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Os aplicativos de entrega fornecem renda para os mais jovens – e são execrados pelos “humanistas”

Há uma verdadeira inflação de artigos e reportagens na internet sobre o número crescente de jovens ciclistas que trabalham como entregadores de aplicativos como Rappi, iFood e UberEats. 

A intenção é sempre a mesma: ilustrar uma suposta “precarização do emprego”.

Em uma rápida “googlada”, você encontra as seguintes chamadas:

O percurso desumano da comida até sua casa

Apps são os maiores empregadores, mas precarização dá o tom nos trabalhos

O rápido e inseguro caminho dos ‘precários digitais’ contra o desemprego

Dormir na rua, pedalar 30 km e trabalhar 12 horas por dia: a rotina dos entregadores de aplicativos (esse é o titulo mais apelativo de todos, pois dá a entender que os empregados são mendigos e sem-teto)

Sociologia e trabalho a partir dos entregadores ciclistas

Entregadores de aplicativos: sem patrão e sem direitos

Euforia com aplicativos de serviços dá lugar à frustração de trabalhadores

Entregadores pedalam 10h por dia por “salário” de R$ 1,5 mil

Desemprego provoca ‘boom’ de entregadores por apps na Capital

‘Bikeboys’ rodam 12 horas por dia e 7 dias por semana para ganhar R$ 936

Serviços de entrega e uberização do trabalho: boicote é a solução?

O lado sombrio do trabalho para aplicativos – e como é pior para mulheres

Alguns desses textos (e charges) chegam ao ridículo de comparar a ocupação à escravidão, o que denota, na melhor das hipóteses, absoluta falta de compreensão do conceito de escravidão.

Por tudo isso, são importantes alguns contrapontos.

Aplicativos são consequência – e salvação 

O desemprego entre jovens brasileiros atinge 25,7% (entre 18 e 24 anos). Apenas na capital paulista, há cerca de 30 mil entregadores de aplicativos trabalhando com bicicletas, 75% dos quais entre 18 e 27 anos de idade.

Logo, o drama dos jovens não é o “trabalho precário” ou a “escravidão moderna” ocasionada pela economia do século XXI, mas sim o desemprego. E o desemprego é um fenômeno econômico, que deve ser entendido — e abordado — como tal. 

E, nesse sentido, se o objetivo é proteger e amparar os jovens brasileiros, e contribuir para que saiam do ócio improdutivo e resistam às tentações do crime, é crucial, acima de tudo, enaltecer e parabenizar as empresas que têm sido capazes de gerar emprego e renda para essas pessoas — mesmo porque, fornecer empregos que pagam até R$ 1,5 mil por mês (não obstante o rigor físico do trabalho) está longe de ser algo condenável.

Outro aspecto que vem sendo criticado (de forma tão ampla quanto superficial) é a “informalidade” do emprego — como se trabalhar na economia chamada “informal” fosse um demérito ao trabalhador. Mas a pergunta que não é feita é: por que esse mesmo trabalhador não consegue uma vaga no mercado “formal”?

Parte da resposta está associada ao alto custo da formalidade laboral no Brasil. Os encargos sociais e trabalhistas são as principais barreiras. Por exemplo, se você contratar um trabalhador por R$ 1.500 (valor que, como visto, alguns entregadores de aplicativo recebem por mês), e não pagar nada de vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde, e outros benefícios, você gastará ao todo praticamente R$ 2.300 por mês (INSS, FGTS, provisão do 13º, férias etc.) — ou seja, seu gasto será mais de 50% maior que o salário. 

(Em algumas ocasiões, um empregado pode custar muito mais do que o dobro do salário. O corriqueiro é que ele custe, no mínimo, o dobro do salário.)

A reforma trabalhista de 2017 trouxe algumas mudanças, mas ainda temos uma das legislações trabalhistas e sindicais mais engessadas e ultrapassadas do mundo. Estamos condenando jovens ao desemprego pelas regras complexas da CLT e o alto custo da contratação para o empregador.

O governo até tenta endereçar este problema com o Programa Verde Amarelo. Por meio de medida provisória, o Ministério da Economia concedeu redução de obrigações e impostos (de 30 a 34%) para empresas que contratarem, até 2022, jovens entre 18 e 29 anos em início de carreira. Estima-se que esse tipo de contratação pode chegar a 270 mil

O problema é que isto significa uma perda de arrecadação estimada de R$10 bilhões em cinco anos, que precisa ser compensada. Uma das propostas foi taxar o seguro-desemprego (sendo que essa taxação contaria como contribuição para o tempo de aposentadoria pelo INSS). Mas tal proposta já foi rechaçada.

Isso mostra que o problema existe e não é de fácil solução. Mas é urgente desmontar este aparato pesado criado em cima da formalização do trabalho de maneira mais ampla e permanente. Para que mudanças mais duradouras sejam possíveis é crucial proceder a uma diminuição do tamanho do estado por meio do ajuste na despesa.

A qualidade da mão-de-obra

Mas tudo piora.

Dados do Ministério da Educação demonstram que 7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática

Ou seja, estão chegando ao mercado de trabalho milhões de jovens com sérias dificuldades de interpretar e escrever textos, bem como de fazer uma simples regra de três. 

E aí tem-se uma combinação explosiva: jovens chegam mal preparados ao mercado de trabalho (ou seja, com baixa produtividade), e ainda têm de superar o obstáculo criado pelas regras engessadas e burocráticas para que possam ofertar sua mão-de-obra. Quem irá contratar legalmente — isto é, a um alto custo — jovens inexperientes e com baixa produtividade? 

Isso é teoria econômica básica. Só é possível pagar altos salários a quem produz muito com pouco, isto é, quem gera muita receita (e lucros) para seu empregador. Se um jovem sem instrução e sem habilidades possui uma produtividade capaz de gerar apenas R$ 1.500 por mês a um eventual empregador, não tem como esse empregador lhe contratar formalmente a um custo total de R$ 2.300.

Nada é mais responsável pela “degradação do mercado de trabalho” do que um ordenamento jurídico que condiciona o status de “formal” ao cumprimento de regras onerosas tanto ao trabalhador quanto ao empregador. 

Outros obstáculos

Os encargos sociais e trabalhistas são apenas uma parte dos obstáculos. Vale mencionar o outro lado do pesadelo empreendedorial, que são os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor. Adicionalmente, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. 

Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média nacional beira os 20%, e o ISS municipal. Quem vai encarar?

Quando você considera o paternalismo, a ausência de liberdade nas relações trabalhistas, a carga tributária elevadíssima (não nos esqueçamos também que o entregador ciclista paga cerca de 70% em impostos para comprar sua bicicleta), o ambiente hostil a investimentos, e a ausência de um ambiente que incentive o empreendedorismo, você entende que não há mistério nenhum no fato de a produtividade brasileira estar estagnada

Para concluir

Por tudo isso, sim, as empresas de aplicativo são uma grande benesse para a economia. 

Mas eis o mais importante: se há algo que milhares de garotos que pedalam fazendo entregas podem ilustrar é o espírito honesto, trabalhador e empreendedor do brasileiro que “não descansa”.

Será que nossos jovens estão despreparados para o mercado formal? Ou será que é o mercado formal é que está despreparado para os nossos jovens?

Nenhum país progride sem respeito ao trabalho. Tampouco progride condenando quem gera oportunidades e quem se propõe a encarar as adversidades e virar o jogo a seu favor, aprendendo pela experiência valores que a educação de fato não lhe deu.

Os jovens agradecem.

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94 comentários em “Os aplicativos de entrega fornecem renda para os mais jovens – e são execrados pelos “humanistas””

  1. A esquerda ficou puta com esses aplicativos porque eles retiraram pessoas da potencial fila do assistencialismo e da mendicância. E, sem pessoas mendigando migalhas para sobreviver, a esquerda não se procria. É compreensível a raiva.

  2. Vale também ressaltar o aspecto caritativo dessas empresas, que nada mais são do que unicórnios. Quase não dão lucro, e ainda geram emprego e renda.

    E, em vez de serem louvadas pela esquerda, são massacradas. Realmente não dá para entender.

  3. Mas eis o mais importante: se há algo que milhares de garotos que pedalam fazendo entregas podem ilustrar é o espírito honesto, trabalhador e empreendedor do brasileiro que “não descansa”.

    Eu, no meu complexo de vira lata induzido pelo senso comum, sempre imaginei o povo brasileiro como uma sobra de raças, uma mistura que não deu certo, que gerou um povo vagabundo e malandro.

    Será que tudo que eu acreditei estava errado ?.

  4. Pra nós, que entendemos de como a economia funciona, estes discursos soam como galhofas que merecer ser ignoradas e até ridicularizadas.

    O problema é que a maioria das pessoas caem no conto da sereia, pois estas lorotas apelam para o emocional e o sentimento de inveja da pessoa, que ainda é uma insca perfeita para picaretas.

    http://www.startse.com/noticia/nova-economia/69879/no-japao-entregadores-do-uber-eats-formam-primeiro-sindicato-da-classe

    http://www.aquariuslife.com.br/motoboys-paralisacao-ifood/

    Com isto, estas pessoas que caem nessa balela, são presas fáceis de políticos, burocratas e demais parasitas que estão mais preocupadas em manter essas pessoas como vaquinha de presépio, do que dar a elas chances de prosperar.

    Assim, esses burocratas inventam leis, regulamentações, proibições, tudo para “salvar” os bovinos eleitores.

    Até que um belo dia , de tanto pedirem por “diretchos”, eles ficam sem nenhum.

    g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/01/10/uber-anuncia-que-vai-deixar-de-operar-na-colombia-apos-ser-processada.ghtml

  5. Mas vocês viram a renda deles?

    “E, nesse sentido, se o objetivo é proteger e amparar os jovens brasileiros, e contribuir para que saiam do ócio improdutivo e resistam às tentações do crime, é crucial, acima de tudo, enaltecer e parabenizar as empresas que têm sido capazes de gerar emprego e renda para essas pessoas — mesmo porque, fornecer empregos que pagam até R$ 1,5 mil por mês (não obstante o rigor físico do trabalho) está longe de ser algo condenável.”

    Caramba, R$ 1.500,00. Vão tentar sobreviver como entregador de aplicativos por R$ 1.500,00. Vão tentar sustentar uma família com R$ 1.500,00 (muitos destes entregadores são pais de família).

    Isso é uma exploração.

  6. Notem o seguinte… grande parte dos problemas que quem trabalha com aplicativos de carona e entrega é causada ou agravada pelo estado:

    – Congestionamento: zoneamento, monopólio estatal sobre ruas.

    – Roubos: desarmamento civil, impunidade, monopólio estatal sobre ruas , leis e justiça.

    – Homicídio: desarmamento civil, impunidade, monopólio estatal sobre ruas , leis e justiça.

    – Combustível caro e ruim: moeda ruim, regulações, subsídios ao etanol.

    – Ruas e calçadas de qualidade pornográficas: moeda ruim, regulações, zoneamento, monopólio estatal sobre ruas e afins.

    – Perigo para os ciclistas trafegarem: regulações, zoneamento, monopólio estatal sobre ruas, impunidade (vi mais gente na Flórida me respeitando de bicicleta do que morando 20 anos no Brasil).

    Não sei se ser Uber no Brasil ainda ganha dinheiro mas sei que nos EUA já há pessoas que ganham muito bem, com aplicativos como o de entregas na Amazon (onde você ganha, por menos de 5 horas por dia, mais do que milhões de brasileiros trabalhando em algum um emprego por alguns dias) e afins. Onde morava (na Flórida), quase ninguém pedia entregas por bicicleta, pois as coisas podem chegar danificadas e os veículos são bem menos onerosos (testei Fleet e Uber Eats de bicicleta, concluí de que não compensava). Talvez os baixos ganhos no Uber sejam também por culpa das regulações, incluindo sobre os combustíveis. Lembrem-se que no ano passado agora quem trabalha por app terá de sustentar a pirâmide previdenciária. O tanto de aplicativo que tem por lá é algo impressionante, até aplicativo de gente que faz compras no supermercado e entrega… lá, com carro, você quase ganha o mundo.

    Outra coisa: esses aplicativos nunca se propuseram a serem empregos por si só. Só que como o Brasil é um inferno comunista e, com extensas regulações trabalhistas, o sujeito nessa faixa jovem e inexperiente fica extremamente dificultado de conseguir emprego (basicamente um diploma para bater prego), então muitas pessoas foram a isso. Eu nunca, mas nunca vi, em grande parte dos anúncios de emprego lá na Flórida, coisas como “requisito de experiência comprovada em carteira”, “diploma em curso superior” e “estar cursando isso”. Esse lixo de carteira de trabalho nem existe por lá. Claro que não é perfeito e há problemas também, como os que foram gerados pelo salário mínimo (se realmente impuserem esse salário de US$ 15 lá na Flórida, desemprego dispara) e pelo ADA. Será que lá existe manchetes como “Conheça James, rapaz que trabalha informalmente e consegue até US$ 200 por dia”?

    Só que a mídia convencional odeia liberdade. Ninguém é obrigado a trabalhar por estes aplicativos. E é a mídia que tem culpa por esse desemprego patológico, já que é ela mesma que vai lá defender regulações trabalhistas e afins. Inclusive a própria demanda maior por esses aplicativos é que também faz com que os ganhos sejam menores. Eu nunca vi nenhum veículo de imprensa reclamar das regulações e dos impostos. Aí o sujeito, por qualquer motivo, quer participar desses aplicativos, não, não pode, tem que ficar ocioso, ou melhor, ser um bandido e então ganhar manchete em como ele é “vítima da sociedade”. Dado de que empreender formalmente é só para masoquista e louco, o que o sujeito terá de alternativa?

    Se vocês não viram, por favor, vejam esse excelente vídeo do Kogos falando sobre regulações trabalhistas. Recomendo lerem esse artigo mais antigo do Mises, falando sobre o motivo de faltar emprego e sobrar trabalho.

    Alguns dias atrás eu expus as externalidades positivas sobre essa procura por esses aplicativos, eu posso listar algumas (as que eu lembro):

    – Maior poder de barganha do assalariado, já que haverá menos oferta de mão-de-obra para cada vaga de emprego. Mão-de-obra sempre será algo escasso, e desejos humanos sempre infinitos. Libera, na prática, vagas para quem está mais necessitado em obter um emprego e não quer trabalhar nesses aplicativos.

    – Redução de congestionamentos.

    – Fortalecimento de laços sociais (pense em quem interage enquanto trabalha como motorista de Uber).

    – Geração de renda privada.

    E eu concordo também: qualquer pessoa consegue ser “trabalhadora”. Parem de encher o saco, diabos! Trabalho etimologicamente vem de trepalium, instrumento de tortura usado contra escravos. Como Paulo Kogos já disse, ninguém gosta de trabalhar, as pessoas trabalham porque os recursos são escassos e elas esperam obter algum benefício com isso.

    Quanto mais regulada é uma economia, mais burocrática fica. A iniciativa privada vai ficando cada vez mais parecida com o estado. Olhem só esse ranking que mede o nível de cooperação entre patrão e empregado. Quanto mais livre uma economia (incluindo legislação trabalhista), maior a tendência de uma relação mais natural e espontânea entre patrão e empregado. E o Brasil, pior que Paquistão e pertinho do Irã… só falta adotar o islamismo, e então fica igualzinho.

    Bolsonaro, não tenha dó: desregule, com força, o mercado de trabalho. Esse programinha Verde e Amarelo até ajuda, mas o país está sofrendo e agora não tem mais a moleza demográfica, onde a economia crescia quase que como por gravidade.

  7. Esses ideais esquerdopatas são sempre voltados para sentimentos deles, lógica sistemática deles (acho que isso se chama hermética), valores deles e tudo-racionamento deles… até hoje eu não sei o porquê da sina por igualdade entre as classes que eles romantizam

    Acho que ideais voltados para sobrevivência humana são mais universais

  8. O problema é o capitalismo SIM! Não é Brasileiro, nem Americano ou Europeu, é do SISTEMA!

    Esse artigo, com DADOS, refuta absolutamente tudo dito. O modelo esta em xeque e sendo questionado, muita concentração de renda, só os 1% mais ricos gozam e crises ciclicas.

    Concordo sobre livre-comércio, mas discordo na falta de intervenção.

    tab.uol.com.br/edicao/capitalismo/index.htm#o-preco-da-riqueza

  9. Emanuel Batany dos Santos

    Creio que o ponto chave das críticas seja a relação salário horas trabalhadas, que sejamos sinceros, é baixa. Como já dito em outros comentários, trabalha-se cerca de 10h diárias para ganhar quando muito, verca de 2 salárioa mínimos, um valor não muito traente ( e sim, professores de rede pública podem ganhar menos que isso em alguns eatados, entretanto tem menos horas e diárias e sua baixa remuneração claramente impacta na qualidade do ensino). Novamente, friso, à principal crítica é quanto à relação entre horas trabalhadas, remuneração e também condições de trabalho, afinal, se fosse realmente atraente, teríamos filas de indivíduos trocando empregos mais bem remunerados, estáveis e de melhor benefício, além disso, como dito, do ponto de vista humanista, não se pode deixar de notar, nisso, a crueldade necessária para manutenção do capitalismo (não me entendam mal, acredito nesse sistema) que necessita em muitas casos de uma grande desigualdade para geração de riqueza que beneficiem grandes ou pequenoa grupos, deixando dessa forma o indivíduo totalmente ao sabor do mercado, que, reafirmo, pode ser cruel. De forma que, creio ser isso, algo necessário a se reconhecer, afinal ser consciente do seu meio é umas das características mais fascinantes do ser humanos.

  10. Nenhuma economia se desenvolve a custa desse tipo de serviço (Uber eats, ifoods e cia). Não é esse tipo de serviço que vai tornar o Brasil uma potência.

    Isso aí sempre existiu e se chama SUB EMPREGO.

    É esse tipo de “empreguinho” aí que Marxistas adoram surrar os liberais. Pq é exatamente a personificação da exploração.

    Se eu fosse um figurante desses do IMB (tipo Pobre Paulista) eu diria que não há problema nenhum. É ótimo que esses jovens tenham uma ocupação…. alguém precisa ficar com o LIXO.


  11. epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2019/05/dormir-na-rua-pedalar-30-km-e-trabalhar-12-horas-por-dia-rotina-dos-entregadores-de-aplicativos.html

  12. Falando em desemprego, notei algo interessante na Suécia. Vi agora há pouco este gráfico. Notem que até meados de 2000, as taxas oscilavam, mas com menor intensidade. Depois, ficaram extremamente voláteis. A taxa atual está até um pouco alta, para uma economia livre. Será o assistencialismo? Dinamarca está bem melhor nesse quesito. Achei os da Noruega e Finlândia. Agora, esperar esse nível de emprego num país onde criticar a CLT é o equivalente a defender aborto em missa, é ficção.

  13. Algumas perguntas:

    1) Esses entregadores/motoristas possuem CLT?

    2) Caso não, a esquerda fica chorando para que eles tenham?

    3) Se fosse implementada para esses aplicativos, o desemprego entre os mais jovens se aprofundariam?

  14. Marconi Salvatori

    Favor corrigir a manchete: “…Jovens de famílias pobres”. Pelo menos no meu círculo familiar de convivência, e creio que na família de quem escreveu o texto e de alguns que aqui comentam, os jovens de classe média e alta estão estudando e se preparando para uma profissão de alta renta (dentista, médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, etc). e somente os jovens que não tem essa base de segurança econômica, tem que correr mais cedo e ganhar dinheiro para si e para complemento familiar. O correto seria esses jovens estarem se profissionalizando ou fazendo curso universitário para disputar melhores empregos no futuro. Comecei trabalhar aos quinze anos de idade, desmotivei com meus estudos, devido ao cansaço e falta de tempo para me preparar melhor para uma universidade. Que escolha ruim, aliás era a única que tinha, pois era de família pobre. Por isso, dediquei ao máximo aos meus filhos para estudarem primeiro, aprenderem uma profissão e só depois ir para mercado de trabalho. Sejamos sinceros, sem hipocrisia: pimenta no olho do outro é refresco.

  15. Veja o texto abaixo por David Agape II “Essa foi uma das escolhidas por fotógrafos do Estadão como foto do ano 2019. O autor da foto, Tiago Queiroz, comenta “Para mim, é uma foto que retrata a precarização do trabalho como a gente conhecia. Fico triste quando vejo aqueles meninos da foto, eles estão quase em situação de rua”. Explico aqui o porquê de isso ser besteira:

    Meu primeiro emprego fixo foi há 13 anos numa loja de produtos de limpeza. A minha função ali era entregar água numa bicicleta. Eu recebia R$ 100,00 por semana, ou seja, cerca de 16 reais por dia ou 2,2 reais por hora. O trabalho era pesado eu fazia dezenas de kms por dia, e carregando um baita peso!

    Na época já existiam celulares, mas não smartphones. Isso quer dizer que depois de cada entrega eu deveria retornar à loja para pegar os novos pedidos.

    Com o dinheiro que ganhei ali tirei a minha habilitação. Como eu já estava fazendo o trabalho de entrega de produtos de bike mesmo, fui contratado como entregador moto boy. Assinei carteira e passei a ganhar um pouco mais dinheiro. Quem morou em Praia Grande- SP em meados de 2007 deve ter me visto puxando uma carretinha amarela com uma moto.

    Na mesma época, já casado, eu entregava pizza nos dias de folga. E era o mesmo esquema, pegar pedidos na pizzaria e levar até os endereços. E repetir esse ciclo centenas de vezes ao dia.

    Não peguei o surgimento dos aplicativos de entrega, mas sei que eles quebram um galhão. Antigamente a gente tinha que caçar os endereços e frequentemente a gente se perdia. Dava um trabalho danado!

    Também descansei em praça nessa época e ficaria furioso caso eu fosse fotografado sem autorização e nesse tom pejorativo., Não se iluda, eu não fui o primeiro a trabalhar com isso e, definitivamente, não surgiu com os apps. Esse tipo de trabalho é o que dá a oportunidade para jovens sem formação e qualificação. E é também o que leva a pizza, a água e a encomenda pra todo mundo.

    Está com dó do entregador que está cansado? Dê uma gorda caixinha ou o contrate pra ganhar mais. Do contrário, coma a sua pizza e cale a boca. ??”

    Fonte: Ranking dos políticos : http://www.instagram.com/p/B7Ym-QqAh_q/

  16. Cara brasileiro tem que se ferrar mesmo. Se é de esquerda ou de direita não tem problema. Quando a lisura aperta o cara tem que se virar. Não quer trabalhar de app de mobilidade, vai emprender cara. Pega tua sacola de bugiganga e ou tua travessa de cocada e vai pra rua. Depender de governo corrupto e paternalista ou esperar por concurso pra mamar nas tetas é coisa de fracassado. um homen tem que viver do seu suor. seja ganhando 500 ou 50000. anarcocapitalismo na veia.

  17. Os órfãos do socialismo, os impenitentes nostálgicos do coletivismo tem pouca moral para criticar a iniciativa voluntárias dos entregadores de pizzas e de outros serviços particulares, pois, estes rapazes devem ser admirados por preferir suar a camisa, ganhando uns trocados, antes de ficar em casa às custas do próprios pais ou chorando da própria miséria.

    Ninguém pode ter dúvidas que a Holanda ou a Alemanha são Países decentes, pois, mesmo ali se tornaram comuns os tricíclos-taxi de jovens que fazem o serviço para ganhar o próprio dia…

    Diferente é o que se pode observar em Cuba onde os bici-taxis são muito numerosos, mas ele não podem faturar e embolsar o dinheiro para o próprio proveito…

    Aconteceu comigo, sendo parado pelo policial que exigiu do “condutor” a caderneta, para controlar se a “corrida” estava devidamente registrada, pois, o dinheiro pelo serviço é destinado ao governo – se assim se pode chamar aquele regime ditatorial…

    Isto sim que pode ser definido “trabalho escravo”!

  18. A esquerda não se contenta com apenas criar ou piorar problemas socioeconômicos, ela também faz de tudo para dificultar qualquer solução genuína (nada que não seja “ainda mais intervenção estatal na economia”).

    * * *

  19. A maior ironia dessa luta contra os aplicativos é que esses entregadores de aplicativos não apenas recebem cerca de 1.5 a 3 vezes mais que o salário mínimo, como também não possuem vínculos empregatícios. Ou seja, não quer trabalhar hoje? Não será penalizado. Não quer entregar um pacote do outro lado do bairro? Não precisa. Quer trabalhar poucas horas? Ók.

    Esse é um exemplo perfeito de quando sua ideologia está acima dos grupos que sua ideologia diz querer proteger. Esquerdistas não suportam ver diante dos seus olhos que um serviço desregulamentado consegue funcionar perfeitamente, garantindo renda e serviços pros envolvidos. Apenas querem ferrar com a empresa e deixar as pessoas desempregadas e/ou ganhando menos.

  20. e eu, motorista de caminhão em país de primeiro mundo ( japao) ainda sinto um pouco de inveja desses entregadores que conseguiram o que eu não consegui no Brasil, achar um jeito de seguir em frente com um estado que só toma e atrapalha aas nossa vidas, e hj o Japão que ja foi bom esta indo para o mesmo caminho, e eu passo dias fora de casa, e ainda tenho que carregar e carregar o caminhão sozinho pagar os meus gastos de sub existência e os impostos …

  21. Marvel, Revolution, MARVEL Future Revolution, download Marvel Future Fight, RPG, MMORPG, Open World, Customizing, PVP, Real Time, Massive, Action, Co-op Play, Story, Community Mobile, Mobile Game, Iron Man, Spider-Man, Tempestade, Doutor Estranho, Viúva Negra, Capitão América, Capitão Marvel, Senhor das Estrelas”

  22. Não sei se sou eu que não estou sabendo mexer no site, mas não consigo ver os novos comentários que aparecem em:
    https://mises.org.br/comentarios

    Quando clico neles e abre o artigo, não acho o comentário (mesmo carregando todos e procurando).

    Também não curti o novo layout, pra mim o de antes já estava perfeito.

  23. Uma sugestão ao site agora que mudaram o layout. Colocar um fundo cinza/escuro para facilitar a leitura..
    Em telas com muito brilho fica extremamente cansativo ler textos longos com um fundo branco; Dou uma olhada e logo desisto
    Ainda considerando que as letras estão em cinza e não preto, dificulta ainda mais

  24. E já tem burocrata vadio de Brasília querendo regulá-los, a ponto de mesmo a Uber ameaçar sair do Brasil. Como reagem os tais? Insinuam que os Correios poderiam criar um APP similar! (riam ou chorem)
    Seria como pedir uma corrida às 15h para o transporte chegar às 17h.
    Ainda desejo ver a cara dos lacradores quando tiverem de pegar ônibus lotado ou táxi custando no mínimo R$ 50 dependendo (uma só corrida) do destino…

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