Um cataclismo econômico foi desencadeado no mundo por políticos e burocratas ocidentais.
Inacreditavelmente, a atividade econômica no Ocidente colapsou. Populações inteiras foram submetidas a algo semelhante a uma ordem de prisão domiciliar, ficando confinadas em suas casas por semanas, se não meses. Como resultado, milhões tiveram suas vidas completamente alteradas. A maioria dos empresários e trabalhadores autônomos teve seus meios de subsistência comprometidos.
A economia da UE pode encolher mais de 7%, de acordo com a sempre otimista Comissão Europeia. Na crise de 2009, ela encolheu 4,5%. Já o Banco da Inglaterra fala em 14%. Números semelhantes foram previstos para os EUA, cuja economia já perdeu mais de 20 milhões de empregos em um mês.
A devastação econômica imposta sobre as economias ocidentais pelos governos terá consequências por muitos anos vindouros. Ela irá inevitavelmente diminuir a qualidade de vida dos cidadãos por um longo tempo, comprovadamente afetando sua saúde.
É importante entender que esse desastre não é o resultado da pandemia de coronavírus, que é um problema de saúde pública, mas sim da maneira como políticos exaltados e funcionários públicos “excessivamente zelosos” (para dizer o mínimo) reagiram à pandemia. Um número crescente de pesquisadores e profissionais de saúde já afirma abertamente que o número total de casos é muito maior do que se pensava anteriormente, o que significa que o COVID-19 é muito menos mortal do que insistem a mídia e especialistas do governo.
Se tais pessoas estiveram corretas, essas taxas de letalidade revisadas colocam as mortes por COVID-19 em muitos locais em uma taxa semelhante à da gripe, que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos ao redor do mundo, sem provocar nenhuma grande reação política.
Tudo isso nos leva à inevitável pergunta: por que essas extremadas e desproporcionais reações ao vírus por parte dos políticos ocidentais, aniquilando suas economias e reduzindo severamente as fundamentais liberdades individuais de milhões de cidadãos?
Obviamente, entre os políticos, há a tradicional incompetência e a total propensão a aderirem ao comportamento de manada. Isso é comum entre praticamente todos os políticos de todos os países. Mas existem outras razões para esse comportamento desastroso e irresponsável. Eis algumas.
Cinco razões para o autoritarismo
Em primeiro lugar, políticos geralmente têm pouco entendimento de como os mercados funcionam. Na esmagadora maioria das vezes, não entendem absolutamente nada de economia.
A maioria dos políticos nunca trabalhou no setor privado ou estudou economia de mercado. Conhecem apenas macetes da engrenagem do setor público e artimanhas sobre como ascender e se dar bem na máquina estatal. Não entendem a complexidade dos mercados e tampouco têm apreço pela maneira como eles tornam possível nosso alto padrão de vida. Essa complexidade inclui um número insondável de transações diárias, inúmeras relações comerciais e uma adaptação sem fim às condições circundantes. Eles realmente não fazem ideia de como tudo isso funciona.
A lógica da política, ademais, determina que os políticos não podem ser vistos como “não fazendo nada”. Políticos sempre têm de aparentar “estar fazendo alguma coisa”, principalmente quando há uma mídia obcecada exigindo que eles façam alguma coisa (mais sobre isso abaixo). Político que não faz nada no meio de algo que é rotulado como “crise” enterrou sua carreira, ainda que tal inação possa ser exatamente a coisa certa a ser feita tendo em vista o longo prazo.
Isso não é novo; sempre foi uma característica típica de políticos e burocratas. As reações políticas à pandemia de coronavírus confirmaram dramaticamente essa verdade mais uma vez.
Em segundo lugar, e isso é corolário do que foi dito acima, políticos naturalmente fazem cálculos políticos. Por só pensarem em reeleição (ou em novos cargos na máquina pública), eles não querem ser responsabilizados por qualquer coisa que “dê errado”. Em uma crise, eles sempre preferem agir a não agir – isto é, mostrar que ao menos fizeram alguma coisa. Consequentemente, acreditam que não poderão ser acusados de ociosidade, negligência, miopia ou insensibilidade.
Por mais deletérias que sejam suas ações, os políticos geralmente não são responsabilizados, e então podem apresentar-se como tendo sido heroicamente firmes em tempos perigosos, agindo com resoluta força e determinação. As políticas econômicas catastróficas dos presidentes Hoover e Roosevelt durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial são um exemplo disso.
Terceiro, os políticos às vezes confiam demais em cientistas, que geralmente não têm — e não são obrigados a ter — treinamento em questões sociais. De maneira ainda mais intensa que políticos, os cientistas costumam ter grande dificuldade em compreender o conceito de ordem espontânea do mercado, o que não é surpreendente, uma vez que são seguidores do rigoroso processo científico. As propostas econômicas francamente embaraçosas de Albert Einstein são um exemplo famoso.
Ao passo que o político ao menos tem total consciência dos sutis tons de cinza na formulação de políticas e do fino equilíbrio entre satisfazer várias partes interessadas, o cientista geralmente tem boas intenções, mas vê o mundo em preto e branco.
Assim, se for perguntado a um cientista como parar a propagação de uma pandemia, ele provavelmente responderá que a melhor e mais eficiente maneira é ordenando o confinamento estrito de toda a população em suas casas por semanas. É isso que o influente “Conseil Scientifique” da França recomendou, e pode muito bem ser verdade de um ponto de vista puramente científico (embora isso agora tenha se tornado totalmente debatível).
O problema surge quando políticos seguem entusiasticamente essas opiniões sem considerá-las à luz de suas consequências políticas e econômicas.
As duas primeiras razões mencionadas acima podem explicar por que os políticos tendem a depositar confiança excessiva nos cientistas: políticos não estão familiarizados o suficiente com a economia de mercado para compreender completamente as consequências de agir com base em pareceres puramente científicos, e pode ser do seu interesse agir com base em tais conselhos, já que fazer algo – qualquer coisa – é fundamental.
Uma quarta razão pela qual os políticos agiram de forma tão imprudente para combater a disseminação do COVID-19 é certamente a pressão política sob a qual estão sujeitos. Em tempos de (presumível) crise, um eleitorado inconsciente e politicamente sem instrução se volta a eles em busca de orientação, ou até em busca de ordens para seguir.
Mas a pressão vem não apenas do povo, o que talvez seja normal em uma democracia, mas também de políticos estrangeiros. Nenhum líder quer ser superado por seus colegas estrangeiros e ser visto como tendo o plano mais fraco para enfrentar a crise. Nesse caso, Boris Johnson, do Reino Unido, reverteu suas políticas, e Stefan Löfvén, da Suécia, vem dando indicações de que irá ceder a algumas pressões externa (embora ainda não o tenha feito, o que é extraordinário).
Mas a pressão mais forte sobre os governos provavelmente vem da mídia, especialmente, nos tempos atuais, da onipresente internet e suas redes sociais. Os políticos agora são constantemente examinados, investigados e responsabilizados, algo que não ocorria com a geração anterior. Escrutinar políticos é essencial, mas sempre há o risco de desdobramentos anti-liberdade.
Além disso, a mídia convencional, voltada para as massas, é propensa a dramatizar e exagerar eventos, pois isso contribui para mais audiência. Mas também porque os jornalistas não são virologistas. A grande mídia geralmente tende simplificar os fatos e interpretá-los erroneamente, de maneira propositada ou não. Um exemplo disso é a taxa de mortalidade do COVID-19, que é constantemente relatada como muito maior do que é, pois apenas casos declarados são usados (a chamada taxa de mortalidade de casos).
De maneira mais geral, a atitude predominante da mídia é que absolutamente tudo deve ser feito para salvar uma pequena minoria de toda a população, mesmo que isso custe um futuro sofrimento econômico para centenas de milhões de pessoas.
Este é o clássico dilema socialista e intervencionista: até onde isso vai? Onde tudo isso pára? Em um mundo de recursos escassos, quanto dinheiro do pagador de impostos o estado deve gastar para tentar salvar uma vida (e prejudicar centenas de milhões de outras)?
Por último, é necessário ter uma explicação mais sombria e cínica para a reação política à pandemia: o poder em tempos de crise.
O estado nunca perde a chance de aumentar seu poder. As crises são consideradas grandes oportunidades políticas e, portanto, têm sido usadas inúmeras vezes na história pelos governantes. Este foi o caso durante e após a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, bem como após o 11 de setembro, com a aprovação no Congresso da Lei PATRIOT. Mas isso também se aplica a crises menores, como o pânico atual. Os pacotes de estímulo econômico que estão sendo propostos agora beneficiarão novamente os banqueiros corporativistas, como aconteceu durante a crise financeira.
Para concluir
O fato de a maioria dos governos ocidentais ter decidido imitar a ditadura chinesa ao impor um severo bloqueio da sociedade deve ser um alerta para as almas inocentes que ainda acreditam, mesmo após o julgamento de Julian Assange, que o Ocidente ainda protege a liberdade individual.
Uma perigosa e assustadora escalada do poder político pode estar a caminho em um sistema econômico já frágil. As consequências políticas do confinamento generalizado de milhões de pessoas terão consequências duradouras no equilíbrio de poder entre estado e sociedade.
Embora a ordem “democrática liberal” ocidental nunca tenha realmente existido, exceto no nome, é claro que agora foi dado um passo decisivo em direção oposta a ela.
Essa crise econômica, desencadeada por políticos, também poderia levar, esperançosamente, a um entendimento mais claro da população de que mudanças constitucionais são necessárias em muitos países, a fim de limitar os poderes estatais em todos os cantos do globo. Esperemos que esta seja a lição aprendida pelos milhões confinados em suas casas, presos pela vontade arbitrária do estado.
Já compartilhei no grupo do Zap.
Como vocês acham que será o controle de danos da mídia quando perceberem que o vírus chinês mata menos do que a GRIPE mata anualmente?
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/06/20/interna_ciencia_saude,689636/gripe-mata-mais-de-650-mil-pessoas-por-ano-por-falta-de-prevencao.shtml
Políticos fizeram exatamente aquilo que eles próprios se julgam empoderados para fazer. Enquanto o povo lhes der mandato e carta branca, a tendência é só ir piorando. Ainda mais agora que perceberam que não só não há qualquer resistência ao autoritarismo, como, ao contrário, a mídia e a elite apoiam.
Anotem aí que estou falando: Suécia, Taiwan, Coreia do Sul e Cingapura e alguns outros países que fugiram da histeria irão se recuperar rapidamente. Especialmente porque são economias relativamente livres. E por que não o Japão? Japão está estagnado há anos e pode agora se tornar um caso inédito no mundo. São todos também países com moeda forte, inclusive a Coreia do Sul com os seus wones. Só o primeiro-ministro japonês começar a parar com keynesianismo e esses estímulos malucos, que a economia cresce por gravidade (o japonês médio tende a ser muito mais servil ao estado, muito mais do que um brasileiro médio). Se faltar mão de obra devido aos problemas demográficos, que se importe mão de obra então. Já tem uma boa moeda, boa infraestrutura e uma população ainda com alguma produtividade. O governo não precisa entrar em pânico para atrair investimentos estrangeiros, pois os estrangeiros já sabem que o governo local pagou até as dívidas emitidas durante a Segunda Guerra Mundial, sem chance de calote.
Países porcarias como o Brasil irão demorar anos. Nem recuperamos direito do ciclo econômico da Dilma. Grau de investimento até hoje não foi recuperado (e o México vai continuar atraindo mais gente do que aqui, pelo menos no carry trade). Agora, quem souber de algum caso na América Latina, de algum país que tomou um caminho diferente, ficarei agradecido. No Equador pelo jeito está um caos.
EUA provavelmente passarão por algo pior do que foi em 2009, mas em algum momento irão conseguir se recuperar, porque além de haver federações com autonomia (ainda), o benefício de uma moeda forte e uma economia com alguma liberdade econômica ainda irão trazer benefícios.
Sorte do dia: pelo menos ainda estamos vendo alguns setores com deflação de preços. Os desenvolvimentistas, muito preocupados com os pobres, devem estar histéricos.
Mais deprimente, embora eu não fique surpreso (não deve ter mudado nada pelo menos desde a Roma Antiga), é ainda ficar vendo um monte de gente defendendo isso.
No começo eu até tendi a ter uma posição meio “em cima do muro” com as restrições ao comércio, mas então eu acordei para a realidade, e vi que não é bem o que estavam falando. Mas tem muita gente ainda espalhando o pânico, inclusive pessoas que eu achei que defendessem incondicionalmente a economia de mercado.
Tempos ruins para a liberdade, e também para a ciência, que se perde com esses modelos matemáticos que lembram muito aquela histeria dos modelos tentando prever o aumento da temperatura global com a ação humana. Bom, acho que a expressão “responsabilidade individual” nunca fez parte da história do Brasil.
A taxa de mortalidade pode ser baixa, mas a taxa de transmissão é muito rápida e assim muitas pessoas precisam de UTIs de maneira muito abrupta. Mas o que os governos fariam quando estivessem diante dessa situação? Deixar os doentes sem UTI ou preservar a população em casa ?
Att, Alerj
Mas pessoal, calma lá, os fatos sobre esse vírus ainda estão muito obscuros. Até concordo que não parece ser um vírus devastador, mas ele parece ser muito mais forte que a gripe sim. Se não, como explicar mais que o dobro de mortes que tiveram no Amazonas quando comparamos os registros de óbitos em cartório do mês de Abril entre 2019 vs 2020? Comparem aqui: transparencia.registrocivil.org.br/registros
E se o Amazonas não tivesse feito o isolamento social, será que não teriam o triplo de mortes então?
Aproveitando a deixa, os Coronolovers têm de explicar essa aqui. Manipulação?
Apesar do Covid-19, Brasil registra menos mortes comparado ao mesmo período de 2019
Números não mentem. O Portal de Transparência dos cartórios brasileiros registrou 166.657 óbitos entre 01/03 a 03/05 de 2020. No mesmo período de 2019 foram 188.640 falecimentos. Ou seja, ano passado tivemos 22 mil óbitos a mais!
Mas, afinal, o que está ocorrendo?
Pessoal, onde encontro aqui no IMB aquele comentário ou artigo/ gráfico que demonstra que, no Brasil, os períodos de maior crescimento econômico foram as épocas que o cambio estava mais valorizado? Preciso mostrar isso para amigo keynesiano
Anotem: agora que a PEC do orçamento de guerra foi aprovada, o déficit vai explodir e haverá impressão de dinheiro que será injetado semi-diretamente na economia. Ouro e fundos cambiais são o futuro.
Eis o modelo de liberdade da Suécia, que se você mencionar por aqui vai ter que se ver com a patrulha viral, babando de ódio e te chamando de assassino.
Reportagem da TV espanhola sobre a Suécia, onde a vida segue absolutamente normal:
O governador do RJ, Adolf Witzel, disse que vai decretar lockdown total. Você vai ter que pedir a ele para ir à farmácia. Não há base científica no mundo atestando a eficácia disso – Nova York acaba de anunciar que não está evitando o contágio. VOCÊS VÃO ENTREGAR A SUA LIBERDADE DE GRAÇA?
Você estará sujeito à REPRESSÃO POLICIAL se sair de casa sem autorização. As novas medidas vão exorbitar o isolamento (mesmo sem eficácia comprovada) p/um ESTADO DE EXCEÇÃO de direitos. Onde estão os DEFENSORES DA LIBERDADE? Isso está acontecendo AGORA (e ninguém sabe como acaba).
Os níveis de isolamento estão em discussão no mundo todo, Nova York atestou contágio predominante em casa e a eficácia do lockdown total não é conclusiva nem p/a OMS. Se governantes brasileiros insistirem com medidas ditatoriais sem base científica vão semear uma revolta popular.
Então fica em casa recebendo ordens do seu ditador local.
Essa ideia da ação dos políticos aurointeressados remete às teorias escritas a partir dos anos 1950 por Anthony Downs. Como melhor argumentariam depois Gordon Tullock e James Buchanan, não podemos ver nestes homens um altruísmo e uma vontade de agir em prol da população, já que a política é uma arena de disputas de indivíduos buscando unicamente o melhor para si. Ou seja, muitos ainda veem a política cheia de romance, quase com conteúdo idêntico àqueles filmes da Sessão da Tarde, e geralmente são os acadêmicos (cientistas) que têm maior propensão em fazê-lo, em vez de procurar analisá-la sob uma ótica realista. Esses lockdowns escancararam essa dinâmica autointeressada dos políticos, ao demonstrar que, ao se colocarem como os grandes responsáveis pela salvação pública, ao realizar uma medida burra ao extremo, buscavam se investir de uma ideia de heroísmo, mesmo evidente que essas determinações não passavam de ideias às cegas e completamente baseadas em passeios aleatórios, as quais mal eles sabem o que representam e onde vão chegar.
Eu acho que está havendo uma radicalização no posicionamento do site. Já conheço um punhado de gente que contraiu a doença e a coisa não fácil não.
Além do mais, muitos economistas de linhagem liberal e suas matizes estão defendendo medidas de distanciamento social. Gente como Arminio Fraga, Alexandre Schwartzman, Hélio Beltrão, Mônica de Bolle e Leandro Roque estão todos em grau concordando que não dá pra voltar à vida como antes
E os juros la embaixo…..
Querer que políticos entendam de economia é exigir demais deles. Nos dias de hoje, nem economistas entendem de economia. Se entendessem, ninguém levaria Keynes a sério.
Quanto ao ouro, quão seguro seria entrar em fundos vinculado ao ouro? As chances de no futuro alguém entrar no governo e começar a colocar dificuldades para esses fundos existirem ou darem retornos para quem esta la investindo, acredito que sejam altas (vide argentina e outros países). Eles vão ferrar a moeda e no fim não vão aceitar que as pessoas busquem alternativas, o resultado eh sempre este, o monopólio e a coerção estatal sempre ganham.
Hoje nos temos essa opção, mas e no futuro? Ouro físico seria a solução?
Saiu o PIB do primeiro trimestre da Suécia: caiu 1.2% (taxa anualizada), contra 4.8% dos Estados Unidos e 14.4% da União Europeia. A Suécia não fez lockdown.
Quero só ver onde o establishment irá enfiar a cara quando perceberem que o número de mortes em 2020 foram as mesmas de 2019.
Fico feliz que o Instituto Mises Brasil está tendo uma postura diferente dos pseudo liberais que estão na política, como o MBL e boa parte do partido NOVO (que pra mim virou o “novo” PSDB, além de quase todos do partido votarem a favor do Plano Mansueto).
Fico incrédulo quando vejo certos governadores adotarem medidas que vão de encontro com as liberdades individuais dos cidadãos enquanto boa parte das pessoas que se dizem “liberais” ficam calados ou, o pior, endossam essas condutas autoritárias.
Eu concordo com tudo que foi exposto, mas fiquei com uma dúvida. Sem ironia nenhuma pessoal, eu realmente não consegui chegar à uma resposta para o quadro abaixo.
Se levarmos em consideração que a taxa de mortalidade do covid é baixa, comparável à de outros vírus, mas que a transmissão é muito mais fácil e que o sistema hospitalar está com dificuldade de atender os pacientes mais graves por excesso de demanda em um período pequeno de tempo, como conseguiríamos ao mesmo tempo garantir o funcionamento de tudo e a liberdade individual e a possível incapacidade de dar tratamento aos infectados?
Off-Topic:
Steve Forbes: Para medidas econômicas pós-pandemia, menos pode ser mais
“A pergunta é o que deverá ser feito quando a crise do coronavírus abrandar e a empolgação com as iniciativas de resgate de Washington acabar.”
“Para obter respostas, deveríamos – mas não vamos – prestar atenção a algumas das principais lições da depressão de 1920-1921. Após a Primeira Guerra Mundial, os EUA passaram por um forte surto inflacionário. Mas a bolha estourou, sobretudo porque o Fed elevou acentuadamente as taxas de juros. A economia entrou em colapso e o desemprego saltou para 20%.
Como o governo federal reagiu? Conforme relatado na história definitiva daquela contração, escrita por James Grant, The Forgotten Depression – 1921: The Crash that Cured Itself, Washington fez o oposto do que os economistas aconselhariam hoje. Os gastos foram reduzidos drasticamente em relação aos níveis da guerra; impostos foram cortados; regulamentos que tinham se acumulado durante o conflito foram revogados; e empresas estatizadas, principalmente ferrovias e companhias telefônicas, foram devolvidas a seus legítimos proprietários. O dólar não foi desvalorizado. A economia se recuperou rapidamente. Logo estávamos com pleno emprego, e se iniciava a frenética década de 1920. Os EUA viveram uma das eras mais inovadoras de sua história.
A reação de Washington à Grande Depressão, uma década depois, foi um total contraste: houve aumento acentuado dos gastos e dos impostos e diversas burocracias foram criadas; uma enxurrada de novas regras caiu sobre as empresas. As dificuldades continuaram, e a recuperação real só viria depois da Segunda Guerra.
De fato, toda a catástrofe foi provocada por erros de ativismo do governo. Em 1929, o novo presidente, Herbert Hoover, queria fazer algo pelos agricultores em dificuldade e achou que tarifas sobre as importações agrícolas dariam conta do recado. O Congresso, agindo como porcos em um frenesi alimentar, aumentou enormemente os impostos sobre milhares de itens importados. À medida que a legislação avançava no Congresso, o mercado de ações – que reage às perspectivas futuras – quebrou. Quando Hoover assinou a Lei Tarifária Smoot-Hawley, outros países revidaram, iniciando uma guerra comercial internacional. As economias, aqui e no exterior, começaram a encolher. Hoover reagiu com um ativismo governamental sem precedentes. Seu sucessor, Franklin Roosevelt, promoveu ainda mais intervenções. A crise persistiu.
Após a guerra, o medo de uma nova crise levou muitos a clamarem por mais políticas na linha de Hoover/Roosevelt. Em vez disso, fizemos o oposto: o orçamento foi impiedosamente reduzido, o imposto de renda dos casais foi cortado pela metade, os controles da época da guerra foram rapidamente eliminados, as leis trabalhistas anticomércio do New Deal foram modificadas e o dólar permaneceu vinculado ao ouro. Embora milhões de veteranos voltassem rapidamente ao mercado de trabalho, o desemprego continuou baixo.
Devemos levar essas experiências a sério. Cortes de impostos grandes e gerais devem ser promulgados, e nosso sistema tributário progressivo deve ser substituído por um imposto de alíquota única. O valor do dólar deve ser estabilizado, vinculado ao ouro. Os dispositivos que geram crise no comércio contidos em todas as leis de resgate relacionadas à covid-19 devem expirar ou ser removidos. As iniciativas de desregulamentação devem ser renovadas.
É simples. Como Nathan Lewis demonstra em The Magic Formula, as economias que têm impostos baixos e moedas estáveis prosperam mais do que aquelas que não têm. Sempre.”
A verdade aparecendo em meio a tanto desconhecimento acadêmico. E parabéns ao IMB por eu já ter lido sobre exatamente isso relatado em artigos sobre as duas crises, a de 1921 e a de 1929.
Olhem que interessante, temos concorrentes em quem “mita” mais nos juros negativos:
“América Latina ruma para juro real negativo”
Eis o texto:
“As principais economias da América Latina entraram no terreno dos juros reais negativos — antes uma resposta apenas dos países ricos às grandes crises — ao enfrentar o avanço do coronavírus e seus impactos sobre o nível de atividade com uma política monetária agressiva. Os bancos centrais do Chile e do Peru já levaram suas taxas, respectivamente, para 0,50% e 0,25% ao ano, como uma tentativa de frear a recessão.”
Bem baixas essas taxas, vocês não acham? Chile passou por aquela baderna no ano passado, mas ainda está muito mais avançado do que o Brasil. Quem entender de Chile (só conheço uma pessoa até agora), fique à vontade para falar sobre o que o Sebastian Piñera fez e pretende fazer com o país desde então. Os peruanos ainda podem usar dólar como moeda corrente, e o país também é muito mais livre que o Brasil, apesar de ainda ter traços de América Latina. E, para humilhar, o Peru também é mais outro país que tem também grau de investimento (e essa dívida de 26,8% do PIB é praticamente de graça). Será que o futuro da liberdade no continente estará no Peru, Bolívia e no Paraguai? Existe hoje algum país no mundo que está aumentando a taxa de juros (país que controla a taxa de juros, obviamente, pois em Cingapura, por exemplo, o governo deixa os juros flutuarem), como o Meirelles fez diante da crise de 2008?
Esses relatórios do Focus fazem algum sentido? Eu cheguei a ler e em alguns anos seguintes a 2021, estava prevista a subida da SELIC.
Eu estou na China desde 7 de março de 2020.
Não vi aqui nem 10% da tirania que está ocorrendo atualmente no Brasil e na Europa. (Amigos estão me mantendo informado.) Não tenho informações sobre a situação dos EUA, Canadá, etc…
Pois é né?.
off topic —
Pessoal, pra quem se interessar, e entender inglês, achei interessante essa matéria sobre “Quem possui uma casa nos EUA, em 12 gráficos”, ou seja, ela tenta mostrar qual parte da população (renda superior, casados, brancos/negros) vive em sua casa própria VS os que moram em uma casa alugada.
Lá, como aqui, ter sua “casa própria” é um dos principais objetivos de vida das pessoas, e ter uma casa é considerado “bom”. Por outro lado, viver em uma casa alugada é considerado “ruim” (o que é discutível, mas é o senso comum).
Lendo a matéria você vê que essa condição acima “melhorou” dos anos 60 até 80, e de lá pra cá só “piorou” – temos no geral mais pessoas vivendo em casa alugada do que comprada, comparado décadas atrás. Esta mais difícil comprar uma casa hoje, e parece que essa condição acelerou ainda mais dos anos 2000 para cá, provavelmente por conta da crise de 2008.
O que me chamou atenção também é que a situação pouco mudou quando comparamos parte da população negra nos anos 80 com hoje, o gap entre brancos e negros ficou praticamente inalterado nos últimos 60 anos.
Por que vocês acham que essa condição de moradia piorou nos últimos 40 anos como um todo? E por que esse gap entre brancos e negros pouco mudou? Seria o racismo? Falta de oportunidade? Diferenças culturais? Ou simplesmente o governo atrapalha tudo?
Outra vez o mesmo argumento falso, de que foram as leis de quarentena decretadas pelos políticos, e não o vírus em si, que prejudicaram gravemente a economia…
O fato é que mesmo sem lei de quarentena nenhuma, muitas pessoas se protegem do vírus.
Mesmo sem quarentena obrigatória, as pessoas voluntariamente têm menos relações de produção e de consumo.
Ou seja: mesmo que não houvesse nenhuma lei de quarentena, a economia seria fortemente atingida pelo vírus.
E esse fato é fácil notar. Quase todos os escritórios de São Paulo foram para home office antes da lei de quarentena, inclusive o meu. Estou em casa desde 13 de março, mais de uma semana antes da lei da quarentena.
E quando a quarentena acabar, vou continuar em casa por um longo tempo, assim como muitas outras empresas e pessoas. É verdade que continuo trabalhando, mas com certeza consumo menos bens e serviços estando em casa.
E aposto que, quando a quarentena legal acabar, o movimento no comércio será menor do que antes dela…
E tem também o contrário. Com ou sem lei de quarentena, muitas pessoas têm que ir trabalhar. Afinal, precisamos de hospitais funcionando: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, limpeza, recepção, refeitório, almoxarifado, lavanderia terceirizada, etc. Essas pessoas precisam chegar ao hospital: o transporte precisa funcionar. Precisamos de comida: caminhoneiros, postos de combustível, mecânica, borracheiros, lanchonetes e banheiros no caminho, limpeza das lanchonetes, etc. A comida é industrializada, e vem em embalagens de plástico, metal, vidro, papelão. Todos esses setores têm que funcionar. É impossível paralisar a economia toda.
E há ainda pessoas que vivem da mão para a boca. São pobres e não têm reserva. Se não trabalharem de dia, não comem à noite. Essas pessoas vão tentar continuar trabalhando mesmo que tenham que violar as leis de quarentena.
Ou seja: por causa do vírus, a quantidade de interações sociais de produção e consumo de riqueza vai cair, tornando todos mais pobres. A divisão de trabalho está prejudicada pela existência do vírus. E pessoas vão morrer tanto pelo vírus quanto pela maior pobreza.
Mas, com ou sem lei impondo a quarentena, o cenário não muda tanto assim.
Possivelmente, com as leis de quarentena, tenhamos menos mortos pelos vírus, por sobrecarregar menos os sistemas de saúde; mas tenhamos mais mortos decorrentes da pobreza.
E sem leis de quarentena, teremos mais mortos decorrentes do vírus, e menos decorrentes da pobreza.
Mas a diferença entre os dois cenários, apesar de ser impossível de ser medida, não parece ser grande.
E ninguém no mundo consegue afirmar qual cenário causa mais mortes.
Então, prepare-se para a crise. Ela é inevitável, causada pelo vírus, e independente das ações dos políticos, sejam eles esquerdopatas, direitontos, ou social-roubocráticos.
[]s
http://www.causaoperaria.org.br/esquerda-que-pede-o-lockdown-quer-maior-repressao-ao-povo-pobre/
Esquerda que pede o "lockdown" quer maior repressão ao povo pobre.
Não votei no Bolsonaro, votei nulo, mas o filho da puta é o presidente mais ancap do mundo.kkkk
O jornal alemão Bild, que não gosta de Trump, Bolsonaro e nem tem simpatia pela direita, publicou artigo com vozes de cientistas contrários à quarentena indiscriminada. Eles afirmaram: "Lockdown war ein Riesen-Fehler – O lockdown foi um enorme erro". Pois as consequências serão piores.
Para quem quiser ler o artigo em inglês, já que a mídia nacional não aceita opiniões contrárias à Seita Xiita do Lockdown e da Terra Parada.
http://www.breitbart.com/health/2020/05/11/germanys-das-bild-says-lockdown-was-a-huge-mistake/
Comparar a mortalidade com gripe comum é científicamente incorreto. Uma boa forma de contabilizar o impacto é comparar a média do número de óbitos dos últimos 5 anos, na mesma época do ano. Caso a diferença seja muito alta, isso prova o impacto da pandemia na mortalidade da população. No Reino Unido a diferença está em 50 mil de acordo com a BBC.
Unicef afirma que o lockdown matará muito mais que a Covid, sendo 1,2 milhões de mortes de crianças.
http://www.telegraph.co.uk/global-health/science-and-disease/unicef-warns-lockdown-could-kill-covid-19-model-predicts-12/
O lockdown é uma medida política que vai penalizar a economia e os mais pobres. A grande questão é que não impor o distanciamento horizontal iria permitir o contágio exponencial sem controle, ou seja, a mortalidade seria randômica entre os grupos sociais, independente de classe. Estudos computadorizados baseados em modelos elaborados por cientistas indicou 1 milhão de mortes no Reino Unido e mais de 2 milhões nos EUA caso quarentena vertical fosse implementada. Esses estudos que balizaram a decisão de Boris Johnson que inicialmente era a favor da quarentena vertical. Com a quarentena horizontal, os grupos mais privilegiados foram protegidos e os sem recursos foram jogados a própria sorte. Em questão de óbitos, levando em conta esses números e expandindo para a escala global, a quarentena horizontal muito provavelmente salvou mais vidas do que tirou, incluindo efeitos colaterais como fome e aumento da mortalidade devido ao desemprego. A questão é que trocamos número alto de mortes por perda de qualidade de vida de grande parte da população em um período muito grande. Provavelmente levará uma década para a economia brasileira se recuperar. França, Itália e Espanha não tiveram mais de 30 mil mortes por causa do lockdown e sim por ter demorado em implementá-lo. A Alemanha o fez rapidamente, assim como Coreia. Quanto mais rápido a imposição de quarentena horizontal, mais rápido a economia poderá ser reaberta. A Suécia com a implantação da quarentena vertical tinha uma grande vantagem: a transmissão comunitária dentro do país era mínima, ou seja, teve a oportunidade de realizar o fechamento das fronteiras cedo diante da disseminação. Isso foi a principal causa do sucesso moderado deste modelo, que ainda assim teve mais mortalidade que os outros países escandinavos, mas com custo econômico muito menor. Os países europeus que foram primeiramente infectados não tinham informações para viabilizar o cenário privilegiado que a Suécia teve. Esta oportunidade foi negada, a disseminação no território já estava muito alta para cogitar a quarentena vertical. Meu argumento é que para analisar a opção da possibilidade de quarentena vertical, o contágio comunitário deve estar ainda muito baixo dentro de fronteiras fechadas. Praticamente todos os países com maior número de contágios não teve essa oportunidade devido a falta de informação sobre o vírus disponibilizada pela China. As fronteiras ficaram abertas tempo demais. A quarentena vertical não é uma opção global neste momento, mas poderia ter sido e ainda é viável em alguns países. O Brasil infelizmente não é um deles.
Taí aqui uma reportagem, alias, um documentário que achei muito bom sobre como toda essa pandemia de coronavirus começou.
O foco é apenas organizar as notícias sobre o tema em uma linha do tempo, selecionando-as com mais profundidades que as superficialmente mostradas nas TVs.
Não é um foco na ciência médica, e tenta se manter isenta de opiniões… Claro que na medida do possível.
Da para perceber como não se pode confiar nem na OMS e nem na China!!
Assistam…vale muito a pena!!
O nível deste é muito maior que outros sites sempre citando várias fontes.
Já outros viraram um misto de site de investimento e de opinião sem fontes.
http://www.infomoney.com.br/colunistas/pedro-menezes/bolsonaro-e-o-grande-responsavel-pelo-pior-pib-da-historia/
O capitalismo, exatamente como os sistemas de números naturais do famoso teorema de Kurt Gödel (embora por razões diversas), não pode ser simultaneamente coerente e completo. Se é coerente com seus princípios, surgem problemas que não é capaz de enfrentar. Se ele tenta resolver esses problemas, não pode fazê-lo sem cair na incoerência em relação a seus próprios pressupostos fundamentais. O Estado é irmão siames de qualquer sistema. Sem Estado não há processo econômico que vigore. Por isso esses governantes sempre estão na moda.
O establishment brasileiro não quer apenas que toda economia colapse, como ainda estão escondendo a cura precoce na maior cara de pau.
Acabei de assistir na BandNews, um debate entre apresentadores e convidados, onde um economista disse que a Suécia, que não fez o lockdown como seus vizinhos nórdicos, teve o pior desempenho de PIB no primeiro trimestre com queda de 10%…
Alguém pode dizer se isso procede?
Não achei essa informação buscando pelo google….
Minas Gerais também tem Carnaval de Rua!
Alguém que more e/ou conheça bem o México sabe o que está rolando por lá? Pelo que me parece, o AMLO não parece estar dando muita importância em impor quarentenas e lockdowns à economia. Acho que é porque no ano passado o país teve quatro trimestres seguidos de retração (coisa que não acontecia desde a crise de 2008).
Acabei de ouvir uma pérola que os países que se recuperaram, só foi pq o mercado era altamente regulado.
O cara foi apresentar os dados do desemprego causados pela quarentena forçada e literalmente caiu da cadeira:
twitter.com/BrunnoMeloCBN/status/1265668239478136832
Acabou a pandemia, senhores. Como podemos ver (aqui, aqui, aqui e aqui) não existe mais apelo para o "distanciamento social". Como num passe de mágica, todos que estavam, de forma radical, defendendo que todos ficassem em casa agora defendem manifestação de "antifas".
Cadê as manchetes pedindo distanciamento social, chamando os "manifestantes" de "genocidas" por se aglomerarem no meio da pandemia?
Não tem, né? Pelo contrário, passam pano para tais manifestações. O negócio está escancarado mesmo e nem escondem mais.
"O luxo de hoje é a necessidade de amanhã. Todo avanço primeiro surge como luxo de algumas pessoas ricas, apenas para se tornar, depois de um tempo, uma necessidade indispensável para todos."
Mises
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