pior ainda: você diz que minha recusa a isso seria ilógica e contraditória?

    Qual a sua erva?

    Aliás, aproveitando sua deixa, eis o que eu realmente acho sensacional: todo mundo quer usufruir dos lucros obtidos pelo capital de terceiros, mas absolutamente ninguém quer participar dos prejuízos, né?

    Os movimentos sindicais, por exemplo, vivem exigindo participação nos lucros (aparentemente ignorando que, para isso, basta comprarem ações na bolsa), mas ninguém aceita também arcar com os eventuais prejuízos…

    Assim é gostoso, né? Capitalismo sem risco. O que é bom fica para mim; o que é ruim pode ficar todo para você.

    Neste seu modelo genial aí, em que a "coletividade" se apossa daquilo que eu construí sozinho arriscando meu capital e patrimônio, a participação nos lucros dessa coletividade implica também participação nos prejuízos? Pois é. Isso ninguém quer.

    É realmente uma mentalidade interessante. Quando se fala em participação nos lucros, ninguém aceita também participação nos prejuízos. Querem apenas os ativos e não os passivos. O que é bom fica pra mim; o que é ruim fica inteiramente para os outros.

    "Patrão, teve lucro? Opa, me dá minha parte aí! Ixe, teve prejuízo? Ô, que pena, sinto muito, mas me dá o salário aí mesmo assim."

    De resto, o que é realmente espantoso é você jurar que o resto da humanidade é tão burra e desprezível quanto você.
  • Fred  22/10/2019 20:10
    Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?
    O trabalhador cumpriu com seu papel social ao passo de sua habilidade pessoal.
    Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar "sorte" e muito menos merecimento.
  • Carlos Alberto  22/10/2019 20:15
    "Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?"

    Você está dizendo que quem não é capitalista e nem empreendedor não pode ter nem "qualidade de vida" e nem "ascendência econômica"? Em qual mundo você vive?

    Conheço vários assalariados (que não são nem empreendedores e nem capitalistas) que possuem excelente qualidade de vida. Como eles enriqueceram? Trabalhando naqueles setores que estão continuamente sob demanda; fornecendo justamente aquilo que o mercado demanda a cada momento.

    O que você realmente quis dizer (mas não teve a hombridade de falar explicitamente) é que você é um materialista que deseja viver com o mesmo luxo dos capitalistas e empreendedores -- mansão, jacuzzi, Lamboghini, helicóptero e tudo --, mas quer ter isso tudo sem correr riscos, sem arriscar o próprio patrimônio e sem criar valor para terceiros. Típica mentalidade socialista. Quer ter tudo, mas não quer fazer nada em troca.

    "O trabalhador cumpriu com seu papel social ao passo de sua habilidade pessoal."

    Ininteligível.

    "Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar "sorte" e muito menos merecimento."

    O fator "sorte" já começa presente no berço. Há crianças que nascem em famílias unidas e amorosas, e há crianças que nascem em famílias despedaçadas, com pais drogados, alcoólatras e divorciados. Há crianças que nascem inteligentes e dotadas de várias aptidões naturais, e há crianças que nascem com baixo QI. Como você resolveria isso de modo a fazer com que todos fossem lindos e maravilhosos?
  • Leigo  22/10/2019 21:04
    Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?

    Não.

    Nem sempre o capitalista tem acesso ao capital, ele pode enriquecer com base em uma ideia que melhore a vida de milhares de consumidores ou poupando para investir em algo que dê retorno.

    www.mises.org.br/article/2054/nao-e-a-meritocracia-e-o-valor-que-se-cria

    Nem sempre o capitalista teve privilégio de nascer com as habilidades certas, ele pode ter procurado adquiri-las.

    www.bbc.com/portuguese/geral-42643529

    O capitalista pode empobrecer, não é porque nasceu rico com acesso ao capital e com as habilidades certas que continuará rico.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1836

    Portanto, a qualidade de vida e maior ascendência econômica fica reservada:

    a) aos capitalistas que souberam poupar, manipular o capital, investir corretamente, melhorar a vida dos consumidores...;
    b) aos não capitalistas que foram beneficiados pela revolução industrial e a propriedade privada dos meios de produção que, a cada dia, elevam a vida de todos, fornecendo celulares, comida barata, possibilidade de viajar...

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2834
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2672
  • Estado o Defensor do Povo  22/10/2019 21:11
    Nós não vivemos em uma sociedade de castas, se você quiser ascender socialmente você pode, basta criar valor para as outras pessoas que elas voluntariamente te darão uma pilha de dinheiro, o processo não tem segredo.
  • Ex-microempresario  13/12/2019 21:54
    Diz o Fred: "Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar "sorte" e muito menos merecimento. "

    Disse um famoso pensador norte-americano: "Para prosperar é preciso ter sorte, e eu percebi que quanto mais eu trabalho mais sorte eu tenho."
  • Carlos Brodowski   22/10/2019 21:54
    Nem precisa explicar muito. Exploração é quando uma parte ganha à custa de outra; é quando apenas uma das partes quer fazer algo, e a outra é obrigada fazer.

    E isso jamais ocorre em uma troca voluntária, que é o que ocorre em um contrato de trabalho. Afinal, para uma troca voluntária ocorrer, por definição, as duas partes têm que enxergar um ganho, a priori. Se um dos lados não acreditar que ficará em melhor situação, então ela simplesmente não fará o contrato. E se ela mudar de idéia (acreditando que sua situação não melhorou como imaginava), nada impede de ela rescindir o contrato.

    É realmente simples assim.

    Quem acredita em "exploração dos trabalhadores" é realmente ou burro ou alienado, pois não entende o mais básico da lógica.
  • Clara Manegirl  31/10/2020 22:53
    Realmente, é bom separar sim exploração de "um trabalho voluntário" mas exploração ainda existe sim, em todo lugar. O que diz a respeito de empresas multimilionárias como a Nike ou Mattel que explora seus trabalhadores?
  • Túlio  01/11/2020 00:23
    Defina exploração, demonstre que está havendo e comprove, sem deixar dúvidas, que tais trabalhadores estariam em melhor situação desempregados e sem renda.

    Feito tudo isso, demonstre que é possível países pobres terem condições e ambientes de trabalho semelhantes aos de um país de primeiro mundo.

    Qualquer outra coisa é espuma; é gemeção de gente que nem sequer gera empregos (no máximo, tem uma diarista sem carteira assinada).
  • anônimo  22/10/2019 22:32
    "Em última instância, os salários não são um número arbitrário"

    Uma coisa que o Thomas Storck disse ao Thomas Woods é que neste contrato "voluntário" "Work at this wage or starve", ou seja, ou os trabalhadores se sujeitam trabalhar pelo salário que o empregador oferece ou morrem de fome, ou o seu filho morre de fome (muitos são pais de família). Então, dependendo da situação em que o trabalhador esteja, o salário é sim determinado arbitrariamente pelo mercado de trabalho.
  • Daniel  23/10/2019 00:12
    Artigo inteiro respondendo exatamente a esta falácia do "morrer de fome":

    www.mises.org.br/article/3031/eis-as-tres-principais-maneiras-como-os-capitalistas-melhoram-a-vida-dos-trabalhadores-

    Eis um antepasto:

    "João não tem nenhum emprego e não é proprietário de nenhum meio de produção. Sem emprego, sem renda e sem ativos que possam lhe gerar renda, a única opção que ele tem para alimentar a si próprio e a sua família é literalmente utilizar suas mãos para produzir bens que satisfaçam a vontade de consumidores voluntários.

    Obviamente, a produtividade de João será próxima de zero. Na melhor das hipóteses, ele conseguirá cultivar alguns vegetais e abater alguns pequenos animais para alimentar sua família.

    Ou então ele pode fazer pequenas atividades artesanais com suas mãos utilizando recursos brutos que ele encontrou na natureza, e então vender este artesanato para quem quiser voluntariamente comprar.

    Se a família de João sobreviver, o máximo a que ela pode almejar é um nível mínimo de subsistência.

    Para se tornar mais produtivo, e assim garantir a sobrevivência sua e de sua família, João obviamente necessita ter acesso a bens de capital que lhe permitam aumentar sua produtividade. Afinal, quanto mais ele conseguir produzir utilizando sua mesma mão-de-obra, maior será sua receita.

    Sendo assim, João agora tem de fazer uma escolha: adquirir ele próprio bens de capital para que ele possa produzir bens para vender, ou ir trabalhar para um capitalista que lhe forneça os meios de produção aos quais João pode aplicar sua mão-de-obra em troca de um salário.

    Há vários, mas eis os três principais benefícios fornecidos pelo capitalista a João, os quais fazem com que João, e a esmagadora maioria das pessoas, considere ser mais benéfico trabalhar para um capitalista."
  • Ex-microempresario  23/10/2019 17:18
    O empresário que "ousa" empreender é extorquido por uma carga tributária de quase 40%, sem contar as despesas obrigatórias que o estado cria com uma canetada para beneficiar os amigos.

    Esta carga tributária é usada pelo estado para distribuir bolsa-família, vale-leite, vale-gás, creche gratuita (com alimentação incluída) e mais um monte de "bondades".

    E aí vem um sujeito falar que o "pobre pai de família" está passando fome.

    É muita cara-de-pau.
  • Chestertoniano  22/10/2019 22:35
    Se não paga um salário justo, está explorando sim.
  • Emerson  23/10/2019 00:13
    1) Qual o salário justo?

    2) Quantas pessoas você emprega?

    3) Qual o salário que você paga para elas?

    Coloque aqui fotos que comprovem os pagamentos. Utilize este site para postar o link das fotos:

    pt-br.imgbb.com/
  • Estado o Defensor do Povo  23/10/2019 02:49
    Pra esse povo salário justo é só 150 mil reais por mês mais o auxílio-mansão.
  • Intruso  23/10/2019 15:51
    Pelo Dieese o salário mínimo em setembro de 2019 deveria ser de R$ 3.980,82 a fim de atender o que está estabelecido na Constituição de 1988: moradia, alimentação, educação, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social. Isso não seria o justo?
  • Emerson  23/10/2019 17:30
    Claro, claro. O "salário justo" é aquele que cobre tudo que burocratas determinaram ser o essencial.

    Mas, veja só, por que não começa você dando o exemplo? Contrate uma empregada doméstica e pague a ela R$ 3.980 por mês. Poste aqui a carteira de trabalho dela com a sua assinatura. (Utilize este site para postar a foto: pt-br.imgbb.com/)

    Seja a mudança que você defende. Comece por você. Caso contrário, vou pensar que você é apenas um "ativista de sofá", e não quero ter essa impressão injusta de você.
  • Guilherme  23/10/2019 17:30
    No Brasil, todo progressista é especialista em dizer o que os outros devem fazer e quanto os outros devem pagar (de salários, de impostos, de juros etc.). Eles próprios não fazem bosta nenhuma. Aliás, nem sequer dão emprego a um único miserável (mas exigem que os outros o façam).

    Difícil haver gente mais patética e fracassada do que essa.
  • Alguém  23/10/2019 20:09
    Bora pessoal!! Bora tacar o salário mínimo pra R$ 3980,82 e dane-se.
    Quem sabe quando o desemprego bater 50%,o custo de vida explodir e as poucas indústrias que ainda temos sairem correndo desse país sem nem olhar pra trás as pessoas finalmente entendam que não é assim que se cria riqueza.
    Você poder revogar a realidade e viver no sonho da abundância hoje, mas amanhã a conta vem e vem rasgando (Tem um país vizinho nosso ao norte ai que é um ótimo exemplo disso).
  • Chestertoniano  23/10/2019 22:15
    Salário justo, como definido pelos Papas Leão XIII e Pio XI, é o salário suficiente para sustento do operário e de sua família.
  • JoãoBL  22/10/2019 22:58
    Eu concordaria com a conclusão do artigo se a sociedade empregasse um meio de troca (moeda) que não pode ser criado a partir do nada, como por exemplo ouro ou bitcoin. Enquanto uma classe detiver o poder de criar moeda, diminuindo a sua escassez e, portanto, o seu valor, o resto da sociedade sempre receberá menos do que deve pelo seu trabalho e a sua poupança sempre será lentamente furtada. Isso ficou ainda mais claro após a crise da bolha da internet, com as medidas tomadas pelos bancos centrais que acentuaram a concentração de renda nos "1%".Concordo com as pessoas orientadas por ideias da esquerda que existe algo de errado com a sociedade, mas acredito que o seu diagnóstico esteja errado. O real conflito de classe está entre as elites do estado contra o restante da população.
  • Alfredo  23/10/2019 00:12
    Quem cria moeda é o Banco Central, uma agência estatal responsável por planejar centralmente a economia.

    Esquerdistas e redistributivistas, estranhamente, são contra o padrão-ouro (como você demonstrou saber).

    Aí fica difícil
  • Yuri  23/10/2019 02:07
    Pergunta off topic:

    Leandro,

    Vendo uma notícia como essa: economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/22/dolar-vai-seguir-acima-de-r-4-por-meses-dizem-economistas.htm

    Me pergunto o que o BC e/ou Governo Federal deveriam fazer (ou não fazer) para manter o real estável/valorizado? Quais os caminhos para resolver esse problema do câmbio?

    (Já li artigos que vc menciona medidas como adoção do Currency Board, liberação de circulação de moedas estrangeiras, etc... mas, como você mesmo disse, são medidas que tem chance quase zero de serem implantadas no Brasil.)

    Obs: No longo prazo a expansão monetária no Brasil tende a gerar uma desvalorização do real perante o dólar? Uma inflação brasileira na casa dos 4% a.a. frente a uma inflação nos EUA (salvo engano) na casa dos 2% a.a. irá gerar essa tendencia de desvalorização com o passar do tempo? Se estou certo, um dos caminhos seria diminuir o ritmo da expansão monetária para buscarmos um inflação menor?
  • Leandro  23/10/2019 05:08
    Ainda mais importante do que estabilizar em relação ao dólar é estabilizar em relação a uma cesta de commodities.

    Mais importante do que saber quantos dólares seus reais compram é saber quantas commodities seus reais compram.

    Preço de commodities é tão ou mais determinante do que a simples cotação dólar na determinação da inflação de preços. Afinal, commodities são insumos para a produção de bens e serviços da cesta de consumo. E, além de influir diretamente no custo de produção, os preços das commodities tendem influenciam os termos de troca e, consequentemente, a renda e a demanda domésticas.

    Felizmente, o Banco Central parece saber disso, tanto é que ele abertamente fala sobre isso em seus relatórios trimestrais de inflação.

    Veja, por exemplo, na página 34:

    www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2017/12/ri201712p.pdf

    E a própria alta cúpula do Banco Central reconhece que utiliza o IC-Br (Índice de Commodities - Brasil) como guia para a "inflação importada". Veja a partir do minuto 38:30:



    O IC-Br converte os preços (em dólares para reais) das principais commodities consumidas no Brasil. Como as commodities são precificadas em dólar, se o dólar encarece, as commodities tendem a encarecer em reais. No entanto, se o dólar encarece, mas as commodities barateiam em dólar (que é o que normalmente ocorre), então há estabilidade no preço das commodities em reais. E se o dólar encarece, mas commodities barateiam em dólar com mais intensidade do que o dólar encareceu em reais, então elas ficam mais baratas em reais. (Isso aconteceu em maio, junho, julho e agosto; vide no gráfico abaixo).

    Com efeito, esse Índice se tornou tão proeminente, que ele passou a ser o segundo destacado na lista dos Indicadores Econômicos Selecionados, atrás apenas do IBC-Br, que é a prévia do PIB:

    www.bcb.gov.br/estatisticas/indicadoresselecionados

    Veja a evolução do Índice de Commodities (já convertido para reais):

    ibb.co/1XFmmyR

    E perceba que há correlação com o IPCA

    ibb.co/C0FThSQ

    Portanto, se for para escolher, manter o IC-Br estável (ou, melhor ainda, declinante) já seria ótimo. Para fazer isso, basta vender dólar (em troca de reais) e utilizar os reais para comprar títulos públicos em posse dos bancos. Ao fazer isso, a base monetária não se altera (logo, a Selic não é afetada) e o dólar barateia, o que já garante estabilidade no índice de commodities.

    Já que é para haver Banco Central, e já que ele é o "guardião da moeda", então faria muito mais sentido ele atuar para garantir o preço da moeda (seu real poder de compra) do que fixar o preço do crédito (a taxa de juros de curto prazo).
  • anônimo  23/10/2019 22:19
    A taxa de inflacao brasileira de 4 por cento contra 2 do dólar sempre vai fazer o dólar valorizar. Foi recentemente calculado aqui que o real já desvalorizou 384 por cento desde a sua inicialização em 1994, o que colocou seu valor em relação ao dólar entre 3, 34 a a 3, 90 mais ou menos.
    Assim se se manter os 4 por cento de inflacao brasileira, esses números sobem pra entre 3,40 e e 3, 96 depois de um ano.
    Como sempre o real mantém essa taxa de inflacao e o dólar sempre uns 2 , da pra ir calculando que as máxima e mínima do dólar vão sempre subindo, ano após ano.
    O banco central pode intervir no curto prazo, pra baixar dos atuais 4,4 pra os valores normais, mas não tem milagre , 1 real nunca mais volta pra um dólar. A não ser que o dólar explodisse sua taxa de inflacao e desse inflação de 384 por cento de uma vez.


    Mas o real pode valorizar com menos estado, menos burocracia, menos impostos e mais investimentos em produtividade. Nesses anos do real , a produtividade brasileira não aumentou tanto quanto o dinheiro em acirculação.
    E o endividamento por causa do déficit público colocando mais dinheiro tá fazendo o gov colocar mais dinheiro ainda em circulação.
    Essa pressão ainda tem mais peso na inflacao brasileira, o que deixa o país dependente do que acontece lá fora: china vs EUA.
    Em suma o gov pode intervir pra não perder o controle do dólar, mas precisa dar um jeito no seu defcit de 12 por cento do PIB. Ele tira dinheiro da sociedade , o que abaixa a produtividade e coloca pra pagar dívida gerada pelo déficit( aumenta o dinheiro em circulação.).
    Por isso a inflacao brasileira não baixa mesmo nessa depressão que vivemos.
  • Aoki  23/10/2019 02:53
    A teoria marxista é realmente algo que explica tudo em economia: o dono de uma lanchonete é um burguês explorador, enquanto o diretor de uma multinacional é um proletário oprimido. Faz todo o sentido.
  • Gustavo  23/10/2019 13:15
    Acredito que seria uma abordagem melhor apresentar essa ideia ressaltando que o salário é determinado pelo lucro e nunca o contrário (ainda mais pra quem sofreu anos de lavagem cerebral de valor trabalho e decorou por osmose que custo determina preço). E também que trabalho é só mais um recurso escasso como um tomate ou um ventilador.

    É mais didático explicar que se há demanda para um trabalho em uma fabrica especifica que produz o produto X, é porque existe anteriormente uma demanda pelo produto X em questão, caso não existisse essa demanda pelo produto X não haveria demanda para o trabalho de produzi-lo. No caso de uma possível diminuição do valor de X acarretaria na diminuição valor do serviço/trabalho/esforço de produzi-lo.

    Se a sociedade em geral não percebe as velas como um produto doméstico essencial e ,por exemplo, mudar sua preferência para lampadas, consequentemente a demanda por trabalho na industria de lampadas irá despencar. O preço dos salários oscila em decorrência do preço dos produtos finais, se há lucro em produzir as lampadas existira trabalho nesse setor, caso contrário não haverá trabalho. Pois, significa que sua produção é inviável, consome mais recursos do que produz, ou seja, empobrece uma sociedade, deixa de criar valor para destruí-lo.
  • Vladimir  23/10/2019 15:01
    "uma abordagem melhor apresentar essa ideia ressaltando que o salário é determinado pelo lucro e nunca o contrário (ainda mais pra quem sofreu anos de lavagem cerebral de valor trabalho e decorou por osmose que custo determina preço). E também que trabalho é só mais um recurso escasso como um tomate ou um ventilador."

    Até aqui, quase tudo certo. Para ficar certo você teria de dizer que "o salário é possibilitado pelo lucro", e é "determinado pelos consumidores".

    Consumidores determinam as receitas, as receitas determinam os lucros, e os lucros possibilitam os salários.

    Tire o consumidor da jogada, e tudo acaba. Se os consumidores pararem de comprar, não há receitas. E aí não há nem salários e nem lucros.

    "É mais didático explicar que se há demanda para um trabalho em uma fabrica especifica que produz o produto X, é porque existe anteriormente uma demanda pelo produto X em questão, caso não existisse essa demanda pelo produto X não haveria demanda para o trabalho de produzi-lo. No caso de uma possível diminuição do valor de X acarretaria na diminuição valor do serviço/trabalho/esforço de produzi-lo."

    Tudo bem, mas aí você apenas reforçou meu ponto de que euem determina tudo é o consumidor. Isso é um tanto óbvio, não?

    "Se a sociedade em geral não percebe as velas como um produto doméstico essencial e ,por exemplo, mudar sua preferência para lampadas, consequentemente a demanda por trabalho na industria de lampadas irá despencar."

    Idem acima.

    "O preço dos salários oscila em decorrência do preço dos produtos finais, se há lucro em produzir as lampadas existira trabalho nesse setor, caso contrário não haverá trabalho. Pois, significa que sua produção é inviável, consome mais recursos do que produz, ou seja, empobrece uma sociedade, deixa de criar valor para destruí-lo."

    Correto. E de novo: apenas comprova que quem determina tudo é o consumidor.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    Por que lixeiros e professores ganham menos que artistas e grandes jogadores de futebol
  • anônimo  23/10/2019 22:37
    O trabalhador não participa do capital, não participa do prejuízo. O lucro é o salário do capital. Não e da parte do trabalhador. Só que pra ter lucro , tem que fazer render, pois não é garantido o lucro pr quem investe. É risco. E quem se arrisca tem direito a ficar com o produto do risco. Pois ele ia ficar no prejuízo e o trabalhador não ficaria.
    O trabalhador so faz uma parte do serviço total ,que geraria o preço final. Não faz todo. Grande parte é feito pelo capital do empresário. E essa parte é dele. É uma divisão de partes.
    Os socialista apenas fantasiam que o trabalhador faz 100 por cento, pra provocar revolta contra o sistema e empresários, com fins políticos. E parece ser verdade, da maneira como falam.
    Também pregam que o capital da empresa é do trabalhador, o que é um erro proposital contábil, pra parecer que o trabalhador pode tomar a propriedade alheia, como se os bens de capital pudesse virar dinheiro num passe de mágica.
    Tem que se ensinar que essa visão é fantasiosa mesmo. Denunciar, senão instalam comunismos na forma da lei. E as pessoas ficam achando que tomar fábricas produz prosperidade.
    Tem que se ensinar contabilmente, 1 + 1 = 2, que se o trabalhador quiser ficar com os lucros ele deve investir em bens de capital próprio , participar dos prejuízos também. É uma questão de não ser canalha. E uma questão moral não querem a parte de outrem sem merecer.
  • Leandro Rock'n'Roll  24/10/2019 01:33
    O Brasil precisa desesperadamente de capitalismo. Capitalismo de verdade, não o liberalismo de pulover do João Dória e do Tucano Huck. Eu como um jovem de 19 anos à procura do primeiro emprego sinto na pele como é iniciar num país pobre, afundado em estatismo e leis trabalhistas como o nosso. A tão bela proteção da CLT só serve pra me manter no desemprego crônico, assim como tanto outros iguais a mim.
  • Dirce  24/10/2019 13:12
    Ótimos e enriquecedores comentários. Aprendi muito mais lendo os artigos e algumas indicações dadas por vocês do que em 10 anos de escola com apenas ideologia marxista.
    O problema do Brasil, na minha humilde opinião (de quem ainda tem que estudar muito, mas muito mais economia), é tanto a lavagem cerebral da exploração e da ideia do burguês safado quanto, por outro lado, "empresários" que acreditam que livre mercado é fazer lobbie por incentivos fiscais em Brasília..... ou seja, no primeiro prejuízo vão chorando pra Brasília (não querem correr riscos).
    Assim, enquanto tivermos os dois paradoxos (trabalhador que quer ganhar 100% dos lucros) e "empresário" que não quer lidar com risco, não vamos pra frente....
  • Pensador Puritano  24/10/2019 13:19
    Estive lendo em sites esquerdistas a ladainha de sempre sobre a precarização do trabalho,citam o caso dos motoristas de aplicativos e vem com aquele papo de regulamentar o setor,políticos esquerdistas aproveitam para lacrar e ganhar votos ao prometerem lutar pela categoria:os motoristas autônomos que se sentem inseguros com a onda de assaltos aos mesmos,engraçado é que querem culpar as empresas pela falta de segurança(Obrigação do estado)enfim se a ideia dos esquerdalhas por acaso vingar,a regulamentação desse setor será engessada e a UBER irá virar uma cooperativa de taxistas tão imprestável e inoperante quanta a guilda estatal dos taxistas,esses deputados esquerdistas na sanha de ganhar votos e serem anticapitalistas acham que a regulamentação é necessária e fecham os olhos para a realidade nua e crua(Não existe almoço grátis para ninguém)pública e notória que enquanto houver mais motoristas querendo entrar na UBER eles serão tratados como mais um e sem privilégios,portanto a tal precarização só será corrigida com a entrada de mais aplicativos no mercado e com esta concorrência os motoristas terem mais e melhores condições de trabalho,enfim só o mercado irá equilibrar esta relação e não será com regulamentações e limitação da concorrência que tais"relações de trabalho" será corrigida,enfim viva a livre-concorrência.
  • O Bordeleiro  24/10/2019 14:47
    Em 2008 nos bordeis tínhamos 50 homens para 20 mulheres, as meninas cobram 100 reais o programa, meninas 7/10 e 9/10 cobravam 150 reais, tinha tb o 20tao com mulheres 2/10 - 5/10.
    era possível conversar e trocar até beijos com elas, passada de mão, chupeta no salão , siririca a tudo nível experimental,
    uma verdadeira maravilha. Então começou a moda do culto ao corpo em meados de 2011 e o bordel passou a ser um lixo, sem conversas sem caricias e somente um capitalismo brutal, "vai subir ? vai subir?" era só essa pergunta q se ouvia no salão , passavam direto. então o salão começou a ficar com 60 meninas e 60 homens 10% disposto a subir e 90 % disposto a ver Strip e se aproveitar de amostras grátis , as meninas ficaram mais gostosas fato, porem mais chatas, e começaram a cobrar o dobro do valor, todas elas, ou seja , o volume do publico masculino continuo o mesmo e a oferta de meninas aumentou , porem o preço subiu e não abaixou, a pergunta que fica é como esse fenômeno quebrou a logica de precificação e fez os preços subirem mesmo com maior oferta de meninas?

    Hoje a pior menina 7/10 do salão cobra 150 + quarto e a melhor 350 10/10, o 20tao hoje é 70 reais 3/10.
  • anônimo  25/10/2019 02:08
    Bordeleiro, depois de 2008 tudo aumentou de preço, não foram só as meninas, e tinha aquele negócio de legalizar essa profissão também nessa época
  • Ex-microempresario  27/10/2019 18:18
    A turma que defende a "justiça social" precisa esclarecer uma coisa:

    Neste artigo, dizem que o salário deve ser definido pelas "necessidades" de cada um. Quem tem família maior, sustenta a vó ou coisa assim, tem que ganhar mais.

    Em outros artigos, reclamam que existe "discriminação" contra as mulheres, que ganhariam menos para fazer a mesma coisa.

    Afinal, é para todo mundo ganhar igual ou é para todo mundo ganhar diferente?

    É para ganhar de acordo com o que faz ou de acordo com o que "precisa"?
  • anônimo  27/10/2019 18:53
    Com qual argumento eu poderia refutar o seguinte ponto de vista: "O capitalista não trabalha, já que possui o capital e através dele adquire mais capital explorando o trabalho do empregado" ?
    ps: na conversa a frase foi mais ou menos assim: o dono da megaempresa fica o dia todo curtindo a vida enquanto nós estamos ralando 60h semanais, sofrendo pressão,stress,com horarios estritos.
  • Guilherme  28/10/2019 00:12
    Desenhado no artigo.

    De onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados?

    Como a fábrica ou a empresa foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas e empresas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

    De onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores?

    Alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários — sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

    O empreendedor que inicia um empreendimento tem necessariamente de ou ter economizado os fundos necessários para cobrir suas próprias despesas de investimento ou ter tomado emprestado de outros que pouparam o necessário.

    Logo, sem o capitalista para financiar e sem o empreendedor para empreender, o trabalhador não teria à sua disposição as máquinas, as ferramentas e todos os bens de capital que possibilitam seu trabalho, que o tornam mais produtivo, e que aumentam seu valor.

    E tem mais.

    Os trabalhadores e todos os demais ligados ao processo de produção recebem seu pagamento enquanto o trabalho está sendo feito. Já o empreendedor arca com toda a incerteza sobre se irá ganhar ou não o suficiente com a venda de seus produtos para cobrir todas as despesas nas quais incorreu. Ele, aliás, nem sequer sabe se conseguirá vender seu produto.

    Ao pagar aos seus empregados os salários que foram acordados por contrato, o empreendedor os alivia da incerteza a respeito de se, no final do processo, haverá lucro, prejuízo, ou se a empresa ficará no zero a zero.

    É o empreendedor quem tem de fazer os julgamentos especulativos e criativos sobre o que produzir e a que preços seus produtos poderão ser vendidos. A precisão deste juízo empreendedorial em conseguir antecipar melhor do que seus concorrentes aquilo que seus consumidores podem querer comprar no futuro, bem como os preços que poderão pagar por esses bens, é o que determinará o sucesso ou fracasso de seu empreendimento.

    Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

    Portanto, o empreendedor não é somente o organizador da empresa e o investidor que faz tudo acontecer; ele também é quem irá arcar com as consequências caso não obtenha um lucro pelos seus esforços empresariais.
  • Emerson Luis  03/12/2019 18:23

    Esquerdistas vivem condenando o capitalismo sem saber o que ele de fato é, ou nem sequer o que é "capital" para começo de conversa. Consideram ridículo um "pobre de direita" (liberal-conservador).

    Capital é uma parte da renda que a pessoa poupa para investir na sua própria capacidade de produzir.

    Um faxineiro que poupe parte do seu salário para pagar um curso profissionalizante e/ou comprar instrumentos de trabalho está capitalizando. Com isso ele poderá conseguir outro trabalho com salário melhor ou até mesmo tornar-se um profissional autônomo (e quem sabe um microempreendedor).

    Capitalistas e empregados não são criaturas de espécies diferentes: em um livre mercado qualquer pessoa pode se tornar um capitalista, basta capitalizar como supracitado.

    * * *
  • Confuso  21/01/2020 13:32
    Uma dúvida,

    "O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk explicou que, ao contrário de explorar os trabalhadores, o capitalista remove dos trabalhadores o fardo de ter de esperar pela renda. Se os trabalhadores quisessem produzir bens por conta própria, eles teriam de esperar até encontrar um comprador que lhes garantisse um salário estável."

    Essa explicação do Bawerk de bens presentes e bens futuro faz total sentido quando tratamos de um bem com uma etapa de produção que é de longo prazo, como uma construção de uma casa ou um de navio. Porém, como encaixa-la com a produção de uma padaria que é de curtissimo prazo e o funcionário só receberá após ter produzido diversos pães?

  • Empreendedor  21/01/2020 13:41
    Essa é fácil. Você está olhando apenas a situação presente e ignorando completamente tudo o que já foi feito até ali.

    Para que aquele trabalhador possa fabricar rapidamente pães, houve uma montanha de dinheiro investido naquela padaria, dinheiro este que ainda não foi recuperado. Todos os gastos investidos na construção da padaria, na compra de bens de capital, e na contratação de mão-de-obra ainda não foram recuperados pelo capitalista.

    Aliás, uma rápida verificada nos balancetes de qualquer empresa comprova esse fenômeno.

    No seu exemplo, esse empresário investiu, digamos, $ 10 milhões (construiu a padaria, comprou maquinários e paga os salários dos trabalhadores) para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $ 1 milhão. Ou seja, o capitalista abriu mão de $ 10 milhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $ 1 milhão.

    Nesse ritmo, serão necessários 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período).

    A pergunta é: o capitalista que adianta $ 10 milhões — que se abstém de consumi-los e que incorre em risco para recuperá-los — não deveria receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 10 ou 20 anos ele deveria se contentar apenas em recuperar — isso se tudo der certo — tão-somente os $ 10 milhões de que abriu mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

    Faça um desafio mais difícil na próxima.
  • Gabriel  08/03/2020 17:18
    Entendi seu ponto e concordo. Porém não é mito a exploração dos trabalhadores, isso existe por alguns empresários. Por isso que é muito perigoso acabar com o salário mínimo no momento, tem empresário que paga o salário mínimo pq é obrigado a pagar (os que seguem a lei) os que não seguem são os que não tem condições ou os exploradores que eu conheço muito bem, que pagam 500,00 pra pessoa trabalhar 8h por dia. Nesse cenário de 11 milhões de desempregados não podemos extinguir o mínimo de maneira alguma, agora se o cenário muda e passe a ser 11 milhões de vagas sem profissionais aí sim podemos extinguir.
  • Ex-microempresario  01/05/2020 22:56
    É, que horror a pessoa ganhar 500,00 reais. É melhor ficar desempregada sem ganhar nada.
  • anônimo  16/07/2020 17:59
    Exato.
  • Leandro  04/03/2020 17:35
    Boa tarde a todos.

    Meu primeiro comentário no site, que conheci por acaso e logo de cara me identifiquei, li muitos artigos, todos excelentes.

    Neste em questão, desempenhando o papel de trabalhador pois sou funcionário na área comercial em uma empresa privada, entendo e defendo tudo o que foi dito, um trabalhador que tenha bom senso e tenha em mente que o seu empregador faz das tripas coração para manter seu negócio nesse País, deveria exaltá-lo e agradecer pela oportunidade de fazer parte do projeto.

    Mas a maioria não pensa assim, por vezes prefere se vitimizar e denegrir a imagem do patrão e da empresa de onde tira seu sustento, muitas vezes também o de sua família, já quando o empregado pensa de forma assertiva, busca junto com seu empregador o sucesso do negócio, pois sabe que todos ganham dessa forma.

    Sim, há o explorador, sem dúvidas, mas aí, se deixar explorar já é uma questão de escolha.

    Sds.

  • WDA  06/03/2020 14:33
    "Tem o sujeito que é o Chaves e ta defendendo o lado do Chaves.(Esses vocês do IMB normalmente chamam de "esquerdistas", marxistas...)"

    Ô! Realmente! Stalin só tava defendendo "o lado do Chaves" quando mandava todo mundo pro Gulag; Dilminha cérebro de ouro só tava defendendo "o lado do Chaves", quando quebrava o país e enviava o dinheiro espoliado do contribuinte brasileiro para financiar seu amigo ditador, Fidel; "Fudel" Castro só tava defendendo "o lado do Chaves" quando escravizava a população cubana e a deixava na miséria, enquanto ele, muito rico, mandava em todo mundo; e Lulinha paz e amor só tava defendendo "o lado do Chaves" quando roubava a nação brasileira... claro, claro...

  • Gabriel  08/03/2020 17:14
    Cara o "capitalismo" não explora, e sim alguns patrões (e tem muitos) que são gananciosos, e digo isso por conhecer alguns assim! Entendi o que você quis dizer no artigo, mas sem a mão de obra nada teria sido feito.
  • Ex-microempresario  01/05/2020 17:45
    E do outro lado também tem gente com defeito, ou sendo "trabalhadores" são todos santos, imaculados, puros, perfeitos?

    Ah, é que o empreendedor que quer ganhar mais é "ganancioso" e "explorador", mas se for do outro lado aí querer ganhar mais tá liberado.
  • Ex-microempresario  01/05/2020 17:48
    Segundo a teoria da "exploração", o Robinson Crusoé e o Tom Hanks no filme "Náufrago" devem ter ficado milionários em pouco tempo.

    Afinal, não havendo patrões gananciosos para explorá-los, tudo que eles produziam era deles. Não é uma maravilha?

    O Wilson, aquela bola de vôlei, falava sempre para o Tom Hanks: "se a classe operária tudo produz, a ela tudo pertence".
  • Robson  02/05/2020 14:56
    Na verdade é o contrário.
    Segundo os ancaps ali deveria ter sido a maior ilha de prosperidade, pois não tinha nenhum governo impondo suas regras ditatoriais nem roubando através de impostos. O melhor ambiente possível pro vírus da mão invisível atuar
  • Caetano  02/05/2020 20:16
    E, com efeito, isso é o melhor que os defensores do estado conseguem apresentar em termos de refutação.

    Mas, coitados, o desespero faz sentido. É impossível defender estado no Brasil. Somos o campo de provas mais fértil que existe para comprovar que o estado só ferra a gente. Impostos altíssimos, retorno zero, ninguém aceita resultado eleitoral, praticamente nenhum presidente eleito termina o mandato, e os marajás da burocracia só se perpetuam e enriquecem. Defender estado no Brasil realmente exige muita coragem — e muita cara-de-pau.
  • Ex-microempresario  02/05/2020 21:41
    Tinha poupança lá? Meios de produção? Tecnologia? Acúmulo de capital?

    Esse Robson manja muito de capitalismo. Padrão Paulo Freire de sabedoria.
  • Robson  03/05/2020 12:37
    "Tinha poupança lá? Meios de produção? Tecnologia? Acúmulo de capital?"

    Pra ter poupança basta que o náufrago poupe, oras. Pescou 10 peixes? Poupa um pra servir de isca pra peixes maiores. Extraiu 10 pedaços de mandeira pra fazer uma fogueira? Guarda dois pra construir uma casa.
    Meios de produção? Basta construir! Enxada, arpão, isso tudo não foi a mão invisível que jogou do céu! Tecnologia? Acho que essa é piada, tecnologia é simplesmente todo o conhecimento disponível bum dado momento
    Acúmulo de capital? Basta o náufrago acumular com os itens que ele produz.

    Acho que todos concordamos que encontramos a terra dos sonhos dos ancaps
  • Caetano  04/05/2020 03:17
    Ignorância avassaladora. Para um arranjo prosperar é necessário, no mínimo, haver divisão do trabalho. Isso é enfatizado em 11 de cada 10 artigos aqui.

    Colocar um cara sozinho, em uma ilha deserta, pode até lhe propiciar alguma liberdade da coerção estatal, mas é absolutamente impossível que tal localidade vire uma potência, pois não há divisão do trabalho.

    É até constrangedor ter de desenhar essa obviedade, mas, afinal, estamos na Terra de Santa Cruz, onde ser ignorante é ser sinônimo de lacrador.
  • Major  04/05/2020 14:31
    Ué, basta que o cidadão na ilha isolada se especialize em pescar e venda pescado pros habitantes de outros lugares pra poder comprar o que esses outros habitantes estão produzindo.
    Se ele não divide trabalho é porque não quer, ele é livre pra fazer o que quiser, dividir, não dividir, dividir apenas pela metade seu trabalho, fazer trocas com quem quiser! Devemos fazer o que entao? Impor a divisão de trabalho a este cidadão? Ele que seja livre pra fazer o que bem entender!
  • Marechal  04/05/2020 17:44
    Dividir o trabalho com quem se o CIDADÃO MORA SOZINHO na ilha?! Puta que o pariu….
  • Drink Coke  04/05/2020 01:40
    "Segundo os ancaps ali deveria ter sido a maior ilha de prosperidade"

    Surreal como se critica o liberalismo sem entender o basico.

    Liberalismo não traz riqueza, liberalismo PERMITE que as pessoas gerem riqueza por meio da livre iniciativa e o comercio. O que elas vão gerar estará limitado a inteligência e cultura dessas pessoas, os recursos naturais, a abrangência do comércio, o conhecimento tecnológico, a segurança jurídica sobre suas propriedades e o capital que elas possuem.

    Tom Hanks estava limitado a autosuficência , sua inteligência e a total falta de capital, portanto sua produção estava condenada a ser extremamente baixa. Agora se quer critica o liberalismo, você tem que provar que o Tom Hanks estaria melhor se houvesse alguém lhe tributando e regulando suas ações.

  • Victor Quintao  01/05/2020 16:40
    Uma dúvida: por mais que seja razoável este artigo, por mais que não exista a tal da exploração, por que os trabalhadores deveriam respeitar essa razão pura? Para perder os benefícios que são assegurados pela lei, ou seja, pela mira de uma pistola? Para trocar o certo pelo duvidoso? O trabalhador possui inúmeros direitos que são exigidos, à marra, pela força da lei! Para que eles iriam abrir mão desse privilégio?

    Eu acho burrice um trabalhador concordar com o articulista, ou seja, é burrice ele estar correto.É mais racional ele ignorar a razão pura deste artigo e continuar apoiando os partidos de esquerda.

    O mercado não é o único ecossistema onde a espécie humana pode conseguir os seus objetivos
  • Imperion  01/05/2020 20:44
    Leandro, nesse comentario foi dito :
    "Portanto, se for para escolher, manter o IC-Br estável (ou, melhor ainda, declinante) já seria ótimo. Para fazer isso, basta vender dólar (em troca de reais) e utilizar os reais para comprar títulos públicos em posse dos bancos. Ao fazer isso, a base monetária não se altera (logo, a Selic não é afetada) e o dólar barateia, o que já garante estabilidade no índice de commodities."
    Comprar titulos dos bancos , nao iria limpar o balancete deles e eles e ela nao iriam emprestar o dinheiro em reservas fracionarias?
    Como sempre obrigado pelas respostas!
  • Leandro  02/05/2020 00:25
    Não alteraria a qualidade do balancete dos bancos, pois o que está sendo trocado são títulos públicos, que são considerados os ativos de mais alta qualidade.

    Haveria limpeza de balancete, aí sim, se o BC estivesse comprando títulos de empresas que deram calote (ou que estão prestes a dar um). Ou então se ele estivesse comprando uma carteira de empréstimos para pessoas físicas. Nesse caso, estaria havendo a troca de um ativo podre (e praticamente sem valor) por dinheiro, o que de fato configuraria uma limpeza de balancete.

    Já trocar títulos públicos por dinheiro não altera a qualidade do balancete (a menos, é claro, que o governo estivesse na iminência de dar um calote, o que não é o nosso caso).

    Também não afetaria o processo de reservas fracionárias porque os bancos podem trocar títulos por dinheiro a qualquer momento, de modo que, se eles quiserem expandir o crédito, nada os impede de fazer isso.
  • Imperion  02/05/2020 01:21
    Perfeito. Obrigado pelas respostas limpas.
  • estudante  01/05/2020 22:09
    Pq não tem inflação no Euro se eles imprimiram dinheiro depois de 2008? Dos eua eu ja entendi e tal mas e o resto do mundo que fez o mesmo?
  • Professor  02/05/2020 00:18
    Eis a evolução da oferta monetária na zona do euro. O ritmo de expansão diminuiu após 2008. A expansão monetária pós-2008 foi menor que a de antes de 2008.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m2.png?s=emuevolvmonsupm2&v=202004290842V20191105&d1=19950509

    Ou seja, se houvesse inflação de preços, aí sim seria um fenômeno difícil de ser explicado.

    Se você ficar se informando via mídia sempre será enganado.
  • estudante  02/05/2020 01:16
    Mas esse gráfico eh do M0,M1 ou M2?
  • anônimo  02/05/2020 02:08
    Escrito no link: M2.

    Eis o M1:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m1.png?s=emuevolvmonsupm1&v=202004290842V20191105&d1=19950509

    E eis o M3:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/euro-area-money-supply-m3.png?s=emuevolvmonsupm3&v=202004290842V20191105&d1=19950509


    Desnecessário explicar que, se o M1 sobe, mas o M2 e o M3 ficam na mesma, então não houve expansão monetária. Houve apenas transferência de dinheiro que estava em M2 e M3 (depósitos a prazo e fundos, por exemplo) para depósitos a vista. Algo perfeitamente normal quando os juros estão em zero, a incerteza é alta e as pessoas demandam liquidez.
  • Martins  02/05/2020 12:56
    Eu estava trabalhando como recepcionista numa loja e estava reclamando com meus colegas como o patrão era muito escroto: não pagava hora extra, comissão ridiculamente baixa, metas impossíveis de bater.
    Só que de repente o cara apareceu bem na hora. Não deu pra disfarçar. Aí o cara começou a debochar da minha reclamação e falar que ele sim como dono da loja é que sofria. Capital em risco, 24 horas de trabalho por dia, sem direito trabalhista, sem férias nem décimo terceiro.

    Foi humilhante. Quando disse pq então não trocava comigo já que minha vida era mais fácil e já que eu topava a vida dele. O silêncio mais constrangedor que ouvi em minha vida. Ele teve oportunidade para estar ali, eu não
  • anônimo  02/05/2020 20:02
    "É verdade esse bilete".

    Ah, o desespero de alguns aqui seria cômico se não fosse patético. Até historinha tosca inventam por não conseguirem refutar o que é dito.
  • Martins  04/05/2020 16:16
    O meu diálogo com meu ex patrão já desmascara o mito todo que tentam sustentar neste artigo.
    Aponte o que não faz sentido na conversa e defenda o seu ponto de vista, simples assim. Só nao vale tergiversação como vc fez
  • Flávio  04/05/2020 17:37
    Sem problemas. Permita-me:

    "Eu estava trabalhando como recepcionista numa loja"

    Ou seja, você estava auferindo renda graças ao capital imobilizado por outra pessoa (seu patrão). Não fosse por ele, você não teria renda.

    "e estava reclamando com meus colegas como o patrão era muito escroto: não pagava hora extra, comissão ridiculamente baixa, metas impossíveis de bater."

    Se você está voluntariamente em um arranjo, mas não está gostando dele, peça para sair. Até onde sei, isso não é proibido. Se não o fez, então é porque você claramente sabia que estaria em melhor situação ali do que fora dali.

    "Só que de repente o cara apareceu bem na hora. Não deu pra disfarçar."

    Sim, tinha que ser "bem na hora". Caso contrário, sua estória perderia o impacto. Mas como eu estou gostando da brincadeira, vamos adiante.

    "Aí o cara começou a debochar da minha reclamação e falar que ele sim como dono da loja é que sofria. Capital em risco, 24 horas de trabalho por dia, sem direito trabalhista, sem férias nem décimo terceiro."

    Ué, se o seu lamento é verdadeiro (falta de hora extra, comissão ridiculamente baixa, metas impossíveis de bater), então por que esse lamento do seu patrão é falso? Por que apenas você tem o direito de ser levado a sério? Mais ainda: por que você está debochando do lamento dele?

    Dois pesos e duas medidas. Algo típico dos vitimistas.

    "Foi humilhante."

    O quê, ouvir o lamento dele?

    "Quando disse pq então não trocava comigo já que minha vida era mais fácil e já que eu topava a vida dele."

    Lindeza moral sem fim. Você quer simplesmente assumir todo o empreendimento construído por terceiros sem ter colocado absolutamente nenhum patrimônio seu no negócio? É isso mesmo?

    Você quer que uma pessoa que colocou todo o patrimônio dele em risco na apenas simplesmente repasse todo o empreendimento para você, como ainda se torna seu subalterno?

    Pois saiba que você é um bandido, e isso que você está defendendo é roubo puro e duro.

    "O silêncio mais constrangedor que ouvi em minha vida."

    Se ele ficou em silêncio após uma afronta dessa, então ele realmente é uma pessoa muito decente. Sem dúvidas, é alguém melhor que eu. Se um vagabundo me falasse uma coisa dessas em minha propriedade e sendo sustentado pelo meu dinheiro, eu corria o risco de ser preso por extrema agressão física.

    "Ele teve oportunidade para estar ali, eu não"

    Não, meu querido. Ele criou a oportunidade para estar ali. Lá atrás, quando você ainda estava apenas tocando punheta, ele já havia arriscado o patrimônio dele, tomado empréstimos, imobilizado capital, financiado estoques, contratado funcionários, e pagado uma caralhada de impostos. E fez isso tudo sem ter qualquer garantia de que isso daria. E, de quebra, ainda lhe forneceu emprego e renda, do qual você ingratamente reclama.

    Já você, ao contrário, teve toda a oportunidade de não estar ali. Foi você quem escolheu estar ali. Foi você quem escolheu ganhar dinheiro estando ali. E é você quem pode pedir pra sair a qualquer momento, sem ter de sofrer nenhuma encheção de saco regulatória e burocrática.

    E aí, já pediu pra sair?
  • Vin%C3%83%C6%92%C3%82%C2%ADcius  04/05/2020 22:57
    Primeiro gostaria de agradecer o Flávio pois foi o primeiro que apresentou críticas minimamente construídas. E é com muito prazer que apresento aqui meus contrapontos:

    Ou seja, você estava auferindo renda graças ao capital imobilizado por outra pessoa (seu patrão). Não fosse por ele, você não teria renda.
    Sim, e não fosse por mim ele não estaria auferindo renda tb, ou entao uma renda bem inferior

    Se você está voluntariamente em um arranjo, mas não está gostando dele, peça para sair. Até onde sei, isso não é proibido
    Aposto que vc não gosta de muitas das políticas do Brasil e mesmo assim não sai dele, se é que está no Brasil. Também não é proibido reclamar.
    Aposto que vc usa uma moeda no qual vc tem uma série de criticas á politica monetaria adotada por ela

    Mais ainda: por que você está debochando do lamento dele?
    Acho que teve um lapso cognitivo por sua parte aqui. Quem debochou foi ele.
    Ele pode reclarmar do que quiser tb, livre pra isso, só não vai me convencer que seu lamento vale tanto quanto o meu, visto que ele está em uma posição muito mais privilegiada, como mostrarei a seguir.

    Ele criou a oportunidade para estar ali. Lá atrás, quando você ainda estava apenas tocando punheta, ele já havia arriscado o patrimônio dele, tomado empréstimos, imobilizado capital, financiado estoques, contratado funcionários, e pagado uma caralhada de impostos.
    Aí que está, o dono era mais novo que eu. Ele tinha ganhado a loja dos pais. O pai era filho de um ex-ministro do executivo federal, ou seja, ganhou dinheiro às nossas custas, às custas de nossos impostos pagos e dos impostos pagos pelos meus pais e avós, isso que to assumindo que tudo que ganhou foi "dentro da lei", fora o que nao teve "por fora". A mãe era uma espécie de socialite, nunca trabalhou efetivamente, herdou boa parte do patrimonio tb e ao que parece os avós e bisavos eram donos de terras no país (e vc sabe como eram as coisas no país antigamente, somente amigos do rei tinham tantas posses assim. Trabalhando honestamente raramente se chegava a algum lugar).

    Final das contas eu me formei e consegui bons empregos, sem precisar me alavancar em cima de capital herdado de ninguém, estudei em escola e faculdade públicas. E posso garantir, o valor que o cara agregava na loja dele era ridiculamente baixo, é que como ele tem muito patrimonio, aquilo ali era quase um pentelho pra ele em termos de grana, era o brinquedinho que os pais deram pra ele se divertir. Um gerente de loja como ele tiraria uns R$3k/mês atualmente, se muito, mas ele embolsava muito mais pois tinha o retorno do capital tb, devia ter imobilizado lá uns R$2MM.
    E eu que trabalhando tiro mt mais que R$ 3k/mês não tenho ainda o padrão de vida dele. Aí pergunto, isso é justo? Um capital herdado de maneira pouco republicana, pra dizer o mínimo, sustentando gerações de acomodados que pouco agregam. Por isso que no Brasil tem tanto "empresario" com 25 anos, ninguem assim ralou como eu, acumulou capital, como eu acumulo, o capital ja brotou acumulado no colo deles, e pouco se sabe sobre a procedência dessa grana herdada em termos de inidoneidade
  • Flávio  04/05/2020 23:32
    Ué, mudou seu nome? Era Martins e agora virou Vinícius? Haha, vocês haters são uma piada. Nem sequer conseguem manter o mínimo de continuidade na estorinha que criam. Deve ser desesperador levar essa vida…

    Tem problema não. Mudou seu nick, mas não a vergonha que vai passar.

    "Sim, e não fosse por mim ele não estaria auferindo renda tb, ou entao uma renda bem inferior"

    Errado. O proprietário poderia perfeitamente estar trabalhando lá, e assim embolsaria 100% dos lucros. No entanto, por uma questão de comodidade, contratou você, gerou-lhe emprego e abriu mão de uma parte dos lucros para pagar o seu salário.

    Seu salário veio da redução do lucro dele. Você não gerou lucro para seu empregador. Foi seu empregador que abriu mão de uma parte do lucro dele para transformar em salário.

    Sobre isso, leia a seção "Os capitalistas não são os responsáveis pelo fenômeno do lucro, mas sim pelo surgimento dos salários e dos custos" deste artigo.

    O leitor "Reisman", mais acima, também forneceu um excelente exemplo disso.

    "Aposto que vc não gosta de muitas das políticas do Brasil"

    Correto.

    "e mesmo assim não sai dele, se é que está no Brasil."

    Sim, vivo no Brasil, trabalho no Brasil e é aqui que tiro meu sustento. E não entendi sua lógica. Por que o fato de eu não concordar com políticos significa que eu deveria me mudar do Brasil? Ao contrário de outras pessoas, eu não dependo de políticos para sobreviver. Eu dependo única e exclusivamente dos meus clientes e, é claro, da minha capacidade de ofertar bons serviços a eles.

    Se eu vivo bem no Brasil em decorrência de minha competência na prestação de serviços, por que diabos eu deveria sair daqui?

    Sua lógica, na mais benevolente das hipóteses, é fraca. Na mais real das hipóteses, é completamente sem sentido.

    "Aposto que vc usa uma moeda no qual vc tem uma série de criticas á politica monetaria adotada por ela"

    Na verdade, eu sou obrigado por lei a aceitar pagamentos e quitação de dívidas nesta moeda, mas, felizmente, eu não sou obrigado a poupar nela. #Ficaadica

    "Acho que teve um lapso cognitivo por sua parte aqui. Quem debochou foi ele."

    Você (que era Martins e agora virou Vinícius) claramente debochou do seu "patrão" quando disse que ele "sofria" (e em seguida listou os problemas). Mas você cria tantas identidades e tantas estórias, que já nem mais se dá conta de qual personagem está assumindo agora. Normal sua confusão.

    "Aí que está, o dono era mais novo que eu. Ele tinha ganhado a loja dos pais. O pai era filho de um ex-ministro do executivo federal, ou seja, ganhou dinheiro às nossas custas, às custas de nossos impostos pagos e dos impostos pagos pelos meus pais e avós, isso que to assumindo que tudo que ganhou foi "dentro da lei", fora o que nao teve "por fora"."

    Hahaha!!! Meu Deus!!! Quanta criatividade!!!

    Sério, vejo só o ridículo a que você está se rebaixando. Se você tem de ficar inventando tudo isso apenas para tentar reverter sua situação e querer provar que sua estorieta pode ao menos ter alguns elementos que tragam algum apelo aos libertários, meu chapa, você está no lugar errado.

    Aqui o nível é mais alto

    Mas devo confessar que achei divertidíssima essa reviravolta que você se viu obrigado a criar. Quer dizer então que um ministro do executivo federal virou empreendedor, voltou a ser ministro e repassou a loja para o filho? E que esse mesmo ministro não tinha dinheiro para lhe pagar horas extras? E preferiu desrespeitar a CLT, correndo o risco de ser denunciado para a imprensa (um prato cheio)?

    Diga aí o nome do ministro, por favor (não vai fraquejar, né?). Diga também o nome da loja e o CNPJ dela. Faça essa denúncia aqui, ao vivo.

    É cada desocupado que despenca por aqui…
  • Um Cão  31/07/2021 09:05
    Só vim passar aqui um ano depois para parabenizar O Flávio pelos otimos argumentos nesses comentários. Foi um massacre.
  • Humberto  02/05/2020 20:02
    Se eu tivesse sido desrespeitado assim em minha propriedade, pode ter certeza de que você seria gentilmente convidado a se retirar (assim como eu tenho certeza que você faria com alguém que lhe desrespeitasse em sua propriedade).
  • Constatação  04/05/2020 19:13
    Poderia ter feito todas essas queixas diretamente para o seu patrão, não é mesmo? Ou os seus colegas resolveram alguma coisa para você, nesse sentido? Reclamar do preço do pão com o açougueiro não adianta.
  • Felipe L.  02/05/2020 15:23
    Pessoal, eu ouvi agora esse vídeo e confesso de que fiquei muito incomodado, pelo tom alarmista. Gostaria de saber a opinião (apesar de essa questão de coronavírus não envolver só opinião) de vocês sobre.

    Fiz até um comentário gigante lá e talvez vocês até acabem o encontrando.
  • Fernando  03/05/2020 01:31
    Caro Felipe,
    Acho que perdemos muito tempo realmente é tivemos muito gente jogando contra, como essa questão do caixao vazio enterrado.
    Acho que de alguma maneira está tendo mais conscientização, não se vê mais gente comparando com h1n1, dengue ou tuberculoses, ou que o vírus só mate velho. Acho que as pessoas de fato estão aderindo as máscaras por exemplo.
    Mas por outro lado as pessoas não estão mais aguentando uma quarentena prolongada tanto tempo e estão relaxando nos cuidados
  • Aldair  03/05/2020 03:15
    Tenso. Esse vídeo aqui contém ainda mais dados e percepção de especialistas
    m.youtube.com/watch?v=we_LFA_yYJo
  • João  02/05/2020 15:40
    Exploração não existe? O autor se esqueceu de outro princípio básico da economia: oferta e demanda. Enquanto houver alto desemprego e muitas pessoas com baixa qualificação, elas aceitarão ser mal pagos, simples assim. Bora ter um pouco de espírito crítico galera.
  • Ex-microempresario  02/05/2020 20:53
    Elas não serão mal pagas.

    Elas receberão exatamente o que vale o trabalho delas.
  • WDA  02/05/2020 21:19
    Exploração sem dúvida existe. Mas os arranjos baseados na liberdade tendem a minimizá-la. De fato, se o capitalismo se baseia em trocas livres, por que razão uma pessoa em liberdade se submeteria à exploração? Esta seria uma relação totalmente disfuncional. Não seria impossível, mas tenderia a ser rara, sobretudo quando comparada à situação em que uma sociedade aceita mecanismos de restrição à liberdade individual. Se alguém puder impedi-lo à força de deixar uma determinada relação de troca (por exemplo, o emprego) com o beneplácito do Estado e seus meios de coerção, então a exploração é muito mais viável.
  • Imperion  02/05/2020 20:10
    Esquerdistas sempre tentam passar a ideia que o burocrata pode definir os preços por um valor de utilidade, mas o mesmo burocrata não consegue, atrás de uma mesa, controlar a produção de um bem. Então, pela lei da escassez, esse bem acaba tendo seu preço aumentado simplesmente porque é mais procurado. E se não se deixa aumentar seu preço, não se obtém recurso pra investir no aumento da produção. Já se desvirtua o processo produtivo no berço.
  • Imperion  02/05/2020 20:41
    Entrevista com persio arida, presidente do bnds no gov fhc!


    Https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrissima/2020/05/estabilizar-divida-a-longo-prazo-importa-mais-que-conter-seu-aumento-na-pandemia-diz-persio-arida.shtml?__twitter_impression=true&fbclid=IwAR2jy8ool2aTWs1aGymfYSXEJVPImS101JSmZa6Sf5EzLojMqPbXp_aHIBc


    Concordam senhores?
  • Felipe L.  04/05/2020 23:16
    "Com exceção dos libertários adeptos do darwinismo social, ninguém discorda da necessidade de o governo sustentar a economia diante do extraordinário desafio que enfrentamos."

    Eu fiquei surpreso em ele ter mencionado os libertários. Libertários não são adeptos do darwinismo social e sim defensores incondicionais da propriedade privada e do princípio da não-agressão. Quem defende darwinismo social são justamente os socialistas, e muitos desses esquerdistas defenderam isso sem vergonha alguma no século XIX e XX. Eu nunca vi o Hoppe defendendo o Destino Manifesto, nem o Block defendendo o imperialismo europeu do século XIX e XX.

    Ele defende a ficção da renda básica, o que não funciona. Na prática, isso não muda nada para o Bolsa-Família. E detalhe: de onde virá o dinheiro para isso? Sabem em qual circunstância que eu apoiaria o auxílio aos desempregados e necessitados? Tirando dos salários da alta casta do funcionalismo estatal e repassando. Será que eles são preocupados com os pobres e oprimidos? Do jeito que está agora, está espoliando a classe produtiva que ainda restou. Tentaram isso na Finlândia (foi previsto o desastre aqui), país extremamente livre e rico, acha que vai funcionar nessa porcaria de país que com uma recessão, já vai para o buraco e demora anos para se recuperar? Desde 2015 estamos nesse dejeto.

    Essas medidas não são nada diferentes daqueles estímulos fiscais que fizeram aos montes nos EUA e Europa após a crise de 2008, mudando só em intensidade. Vai prolongar os efeitos maléficos e piorar a situação. É puro demand-side.

    Eu concordo com outras coisas que ele disse, mas em outras partes eu não entendo do assunto, peço para que os mais entendidos me corrijam se eu estiver errado ou adicionem um adendo. O Leandro me respondeu de que ele havia deixado para trás o marxismo e agora está mais para alguma variante do keynesianismo. Ele é economia mainstream.
  • Aprendiz de EA  03/05/2020 17:36
    Pessoal, eu muito escuto sobre o sucesso de alguns países asiáticos como Coreia do Sul, China, Taiwan (que é a verdadeira China), Japão, etc, se dar devido ao alto nível da educação nesses países, porém os mesmos constantemente batem recordem nos níveis de stress e até mesmo suicídios entre os alunos, devido à alta pressão e carga horária à qual são expostos desde muito cedo. Aí eu vos pergunto:

    1 -> A alta carga horária não prejudica o aprendizado? Pergunto isso porque diversas vezes já vi pessoas (cientistas inclusive) dizendo que não se deve estudar mais do que X horas por dia (varia de pessoas pra pessoa, etc.), pois além disso a taxa de absorção do conteúdo começa a cair gradativamente devido à fadiga, há vários estudos científicos nessa linha.

    2 -> A diferença no nível geral de conhecimento e habilidades matemáticas e científicas entre o asiático médio e o americano/europeu médio é realmente tão grande quanto a mídia por vezes faz parecer? Pergunto pois apesar de os EUA por exemplo não serem nada impressionante nos rankings de educação concentram uma boa parte da pesquisa de ponta e das grandes empresas tecnológicas do mundo, além de um número impressionante de startups na área da tecnologia. Constantemente se vê asiáticos muito "Nerds", mas a maioria dos asiáticos são assim ou só temos essa impressão porque há muito mais asiáticos do que ocidentais?

    Obrigado!!
  • Drink Coke  04/05/2020 02:02
    "EUA por exemplo não serem nada impressionante nos rankings de educação concentram uma boa parte da pesquisa de ponta e das grandes empresas tecnológicas do mundo, além de um número impressionante de startups na área da tecnologia"

    Não confunda as coisas, você está falando de média. A massa não é grande coisa, mas aqueles que estão acima da curva tem as melhores universidades , institutos cientificos e empresas de TI a sua disposição. Além disso, lá tem um dos melhores ambientes para se empreender no mundo.
  • Imperion  04/05/2020 03:00
    Países tecnológicos apenas investem em educação porque precisam de mão de obra pra fazer mais tecnologia. Ao contrário do Brasil que exporta laranja pra importar laranjada. Produtos tecnológicos dão retorno muitas vezes maior do que ficar apenas vendendo matéria prima por unidade.

    Empresas privadas investem em escolas e universidades numa cooperação mútua que melhora a competitividade da indústria e a qualidade da educação nas escolas.

    Lá as pessoas são estimuladas a estudar para produzir e empreender. Não é uma educação generalista como o Brasil, mas algo voltado à prática tecnológica (tem técnico, tem científico, exatas de ponta, pesquisa científica).

    A demanda por vagas é maior na tecnologia, por isso vc vê muitos estudantes com esse perfil.

    No Brasil, por outro lado, se insiste na educação estatal, cursos que não atendem a demanda da sociedade. Não se deixa a iniciativa privada investir nos cursos que precisam e consequente falta dinheiro nas escolas.

    No Brasil pesquisador cientista é contratado pra dar aula e não pra pesquisar. Pesquisas não vão pra ser comercializadas (preconceito burro) e muitos fazem pesquisas não demandadas pela sociedade.

    Então a qualidade da educação de cada país é proporcional à ligação desta com as atividades práticas. Japão e EUA diferem na qualidade se suas pesquisas científicas e seus alunos formados seguem o mesmo padrão.
  • Imperion  03/05/2020 17:45
    O estado usurpou todas as reservas.minerais. se vc é pego com ouro é preso
    criptonizando.com/2020/05/03/video-homem-e-detido-com-12kg-de-ouro-escondido-nas-botas-em-rodovia-no-para/?fbclid=IwAR2hYLEo00_buoi4DpNrWgNcHYhmwfDW-pHBaY9M-PsJ7bYHvsDvZftPmtk
  • Felipe L.  04/05/2020 15:55
    Pessoas da rede, estou fazendo um comparativo dos salários mexicanos e brasileiros ao longo de seis anos, de dezembro de 2012 a dezembro de 2018, mais exatamente no dia 1º de cada mês (porque estou escrevendo um artigo sobre o México, abordando várias questões, incluindo no governo atual do AMLO). O quanto eles aumentaram em valores nominais e a inflação acumulada do período. Sou medonho em Matemática mas acho que vocês vão captar a ideia central minha.

    Então eu fiz o seguinte:

    - Em dezembro de 2012, o salário no México estava em 270,91 pesos por dia. Em dezembro de 2018, foi para 354,35 pesos por dia. Não, não sei o motivo de eles colocarem por dia, nem o motivo de no Brasil colocarem o salário por mês. Em seis anos, o salário aumentou 30,79% (o valor diário ou mensal não importa). Para calcular a inflação acumulada, eu usei o Consumer Price Index, do Trading Economics. Em dezembro de 2012, estava em 80,57 pontos. Dezembro de 2018, 103,02 pontos. Portanto, uma inflação de preços acumulada de 27,86% em seis anos. Portanto, seria um aumento real salarial de 2,93% em seis anos, subtraindo o aumento salarial e a inflação?

    - Agora para o Brasil: o salário mensal de dezembro de 2012 estava em R$ 2224. Em dezembro de 2018, R$ 2346. Assim sendo, o aumento salarial foi de 5,48%, em seis anos. A inflação acumulada, de 41,58% (pelo mesmo índice de preços). Então, se fosse corrigir pela inflação, seria subtrair o aumento salarial com a inflação, ficando em - 36,1%?


    Eu já havia aprendido que os juros reais corrigidos pela inflação seguem uma metodologia diferente. O mesmo conceito seria para salários? Errei em algo?

    Se estiver certo, caramba, que diferença do Brasil para o México viu...
  • Joao Paulo  11/05/2020 16:19
    Caramba. E eu pedindo para o meu filho arrumar o quarto e lavar a louca. De acordo com a "teoria" da exploracao, se eu fizesse isso, eu nao exploraria o proprio filho e me auto-exploraria.

    Piadas a parte, acredito que o problema eh confundir trabalho com exploracao. Certamente existem abusos e aproveitadores (de ambos os lados), mas quando o trabalho eh voluntario tanto da parte do empregado quanto do empregador, isso nao eh exploracao mesmo...
  • São Paulo é meu país  12/05/2020 09:51
    Aqui na América Portuguesa a ideia de que trabalhadores são explorados pelos patrões ainda é muito difundida. Até pessoas que se dizem conservadoras e a favor do capitalismo acham que precisa existir salário mínimo e regulamentações.
  • anonimo   23/06/2021 16:26
    E meu professor que deu como tema de redação para dissertar "A exploração trabalhista na sociedade moderna" e logico que se eu escrever a verdade vou tirar zero
  • Luan  23/06/2021 23:38
    Só por curiosidade, de que matéria/disciplina é esse professor?
  • Delta  30/07/2021 19:47
    Eai amigos, quando essa pandemia vai acabar? Olha a PALHAÇADA, países vacinados, obitos sobre controle mas casos explodindo. Lockdowns e mascaras voltando a ser obrigatórios igual no começo da pandemia.
    Quando isso vai acabar meu deus? A China sairá ilesa, no Ocidente a liberdade esta praticamente extinta com os governos fazendo o que bem querem, vendendo promessas falsas de liberdade e ate chantageando a liberdade individual com passaporte e agora Variante Delta
  • Felipe  30/07/2021 20:25
    Veja esse vídeo. Variante Delta é só uma variante como... qualquer outra. Qualquer organismo tem variantes. É menos mortal e grave. Normal, afinal se o vírus matasse muitos hospedeiros, ele não sobreviveria. Nenhuma pandemia dura para sempre, embora os políticos e burocratas e parte da mídia queiram muito isso.

    Peço que não acompanhe mais televisão e esses entulhos midiáticos.
  • rraphael  30/07/2021 21:39
    caro colega,

    nao tenha nada que esteja acontecendo no momento que alguem por aqui ja nao tenha comentado / previsto no passado

    pra algumas pessoas proximas eu mando uma palestra do tom woods ano passado, tem closed caption em portugues , caso queira espairar um pouco da histeria em massa assista ai tambem :

  • Jeferson Vasquez  30/07/2021 22:05
    China ilesa? Olha o que está ocorrendo lá recentemente! Tufões, tornados, e rachaduras de algumas represas! Se a represa das 3 gargantas desabar, até 400 milhões de chineses irão pro saco! Isso é quase 1/3 da China inteira! Sem falar de usinas nucleares com vazamento! Não seja tão pessimista! Se tudo isso acontecer, não irão esconder isso pra sempre!
  • Um Cão  31/07/2021 09:22
    Minha opinião:


    "Eai amigos, quando essa pandemia vai acabar?"

    Enquanto se tratar uma doença com letalidade de 2% como "pandemia" a resposta é nunca.

    "Olha a PALHAÇADA, países vacinados, obitos sobre controle mas casos explodindo. Lockdowns e mascaras voltando a ser obrigatórios igual no começo da pandemia."

    Exato. Muitas pessoas que foram vacinadas contrairam o virus. Isso mostra o quão sem nexo são essas políticas de segregação de vacinados e não vacinados, algo imoral e contra o príncipio libertário.

    74% dos casos de covid recentes em Massachusetts foram em pessoas vacinadas:
    www.zerohedge.com/covid-19/74-percent-covid-19-cases-massachusetts-outbreak-occurred-fully-vaccinated-people-cdc

    "A China sairá ilesa, no Ocidente a liberdade esta praticamente extinta com os governos fazendo o que bem querem, vendendo promessas falsas de liberdade e ate chantageando a liberdade individual com passaporte e agora Variante Delta"

    Todas essas medidas restritivas tem o unico intuito de controle populacional e restrição da liberdade do indivíduo, pois não existe nenhuma evidência comprovada que elas funcinam. Governos não se importam com você, apenas querem que você continue dentro do curral deles.
  • anônimo  31/07/2021 23:44
    Muitas pessoas que foram vacinadas contraíram o vírus.

    Semana passada, deparei-me no Twitter com uma publicação (que não sei como não fora prontamente excluída pela plataforma) que dizia mais ou menos assim:

    -----
    Se a pessoa tomar a primeira dose da vacina e contrair o vírus: "Ficou doente por que só tomou uma dose";

    Se ficar doente após ter tomado as duas doses: "A vacina é para evitar que fique grave";

    Se ficar doente em estado grave após ter tomado as duas doses: "A vacina é para que a pessoa não morra da doença";

    Se ficar doente, em estado grave, e vir a falecer, mesmo tendo tomado as duas doses: "Nenhuma vacina protege 100%"!
    -----

    É bem por aí...
  • Bolsodilma cirolulaguedes  01/08/2021 20:49
    Vai acabar não. Mais pra frente vc vai ser espoliado pra pagar a renda básica universal e outros assistencialismos.
  •   30/07/2021 23:45
    às vezes me pego a divagar, sobre vários "SE" que poderiam ter ocorrido ao longa da história do Brasil... um universo paralelo só meu:
    01. SE os portugueses tivessem aqui estabelecido uma colônia de povoamento efetivo, utilizando a comunidade judaica e mozarab expulsa da espanha à época, criando colônias portuguesas nos moldes que os romanos fizeram;
    02. SE ao invés de terem praticado a escravidão africana tivessem trazido mão de obra da índia, onde possuíam contatos comerciais;
    03. SE tivessem implementado uma colônia com liberdade economica e religiosa como era a região do Couto Misto, lá mesmo em portugal (en.wikipedia.org/wiki/Couto_Misto), recebendo toda aqueles que viriam à ser mortos em guerras religiosas na europa ao longo dos séculos XVI, XVII..
    04. SE Dom Pedro I ao invés de correr atrás da coroa portuguesa tivesse focado sua energia em construir o Brasil tendo como seu principal assessor José Bonifácio, implementando as causas políticas desse (abolicação da escravidão, inclusive);
    05. SE Dom Pedro II (e/ou seus sucessores republicanos) tivesse recebido em mãos e o coração tocado pela "Riqueza das Naçoes", de Adam Smith;
    06. SE uma cópia de "O Caminhão da Servidão" de Hayek tivesse chegado às mãos e tocado o coração de Getulio Vargas;
    07. SE o governo militar tivesse lido e entendido "A constituiçao da Liberdade" de Hayek e implementado seus princípios;
    08. SE a Assembléia constituinte de 1988 tivesse mirado em algum país com sucesso e feito nossa constituiçao à sua imagem e semelhança (exemplo Suiça);
    09. SE José Sarney tivesse chamado a turma do Milton Friedman para prestar consultoria em 1985;
    10. SE Bolsonaro tivesse mantido as propostas de campanha e implementado de maneira firme todas as políticas econômicas com as quais promoveu sua campanha.
    é muita viagem na maionese, sem rigor cientifico e superficial? sim! mas são meus sonhos que nunca se realizarão, porque já passaram...

  • anônimo  31/07/2021 19:19

    Por que os liberais brasileiros preferem deixar que a população passe fome por falta de poder aquisitivo a proibir a exportação de alimentos para o exterior?
    A fome nunca foi de fato um problema para os liberais. Como se vê aqui nas respostas deles, eles não dão a mínima se o brasileiro mais pobre não tem mais o que comer.

    Pode chorar no mercado, pode ficar horas na fila do osso para conseguir alguma proteína. O liberal não liga para o pobre sem acesso a alimentos
  • Leitor Antigo  01/08/2021 01:23
    Quem defende subsídios à exportação é a esquerda. Liberais são contra.

    Aliás, a esquerda não só defende mandar tudo pra fora, como ainda defende proibir importação.

    Aprenda a bater no inimigo correto:

    Exportar muito e importar pouco não gera crescimento e é o caminho para a pobreza

    Quanto a proibir exportação, trata-se de uma medida que garantidamente irá reduzir a produção e, consequentemente, a oferta de comida. Ou seja, aumentará preços e a fome.

    Imagine que você é um pecuarista. Você está produzindo para mandar pra fora, pois, ao exportar, você ganha dólares, que é uma moeda forte. É muito melhor produzir para vender para estrangeiros ricos que pagam em dólar do que vender para o populacho que paga em reais.

    Se as exportações começarem a ser taxadas, você, obviamente, não continuará produzindo o mesmo tanto para agora vender apenas para o populacho em troca de reais. Se você fizer isso, você estará pagando para trabalhar e produzir (você estará produzindo o mesmo tanto, mas ganhando muito menos; na prática, seu custo de produção aumentou).

    Logo, você obviamente irá reduzir sua produção até o ponto em que a redução da oferta aumente os preços e lhe traga uma receita satisfatória.

    Ou seja, trata-se de uma medida que, ao contrário do que se almeja, reduz a oferta de alimentos.

    A solução é uma só: fortalecer o real; fazer com que o real seja uma moeda tão demandada quanto o dólar. Se o real fosse forte, ninguém pensaria em exportar em vez de vender para o mercado interno.

    Concomitantemente, zerar as tarifas de importação das carnes de Argentina, Uruguai e Austrália. Com essas duas medidas, comida cara ocorreria apenas em caso de colapso agrário mundial.

    Só que a esquerda é contra moeda forte e tarifa zero.
  • Felipe  01/08/2021 14:54
    Com o Paulo Guedes defendendo moeda fraca, dificilmente teremos moeda forte nesse governo. Se ele fechasse a boca sobre isso, estaríamos em uma situação melhor, apesar das instabilidades políticas e institucionais.

    Caso ele for reeleito, deveria trocar o Guedes por qualquer outro que não defendesse moeda fraca nem propusesse novos impostos (ou aumento dos atuais).

    Há quem ache que o governo Bolsonaro fosse ser uma repetição do Reagan...
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  01/08/2021 10:42
    www.heritage.org/index/ranking

    www.taxcomplexity.org

    Basicamente, o ranking da heritage diz que plantar e comercializar bananas é mais fácil no Lesoto do que no Brasil...
  • Intruso  02/08/2021 01:24
    O empresariado brasileiro explora sim os trabalhadores, basta comparar com os EUA, enquanto eles possuem uma jornada semanal de 40 horas desde 1938, o Brasil apenas em 1988 conseguiu abaixar de 48 para 44 horas semanais. Apenas Brasil e Colômbia possuem jornada tão extensa.
  • Carlos Alberto  02/08/2021 13:34
    Artigo feito sob medida para você, que acredita que horas de trabalho são determinadas pela caneta, e não por investimentos e produtividade. Quer dizer então que todos aqueles países do Terceiro Mundo, cuja população ainda tem de trabalhar mais horas por semana, poderiam imediatamente ascender da pobreza e usufruir mais horas de lazer caso isso fosse simplesmente decretado? 

    Tudo o que é necessário para escapar da pobreza e ter mais horas de lazer é um decreto?


    www.mises.org.br/article/2978/nao-o-trabalho-duro-sozinho-nao-garante-a-prosperidade-e-nao-retira-ninguem-da-pobreza

    www.mises.org.br/article/2178/agradecamos-ao-capitalismo-pelo-fim-de-semana-pelos-feriados-e-pela-reducao-da-jornada-de-trabalho
  • Introvertido  02/08/2021 15:27
    Curioso que a palavra "exploração" já se tornou uma cunha para descrever salariados, é a mágica de inverter a causalidade em ação, o Estado esbulha o empregador e o obriga á cubrir custos trabalhistas, e os empregados reclamam dos salários baixos, dizendo que é exploração (Mesmo ele estando ali por livre vontade).

    Criou-se na mente do brasileiro, e de muitos outtos povos, a ilusão do direito, direito de receber salário mínimo, direito de saúde "gratuita", direito de passagem de ônibus "gratuita", só olham para a parte positiva, mas nunca pensam de onde todo o dinheiro utilizado para cubrir tudo isso sai, não percebem que direitos criados pelo Estado para alguns são obrigação para outros.

    Essa ilusão do direito também se difundiu com o sistema jurídico, que se tornou uma verdadeira lambança, existem tantos "direitos" que você acaba nunca sabendo se alguém tem direito de te roubar, ou de te obrigar á fazer alguma coisa, a não ser que você pague pelos serviços de um advogado para te informar.

    Esse intruso provavelmente teria um orgasmo caso o governo brasileiro abaixasse a jornada semanal máxima na canetada, para pessoas assim tudo é decidido e melhorado pelo governo, á capital, o investimento, os empreendores, e tudo que é demais não fazem parte do sistema produtivo e não criam nada, os anjos são os trabalhadores, e estes devem ser defendidos pelo governo contra os maldosos empreendedores. Deve ser bom pensar assim, é a inocência em ação.
  • Intruso  03/08/2021 01:38
    Gostaria sim que os legisladores brasileiros reformasse esse atraso de 83 anos em relação aos EUA. Mas infelizmente o congresso é dominado pelas forças do poder econômico, sendo esse sonho da classe trabalhadora uma realidade dificilmente realizável. Na última reforma trabalhista a lei isentou que pequenas empresas tenham relógio de ponto. Com isso está havendo uma verdadeira farra de desrespeito aos funcionários, estando eles em posição constrangedora em cobrar as devidas horas extras, tudo acaba ficando por isso mesmo, devido ao temor da demissão por parte de seus patrões capitalistas. Claro que há os bons patrões, mas a lei do jeito que está abriu as portas para os abusos.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  03/08/2021 18:48
    Em certa medida, tenho que concordar. O Brasil é tão emperrado economicamente que muitos precisam se sujeitar a trabalhar em empresas ruins para viver. E, certamente, empresários amadores e ruins existem aos baldes. Mas se o país não fosse tão atrasado assim haveria muito mais chances de trocar de trabalho e ascender profissionalmente, não concorda? E aí? Quem você pensa ser os responsáveis por isso?
  • Introvertido  03/08/2021 20:43
    "Mas infelizmente o congresso é dominado pelas forças do poder econômico,"

    Deduzo que você esteja se referindo a elite do empresariado brasileiro, assim como todos os sindicatos e grupos de interesses poderosos e influentes, pois o congresso está longe de ser dominado pelas forças do poder econômico, até porque á elite é só o 1%, e o restante dos empreendores sofrem em seus negócios devido á todos os impostos e burocracias.

    Se o congresso realmente fosse representado "pelas forças do poder econômico", é provável que ele deixasse de existir, junto com todas as demais burocracias.

    "sendo esse sonho da classe trabalhadora uma realidade dificilmente realizável."

    Sonho? Que sonho? Pedir por mais estado, por mais intervenções e por mais direitos só irá distorcer á ainda mais o mercado e a produtividade dás forças voluntárias.

    "Na última reforma trabalhista a lei isentou que pequenas empresas tenham relógio de ponto. Com isso está havendo uma verdadeira farra de desrespeito aos funcionários, estando eles em posição constrangedora sem cobrar as devidas horas extras,"

    Taís patrões claramente são mal-empreendedores, mas é importante apontar á arma na entidade correta: o Estado, você está falando como se o Estado fosse um santo, e que o mercado deve ser corrigido, sendo que o mercado brasileiro só é assim por causa de todas às burocracias e custos trabalhistas e tributaristas. Infelizmente, isso se tornou algo quase irreversível no momento, já que os políticos não gostam de brigar com os poderosos grupos de interesses, e provavelmente Banania continuará indo rumo ladeira á baixo.

    "tudo acaba ficando por isso mesmo, devido ao temor da demissão por parte de seus patrões capitalistas. Claro que há os bons patrões, mas a lei do jeito que está abriu as portas para os abusos."

    Desde que esses "abusos" começaram, não deixei de notar o crescimento dás insatisfações por partes dos empregados, mas isso se deve ao fato dá mão de obra ser ineficiente e cara, e pela alta demanda do mercado. Isso geralmente é corrigido em um mercado-livre, devido á acumulação de capital e os investimentos de bens de produção, que elevam a produtividade e reduzem á necessidade de trabalhos diários longos por parte dos empregados, mas o que está acontecendo atualmente é simplesmente uma recessão, e isso é natural, devido á uma série de fenômenos: os lockdowns estacaram os lucros das empresas e trouxe muito prejuízo para elas, e naturalmente muito da oferta anterior foi perdida, e como a demanda contínua alta devido ao auxílio emergêncial e pela temporária redução dos juros de longo prazo, que fizeram com que os juros bancários abaixassem, os empreendores começaram á forçar seus empregados á trabalharem muito mais do que o de costume para atender á demanda.

    Isso poderia ser corrigido caso o Estado diminuísse os tributos, custos trabalhistas, e alíquotas de importação para o empresariado importar máquinas, e assim elevar á produção, assim como também seria de ajuda o Estado eliminar o auxílio emergêncial, mas até agora o ministério dá econômia está sinalizando exatamente o contrário: aumento de impostos, eliminação de sanções, e nenhuma redução de alíquotas de importação, e isso é devido a birra da Argentina e do arrego por parte dos políticos brasileiros, que vêem á permissão para reduzir alíquotas de importação por parte dos integrantes do Mercosul como algo sagrado.

    Isso tudo fará com que às empresas e seus funcionários sofram ainda mais, e não adiantará nada reclamar com o patrão "malvadão", sendo que o verdadeiro culpado é o Estado.
  • Delta  02/08/2021 19:33
    Holanda é dificil demitir, como explicam? É o país mais dificil, varias leis trabalhistas q impedem demitir de qualquer jeito
  • Kappa  02/08/2021 20:21
    Explicar o quê? No ranking da Heritage, a liberdade trabalhista no Brasil tem pontuação de 50,7. Na Holanda é de 60,1 (quase 20% maior).

    Fora isso, o país tem alta liberdade empreendedorial (qualquer um pode abrir uma empresa, e rapidamente), baixas tarifas de importação, investimento estrangeiro é liberado, a propriedade privada é respeitada, a moeda é forte (nunca se teve hiperinflação no país), a população é qualificada (e, no mínimo, bilíngue).

    Qual exatamente o seu susto?
  • Felipe  02/08/2021 23:37
    E são mesmo, há mais mão de obra qualificada nos Países Baixos do que na Alemanha. É um caso de país que ficou por séculos relativamente livre economicamente. Tem sido assim desde o século XVII.
  • anônimo  02/08/2021 22:33
    "Holanda é dificil demitir, como explicam? É o país mais dificil, varias leis trabalhistas q impedem demitir de qualquer jeito"

    do que voce esta falando ?

    na holanda as partes sao livres pra negociar uma rescisao
    a menos que o empregador se sujeite a convençoes coletivas e isto conste em contrato firmado com o empregado , cada trabalhador decide o que é melhor pra ele

    quem dera nos tivessemos as leis trabalhistas deles

    nao da nem pra começar a comparar com a republica bananeira e voce me manda uma dessa
  • capitalista chinês  03/08/2021 00:11
    Chorarei baldes de lágrimas no dia em que o brasileiro médio entender que os direitos e as proteções nas relações de trabalho são custos que serão deduzidos anteriormente ao seu salário.

    Chorarei outro balde no dia em que o esquerdista médio entender que não existe almoço grátis. Ações têm consequências e elas não importam com suas intenções.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  03/08/2021 03:02
    Na Holanda, se vc demitir, vai ter problema pra contratar e treinar outro especializado. E tempo é dinheiro numa economia produtiva. Já países subdesenvolvidos têm um exército de mão de obra furreca pra colocar no lugar.
  • Delta  03/08/2021 03:59
    Não pessoal, vocês estão errados. Na Holanda tem regra, olha aqui:

    business.gov.nl/regulation/contract-employment/

    iclg.com/practice-areas/employment-and-labour-laws-and-regulations/netherlands


    Quero alguém que SAIBA do que esta falando e conheça o histórico da Holanda
    abrs
  • Kappa  03/08/2021 11:45
    Claro que há regras. E eu falei sobre elas, comparando a rigidez delas com as da Brasil. São bem mais brandas.

    E ainda expliquei em detalhes por que lá o desemprego é baixo.

    Gostaria que você soubesse o mínimo de economia para vir aqui comentar (sem saber, deveria apenas se limitar a perguntar). Quem acha que apenas leis trabalhistas (ignorando todo o resto da liberdade econômica) determina desemprego realmente não entende nem o básico de economia.
  • capitalista chinês  03/08/2021 13:03
    Delta o único culpado aqui é você que formulou mal a questão:

    "Holanda é dificil demitir, como explicam? É o país mais dificil, varias leis trabalhistas q impedem demitir de qualquer jeito "

    Entende-se que você atribuiu o sucesso da Holanda exclusivamente à regulação trabalhista, principalmente quanto às regras para a dispensa do funcionário e descarta todo os outros fatores tão/mais relevantes ao debate.

    Reformule a questão e você vai ter resposta mais acurada
  • Felipe  03/08/2021 13:36
    O autor desse artigo sabe, veja.
  • Introvertido  03/08/2021 04:07
    "Já países subdesenvolvidos têm um exército de mão de obra furreca pra colocar no lugar."

    Hein!? Pelo jeito você não vive no Brasil, aqui o que os empresários mais demandam é mão de obra especializada, experiente, e confiável, algo normal, considerando que funcionários formais são caros devidos aos custos trabalhistas.

    Algumas empresas por aqui se arriscam á treinar funcionários, mas muitas vezes o investimento acaba não valendo á pena, então geralmente só investem em pessoas que realmente estejam interessadas em aprender á trabalhar.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  04/08/2021 13:54
    Isso que você falou só se refere às ilhas de produtividade, cercadas por um mar de mão de obra barata, que há no Brasil. A grande maioria é mão de obra normal e facilmente substituível. Isso porque o governo matou a maioria dos negócios que exigem mão de obra qualificada para fazer produtos e serviços complexos.

    Já na Holanda não há ilhas de produtividade. o pais todo é um grande negócio produtivo. Trocar de funcionário é mais difícil. Mão de obra barata não o substitui.
  • Introvertido  04/08/2021 15:59
    "Isso que você falou só se refere às ilhas de produtividade, cercadas por um mar de mão de obra barata, que há no Brasil. A grande maioria é mão de obra normal e facilmente substituível. Isso porque o governo matou a maioria dos negócios que exigem mão de obra qualificada para fazer produtos e serviços complexos."

    Do que tu tá falando, meu caro? Não é questão de eu estar me referindo á um caso ou não, mas que é assim que as coisas são.

    Essa história de "mão de obra barata" é um mito, aliás, pois aqui á mão de obra na verdade é cara, e é justamente por causa disso que se vê falta de emprego por aí, mesmo tendo abundância de vagas para empregos, os empreendores só aceitam os melhores, e os mais inexperientes ou improdutivos são empurrados para á informalidade.

    Se esse negócio de "mão de obra barata" fosse verdade, já estariamos em pleno emprego. Do que adianta tem um mar de desempregados, se eles não sabem trabalhar, não são confiáveis ou simplesmente não se encaixam no perfil que o patrão quer? Os custos trabalhistas e o salário mínimo impedem que os empresários saiam oferecendo empregos para todos, então só os mais experientes conseguem empregos facilmente, enquanto o restante inexperiente é, ou empurrado para informalidade, ou empurrado para empresas com patrões que demandam coisas demais do empregado, como forma de compensar seus altos custos, daí prevalece o outro mito do "patrão explorador".

    Já quanto á tal "mão de obra normal e facilmente substituível", só posso dizer que você provavelmente nunca foi um empreendedor, pois não dá para confiar na mão de obra brasileira, qualquer microempreendedor sã sabe o que acontece quando se saí contratando qualquer um por aí, e geralmente entra um monte de preguiçoso que pede demissão no dia seguinte após o trabalho, ladrões que roubam produtos dá empresa quando ninguém vê, ou até safados que tentam abusar do patrão utilizando os direitos trabalhistas como arma, por isso é necessário olhar direitinho no currículo do sujeito para ver se ele não é mal-carater.

    "Já na Holanda não há ilhas de produtividade. o pais todo é um grande negócio produtivo. Trocar de funcionário é mais difícil. Mão de obra barata não o substitui."

    Não é questão de haver "mão de obra barata", mas simplesmente que toda á economia de lá já é produtiva e ocupada, todos trabalham e o parasitismo e as obrigações impostas pelo governo são muito menoree, daí que surge o fenômeno da concorrência por empregados, algo que só ocorre de forma massiva em sociedades que abraçam o capitalismo sem medo.

    Já aqui em Banania á econômia é extremamente distorcida devido á todos os tributos, alíquotas e custos trabalhistas, só gente já especializada e experiente consegue emprego de verdade, e quando não há experientes, só há a alternativa de procurar por jovens que aparentam estar dispostos á trabalhar, aprender e se tornarem produtivos, ninguém contrata zé ruelas aleatórios.

    Nada é tão fácil como você descreve, pois você faz parecer que existem filas e filas de pessoas esperando por emprego, quando um é demitido, outro é automaticamente contratado. Só nas empresas mais grandes do pais que é assim, já que geralmente sempre existe bastante gente especializada esperando para ser contratado pelas grandes indústrias, mas todos nós sabemos que os microempreendedores compõem á maior parte das forças produtivas da economia brasileira, e que logo, tal argumento não é válido.
  • Alexandre  03/08/2021 13:12
    "a) feito com recursos que tiveram de ser comprados pelos patrões capitalistas"

    Meia verdade. Tais recursos rotineiramente são bancados por instituições e programas de fomento, q reúnem recursos advindos frequentemente do cidadão comum pela via de impostos.


    "b) em uma fábrica, indústria ou local de trabalho que teve um custo para ser construído e que requer várias despesas para ser operado;"

    Frequentemente tais bens tbm são adquiridos por financiamentos ofertados por instituições de fomento, ou, são adquiridos por via se financiamento com o próprio fabricante onde o produto será pago pelo faturamento da produção, em última análise, pelo próprio empregado.


    "c) e com o capitalista sendo também responsável por bancar os custos de anunciar, propagandear e comercializar o produto fabricado, com o intuito de conectar o produto aos consumidores potenciais."

    Este processo tbm é terceirizado a empregados especializados. E, frequentemente qdo o produto já esta neste nível, surgem novos entra ao processo dispostos a dividirem a despesa. Não tem essa de fica tudo nas costas do patrão sacrificado.

    E, no final,

    "d) se o produto não vender, todos aqueles que trabalharam em sua fabricação já foram pagos, exceto o capitalista, que arca com os prejuízos."

    Isso é muito pouco provável já que tais produtos são comercializados com altas taxas de lucro. Para tornar o produto competitivo basta reduzir o lucro. Se ainda assim não vender, o prejuízo fica para a instituição de fomento (e quem financiamento ela, o povo) q assumiu o risco qdo financiou. Para proteger o patrao existem as leis de falência.

    .....

    Na verdade, a verdade seja dita, o grande patrão, não passa de um conector de pessoas. Tem seus méritos. Mas daí a ganhar 10, 100 mim vezes mais q seu empregado médio, é escrotidao. E nao assume risco coisa nenhuma. O risco é de todos, sempre.

    Patrao de verdade sou eu, q tenho uma propriedade rural com 5 trabalhadores e acordo mais cedo q eles para delegar as funções do dia. Q qdo precisa de 12 braços no processo eu entro na linha de frente e, qdo o banco quer cobrar uma taxa abusiva de juros alegando investimento de risco eu vendo uma parte dos meus ativos para construir um passivo q talvez vire ativo, e, me constranjo qdo apesar disso tudo tiro uma lavoura 50 mil reais e me nega a pagar o previamente acordado com meu funcionário e pego e tiro 20% do lucro e dou para eles dividirem. Me desculpe, mas qq coisa muito diferente disso não é ser patrão. É ser um intermediados de funções e um belo de um explorador.

    Qq rico q acorde após as 5 da manhã é indigno de ter o q tem. Eu minha opinião.
  • Gustavo  03/08/2021 16:36
    Ué, primeiro você afirma repetidas vezes que ser patrão é moleza e que ganhar muito dinheiro (ter altas margens de lucro) é mamão com açúcar.

    Beleza.

    Mas aí, logo em seguida, você próprio descreve sua rotina de patrão e mostra que sua muito para ter algum lucro.

    Ou você não se deu conta da sua incoerência ou você realmente é muito burro. Se é tão fácil ser patrão e ganhar dinheiro, então por que você próprio passa esse aperto todo? Masoquismo?

    Se é tão fácil prever as demandas futuras do merco e se é moleza comprar os bens de capitais necessários, por que você trabalha como uma mula e não está rico?

    Mentes inquietas querem saber.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  03/08/2021 18:09
    Boa questão. Segundo nosso colega Alexandre, deveria haver um Jeff Bezos em cada esquina.
  • Introvertido  03/08/2021 16:56
    Que comentário mais confuso, entendi quase nada, primeiro o cara fala que todos os bens comprados por empresários são bancados por instituições governamentais e demais programas de fomento (algo falso), depois diz que vida de rico é tão moleza que chega á ser imoral, basta reduzir os preços quando às vendas estão baixas, e subir os preços quando às vendas estão altas, e que é extremamente fácil deduzir o que os consumidores demandam, e termina por dizer que ele mesmo é um patrão e que á vida dele é um inferno.

    Nunca vi um comentário tão contraditório.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  03/08/2021 20:26
    "Meia verdade. Tais recursos rotineiramente são bancados por instituições e programas de fomento, q reúnem recursos advindos frequentemente do cidadão comum pela via de impostos."

    Isso só vale pra quem recebe esses fomentos. A grande maioria não recebe nenhuma ajuda.
  • Alexandre  03/08/2021 14:20
    Capitalista Chines.

    "Chorarei baldes de lágrimas no dia em que o brasileiro médio entender que os direitos e as proteções nas relações de trabalho são custos que serão deduzidos anteriormente ao seu salário."

    Isso é verdade. Mas q garantia temos (ou teremos)q se tais direitos forem revogados q os mesmos serão revertidos em salários?

    Ao meu ver, nem temos garantia, nem isso jamais seria revertido em maior ganho financeiro ao funcionário. Pelo menos não as custas de lei.

    Talvez se a cabeça das pessoas mudasse... Mas...
  • capitalista chinês  03/08/2021 17:37
    Alexandre, nessa vida não existe garantia de nada.

    E, respondendo especificamente a sua questão em relação à reversão do custo em direito/proteção em lei ao salário do funcionário, eu imagino as seguintes opções:

    - o empresário reverte todo o custo em folha para os salários dos funcionários;
    - o empresário reverte uma fração(X%) do custos em folha para os salários dos funcionários;
    - o empresário reverte todo o custo em folha para o lucro da empresa;


    Com o lucro o empresário pode:
    - realizar os ganhos e gastá-los integralmente consigo mesmo;
    - reinvestir na empresa, comprando mais máquinas e contratando mais pessoas, aumentando sua produtividade

    Me parece que o resultado final é muito mais benéfico do que o arranjo atual, principalmente se colocarmos na conta a eliminação dos parasitas que estão pendurados nos "direitos" FGTS, 1% do sistema S, taxa sindical anual etc
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  03/08/2021 18:32
    "Ao meu ver, nem temos garantia, nem isso jamais seria revertido em maior ganho financeiro ao funcionário. Pelo menos não as custas de lei. "

    Pois é. E sendo tão custoso seguir a lei E TUDO O MAIS QUE O ESTADO NOS OBRIGA aqui no brasil, pra não ficar sem emprego e RENDA ALGUMA, o jeito é improvisar mesmo.

    noticiasconcursos.com.br/ibge-trabalho-informal-brasil-sobe-40-final-maio-2021/

  • Um Cão  03/08/2021 18:34
    Um exemplo:

    Segundo as leis trabalhistas brasileiras, um funcionario de carteira assinada precisa cumprir 30 dias de férias obrigatórias. O salário do funcionário já foi precificado pelo mercado levando em conta esse direito.

    Se da noite pro dia essa lei for revogada, o funcionario terá total liberdade de negociar o quanto tempo de férias quer com seu chefe.

    O funcionario pode preferir apenas 10 dias (o que geralmente um americano tem) e poder trabalhar 20 dias a mais no ano e o patrão concordar.

    Por consequencia seu salário será maior, pois ninguem trabalharia mais de graça.
  • Alexandre  03/08/2021 18:01
    Gustavo 03/08/2021 16:36

    "Ué, primeiro você afirma repetidas vezes que ser patrão é moleza e que ganhar muito dinheiro (ter altas margens de lucro) é mamão com açúcar.
    Beleza."

    Nao afirmei nada não . Eu comentei as premissas elencadas pelo artigo referentes ao patrão (empreendedor), premissas essas que serviram de base para o desenvolvimento do artigo. Contudo, premissas equivocadas ao meu ver. Apontei os referidos equívocos.




    "Mas aí, logo em seguida, você próprio descreve sua rotina de patrão e mostra que sua muito para ter algum lucro."

    Eu disse q patrão de verdade q faz jus honestamente ao que ganha é quem sua a camisa. Quem bebe da mesma agua de seu empregado. Disse q ter a expertise de conectar pessoas q fazem coisas e assim desenvolver um processo de ganho, q no meu conceito nao é ser patrao (ao menos não o patrao legitimo). É ser um mero conector entre pessoas apenas, e que q ganhar 10 mil ou 100 mil vezes mais q um mero empregado por isso pode não ser ilícito, mas nao é o q eu chamaria de justo.



    "Ou você não se deu conta da sua incoerência ou você realmente é muito burro."

    Nem uma coisa, nem outra. Se não entendeu depois das explicações acima, paciência. Em tempo, eu acho q deveríamos manter um nível de educação no debate.




    "Se é tão fácil ser patrão e ganhar dinheiro, então por que você próprio passa esse aperto todo? Masoquismo?"

    Pelo q eu já disse. Pq existem variações do q é ser patrao. Enquanto num polo temos o patrao q domina os processo de produção e busca no seu funcionário recursos para aumentar o volume de produção, existem no outro polo o q eu chamo de conector de pessoas, q frequentemente não sabe fazer nada ou no máximo muito pouco do q produz, mas consegue controlar quem sabe por via de pagamento, consegue persuadir quem tem dinheiro a lhe emprestar para q domine quem produz e desse arranjo auferir lucros. Saber fazer isso é um mérito. Mas quem sabe fazer isso vc acha q nao sabe se proteger qdo as coisas não dão certo? Cara, exemplos (fatos) assim ocorrem a todo momento. Definitivamente não nego seu talento. Só digo q o arranjo q permite isso ocorrer nao é o mais justo.
    Além de ser pecuárista, alguns dias da semana me devido à medicina, sou medico e cada dia mais me afasto da área. Pq? Pq cada dia mais vejo nao medicos ganhando dinheiro com a medicina, e muito mais q os médicos. Como pode isso? Arranjos q privilegiam forasteiros, aventureiros espertos.



    "Se é tão fácil prever as demandas futuras do merco e se é moleza comprar os bens de capitais necessários, por que você trabalha como uma mula e não está rico?"

    Onde foi q eu disse q era fácil? Eu disse q tem pessoas q tem a expertise e q estão dispostas a correr o risco do bônus e do ônus de suas escolhas. Mas, respondendo a tua pergunta diretamente, eu te digo q eu valorizo muito poder deitar a noite e dormir um sono tranquilo, tendo o muito ou o pouco q eu ganho honestamente



    "Mentes inquietas querem saber."
    Espero ter esclarecido.
  • Introvertido  03/08/2021 21:33
    "Nao afirmei nada não . Eu comentei as premissas elencadas pelo artigo referentes ao patrão (empreendedor), premissas essas que serviram de base para o desenvolvimento do artigo. Contudo, premissas equivocadas ao meu ver. Apontei os referidos equívocos."

    Claro que afirmou, afirmou várias coisas, e se você só estava comentando ou não é obsoleto para a discussão, já que acabou afirmando várias coisas. Por isso que dizem por aí: quem não entende de botânica, não deve falar sobre botânica. Se você afirmou algo em um fórum ou secção de comentários, não espere que ninguém vá tentar afirmar que você está errado, caso contrário, porque você teria postado tal comentário em primeiro lugar? Se não quer que ninguém critique seu modo de pensar, então é melhor que a mantenha para si mesmo, sem dize-la para outras pessoas.

    "Eu disse q patrão de verdade q faz jus honestamente ao que ganha é quem sua a camisa. Quem bebe da mesma agua de seu empregado. Disse q ter a expertise de conectar pessoas q fazem coisas e assim desenvolver um processo de ganho, q no meu conceito nao é ser patrao (ao menos não o patrao legitimo). É ser um mero conector entre pessoas apenas, e que q ganhar 10 mil ou 100 mil vezes mais q um mero empregado por isso pode não ser ilícito, mas nao é o q eu chamaria de justo."

    Não entendi direito o que quis dizer, mas empresários que recebem benesses via instituições governamentais de fomento são uma minoria entre os empreendores, e esse instituto coordena severamente os subsídios, então recomendo aprender á apontar contra á entidade verdadeiramente culpada, que é o Estado, responsável por subsidiar empresas e regular o mercado.

    Aqui alguns artigos sobre isso:

    Questão de lógica: defender o livre mercado é ser contra os interesses de vários megaempresários

    Política industrial, campeãs nacionais e a Lava-Jato: não há política de favorecimento sem corrupção

    Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda

    A sociedade voluntária, os impostos, e os subsídios

    Os argumentos do resto do seu comentário são muito confusos, e também não acho que irá ser muito produtivo ou informativo para nós dois caso eu vá refutar ponto por ponto, então recomendo ler os artigos que eu te recomendei.
  • anônimo  04/08/2021 01:21
    Alexandre!!
    Nosso médico intensivista e matemático, que trabalha 400h/mês...
    E agora também proprietário rural, que labuta junto com os peões e capatazes...
    E que reconhece que imposto é roubo, mas que aceita pagar de boa um impostão sobre a renda (tal qual Luciano Huck) para que políticos bem escolhidos por uma massa populacional de classe média e renda semelhante, a qual é mais desejável que uma sociedade de grande desigualdade de renda, promovam o redistributivismo, sob critérios justos...

    Prazer em revê-lo!!

    Faz um tempinho, vc pediu uma definição de axioma e também 5 axiomas econômicos...

    Podemos continuar agora, que tal?
  • Alexandre  04/08/2021 23:41
    Oi Anônimo. Tudo bem?

    Rapaz, acho q marquei a sua vida hein? Kkkk. Brincadeira. Você deve ter boa memória.

    Então...


    "Nosso médico intensivista e matemático, que trabalha 400h/mês... E agora também proprietário rural, que labuta junto com os peões e capatazes..."

    Pois é rapaz, nasci numa cidade pequena, estudei em escola pública, filho de pais separados onde meu pai faltou em todos os aspectos (inclusive o $$$). Tinha vontade de fazer engenharia civil, mas como o curso mais próximo da minha cidade distava uns 400 km junto com as limitações $$, ficou difícil dar esse passo. Para aproveitar o tempo fui morar com uma tia numa cidade mais próxima onde eu fora aprovado no curso de matemática, donde eu planejava de lá me organizar para fazer prova de transferência para o curso de engenharia já q os cursos tinham muitas matérias em comum nos primeiros semestres. Alguma festinhas, baladas e namoradas depois resolvi me fixar naquele curso de matemática mesmo, nesta época já trabalhava tbm no setor financeiro da Unimed - foi la q comecei a me alinhar com a área médica. Qdo me formei no curso de matemática associava minhas atividades na Unimed com aulas de matemática, física e química em cursinho pré-vestibular. Certa feita fiz concurso para professor do estado, fui aprovado e chamado. Já estava cansado da Unimed (a verdade é q ser subordinado não era e até hoje não é muito meu perfil). Mas o salario, uma merda. Nem pensei em assumir. Foi qdo fiz 5 vestibulares para medicina e passei nos 5. Fui estudar. Era tudo muito diferente do q eu conhecia até então. Sair de gráficos, funções, álgebra e no primeiro semestre ir estudar dinâmica hormonal do ciclo menstrual, reconhecer tipos de lesões teciduais pelo padrão celular visto ao microscópio., decorar nomes de protuberância de ossos... Foi um contraste grande. Tomei bomba na 1 unidade do 1 semestre. Mas daí, ao invés de ir pra casa de busao lotado todo dia as 18, eu criei a rotina de ir estudar na biblioteca até as 22, ir pra casa de busao vazio este horário era mais rápido e já chegava em casa com os estudos em dia. Acomodei-me bem ao curso e assim fui até formar. Qdo sai do curso trabalhei em alguns hospitais pequenos, tinha um amigo q já fazia uti q me ensinou o básico donde entrei, e não sai mais, inclusive vindo a fazer a minha residência nesta área.
    Mas, mentes inquietas não se satisfazem com rotinas monótonas. Foi qdo eu visualizei o assedio moral na area médica, a estagnação salarial, as demandas por jornadas cada vez maiores em busca da manutenção de um padrão de ganho e consumo Mas, muito embora este cenário seja um contínuum, aproveitei um tempo em q as vacas eram gordas e resolvi diversificar os ganhos, donde adquiri um pedaço de terra bem degradado e daí comecei a investir em madeira de lei para colher daqui a 20 anos (já q na minha área ninguém se aposenta, 90% dos vínculos são os precários PJs), eu precisava pensar em segurança qdo o corpo não fosse mais o mesmo. Uma coisa puxa a outra, acabei criando bovino para produzir esterco para a madeira de lei, e plantando palma, e capim de corte para fazer alimento pro gado. Em dado momento me vi envolvido (nao em horas mas em dedicacao), na propriedade tanto qto na assistência à saúde. Hoje são áreas q dentro da minha rotina se complementam, uma me da uma renda mais imediata onde eu invisto na outra q vai me dar uma renda no longo prazo, uma me cansa o corpo e a mente a outra virou um hobbye q me revitaliza. A história, resumidamente, é essa.

    No tocante à discussão de axiomas, posso lhe dizer q nao sou um especialista nas ciências econômicas. Conheço alguns axiomas da matemática. Mas tenho muito entusiasmos em aprender. Fique à vontade amigo. Me proponho a sempre me esforçar por um diálogo respeitoso e proveitoso.

    Um abraço.
  • anônimo  04/08/2021 07:32
    "não sabe fazer nada ou no máximo muito pouco do q produz"

    a isso chamamos de divisao do trabalho
    o dono de uma fabrica de carros nao precisa saber quais botoes ou parafusos dos diversos inputs da linha de produçao apertar , ler diagramas ou soldar, é irrelevante a consideraçao

    "mas consegue controlar quem sabe por via de pagamento, consegue persuadir quem tem dinheiro a lhe emprestar para q domine quem produz e desse arranjo auferir lucros. Saber fazer isso é um mérito"

    ainda que colocado de forma pejorativa, sem alguem pra arriscar o proprio nome e captar recursos , seja pelos proprios meios ou sistema de credito, nao existirao produtos e serviços sendo oferecidos a sociedade, tampouco mao-de-obra assalariada para trabalhadores auferirem renda

    foi feito juizo de valor sobre vermos de um lado alguem que, segundo o proprio, nao sabe "fazer o serviço", apesar de saber captar recursos e mao-de-obra pra atingir este objetivo , ao que parece, administrar e responder por todas as variveis referentes ao funcionamento de um meio de produçao nao entra na definiçao de "fazer o serviço"

    a questao é simples : pegue dinheiro emprestado e aplique num negocio , se der errado quem se ferra é voce, nao seus funcionarios, e caso der certo é injusto com seus funcionarios que voce ganhe mais que eles ?

    em contraste apresentado, existe mao-de-obra altamente produtiva que é "convencida" a vender sua produtividade por um valor injusto , pois mesmo que seja qualificada nao quer correr o risco de captar recurso, aplicar num negocio e auferir lucros, ja que se der errado quem se ferra é ela , e é injusto que receba menos do que quem ao contrario dela, responde financeiramente por qualquer prejuizo ao exercer a atividade economica ?

    atençao ao citar uma distorçao causada por intervençao , como banco de fomento
    este só existe porque bucrocratas querem determinar o que seja "fomentado" e quem serao os beneficiados, alem deles mesmos

    lembre-se de unir obra e autor, ao inves de reclamar apenas do publico destes
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  03/08/2021 21:41
    "q frequentemente não sabe fazer nada ou no máximo muito pouco do q produz, mas consegue controlar quem sabe por via de pagamento, consegue persuadir quem tem dinheiro a lhe emprestar para q domine quem produz e desse arranjo auferir lucros."

    Favor, apontar exemplos (e nomes) desse tipo de empresário. Essas características, para mim, se encaixam mais em uma certa classe que aparece de tempos em tempos pedindo votos.
  • Ex-microempresario  04/08/2021 16:24
    Eu acho sensacional como o brasileiro sabe com exatidão o que é "justo" e o que é "injusto" - e ele próprio está sempre do lado dos justos, naturalmente.

    O Alexandre divide 20% do lucro com seus cinco funcionários (4% para cada um) e presumivelmente fica com 80%. Isso é justo. Mas quem fica com mais que isso é "injusto" e mais um monte de adjetivos.

    Eu, que já fui empresário e desisti, acho que um bom patrão não é o que se orgulha de trabalhar junto com os "peões", e sim aquele que planeja e administra a empresa para que isso não seja necessário.
  • ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA  13/08/2021 18:09
    20% além do soldo mensal a que cada um aufere; o q não seria necessariamente obrigado a fazer, mas faço pq entendo que ganhar muito mais do que eu preciso às custas do suor alheio não é licito. Eu penso assim e ajo assim. Não posso impor esse meu pensamento ao mundo, mas a mim eu devo. Obviamente faço um calculo até certo ponto grosseiro onde onde eu levo em conta (e isto é licito para mim e para qualquer um), q eu preciso ter algum lucro para fazer o negocio ser atraente e isso inclui recuperar o investimento para que possa fazer novos.

    Estou te falando da minha realidade. Dentro dela, 20% é o limite. Mas para outra realidade de outra pessoas poderia ser 10% ou 50%. O q eu defendo é que de alguma maneira o ganho seja melhor distribuído entre patrões e empregados num ponto sejam justos para ambos. E, por pensar assim, obviamente eu analiso que a divisão do lucro atualmente não é justa. Eu poderia trazer números aqui q comprovam isso. Mas deixarei para outro momento em q eu estiver com mais disposição, contudo, basta olhar o mundo e perceber q isso é um fato.
  • Introvertido  13/08/2021 21:07
    Caro Alexandre,

    você só falou um monte de achismo. Nós aqui do Mises trabalhamos com lógica, dialética, apriorismo, estatísticas, e até hoje você só fez um monte de afirmações sem pé nem cabeça.

    Mas prossigamos com seu comentário.

    "20% além do soldo mensal a que cada um aufere;"

    E de onde veio o número mágico? Porquê não 19,75%? 20,31%? E porque parar apenas em um quinto? Porque não um quarto? Porque não metade? Porque não tudo?

    "o q não seria necessariamente obrigado a fazer,"

    Ótimo, finalmente estamos falando da mesma coisa, paga voluntariamente seus 21,76% de impostos ai, mas nem vem com o seu olho em cima do meu dinheiro.

    "mas faço pq entendo que ganhar muito mais do que eu preciso às custas do suor alheio não é licito."

    Ora, se você acha que ganha mais do que merece, então porque não aumenta o salário dos seus 5 funcionários? Porque precisa do governo? Porque não dá o exemplo? Só se lembre que você receberá menos dinheiro agora para administrar seu campo rural. Sem lucros às empresas não teriam como investir, começou á entender agora?

    E tenho certeza que você deve viver em uma moradia muito melhor que a de seus empregados, e deve possuir muito mais dinheiro de sobra para usufruir das benesses do capitalismo que eles, porque está tudo bem você viver assim, mas é errado às pessoas mais bem sucedidas que você receberem mais?

    "Eu penso assim e ajo assim. Não posso impor esse meu pensamento ao mundo, mas a mim eu devo."

    Ótimo, desde que seja de forma voluntária.

    "Estou te falando da minha realidade. Dentro dela, 20% é o limite. Mas para outra realidade de outra pessoas poderia ser 10% ou 50%. O q eu defendo é que de alguma maneira o ganho seja melhor distribuído entre patrões e empregados num ponto sejam justos para ambos"

    Vish, voltou com os números mágicos, estipular o que é "justo" e o que não é, é fácil, quero ver provar que redistribuição é algo correto e moral. Redistribuir não cria mais riquezas, e só serve para sustentar parasitas, quando será que às pessoas entenderão isso? Enquanto não entenderem, o Brasil sempre será o lar dos parasitas e funças, e o paraiso das empreiteras e dos empresários com boas conexões políticas, que ganham rios de dinheiro em cima da ingenuidade do povão. Aliás, isso é curioso: Você ataca os empresários bem sucedidos, mas até agora não falou uma frase sequer contra os políticos, burocratas e seus megas salários esbulhados do contribuinte, obtidos sem fazerem nada de produtivo para á sociedade.

    Você por acaso pensa que todo esse dinheiro esbulhado do produtivo trará prosperidade para todos? Esse dinheiro poderia ser gasto para investimentos produtivos, para assim trazer mais renda e empregos para os pobres, para á criação de novos empreendimentos, o que gera concorrência, e assim gera também como decorrência desse processo maior oferta de produtos com melhores preços e com qualidades cada vez superiores, e para importar novos bens de produção, que elevam à produtividade dos funcionários, em conluio com seus salários.

    Mas ao invés disso é revertido em serviços de péssima qualidade, e também para bancar os nababescos salários dos políticos, dos funçanarios públicos com empregos estáveis e salários altos, dos lobbys dás empreiteiras e dos empresários com fortes conexões políticas, que servem apenas para beneficiar os amigos do rei, e por último, servem para bancar às agências reguladoras burocratizantes e os sindicatos geradores de greves nas estatais. Por acaso pensa que é á gastança política que irá trazer prosperidade ao país?

    Por último, tirar do rico para dar ao pobre não gera riqueza alguma, apenas consumismo em conluio com a diminuição dos investimentos produtivos. Quando maior for a distribuição, maior será a demanda, e menor a oferta, acarretando em elevação de preços e escassez de bens no longo-prazo.

    E mesmo se for esbulhar apenas o patrão, não acho que trará qualquer riqueza á sociedade, simplesmente porque todo esse dinheiro poderia estar sendo gasto em investimentos, mas agora irá parar nas mãos do pobre, que irá imediatamente consumir.

    "Ah, mas mesmo assim os ricos tem dinheiro de sobra, devemos redistribuir..." E desde quando estimular o parasitismo e elevar temporariamente á demanda em detrimento dá oferta trás prosperidade? Além do mais, roubar dinheiro fruto do suor alheio entristece qualquer um, e um empresário que é continuamente roubado pelo Estado irá optar por mudar de país, fora o fato de que o dinheiro esbulhado dele não trará qualquer riqueza real para á sociedade. Se houve um país que cresceu genuinamente por causa disso, gostaria muito de ouvir, sem citar, é claro, os países nórdicos, países esses que cresceram tão somente por causa do trabalho árduo de seus ancestrais, que também foram sábios por se manterem fora de guerras. Com certeza estão se revirando em suas covas vendo o que esses países se tornaram hoje em dia, simbolizam á deterioração do ocidente nos dias atuais.

    "E, por pensar assim, obviamente eu analiso que a divisão do lucro atualmente não é justa. Eu poderia trazer números aqui q comprovam isso. Mas deixarei para outro momento em q eu estiver com mais disposição, contudo, basta olhar o mundo e perceber q isso é um fato."

    Ah, claro, só é fato o que eu defendo, só é justo os valores que eu estipulo e mantenho.

    Aliás, eu estou curioso do porque "a divisão do lucro atualmente não é justa", qual é o balizador que você utiliza para medir quanto o salário é justo e quando não é? Quais teorias? Quais estatisticas e comparações te fizeram seguir fielmente tal idéia?

    Além do mais, um americano médio vive em condições de vida dezenas de vezes melhor que um brasileiro médio, mas por lá ainda se houve que "O salário não justo", parece que o salário nunca é justo o suficiente, não é curioso? Como a Dilma já dizia: "Quando atingimos á meta, nós dobramos á meta!"

    Abraços.
  • anônimo  14/08/2021 03:31

    "POR PENSAR ASSIM, obviamente eu analiso que a divisão do lucro atualmente não é justa"

    "basta olhar o mundo e perceber q isso é um fato"


    a mao-de-obra é um mercado, a formaçao de preço esta dissociada da sua visao de mundo

    voce nao trouxe qualquer fato , apenas expressou convicçao pessoal , ate marquei onde esta implicito


    "Eu poderia trazer números aqui q comprovam isso"


    comprovar nao vai , o maximo que voce poderia dizer é que voce nao teria aceito os termos de uma determinada relaçao, se é que voce os conhece pois nao tem representaçao legal pra acessar contratos firmados por outros individuos e dizer quem foi lesado e em qual extensao

    e ja que a critica do ex-ME passou desapercebida , o problema é gente que se acha iluminada e quer se atravessar nas relaçoes de terceiros por pretensao de ser guardiao do que é bom e o que é justo , segundo ele mesmo

    eu desconfio de qualquer pessoa que se pinta mais capaz que os demais e mesmo assim nao move um dedo pra aplicar aquilo que defende

    abra a sua empresa e divida o lucro (se é que vai ter) da maneira que voce considera justo , volte aqui para compartilhar a experiencia e assim , pelo menos, estaremos falando de FATOS

    de outra forma procure selecionar melhor os termos
  • Alexandre  04/08/2021 23:03
    Introvertido

    Você pode falar o q quiser, mas não precisa chamar ninguém de burro. Acho q aqui todos estamos um pouquinho acima do nível do Twitter, e dos comentários do UOL. Eu se encontrar alguém aqui em flagrante demonstração de burrice, me recuso a utilizar tal termo contra a pessoa. Questão de educação e respeito.

    Isto dito, a conclusão q eu cheguei com relação as suas falas é a de que não comentamos sobre as mesmas coisas.
  • Introvertido  05/08/2021 00:46
    Hein?? Quando eu te chamei de burro? Será que não está me confundindo com outra pessoa?
  • Alexandre  06/08/2021 03:57
    Sim. Confundi. Quem usou desse termo foi o Gustavo. Confundi. Me perdoe.

    Abracos.


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