Nota
do Editor
Robert Nozick, o grande filósofo de Harvard, ao
comentar sobre os tributos, disse que essa nada mais era do que uma ‘forma
direta de trabalho forçado’. Com efeito, qual a diferença entre você
confiscar os frutos de cinco meses de trabalho de uma pessoa (como
ocorre hoje no Brasil) ou simplesmente tomar cinco meses da vida dessa
pessoa? Para ele, isso tinha apenas um nome: trabalho forçado.
Para ilustrar esse ponto mais incisivamente, Nozick
criou aquilo que ele viria a chamar de O Conto do Escravo. Nesse
conto, Nozick convida o leitor a se imaginar como sendo o escravo da história. A
história é bem curta e se desenvolve ao longo de 9 estágios, que vão desde a
escravidão clássica até a democracia moderna.
No entanto, o brilhantismo desse conto de Nozick é que ele não se restringe apenas aos tributos. Ele vale para todo e qualquer decreto estatal ao qual o indivíduo está coercivamente submetido, mesmo não tendo esse indivíduo dado qualquer consentimento ao governo “democrático” sob o qual vive, de qualquer esfera.
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Considere a seguinte sequência, a qual iremos chamar
de O Conto do Escravo, e imagine que ela é sobre você.
Primeiro
estágio: Você é um escravo completamente submisso a seu
violento e brutal mestre, que lhe obriga a trabalhar para ele, sem horas de
descanso. Você apanha diária e arbitrariamente e, além de sua jornada
diária, é frequentemente chamado no meio da noite para fazer todos os tipos de serviços.
Segundo
estágio: O mestre relaxa um pouco e passa a lhe surrar somente
quando você quebra as regras (como não cumprir a cota de trabalho, não atender prontamente
a um chamado etc.). Ele até lhe concede algum tempo de descanso.
Terceiro
estágio: Você agora se torna parte de um grupo de 10.000
escravos igualmente sujeitos a esse mestre. Ele decide, de acordo com seus
princípios, como irá repartir entre vocês escravos parte dos bens que vocês
próprios produziram, levando em conta as necessidades e os esforços de cada
escravo.
Quarto
estágio: O mestre, agora mais brando, exige que você e os
demais escravos trabalhem para ele apenas três dias por semana, concedendo os
quatro dias restantes de folga.
Quinto
estágio: O mestre agora permite que vocês escravos trabalhem
onde quiserem, podendo inclusive trabalhar na cidade em troca de um salário. Mas
há uma condição: vocês escravos têm de entregar ao mestre 3/7 de seu salário (aproximadamente
40% da sua renda), o que corresponde aos três dias de trabalho da semana que eram
obrigados a efetuar na terra dele. Além disso, o mestre retém o direito de
convocar seus escravos para servi-lo sempre que ele quiser, e continua com o
poder de aumentar arbitrariamente a fatia do seu salário que ele pode
confiscar.
Sexto
estágio: O mestre concede a todos os seus 10.000
escravos, exceto você, o direito de votar. Eles agora têm o
poder de decidir entre eles o que você pode fazer e o que você não pode fazer; quais
atividades são lícitas e quais são proibidas. Eles também ganham o poder de
determinar qual porção do seu salário será confiscado e onde esse dinheiro será
gasto.
Façamos uma pausa aqui para apreciar melhor o que
está acontecendo. Seu mestre
fez uma transferência de poder. Houve uma mudança de mestres. Você
agora possui 10.000 mestres em vez de apenas um. Há uma chance de que estes
novos 10.000 mestres sejam mais gentis e benevolentes. Mas, ainda assim, eles são
os seus mestres.
Sétimo
estágio: Embora você ainda não tenha o direito de votar, você
agora tem a permissão de tentar influenciar aqueles 10.000 que podem votar. Você
pode tentar persuadi-los a adotar políticas, a exercer seus poderes de
determinada maneira e a tratar você melhor. Ato contínuo, eles votarão para
decidir quais políticas adotar. Você continua tendo uma fatia da sua renda
confiscada e continua proibido de efetuar determinadas atividades.
Oitavo
estágio: Em reconhecimento por suas úteis contribuições ao
debate, os 10.000 concedem a você o direito de votar, mas apenas caso haja um impasse na votação. Você escreve o seu
voto e, apenas caso haja um empate na eleição, o seu voto é considerado como
critério de desempate. Ou seja, na eventualidade de que haja uma perfeita discordância
em um quesito — ou seja, 5.000 são contra e 5.000 são a favor –, eles consideram
o seu voto como desempate. Nenhum empate jamais ocorreu.
Nono
estágio: Você finalmente adquire o direito irrestrito de
votar junto com os 10.000. Em termos práticos, isso significa apenas que,
assim como no oitavo estágio, o seu voto realmente valerá apenas caso haja
algum empate. Mas, como nunca houve um empate, seu voto não faz nenhuma diferença
no resultado eleitoral final.
A pergunta a ser feita é: em que momento, entre o
primeiro e o nono estágio, essa história deixou de ser o conto de um
escravo? Em que momento você, o escravo, tornou-se realmente livre?
Em nenhum momento.
Esta é a alegoria do cidadão comum. Asssim como na Alegoria da Caverna, de Platão, todos estão presos e condicionados àquilo que os outros querem, e mesmo assim estão convencidos de que são livres e não estão presos a isso.
Aqui no Brasil, além de ter a renda espoliada em 40% (o que significa que ele trabalha 5 meses por ano apenas para bancar o governo), o sujeito ainda não tem liberdade de empreender (só pode fazê-lo depois de pagar todas as taxas e propinas para os burocratas do estado, além de apresentar centenas de documentos carimbados e enfrentar filas em cartório) e não pode nem sequer se defender com uma arma de fogo.
E todo este arranjo é baseado na democracia, a qual diz que é "o povo" que determinou que o arranjo tem de ser esse.
Apenas mostra como as pessoas se acostumam a tudo, principalmente quando não conhecem nenhum arranjo diferente.
Achei um texto fraco. Embora me considere um austríaco e, como tal, um crítico do estatismo, não chego ao ponto, como os libertários, de pregar a extinção do Estado. No conto acima, não foi feita um distinção entre o senhor do escravo e do Estado. Este, bem o mal, lhe devolve, em alguma medida, serviços importantes, enquanto o senhor do escravo fica com os 40% e nada dá em retorno.
O Jeffrey Tucker certa vez falou algo que considerei extremamente irrefutável: no final, todas as leis estatais são impingidas pela pena de morte. Tudo vai depender do seu grau de resistência.
Se você sonegar impostos será preso. Se resistir à prisão será morto. Se você não pagar uma multa terá seus bens arrestados. Se não aceitar receberá ordem de prisão. Se resistir à prisão será morto.
Isso, no final, é ainda pior que a escravidão. Na escravidão você ao menos tem chance de escapar. Do estado não.
Ninguém nasce livre.
Já começa até mesmo pelo cordão umbilical.(Olha que interessante)
Somos uma raça frágil que precisa do “outro” já nos primeiros meses de vida.
O homem ta sempre precisando do “outro”, ta sempre negociando com o “outro”, estamos sempre se relacionando com o “outro”. LEMBRE-SE dessa frase: O “outro” sempre será seu problema e ao mesmo tempo sua solução.
Até pra se fazer comércio, precisa do “outro”.
Somos animais políticos como diria Aristóteles.
A luta pela liberdade e pelo individualismo nada mais é do que o EGOÍSMO. É o egos do homem se manifestando.
Para viver em SOCIEDADE, precisamos abdicar de certas coisas. Pra conviver é preciso olhar para o “outro”. Todos vão ter que abrir mão do seu egoísmo. E os homens se organizam. Ao longo dos tempos, desde sociedades tribais até aos chamados “Estados” modernos. Não há uma forma correta, nós estamos no meio do caminho, estamos aprendendo com os erros e acertos. É assim que funciona o bicho homem.
Espero que tenham gostado da aula.
Nada contra os libertários.
#paz
1. No período paleolítico, a força bruta e organizada era a regra. Essa era a única maneira de se manter vivo em um cenário de rivalidade entre tribos. Assim, a seleção natural favorecia aqueles que sabiam ser obedientes aos machos alfas de cada tribo. Os desobedientes eram simplesmente mortos.
2. A maneira de fazer com que a obediência tribal fosse psicologicamente suportável e prudentemente benéfica era criando justificativas. Assim, os obedientes passaram a ver seus senhores como necessários para coordenar a ação coletiva e como preocupados com o bem-estar da tribo.
Essa foi a primeira manifestação da Síndrome de Estocolmo.
E, de novo, a seleção natural favorecia aqueles que sucumbiam e se adaptavam a essa síndrome mais facilmente.
3. Os seres dominantes perceberam que, estando em minoria numérica, eles precisavam de legitimidade para manter seu domínio. Assim, passaram a cultivar e reforçar a Síndrome de Estocolmo ente seus súditos.
O ápice desse esforço foi a invenção da democracia: um convite universal para se juntar às fileiras dos dominantes, algo que decisivamente ofuscou qualquer distinção entre governantes e governados, e criou um sistema no qual todos se sentiam no direito de viver à custa de todo o resto.
4. Como observado por Lord Acton e famosamente demonstrado no experimento de aprisionamento de Stanford, o poder leva à corrupção da moral. Com o advento da democracia, os efeitos corruptores do poder se tornaram particularmente dispersos, ainda que não necessariamente pronunciados.
Isso, em conjunto com os efeitos complementares da Síndrome de Estocolmo, tornaram a crença na autoridade (política) — isto é, a crença de que algumas pessoas têm o direito de governar as outras pessoas — praticamente universal.
Já comentei em outro lugar e volto a repetir aqui: a seção de comentários deste site é a de mais alto nível que conheço na internet brasileira. Mesmo as respostas agressivas são repletas de argumentos.
Só passo agradecer aos leitores por esse prazer intelectual diário.
Que mestre bondoso, cobra apenas 40% da renda, como faço para trabalhar para ele? O meu atual mestre, estado brasileiro está me tolhendo 72% da minha renda.
Maravilha ! todos temos consciência de que o Estado é parasita e nos rouba através de taxas, impostos e inflação.
Como não podemos aceitar tal situação, deixo então uma sugestão:
No próximo dia 01/Maio, aproveitando as comemorações do tal “Dia do Trabalho”, reuna seus amigos, familiares, vizinhos, colegas, enfim, todo o seu entorno e siga para frente da prefeitura da sua cidade com os carnês do IPTU e demais taxas em mãos. Lá estando, façam uma pilha destes carnês e boletos e botem fogo neles…repitam essa mesma atitude na frente da sede do governo estadual e das repartições das secretarias da fazenda (estadual e federal).
Por favor, depois me digam quantas pessoas apareceram, ok ?
Não deixamos de ser coagidos, apenas encontraram formas mais eficientes de escravidão.
Nesse contexto, qual o valor da liberdade no Brasil do século XXI ?
Um escravo entrega 100% do que produz a seu senhorio, mas recebe alojamento, roupas e alimentação. Assim, 40% do que produz lhe retornam. Portanto, escravo é aquele que entrega cerca de 60% do fruto do seu trabalho ao seu senhor.
Nós brasileiros entregamos ao estado 40% do que produzimos, portanto vivemos em regime de quando escravidão.
A sutileza entre o oitavo e o nono estágio é incrível. Parece que tudo mudou, porque agora você teria o real direito ao voto, mas no fundo nada realmente muda.
Olhando assim, o terceiro e o quarto estágios são melhores. Parece descrever os funcionários públicos (com a diferença de que votam).
Do quinto em diante, é só obrigação e ilusão.
Meu caro Guilherme,
As boas ideias às vezes se perdem pelo radicalismo de seu seguidores. Mesmo na democracia o homem não é livre. Ponto. Aliás, a liberdade não se esgota na democracia. No regime aristocrático – e, aqui, não estou falando de aristocracia de sangue, hereditária, mas se no sentido que lhe dava Aristótles -, convive também com a liberdade. O homem jamais será completamente livre. Em havendo sociedade, há restrições à liberdade. Se houvesse somente um homem no mundo, nem assim poderíamos dizer que ele seria completamente livre. Por sinal, neste caso, nem faz sentido se falar de liberdade. Em resumo, a vida em sociedade implica restrição à liberdade individual. Não precisamos ir tão longe. No momento em que se casa, o pacto do casamento já estabelece mais limites ainda à liberdade. Daí você querer comparar a situação de um escravo, que absolutamente não é livre, com um cidadão livre, por mais restrições que lhe Estado lhe imponha, vai um oceano de exagero. O escravo não pode mudar de emprego, não pode escolher a mulher que quiser e ter ou não ter os filhos que quiser; não pode mudar de cidade; não pode evitar os castigos que o seu proprietário lhe impuser; não tem feriados nem férias; não pode decidir parar de trabalhar; não pode escoher o feitor etc. etc. E por aí vai. Seria o caso animus jocandi de dizer que se você se acha na mesma situação, passe por aqui para tomar umas chibatadas.
Legal mas, liberdade não existe.
Rafael, por favor, tenha civilidade no debate; não xingue, argumente. Se não tem argumentos, abandone a liça. Por sinal, seu comportamento depõe contra seu ideal. Como haver um mundo sem nenhuma autoridade se há pessoas que agem como você? Para haver um mundo ideal assim, há que não se ter o comportamento pouco urbano que você está tendo. Você nem me conhece e tenta me ultrajar com o epíteto de covarde. Se não houvesse leis e Estado; se não houvesse o dever moral de ser polido para com os semelhantes, seus opositores, agindo à sua semelhaça, ergueriam a arma por que você, com essa conduta, parece ter predileção, a burduna. Você com tais atitudes se torna o exemplo mais lavrado de que deve haver algum controle social.
Muito, melhorou muito. Agora posso acreditar na possibilidade de se conviver sem normas cogentes se as pessoas fossem como você demonstra poder ser. Vou tentar ser claro sem me repetir. Liberdade absoluta não existe. A vida em sociedade exige restrições, maiores ou menores de acordo com o grau de civilização alcançado. Agora, comparar uma pessoa que vive sob restrições estatais com um escravo que não passa de uma propriedade de seu senhor, vai um oceano de distância. O nosso trabalho é sempre procurar o máximo de liberdade com o mínimo de restrições. Devemos desistir então da utopia do homem completamente liberto? Claro que não. As nobres aspirações devem estar sempre como um farol a guiar nossos passos, embora, como a linha do horizonte, sempre se afaste quando delas nos aproximamos. As nossas diferenças é que reconheço essa realidade sem abdicar da aspiração da mais plena liberdade. Já muitos de vocês acham possível uma vida completamene liberta, sem peias, quase anárquica, contra todas as evidências da história do homem na terra. Vocês, libertários, se limitam a proclamar um verdade indemonstrada. No máximo falam na pulverização de organizações sociais mínimas. Mas convenhamos que se fossem possíveis também representariam, em alguma medida, restrições individuais. Espero ter colocado meu ponto de vista. Todavia, se você continua a insistir que eu indique quando, na gradação do artigo, o homem deixou de ser escravo, eu diria que se deu no momento em que o escravo deixou de ser uma propriedade, uma coisa, passou a ter personalidade jurídica. Mas, devo reprisar, ainda assim essa evolução não desagurá numa liberdade absoluta, que continua para além de um horizonte visível. Tenha uma boa noite. EM TEMPO: Acredito que todos nós jogamos no mesmo time, embora, como em qualquer equipe, com papeis diferentes.
Meu caro Guilherme,
A pergunta do Rafael não foi “quanto são dois mais dois”. Se tivesse sido, eu diria: quatro!
Agora, aqui vai minha pergunta aos que concordam plenamente com o artigo sob consideração: se vocês esposam tão amplo conceito de escravidão, em que quadro poderíamos dizer que o homem já não é mais escravo? Se vocês responderem que não existe essa possiblidade, vocês confessam que estão defendendo uma causa impossível de realização e que não passam de nefelibatas; se vocês desenharem o quadro em que se poderia dizer que o homem já não é mais escravo, gostaria de analisá-lo.
Meu caro Rafael,
Simplesmene você não demonstrou nada. Você não apontou, em milhares de anos de história, um só momento em que a sociedade fosse composta por não escravos, segundo sua própria concepção de escravidão. Você diz que eu sou “ignorante ao ponto de achar que só ha ditadura e democracia”. Eu lhe pergunto: em que parte das minhas intervenções fiz tal afirmação? Em nenhuma. Na verdade, desde o princípio venho dizendo que é impraticável a liberdade absoluta na vida em sociedade. Seus direitos serão sempre limitados pelo direito alheio e o atrito sempre possível entre as diversas esferas jurídicas ou é arbitrado pelo Estado ou é resolvido pelo mais forte. Se por um passe de mágica pudéssemos abstrair a existência o Estado, ainda assim o homem teria limitações e seria submetido a regras disciplinares. Não existe o Estado é você é empregado, então você tem que comparecer ao trabalho e executar suas tarefas no horário, no local e sob a supervisão de seu empregador. Ou não? Os seus argumentos e até o do artigo, que considerei e continuo considerando fraco, chegam ao paroxismo. Vou tomar a parte mais forte da gradação estabelecida no artigo. O regime é escravocrata, então existe o escravo e o senhor, proprietário do escravo. Ao sustentar que todos são escravos estariamos admitindo uma escravidão sem senhores. Ora, levando seu argumento adiante, poderíamos dizer que se não existem senhores, não existem escravos.
Você não respondeu minha pergunta. Você não disse em que situação você admite que o homem não é escravo. Para você, enquanto existir Estado existirá escravidão. Para mim a existência do Estado implica restrições à liberdade. Nossa diferença é que não diviso a possiblidade de não existir Estado. E digo isso fundado em milhares de anos de história em que o Estado, seja qual for a forma que assumiu ou o poder que deteve, sempre esteve presente. O que você diz nem chega a ser, em termos de lógica formal, um proposição. Só há proposição quando empiricamente demonstrável.Na impossibilidade de alinhar argumentos sólidos, você volta a usar da borduna, epiteta-me de muito ignorante e, contraditoriamente, me xinga de escravo. Não fiquei ofendido porque se você acha que todos nós somos escravos, não mi diminui ser xingado daquilo que você acha que é. Por fim, ao destacar as frases do contendor para dar resposta, você debuxa o estilo de Leandro Roque. Só que Leandro Roque faz isso de forma admirável quando está tratando de Economia, ciência que domina magistralmente e sempre obtem o meu entusiástico aplauso. Não tende imitá-lo, não vá alem das sandálias.
“Chamar atenção para esse fato [prerrogativa que o Governo tem de cobrar impostos] não implica em condenar a existência do governo, pois, na realidade, a cooperação social pacífica seria impossível na ausência de um instrumento que impeça, pela força se preciso, a ação de indivíduos ou grupos de indivíduos antissociais. Não nos enganemos proclamando, como fazem muitos, que o governo é um mal, embora um mal necessário e indispensável. Aquilo que é necessário para atingir um fim é um meio; é o custo a ser incorrido para atingir o fim desejado. Considerar tal custo como um mal, no sentido moral da expressão, é um julgamento arbitrário.”
von Mises, Ludwig. Ação Humana – Um Tratado de Economia (Locais do Kindle 16863-16867). Instituto Ludwig von Mises Brasil. Edição do Kindle. – Parte VI, Cap. 27, tópico 2
Resposta: em nenhum estágio.
Mas quem sabe no estágio 10 (ou 12) isso mude? Só não me perguntem qual será este.
Observações:
A liberdade é sempre limitada. Mesmo Robinson Crusoe sozinho na ilha tem que respeitar as leis naturais se quiser ficar relativamente bem.
Até em uma sociedade anarcocapitalista haveria (e inevitavelmente teria que haver) normas sociais.
O problema não é a existência de normas sociais, mas elas serem estabelecidas e/ou seguidas em desacordo com as leis naturais.
Sorry, anarco-millennials!
* * *
“Our politicians tell us we are free, even though most governments take over 50% of what we earn. They claim we get services that we need for our hard-earned money, even though we could buy the same services at half the price from the private sector. Today, we ridicule the slave-owners’ claim that they “gave back” to their slaves by housing, clothing, feeding them, and bestowing upon them the “benefits” of civilization instead of leaving them in their native state. We see this as a self-serving justification for exploitation.
In the future, we will view being forcibly taxed to pay for things we don’t want, such as bombs for the Middle East, subsidies for tobacco, other people’s abortions, regulations that put small businesses out of business, prisons for people trying to feel good, keeping life-saving medications out of the hands of dying people, etc., as taking away our freedom. When even a small portion of our lives is spent enslaved, that part tends to dominate the rest of our time. If we don’t put our servitude first as we structure the remainder of our lives, our masters will make sure we regret it. How much freedom do we need to survive and how much do we need to thrive?”
(Mary J Ruwart)
Escravidão não acabou. Apenas no papel as pessoas não podem ser propriedades de outras. Mas ainda são obrigadas a obedecer uma minoria à força e o estado, quem deveria combater isso, é exatamente quem o faz.
A liberdade está na cabeça, é intransferível.
Precisamos de mais estoicismo na nossa vida, esquecer um pouco de política e viver com a própria mente.
Podem me jogar dentro de uma cela, mas a liberdade não me tiram.
Aliás, um conselho que dou para muitos e na maioria das vezes sou rechaçado, é simplesmente largar as notícias, esquecê-las, parar de acompanhá-las e ser muito seletivo quanto ao que você precisa realmente saber.
Minhas fontes de informações são o Mises (que não é um site de notícias), e como invisto na bolsa de valores, tudo o que preciso realmente saber está no RI da empresa (visto que trata-se de investimento a longo prazo). Não abro um site de notícias faz mais de dois anos; sem dúvidas meu ‘nível de felicidade’, ou mesmo de paz, subiu de uma forma espantosa.
Sou chamado de ignorante, mas, como um adulto sensato, não me ofendo com palavras.
É uma sugestão para quem quer melhorar a qualidade de vida, pois se você insistir em ficar acompanhando tudo o que acontece (inútil pois seus problemas, quase todos estão em sua cabeça), vai continuar nesse desespero de que o mundo vai acabar, está pior do que nunca (não ouso discordar); peace over truth.
suicídio é a única liberdade disponível no momento?
Pregar a extinção do Estado é se render ao arbítrio humano, que é imprevisível, emocional e naturalmente violento. A utopia da convivência estável onde os agentes incentivam a auto defesa armada como meio de resolução de conflitos e defesa da propriedade privada incentiva o combate de forças constante. Invariavelmente, grupos se formarão para aumentar as chances de sucesso desses embates. Dentro desses grupos haverá hierarquias que devem ser respeitadas, haverá imposição da divisão dos custos dos utensílios de defesa. Viver nesse estado de vigilância diminui consideravelmente a qualidade de vida do cidadão e desvia a atenção dele da acumulação de capital, investimento e consequente melhora do padrão de vida. A democracia liberal é ruim e imperfeita e os impostos não são proporcionais aos benefícios recebidos, pois a burocracia é custosa e aloca os rendimentos de forma parcial sem critério, formando bolhas infelizmente. No entanto, o monopólio da violência delegado ao Estado,assegurado por um devido processo legal, julgado por um terceiro não interessado é um meio muito mais eficaz de pacificação social. O Estado é como uma milícia em relação à segurança, mas podemos trocar o comando dela a cada eleição. O estado natural incentiva a vingança pessoal desproporcional, o extermínio, além da destruição ambiental sem limites. Prefiro o Estado Mínimo.
Bem, em primeiro lugar nós somos propriedade de Deus (a inteligência suprema criadora de tudo e de todos), logo, nossa liberdade é sempre relativa e nunca absoluta.
O auge da liberdade seria a capacidade de anular sua própria existência, de escolher não existir, não viver. Porém só quem pode fazer isso é quem a gerou (Deus). O suicídio só cessa a existência no corpo físico, mas o espírito imortal continua vivendo, para posteriormente encarnar em outro corpo físico e continuar sua inexorável jornada.
Quer chamar isso de ser escravo de Deus? Que seja, mas isso não é nenhuma demérito, pois este Senhor é a justiça, o amor e a benevolência em grau supremo.
O caminho para a liberdade, ou melhor, o caminho para a felicidade, é se submeter a este Senhor chamado Deus, que colocou bilhões de seres para viverem e evoluírem neste planeta, JUNTOS.
Enquanto a humanidade não compreender isso, a iniquidade e o egoísmo reinarão.
Na esfera da convivência humana, devemos é aperfeiçoar nossas leis, tornando-as mais justas para todos, e não aboli-las sob o equivocado pretexto de “liberdade”.
Tem uma entrevista muito antiga de um consultor de rh, Waldez Ludwig, acho que do ano de 2004, que acho muito boa, e ilustra bem a questão
Em nenhum momento ele teve poder sobre o que produz ou influência nas leis. Participa como coadjuvante em todos os cenários. Continuou escravo.
Em nenhum momento, o Senhor ou Senhores (ESTADO) donos dos escravos (POPULAÇÃO) sempre continuaram a escravidão e a detenção dos direitos, mesmos adquiridos que superficialmente, podendo ser retirado ao bem entender do Senhor (ESTADO) e sempre estaremos sujeitos a taxação quase por completa de todo soldo trabalhando, pelos impostos abusivos praticados. Vivemos em uma escravidão camuflada de DEMOCRACIA, e hoje percebemos que nunca tivermos direito a nada, apenas um direito adquirido por um breve período de tempo.
Deixou de ser escravo ali por volta do 4° estágio
Pessoal:
O que acham desse caso que ocorreu há alguns anos no interior de São Paulo ?
Fere o princípio da ética libertária ?
veja.abril.com.br/brasil/oab-sp-questiona-juiz-e-promotor-por-laqueaduras-em-mococa/
g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2019/08/15/promotor-de-mococa-que-pediu-laqueadura-de-mulheres-e-punido-com-suspensao-de-15-dias.ghtml
g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/justica-obriga-prefeitura-de-mococa-a-fazer-laqueadura-em-mulher-usuaria-de-drogas.ghtml