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A Revolução Industrial, as mulheres e as minorias: como a ideologia suprimiu a realidade

Um mito altamente destrutivo passou a dominar o
debate sobre o capitalismo: a falsa noção de que o livre mercado prejudica os
“vulneráveis” dentro da sociedade. Mais especificamente, afirma-se
que o capitalismo afeta mulheres
e crianças ao
cruelmente explorar sua mão-de-obra. Mas a verdade é exatamente
oposta. 

O capitalismo oferece exatamente aquele elemento de
que os vulneráveis mais necessitam para sobreviver e prosperar: a liberdade de
escolha. A escolha mais libertadora que um indivíduo pode ter é a
capacidade de se sustentar a si próprio, sem ter de depender de ninguém mais
para que a comida chegue à sua boca.

Utilizando este mito como pressuposição inicial, os
historiadores sempre se mostraram extremamente hostis ao analisarem um dos mais
libertadores fenômenos da história ocidental: a Revolução Industrial. Do
século XVIII ao século XIX, o mundo avançou
acentuadamente
em termos de tecnologia, indústria, transporte, comércio e
inovações que mudaram o padrão de vida, como roupas de algodão feitas a baixo
custo. Em um período
de dois séculos
, estima-se que a renda mundial per capita tenha aumentado
dez vezes, e a população mundial, seis vezes. 

O economista prêmio Nobel Robert Lucas declarou que
“Pela primeira vez na história, o padrão de vida das massas formadas por
cidadãos comuns começou a apresentar um crescimento contínuo e constante. […]
Nada remotamente parecido com este fenômeno econômico havia acontecido até
então.” 

O acentuado avanço da prosperidade e do conhecimento
havia sido alcançado sem nenhuma engenharia social e sem nenhum controle
centralizado. Tudo foi possível em decorrência de se ter permitido que a criatividade humana e o
interesse próprio
se manifestassem livremente.

Certamente ocorreram abusos. Alguns podem ser
imputados às tentativas governamentais de se aproveitar da energia e dos lucros
daquele período. Outros abusos ocorreram simplesmente porque toda
sociedade possui pessoas desumanas e amorais que agem de má fé, especialmente
quando querem lucro fácil; isto, obviamente, não é uma crítica à Revolução
Industrial, mas sim à natureza humana. 

Adicionalmente, os avanços econômicos foram
amplamente maiores que as mudanças nas atitudes culturalmente vitorianas. No
século XVIII, mulheres e crianças eram vistas como cidadãos de segunda classe
e, algumas vezes, como bens e posses que podiam ser livremente trocados. A
revolução econômica foi o motor que impeliu a cultura e as leis a sofrerem
mudanças similarmente drásticas. Quando as mulheres deixaram os campos em
busca de emprego e educação, elas se tornaram uma força social que não mais
podia ser negada. Consequentemente, os direitos das mulheres avançaram
extraordinariamente durante o final do século XIX, algo que não teria ocorrido
não fosse a Revolução Industrial.

Até o século XVIII, não havia oportunidades para o
trabalho feminino. Com as máquinas implantadas pela Revolução Industrial, as
habilidades humanas mudaram de valor. O capital deixou o trabalho menos braçal
e mais intelectual, permitindo que as mulheres compensassem com neurônios o que
lhes faltava em musculatura. Por ser mais produtivo que o trabalho rural, a
renda dos trabalhadores industriais superou a renda do campo. Foi a Revolução Industrial
quem dinamizou o processo de emancipação econômica das mulheres.

Infelizmente, esta ligação salutar entre capitalismo
e direitos das mulheres se perdeu ao longo do tempo. Durante a segunda
metade do século XX, as feministas
ortodoxas
começaram uma cruzada para reverter esta força que havia
contribuído tão acentuadamente para o progresso nos direitos das mulheres. Em
vez de defenderem a liberdade de mercado, elas passaram a exigir, em nome da
“igualdade”, que vários privilégios para as mulheres se tornassem leis

O livre mercado passou a ser demonizado como uma
ferramenta opressora que tinha de ser combatida por meio de ações afirmativas,
leis contra assédio sexual, ações judiciais contra qualquer tipo de
discriminação, sistemas de cotas e uma miríade de outras regulações sobre o
mercado de trabalho.

Em meio a este processo, a Revolução Industrial
passou a ser retratada como o Grande Satã que destruiu o bem-estar de mulheres
e crianças. Esta descrição da Revolução Industrial, além de ser um simplório
preconceito ideológico, se baseou fortemente na deturpação dos fatos.

Deturpando fatos sobre as crianças

Sempre que os termos “crianças” e
“Revolução Industrial” são citados na mesma frase, imagens horrendas
imediatamente vêm à mente: uma criança de cinco anos sendo baixada, por meio de
uma corda, em uma mina de carvão; crianças esqueléticas trabalhando
precariamente em fábricas têxteis; o Oliver Twist, de Charles
Dickens, oferecendo uma jarra de madeira em troca de uma colher de
mingau. 

Estas imagens são normalmente utilizadas para
condenar o capitalismo e a Revolução Industrial. Em algumas ocasiões, elas são
utilizadas para glorificar políticos “humanitários” que criam leis
proibindo qualquer tipo de trabalho infantil. Elas são extremamente
eficazes em incitar um compreensível horror naquelas pessoas decentes que
condenam qualquer exploração de qualquer criança. O problema é que este
procedimento sofre de graves distorções.

Uma das distorções é que tal procedimento ignora uma
distinção essencial. No início do século XIX, a Grã-Bretanha apresentava duas
formas de trabalho infantil: crianças livres e crianças “pobres” ou
dos reformatórios, que eram entregues aos cuidados do governo. 

Os historiadores J.L. e Barbara Hammond, cuja obra
sobre a Revolução Industrial
Britânica e o trabalho infantil é considerada
definitiva, reconheceram esta distinção. O economista Lawrence Reed, em seu
ensaio “Child Labor and the
British Industrial Revolution”
, foi ainda mais adiante e enfatizou a importância
desta distinção. Escreveu ele:

Crianças
livres moravam com seus pais ou guardiões e trabalhavam durante o dia em troca
de salários acordados com seus adultos responsáveis. Mas os pais
frequentemente se recusavam a enviar seus filhos para situações de trabalho
excepcionalmente severas ou perigosas. […] Os proprietários das fábricas
não podiam subjugar violentamente essas crianças livres; eles não podiam
obrigá-las a trabalhar em condições que seus pais julgassem inaceitáveis.

Em contraste, as crianças dos reformatórios estavam
sob a autoridade direta de funcionários do governo. Reformatórios já
existiam há séculos, mas a empatia pelos oprimidos já havia sido arrefecida
pelo fato de que os impostos criados exclusivamente para aliviar a situação dos
pobres já estavam, em 1832, cinco vezes mais altos do em 1760, quando foram
criados. (O livro de Gertrude Himmelfarb, The
Idea of Poverty
, faz uma narração cronológica desta mudança de atitude
em relação aos pobres, da compaixão à condenação).

Em 1832, em parte a pedido de industriais ávidos por
mão-de-obra, a Comissão
Real Para a Lei dos Mais Pobres
começou uma pesquisa sobre o
“funcionamento prático das leis para o alívio da pobreza”. Seu
relatório dividiu os pobres em duas categorias básicas: pobres preguiçosos que
recebiam ajuda do governo e pobres trabalhadores que se sustentavam a si
próprios. O resultado foi a Lei dos Pobres de 1834,
em nome da qual o estadista Benjamin Disraeli fez anúncios dizendo que “a
pobreza é um crime”.

A Lei dos Pobres substituiu a ajuda fornecida por
terceiros (subsídios e esmolas) por “abrigos para pobres”, nos quais
as crianças pobres ficavam virtualmente aprisionadas. Lá, as condições
eram propositalmente severas, exatamente para desincentivar as pessoas a
mandarem seus filhos para lá (para funcionários públicos, mais trabalho é mais
estorvo).

Praticamente todas as comunidades da Grã-Bretanha apresentavam
um “grande estoque” de crianças abandonadas em reformatórios, as quais passaram
a ser virtualmente compradas e vendidas para as fábricas; estas sim vivenciaram
os maiores horrores do trabalho infantil.

Considere a desprezível função do “carniceiro” nas fábricas
têxteis. Tipicamente, “carniceiros” eram crianças novas — de
aproximadamente 6 anos de idade — que recuperavam, embaixo das máquinas, algodão que havia se desprendido durante os
processos de produção. Como as máquinas estavam em funcionamento, este trabalho
era extremamente perigoso e, como consequência, terríveis ferimentos eram
totalmente comuns. “Felizmente” para aqueles donos de fábricas
dispostos a usar o aparato do estado em benefício próprio, o governo não tinha
problema algum em enviar as crianças dos reformatórios para trabalhar embaixo das
máquinas em funcionamento. A maioria das crianças das comunidades tinha
como alternativa a este trabalho morrer de fome ou viver na criminalidade.

Não é nenhuma coincidência que o primeiro romance
sobre a Revolução Industrial publicado na Grã-Bretanha tenha sido Michael
Armstrong: Factory Boy
. Michael era um aprendiz de uma agência para
crianças pobres que foi mandado para as fábricas. Também não é
coincidência que Oliver Twist não era abusado por seus pais ou por agentes
privados, mas sim por brutais funcionários públicos dos reformatórios, em
comparação aos quais o antagonista Fagin era praticamente um humanitário. Vale
lembrar que, aos 12 anos de idades, com sua família na prisão, Dickens havia
sido ele próprio uma criança pobre que trabalhava em uma fábrica. O
economista Lawrence Reed observa que “a primeira lei na Grã-Bretanha voltada
para crianças de fábricas foi criada para proteger exatamente estas crianças de
reformatórios, e não as crianças ‘livres'”. A lei mencionava isso de
maneira explícita.

Logo, ao defender a regulamentação da mão-de-obra
infantil, os reformistas sociais pediram ao governo para remediar abusos pelos
quais o próprio governo era o responsável. Mais uma vez, o governo era a
doença que se fingia de cura.

Ideologia equivocada em relação às
mulheres

A distorcida apresentação dos fatos no que diz
respeito ao trabalho infantil e à Revolução Industrial só encontra paralelos na
distorcida ideologia pela qual se analisa o status da mulher. 

É perfeitamente possível argumentar que as mulheres
foram as principais beneficiárias econômicas da Revolução Industrial. Isto
se deveu majoritariamente à sua baixa condição econômica no período anterior à
Revolução. Elas simplesmente tinham mais a ganhar do que os homens.

Quando as mulheres tiveram a oportunidade de
abandonar a vida rural em busca dos salários das fábricas e de trabalho doméstico,
elas invadiram as cidades em quantias sem precedentes. Para a nossa atual vida
moderna, em que estamos já acostumados com todos os luxos criados pelo
capitalismo, as condições de vida e de trabalho eram obviamente terríveis, com
várias mulheres recorrendo à prostituição como ocupação secundária, tudo para
manter um teto sob suas cabeças. No entanto, por mais terríveis que as
condições possam ter sido, um fato fundamental não pode ser ignorado: as
próprias mulheres acreditavam que ir para as cidades era algo vantajoso — caso
contrário, elas jamais teriam feito a jornada ou simplesmente retornariam à
vida rural desencantadas. 

Dizer que o trabalho industrial “prejudicou” as
mulheres dos séculos XVIII e XIX é ignorar a preferência que elas próprias
demonstraram e expressaram; é ignorar a voz de suas escolhas. Claramente,
as mulheres da época acreditavam que tal situação era um aprimoramento de suas
atuais condições.

Uma substantiva fatia do historicismo feminista nada
mais é do que uma tentativa de ignorar as vozes de mulheres que de fato fizeram
suas escolhas à época. Um método comum de se fazer isso é reinterpretar a
realidade que cercava as escolhas e, então, impor esta reinterpretação de modo
a fazer com que as “escolhas” não mais aparentem ter sido
voluntárias, mas sim coagidas.

(É claro que as mulheres dos séculos XVIII e XIX
tinham escolhas severamente limitadas e podiam apenas escolher a melhor opção
entre várias ruins. No entanto, isso é muito diferente de dizer que o
trabalho industrial representava um retrocesso, uma coerção pior do que a vida
rural.)

Uma obra essencial para se compreender a análise
histórica da Revolução Industrial feita à luz do feminismo é a imensamente
influente The
Origin of the Family, Private Property and the State
, de Friedrich
Engels, lançada em 1884. Engels argumenta que a opressão à mulher
originou-se com o formato tradicional da família, mas ele próprio desdenha a
noção de que a família por si só havia subordinado as mulheres ao longo da
história. Em vez disso, ele firmemente coloca toda a culpa no capitalismo,
o qual ele acreditava ter destruído o prestígio que as mulheres outrora
usufruíam dentro da família.

Escreveu Engels,

Que a mulher era escrava do homem nos
primórdios da sociedade é uma das idéias mais absurdas transmitidas pela
filosofia do século XVIII. […] As mulheres não apenas eram livres como também
usufruíam uma posição altamente respeitada nos estágios iniciais da civilização,
sendo o grande poder entre as tribos.

Portanto, as épocas
anteriores à Revolução Industrial foram romantizadas como sendo um período em
que as mulheres tinham grandes poderes. Engels alegava que a
industrialização provocou uma separação entre o trabalho doméstico e o trabalho
produtivo, separação esta que fez com que a injustiça que era o formato da
família tradicional se ampliasse. Sendo assim, o trabalho feminino se
tornou um importante, mas ainda assim secundário, aspecto da libertação da mão-de-obra
humana rural para o alimento da máquina capitalista. Presumivelmente, os
inegáveis avanços gerados pela Revolução Industrial para as mulheres —
incluindo-se um aumento na expectativa de vida e vários direitos políticos —
foram adquiridos a um custo extremamente elevado.

A análise de Engels, no
entanto, apresentava um problema para as feministas. Ele pressupôs que os
homens não tinham nada a ganhar ao exercer poder sobre as mulheres, pois Engels
analisava os seres humanos em termos de suas afiliações de classes —
isto é, sua relação com os meios de produção. Já as feministas queriam uma
abordagem que incluísse tanto uma opressão de sexos quanto uma
opressão de classes

Para explicar por que as
mulheres (ao contrário dos homens) possuem interesses que estão em conflito com
o capitalismo, as feministas tiveram de ir além de Engels em suas
análises.  Elas desenvolveram uma ‘teoria do patriarcado’ — do
capitalismo masculino –, segundo a qual as mulheres eram
oprimidas pela cultura masculina por meio dos mecanismos criados pelo
capitalismo. Tal teoria está em nítido contraste com as análises
anteriores que diziam que as oportunidades geradas pelo livre mercado eram o
remédio social para as mulheres culturalmente oprimidas pelo preconceito ou
pelo privilégio masculino.

Em termos mais explícitos,
como funciona este remédio? Um empregador quer maximizar seus lucros sobre
cada $ gasto. Isto cria um forte incentivo para que ele leve em conta
apenas o mérito de um empregado, desconsiderando por completo sua cor, etnia,
religião ou sexo. Tudo o que importa é a produtividade do empregado. Uma
mulher capacitada, que aceitar trabalhar por, digamos, um salário $100 menor
que o de um homem similarmente capacitado, irá conseguir o emprego. Se ela
não conseguir, então aquele concorrente isento de preconceitos, que possui um
estabelecimento logo ali na esquina, irá contratá-la, e o empregador
preconceituoso irá perder sua vantagem competitiva. 

Quando esta dinâmica
ocorrer em escala maciça, as mulheres trabalhadoras
serão crescentemente capazes de exigir salários continuamente maiores
,
reduzindo esta diferença de $100. Este fator “equalizador” não
se manifesta de imediato, e não ocorre perfeitamente. Porém, com o tempo,
movidos pelo interesse próprio, os empregadores tenderão a se tornar
indiferentes a raça e gênero, pois é do interesse deles. Eles farão isso
em busca do lucro, e todos se beneficiarão.

Feministas que se opõem a
este processo de equalização não estão defendendo a igualdade por si só; elas
estão defendendo uma igualdade que existe somente de acordo com os termos que
elas consideram “justos” e “corretos”. Suas objeções à
Revolução Industrial não são empíricas, mas ideológicas. 

Assim como elas não
gostam das vozes das mulheres dos séculos XVIII e XIX que correram para as
fábricas, elas também rejeitam tudo que o livre mercado está dizendo sobre seu
desejo de igualdade.

Conclusão

Não importa se a “difamação”
se deve a uma distorção dos fatos ou à imposição de uma ideologia; o fato é que
a Revolução Industrial deveria processar a história por calúnia. Ou, mais
especificamente, deveria processar a maioria dos historiadores.

Jocosidades à parte, e
sem desconsiderar as injustiças que inevitavelmente ocorrem durante qualquer
período, a Revolução Industrial estabeleceu a liberdade com a qual as pessoas
se tornaram tão acostumadas, que até passaram a tratar a liberdade com
desrespeito. Talvez o redentor da reputação da Revolução Industrial venha
a ser a inegável prosperidade que ela criou. 

Atualmente, a
prosperidade parece ser algo mais respeitado do que a liberdade, muito embora
ambas sejam inextricavelmente relacionadas.

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100 comentários em “A Revolução Industrial, as mulheres e as minorias: como a ideologia suprimiu a realidade”

  1. Se algum saudosista da romântica era pré-Revolução Industrial quiser ver como funciona uma sociedade bucólica e pré-industrial basta ir ao Haiti. Ou a Bangladesh. Lá quase todo mundo vive na subsistência.

  2. Alexandre Garcia de Carvalho

    Isso é questão de lógica. Se a vida bucólica realmente fosse um idílio, ninguém sairia do campo. As pessoas não saíram do campo e foram se arriscar nas fábricas porque a vida bucólica era uma delícia. O fato de que elas saíram do campo e foram se arriscar nas fábricas, por si só, já mostra tudo o que precisamos saber sobre a sociedade pré-industrial.

    Nossos ancestrais não eram idiotas. Eles abandonaram aquela vida do campo por um motivo. Ignorar esse motivo para fazer proselitismo ideológico — como fazem professores de história — é um crime. Tais pessoas deveriam demonstrar mais respeito pelos nossos ancestrais e honestamente tentar entender o motivo desse êxodo rural rumo às fábricas.

  3. Concordo com o texto. Aceito a ideia de liberdade individual, ocorre que uma sociedade é um conjunto de indivíduos, então o individual é coletivo. Cria-se cenários que se apresentam as pessoas. Livres para fazer suas escolhas todas são, mas que conhecimento ou dicernimento tem daquilo que irão fazer? Não acho que ao Estado caiba resolver isso, mas alguém precisa. Sem educação as pessoas se contentarão sempre em estarem por baixo salvo alguns pouquíssimos e pontuais casos onde o pobre luta com as próprias forças e enriquece.

    O texto foi formidável quando falou de pessoas gananciosas. São pessoas nada mais que isso, mas essas mesmas pessoas fazem a sociedade andar, geram empregos. Ambicionam muito e ganham muito, as vezes inescrupulosamente e ilegalemente, mas geram empregos e renda aos trabalhadores. Como lidar com uma situação assim? O homem é uma animal, age sobre as circunstancias do meio que vive. Se uma oportunidade foi idenficada e ele possui o necessário para empreender nela o fará com certeza, do contrário nem identificará.

    Um cego por vezes é apresentado a caminhos alternados, mas como ele vai enxergar isso? Liberdade para seguir qualquer caminho tem, mas como vai enxergar? É o que a acontece com a educação. Sem ela não seguimos caminhos nenhum e sepre buscaremos sobreviver ao invés de viver.

    Posso abrir uma escola e oferecer uma edecuação para pessoas ignorantes, meus amigos podem fazer o mesmo e teremos alunos, pagando o preço justo pelo resultado que recebem. Brigas entre nós donos de escolas são relativas. Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam. Podemos evitar uma briga. Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários. Ninguém vai precisar cair é que pensam esses inescrupulosos que o autor se refere (na minha opinião).

  4. Bastante interessante a versão de Engels sobre a posição da mulher na sociedade. Impressionante mesmo. Incrível imaginar que mesmo assim o feminismo ainda tenha um viés tão marxista. Há um tempão que eu adiava a leitura desse livro para saber a visão do comunismo sobre as mulheres.

    Grato pelo texto!

  5. Pensador Puritano

    Eu não aguento é este papo de sociedade patriarcal,do jeito que falam era para a humanidade ter sido destruída por este regime”Brutal e Opressor”dos homens no passado e como diz o artigo,em numa economia onde os músculos eram a norma,mulheres estavam em desvantagem em todos os sentidos e regime atual onde prevalece o intelecto a mulher empatou com o homem e se o salário ainda não reflete isto é devido a dupla jornada da mulher lhe ser uma desvantagem,só corrigida com muito esforço e empenho sem paternalismos e privilégios que só oneram os produtivos(Seja homem ou mulher).

  6. Historiador Honesto

    Embora o artigo seja extremamente interessante e a autora tenha feito um ótimo trabalho em refutar alguns mitos clichês sobre a revolução industrial, devo dizer que ela própria também quedou vítima de outro mito bastante comum: a ideia de que as mulheres, como um todo, eram oprimidas e tinham um status menor que o dos homens antes do século XVIII.

    Creio que este mito infeliz, que dura até hoje e de maneira cada vez mais forte, decorre de uma simplificação muito significativa, a saber: as pessoas se concentram apenas nas diferenças entre os direitos dos homens e das mulheres ao mesmo tempo em que ignoram as diferenças entre os deveres e responsabilidades do homens e das mulheres.

    Sim, os homens tinham mais direitos no passado, mas também tinham muito mais deveres que as mulheres: lutar (e morrer) em guerras era uma função quase que exclusivamente masculina. Os homens podiam ser compulsoriamente recrutados (como aliás ainda podem hoje) para o serviço militar ou obrigados a se tornar parte da tripulação de um navio de guerra, por exemplo. Homens também eram legalmente obrigados a auxiliar a polícia a capturar criminosos. Também eram legalmente recrutados para fazer as vezes de bombeiro e apagar incêndios.

    Vale ressaltar que, à época, estes estavam entre os trabalhos mais perigosos do mundo.

    Mulheres eram isentas de tudo isso.

    Sim, nas famílias os homens frequentemente tinham mais direitos. E, nos sistemas legais, mais autoridade. Mas eles sempre tinham o dever de prover a mulher e os filhos. O sustento era obrigação masculina. As esposas não tinham nada dessas obrigações. E os maridos eram legalmente responsáveis pelos atos de suas esposas. Por exemplo, um homem podia ser preso por causa das dívidas não pagas de sua mulher.

    Quando se olha as coisas desta perspectiva mais abrangente, a ideia de que as mulheres eram oprimidas e tinham menos direitos cai por terra. Elas também tinham muito menos obrigações. Aliás, em termos legais, elas praticamente não tinham obrigações nenhuma.

  7. Só posso agradecer pelo excelente texto. Não tinha conhecimento dessa escravidão infantil promovida pelos reformatórios estatais da época. Para ficar perfeito, a autoria poderia também ter contrastado a situação muito mais deplorável das crianças antes da revolução industrial (mas sei que aí o texto ficaria enorme).

  8. E o fogarel do Museu Nacional? Cheio de gado estatal chorando e reclamando que o governo deveria ter cuidado direito dos ossos e caras de barro. Tudo com o nosso dinheiro é claro.

  9. Reparem como todos os neologismos esquerdistas já foram resolvidos pelo capitalismo:

    – Empoderamento feminino? Em países capitalistas, mulheres votam, dirigem carros, tornam-se CEOs, CFOs, empreendedoras, juízes, policiais, vão a praia que lhes permitem fazer topless, etc. Enquanto isso, em certas sociedades defendidas por esquerdistas, como a maior parte das árabes, não podem nem dirigir um carro;

    – Educação? Só em países capitalistas os pais têm renda suficiente para permitir que seus filhos fiquem até os 30 ou 40 anos estudando sem precisar trabalhar. A norma, em sociedades atrasadas, como aquelas de Paquistão, Bangladesh e outras, é que comecem a trabalhar na adolescência ou até antes;

    – Saúde universal? Em países capitalistas, tem-se acesso ao que há de mais avançado na medicina e, por mais que alguns tratamentos sejam caros, é muito difícil alguém que não consiga pagar ou ser ajudado a pagar. Em países socialistas, como na Venezuela, bebês que poderiam se tornar crianças perfeitamente saudáveis morrem na maternidade por falta de medicamentos. Em países com medicina socializada, como no Canadá, pessoas morrem por esperar meses por tratamento e são acondicionadas nos corredores dos hospitais, exatamente como ocorre com o SUS;

    – Desenvolvimento sustentável? Só em países capitalistas existem indústrias focadas em produtos biodegradáveis, fábricas limpas, com filtro e pesadas penalidades a indústrias que resolvam despejar seus poluentes em qualquer lugar, mesmo que afete poucas pessoas. Em países socialistas, como Bolívia e URSS, podem até secar lagos e acabar com o sustento de cidades inteiras que não acontece nada de mais grave;

    – Proteção a minorias? Sociedades capitalistas costumam abrigar imigrantes de todas as partes do mundo. Não raro, suas cidades abrigam, literalmente, pessoas de todo e qualquer país do globo. Além disso, é nessas sociedades que as pessoas podem ter a orientação sexual que bem desejam, e ainda assim arrumar trabalho sem problemas e sem serem incomodados em sua liberdade. Enquanto isso, em Cuba, gays foram mandados a campos de trabalho forçados e perseguidos.

    – Inclusão social? Em países capitalistas, como os EUA, até mendigos se tornam obesos devido à fartura de comida (quem já andou por Nova Iorque sabe do que estou falando). A pobreza absoluta foi praticamente erradicada. Enquanto isso, em países socialistas, como a Venezuela, quase toda a população foi jogada à pobreza abjeta e as pessoas fogem para os países vizinhos em busca de comida.

    É até compreensível a repulsa que tais temas tenham em pessoas neo-conservadoras, que se colocam contra tudo isso em oposição ao vitimismo esquerdista. Mas essas, na verdade, são bandeiras que valem a pena ser defendidas e cuja solução se dá com o capitalismo. O que aconteceu é que o movimento esquerdista simplesmente se apropriou (roubou) essas bandeiras da direita, como fazem com tudo em que metem as mãos.

  10. O livre mercado falhou na Romenia?

    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/milhoes-de-pessoas-vivem-na-romenia-com-salarios-infimos.html

    A renda média Romena é maior que a Brasileira, porém o Euro da uma enorme vantagem ao país do Leste Europeu que nem se compara com o Real BR.

  11. Devo parabenizar o trabalho feito pelo IMB.

    Exímias traduções.

    Leandro e outros autores sempre com ótimos artigos.

    “A melhor maneira de combater idéias ruins é com idéias boas.”

  12. Jean Carlo Vieira

    Falar mal do capitalismo e da Revolução Industrial utilizando o conforto de sua casa, seu celular e computador é fácil. Difícil mesmo é viver sem ambos.

  13. Cristiane de Lira Silva

    Acho interessante Bolsonaro fale sobre o empresário pagar menos para mulher porque mulher engravida e a empresa não pode arcar com os custos dessa mulher. É assim que ele acha que deve ser tratada a mulher que opta por trabalhar na iniciativa privada. É o trabalho na iniciativa privada que vocês, liberais defendem. No entanto Bolsonaro e seus filhos sempre “trabalharam” como políticos recebendo seus salários dos impostos do povo. Ele “empregou” suas ex-esposas no estado para serem pagas com dinheiro público. Sua atual esposa “trabalhou” no gabinete dele e nessa época o salário dela triplicou sendo tudo pago pelo dinheiro público. Porque para Bolsonaro o estado é uma empresa da qual ele é o “dono” e paga o dinheiro que quiser às suas “funcionárias” afinal o dinheiro não sai do bolso dele. Sai do bolso dessas mulheres que engravidam e dão prejuízo aos empresário(a)s!

  14. Cristiane de Lira Silva

    E quando esta mulher fica grávida e achar melhor não ter o filho por justos motivos pessoais e econômicos esse mesmo idiota se coloca contra o aborto e favor de que a mulher que resolve, com toda a razão, abortar seja presa.

  15. Cristiane de Lira Silva

    E sou totalmente a favor das leis contra o assédio sexual já que não sou anarcocapitalista. Se alguns homens preferem se comportar como bestas ao agir com as mulheres que sejam punidos. É assim que se combate este câncer. As leis contra o assédio sexual não tem o objetivo de prejudicar empresário, mas de punir os homens, incluindo os que são empresários, que praticam essa barbaridade. Para não ser prejudicado pelas leis é só não assediar. Quero leis mais dura contra assédio e estupro no trabalho ou fora dele . E também sou contra mulheres ganharem menos na mesma função, com a mesma capacidade e produtividade. Isso nos dias de hoje é só discriminação. Já ocupamos muito o mercado de trabalho. Não é preciso estes artifícios. Isso aí é só perda de dinheiro para as mulheres. Por isso sou a favor das leis de igualdade. Não é interessante que se discuta sobre as mulheres ganharem menos que os homens, mas nem se quer se coloque em discussão os homens ganharem 100 dólares a menos que uma mulher?

    Sobre a questão da gravidez e licença maternidade ouvi falar que empresas recebem redução de impostos pela licença então não há porque pagar menos para as mulheres. Acho também que a licença deveria ser dada não à mulher, mas ao casal. Assim não haveria discriminação contra as mulheres por terem filhos, mas os homens tambem seriam responsabilizados por suas crias. =)

  16. Os socialistas usurpam o crédito pelas melhorias geradas pelo capitalismo e o acusam de ter provocado problemas que ele ajudou a resolver – problemas muitas vezes causados ou piorados pelo intervencionismo estatal que o socialismo defende.

    * * *

  17. “O livre mercado passou a ser demonizado como uma ferramenta opressora que tinha de ser combatida por meio de ações afirmativas, leis contra assédio sexual, ações judiciais contra qualquer tipo de discriminação, sistemas de cotas e uma miríade de outras regulações sobre o mercado de trabalho.”

    Autora, essas ações não são voltadas para o combate ao livre mercado. Abusadores e preconceituosos existem, infelizmente, com ou sem livre mercado. E sua necessária repreensão não deve ser confundida a um ataque ao livre mercado, e sim ao assédio e discriminação.

    É necessário desconstruir o preconceito atualmente arraigado no mercado de trabalho e repreender a indivíduos que não respeitam, em última instância, a liberdade individual (neste caso da mulher) e seu direito de crescer profissionalmente sem ser prejudicada por vieses, de ter seu corpo e individualidade preservados e de ser remunerada de forma que condiz com seu trabalho e produtividade.

  18. pessoal quero um PC pra bitcoin, vcs acham q vai longe essa alta? é bolha? quero uma RTX 3090 ou 3070.

    3070 é 13k o pc completo

    a 3090 é 24k o pc completo

    Sera q valeria o investimento na 3090? pra isso quero a previsão austriaca em relação ao bitcoin. N tenho ouro nem nada, so poupança em real, boa inclusive

  19. Simone de Beauvoir.com

    As mulheres nunca tiveram um papel de relevância na sociedade e se teve que papel foi esse? que tipo de importância foi essa? porque se for aquela pseudo valorização que nada verdade é uma romantização de um papel de bela, recatada e do lar que é a mulher muito admirada porque ‘aceitou” assim ser submetida a ter e filhos e cria-los , cuidar da casa e da família… isso não valorização não, isso é passar pano para um papel na sociedade pré -determinado por causa de sua biologia

  20. Excelente artigo. Esta distorção dos fatos da História feita pelo marxismo é muito bem discutida no livro Revisionismo Histórico Brasileiro da Biblioteca do Exército. Essa distorção é feita com objetivos políticos para convencer pessoas a seguir o programa marxista. Usam a História como um meio. Gostaria de perguntar quanto a questão que a historiografia marxista (que a maioria de nós aprendeu) diz que na Revolução Industrial o cercamento dos campos é que deixou para as pessoas como única alternativa ir buscar emprego nas fábricas. O êxodo rural que aconteceu naquela época foi voluntário ou coercivo? As pessoas foram em busca de melhores condições nas fábricas ou saíram do campo porque foram expulsas?

    Essa informação eu não tenho. Obrigado!

  21. E esperem para ver!

    Daqui há 50 anos (quiçá menos), haverão distorções mesmo envolvendo a invasão russa à Ucrânia, com belas “explicações” sobre como as mulheres protagonizaram a resistência no fronte ante a Rússia (as mesmas militantes do Femen, que se debandaram daquele país, tão logo Volodimir Zelenski restringiu a fuga dos homens, para haver exército).

    Apenas aguardem.

  22. José Carlos Trevenzolli Filho

    AAverdade tem que vir a tona , SEMPRE, o mais rápido possível.
    Pois senão os historiadores de plantão, hoje em dia, muitos da esquerda manipulam sem escárnio a realidade. Temos que fazer a nossa parte.

  23. Júlio César Rodrigues

    Podemos dizer então que toda necessidade gera mudanças? Mudanças está ligado a algo NOVO? Gera aprendizado e avanço?
    Acredito que estamos no caminho certo! Para gerar as mudanças necessárias.

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