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Começou como dono de livraria e se tornou o homem mais rico do mundo – por decisão dos consumidores

Nota do editor

O artigo abaixo foi originalmente publicado em abril de 2017, quando Jeff Bezos, fundador da Amazon, havia acabado de se tornar o segundo homem mais rico do mundo. O artigo previu que ele rapidamente alcançaria o topo, que foi o que de fato acabou ocorrendo em meados de 2018.

Em 2019, a Amazon finalmente começou a “operar para valer” no Brasil, fazendo vendas diretas de produtos próprioscriando um centro de distribuição em Cajamar, SP.

Ontem, dia 4 de julho de 2021, aos 57 anos, Bezos anunciou sua aposentadoria e saída do comando da Amazon. Bezos vale US$ 200 bilhões. Quem definiu isso? Os consumidores.

Segue abaixo o artigo na íntegra, sem alterações, o que dá uma boa perspectiva de como as coisas evoluíram nesses quase dois anos.

________________________________________________________

No início, as debulhadoras
aumentaram a produtividade no campo e levaram a uma redução na mão-de-obra
empregada na agricultura. Posteriormente, tratores e colheitadeiras acabaram
com as debulhadoras e reduziram ainda mais a demanda por mão-de-obra humana no
campo.

O telégrafo e as ferrovias acabaram com a demanda
por sistemas de comunicação que dependiam de cavalos, aumentando a rapidez e
reduzindo os custos unitários.

Já os automóveis acabaram com a demanda pela indústria
de charretes.

A produção em massa de produtos têxteis acabou com a
demanda por itens artesanais.

As grandes lojas varejistas, com seus preços menores,
reduziram substantivamente a demanda pelas pequenas lojas de bairro. Agora, as
lojas especializadas em vender a desconto (surgindo em várias partes
da Europa
) estão acabando com a demanda pelas grandes redes varejistas.

Locadoras de vídeo reduziram a demanda por idas ao
cinema. Hoje, a Netflix, a TV a cabo e vários outros serviços de streaming aniquilaram
a demanda por locadoras de vídeo.

O sucesso do Napster (apesar de sua ilegalidade) foi
o precursor da acentuada redução da demanda por produtos típicos da velha indústria
fonográfica.

O modelo industrial da China, baseado em baixos custos
de produção, remodelou todas as tradicionais indústrias dos países
desenvolvidos. De uma perspectiva puramente econômica, não faz diferença entre
contratar mão-de-obra barata ou instalar uma máquina mais eficiente, aumentando
a automação. Os consumidores
aprovaram.

A Dell, ao fabricar e vender laptops a preços baixos,
reduziu a demanda dos consumidores por computadores tradicionais, além de ter eliminado
vários intermediadores no processo de aquisição de um computador.

A Ikea fez algo similar com toda a indústria de
mobiliário.

A internet reduziu a demanda dos consumidores por
jornais tradicionais. Já
a Google alterou completamente a indústria de marketing.

A Amazon reduziu substantivamente a demanda por
livrarias físicas ao redor do mundo.

Uber, Lyft e Cabify afetaram severamente a demanda
pela indústria de táxis.

Para onde quer que você olhe, não importa qual seja
o setor da economia (excetuando-se aqueles que são monopólios estatais), você sempre
notará os mesmos padrões:

1) Quem, em última instância, determina se uma
indústria específica se tornou obsoleta são os consumidores;

2) São os consumidores que, ao mudarem suas
preferências de consumo e suas exigências de qualidade, determinam que uma indústria
específica que não mais os satisfaz tem de ser ou fechada ou inteiramente
remodelada e reestruturada.

3) O
progresso econômico, chancelado pela preferência de consumo do público
consumidor, reduz o emprego em determinados setores, mas leva à criação de
novos empregos em outros setores.

4) Durante o processo de liquidação de determinados
empregos, o grande desenvolvimento econômico trazido pelas inovações é capaz de
multiplicar a produção per capita, afetando positivamente todas as classes
sociais.

Isso sempre ocorreu ao longo da história, e não há nenhuma
indicação de que tal processo será desacelerado. As empresas que hoje são vistas
como inovadoras passarão a ser vistas como obsoletas no futuro, com sua existência
entrando em risco. O próprio Jeff Bezos, criador da Amazon.com, admitiu
que a Amazon não durará para sempre:

Empresas têm expectativas de vida muito baixas. E a
Amazon será desbancada em algum momento. […] Eu não me preocupo com isso porque sei que é inevitável.
Empresas
vêm e vão. E aquelas empresas que são as mais brilhantes, mais inovadoras e
mais importantes de uma determinada era terão desaparecido algumas décadas mais
tarde.

Por
falar em Jeff Bezos e Amazon…

Na semana passada, o fundador e CEO da Amazon
ultrapassou Warren Buffet e se tornou o segundo
homem mais rico do mundo
 [N. do E.: e, ao final de 2018, ele se tornou o mais rico do mundo, mantendo-se assim até o presente momento]. 

Seu patrimônio líquido é hoje estimado em US$
75,6 bilhões de dólares [N. do E.: já ao final de 2018, o valor era de US$ 156 bilhões. Hoje, é de US$ 201 bilhões]. Se a Amazon mantiver sua atual tendência de
crescimento, não demorará muito para que Bezos supere Bill Gates e se torne o
homem mais rico do mundo. [N. do E.: como de fato ocorreu].

Sempre que uma pessoa ganha destaque na mídia por
sua riqueza, a reação é imediata. E totalmente previsível. “O rico ficou mais
rico e o pobre ficou mais pobre” é a inalterável máxima da esquerda.

Só que, não bastasse o fato de que essa frase é
completamente mentirosa e refutada pelas evidências empíricas, o
próprio Jeff Bezos é a comprovação de que, quando o empreendedor rico fica mais
rico (no livre mercado, isto é, sem participar de esquemas de proteção e subsídios
estatais), ele o faz porque deixou todas as outras pessoas mais ricas também.

E foi exatamente isso o que fez a Amazon.

A Amazon.com surgiu em 1995. Começou como uma
livraria online, sinalizando o inevitável declínio das livrarias físicas muito
antes da invenção de dispositivos que permitem a leitura digital, como Kindle,
tablets e smartphones. Com o tempo, a Amazon se transformou em uma empresa
especializada em vender e enviar todo e qualquer tipo de mercadoria comercializável.

Mas o sucesso da empresa não foi instantâneo. Muito pelo
contrário: demorou muito para que a preferência dos consumidores se
direcionasse para a empresa. Embora hoje seja difícil de acreditar, o fato é
que a gigante não
teve nenhum lucro em seus primeiros seis anos
. Isso significa que foram
seis anos operando no vermelho, ao mesmo tempo em que tinha de regularmente pagar
salários aos seus empregados a cada duas semanas apenas para continuar
operando.

Captura de Tela 2021-07-05 a`s 14.18.07.png

Bezos trabalhando em um de seus primeiros escritórios na Amazon

Após esse período, a Amazon decolou. Desde 2001 — o
primeiro ano que a empresa operou no azul –, a Amazon se tornou uma das
maiores empresas do planeta. Hoje, ela é, de longe, o maior shopping center online
do mundo. E como ela alcançou essa posição? Satisfazendo os consumidores,
oferecendo cada vez mais produtos a pessoas de todos os continentes do mundo a preços
menores do que elas encontram nas lojas.

Captura de Tela 2021-07-05 a`s 14.18.48.png

Bezos anteviu as possibilidades da internet antes de quase todas as pessoas, o que denota a característica distintiva de um empreendedor

Sim, quem definiu o sucesso da Amazon foram os
consumidores. O valor da Amazon é uma função de Bezos ser capaz de servir, de forma barata, aos desejos de todos os consumidores do planeta desde sua base em Seattle, sem que a Amazon tenha uma presença física na maior parte do globo. Por isso, a importância da história da Amazon não pode ser minimizada.

Obviamente, os concorrentes diretos da Amazon não são
fãs do website. Nos EUA, em especial, a concorrência é feroz. Quando a
principal loja de eletrônicos do país — a Circuit City — foi à falência
em 2008, tudo indicava que sua concorrente direta — a Best Buy — dominaria o
mercado e teria um futuro róseo pela frente. Ela seria a única grande rede
varejista especializada em eletrônicos a sobreviver à recessão.

Mas foi a Amazon quem preencheu o espaço deixado
pela Circuit City. E ela o fez tão bem, que a Best Buy, após sofrer
consecutivas quedas nas vendas e ter até de trocar de CEO, simplesmente começou
a copiar os preços praticados pela Amazon. Após isso, a grande maioria das
varejistas adotou a mesma postura. Atualmente, Amazon e WalMart estão em uma
briga feroz pela liderança do mercado varejista, o que está gerando uma feroz concorrência
de preços, beneficiando exclusivamente o consumidor (leia artigo sobre isso aqui).

Esta é a grande beleza das varejistas online. Lojas que
operam pela internet, como a Amazon, oferecem aos consumidores uma arbitragem instantânea.
Utilizando apenas meu smartphone, posso conferir o preço de qualquer produto
que estou pensando em comprar sem sair de casa. Isso “empoderou” — para
utilizar o jargão da moda — o consumidor de uma maneira até então inédita. 

Na era
das compras pré-internet, se um produto era mais barato nas lojas de um estado
distante do seu, você simplesmente nada poderia fazer. Sua única opção era se
resignar e comprar mais caro no seu estado. Hoje, com a internet e as lojas
online, os menores preços do país estão a um simples clique de distância. E quem começou toda essa tendência foi a Amazon.

Estas inovações, obviamente, foram dolorosas para
alguns varejistas. Mas foram ótimas para o resto da população. E essa concorrência
mostrou que qualquer varejista que não quiser ir à bancarrota terá de ser
agressivo para continuar operando no mercado. E como fazer isso? Reduzindo preços e
agradando aos consumidores. As consequências não apenas são preços menores, mas
tambem maior variedade de bens e melhores serviços.

A Amazon nos oferece também outra lição de economia.
Nenhuma outra empresa no mundo demonstrou de maneira mais prática o
brilhantismo da expansão do comércio. Antes desta revolução, mesmo com produtos
sendo importados de outros estados ou de outros países, os consumidores locais ainda
ficavam à mercê de quem quer que fosse a rede varejista local. A Amazon alterou
completamente essa dinâmica. Em conjunto com as milhares de outras lojas online
que a seguiram, a Amazon efetivamente ampliou o poder dos consumidores: ao
praticamente abolir o fator ‘distância’ entre consumidor e vendedor, a empresa
possibilitou ao consumidor ter acesso direto a mais produtos a preços melhores,
fazendo da distância — outrora uma barreira intransponível — algo secundário.

Esta lição é particularmente relevante à luz do
atual e infindável debate sobre livre comércio. O exemplo da Amazon deixa
explícito que toda e qualquer política de restrição de importação — como
tarifas protecionistas e barreiras alfandegárias — nada mais é do que uma estratégia
para reverter o tipo de benefício que empresas como a Amazon geram para os
consumidores. Ao ampliar o acesso a bens melhores e mais baratos, a Amazon fez
com que várias redes varejistas tradicionais sofressem uma queda na demanda por
parte dos consumidores. Quem se beneficiou? Os próprios consumidores,
majoritariamente os mais pobres e a classe média.

Por isso, restrições governamentais ao comércio
internacional com a justificativa de “proteger a indústria nacional” em nada
diferem de eventuais medidas governamentais contra a Amazon para proteger as
outras redes varejistas. Em última instância, tal medida não apenas pune os
empreendedores mais eficazes e premia os mais ineficientes, como ainda
prejudica aquele que realmente é quem deve decidir como tudo deve ser: o
consumidor.

Conclusão

A Amazon e sua política de vender produtos bons a
preços baixos para qualquer habitante do planeta (se o produto não chega barato
até você, a culpa é das tarifas de importação, dos correios estatais e da desvalorização
do câmbio) gerou um efetivo aumento no padrão de vida das pessoas. E mesmo as
pessoas que não compram na Amazon foram beneficiadas por ela: foi ela, por meio
de sua concorrência, quem impulsionou as outras empresas a reduzir seus preços
(ou a não aumentá-los).

Jeff Bezos hoje já rivaliza com Bill Gates pelo título
de homem mais rico do mundo [N. do E.: em 2018, Bezos superou Gates]. Como ele chegou lá? Agradando aos consumidores e
aumentando o padrão de vida deles. Bezos enriqueceu, mas deixou todos nós um pouco
mais ricos também
.

 

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78 comentários em “Começou como dono de livraria e se tornou o homem mais rico do mundo – por decisão dos consumidores”

  1. E com um detalhe importante: a inveja que é dirigida a Bezos é sem sentido quando você entende que a esmagadora maioria da riqueza dele é hipotética. Sim, sua riqueza está majoritariamente ligada às ações da Amazon. Ele detém 82 milhões de ações, o que equivale a 17% da empresa. Se ele tentasse vender suas ações e convertê-las em dinheiro, os preços desabariam e toda a sua riqueza seria enormemente reduzida. O volume de transações diárias de ações da Amazon nem sequer chegam a 4 milhões.

    Não importa o que dizem as teorias sobre mercado de ações, o fato é que os preços ainda são determinados por oferta e demanda. E simplesmente não há muitas pessoas endinheiradas o bastante para comprar ações a US$ 890 (que é o preço de uma ação da Amazon nos EUA). Se Bezos tentasse vender suas ações hoje, ele só conseguiria fazer isso a preços muito menores.

    Ou seja, seu patrimônio líquido só é de US$ 72 bilhões em um cenário hipotético no qual ele consegue vender TODAS as suas ações aos preços de hoje.

    Essa constatação destrói por completo qualquer argumento da esquerda de que ele enriqueceu à custa de miséria alheia. Ele enriqueceu porque traders no mercado valorizaram suas ações até US$ 890, baseando-se em todo o valor criado pela empresa (a qual foi voluntariamente agraciada pelos consumidores, que deram à empresa alta rentabilidade). Bezos não confiscou essas ações de ninguém, e sua riqueza pode prontamente desaparecer tão logo os preços das ações desabem.

    Igualmente, não enfiou a mão no bolso de ninguém para tomar dinheiro. Aproximadamente 90% do dinheiro que entra na Amazon sai imediatamente na forma de salários para seus empregados e para os empregados de todas as outras empresas que vendem produtos pela Amazon.

  2. Completando: “o Youtube acabou com a televisão brasileira”. Desde que adquiri minha smartv nunca mais assisti nenhum canal de televisão.

  3. Como eu disse em outro artigo: todos somos consumidores, inclusive o dono da Amazon.

    Enquanto isso, tenho de ouvir de professor de geografia de cursinho que o capitalismo deixa os ricos mais ricos e pobres mais pobres (isso até hoje não entendi). Realmente, o MEC odeia o mercado, apesar de depender exclusivamente dele.

  4. É por isso que quanto mais “direitos” são conferidos aos consumidores (que implica imposição de obrigações aos fornecedores/produtores) menos soberanos ficam os consumidores.

    O establishment jurídico, econômico, político e midiático não compreende isso (ou se nega ou não quer compreender): quanto mais “direitos” aos consumidores, mais se pune os fornecedores/produtores; quanto mais se pune os fornecedores/consumidores, mais se pune os consumidores.

    O mesmo se dá quanto à relação entre empregado e empregador: quanto mais “direitos” são conferidos aos empregados, mais se pune empregadores (impondo obrigações); quanto mais se pune os empregadores, mais se pune empregados.

    Isso é o que dá se negar a compreender que quando a relação de troca é voluntária não há soma zero (ambos saem ganhando); quando há coerção (institucionalizada) na relação, aí sim é que há soma zero (um ganha e outro perde: quem ganha é o burocrata estatal).

  5. reinaldo schroeder

    Totalmente OFF:

    Gostaria que indicassem alguma literatura para jovens e crianças que trata de economia do “jeito austríaco”.

    Tenho duas filhas jovens que acredito ser necessário ensinar como as coisas funcionam na vida real e não nos delírios de nossos governantes e academicos mainstream.

    Comento muita coisa do site com elas, mas vejo que não elas não têm paciencia para ler os artigos.

    Ou um canal do youtube sobre “economia austriaca” que possa ser indicado.

    Agradeço desde já.

  6. A MAQUINA VENCENDO EM TODAS AS ÁREAS PODE TIRAR CONSUMIDOR DO CONSUMO?

    Descrição perfeita do momento,os consumidores decidem comprar ou não, o produtor fica rico ou não, tudo belezinha só que a massificação da produção e produção de serviços está terminando,como um tsunami com empregos, de forma também massiva,sem dar tempo de reciclar grandes massas de trabalhadores para outras funções.

    Como NUNCADANTEZVISTO exercitos,agricultores,motoristas,médicos,cobradores de onibus,MILHARES DE FUNÇÕES HUMANAS estão sendo substituidas por MÁQUINAS INTELIGENTES, E MUITO.

    No “TEMPO DA GALOCHA” dava tempo de reciclar um operário,um motorista,um torneiro mecanico para outras funções, (até para presidente de país), mas o que fazer com milhões e milhões de desempregados,por um tempo enorme NÃO MAIS FUNCIONAIS, e que são CONSUMIDORES? Sem renda como vão eleger o mais rico e competente comprando seus produtos e serviços robotizados?

    Tem estudioso muito esforçado,que mostra gráficos da mecanização/robotização no fabrico e prestação de serviços, DO PASSADO,sendo que o momento, no aqui e no agora,o NIVEL DE AUTOMAÇÂO DA PRODUÇÂO DE BENS E SERVIÇOS não tem precedente, INVALIDANDO DADOS e graficos DO PASSADO, MESMO RECENTE.

    SOU TOTALMENTE A FAVOR DA ROBOTIZAÇÃO E AUTOMATIZAÇÃO,TORNA CUSTO DE PRODUTOS ACESSÍVEIS ,MELHORA A VIDA DE TOSDOS, INDUBITAVELMENTE, EM TODAS AS ÁREAS!

    OS MILHÕES DE TRABALHADORES DESLOCADOS FARÃO O QUÊ?DE ONDE VIRÁ A SUA RENDA,SÃO CONSUMIDORES ? É A MINHA PREOCUPAÇÃO.

    Venho trazendo este assunto pois não vejo ninguém dos grandes iluminados abordarem este assunto.Enfatizo que EM TODAS AS ÁREAS e EM NIVEL NUNCA VISTO A MÀQUINA SUBSTITUI A FUNÇÃO DE HUMANOS,irreversivelmente,e estes deixam de ter renda, consequentemente de consumir.

    Está fora de questão pensar em quebrar máquinas, ou não usá-las, mas é um problema e sério, tanto que poucos ousam tocar ,opinar sobre êle.

    Também trabalho há 50 anos na área de telecomunicações , mais recentemente informatica,acompanho o assunto desde os tempos da “valvula eletronica”,transistor,circuito integrado(microeletronica),NANOELETRONICA, e hoje já temos computadores quânticos,o que me dá uma visão do problema em questão um pouco diferenciada da de quem é de outras áreas, e isso me faz tentar trazer o assunto a discussão, pois parece que ninguém se deu conta.

    Grandes pensadores e empresas, SPACE X,por exemplo,está sèriamente preocupada com o avanço da inteligência artificial, dos complexos destas já existentes, e de como readequar o HUMANO,interface biomáquina etc.

    Se mexeu com o consumidor,trabalhador,o motor, mexeu com a economia e é sim um assunto para este espaço, fórum.

    MILHÕES DE TRABALHADORES EM NOSSO PAIS, E MUNDO AFORA NÃO VOLTARÃO A SEUS EMPREGOS , POIS ESTES JÁ NÃO MAIS EXISTEM! ESTÃO OCUPADOS POR MÁQUINAS!

  7. O que esse site pensa sobre as demarcações indigenas? apesar de ser uma bandeira da esquerda, não seria um respeito aos direitos naturais?

  8. pedro frederico caldas

    Vou dar meu depoimento pessoal. Fui um dos primeiros a comprar um kindle, logo que foi lançado pela Amazon. Custou US$400.00. Agora tenho três, tecnologicamente melhores, ao custo de US$70.00. A Amazon ficou mais rica e eu também. Só para exemplificar, há anos comprei as memórias de Churchill (6 volumes), através do meu kindle, por US$30.00. No Brasil, somente um volume, na mesma época, custava R$70,00! Minha biblioteca hoje está praticamente concentrada no kindle a um preço baixíssimo. Fora isso, há milhões de livros, já de domínio público, que podem ser comprados por menos de um dólar. Se você tem um amigo, aí no Brasil, proprietário de livraria, alerta o gajo, vai ter que mudar de ramo. Aqui, na cidade em que moro, havia duas livrarias maravilhosas (Barnes & Nober e a Borders), já fecharam há anos. Viva o progresso, viva o livre mercado, viva a Amazon.

  9. O capitalismo malvadão faz os grandes capitalistas disputarem a clientela baixando preços, aumentando a qualidade e inovando sempre, aumentando continuamente a qualidade de vida das pessoas! Ainda bem que nós, aqui no Brasil, somos protegidos disso!

    “A Dell, ao fabricar e vender laptops a preços baixos,…”

    Lá fora a Dell diferencia-se por preços baixos? Aqui no submundo o diferencial da Dell é a garantia de uma boa qualidade, ainda que um pouco mais caro do que a média!

    “A produção em massa de produtos têxteis acabou com a demanda por itens artesanais.”

    Mais do que isso. Antes da produção em massa, apenas os ricos podiam usufruir têxteis e outros produtos. O capitalismo malvadão tornou esse produtos mais acessíveis e ainda deu dinheiro para as pessoas comprá-los. “Produção em massa e para as massas” – Mises.

    * * *

  10. A Amazon vive de dinheiro estatal (subsídio), por isso opera no prejuízo desde o começo e por isso quebrou os concorrentes. Ela é uma empresa de laboratório. Uma empresa criada para deter o monopólio do varejo mundial. E sabemos que sem proteção do governo isso não seria possível.

    http://www.independent.co.uk/money/tax/revealed-amazon-earns-more-through-government-grants-than-it-pays-in-tax-8617919.html

    Ah, mas o dinheiro é de investidores. Sei. E esse dinheiro de investidores veio de dinheiro real dos investidores? A maior parte não. A maior parte é alavancada por bancos, das quais fazem parte as estratégias POLÍTICAS que envolvem esse meio, especialmente da era Clinton/Bush.

    O Mises esqueceu de contar como o bezos aguentou 6 anos no vermelho?

  11. Um estudo publicado em 2004 pelo economista William Nordhaus, da Universidade de Yale, já mostrava que “apenas uma pequena fração dos retornos derivados dos avanços tecnológicos entre 1948 e 2001 foi capturada pelos produtores, o que indica que a maior parte desses benefícios foi transferida aos consumidores”.

    Nordhaus estimou que os empreendedores inovadores capturaram somente 2,2% do valor total que suas invenções criaram para a sociedade. E isso muito antes da invenção do smartphone e dos tablets.

    Ou seja, não há dúvidas de que Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e o falecido Steve Jobs se tornaram multimilionários com suas criações. Porém, como já mostrava Nordhaus, o valor que eles criaram para a sociedade com suas invenções é quase 40 vezes maior do que eles próprios embolsaram.

    E isso é algo que podemos ver e sentir diariamente. A tecnologia da informação avança a passos mais do que agigantados, facilitando e barateando incrivelmente a comunicação e as transações comerciais das empresas e pessoas comuns. Esta redução nos custos da comunicação e do processamento de informação possui um notável impacto não apenas na vida diária das pessoas como também na produtividade das empresas.

  12. O que vocês acham do Shutdown do governo TRUMP? E se durar mais 100 dias e o governo implodir? Será a maior demissão em massa em corte estatais da história?

    SERIA O TRUMP UM ESTRATEGISTA GENIAL QUE NUNCA NOTAMOS?

    Quero um artigo falando sobre isso!!

    Abraços!

  13. Quaquer um que lê as notícias e comentários em sites como Breitbart sabe que Jeff Bezos é um globalista, como George Soros, o Rothschilds e os Rockefellers. Hoje ele é anti-Trump. Ele patrocina causas progressistas como o casamento gay. O Amazon censura materiais conservadores (como a Bandeira Confederada e [link=www.lifenews.com/2018/05/08/amazon-bans-pro-life-group-from-its-approved-list-of-charities-in-amazonsmile/]grupos pró-vida/link]) sob o argumento de “discurso de ódio”, mas lucra com a venda de manuais terroristas escritos pelos Antifas, como:

    Antifa: How They Make A Difference & Why We Need Them

    A Amazon se beneficia do corporativismo. Ele não se beneficia apenas com incentivos fiscais como foi dito nos comentários, ele recebe DINHEIRO VIVO DO GOVERNO. A Amazon fez um contrato de US$ 10 Bilhões com o Pentágono para um projeto chamado Joint Enterprise Defense Infrastructure (JEDI). Um contrato controverso, eles contrataram até um lobista (Sally Donnelly) para favorecê-los no contrato:

    federalnewsnetwork.com/contractsawards/2018/08/dods-10b-cloud-contract-comes-under-protest-11-days-after-final-rfp/

    http://www.vanityfair.com/news/2018/08/has-bezos-become-more-powerful-in-dc-than-trump

  14. O Instituto Mises sempre puxando o saco de empresários corporativistas canalhas. Depois ficam brabos quando são rotulados de puxa-saco dos ricos…mas olhem aí….

    O cara além de tudo é esquerdista. É anti-Trump.

  15. A USPS para quem não sabe é como se fosse a ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) dos Estados Unidos.

    USPS dão entrega especial à Amazon

    Se não tem assinatura no Wall Street Journal e não pode ler o artigo, leia aqui:

    archive.is/vHj7w#selection-2259.0-2271.576

    Alguns trechos importantes do artigo:

    “Como muitos observadores da indústria naval, eu sei um segredo sobre o relacionamento do governo federal com a Amazon: o serviço postal dos EUA entrega as caixas da empresa bem abaixo dos seus próprios custos. Como um acelerador adicionado a um incêndio, esse subsídio está acelerando o colapso dos varejistas tradicionais nos EUA e proporcionando uma vantagem injusta para a Amazon.”

    “Uma análise do Citigroup feita em abril estima que, se os custos fossem alocados de forma justa, em parcelas médias custaria US $ 1,46 a mais para entregar. É como se cada caixa da Amazon tivesse um dólar ou dois grampeados na guia de remessa – um cartão de presente do Tio Sam.

    A Amazon é grande o suficiente para aproveitar ao máximo a “injeção postal”, e isso derrubou a balança em favor da gigante da internet. Selecione remetentes de alto volume que possam despachar pacotes pré-definidos no depósito local do Serviço Postal para a entrega da "última milha" a preços de corte. Com altos volumes e armazéns perto dos depósitos locais, a Amazon desfruta de tarifas baixas indisponíveis para seus concorrentes. Minha análise dos dados disponíveis sugere que cerca de dois terços das entregas domésticas da Amazon são feitas pelo Serviço Postal. É como se a Amazon recebesse um espaço subsidiado em todos os caminhões de correspondência.”

    Até o Trump disse que a USPS é "delivery boy" da Amazon e questiona quanto a Amazon custa à USPS:

    “I have stated my concerns with Amazon long before the Election. Unlike others, they pay little or no taxes to state & local governments, use our Postal System as their Delivery Boy (causing tremendous loss to the U.S.), and are putting many thousands of retailers out of business!”

    twitter.com/realdonaldtrump/status/979326715272065024

    “I am right about Amazon costing the United States Post Office massive amounts of money for being their Delivery Boy. Amazon should pay these costs (plus) and not have them bourne by the American Taxpayer. Many billions of dollars. P.O. leaders don't have a clue (or do they?)!”

    twitter.com/realdonaldtrump/status/981168344924536832

    “I have stated my concerns with Amazon long before the Election. Unlike others, they pay little or no taxes to state & local governments, use our Postal System as their Delivery Boy (causing tremendous loss to the U.S.), and are putting many thousands of retailers out of business!”

    twitter.com/realdonaldtrump/status/979326715272065024

  16. Caramba. Até o Instituto Mises americano e o Lew Rockwell publicaram artigos denunciando a Big Tech. Dentre as principais beneficiárias subsídios estatais é a AMAZON do Jeff Bezos….

    Pessoas como Paulo Kogos aqui no Brasil, Alex Jones nos EUA, foram banidos tanto do Facebook, como do Twitter. O Youtube desmonetizou o canal do Nando Moura (e estão a fi9m de banir o Nando Moura). Facebook censura até os pró-vida.

    Vcs ainda nao entenderam a guerra que se trava

    Ainda tomam coca-cola e comem big mac achando que as grandes corporações não sao serviçais malignas do totalitarismo

    São incapazes de abdicar de confortos vãos e imediatos para boicotar o inimigo. Pelo contrário, puxam o saco do inimigo.

    São incapazes de ajudar os poucos sujeitos comprometidos a longo prazo com a sua liberdade.

    Em vez de puxarem o saco do inimigo, façam o contrário. Façam backup dos videos dos you tubers conservadores (como o Paulo Kogos), pois um dia o you tube, que pertence à empresa diabólica, comunista e illuminati Google, também os excluirá

    Promovam eventos de liberdade

    Boicotem os falsos defensores da liberdade (como o MBL, EPL, etc)

    Apoiem a liberdade como puderem

    QUE PARTE DE “ESTAMOS EM GUERRA” VCS NÃO ENTENDERAM?

  17. por mais embasado que seja o artigo, os canhoteiros descartam tudo isso e focam no fato da “desigualdade e concentração de renda”… não param para pensar que o que realmente importa é criarmos um país economicamente desenvolvido, onde mesmo os mais pobres consigam ter uma condição de vida decente. Tendo isso em mente, cada um cuidando do seu e buscando melhorar por seus próprios méritos, saber quanto os mais ricos auferem de renda passa a ter importancia como pauta de revista de fofoca, nao de economia.

  18. Ângelo Viacava

    Nada contra os caras ficarem ricos com o próprio negócio, fruto de suas capacidades pessoais. Mas quando ficam ricos, começam a bancar ONGs e fundações que têm por objetivo atrapalhar outros empreendedores emergentes, que terão dificuldades aumentadas em suas vidas empreendedoras que eles não tiveram . De onde vem esta sina?

  19. Os multibilionários e globalistas têm, gradualmente, fugido da livre concorrência e sabota os ideais do liberalismo clássico.

    Jeff Bezos, Bill Gates, George Soros e tutti quanti têm quebrado os pequenos e médio negócios.

  20. Além de sabotarem os pequenos e médios negócios e fugirem da livre, os multibilionários aliam-se tacitamente, para venderem mais ou menos o mesmo produto (ou serviço) para que a capacidade de escolha dos consumidores seja reduzida. Vimos, recentemente, a dificuldade que muitos caras de Direita tiveram de conseguir manter uma conta num banco para receber contribuições de seus seguidores. Se houvesse, realmente, uma livre concorrência, algum banco aproveitaria a oportunidade para chamarem para o seu negócio os descontentes com o serviço de outros bancos, oferecendo um serviço que não censurasse a opinião.

  21. Pena que agora ele se tornou um corporativista ferrenho, que briga pra ter subisidio estatal pra bancar aquela empresa de foguetes dele

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