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Preços dos alimentos e dos combustíveis batem recorde histórico ao redor do mundo. Eis os culpados

Dois anos após o início da Covid-19 e três meses após a invasão da Rússia à Ucrânia, já é possível ter um panorama do quão devastada ficou a economia mundial.

A Covid-19, como repetidas e insistentes vezes mencionadas aqui neste Instituto, gerou uma expansão monetária inaudita. Ao mesmo tempo em que proibiam o povo de trabalhar e produzir, governos do mundo inteiro, capitaneados pelos EUA, imprimiram e injetaram em suas respectivas economias um volume sem precedentes de dinheiro. 

Nos EUA, a oferta monetária mensurada pelo M2 — basicamente, todo o papel-moeda em poder de pessoas e empresas, mais todos os depósitos em conta-corrente, mais caderneta de poupança, mais depósitos a prazo com liquidez — disparou.

De janeiro de 2020 até hoje, a quantidade de dólares no mundo aumentou em quase 7 trilhões.

Sim, há 7 trilhões de dólares a mais hoje no mundo do havia em janeiro de 2020.

M2.png

Gráfico 1: evolução do M2 nos EUA

Observe que, no biênio 2020-21, a oferta monetária aumentou a mesma quantidade que havia aumentado no período entre janeiro de 2011 a dezembro de 2019. Ou seja, levou apenas dois anos para aumentar o mesmo volume que antes levava nove anos.

(A título de curiosidade, observe que, na crise financeira de 2008, ao contrário do senso comum, não houve nenhuma inflação monetária atípica).

Em termos percentuais, o aumento na quantidade de dólares de janeiro de 2020 até hoje foi de 42%. Em apenas dois anos. Em termos práticos, isso significa que praticamente a metade de toda a quantidade dólares existentes no mundo foi criada nos últimos dois anos.

Mas piora.

Além desta inaudita impressão monetária, o governo Biden aprovou um novo auxílio emergencial que, para se colocar em perspectiva, foi maior que o PIB brasileiro: equivalente a R$ 10 trilhões, ante R$ 8 trilhões de toda a produção de bens e serviços brasileira em um ano.

Mas não parou por aí. Também, em 2021, anunciou um plano de gastos para “gerar empregos, melhorar a infraestrutura pública e combater o aquecimento global”. Custo total: US$ 2,3 trilhões. Na própria imprensa já estão dizendo que todo o pacote de estímulos custará, na verdade, US$ 4 trilhões.

E daí?

E daí que isto impactou diretamente nos preços dos alimentos e da energia.

Todo o mundo hoje está pagando mais caro na comida e nos derivados de petróleo por causa do governo americano. E do governo russo.

A relação entre commodities e dólares

Todas as commodities (de minério de ferro a petróleo, passando por aço, cobre, soja, trigo, milho, café, carne de boi, suco de laranja, açúcar) são precificadas em dólar no mercado internacional de commodities.

O valor de cada commodity, em dólares, é o mesmo para todos os países do mundo. O valor do barril de petróleo, do litro de gasolina e diesel, do quilo de soja, milho, trigo, arroz, leite, cacau, queijo etc. é o mesmo, em dólares, para EUA, Brasil, Alemanha, Japão e Sudão.

O país que exporta commodities irá exportá-las cobrando, em dólares, o valor vigente no mercado internacional. E o país que importa commodities irá importar pagando, em dólares, o valor vigente no mercado internacional.

Não há como escapar disso.

Consequentemente, se as commodities encarecem em dólares, não há mágica: todos os países serão afetados.

A população do país que importa commodities irá sofrer por ter de pagar mais caro em dólares. E a população do país exportador, por sua vez, também não será beneficiada, pois pagará o mesmo preço do resto do mundo — pelo óbvio motivo de que, se é possível vender para fora mais caro e vender para dentro mais barato, os produtores preferirão a primeira opção (você também faria isso, por mais que queira “sinalizar virtude”).

Logo, quanto mais caras estiverem estas commodities em dólares, mais caras estarão estas commodities para todas as populações do mundo.

Sem escapatória.

Um giro pela encrenca

Os gráficos a seguir mostram a evolução dos preços, em dólares, das principais commodities alimentícias e energéticas do mundo.

As causas do atual encarecimento se devem tanto à expansão monetária ocorrida entre 2020 e 2021 quanto à guerra da Rússia na Ucrânia.

FAO.png

Gráfico 2: preços dos alimentos ao redor do mundo compilados pela FAO desde a década de 1960 (linha laranja: preços nominais; linha amarela: preços corrigidos pela inflação)

diesel.png

Gráfico 3: preço do litro do óleo diesel, em dólar

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Gráfico 4: preço do litro da gasolina, em dólar

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Gráfico 5: preço do gás natural, em dólar

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Gráfico 6: preço do trigo, em dólar

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Gráfico 7: preço do milho, em dólar

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Gráfico 8: preço da soja, em dólar

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Gráfico 9: índice de commodities em grãos da Dow Jones

O que já estava sendo pressionado pela expansão monetária tornou-se ainda pior com o cenário de guerra. A Rússia, como se sabe, suspendeu a venda da fertilizantes para o mundo. Rússia, Ucrânia e Bielorrússia são os maiores fornecedores. 

Igualmente, a Rússia é o quarto maior produtor de trigo do mundo e o maior exportador. A Ucrânia é o sétimo maior produtor e está entre os quatro maiores em embarques. Juntos, os dois países respondem por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo. E ambos os países são grandes exportadores de milho para a China. E tornaram-se também grandes exportadores de óleo de soja.

O conflito afetou sobremaneira a exportação de commodities, fartas naquela região.

Para piorar, a Índia proibiu a exportação de trigo

Algo entre 50 e 60 milhões de toneladas de fertilizantes e cereais estão paradas nos portos russos e ucranianos, sem poderem ser exportados.

Como era de se esperar, os preços dos alimentos batem recorde histórico absoluto nos EUA, na Europa e no mundo. Na Argentina, metade da população já passa fome.

Nos EUA, o governo aparentemente passou a ignorar a agenda ESG e liberou o cultivo em áreas de preservação.

No front energético, a invasão da Rússia à Ucrânia apenas intensificou uma tendência que já vinha ocorrendo há anos: a oferta mundial de petróleo, que já vinha sendo artificialmente restringida pela radical agenda ambientalista ESG, ficou ainda mais restrita.

Muito antes de qualquer ameaça da Rússia à Ucrânia, este Instituto já vinha alertando como a agenda ESG estava afetando negativamente a oferta mundial de petróleo. O preço do petróleo já vinha escalando há anos, tendo sido apenas temporariamente interrompido pelos lockdowns mundiais adotados em 2020.

A invasão da Ucrânia apenas intensificou a tendência.

Atualmente, o que se sabe é que a Alemanha terá de racionar gás e combustíveis nos próximos meses. A Europa vai junto.

Também em abandono à agenda ESG, os alemães recentemente começaram a destruir uma floresta de 12 mil anos para extrair carvão.

Mais: Alemanha e Holanda irão explorar gás no Mar do Norte.

Como era de se esperar, os preços do diesel e da gasolina recentemente bateram recorde histórico absoluto nos EUA e na Europa.

Para concluir

Recentemente, Vladimir Putin disse que o grande culpado da alta inflação de preços no Ocidente é o governo americano, que imprimiu muitos dólares.

Errado ele não está — muito embora ele próprio também seja culpado, em decorrência de sua invasão da Ucrânia.

Deixando as ideologias e as paixões políticas de lado, um indivíduo minimamente sensato consegue entender que a carestia atual tem o seguinte roteiro:

1) Os lockdowns impostos pelos governos em resposta à Covid-19 levaram a um programa inaudito de expansão monetária. Os EUA lideraram o movimento. Todos os demais países do mundo tolamente copiaram (confira todos os detalhes aquiaqui e aqui). 

2) A impressão de 7 trilhões de dólares pressionou os preços das commodities, que começaram a encarecer em dólares.

3) A oferta de commodities energéticas, que já vinha sendo restringida pela agenda ESG, foi asfixiada pela guerra na Ucrânia, a qual também pressionou ainda mais as commodities alimentícias.

4) Em decorrência desta carestia, vários países passaram a banir a exportação de commodities, pressionando ainda mais os preços.

Estamos vivenciando uma aula, ao vivo e em tempo real, de como intervenções na economia — as quais começaram com “aquecimento global” e “fique em casa pela saúde” — geram consequências não-premeditadas e desastrosas.

A catástrofe é mundial. Nenhum país está blindado, e nenhum país tem como se proteger isoladamente.

Os indivíduos de baixa renda serão, é claro, os mais afetados pelas “elites bem-pensantes” que implantaram isso tudo.

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Leia também:

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É sempre interessante constatar como algumas pessoas se recusam a aceitar o sistema de preços

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134 comentários em “Preços dos alimentos e dos combustíveis batem recorde histórico ao redor do mundo. Eis os culpados”

  1. Artigo crucial. Informações essenciais. Acaba de uma vez por todas com toda a politicagem do debate atual no Brasil.

    Candidato a presidente que vier com papinho fácil prometendo soluções simples e rápidas terá de apontar como fará para resolver isso.

    Deveria ser deixado no topo da página até o fim do ano.

  2. Não comungo da idéia, absolutamente. Mas diria um isolacionista após ler este artigo “melhor pagar mais caro na gasolina e no pão, que está enterrado e não poder pagar nem caro, nem barato em qualquer coisa”.

  3. Programa do governo do ex-presidiário apresentado hoje:

    1) Fim do Teto de Gastos.

    2) Revogação da Reforma Trabalhista.

    3) Legalização do Aborto.

    4) Expansão de cotas.

    5) Mais impostos para “ricos”.

    6) Controle de preços.

    7) Estado como “indutor e coordenador da economia”.

    8) Fim das privatizações e criação de estatais.

    9) Bancos públicos como principais agentes de crédito.

    10) Redução de emissões e transição energética.

    11) Política externa “sul-sul”, globalismo.

    12) Combate à corrupção. (Risos)

    13) Regulação da mídia e combate às “fake news” e ao “ódio”.

  4. Hoje quase ninguém se lembra, mas no primeiro semestre de 2008 também houve uma explosão mundial nos preços dos alimentos.

    E a causa era mesma: o dólar estava mundialmente fraco (em decorrência de anos da guerra no Iraque e da bolha imobiliária).

    A "sorte” é que, logo em julho, começou a crise financeira mundial, a recessão pegou o planeta inteiro, o dólar se fortaleceu, e os preços das commodities desabaram (o petróleo mergulhou de US$ 120 para menos de US$ 30 em poucos meses).

    Ou seja, o tempo passa, as causas pouco mudam.

  5. “Consequentemente, se as commodities encarecem em dólares, não há mágica: todos os países serão afetados.

    A população do país que importa commodities irá sofrer por ter de pagar mais caro em dólares. E a população do país exportador, por sua vez, também não será beneficiada, pois pagará o mesmo preço do resto do mundo — pelo óbvio motivo de que, se é possível vender para fora mais caro e vender para dentro mais barato, os produtores preferirão a primeira opção (você também faria isso, por mais que queira “sinalizar virtude”).

    Logo, quanto mais caras estiverem estas commodities em dólares, mais caras estarão estas commodities para todas as populações do mundo.

    Sem escapatória.”

    Apesar disso, o Brasil conseguiu se dar bem com isso nos anos 2000 (2003-2011), porque naquela época o real estava em valorização mundial.

    Para ser justo, essa farra monetária começou ainda no governo Trump (assim como esses auxílios), agora o Biden quer continuar e intensificar, lembrando bem o Franklin Delano Roosevelt.

    “Muito antes de qualquer ameaça da Rússia à Ucrânia, este Instituto já vinha alertando como a agenda ESG estava afetando negativamente a oferta mundial de petróleo. O preço do petróleo já vinha escalando há anos, tendo sido apenas temporariamente interrompido pelos lockdowns mundiais adotados em 2020.”

    Sim, estava em subida, mas após 2014 o preço do petróleo caiu e, até o fim de 2019, pode-se dizer que ele caiu consideravelmente ante os anos de, por exemplo, 2008 e 2011. O caso do gás natural é parecido, tanto que essa queda no gás após 2014 afetou bastante as reservas internacionais bolivianas.

    De todo modo, um ótimo artigo. Estamos num cenário de guerra mundial praticamente.

    Diante disso, a solução seria adotar algo como ouro ou Bitcoin como moeda internacional de troca (embora eu sei que isso não irá acontecer). Alguém sabe se é possível converter o preço do petróleo em Bitcoin e/ou ouro? Tentei no Trading View e não consegui.

    Agora, relacionado à escassez, temos o caso francês.

    A França está com escassez aguda de sementes de mostarda nos supermercados. O fenômeno é global, mas está grave para o país da forte culinária.

    Vi menções ao fato de o Canadá ter restringido as exportações da semente (mas não achei nenhuma fonte comprovando isso) mas, de todo modo, com a seca em 2021, houve uma forte queda na produção.

    O outro motivo sabido é que a Rússia e a Ucrânia são as principais exportadoras do produto e, com as sanções e restrições, a oferta mundial despencou.

    Todavia, vendo o relatório da OEC sobre os maiores exportadores da semente para a França, constam: Alemanha e Uruguai. Então o Canadá ocupa uma parcela pequena, só se em 2021 e em 2022 os parceiros comerciais se alteraram em participação.

    O último motivo, esse é interessante: o governo francês começou a banir pesticidas à partir de 2016 (embora eu tenha encontrado muitas informações confusas e difusas; achei essa e essa, tendo banido mais e mais pesticidas. Pelo que vi, alguns tipos de pesticidas estavam prejudicando as abelhas (não sei ao certo se é verídico, já que eu lembro da fraudulenta tese de que o DDT era destrutivo ao meio ambiente) e essa é uma das alegações. É até difícil de filtrar, porque tem muita propaganda ambientalista. E mesmo assim: se está havendo um extermínio de abelhas e estas polinizam muitos vegetais, no mínimo os preços desses vegetais deveriam explodir por causa disso, afinal a produção caiu abruptamente, inclusive os preços do mel e demais derivados feitos por abelhas. Agora, se está prejudicando os apicultores, é um problema de direitos de propriedade. O que a justiça resolveu sobre isso?

    Quem souber de fontes boas sobre, eu agradecerei.

  6. Estado máximo, cidadão mínimo.

    Ontem assisti o video dessa moça que mora na Noruega. Mesma coisa. Alta de preços generalizada. Nos comentários, uma outra moça que vive na Alemanha disse que o país enfrenta a maior alta de preços dos últimos quarenta anos.

  7. Artigo de utilidade pública. Esses gráficos, por si sós, já desmontam completamante a narrativa da mídia e da militância anti-Bolsonaro (hoje ambos são a mesma coisa).

  8. Aproveitando o tema, viram o gambito monstro que o Bozo deu hoje nos governadores na questão do ICMS?

    Resumo:

    Se governadores baixarem ICMS para 17%, governo federal propõe transferir recursos para todo corte de impostos feitos abaixo disto.

    Se zerarem do diesel, governo federal paga os 17%.

    E o governo federal ainda se dispôs a zerar PIS, COFINS e CIDE da gasolina e do etanol.

    Será o maior corte de impostos em relação ao PIB que o mundo já viu. E será bancado com outorga da Eletrobras e receitas extraordinárias.

    Já tem "liberau” no Twitter criticando redução de impostos!

    E a imprensa ficou em pânico, pois não tem onde bater e nem o que criticar. Se isso passar, um abraço. Lula fica de quarentena por mais cinco anos.

  9. Estado máximo, cidadão mínimo.

    “E a imprensa ficou em pânico, pois não tem onde bater e nem o que criticar.”

    Mas vão bater e criticar. Vão tentar achar alguma brecha na LRF ou na LDO e LOA deste ano. Vão acusar o bozo de estar dando pedaladas fiscais. Que o dinheiro que deixará de ser arrecadado com impostos vai deixar as criancinhas sem merenda nas escolas e os professores sem giz para usar na lousa.

  10. Portos brasileiros estão lotados de fertilizantes.

    Fertilizers Piling Up at Brazil Ports Signal Further Price Drop

    http://www.bloomberg.com/news/articles/2022-06-07/fertilizers-piling-up-at-brazil-ports-signal-further-price-drop

    Preços de fertilizantes estão caindo nos portos brasileiros – chegou MUITO nas últimas semanas, após acordo do Bozo com a Rússia.

    Sobra fertilizantes no Brasil, enquanto o mundo procura e paga CARO.

    Já sabem: em outubro, é Bozo ou Barbárie.

  11. O Ocidente nunca esteve tão mal representado como agora com o bidê no “comando” daquele país que outrora teve orgulho de ser chamado Estados Unidos da América.

    Seria melhor para o mundo e até para os próprios americanos se surgisse outra superpotência ocidental com moeda forte para liderar.

    A União Européia, sozinha, não tem força suficiente para isso mas acredito que a União CANZUK poderá ter os atributos necessários para substituir os Estados Unidos.

    Mas para isso essa União de países não pode ficar só com 4 integrantes (UK, Canadá, Austrália e Nova Zelândia). Devem buscar o integração com a Índia e outros países do Sul e Sudeste Asiático e mesmo algumas nações africanas. Seria como um império britânico 2.0 mas com administração descentralizada desta vez, cada país administrando e cuidando da sua região mas permanecendo unidos com interesses comuns na economia, sociedade, religião e política.

    E o mais importante: lançar outra moeda forte, atrelada em commodities, para regular a economia mundial. Está na hora do dólar desaparecer da cesta de moedas internacional e ser substituído por outra moeda que seja sólida e atrelada ao ouro + uma variedade de commodities valiosas que é o que realmente move a economia mundial.

    Se alguém aqui achar que a CANZUK é bobagem, visitem o canal da União lá no YouTube, o nome do canal é Canzuk International. Eles noticiam lá os encontros entre os líderes dos países para formar acordos comuns, é uma realidade e já está acontecendo, embora que lentamente mas é inevitável esse novo bloco.

    E espero que substituam os Estados Unidos para liderar o mundo livre, pelo menos na área da economia.

  12. Não é verdade. Japão esta com inflação de preços ainda relativamente comportado. Suíça. Austrália esta maior, mas ainda em 4%.

    A Bolivia aqui na America do sul. Incríveis 0,8% de acumulado. Se fosse apenas choque global , então dificilmente haveria esses exemplos.

    Muitos países tiveram bancos centrais que erraram. É verdade que se até países historicamente comportados erraram isso diminui um pouco a culpa. Pórem. Não exime ou permite que simplesmente diga que era inevitável quando existe países latinos com menos inflação, e alguns com ela bem baixas como a Bolívia.

    E tambem, no caso Brasileiro, o Real ja era uma das piores moedas do mundo antes da pandemia.

    Uma boa parte do dano era evitável, e quem sabe, deixar mais fácil uma reeleição

  13. O BC simplesmente parou de imprimir dinheiro faz um bom tempo. Se continuar assim aposto no real em 4 reais até o fim do ano. Quem mais?

    i.ibb.co/9GqYHCd/impressao-monetaria.png

  14. Ex-microempresario

    Já tinha visto acontecer exatamente igual em outros sites. Tinha uma vaga esperança de que esse aqui escaparia. Mas não escapou e o roteiro é exatamente o mesmo:

    14:00 “Veja bem, não estou dizendo que o Bolsonaro é perfeito, mas no momento é o que temos…”

    14:10 “Veja bem, não é hora de criticar o Bolsonaro, claro que ele tem suas falhas, mas o importante é a eleição…”

    14:15: “Olha, criticam o Bolsonaro mas esquecem que ele tem todo mundo contra ele, ninguém foi tão atacado assim antes…”

    14:25 “Claro que existem problemas, mas não podemos esquecer que tivemos a maior pandemia da história da humanidade…”

    14:35 “Inflação é problema mundial, não tem nada a ver com os poucos bilhões que o Campos Neto fabricou.”

    14:45 “O Bolsonaro está fazendo o melhor governo da história, mas isso a grande imprensa não fala…”

    14:55: “Mises? Que Mises? Aqui é Bolsonaro, porra!”

    14:57 (babando pelos cantos da boca): “Tem comunista babaca por aqui que não idolatra o mito como deveria. Tem que matar todos eles!”

  15. Eu acho que uma boa alternativa seria o governo comprar muito arroz (ou outro alimento durável e estocável) quando o preço estivesse baixo, para depois distribuir quando estivesse alto. Seria bom para os pobres, que não passariam fome e que não ficariam dependendo da boa vontade do livre-mercado.

  16. DXY passou recentemente de 104 pontos.

    Notório ver que o real brasileiro mostrou mais volatilidade nesses últimos dp que moedas como: peso mexicano, rúpia indiana, peso chileno e sol peruano. Peso uruguaio e guarani paraguaio (não saíram dados mais atuais deles) se valorizaram em simultâneo ao DXY.

  17. O fica em casa e a economia vê depois encabeçada pelo Dória, demais governadores e consórcio de imprensa são os grandes culpados além é claro desta famigerada guerra.

  18. “Supermercados propõem isenção de imposto na cesta básica”

    Essa fala do Bolsonaro sobre lucro de supermercado (falou também em 2021, se não me engano) é uma das coisas mais idiotas que já vi nesse ano.

    E essa sugestão do Paulo Guedes de não aumentar preços por um tempo é uma outra bizarrice. Ministro nenhum tem que falar nada sobre isso, pois é uma posição de poder. Nem presidente. Palavras têm poder. A carestia alimentar brasileira está aqui desde 2020 e a culpa é do Paulo Guedes de ter defendido moeda fraca e do Roberto Campos Neto em ter aplicado uma política ultrakeynesiana.

    Claro, daqui a pouco eles vão falar que não vão tabelar (e eu acho que não vão mesmo), então era melhor eles terem ficado quietos desde o início. Será que é só cortina de fumaça?

    Eu vi o post da Renata Barreto e, apesar de ela ser economia mainstream, acertou na análise. Essa proposta de reduzir o ICMS é ótima, mas provavelmente um possível impacto fiscal deve ter assustado os mercados (por causa dessa compensação), embora possa ser apenas um ruído. Melhor abolirem aquele artigo da LRF que fica com essas compensações orçamentárias e que restringem os cortes de impostos. Foi provavelmente baseado no FMI, já que eles sempre querem ajustes fiscais baseados em aumento de impostos (como estão fazendo no Equador).

    Sigam a sugestão dos supermercados: cortar impostos sobre cesta básica, uma coisa aberrante e que só poderia sair de países com carga tributária titânica como o Brasil.

  19. Alguém aqui consegue prever as possíveis consequências da atual política monetária dos EUA?

    Os EUA possuem uma dívida de mais de 30 trilhões de dólares e a taxa básica de juros deles funciona através de pagamentos que podem gerar déficit fiscal. O que quero dizer é que se tornou impossível para eles terem taxas de 10% por exemplo. O Tesouro Americano precisaria pagar esses juros sobre as reservas em excesso dos bancos e esses pagamentos tornariam inviável o a execução do orçamento. Caso eles precisem de juros maiores do que realmente podem pagar o que aconteceria nesse cenário? Afinal a inflação por lá não parece ser de fácil controle.

  20. Texto muito bom, mas não resolve o problema que o Thanos já previa: os recursos são finitos, a quantidade de pessoas não para de crescer, e aí, como fica? São cada vez mais bocas para alimentar e menos comida (que é desperdiçada) e terras. A conta não fecha. Como os ”brilhantes” economistas austríacos resolvem essa?

  21. Sabendo que a Índia impôs banimento de exportações do trigo (algo que nem o Lula fez), o que poderemos esperar?

    Temos um artigo de opinião sobre. O que acham?

    Sabendo que o lobby mercantilista é forte no mundo inteiro, tenho minhas dúvidas se esses controles irão durar. Na Indonésia já desistiram.

    PS: Nahendra Modi mais uma vez se mostrando estatista.

  22. Não vai falar dos 3 trilhões da Igreja Católica e mexer com a mesma para mudar o estado?

    Sem contar no mais-valia.

    Não liga, não. Eu sou um merda.

    [X] Avise-me por email sobre novos comentários enviados neste artigo.

    Não precisa me avisar!

  23. Com o aperto monetário mais forte aqui no Brasil e com o Banco Central sinalizando que esses juros altos irão permanecer por mais tempo do que o previsto, deveremos ter recessão, embora não dá para saber quando.

    Vai ser uma forte contração monetária, mais do que a contração vista nos anos 2014-2015.

  24. Achei ótimo o artigo. Entretanto, apesar da análise significativa do ponto de vista econômico e as conclusões que foram apresentadas pelo autor, que muito ajudam no atual momento do mundo, senti falta de planos de ações que solucionassem o problema. Pontos de ação que poderiam evitar isso.

    Parabéns

  25. “Consequentemente, se as commodities encarecem em dólares, não há mágica: todos os países serão afetados.”

    Isso vem me incomodando faz algum tempo, pois já vi essa alegação em outros artigos. Se o dólar se desvaloriza, moedas mais estáveis, como por exemplo o franco suiíço, não manteriam o seu poder de compra?

    Digo, a demanda (dinheiro) dos americanos aumentou, mas a oferta (produto) continua o mesmo, por isso eles perdem poder de compra nos EUA. Logo, isso não causaria apenas uma desvalorização do cambio americano? Ignorando o “flight to quality” para o dólar que ocorre em momentos de crise, que protege o câmbio americano até certo ponto.

    É difícil expressar em palavras, mas se o dólar se desvalorizou em relação aos commodities por conta da impressão monetária (aumento da demanda), isso não deveria significar desvalorização em relação a outras moedas também? Seguindo por essa lógica, as outras não seriam afetadas pela inflação dos EUA.

    Para exemplificar, vou mudar moeda forte para ouro.

    Imagine que os EUA compram um barril de petróleo por, supostamente, 100 USD, e eu por 1 onça de ouro.

    Se os EUA aumentam sua oferta de dólar e o barril vai pra 130 USD, eu ainda compraria o barril por 1 onça. Isso porque houve aumento na quantidade (oferta) de dólar, mas a quantidade (oferta) de ouro e petróleo no mercado continua a mesmo, mantendo a paridade.

    Agora, troque ouro por qualquer outra coisa, ferro, aço, franco suíço, real.

    Outros artigos do instituto alegaram que esse era inclusive o motivo do crescimento do poder de compra brasileiro nos anos 2000, pois o dólar se depreciou fortemente graças a guerra ao Iraque, o que fez parecer que o real não se depreciou tanto. Mas ainda fico em dúvida sobre isso.

    O resto do artigo a parte, eu tenho minhas dúvidas sobre esse argumento de “preços estão em dólares + depreciação do dólar = todo mundo sofre junto”.

    Na minha concepção, houve aumento nos preços do mundo inteiro pois o mundo em geral imprimiu moeda, não graças a impressão dos EUA em específico. Inclusive, me pergunto se houve algum país que não aumentou consideravelmente sua oferta monetária durante a pandemia, pois este teoricamente não deveria estar sofrendo tanto com o aumento dos preços hoje.

    Mas se alguém possuir uma explicação prática para a afirmação de que a desvalorização do dólar corrói o poder de compra das demais moedas, eu honestamente gostaria de ouvir.

    Ademais, obrigado pelo conteúdo e discussão disponibilizados pelo artigo e pelo site.

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