Nota do Editor
O artigo abaixo, originalmente de 2018, foi atualizado para incorporar o mais recente delírio fundamentalista dos progressistas: os lockdowns
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Rotular o oponente de maneira pejorativa tornou-se
uma prática bastante comum. É muito mais fácil estereotipar o interlocutor,
atribuindo-lhe rótulos depreciativos, do que engajar em uma discussão
significativa e racionalmente honesta.
Por exemplo, se, em meio a um debate econômico sobre
pobreza, saúde, educação, infraestrutura ou mesmo comércio exterior, você
sugerir uma solução de mercado, dizendo algo do tipo “deixem o mercado cuidar
disso”, você será, na mais benevolente das hipóteses, rotulado de
“fundamentalista” ou mesmo “reacionário”.
Aparentemente, defender soluções de mercado faz de
alguém um “fundamentalista” porque tal pessoa estaria se comportando de maneira
ingênua e com uma devoção religiosa.
Só que a
posição do “deixem o mercado cuidar disso”, longe de ser ingênua, é a
mais realista que existe. Ela reflete o entendimento de que qualquer problema
que você possa imaginar — reconstruir uma terra arrasada por um terremoto,
fornecer educação e saúde de excelente qualidade para crianças e adultos,
reduzir congestionamentos em ruas e estradas, fornecer uma moeda de qualidade,
construir pontes e estradas, fornecer água tratada e encanada — será mais bem
resolvido, com muito mais eficiência, presteza e baixo custo, por indivíduos
atuando livremente na arena das trocas voluntárias e pacíficas (mercado) do que
por burocratas do governo.
Recomendar o mercado (a livre interação entre
pessoas) em lugar do governo (a intervenção de burocratas) significa a
humildade de reconhecer que ninguém possui informação e conhecimento
suficientes para determinar, ou mesmo prever, quais métodos específicos são os
melhores para lidar com o problema. Significa recomendar que se permita que
milhões de pessoas criativas, cada uma com perspectivas distintas e com seus
próprios conhecimentos e percepções, voluntariamente contribuam com suas
próprias idéias e esforços para lidar com o problema.
Isso é o exato oposto de ingenuidade e
fundamentalismo.
Agora, em contraste a isso, se você analisar as
principais posições dos estatistas e intervencionistas nas mais diversas áreas
— impostos, subsídios, agências reguladoras, tarifas protecionistas, leis
trabalhistas e lockdowns –, você imediatamente perceberá que eles é que são os verdadeiros
ingênuos e fundamentalistas de mercado.
Quem
é o fundamentalista?
Impostos
Comecemos pela questão dos impostos. Aqueles que
defendem aumentos de impostos acreditam sinceramente que eles não só não
afetarão a economia, como também irão aumentar o bem-estar de todos.
Já a teoria econômica ensina que aumentos de
impostos diminuirão a quantidade de capital disponível para financiar
investimentos, expandir a capacidade produtiva e contratar mão-de-obra. Com
mais impostos, há mais dinheiro nas mãos de burocratas e menos nas mãos de
empreendedores e de consumidores. Isso, por si só, não tem como aumentar o
bem-estar de todos e nem como tornar a economia mais rica.
No entanto, para os defensores de aumento de
impostos, eles não geram problema nenhum. De alguma maneira, as empresas, mesmo
sendo mais tributadas, irão dar um jeito de arcar com este ônus e ainda assim
contratar mais pessoas, investir mais, produzir mais e, com isso, manter altas
taxas de crescimento econômico.
Igualmente, os consumidores, mesmo tendo agora uma
menor renda disponível, irão de alguma maneira consumir mais, gerar mais lucros
para as empresas e, com isso, aumentar empregos e investimentos em toda a
economia.
Para os intervencionistas, portanto, tanto
empreendedores quanto consumidores irão se adaptar aos maiores impostos, de
modo que as potenciais consequências negativas — menor criação de riqueza e
menores níveis de produção — podem ser perfeitamente evitadas.
Sinceramente, isso sim representa uma extraordinária
crença na capacidade do mercado. Tratar a economia como à prova de impostos
significa colocar uma enorme e ingênua fé no mecanismo de mercado.
Infelizmente, o mercado não é tão poderoso assim, não obstante essa profunda fé
dos estatistas. Impostos, com efeito, geram consequências econômicas e
significativos efeitos adversos.
Subsídios
Subsídios funcionam da mesma maneira.
Intervencionistas acreditam que o governo tomar
dinheiro de uns e repassar a outros é algo que pode trazer enriquecimento para
todos.
Eles ignoram que subsídios empobrecem aqueles de
quem o dinheiro foi confiscado e beneficiam aqueles recebedores, os quais irão
ser contemplados de acordo com suas conexões políticas. Igualmente, eles
ignoram que subsídios aumentam a ineficiência da economia como um todo, pois
quem recebe os subsídios não mais precisa se preocupar em agradar os
consumidores para auferir receitas, e sim apenas fazer os conchavos com os
políticos que estão no poder. Empresa beneficiada por subsídios tem de agradar
a políticos (para continuar recebendo o butim), e não aos consumidores.
No final, os subsídios distorcem toda a economia e
geram inúmeras ineficiências. Empresas eficientes são tributadas para bancar as
ineficientes. As ineficientes se expandem (graças ao apoio do governo),
adquirem maiores fatias de mercado (pois seus custos operacionais efetivos são
menores graças ao dinheiro que recebem do governo) e com isso expulsam as mais
eficientes. No final, empresas que tinham potencial são preteridas por aqueles
que possuem conexões políticas.
No entanto, para os intervencionistas, nada disso
irá acontecer e o mercado saberá arcar com esta intervenção distorciva de
maneira sublime, sem sofrer nenhum distúrbio. E todos irão enriquecer.
Isso sim é ter uma crença fundamentalista na
capacidade do mercado.
Agências
reguladoras
Para a esquerda intervencionista, agências reguladoras
criarem reservas de mercado — impondo inúmeras regras e custos para estipular
quem pode operar em determinados mercados — é algo que trará mais bem-estar e
maior qualidade de serviços para os consumidores.
Intervencionistas acreditam que agências reguladoras
não só protegem os consumidores contra cartéis, como ainda fazem com que essas
empresas se tornem mais eficientes e mais preocupadas em agradar os consumidores.
A esquerda intervencionista ignora que agências
reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de garantir um oligopólio
para as empresas favoritas do governo, protegendo essas empresas contra o
surgimento de novos concorrentes, principalmente vinda de outros países.
A esquerda intervencionista genuinamente acredita
que colocar o governo para regular preços e especificar os serviços que as empresas
operando dentro de uma reserva de mercado devem ofertar é algo que trará um
bem-estar muito maior aos consumidores do que simplesmente abrir o mercado para a vinda
de empresas de todos os cantos do mundo, as quais disputariam consumidores via
redução de preços e aumento da qualidade dos serviços.
A esquerda, em suma, acredita que criar reservas de
mercado nos setores de telecomunicações,
de planos de saúde,
bancário, aéreo, elétrico, petrolífero e de transportes não só não
abalará a qualidade dos serviços ofertadas no mercado, como ainda aumentará o
bem-estar de todos.
Isso é ou não é uma crença fundamentalista na
capacidade do mercado de tolerar distorções?
Tarifas
de importação
A esquerda protecionista acredita
que proibir os cidadãos de comprar produtos baratos e de maior qualidade do
exterior, forçando-os a comprar os produtos mais caros e de qualidade inferior
fabricados nacionalmente, é algo que aumentará a riqueza de todos.
Eles genuinamente acreditam que criar uma reserva de
mercado para o grande baronato industrial nacional não só não irá afetar em
nada a eficiência econômica, como ainda aumentará o bem-estar de todos,
principalmente dos mais pobres, agora obrigados a pagar mais caro por produtos
de qualidade inferior.
Para a esquerda, estabelecer esse monopólio das
grandes indústrias nacionais não criará nenhuma ineficiência econômica, não
criará privilégios, não aumentará a desigualdade de renda (industriais e
sindicatos mais ricos, e pobres mais empobrecidos) e não afetará o crescimento
econômico.
A esquerda, em suma, ignora que quando a população é
obrigada a comprar produtos nacionais artificialmente mais caros, sobra menos
dinheiro para investir ou gastar em outros setores da economia, como lazer,
alimentação, educação, vestuário, o que acaba reduzindo o emprego e a renda
nestas áreas.
Isso é ou não é uma crença fundamentalista na capacidade
do mercado de absorver tamanho privilégio garantido pelo governo?
Leis
trabalhistas
De acordo com seus defensores, estipular um salário
mínimo e impor vários encargos sociais e trabalhistas que oneram a folha de
pagamento das empresas não trará nenhuma consequência negativa ao mercado de
trabalho.
Para a esquerda, o governo estipular um preço mínimo
para que se possa contratar legalmente mão-de-obra, e em cima deste preço
mínimo acrescentar encargos
que simplesmente dobram o custo legal desta mão-de-obra, não representa
nenhum obstáculo ao emprego e não empurra a mão-de-obra menos qualificada para
o mercado informal.
Miraculosamente, impor fardos adicionais aos
empregadores não afetará a disposição deles em empregar mais pessoas. Um preço
artificialmente mais alto para a contratação de mão-de-obra não irá afetar em
nada a demanda por mão-de-obra, principalmente da menos qualificada.
Assim, para a esquerda, as empresas continuarão
operando normalmente, ignorando por completo este aumento de custos. Afinal,
quem se importa com custos operacionais mais altos? O mercado é tão forte e
resistente que pode sobreviver a tamanho obstáculo. Sendo assim, nada nesta
área deve ser alterado.
Acreditar que custos trabalhistas artificiais não
impactam a lucratividade de empreendimentos, e consequentemente não afetam a
disposição das empresas para contratar mão-de-obra, representa uma formidável
crença (fundamentalista) na capacidade do mercado de absorver custos
artificialmente impostos.
Lockdowns
Essa é direta: progressistas e intervencionistas acreditam que, se os governos simplesmente desligarem a economia, impedirem as pessoas de trabalhar e produzir, e o Banco Central simplesmente imprimir dinheiro para dar a essas pessoas e mantê-las em casa, a economia continuará girando normalmente, sem escassez, sem alta de preços e com mínimo aumento no desemprego.
Todo o necessário, portanto, é o governo apenas imprimir dinheiro e distribuir, pois, aparentemente, a simples criação de moeda tem o poder mágico de fazer surgir bens do nada.
Distribuir dígitos eletrônicos e papeizinhos pintados fará milagrosamente surgirem bens de capital e bens de consumo para todos.
Imprima dinheiro, e computadores, caminhões, imóveis e comida surgirão como que por encanto. A escassez estará findada. Trabalho e produção serão equações já resolvidas. A transubstanciação do nada em produtos físicos será efetuada.
Com efeito, todo o necessário para fazer uma economia bombar é ter um Banco Central criando dinheiro. Todo o segredo para transformar as pedras em pães é criar dígitos eletrônicos e papeis pintados. Faça isso, e bens e serviços surgirão em abundância.
Acreditar que a simples criação de dígitos eletrônicos e papeis-pintados mitiga todos os problemas gerados pela proibição de se trabalhar, empreender e produzir é o ápice da crença fundamentalista nos milagres do mercado.
Conclusão
Quem, portanto, são os verdadeiros fundamentalistas
que acreditam que o mercado é imune a falha? Quem é que acredita que
intervenções estatais, não importa quão grandes e abrangentes, não têm o poder
de afetar a eficiência do processo de mercado?
Pois é. Paradoxalmente, são os estatistas e intervencionistas
de esquerda os verdadeiros fundamentalistas e apologistas do mercado.


Excelente artigo, muito esclarecedor.
O governo, assim como o mercado, é fruto da “livre interação entre pessoas”…
O governo não é um ser alienígena que veio de fora,estranho a nós e nos escravizou… não …
o governo é feito por gente, gente igual a que faz o mercado.
Condenar intervencionistas é condenar o próprio ser humano, que é intervencionista por natureza.
Tudo é construção humana. Tudo é intervenção.
Dinheiro só vai atrás de dinheiro.
Ta cheio de lugar no mundo sem luz elétrica,sem estrada… o empresário bonzinho não vai nesses lugares e nunca irá se isso não for lucrativo. Uma tribo indígena nunca vai chegar numa Suíça sem a organização de um governo.
Capitalismo só floresce em lugar com governo, com instituições consolidadas, com regras que garantam a PROPRIEDADE PRIVADA e segurança jurídica.
Portanto o libertário mises está sempre num paradoxo, correndo atrás do próprio rabo como um tolo.
Sucinta e ótima explanação de conceitos básicos que ainda confundem muita gente, especialmente os mais leigos. Obrigado ao IMB por seu trabalho.
Intervencionistas são ingênuos utopistas que acreditam que o governo é uma combinação de Papai Noel e um herói da Marvel (ou da DC Comics). Quando estatistas chamam os outros de fundamentalistas ou apologistas do mercado eles estão apenas projetando suas próprias utopias ingênuas em seus oponentes.
Nenhum economista sério afirma que o livre mercado é uma utopia; nós simplesmente afirmamos que mercados livres, com interações voluntárias e diretas entre consumidores e produtores, representam o arranjo mais propenso a gerar melhores resultados em termos de bem-estar, progresso e criação de riqueza. Acima de tudo, são um arranjo muito superior, inclusive moralmente, em relação às violentas intervenções no mercado geradas pelo estado (que sempre beneficiam poucos à custa de todos).
Os intervencionistas acreditam que o livre mercado é a prova de falhas, afinal dizem eles: “Confiar em quem, no Deus mercado? Na mão invisível?”. O cerne da questão está justamente nesse paradigma, eles piamente acreditam que o livre mercado está protegido de qualquer crise, e a diferença entre o livre mercado e o intervencionismo nessa questão é a escalada da crise sobre toda a economia. Como consequência do intervencionismo, sempre haverá monopólio nacional para aquela determinada empresa ou indústria, logo o seu peso sob toda a economia, será muito maior do que se fosse em um livre mercado, caso ocorra uma crise tanto nacional quanto internacional que afete esse setor ou essa empresa, essa retração se fará sentir num peso muito maior do que se houvesse um genuíno livre mercado, justamente pelo fato desta empresa não ter o monopólio do setor e sua participação na economia nacional ser muito menor, o que poderá trazer uma pequena recessão em toda a economia, essa é a diferença entre livre mercado e intervencionismo. Basta pensar que intervencionismo é numa escala nacional, em um livre mercado é numa escala regional no máximo.
Tá, mas peguem, por exemplo, a assistência aos desamparados. Todo o país tem lá o seu percentual de órfãos, oligofrênicos, deficientes etc; Tem gente que por um motivo ou outro cai em momentos muito difíceis. Se não tiver um sistema compulsório para ‘arrancar’ uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo, não vai ser a caridade privada que vai resolver isso. Ora, não se tolera que parte dos impostos seja destinada à segurança (interna e externa) e às atividades jurisdicionais e diplomáticas? Por que não destinar um parte, repito, TOLERÁVEL das riquezas de um país para assegurar que, na pior das hipóteses ninguém fique desamparado? Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema? Não acredito que a caridade privada resolva esse tipo de problema. Exige planejamento e constância. Quando a situação aperta a primeira coisa que se corta e a caridade a terceiros. Claro que quanto maior o aparato burocrático para lidar com esses programas, mais manipulação política vai ser ter. A solução é vigilância.
“Se não tiver um sistema compulsório para ‘arrancar’ uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo (…)”
Se a pessoa não está dando seu dinheiro voluntariamente, então a parcela tolerável é zero.
“(…) não vai ser a caridade privada que vai resolver isso.”
Por que não? Você tem algum argumento pra substanciar essa sua afirmação? E além disso, mesmo que você aceite que o Estado tem direito a uma fatia da renda da população, tem ao menos que conceder que essa fatia é MUITO além do que seria “tolerável” e, mesmo assim, não resolve o problema.
“Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema?”
Quem é a “sociedade”? Quem é essa entidade amorfa? Não existe “sociedade” nesse contexto, e sim indivíduos. Se um indivíduo concorda em ter parte de sua renda utilizada para ajudar pessoas, ele é perfeitamente livre para fazer isso. Se não, retirar essa parcela dele necessita necessariamente de força e, portanto, é roubo.
Funciona assim:
Empreendedores surgem com uma ideia nova; essa é a parte da inovação. O sistema de lucros e prejuízos sinaliza ao mercado se esse empreendedor teve sucesso ou fracasso em criar valor para terceiros. Se ele tiver tido lucro, outros produtores respondem a esses sinais de lucro entrando neste mercado e produzindo um bem similar. Esse é o processo de imitação e aprendizado econômico.
Em ambos os processos, o progresso é definido em termos de aprendizado, e esse aprendizado ocorre ao sermos capazes de identificar as inovações bem-sucedidas de terceiros e saber uma maneira de imitá-los. O que constitui o progresso é ser mais bem capacitado para a sobrevivência (na evolução biológica) ou para criar valor para terceiros (no mercado).
Individualmente, podemos não saber muito; mas, conjuntamente, com as instituições corretas, podemos aprender uns com os outros e, coletivamente, saber muito mais.
Igualmente, você pode ser a pessoa mais esperta da sua cidade, mas todas as pessoas da sua cidade, quando somadas, são infinitamente mais espertas do que você.
A justificativa para a liberdade humana, portanto, não é que somos tão sábios e sensatos ao ponto de sermos capazes de gerir nossas próprias vidas perfeitamente bem, mas sim que não somos tão sábios e sensatos individualmente, e que a única maneira de nos tornarmos mais sábios e sensatos é aprendendo uns com os outros.
Tal aprendizado requer liberdade para inovar e liberdade para imitar. E deve envolver algum tipo de processo confiável que seja um indicador de sucesso. Nenhum de nós sabe o bastante para gerir nossas próprias vidas impecavelmente, e nem muito menos para gerir as dos outros. E é exatamente por isso que precisamos de liberdade — principalmente liberdade econômica — para experimentar, acertar, errar, ser bem-sucedido, fracassar e imitar os outros para aprimorar.
O argumento em prol da liberdade, portanto, não parte da premissa de que os indivíduos são altamente racionais e capazes de sempre tomaram as decisões ótimas. Ao contrário, ele parte da humilde crença que reconhece que temos limites reais à nossa racionalidade.
A única maneira de progredirmos é deixando as pessoas livres para inovar e imitar, criando e aprimorando instituições que fornecem a informação e os incentivos necessários para mensurar o sucesso e motivar a imitação.
É exatamente isso que o livre mercado e a liberdade social fornecem.
O argumento em prol da liberdade é aquilo que aprendemos uns com os outros, e não aquilo que cada um de nós sabe.
Existe uma e apenas uma liberdade, que é: viver dentro daquilo que o Estado diz ser liberdade.
Exemplo: o povo cubano é enormemente feliz e realizado com sua liberdade, não temos libertários em Cuba, porque? Porque lá é o lugar perfeito para o bem coletivo, o amor do próximo com o imediato.
Se sua vida segue os ditames do Estado, você necessariamente será um homem perfeito e realizado.
Sua ação será orienta, não ao ganho egoísta, mas para o bem da humanidade, ou seja, de todos.
Não importa, vocês nascem com o estado, o estado dá a luz a coletividade.
Você já nasce sendo membro do coletivo, sua vida é de todos, aceite esse fato e pare de choramingar.
A “arrogância fatal” é acreditar que existem indivíduos isolados, não existe. Todos devem estar, melhor, estão obrigatoriamente unidos a favor do bem geral. Quem trilha outro caminho é doente, é um louco. Que pode ser tratado, a medicina Cubana até já possui a cura definitiva até do câncer, imagine esse problema de personalidade, pode ser facilmente revertido.
Estado, ilumine a mente dos incautos. Faça isso pelo bem comum.
A maioria dos defensores de regulamentação por parte do governo só está preocupada em manter seus privilégios. Melhorar a eficiência do mercado definitivamente não é algo que lhes tira o sono. Sempre existe uma diferença grande entre o que eles alegam para o público, e o que eles querem fazer de verdade.
Quanto ao artigo, ele lembrou muito o método socrático, em virtude do uso de ironias para expor as inconsistências dos argumentos dos defensores da intervenção estatal.
Veja uma lista de rótulos que os analfabetos e os esquerdopatas colocam nas pessoas que não concordam com eles:
– olavete
– radical
– coxinha
– revoltado
– burguesinho
– agente da CIA
– bolsominion
– retrógado
– homofóbico
– gordofóbico
– veganofóbico
– xenófobo
– sexista
– ultradireitista
– imperialista
– golpista
– machista
– taxista
– motorista
– velocista
– maratonista
– piadista
– supremacista
– capitalista
– pianista
– militarista
– dentista
– mimimista
– trumpista
– vigarista
– egoísta
– racista
– débil mental
– idiota
– retardado
– fascista
– nazista
– babaca
– imbecil
– porco imundo
– desgraçado
– verme
– misógino
– opressor
– reacionário
– extremista religioso
o problema é que o discurso retórico não pode ensinar nada, mas apenas usar e rearticular o que o interlocutor já sabe, ao passo que o discurso dialético poderia cumprir essa função… pois bem, atualmente a maioria esmagadora entende qualquer discurso apenas sob a camada retórica.. seja qual fora palavra que vc usar, ele vai significá-la com a massaroca que tem em mente…
Leandro,
Nessa situação atual do país, a melhor reforma da previdência não seria cortar todos os encargos trabalhistas, exceto a contribuição à previdência ?
Claro que as regalias precisam ser cortadas, mas colocar 40 milhões de pessoas com carteira assinada para pagar a previdência, poderia surtir efeitos melhores.
Os caras precisam cortas as regalias, mas não adianta nada, se não aumentar as contribuições por pessoas que não estão pagando.
creio que o Estado(ou qualquer outro nome como Coroa ou Império) teve sua importância quando a violência física era uma opção mais viável que a negociação
Excelente texto. Acredito que valeria complementar o excerto em que diz …”Significa recomendar que se permita que milhões de pessoas criativas, cada uma com perspectivas distintas e com seus próprios conhecimentos e percepções…” COM CAPITAL próprio ou um EMPRÉSTIMO no PRÓPRIO NOME ou de quem quer que seja que queira assumir o risco, SEM ENDIVIDAR A “COLETIVIDADE”.
Naqueles debates de internet sobre tributação das igrejas, um liberal disse que se as igrejas não são tributadas, os tributos para o resto da sociedade vai aumentar ou o deficit público vai aumentar, por tanto, taxar as igrejas seria uma solução para existir uma isonomia tributária geral?
Sei que imposto é roubo e o que o governo não tem nenhum estímulo para organizar suas contas, mas no sentido prático e econômico, isso está certo?
Ei calma aí liberais! Eu não rotulo de fundamentalistas pessoas que acreditam que o mercado resolve. Mas eu não estou tão convencida disso. E também não acredito que o mercado é perfeito e sem falhas. Pelo contrário eu acho que é uma das coisas mais falhas do mundo. Mas o seu livre mercado já me conquistou. Não implico mais com isso. Vocês estão esteriotipando a esquerda também.
O que vocês jamais vão me convencer é de que o nazismo é esquerda. Não mesmo. E também não vão me fazer parar de chamar de fundamentalistas aquele povo que quer controlar o útero e os genitais dos outros usando o estado para isso. Substituindo a constituição pela Bíblia! Um livro retrógrado que esse povo insiste em enfiar na garganta de quem nem acredita em Deus. São fundamentalistas chatos sim.
Tenho um pé atrás com essa reforma trabalhista por causa dos casos de escravidão moderna. Já existia antes dela e acho que agora pode piorar. Acho que isso merece mais atenção.
Se aumentar os impostos causa tantos benefícios e nenhum problema, então por que não aumentá-los para 100% de vez? Isso seria demais? Então qual é o porcentual máximo que se pode aumentar os impostos sem prejudicar a economia? 99%? 98%? 97%? Qual é o número mágico exato? Como se chega a ele matematicamente? Como que se sabe?
“Isso é ou não é uma crença fundamentalista na capacidade do mercado de tolerar distorções?”
Não necessariamente. Apenas soldados rasos do esquerdismo (nem todos) realmente acreditam 100% que as intervenções podem gerar os resultados prometidos.
Quanto mais alto na hierarquia “igualitária”, mais cônscio o sujeito é de que o discurso ideológico é pura falsidade, mero pretexto para obter poder total, expropriar a população e fazer qualquer perversidade que quiser com ela.
Vocês acreditam que uma senadora envolvida com desvio de recursos da aposentaria que faz um discurso caloroso contra reformas dizendo que prejudicarão o “trabalhador” realmente acredita nisso e se preocupa mesmo com os pobres?
Ou será que ela quer é que a maior parte possível da renda dos assalariados continue sendo confiscada na forma de “direitos trabalhistas” para que ela e seus comparsas tenham mais para roubar? Que a economia do país imploda para poderem posar de “salvadores da pátria” e “defensores dos pobres” e assim retomar o poder?
Não são ingênuos autoiludidos, são psicopatas mentirosos profissionais!
* * *
Mais um artigo do tipo “explicando com desenhos”. Gostei da perspectiva, nunca tinha visto por esse lado.
Quando se estar em uma lógica de mercado os únicos erros deles são individuais e o dono da empresa arcará com tono o ônus da má gestão, ou má alocação de recursos, mas os erros no estado são socializados por todos em suma o mercado é algo abstrato e natural nem penso que seria preciso dar uma conotação moral a algo natural e espontâneo.
Progressistas acreditam no mercado perfeito ?
O estatuto do PCdoB tem a seguinte frase : “forjar um novo homem”.
Por isso que eu digo que comunista só entende a linguagem da força.
“reconstruir uma terra arrasada por um terremoto”
Vocês deixariam uma população vítima de terremoto, desabrigada, sem nenhuma ajuda? Mais ainda, vocês achariam justo que os imóveis encarecessem porque a demanda aumentou por causa do terremoto?
Tem coisas no mercado que eu não acho justo.
Artigo escrito exclusivamente do ponto de vista teórico, principalmente pois inserindo exemplos prático da nossa realidade os argumentos tornam-se menos capaz de validar as conclusões.
A Reforma Trabalhista não está gerando empregos formais, a dita esquerda progressista visa a redução de impostos pagos pela maior faixa socioeconômica da nossa população, por exemplo.
Alguém sugere uma boa leitura sobre o governo do pai do Estado moderno brasileiro, o presidente Getúlio Vargas (1930-1945)?
Os livros de história econômica do Brasil geralmente atribuem a ele a industrialização, mediante desestímulos a importações e investimentos estatais em indústrias de base (especialmente a siderúrgica de Volta Redonda). Argumenta-se que o empresariado nacional não disporia, sozinho, de capital suficiente para a construção de projetos de grande monta. Outras políticas relevantes da época foram a CLT, a criação dos precursores do INSS (os IAPs) e a federalização da política de defesa do café.
Geralmente se lê algo como “apesar de ser influenciado pelo fascismo, Getúlio Vargas deixou um saldo positivo para o país”. Imagino que essa não seja a visão dos leitores deste sítio, por isso gostaria de ler sobre esse período histórico sob um outro ponto de vista.
Relendo essa matéria, esse trecho abaixo do Guedes me chamou a atenção:
“O ministro também relembrou o histórico de terra de prosperidade no passado. ‘O Brasil que crescia 7,5% ao ano, durante décadas, […] trazendo gente de todo o mundo. É a maior colônia de japoneses fora do Japão. Segunda maior colônia de italianos fora da Itália. Terceira maior colônia de alemães fora da Alemanha. Todo mundo vinha para cá, porque era a terra da prosperidade. Hoje, é o contrário. O filho do mais rico vai estudar fora e fica por lá, por Miami; o filho do mais pobre vai entregar pizza em Boston’, relembrou.”
O Brasil foi um país que nunca se destacou em nada, tanto em quesito de prosperidade quanto em liberdade econômica.
Argentina e Venezuela atraíram, também, muitos estrangeiros, principalmente europeus, pois no passado eram países prósperos e mais abertos ao investimento. Os Estados Unidos sempre tiveram esse histórico, principalmente no século XIX (o Homestead Act foi um dos principais motivadores, bem contrastante com a Lei de Terras no Brasil de 1850). Houve períodos principais de imigração de europeus para o Brasil, um englobando a segunda metade do século XIX e outro no início do século XX. Dito isso, o que motivou essa vinda em massa de pessoas para o País? Seus países de origem estavam em pior situação do que o Brasil à época?
O que pensam a respeito?
Algumas notícias estão apontando que o COPOM deve começar a subir a SELIC tendo em vista que as “previsões” deles apontam alta na inflação desse ano. Alguém acredita que isso vai acontecer? Se sim, pra quantos % vocês chutam? E quem tiver ouro? é melhor vender? Gostaria de ver a opinião de vocês.
Interessante, principalmente lá pelos 50:00 min:
http://www.youtube.com/watch?v=EWopEcYQnF4