“Criamos um arranjo educacional no qual as crianças devem suprimir seus instintos naturais — os quais as estimulam a estar no controle do próprio aprendizado — para, em vez disso, simplesmente seguirem automaticamente métodos e caminhos criados para elas por adultos, e os quais não levam a lugar nenhum” – Peter Gray, autor de Livre para Aprender.
Para a grande maioria da população, o homeschooling (ensino domiciliar) é algo tão estranho e radical que nem sequer é cogitado como uma possibilidade, quiçá como algo que possa ser viável e benéfico.
Apesar de ter relevância estatística ainda muito pequena em termos da porcentagem da população que o pratica ou o defende, o homeschooling tem crescido em visibilidade no Brasil. Do ponto de vista mais prático, esse crescimento, mesmo que perceptível, ainda esbarra em diversos obstáculos como, por exemplo, a escassez de recursos pedagógicos e a falta de uma cultura e de uma mentalidade favoráveis ao homeschooling. Acima de tudo, esbarra nas questões legais e até mesmo em sua interpretação equivocada.
Seria uma tarefa hercúlea tentar escrever algo abrangente e detalhado sobre homeschooling em formato de artigo. Assim sendo, o objetivo aqui é tentar esclarecer os pontos que são mais frequentemente distorcidos ou que geram confusão.
Fundamentos da educação convencional
O atual paradigma educacional é fundamentado em algumas premissas gerais, resumidas a seguir:
a) existe uma idade ótima a partir da qual o aluno deve ser ensinado;
b) tal ensino deve ser ministrado por profissionais qualificados e munidos de ferramentas e teorias pedagógicas;
c) esse arcabouço pedagógico é inacessível ao “cidadão comum”;
d) alunos da mesma idade têm (aproximadamente) a mesma capacidade e bagagem intelectual e, portanto, este passa a ser um parâmetro natural de segregação;
e) essa forma de divisão é a ideal e a única que permite a “socialização” dos alunos.
É importante explicitar essas características do sistema educacional vigente porque muitos dos equívocos que rondam o homeschooling têm a ver com uma visão romantizada do funcionamento desse sistema, de modo que qualquer tentativa de se distanciar desse padrão é vista como uma atitude retrógrada e incapaz de atender às necessidades educacionais básicas das pessoas em formação.
Com isso em mente, abaixo são listados os três pontos de maior contenda quando se trata do homeschooling.
O homeschooling não é um experimento educacional alternativo à educação praticada nas escolas
Apesar de diversos relatos de educação coletivizada compulsória ao longo da história, a origem do sistema educacional atual em quase todos os países do mundo pode ser rastreada até o século XVIII, na Prússia, um dos inúmeros pequenos estados que viriam a se unificar sob a atual Alemanha.
A característica notória que colocava a Prússia separada das demais nações da época era a exacerbada tendência militarista, normalmente sob pretextos nacionalistas. Após ser subjugada durante a expansão napoleônica, a Prússia passou por profundas reformas com o objetivo de evitar novas subjugações.
As primeiras mudanças notáveis foram no campo da educação. Dada a atmosfera militarista na Prússia, o objetivo da escola prussiana era formar soldados, independentemente do setor da sociedade em que fossem atuar. Como disse Murray Rothbard em suas pesquisas sobre o tema:
Com o sistema de escolas obrigatórias surgiram renascimento e a grande expansão do exército, em particular a imposição do serviço compulsório militar universal.
Um dos objetivos do método prussiano era a formação de uma sociedade altamente “educada”, que nada mais era do que um sistema pedagógico em que o individualismo daria espaço à uniformidade e à padronização. A espontaneidade deveria ser substituída pela obediência. Tudo isso era supervisionado por uma seleta casta de intelectuais com o aval do monarca.
Esse espírito é perfeitamente observável na dinâmica e nos ambientes escolares: cadeiras enfileiradas; alunos uniformizados e sentados passivamente em suas carteiras escolares obedecendo a seus professores; aulas com duração padronizada e demarcadas por sinais sonoros; ambiente maçante; filas e ênfase na obediência e submissão etc . Até uma visita ao banheiro ou ao bebedouro requer a permissão do seu superior.
Ou seja: a educação que todos nós conhecemos hoje surgiu há cerca de dois séculos. Por outro lado, o ancestral humano existe há cerca de 2,5 milhões de anos, ao passo que se acredita que o homo sapiens tenha por volta de 200 mil anos. Logo, a pergunta inevitável é: como as pessoas eram educadas antes das atuais escolas, ou seja, durante praticamente toda a nossa história?
É óbvio que não se via necessidade de ensinar — mesmo porque não havia grande conhecimento disponível — disciplinas especializadas como a química e a geografia, exceto por uns poucos aspectos de importância prática, mas que não eram nem sequer racionalizados à luz do método científico (que é também uma realização relativamente recente).
Os humanos eram educados em casa, primariamente por seus pais e pelas pessoas mais próximas, em termos familiares e geográficos. Conforme o corpo e a complexidade do conhecimento foram sendo ampliados, foi se ampliando também o escopo da educação fornecida às crianças.
Não é incomum na literatura de séculos anteriores à expansão global do método prussiano relatos da presença de tutores e de mentores, que tinham como objetivo ensinar e direcionar os estudos de seus pupilos. É bem verdade que essa era uma prática restrita às castas mais altas da sociedade, mas vale lembrar que o conhecimento da época não tinha grande valor prático — isto é, não se esperava que um camponês pudesse aumentar drasticamente a sua produção na lavoura por meio dos estudos.
Assim, as classes mais baixas não tinham grandes aspirações intelectuais.
O período de tempo de pouco mais de um século de educação coletivizada e compulsória, nos moldes que temos hoje, é insignificante na escala de tempo em que se dá a existência da humanidade. Durante efetivamente toda a sua história, o homem foi educado em casa por aqueles diretamente relacionados a ele.
Portanto, se um destes modelos educacionais deve ser encarado como um experimento, então certamente este deveria ser o atual.
Você não é suficientemente qualificado para educar seus filhos
Há diversas formulações desta frase, mas, no fundo, todas elas se resumem a tentar convencer os pais de que eles não são capazes de educar seus filhos.
Afinal, de acordo com o senso comum, em conjunto com toda a propaganda ao redor do tema, a dádiva da educação não pode ser encontrada em reles mortais, pois ela é um monopólio que só pode ser obtido pelos iluminados que optaram por encarar longos e tortuosos anos de faculdade — e, às vezes, seguidos de pós-graduação (que, a bem da verdade, é cursada na esmagadora maioria dos casos apenas por quem almeja cargos administrativos, sem muita relação com considerações pedagógicas).
Caso você não seja um seleto membro deste grupo, não há escolha a não ser se conformar com o fato de que seus filhos estarão sendo mais bem formados em uma escola.
No entanto, eis a realidade: se você chegou até este ponto do texto, assume-se que saiba ler. E que, por conseguinte, também saiba escrever. Se esse é o caso, considere-se apto a educar seus filhos.
Vou ainda mais longe: se é esse o seu caso, o homeschooling não apenas é possível, como também é muito superior à educação pública.
Explico: ao passo que pesquisas apontam que as turmas deveriam ser menores do que 20 alunos, a realidade brasileira são turmas de mais de 30 alunos. E não é incomum vermos salas de aula com mais de 40 alunos. O professor, ainda que fosse magnanimamente bem intencionado, é incapaz de manter o controle e dar a atenção necessária a cada criança. Além disso, a rígida estrutura cronológica da escola, em que as aulas têm uma duração predeterminada, não se adapta às necessidades de cada aluno. Alunos mais lentos — ou menos — tendem a ficar desencorajados ou entediados. Não há espaço na escola para um aluno que queira se aprofundar em um determinado assunto além daquilo que o professor está disposto a lecionar ou do que é previsto pelo programa pedagógico, criado por profissionais ou por burocratas que não têm nenhuma ciência das necessidades e particularidades de cada criança.
Por outro lado, o homeschooling permite um altíssimo grau de flexibilidade na educação das crianças, indo desde a escolha do método, de materiais e de currículos a até mesmo os horários e as atividades. Tão importante quanto esse aspecto é o fato de que, ao contrário da interação um tanto impessoal entre o professor e o aluno, ninguém tem maior interesse e incentivo em fazer com que seus filhos sejam bem sucedidos quanto os pais.
Essa conjunção de liberdade pedagógica e vínculo afetivo é algo que não pode ser reproduzido em ambiente escolar, independentemente da sua qualidade ou de ser pública ou particular — no final, pouco importa a gestão da escola, pois os currículos são impostos pelo Ministério da Educação.
Se o pai interessado em homeschooling sabe ler e escrever, então ele provavelmente tem acesso a algum material didático que cobre esses tópicos (esse tipo de material pode ser facilmente encontrado na internet), assim como os temas mais simples e fundamentais, como aritmética, que costumam ser de fácil entendimento e para os quais há uma grande variedade de opções.
Ninguém espera (e nem deveria esperar) que os pais que praticam homeschooling sejam especialistas em todas as áreas do conhecimento, o que nos leva a outro ponto em que o homeschooling supera a educação “convencional”: no homeschooling, o foco está em aprender a estudar e a formar autodidatas, contrariamente ao modelo de aprendizado passivo em que a criança se senta em uma sala de aula e espera que o professor transfira, por osmose, seu conhecimento.
Assim, quando as crianças atingem uma idade em que começam a se interessar por assuntos e abordagens mais sofisticados, elas normalmente já aperfeiçoaram a prática de estudar por conta própria, de modo que o papel dos pais passa a ser auxiliar na busca por material didático de acordo com as necessidades das crianças e a supervisionar o progresso de seus filhos.
O homeschooling, por fim, não requer profunda formação acadêmica, mas sim planejamento e dedicação. Glenn Doman, em seu famoso livro Como Ensinar seu Bebê a Ler, traz diversos exemplos de pais com pouca escolaridade formal que foram bem sucedidos em ensinar seus filhos a ler muito antes da idade escolar (veja aqui um vídeo em português sobre o método).
Hoje, com a internet, há um sem número de métodos, práticas e materiais de fácil acesso que foram consolidados ao longo de décadas/séculos (infelizmente, a maioria em língua inglesa), muitos dos quais de custo baixo ou mesmo gratuitos.
“Mas e a socialização?”
Que o atual sistema educacional é completamente ineficiente não é novidade para ninguém. Assim como a maioria da população tem algo a se queixar da democracia, e mesmo assim ela se perpetua por ser “um mal necessário”, igualmente é a visão da população sobre o sistema educacional atual.
Quando confrontados com essa realidade, e com o homeschooling sendo apresentado como substituto viável, dúvidas quanto à qualidade do ensino se dissipam e o último subterfúgio é costumeiramente algum tipo de desconfiança e ceticismo em relação à capacidade de crianças educadas em casa serem adequadamente socializadas.
A tal socialização que supostamente só pode ocorrer na escola tem um efeito colateral inerente à forma como ela é estruturada: o bullying. O bullying, ao contrário do que se noticia nos dias de hoje, não é uma epidemia ou um produto da modernidade, mas sim uma constante inseparável da escola. Talvez a tecnologia atual nos tenha deixado mais cientes desse problema, mas não tem como não haver bullying se pessoas são forçadas a conviver com outras com as quais não têm nenhum tipo de afinidade ou ponto em comum.
Para piorar, a escola torna os pais mais negligentes, pois ela se auto-atribui obrigações que são dos pais, e os pais, por sua vez, se tornam cada vez mais alheios à educação e à formação de seus filhos, pois já terceirizaram essa função para a escola.
Não se está dizendo, obviamente, que a escola exclui qualquer tipo de socialização, mas sim que a “boa” socialização que ela pode proporcionar é inseparável do bullying.
E aos que contra-argumentarem dizendo que isso de não é de todo ruim, pois não devemos ser “super protetores”, cito um trecho de um artigo de Matt Walsh, veemente detrator do sistema educacional vigente, em particular das escolas públicas:
Ou seja, eu vou mandar meu filho para uma escola logo em seus primeiros anos de formação, vou observar seus colegas tentarem estraçalhá-lo emocionalmente pela próxima década, e então, no fim de tudo isso, você irá me dizer que ele ao menos está socializado? É isso mesmo? E o que vem depois? Deveria eu entrar em uma banheira cheia de esgoto e hepatite para melhorar minha “saúde e higiene”? Obrigado, mas passo. Nos dois casos.
Dito isso, nos EUA, onde o homeschooling é uma prática comum, é bastante raro uma família praticá-lo em uma espécie de vácuo social. A maioria das famílias praticantes é afiliada a grupos e cooperativas nos quais as crianças participam de diversas atividades para promover a socialização. Isso, entretanto, não implica que essa interação seja livre de potenciais conflitos.
Em primeiro lugar, as crianças são frequentemente incentivadas a lançar mão de formas pacíficas de resolução de conflitos. Caso ocorra um evento irreconciliável, sempre existe a possibilidade de os pais simplesmente se desligarem do grupo e buscarem outro, o que raramente ocorre. Por outro lado, apenas se desligar de uma escola e ir para outra tende a ser apenas um paliativo. Os problemas inerentes à educação e ao bullying continuam intactos.
Outro ponto positivo destes grupos de homeschooling, e que tem a ver com o tópico anterior, é que eles permitem que pais com conhecimento específico em certas áreas sirvam como tutores de outras crianças. É bastante comum em grupos de homeschooling eventos e atividades como feiras de ciências, corais, bandas, recitais, oficinas de artesanato etc.
Para concluir
Vale ressaltar o óbvio: defensores do homeschooling não estão pedindo a abolição do sistema educacional vigente. Eles querem apenas a liberdade de não serem obrigados a enviar seus filhos para essas fábricas de coerção e de entorpecimento cerebral que são as escolas atuais. (Pela legislação atual, se você optar por educar seu filho em casa, poderá ir para a cadeia).
Vale repetir as palavras de John Holt, mundialmente famoso educador e defensor do homeschooling, em seu best-seller Como as Crianças Aprendem:
Queremos acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós mesmos raramente usamos.
Nós estamos tentando convencê-las de que, ao menos dentro da escola — ou mesmo em qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam envolvidos –, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.
No final, a maior e mais duradoura lição trazida pelo nosso sistema escolar é que aprender é algo maçante, que deve ser evitado ao máximo possível.
Apesar de todas as barreiras impostas ao homeschooling, seja a carência de material adequado em português, a legislação relacionada que é mal delineada e a ignorância geral sobre o tema, ele vem crescendo a passos largos no Brasil. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, e os defensores da liberdade devem sempre tentar lançar um pouco de luz para remediar a cultura de rejeição instintiva e infundada a essa antiga prática de eficácia e sucesso comprovados.
*Este artigo foi originalmente publicado em 20 de maio de 2022.
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Nós mesmos confessamos que o nosso modelo está errado quando admitimos que nossos jovens saem da faculdade sem estarem prontos para o mercado de trabalho. Ora, se o objetivo da faculdade é preparar o jovem para o mercado de trabalho, como que ele pode sair de lá formado sem está preparado? Estamos focados na teoria do “Cuspe e Giz” e estamos esquecendo da prática. Não que a teoria não seja importante, mas além de modificarmos nossa grade, precisamos focar na prática, pois é com ela que veremos sentido em determinada coisa.
Bill Gates era obcecado com computadores. A cada chance que ele tinha ele ia mexer em computadores. Ele cabulava aula e ficava noites acordado se dedicando a essa sua devoção.
Michael Jordan, após ser afastado do time quando criança, decidiu que nunca mais iria se sentir tão desprezado novamente. Passou a cabular aulas pra ficar treinando no ginásio, jogando dias e noites inteiros.
Donald Trump passou toda a vida focado em negócios imobiliários. Mesmo quando ainda estava na faculdade pegou dinheiro emprestado do pai para comprar um condomínios de 1400 unidades. Graduou-se milionário e, uma década depois, já era bilionário.
Steve Jobs tinha a criatividade como sua paixão. Na década de 1980 ele já visualizava um iPod, mas com a tecnologia então disponível, o negócio seria um trambolho enorme. Tão obcecado ele era que não descansou enquanto sua imaginação não ganhou vida EXATAMENTE no formato que ele imaginou.
Mark Zuckerberg se dedicou incansavelmente à codificação e conversão de uma linguagem em código. Era o único do seu grupo a ser considerado um verdadeiro gênio. Construiu o Facebook.
Nenhum desses perdeu tempo aprisionado em escolas sendo doutrinados e não aprendendo nada. Eles mostram que a única maneira de ser bem-sucedido na vida é ter um foco afiado e empurrar tudo o que secundário para o lado.
A grande função da escola hoje é transmitir a ideologia às crianças e de forma covarde, diga-se de passagem.
Enquanto a maioria dos pais brasileiros(pelo fato de trabalharem o dia todo) querem que o ESTADO faça creches e escolas de tempo INTEGRAL aí vem essa galera falar de homeschooling
rsrs
Homeschooling ja é permitido, se você quiser cuidar do seu filho em casa, você pode.
Se você quiser fazer uma auto felação, você também pode. Aliás a auto felação é o que resume todo o pensamento libertário…é a expressão maior dos idiotas donos de sua própria liberdade.
Uma das justificativas para o atual modelo escolar de enfiar o máximo de matérias possível na cabeça do estudante é que quanto mais ele descobrir coisas novas maiores as chances de ele se interessar por algo e assim seguir carreira profissional naquilo.
Tipo, se o estudante tomar contato com a existência de mitocôndrias e ribossomos, ele pode se apaixonar por aquilo e decide virar médico. Ou então quando o professor fala que existe algo chamado aromáticos (química orgânica) ele irá se apaixonar tão perdidamente que irá virar engenheiro químico.
Logo, quanto mais coisas você enfiar na cabeça da galera, maiores as chances de pelo menos uma colar.
Só que isso comprovadamente não funciona. Aliás, tem efeito contrário: quanto mais você cobra essas coisas em prova (condicionando a aprovação a isso), maior a repulsa que tais coisas geram.
Experiência própria. Eu odiava historia e biologia no colégio. Depois que me vi livre daquilo, passei a gostar. Hoje adoro. A escola só atrapalhou meu aprendizado e me causou repulsa ao conhecimento.
Detalhe: de fato, o modelo educacional atual começou na Prússia do século XVIII. Depois se difundiu para os EUA. Chegou inicialmente em Massachusetts em 1852. À época, era extremamente brando: exigia que crianças de 14 anos fossem para a escola por apenas 12 semanas por ano, seis das quais deveriam ser consecutivas.
Desde então, o sistema foi se intensificando, reduzindo cada vez mais a idade mínima.
O modelo original foi inventado pelo exército prusso para garantir que todos os jovens funcionassem como engrenagens perfeitamente conectadas durante o esforço de guerra. Esses jovens aprendiam matemática básica (para calcular soluções para o poder de fogo da artilharia), o básico da alfabetização (para entender e repassar ordens) e, é claro, educação física.
Mas o que é realmente interessante é que esse currículo era muito mais enxuto e racional que o atual.
Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
1- Privatize todas as escolas públicas.
2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
O resto é só demagogia eleitoreira.
A internet é o maior “livro” do mundo.
Enquanto o governo não nos bloquear, teremos acesso ilimitado ao conhecimento.
Os livros do governo são limitados, restritos a ideologias e afundam a vida das pessoas com total esquecimento sobre trocas voluntárias.
O governo nunca ensinou capitalismo aos futuros capitalistas.
A escola pra mim era um tormento sem fim…
Com o tempo descobri que :
Os professores mais autoritários eram os que menos sabiam alguma coisa;
Os melhores eram caçados pela burocracia escolar;
Não uso na vida um terço do que eu aprendi;
Não tem melhor escola do que a vida;
E encontros de ex-alunos são deprimentes.
Gostaria de saber a opinião dos caros colegas sob o construtivismo
Pergunto isso porque minha mulher só quer procurar escolas para meus filhos pequenos que tenham ensinamento “construtivista” e meu feeling é que este troço é mais enrolação do que qualquer outra coisa. Ressalto que é mais feeling pessoal pois não tenho conhecimento aprofundado no assunto.
Pergunta off-topic : seria possível dolarizarmos a economia brasileira?
Meus filhos são frequentemente desestimulados a dar sua opinião na escola, e pelos próprios professores! E eu estou pagando por isso! Felizmente, já estavam prevenidos quanto a isso, e chegam em casa contando o que ocorreu e que procuraram argumentar. Os professores fazem questões abertas, pedindo a opinião sobre algo. Se a resposta for diferente do esperado, alguns tentam impor a doutrinação (nem estou falando de política).
Exemplo: o que vc achou do livro tal? Minha filha disse que não gostou e foi um escândalo. A professora tratou ela como uma excêntrica, diferentona, e no recreio os colegas a censuraram. E aí vem o ponto mais triste: as crianças, em sua simplicidade, diziam: vc não pode falar o que pensa. Multiplique isso por 200 milhões e temos o Brasil…
Sou a favor. Desde que se mantenha os concursos públicos.
Também sou a favor da desobrigação do diploma universitário para quem provar capacidade. Por exemplo: Se alguém fizer a prova a OAB e passar, pode ser advogado, mesmo sem ter feito Universidade de Direito.
Afinal, o que importa é o conhecimento e a capacidade da pessoa, e não um diploma de papel, muitas vezes comprado.
A escola moderna foi inventada no Sec. XIX. Tem mais ou menos 200 anos. O que é pouco para a humanidade, que tem milênios de existência. O homem viveu muito bem sem a escola por séculos, séculos e mais séculos a fio e mesmo assim pensou, inventou, construiu e produziu. Se a escola fosse mesmo boa para o conhecimento, a humanidade teria de esperar até mil oitocentos e pouco para construir as pirâmides, descobrir a América e assim por diante.
Existe os prós e os contras, agora, sou a favor. Do jeito que anda as escolas no Brasil, principalmente as públicas, é melhor a criança ser ensinada em casa. Corre menos riscos. Veja, se a criança é inteligente, as gangues não gostam. Seu filho pode até apanhar na escola por isso. Caso resolva ser como a gangue…sem esperanças. Falo isso, porque tem criança sofrendo preconceitos por ser estudioso, e, não tem condições de pagar uma escola particular. Quem não teve que mudá-lo de escola? e, é difícil fazer uma criança entender o que é o certo, vendo tanta coisa errada.
O Governo tem que parar de bisbilhotar e se intrometer na vida da população. Se a pessoa tem condições de oferecer uma boa educação aos filhos em casa, por que enviá-la obrigatoriamente à uma instituição de ensino pública ou particular ?
Será por que o Estado tem algum interesse político nisso ? Os livros de História passam por aprovações governamentais, etc.
P:Você considera uma intervenção indevida do Estado na família?
R:Sim. O estado usa a escola para doutrinar as crianças, ensinando que um sistema ideológico, aquele mesmo sistema que deu errado em todo lugar que foi imposto, é bom.
P:Você vê algum risco em a criança ser ensinada em casa?
R:Não. Se a criança for ensinada em casa, estará livre do bullying e das drogas, pois isso está presente em todas a escolas, sem exceções. Diferente das famílias onde umas são boas, outras não. Logo, há chance de livrar a criança dessas coisas com o homeschooling.
Quanto a socialização, é só frequentar uma igreja e arrumar um emprego. Se escola fosse mesmo um bom lugar par aprender a se socializar, não haveriam pessoas tímidas e bullying lá dentro.
O homeschooling tem sido aplicado em vários países e os resultados mostram que quem é educado em casa tem notas boas na maioria dos casos. Mesma coisa na questão da socialização, a maioria dos que são educados em casa não saem praticando bullying por aí.
Eu sou a favor de qualquer ensino que dê futuro á criança, não importando o meio como ela é feita.
Posso considerar interessante a Pré Escola sendo feito com a Família, além disto acho que nem toda Família conseguiria levar seu filho a uma Universidade, por exemplo, claro que estou retirando da analise o Ensino Moral.
O problema de hoje é que as famílias estão doidas para os filhos completarem a idade escolar para os vomitar na Escola.
Vamos refletir…
Homeschooling – conheça a prática da educação domiciliar em escolaeducacao.com.br/homeschooling/
Deveriam lançar também o “homecollege” (risos)
Se no ensino fundamental e médio já vemos a doutrinação agindo, sabemos que a coisa se potencializa ao extremo no superior e uma alternativa acadêmica sem esquerdices seria bem-vida até à medula…
Não sei se o ensino à distância no Brasil escapa da loucura marxista…
Mas quê se poderia fazer para reverter o processo gramscista nas faculdades e universidades?
Na USP fizeram um tal de “Ato em solidariedade ao Jean Wyllys”, o primeiro “exilado” da “ditadura bolsonarista”…
Uma luz necessita surgir nesse ambiente e pra ontem!
De uma pessoa que ficou praticamente 11 anos em escolas estatais: as escolas se tornaram, como diria Paulo Kogos, campos de concentração de pedofilia intelectual. Esse argumento de socialização é pura besteira (a não ser no sentido marxista, até porque a escola é estatal), sofri bullying e o aluno não se socializa sendo integrado coercitivamente com outros alunos em salas coletivizantes.
Passei por três instituições de ensino superior e eu digo que há pessoas ressentidas e com ódio ao mercado, como se elas fossem pessoas iluminadas e todos nós ali fôssemos uma elite intelectual que agora vai iluminar as cabeças de “quem está fora” da sala de aula (ainda bem, se estivessem junto seriam contaminados também). Tive que ver pessoa que iria votar em Guilherme Boulos e Fernando Haddad, e traçando aquelas críticas sem fundamento ao Bolsonaro (e olhe que eu tenho várias, tais como o fato dele ter uma ideologia essencialmente positivista e coletivista).
E um adendo: você chega no ensino superior e você provavelmente irá se deparar com professores que nem se importam com os alunos, faltando com frequência e desaparecendo. Aí você conclui: se o professor não dá todo o conteúdo para eu aprender e afins, tendo que ler algum livro posteriormente, não é mais fácil eu ficar em casa lendo somente o livro e nem perder tempo com a aula?
1000% de acordo. A obrigatoriedade do ensino coletivo e a centralização do conhecimento é mais uma parte da hipocrisia manipuladora estatal que mata a inovação e uma característica pouco comentada, mas essencial a qualquer tipo de genialidade: a inocência.
Os intelectuais oficiais são, além de míopes e arrogantes, extremamente maliciosos e pervertem uma qualidade em defeito: o ceticismo. A tempo, ser cético é ser coerente, racional e metódico. Porém o limite se encontra quando o desconhecido bate a porta, e a infinitude criada pelo agente oculto se desnuda perante nossos olhos, nos provocando a provar o novo e quebrar paradigmas.
Para isto é necessário ser inocente. Essa peculiaridade presente em 100% dos gênios que mudaram o mundo com suas descobertas se baseia na capacidade de se desapegar de conceitos já estabelecidos em troca de algo maior. Porém essa nobre virtude sempre esbarra quase sempre naqueles que, dispostos de signos, títulos e autoridade, avançam com agressividade e deboche difamando, punindo e até mesmo levando ao cárcere estes que conseguem ver além da maioria.
Vou exemplificar:
– Galileu Galilei e o heliocentrismo
– Cristóvão Colombo e a descoberta das Américas
– Louis Pasteur e a teoria da biogênese
– Isaac Newton e descoberta das Três Leis fundamentais da física
– Albert Einstein e Max Planck e a formulação da física quântica.
Onde quero chegar com tudo isso? A monopolização do conhecimento chegou a níveis tão absurdos que hoje, excluindo alguns nichos de pesquisa, basicamente centrados em tecnologia computacional e da informação, nada mais se cria de fato, e não há ruptura.
Depois da descoberta de um caso de câncer ano passado na família, meu gosto natural por medicina se transformou em uma verdadeira obsessão sadia na busca por uma cura definitiva para esse mal que ceifa milhões de vidas todos os anos, e está se tornando uma das maiores causas de mortalidade mundial, crescendo ano a ano.
Ao passo que minha pesquisa foi se aprofundando e fui obtendo bases teóricas e resultados de estudos no mundo todo, sem me prender as parcas teorias genéticas facultadas pela cátedra, consegui estabelecer alguns modelos que levaram a conclusões e protocolos de tratamento completamente antagônicos ao que é praticado hoje.
Long story short: a furada teoria genética da alteração celular é somente uma desculpa esfarrapada para a pesquisa unilateral de fármacos patenteáveis, pois não é esta a causa e muito menos a cura do câncer.
Pensando na psicologia da população em uma sociedade ancap, é possível supor que as pessoas viveriam em constante vigilância e com sentimento de insegurança (principalmente as mais pobres) por terem que defendem suas propriedades com mais frequência. O Estado, apesar de imoral, serviria de ansiolítico para a população, justificaria sua existência, mas ainda não o legitima, minha enfase é em uma das funções. O que impediria de surgir novamente algo como um proto-Estado com função assistencialista??
Como professor o que posso colocar é o fato do Brasil ter um currículo escolar padronizado por legislação específica e ainda ter uma base nacional comum ou seja cria uma trava onde já não se podia efetivamente trabalhar e agora aumentou a carga sobre o aluno. Para piorar a situação temos a pedagogia do oprimido (pedagogia do coitadinho) onde o aluno entra na sala de aula sendo vitima e não como um estudante.
Não vejo com tanta regulação e tamanha desordem nas faculdades (Jesus Cristo pode ser totalmente contestado ao passo Paulo Freire jamais) que entrega ao mercado de trabalho profissionais e coordenadores de ensino a missão de educar pois na atualidade essa missão não cabe a família e sim a escola. Em uma condição dessa me pergunto como alunos vão ter sucesso estudando em casa com livros feitos por profissionais com essa ideologia , onde esse material chega na escola com conteúdo sem a mínima atratividade e com máximo de prejuízo ao seu desenvolvimento e por falta de opção provavelmente será a opção daquele responsável pela educação domiciliar.
Se forem optar por educação domiciliar não usem sistemas de ensino vendidos atualmente nas escolas e por amor a suas crianças ensinem de acordo com os assuntos que lhes deixam felizes, verão que a preguiça e o desanimo irá desaparecer de suas vidas. Criança e adolescente é para ser feliz, ter momentos de alegria ao estudar e não estar fazendo firula de forma inadequada para parecer bonito nas fotos do Instagram da escola e servirem de objetos de marketing digital para convencer os país de que são os melhores e não conseguir responder nenhuma questão ou resolver problemas mínimos.
FED retardada aumento na taxa de juros.
Isso joga o crash mais frente, pois as altas na taxa de juros fariam famosa "inversão da curva dos títulos" acontecer mais cedo, portanto adiaram o crash, correto?
Sabemos que FED esta fazendo algo inédito na história, controlando a taxa de juros via o juros que paga aos bancos pelo excedente no compulsório que o próprio FED despejou nos bancos via "QE", Quantitative Easing.
Depois de tanta retração e voltando a níveis monetários de anos atrás e depois da atitude no juros, alguma chance de voltarem a praticar QE?
QE acho improvável, vão guardar essa carta pro crash, agora basta voltar a revender os títulos americanos que compraram, provocando assim uma enxurrada na oferta monetária, o problema é que os títulos agora são podres, alguma chance de sucesso nessa operação no futuro?
Ao mesmo tempo isso não funcinaria no longo prazo, aumentaria a oferta monetaria mas ao mesmo tempo você estaria marrando players em títulos, isto é, em improdutividade. Iria adiar a crise mas novamente vejo que iria entrar em outro beco sem saída.
Ao menos quando o FED faz QE e compra títulos em posse dos bancos privados, ele pelo menos esta retirando a improdutividade da economia, isto é, retirando os títulos publcios, que como sabemos, os titulos publicos fazem investimentos privados serem erroneamente direcionados para esse rentismo que nada produz.
É coisa de louco, ciclo sem fim, é um clico-vicioso de toda hora uma intervenção sendo feita pra arrumar desajustes da economia que foi causada por uma intervenção passada.
E tudo isso faz as pessoas gastarem tempo, aumenta insegurança e o risco do investimento, pra fica ai tentando descobrir o que o FED vai aprontar na próxima.
Discordam de algum ponto?
Há um tempo atrás, um primo meu postou a seguinte imagem no Facebook:
goo.gl/images/PgNenV
Na minha cabeça, discordei da frase, mas fiquei sem argumento para contrariá-lo, então deixei quieto. Mas é fato que a maior parte do que é ensinado na escola é coisa que a maioria das pessoas nunca vai usar na vida (eu, por exemplo, não lembro de quase nada do que aprendi no ensino médio) e que quem acredita no que está escrito no segundo quadrinho não é necessariamente uma pessoa sem estudos mas um imbecil.
O presente artigo me despertou o interesse em buscar maneiras de apoiar o HS no Brasil, principalmente através de traduções do material didático, o qual é bastante escasso por aqui. Por acaso alguém já conhece alguma iniciativa nesse sentido? Atualmente estou consolidando meu aprendizado de inglês mas eu estaria disponível pra colaborar muito em breve.
Eu fui testemunha disso. Meu pai alfabetizou um sobrinho meu por que ele encheu o saco dele vendo os maiores lerem livrinhos e ele não conseguia. Já aposentado, pegou o moleque aos cinco anos de idade e o ensinou a reconhecer as letras e depois as sílabas e assim por diante, até a criança conseguir ler um livrinho de 5 páginas. Hoje, o guri lê muito bem e escreve bem melhor do que as irmãs mais velhas que foram para a escola normal. É assustador ver que, por exemplo, minha cunhada que foi para uma escola particular sócio-construtivista não consegue entender um simples email. A escola onde ela estudou os alunos não rodavam, e nem podiam, por que iriam traumatizar os floquinhos de neve. O resultado tá aí, burra que dá até raiva.
educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/01/30/defensora-do-ensino-domiciliar-e-nomeada-para-coordenacao-no-mec.htm?fbclid=IwAR10rBsFWaIz4fjvLtcbVg-D0HRMFFAQXliGreMVnExY79-H5aV1t8hJzZs
Temos uma pessoa favorável ao homeschooling num posto-chave do MEC, o que é bom. Bolsonaro já se manifestou favorável a esse sistema, o que é ótimo.
O problema é que Maria Eduarda é uma moça jovem, inexperiente e sem formação em educação, daí a chance de ela fazer besteira ou ser ignorada por superiores é grande.
Um outro problema desse modelo educacional é o engessamento de avaliação dos alunos. Quando estava no ensino médio sempre achei absurdo você não poder usar uma calculadora em sala de aula. Tinha que fazer provas de matemática e física que muitas vezes necessitavam de duas folhas extras para cálculo, as vezes cada questão levava até 10 minutos para resolver em 45 min de prova, questões de polinômio, matriz, etc… você erra um número ou sinal e o resultado não bate no gabarito depois de 10 min, ou você por algum motivo acha um número que existe na questão, mas é errado (não me pergunte como tem professor de matemática que consegue fazer essa trollagem). A questão é: O aluno desenvolveu todo o exercício, mas por causa de um número perde toda a questão, ao invés do professor considerar que o aluno foi capaz de desenvolver corretamente o entendimento das equações, podendo reduzir o ponto da questão e colocar uma observação do porque, a escola prefere zerar totalmente a questão errada. Ora, o melhor engenheiro do mundo pode cometer enganos. Até onde sei o objetivo era verificar a capacidade de interpretação e desenvolvimento do aluno, um engano ou outro numa soma não é prova de que o aluno desaprendeu a somar ou que não compreende o assunto.
1- O cerne da questão é a liberdade – liberdade de se decidir o quê e como se deve ou se pode ensinar e aprender; liberados os currículos, o próximo passo lógico é que as pessoas se associem para otimizar modelos educacionais e criar pequenas ou mesmo grandes “escolas”, porém sem as imposições curriculares do estado.
2- Há pouco tempo, quem passava no Enem era considerado “graduado” no ensino médio; isso, de certa forma, legitimava o ensino domiciliar ou alternativo e ninguém falava nada, por que será?
3- Um exemplo da nossa mentalidade atrasada nesse assunto são as nossas Auto Escolas: somos obrigados a cumprir “horas-aula” para aprender legislação; depois, somos obrigados a aprender a dirigir com o instrutor credenciado da auto escola, também tendo que cumprir “horas-aula”. Nos EUA, em Massachussetts, por exemplo, você estuda a legislação como quiser e, se passar na prova, está habilitado a dirigir em vias urbanas por um ano para aprender, desde que acompanhado por adulto com mais de um ano de habilitação, ou seja, admite-se que é possível aprender com o pai, a mãe, o tio, ou qualquer pessoa que saiba dirigir. Quem sabe fazer, pode ensinar.
Esse ponto aqui do texto eu acho fundamental pra discussão sobre homeschooling:
“Dito isso, nos EUA, onde o homeschooling é uma prática comum, é bastante raro uma família praticá-lo em uma espécie de vácuo social. A maioria das famílias praticantes é afiliada a grupos e cooperativas nos quais as crianças participam de diversas atividades para promover a socialização. Isso, entretanto, não implica que essa interação seja livre de potenciais conflitos.
[…]
Outro ponto positivo destes grupos de homoschooling, e que tem a ver com o tópico anterior, é que eles permitem que pais com conhecimento específico em certas áreas sirvam como tutores de outras crianças. É bastante comum em grupos de homeschooling eventos e atividades como feiras de ciências, corais, bandas, recitais, oficinas de artesanato etc.”
Além de responder que a socialização não se dá apenas na escola, esse trecho do texto mostra que o homeschooling é apenas o primeiro passo em direção ao desenvolvimento de sistema educacional realmente livre tendo a educação familiar como base. Com o tempo esse sistema cresce, os pais vão trocando experiências entre si na educação dos filhos, as técnicas de ensino mais eficientes são mais procuradas e então sistematizadas e por fim se formam centros de ensino para as crianças, e como já foi dito, tudo isso tendo início com os pais educando seus filhos. ESSE é o real medo dos adeptos do ensino público e inimigos do homeschooling em geral: não é que a criança não se socialize, mas que o homeschooling acabe servindo de base para o surgimento natural de um sistema de ensino paralelo totalmente voluntário e muito superior ao ensino estatal. Uma vez existindo tal sistema, o restante da sociedade não teria dúvidas em apontar qual é mais eficiente e barato, e então seria o fim da escola pública. O que os estatistas e inimigos da família em geral não querem é CONCORRÊNCIA.
O tema é interessante e creio que vale um grande debate pela sociedade, mas confesso minha ignorância no assunto. Se alguém puder ajudar com algumas informações, eu ficaria grato:
1. Existem dados comprovando que adultos que passaram por homeschooling são mais bem sucedidos profissionalmente?
2. Como balancear o ensino dos filhos com a cada vez mais crescente necessidade de ambos os pais trabalharem devido ao poder de compra dos salários brasileiros? Existe algum case mundial para essa situação? Isso sem contar que muitas vezes os filhos precisam ajudar no trabalho.
3. Como garantir que um País onde a maioria das pessoas são analfabetos funcionais possa garantir uma boa qualidade de homeschooling?
4. Por outro lado, a formação de jovens aptos a empreender, inovar e cooperar deve ser uma das maiores preocupações da economia de um País. Qual é o melhor caminho para tal? Será que centros de ensino com abordagens diferentes da educação passiva não seriam a solução ideal? Normalmente o meio termo é o melhor caminho.
Abraços.
Muitas professoras são semianalfabetas funcionais. E isso mesmo no Estado de São Paulo.
Além disso, grande parte das professas é desequilibrada emocionalmente e várias chegam a ser sociopatas. Muitas são feministas cheias de misandria.
A doutrinação neomarxista é onipresente.
* * *
O que não faltou neste texto foram críticas à educação convencional e elogios à “moderninha”. Calma aí, nem tão ao Norte, nem tão ao Sul.
A tese do bullyng para refutar uma socialização saudável é ridícula, como se este fosse a regra, como se a vida, além dos muros escolares, não haveria de trazer incessantes e diferenciados bullyngs a todos, e como se, ainda com ele, não haveria uma melhor inclusão social da criança/adolescente do que a que é permitida quando se estuda sozinho ou em grupos de encontro de pais e filhos. Na escola, a criança se depara com diferenças com as quais terá de se adaptar constantemente. Isso é bom.
Outro ponto é que, estudando em casa, a criança inevitavelmente irá recorrer a aulas online, não me venha dizer que há algum pai ou mãe aptos a dar à sua prole o conhecimento geral de que ela precisa e que lhe é dado nas escolas, não, não há. Portanto, o que haverá é só o remanejamento de professores do ambiente físico da escola às câmeras de cursinhos que os pais pagarão para que seus filhos aprendam.
Nesse sentido, o autodidatismo, exceção humana, é sempre restrito a um ou dois temas de interesse, ora, não há só uma ou duas matérias a serem aprendidas para a formação do conhecimento.
Ademais, as falhas na educação convencional brasileira, como as salas lotadas, não são problemas inatos à forma de ensino, senão problemas de estrutura que não atingem à essência do ensino, ou seja, é como reclamar do mau sabor do peixe criado em um rio de fezes: o problema está no rio, não no peixe.
Seria possível um tcc de combate a este artigo, mas não poderia fazê-lo nessas circunstâncias, por isso encerro dizendo que sou favorável sim a liberdade do ensino domiciliar, mas que não concordo que seja mais eficiente que a educação escolar, nem achei justo essas críticas todas, umas muito forçadas, a ela e os muitos aplausos a algo que não tem comprovação prática em solo brasileiro e não é a regra mundial.
Gostaria de saber se posso começar o homeschool com minhas filhas de 10 e 11 anos?
” …no homeschooling, o foco está em aprender a estudar e a formar autodidatas, contrariamente ao modelo de aprendizado passivo em que a criança se senta em uma sala de aula e espera que o professor transfira, por osmose, seu conhecimento.
Assim, quando as crianças atingem uma idade em que começam a se interessar por assuntos e abordagens mais sofisticados, elas normalmente já aperfeiçoaram a prática de estudar por conta própria, de modo que o papel dos pais passa a ser auxiliar na busca por material didático de acordo com as necessidades das crianças e a supervisionar o progresso de seus filhos.
Isso me faz pensar em como o sistema de ensino tradicional não nos ensina a aprender por conta própria. O professor é visto como o detentor do saber que faz uma transfusão do seu conhecimento para os alunos.
Frases como: ” O professor ensina mal”, “o professo tem que me ensinar tudo o que ele sabe” colocam a responsabilidade do aprendizado nas mãos do d professor/escola.
“Esse espírito é perfeitamente observável na dinâmica e nos ambientes escolares: cadeiras enfileiradas; alunos uniformizados e sentados passivamente em suas carteiras escolares obedecendo a seus professores; aulas com duração padronizada e demarcadas por sinais sonoros; ambiente maçante; filas e ênfase na obediência e submissão etc . Até uma visita ao banheiro ou ao bebedouro requer a permissão do seu superior.”
Isso mostra o quanto o atual sistema educacional vigente se consolidou justamente após a Revolução Industrial, pois toda essa organização é exatamente o que acontecia nas fábricas (alunos uniformizados sentados em fila obedecendo aos professores, com filas e ambiente maçante, obediência e submissão, sinais sonoros que definem as aulas, etc.), até mesmo as escolas se parecem com prédios de fábricas, portanto essa organização ganhou o interesse dos grandes industriais – basta trocar “alunos” por “operários” e “professores” por “patrões”. Ou seja, esse é um sistema que agradava tanto aos grandes industriais quanto ao Estado (o principal aliado dos grandes empresários e industriais) para manter os sentimentos de patriotismo e nacionalismo e/ou obediência no próprio Exército.
Excelente artigo, mostra como atual sistema de ensino brasiliano é caótico e prejudical as crianças e faz um alerta para quem quer realmente está preocupado em educar seus filhos não utilizaria deste sistema.
Casar e mulher que é o problema e não homeschooling. Ter filhos? Primeiro tem que arrumar uma mulher decente, que não esteja degenerada pelo mundo moderno, feminismo, promiscuidade, que não seja rodada e ainda por cima ser bonita e com boa genetica pra passar pros seus filhos.
E ainda corre o risco de ter filhos com problemas psicologicos (esta em alta, depressão, autismo, deficit disso e daquilo)
Ou ser degenerado pela escola marxista e o mundo moderno.
Numa boa, ja perdemos a guerra e eu só estou aqui pra assistir esse filme. Culturalmente ja era!
Quem é professor no ensino fundamental e médio do Brasil? Salvo raras exceções, pessoas que não conseguem ser nada melhor, que se tornam professores (ou policiais) por falta de opções melhores. Os mais ineptos, incompetentes, preguiçosos e indisciplinados entre os jovens sem perspectiva, correm para uma vaga de professor (ou policial) para ter o que comer. São esses indivíduos que formam a massa intelectual do mundo.
Desesperador.
Agora em 19/maio/2022 foi dado um passo importante. A Câmara dos Deputados aprovou o homeschooling. Vai para o Senado. Acredito que vão aprovar também. Mais detalhes das regras podem ser consultados aqui: agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2022-05/camara-conclui-votacao-de-projeto-que-regulamenta-ensino-domiciliar#:~:text=A%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados%20concluiu,Brasil%2C%20tamb%C3%A9m%20conhecida%20como%20homeschooling.
Alguns anos atrás, antes mesmo da pauta da educação domiciliar estar em destaque, ouvi uma professora de escola pública defendendo que é a escola, e não os pais, quem tem de educar as crianças.
A justificativa dela era que os pais receberam uma educação “errada” de seus antepassados e, se deixá-los educar os próprios filhos, iriam repassar essa educação “errada” para seus filhos. Por isso seria papel da escola “corrigir” isso e passar a educação “certa” às crianças.
Mas isso ainda é o de menos. Ela defendia que a escola deveria também “educar OS PAIS”! Segundo ela, os pais “não entendiam” por que “determinadas coisas” estavam sendo ensinadas ao filhos e, por vezes, acabavam se opondo a isso. Ao “educar os pais”, a escola buscaria mudar a visão de mundo deles, tornando-os menos resistentes à educação escolar. Em outras palavras: “vamos doutrinar os pais para que eles nos deixem doutrinar seus filhos”!
O único argumento contrário, que eu acho aceitável é o de que a escola é quem em grande parte das vezes conseguem descobrir o abuso sexual sofrido pelas crianças. Porém ainda assim não é argumento o suficiente para barrar o Homeschooling. Visto que quem pode efetivamente adotar esse ensino são famílias bem estruturadas, e com uma classe econômica, ao meu ver, no mínimo média… e claramente os pais não sabem de tudo, contratarão profissionais para ensinar os filhos aquilo que eles não sabem, e esse profissionais poderão ver, as vezes de forma até mais efetiva, esses abusos
Ótimo artigo, bastante interessante, especialmente quanto aos argumentos referentes à socialização, que é o mais frequentemente argumento usado, mas preciso fazer o comentário frívolo de que me surpreende tristemente ninguém ter feito alguma piada com o erro de digitação “homoschooling”, sobretudo no cenário cultural atual. O meme já veio feito, galera, pô.
me parece que as escolas foram baseadas nas fábricas que por sua vez foram baseadas nos exércitos… desde regulação, passando pela uniformização até o doutrinamento… é reduzir o ser mais elevado do universo conhecido em uma máquina… lamentável… e ainda tem gente que está ansiosa por entregar seu livre-arbítrio para as máquinas tomarem as decisões por eles… essas realmente merecem perder o livre-arbítrio!…
Não sei se vocês viram, mas a PEC 206 está gerando pavor nos esquerdistas.
A ideia é boa, mas eu gostaria que isso desse resultados práticos, como por exemplo diminuir os impostos que são usados para custear o ensino superior. E tem que mudar a estrutura orçamentária, que hoje em grande parte é para bancar folha de pagamento do funcionalismo. Também seria bom eles copiarem o modelo de doações que é feito nas universidades americanas estatais. Hoje grande parte do dinheiro vai para o funcionalismo, não sobrando para comprar demais insumos. Ou seja, no primeiro aperto fiscal, os salários dos funcionários ficam intactos e os alunos ficam sem energia e água. Nessa brincadeira de “fique em casa”, os salários do funcionalismo ficaram intactos. Não houve cortes, apesar de eles não estarem trabalhando.
Em questão de qualidade, não deve mudar muita coisa. Na melhor das hipóteses vai funcionar como os Correios.
Todavia, para acabarem de vez com os privilégios do funcionalismo, só se o Brasil não tiver banco central. Aí não haverá obstáculo jurídico ou legal que consiga barrar medidas de austeridade. Já ocorreu na Grécia.
E já que estamos falando de ensino domiciliar, seria interessante estender isso também para o ensino superior. Nesse caso, aí teria que fechar o MEC.
Aluno estuda em casa lendo livros e consultando tudo que quiser na internet: “que horror! que atraso! não pode!”
Aluno estuda em casa assistindo videos produzidos pela universidade pública: “EAD é o futuro! evolução tecnológica!”
De fato a humanidade educou seus filhos em casa, principalmente para o trabalho, para sobrevivência, e a casa era o centro. Mas, algo mudou. A casa não e mais o trabalho. Boa parcela das pessoas trabalham em empresas. Então se fossemos prolongar o modelo familiar eu entendo q em casa se possa alfabetizar. Mas, o prolongamento dessa formação deve ser feita em empresas em programas de trainee. Empresas oferecem no todo a pluralidade de trabalho. Lembro ainda o Relatorio J Coleman em q ele afirma q quem faz a escola e o nível sócio econômico cultural dos pais. Portanto, ao inverso do q se prega, resultado da ideologia de dominação estatal, a família faz a escola e não o inverso. Essa liberação dos jovens a partir do 11 anos para o treinamento e trabalho e fundamental em pais sub desenvolvido do os jovens a partir dos 11 anos deve tratar da sobrevivencia, senão antes.
Tem-se que acabar como o monopolio de mercado das universidades via diploma, que ñ é certificado de saber porque universidades informam não formam.
Incrivel q as fortes discussões sobre homeschooling tiveram como ponto de partida os grupos mais conservadores religiosos, e nem foi por questões pedagógicas ou de conteudo. Assim como acontece com as discussões de genero. E eu me alinho com eles, eles por suas razões e eu pelas minhas.
O unica vantagem do estadoescoling brasileiro é que eles tentam ideologizar as crianças, mas estas ao passar de anos sem aprender, acabam nem se o interessanso pelas ieologias, junto com as outra materias, salvo caso dos que estudam com afinco essas ideologias comunistas na escola porque gostam
O homeschooling não passa de uma educação a distancia,por que o estado ainda mantem uma grade curricular para a pessoa seguir. Os “liberais que defendem isso são burro demais.
A educação publica deve ser extinta,não só a questçao das escolas e universidades,mas a obrigação de diploma,miniserios e secretaria. Isso iria resolver o problema de uma vez.